10 de outubro de 2019

200 Por que sou a favor do ministério pastoral feminino



*Atenção: Um tema tão delicado e polêmico como esse exige uma reflexão prolongada, razão pela qual recomendo a leitura completa do artigo antes de tirar alguma conclusão (apesar de ser talvez o artigo mais longo que já escrevi). Se por alguma razão você não pode ou não quer ler um texto longo como esse, peço encarecidamente que não leia o artigo e reserve suas críticas para os textos que lê. Mas caso esteja realmente disposto, desejo-lhe uma boa, paciente e proveitosa leitura :)

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Um dos temas mais controversos na comunidade evangélica é, sem dúvida, o do ministério pastoral feminino. Embora a ampla maioria das denominações protestantes ordene pastoras, não há tema que suscite mais animosidade que este. Nem mesmo quando defendo doutrinas minoritárias entre os evangélicos recebo tanta animosidade do que quando eventualmente toco neste assunto de forma rápida e superficial. Para ser franco, poucas coisas me incomodam mais do que ver alguns se acharem verdadeiros “guardiões da ortodoxia” simplesmente por se oporem ao pastorado feminino, tendo o prazer de chamar de “herege” todo tipo de gente que aceita essa prática (ou seja, a vasta maioria dos evangélicos).

O maior defeito de quem se acha um guardião da ortodoxia é a mania de pensar de forma dogmática, o que na prática significa ler um texto de forma atemporal, descontextual e descultural – ou seja, ele apenas pega um texto aleatório na Bíblia que diga “x” e já conclui que “x” é uma verdade eterna, atemporal e aplicável indistintamente a todas as culturas de todas as épocas. Este é o mesmo raciocínio que a CCB usa para exigir o uso do véu por parte das mulheres, baseando-se no texto em que Paulo escreve:

“Quero, porém, que entendam que o cabeça de todo homem é Cristo, e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus. Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua cabeça; e toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça; pois é como se a tivesse rapada. Se a mulher não cobre a cabeça, deve também cortar o cabelo; se, porém, é vergonhoso para a mulher ter o cabelo cortado ou rapado, ela deve cobrir a cabeça. O homem não deve cobrir a cabeça, visto que ele é imagem e glória de Deus; mas a mulher é glória do homem. Pois o homem não se originou da mulher, mas a mulher do homem; além disso, o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Por essa razão e por causa dos anjos, a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade” (1ª Coríntios 11:3-10)

Observe que Paulo é tão claro, direto, enfático e categórico neste texto quanto ele é três capítulos adiante, quando proíbe a mulher de pregar na igreja (no texto preferido dos que rejeitam a ordenação feminina). Ambos os textos são de Paulo, ambos os textos foram direcionados à igreja de Corinto, ambos os textos constam na mesma carta, ambos os textos falam do papel da mulher, e ambos os textos a restringem de alguma maneira. No entanto, excetuando uma única igreja, todas as outras que proíbem o pastorado feminino dispensam a necessidade do véu. Elas batem o pé com firmeza e intrepidez em relação à 1ª Coríntios 14:35-36, mas alegam que o que Paulo diz em 1ª Coríntios 11:3-10 é circunstancial e cultural, e portanto não aplicável aos dias de hoje (curiosamente, exatamente a mesma coisa que é afirmada por aqueles que defendem o pastorado feminino, aplicando a mesma lógica para ambos os textos, não só para um deles).

A diferença entre um presbiteriano, um metodista e um irmão da CCB é que os dois últimos são coerentes em sua exegese (ainda que chegando a conclusões opostas), interpretando culturalmente ambos os textos ou não interpretando culturalmente nenhum dos dois, enquanto o presbiteriano é inconsistente por só dogmatizar o que lhe convém (isso inclui também os católicos e alguns assembleianos que não exigem o véu, mas proíbem a ordenação feminina). Um mínimo de bom senso levaria a uma reflexão muito simples: se 1ª Coríntios 11:3-10 é meramente circunstancial e cultural e não mais aplicável obrigatoriamente nos dias de hoje, por que o texto usado por aqueles que rejeitam o pastorado feminino também não poderia ser lido da mesma forma? Ou apenas a CCB está certa e todas as outras denominações cristãs do mundo estão erradas e as mulheres precisam usar o véu, ou elas não precisam usar o véu e nem “ficar caladas na igreja”.

Indo mais além, e já sabendo que posso ser mal interpretado aqui, a exegese que os presbiterianos e outros contrários ao pastorado feminino impõem é a mesma que pode ser sustentada em defesa da escravidão. Não, eu não estou dizendo que quem se opõe ao pastorado feminino é automaticamente um escravocrata, estou apenas dizendo que o método hermenêutico usado por ambos é o mesmo. Até onde eu sei, não há cristão que defenda a escravidão hoje em dia, mas enquanto ela ainda existia era muito comum teólogos e pastores cristãos tentarem defendê-la biblicamente. O quarto capítulo do meu livro A Bíblia e a Escravidão (disponível na página dos livros) trata especificamente disso.

Os dois maiores pregadores ingleses do século XVIII eram George Whitefield (1714-1770) e John Wesley (1703-1791). Enquanto o primeiro sustentava que não tinha “nenhuma dúvida quanto à legalidade de manter escravos”[1], o segundo se notabilizou como um grande abolicionista, que teve impacto direto na abolição da escravidão nas colônias inglesas e em todo o mundo. Wesley era um grande amigo de William Wilberforce (1759-1833), o líder do movimento abolicionista britânico, sobre quem exerceu forte influência. A partir da Inglaterra, o movimento abolicionista de Wesley e Wilberforce ganhou o mundo (apesar de ter chegado tarde em países reacionários como o nosso).

Mas, afinal, qual era a base bíblica de Whitefield para a legitimidade da escravidão? Ele se apoiava principalmente em textos como estes:

"Os seus escravos e as suas escravas deverão vir dos povos que vivem ao redor de vocês; deles vocês poderão comprar escravos e escravas” (Levítico 25:44)

“Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá forro, de graça” (Êxodo 21:1-2)

“Escravos, obedeçam em tudo a seus senhores terrenos, não somente para agradá-los quando eles estão observando, mas com sinceridade de coração, pelo fato de vocês temerem o Senhor” (Colossenses 3:22)

“Todos os que estão sob o jugo da escravidão devem considerar seus senhores como dignos de todo o respeito, para que o nome de Deus e o nosso ensino não sejam blasfemados” (1ª Timóteo 6:1)

“Ensine os escravos a se submeterem em tudo a seus senhores, a procurarem agradá-los, a não serem respondões e a não roubá-los, mas a mostrarem que são inteiramente dignos de confiança, para que assim tornem atraente, em tudo, o ensino de Deus, nosso Salvador” (Tito 2:9-10)

“Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com sinceridade de coração, como a Cristo. Obedeçam-lhes, não apenas para agradá-los quando eles os observam, mas como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará a cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre. Vocês, senhores, tratem seus escravos da mesma forma. Não os ameacem, uma vez que vocês sabem que o Senhor deles e de vocês está nos céus, e ele não faz diferença entre as pessoas” (Efésios 6:5-9)

“Escravos, sujeitem-se a seus senhores com todo o respeito, não apenas aos bons e amáveis, mas também aos maus” (1ª Pedro 2:18)

Em contrapartida, em quais textos Wesley se apoiava em favor do abolicionismo? Principalmente este aqui:

“Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28)

Analisando superficialmente, parece que Whitefield estava do lado vencedor da discussão teológica (apesar de estar obviamente equivocado sob uma perspectiva moral). Infelizmente para Wesley, ele não tinha nenhum texto que dissesse expressamente que é proibido escravizar pessoas, ou que a escravidão deveria ser futuramente proibida. Já os textos de Whitefield parecem bem mais claros e contundentes, falando da escravidão abertamente e sem rodeios, em contextos que sugerem que a prática é legítima. Um “guardião da ortodoxia”, como aqueles tantos que hoje condenam o ministério feminino, seria rápido em concluir como Whitefield que “a escravidão é bíblica e ponto final”, rejeitando a implicação que Wesley tirava dos textos que cita.

No entanto, quando analisamos a discussão dentro de um contexto maior – não apenas do contexto dos textos em si, mas sobretudo do contexto social, cultural e jurídico – vemos que Wesley estava do lado certo da discussão, também sob um ponto de vista teológico. Embora a Bíblia de fato não ordene explicitamente a abolição imediata da escravidão, as implicações dos textos aludidos por Wesley são mais profundas do que parecem a uma primeira vista. Afinal, se realmente não há mais diferença entre escravo e livre, mas todos são um em Cristo (Gl 3:28; 1Co 12:13; Cl 3:11), então a opressão de um grupo sobre o outro é imoral e a escravidão não tem sentido. Em Cristo, “as costumeiras distinções e divisões da vida desaparecem”[2].

Mas então, por que Paulo falava naturalmente sobre a escravidão comum a seus dias e não a condenava frontalmente? Pense nas consequências que um discurso desses traria na época. Para começo de conversa, o Cristianismo seria considerado subversivo, pois estaria condenando a lei romana, e Paulo se passaria por um revolucionário. Um discurso desse tipo certamente suscitaria uma revolta, cujos resultados seriam trágicos. Nós nem precisamos especular sobre isso, porque um século antes de Paulo o mundo havia visto os resultados da revolta de Espártaco (71 a.C), que mobilizou 40 mil ex-escravos para um banho de sangue que não terminou nada bem para eles. Por isso, era necessário agir com cautela, preparando o caminho para o futuro, ressaltando que todos são iguais perante Deus. Paulo plantou a semente e edificou os alicerces; coube a Wesley concluir a obra e colher os frutos.

Obviamente, a vontade de Deus sempre foi que a escravidão não existisse, mas as circunstâncias exigiam que isso fosse feito progressivamente, em razão das condições histórico-sociais então vigentes. Essa “permissividade” à escravidão, embora dentro de um contexto bem específico, abriu margem para que numerosos teólogos cristãos e até papas (muitos deles senhores de escravos) defendessem a escravidão, sem pensarem estar contrariando a Bíblia (leia mais sobre isso aqui). O princípio maior (de todos serem iguais perante Deus) acabava sendo ofuscado pelo contexto imediato (a tolerância à escravidão naquele lugar e época que a Bíblia registra), o qual era usado como pretexto para a permanência da prática em terras cristãs.

Curiosamente, escravidão vs abolicionismo não era a única divergência entre Whitefield e Wesley. Enquanto Whitefield proibia terminantemente que mulheres pregassem (usando como base bíblica os textos já conhecidos, que analisaremos adiante), o visionário Wesley deu um passo à frente nisso também. Wesley consentiu que Maria Bosanquet pregasse em sua classe, e uma de suas colaboradoras, Sara Crosby, realizou nada a menos que 120 cultos públicos e mais de 600 reuniões diárias em um único ano, algumas delas diante de mais de duzentos fiéis[3]. «Por ordem de Wesley e da Conferência», Joseph Harper deu a Sara Mallet uma licença para pregar, a qual pregava sempre que possível, chegando a prejudicar sua própria saúde para este fim. “Deus reconhece mulheres na conversão de pecadores”, disse Wesley ao referir-se ao assunto, “e quem sou eu para resistir a Deus”[4].

Quais eram os textos bíblicos que Whitefield usava para proibir a pregação feminina? Eram principalmente estes:

“Como em todas as congregações dos santos, permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a lei. Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa; pois é vergonhoso uma mulher falar na igreja” (1ª Coríntios 14:33-35)

“A mulher deve aprender em silêncio, com toda a sujeição. Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, e depois Eva. E Adão não foi enganado, mas sim a mulher, que, tendo sido enganada, tornou-se transgressora. Entretanto, a mulher será salva dando à luz filhos – se elas permanecerem na fé, no amor e na santidade, com bom senso” (1ª Timóteo 2:11-15)

À uma primeira vista, os textos parecem tão claros quanto os que “legitimam” a escravidão. Em contrapartida, quais eram os textos que Wesley poderia usar para endossar a pregação feminina? Adivinhe:

“Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28)

A mesma lógica usada para condenar a escravidão também é usada para respaldar a pregação feminina: se em Cristo já não há homem nem mulher, mas todos são um aos olhos de Deus, não se pode limitar a pregação da Palavra aos homens. Se em Cristo a barreira do gênero é quebrada, ela não pode permanecer de pé para impedir uma função espiritual de um em detrimento do outro. Obviamente, homens permanecem sendo biologicamente homens e mulheres permanecem sendo biologicamente mulheres; espiritualmente, no entanto, os dois são uma coisa só – Deus não faz acepção de pessoas, de sexo, de etnia ou de condição social. Quando Deus olha para um homem cristão ele vê um filho; quando Ele olha para uma mulher cristã ele vê uma filha, da mesma forma. Não há distinção, vantagem ou superioridade de um sobre o outro – como haveria se um tivesse legitimidade para atribuições eclesiásticas nas quais o outro estivesse proibido.

É justamente baseado neste princípio que a Reforma Protestante se estabeleceu. Para os papistas, apenas os sacerdotes ordenados são sacerdotes de fato, e só eles podem realizar uma missa, consagrar os elementos da ceia, perdoar os pecados e tudo mais. Lutero, ao contrário, resgatou o princípio bíblico do sacerdócio universal de todos os crentes (a respeito do qual já discorri aqui), que dinamitou a hierarquia espiritual imposta por Roma. Para os protestantes, bem como para a Bíblia, todos os cristãos batizados e regenerados são sacerdotes espirituais, como está claro em textos como estes:

“Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém” (Apocalipse 1:5-6)

“Vocês são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1ª Pedro 2:9)

Quando João disse que Cristo «nos fez reis e sacerdotes», ele não estava se referindo apenas a pastores formalmente ordenados, e quando Pedro disse que nós somos «sacerdócio real» ele não estava se dirigindo apenas aos bispos da Igreja, concluiu sabiamente Lutero. Observe como exatamente a mesma lógica poderia (e deve) ser aplicada em relação ao sacerdócio feminino: da mesma forma que João e Pedro não escreviam só a sacerdotes devidamente ordenados, eles também não escreviam apenas a leitores homens. Evidentemente, todos os cristãos genuínos – homens e mulheres, ordenados formalmente ou não – são sacerdotes espirituais, o que representa uma ruptura drástica com o modelo da antiga aliança, onde apenas homens de uma linhagem e de uma tribo específica podiam ser sacerdotes. No tempo da graça, o sacerdócio está aberto a todos os que nasceram da água e do Espírito – sem as velhas barreiras de gênero, etnia ou condição social (cf. Gl 3:28).

Se todos são sacerdotes e as mulheres fazem parte do “todos”, então as mulheres são sacerdotes. É uma conclusão inevitável, a não ser que o sacerdócio universal seja um sacerdócio de mentirinha. “Mas e a ordenação?”, você dirá. A ordenação não torna alguém um sacerdote, ela apenas reconhece que alguém é um sacerdote. Todos somos sacerdotes, mas não podem todos darem a palavra no culto, por isso as igrejas escolhem para este fim as pessoas mais aptas para esta função (que chamamos de pastor). Isso não significa, no entanto, que os demais não sejam essencialmente tão sacerdotes quanto esses formalmente nomeados. Por isso nós aceitamos que “leigos”[5] ministrem os sacramentos (batismo e ceia), pois eles são tão sacerdotes quanto os sacerdotes formalmente consagrados.

Os oponentes do ministério pastoral feminino invertem a lógica da ordenação e caem no mesmo equívoco dos católicos. Não é a ordenação (formalidade) que torna alguém um pastor; é justamente o ato de pastorear que faz alguém ser reconhecido formalmente como um pastor. Em outras palavras, alguém é um pastor a partir do momento em que atua legitimamente como um pastor, cabendo à comunidade eclesiástica apenas o reconhecimento público disso. É a mesma lógica que se aplica ao cânon bíblico: não é a igreja que define quais livros são inspirados e quais não são; cabe a ela apenas reconhecer aquilo que já era inspirado, descartando aquilo que já não tinha inspiração. Não é a ordenação que faz de alguém um pastor, da mesma forma que não é um concílio que torna um livro inspirado da noite pro dia. A consagração é um reconhecimento público e formal de algo que já é real e que a precede.

Por terem a mesma forma de pensar que os papistas, os opositores da ordenação feminina caem em contradições e incoerências sem fim. Por exemplo, o pastor e teólogo presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes, em um artigo no qual combate a ordenação feminina, elabora a seguinte questão: O que fazer quando mulheres possuem visão pastoral, liderança, habilidades para o ensino ou capacidade administrativa, dons de evangelismo ou profecia?”. E em seguida, responde assim: “Que exerçam estas habilidades e dons dentro das possibilidades existentes nas igrejas. Elas não precisam ser ordenadas para desenvolver seus ministérios e manifestar seus dons” (fonte).

Note que ele não nega que existem mulheres com «dons de liderança, habilidades de ensino e capacidade administrativa», mas acha que essas mulheres que tem os mesmos dons dos homens não podem ser formalmente ordenadas (embora possam agir como se fossem!). Como se vê, a ordenação aqui é um mero escrúpulo, uma formalidade que não muda em nada a essência da coisa. É como se alguém colocasse o Romário para jogar no ataque, mas se recusasse a dizer que ele é um atacante só por não estar vestindo a camisa 9, ou por não estar inscrito como “atacante” na ficha técnica. Pode-se fazer as mesmas coisas de um atacante, só não pode ser chamado de “atacante”; pode-se fazer as mesmas coisas que uma pastora, só não pode ser chamada de “pastora”.

