29 de março de 2019

200 A Igreja Católica e os papas eram contra a escravidão?



A escravidão foi inegavelmente uma mancha negra na história da humanidade, e não devemos poupar as igrejas por tolerarem os abusos que ocorriam diante dos seus olhos. Menos a católica. Para os apologistas católicos traiçoeiros de nossa época, os papas sempre foram contra a escravidão, apesar da escravidão rolar à solta nos países católicos, bem debaixo da batina dos padres. Eles realmente querem que acreditemos que embora a escravidão fosse tão onipresente no mundo católico, ainda assim a instituição mais forte do mundo da época (a Igreja) era vigorosamente contra a prática em absoluto.

E por alguma razão misteriosa, essa instituição tão poderosa, influente e benevolente – e acima de tudo: totalmente abolicionista – nunca decidiu excomungar reis escravistas, nem senhores de escravos, nem forçar o abolicionismo em lugar algum, nem mesmo fazer alguma pressão. A mesma Igreja que ordenava a execução de "hereges" na fogueira não tomava providência prática alguma contra os escravistas. A mesma Igreja que supostamente teria excomungado Henrique VIII por causa de um divórcio jamais excomungou monarca algum por apoiar e favorecer a escravidão ativamente, ou mesmo por possuir escravos. Mesmo assim devemos acreditar que ela era totalmente contra a escravidão embora tolerasse tudo o que a envolvia. É realmente um conto da carochinha, daqueles mais difíceis de se levar a sério que as estorinhas do Bicho Papão e do Saci Pererê.

Por muito tempo ninguém se prestou a esse papel ridículo de levar adiante um revisionismo histórico tão descarado em torno disso, mas como em se tratando de apologética católica contemporânea podemos esperar tudo, decidiram fazer revisionismo nisso também, e se apegar a meia dúzia de encíclicas papais (isolando trechos e enchendo de meias-verdades) que qualquer pesquisa na Wikipédia já serve pra refutar, e então concluir que a Igreja sempre foi “vigorosamente contra a escravidão”. Em última instância, mesmo se esses documentos citados realmente estivessem dizendo o que eles alegam dizer, tudo o que isso provaria é a hipocrisia de papas que toleravam a escravidão enquanto formalmente fingiam condená-la. Mas aqui nem mesmo temos um caso de hipocrisia, porque eles jamais disseram isso.

Em um dos capítulos do meu livro sobre o tema eu abordo essa questão histórica mostrando os fatos que eles deliberadamente omitem para esconder a informação do leitor, deixando-os apenas com a meia dúzia de citações isoladas e desprovidas inteiramente de contexto, que supostamente seriam a “prova” de que a Igreja condenou a escravidão como um todo. Segue abaixo o que eu escrevi na obra em questão.

***

A escravidão propriamente dita foi declinando na Europa cristã medieval entre o século IV (quando o Cristianismo passou a ter influência política no império) e o século XI, sendo substituído pelo feudalismo, de modo que restaram relativamente poucos escravos após o ano 1000[1]. Por ironia, essa não foi necessariamente uma ótima notícia para o povo em geral, em especial para o camponês médio. Isso porque o sistema que substituiu a escravidão não era propriamente a liberdade, mas um tipo de servidão que se colocava entre a liberdade e a escravidão, que tem sido chamado pelos historiadores como “semiescravidão” ou “semiliberdade”[2]. Isso significa que tais indivíduos não eram exatamente escravos (como mera propriedade de outra pessoa), mas também estavam longe de serem livres. A estes homens nem livres e nem escravos dava-se o nome de “servos”. Franco escreveu sobre isso nas seguintes palavras:

O tipo de mão-de-obra empregada na agricultura feudal não era mais escrava como na Antiguidade, nem assalariada como na Modernidade, pois ambas pressupõem uma economia mercantil, em que o trabalhador (escravo) ou a força de trabalho (assalariada) são mercadorias. Recorreu-se então a um tipo intermediário, a servidão, na qual o trabalhador presta serviços compulsórios como na escravidão, mas não é considerado um objeto (na Antiguidade, o escravo era “uma ferramenta que fala”).[3]

Pirenne diz que “quem possui a terra, possui por sua vez liberdade e poder; por isso, o proprietário é ao mesmo tempo senhor; quem está privado dela, fica reduzido à servidão”[4], e que, “como regra geral, a servidão é a condição normal da população agrícola, ou seja, de todo o povo”[5]. Pirenne vai além, e diz ainda que “essa servidão na qual se encontram é uma condição muito parecida com a do escravo antigo”[6]. Isso porque o servo conservava muitos dos padrões dos escravos antigos, como, por exemplo, o fato de não poderem fugir[7], apontou Pernoud. Nestes casos, “o senhor podia mandar perseguir o servo fugitivo”[8] e “obrigar o fugitivo a regressar à força”[9]. Segundo Bloch, “os servos permaneciam, de direito, a coisa de um senhor, que dispunha soberanamente do seu corpo, do seu trabalho e dos seus bens”[10]. O servo, além disso, também:

• Não era convocado para o exército real[11].
• Não participa das assembleias judiciais[12].
• Não podia apresentar diretamente perante estas as suas queixas[13].
• Só era objeto de demanda no caso em que, tendo cometido para com terceiros uma falta grave, era entregue à vindicta pública pelo seu senhor[14].
• Não podia entrar para a vida religiosa[15].
• Estava excluído dos tribunais públicos[16].
• Não podia nem testemunhar nem prestar juramento[17].
• Estava submetido à autoridade arbitrária do seu senhor[18].

Por isso, ele era basicamente um “escravo da terra onde nasceu”[19]. Bloch acrescenta ainda:

Numa palavra, cada vez mais o seu lugar na sociedade se define pela sua sujeição para com outro homem: sujeição tão estreita, na verdade, que se considera natural a limitação do seu estatuto familiar que lhe interdita o casamento fora do senhorio; que a sua união com uma mulher completamente livre é tida como “casamento desigual”; que o direito canônico tenda a recusar-lhe a entrada nas ordens sagradas, tal como o direito secular tenda a infringir-lhe castigos corporais, outrora reservado aos escravos; que, finalmente, quando o seu senhor o dispensa das obrigações, este fato facilmente é qualificado como libertação.[20]

O colono era designado mancipia, que em latim clássico era sinônimo de escravo, e na língua vulgar significava “homem do senhor”[21]. Brooke afirma que a população de camponeses não-livres era de longe “a maior parte da população da Europa... e seu número ia aumentando rapidamente”[22]. Os camponeses, continuamente, “perdiam degraus na escala social, uma vez que tinham que sacrificar-se cada vez mais para encontrar terra para alimentar-se”[23]. Fourquin chegou ao ponto de dizer que “a verdadeira sorte do colono aproximou-se da do escravo fixado à terra”[24]. O colono era, desde o século IX, tratado de fato como um não-livre[25].

Este colono não-livre era muitas vezes tratado da mesma forma que o escravo. Carlos, o Calvo, por meio do Édito de Pitres (864), definiu que os colonos que infringissem o bannum real seriam punidos não mais com a multa, mas com sessenta chicotadas – a mesma punição dos escravos[26]. Fourquin observa o quanto a liberdade tinha retrocedido, e diz que “os colonos já não passavam de semilivres, cuja sorte tinha piorado”[27].

Lins escreveu sobre o valor do servo cristão na Idade Média:

É fácil avaliar o que fosse em fins do século XI, pelo que, a respeito, estatuía o código elaborado por determinação de Godofredo de Bulhão, logo após a tomada de Jerusalém pelos cruzados, e conhecido pelo nome de Assises de Jerusalém. Estabelecia esse código poderem os servos perdidos ser reclamados, tal qual os cães ou os falcões, tendo o mesmo valor um escravo e um falcão, enquanto eram necessários dois servos, ou dois bois para perfazerem o preço de um cavalo.[28]

A própria palavra servus (servo) significava “escravo”[29], também comumente chamado de homem de corpo, inteiramente propriedade do seu senhor, o dominius da vila[30]. E “a mesma palavra servus servia muitas vezes para designar a ambos”[31], escravos e servos. A diferença prática era muito pequena. Não é sem razão que Fourquin alega que “a liberdade do século XII não passa do atenuar da exploração senhorial”[32].

Sobre a situação dos servos, que representavam a maior parte da população na Cristandade ocidental, Tornell complementa:

A situação daqueles miseráveis era lamentável. Não eram propriamente escravos porque não estavam juridicamente renegados à condição de coisas, mas sofriam permanentemente uma diminuição de sua personalidade ao não se lhes permitir iniciativas e ao estarem vinculados à terra que cultivavam, com a qual podiam ser vendidos e ainda ser tomados por qualquer senhor em guerra quando aqueles se apoderassem das terras do inimigo.[33]

Mais grave ainda é saber que a escravidão clássica ainda continuava existindo entre os povos católicos. Ou seja, pessoas que podiam ser compradas, vendidas e enviadas a mercados distantes[34]. Fourquin sustenta que “os países mediterrânicos continuavam a conhecer a escravatura à antiga”[35], e Brooke atesta que “o comércio de escravos parece que foi o mais importante a longa distância na Europa septentrional, a princípios da Idade Média”[36]. Brooke escreve ainda:

É evidente que o comércio de escravos não estava reduzido a pagãos. Era tradicional, durante séculos, em alguma parte da Europa, que os pais vendessem os filhos quando eram numerosos, e era ainda mais comum escravizar aos prisioneiros de guerra que não eram resgatados. A mesma ideia mental e enraizada de que um prisioneiro de guerra era propriedade de seu captor. A Igreja pedia caridade e misericórdia, mas não pôde cortar totalmente a raiz da escravidão; essa tarefa sobrou para que os evangélicos a realizassem.[37]

O autor assinala também que “na Inglaterra e nos países mediterrâneos a escravidão era uma instituição reconhecida e os escravos eram numerosos em finais do século XI; nos países mediterrâneos isso continuou assim durante a Idade Média”[38]. Na antiga vila conviviam juntos os semiescravos e os escravos, sem terra e nem liberdade[39]. A escravidão no mundo mediterrâneo se manteve ao longo de toda a Idade Média, e havia escravos negros em Portugal e na Espanha muito antes que fossem exportados à América[40].

Quando os cruzados derrotaram os turcos, na primeira cruzada, “eles mataram, saquearam e escravizaram muitos prisioneiros”[41]. Pirenne afirma que “o mesmo que os muçulmanos no passado praticavam concernente aos escravos cristãos, os escravos mouros capturados na Espanha lhe proporcionavam um dos objetos de seu tráfico”[42]. Uma parte dos escravos que os muçulmanos possuíam vinham dos próprios cristãos, que negociavam e comercializavam escravos com eles. Brooke diz que eram “particularmente ativas as rotas que conduziam desde os países dos eslavos, que deram lugar em quase todos os idiomas europeus à palavra ‘escravos’, à Espanha muçulmana e ao mundo mediterrâneo em geral”[43].

Os venezianos também exportavam escravos e escravas aos muçulmanos, como conta Pirenne:

Os venezianos exportavam em torno dos haréns da Síria e do Egito jovens escravas que iam sequestrar ou comprar na costa dálmata, e esse comércio de “escravas” contribuiu provavelmente para a sua incipiente prosperidade, da mesma forma que o tráfico negreiro do século XVII contribuiu a numerosos mercadores da França e da Inglaterra.[44]

E Tornell ressalta:

[Os senhores feudais] em muitos casos eram verdadeiros latrocínios, ou descaradamente saíam de seus castelos para assaltar os ricos, ou participavam da ganância dos salteadores de caminhos, a quem protegiam em seus crimes. Os viajantes eram sequestrados e vendidos como escravos, ou eram retidos para seu resgate, e os venezianos compravam os luxos da Ásia provendo de escravos os mercados dos sarracenos.[45]

Qual era a posição da Igreja em relação a isso? Brooke escreveu: “A Igreja proibia a escravidão de cristãos e pregava que sua alforria era uma boa obra. Isso não obrigava os possuidores de escravos a dar-lhes a liberdade, e ainda menos impedia que um cristão vendesse um pagão a outro pagão”[46]. Embora ela considerasse louvável a libertação de um escravo cristão, ela “não se elevou contra a servidão em si mesma”[47]. Era comum os padres possuírem escravos em seus mosteiros, e um abade de Vézelay dizia acerca de um de seus servos: “Ele me pertence, desde a planta dos pés ao cimo da cabeça”[48].

