• Apologética Cristã

  • Defesa da Fé

  • Artigos e Livros

SOBRE

Lucas Banzoli (11/09/1992) é graduado em Comunicação Institucional pela UFPR, é pós-graduado em História pela UCAM, licenciando em história pela UEPG e mestre em teologia pela FTBP. Apaixonado por teologia, é autor de vinte livros cristãos e cinco blogs apologéticos, cujos artigos estão reunidos em um só lugar neste site.

17 de julho de 2018

60 “De Abel até Zacarias”: O cânon bíblico de Jesus



Há múltiplas formas diferentes e igualmente eficientes de se provar o cânon protestante do Antigo Testamento, a respeito do qual eu já escrevi muitos artigos disponíveis neste índice (mais especificamente na parte de “Artigos sobre os livros apócrifos ou deuterocanônicos”), os quais o Yago Martins recentemente resumiu neste excelente vídeo sobre o tema. Mas sem tirar o peso de todos os argumentos históricos que possam ser utilizados, o meu favorito é justamente aquele que recorre à própria Bíblia, mais especificamente ao seu autor e inspirador: o próprio Cristo. Se soubermos qual era o cânon que Jesus aprovou em seus dias, ficará extremamente fácil definir qual é o cânon correto.

14 de julho de 2018

144 O que dizer sobre os desigrejados?



Poucos assuntos são tão comentados comigo quanto aquilo que diz respeito aos desigrejados. Há uns dez ou quinze anos atrás ninguém falava em “desigrejado”, mas hoje o termo está mais do que na moda. Ser desigrejado é a onda do momento, surfando na maré trazida por gente como Caio Fábio, “irmão” Rubens, Mário Persona e diversos youtubers por aí. Aqui eu não pretendo desmerecer o conceito como um todo, porque entendo que existem diversos tipos de desigrejados e pelas razões mais variadas possíveis. Por exemplo, eu sou amigo de pessoas que são desigrejadas não porque sejam radicais “anti-templo” (ou “anti-sistema”, como dizem), mas apenas porque não conseguem encontrar nenhuma igreja decente na região onde moram, e na ausência de igrejas decentes preferem ficar sem congregar – algo que eu não tenho muito como contestar.

11 de julho de 2018

149 Flávio Josefo é a prova irrefutável de que Tiago era irmão (e não primo) de Jesus!



Por mais que a Bíblia afirme e reafirme reiteradas vezes a existência dos irmãos de Jesus, os apologistas católicos preferem acreditar na lenda de que eram “simples primos”, na única manobra possível para salvar o dogma da virgindade perpétua de Maria. Para eles, os vários textos do Novo Testamento que falam nos irmãos de Jesus dizem respeito apenas a primos porque no hebraico a palavra para irmão e primo era a mesma. O que ninguém jamais explicou a eles é que o Novo Testamento foi escrito em grego, não em hebraico, e que neste idioma já havia palavra específica para irmão (adelphos) e primo (anepsios), além do termo mais genérico para parente (suggenes). E que, por “coincidência”, todas as vezes que a Bíblia se refere aos irmãos de Jesus ela usa o termo para irmão mesmo (adelphos).

8 de julho de 2018

131 2ª Pedro 2:9 ensina que os ímpios estão sofrendo castigo no inferno?



Este artigo será um pouco mais trabalhoso e talvez mais tedioso de se acompanhar do que de costume. Sim, será longo, e sim, será cansativo, mas em se tratando de hermenêutica é assim mesmo. Este site sempre teve como diferencial trazer algo mais sofisticado, que exige bastante esforço e trabalho, em vez dos artigos simplistas e superficiais que vemos por aí. Então se você não tiver interesse ou paciência para acompanhar um texto longo como este, sinta-se livre para fechar este artigo e aproveitar a oportunidade para ver um vídeo útil e edificante como esse aqui (você pode inclusive repetir esse vídeo o dia todo que não deixará de ser bom). Só continue a leitura se você quiser ler inteiro, pois só assim poderá acompanhar todo o raciocínio até a conclusão.

5 de julho de 2018

137 A Santa Inquisição só julgava católicos?



Essa é a mais nova malandragem da apologética católica: quando uma pessoa de bom senso afirma que a Inquisição caçava os não-católicos a fim de forçar o catolicismo goela abaixo, ou que esse tribunal exterminou valdenses, protestantes, judeus, mouros e por aí vai, eles já tem uma resposta pronta: a Inquisição “só julgava católicos”, então se você não fosse católico e pregasse “heresias” na ótica de um romanista poderia ficar “susse no mousse” e “tranquilo como um quilo”, relaxar bastante e ter a certeza de que nada de mal aconteceria com você. Afinal de contas, essa amável, bondosa e, é claro, Santa Inquisição só se preocupava com os fieis católicos para que não transgredissem na fé, então nenhum não-católico era perseguido.

3 de julho de 2018

130 Dez provas incontestáveis de que Nero NÃO é o anticristo (+bônus no final)



Há poucos dias o Alon, do excelente site A Grande Cidade, gravou três vídeos ao vivo e a cores em seu canal no Youtube, onde destrói os argumentos preteristas como de costume de uma forma brilhante e extremamente simples de entender. Um desses vídeos trata do anticristo, que os preteristas identificam como sendo Nero, o imperador romano que reinou de 54 a 68 d.C. Vale lembrar que para os preteristas o Apocalipse se refere apenas à batalha entre Jerusalém e Roma ocorrida em 70 d.C e supostamente narrada de forma figurada por João. Ou seja, para eles não existe nenhuma grande tribulação ou anticristo futuro. Assista ao vídeo para entender:

28 de junho de 2018

91 Inédito: conheça todo o ódio, intolerância e perseguição da Igreja Católica aos judeus na história

(Papa João Paulo II beijando um belo e pacífico livro chamado Alcorão)


Nota: O artigo é extraído de um dos capítulos do meu livro sobre a Reforma, em fase final de construção. O "inédito" do título é porque eu desconheço qualquer outro estudo sobre o tema disponível na internet de forma tão completa como esse, então divulgue o quanto puder.

