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SOBRE

Lucas Banzoli (11/09/1992) é graduado em Comunicação Institucional pela UFPR, é pós-graduado em História pela UCAM, licenciando em história pela UEPG e mestre em teologia pela FTBP. Apaixonado por teologia, é autor de vinte livros cristãos e cinco blogs apologéticos, cujos artigos estão reunidos em um só lugar neste site.

20 de abril de 2018

36 Trump repete na Síria o erro de Bush no Iraque


Todos sabem a minha admiração pelos Estados Unidos da América como nação, principalmente pela sua história vitoriosa, sua ética historicamente protestante e seu pioneirismo na democracia. Para início de conversa, devemos aos EUA o fato dos nazistas não terem prevalecido na Segunda Guerra Mundial e dominado o mundo, e dos soviéticos não terem prevalecido na Guerra Fria e estendido seu regime comunista ao restante do planeta. Só essas duas coisas já seriam mais que o suficiente para mostrar a demência de “anti-estadunidenses” fanáticos (em sua esmagadora maioria, comunistas alienados ideologicamente para odiar tudo aquilo que tem a ver com capitalismo e Cristianismo).

13 de abril de 2018

82 Refutando todas as calúnias católicas contra a rainha Isabel da Inglaterra



Considerações prévias: Este artigo é extraído de um dos capítulos do meu livro sobre a Reforma (ainda em construção), e é presumivelmente bem mais longo do que a maioria das pessoas estará disposta a ler, mas eu preferi postar a refutação a todas as calúnias dentro de um único artigo do que dividi-lo em múltiplas partes. A única que deixei de fora foi a da Armada Invencível (quando os espanhois instigados pelo papa tentaram destruir a Inglaterra em uma invasão marítima fracassada), um episódio que pretendo publicar em um artigo à parte, por isso o “(...)” no final. Um dos tópicos aqui presentes aborda a questão moral dos jesuítas, que é extremamente importante mesmo para quem não está nada interessado no reinado de Isabel.

10 de abril de 2018

58 Henrique VIII: Reformador protestante ou católico nacionalista?


A Reforma na Inglaterra foi totalmente singular. Ela não partiu das pregações de um reformador específico, como na maioria dos outros países, e também não veio pelas mãos de um “rei imoral”, como assevera a apologética católica. Já há tempos os ingleses tinham uma predisposição anticlerical, embora não anticatólica. Isso explica por que um rei católico que quis romper com Roma e ainda assim permanecer católico não teve que enfrentar a mesma oposição severa e selvagem que líderes protestantes como Henrique IV e Guilherme de Orange passaram em seus respectivos países. Para entender essa predisposição, é necessário recuar alguns séculos, particularmente até o “Cativeiro de Avinhão” (1309-1377).

6 de abril de 2018

68 Os prós e contras da Igreja em células


Para quem não sabe, a “Igreja em células” se refere a pequenos grupos de pessoas de uma mesma igreja que se reúnem na casa de um “líder de célula” para um culto diferente em algum dia durante a semana. Em relação ao culto padrão aos domingos é menor na duração, mas a principal diferença é que não se trata de uma única pessoa (um pastor) falando por uma hora sem parar, mas de um ambiente de interação entre os diferentes membros do grupo, onde cada um dá a sua opinião sobre os assuntos, discute as temáticas, acrescenta alguma coisa, pede oração e etc. Isso não significa que não haja alguém responsável pela pregação da Palavra, e sim que essa pregação não é um monólogo. Também não exclui e nem deve se sobrepor aos cultos em que a igreja toda se reúne a cada domingo.

2 de abril de 2018

86 O dia em que o papa incentivou a leitura da Bíblia. Ou não.


Em 2003, um protestante chamado Joe Bateman desafiou os papistas em um fórum católico americano sobre a questão da proibição da leitura da Bíblia[1], que, embora tão evidente e comprovada por múltiplas provas documentais, os apologistas católicos surpreendentemente continuam negando. Entre os documentos por ele citados (os quais examinaremos mais adiante) que provam que a Igreja proibiu a leitura da Bíblia, estavam o Concílio de Tolosa (1229), o Concílio de Trento (1545–1563) e uma Constituição Dogmática do papa Clemente XI intitulada Unigenitus Dei Filius (1713).

30 de março de 2018

62 A razão bíblica pela qual não sou nem comunista, nem anarcocapitalista


Há quem pense que anarcocapitalismo e comunismo são dois extremos opostos, um da extrema-esquerda e outro da extrema-direita, como se fossem arquirrivais que não combinam em absolutamente nada. Penso completamente diferente. Ainda que o socialismo que tenha se instaurado de fato nos países comunistas como Cuba, URSS, Camboja, Coreia do Norte e etc jamais tenha dado esse passo adiante, no “comunismo puro” idealizado por Marx essa era apenas a “primeira fase” do projeto. O que viria em seguida seria uma sociedade sem classes e sem Estado. Pode parecer irônico que a ponte para uma sociedade sem Estado seja justamente um Estado gigante e controlador de tudo, como no socialismo real, mas é a utopia que seguem, é o discurso que inventam.

26 de março de 2018

95 Conheça o "Tribunal de Sangue" que assassinou milhares de protestantes na Holanda


Considerações prévias: O texto a seguir é um trecho do meu livro sobre a Reforma (ainda em construção). Na Holanda, o rei espanhol Filipe II tentou forçar o catolicismo aos seus súditos, impôs a Inquisição através da regente e, ao ver que não surtia o efeito esperado, enviou o duque de Alba para exterminar os “hereges” protestantes com métodos de terror que eram assustadores mesmo para aquela época.