Em 1089, o papa Urbano II ordenou no Sínodo de Melfi que as esposas dos sacerdotes fossem escravizadas, assim como seus filhos, como “propriedade da Igreja, e nunca devem ser emancipados”[49]. A Igreja Católica declarou apoio oficial à escravidão no início do século XIII, quando o papa Gregório IX incorporou ao Código de Direito Canônico quatro títulos para a detenção de escravos: (1) escravos capturados em guerra; (2) pessoas condenadas à escravidão por algum crime; (3) pessoas que se vendem à escravidão, incluindo um pai que vendeu o seu filho; (4) filhos de uma mãe escrava[50].

A escravidão também foi imposta como pena eclesiástica por vários concílios e papas. O papa Gregório XI (1370-1378) excomungou os florentinos e ordenou que fossem escravizados onde quer que fossem encontrados[51]. O terceiro concílio geral de Latrão (1179) impôs a escravidão aos que ajudavam os muçulmanos, declarando que “os príncipes católicos e magistrados civis deverão confiscar os seus bens, e se forem capturados deverão se tornar escravos de seus captores”[52]. E aos que se opunham ao papado, como os albigenses, é dito que “os seus bens serão confiscados e os príncipes estão livres para submetê-los à escravidão”[53]. Como consequência, dezenas de milhares de albigenses foram perseguidos, escravizados ou mortos[54]. A carta que o papa Inocêncio III (1198-1216) escreveu aos senhores do reino da França dizia:

Despojai os hereges das suas terras. A fé desapareceu, a paz morreu, a peste herética e a cólera guerreira cobraram novo alento. Prometo-vos a remissão dos vossos pecados se puserdes limite a tão grandes perigos. Ponde todo o vosso empenho em destruir a heresia por todos os meios que Deus vos inspirará. Com mais firmeza ainda que com os sarracenos, pois são mais perigosos, combatei os hereges com mão dura. Agora convocaremos contra vós chefes e prelados que, ai de mim, se reunirão contra esta terra... e farão com que muita gente pereça pela espada, arruinarão vossas torres, derrubarão e destruirão vossas muralhas, e vos reduzirão a todos à servidão... a força da vara prevalecerá onde a doçura e as bênçãos não conseguirão realizar nada.[55]

O Decreto de Graciano (1140), num evidente contraste com o ensino bíblico e patrístico dos séculos anteriores, afirmava:

Nem toda mulher unida a um homem é sua esposa, assim como nem todo filho é herdeiro de seu pai. Os laços de casamento entre pessoas livres e entre co-iguais são legais, e o Senhor os estabeleceu muito antes do início da lei romana. Assim, uma esposa é diferente de uma concubina, assim como a escrava é diferente da mulher livre.[56]

E ainda:

Uma menina deve obedecer à decisão de seu tio livre a respeito de seu casamento, não àquela de seu pai escravo. O pai da moça era claramente um escravo da sua igreja, e seu tio era livre. Portanto, decretamos que a escolha do marido da sobrinha pertence ao seu tio, e não ao pai, porque sua vontade não é livre.[57]

O mesmo Decreto dizia ainda que os filhos só nasceriam livres se nascessem de pai e mãe livres, e que os filhos de um homem livre e uma escrava nascem escravos, porque “os que nascem sempre seguem a pior parte”[58]. A Igreja Católica proibia rigorosamente o divórcio, mas abria uma exceção para os casos em que um homem livre tinha relações com uma escrava sem saber que era uma escrava. Se ele não consentisse quando descobrisse isso, o matrimônio poderia ser desfeito, e ele poderia contrair outro[59]. E a Igreja muitas vezes condenou com anátema escravos que fugiram de seus senhores, e recusou-lhes a comunhão eucarística[60].

Alguns famosos senhores de escravos viraram até santos canonizados, como é o caso de São Domingos de Silos, considerado o “temido dos mouros” porque em seu monastério possuía escravos muçulmanos que em certo momento escaparam, mas ele os perseguiu até recuperá-los[61]. Nem os bispos cristãos, nem os papas, nem os monges, nem mesmo Tomás de Aquino levantaram oposição à servidão imposta ao camponês médio, e o último chegou a afirmar que a escravidão era “apropriada e socialmente útil”[62], e aceitou a definição aristotélica de que algumas pessoas são “escravas por natureza” como “instrumentos inanimados”[63].

Devemos lembrar que se trata de uma época de decadência moral do Cristianismo ocidental, marcada por Cruzadas, Inquisição, venda de indulgências, falsas relíquias sagradas, autoritarismo papal, imoralidade no clero e corrupção doutrinária, quando a Igreja era governada por pessoas espiritualmente mortas e sem moral para combater qualquer tipo de escravidão. A Igreja enriquecia cada vez mais, e, excetuando ordens menores como a dos franciscanos, os interesses do povo eram inteiramente ignorados. Movimentos de reformas sociais de base, como o dos valdenses, eram combatidos ao fio da espada e pela fogueira pelos líderes do sistema político-religioso então vigente[64].

Em suma, a Igreja medieval, especialmente a partir do século XI d.C., se tornou tolerante à servidão habitual dos colonos, e, embora geralmente proibisse a exportação de escravos cristãos para terras não-cristãs[65], não condenou que se possuíssem escravos, exceto em alguns casos quando se tratava de escravos cristãos na posse de não-cristãos, como judeus e muçulmanos[66]. Esse panorama não iria se alterar muito nos primeiros séculos da Idade Moderna, mesmo em se tratando de um novo tipo mais agressivo de escravidão que estava se formando, fortemente instigada pelo tráfico humano e racismo.

Com a descoberta da América por Colombo (1492), países europeus colonizadores como Espanha, Portugal e o Reino Unido passaram a precisar de mão-de-obra nova para o processo de colonização das terras descobertas, e uma vez que os nativos não supriam totalmente a demanda, apelou-se ao tráfico africano. Negros eram sequestrados e trazidos compulsoriamente ao Novo Mundo como escravos, e outros eram adquiridos por compra no comércio com os árabes, e então enviados à América[67]. Enquanto a escravidão africana no Brasil teve início já em 1535[68], nos Estados Unidos os primeiros escravos só chegaram na década de 1680[69]. Antes disso, os africanos e imigrantes de outras nacionalidades nos Estados Unidos eram servos contratados, em posição legal semelhante aos pobres[70]. A diferença no número de escravos africanos também era grande: estima-se que para cada escravo que foi para a América do Norte, doze foram para a América do Sul[71].

A posição dos papas em relação a este novo tipo de escravidão, na melhor das hipóteses, não contribuiu em nada para o fim da mesma, e, na pior, foi um de seus motores de propulsão. Com um discurso eloquente, o papa Eugênio IV, na bula Dudum Sicut (1435), proibiu a escravidão dos nativos da recém colonizada Ilhas Canárias, mas apenas dos “residentes batizados das Ilhas Canárias ou aqueles que buscam livremente o batismo”[72], deixando implícito que continuava permitida a escravidão de não-católicos que recusassem se converter. Após as queixas feitas pelo rei Eduardo de Portugal, ele permitiu expressamente que os portugueses escravizassem os não convertidos das ilhas[73]. Finalmente, em 1441 ele concedeu perdão total dos pecados a qualquer cristão que atacasse os sarracenos ao longo da costa da África Ocidental, cuja consequência seria a legitimação da escravidão dos cativos capturados durante os ataques[74].

Pouco mais tarde, em 1462, o papa Pio II também condenou a escravidão nas Ilhas Canárias como um “grande crime”, mas apenas de cristãos recém-batizados[75]. Ele não condenou o comércio de escravos, apenas a escravização de recém-batizados, que representavam uma parcela muito pequena dos que foram capturados e levados a Portugal[76]. Quase duzentos anos mais tarde, quando o papa Urbano VIII (1639) descreveu as advertências de Pio II, afirmou dizer respeito aos “neófitos”, confirmando que a condenação era apenas à escravidão de novos convertidos[77].

O papa Paulo III, na bula Sublimis Deus (1537), se posicionou em favor da liberdade dos índios, mas voltou atrás logo no ano seguinte, em sua bula Non Indecens Videtur[78]. A Sublimis Deus nem sequer foi inclusa no Denzinger, o compêndio oficial dos ensinamentos da Igreja Católica[79]. Para piorar, em 1545 esse mesmo papa revogou uma antiga lei que permitia que os escravos reivindicassem sua liberdade em frente à estátua do imperador no Monte Capitolino, incluindo os escravos cristãos[80], e ainda afirmou que era direito dos cidadãos de Roma comprar e vender escravos de ambos os sexos[81]. E pra fechar com chave de ouro, em 1548 ele autorizou a compra e posse de escravos muçulmanos nos estados papais[82].

Já em 1839, seis anos depois de o Reino Unido ter abolido a escravidão nas colônias britânicas, o papa Gregório XVI emitiu a bula In Supremo, onde condenava a escravidão de uma forma ambígua o suficiente para levar os bispos americanos a interpretarem que o papa estava apenas condenando o tráfico de escravos e não a própria escravidão[83]. O bispo John England escreveu várias cartas ao secretário de Estado explicando que o papa, nessa bula, não estava condenando a escravidão em si, mas apenas o comércio de escravos, não a posse deles. Nenhum papa jamais havia condenado a “escravidão doméstica”, tal como existia então nos Estados Unidos. Como resultado, nenhum bispo católico americano se manifestou a favor da abolição antes da Guerra Civil, mesmo depois da In Supremo[84].

Por outro lado, alguns papas não hesitaram em se manifestar abertamente em favor da escravidão. Em 1452, o papa Nicolau V emitiu a bula Dum diversas, onde autorizava os portugueses a conquistar territórios ainda não católicos, e a escravizar perpetuamente muçulmanos, pagãos e “quaisquer outros incrédulos” que conseguissem capturar. Dirigida ao rei Afonso V de Portugal, o pontífice romano afirmava:

Outorgamos por estes documentos presentes, com a nossa Autoridade Apostólica, permissão plena e livre para invadir, buscar, capturar e subjugar sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo onde quer que se encontrem, assim como os seus reinos, ducados, condados, principados, e outros bens... e para reduzir as suas pessoas à escravidão perpétua.[85]
           
Três anos depois, esse mesmo papa emitiria ainda outra bula com o mesmo teor da anterior. Trata-se da Romanus Pontifex, que confirmou o domínio de Portugal sobre todas as terras situadas ao sul do cabo Bojador, na África. A bula permitiu a escravização dos nativos e fez menção aos “negros tomados à força, e alguns por contrato legal de compra”[86], o que não era visto como um problema já que “muitos deles foram convertidos à fé católica”[87]. E quando a América foi descoberta, a primeira coisa que o papa Alexandre VI fez foi emitir a bula Inter cætera (1493), onde dividia os territórios entre Portugal e Espanha, sustentando que teriam “sob seu domínio os ditos continentes e ilhas com seus moradores e habitantes”[88], se tornando “senhores deles com pleno e livre poder, autoridade e jurisdição de toda espécie”[89].

Essas bulas papais têm sido interpretadas pelos historiadores como uma justificativa para a era do imperialismo[90] e até mesmo como o advento do comércio europeu de escravos na África Ocidental, abrindo um precedente para o futuro tráfico transatlântico[91]. Mesmo nos Estados Papais, governados pelo próprio papa, cerca de 200 mil pessoas foram mandadas para a escravidão nas galés, banidas para o exílio ou sentenciadas à prisão perpétua ou a morte, apenas no breve período entre 1823 e 1846[92]. A escravidão nas galés também sempre foi uma das penas mais frequentemente impostas pela Inquisição moderna (confira mais sobre isso neste artigo).

E ainda que os papas Urbano VIII (Commissum Nobis, 1639) e Bento XIV (Immensa Pastorum, 1741) tenham se pronunciado contra a escravização de indígenas na América, em geral também condenada pelos jesuítas (que “encorajavam a escravidão africana para ver se os brancos deixavam os índios de lado”[93]), a Igreja Romana nunca proibiu a escravidão em si até 1888, quando o papa Leão XIII (In Plurimis) pediu a abolição da escravidão no Brasil, numa época em que a escravidão já tinha sido abolida em todos os outros países do mundo há décadas.

As proibições papais à escravidão se dirigiam sempre a casos pontuais, como a escravidão de indígenas ou de católicos batizados, em algum país e ocasião específica. É por isso que os membros de ordens católicas como a dos beneditinos se destacavam entre os grandes proprietários de escravos no Brasil[94], que jesuítas[95], arcebispos[96], papas[97], santos[98] e todas as ordens católicas[99] também tinham escravos, e que as Constituições primeiras do Arcebispado da Bahia (1707)[100] regulamentavam a escravidão no país, ainda que a mesma fosse reprovada pelo padre Vieira[101].

