• Confira a página dos livros

  • Defesa da Fé

  • Baixe o novo livro!

SOBRE MIM

Lucas Banzoli (11/09/1992) é mestre em Teologia pela Faculdade Teológica Batista do Paraná, pós-graduado em História pela Universidade Cândido Mendes, licenciando em História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e tecnólogo em Comunicação Institucional pela Universidade Federal do Paraná. Apaixonado por teologia, é autor de mais de vinte livros cristãos e cinco blogs apologéticos, cujos artigos estão reunidos em um só lugar neste site.

20 de janeiro de 2019

0 Católicos podem ser salvos?



Essa é uma pergunta que recebo com certa frequência. Como neste blog – e principalmente no mais antigo, o Heresias Católicas – eu fui um dos primeiros protestantes aqui no Brasil que se atreveu a quebrar a hegemonia católica na internet ao rebater os ataques papistas à nossa fé, que por muito tempo ficaram sem resposta (o que me fez ser provavelmente o mais odiado por muitos deles, embora o Yago já deva ter roubado este honroso posto), alguns podem pensar que sou do tipo de radical que acha que católico nenhum pode ser salvo, ou que só existe salvação dentro da minha religião. Nada mais longe da verdade, uma vez que esse tipo de exclusivismo é uma das características mais marcantes de uma seita, como é o próprio caso da Igreja Romana que oficialmente decreta que fora da Igreja Católica não há salvação (e que lança anátemas sobre todos os outros).

17 de janeiro de 2019

119 O que é ser uma pessoa de sucesso?

(Spoiler: não é se equilibrar no último andar de um prédio desses só pra tirar uma foto bonita)


Se você perguntar para alguém o que é ser “uma pessoa de sucesso”, provavelmente ouvirá que o sucesso está relacionado à sua conta no banco. Ou seja, quanto mais dinheiro, mais sucesso. Assim, a quantidade de sucesso é proporcional aos bens que a pessoa possui.

12 de janeiro de 2019

196 O ser humano está progredindo em aptidão e inteligência? Os esportes nos dão a resposta.



Se você caiu aqui de paraquedas, eu recomendo que antes de ler este artigo dê uma olhada em alguns artigos mais antigos, em especial "O mundo era melhor antes?", “Por que há menos guerras hoje do que antigamente?” e “Como era o mundo antes do capitalismo”, apenas para ter uma noção geral do que trataremos aqui. Que hoje o mundo é melhor – ou menos ruim, dependendo da perspectiva – do que em qualquer outra época, está fora de discussão. O que discutirei aqui é se essa evolução também é acompanhada por um aprimoramento técnico que faz o homem ser em geral melhor hoje do que era há tempos atrás em uma mesma área. E a forma mais fácil e prática de perceber isso não pode ser outra senão os esportes, onde o homem está sempre em competição consigo mesmo, podendo ser estudado e comparado a cada geração que passa.

7 de janeiro de 2019

200 A Revolução Francesa nos dá o exemplo perfeito para não ser reacionário e nem revolucionário



Há pouco tempo escrevi um artigo sobre a diferença entre um conservador e um reacionário, mas embora o artigo cite alguns exemplos, este irá complementar com um bem mais ilustrativo: a Revolução Francesa. Todo mundo que tenha estudado conhece a história, mas nunca é tarde lembrar de novo: os revolucionários conquistaram o poder na França, executaram o rei Luís XVI, os jacobinos tomaram as rédeas do movimento e implementaram uma ditadura, o Terror foi instaurado, cerca de 16 a 40 mil pessoas foram assassinadas, e entre elas numerosos monges, padres e freiras. Até mesmo os revolucionários “moderados” foram guilhotinados. Foi literalmente um terror, nome que designa até hoje este período da revolução. E a partir da França, a ideologia ateísta e secular se espalhou pela Europa e continua se espalhando até hoje, causando muito daquilo que apologistas católicos mais desonestos colocam na conta do protestantismo.

3 de janeiro de 2019

146 Por que tanta gente está se suicidando?



Nem todo mundo teve o que comemorar com o ano recém-findado. Muitos em 2018 perderam filhos, irmãos ou amigos não por causas naturais ou acidentes, mas pelo suicídio, que parece estar afetando um número cada vez maior de pessoas. Neste artigo eu pretendo fazer três coisas: a primeira e principal é tentar entender sociologicamente as razões que levam a esse aparente aumento no número de suicídios, a segunda é analisar o suicídio teologicamente, e por fim aconselhar a quem esteja pensando em ir pelo mesmo caminho.