Trata-se, como é claro, de uma banalidade, um escrúpulo que foge da discussão real: ou as mulheres podem pregar, ou não podem. Quem usa os textos de 1ª Coríntios 14:33-35 e de 1ª Timóteo 2:11-15 para se opor à ordenação feminina deveria, por coerência, se opor a tudo, desde o ensino e o direito de fala das mulheres nas assembleias religiosas, pois stricto sensu os textos sequer mencionam ordenação. A proibição à ordenação feminina é presumida pela proibição a pregar no culto público; portanto, proibir que a mulher seja ordenada mas permitir que pregue (ainda que em circunstâncias e solenidades especiais) é um contrassenso que refuta a própria essência do argumento levantado.

De fato, poucas são as igrejas que proíbem realmente a pregação feminina – como uma leitura ao pé da letra de 1ª Coríntios 14:33 e de 1ª Timóteo 2:11 exigiria, e como defendiam as igrejas dos tempos de Wesley. Pelo contrário: algumas proíbem a ordenação feminina, mas permitem que preguem como missionárias; outras proíbem a ordenação feminina, mas permitem que preguem na escola dominical; outras proíbem a ordenação feminina, mas permitem que preguem na ausência de um pregador masculino; outras proíbem a ordenação feminina, mas permitem que preguem nos púlpitos se for dada uma “licença” de pregação por um pastor homem; outras proíbem a ordenação feminina, mas permitem que pastoras de outras denominações preguem ali; outras proíbem que preguem a homens, mas permitem que preguem a outras mulheres; outras proíbem que sejam pastoras, mas permitem que sejam diaconisas e até profetizas, e a lista vai longe.

Não existe um consenso ou coerência, mas cada um faz a regra que quer. Um exemplo recente é o da Igreja Presbiteriana do Brasil (não confundir com a Presbiteriana Independente, que ordena mulheres), que antigamente proibia qualquer pregação feminina, depois decidiu permitir que pastoras e bispas de outras denominações pregassem em suas igrejas, e mais recentemente voltou a proibir que pastoras de outras denominações pregassem ali, mas concedeu que mulheres preguem na falta de um ministro homem e com a permissão deste (concessão essa que não havia antes). Se formos pedir a base bíblica para cada uma dessas mudanças em particular, receberemos um grande e sonoro silêncio. 

Baseado numa leitura descontextual e descultural da Bíblia – a mesma que serviu para fundamentar a escravidão, nunca se esqueça – eles concluem que mulheres não podem pregar, mas abrem concessões que essa mesma leitura fundamentalista das Escrituras jamais permitiria. É como se a aplicação literal do que Paulo disse só valesse parcialmente, e essa medida é aquilo que dá na telha de cada um. Muitos deles concordam que a mulher pode pregar na rua, mas proíbem que pregue na igreja, como se "igreja" se resumisse a um templo de quatro paredes, e como se o cristão tivesse que ser uma coisa dentro da igreja e outra coisa fora dela. É um contrassenso total com o conceito de igreja presente no Novo Testamento, além de um ataque frontal à lógica e ao bom senso. A igreja, que deveria ser o lugar onde a palavra de Deus mais pode (e deve) ser pregada, se tornou o lugar mais cheio de legalismos e repressão. 

Se o texto que exige que as mulheres «permaneçam em silêncio na igreja» porque «não lhes é permitido falar» (1Co 14:33) deve ser interpretado da forma mais literal, completa, dogmática e fundamentalista que os opositores da ordenação feminina reivindicam, só podemos concluir uma coisa: que a mulher não pode falar nada na igreja. Contudo, o mesmo apóstolo que escreveu isso também disse, na mesma epístola, que “todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua cabeça; e toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça; pois é como se a tivesse rapada” (1Co 11:4-5), indicando que as mulheres podiam orar e profetizar na igreja (e até onde eu sei, ninguém profetiza calado). Lucas nos informa que Filipe “tinha quatro filhas virgens, que profetizavam” (At 21:9), e a profecia é algo que se faz para a edificação do próximo, na igreja (cf. 1Co 14:4).

Da mesma forma, se devemos entender da forma mais literal, completa, dogmática e fundamentalista possível o texto em que Paulo categoricamente diz: «não permito que a mulher ensine» (1Tm 2:12), então a mulher não poderia ensinar nada de Bíblia em circunstância alguma – muito menos a um homem. No entanto, Lucas nos informa que Priscila e Áquila pregaram o evangelho e doutrinaram Apolo:

“Logo, Apolo começou a falar corajosamente na sinagoga. Quando Priscila e Áquila o ouviram, convidaram-no para ir à sua casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus” (Atos 18:26)

Note que o texto não diz que só Áquila ensinou Apolo e que Priscila estava ali perto o acompanhando em silêncio, mas diz que Priscila (mencionada primeiro) e seu marido Áquila explicaram (plural) o caminho de Deus a Apolo. De fato, todas as vezes em que esse casal é mencionado em conjunto, a esposa vem à frente (cf. At 18:18, 18:19, 18:26; Rm 16:3), o que é extremamente significativo, considerando que não é muito comum na Bíblia a esposa ser mencionada antes do marido, ou o "menos importante" ser mencionado antes do "mais importante" (e em todas as quatro vezes Priscila é mencionada antes de Áquila, inclusive no texto que fala do ensino). Portanto, se formos interpretar os textos ao pé da letra, como querem os inimigos do ministério feminino, chegaremos à triste conclusão de que Paulo contrariava a si próprio e aos outros escritores bíblicos, como Lucas. Tal conclusão é obviamente um absurdo, como é absurda a interpretação dos oponentes do ministério feminino.

Mas, se é assim, como interpretar os textos recém-mencionados? Na verdade, a resposta está implícita no próprio texto, mas é um “detalhe” aparentemente tão periférico que passa despercebido por quase todo mundo:

“Como em todas as congregações dos santos, permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a lei. Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa; pois é vergonhoso uma mulher falar na igreja” (1ª Coríntios 14:33-35)

“Como diz a lei”. Mas que lei era essa?!

Instintivamente somos levados a pensar que Paulo falava da lei de Moisés, porque geralmente quando o termo «lei» aparece nos escritos paulinos é se referindo à Torá (o nosso Pentateuco, que consiste nos cinco primeiros livros da Bíblia). No entanto, não há nada em lugar nenhum de Gênesis a Deuteronômio que diga o que Paulo alude nesta passagem. Não há nenhum texto veterotestamentário que proíba as mulheres de falarem na ekklesia (que pode ser traduzida como assembleia ou congregação, embora normalmente se traduza por “igreja” no contexto do NT). Não há nem mesmo textos ordenando que «permaneçam em submissão».

Você pode folhear as páginas do Antigo Testamento quantas vezes quiser, que não encontrará nada disso. Pelo contrário, é dito que a mulher foi criada da costela do homem – não da sua cabeça, para governá-lo, nem dos seus pés, para ser pisada por ele, mas em uma posição de igualdade. Em Israel, inclusive, uma mulher chamada Débora governou sobre todo o povo, ocupando o mais elevado posto de autoridade na nação, à qual todos os homens do país estavam sujeitos – e foi descrita como uma das melhores e mais piedosas juízas que Israel já teve (cf. Juízes 4 e 5). Portanto, se Paulo estava mesmo aludindo à lei de Moisés neste texto, ele não poderia estar fazendo uma alusão mais imprecisa. Mas se ele não se referia à lei de Moisés, de que lei ele estava falando?

A resposta não pode ser outra senão a própria lei romana, que vigorava em todo o território imperial. Essa lei prescrevia o seguinte:

In multis juris nostri articulis deterior est conditio foeminarum quam masculorun... foeminoe ab omnibus officiis civilibus vel publicis remotae sunt; et ideo nec judicis esse possunt, nec magistratum gerere, nec postulare, nec pro alio invenire, nec procuratores existere ["Em nossas leis, a condição das mulheres é, em muitos aspectos, pior do que a dos homens... as mulheres são impedidas de todos os cargos públicos; portanto, elas não podem ser juízes, nem executar a função de magistrados; elas não podem processar, pleitear ou agir em qualquer caso"][6]

O comentarista bíblico Adam Clarke afirma que “era lícito aos homens em assembleias públicas fazer perguntas ou até interromper o orador quando havia algum assunto em seu discurso que eles não entendiam; mas essa liberdade não era concedida às mulheres”[7]. Em sua obra sobre a história do direito romano, Marcono alega que a mulher estava sujeita ao homem durante toda a vida[8], e a esposa subordinada ao marido[9]. Portanto, quando Paulo diz que as mulheres deveriam ficar caladas na igreja e permanecer em submissão, «como diz a lei», ele não estava falando de uma lei bíblica, como a de Moisés, mas da lei civil à qual todos os cidadãos estavam legalmente sujeitos e deviam obediência. Em outras palavras, a mulher não podia pregar no culto público porque isso era proibido por lei – não a lei de Deus, mas a dos homens.

“Mas Paulo poderia ter contrariado a lei”, você dirá. Poderia, mas agindo assim estaria se opondo a Cristo, que foi suficientemente claro quando disse para dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus (Mt 22:21). “Dar a César o que é de César” significa seguir a lei civil, ainda que essa lei não seja coisa boa. A escravidão certamente não era coisa boa, mas estava na lei, por isso Paulo não se levantou abertamente contra ela, mas deixou subtendido que numa sociedade cristã esse tipo de coisa não existiria, pois todos deveriam ser tratados de forma igual e ter os mesmos direitos. Se Paulo não se rebelou contra a lei romana nem na questão da escravidão, muito menos faria isso no que compete à mulher falar em público em posição de autoridade.

De fato, Paulo dedicou um capítulo inteiro para reforçar a necessidade de se submeter às autoridades (cf. Romanos 13), ainda que essas autoridades estivessem longe de serem pessoas boas. Para ter uma ideia, o imperador da época era ninguém menos que Nero, um tirano, assassino e louco, que mandou matar a própria mãe e crucificava cristãos em praça pública para iluminar a cidade de Roma. Mesmo assim, em vez de Paulo pregar um discurso de rebelião e revolta armada contra as autoridades – ou seja, um discurso subversivo, ainda que moralmente justificável – ele preferia pregar a submissão às autoridades, por julgar que agindo assim o Cristianismo teria mais a ganhar do que a perder (e de fato, a fé cristã crescia cada vez mais quanto mais as perseguições aumentavam).

Se perguntássemos a Paulo o que ele pensava sobre diversos pontos da lei – tais como a escravidão e a proibição da mulher falar em assembleias públicas – ele certamente diria que essas leis são injustas, pois contrariam o princípio da igualdade de todos perante Deus, que ele tanto enfatizava (Gl 3:28; 1Co 12:13; Cl 3:11). Se todos são iguais aos olhos de Deus, então todos deveriam ter os mesmos direitos. Uma sociedade desigual como aquela – cuja lei era draconiana contra mulheres, negros, estrangeiros e deficientes – não poderia de forma alguma refletir a lei eterna do Criador. Mas Paulo sabia que uma lei inadequada ainda é uma lei; portanto, ainda devia ser obedecida.

Exceto em casos extremos (como a obrigação a adorar falsos deuses), o cristão tinha uma obrigação legal perante as autoridades civis, ainda que entre essas obrigações constassem coisas que nenhum cristão desejaria que existisse. O problema é que a maioria de nós hoje em dia não sabe diferenciar as duas coisas: temos a tendência de pensar que uma lei só deve ser seguida se for boa, e se ela não for, então é certo infringi-la. No entanto, nossa submissão à lei não deve depender da bondade ou moralidade da mesma. A Bíblia considera moralmente errado impostos elevados (Pv 29:4) e o Brasil é um dos países com maior carga tributária do mundo, mas mesmo assim é errado sonegar impostos. Há uma imensidão de coisas que eu mudaria na lei se tivesse esse poder, mas nem por isso posso deixar de obedecê-la.

Este era o ponto central do pensamento de Paulo. Por não entenderem isso, numerosos cristãos escravistas defenderam a escravidão com textos bíblicos, e por não entenderem isso numerosos cristãos ainda se opõem ao ministério pastoral feminino. A lei romana sobre a escravidão era draconiana, mas Paulo esperava que numa sociedade futura pautada por princípios cristãos ela não mais existiria. A lei romana limitando o papel da mulher na sociedade também era cruel, mas Paulo esperava que numa sociedade futura pautada por princípios cristãos esse tipo de lei fosse revista. Naturalmente, esperava-se que na medida em que a sociedade fosse se Cristianizando, o mundo seria moldado pelos valores cristãos e novas leis seriam feitas, baseadas no princípio da igualdade de todos perante Deus – incluindo a abolição da escravidão e a permissão do ofício feminino. O princípio da igualdade cristã deveria inevitavelmente refletir na igualdade de todos perante a lei, numa sociedade governada por cristãos e regida por seus princípios éticos.

Por essa razão, os primeiros cristãos foram até o limite da permissão da lei no que se refere ao ministério feminino. Se por um lado a pregação pública era proibida por causa da lei, por outro lado havia mulheres que profetizavam (At 21:9; 1Co 11:4-5), outras que serviam (o termo grego usado para Febe em Romanos 16:1 é o mesmo traduzido como “diácono” em outras passagens), outras ensinavam em particular (até mesmo a homens, como vimos em Atos 18:26), e outras atuavam como missionárias. Só mesmo um fundamentalista radical seria capaz de pensar que o «ide» de Marcos 16:15 é direcionado somente a homens. E se as mulheres também devem ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura, implica que podem pregar o evangelho, ensinar, doutrinar e tudo mais. Isso é parte intrínseca da tarefa de evangelismo, do “ide” que qualquer evangelista que se preze tem o dever de praticar.

Uma prova disso é Júnia, citada como apóstola em Romanos 16:7 (sobre a discussão a respeito deste texto, confira este artigo, o mais completo e aprofundado que conheço sobre a passagem, que prova que Júnia era mesmo um nome feminino no grego e que ela fazia mesmo parte do corpo apostólico). Como já expliquei neste artigo sobre o apostolado, Andrônico e Júnia eram apóstolos no sentido mais amplo de missionários, não no sentido estrito dos doze originais (com Matias no lugar de Judas). Eles eram considerados apóstolos no mesmo sentido “lato” que Barnabé e Paulo (At 14:14), Silvano e Timóteo (1Ts 1:1 com 1Ts 2:7) e Tiago, o irmão de Jesus (Gl 1:19).

Mesmo assim, isso não é pouco significativo, pois comprova que a Igreja primitiva tinha missionárias que pregavam e ensinavam o evangelho assim como Priscila ao lado de Áquila. É a mesma coisa que ocorre hoje nas igrejas que aceitam o ministério feminino, com a única diferença de que naquela época as mulheres não podiam ocupar postos de autoridade, porque a lei deles não permitia (e a nossa permite). Como a lei civil de nossos dias não proíbe que mulheres assumam posição de liderança, não há nada que impeça que sejam consagradas pastoras, continuando a cumprir o mesmo papel que já desempenhavam desde o século I, só que dentro da igreja. Uma vez que não há mais hoje o impedimento que havia para isso nos primeiros séculos (relacionado à lei), não há o que impeça que mulheres devidamente aptas sejam ordenadas para o ministério pastoral.

Se você teve paciência e perseverança para chegar até aqui, pode estar questionando um ponto que parece colocar em xeque toda essa argumentação: e o caso da ordenação de homossexuais? Se na nova vida em Cristo “já não há homem nem mulher” e essa é a principal base para a ordenação feminina, o que impede que homossexuais sejam igualmente consagrados? A resposta mais curta é: nada. Mas antes que você comece a atirar as pedras, deixe-me explicar isso melhor. Não há nada que impeça um homossexual no sentido de alguém que sente desejo por pessoas mesmo sexo, porque sempre que a Bíblia condena o homossexualismo ela está condenando a prática homossexual, não um instinto ou condição (cf. Lv 18:22; Rm 1:26-27).

O problema é quando um homossexual, em vez de lutar contra esses desejos, decide levá-los adiante, relacionando-se com alguém do mesmo sexo. O pecado está na prática, não na atração em si. Um homem heterossexual (inclusive um pastor) também está sujeito a sentir atração por uma mulher que não seja a sua, mas ele não estará pecando se não levar esses sentimentos adiante, mortificando-os dentro de si. Ou seja, o simples fato de alguém ser homossexual não impede que seja consagrado pastor (da mesma forma que o simples fato de alguém ser mulher não impede que seja pastora), o que impede é a prática pecaminosa, no caso daqueles que decidem levar esses desejos adiante. Logicamente, um homossexual que queira ser ordenado teria que viver em celibato (a não ser que Deus transforme sua condição e ele decida se casar com alguém do sexo oposto).

Por fim, embora este não seja o argumento principal, não posso deixar de dizer: Deus não proíbe nada na Bíblia que não seja perfeitamente lógico e justificável. De fato, na lei de Moisés o que não faltava eram essas “ordenanças sem sentido”, mas isso ocorria sempre com um propósito tipológico. Por exemplo, a ordenança de sacrificar cordeiros pelos pecados parece sem sentido, mas prefigurava o sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus (Hb 9:11-14; Jo 1:29). A circuncisão também parecia sem sentido, mas prefigurava o batismo (Cl 2:11-12). As leis de “impureza” e de “purificação” também não pareciam ser muito lógicas, mas representavam nossa necessidade de purificação das impurezas do pecado através do sangue de Jesus. Os pecados punidos com a pena capital prefiguravam o que acontecerá com os pecadores impenitentes na morte final (a morte eterna), ao passo em que o castigo temporal prefigurava o castigo pelos pecados após a ressurreição, proporcionalmente ao delito cometido (Dt 25:1-2 com Lc 12:47-48).

