11 de novembro de 2018

132 Tomás de Aquino e a misoginia medieval



A Antiguidade tendia a enxergar a mulher como um intermediário entre o homem e o animal. Era assim que Aristóteles, o principal filósofo grego e propagador das ideias helenistas, dizia expressamente. O Cristianismo elevou o status da mulher na sociedade e lhe conferiu dignidade moral em relação ao homem, mas isso não durou para sempre e nem ocorreu sem altos e baixos. Um desses “baixos” é a Idade Média, que se por um lado não voltou a comparar a mulher aos animais, por outro lado voltou a encará-la como uma espécie inferior aos homens. E isso aconteceu principalmente por uma razão muito simples: a “ressurreição” de Aristóteles na escolástica medieval.

Com as invasões bárbaras que resultaram no fim da Roma Antiga, Aristóteles havia caído no esquecimento, pelo menos nas terras cristãs do Ocidente europeu. Mas os árabes o “redescobriram” e traduziram ao seu idioma, e pela proximidade com os cristãos na Espanha esses escritos passaram a ficar conhecidos entre eles também. Foi um estouro. Aristóteles logo virou um best-seller entre os estudiosos católicos, a fonte número um de estudos na Cristandade. Um autor em especial foi o grande responsável por “converter” Aristóteles ao catolicismo: Tomás de Aquino (1225-1274). Sua Suma Teológica permanece sendo até hoje o documento católico de maior renome, obra na qual ele cita Aristóteles – acredite se quiser – quase três mil vezes (2.965 vezes, para ser mais preciso). Este logo se tornou uma fonte de autoridade igual à Bíblia, quando não maior.

Se por um lado há quem exalte essa influência aristotélica na escolástica medieval por seu incremento filosófico, por outro lado ela foi indiscutivelmente destrutiva e nefasta sob qualquer perspectiva ética, pelo simples fato de que a ética entre os gregos antigos era encarada de modo muito diferente da Bíblia, e uma síntese entre as duas doutrinas não poderia resultar coisa boa. Foi o que aconteceu. Os trechos que eu selecionei constam todos na Suma Teológica, e se alguém quiser conferir cada um deles para não me acusar de ter tirado alguma coisa do contexto, basta clicar aqui e ler. Por serem muitos textos, vou fazer o mínimo de comentários possíveis e deixar que as declarações falem por si só.


Devemos amar mais ao pai que à mãe, por ser «mais excelente» que ela:

O sentido implicado nessas comparações deve ser interpretado, em si mesmo, de modo a entendermos ser pergunta: se o pai, como tal deve ser mais amado do que a mãe, como tal. Pois, em todos os casos como esses, pode haver tanta diferença de virtude e de malícia, a ponto de a amizade desaparecer ou diminuir, no dizer do Filósofo. E portanto, como diz Ambrósio, os bons criados devem ser preferidas aos maus filhos, Mas, considerada a questão em si mesma, devemos amar mais ao pai que à mãe. Pois, a esta e aquele amamos como os princípios da nossa origem natural. Pois o pai realiza a noção de princípio de maneira mais excelente que a mãe, por ser principio ao modo de agente ao passo que a mãe o é, a modo de paciente e matéria. Logo, absolutamente falando, devemos amar mais ao pai.[1]


A mulher tem «menor virtude e dignidade que o homem»:

Ora, a mulher tem, naturalmente, menor virtude e dignidade que o homem; pois, como diz Agostinho, sempre é mais digno de honra o agente que o paciente.[2]


Enquanto o macho é por natureza «um ser perfeito», a fêmea é «um ser deficiente e falho» (e a justificativa disso é das mais bizarras):

Na sua natureza particular, a fêmea é um ser deficiente e falho. Porque a virtude ativa, que está no sêmen do macho, tende a produzir um ser perfeito semelhante a si, do sexo masculino. Mas o fato de ser a fêmea a gerada provém da debilidade da virtude ativa, ou de alguma indisposição da matéria; ou ainda, de alguma transmutação extrínseca, p. ex., dos ventos austrais, que são úmidos, como diz Aristóteles. Mas, por comparação com a natureza universal, a fêmea não é um ser falho, pois está destinada, por intenção da natureza, à obra da geração.[3]


Mais um monte de charlatanismo e superstição para justificar a discriminação às mulheres:

A geração da mulher se dá, não só por deficiência da virtude ativa ou pela indisposição da matéria, como refere a objeção, mas também, às vezes, por algum acidente extrínseco. Assim, como diz o Filósofo, o vento setentrional ajuda a geração dos machos; o austral, porém, a das fêmeas. Às vezes também pela concepção da alma, pela qual facilmente é imutado o corpo. E isto podia dar–se precipuamente no estado de inocência. quando o corpo estava melhor sujeito à alma, de modo que, conforme a vontade do gerador, assim se distinguisse o sexo, na prole.[4]


A mulher é naturalmente dependente do homem porque este tem «maior discreção racional» (um jeito mais sofisticado de chamar a mulher de burra):

Há dupla sujeição. Uma servil, pela qual o superior usa do súdito, em sua utilidade, e essa sujeição foi introduzida depois do pecado. Outra é a sujeição econômica ou civil, pela qual o chefe usa dos súditos para o bem destes: e tal sujeição já existia antes do pecado. Pois faltaria o bem da ordem, na sociedade humana, se uns não fossem governados por outros, mais sábios. E assim, por essa sujeição, é que a mulher é naturalmente dependente do homem; porque este tem naturalmente maior discreção racional.[5]


A mulher é colocada lado a lado com «as crianças e os dementes», por «falta de razão» (de novo chamando-as de burras, de uma forma um pouco menos sofisticada agora):

O testemunho como já dissemos, não tem certeza infalível, mas provável: Logo, tudo o que orientar em contrário essa probabilidade torna o testemunho ineficaz. Ora, torna-se provável que uma testemunha não testifica com firmeza a verdade, ora por culpa, como se dá com os infiéis e os infames e também com os réus de crime público, que não podem acusar; mas, outras vezes, sem culpa. E isto ou por falta de razão como o demonstram as crianças, os dementes e as mulheres; ou pelo afeto, como se dá com os inimigos e as pessoas chegadas e domésticas, ou também pela condição externa, como os pobres, os escravos, que podem ser mandados e dos quais é lícito crer que se deixem com facilidade induzir a testemunhar falsamente contra a verdade. Por onde é claro que um testemunho pode ser repelido por causa de culpa e sem culpa.[6]


A mulher é como um «súdito» do homem, que é seu «superior», e elas não podem ensinar em público porque não tem “sabedoria” suficiente pra isso:

Dois usos pode ter a palavra. Um privado, quando falamos familiarmente a um ou a poucos. E, então, as mulheres podem receber a graça da palavra. Outro público, quando a palavra é dirigida a toda a Igreja. E isto não é permitido à mulher. Primeiro e principalmente, pela condição do seu sexo, que a torna sujeita ao homem, como se lê na Escritura. Ora, ensinar e persuadir publicamente, na Igreja, não pertence aos súbditos, mas aos superiores. Contudo, mais que a mulher, os homens dependentes de um superior o podem por delegação; porque a sujeição deles ao superior não se funda naturalmente no sexo, como se dá com as mulheres, mas nalgum acidente sobreveniente. Segundo, para que não se desperte a concupiscência do homem, pois, diz a Escritura: A sua conversação se ateia como fogo. Terceiro, porque geralmente as mulheres não têm sabedoria perfeita a ponto de convenientemente se lhes poder cometer o ensino em público.[7]


A mulher tem que necessariamente obedecer à vontade do seu marido, mesmo contra a vontade dela, porque ele é seu chefe e governador:

Quanto à sujeição da mulher ao marido, deve ela ser entendida como uma pena infligida à mulher. Não quanto ao regime de vida, porque mesmo antes do pecado, o marido seria o chefe da mulher e seu governador; mas, porque, atualmente, a mulher há de necessariamente obedecer à vontade do marido, mesmo contra a vontade dela.[8]


Cristo tomou a natureza masculina porque o sexo masculino é «o mais nobre»:

O perdão concedido à humanidade devia manifestar-se em ambos os sexos. O sexo masculino, sendo o mais nobre, o Cristo devia tomar-lhe a natureza; e, pois que nascia de uma mulher, poder-se-ia concluir consequentemente, que também o sexo feminino participava do perdão.[9]

Por ser o sexo masculino mais nobre que o feminino, é que Cristo assumiu a natureza humana, nesse sexo. Mas para que não ficasse desprezado o sexo feminino, foi congruente que assumisse a carne, de uma mulher.[10]


A «potência geradora» do homem é melhor que a da mulher:

A potência geradora da mulher é imperfeita em relação à do homem. Por isso, assim como nas artes, a arte inferior dispõe a matéria na qual a superior infunde a forma, como diz Aristóteles, assim também a virtude geratriz feminina prepara a matéria, enquanto que a masculina informa a matéria preparada.[11]


A mulher é inferior ao homem não apenas no que diz respeito à «robustez do corpo», mas também «quanto ao vigor da alma»:

A mulher está sujeita ao marido por causa da sua fraqueza natural, tanto quanto ao vigor da alma quanto à robustez do corpo. Mas depois da ressurreição não haverá mais essas diferenças, senão só a diversidade dos méritos.[12]


A mulher é um «macho falho» por causa da sua «natureza particular»:

Pois, diz o Filósofo [Aristóteles], a fêmea é um macho falho, nascida como que contra a intenção da natureza (...) A mulher chama–se macho falho por ser contra a intenção da natureza particular; não, porém, contra a da natureza universal, como já se disse antes.[13]


O homem é «mais digno» do que a mulher:

Sentença: O paraíso era lugar congruente à habitação humana, quanto à incorrupção do primitivo estado. Ora, essa incorrupção o homem não a tinha por natureza, mas por dom sobrenatural de Deus. E para que fosse imputada à graça de Deus e não à natureza humana, Deus fez o homem fora do paraíso; e depois nele o colocou, para que aí habitasse todo o tempo da vida animal, para, após haver alcançado a vida espiritual, ser transferido ao céu.