                                                                             ***

Perseguição e ódio aos judeus

Um outro tipo de perseguição à parte da Inquisição, mas também estimulada por ela, era o ódio aos judeus, que era muito mais intenso e comum na Cristandade católica medieval do que nos dias de hoje. Como diz Christopher Brooke, “na Idade Média se odiava aos judeus porque eram judeus, representação do povo que crucificou a Jesus Cristo”[1]. Um exemplo clássico desse ódio antissemita foram as Cruzadas, que, diferente do que se pensa, não vitimaram apenas muçulmanos. A chamada “Cruzada Popular”, que antecedeu a primeira cruzada oficial, é um exemplo claro do quão profunda era a hostilidade aos judeus entre as classes populares. Tornell escreve:

26 de junho de 2018

100 O melhor documentário que já assisti (Provas do Êxodo)



Há poucas semanas postei um artigo sobre historicidade da Bíblia (veja aqui), que recebeu a crítica de alguns leitores de linha liberal que não acreditam na historicidade dos relatos bíblicos, mais especificamente em relação ao Êxodo. O curioso é que o artigo em questão não era sobre o Êxodo e nem sequer o mencionava, mas quando se trata de historicidade da Bíblia o Êxodo é de longe o apelo número um dos críticos, como se fosse a “prova” mais cabal de que a Bíblia não possui credibilidade histórica. Isso me levou a pesquisar mais um pouco o tema, até descobrir um excepcional documentário chamado Patterns of Evidence: Exodus, que infelizmente não é muito conhecido no Brasil.

23 de junho de 2018

71 Seja notificado de novos artigos direto em seu computador, de forma simples e fácil!



Um dos maiores problemas do blogger sempre foi a ausência de notificações, que está presente em plataformas como o YouTube e que ajuda muito a manter o público interessado no seu conteúdo. Para tentar resolver esse problema eu havia ativado o gadget de receber os novos posts por e-mail, o que removi depois de perceber que ninguém que não seja tão antiquado como eu ainda continua usando e-mail em pleno ano 2018 (e também porque o gadget falhava e deixava de notificar muitas vezes).

60 Quando a descrição vira prescrição e a exceção vira a regra, a heresia é certa



Há poucos dias o Bruno Lima postou em seu blog Respostas Cristãs um artigo sobre o culto às relíquias à luz dos escritos dos Pais da Igreja. O artigo, que é uma continuação deste outro, é uma excelente refutação à prática católica, que se apega a textos isolados (e muitas vezes adulterados) dos Pais da Igreja, da mesma forma que fazem com a Bíblia. Eu não tenho nada a acrescentar aos artigos dele sobre patrística, mas aproveito a ocasião para tratar do único texto da Bíblia inteira a ser frequentemente utilizado pelos apologistas católicos para fundamentar sua doutrina em torno do culto às relíquias, que é o famoso texto sobre os ossos de Eliseu:

20 de junho de 2018

85 Entenda tudo sobre a Inquisição e a caça aos “hereges”


Nota: Este artigo é extraído de um dos capítulos do meu livro sobre a Reforma (ainda em construção). Para ler mais sobre Inquisição, consulte os artigos deste índice. Boa leitura!

17 de junho de 2018

124 E quando a história secular não confirma a Bíblia?



Há alguns dias o leitor Gabriel Tavares comentou neste artigo sobre um argumento usado por Bart Ehrman e outros céticos que põe em xeque o relato do julgamento de Jesus. Os evangelistas fazem menção à tradição de se soltar um prisioneiro por ocasião da Páscoa, mas, segundo eles, não há nada a respeito dessa suposta tradição na história secular, o que provaria que os evangelistas inventaram essa história para embelezar o relato da condenação de Cristo. Eu iria responder sobre isso no próprio comentário em questão, mas resolvi transformar em artigo e desenvolver o tema porque isso envolve bem mais do que apenas a cena do julgamento de Jesus, pois diz respeito a uma discussão central entre teólogos conservadores e liberais, que é a necessidade de confirmação dos relatos bíblicos em fontes seculares da mesma época.

15 de junho de 2018

96 Um exemplo simples e prático da desonestidade e canalhice dos apologistas católicos



Eu já denunciei várias e várias vezes aqui a típica desonestidade da apologética católica, que aprendeu bem com os jesuítas a se apropriar da mentira como recurso para defender “a verdade” (ou seja, os delírios que ensinam contra o consenso unânime dos historiadores sérios e da Bíblia). Grande parte desses apologistas sabe que estão mentindo e sabe que são desonestos, mas não se envergonham disso, pois pensam que para “defender a Santa Igreja” vale qualquer coisa, até pacto com o pai da mentira. Alguns que não conhecem este blog acham que isso é exagero, mas quem já acompanha há mais tempo sabe que a capacidade de mentira vinda dessa gente é incomparável e inigualável.

13 de junho de 2018

78 Como funciona a mente de um zumbi tridentino (Parte 4)


ATENÇÃO: este artigo é uma coletânea de pérolas católicas, e portanto uma fonte potencialmente inesgotável de risos. Se você não está bem de saúde para perder o ar de tanto rir (ou de chorar, dependendo do caso), eu advirto a não continuar lendo isso. Já está advertido. Em caso contrário, pode começar lendo a parte 2 e a parte 3, além do meu artigo introdutório. Dessa vez eu vou comentar menos e deixar que os prints falem por si mesmos. Vou dividir em seções, a começar pela mais rotineira.