Não cruzar diferentes animais e não plantar duas espécies de sementes na mesma lavoura (Lv 19:19) apontava espiritualmente para os perigos do relacionamento desigual, que é condenado por Deus (2Co 6:14-18). As “cidades de refúgio” eram uma figura da igreja, onde nos refugiamos em Deus e encontramos consolo e abrigo, edificando-se mutuamente (1Co 14:26). O autor de Hebreus diz ainda que o sumo sacerdote da antiga aliança prefigurava Cristo, nosso definitivo e único sumo pontífice (Hb 10:19-21; 5:8-10; 8:1-2; 6:19-20), que o tabernáculo terrestre era uma figura do tabernáculo celestial (Hb 8:5-6) e que o descanso do sétimo dia tipificava o descanso eterno da salvação (Hb 4:1-11). Ele mesmo diz que “a lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a realidade dos mesmos” (Hb 10:1), e “sombra” é o mesmo termo utilizado por Paulo para os princípios cerimoniais da lei em Colossenses 2:16-17.

Portanto, essas leis aparentemente sem sentido tinham de fato uma razão de ser, que era prefigurar as verdades futuras do tempo da graça. Deus ordenava aos israelitas fazerem todas aquelas coisas como uma forma de ilustrar e preparar as verdades da nova aliança, onde aquilo que estava nas “sombras” é relevado em sua plenitude, e onde o véu é retirado e desfeito (2Co 3:13-18). Portanto, hoje, na nova aliança, já não há nada que Deus proíba ou exija que não seja perfeitamente lógico e razoável, para o nosso próprio bem e proteção.

Até mesmo coisas que o mundo acha “sem sentido” tem uma razão de ser, como a questão sexual. O mundo prega “sexo livre”, e qual tem sido o resultado disso? Pessoas usadas apenas para finalidades sexuais e depois descartadas como lixo; casamentos desfeitos, lares destruídos, gravidez indesejada, abortos, mães solteiras, crianças abandonadas e criadas “na rua”, aumento da criminalidade, da prostituição, da promiscuidade, de traições e infidelidades, isso tudo sem falar das doenças sexualmente transmissíveis, de uma busca cada vez mais obsessiva por material pornográfico e do sexo ocupando o lugar principal no relacionamento, em lugar do amor, do carinho e da boa convivência.

Por isso não admira que tantos casais terminem relacionamentos quando o sexo passa a ficar tedioso e perder a graça, uma vez que era apenas o sexo – e não algo maior – que sustentava a relação, desde o primeiro momento. A mesma coisa pode ser dita em relação à prática homossexual, cujos males eu já expus neste artigo. Tudo o que Deus “proíbe”, Ele não proíbe de birra, mas para a nossa proteção e cuidado. Você pode folhear a Bíblia de cabo a rabo, que não vai encontrar nada válido para os dias de hoje que seja irracional ou antilógico, como se Deus tivesse proibindo algo apenas pelo prazer de proibir. O máximo que iremos encontrar são algumas coisas "ilógicas" proibidas em determinados contextos e culturas específicas, como é o caso de práticas consideradas ilegais em certos lugares (ainda que fossem perfeitamente morais), mas isso com o propósito de não causar escândalo e nem soar subversivo, desonrando as autoridades locais.

Obviamente, não há absolutamente nada de errado em andar na rua sem uma burca cobrindo o rosto, mas se uma mulher fizer isso em um país muçulmano radical cuja lei exige o uso da burca, estará infringindo uma lei civil e desobedecendo a autoridade instituída por Deus – algo que Paulo claramente evitava em seus escritos. Algo parecido ocorria em Corinto, onde as mulheres tinham por costume o uso do véu, e em geral apenas as prostitutas não o usavam. Como Paulo não queria que as mulheres cristãs fossem associadas às prostitutas, ele estipulou o uso do véu nesta comunidade (1Co 11:3-10) a fim de não escandalizar os de fora, naquele contexto cultural. Temos aqui algo que não tem qualquer problema em si mesmo – a ausência do véu – mas que naquele contexto cultural era um problema. Logicamente, em culturas como a nossa, não há nada que exija o uso do véu, o qual torna-se inteiramente irrelevante e desnecessário.

Já vimos que a proibição do pastorado feminino caminha por essa mesma direção – as mulheres não podiam ocupar posição de autoridade na igreja porque a lei romana proibia, e Paulo não era um subversivo. Então, a questão aqui é se essa proibição deve continuar valendo nos dias de hoje (como os adeptos da CCB pensam a respeito do véu, interpretando tudo como atemporal e sem considerar as circunstâncias de cada caso), ou se hoje em dia não há nada mais que impeça esse ministério (da mesma forma que não há nada mais que impeça o não-uso do véu). Em nossos dias, a lei corretamente trata as mulheres em condição de igualdade com os homens. Elas não são mais sujeitas a nenhuma das muitas restrições presentes no direito romano, tem os mesmos direitos trabalhistas, podem ocupar posições de liderança em qualquer posto, tem todas as prerrogativas legais que um homem pode ter. Em outras palavras: a lei não é mais um obstáculo, como era antes.

As mulheres são claramente tão aptas quanto os homens para dirigir, liderar, ensinar e governar, e portanto é completamente indefensável proibir que as mesmas preguem em nossos púlpitos ou ocupem posição de destaque e liderança, não havendo mais nada na lei que as impeça disso. Como eu já mostrei neste artigo, os estudos e os dados comprovam que as mulheres tem uma média de QI levemente superior à média masculina, tem bem menos propensão à violência e ao vandalismo, tendem a ser mais atenciosas, tolerantes e prestativas; são menos obstinadas e tem mais facilidade em reconhecer um erro, são muito menos numerosas na massa carcerária (ao mesmo tempo em que são maioria nas universidades e tem um índice de conclusão de curso consideravelmente maior que o dos homens), tem uma tendência menor ao fanatismo de qualquer espécie e são mentalmente mais fortes contra vícios de todos os tipos.

Estudos também comprovaram que as mulheres se saem melhores que os homens em cinco dos sete atributos fundamentais para uma boa liderança e que conseguem realizar múltiplas tarefas ao mesmo tempo, bem mais do que nós somos capazes. Uma pesquisa da consultoria McKinsey do ano passado concluiu que empresas que possuem mulheres na liderança têm 21% mais chances de ter um desempenho financeiro acima da média, e um estudo anterior já havia demonstrado que empresas geridas por mulheres são muito mais rentáveis. As mulheres ocupam 40% dos cargos de liderança nos Estados Unidos e são donas de 31% das empresas do país, as quais são responsáveis por mais da metade das vagas do mercado de trabalho em 2017 (fonte).

Também não há nada que demonstre que as mulheres governem pior do que os homens. Embora a história esteja repleta de exemplos bons e ruins de homens e mulheres como chefes de Estado, estudos apontam que países onde mais mulheres estão no governo têm menos corrupção (não à toa o Brasil está entre os países com menos mulheres no governo). O país que teve mais mulheres como chefe de Estado em sua história foi San Marino, com nove (o segundo é a Suíça, com quatro), o qual tem o 11º maior PIB per capita e um dos maiores IDH do mundo. Nunca escondi que meu monarca favorito de todos os tempos é a rainha Isabel I (1558-1603), que governou a Inglaterra numa época em que os britânicos eram pobres e atrasados, e a ingressou numa «era de ouro» que tornou a Inglaterra a maior potência do mundo nos três séculos seguintes. E ninguém poderia dizer que líderes europeus como Angela Merkel e Margaret Thatcher são ou eram piores que seus pares homens, na média.

Não há, portanto, razão para duvidar que as mulheres sejam tão aptas e habilidosas para funções de liderança quanto os homens – para não dizer melhores. Um amigo que se opõe ao ministério pastoral feminino certa vez me disse que todos os maiores pregadores do mundo são homens (gente como Billy Graham, John Pipier, Paul Washer, Lucas Banzoli e etc), e que essa seria a “prova” de que Deus só escolhe homens para o ministério. Mas se pensarmos nos maiores hereges do mundo, também virá à nossa mente primordialmente homens (gente como Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Agenor Duque, Morris Cerullo, Kenneth Hagin e etc). A Igreja Romana criou um verdadeiro império da heresia e um museu de idolatria tendo ao longo da sua história apenas papas e padres homens, e os maiores hereges da Igreja antiga também eram homens (Ário, Montano, Marcião e etc).

A razão pela qual os homens se destacam tanto positiva como negativamente é simples: até pouquíssimo tempo, a grande maioria das igrejas não ordenava pastoras (a anglicana ordena mulheres desde 1985, a presbiteriana independente desde 1999, a batista desde 2014, e as outras nessa faixa), por isso praticamente todos os pastores eram homens e eles continuam sendo a esmagadora maioria até hoje. Mesmo a metodista, que aprovou o sacerdócio feminino ainda em 1970, só ordenou a primeira bispa em 2001, e a vasta maioria dos pastores são homens. Em um universo onde a maioria esmagadora dos pregadores são homens – mesmo nos ministérios que aceitam o pastorado feminino – é natural que os homens se destaquem, seja positiva ou negativamente. Isso não muda em nada o fato de que mulheres como Priscila tem a mesma qualificação necessária para pregar a Palavra nos púlpitos e ser reconhecida publicamente como pastora (ou seja, ser ordenada).

Ou acreditamos que Deus proíbe o ministério pastoral feminino por puro capricho, sem nenhuma razão lógica ou explicação razoável (o famigerado “proibir por proibir”), o que contraria todo o padrão que encontramos no Novo Testamento, ou compreendemos que a proibição à ordenação de mulheres para pregar no culto público se dava por causa da lei – não a lei de Deus, mas a dos homens, a qual está sujeita a mudança e aprimoramento com o tempo, passando pelo mesmo processo que se deu com as leis referentes à escravidão. Há, é claro, aqueles que se opõem à própria mudança da lei, como aqueles que não queriam o fim da escravidão e os que não aceitam que a mulher ocupe espaço no mercado de trabalho e tenha os mesmos direitos que os homens, mas aí já não se trata apenas de uma questão teológica, mas de caráter.

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[1] RENDERS, Helmut. “Os pensamentos sobre a escravidão (1774) de John Wesley: uma releitura de um discurso público abolicionista metodista no centésimo vigésimo quinto ano da abolição no Brasil”. Estudos Teológicos, São Leopoldo, v. 53, n. 1, jan/jun. 2013, p. 107.

[2] MARTIN, Alfred. “Efesios” em Comentário Bíblico Moody. El Paso: Casa Bautista de Publicaciones, 1987, p. 24.

[3] REILY, Duncan Alexander. “Os ministérios femininos no metodismo antigo”. Revista Caminhando, v. 1, n. 1, 2009, p. 41-46.

[4] TOWNSEND, W. J. A New History of Methodism. Nashville: Hodder and Stoughton, 1909, p. 322. v. 1.

[5] A própria designação de “leigos” é um termo católico que deveria ser evitado no meio evangélico (uma vez que todos são sacerdotes, e “leigo” é um termo usado para separar uma classe da outra, o clero), mas a usei aqui para fins didáticos.

[6] l. 2, de Reg. Juris. Ulp. Lib. i. Ad Sab - Vid. Poth. Pand. Justin., vol. 1, p. 13.

[7] CLARKE, Adam. "Commentary on 1 Timothy 2:12". The Adam Clarke Commentary, 1832.

[8] MARNOCO E SOUZA, José Ferreira. História das instituições do direito romano, peninsular e português. Coimbra: F. Amado, 1910, p. 175.

[9] ibid, p. 185.


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200 comentários:

  1. Excelente, Lucas. Estou lendo o artigo enquanto minha aula não começa =P
    Acompanho alguns presbiterianos nas redes sociais e eles frequentemente abordam esse tópico. Pra eles a mulher não pode pregar devido ao 'princípio bíblico de autoridade', em que o homem é a liderança da família, e dos serviços espirituais. E cansam de falar que estão defendendo a ortodoxia, assim como no assunto da predestinação. Realmente o sacerdócio universal contraria tudo isso aí, nunca nem tinha reparado nisso, genial.

    E pra esses que conheço, se você passar a dizer que a ordenação feminina é permitida isso já é um passo pra caminhar em direção ao liberalismo teológico... Eles repetem 'É bíblico, é bíblico, Paulo falou ta falado, ou você aceita a escritura ou fica com suas convicções pessoais'

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    1. Eles precisam repetir esses chavões porque sabem que os argumentos deles são pobres, todos eles se baseiam em dois versículos que podem ser perfeitamente interpretados culturalmente (da mesma forma que os presbiterianos fazem com outros assuntos, como o uso do véu), é igual esquerdista que na falta de argumento prefere gritar "fascista" a qualquer um que discorde deles. É só ver o comentário abaixo desse tal de Éder Mallet que eu nunca vi comentar antes neste site mas que fez questão de aparecer aqui neste post só pra dizer que eu sou um "marxista" e "relativista" (é a primeira coisa que ele fez questão de dizer). Esse tipo de gente não sabe o que é marxismo, não sabe o que é relativismo e muito menos o que é o liberalismo teológico, apenas apelam a jargões que ouvem por aí na tentativa de tornar o debate o mais rasteiro e raso possível.

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  2. Discordo absolutamente de sua leitura marxista e relativista do texto. As razões paulinas são teológicas e fundamentadas em aspectos naturais, como em 1Co 14 ou quando Paulo fala do papel da mulher a Timóteo- mantém o mesmo tom do discurso.
    Vc pressupõe igualdade de gênero em seus comentários, o q já foi refutado por diversas pesquisas. As razões são lógicas e teológicas, não culturais: "primeiro foi formado Adão". Uma olhada rápida no Gênesis: "teu desejo será para teu marido, mas ele te dominará". Isso não é "questão baseada em aspectos culturais".
    Paulo diz a Timóteo: "NÃO PERMITO QUE A MULHER ENSINE OU EXERÇA AUTORIDADE SOBRE O HOMEM". E as razões, são culturais? Se vc disser q sim apenas lamentarei.
    Os teólogos liberais estão fazendo malabarismos exegéticos pra acomodar o sentido real dos textos e as doutrinas bíblicas ãs posições relativistas e imorais da modernidade; e vc, meu amigo, caiu na armadilha.

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    1. “Discordo absolutamente de sua leitura marxista e relativista do texto”

      Por que será que todo incauto na falta de argumentos precisa apelar para ataques e rótulos logo de cara? Eu poderia descer ao mesmo nível seu e te acusar de ter uma leitura machista e misógina, mas prefiro trabalhar com argumentos, não com rotulações que visam tornar o debate um bate-boca. É triste que ao mesmo tempo em que você parece não ser um marxista (por ter me acusado de ser um), apela ao mesmo método deles, que acusam logo de “fascista” qualquer um que discorde de alguma opinião deles no menor grau que seja (e que também tem como praxe rebater com ofensas os textos que não leram). Pra ser sincero, vocês se merecem.

      “As razões paulinas são teológicas e fundamentadas em aspectos naturais, como em 1Co 14 ou quando Paulo fala do papel da mulher a Timóteo- mantém o mesmo tom do discurso”

      Em 1ª Coríntios 11:3-10 (o primeiro texto que eu passo no artigo que você não leu) Paulo também se fundamenta em aspectos naturais para exigir o uso do véu, diz inclusive que «o homem não se originou da mulher, mas a mulher do homem» e conclui que «POR ESSA RAZÃO e por causa dos anjos, a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade». Me diz aí se a sua esposa usa um véu, e se a resposta for não, me poupe de tanta hipocrisia e tolice.

      A propósito, Craig Keener já refutou esse argumento, mostrando que o fato de Paulo aludir a aspectos naturais não implica que isso fosse uma verdade atemporal e universal (o que se aplica em ambos os casos, tanto o do véu quanto o do pastorado feminino):

      «Paulo algumas vezes cita as Escrituras para fazer um caso ad hoc para circunstâncias particulares que ele não aplicaria a todas as circunstâncias. Embora Paulo muitas vezes faça argumentos universais originados no Antigo Testamento, ele às vezes (como no caso das coberturas da cabeça) faz um argumento local por analogia. Seu argumento da decepção de Eva é ainda mais provável para caber nesta categoria. Se o engano de Eva proíbe todas as mulheres de ensinar, Paulo diria que todas as mulheres, como Eva, são mais facilmente enganadas do que todos os homens (uma pergunta: então, por que ele permitiria que as mulheres ensinassem outras mulheres, pois elas as enganariam ainda mais?). Se, no entanto, a decepção não se aplica a todas as mulheres, nem à sua proibição de ensinar, Paulo provavelmente usou Eva para ilustrar a situação das mulheres iletradas que ele dirigiu em Éfeso; mas em outro lugar ele usou Eva para qualquer um que é enganado, não apenas as mulheres (2 Coríntios 11.3).»

      “Vc pressupõe igualdade de gênero em seus comentários, o q já foi refutado por diversas pesquisas”

      Ah, é mesmo? Que pesquisas são essas? No artigo eu listo dúzias de estudos que demonstram que a mulher é tão apta quanto o homem para funções de liderança e que isso é corroborado pelos resultados práticos das empresas por elas gerenciadas (que são no geral mais bem-sucedidas que as empresas lideradas por homens), mas como todo bom preguiçoso você critica um artigo que não leu usando um argumento que já foi refutado no próprio artigo. Parece que o aviso que eu coloquei logo no início do texto não surtiu muito efeito.