***

Em suma:

• A escravidão nunca deixou de existir durante toda a Idade Média, seja na forma da escravidão clássica antiga (que continuou vigente, embora tenha diminuído), seja na forma da servidão em condições análogas à escravidão, à qual quase todos os camponeses estavam sujeitos.

• A Igreja Romana nunca se opôs a essa escravidão clássica, nem à servidão feudal, nem à escravidão moderna. Todas elas ocorreram debaixo do nariz da Igreja, que jamais tomou qualquer providência a este respeito.

• A meia dúzia de documentos papais que os apologistas católicos citam são trechos tirados do contexto, que não condenam a escravidão em si, mas apenas a escravidão de católicos batizados, ou quando muito a escravidão indígena em alguma época e região específica. E muitos desses mesmos documentos citados autorizam e até exigem a escravidão de não-cristãos.

• Muitos papas, “santos”, teólogos, padres e doutores da Igreja tinham uma multidão de escravos, o que ninguém se importava, a não ser um punhado de padres isolados, como o memorável padre Vieira, que além de condenar a escravidão ainda combatia a Inquisição, mas infelizmente era uma voz destoante naquela época, que remava contra o consenso eclesiástico (razão pela qual foi detido pela própria Inquisição).

• Esses mesmos documentos que os apologistas católicos pilantras dos nossos dias usam para citar em seus sites como a “prova” de que a Igreja condenava a escravidão foram entendidos em sua época de maneira totalmente diferente, seja pelos bispos e arcebispos aos quais essas encíclicas se dirigiam, seja pelos pontífices romanos de tempos posteriores, seja pelo próprio papa em questão. Todos eles, sem exceção, eram sempre entendidos não como uma condenação universal à escravidão em si (o que condenaria todo o mundo católico), mas apenas como uma condenação local e específica a um determinado grupo. Nenhum papa jamais ordenou que os católicos do mundo todo libertassem os seus escravos independentemente de quais fossem.

• Ao mesmo tempo, numerosas encíclicas, concílios e decretos inquisitoriais ordenavam a escravidão expressamente, com o apoio explícito de teólogos como Tomás de Aquino, que defendia a escravidão incansavelmente (ainda farei um artigo específico só sobre isso, com todos os trechos da Suma Teológica onde ele faz apologia da escravidão, a exemplo deste aqui sobre a misogonia).

É importante ressaltar que, tal como dito no início, a maioria das igrejas protestantes não foram muito melhores que a católica no que se refere à escravidão. Havia exceções, como os metodistas e os quakers, mas no geral o posicionamento era quase tão tolerante e passivo quanto o da Igreja Romana. A diferença é que nós não fantasiamos os nossos erros tentando passar a perna nos leitores incautos procurando todo o tipo de pretexto e subtefúrgio desonesto para fazer de conta que somos infalíveis e que temos uma história imaculada.

Ao contrário da desonesta e mal-intencionada apologética católica que nunca é capaz de reconhecer um erro por mais óbvio e notório que seja, nós preferimos reconhecer os nossos erros em vez de protagonizar toda uma onda de revisionismo histórico delirante isolando textos e descontextualizando tudo na tentativa desesperada de se negar a realidade. Nem mesmo o fato do movimento abolicionista ter surgido antes nos países protestantes do que nos católicos (que em geral só aboliram a escravidão bem depois, e por outras razões que não a religiosa) serve para amenizar. Mas se não podemos mudar os erros de nossos antepassados, que pelo menos saibamos reconhecê-los, em respeito à memória de quem sofreu.

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Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] DRESCHER, Seymour; ENGERMAN, Stanley L. A Historical Guide to World Slavery. New York: Oxford University Press, 1998, p. 195.

[2] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 167.

[3] FRANCO, Hilário. As cruzadas. São Paulo: Brasiliense, 1981, p. 11.

[4] PIRENNE, Henri. Historia económica y social de la Edad Media. México: Fondo de Cultura Económica, 1939, p. 16.

[5] ibid.

[6] ibid.

[7] PERNOUD, Régine. O mito da Idade Média. Portugal: Publicações Europa-América, 1977, p. 79.

[8] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 43.

[9] ibid, p. 168.

[10] BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. 2ª ed. Lisboa: Edições 70, 1987, p. 268.

[11] ibid.

[12] ibid.

[13] ibid.

[14] ibid.

[15] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 44.

[16] ibid.

[17] ibid.

[18] ibid.

[19] BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. 2ª ed. Lisboa: Edições 70, 1987, p. 270.

[20] ibid, p. 271.

[21] ibid.

[22] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). Madrid: Aguilar, 1973, p. 110.

[23] ibid.

[24] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 39.

[25] ibid, p. 41.

[26] ibid.

[27] ibid.

[28] LINS, Ivan. A Idade Média – A Cavalaria e as Cruzadas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Pan-Americana: 1944, p. 265.

[29] ibid, p. 83.

[30] ibid, p. 43.

[31] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). Madrid: Aguilar, 1973, p. 112.

[32] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 169.

[33] TORNELL, Ricardo Vera. Historia de la Civilización – Tomo I. Barcelona: Editorial Ramón Sopena, 1958, p. 656.

[34] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). Madrid: Aguilar, 1973, p. 84.

[35] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 171.

[36] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). Madrid: Aguilar, 1973, p. 83.

[37] ibid, p. 84.

[38] ibid.

[39] ibid, p. 111.

[40] ibid.

[41] MAALOUF, Amin. As Cruzadas Vistas Pelos Árabes. 4ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2001, p. 29.

[42] PIRENNE, Henri. Historia económica y social de la Edad Media. México: Fondo de Cultura Económica, 1939, p. 29.

[43] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). Madrid: Aguilar, 1973, p. 83.

[44] PIRENNE, Henri. Historia económica y social de la Edad Media. México: Fondo de Cultura Económica, 1939, p. 20.

[45] TORNELL, Ricardo Vera. Historia de la Civilización – Tomo I. Barcelona: Editorial Ramón Sopena, 1958, p. 630.

[46] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). Madrid: Aguilar, 1973, p. 84.

[47] BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. 2ª ed. Lisboa: Edições 70, 1987, p. 272.

[48] ibid, p. 278.

[49] THURSTON, Herbert. "Celibacy of the Clergy”. The Catholic Encyclopedia. Vol. 3. New York: Robert Appleton Company, 1908. Disponível em: <http://www.newadvent.org/cathen/03481a.htm>. Acesso em: 08/03/2016.

[50] NJOH, Ambe J. Tradition, culture and development in Africa: historical lessons for modern development planning. London: Ashgate Publishing, 2006, p. 31.

[51] Encyclopaedia of the Social Science, vol. 15, 1930-1935, p. 324.

[52] TERCEIRO CONCÍLIO DE LATRÃO. Cânon 24. Disponível em: <https://sites.google.com/site/evangelizandocommaria/concilios-da-igreja-catolica/terceiro-concilio-de-latrao/canones-do-terceiro-concilio-de-latrao>. Acesso em: 09/03/2016.

[53] TERCEIRO CONCÍLIO DE LATRÃO. Cânon 27. Disponível em: <https://sites.google.com/site/evangelizandocommaria/concilios-da-igreja-catolica/terceiro-concilio-de-latrao/canones-do-terceiro-concilio-de-latrao>. Acesso em: 09/03/2016.

[54] LE GOFF, Jacques. La Baja Edad Media. Madrid: Siglo XXI, 1971, p. 237.

[55] BAIGENT, Michael; LEIGH, Richard. A Inquisição. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 35.

[56] DECRETO DE GRACIANO. Caso 32, q II, C12. Disponível em: <https://www.wdl.org/pt/item/14708/view/1/1/>. Acesso em: 08/03/2016.

[57] DECRETO DE GRACIANO. Caso 32, q III, C1. Disponível em: <https://www.wdl.org/pt/item/14708/view/1/1/>. Acesso em: 08/03/2016.

[58] DECRETO DE GRACIANO. Caso 32, q IV, C15. Disponível em: <https://www.wdl.org/pt/item/14708/view/1/1/>. Acesso em: 08/03/2016.

[59] DECRETO DE GRACIANO. Livro Quatro, Título VIII, C. 4. Disponível em: <https://www.wdl.org/pt/item/14708/view/1/1/>. Acesso em: 08/03/2016.

[60] BERMEJO, Luis M. Infallibility on Trial. Christian Classics, 1992, p. 313.

[61] FRANCO, Hilário. As cruzadas. São Paulo: Brasiliense, 1981, p. 73.

[62] DULLES, Avery Cardinal. Development or Reversal? Disponível em: <https://web.archive.org/web/20100731064009/http://www.firstthings.com:80/article/2007/01/development-or-reversal-37>. Acesso em: 08/03/2017.

[63] MAXWELL, John Francis. Slavery and the Catholic Church. London: Barry Rose Publishers, 1975, p. 47.

[64] Confira em: <http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/06/a-cruzada-albigense-o-massacre-dos.html>.

[65] Conforme as determinações do Concílios de Koblenz (922) e de Londres (1102).

[66] BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. 2ª ed. Lisboa: Edições 70, 1987, p. 272.

[67] AMORIM, Claudia; PALADINO, Mariana. Cultura e literatura africana e indígena. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2012, p. 79.

[68] BRENO, Eduardo. Capitães do Brasil: A saga dos primeiros colonizadores. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2016, p. 6.

[69] CALLAHAN, George Warren. Minutemen of 61. New York: Trafford Publishing, 2011, p. 19.

[70] ibid.

[71] COUNTRYMAN, Edward. How Did American Slavery Begin? Boston: St. Martin's Press, 1999, p. 72.

[72] PAPA EUGÊNIO IV. Sicut Dudum. Disponível em: <http://www.papalencyclicals.net/Eugene04/eugene04sicut.htm>. Acesso em: 08/03/2017.

[73] RODRIGUEZ, Junius P. The Historical Encyclopedia of World Slavery. Califórnia: ABC-CLIO, 1997, p. 260.

[74] DAVIDSON, Basil. The African slave trade. James Currey Publishers, 1961, p. 55.

[75] RODRIGUEZ, Junius P. The Historical Encyclopedia of World Slavery. Califórnia: ABC-CLIO, 1997, p. 153.

[76] THOMAS, Hugh. The Slave Trade: The History of the Atlantic Slave Trade 1440-1870. Picador, 1997, p. 72.

[77] EPPSTEIN, John. The Catholic Tradition of the Law of Nations. The Lawbook Exchange, 2008, p. 425.

[78] STOGRE, Michael. That the world may believe: the development of papal social Thought on Aboriginal Rights. Médiaspaul, 1992, p. 115.

[79] ibid.

[80] DAVIS, David Brion. The Problem of Slavery. in Western Culture. New York: Oxford University Press U.S., 1988, p. 56.

[81] STOGRE, Michael. That the world may believe: the development of papal social Thought on Aboriginal Rights. Médiaspaul, 1992, p. 116.

[82] CLARENCE-SMITH, William G. Religions and the abolition of slavery - a comparative approach. Disponível em: <https://web.archive.org/web/20070816155150/http://www.lse.ac.uk/collections/economicHistory/GEHN/GEHNPDF/ClarenceSmithWASHINGTON.pdf>. Acesso em: 08/03/2017.

[83] PAPA GREGÓRIO XVI. In Supremo Apostolatus. Disponível em: <https://www.ewtn.com/library/papaldoc/g16sup.htm>. Acesso em: 09/03/2017.

[84] PANZER, Joel. The popes and slavery. Alba House, 1996, p. 158.

[85] PAPA NICOLAU V. Unam Sanctam Catholicam. Disponível em: <http://unamsanctamcatholicam.blogspot.com.br/2011/02/dum-diversas-english-translation.html>. Acesso em: 09/03/2017.

[86] PAPA NICOLAU V. Romanus Pontifex. Disponível em: <http://www.nativeweb.org/pages/legal/indig-romanus-pontifex.html>. Acesso em: 09/03/2017.

[87] ibid.

[88] PAPA ALEXANDRE VI. Inter Caetera. Disponível em: <http://www.nativeweb.org/pages/legal/indig-inter-caetera.html>. Acesso em: 09/03/2017.

[89] ibid.

[90] RODRIGUES, Jorge Nascimento; DEVEZAS, Tessaleno. Portugal: o pioneiro da globalização: a herança das descobertas. Lisboa: Centro Atlântico, 2009, p. 510.