29 de dezembro de 2018

112 Como era o mundo antes do capitalismo


Na escola, na mídia, na política, na televisão, numa mesa de bar ou seja lá onde for, somos sempre bombardeados com ataques dos mais inflamados ao capitalismo, seja atribuindo ao mesmo a pobreza que há no mundo, seja o responsabilizando pela desigualdade social. A impressão que se tem é que antes do capitalismo o mundo era uma maravilha, não havia pobreza, eram todos felizes, imperava uma invejável igualdade social e viviam todos em um Paraíso terrestre maculado pelo capitalismo malvado. Acho que não há quem tenha cursado ao menos o primário sem ter essa impressão muito forte. Eu também a tinha, até começar a estudar a história do mundo – especialmente aquela parte tão constantemente esquecida, a de quando não havia capitalismo.

26 de dezembro de 2018

187 Entenda de forma simples o que está por trás da “guerra cultural” ideológica entre católicos, ateus e protestantes



Se você está confuso com a imensidão de ideologias defendidas no meio político-religioso e se vê desnorteado em meio a tantas “guerras virtuais” de internet, este artigo é pra você. Ainda que haja muitas discussões diferentes, você logo verá que muitas delas estão conectadas umas às outras, as quais eu tratarei aqui resumidamente. Tudo o que aqui consta eu trato com mais profundidade em artigos e livros, alguns dos quais linkarei ao longo do texto. Embora haja muito mais do que três ideologias no mundo, eu tratarei aqui apenas essas principais por serem as únicas com relevância em nosso país. São elas: (1) ideologia católica; (2) ideologia protestante; (3) ideologia ateísta. A partir dessas três principais cosmovisões surgem as subdivisões políticas e sua influência sobre o mundo, o que é rotineiramente ignorado por leigos que geralmente entram na apologética pensando apenas no aspecto doutrinário da coisa.

11 de dezembro de 2018

200 Qual é a verdadeira origem de Satanás?



Historicamente as igrejas cristãs tem sempre entendido que Satanás nem sempre foi “Satanás” (ou seja, opositor ou adversário, que é o significado do seu nome), mas era no princípio um anjo de luz que por desobediência e rebeldia foi expulso do Céu – levando uma parte dos anjos consigo – e se tornou aquilo pelo qual conhecemos hoje. Este é um dos poucos assuntos em que as igrejas protestantes, católicas e ortodoxas concordam, e me parece não ter havido controvérsias antigas a este respeito. Era um raro consenso, apesar de tantas divergências que sempre marcaram todas as eras. Mas em tempos recentes, alguns têm colocado este ensino em xeque – principalmente grupos de “desigrejados”, embora a ideia tenha alguma aceitação entre um ou outro cristão denominacional.

9 de dezembro de 2018

91 Quer amar o papa? Aprenda como com Pio X

(Ame-o)

Ontem um leitor me perguntou sobre o texto de Gálatas 2:11, onde Paulo diz que “quando Pedro veio a Antioquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável” (NVI). Em outra tradução, «lhe resisti na cara, porque era repreensível» (ACF). A Vulgata Latina, tradução oficial da Igreja Católica, verte por «cum autem venisset Cephas Antiochiam in faciem ei restiti quia reprehensibilis erat», que traduzido seria «quando Cefas veio a Antioquia, lhe resisti na face, porque era repreensível». Ou seja, em qualquer versão, seja católica ou protestante, Paulo repreendeu Pedro publicamente e se opôs a ele nesta ocasião. Isso está claro, e poucos apologistas católicos o contestam – apesar de acreditarem na infalibilidade papal e que Pedro foi o primeiro papa.

5 de dezembro de 2018

89 Como e por que a esquerda se tornou odiosa?



Voltemos para 2002. Após quase levar em primeiro turno, Lula é eleito no segundo turno com 61% dos votos, se tornando o segundo presidente mais votado na história do mundo (atrás apenas de Reagan, em 1980). As igrejas, incluindo católicas e protestantes, lhe declaram apoio em grande parte, ou pelo menos neutralidade. Lula tem a simpatia até mesmo de seus adversários – FHC disse ter ficado “emocionado” ao lhe passar a faixa presidencial. Nem mesmo o mensalão conseguiu abalar sua popularidade, pois foi reeleito com quase a mesma quantidade de votos. Agora volte a 2018. A esquerda é odiada, o PT é execrado, a direita cresceu muito e se radicalizou tanto quanto, assumiu o poder nos braços do povo e o Lula tá preso, babaca. O que explica uma reviravolta tão inesperada e gritante?

1 de dezembro de 2018

146 Não se engane: há diferença entre um conservador e um reacionário



Nestes últimos tempos, estamos sendo bombardeados com notícias sobre o “crescimento do conservadorismo”, a “onda conservadora”, os “novos conservadores” e o caramba a quatro. Tem-se a impressão de que a política brasileira está passando por uma verdadeira revolução conservadora, esclarecida, equilibrada e consciente. Eu não estou aqui para negar que talvez haja de fato um aparente crescimento de conservadores, mas é preciso destacar que grande parte disso não passa de reacionarismo puro disfarçado de conservadorismo.