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    2. “As razões são lógicas e teológicas, não culturais: ‘primeiro foi formado Adão’”

      Paulo também disse isso para fundamentar o uso do véu, por que você não exige que as mulheres usem véu? Que diabos de duplo critério é esse?

      “Uma olhada rápida no Gênesis: ‘teu desejo será para teu marido, mas ele te dominará’. Isso não é ‘questão baseada em aspectos culturais’”

      “Ele te dominará” não tem nada a ver com uma submissão espiritual ou com proibição de pregar, mas era uma MALDIÇÃO gerada pelo pecado pelo qual Deus previa que as mulheres seriam oprimidas (“dominadas”) pelos homens na posteridade, e é isso o que praticamente todas as sociedades até hoje demonstraram (em todas elas as mulheres sempre tiveram menos direitos que os homens, e em alguns lugares continua assim até hoje). Usar esse texto para proibir que a mulher exerça autoridade é a mesma coisa que usar a parte anterior do versículo (que você omitiu) para dizer que é proibido fazer cesariana (já que o texto diz que a mulher daria à luz com dor), ou usar os versículos seguintes (que você também omitiu) para dizer que o homem é obrigado a viver da agricultura e comer das plantas da terra com dor e sofrimento (quando hoje já existem técnicas modernas de cultivo que tornam o trabalho muito menos penoso).

      “Paulo diz a Timóteo: "NÃO PERMITO QUE A MULHER ENSINE OU EXERÇA AUTORIDADE SOBRE O HOMEM". E as razões, são culturais? Se vc disser q sim apenas lamentarei”

      Sim. Pode lamentar.

      Como eu já mostrei no artigo que você não leu, a razão pela qual Paulo não permitia que a mulher exercesse autoridade de liderança é porque a lei proibia isso, e Paulo não era um subversivo que pregava a rebelião contra a lei civil (ele não agia assim nem na questão da escravidão, muito menos nisso).

      “Os teólogos liberais estão fazendo malabarismos exegéticos pra acomodar o sentido real dos textos e as doutrinas bíblicas as posições relativistas e imorais da modernidade; e vc, meu amigo, caiu na armadilha”

      Ah sim, o problema é a “modernidade”. A mesma desculpa que os escravistas davam para manter a escravidão, a mesma desculpa que os papas davam para manter a Inquisição, a mesma desculpa que os nazistas davam para perseguir os judeus, a mesma desculpa que os fascistas davam para a criação do estado totalitário, a mesma desculpa dada por aqueles que se opunham (ou ainda se opõem) à liberdade de culto, à laicidade do Estado, à liberdade de consciência, à liberdade de imprensa, aos direitos dos negros, aos direitos das mulheres e aos direitos de minorias étnicas e religiosas. Há pouco tempo também coisas como guitarra ou bateria nas igrejas eram consideradas “mundanismo”, bem como qualquer música que não fizesse parte de um hinário antigo. Atividades de lazer como dança, esportes, teatro e cinema eram consideradas “vícios do modernismo” e proibidas em muitos círculos cristãos (especialmente os mais puritanos e tradicionalistas). Basta estudar um pouco de história para ver que esse discurso reacionário não tem nada de novo, embora ele seja sempre vencido pela razão, mais cedo ou mais tarde.

      Bom mesmo deve ter sido a época em que não havia essas “posições relativistas e imorais da modernidade” e os negros eram escravizados, os protestantes eram chacinados, os judeus eram postos em campos de concentração, os “hereges” queimavam na fogueira, as bruxas eram caçadas, os índios eram exterminados e expulsos de suas terras, o homem tinha poder de vida e morte sobre a mulher, a qual não podia sair de casa, não podia votar nem trabalhar e tinha que dar filhos a vida inteira; o homossexualismo era punido com a pena capital, a poligamia era tolerada, o divórcio era ilegal, as adúlteras eram apedrejadas, o casamento civil não existia, todo mundo era obrigado a seguir a religião do Estado; as condições higiênicas, sanitárias e médicas eram pífias, a expectativa de vida não chegava aos 40 anos e a mortalidade infantil era 40 vezes maior do que é hoje. Bons e velhos tempos. “Belo e moral”.

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  3. Vejam só como a monogamia foi importante para a raça humana(comecem a partir do minuto 08:4):

    https://youtu.be/8JpkSQt9jQE

    Deus lhes ilumine!

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    1. Esse aí não é aquele mesmo cara do "M.G.T.O.W"?

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    2. Eu mandei aqui uma vez um vídeo do Racconing (acho que o nome do vídeo era: "Oque é uma boa mãe) ;esse daí é outro cara que faz parte da mesma comunidade sim, mas não são a mesma pessoa.

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    3. Tem um vídeo desse Tiozão (um um daqueles que são de quase 1 hora) que ele explica bem oque realmente é amor(quem não tiver tempo e/ou paciência de ver tudo, pula para os últimos 20 ou 10 minutos):

      https://youtu.be/WzGrsBcfZQQ

      Deus lhes ilumine!

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    4. Vi os últimos minutos. Concordo com a definição que ele dá para amor, mas discordo da oposição radical dele a relacionamentos. Se ele não quer se relacionar com ninguém tudo bem, é um direito dele, ninguém é obrigado a nada, mas você pode amar (se doar a) uma pessoa que será seu par 'romântico' para o resto da vida, por que não? Ele expõe alguns aspectos negativos de um relacionamento, mas se colocar na balança, pessoas que passam a vida toda sem ninguém tendem a ser mais solitárias e frustradas. O problema é quando se relaciona com a pessoa errada, e não o relacionamento em si.

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  4. Tenho pensamentos suicídas, Lucas, pode me ajudar? :(

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    1. Você poderia ser mais específico sobre as razões que o levam a esses pensamentos? Não precisa dizer seu nome e toda sua história de vida, mas se pelo menos eu souber as razões primordiais que o levaram a isso ficaria mais fácil de ajudar.

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  5. "Por que Paulo falava naturalmente a escravidão comum a seus dias e não a condenava frontalmente?"
    Lucas, a resposta que eu tenho é que a escravidão era a base da economia vigente. Ninguém, em sã consciência seria contrário à escravidão na época de Paulo como nninguém (exceto os cabeças de bagre) será contrário a automação industrial atualmente.
    Foi a revolução industrial atrelada ao iluminismo que fez a escravidão deixar de ser algo "normal' e "natural".
    O que era importantíssimo e indispensável no mundo antigo (mão-de-obra escrava) perdeu significado ante ao melhor desempenho das máquinas.
    O critério de mudança de paradigma não foi moral, foi econômico.
    Hoje, o mesmo fenômeno continua presente e a todo vapor: a robótica e as moedas virtuais são exemplos do caráter mutante da economia.
    Estranhamos o comportamento antigo da mesmoa forma que, se fosse possível, eles estranharia o nosso.
    Obrigado pela participação Lucas.
    Adriano Moura.

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    1. A questão econômica explica (em partes) o porquê que os povos antigos escravizavam pessoas, mas isso não moraliza a prática. O tráfico humano, o trabalho forçado, os castigos físicos e maus-tratos, as humilhações às quais eram submetidos e todo o preconceito envolvido permanecem sendo pecado independentemente de ser benéfico ou não sob um ponto de vista econômico (não que você tenha dito o contrário, mas achei importante fazer essa ressalva). Abs.

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  6. "Seria esse?

    https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Predestinado"

    https://media1.tenor.com/images/afe11b61d9af28476eb66727697609d3/tenor.gif?itemid=10153119

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  7. "Tem gente que parece que fez graduação em chatice, pós-graduação em teimosia, mestrado em obstinação e doutorado em pirraça. Depois desse comentário aí que você linkou, o cara já postou mais uns 500 comentários, haja a paciência... é aquela típica estratégia de ganhar um debate por falar por último."

    Além disso ele marcou outros ateus pra comentar lá também. Depois de ser surrado pelo Allan Hui II, chamou outros pra ajudar ele. Se cansou de apanhar sozinho kkk.

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    1. É a boa e velha estratégia do "ataque em bando" (alguém que está se dando muito mal individualmente vai lá e marca trocentos amigos pra salvar sua pele ou simplesmente pra vandalizar o debate e se safar de uma vergonha ainda maior).

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  8. Artigo interessante, parabéns. Se prepare para as críticas, alguns fanáticos devem já estar espumando pela boca de raiva kk.

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    1. Já estou até preparado pra dar uns 50 blocks quando for divulgar esse artigo no facebook xD

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    2. O que é blocks? É o mesmo que bloquear a pessoa na rede social?

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  9. Perfeita colocação Lucas, vivemos em algumas igrejas a ignorância do conhecimento bíblico e cultural, quando não,queremos colocá-las em atividade nós nós atuais. O Ministério feminino e ou tão bom quanto o masculino quando deixam o Espírito Santo agir. Eu já lutava contra essa ideologia sem nexo nós dias de hoje e seu artigo acaba de aumentar mais o meu arsenal contra os que acham que e um ministério inexistente, mesmo mostrando na Bíblia. Obrigado Lucas por mas este excelente trabalho. Paz

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  10. Paz do Senhor
    "Parece que o aviso que eu coloquei logo no início do texto não surtiu muito efeito." - É que o irmão deveria ter colocado em letras garrafais, nº 50, piscando e em neon. (se bem que pelo nível mental de uns acho que também não vai adiantar muito)

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    1. Verdade, falha minha não ter pensado nisso. Da próxima vez seguirei essas recomendações.

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  11. Avalie/Refute:


    https://m.facebook.com/Ralllister?refid=13&_ft_=mf_story_key.110994350312615%3Atop_level_post_id.110994350312615%3Atl_objid.110994350312615%3Acontent_owner_id_new.100042061514278%3Aoriginal_content_id.2413857465377990%3Aoriginal_content_owner_id.100002612812650%3Athrowback_story_fbid.110994350312615%3Aphoto_id.2413857405377996%3Astory_location.4%3Aattached_story_attachment_style.photo%3Athid.100042061514278&__tn__=%2Cg#!/147749479217526/photos/a.164070060918801/410900629569075/?type=3&source=48&_ft_=mf_story_key.2412177602212643%3Atop_level_post_id.2412177602212643%3Atl_objid.2412177602212643%3Acontent_owner_id_new.100002612812650%3Aoriginal_content_id.410900629569075%3Aoriginal_content_owner_id.147749479217526%3Athrowback_story_fbid.2412177602212643%3Apage_id.147749479217526%3Aphoto_id.410900629569075%3Astory_location.4%3Aattached_story_attachment_style.photo%3Apage_insights.%7B%22147749479217526%22%3A%7B%22page_id%22%3A147749479217526%2C%22actor_id%22%3A100002612812650%2C%22attached_story%22%3A%7B%22page_id%22%3A147749479217526%2C%22actor_id%22%3A147749479217526%2C%22dm%22%3A%7B%22isShare%22%3A0%2C%22originalPostOwnerID%22%3A0%7D%2C%22psn%22%3A%22EntComposerPhotoCreationStory%22%2C%22post_context%22%3A%7B%22object_fbtype%22%3A22%2C%22publish_time%22%3A1569942076%2C%22story_name%22%3A%22EntComposerPhotoCreationStory%22%2C%22story_fbid%22%3A%5B410900629569075%5D%7D%2C%22role%22%3A1%2C%22sl%22%3A4%7D%2C%22dm%22%3A%7B%22isShare%22%3A0%2C%22originalPostOwnerID%22%3A0%7D%2C%22psn%22%3A%22EntStatusCreationStory%22%2C%22role%22%3A1%2C%22sl%22%3A4%2C%22targets%22%3A%5B%7B%22actor_id%22%3A100002612812650%2C%22page_id%22%3A147749479217526%2C%22post_id%22%3A410900629569075%2C%22role%22%3A1%2C%22share_id%22%3A0%7D%5D%7D%7D%3Athid.100002612812650%3A306061129499414%3A2%3A0%3A1572591599%3A-345071000366015358&__tn__=EHH-R

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    1. Que link gigante hein :)

      Sobre o argumento que eles deram, ele é bem impreciso, porque não existe ninguém que seja apenas "honesto, estudioso e faz caridade". Todos nós fazemos coisas dignas de condenação, mesmo o mais "justo" entre os homens já decepcionou pessoas, já ofendeu alguém, já fez coisas reprováveis, já falhou e magoou gente que não merecia, e assim por diante. Por isso o salário do pecado é a morte: você recebe aquilo que você fez por merecer pelos seus atos, e os seus atos não fizeram merecer uma vida eterna, por isso morre. O que diferencia o salvo do não-salvo é que o salvo tem a justiça de Cristo imputada a ele, mas para isso ele precisa se arrepender verdadeiramente, não se trata apenas de "se converter um dia antes de morrer", tem que ser uma conversão genuína, algo que eu penso que é dificílimo de ocorrer apenas um dia antes da morte (mas em alguns casos, como o do ladrão da cruz, pode ocorrer). Pense em como o mundo seria pior se essa possibilidade não existisse: qualquer um que já tivesse cometido essas práticas ímpias no passado iria continuar cometendo, por pensar que já não tem mais chances pra ele e que ele é um caso perdido. Se Deus é um Deus de graça, sua graça não pode ter limites, ela se estende até o pior dos pecadores, como era Paulo. Então todo o erro dele é basear a salvação pela prática de boas obras e definir como "justo" pessoas que nunca foram 100% justas em todos os atos que praticaram, porque o padrão da justiça que ele usa é um padrão humano nivelado por baixo, não o padrão bíblico.

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    2. Complemento seu pensamento, Lucas: Há pessoas que mesmo sabendo que suas praticas são erradas, elas tentam sinceramente não voltar a cometer os mesmos erros mas não conseguem parar; para mim esse tipo de pessoa são justificadas e salvas, pois Deus entende a problemática da vida e natureza dessas pessoas.

      Resumindo: para você ser salvo, sua sinceridade e limitações contam muito. "Mas aquele que não a conhece e pratica coisas merecedoras de castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido"(Lucas 12:48).

      Deus lhes ilumine!

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  12. https://www.chamada.com.br/mensagens/que_tipo_de_sociedade.html poderia comentar sobre o papel da magistratura nesse caso? O fim vem, o fim vem!

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    1. Um dos artigos mais lúcidos que eu já li, retrata exatamente o que eu penso. Antes eles queriam igualmente, e essa pauta é totalmente justa, agora eles querem privilégios, que é se colocar acima da crítica. Pode-se criticar tudo: pastor, padre, héteros, brancos, conservadores, liberais... mas se criticar um gay corre risco de ir pra cadeia por "homofobia". Isso não é igualdade, isso é projetar para si mesmo uma condição de preeminência, buscando censurar, calar e criminalizar os grupos destoantes (neste caso, nós cristãos).

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  13. Conheço muita gente que aceitou Jesus com pregação feita por mulher, ou então que começou a se interessar por coisas do Reino de Deus por meio de mensagens feitas por mulheres, e por aí vai... só isso já seria suficiente para termos olhos mais favoráveis ao plano de Salvação de Jesus sendo levado adiante por mulheres. É puro recalque da macharada não aceitar isso e pra piorar, justificam a posição usando a Bíblia (quero acreditar que não há dolo nesse tipo de coisa, apenas culpa). Aqui em casa fazemos culto doméstico em família, cantamos uns hinos do hinário batista, oramos, lemos a Bíblia e vez por outra imprimo um artigo bíblico pra estudarmos, mas sempre é a mamãe que lidera o culto porque ela foi a primeira a se converter em casa, depois viemos nós os filhos e depois que veio meu pai, então ela sempre tomou a dianteira, e nunca vi nada de errado nisso...

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    1. Pois é, também vi muita gente comentar que veio à Cristo através da pregação de uma mulher, e mesmo assim um amigo meu teve a desfaçatez de dizer que mulher não pode evangelizar ninguém porque esse é um papel só dos homens (ele literalmente interpreta o "ide" como um imperativo exclusivo aos homens). Como meu amigo Mauro César comentou, quanto mais pessoas anunciando melhor para o evangelho - independentemente do gênero de quem anuncia as boas-novas. Aí tem outros que vão dizer que mulher pode pregar sim, mas desde que seja fora da igreja (o que além de não fazer sentido nenhum ainda atropela o próprio texto que eles usam). Se mulher pode pregar fora da igreja, muito mais deveria pregar dentro, já que a igreja deveria ser justamente o lugar mais oportuno para a pregação do evangelho, onde as pessoas se reúnem precisamente para este fim. Dizer que a mulher pode pregar fora da igreja mas não pode pregar dentro é como dizer que um jogador de futebol pode fazer gol no treino, mas não pode marcar gol no jogo oficial.

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  14. Banzoli, refere a uma questão politica e diplomática em relação negação dos EUA na entrada do Brasil na OCDE, o que você pensa a respeito ?
    Desde do governo Temer que tentamos entrar na OCDE, no governo Bolsonaro foi feito uma série de concessões, como retirada de visto, apoio diplomático a Israel ( que é uma pauta do Governo Trump), e até mesmo um estranhamento em relação a Pequim, e em troca os EUA não nos deu a tão esperada entrada na OCDE. Você vê isso como uma certa vergonha a diplomacia brasileira ? Por mais que a Argentina esteja na frente, não é de hoje essa nossa tentativa, basicamente não ganhamos nada em troca dos EUA, ou seja, estamos na estaca zero ainda, não evoluímos notável nessa questão desde do governo Temer. Eu vejo que a diplomacia brasileira em relação dos EUA está fraca e bajuladora.