[91] DAVENPORT, Frances Gardiner; PAULLIN, Charles Oscar. European Treaties Bearing on the History of the United States and Its Dependencies to 1684. Carnegie Institution of Washington, 1917, p. 12.

[92] BAIGENT, Michael; LEIGH, Richard. A Inquisição. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 276.

[93] CONSELHO NACIONAL DE GEOGRAFIA. Boletim geográfico. Edição 69. Rio de Janeiro: 1948, p. 1011.

[94] FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. Brasil: Edusp, 2012, p. 26.

[95] GENTILI, José Carlos. A Igreja e os escravos. São Paulo: Economico, 2006, p. 159.

[96] FONSECA, Jorge. Os escravos em Évora no século XVI. Câmara Municipal de Evora, 1997, p. 51.

[97] SOUSA, José Ferreira Marnoco e. História das instituições do direito romano, peninsular e português. 3ª ed. Coimbra: França Amado, 1910, p. 86.

[98] FRANCO, Hilário. Peregrinos, Monges e Guerreiros – Feudo-Clericalismo e Religiosidade em Castela Medieval. São Paulo: Editora Hucitec, 1990, p. 73.

[99] CARVALHO, José Geraldo Vidigal de. A Igreja e a escravidão: uma análise documental. Rio de Janeiro: Presença, 1985, p. 53.

[100] CONSTITUIÇÕES PRIMEIRAS DO ARCEBISPADO DA BAHIA (1707). Disponível em: <http://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/222291>. Acesso em: 09/03/2017.

[101] VIEIRA, Antônio, SJ. Sermão XXVII, em Sermões. Vol. 9. Ed. das Américas, 1958, p. 64.


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200 comentários:

  1. "Olha o argumento desse conde

    "Leonardo Olivaria A assunção de Maria está na tradição oral da Igreja. Logo, ela não poderia estar na bíblia, justamente pq o acontecimento é posterior ao término do Canon Bíblico. Mas não custa CUSPIR NA CARA: 1) PQ SERÁ QUE TODAS AS IGREJAS DA SUCESSÃO APOSTÓLICA FALAM DA ASCENSÃO DE MARIA?"

    Se é posterior ao escrito do Novo Testamento, como pode ser uma tradição dos apóstolos?

    Tradição oral não é ensinamento dos pais da Igreja do século 2 em diante, mas uma doutrina ensinada pelos apóstolos que acabaram esquecendo de colocar na bíblia, sendo passada oralmente. Na verdade, eles tem dificuldade em definir tradição oral. Cada dia trazem uma definição e origem diferentes."

    "Sem falar que se Maria foi assunta aos céus ainda em vida, então é lógico que houve livros bíblicos escritos depois disso (quando João escreveu o Apocalipse ela já teria pelo menos uns 120 anos). Supondo que ela foi assunta com uns 70 anos (o que já é bem mais que a expectativa de vida da época, e para os católicos ela sequer morreu), ela teria sido assunta por volta de 50 d.C (no máximo), e a maioria do NT foi escrito depois disso (na verdade, quase tudo). O que mostra que esse argumento além de sofista é ignorante."

    Pela suposta tradição oral católica, este acontecido foi no ano 48 d.c, talvez um pouco antes da primeira carta de Paulo ter sido escrita, mas posterior a todos os demais textos apostólicos.

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    1. Se foi em 48 d.C, então foi antes também dos outros textos apostólicos (os evangelhos, Apocalipse, as cartas de Pedro, João e etc, são geralmente datadas de 50 d.C em diante).

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    2. Olha Lucas, se o seu amigo Conde argumentasse que Assunção de Maria foi esquecida pelos apóstolos, ou foi escrita mas perdeu-se no tempo, ou admitisse (que é o mais fácil) que apenas a tradição oral sustenta os dogmas marianos até que ele me convenceria mas afirmar que Maria foi assunta aos céus após o fechamento do cânon é um atestado de ignorância.

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    3. Vocês tem que ver a surra que o conde tá levando de mim e principalmente do Thiago Dutra sobre esse assunto. O pior é que o sujeito acha que consegue intimidar alguém com os seus ataques baixos:

      https://www.facebook.com/350026275611176/posts/365399517407185/

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    4. Eu não consigo ver os comentários do “Conde” porque já bloqueei esse ser imundo há muito tempo e não tenho qualquer interesse em desbloquear, mas de fato qualquer protestante minimamente instruído que não se intimide diante de um arsenal tão grande de ofensas e baixarias consegue destruir esse animal nos argumentos com uma enorme facilidade. É justamente por isso que ele precisa apelar às baixarias, ele sabe que não é nada sem elas.

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  2. Avalie https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/388485/Especialista-algo-deu-errado-no-plano-dos-EUA-e-Guaid%C3%B3-de-mudar-o-poder-na-Venezuela.htm

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    1. É engraçado, antes mesmo do Trump enviar tropas à Venezuela esses caras já criticam só de pensar na hipótese, mas se ele decide não enviar, é porque "o plano falhou". Ou seja, intervindo militarmente ou não, a culpa é sempre dos EUA.

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  3. Avalie: https://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/adam-smith-na-cadeia/

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    1. É uma ideia interessante, mas na minha opinião o preso tem que ser submetido a trabalhos forçados para pagar por aquilo que fez, e não ficar recebendo por isso.

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  4. Banzoli, o que você acha dos livros e dos filmes "Deixados para trás"? Eu andei lendo umas críticas e muitas das críticas acusam o livro de não possuir embasamento bíblico, até mesmo o próprio William Lane Craig já criticou essas obras por causa disso.

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    1. Yeah, I have been wondering about the same thing...I myself was left scratching my head after watching the series.

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    2. Mr. Anonymous,

      I cannot remember any of the particulars from the series off the top of my head right now. But I do recall some of the behaviors of the characters to be bizarre and eyebrow raising.

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    3. Não possui embasamento mesmo, principalmente em função da tese principal que permeia o livro todo (e os filmes), que é a falsa doutrina do arrebatamento pré-tribulacional. Eu tenho um livro sobre isso chamado "A Igreja na Grande Tribulação", disponível na página dos livros:

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

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  5. Veja só isso Lucas:

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/1838_Georgetown_slave_sale

    https://en.wikipedia.org/wiki/Catholic_Church_and_slavery#United_States

    Até mesmo nos EUA a Igreja Católica tinha um grande número de escravos, inclusive os jesuítas lucravam muito com a escravidão nos anos de 1820-1850. Sem falar que o Arcebispo de Maryland era um proprietário de escravos e tinha dois escravos como criados, a Igreja Católica também tinha sido uma grande aliada dos confederados. Inclusive na época os Estados mais católicos do país eram Maryland e Louisiana, dois Estados escravocratas. Sem deixar de mencionar que no ano de 1838 os jesuítas foram responsáveis pela venda de 272 escravos em Georgetown. Outro grande tapa na cara dos revisionistas católicos.

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    1. Exatamente. Como eu disse no artigo, a Igreja Católica dos EUA sempre foi a favor da escravidão, e nunca interpretou essas encíclicas papais que os apologistas católicos citam hoje como se fosse um combate à escravidão em si. Nenhuma instituição religiosa instigou tanto a escravidão no Novo Mundo do que a Igreja Romana.

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  6. A qual livro seu vc refere no artigo? Um dos que já foi escrito ou o segundo volume? Li por alto o artigo estou no ônibus...

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    1. "A Bíblia e a Escravidão". É o segundo livro da lista:

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

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  7. Now, that's an interesting article!

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  8. This post might also be interesting for readers:

    https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2018/04/historic-roman-catholicism-and-private.html

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    Respostas
    1. Very good! Btw, I wrote about it here:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/04/conheca-toda-perseguicao-e-proibicao-da.html

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    2. The link appears to be broken...

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    3. Strange, it should be working. Try again.

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    4. I tried your link again and this is the error message that I received:

      "The page you are looking for in this blog does not exist."

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    5. This is awkward, because whenever I try to get in, the link opens normally. But type in Google: "Conheça toda a perseguição e proibição da Igreja Católica à leitura da Bíblia!" (in Portuguese), that it will give the reference of the site.

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    6. Okay, thank you for the suggestion. I did as you told me and can now access it!

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  9. "Pensou errado." não precisava fala assim :(

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    1. É um meme, não conhece?

      https://www.youtube.com/watch?v=N16xtmvdD2E

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  10. Qual a diferença de doutrina para tradição? Em alguns sites de apologética, vejo coisas que ora são referidas como tradição, ora como doutrinas, elas tem origem comum ou são coisas distintas entre si?

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    1. Depende de qual tradição que se está falando. Há tradições que envolvem doutrinas (por exemplo, a assunção de Maria), e outras que são apenas dados históricos ou biográficos.

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  11. Vc concorda? https://www.facebook.com/arminianismodazueira/photos/a.464694640344035/1742197519260401/?type=3&theater rs... o Calvinismo está mais certo do que errado ou mais errado do que certo?

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    1. Eles não dizem que nós não devemos amar todo mundo, mas dizem que Deus não ama todo mundo mesmo (e se Deus é amor puro, por lógica deveria amar mais do que nós). É lógico que como arminiano eu entendo que o calvinismo está mais errado do que certo, não só por isso, mas por muitas outras coisas que eu detalho no meu livro sobre o tema.

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  12. Eu li seu artigo: http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/e-possivel-perder-a-salvacao tipo, como então ter certeza que vc realmente está salvo e não está se encaixando na situação dos que não estão salvos mas acham que estão?

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    1. "O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus" (Romanos 8:16)

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    2. Lucas, como conciliar esse verso com o ensinamento holista da natureza humana? Sendo que espírito humano não tem personalidade.

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    3. Só trocar por "coração" que dá no mesmo (ambos aparecem repetidamente em contextos assim, representando os nossos sentimentos).

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  13. Lucas, fugindo um pouco do assunto, o que você acha do Bernardo Kuster?

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    1. Como apologista católico é um horror como todos os outros, mas como militante pró-vida e anti-TL até que faz um bom trabalho.

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    2. [o mesmo anônimo]
      Obrigado por responder!
      Você tem algum artigo relacionado as igrejas neopentecostais e/ou sobre o dízimo?

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    3. Eu tenho um livro que aborda muito sobre o neopentecostalismo, chamado "O Enigma do Falso Profeta" (disponível na página dos livros, link abaixo).

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

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    4. [o mesmo anônimo]
      Obrigado por me responder novamente!
      Acabei de ler o livro, muito bom!

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    5. Mas já? Não tem como ler tão rápido ^^

      Você leu só um final ou foi por todos os finais?

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  14. Lucas, ainda vejo gente que fala q Lucas 22:35 é uma figura de linguagem, como refutá-los, teria algum artigo para isso?

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    1. Eu não vejo qualquer indício de linguagem figurada neste texto, nem ouvi alguma vez alguém alegar isso. Quando se diz que algo é uma figura de linguagem tem que ter evidências disso, na falta de indícios é apropriado tomar o texto como literal. Aqui vemos apenas Jesus dizendo que enviou os apóstolos sem saco de viagem ou sandálias e que mesmo assim não lhes faltou nada. Não sei por que polemizar em torno disso.

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    2. Mas o versículo não fala de espadas.

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    3. É literal sim, porque dois versos depois os discípulos dizem: "Vê, Senhor, aqui estão duas espadas", e Jesus responde: "É o suficiente" (v. 38).

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  15. Comente:

    https://youtu.be/0UzcWqDBoYw

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    1. Que o "Brasil Paralelo" é um show de horrores isso a gente já sabe, mas o que o Ernesto disse sobre o nazismo não está errado, hoje em dia ele seria enquadrado como de esquerda, apesar de que naquela época a definição de esquerda e direita era bem diferente (e por isso muitos qualificavam como de direita). Nesse artigo do Ayan que me passaram abaixo ele explica isso muito bem, avaliando o programa do partido nazista:

      http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2012/07/sera-o-nazismo-de-extrema-direita-not.html

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    2. Uma coisa que não entendo: Porque o discurso do "bem-estar comum" é algo de esquerda? Não deveria ser algo neutro? Pois, ao meu ver, bem-estar comum é algo que todo mundo concorda que a opinião da maioria(que não seja ruim) deveria ser o caminho que toda a democracia trilha(isso é até um conceito cristão; na verdade, muitas das coisas que o pessoal de esquerda fala, PARA MIM, me parece cristão... se tiver algum artigo ae que esclarece essa aparente concordancia de ideias entre a esquerda e o cristianismo, manda pra mim, please ;-;).