29 de novembro de 2018

60 Devemos fazer do jejum uma forma de sacrifício a Deus?



Vamos falar de coisa boa: vamos falar de Tekpix. Mentira, vamos falar de jejum. Mas para muita gente, o jejum está quase tão longe de ser uma “coisa boa” quanto a Tekpix – embora o façam como uma forma de suplício, uma penitência, um sacrifício para ganhar em troca o favor de Deus. E embora este conceito penitencial do jejum provenha da mentalidade católica medieval que permanece viva ainda hoje, eu não estou falando de católicos aqui: falo de muitos crentes, que ainda pensam ser necessário fazer certos sacrifícios para alcançar o favor divino, entre os quais encontra-se o jejum. No entanto, já há muito tempo Deus nos alertava dizendo que “desejo misericórdia, não sacrifícios” (Os 6:6).

25 de novembro de 2018

107 Mateus 10:28 prova que a alma não morre?


Ao longo de quase uma década debatendo com imortalistas, eu jamais recebi qualquer resposta sobre as centenas de passagens bíblicas que afirmam expressamente que a alma morre (você pode conferir algumas delas aqui e aqui), mas, em vez disso, todos rebatem essas centenas de textos com um: Mateus 10:28. Sempre me perguntei que diabos de exegese é essa que condiciona a interpretação de centenas de textos a um só, e onde esse único texto tem mais peso que as centenas de outros textos – ainda mais quando o bê-a-bá da hermenêutica consiste em deixar a Bíblia interpretar a Bíblia, ou seja, que os textos mais claros falem pelos mais difíceis, e, naturalmente, que um texto solitário seja interpretado à luz da multidão de textos que abordam a mesma coisa, a fim de que a própria Bíblia não entre em contradição.

21 de novembro de 2018

93 Por que há menos guerras hoje do que antigamente?



Quando eu era criança, via na televisão os noticiários de guerras (principalmente na Palestina) e tinha a impressão de que nunca antes houve tantas guerras do que no período atual. Ingenuidade pura. Quando comecei a estudar história, me dei conta de que as guerras atuais não representam sequer um número fracionário diante do habitual dos tempos antigos. Independentemente do período que se estude – Idade Antiga, Média ou Moderna, e mesmo boa parte da Contemporânea – uma coisa é sempre uma constante: guerras, guerras e guerras sem parar. Algumas delas são mais famosas, como a Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Eu francamente não consigo imaginar dois países civilizados como Inglaterra e França lutando por mais de cem anos nos dias de hoje, mas tal coisa não era nada surpreendente na Idade Média.

17 de novembro de 2018

111 Por que precisamos de uma Escola Sem Partido



Eu fiz meu Ensino Fundamental em uma escola privada e confessional cristã. Quando estava na 5ª série, meu professor de história e geografia dizia que o presidente americano George W. Bush roubaria a Amazônia do Brasil. Literalmente isso: roubaria. De uma hora pra outra, o malandrinho diria que a Amazônia não é mais território nosso, mas deles (sabe-se lá por quê). Mais tarde cursei meu Ensino Médio em outra escola privada, embora não-confessional. Inclusive o diretor e dono do colégio era declaradamente anti-PT. Mesmo assim, o professor de inglês do meu primeiro ano dizia – adivinhe só – que Bush roubaria a Amazônia do Brasil. Na verdade ele não apenas dizia: ele garantia. Era uma coisa tão “concreta” que todos acreditaram (até eu, que já tinha ouvido a mesma estória quatro anos antes).

14 de novembro de 2018

149 A República deu errado?



Não há nada que me revolte mais do que a mentira. Quando eu estudei extensivamente sobre os jesuítas para a escrita do meu primeiro livro sobre os 500 anos da Reforma, o que mais me indignou não foi o fato de serem católicos, mas sim por recorrerem àquilo que chamavam de “reservas mentais”. Elas basicamente consistiam em um passe-livre para mentir à vontade (e não raras vezes coisas bem piores que a mentira), contanto que a finalidade fosse "nobre" (ou seja, que servisse em prol da igreja deles). É o velho ditado do “fim justifica os meios”. Mas esqueçamos os jesuítas por um momento, porque neste mundo o que não falta é gente disposta a mentir, trapacear e jogar sujo o quanto puder para alcançar seus objetivos. E no que se refere a isso, há um grupo que é simplesmente imbatível: os monarquistas.

11 de novembro de 2018

134 Tomás de Aquino e a misoginia medieval



A Antiguidade tendia a enxergar a mulher como um intermediário entre o homem e o animal. Era assim que Aristóteles, o principal filósofo grego e propagador das ideias helenistas, dizia expressamente. O Cristianismo elevou o status da mulher na sociedade e lhe conferiu dignidade moral em relação ao homem, mas isso não durou para sempre e nem ocorreu sem altos e baixos. Um desses “baixos” é a Idade Média, que se por um lado não voltou a comparar a mulher aos animais, por outro lado voltou a encará-la como uma espécie inferior aos homens. E isso aconteceu principalmente por uma razão muito simples: a “ressurreição” de Aristóteles na escolástica medieval.