22 de março de 2018

171 O dragão na garagem da teologia cristã



Semanas atrás recebi o seguinte comentário que me levou a um momento de reflexão:

“Só um boboca vai achar que tá ‘destruindo’ a doutrina da imortalidade da alma com textos que fala de alma sendo traspassada, morrendo, etc. Seria uma refutação se crêssemos que alma significa APENAS o corpo físico. Coloque o cérebro pra funcionar, Banzoleigo”

18 de março de 2018

112 Como um apologista católico desonesto e picareta mente descaradamente para difamar Lutero



Há poucos dias postei no blog um artigo sobre as difamações a Lutero, extraído do meu livro sobre a Reforma (ainda em construção). Se você ainda não leu, recomendo fortemente que o leia antes de prosseguir a leitura deste aqui, pois o mesmo é fundamental para entender a mentalidade da apologética católica depravada e imoral em sua ânsia de insultar, difamar, atacar e caluniar os reformadores protestantes a todo e a qualquer custo, mesmo quando até os historiadores católicos modernos os desmentem. Mas achei necessário acrescentar este artigo dando exemplos práticos de como age a desonesta e rasteira apologética católica nos dias de hoje. E em se tratando de embusteiros, ninguém melhor para personificar isso do que Cris Macabeus – o “Macabesta”.

14 de março de 2018

89 Descubra a origem das calúnias papistas a Martinho Lutero


A figura de Lutero é alvo fácil da calúnia de todos os inimigos do protestantismo, os quais pensam que ao difamar Lutero estão destruindo a Reforma e toda a fé evangélica, como se Lutero fosse para nós alguma espécie de “papa infalível do protestantismo” que não estivesse sujeito a erros de fé ou moral. Muito pelo contrário, a fé do protestante não depende de Lutero, Calvino ou de quem quer que seja, além de Jesus Cristo. Mesmo se provassem que Lutero era um monstro de terrível crueldade e impiedade sem fim (o que na prática apenas o igualaria a inúmeros papas, esses sim tidos como “infalíveis”), o evangélico iria continuar crendo nas mesmas doutrinas, porque são as doutrinas bíblicas que qualquer leitor sincero e honesto pode concluir por si mesmo a partir da leitura dos livros sagrados.

10 de março de 2018

129 Entenda tudo sobre o massacre da Noite de São Bartolomeu: o maior genocídio religioso da história


(Quadro do massacre, pintado por François Dubois a pedido do papa)

O maior massacre da história dos conflitos religiosos é conhecido pelo nome de “a Noite de São Bartolomeu” porque ocorreu na noite de 24 de agosto, dia em que a Igreja Romana celebra este santo católico. Por mais estranho que pareça para os dias atuais, naquela época o catolicismo estava tão impregnado na consciência popular que as pessoas não costumavam chamar um dia pela sua data no calendário como fazemos hoje, mas através do “calendário religioso” da Igreja (por exemplo, ao invés de “20 de março”, era “o dia seguinte ao de São José”). Assim, o massacre da noite de 24 de agosto ficou conhecido como “o massacre da Noite de São Bartolomeu”.

7 de março de 2018

84 Entenda as divisões do Cristianismo e descubra a Igreja verdadeira!



Mesmo após tantos anos, muitos ainda me perguntam "quando surgiu a Igreja Católica". Então eu percebi que não basta escrever artigos gigantes cheios de argumentação, exegese, fontes históricas e assim por diante, que pouca gente irá ler (exceto os mais interessados). Muitos querem apenas um “resumão”, expresso em gráficos simples para facilitar a compreensão. Portanto, este artigo não será fundamentalmente um artigo argumentativo ou explanatório, mas ilustrativo (colocarei os links dos artigos com fundamentação e embasamento ao final deste post).

3 de março de 2018

112 O Massacre de Vassy – Início das “Guerras de Religião” na França


Depois da inesperada morte de Henrique II, a França passou por um período de instabilidade política em que jovens governantes (crianças, para ser mais preciso) assumiam o trono apenas como marionetes dos Guises. O primeiro a reinar foi seu filho, Francisco II (1544-1560), que assumiu logo após a morte do pai, em 1559, e morreu um ano depois, devido a uma enfermidade. Mesmo em tão pouco tempo de governo e com tão pouca idade (ele tinha 15 anos quando assumiu o poder), o embaixador veneziano Michaelis Suriano (católico) escreveu em 1560 que “Francisco II queria atacar os líderes protestantes, puni-los sem piedade e assim extinguir a conflagração”[1].

27 de fevereiro de 2018

103 A Reforma Protestante na França de Francisco I: repressão, intolerância e perseguição


A Reforma não teve em país algum maior número de mártires do que na França[1], e em nenhum outro lugar os evangélicos foram tratados com mais ódio, violência ou preconceito. Como vimos, a Reforma francesa começou antes mesmo de Lutero, através de Jacques Lefèvre d'Étaples (1455-1536), que iniciou suas pregações em 1514[2]. Ali os protestantes eram chamados por outro nome. Eram os “huguenotes”, cuja origem do termo é ainda hoje controversa. Teodoro de Beza (1519-1605), o “sucessor” de Calvino no ministério em Genebra, alegou que o nome vem de Hugo Capeto, um rei francês do século X. Nas superstições do catolicismo da época, sua alma estaria vagando de noite nas ruas de Tours, onde os protestantes costumavam se reunir, também à noite, devido às perseguições[3]. Por zombaria, os papistas passaram a apelidar os protestantes com este nome, “porque se pareciam com Hugo por andarem somente à noite”[4].