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SOBRE

Lucas Banzoli (11/09/1992) é graduado em Comunicação Institucional pela UFPR, é pós-graduado em História pela UCAM, licenciando em história pela UEPG e mestre em teologia pela FTBP. Apaixonado por teologia, é autor de vinte livros cristãos e cinco blogs apologéticos, cujos artigos estão reunidos em um só lugar neste site.

18 de fevereiro de 2018

0 Calvino era um ditador sanguinário que estabeleceu uma teocracia totalitária em Genebra?



Considerações prévias: O artigo abaixo é outro trecho do meu livro sobre a Reforma (ainda em construção). O tópico anterior fala da Reforma de Zwínglio em Zurique, que conquistou alguns cantões suíços ao protestantismo após debates públicos com católicos em que ele debatia sozinho contra vários papistas e se saía vencedor. Quando a situação começou a ficar preocupante para o lado católico, eles se uniram em uma liga de cantões católicos para esmagar a Reforma nos cantões protestantes. Zwínglio morreria em uma dessas guerras, em 1531. A partir daí, surgiriam dois novos expoentes principais na Reforma suíça: Farel e Calvino, que estabeleceram suas bases em Genebra, que, segundo os apologistas católicos, era um “estado teocrático totalitário”, onde o “ditador Calvino” mandava matar todo mundo que discordasse dele. Continue lendo para ver se as coisas eram bem assim.

14 de fevereiro de 2018

45 Lutero foi um genocida que matou milhares de camponeses na Inquisição protestante?


Considerações prévias: O artigo é um extrato do meu livro sobre a Reforma (em construção) e uma continuação ao artigo anterior, cuja leitura é importante caso o leitor queira ter uma compreensão mais completa sobre a Revolta dos Camponeses de 1524-25. No artigo anterior analisei se o protestantismo era o culpado pelo surgimento da revolta – provamos que não – e aqui analisarei se Lutero ou os protestantes foram os responsáveis por um “genocídio” que é por vezes chamado de “Inquisição protestante” pelas mentes mais perversas e doentias da apologética católica moderna. O artigo é longo, mas só assim para destruir adequadamente tantas calúnias, difamações, distorções grotescas e embustes criados intencionalmente para enganar as mentes mais incautas. Boa leitura!

8 de fevereiro de 2018

90 O protestantismo é o culpado pela Revolta dos Camponeses de 1524?


Considerações prévias: O artigo abaixo é parte do meu livro sobre a Reforma (ainda em construção). O capítulo em questão aborda tudo sobre a revolta dos camponeses de 1524, que os apologistas católicos usam para difamar Lutero e o protestantismo. Como o capítulo é longo, eu decidi dividir em duas partes. A primeira (essa) aborda se o protestantismo é culpado pelo surgimento da revolta. A segunda, que publicarei daqui alguns dias, abordará se o protestantismo é o culpado pela repressão da revolta (ou seja, pelo suposto “genocídio” que os papistas acusam). Boa leitura!

4 de fevereiro de 2018

62 O que você nunca soube sobre a Dieta de Augsburgo (1530)


*Observações iniciais: O artigo abaixo é extraído de um dos tópicos do meu livro sobre a Reforma (ainda em construção). Mas antes da publicação do trecho, acho importante fazer uma breve contextualização da Dieta. Em 1526, o imperador Carlos V não pôde exterminar ou proibir o protestantismo na Alemanha porque precisava da ajuda dos príncipes protestantes na luta contra a França. Assim, a primeira Dieta de Spira tolera o protestantismo até que um concílio geral fosse convocado. Mas tão logo a guerra com a França termina, uma nova Dieta é convocada em Spira em 1529, e declara o protestantismo ilegal. Os príncipes reformistas protestam contra essa decisão tirânica e unilateral que violava o termo anterior, vindo daí o nome “protestante”. Mas Carlos V não podia iniciar uma guerra civil na Alemanha enquanto havia a ameaça turca, razão pela qual adia o problema dando aos protestantes o prazo de um ano para contestar o édito. Esse prazo termina na Dieta de Augsburgo do ano seguinte (1530), que é o marco mais importante e decisivo no destino da Reforma.

30 de janeiro de 2018

104 A venda de indulgências até a época de Lutero


As indulgências não eram uma novidade na época de Lutero, embora também não fosse uma invenção tão remota. Um papa chamado Clemente VI se referiu a elas ainda no século XIV, através da bula Unigenitus (1343), e expôs a estranha doutrina que nunca foi crida na Igreja oriental e que demorou pelo menos mil anos para aparecer no Ocidente. Nas palavras do papa:

27 de janeiro de 2018

112 A Reforma antes de Lutero


O ano era 1054 d.C. Ocorre o chamado “Cisma do Oriente”, a cisão entre a Cristandade ocidental e a oriental[1]. A Igreja ocidental estava agora, finalmente, completamente entregue ao poder e ao domínio do papado romano. Não demoraria a surgir papas se colocando acima de imperadores, destituindo reis, criando a Inquisição, ordenando cruzadas dentro e fora da Europa, contra grupos considerados “heréticos” ou “infiéis”, e a imoralidade se tornar mais generalizada do que nunca – tendo seu centro, é claro, na Roma papal, onde as prostitutas correspondiam a 6% de toda a população em plena Idade Média, número este incomparavelmente maior que as cidades modernas com mais prostituição em nossos dias[2]. O fato é que a Igreja oficial da época havia se desviado há muito do seu ideal originário, e os moldes mudados tantas vezes que, como diz Geoffrey Blainey, “se os primeiros seguidores de Cristo tivessem voltado a viver, não teriam reconhecido muitas das crenças e rituais da Igreja que eles tinham ajudado a fundar”[3].