      Deus lhes ilumine!

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    3. "Bem-estar comum" todo mundo quer, o problema é que quando um esquerdista fala disso o que ele está querendo dizer é um ESTADO GRANDE inflado de impostos para dar "bem-estar" a todo mundo (o que sabemos que não funciona em lugar nenhum). Eles são cheios dessas terminologias mais bonitinhas para mascarar uma pauta que já está desgastada com a opinião pública, então para não precisar mudar a ideologia mudam o rótulo (por exemplo, chamar o aborto de "planejamento familiar" ou "pró-escolha", chamar o socialismo de "progressismo" ou de "bolivarianismo", chamar o roubo de empresas privadas de "socialização", e assim por diante).

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    4. Lucas que treta é essa sobre o "Nazismo ser de Direita ou de Esquerda?"
      Achava que esse assunto já tinha morrido, mas nos últimos dias ele parece ter voltado a tona.

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    5. Lucas, pq vc nao faz um artigo sobre esta questao do Nazismo?? Nos ultimos tempos eu tenho visto muitos esquerdista "moderados" como o Henry usando o Olavo como uma especie de "porrete" para tentar denegrir as ideias direitistas como um Todo.
      As denuncias que nos fazemos contra o Marxismo Cultural, contra o Globalismo, contra o Foro de Sao Paulo e as próprias analises politicas e economicas que mostram que Nazismo se enquadra na esquerda, já estão sendo amplamente taxadas como "Teorias da Conspiração do Olavo".
      Oq me assusta é que até mesmo alguns setores da Direita Liberal, como os membros do partido NOVO, tem abracado estas posturas, sobre o pretexto de serem "anti-olavetes"

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    6. Entendi! Obrigado pela resposta, Lucas. Eu só gostaria de ler um artigo de refuta a idéia que as crenças da esquerda se harmonizam com o cristianismo, se não for muito incômodo.

      Deus lhe ilumine!

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    7. Eu não acho necessário escrever um artigo sobre o nazismo de esquerda ou de direita porque o do Ayan já responde isso perfeitamente bem (do link que passei acima). Sobre "as crenças da esquerda se harmonizam com o cristianismo", primeiro precisaria esclarecer quais são essas crenças que você tem em mente. Se for possível eu ajunto elas e as comento em um artigo. Sobre a relação entre o Cristianismo e o socialismo em si, eu comentei aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/socialismo-e-cristianismo-sao.html

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  16. Avalie:

    https://youtu.be/vM-_lIOoGgE

    https://youtu.be/lLgbYrZCbx4

    Olha, posso até discordar de algumas questões políticas dele, mas realmente nesses vídeos ele disse algumas verdades.

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  17. Lucas, seu cachorro foi pra lá, ou pra cá?

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  18. Lucas, você acha que esses canais católicos só crescem porque ficam trocando inscritos?

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    1. O único canal católico grande no youtube é o do Bernardo. Todos os outros tem um punhado de inscritos, não chegam a ser relevantes. A não ser que existam outros canais grandes que eu desconheça.

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  19. Mano, tem católico por ai falando, que William Lane Craig não é tão bom, porque o Richard é fraquinho, os cara são drogado não é possível.

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    1. O Craig nunca debateu com o Dawkins, porque o Dawkins sempre fugiu. Mas com todos os outros que ele debateu (ex: Sam Harris, Peter Atkins, Austin Dacey, etc) ele atropelou. Dava até pena de olhar pra cara deles.

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    2. Por falar em William Lane Craig, avalie: https://creation.com/craig-genesis-account

      Deus lhes ilumine!

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    3. O Dawkins não debateu com Lane porque John Lennox já o calou em Oxford.

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    4. "Por falar em William Lane Craig, avalie: https://creation.com/craig-genesis-account"

      Eu não li o artigo inteiro por ser muito longo, mas eu concordo com a crítica, realmente o Craig e outros do tipo vacilam quando tomam o relato do Gênesis como "mitológico", dando munição aos teólogos liberais.

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  20. Lucas, porque Deus ficou irado com o censo que Davi fez em Crônicas? E o que Satanás tem haver com esta parte, e pelo que vi, existe algum tipo de contradição ai, pois em Samuel II é Deus que ordena que Davi faça o censo, enquanto em Crônicas é Satanás e Deus pune Israel por isso, mas não é ambos o mesmo evento?

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    1. Mr. Anonymous,

      It is the same event, similar to Job in that nothing is done outside of God's permission and plan, though Satan may be the instrument. It was also because David was trusting in numbers like the other kings

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    2. O Jesse explicou bem, eu só adicionaria o fato de que o senso implicava em um aumento de impostos para custeá-lo, embora eu concorde que essa não tenha sido a razão principal pela qual Deus puniu Davi, mas sim porque a sua confiança não estava em Deus, mas nos números.

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  21. Gostei do artigo, Lucas. E se me permite, darei aqui uma de Pai Galo e prever comentários tipo: "E a escravidão no Antigo Israel?". Antes que criticar algo, saibam o que está criticando. Por isso, sugiro esse artigo(em Inglês)que explicar isso: http://notascientist.d512.com/worldview/old-testament/moral-issues/slavery-and-social-welfare.php

    E o Lucas escreveu sobre isso e até tem um livro abordando somente esse assunto.

    Deus lhes ilumine!

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  22. Olá novamente, Lucas! Gostaria que me instrua em uma coisa: se alguém me questionar o porquê Jesus(Deus) precisou morrer por nós, cendo que não era só Ele perdoar todo mundo que tava de boa na lagoa(espero que tenha entendido meu desejo).

    Deus lhe ilumine!

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    1. Deus não pode contradizer sua própria lei. Não havia remissão de pecados sem derramamento de sangue, os cordeiros faziam isso no tempo do AT mas os pecados eram apenas "cobertos" e não apagados, por isso foi necessário o sacrifício do Cordeiro perfeito de Deus, sem mancha, sem defeitos, sem imperfeição. Alguém tinha que pagar o preço pelo pecado, e na impossibilidade de que fosse a própria humanidade, Deus se fez homem e habitou entre nós. Além disso, o sacrifício de Cristo nos mostra o amor de Deus na prática (não apenas com palavras, mas com ações), além de nos dar o exemplo de conduta, o modelo perfeito a se seguir. Tudo isso só seria possível se Deus se revelasse aos homens em forma humana.

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  23. Nada a ver com o tema ,mas seu livro A História Não Contada de Pedro é DEZ.Parabéns !!!

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  24. Avalie: http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2012/07/sera-o-nazismo-de-extrema-direita-not.html

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    1. O Ayan é sempre extremamente lúcido. É sempre um prazer ler os textos dele.

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    2. Estou sentindo anarquistas!...(imagine a personagem Vick Vitória aqui)

      http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/p/fraude-chamada-estado.html?m=1

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  25. Lucas, pra você, qual foi a motivação de Judas Iscariotes para trair Jesus?

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    1. We do not get an explicit motivation in Scripture, but we do see his greed played a role (John 12:5-6; Luke 22:5).

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  26. Lucas, o que acha da decisão do STF de liberar sacrifícios de animais em cultos religiosos?

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  27. Amigo do Banzolão30 de março de 2019 08:32

    Banzolião, e esse monte de citação? Onde você consegue tantos livros? 🤔

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    1. Pego emprestado do Paulo Porcão.

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    2. Amigo do Banzolão31 de março de 2019 09:20

      "Pego emprestado do Paulo Porcão"

      Eu não sabia que o porcão tinha o hábito de ler kkk

      Você toma emprestado a algum amigo seu? É sério agora.

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    3. "Eu não sabia que o porcão tinha o hábito de ler kkk"

      Como você ousa questionar a intelectualidade desse grande apologista católico petista e fisiculturista?

      "Você toma emprestado a algum amigo seu? É sério agora"

      O meu "amigo" se chama "biblioteca". Ele não fala muito, mas empresta muitos livros numa boa, sem reclamar 😁

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    4. Amigo do Banzolão1 de abril de 2019 09:52

      "Como você ousa questionar a intelectualidade desse grande apologista católico petista e fisiculturista?"

      Verdade. É muita petulância da minha parte :D

      'O meu "amigo" se chama "biblioteca". Ele não fala muito, mas empresta muitos livros numa boa, sem reclamar'

      Vou falar com ele depois :)

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  28. Banzoli, me diga:

    38. Portanto, Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos, pois para Ele todos vivem”.
    (Lucas, 20)

    Se Deus é Deus de Abraão, Isaque e Jacó, visto que todos eles morreram e deixaram de existir, como Deus pode ser Deus de algo que não existe?

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    1. http://desvendandoalenda.blogspot.com/2012/12/deus-de-vivos-e-nao-de-mortos.html

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  29. Por fvr, comente essas duas figuras:
    https://nakedpastor.com/the-church-and-jesus-over-the-years/
    https://nakedpastor.com/have-you-been-branded-a-heretic/

    As figuras postam Jesus como vítima do que acontece em algumas igrejas e acho válida essa forma porque devemos fazer as coisas com outros como se fosse a si mesmo, ou a Jesus, ou a nossa própria mãe. Esse tipo de pensamento gera moderação. O que vc acha?

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  30. Boa tarde.
    Comente: http://www.wickedshepherds.com/AbusiveMinistries.html
    Você publicou um artigo desse site e fiquei fuçando lá um pouco. Engraçado que aqui no Brasil a gente associa abuso espiritual ao ato de pedir dinheiro constantemente como a gente vê por aí, mas acho que nos Estados Unidos o buraco tá mais embaixo. Ali o abuso é no sentido de ter poder sobre outras pessoas e não para pegar o dinheiro delas, é para ficar controlando mesmo. Como pode isso? Achei o artigo legal.

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    1. Na verdade são as duas coisas (dinheiro e poder), e aqui tem muito disso também, o que mais tem nas igrejas modernas são pastores exploradores neste sentido, de exigir muito dos fieis da igreja, dos obreiros, dos líderes de célula e etc. Inclusive já tive muitos testemunhos desse tipo de ocorrência aqui no blog.

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  31. Banzolão e vc adoraria enfrentar os SANTOS na final do campeonato paulista,já que os católicos adoram invocá-los hahha?

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    1. Quem me dera se desse pra enfrentar "os Santos", a gente não vai nem passar dos sem mundial, vamos cair na semi do paulista como sempre. Esse time é muito pipoqueiro nos clássicos, haja paciência...

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  32. Sobre o seu artigo que você fala o motivo de ser contra a liberação das drogas, tenho umas perguntas: você acha que deveria tornar ilegal o álcool e o cigarro(porque não a cafeína também?, embora, essa sim, seja a droga mais leve de todas)?

    Deus lhes ilumine!

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    1. No caso do cigarro e da cafeína não (a pessoa morrer mais cedo ou ter menos saúde é um direito dela), no caso do álcool o ideal seria que fosse ilegal sim (apesar de seus efeitos serem bem menores que as drogas), mas não é possível pragmaticamente falando porque já está muito impregnado na sociedade, praticamente todo mundo bebe e por isso não tem como proibir toda essa gente (é um caso bem diferente das drogas, que a grande maioria da população não consome, então o importante é travar esse crescimento para impedir que tome as mesmas proporções que o álcool já tomou).

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  33. Lucas, o capitalismo foi o responsável pelo tráfico negreiro? É que eu sempre vejo muitos professores de história pondo a culpa no capitalismo pelo tráfico negreiro? A propósito mercantilismo e capitalismo são a mesma coisa?

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    1. Mercantilismo e capitalismo são duas coisas totalmente diferentes e quando o tráfico negreiro começou mal havia capitalismo. O problema é que a maioria dos professores de história são comunistas assumidos que odeiam tanto o capitalismo que estão dispostos a mentir o quanto for possível para difamá-lo.

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    2. [Sou o mesmo anônimo]

      Qual é a diferença entre Mercantilismo e Capitalismo? Na escola eu aprendi que o nome apropriado para o Mercantilismo era Capitalismo mercantil, isso procede?

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    3. O mercantilismo não era um sistema econômico em si, mas se refere ao acúmulo de metais preciosos, como o ouro (em geral extraídos do Novo Mundo), e ao princípio da "balança comercial favorável" (mais exportação do que importação). Já o capitalismo é um sistema econômico baseado na propriedade privada, na liberdade de comércio e de indústria e no lucro (acúmulo de capitais para novos investimentos).