Objeção: A mulher foi feita no paraíso. Ora, o homem, sendo mais digno que a mulher, com maior razão devia ter sido feito nele.

Resposta: A mulher foi feita no paraíso, não por causa da sua dignidade, mas por causa da dignidade do princípio pelo qual o seu corpo foi formado. Porque, semelhantemente, também os filhos teriam nascido no paraíso, no qual já os pais estavam colocados.[14]


O homem é «mais perfeito» que a mulher:

Como dissemos, a gravidade do pecado depende mais principalmente da espécie do que da circunstância dele. Donde devemos concluir, que, consideradas ambas as pessoas, a da mulher e a do varão, o pecado deste foi mais grave porque era mais perfeito que a mulher.[15]


A mulher precisou existir para gerar descendência, se não fosse por isso nem precisaria existir:

*Nota: O trecho abaixo faz parte de um tópico chamado: “Se a mulher devia ter sido produzida na primeira produção das causas”. Basicamente, o que estava sendo discutido aqui é se a mulher era realmente necessária, já que, como afirma o primeiro artigo da questão (citando Aristóteles), «a fêmea é um macho falho», e «nada de falho e deficiente devia existir na primeira instituição das coisas. Logo, nessa primeira instituição, a mulher não devia ter sido produzida». O que se segue é uma resposta a isso. Note que Aquino em momento nenhum responde refutando ou negando que a mulher seja um “macho falho” ou “deficiente”. Apenas diz que a mulher precisava existir porque só assim haveria o “adjutório da geração”; ou seja, tinha que existir mulher ou senão outros homens não nasceriam, os quais têm uma “operação vital mais nobre” que a mulher, e seriam adjutores “mais convenientes” que ela. Em minha opinião, só de ser discutido se a mulher deveria mesmo existir já é um sintoma crônico da misoginia medieval (que jamais discutiu se o homem também deveria existir):

Era necessário que a mulher fosse feita para adjutório do homem. Não, certo, adjutório para qualquer outra obra, como alguns disseram; pois, nisso o homem pode ser ajudado, mais convenientemente, por outro homem, do que pela mulher; mas para o adjutório da geração (...) Ora, o homem se ordena a uma operação vital mais nobre, que é o inteligir. E por isso nele, com maior razão, devia haver a distinção entre uma e outra virtude, de modo que a fêmea fosse produzida separadamente do macho; e contudo, ambos se unissem, carnalmente, para a obra da geração.[16]

Embora a geração da mulher esteja fora da intenção particular da natureza, esta porém na sua intenção geral, que exige a dualidade dos sexos para a perfeição da espécie humana.[17]

E ainda:

Sentença: Parece que no primitivo estado não nasceriam mulheres. No estado de inocência a geração era ordenada à multiplicação dos homens. Ora, estes podiam suficientemente multiplicar–se pelo primeiro homem e pela primeira mulher, desde que viveriam perpetuamente. Logo, não era necessário nascessem mulheres, no estado de inocência.

Resposta: A prole seria gerada, com vida animal, à qual é próprio não só usar de alimento, como também gerar. Por onde, convinha que todos gerassem e não só os primeiros pais; donde resultaria que seriam gerados tanto mulheres quanto homens.[18]


A mulher «vive em estado de sujeição», não pode exercer jurisdição senão a cidade se corromperia nas mãos de uma mulher, e só pode governar outras mulheres porque seria um perigo para os homens conviver com elas:

A mulher, segundo o Apóstolo, vive em estado de sujeição. Por isso não pode exercer nenhuma jurisdição espiritual; pois, o próprio Filósofo também diz que a ordem da cidade se corrompe quando o poder vem a cair em mãos de mulher. Eis porque ela não tem a chave da ordem nem a da jurisdição. É-lhes porém cometido um certo uso das chaves, de modo que possa governar outras mulheres, por causa do perigo que podia advir de homens conviverem com elas.[19]


Se você faz sexo fica burro (essa não tem a ver com machismo, mas não podia ficar de fora):

Ora, a conjunção sexual entre o homem e a mulher implica um certo mal –  quer seja este a veemência do prazer, que absorve a razão a ponto de tornar de fato impossível o ato intelectual, como diz o Filósofo; quer também por causa da tribulação da carne, de que fala o Apóstolo, e que hão de sofrer os casados pela solicitude com os bens temporais.[20]


Meninas de doze anos já estão liberadas para se casar, mas podem se casar até antes disso (lembre-se que os casamentos eram arranjados, e não voluntariamente, como hoje). A criança casava-se antes da idade da puberdade com um véio qualquer, e o casamento era «perpetuamente indissolúvel»:

O matrimônio, sendo uma espécie de contrato, depende, como os outros contratos, das disposições da lei positiva. Por isso, pelo direito, tanto civil como canônico, foi proibido contrair casamento antes da idade de discernimento, quando cada uma das partes é capaz de deliberar suficientemente sobre ele e sobre o dever que deve um cumprir para com o outro. E se assim não for, o casamento será nulo. Ora, no mais das vezes essa idade é para o homem a dos quatorze anos e, para a mulher, a dos doze; o que já ficou fundamentado antes. Mas como os preceitos do direito positivo se aplicam só na maior parte dos casos, não fica nulo o matrimônio de quem, antes da idade legal, tiver um desenvolvimento suficiente, de modo que o vigor da natureza e da razão supra a falta de idade. Portanto, o matrimônio daqueles será perpetuamente indissolúvel, que o tiverem contraído antes da puberdade, tendo-o já consumado antes da referida idade.[21]


O marido pode bater na mulher (com açoites e tudo), contanto que não a mate:

Há duas espécies de sociedade: Uma, a doméstica, como a família; outra política, como a cidade e o reino. Ora, o chefe da segunda espécie de sociedade, que é o rei, pode infligir penas tanto consecutivas como exterminativas do culpado, a fim de purificar a sociedade cujo governo lhe incumbe. Mas o chefe da primeira espécie de necessidade, que é o pai de família não pode infligir senão uma pena corretiva, que não ultrapassa, diferentemente da pena de morte, os limites da correção. Por onde, o marido, que tem o governo da sua mulher, não na pode matar, mas somente castigar.[22]

O pecado de fornicação cometido pela mulher pode ser castigado, não somente pela pena referida, mas também por palavras e açoites.[23]


O adultério e o divórcio da mulher é mais grave que o do homem:

Quanto ao bem da prole, mais grave é o adultério da mulher que o do marido; portanto, maior causa de divórcio é o adultério dela que o dele. Por onde, marido e mulher estão adstritos a obrigações iguais, mas não por causa igual. Nem há nisso injustiça, porque em ambos os casos há causa suficiente para a pena do divórcio, como se dá com dois réus condenados à mesma pena de morte, embora tenha um pecado mais gravemente que outro.[24]


A mulher é mais «propensa à concupiscência» do que o homem, e o homem «tem mais desenvolvido o bem da razão» do que a mulher:

Sentença: Quanto maior for a fragilidade do pecador, tanto mais digno de vênia será o pecado. Ora, na mulher há maior fragilidade que no homem, em razão do que, diz Crisóstomo ser a luxúria a paixão própria da mulher. E o Filósofo ensina que as mulheres, propriamente falando, não podem chamar-se continentes, por causa de resvalarem facilmente na concupiscência. Assim também os brutos não podem ser continentes, por não poderem impor nenhum freio à concupiscência. Logo, deve haver maior contemplação com as mulheres ao aplicar a pena do divórcio.

Resposta: O pecado de adultério implica a mesma gravidade que a fornicação simples agravada pelo fato de lesar o matrimônio. Considerado pois o que há de comum entre o adultério e a fornicação, o pecado do homem está para o da mulher como o excedente para o excedido; porque a mulher, sendo mais rica em humores, é mais propensa à concupiscência; ao passo que no varão há maior ardência, excitante da concupiscência. Contudo, absolutamente falando e todas as circunstâncias iguais, o homem, na fornicação simples, peca mais gravemente que a mulher, porque tem mais desenvolvido o bem da razão, que prevalece sobre os movimentos das paixões do corpo. Quanto à ofensa porém ao matrimônio, que o adultério acrescenta à fornicação simples e que causa o divórcio, mais gravemente peca a mulher que o homem, como do sobre dito se colhe. E como isto é mais grave que a simples fornicação, por isso, simplesmente falando, e em igualdade de condições, mais grave é o pecado da adúltera que o do adúltero.[25]


A mulher é obrigada a transar com o marido mesmo que este seja um leproso (e não tem problema se nascer um filho leproso, porque é melhor do que não nascer ninguém):

A lepra dissolve os esponsais, mas não o matrimônio. Portanto, a mulher está obrigada ao dever conjugal, mesmo que o marido seja leproso. Mas, não está obrigada a coabitar com ele; porque não se contamina tão facilmente pelo coito, como se contaminaria pela coabitação frequente. E embora gere uma prole enferma, contudo é melhor a esta existir, que de nenhum modo ter a existência.[26]


O marido é «mais principal» que a mulher, que é um simples “meio”:

No matrimônio a mulher foi feita para o marido, conforme aquilo da Escritura: Façamos um adjutório semelhante a ele. Ora, um fim sempre é mais principal que o meio.[27]


Um homem pode ter várias mulheres, mas uma mulher não pode ter vários homens (a “explicação” é sensacional!):

Sentença: Tudo o que contraria o nosso desejo natural é contra a lei da natureza. Ora, como vemos em toda parte é natural o marido ter ciúmes da mulher e a esta, de aquele. Logo, sendo o ciúme um amor, que não admite participação no ser amado, parece contra a lei da natureza terem várias mulheres um só marido.