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    1. Na verdade os EUA prometeu apoiar o ingresso do Brasil na OCDE, não prometeu que iria indicar o Brasil já agora nessa janela. Ele só podia indicar um e as conversas com a Argentina já estavam mais avançadas, por isso a Argentina foi a escolhida. O Brasil não tinha a documentação necessária e segundo uma ministra eles já sabiam que essa indicação não seria feita agora (ela fala nos últimos minutos dessa matéria do JN sobre isso):

      https://globoplay.globo.com/v/7993389/

      Além de não ter a documentação necessária e da Argentina estar à nossa frente neste processo (lembremos que o Macri governa há bem mais tempo que o Bolsonaro), ainda pesa o fato da imagem do Brasil no exterior estar manchada, o Bolsonaro já ofendeu a esposa do Macron e já tretou com a Merkel, pelo menos metade da Europa não vê o Brasil com bons olhos e mesmo se o Brasil fosse indicado haveria uma grande chance de não ser aprovado pelos outros países agora. Em relação ao apoio diplomático a Israel isso é algo que já fazia parte do discurso bolsonarista desde muito antes do encontro com o Trump; a retirada do visto é boa independentemente de conseguir algo em troca com isso (pois facilita o turismo para o Brasil, que movimenta a nossa economia), e esse discurso anti-China é algo que tem muito mais influência do Olavo do que do Trump. É fato que a democracia brasileira não é lá essas coisas, mas isso não é de hoje, até o porta-voz israelense havia chamado o Brasil de "anão diplomático", há cinco anos (e ele não estava errado).

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    2. Sim Lucas, o que eu quero dizer é que não teve avanço plausível em relação a Washington, mas a questão é que utilizamos boa parte do nosso "capital diplomático" em pró dos EUA para não termos de fato algum avanço. Veja, a questão do visto obviamente é boa do ponto de vista comercial, comércio é bom para todos, a questão é que você perde uma ferramenta politica e diplomática, por exemplo, os EUA desburocratiza o visto para brasileiros e nós concedemos isenção do visto, não é uma troca exatamente a altura, mas de certa forma tivemos algum avanço diplomático, sobre essa parte do visto eu penso que seria necessário uma melhor negociação , mas vou reiterar que entendo o comércio é bom, teve a abdicação do status de país em desenvolvimento na OMC e isso prejudicou em partes o setor exportador do país, posso citar também tentativa de criar uma parceria comercial com os EUA sobre a Base de Alcantra (não é uma ideia ruim, se não estamos usando porque não aluga-la ?), enfim, fizemos concessões para até agora estarmos no mesmo nível diplomático do Governo Temer ,você pode falar sobre acordo Mercosul-EU mas foram 20 anos de negociação, por mais que seja mérito do governo ter concluído não vamos esquecer dessas duas décadas.

      Argentina e Romênia estavam na frente, verdade, mas o fato de não termos ganhado nada em troca é frustante, não basta o apoio dos EUA para entrar na OCDE, é necessário atitude do governo Trump.

      Agora uma opinião minha, eu imagino que havia sim grande expectativa por parte do Brasil que os EUA concedesse a entrada do Brasil como prioridade, furando a fila digamos, porque não fizemos todo esse alinhamento aos EUA a troco de nada, não é mesmo ?

      Abraços.


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    3. Mas como você mesmo disse, o acordo Mercosul-União Europeia levou vinte anos de negociação, seria esperar demais que o Bolsonaro em uma reunião com o Trump e em poucos meses já conseguisse logo de cara a entrada na OCDE. Esse apoio norte-americano é importante sim, ainda que seja a médio ou longo prazo, não se faz só diplomacia de curto prazo. Se eles vão cumprir a palavra deles ou não é outra história, eu espero que cumpram, mas não acho que tenhamos agido errado até agora, em se tratando das relações com os EUA. Abs!

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  15. Banzolão vc citou no seu artigo as visões de Whitefield e John Wesley a respeito da escravidão e da ordenação feminina,sendo o primeiro extremamente dogmático e o segundo tendo uma visão,digamos,´´revolucionária´´ para a época,não se apegando a questões culturais de sua época,mas vc tem conhecimento da visão dos primeiros reformadores,Lutero e Calvino a respeito desses temas?

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    1. Eu não tenho conhecimento de comentários de Lutero e Calvino sobre a escravidão, porque nessa época a escravidão negra estava apenas começando e não existia nos países em que eles viviam (Alemanha e Suíça), então não era parte da realidade deles. Mas sobre o pastorado feminino eles eram contra, o que não deve nos surpreender, já que eles ainda cultivavam parte da tradição católica, tal como a crença na virgindade perpétua de Maria e que Maria é mãe de Deus, o batismo infantil e por aspersão, e no caso de Lutero, a crença de que Cristo está fisicamente presente na eucaristia. Doutrinas como essas (entre muitas outras envolvendo liturgia) foram sendo gradualmente extirpadas do seio do protestantismo, por isso o lema da Reforma desde o início era “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda est” (Igreja Reformada, Sempre Reformando); eles tinham a plena consciência de que a Reforma não tinha terminado ali e que novas coisas ainda precisariam ser reformadas (como de fato foram e continuam sendo).

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  16. Banzolão quem diria,o Felipe Moura Brasil,um olavista de primeira linha,que escreveu o prefácio e participou da elaboração do livro ´´O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota´´ agora denuncia um esquema de assassinato de reputação de opositores desenvolvido justamente pelo astrolavo e que agora com o Bolsonaro no poder é alçado a doutrina oficial de governo,com os blogueiros pagos com dinheiro público para destruir a imagem dos críticos

    https://www.youtube.com/watch?v=7DK-a7OFXBw&t=404s

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    1. Em que artigo ele disse isso? Não tem no vídeo que você passou.

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    2. Aqui está o artigo,mas precisa ser assinante para poder ler,https://crusoe.com.br/edicoes/76/os-blogueiros-de-cracha/ vc assina a Revista Crusoé? Eu procurei se outro site disponibilizava o artigo gratuitamente,mas não encontrei,encontrei apenas um artigo do Rodrigo Constantino comentando esse mesmo tema,https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/os-blogueiros-de-cracha-moura-brasil-expoe-militancia-virtual-ligada-ao-governo/

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    3. Tem um artigo da Vera Magalhães,que também é colega do Felipe Moura Brasil na rádio Jovem Pan,resumindo o artigo dele,caso vc não seja assinante da Crusoé e não tenha conseguido lê-lo, https://brpolitico.com.br/noticias/blogueiros-de-cracha-sob-coordenacao-do-planalto/

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    4. Eu achei essa matéria em outro site, é muito longa mas não parece envolver o Olavo diretamente (ele só é citado uma vez e sem ser num contexto comprometedor). Só pega mal mesmo pro Allan e pra esses grupos de blogueiros bolsonaristas.

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  17. https://www.ofuxicogospel.com.br/2019/10/malafaia-critica-divorcios-de-kleber-lucas-e-faz-vista-grossa-para-os-de-magno-malta.html Banzolão,eu havia comentado sobre o Malafaia no outro post e a contradição dele,de criticar a Globo,o ativismo LGBT quando erotizam crianças e não fazer o mesmo com o Silvio Santos,agora ele criticou o Kleber Lucas por ter se divorciado,mas não o Magno Malta,amigo e aliado político dele,entendo os motivos,mas soa hipócrita,vc não acha?

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    1. Bom, o Kleber Lucas é amigão do Caio Fábio, que é o maior inimigo do Silas, então é bem óbvio por que ele apontou o dedo na cara do Kleber e não fez o mesmo com o Magno Malta e tantos outros.

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  18. Essa sacada do sacerdócio universal, que contraria essa abordagem tradicional tá na cara de todos, o tempo todo. No passado, diziam para o escravo "não fuja porque é pecado" e hoje sabemos que defender a escravidão usando a Bíblia é blasfêmia, ninguém faz isso. No futuro (se houver, pq acho que não vamos mais durar muito) , as pessoas terão como normal mulheres pastoras e dirão aos seus pares o passado absurdo que era a época que se proibia isso (hoje em dia, no caso). Fora que ninguém seria estúpido (imagino eu) de dizer que se alguém aceitou Jesus numa pregação feita por mulher, que a conversão seria falsa ou inválida. Puro deboche seria isso. Pode parecer piada, mas acho que as pessoas deveriam levar Deus a sério... porque parece que estão tratando do assunto com tom de troça. Imprimi o estudo, vou mostrar para meus pais lerem. Vlw.

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    1. Sim, com certeza. E nem precisamos ir tão longe como a escravidão: há poucas décadas quase todos os evangélicos se opunham radicalmente ao uso de músicas modernas no culto e de instrumentos musicais modernos (como guitarra, bateria e etc); muitos deles consideravam pecado ir ao cinema (não importa qual filme que fosse), achavam pecado jogar vídeo-game (não importa qual jogo fosse), chegavam até a proibir televisão, achavam que era tudo "mundanismo" na igreja. Práticas que hoje só são mantidas por igrejas ultra-tradicionais (como a imposição da saia e do cabelo comprido para as mulheres e a imposição do cabelo curto para os homens, que também não podiam usar chapéus ou qualquer coisa que cobrisse a cabeça na igreja) eram a realidade de virtualmente todas as igrejas na época, e quem se opusesse a essas regras era tido como carnal, mundano, relativista e todo o compêndio de palavrões que hoje são despejados contra quem defende o pastorado feminino.

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  19. Banzolão na sua opinião qual o motivo da adesão do Bolsonaro ao olavismo?Eu não entendo,durante as eleições do ano passado eu já comentava aqui nesse blog que essa adesão era totalmente desnecessária,pq para vencer o pleito bastavam os votos dos evangélicos e dos anti petistas em geral,os olavistas não contribuiram em nada com a vitória do Bolsonaro e só atrapalham o governo

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    1. Mas foi um apoio importante sim, não tanto pelo Olavo em si, mas pelos papagaios de pirata que ele tem e que povoam o Youtube com canais gigantescos (como o do Nando, com mais de 3 milhões). Qualquer um que o Olavo apoiasse seria apoiado pelos olavetes, então isso teve um efeito "bola de neve", já que muitos que acompanhavam esses canais ficaram inclinados a votar no Bolsonaro (mesmo quem nem sabia quem é Olavo). Provavelmente se não fosse pelo Olavo o PT teria saído do mesmo jeito (pois a esquerda saiu do poder em quase toda a América do Sul), mas quem assumiria seria um Amoedo ou algo do tipo, que se apresentaria como uma opção à direita mais séria que o Bolsonaro, que era tratado como piada há poucos anos atrás.

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    2. Falando no Nando vc acredita que ele seja capaz de deixar a seita olavista?Ele já brigou com alguns olavistas como o Josias Teófilo que dirigiu o filme "Jardim das Aflições" filmado lá na casa do Bruxo da Virgínia,com o Lilovlog e com o Allan dos Santos do Terça Livre,mas não com o próprio astrolavo,e esse preferiu ficar neutro na briga de seus seguidores,twittou dizendo que tanto o Lilo,como o Allan e o Nando são pessoas respeitáveis,não são como Lobostao (Lobão),Rodrigo Cocô (Constantino) e Alexandre Fruta(Frota) morro de rir desses apelidos que o Olavo dá para seus desafetos,coisa de mlk de quinta série rss,mas vc acha que o Nando terá coragem de romper com o Olavo?De critica-lo?

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    3. Banzolão e qual a sua opinião sobre a CPI do Lava Toga,que causou a treta do Nando com o Lilo e o Allan,o Nando tinha ido a uma manifestação na Paulista defender essa CPI e não quis voltar atrás,o Lilo e o Allan estavam a favor,mas quando o Flávio Bolsonaro se recusou a assiná-la,temendo retaliações do STF,eles mudaram de opinião,assim como o Olavo também ficou contra,eu achei o Nando covarde em brigar com o Lilo e o Allan,mas não com o Olavo,por isso perguntei no outro post se vc acha que ele teria coragem de fazer isso

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    4. E foi hilário justamente o Olavo,um dos maiores treteiros da Internet pedir para pararem com o fogo amigo na direita kkk

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    5. Sou a favor da CPI da Lava Toga apesar de considerar uma questão periférica que provavelmente não iria pra frente de qualquer jeito (mas pelo menos valeria a pena a tentativa). Mas como esses caras são autoritários por natureza, qualquer mínima divergência entre eles já é o bastante para causar uma divisão nesse nível e um chamar o outro de "canalha", "covarde" e etc. Sabemos que o Olavo nunca foi aberto a críticas ou simpático ao diálogo, então não surpreende que tenha formado seguidores da mesma estirpe. Agora não adianta ficar tentando conter os danos, fica parecendo o crack Neto tentando apaziguar a briga entre Luxemburgo e Marcelinho.

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  20. Lucas, na sua opinião, o que leva uma pessoa ser tão desonesta com algo tão explícito e elementar na fé (igualdade entre homens e mulheres) ao ponto de fazer malabarismo interpretativos para justificar sua misoginia?

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    1. Às vezes é questão de misoginia mesmo (a pessoa foi criada de um jeito a pensar que mulher só deve ficar em casa lavando louça e passando roupa o dia inteiro, além de criar um bilhão de filhos), mas eu acredito que na maior parte dos casos não seja isso, mas apenas pessoas sinceras que receberam essa doutrinação na igreja deles e por isso se opõem à pregação feminina (apoiada nesses textos que nem pra todo mundo é fácil de interpretar e entender todo o contexto social/jurídico/cultural envolvido). Eu não consigo imaginar que alguém como um Nicodemus, por exemplo, seja um "misógino". Essa gente (não todos, mas boa parte) é bem-intencionada, mas segue as convicções nas quais foram ensinados, por isso se mantém apegados a alguns falsos ensinos que a tradição dessas igrejas endossa com firmeza.

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    2. "Essa gente (...) segue (...) convicções nas quais foram ensinados, (...) mantém apegados a alguns falsos ensinos (...)"
      Verdade Lucas, agora você levantou uma questão importante: a necessidade de sermos honestos com verdade, independente de nossas convicções religiosas ou pessoais, tradição, gosto, etc
      A verdade cristã jamais deveria contradizer algo tão elementar: a igualdade entre homens e mulheres. O problema reside nos intérpretes cristãos que ao se converterem, infelizmente, não se libertam de seus pressupostos pagãos.
      Obrigado Lucas.

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  21. Andei chafurdando na Internet, e encontrei vários prós e contras em relação ao tema abordado, vindo de anônimos e até de pessoas conhecidas, como John MacArthur. Poderia abordar esses argumentos aqui: (1) nenhum dos discípulos escolhidos por Jesus foi mulher, isso prefigura a atividade de pastor somente para homens. (2) nenhum dos escritores da Bíblia foi mulher, até onde se sabe. (3) alguns dizem que a atividade de pregadora itinerante pode ser realizada por mulheres, mas pastorear igreja de forma fixa não. Faço uma observação: temos mania entre nós de não admitir pastores homens solteiros. Ué, mas não foi Paulo que disse que solteiros se esforçam mais?
    Esses questionamentos foram o que achei na net. O que vc diria?

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    1. Vamos lá:

      (1) Ter discípulos homens era uma praxe de qualquer rabi, as mulheres naquela sociedade não recebiam a educação que recebem hoje, a sociedade era profundamente patriarcal. "Mas Jesus poderia ter mudado isso", alguém dirá. Poderia, e de fato mudou de muitas formas, mas seria inconveniente andar pra lá e pra cá com discípulas com quem se reunia intimamente, isso naquela sociedade abriria margens para alguém acusar de imoralidade. Pra você ter uma ideia do quão grave isso era naquela época, um dos cânones de Niceia diz que é proibido um sacerdote ter sob o mesmo teto uma "mulher estranha" (i.e, alguém que não fosse sua esposa, irmã ou mãe), porque abriria espaço para outras pessoas suspeitarem de uma conduta imoral. Não bastava ser correto, tinha que parecer correto. O modo como os de fora vão ver as coisas também contava, por isso Jesus tinha que dar um bom exemplo e não suscitar esse tipo de boato (não só ele, mas qualquer pessoa da época que quisesse viver corretamente aos olhos de todos).

      (2) E sabemos quem escreveu cada um dos livros da Bíblia? Não. Alguns são notadamente anônimos (ex: Hebreus), portanto isso é especulação. E mesmo se nenhuma mulher tivesse escrito um livro da Bíblia, o que isso implicaria contra o pastorado feminino? Numerosos autores bíblicos não eram pastores ou sacerdotes, não havia nenhuma regra do tipo. É um argumento que não segue premissa nenhuma, a conclusão simplesmente cai de paraquedas, seguindo o gosto particular do argumentador.

      (3) Eu já comentei isso na minha outra resposta (a você mesmo), vou reproduzir abaixo:

      "Outros vão dizer que mulher pode pregar sim, mas desde que seja fora da igreja (o que além de não fazer sentido nenhum ainda atropela o próprio texto que eles usam). Se mulher pode pregar fora da igreja, muito mais deveria pregar dentro, já que a igreja deveria ser justamente o lugar mais oportuno para a pregação do evangelho, onde as pessoas se reúnem precisamente para este fim. Dizer que a mulher pode pregar fora da igreja mas não pode pregar dentro é como dizer que um jogador de futebol pode fazer gol no treino, mas não pode marcar gol no jogo oficial"

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    2. E sobre o sacerdócio de pessoas solteiras? O justifica a obrigatoriedade de estar casado?

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    3. Eu não conheço alguma igreja que obrigue os pastores a serem casados, mas se isso existe, é um erro crasso e vergonhoso. O próprio Paulo era solteiro (1Co 7:8-9), então Paulo não poderia pastorear essas comunidades, presumo eu.