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  34. Olá Lucas, no artigo temos que os servos
    "Não podia entrar para a vida religiosa"
    Amigo, tal afirmação mostra pela n-ésima vez o desconhecimento que o catolicismo teve/tem das Escrituras:
    "Nessa nova ordem de vida, NÃO HÁ MAIS DIFERENÇA entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, ESCRAVO ou pessoa livre, mas, sim, Cristo é tudo e habita em todos vós."
    Colossenses 3,11.

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  35. Banzolão o que achas desse vídeo?https://www.youtube.com/watch?v=nJtHdIXvaNk ,eu acho importante o trabalho que esse canal vem fazendo,pena que ainda é pequeno

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    1. Ele é comunista ao que parece, dá uma olhada nos artigos do site dele atacando o capitalismo e exaltando os regimes de extrema-esquerda: exateus.com

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  36. Avalie:

    http://fatoefarsa.blogspot.com/2014/06/e-se-o-brasil-apos-independencia-de.html?m=1

    https://www.terra.com.br/noticias/educacao/infograficos/independencia-vc-sabia/

    Lucas, é verdade que se o Brasil tivesse optado pela República logo após a independência ele estaria divido em vários países menores? Os monarquelhos vivem dizendo que a monarquia católica brasileira foi responsável pela manutenção do tamanho atual do nosso território.

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    1. Mesmo que isso fosse verdade, qual é o problema? Provavelmente estaríamos melhor hoje se não tivéssemos que sustentar uma outra região do país (nordeste) com os impostos da União. Os países com melhor IDH e PIB per capita do mundo são quase nanicos: Dinamarca, Noruega, Suécia, Suíça, etc. Só na cabeça deles é que ser pequeno é ser ruim. Pra que serve a imensidão do território brasileiro se foi sempre governado por gente incompetente e caracterizado por uma cultura nociva? Num cenário desses, quanto maior for pior é.

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    2. Você ainda citou países monarquistas (exceto a Suíça que é a República mais antiga do Europa) para comprovar sua tese (para o azar dos propórios monarquelhos).

      Mas enfim, outra pergunta que eu quero lhe fazer: Os monarquistas também vivem citando países membros da Commonwealth britânica como Canadá, Austrália e Nova Zelândia como sendo monarquias desenvolvidas, essencialmente por conta de serem monarquias, além disso, um deles chegou a dizer que o Canadá e a Austrália tem mais ou menos o mesmo tamanho territorial do Brasil e são desenvolvidos, esse argumento procede?

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    3. Eles também acusam a república de ser a responsável pelo crescimento do comunismo no Brasil.

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    4. Primeiro que esses países não são "monarquias" em algum sentido prático ou minimamente relevante. É mais do que óbvio que nem o Canadá, nem a Austrália e nem a Nova Zelândia são governados pela rainha Elizabeth (que mal governa o próprio Reino Unido, chefiado pela primeira-ministra Theresa May), e muito menos está sujeito às decisões da Inglaterra ou do Reino Unido. Eles são monarquias puramente simbólicas, na prática são apenas regimes parlamentaristas que não se diferenciam substancialmente de um parlamentarismo republicano. Sobre o Canadá e a Austrália serem grandes territorialmente falando, eu não estou dizendo que ser grande é uma coisa ruim (o próprio EUA é bem maior), eu estou dizendo que: (1) ser pequeno NÃO é ser necessariamente ruim, isso não afeta o PIB per capita ou o IDH de um país, e até tende a ser melhor em muitos casos; (2) ser grande é uma coisa ruim SE o país em questão for pautado por uma cultura hostil ao desenvolvimento do capitalismo e a uma ética respeitável (como o nosso caso).

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    5. "Eles também acusam a república de ser a responsável pelo crescimento do comunismo no Brasil"

      É muito fácil dizer que o Brasil estava livre da ameaça comunista numa época em que país nenhum do mundo era comunista, e que Marx havia acabado de surgir no mundo pregando as suas loucuras. A primeira revolução comunista do mundo se deu na Rússia em 1917, e a monarquia brasileira chegou ao fim em 1889, então é lógico que o Brasil não iria aderir ao comunismo na época da monarquia (como também não aderiu depois). E se a monarquia impedisse a ascensão de líderes comunistas, a Espanha com seu rei "católico e conservador" jamais teria elevado à chefia do país um primeiro-ministro declaradamente socialista:

      https://theintercept.com/2018/06/05/pedro-sanchez-governo-socialista-espanhol/

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  37. E desse vídeo https://www.youtube.com/watch?v=HjneMyQgry4 ?

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    1. O vídeo do Arthur foi pífio e o desse cara conseguiu ser pior.

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  38. Avalie:

    https://www.fatosdesconhecidos.com.br/como-seria-o-brasil-se-ainda-vivessemos-na-monarquia-quem-seria-o-imperador-do-brasil/

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    1. Ainda continuam com essa de monarquia?

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    2. Sabe tem modinha que só desaparece depois que o país volta para os trilhos. Mas enfim, eu gostaria que você fizesse uma análise ponto a ponto desses itens. É verdade que o Brasil seria tudo isso?

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    3. Sobre a capital ainda ser o RJ: não faço a menor ideia (nem sou vidente pra saber se eles iriam transferir para outro lugar ou não). O fato de uma transição como essa ser "debatida no século XVIII" não significa que fosse levada a efeito, e eu também não sei no que essa mudança é relevante para o destino do país. Antes os políticos roubavam no RJ, hoje roubam em Brasília, é só isso o que mudou.

      Sobre o Brasil ser o maior da América do Sul: ele já é o maior. Ele não é o maior somente em termos de PIB per capita, mas se qualquer país da América do Sul entrar em guerra com o Brasil vai perder, pelo simples fato de que somos muito maiores do que qualquer outro país do nosso continente. Essa já era uma realidade no século XIX, com a diferença de que a distância econômica do PIB per capita era muito maior (o que justifica a dificuldade em se vencer um país pequeno como o Paraguai, mesmo com o apoio de outros dois países), e diferentemente do que ele diz, a marinha brasileira era um grande lixo e já estava totalmente obsoleta quando a monarquia chegou ao fim, é só ler o livro que eu já recomendei aqui - "O Problema Naval: condições atuais da marinha de guerra e seu papel nos destinos do país" (de Arthur Dias). Essa ideia de que o Brasil tinha uma "poderosa marinha" no período monárquico é puro delírio de monarquelhos ignorantes ou simplesmente desonestos, que JAMAIS leram uma única fonte primária de porcaria nenhuma.

      Sobre a monarquia absoluta ou constitucional: o Brasil já era uma monarquia constitucional, mas com a diferença de que o imperador tinha o "poder moderador" em mãos, que na prática lhe dava inúmeros poderes que os outros monarcas da época não detinham (por isso a monarquia era aqui chamada de "parlamentarismo às avessas", porque o parlamentarismo foi criado para limitar o poder dos reis, mas aqui eles davam um jeitinho de fazer com que o rei tivesse amplos poderes mesmo em um regime parlamentarista).

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  39. O que vocês acham desses artigos?(Embora o primeiro pega como base o segundo, decidi colocar os dois):

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/Animal_consciousness

    https://web.archive.org/web/20131109230457/http://fcmconference.org/img/CambridgeDeclarationOnConsciousness.pdf

    Deus lhes ilumine!

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  40. http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/igreja-catolica/489-resposta-a-rede-record-sobre-igreja-e-escravidao
    Só pra deixar registrado o fanatismo católico. É só lê os comentários.

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    1. É inacreditável mesmo o nível de burrice, ignorância e ingenuidade de quem acredita num lixo de artigo desses (que é basicamente o que foi refutado aqui). Só o que me faz crer que tal coisa é possível é a predisposição mental a se aceitar acriticamente qualquer argumento bobo se for em favor da "Santa Igreja".

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  41. Avalie https://amp.brasil247.com/pt/247/mundo/388695#referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&amp_tf=Fonte%3A%20%251%24s

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    1. Aparece mensagem de site infectado ao tentar entrar nesse link.

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    2. Pode ser o link que for eu não clico em nenhum deles.

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    3. Acho que até o celular não gostou ďesse artigo esquerdista(Era do Brasil 247)

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  42. Além de mentirem dizendo que a Igreja Católica condenou a escravidão, ainda gostam de pintar o feudalismo como a melhor forma de organização social que pode existir. Já vi membro da Montfort falar que o feudalismo é a forma natural dos seres humanos se organizarem, a prova disso é que até no Japão já teve.
    Ia pedir no artigo sobre Tomás de Aquino, mas acabei esquecendo, você poderia escrever sobre submissão feminina e o papel da mulher na Igreja?

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    1. Não me admira que esses caras achem o feudalismo "a melhor forma de organização social que pode existir", afinal de contas essa gente é o retrato fiel e perfeito de tudo aquilo que é mais atrasado e retrógrado. Em relação à submissão feminina e o papel da mulher na Igreja, eu acho que vou escrever sobre isso já no próximo artigo. Vai dar treta pra caramba, mas é o jeito.

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    2. Essa do feudalismo é aquele mesmo vídeo que postei num outro artigo aqui onde pedi para o lucas dar uma olhada nos quinze primeiros minutos.

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    3. Feito:

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/04/a-biblia-e-machista-por-pregar.html

      Eu só não escrevi sobre a outra parte (o papel da mulher na Igreja) porque achei que iria misturar as coisas e seria ruim para o artigo, mas eu pretendo escrever sobre isso com mais profundidade futuramente, e mais resumidamente tratei disso neste artigo mais antigo:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com/2015/08/o-pastorado-feminino-e-correto.html

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  43. Lucas essa é uma lista de coisas sobrenaturais ou estranhas que a Bíblia menciona, confere? (com exceção de Deus por motivos óbvios):
    -Anjos (anjos, querubins, serafins e Arcanjo).
    -Demônios (os espíritos que seguiram Satanás).
    -Anjos Caídos da era pré-diluviana (os que se relacionaram com as mulheres e tiveram filhos, e por isso caíram do Céu).
    -Filhos dos anjos com humanos (que tinham poderes sobre-humanos).
    -Os gigantes, tanto os da era Pré-Diluviana quanto os de Canaã.
    -Pessoas com poderes ou habilidades miraculosas, que o recebem de Deus (Moisés, Sansão, Salomão etc).
    -Feiticeiros (pessoas que recebem alguns poderes através da idolatria a demônios como os feiticeiros egípcios).
    -Behemoth e Leviatã (para alguns são grandes criaturas divinas, para outros são apenas o hipopótamo e o crocodilo, e para outros são até mesmo dinossauros, caso eles tenham convivido com os humanos).
    -Quatro Cavaleiros do Apocalipse (são na verdade símbolos e não seres literais).
    -As criaturas que saem do Abismo e do rio Eufrates durante o Apocalipse (os anjos caídos que haviam sido presos e serão libertados por um pouco de tempo).

    Lucas uma pergunta, muitos dizem que Satanás se rebelou antes da humanidade ser criada, mas você não acha mais plausível que a rebelião tenha sido depois? Pois se foi antes, significa que Deus criou a humanidade num mundo onde já havia alguma maldade. Não acha mais plausível ele primeiro ter enganado a humanidade, e depois da queda do homem, ele levou um terço dos anjos para seu lado, foi derrotado por Miguel e então banido para a terra.

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    1. A sua lista confere, eu só não diria que são coisas "estranhas", porque se o sobrenatural existe, então nada disso é realmente estranho (é apenas o reflexo do mundo espiritual que existe). Seria estranho somente para os materialistas (que não creem na existência de um mundo espiritual, e portanto descartam a possibilidade dessas coisas existirem). Sobre a rebelião de Satanás, a Bíblia não esclarece se foi antes ou se foi depois, tem um texto em Ezequiel que diz que aquele a quem hoje chamamos de Satanás estava no jardim do Éden quando ainda era puro (na verdade é um texto de dupla referência, mas que se aplica ao diabo como mostrei no outro artigo), mas não diz se isso se deu antes ou depois da criação do homem. O que se sabe é que a queda de Satanás se deu antes da queda do homem (porque Satanás tentou Eva no jardim).

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    2. Esse texto que foi achado em Qmram fala da queda de Satanas, a qual denominam de Samael, o veneno de Deus. É apócrifo, mas contemporâneo a época dos apóstolos ou um pouco antes.

      http://www.autoresespiritasclassicos.com/evangelhos%20apocrifos/apocrifos/1/O%20Livro%20de%20Melquisedeque%20(1%20Par%C3%A1bola).pdf

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  44. Lucas, é verdade que o reformador escocês John Knox foi castrado? Sempre que eu vou pesquisar o nome dele no Google uma das opções de pesquisa que aparecem é justamente essa, mas mesmo pesquisando nunca achei alguma fonte que comprovasse tal fato

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    1. Eu nunca ouvi falar disso, pelo menos não me lembro dessa informação em nenhum livro que li. Pode até ser que seja verdade, mas não tenho essa informação.