Resposta: A inclinação natural da potência apetitiva depende da concepção natural da faculdade cognitiva. E não sendo contra nenhum conceito natural ter um homem várias mulheres, como o é ter uma mulher vários maridos, por isso à mulher não repugna tanto outras uniões do marido, como ao marido outras da mulher. Por isso, tanto entre os homens como entre os animais mais ciúmes tem o macho da fêmea, que ao inverso.[28]


A mulher tem que se casar virgem, mas o homem não precisa:

Na conjunção entre Cristo e a Igreja, há unidade de lado a lado. E, assim há deficiência no sacramento se qualquer dos cônjuges já havia contraído outro matrimônio. Mas diversamente: pois, do marido se exige que não haja casado com outra, e não que seja virgem; e da mulher se exige que também seja virgem (...) Portanto, quem casou com uma mulher já deflorada, crendo-a virgem, incorre em irregularidade tendo relação carnal com ela.[29]


O pai é «mais nobre» e «mais digno» que a mãe:

Sentença: Pois, um ser recebe a sua denominação do princípio mais nobre donde procede. Ora, o pai, na geração, é mais nobre que a mãe.

Resposta: Embora seja o pai um princípio mais digno que a mãe, contudo esta é quem dá a substância do corpo, donde depende a condição servil.[30]


Só animais machos eram oferecidos como holocausto porque «a fêmea é um animal imperfeito»:

Como o holocausto era o perfeitíssimo dos sacrifícios, só o macho era desse modo oferecido, porque a fêmea é um animal imperfeito.[31]


A fêmea é um «macho degenerado» que só existe por causa da corrupção da natureza:

Toda corrupção, todo defeito, a velhice são, conforme Aristóteles, contrárias à intenção primeira da natureza, porque a natureza visa o ser e a perfeição. Mas não lhe contrariam a intenção segunda. Pois, quando a natureza não pode manter a existência num serela a conserva em outro, gerado da corrupção do primeiro. E quando não pode levar a uma perfeição maior, conduz, a outra, menor; assim, não podendo criar um macho, cria uma fêmea, que é um macho degenerado, na expressão de Aristóteles.[32]


Essa aqui o ISIS aplaudiria de pé (prefiro nem comentar):

Ora, o rapto é cometido quando arrebata violentamente sua esposa da casa dos pais da mesma e com ela tem relação carnal (...) O esposo, pelo fato mesmo do casamento, tem certos direitos sobre a esposa. E, portanto, embora peque empregando a violência, fica escusado contudo do crime de rapto.[33]


O marido que mata sua mulher pode se casar com outra, desde que não seja com a amante (o fato de assassinar a própria esposa parece ser um detalhe de pouca importância):

O uxoricídio, pela legislação da Igreja, impede o matrimônio. Umas vezes porém impede apenas de contraí-lo, sem anular o que já o foi; assim, quando por causa de adultério ou levado do ódio, o marido mata a esposa. Contudo, se houver receio que não guarde continência, pode a Igreja dispensá-lo e permitir que se case de novo. Outras vezes porém dirime o casamento já contraído; assim, quando o marido mata a esposa, para casar com aquela com quem vive em adultério. Então se torna absolutamente incapaz de casar com esta, e se o fizer, nulo será o casamento. Mas isso não no torna incapaz, absolutamente falando, de casar com qualquer outra mulher.[34]

Lembre-se: nós não estamos falando aqui dos pensamentos de um autor aleatório qualquer ou de um ilustre desconhecido, mas sim daquele que é até hoje considerado pelos católicos o maior “doutor da Igreja” de todos os tempos. Se este era o pensamento misógino predominante no maior e mais esclarecido católico da época, imagine como deveria ser a cabeça dos católicos comuns do mesmo período. A mulher era explicitamente inferiorizada em relação ao homem como um “macho defeituoso e degenerado” (basicamente, era tida como um homem deformado, que nasceu em condição inferior e deficiente por natureza), classificada como uma demente com um considerável déficit intelectual e que deveria ser menos amada que o homem, por ser menos digna que ele.

Mas o pior era no que isso resultava: o marido era o verdadeiro “dono” da mulher (equivalente à relação senhor/escravo), que podia bater nela por “desobediência”, açoitá-la e, por vezes, até matá-la impunemente. Podia ainda estuprá-la, arrancando-a violentamente da casa dos pais contra a sua vontade, exigir o sexo mesmo leproso, ter relações sexuais mesmo antes da idade da puberdade, e impor à mesma uma obediência incondicional, mesmo contra a vontade dela, da mesma forma que um senhor exigia do seu escravo (escravidão, aliás, também fortemente apoiada por Aquino, mas isso será assunto para um outro artigo).

Eu juro que vasculhei toda a obra do “doutor angélico” para ver se encontrava algum comentário sobre as mulheres que não fosse degradante, mas não achei nenhum. Se por um lado Aristóteles é citado três mil vezes, as mulheres são mencionadas milhares de vezes menos, e quase sempre em um contexto pejorativo, na melhor das hipóteses neutro. É este o mesmo doutor católico citado hoje pelos papistas como a maior autoridade intelectual da história da Igreja, em quem tanto se apoiam e se orgulham. Basicamente tudo consistia em buscar sofismas para justificar “intelectualmente” aberrações teológicas ou morais. Mas também não podemos condená-lo totalmente: essas declarações eram apenas um produto do seu meio, o fruto de sua época, e não o resultado de uma simples opinião pessoal. Não é Tomás de Aquino o culpado: é toda a Idade Média, que por sua vez não era em nada pior que a Antiguidade.

Esqueça todo o romantismo que você se acostumou a ver nos filmes: a realidade da época era bem diferente de tudo o que você imagina, e se assemelha muito mais à realidade brutal do mundo islâmico moderno do que ao conto de fadas do príncipe encantado. Não fosse pelas reformas estruturais que abateram a Cristandade ocidental (entre elas a principal, a Reforma Protestante), e o Ocidente cristão estaria até hoje tratando as mulheres da mesma forma que o mundo muçulmano, que não passou por reforma nenhuma e continua sendo hoje a mesma coisa que era antes.

Eu não tenho dúvidas de que ainda há discriminação contra as mulheres em pleno século XXI e pessoas de mentalidade machista e misógina igual aos antigos, mas nada que se compare ao status quo de qualquer outra época. Sem a menor sombra de dúvida, o século XXI é a melhor de todas as épocas para uma mulher viver, considerando o período de que temos registro. Essa é uma das minhas implicâncias com aquele tipo de gente que nunca estudou história e por isso tem uma visão romantizada do passado: ele não foi nada do que você pensa que foi. O mundo moderno pode ser condenável sob inúmeros aspectos, sim, mas ainda é incomparavelmente superior às eras passadas.

Quanto mais história eu estudo, menos consigo entender esse ódio tão popular ao mundo moderno, em sua maior parte por gente que não suportaria viver uma semana se fosse transportada em uma máquina do tempo para os “bons tempos” que imagina, mas que não faz a menor ideia de como realmente eram. Se você quer um aperitivo, não deixe de ler meu artigo sobre “O mundo era melhor antes?”. Você vai ter uma surpresa, maior do que eu tive ao ler a Suma Teológica.

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[1] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Secunda Secundae. Questão 26, Art. 10.

[2] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Prima Pars. Questão 92, Art. 1.

[3] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Prima Pars. Questão 92, Art. 1.

[4] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Prima Pars. Questão 99, Art. 2.

[5] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Prima Pars. Questão 92, Art. 1.

[6] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Secunda Secundae. Questão 70, Art. 3.

[7] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Secunda Secundae. Questão 177, Art. 2.

[8] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Secunda Secundae. Questão 164, Art. 2.

[9] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Tertia Pars. Questão 31, Art. 4.

[10] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Tertia Pars. Questão 31, Art. 4.

[11] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Tertia Pars. Questão 32, Art. 4.

[12] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 81, Art. 3.

[13] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Prima Pars. Questão 99, Art. 2.

[14] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Prima Pars. Questão 102, Art. 4.

[15] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Secunda Secundae. Questão 163, Art. 4.

[16] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Prima Pars. Questão 92, Art. 1.

[17] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 81, Art. 3.

[18] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Prima Pars. Questão 99, Art. 2.

[19] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 19, Art. 3.

[20] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 49, Art. 1.

[21] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 58, Art. 5.