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    4. Here is a side question. I was wondering what you thought of this school of thought on whether or not Paul was married?:

      https://www.dennyburk.com/was-the-apostle-paul-married-yes-he-was-heres-how-we-know/

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    5. I really liked the article. In fact, it seems that Paul only begins to address singles specifically from verse 25, indicating that before his attention was focused on widowers. I have heard many say that Paul was a widower because he was a member of the Sanhedrin and only married people could be members of the Sanhedrin (although I have never confirmed this information, it seems to make sense and confirm his analysis in the article).

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  22. Hi Lucas,

    What do you think of this article?:

    https://watchmansbagpipes.blogspot.com/2010/05/let-her-be-veiled.html

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    1. I found it strange that he said that "because of angels" refers to a kind of physical attraction that angels have for women's hair. In addition to sounding a bit bizarre, one can imagine that an angel can see what is behind a veil, and this would imply that the woman should wear a veil all the time (not only during prayer, as he says), since anytime she removed her veil the angels would see her without the veil. Anyway, I like Norman Geisler's explanation in "The Big Book of Bible Difficulties: Clear and Concise Answers from Genesis to Revelation", where he writes:

      Several considerations will shed light on this difficult problem. First, we need to distinguish between the meaning of the text and its significance. Meaning is what it tells people in that culture, and significance is how it applies in our present day. There is no doubt about its meaning.The text means exactly what he says.When the women in Corinth removed their veils and prayed in the church, they dishonored their heads (the husband, 11:3, 7, 9, 11). In those days, the veil was a symbol of a woman's respect for her husband's. In such a cultural context, it was imperative that the woman wear the veil in church when praying or prophesying Second, there is a difference between commandment Scripture commandments are absolute - culture is relative. For example, there are few who believe that the command Jesus gave to his disciples not to carry an extra pair of sandals still applies today, in su evangelistic journeys, and most Christians literally no longer greet "all the brethren with a holy kiss" (1 Thess 5:26, NIV). Nor do they believe that raising "holy hands" during prayer is essential in public prayer (1 Tim. 2:8). There is a principle behind each of these commandments that is absolute, but its practice is not. What the believer must do is absolute, but how to do it is relative, depending on the culture. For example, Christians should greet each other (ie "what"); but how they greet each other is relative to their respective cultures. In some cultures, as in the NT, it's with a kiss; in others it is with a hug; and yet others are with a handshake. Many biblical scholars believe that this principle is also true of wearing the veil. That is, that women in all cultures and at any time in history must show respect for their husbands (the "what"), but "how" such respect should not always be evidenced with a veil . For example, it could be by wearing a wedding ring or by any other cultural symbol"

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  23. Are you familiar at all with the Granville Sharp Rule?

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    1. In case you are interested, here is this article that also has a discussion with a cowardly (Jehovah's Witness?) Anonymous:

      https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2018/03/granville-sharps-rule-and.html

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    2. "In case you are interested, here is this article that also has a discussion with a cowardly (Jehovah's Witness?) Anonymous"

      Sorry to ask, but how did you manage to contact Daniel Wallace? (I ask based on the link you provided):

      https://1.bp.blogspot.com/-yOy8EOpilto/XZKyKYRKBYI/AAAAAAAABDE/IW36db32mpwnvgsnXAFKPQ5QOeB8mOxqwCLcBGAsYHQ/s640/abuse%2Bof%2Bscholarly%2Bworks.jpg

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    3. I decided to send him a message on Acadamia and he just so happened to respond. That was fortunate for the situation that I was in.

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    4. That Anonymous creep will not stop publishing on my blog article! I banned him on October 1st, yet he has published about five comments since--very persistent. So I decided to turn off comments temporarily on that particular article--LOL!

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    5. The worst thing about blogger is that there is no way to block people (as you can do on youtube and facebook), so the only way is to disable comments on the article or suppress the comment when it comes to moderation... very sad.

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  24. Lucas,

    What do you think of these?:

    https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2019/10/insect-with-its-own-gearbox-more-proof.html

    https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2019/10/a-discourse-on-sexual-purity.html

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    1. I confess that I am not so familiar with the discussion of intelligent design, but as a creationist I believe that all beings were created directly by God and were created "ready", so we must expect these clues of intelligent creation in nature, and they exist in abundance (eg bacterial flagella). On the other article (on sexual purity), interestingly, the theme of our study group today was precisely holiness, is one of the topics that I find most pertinent and important in the Christian life, and in which many Christians fail.

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    2. I am pretty sure that a creationist can embrace intelligent design. So you are not so familiar with that topic? Well, these resources might be beneficial to you:

      https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2019/01/evidence-for-intelligent-design-found.html

      https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2018/10/testifying-to-truth-of-intelligent.html

      https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2017/12/advocating-intelligent-design-excerpt.html

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    3. Here is another resource that you might find interesting:

      https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2019/03/evolution-of-human-eye.html

      I also have to add the caution when using design inferences because we live in a fallen world. Things are not quite the way that they should be.

      Intelligent design is not necessarily associated with biblical creationism. There are unbelievers who have a deist concept of a god. There are even Christians who unfortunately embrace "intelligent design" while altogether failing to interact with the text of Genesis, calling it mythology or symbolism, etc. Just a heads up.

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    4. Yes, I've even realized atheists who believe in intelligent design (although they believe this design was done by aliens a long time ago...).

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  25. What do you think of this article?:

    http://washedsanctifiedandjustified.blogspot.com/2019/10/there-is-difference-though-between-what.html

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    1. Jesse, are you a Calvinist or an Arminian?

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    2. It does not matter if the Catholic priests who translated it before Luther had another concept of "by faith alone"; the very fact that this translation is not new at the time already breaks the leg of those who argue that "Luther tampered with the Bible" or that he invented this translation from his head. And we know that the Church Fathers had fundamentally the same view of Luther, that is why they quoted the text as Luther.

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    3. Joao,

      I am not a Calvinist.

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    4. Ele não disse que é arminiano, apenas que não é calvinista ;p

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    5. "Ele não disse que é arminiano, apenas que não é calvinista"

      Será um molinista? Ou será um daqueles que diz: "não sou calvinista, nem arminiano, sou bíblico". 😆

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    6. Pode ser um calviniano ou um arminista (ou não).

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    7. Este comentário foi removido pelo autor.

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    8. Joao,

      Why am I the butt of some joke all of a sudden? I simply stated what position I was not. There is no humor in that. In addition, labels are not all-important.

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    9. Jesse,

      That's right, brother. I agree that labels are not important. I was joking, but it wasn't a mean joke. Forgive me.

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  26. Olá Lucas.
    O padre Paulo Ricardo justificou a posição da ICAR sobre o sacerdócio feminino (contra) afirmando que era "coisa de protestantes" e ia contra "a constituição da igreja" (entendi não).
    Pois bem, a pergunta é: você acredita que a ICAR um dia ordenará mulheres?

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    1. Dificilmente eles dão o braço e torcer e voltam atrás nos erros deles, quanto mais o tempo passa mais eles acumulam novos falsos ensinos em vez de corrigir os falsos ensinos do passado, então a não ser que haja uma grande revolução no seio da Igreja Romana, isso não deve acontecer.

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    2. Folks like us reject the Roman Catholic sacerdotal system. So who really cares if they ordain female priests sometime in the future? They are wrong from their very foundation.

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  27. Sobre o livro de Jó, no final diz: Sucedeu que, acabando o Senhor de falar a Jó aquelas palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. Jó 42:7 No que exatamente os três erraram, em atribuir a Jó algum tipo de pecado oculto? No que exatamente eles erraram para Deus? E outra, Eliú é o quarto amigo de Jó que aparece na narrativa mas ele fica fora da punição, pelo que entendi, os punidos foram Elifaz, Bildade e Zofar. O que Eliú disse estava certo então?

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    1. Elifaz, Bildade e Zofar culparam Jó pelo seu estado porque achavam que o sofrimento de alguém era sempre uma punição pelos pecados dessa pessoa, então na visão deles quanto mais próspero e bem-sucedido alguém fosse mais "justo" seria, e quanto mais sofresse mais ímpio deveria ser (e por isso estaria sendo castigado por Deus com sofrimento). O livro de Jó serviu para desfazer essa lógica em pedacinhos, porque Jó era o homem mais justo da terra e mesmo assim sofreu mais do que qualquer um. Mas esses três amigos de Jó não aceitavam isso, então ficaram o tempo todo acusando Jó de ser um ímpio e por isso estar sofrendo daquele jeito, apesar de Jó ser inocente. Eliú foi o único que não culpou Jó (ele apenas exaltou a Deus e criticou Jó por ter questionado a Deus), por isso ele não é criticado como os outros três.

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  28. Vou comentar rapidamente sobre o vídeo que vou colocar.

    Realmente, não estamos mais no século I d.C. e sim muitos trabalhos que precisava de muita mão de obra agora pede ser feita com apenas 2 pessoas: 1 na draga e outra no caminhão, e sinceramente... você não precisa ser um Mister Universo pra dirigir nenhum desses automóveis.

    Creio sim que, como o autor do vídeo falou(não confunda o autor com o tradutor), você tem que se adaptar ao mundo moderno(sendo homem ou mulher[o autor da um puxão de orelha é mais nas mulheres nesse vídeo]).

    Nota sobre tanto o autor e o tradutor: ambos são M.G.T.O.W.

    https://www.youtube.com/watch?v=nD3YSF6F4ig&t=

    Deus lhes ilumine!

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    1. Quanto mais vídeos de "MGTOW" eu vejo mais repulsa tenho por esse movimento.

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    2. Ai Lucas, o engraçado é que eles não se denominam um "movimento", algo coletivo, eles se dizem indíviduos homens com mentalidade própria mas adoram panfletagem e atenção.

      A descrição de MGTOW deles, um homem que segue seu próprio caminho e evita se relacionar ao máximo com mulheres, é até dificil de encontrar, é dificil encontrar, já que boa parte fica reclamando de mulheres pela internet em vez de "seguir com a vida".

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    3. Pois é, tenho um forte pressentimento que são pessoas com fortes problemas de relacionamento familiar (com a mãe, principalmente) e tiveram muitos fracassos em relacionamentos amorosos e culpam as mulheres por esses fracassos. Dá pra ver que são pessoas magoadas, sentidas, que responsabilizam o gênero feminino por frustrações pessoais e tentam arranjar "argumentos" para isso (mesmo que sejam dos mais misóginos possíveis).

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  29. ÓTIMO ARTIGO!

    Muito obrigado por ter escrito esse artigo, realmente você sanou minhas dúvidas com relação ao pastorado feminino.

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    1. Lucas, você tem algum artigo falando sobre o Dízimo? Ou pretende escrever? É que eu tenho algumas dúvidas sobre o Dízimo: O Dízimo é a velha aliança? Ele aplica-se aos dias de hoje? O Dízimo é em dinheiro ou não? Se o Cristão não dizima ele não é um bom Cristão?

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    2. Eu ainda preciso escrever um artigo aprofundado sobre isso, mas você pode ter uma noção do meu entendimento sobre este assunto nesta resposta (onde respondo a estas questões resumidamente):

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/09/vinte-razoes-para-rejeitar.html?showComment=1569700047098#c2624187755991915172

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    3. Obrigado por responder-me, abraços. Fique com Deus, a paz e Boa Noite.

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  30. Comente:

    http://jeffryfisher.net/Statesman/Education/Socialism.htm

    https://1.bp.blogspot.com/-yJhHXIExaeE/WrgBKlaMIOI/AAAAAAAAFu0/g3aPNSolLBsSc_xfYZTL9nzUuv_t-mUeQCLcBGAs/s1600/government%2Bsocialist%2Bschools.jpg

    http://thebernreport.com/wp-content/uploads/2016/01/Democratic-socialism.jpg

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    1. É muita precipitação dizer que "escola pública é socialismo". Por definição, socialismo é "a doutrina política e econômica que prega a coletivização dos meios de produção e de distribuição, mediante a supressão da propriedade privada e das classes sociais". Não havendo isso, não é socialismo. Então a não ser que eles mudem a definição de "socialismo" ao seu bel-prazer, eles não podem dizer que escola pública já é socialismo por si só, ou que quem defende a existência de escolas públicas é automaticamente um socialista.

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    2. Isso porque Lucas, certa vez eu vi uns vídeos e artigos de libertários e anarcocapitalistas afirmando que a partir do momento em que o Estado estabelece Escolas públicas ele está coletivizando a educação em supressão das Escolas particulares, inclusive já vi alguns afirmando que a partir do momento em que o Estado passa a oferecer serviços públicos como saúde, educação e segurança, ele deixa de ser um Estado liberal, e passa a caminhar para o socialismo. Isso procede?

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    3. Isso aí é histerismo puro deles, porque pra eles qualquer coisa que venha do Estado é socialismo e portanto qualquer sistema que não seja o ancap é socialista (uma definição que contraria diretamente todas as definições de socialismo no dicionário). É uma característica comum a sistemas extremistas (como o ancap na extrema-direita e o socialismo na extrema-esquerda) que seus adeptos também sejam extremistas no modo de pensar e na forma de defendê-los, por isso apelam a essas radicalizações através de rótulos exacerbados (como quando um militante socialista rotula qualquer direitista de "fascista", e como quando um ancap rotula qualquer não-ancap de "socialista"). Quem não é moderado em suas visões políticas dificilmente tem moderação e sobriedade na forma de defendê-la.

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    4. Obrigado por sua resposta, mas antes uma última pergunta:
      Algum dia você pretende escrever algum artigo falando sobre a Educação Pública e o Protestantismo, e como o mesmo revolucionou a Educação, Isso porque até onde eu entendo o Protestantismo é considerado o Pai da Educação Pública (e os ancaps dizendo que educação pública é coisa de socialista)?

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    5. O terceiro volume da série sobre a Reforma trata exatamente sobre isso (sobre educação, ciência e tecnologia, principalmente), mas primeiro eu preciso terminar o vol. 2, é claro :)

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    6. Lucas, sobre o seu Livro a respeito da Reforma Protestante, vai ter alguma parte dele no qual fala das contribuições importantes que a Reforma teve para o Direito? Em sua opinião, quais foram as contribuições mais importantes que a Reforma Protestante teve para o Direito?

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    7. A princípio não teria, mas como você sugeriu, vou ver o que posso escrever a respeito para o terceiro volume.

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  31. Lucas, esse tipo de testemunho é confiável? Um cristão pode realmente ser arrebatado para o inferno?

    https://www.youtube.com/watch?v=mzd65-QXpSU

    https://www.youtube.com/watch?v=W_-N62SBAIQ

    https://www.youtube.com/watch?v=HoBzQByr5T0

    ps. Não sei se você vai poder ver todos esses vídeos, a maioria deles tem mais de 10 minutos de duração, portanto, caso não seja possível, avalie apenas um.

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    1. Quando eu era imortalista e acreditava em um inferno atual (há uns dez anos atrás) eu cansei de ler vários "relatos" do tipo, e eram tantas contradições e disparates que mesmo acreditando em um inferno eu não podia acreditar nesses "testemunhos" bizarros. Em alguns deles os "espíritos" estão queimando no inferno vestindo as roupas que vestiam na terra, em outros tem ossos e carne, em outros eles ficam conversando numa boa (enquanto estão queimando em um sofrimento inimaginável e sem fim), sem falar que eles SEMPRE encontram celebridades (mesmo com bilhões de pessoas "anônimas" queimando no fogo eles conseguem ter a sorte de encontrar um papa, um Michael Jackson, um Hitler e assim por diante, é como se você andasse pela rua e do nada se deparasse com um monte de celebridade), e muitos outros detalhes bisonhos que eu nem me lembro mais, mas que mesmo com o pouco conhecimento de Bíblia que eu tinha na época já era o bastante pra ver que não passa de pura charlatanice (ou quando muito, de alucinações). Só de Deus precisar arrebatar alguém ao inferno para "revelar" algo de sobrenatural e incrível já mostra que Ele não deve ter feito um bom trabalho na Bíblia (que deveria servir justamente para este fim). É como se Deus tivesse se esquecido de revelar alguma verdade importantíssima na Palavra, então precisou arrebatar um ou outro maluco pra contar ao mundo as verdades que Ele se esqueceu de contar (e ganhar muito dinheiro com isso, é claro).

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    2. E relatos de pessoas que foram ao céu e voltaram? Qual sua opinião?

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    3. A mesma sobre as pessoas que dizem ter ido ao inferno. Eu só respondi sobre o inferno porque a pergunta foi sobre isso, mas nessa mesma época eu também pesquisei bastante sobre pessoas que dizem ter ido pro céu e notei as mesmas contradições absurdas nos discursos deles. Embora em um sentido técnico seja possível alguém ser arrebatado ao céu como Paulo foi, na prática todos os testemunhos que eu li tem todos os sinais de fraude ou alucinação, não de um arrebatamento real. Mas como o céu existe, alguém ser arrebatado ao céu é uma hipótese possível, embora deva ser algo tão extraordinariamente raro quanto ressurreição de mortos (que também existe biblicamente).

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    4. Paz do Senhor, o irmão falando nisso, certa vez no Yahoo Resposta um cara declaradamente racista colocou um vídeo em que um pastor negro foi pro céu e "milagrosamente" (ou não) virou branco e loiro. Sinceramente, não sabia se dava risada ou se chorava.