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  45. Lucas algumas perguntas

    -Segundo alguns estudos, o diluvio teria sido cerca de 2300 a.C. O que não faz sentido, pois algumas cidades mesopotâmicas e egípcias já existiam bem antes disso, elas portanto teriam sucumbido ao diluvio mas isso não ocorreu, então ou o diluvio foi antes destas cidades serem erguidas (cerca de 3000 a.C) ou foi apenas local, como responder a isso?

    -Existe alguma prova de que o reino de Israel da época do Salomão (que era o maior reino do Oriente Médio) realmente existiu, afinal um reino tão grandioso teria varias provas de vários povos diferentes.

    -Se os demônios estão na terra, e eles possuem algumas pessoas, e segundo a Bíblia existe até mesmo feitiçaria, então porque não existe provas disso ou a mídia falando nisso? Afinal ver alguém realmente endemoniado, ou "magia" de verdade seria realmente algo a ser mostrado ao mundo. E um questionamento que eu já vi ateus falarem é "porque os pastores e pessoas que fazem milagres não vão na tv mostrar isso, e não to falando daqueles pastores charlatões de televisão que não mostram nada, e sim milagres de verdade, isso poderia convencer um grande numero de pessoas, inclusive Jesus fazia milagres para convencer as pessoas de que Ele era alguém divino".

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    1. 1) Essas cidades mesopotâmicas e egípcias "já existiam bem antes disso" NA DATAÇÃO EVOLUCIONISTA, não na criacionista. Na datação criacionista, elas não são mais antigas do que o dilúvio.

      2) Existe, recomendo a leitura do livro "E a Bíblia tinha razão" (de Werner Keller), que fala disso e de muitos outros achados arqueológicos.

      3) O que você considera por "provas"? Se alguém fica endemoniado em alguma igreja (ou mesmo fora da igreja, como já vi acontecer) vão dizer que "é encenação", independentemente do quão real seja o do quão ilógico seja encenar numa determinada situação (por exemplo, um adolescente amigo nosso de uma igreja que eu congregava há dez anos atrás e que ficou endemoniado em um culto, e depois disso ficou desolado e quase depressivo por saber disso, ele não teria nenhuma razão para simular uma possessão demoníaca e se expor daquela forma). E milagres na tv existe de um monte, inclusive em "pastores charlatões" (que na verdade apenas usam o dom de cura que Deus lhes deu para propósitos escusos, mas eles curam mesmo), é só ir numa dessas igrejas ou assistir pela tv. Mas se você se refere a passar na Globo ou em alguma emissora secular, isso nunca vai acontecer, porque eles não tem nenhum interesse nisso (nem evangélicos são, e na verdade nos odeiam em grande parte, então não vão fazer proselitismo a nosso favor em hipótese alguma).

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  46. Lucas poderia refutar esse Lunático:

    https://www.facebook.com/karl.locke.758/videos/pcb.269696713961698/269695843961785/?type=3&__tn__=HH-R&eid=ARAAODSxxNa3OnridFLc-t5thdp_JimA-VyZfALXKSl3ppWSTydnXoGY4kw9-lNwjEcbtJEgpPh4wR03


    https://www.facebook.com/karl.locke.758/videos/pcb.269696713961698/269694953961874/?type=3&theater

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    1. Os textos que ele cita na primeira metade do vídeo não são do Eclesiastes (como ele diz), mas do Eclesiástico, um livro apócrifo que só tem nas Bíblias católicas. Os outros textos que ele citou eu já comentei nestes artigos:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/a-igualdade-entre-o-homem-e-mulher-na.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/o-valor-da-mulher-na-biblia.html

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com/2015/08/o-pastorado-feminino-e-correto.html

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  47. (Sei que parece que estou spammando mensagem, mas o meu intuito não é irritar ninguém. Se o Lucas não estiver gostando do que estou fazendo, vocês provavelmente não verão nada, pois ele vai excluir. Peço desculpa a você, Lucas, caso eu esteja sendo chato de mais. Sem mais ladainha, vamos lá!)

    Será que um ser humano pode frustra os planos de Deus(como dar um emprego a um servo)? Eu creio que sim. Um bom exemplo disso é o próprio Êxodo; pois o Faraó, por um período, não deixou os Hebreus irem embora, assim, frustrando, por um certo tempo, Seus planos(claro que tem coisas que o ser humano não pode interferir; como fazer um cego conseguir ver, etc).

    Deus lhes ilumine!

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    1. Deus não pode se frustrar porque ele já conhece o futuro. No caso do faraó, Deus já sabia que ele seria resistente, mas foi resistente devido à sua própria obstinação (ele poderia não ter sido, e neste caso Deus também já saberia de antemão). Por isso Deus não é "pego de surpresa" por nada, mas ele também não toma vantagem do fato de conhecer o futuro, preferindo agir do mesmo modo imparcial que agiria caso não conhecesse. É como o Rodrigo Silva explicou neste vídeo:

      https://www.facebook.com/100001201755356/videos/2229508890432481/UzpfSTEwMDAwMjMwMjUzMzMwNzoyMTQ0MzAxMjIyMzIzMjc1/

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    2. Excelente vídeo e explicação. Oque eu estava tentando dizer é que, embora Deus queira, por exemplo, que um servo Dele tenha um bom emprego, Ele não pode passar por cima do livre árbitro do patrão da empresa e forçar-lo a contratar o servo Dele caso ele não queira contratar esse servo de Deus(pelo menos no meu entendimento).

      Deus lhe ilumine!

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    3. Deus conhece o futuro? O futuro não existe Lucas, nem aqui e nem na China.

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  48. Avalie: https://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/parem-de-dizer-que-somos-escravos-pede-lider-dos-bolivianos-em-sao-paulo/

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    1. Ótima entrevista. Mostra o quanto nós somos burocráticos e com uma CLT totalmente ultrapassada, que mais prejudica do que ajuda os trabalhadores.

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  49. Avalie:

    https://www.youtube.com/watch?v=__j33ffY6H4

    https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2606

    Presidente com mandato de 1 ano... Poderíamos copiar?

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    1. Excelente o vídeo, excelente mesmo. E deveríamos copiar sim (evitaria não poucos males).

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  50. Avalie: https://www.youtube.com/watch?v=qpbYhpPGRj8

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  51. Conde: "religião define caráter"
    Pergunta: O conde é um exemplo de caráter a ser seguido?

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    1. Bem... Se ele quis dizer que é o único fator que define caráter, então temos 2 problemas. Número 1: não existiria mulçumano que não fosse terrorista, todos os ateu iam tudo ser extremamente imoral, corintianos iam ser todos ladrões. Número 2: o próprio Conde ia ser o arquétipo do católico.

      Reduzir o ser humano a somente a religião é tolice(ou desonestidade).

      Deus lhes guarde!

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    2. Se religião define caráter, então esse "conde" é a prova viva do quão nocivo e imoral o catolicismo romano é.

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    3. "...corintianos iam ser todos ladrões"

      Ainda trabalho com essa hipótese 😆

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  52. O Espírito Santo procede somente do Pai (os ortodoxos acham isso)?

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    1. Não sei e acho essa questão inteiramente irrelevante, é uma daquelas discussões completamente periféricas e desnecessárias, que caracterizam bem esse período da Igreja antiga, em que eles se perdiam em debates infindáveis e irrisórios como este, que só geravam divisões e brigas.

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  53. Algo muito interessante de ser visto na história da igreja, é que até 1054, ela era católica mas dentro dela haviam diferenças (ocidente e oriente), mas mesmo com diferenças nos ritos e teológicas, os ortodoxos até onde eu li, aceitavam os romanos dentro de um mesmo âmbito; oque quero a falar é que, os católicos falam em unidade no sentido de igualde total, mas estiveram unidos com uma face cristã oposta a eles, ai você vê eles falando, "protestante não se entendem", muita ignorância.
    https://www.ecclesia.com.br/biblioteca/igreja_ortodoxa/a_igreja_ortodoxa_historia7.html
    Estou interessado na história da igreja, teria alguns livros para me recomendar?

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    1. Sim, foi o que eu expliquei aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/03/entenda-as-divisoes-do-cristianismo-e.html

      Sobre livros recomendáveis:

      "A Reforma" (T. M. Lindsay)
      "Reformas na Europa" (Carter Lindberg)
      "O Cristianismo Através dos Séculos" (Earle Cairns)
      "Teologia dos Pais da Igreja" (Marlon Fluck)
      "História da Igreja Cristã" (Robert Nichols)
      "História da Igreja Cristã" (Williston Walker)
      "História da Igreja e Evangelismo Brasileiro" (Saulo de Melo)
      "Lutero" (A de Saussure)
      "História do Cristianismo em Esboço" (Zaqueu Oliveira)
      "Revolução Protestante" (Alister McGrath)
      "História ilustrada do Cristianismo" (Justo González)
      "História e Teologia da Reforma" (Marlon Fluck)
      "A Igreja Cristã na História" (Franklin Ferreira)
      "História da Igreja" (João Duduch)
      "História da Reforma do décimo-sexto século" (D'Aubigné)
      "Os Pais da Igreja" (Hans von Campenhausen)
      "Uma Breve História do Cristianismo" (Geoffrey Blainey)
      "Documentos da Igreja Cristã" (Henry Bettenson)
      "Os 100 acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo" (Kenneth Curtis)

      Além do meu livro dos 500 Anos da Reforma, é claro:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/08/novo-livro-500-anos-de-reforma-como-o.html

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  54. Amigo do Banzolão31 de março de 2019 10:30

    Banzolão...

    http://prntscr.com/n5fmkt

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    1. Óbvio que é o Messi. Que pergunta mais desnecessária.

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    2. Amigo do Banzolão1 de abril de 2019 09:55

      Pensei que você ia escolher o rei xD

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  55. https://www.ecclesia.com.br/biblioteca/igreja_ortodoxa/a_igreja_ortodoxa_historia7.html
    "Mas o pior estava por vir em 1204, com a tomada de Constantinopla na Quarta Cruzada. Os cruzados estavam originalmente com destino ao Egito, mas foram persuadidos por Alexius, filho de Isaac Angelus, o Imperador deposto de Bizâncio, a voltarem-se contra Constantinopla, a fim de restaurá-lo, e a seu pai, no trono. Esta intervenção ocidental na política bizantina não foi muito feliz, porque os cruzados, perderam a paciência e saquearam a cidade. "Mesmo os sarracenos são misericordiosos e gentis”, protestou Nicetas Choniates, "comparados a esses homens que levam a cruz de Cristo em seus ombros." O que chocou os gregos mais do que qualquer outra coisa, foi a devassidão e o sacrilégio sistemático dos cruzados. Como podiam aqueles homens dedicados aos serviços de Deus, tratar as coisas de Deus daquela maneira? Ao verem os cruzados quebrarem em pedaços o altar e a iconostase da Igreja de Santa e colocar prostitutas no trono do Patriarca, os bizantinos devem ter sentido que aqueles que faziam essas coisas não eram cristãos, não no mesmo sentido que eles."

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    1. Eu escrevi sobre esse episódio com mais detalhes aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2016/05/a-quarta-cruzada-e-o-saque-de.html

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  56. "Desde o início os Cristãos eslavos gozaram de um precioso privilégio, que nenhum dos povos da Europa ocidental teve nessa época: eles ouviram o evangelho e os serviços numa língua que eles podiam entender."
    https://www.ecclesia.com.br/biblioteca/igreja_ortodoxa/a_igreja_ortodoxa_historia11.html
    Ultima vez que eu cito alguma coisa do site.

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  57. Comente:

    https://youtu.be/yzToH8ABKCA

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    1. A frase mais correta então seria: "O Brasil quer porque sabe que precisa". É tipo como tomar uma vacina para evitar um mal maior.

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  58. Lucas as informações Históricas desse vídeo estão corretas?

    https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://m.youtube.com/watch%3Fv%3DE4sm5X1_MqQ&ved=2ahUKEwii8JHZ0qzhAhWnIbkGHe6AAZEQwqsBMAJ6BAgIEAU&usg=AOvVaw2uQxKGobhizyZKPddsBNus

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    1. Eu não entendi muito bem os critérios dele, mas está mais ou menos certo sim.