[22] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 60, Art. 1.

[23] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 62, Art. 2.

[24] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 62, Art. 4.

[25] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 62, Art. 4.

[26] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 64, Art. 1.

[27] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 64, Art. 5.

[28] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 65, Art. 1.

[29] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 66, Art. 3.

[30] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 52, Art. 4.

[31] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Pars Prima Secundae. Questão 102, Art. 3.

[32] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 52, Art. 1.

[33] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Secunda Secundae. Questão 151, Art. 7.

[34] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Suplemento. Questão 60, Art. 2.


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132 comentários:

  1. Por favor o Eatado islâmico e o Hamas você conhece a história deles?É verdade que a esquerda os apóia?mas o ISIS não conservadores?a esquerda é liberal e pro pautas progressistas como pode ser unir a um estado islâmico violento e misoginia sendo a esquerda progressista e inclusive feminista?Desculpas pelo tamanho e que Jesus Cristo te abençoe pela inteligência que ele te deu.

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    1. A esquerda em si não apoia (ao menos não expressamente), mas a extrema-esquerda sim. Há poucos anos li um artigo do PCO, escrito pelo Rui Costa Pimenta (aquele que sempre perde todas as eleições porque ninguém sabe quem é), onde ele prega abertamente a defesa do terrorismo islâmico como uma forma de derrotar os burgueses, os capitalistas, os sionistas e etc. Qualquer coisa é válida para eles, desde que tenha por fim destruir o sistema. É como diz o velho ditado: "o inimigo do meu inimigo é meu amigo". Mas isso não é dito senão por esquerdistas mais extremistas, você não vai ver esquerdistas sustentando isso no geral.

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    2. Mas o Senhor não falou no artigo sobre os imigrantes e os jihardistas que o PT os apoiava

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    3. Verdade, teve essa ocasião aí mesmo, mas parece que foi algum estagiário que deu aquela resposta, porque depois a página disse que foi um engano (aparentemente o estagiário não sabia o que era jihadismo e pensou que jihadistas era o mesmo dado a um povo, como "iraquianos", "palestinos" e etc).

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    4. 0bs: Agendas anti-cristãs as vezes se apoiam, não por todas suas características internas (como fica demonstrado a incoerência, contraditoriedade e hipocrisia), mas sim pelo objetivo final. [negar a Bíblia, negar valores eternos, ou até negar a Deus]
      0bs2: Nem todo muçulmano (campo da religião) ou esquerdista (campo da política) são abertamente anticristãos. Mas com certeza muitos seriam facilmente manobrados, enganados, à medida que o tempo se aproxima e se afunila a história. [em nome dum relativismo, ou de suas próprias ideologias]

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  2. Falando em Wikipedia sobre as religiões dos presidentes dos EUA ela falou que Barock Obama era muçulmano

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    1. Ele se diz "protestante", mas seu sobrenome é árabe (Barack Hussein Obama) e eu não duvido que ele seja de fato um muçulmano mesmo (ou um ateu, ou coisa do tipo), mas ninguém que se dissesse abertamente muçulmano ou ateu conseguiria virar presidente dos EUA, já que para isso é necessário o apoio da maioria dos estados da federação, entre eles muitos que são bastante cristãos. Ou seja, qualquer um que queira ser presidente americano se dirá "protestante", sendo protestante mesmo ou não.

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  3. Sobre a divisão dos Estados Unidos em norte e sul.Guerra civil.Me ajude

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    1. O norte era industrializado e contra a escravidão, o sul era fundamentalmente agrário e dependia da escravidão; o presidente eleito (Abraham Lincoln) quis a abolição da escravidão no país como um todo e levar adiante um projeto de industrialização que desagradava o interesse das oligarquias sulistas, que então foram à guerra pela separação. O norte venceu a guerra, a escravidão acabou e todo o país trilhou o curso do desenvolvimento, apesar de até hoje ainda haver certo revanchismo no sul e resquícios separatistas.

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    2. O movimento "O Sul é Meu País", no Brasil, tem algo alguma relação com essa guerra? Você é a favor de secessão?

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    3. Não tem a ver, porque este é um movimento sulista brasileiro motivado por razões totalmente diferentes do movimento sulista americano do século XVIII. Basicamente os sulistas pagam muitos impostos à União, e em troca recebem poucos investimentos aqui, enquanto outras regiões como o Nordeste são favorecidas. É como se eu entregasse cem reais a alguém que promete fazer alguma coisa por mim com esse dinheiro, mas este alguém preferisse usar esse dinheiro para comprar uma coisa a outra pessoa e não a mim. Ou seja, é um separatismo por razões essencialmente tributárias, que pode inclusive ser resolvido com uma Reforma Tributária em vez de pelo separatismo. A minha opinião sobre secessão é em favor da autodeterminação dos povos, então se por um consenso razoável algum povo prefere se separar de um todo maior para ter mais autonomia, eles devem ser ouvidos. Mas é claro que essa é uma solução radical, que só deveria ser tomada após todas as outras falharem miseravelmente, e antes disso todo esforço e diálogo deve ser feito buscando evitar a ruptura de um modo que ninguém saia prejudicado.

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    4. Lucas se o nordeste é tão favorecido assim pelos impostos da União porque é a pior região do Brasil pra se viver, com miséria, fome e um povo que vive em condições precarias?

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    5. Porque votam sempre no PT e na esquerda e se orgulham disso.

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    6. Lucas, aqui no Ceará o governo é PT mas as políticas públicas tem se caracterizado por melhorias na educação, superávit nas contas públicas, relativa estabilidade política. O bicho pega mesmo é na segurança pública e na saúde, apesar dos esforços e dos investimentos.

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    7. Na verdade essa questão da educação está cheia de fraudes, recomendo a reportagem presente a partir do minuto 5 deste vídeo, que particularmente me angustiou muito:

      https://www.youtube.com/watch?v=KU_1Lqj-iCU

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  4. O iluminismo criou a teilógica liberal e a confusão filosoficasa?

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    1. Mais ou menos isso, embora seja um tanto simplista. Quem fala em "confusão filosófica" parte do pressuposto de que a filosofia medieval era o melhor dos mundos, quando estava bem longe disso, e embora a teologia liberal esteja realmente atrelada ao iluminismo, haviam autores mais antigos que defendiam alguns de seus princípios antes disso.

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    2. Confusa filósofica é relativismo.ativismo gay.feminismo.libertação moral e secularismo

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    3. Eu concordo que essas coisas pelo que conhecemos provém do iluminismo, mas faria a ressalva de que embora elas sejam condenáveis de uma forma geral, o que havia antes delas (no período medieval ressaltado aqui) era muito pior. Por exemplo: não havia feminismo, mas havia misoginia institucionalizada (o que é muito pior). Não havia secularismo, mas havia um Estado teocrático executando na fogueira quem não se submetesse à religião oficial (o que é muito pior). Não havia "libertação moral", mas havia uma repressão tão forte à atividade sexual (mesmo entre marido e mulher) que a consequência disso era um aumento de estupros e prostituição em relação a hoje. E assim por diante. O mundo moderno tem seus exageros, mas ainda assim supera o status quo antigo.

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  5. O que é maçonaria quem criou e qual época.E os illumitates existr

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    1. Realmente eu não sei nada sobre isso, creio que sobre esses temas haja pessoas mais qualificadas aqui para responder com mais precisão do que eu.

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  6. Foi um ótimo artigo. Só discordo da parte do "Mas também não podemos condená-lo totalmente: essas declarações eram apenas um produto do seu meio"

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  7. Em alguns foruns que frequento, vejo nós paulistas virarmos alvo de zombaria por nosso suposto amor ao "progresso e a modernidade"... o que supostamente nos torna mais "fracos" e "desprovidos de raízes" do que os brasileiros dos demais estados, que supostamente seriam mais "apegados as tradições" e amantes dos seus supostos "passados gloriosos".

    Mas ai eu, paulista quatrocentão que sou, fico intrigado: se São Paulo é supostamente ruim por ser mais "moderno", por que raios milhares de brasileiros de outros estados migram para esse supostos "inferno progressista e sem identidade"? Por que eles não vivem felizes em seus estados mais "tradicionais e puros", da mesma forma como viviam seus antepassados, sem esse maldito capitalismo "anti-hibérico e anti-católico"?

    E mais: se nós paulistas somos uma gente sem "passado" e sem "identidade", como explicar a enorme extensão territorial que o Brasil tem atualmente, adquirido no período colonial pelos esforços dos bandeirantes e tropeiros - que eram paulistas? Ou como explicar a existência da cultura caipira - de origem paulista - em lugares tão distantes do Brasil?

    Ah, o Brasil é um país de mistérios... Só eu tenho a impressão que os locais mais socialmente problemáticos do país são os que foram colonizados exclusivamente por Portugal? Peguei dois mapas, um que mostrava os municípios divididos por IDH, e outro que mostrava as antigas rotas dos bandeirantes paulistas. A correlação entre eles é surpreendentemente bizarra. Em um forum de arquitetura, um usuário contentou que isso acontece pelo fato dos bandeirantes terem sido inimigos ferozes dos jesuítas. Onde a "cultura jesuíta" se instala, surge uma mentalidade "anti-progresso" e "invejosa", por assim dizer. Onde não teve bandeirante, a cultura jesuíta se impregnou no inconsciente coletivo da população local, gerando locais hostis ao capitalismo. É uma teoria que para mim parece fazer sentido...