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    5. Já ouvi falar em algo assim, é realmente repugnante. Já vi gente usar textos que dizem que seremos "alvos como a neve" e que vestiremos "vestes brancas" para sustentar que seremos todos brancos no céu (e outros que pegam aquele versículo que diz que seremos "como os anjos", e como eles devem ter visto muito anjo por aí concluem que seremos todos brancos iguais a eles). Isso sem falar naquela interpretação racista e exegeticamente falsa de que os negros são ancestrais de um filho amaldiçoado por Noé (e que Jesus vai quebrar essa maldição tornando todos os negros brancos de volta). É incrível como quem é racista, machista, xenófobo ou o que seja vai sempre arrumar pretextos "bíblicos" para sustentar seus preconceitos prévios, aquilo que mais se acomoda ao seu modo de ser (em vez de deixar a Palavra influenciar e controlar seus sentimentos, causando transformação de vida e mudança de mentalidade, como deveria ser com todo cristão que nasceu de novo).

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    6. Outra coisa que me chamou bastante atenção nesses "relatos" é que além de citarem celebridades, alguns deles insistem em dizer que personagens de desenho animado, filmes e séries que conhecemos são na verdade demônios disfarçados (inclusive afirmando que o Pica-pau é um demônio, que o Pato Donald é um demônio, e pasmem até o Capitão América, o Batman e o Superman!), se tem uma coisa que eu não entendo, é pra que esse pessoal insiste em por personagens de séries e desenhos nos relatos afirmando que tudo isso é do demônio. Esse pessoal gosta de ver os outros infelizes e sem entretenimento só pode.

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    7. Nessa questão de tons de pele, essa explicação é boa? https://answersingenesis.org/pt/respostas/adao-eva-todos-os-tons-de-pele/

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    8. "Outra coisa que me chamou bastante atenção nesses "relatos" é que além de citarem celebridades, alguns deles insistem em dizer que personagens de desenho animado, filmes e séries que conhecemos são na verdade demônios disfarçados (inclusive afirmando que o Pica-pau é um demônio, que o Pato Donald é um demônio, e pasmem até o Capitão América, o Batman e o Superman!), se tem uma coisa que eu não entendo, é pra que esse pessoal insiste em por personagens de séries e desenhos nos relatos afirmando que tudo isso é do demônio. Esse pessoal gosta de ver os outros infelizes e sem entretenimento só pode"

      Isso aí é porque a maioria desses "testemunhos" são da década de 90 e nessa época a maioria dos crentes (principalmente aqui no Brasil) eram neuróticos em relação a essas coisas, eram bastante legalistas e viam diabo em tudo que é coisa, mas ao que parece os "relatos" mais recentes não tem essas peculiaridades (vai ver os personagens de desenho animado deixaram de ser demônios de lá pra cá...). Também pesa o fato de que pessoas fanáticas tem uma tendência maior a alucinações, e quanto mais fanático alguém é mais tende a ter uma visão "bitolada" de mundo (que se reproduz na forma dessas "visões" aí).

      "Nessa questão de tons de pele, essa explicação é boa?"

      Sim, é a mesma explicação que o Adauto Lourenço deu.

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  32. O que acham?:

    https://www.google.com/amp/s/www.nytimes.com/2014/02/11/science/camels-had-no-business-in-genesis.amp.html

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    1. Isso já foi refutado aqui:

      http://www.criacionismo.com.br/2014/02/camelos-nos-tempos-biblicos.html

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    2. Achei um link melhor(na minha opinião):

      https://www.biblicalarchaeology.org/daily/ancient-cultures/ancient-near-eastern-world/did-camels-exist-in-biblical-times/

      Deus lhes ilumine!

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  33. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. I would just add that the text he uses does NOT say that the Lamb dead "before the foundation of the world", but speaks of people who did not have their names written in the book of the dead lamb, FROM the foundation of the world (Rev 13:8). There is a crucial difference between "before the foundation of the world" and "from the foundation of the world." The text is not talking about when the Lamb was killed, but when the names were written in the Lamb's book that was killed (and these names were written FROM the foundation of the world, ie, when the first people were saved). I have a youtube video about it, but unfortunately it is in Portuguese and you would not understand it, but an exegesis of the text comparing with similar texts of Revelation shows that in fact John was not saying that the Lamb died before the foundation of the world (although some translates allow for such misinterpretation).

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  34. Lucas to pensando em fazer evangelismo de rua, você já fez isso? Pode me dar umas dicas?

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    1. O máximo de evangelismo de rua que eu cheguei a fazer foi panfletagem, mas eu me recusaria a chamar isso de evangelismo. Como o meu chamado é através da internet e de livros, eu ficaria tão perdido quanto você se tivesse que fazer evangelismo de rua, sem saber como e por onde começar, ou qual a melhor abordagem em cada caso. Se alguém aqui costuma fazer evangelismo de rua e tem dicas pra dar, fique à vontade para expor aqui e ajudar.

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  35. https://michelsonborges.wordpress.com/2019/10/10/quando-o-fanatismo-se-torna-arrogancia/ quem eu deveria chamar para tratar da mãe:
    ( ) a polícia
    ( ) um pastor
    ( ) aquele padre do Exorcista
    ( ) o casal Warren, do filme Anabelle

    Marque com um X.

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    1. Queria ter visto a cara do professor que corrigiu essa prova ;p

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  36. Lucas, sem querer polemizar, nem ofender ninguém, se entendi corretamente, você entende ser possível uma pessoa homossexual poder pastorear uma igreja na condição de permanecer solteira e buscar libertação. Correto?

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    1. Isso. Contanto que ela não esteja vivendo em pecado, não há razões para impedir que pastoreie uma comunidade. Uma inclinação ao pecado todos temos (ainda que não necessariamente relacionado ao homossexualismo), a diferença é que uns se entregam ao pecado e outros resistem a ele.

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    2. Entendi. O problema é que na catequese que recebi (não estou afirmando ser correta) homossexualismo e fé cristã são excludentes assim como política e corrupção devem se excluir.
      Agora, devo concordar com você que, se alguém se sente homossexual mas procura sinceramente seguir a Cristo, não há porque negar lhe o direito pastorear, ensinar, evangelizar.
      Por fim, desculpe a insistência no tema, mas gostaria de sua opinião sobre a "cura gay" que circula no meio evangélico. A favor ou contra? Por quê?
      Obrigado.

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    3. Eu creio que é possível Deus transformar os sentimentos de uma pessoa dessa maneira porque creio em um Deus onipotente que por óbvio tem o poder de mudar esse tipo de coisa (e existem relatos de pessoas que de fato mudaram de orientação sexual através da oração e busca a Deus). Mas isso não acontece em todos os casos, nem existe uma garantia de que aconteça; da mesma forma que não há uma garantia de cura para os problemas físicos também não há uma garantia de cura para os problemas espirituais, por isso é necessária a perseverança por parte do cristão que luta contra isso ao longo de todo o processo (nem que seja para morrer assim, mas que morra sem ter se entregado ao pecado).

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  37. Lucas, Romanos 14 vai tratar de divergências de opiniões quanto aquilo que alguns consideram pecado e outros não, certo? Pelo que percebi, no início do capítulo Paulo defende que nas diferentes percepções sobre determinados assuntos, ninguém deve dispensar as suas próprias convicções por estas baterem de frente às convicções alheias. Mas ao passo que Paulo parece afirmar isso, ele prossegue dizendo no v.15 algo aparentemente contraditório, quando diz:

    "Se o seu irmão se entristece devido ao que você come, você já não está agindo por amor. Por causa da sua comida, não destrua seu irmão, por quem Cristo morreu"

    Confesso que fiquei confuso: afinal, considerando o contexto, me é permitido ou não "comer a carne sacrificada à ídolos"? O que ele queria realmente ensinar nesse capítulo?

    No penúltimo artigo perguntei sobre o dízimo e achei sua explicação muito bem embasada. Vlw!

    Mas relacionado à isso, tem um último argumento que queria compartilhar com vc. Um irmão comentou que com relação ao dízimo, a exemplo das ocorrências de ofertas e o princípio contido no ato de ofertar, vemos que os ganhos eram sempre entregues aos apóstolos e certas pessoas escolhidas (vide a igreja primitiva em atos), portanto isso estaria apontando pra necessidade do crente dizimar/ofertar, entregando o dízimo/oferta à "autoridade" escolhida. Pois, segundo ele, precisamos respeitar a hierarquia natural na Igreja e suas implicações. Faz sentido?

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    1. Sobre a questão alimentar, o ponto de Paulo é o seguinte: não há problema em comer carne ou em comer alimentos sacrificados aos ídolos (porque "sabemos que o ídolo nada é"), mas se você estiver reunido com um cristão de "mente fraca" que acha que isso tudo é pecado, não devemos comer para não escandalizar esse irmão de mente fraca (pois ele poderá ser induzido a comer dos alimentos sacrificados aos ídolos com uma mentalidade idólatra, ainda mais por ter saído do paganismo há pouco tempo). Da mesma forma, Paulo diz que não há nada de errado em comer carne, mas é errado se um irmão de mente fraca pensa que só pode comer vegetais. Passando para os dias de hoje, seria o mesmo que eu ser convidado para comer na casa de um amigo vegetariano e pedir carne no prato, isso iria soar provocativo e desnecessário, Paulo pede para sermos tolerantes acima de dogmáticos (por isso ele diz que se fez de judeu para os judeus, de gentio para o gentios e assim por diante). Eu não acho nem um pouco necessário ou obrigatório que as mulheres usem saia no culto, mas se uma mulher for congregar numa Assembleia de Deus, ela deveria usar em respeito à norma e às tradições daquela denominação, para não ser motivo de escândalo aos demais. Essa é a lógica que Paulo segue: mesmo que uma coisa seja permitida, em certos contextos é melhor "dar o braço a torcer" pensando no bem dos crentes mais fracos em vez de agir como um dogmático e achar que todos os outros devem dar o braço a torcer pra você só porque você está com a razão. A tolerância para Paulo vem antes do dogmatismo.

      Sobre a outra questão, eu concordaria com esse pensamento se realmente as autoridades eclesiásticas fizessem com os dízimos e ofertas exatamente o mesmo que os apóstolos faziam no texto de Atos. Mas como isso não é praticado por virtualmente igreja nenhuma e na prática grande parte delas usa esses recursos apenas para pagar templos e encher os bolsos de um ou mais pastores, o fiel está totalmente escusado dessa "necessidade". O líder por sua função de liderança tem uma obrigação muito maior de cumprir com o seu dever do que os liderados (como Jesus disse, a função principal do líder é ser servo de todos os outros), por isso se ele não cumpre seu papel como líder, cabe a você cumpri-lo (dizimando diretamente para aqueles que mais precisam, se este for o seu desejo).

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    2. Lucas, mas eu partir da premissa de que escândalo nas Escrituras não seria meramente a discordância entre grupos de pessoas, em determinado assunto; mas sim a situação em que certo indivíduo de fé fraca venha participar com alguém mais maduro na fé, daquilo que ele considera pecado. Isso seria o escândalo. Como por exemplo, alguém, que influenciado pela atitude de um irmão mais maduro, decidisse fazer uma tatuagem, mas com a consciência pesada, inseguro se aquilo é ou não pecado.

      Não sei se aceita essa interpretação, mas acredito que não defenda que discordâncias teológicas sobre determinados assuntos venha influenciar em comportamentos. Que devamos, por exemplo, não ouvir música secular porque um irmão mais fraco na fé acredita veementemente que essa prática é pecado; ele não participa e nem cogita participar, mas se opõe à isso por ter uma convicção errada. Isso pra mim não é escândalo, mas divergência de opiniões, e acredito que Paulo estava retratando exatamente essa situação em Romanos 14, mas tenho receio dessa interpretação por conta do v.15.

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    3. Eu acho que o exemplo que você deu cai como uma luva na lógica que Paulo dizia, dá pra traçar uma analogia boa com o vegetariano que Paulo cita. Da mesma forma que não há problema algum em comer carne, mas isso se torna um problema quando se faz na presença de um irmão que acha ser pecado comer carne, também não há qualquer problema em ouvir músicas seculares (desde que não tenham letras promíscuas), mas se um irmão estiver perto de você e ele acha que só pode ouvir música gospel, é sensato ouvir só gospel perto dele para não escandalizá-lo (meu irmão é desse tipo). Todo o ponto de Paulo gira em torno do respeito ao próximo, que vem acima do "ter a razão".

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  38. Olá, Lucas! Como vai?
    Gostaria que desse uma olhadinha nesse artigo:

    https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=107

    O que você acha??

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    1. Esse artigo é puro besteirol panfletário revisionista que não merece ser levado a sério, todo ele se baseia em casos isolados de um ou outro escritor escolástico que teria tido uma visão mais "liberal" para a sua época, desconsiderando o fato de que a visão majoritária, hegemônica e predominante na Igreja era justamente a contrária. É o típico caso de citar uma exceção para invalidar a regra. De fato, entre os milhares de teólogos escolásticos existiu um ou outro com uma visão mais "aberta" ao mercado, como também houve um ou outro no Islã, mas de um modo geral a Igreja Romana e o mundo islâmico sempre foram vigorosamente contrários ao capitalismo até os dias atuais (o próximo artigo que irei publicar aqui tratará justamente dos papas expressamente condenando o capitalismo até os nossos dias), por isso as sociedades católicas e muçulmanas sempre foram tão avessas ao capitalismo e sempre tiveram índices econômicos tão pífios (pelo menos até a primeira metade do século XX, até ocorrer o fenômeno da globalização). O único lugar onde esses princípios de liberdade econômica foram realmente levados a sério e encontraram uma ampla maioria para facultar seus negócios sem qualquer impedimento foram os países protestantes, influenciados pela ética reformada que lançou por terra os preconceitos medievais ao comércio, ao trabalho e ao lucro, que tanto impediam uma ascensão capitalista (que só se desenvolveu realmente após a Reforma, e nos países protestantes).

      No mais, dizer que a ética protestante leva ao totalitarismo e ao socialismo só pode ser piada de mau gosto que descredibiliza (ainda mais) esse artigo tão pífio. Os países protestantes são os únicos que NUNCA aderiram a NENHUMA forma de totalitarismo, seja sob a forma de um Estado fascista, socialista ou de ditaduras de qualquer tipo, enquanto os estados católicos se abarrotaram de golpes de Estado, ditaduras atrás de ditaduras, alinhamento com o fascismo (com o apoio aberto e declarado do Vaticano) de Mussolini, de Franco e de Salazar, sem falar dos países católicos que caíram para o socialismo (como Cuba) e para revoluções seculares sangrentas (como ocorreu na Revolução Francesa). Os estados católicos são mestres na arte do totalitarismo, e não é à toa que ainda hoje poucos deles podem se orgulhar de uma democracia sólida ou instituições consolidadas. O que não falta são autores desonestos que seguem uma filosofia própria tirada da própria cabeça para chegar a conclusões que lhes convém, mas é quando confrontamos a teoria com a realidade concreta que vemos quem está certo e quem é o mentiroso.

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    2. [Valeu pela resposta!]
      Exatamente!! Quando li o artigo, eu já sabia que não dava para levá-lo totalmente a sério, mas gostaria de ter uma opinião um pouco mais formada sobre isso e decidi ouvir (ou melhor, lê) o que você tinha a dizer, afinal, seu conhecimento é muito maior que o meu...

      Outra coisa, o artigo diz que o texto diz: "[...] Smith acabou atrasando o pensamento econômico ao injetar a doutrina puramente britânica da teoria do valor-trabalho, jogando dessa forma a ciência econômica para fora dos trilhos por cem anos. Nesse ponto, posso acrescentar que a teoria do valor-trabalho gerou muitas conseqüências nefastas. Ela, é claro, pavimentou o caminho, de maneira lógica, para Marx"

      Creio eu que isso não tem nada a ver com o protestantismo, apenas porque Adam Smith era protestante.
      Só porque eu sou evangélico, não quer dizer que não posso criar/ter uma ideia ruim em algum momento, tão pouco isso se caracteriza como culpa do protestantismo. (Acho que deu para entender rs)

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    3. Adam Smith é considerado o pai da economia, o pai do capitalismo e o pai do liberalismo econômico (sim, ele tinha muitos filhos!), esses caras deveriam lavar a boca antes de falar asneira sobre ele. Se não fosse por Smith e outros que o seguiram, é capaz de ainda vivermos no feudalismo.

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  39. Boa tarde. Com relação à ideia da mais valia, ela se encaixa de que forma dentro do Evangelho, se é que isso é possível? Pergunto porque muita gente defende o socialismo como ideologia de alma cristã, enquanto que outros atacam o socialismo pelo mesmo motivo, o Cristianismo... e como que fica?

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    1. A mais valia é uma teoria marxista, não tem a ver com o evangelho, parte nenhuma do evangelho fala da mais valia. Sobre a relação entre Cristianismo e socialismo, eu escrevi aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/socialismo-e-cristianismo-sao.html

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  40. Lucas,

    What do you think of this article?:

    https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2017/06/a-refutation-of-new-perspective-on-paul.html

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    1. This "new perspective on Paul" smells really bad, sad that some good theologians have swallowed it. It is clearly a distortion of Paul's writings, as you well said.

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    2. Would you go as far as to call people like N.T. Wright false teachers?

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    3. Although I think he failed ugly (very ugly) in this matter, I would call "false teachers" only those who are manifestly heretics (such as Roman Catholics and Jehovah's Witnesses).