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  59. Olá Lucas.
    No meu entendimento (que pode estar errado), a explicação para a tolerância cristã à escravidão é que, de Adão até a Revolução Industrial, a escravidão foi a base da economia. Era impensável para o mundo pré Revolução Industrial a economia sem a escravidão como é impensável hoje a economia sem a automação industrial, sem a energia, sem internet.
    O cristianismo pré Revolução Industrial silenciou-se ante a escravidão (como o atual silencia-se ante a ecologia) simplesmente porque era "nadar contra a maré".
    Bem ou mal, o mundo antigo precisou da escravidão para existir. O que decretou o fim da escravidão foram as máquinas e não o olhar misericordioso para com os miseráveis.
    Lógico que tal constatação não anula a omissão do cristianismo com os que sofreram com a escravidão.
    Na verdade Lucas, se formos sinceros e honestos concluiremos que o cristianismo que professamos tem sido infiel portador da missão pela qual foi incumbido como foram os hebreus do Velho Testamento.
    Obrigado amigo.

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  60. Banzoli, um amigo meu faz parte da Ordem DeMolay, uma ordem para-maçônica que é voltada para jovens, e ele me convidou para fazer parte da Ordem, porém como já ouvi diversas coisas (tanto boas como ruins) sobre essas ordens ligadas com a maçonaria, gostaria de saber a sua opinião, eu como cristão protestante, seria errado eu aceitar o convite e fazer parte da ordem? Ou devo ficar distante desse tipo de sociedade?

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    1. Eu acho errado sim. Primeiro por se tratar de uma sociedade secreta (quando Jesus diz para fazermos as coisas à luz do dia, e não às escondidas), e segundo por todos esses boatos e testemunhos negativos da maçonaria, de gente que já fez parte da seita e que depois denunciou algumas coisas que acontecem lá. O pior de tudo talvez nem seja o que eles fazem lá dentro (que ninguém pode precisar ao certo a não ser que faça parte do grupo), mas sim a enorme dificuldade em se libertar dela depois que quiser sair. Nunca entre em nada que não possa sair depois, assim você só se mete em complicações lá na frente. Se uma coisa aparenta ser perigosa e obscura, é bom manter distância disso.

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  61. Lucas, no Éden a criação era imortal? Se eles se reproduziam e não morriam, onde ia caber toda a criação???

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    1. Não era imortal porque caiu no pecado (antes mesmo da reprodução do primeiro descendente).

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  62. Lucas, estava vendo sobre a igreja Ortodoxa Oriental da Etiópia e vi que ela foi fundada no século IV. Ela poderia estar entre aquelas que tecnicamente impediram a Igreja de distorcer a Bíblia? Vi em algum lugar que ela tinha livros a mais, mas não tenho certeza... Você sabe um pouco sobre o assunto?

    Outra coisa, os índios costumavam aceitar a Deus mas negar o papa ou a Igreja? Vi no seu livro um trecho que se refere a um texto escrito por um espanhol se não me engano que disse que o cacique concordava com a crença em Deus mas se negava a dar sua terra ao papa. Existe outros documentos que mostram isso ou foi um caso isolado? Os católicos, quando dizem que os incas e outros povos guerreavam entre si constantemente e foram civilizados pelos europeus, estão mentindo?

    Por fim, o que acha sobre reevangelizar a Europa? Eu penso seriamente nisso, quem sabe participar de algo assim no futuro (desejo me tornar teólogo), porém não conheço propostas parecidas. É difícil pensar, mas quem sabe com o método certo, porque eles dificilmente se tornariam mais religiosos da mesma maneira que aqui no Brasil, exista alguma chance de um reavivamento. Os pietistas finlandeses tentaram isso e conseguiram parcialmente, já que a Finlândia é menos irreligiosa que suas irmãs, porém continua bem secular. Qual sua opinião?
    Obrigado!

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    1. A Igreja da Etiópia tem um cânon mais amplo mesmo, mas isso não significa necessariamente que eles já tinham esse cânon naquela época, pode ser que esses livros tenham sido adicionados mais tarde (assim como os católicos romanos fizeram). Eu confesso que não tenho muito conhecimento da história da igreja etíope e é bem difícil achar fontes seguras sobre isso, um amigo meu que é bem mais estudioso sobre essa temática das igrejas orientais autocéfalas costuma dizer que para conseguir fontes confiáveis sobre a história delas é só indo lá conversar com eles mesmo, não é nada fácil.

      Sobre a dominação europeia era assim mesmo como eu escrevi no livro, eles liam o «Requerimento» em cada lugar onde chegavam. É verdade que os nativos já lutavam entre si, mas não mais do que os católicos da Europa também faziam constantemente entre si, na mesma época. A diferença é que os nativos não costumavam praticar genocídios, eles tinham um código de ética que respeitavam mesmo nas guerras, algo parecido com o que temos hoje, mas bem diferente da ética católica medieval (que não via problemas em exterminar povos inteiros). E foi justamente isso o que eles fizeram na América espanhola: eles não “civilizaram” os índios, eles EXTERMINARAM. É por isso que você não encontra nenhum “Império Inca”, maia ou asteca nos dias de hoje, mas apenas um punhado de descendentes deles que conseguiram sobreviver após serem brutalmente escravizados por séculos e que hoje fazem parte de estados nacionais colonizados pelos ibéricos.

      Sobre reevangelizar a Europa, eu concordo totalmente. A Europa atual já pode ser classificada como “pós-cristã”.

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  63. De algum tempo pra cá venho notando que muitos comentários são só pra "encher linguiça",nada contra quem comenta fora do tema(alguns blogs nem permitem isso),mas comentários "bobos" deveriam ser evitados por parte das pessoas,só faz ocupar espaço.

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  64. Excelente!!! A forma como vc argumenta desperta a curiosidade e também nos leva a raciocinar.Sempre leio seus artigos.Conhecimento que tens partilhado conosco,e que antes estava um tanto distante de nosso alcance.O seu trabalho com certeza tem contribuído e muito para esclarecer assuntos que antes nao tínhamos conhecimento.

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    1. Muito obrigado por suas gentis palavras, Deus lhe abençoe!

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  65. o Leandro Karnal afirma no seu livro que a escravidão nos EUA foi a pior de todas aqui na América. Do resto, é muita malandragem de certos apologistas católicos tentarem adulterar a história usando trechos desencontrados de certas bulas papais.

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    1. Ele está errado quando diz que a escravidão americana foi a pior, há muitas fontes que contrariam isso.

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  66. Lucas eu estava lendo alguma coisa sua sobre Moisés no monte da transfiguração e vi que você defende a tese que Moisés ressuscitou temporariamente e depois morreu outra vez ???!!!

    Poderia explicar melhor?

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    1. Você fez a pergunta e você mesmo respondeu, não tenho o que acrescentar.

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  67. Avalie:

    https://www.youtube.com/watch?v=0AK4__Y_E6Q

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  68. Avalie/Refute:

    https://www.gazetadopovo.com.br/blogs/a-protagonista/2019/01/14/aposentadorianochile/

    https://www.bbc.com/portuguese/internacional-39931826

    é sobre a previdencia liberal que o guedes que implementar

    OBS: ignore o meu primeiro comentário,eu tinha me esquecido de colocar um dos link nele.

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    1. Veja aqui:

      https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2589

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  69. Há uma certa semelhança entre um fenômeno que aconteceu um pouco antes da vinda de Jesus e um fenômeno que está acontecendo agora. Os essênios se afastaram de toda a liturgia do Templo porque achavam que tudo estava corrompido, entre outras coisas... hoje as pessoas que se afastam de igreja, os desigrejados como os teólogos falam, também acusam a igreja de corrupção, ainda que moral, não no sentido de dinheiro.... o que vc acha? Há certa semelhança nisso? Lógico que eles não são tão coesos como os essênios eram, mas acho que começaram assim... faz sentido?

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    1. Sim, faz todo o sentido. Nos dois casos há um tipo de isolacionismo por decepção com os moldes tradicionais (o que não significa que eles tenham razão, pois os próprios essênios também não tinham, embora ninguém tivesse em absoluto).

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  70. Banzolao e o que vc acha do Chesterton?Ele foi um anglicano que se converteu ao catolicismo e é usado por muitos blogueiros católicos como exemplo de alguém que abandonou a "heresia" e encontrou a Cristo no catolicismo, mas o que vc acha de sua conversão ?Por que pensas que ele se converteu ao catolicismo?Ps:Já vi alguns blogueiros católicos citarem o Tolkien tbm como exemplo de um protestante que voltou para casa

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    1. Nunca vi nada de impressionante nos argumentos de Chesterton em favor do catolicismo. Na verdade ele se converteu mais por uma questão de espírito do que por qualquer razão teológica; naquela época o protestantismo tinha toda a alta erudição e era considerado a vertente “progressista” no sentido de se aliar ao capitalismo e a tudo aquilo que fazia o mundo progredir. Alguns detestavam esses avanços (ou seja, eram reacionários), e entre eles estava Chesterton, que não se cansava de atacar o capitalismo. Não é algo muito diferente do que ocorre hoje em certos círculos, com olavetes se convertendo ao catolicismo por motivações acima de tudo políticas (ainda que as razões não sejam exatamente as mesmas). Em resumo: Chesterton era “tradicional” no pior sentido do termo, alguém que repudiava as mudanças pelas quais o mundo passava e encontrava no protestantismo uma força propulsora dessas mudanças, e no catolicismo o seu oposto (uma visão mais reacionária de mundo, mais voltada ao passado do que em construir o futuro, e portanto mais adequada ao modo dele enxergar o mundo).

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  71. Agora, com esse lançamento do novo documentário do Brasil Paralelo, vem a pergunta que não quer calar: o período/ditadura militar foi bom ou ruim?

    Deus lhes ilumine!

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    1. Deve ser a 580ª vez que me perguntam isso, acho que vou ter que escrever um artigo sobre isso e responder das próximas vezes em forma de link... xD

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  72. Vc tem algum livro que explique bem o que defendia Miguel Servet? Se não, onde posso achar?

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    1. Tenta esse aqui:

      https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/literatura-internacional/miguel-servet-obras-completas-vol-ii-i-primero-1718359

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  73. Ei Lucas, será que lá no oriente existem ortodoxos "tridentinos ou inquisidores" (tridentino não é pra ofende)?

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  74. Lucas, eu já li muitos dos teus artigos mas ainda tenho muitas dúvidas.
    Quando Jesus voltar, nós vamos para o céu ou o paraiso vai ser aqui ?
    Oque são esses 1000 anos que até agora eu não entendi ? E oque acontece depois ? E pq motivos Deus escolheu fazer assim ?
    Como vamos ser dps de arrebatados, vamos continuar como somos agr, ou vamos ser superhumanos sem defeitos ?
    Vamos poder nos casar, apaixonar no céu ? Vamos ter desejos sexuais ?
    Deus e Jesus tem corpos ou estão por todo lado sem um "corpo"?
    Oque acontece com o espirito santo depois do arrebatamento ?
    Vc acha que aquela previsão do Isaac Newnton sobre Jesus voltar depois de 2050 ? Faz sentido ?

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    1. 1) Aqui.

      2) Eu respondo essas indagações neste artigo:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/05/a-terra-ira-durar-para-sempre-ou-deus.html

      3) Igual somos agora (fisicamente falando), só que sem doenças, dor ou morte (ou seja, sem aquilo que a Bíblia chama de “corruptibilidade”).

      4) Não (cf. Mt 22:30).

      5) Deus não precisa de um corpo, mas como ele é Deus (e portanto, onipotente) ele pode se materializar de modo a aparecer em forma humana quando bem entender. Na nova terra nós veremos a face de Deus, então ele estará fisicamente presente, mas isso não porque ele precise de um corpo, mas porque é a forma com que nós podemos contemplá-lo.

      6) Nada, continua o mesmo Espírito Santo de antes (lembrando que o arrebatamento é só depois da ressurreição, ao final da grande tribulação).

      7) Até faz sentido se pensar sob a perspectiva de que em 2050 o mundo será bem mais tecnológico do que é hoje e terá muito mais a cara que a Bíblia descreve para o fim dos tempos, mas é errado cravar uma data em específico. Paulo disse aos tessalonicenses que eles poderiam saber os tempos da volta de Jesus identificando os acontecimentos que precederiam essa vinda; muitos já se concretizaram, mas ainda falta muita coisa (por exemplo, a reconstrução do templo, a coroação do anticristo neste lugar, o ecumenismo global, a moeda única, a restauração do Império Romano e assim por diante).

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