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    1. Seu comentário foi bem pertinente, me lembrou muito esses "anti-americanistas" que detestam os Estados Unidos mortalmente, mas não perdem a oportunidade de ir morar lá (seja legalmente ou ilegalmente mesmo, qualquer coisa é melhor do que onde vive). Se parar pra pensar, todos os lugares mais criticados são os mais desenvolvidos, o que me faz acreditar fortemente que as pessoas são movidas exclusivamente pela inveja, até mais do que pela ignorância e burrice. Elas detestam o que há de melhor e adoram o que há de mais atrasado, porque isso faz se sentirem melhor como atrasados que são, massageia o ego e cria uma sensação abstrata de grandeza imaginária.

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  8. Embora eu ache a contribuição tomista para a civilização altamente nociva, num ponto de vista dooyeweerdiano, eu considero essa argumentação que você apresentou muito perigosa.
    Atacar a Cristandade como se estivesse atacando a "Igreja católica" é comprar corda para se enforcar. Nenhum reformador acreditava que a Igreja verdadeira desapareceu na Idade Média e retornou com a Reforma, nenhum deles era iluminista "anti-medievalista". Lutero, por exemplo, apesar de se referir a Tomás como "a estrela que caiu do céu", admirava a vida cristã dele, até porque as falhas morais de Lutero também não eram poucas. Norman Geisler é evangélico e tomista.
    Essa mentalidade restauracionista "anti-tradição" que os católicos tanto acusam os protestantes (em parte com razão) só ganhou força com o segundo grande avivamento nos EUA, mentalidade que eu considero um grande orgulho e presunção. A Igreja vem se edificando pedra por pedra por séculos de testemunhos, debates e concílios. Os erros da Igreja Ocidental medieval (me refiro ao corpo, não ao alto clero) deviam ser motivos de vergonha e aprendizado para tanto para romanistas quanto protestantes, não motivo de vanglória; porque nós, pela Graça de Deus, reformamos parte da Igreja, não a "restauramos", como se todo mundo desde Constantino (só citando um senso comum típico) pra frente tivesse sido pseudocristão.

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    1. Ninguém aqui está discutindo isso que você colocou, eu não disse que a Igreja cristã “desapareceu” na Idade Média, nunca disse que deixou de existir com Constantino, nem exaltei o iluminismo, nem disse que absolutamente tudo da Igreja Católica medieval é ruim (embora a grande maioria o seja). Isso tudo que você atacou são espantalhos, talvez por isso nem mesmo tenha abordado a questão da misoginia, que é o assunto do artigo. Considero extremamente estúpido esse reducionismo simplista que reduz toda a discussão a uma dicotomia entre “iluminismo” ou “medievalismo”, como se alguém fosse obrigado a ser medievalista para ser anti-iluminista (ou vice-versa). Isso é mais um fruto do raciocínio binário que é um câncer na mentalidade popular moderna. Eu vejo algumas qualidades em ambos, mas de forma geral eu repudio os dois, não é porque eu rejeito o iluminismo que devo virar um fã da Idade Média, ainda mais quando eu não vejo muitas qualidades neste período (da mesma forma que não vejo muita coisa boa no iluminismo). Essa é uma falsa dicotomia que os apologistas católicos ardilosamente impõem como uma tática de pressão para fazer as pessoas simpatizarem com a Idade Média, a fim de não serem taxadas de “iluministas”. Infelizmente você é um dos muitos que mordeu a isca.

      Ademais, esses “séculos de testemunhos, debates e concílios” medievais que você faz alusão foram JUSTAMENTE aquilo que desviou a Igreja de suas raízes. Concílio após concílio, século após século, “debates” após “debates”, foram levando a Igreja a uma condição cada vez mais deplorável, como um paciente terminal cujo tumor se alastra cada vez mais. Possivelmente, se não fosse pela Reforma Protestante estaríamos até hoje comprando indulgências para a salvação, além de relíquias da cruz de Cristo e do leite das mamas da virgem Maria, assassinando divergentes religiosos na fogueira dos autos-da-fé, realizando cruzadas para tomar a “Terra Santa” às custas do sangue de mulheres e crianças, praticando massacres sistemáticos contra os judeus por terem rejeitado a Cristo há milhares de anos, e resolvendo problemas como a Peste Negra na base da superstição e bodes expiatórios.

      Da onde você acha que surgiram todas as falsas doutrinas de Roma? Purgatório, invocação dos mortos, culto aos defuntos, idolatria, imaculada conceição, papado, transubstanciação, salvação pelas obras, etc? Todas elas surgiram, ou pelo menos foram consolidadas e fortalecidas, exatamente nestes “séculos de testemunhos, debates e concílios” medievais que você tanto exalta. Do jeito que você fala parece que nem mesmo precisava de “reforma”. Precisou apenas porque esses séculos que o precederam levaram a teologia e a moral tão a fundo que algo urgente e radical era necessário. É verdade que nem tudo estava errado e precisou ser reformado, mas a maior parte sim. Chega a ser deplorável você insinuar que os erros da Igreja Ocidental eram “no corpo, não no alto clero”, quando era justamente do alto clero que partia essas distorções e que estava mais corrompido. Erasmo dizia que os monastérios de seu tempo eram piores que os prostíbulos. Houveram papas cuja monstruosidade e imoralidade superava largamente a de qualquer cidadão comum. De minha parte eu não posso lhe recomendar outra coisa a não ser mais livros e menos youtube.

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    2. Concílio após concílio, século após século, “debates” após “debates”, foram levando a Igreja a uma condição cada vez mais deplorável"

      Mas nos Protestantes aceitamos a Patrística e os 4 primeiros concílios eumeníticos.

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    3. Não sei o que você quer dizer por "eumeníticos", mas eu estava falando dos concílios medievais e não de todos os concílios da história da Igreja. Além disso não é verdade que todos os protestantes aceitam os primeiros quatro concílios, há coisas ali que muitos protestantes não creem. Nossa regra de fé é a Bíblia, os concílios são levados em consideração somente na medida em que concordam com a Escritura, não se trata de "aceitar" ou "rejeitar" integralmente qualquer concílio, se trata de receber as coisas certas e descartar as erradas. O fato é que quanto mais concílios foram ocorrendo mais e mais a doutrina e a moral foram sendo minadas, o que se acentuou depois do Cisma do Oriente, quando Roma passou a fazer concílios "ecumênicos" só dela.

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    4. O alto clero medieval era imoral e é claro que a população decaíra e se não fosse uma restauração não se chamaria reforma.A tradição,os concílios,debates, livros e bulas e opiniões tem que se baseadas nas escrituras sem elas são filosofia vazia me desculpe se fui Grosso não foi minha intenção fica com Deus e paz

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    5. Exatamente. "Filosofia vazia" (baseada em sofismas) era o que mais havia. Os trechos citados neste artigo são uma das muitas provas disso.

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    6. (acho que meu comentário não chegou)

      1st. Minha intenção não era refutar integralmente o texto, eu só decidi atacar um ponto que considero pertinente.

      2nd. Quando eu me referi à Igreja Ocidental medieval enquanto corpo, eu estava tentando fazer uma distinção entre a igreja e o alto clero justamente a fim de não querer passar pano na degenaração do alto clero (!), que nunca neguei.

      Claramente que a tradição deve ser aceita e descartada de acordo com a Sagrada Escritura, que é a única autoridade suprema; essa é exatamente a prática das igrejas tradicionais protestantes. O único problema é que o mesmo não ocorre nos ramos pentecostais e restauracionistas do protestantismo, maioria esmagadora no Brasil.
      Nos quatro primeiros concílios ecumênicos da Igreja Cristã, temos fórmulas trinitarianas e a união hipostática da Cristo, como também a redação do credo nicenoconstantinopolitano. Quem está habituado com meios pentecostais, aqui generalizando, sabe que a autoridade (NÃO suprema!) disso tudo não é a priori descartada por não ter base bíblica (até porque tem!), mas sim porque é "coisa de homem". O mesmo pode se aplicar a sínodos e confissões protestantes históricas.

      Não por menos as comunidades pentecostais são (com nobres importantes excessões) tomadas pelos caos doutrinário e são as mais vulneráveis a movimentos judaizantes, porque se tudo que a igreja vem produzindo após o período apostólico é "coisa de homem", resta apenas a tradição judaica a ser "sacralizada", por fazer parte do contexto bíblico.

      Portanto, recorrer à tradição é uma questão de maturidade espiritual. Aprender com a história e dos irmãos na fé que já morreram é edificante. Eu tenho uma otimista impressão que isto pode estar mudando. Muitos pentecostais já se reconhecem como inclusos dentro de uma tradição arminiana, por exemplo. Apesar da praxe ainda ser descartar o debate e a rotulação como "coisa de homem".

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    7. Eu agradeço o seu comentário, só não entendi o que ele tem a ver com o tema do artigo em si, ou da minha resposta anterior.

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    8. Tem a ver no sentido de que considero sua apologética pró-modernista desastrosa, não tenho adjetivo mais adequado. O problema do artigo está nas conclusões.
      Pelo que eu acompanho de conteúdo de rad trads católicos, fico indignado com as coisas que escrevem e também acho imbecil os sonhos românticos de zés cruzadinhas, me dá vontade de me opor a tudo. Mas "pirraça" nunca é produtivo.