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  41. Olá Lucas, avalie esse vídeo por favor.

    https://www.youtube.com/watch?v=jwKU2ZsqGbE

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    1. Eu não gosto do jeito que ele argumenta, soa sempre arrogante e como se estivesse dando pito nos outros (como se ele tivesse alguma moral pra isso), isso só alimenta o ódio e provoca divisão e litígio. Quanto aos argumentos em si, ele até vai bem na parte em que argumenta biblicamente (o que também não é preciso fazer muito esforço), mas derrapa feio na metade final do vídeo quando fala besteira sobre os puritanos (coisa que ele obviamente nunca estudou, tanto é que ficava lendo no papel quando chegou nessa parte aí). Os puritanos são universalmente reconhecidos como os mais tolerantes da época, os únicos que toleravam uma multidão de denominações diferentes convivendo juntas numa mesma terra, com iguais condições para todas (tanto é que nunca houve nos EUA uma "igreja do Estado", como houve em todos os outros lugares). Chegou até a dizer a infâmia de que os puritanos eram "contra o progresso social" (eram tão contra o progresso que criaram nada a mais nada a menos que os Estados Unidos da América... imagine se fossem a favor!). Isso aí apenas alimenta a desinformação que é tão reinante na internet, e ainda dá munição para os revisionistas católicos que acumulam mentiras e calúnias contra a gente. Por outro lado, para não dizer que toda a crítica dele é um fiasco, ele tem razão quando diz que as igrejas reformadas vivem num "mundinho" delas e são bem mais apáticas no que concerne a denunciar o secularismo e em se tratando de apologética (tudo o que entendem por apologética se resume a "defender o calvinismo", e raramente se mexem para refutar catolicismo, ateísmo, espiritismo e outros enganos e seitas, só são bons pra atacar neopentecostais, que é o mesmo que bater em cachorro morto). Se não fosse pelo esforço dos pentecostais, isso aqui já teria virado há muito tempo a tal da "ditadura gay" que o Silas tanto alardeia, e JAMAIS os evangélicos teriam tido todo esse crescimento estratosférico das últimas décadas.

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    2. Excelente, quando ele fala dos puritanos eu fiquei meio confuso já que não tenho tanto conhecimento a respeito, só o básico. Estou lendo seu livro ''Calvinismo x Arminianismo'', e tem me ajudado bastante. Obrigado :)

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    3. Banzolão mas o Malafaia está certo quanto aos puritanos terem sido favoráveis a escravidão e não terem lutado pela sua abolição,como vc menciona no texto a defesa da abolição parte de John Wesley,metodista e William Wilberforce que era anglicano e quanto aos massacres dos anabatistas também citado pelo Malafaia não foi bem assim né?

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    4. Não é bem assim. No norte a escravidão era amplamente rechaçada, apenas as colônias do sul eram favoráveis à escravidão (por isso teve a Guerra Civil nos tempos de Lincoln).

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  42. Hey Lucas,

    What do you think of this website?:

    http://www.evidenceunseen.com/

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    1. I didn't know this site, but it looks like a good site, very complete and elegantly designed, thanks for sharing!

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  43. Ejaculação noturna é pecado?e sonhos eroticos?

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    1. Não é pecado porque não é feito de forma consciente ou deliberada.

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    2. Sonhos eroticos podem ser pecado dependendo de algumas situações, é possivel a pessoa sonhar com isso deliberadamente (existem métodos que a pessoa pode "escolher" o sonho, o que eu não acho bom ninguém fazer), ou se ela vê muita pornografia pode ser que ela tenha estes sonhos, então é pecado. Mas se for sem ser de forma consciente e a pessoa depois nem liga pra isso pois sabe que não é real então não tem nada de mais pois não se tem controle de certas coisas.

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  44. O que vc acha dessa manifestação do Malafaia sobre o que ele alega de pseudorreformadores, https://www.youtube.com/watch?v=jwKU2ZsqGbE e ele conclui a partir de 8:10 , só não entendi de quem ele tá falando, do Nicodemus será? E o livro que ele cita no final, vc já chegou a ler?

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    1. Comentei sobre isso um pouco acima:

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/10/por-que-sou-favor-do-ministerio.html?showComment=1571300474649#c2627318017094508314

      Se era o Nicodemus eu não sei, mas há grandes chances de ser, já que é o pastor calvinista mais famoso e proeminente neste meio (mas também não posso cravar isso, só ele sabe).

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  45. Comente http://juliosevero.blogspot.com/2019/10/com-financiamento-de-impostos-cpac.html

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    1. Absurdo mesmo. "Conservadorismo" no Brasil significa conservar a ignorância, o atraso e o preconceito.

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  46. https://www.youtube.com/watch?v=_JpJiI1J8A0&t=22s Banzolão discordo do título do vídeo,imagino que vc tbm,mas o que achas das experiências dele nas igrejas?

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    1. Tem muita gente com experiências traumáticas nas igrejas e por isso eu compreendo (embora não concorde) os assim chamados "desigrejados". No entanto, assim como a solução para quem tem um término traumático de relacionamento não é ficar solteiro pra sempre, mas buscar um novo relacionamento que dê certo, a solução para quem é maltratado numa igreja não é ficar sem congregar pra sempre, mas buscar uma outra onde ele seja aceito e integrado. Eu abordo isso neste artigo:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/07/o-que-dizer-sobre-os-desigrejados.html

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  47. O que achas desse vídeo Banzolão? https://www.youtube.com/watch?v=kRHipZyxANs

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    1. Eu concordo, inclusive já escrevi sobre isso aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/01/deus-te-usar-nao-significa-que-deus-te.html

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  48. Lucas,

    What do you think of this article?:

    https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2017/02/a-study-on-imputation.html

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  49. Falando em mulher, https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2019/10/17/inteligencia-emocional-do-presidente-e--20-diz-joice-hasselmann.htm essa crise é jogada ensaiada ou tá mesmo só deixando evidente a bagunça que é. Acho que a esquerda ainda era um pouco mais coesa, apesar da roubalheira. Qual a sua opinião sobre o que anda acontecendo no PSL?

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    1. "Não interessa qual o partido, sempre vai ter confusão porque esse é o perfil do presidente". É EXATAMENTE isso. Juntou um presidente que ao longo de toda a carreira sempre teve um perfil beligerante, vulgar e rude, com um bando de deputado sem noção que segue um guru que só sabe fumar, falar palavrão e tretar com tudo e com todos... alguém esperava um resultado diferente disso? A única coisa boa desse governo é que é um hospício, não uma quadrilha (como a que estava antes).

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    2. Não é uma quadrilha como a que estava antes,até por eles serem mal organizados para roubar tanto como o PT rsss,mas essa história dos laranjais do PSL que tá provocando essa crise toda,a história da rachadinha do Flávio Bolsonaro e o Queiroz,até hj mal explicada,me dá a ideia de que o Bolsonaro não é honesto como eu acreditava,apesar de ter pipocado algumas histórias antes dele ser eleito,como a da Val,vendedora de açaí e funcionária fantasma de seu gabinete e o fato dele quando candidato a deputado em 2014 ter recebido doação da JBS e ter devolvido para o partido e não para a própria JBS,o que indicaria lavagem de dinheiro,mas a imprensa não explorava a fundo essas acusações,só explorava declarações polêmicas e acusações de fascismo,machismo,homofobia,o que fez o povo o apoiar e pensar que ele fosse de fato ´´mudar isso daí´´ e acabar com a corrupção,vc pensava que ele fosse honesto Banzolão?E achas que ele irá terminar o mandato?

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    3. Vai ser difícil ele conseguir terminar. Ele não se garante nem dentro do partido, imagina fora dele. Basta que cometa um simples crime de responsabilidade que o Congresso já engole ele.

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  50. Que Deus tenha piedade da Argentina:

    https://www.poder360.com.br/internacional/eleicoes-argentinas-fernandez-encaminha-vitoria-no-1o-turno/

    https://exame.abril.com.br/mundo/pesquisa-mostra-que-9-entre-10-argentinos-veem-vitoria-de-fernandez/

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    1. Mas é culpa também do Macri que foi eleito prometendo reformas liberais,corte de gastos,recuperação da economia e não cumpriu,inclusive tomou medidas antiliberais como por exemplo imprimir dinheiro o que causa inflação,vale ressaltar também a cultura política da Argentina dominada pelo populismo peronista até hoje e os conservadores por lá ainda causam medo,desconfiança,visto que eles tiveram uma ditadura militar muito mais violenta que a nossa,apesar de terem ficado 7 anos no poder(1976-1983),ocorreram mais de 30 mil mortos e desaparecidos,aqui em 21 anos(1964-1985) os mortos e desaparecidos não chegaram a 400 pessoas,então eles ainda possuem certo trauma com a direita,por isso uma direita liberal conservadora não se cria por lá

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    2. RIP Argentina. A Venezuela é logo ali.

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    3. "Mas é culpa também do Macri que foi eleito prometendo reformas liberais, corte de gastos, recuperação da economia e não cumpriu..."

      Tens toda a razão. De nada adianta se dizer liberal se na prática adota medidas antiliberais, ou se trabalha pouco neste ideal. De todo modo, ainda é menos ruim que o poste da Cristina.

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    4. Banzolão como refutar o argumento esquerdista de que caso o PT volte ao poder no Brasil e o kirchnerismo na Argentina esses países não virariam uma Venezuela,pois são bem distintos e não são economicamente dependentes de petróleo igual a Venezuela?Eles dizem também que a Bolívia,governada por Evo Morales desde 2006,o Evo é de extrema esquerda,aliado do Maduro até hj e a Bolívia não está em uma crise econômica tão profunda,com fome generalizada igual a Venezuela.

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    5. A Venezuela também não era o que é hoje na época do Chávez, que governou por mais de uma década. Essas medidas estatistas podem fazer sucesso durante um curto período de tempo, mas a médio e longo prazo a conta vem e vem alta, é sempre assim. A Bolívia já dá indícios disso aumentando o déficit comercial e o déficit fiscal, as reservas internacionais do Banco Central que garantem uma aparente estabilidade já se reduziram pela metade nos últimos quatro anos e a dívida externa saltou de 30% a 50% do PIB no mesmo período. Ou seja, a "boa" economia boliviana está caminhando para um colapso irreversível se continuar nessa política econômica. O Brasil da Dilma estava indo pelo mesmo caminho, assim como a Argentina nos anos finais da Kirchner. Não existe almoço grátis, uma hora a conta sempre vem, e quem paga a conta é o povo. Como dizia Margaret Thatcher, "o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros".

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  51. Legalizar a Maconha dá Nisso:

    https://www.brasil247.com/mundo/lider-das-pesquisas-para-eleicao-presidencial-do-uruguai-diz-que-lula-e-preso-politico

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  52. Lucas,

    What do you think of these articles?:

    https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2019/10/the-glory-of-son-of-god-in-hebrews-13.html

    https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2017/06/hebrews-13-testifies-to-divine-nature.html

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    1. I also consider the first verses of Hebrews to be one of the strongest biblical proofs of Christ's deity. It is incomprehensible how anyone can read them and yet continue to resist the truth.

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  53. https://guiame.com.br/gospel/noticias/relatorio-afirma-que-cristianismo-esta-crescendo-mais-rapidamente-que-populacao.html Gostaria de comentar e te perguntar sobre alguns trechos da reportagem que me chamaram a atenção

    1-´´Entre os grupos cristãos, pentecostais (2,26%) e evangélicos (2,19%) estão crescendo mais rapidamente do que outros.´´,eu te perguntei sobre o crescimento maior dos pentecostais e neopentecostais no Brasil em outro post,vc me respondeu que isso se dá pelo fato dessas igrejas dialogarem melhor com a população periférica dos grandes centros urbanos,mas esses dados mostram que essa é uma tendência mundial,não só brasileira

    2-Declínio ateu

    ´´Segundo o relatório, o ateísmo atingiu seu pico em 1970, com mais de 165 milhões de ateus no planeta. Desde então, o ateísmo tem diminuído constantemente, com 138 milhões hoje, um número que deve cair para 129 milhões em 2050.´´ Isso me causou supresa,já que todas pesquisas anteriores que havia visto mostravam o ateísmo crescendo e eu inclusive acredito que a tendência é a população atéia crescer,já que quando Cristo voltar não irá encontrar muita fé na Terra,vc acha que essa pesquisa é confiável?

    3-Cristianismo no globo

    O centro do cristianismo mudou-se para o sul do planeta.

    Em 1900, duas vezes mais cristãos viviam na Europa do que no resto do mundo juntos. Hoje, a América Latina e a África têm mais. Em 2050, o número de cristãos na Ásia também passará o número na Europa.

    Atualmente, o cristianismo mal cresce na Europa (taxa de 0,04%) e apenas um pouco melhor na América do Norte (0,56%).

    A Oceania (0,89) e a América Latina (1,18%) têm taxas marginalmente melhores, mas a fé está explodindo na Ásia (1,89%) e na África (2,89%).

    Já havia te comentado anteriormente também,vinha percebendo que o número de cristãos do Hemisfério Norte(Europa e EUA) vinha caindo,enquanto que crescia na América Latina,África e Ásia,o que vc acha dessas mudanças?Na sua opinião irão provocar algum impacto no cristianismo?

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    1. Eu também não sei até que ponto esses dados são confiáveis, mas o que pesa para o declínio do ateísmo é o fato dos ateus não quererem ter filhos, enquanto os cristãos no geral gostam de ter filhos (mas não muitos) e os muçulmanos tem que é uma beleza. Isso explica muito sobre o crescimento das religiões, mais até do que o proselitismo (o que também não significa que sejamos obrigados a ter uma porrada de filhos só pra fazer a nossa religião crescer). Também suponho que esses dados sobre ateísmo não inclua os agnósticos (se incluísse o número seria consideravelmente maior, porque o agnosticismo cresce mais que o ateísmo). Em relação ao pentecostalismo crescer no mundo todo e não só no Brasil, a explicação a meu ver segue a mesma, já que os pentecostais tem um espírito missionário muito maior e se infiltram mais nas periferias (pode ver que na África a esmagadora maioria das igrejas evangélicas são de linha tradicional, não de igrejas históricas, que em grande parte estão pouco se lixando para os mais pobres, como aquele comentário do Granconato deixa nítido).

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  54. https://guiame.com.br/gospel/missoes-acao-social/china-proibe-estudantes-africanos-de-praticar-fe-para-evitar-infiltracao-estrangeira.html

    Quero ver agora os petistas,psolistas,pstuistas,etc,protestarem por racismo e xenofobia.

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    1. É bom esperar sentado, igual esse homem:

      http://1.bp.blogspot.com/-ldjFr9wF0ys/Uh-MYBoDeHI/AAAAAAAACOo/uRmR7pwrJas/s1600/92759024.jpg

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  55. Banzoli, você é genial. Meu escritor cristão brasileiro favorito.

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  56. Lucas, aqui estou eu passeando pelo seu livro da Reforma e meu Deus, isso não é um livro, é uma obra de arte. Nem sei como você conseguiu escrever esse treco, é tão detalhado e bem embasado que eu fico cada vez mais surpreso com a qualidade. Você tem muito talento pra isso! Te conheci faz um ano e alguns meses, foi uma das coisas que mais me ajudaram na minha caminhada espiritual e também nos meus estudos de História - sou um grande entusiasta de humanas e penso em talvez ingressar em História no futuro, estou no ensino médio no momento. (a propósito, sou eu que tenho o professor de geografia que acha que o PT é Centro-Direito e um prof de história que afirmou que comunismo e cristianismo se dão bem) - Mal posso esperar pros próximos volumes.

    Estava relendo a parte da liberdade de consciência e ao ver as referências reparei num Jacques Goff, não o conhecia. Pesquisei e vi que ele tem vários livros que abordam Idade Média, parece que era a especialização dele, você recomenda?

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    1. Obrigado, é muito gratificante saber que o livro lhe foi útil! Sobre o Jacques Le Goff, ele é considerado o maior medievalista entre todos os historiadores (ou seja, o melhor historiador em se tratando de Idade Média), seus livros são referências indispensáveis no estudo de história e praticamente uma exigência acadêmica. Felizmente também é um dos poucos historiadores que tem quase todos os livros traduzidos ao português e é fácil de encontrá-los, por isso eu já pude ler quase todos que ele tem sobre Idade Média, e todos eles foram extremamente úteis na escrita do livro sobre as Cruzadas e nos dois volumes sobre a Reforma. Enfim, é uma leitura altamente recomendável, principalmente também porque é um autor isento, não é nem "anticatólico" e nem revisionista, simplesmente descreve as coisas da forma que são.

      A propósito, acabei de publicar um artigo novo extraído do novo volume:

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/10/os-papas-contra-o-capitalismo-e-o.html

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  57. 35. Se desejarem saber mais sobre algum ensino, questionem a seus maridos em casa; porque, para a mulher é vergonhoso conversar durante as reuniões da igreja.
    36. Porventura a Palavra de Deus teve origem entre vós? Sois vós o único povo para quem a Palavra foi entregue?
    37. Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça que o que vos escrevo são mandamentos do Senhor.
    38. No entanto, se alguém não reconhece essa verdade, deixe que tal pessoa siga em sua ignorância.
    (1 Coríntios, 14)

    Boa noite A Paz do Senhor uma das partes que não consigo entender e quando Paulo em 1 Coríntios 14 37 diz que e "mandamento do Senhor" como resaltei no texto bíblico acima poderia me dar uma luz pois tenho estudado muito o tema e essa e a única parte que não entendi ainda...Paz!?!

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    1. Não vejo contradição nisso. De fato, o que Paulo diz era mandamento do Senhor, porque é mandamento do Senhor que os cristãos sejam obedientes à lei (o que vai ao encontro com o que escrevo no artigo e com o que diz o verso 34). Abs!

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  58. O artigo chegou aos 200 comments e por isso a caixa de comentários daqui será fechada. Quem quiser postar um novo comentário ou responder a algum daqui, fique à vontade para fazer no artigo mais recente 👍

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