22 de janeiro de 2018

102 A trindade é pagã?


Uma acusação muito séria que é frequentemente levantada por grupos anti-trinitarianos é a de que a doutrina da trindade é “pagã”, como foi dito por um leitor do blog aqui. Embora eu seja trinitariano, este artigo não visa defender a trindade biblicamente, mas apenas responder a essa afirmação de que a trindade é pagã, que é muito fácil de ser acreditada quando não se estuda o paganismo a fundo. Por exemplo, foi afirmado pelo leitor que a trindade é uma “filosofia pagã”, o que exige necessariamente a existência de filósofos pagãos ensinando e defendendo a ideia da trindade. Mas não existe nenhum. Eu fiz uma pesquisa comum no Google por “a trindade é pagã”, e logo no primeiro resultado que aparece (de um site tentando provar que a trindade é pagã) eles mesmos afirmam isso (fonte):

20 de janeiro de 2018

13 A parábola do rico e Lázaro prova a imortalidade da alma? [VÍDEO]


Eu já tenho alguns estudos sobre a parábola do rico e Lázaro, principalmente este aqui, mas decidi elaborar também um vídeo sobre o assunto, respondendo objetivamente aos argumentos imortalistas rotineiramente utilizados em torno dessa parábola. O vídeo é provavelmente mais longo do que a maioria aqui estará disposta a assistir, o que deve significar que eu preciso melhorar minha capacidade de síntese, mas de todo modo é uma boa introdução a quem tem interesse em estudar o assunto.

14 de janeiro de 2018

184 Deus te usar não significa que Deus te aprove


Vez por outra alguém me pergunta sobre o que eu acho dos ‘milagres’ de tal religião, das ‘curas’ de tal igreja, dos ‘sinais’ operados por tal “profeta”, “apóstolo”, “santo” ou quem quer que seja – mesmo quando esses mesmos são bastante questionáveis na conduta que seguem ou na doutrina que creem. Aí já se encontra o primeiro problema: para a maior parte das pessoas, se há alguma ação sobrenatural em algum lugar ou através de qualquer pessoa, já significa necessariamente que Deus está aprovando essa pessoa, esse ministério ou essa igreja. É como se Deus estivesse concordando com tudo o que é praticado ali, dando o seu aval ou selo de aprovação.

10 de janeiro de 2018

136 Refutação bíblica à transubstanciação católica


NORMAN GEISLER
(Traduzido por Acrizio Souza)

Introdução

Nos primeiros três evangelhos, Jesus é representado como dizendo “este é meu corpo” e “este é meu sangue” (Mt 26.26,28; Mc 14.21,24; Lc 22.19,21) acerca do pão e do vinho na Ceia do Senhor. Isso é repetido em 1ª Coríntios 15.24. Em outra ocasião Jesus exortou seus discípulos a “comerem” sua “carne” e “beberem” seu “sangue” (Jo 6.52-58). O catolicismo romano baseia sua doutrina da transubstanciação nessas passagens, afirmando que o pão e o vinho da comunhão são transformados literalmente no corpo físico e no sangue de Cristo, enquanto mantém a aparência exterior e as características habituais de pão e vinho.

5 de janeiro de 2018

144 O mundo era melhor antes?


Certa vez um leitor me perguntou qual época da história da humanidade era a melhor para se viver. Minha resposta foi: século XXI.

3 de janeiro de 2018

122 O dom de línguas nos Pais da Igreja e na história cristã


Quando falamos sobre os dons espirituais, e sobre o dom de línguas em especial, um questionamento que surge sempre diz respeito à Igreja antiga, que supostamente acreditava que este dom já havia cessado em algum momento no primeiro século. Para muitos, nenhum Pai da Igreja falava em línguas ou tinha contato com cristãos que falavam em línguas, e se fossem transportados para o nosso século iriam se escandalizar com os pentecostais em geral. Em partes, esse tipo de questionamento é devido à fraqueza de argumentos bíblicos quando escrevemos sobre os dons à luz da Bíblia, como fiz sobre as profecias aqui, e sobre o dom de línguas aqui e, mais recentemente, aqui. Ou seja, uma vez que os cessacionistas em geral não possuem amparo bíblico para suas pretensões, investem alto na patrística.

1 de janeiro de 2018

58 O dom de línguas é um “sinal para os incrédulos” – o que isso significa?


Há no meio cristão duas concepções principais quanto ao que é ou era o dom de línguas. Na visão pentecostal, as línguas consistem em idiomas desconhecidos, celestiais e ininteligíveis às outras pessoas, com a finalidade de edificação pessoal de cada um em momentos a sós com Deus, onde, ao orarmos em línguas “estranhas”, nosso espírito é edificado, embora nossa mente esteja “infrutífera” (1Co 14:2; 1Co 14:14-15). Já na visão tradicional (em sua maioria, cessacionista), essas línguas seriam idiomas terrenos que Deus dava aos cristãos do primeiro século para pregar o evangelho a um descrente no idioma deles, e que deixou de existir após a era apostólica. Assim, um cristão que falava apenas o aramaico poderia passar a falar em grego para evangelizar um descrente grego, para citar um exemplo.

10 de abril de 2017

10 Meus Livros


Todos os livros escritos por mim estão disponíveis gratuitamente para download em Word ou pdf (Tabela 1) e para compra em impresso no Clube dos Autores (Tabela 2). Abaixo das tabelas há as opções de baixar de uma só vez todos os livros (em Word ou pdf), e então uma descrição resumida do conteúdo de cada um deles.

2 de janeiro de 2017

19 Artigos sobre Catolicismo