      Explico o que quero dizer:

      "Quanto mais história eu estudo, menos consigo entender esse ódio tão popular ao mundo moderno"

      Hmm. Será porque o mundo moderno rejeitou o senhorio exclusivo de Cristo e a autoridade da Escritura? Será que isso é secundário? Ninguém se opõe ao mundo moderno pelo grau tecnológico (talvez apenas os anarcoprimitivistas...), mas enquanto projeto IDEOLÓGICO. O problema dos rad trads é que eles fazem constatações corretas (constatações que foram feitas por autores protestantes também), mas por motivos errados, basicamente por causa do sonho imperialista católico ultramontanista deles. O século XXI que você exaltou também considera as frases do apóstolo Paulo acerca da mulher machistas (e quem sabe no futuro, misóginas). Eu fico com a Escritura.

      Em vez de você expor os protestantes como os verdadeiros herdeiros da tradição cristã, enquanto os católicos romanos, seus deturpadores; você apresenta o protestantismo como a causa da modernidade (que é contra a fé cristã) e desdenha da tradição. Isso não só não persuade nenhum rad trad, como reforça a convicção deles!
      Como também não é verdade, Tomás foi um modernista foi um modernista do seu tempo, a domesticação de Aristóteles destruiu a cosmovisão do homem medieval, levando ao antropocentrismo da Renascença, que foi o primeiro passo da modernidade, antes mesmo da Reforma. Não sei se você já leu O Anticristo de Nietzche, nele ele desdenha Lutero como um reacionário, que salvou o cristianismo da sua extinção contra os valores modernos da Renascença.



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    9. “Hmm. Será porque o mundo moderno rejeitou o senhorio exclusivo de Cristo e a autoridade da Escritura? Será que isso é secundário?”

      E o que é “senhorio exclusivo de Cristo” pra você? Vamos voltar ao mundo da época que você defende (em contraste ao “modernismo”): judeus eram expulsos em massa de países católicos, eram massacrados em pogroms apenas e tão-somente por serem judeus, os “cismáticos” e “hereges” (ou seja, todo aquele que discordava de Roma) era forçado a abjurar suas crenças se quisesse continuar existindo e não ser queimado vivo (e mesmo se abjurasse poderia ter seus bens confiscados, receber centenas de açoites, apodrecer em uma cela suja esperando julgamento e padecer torturas «até a diminuição do membro e risco de morte»), a prostituição era infinitamente maior, a imoralidade do clero era infinitamente maior, os índios eram massacrados em genocídios sistemáticos, os “infiéis” eram atacados e orgulhava-se por matarem mulheres e crianças, a superstição era incomparavelmente maior (a ponto de literalmente acreditarem nos pedaços da cruz de Cristo e no leite das mamas da virgem Maria), a mortalidade infantil era monstruosa, a expectativa de vida era ridícula, as condições de higiene eram pífias, o nível de instrução era baixo e ruim, o analfabetismo era generalizado mesmo entre o clero, a ciência era obsoleta e primitiva, a nobreza era improdutiva e exploradora, as leis eram muito mais ímpias, a desigualdade era muito maior, a miséria era generalizada, a democracia não existia, a escravidão vigorava, a servidão («semi-escravidão») também, as mulheres eram oprimidas e tratadas de forma misógina tal como nos muitos exemplos do artigo (os quais você não comentou nem refutou), as guerras eram extraordinariamente mais comuns (mesmo entre povos cristãos lutando contra outros povos cristãos), e assim por diante – não vou continuar a lista aqui porque a intenção é responder um simples comentário e não escrever um livro.

      Mesmo assim, na sua visão fechada e limitada, tudo isso era compensado pela ilusão abstrata e utópica do “senhorio exclusivo de Cristo”, que NUNCA foi uma realidade no mundo da época. Havia sim uma ilusão de um “mundo cristão”, cidades com mais igrejas, muito mais discussões religiosas (e bem mais ávidas do que hoje), muito mais fanatismo, mas não um Cristianismo real em larga escala, com um potencial de transformar vidas, de penetrar no mundo e mudá-lo, que é o propósito do evangelho. Eu ousaria dizer que há mais cristãos de fato hoje do que na Idade Média, a despeito de todo o secularismo do mundo moderno. Porque isso que era chamado de “Cristianismo”, e esse mundo gerado por ele, era muito pior que o secularismo do século XXI. Eu vejo muito mais piedade cristã numa França moderna da nossa era do que no século XVI, e quem nega isso ou não estudou a França do século XVI ou é pior do que eu imaginava.

      Isso não significa aplaudir tudo do mundo moderno, eu mesmo mencionei isso no artigo, há muitos erros incontestáveis, alguns repugnantes, mas nada que se compare ao mundo de alguns séculos atrás (ou de muitos). Nosso propósito como cristãos não deveria ser se fechar a uma visão reacionária e retrógrada de mundo, de uma volta a supostos tempos áureos que jamais existiram senão na cabeça de quem assim imagina, mas sim de confrontar e corrigir os erros do mundo moderno para torná-lo mais próximo do ideal de mundo cristão (que nunca foi uma teocracia ou uma imposição unilateral e coercitiva da verdade). Não é uma “volta ao passado”, mas um olhar ao futuro, tendo a consciência de que a evolução das mentalidades ainda está longe de ter alcançado o seu ponto final e culminante. Enquanto você e os rad-trads querem a volta ao regresso (cada qual à sua maneira), eu quero o progresso da humanidade, que já avançou muito de séculos pra cá, mas que ainda tem muito a progredir.

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    10. Você parte do pressuposto de que eu quero que o medievo retorne, e ainda por cima num combo completo, quando eu falei que a tecnologia (e ciência e qualidade de vida inclusa) não é objeto de controvérsia.

      “Eu vejo muito mais piedade cristã numa França moderna da nossa era do que no século XVI, e quem nega isso ou não estudou a França do século XVI ou é pior do que eu imaginava.“

      A França quando huguenotes eram martizados pela Fé era menos piedosa do que a França que expusou Deus da vida pública e não acredita mais na existência do pecado? …

      O parâmetro de qualquer cristão nunca deve ser uma época histórica, e sim a sagrada Escuritura. Eu sempre reconheci a hipocrisia e a brutalidade reinante na idade média, como também eu conheço a graça comum de Deus na modernidade, e sou grato por ter nascido numa época com mais conforto.
      Mas o juízo de Deus não é raso. A julgar com seu raciocínio os fortes pecados cometidos por Davi, seria muito difícil entender como Deus o considerou o homem segundo seu coração.
      A modernidade é tão ou mais abominável que o medievo pela sua ingratidão, dureza de coração e pretensa independência de Deus.

      Você me acusa de ter uma visão fechada e limitada, como se eu já não tivesse pensado como você, e como se a maioria não pensasse assim. Muito pelo contrário, você que permanece no pietismo impregnado da igreja evangélica brasileira, que reduz a atuação de Deus no mundo de forma individualista e idealista.

      Aliás, essa torre de babel chamada “progresso” já foi derrubada com a segunda guerra mundial. Quando o homem moderno foi colocado em uma situação difícil, ele usou da sua ideologia para cometer as maiores barbaridades já vistas.

      Minha pretensão ao escrever isso continua sendo construtiva. Não estou num debate de egos, querendo refutar artigos e destruir pessoas.

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    11. Eu não sei se deveria continuar essa discussão já que dei dúzias de exemplos e não recebi qualquer resposta a respeito delas a não ser a repetição da mesma ladainha já refutada e de uma estranha argumentação em torno do nível de pecado, comparando ao rei Davi, que se arrependeu dos pecados que cometeu, diferentemente do mundo medieval que você defende em contraste ao mundo moderno. É como se os pecados do mundo moderno devessem ser levados em consideração de modo a desqualificá-lo completamente, mas os pecados das outras eras não, como se fossem todos “reis Davi”, puros de coração. Realmente não se tem como levar uma discussão adiante quando uma das partes trabalha com dados e fatos objetivos e a outra com subjetivismo e achismo.

      Vou comentar apenas essa parte do seu texto que resume todo o pensamento perverso que traduz tudo o que você defende:

      “A França quando huguenotes eram martirizados pela Fé era menos piedosa do que a França que expulsou Deus da vida pública e não acredita mais na existência do pecado?”

      Pois é: na sua visão, Deus deve estar mais orgulhoso de uma França que assassinava centenas de milhares de cristãos – e não apenas na Noite de São Bartolomeu, mas em incontáveis massacres sistemáticos –, que proibia a fé daqueles que não fossem católicos, que se orgulhava por exterminar fanaticamente mulheres e crianças indefesas dentro de um celeiro improvisado como igreja (e que foram celebrados em praça pública por esse massacre), e cujo papa de Roma conclamava todo o povo a celebrações oficiais pelo morticínio covarde da Noite de São Bartolomeu (cunhando medalhas comemorativas e tudo) do que uma França moderna onde a maioria das pessoas não vai à igreja e muitos não creem em Deus (até por conta de todo esse histórico deplorável), mas onde todos tem liberdade de culto, a fé de todos é respeitada e massacres não são ocorridos há muito tempo.

      Realmente você quer comparar uma coisa com a outra? Então nossa discussão termina aqui, eu não tenho nada a continuar discutindo com quem tem esse tipo de pensamento. Eu já expliquei em minha resposta anterior que esse tal “senhorio exclusivo de Cristo” que você diz NUNCA EXISTIU NO MUNDO REAL, nem quando os cristãos representavam mais de 50% da população mundial. Era uma ilusão, um engodo, um tipo de Cristianismo mais perverso que o secularismo atual, um tipo de “Cristianismo” e de “cristãos” que Deus vomitaria da sua boca. Vá ler o evangelho e depois me diga se Deus aceita todo tipo de cristão nominal, ou apenas aquele que faz a Sua vontade, que age com amor, tolerância e fé. Entre um agnóstico pacífico e um “cristão” facínora (que biblicamente falando nem cristão é), eu fico mil vezes do lado do agnóstico.

      Você deve se lembrar que Jesus condenou os pecados de Israel como ACIMA e MAIS GRAVES que os de Tiro e Sidom, porque Israel dizia com a boca que servia a Deus, mas os seus atos o negavam (enquanto Tiro e Sidom eram apenas incrédulos). Não me restam dúvidas de que da mesma forma Deus teria muito mais nojo de uma Cristandade que com a boca dizia servi-lo acima de tudo, mas que o demonstrava com assassinatos e crueldades sem fim, do que da modernidade marcada pela incredulidade em grande parte, mas que conserva uma minoria de cristãos piedosos e muito mais tolerantes que aqueles.

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    12. O mundo de antes podia ter mais de 50% de cristãos nominais, mas se tinha 1% de cristãos reais já era muito (eu não considero quem assassina ou aplaude o assassinato de pessoas inocentes como um “cristão verdadeiro”). O mundo atual tem 28% de cristãos, lógico que muitos desses também são apenas nominais, mas o tipo de Cristianismo que se pratica é muito mais tolerante e benevolente do que na época que você exalta. Mesmo em se tratando de catolicismo e de papado, não dá nem pra comparar o antigo e o moderno. Essa evolução na mentalidade só aconteceu porque a modernidade rompeu com o padrão antigo, e o quebrou como uma bomba – senão estaríamos até hoje comparecendo a autos-da-fé para ver pessoas sendo queimadas vivas enquanto consideramos isso um “ato de fé”, literalmente.

      Se é esse o tipo de “fé” que você exalta, eu só tenho apenas a vomitar. Toda essa suposta “cristandade piedosa pré-modernidade” que você imagina é delírio criado pela cabeça de gente que jamais estudou História, ou de gente cuja perversidade moral é tão grande quanto a daqueles que defende. Eu não estou aqui para defender a modernidade como se estivesse isenta de erros como você insiste em insinuar, mas também não sou néscio para fazer de conta que houve um tempo em que as coisas eram melhores.

      “Minha pretensão ao escrever isso continua sendo construtiva. Não estou num debate de egos, querendo refutar artigos e destruir pessoas”

      Pois não é o que parece. TODOS os seus comentários aqui em qualquer artigo são sempre e somente para criticar, para tentar “refutar” com argumentos rasos e com achismos subjetivos, que você insiste em repetir vez após vez mesmo sem lidar com a contra-argumentação que lhe é feita. Uma coisa é leitor que critica aqui ou ali mas que também sabe elogiar aqui ou ali, que também sabe acrescentar informações úteis aqui ou ali, que interage com outros comentários aqui ou ali, que pergunta alguma coisa aqui ou ali, que faz uma sugestão aqui ou ali, e assim por diante. Outra coisa é gente xarope cuja ÚNICA coisa que sabe fazer é criticar e criticar, como se tivesse uma obsessão quase doentia em refutar tudo aqui. Eu não te conheço e mesmo se conhecesse algum blog seu e discordasse de tudo ali eu não me prestaria a esse papel, com todo o respeito. Chega uma hora que cansa.

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  9. O que você achou do debate entre Tourinho e João Neto?

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    1. Achei que devo passar bem longe de fazer teologia na Cruzeiro do Sul.

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    2. Que debate foi esse? Eu pesquisei e não achei.

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    3. Foi esse aqui:

      https://www.facebook.com/francisco.tourinho.37/videos/vb.100018323829214/288027958484663/?type=2&video_source=user_video_tab

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    4. O Tourinho se saiu muito bem. Ganhou o debate.

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  10. Lucas, o que você acha da associação católica radical Montforf?

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    1. Olha, eu confesso que tenho até certo apreço por eles, obviamente não por qualquer razão doutrinária mas porque foi justamente o site que me levou à apologética. Eu via o Orlando Fedeli respondendo cartas, gostei da ideia e pensei: "Por que não criar o meu?". Por isso eu devo muito à Montfort, apesar de discordar de praticamente tudo o que eles dizem e fazem ali (eles são criticados até pelos próprios católicos, porque beiram o sedevacantismo).

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    2. "eu confesso que tenho até certo apreço por eles,"

      Estava ficando com medo de vc agora.

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  11. O livro as duas babilonias de Alexander Hislop é confiavel vejo varios apologistas catolicas falando mal e dizendo anti-historica isso é verdade?

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    1. Eu não li esse livro ainda, então não posso comentar.

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    2. Lucas voce poderia fazer um livro de ficção sobre os fins tipo deixados para tras mas mais biblico.E a parte dois do livro do falso profeta esse livro é massa👍

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    3. Estou sendo chato?Me desculpe é muitas perguntas e duvidas

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    4. "Lucas voce poderia fazer um livro de ficção sobre os fins tipo deixados para tras mas mais biblico.E a parte dois do livro do falso profeta esse livro é massa👍"

      Uma continuação ao "Enigma do Falso Profeta" eu já estou planejando há tempos, só não fiz ainda porque preciso terminar os livros da Reforma (os outros dois volumes). Mas fazer um livro sobre o fim dos tempos ao estilo "Deixados para Trás" eu acho que não seria capaz porque me falta criatividade para livros de ficção longos e elaborados, não é bem a minha praia (talvez no futuro).

      "Estou sendo chato? Me desculpe é muitas perguntas e duvidas"

      Sem problema nenhum, todo comentário respeitoso é sempre bem-vindo aqui.

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    5. “O livro as duas babilonias de Alexander Hislop é confiavel vejo varios apologistas catolicas falando mal e dizendo anti-historica isso é verdade?”

      É FANTÁSTICO!

      Leiam!

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  12. Existe algo muito estranho no presidente da frança voce ja percebeu

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    1. Ufa que bom que não é só eu.Ele tem algo estranho

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    2. Lucas, o que tem de estranho no presidente da França??

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    3. Ele quer fazer o que o Lucas já escreveu em um outro artigo sobre o fim dos tempos e a União Européia.

      "Dentro de pouco tempo (provavelmente bem antes que termine o século XXI) os Estados Unidos perderá a supremacia mundial para uma Europa unificada, que é a União Europeia atual em um formato futuro governado por um único homem com poder supremo (o anticristo, em um papel análogo ao que o César tinha na velha Roma) e com um único exército que imporá respeito e medo em todo o mundo, tal como o Império Romano em seu auge."
      Link: http://www.lucasbanzoli.com/2018/09/seria-uniao-europeia-o-novo-imperio.html

      O Macron disse que quer que a Europa tenha um exército independe para que possa se defender sem a ajuda do USA e talvez se defender até do próprio USA.
      Notícia: https://www.breitbart.com/europe/2018/11/06/macron-calls-real-european-army-protect-eu-us/

      Não estou querendo dizer que ele é o anticristo, mas também acho ele muito estranho.

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    4. Bem isso. Ele pode até não ser o próprio anticristo, mas está trabalhando para a mesma agenda que a dele.

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  13. ...Comente...

    https://www.mblnews.org/notas/saiba-quais-alteracoes-bolsonaro-podera-fazer-na-educacao/

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    1. Concordo com ele. Só não vale passar cola pros outros ;p

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  14. Lucas, as Testemunhas de Jeová serão salvas?

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    1. Eu não sou Deus pra saber quem será salvo e quem não será, por isso aqui eu apenas julgo doutrinas e não salvação pessoal desse ou daquele, mesmo porque eu não entendo que a salvação esteja inteiramente condicionada às doutrinas que segue, entendo que esteja muito mais condicionada à vida pessoal e moral (santidade, fé, oração, integridade de caráter, etc), sem descartar o aspecto doutrinário. Essa coisa de colocar o aspecto doutrinário acima de tudo como se só disso dependesse a nossa salvação é coisa de católico, eu não acho certo um protestante pensar por esse prisma (embora muitos pensem assim também). O que eu posso dizer é que as TJ tem muitos erros e que os testemunhos de ex-TJ deixam claro como aquilo é uma seita, mas se todos os TJ vão ser condenados ou não, isso aí não é comigo.

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    2. Mas e quanto ao fato delas não crerem que Jesus é Deus, isso poderia impedir que alguém fosse salvo lá dentro?

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    3. Não é bom ficar apontando dedos e falar quem vai e quem não vai ser salvo. É muito difícil para mim, por exemplo, pensar em um caso de uma pessoa psicopata; pois este tem tendência enorme para muitos pecados, mas este tem a incapacidade de sentir arrependimento, culpa, etc. Então, podem me perguntar, como Deus vai falar a essa pessoa ou julgar ela? Eu simplesmente não sei.

      Deus lhes ilumine!

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    4. "Mas e quanto ao fato delas não crerem que Jesus é Deus, isso poderia impedir que alguém fosse salvo lá dentro?"

      Pode atrapalhar sim, com certeza, mas eu não uso a palavra "impedir" nem pra muçulmano, quanto menos pra TJ. Como já disse, essa questão de salvação é muito complexa e pessoal, e eu não quero dar uma de Deus aqui.

      "Não é bom ficar apontando dedos e falar quem vai e quem não vai ser salvo..."

      É como eu penso. Por isso me restrinjo a abordar a questão doutrinária, que é o meu campo, e deixar a salvação pessoal de cada um nas mãos de Deus (ainda que eu creie ser bem mais possível que alguém seja salvo conhecendo a verdade do que estando no engano).

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  15. A primeira coisa em que pensei quando comecei a me afastar do catolicismo foi em poder amar os meus pais igualmente. De tudo que já li de Aquino sobre as mulheres, isso sempre foi o mais difícil de engolir. Acho engraçado ver as católicas tradicionalistas defendendo esse homem, por mais que me esforçasse nunca consegui gostar dele. Pior é ver o chato do Nougué dando voltas e voltas tentando mostras que o amado dele não era misógino.

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    1. Pois é. Eles fazem malabarismos e sofismas para tentar livrar a barra de Aquino de uma maneira revisionista tentando negar tudo o que ele disse, com o mesmo tipo de sofismas que o próprio Aquino usava para justificar o preconceito medieval à inúmeras classes marginalizadas na sociedade da época. É preciso ser extremamente desonesto para se prestar a um papel desses.

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  16. Lucas, o que você acha sobre a Reforma Agrária? A favor ou contra? Poderia explicar porque? Você acha que Bolsonaro poderia acabar de uma vez por todas com o Foro Privilegiado dos políticos após ele assumir?

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    1. Sou a favor de uma reforma agrária, mas desde que seja de uma forma justa, sem favoritismos e sem ser de uma forma radical (como ocorreu em países como Cuba e China). A reforma que defendo é no estilo que os Estados Unidos fez no século XIX, que foi bem positiva. O Foro Privilegiado é um problema mesmo porque protege os políticos de serem presos por corrupção (o Aécio, por exemplo, não vai ser julgado nunca se continuar se reelegendo), mas por outro lado tem seu aspecto positivo, pois protege o político de perseguições políticas por palavras ou atos (por exemplo, se não fosse pelo Foro, o Bolsonaro podia ter sido condenado por aquele episódio com a Maria do Rosário em um júri popular constituído por esquerdistas, e assim nem poderia ter concorrido à presidência). Então eu sou a favor de manter o Foro para casos assim, mas não para denúncias de corrupção. Se o Bolsonaro vai conseguir mudar alguma coisa, eu acho bem difícil, quase impossível, já que seria o mesmo de pedir que os políticos votassem contra eles mesmos, aumentando sua possibilidade de serem presos. É o mesmo que esperar que o Congresso aprove uma redução de salários dos deputados - não vai acontecer nunca.

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  17. Olá, você já ouviu falar dos escândalos de adultério envolvendo o pastor norte-americano Martin Luther King? Vc acha que isso transforma ele num falso cristão hipócrita e joga por terra o legado dele, ou apenas mostra que ele era um humano falho como todos nós?

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    1. Eu já ouvi falar, mas que eu saiba não foram provados, são apenas acusações. Mesmo que seja verdade, só provaria que ele era um homem com fraquezas carnais como qualquer outro, que pode ter se arrependido disso se realmente cometeu esses atos. Vale ressaltar que ele era extremamente perseguido na época (por isso mesmo acabou assassinado), então era de se esperar que tentassem manchar sua reputação desse jeito, com acusações falsas que o desmoralizassem publicamente (veja no artigo abaixo):

      https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/04/internacional/1509764588_682722.html

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  18. Lucas você diz que a América do Sul é muita católica e pobre mas existe um país colonizado por inglêses e anglicano é a guiana(República da Guiana antiga guiana inglesa).Só quis dizer pois estou estudando isso.Ela também tem indianos hindú.Mas é anglicana em sua maioria

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    1. Os protestantes representam menos de um terço da população da Guiana (anglicanos são 5,2%, portanto estão longe de serem a maioria).

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    2. Guiana.NÃO é a francesa mas a indepente

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    3. Desculpa é protestant(Não necessariamente a angllicana)

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    4. Guiana cristianismo 51% (protestantes 22%, católicos 11%, anglicanos 9%), hinduísmo 33%, islamismo 8%, outras 8% (2011).

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    5. Exato, foi esse dado que eu citei quando disse que menos de um terço era protestante (22+9=31%, que é menos de 33%, que é um terço).

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  19. O sincretismo religioso empobre espirituamente e leva a perdição.Esse sincretismo brasileiro tem levado nosso país ao abismo

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  20. Avalie:

    Presidente do Inep precisa vir a público explicar a prova do Enem

    https://www.youtube.com/watch?v=7Z12OTgtXGw

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  21. Avalie: https://esquerdaonline.com.br/2018/09/25/pode-o-fascismo-ser-neoliberal-um-precedente-do-integralismo-brasileiro/

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    1. Só na cabeça desses doentes é que o integralismo era "neoliberal". Eles chamam de "neoliberal" qualquer coisa que não seja da extrema-esquerda, até o FHC eles chamam de "neoliberal". Qualquer cidadão com mais de dois neurônios que tenha estudado minimamente sobre o integralismo sabe que eles eram nacionalistas ferrenhos e antiliberais (um exemplo é o próprio Enéas, citado de passagem no artigo, que odiava o liberalismo mais do que qualquer outra coisa). A direita brasileira só foi se tornar liberal há pouquíssimo tempo; ao longo de toda a história o que conhecemos por "direita" era um conservadorismo moral aliado a um nacionalismo econômico (por isso mesmo o Brasil nunca andou pra frente, nem mesmo quando direitistas assumiram o governo).

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    2. A antiga UDN de Carlos Lacerda não era liberal?

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    3. Quais direitistas já assumiram o poder?

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    4. "A antiga UDN de Carlos Lacerda não era liberal?"

      Ela nunca assumiu a presidência.

      "Quais direitistas já assumiram o poder?"

      Direitista liberal na economia e conservador nos costumes, eu não me lembro de nenhum. Mas direitista apenas no sentido de ser conservador nos costumes (embora nacionalista na economia), teve vários, inclusive todos os militares.

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    5. Os militares eram reacionários, é diferente

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  22. Lucas o que voce acha dessa tradução está certo? estou am pânico

    Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e a autoridade está sobre os seus ombros, e o maravilhoso conselheiro, o poderoso Deus, o eterno Pai, chamou seu nome de o príncipe da paz Isaías 9:6

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    1. é uma tradução ora

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    2. Não me diga, sério mesmo? Quero saber qual a versão é essa, de qual Bíblia, mas pelo jeito nem você sabe.

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  23. Moro na Bahia aqui é bom e as pessoas simpaticas mas o sincretismo religiosa no Pelourinho é muito escuridão espiritual você falou nela no cristianismo ou paganismo no seu site apologia cristã

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  24. João Goulart foi um bom presidente? Caso não tivesse sido deposto pelos militares você acredita que ele teria feito um bom governo?

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    1. Não foi um bom presidente, embora não merecesse ter sido tirado do cargo daquele jeito por uma falsa acusação de ser "comunista".

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    2. Então ele não era comunista? Por que dizem que ele era comunista?

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    3. Disseram isso como um pretexto para o golpe. O próprio Goulart jamais se declarou comunista, não era de um partido comunista e não estava implementando e nem arquitetando nenhuma revolução comunista. O que ocorre é que na época havia uma paranoia anticomunista do tipo que vê comunista em tudo (embora um tanto compreensível, já que Cuba havia há poucos anos passado por uma revolução comunista e aqui tentaram fazer o mesmo sem sucesso com a Intentona Comunista), e Goulart acabou sendo vítima dessa paranoia toda. No vídeo abaixo (uma relíquia) você vê o próprio Juscelino Kubitschek defendendo João Goulart e atestando como ele não era comunista coisa nenhuma:

      https://www.youtube.com/watch?v=NRrFul1KUAs

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  25. OH BONZOLAO, queria que vc analisasse esse Texto aki:

    "O governo israelense admitiu, em 2013, que castrava a força os judeus negros ( Ethiopian Jews ) através de injeções médicas, fonte: ( https://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/israel-gave-birth-control-to-ethiopian-jews-without-their-consent-8468800.html )

    Vocês direitistas e/ou cristãos amantes da miscigenação, diversidade, que são anti-racismo, anti-nazismo e amam Israel, vocês deveriam parar um pouco para analisar o motivo pelo quão amam tanto o Estado Supremacista Racial de Israel.

    Pensem um pouco também sobre o criador do comunismo ( judeu Karl Marx ), os fundadores da URSS ( judeus Lenin e Trotsky ), por meio da URSS os judeus assassinaram mais de 20 milhões de russos e ucranianos desde a Revolução até o Holodomor e os campos de concentração gulags cujo 75% deles eram administrados por judeus ( o único não judeu a administrar os gulags durou pouquíssimo tempo no cargo ).

    Veja que povo, até hoje, promove o socialismo e globalismo ao redor do mundo, como o judeu George Soros, se pergunte pq Israel financia a ONG israelense IsraAid que ajuda muçulmanos a entrarem na Europa ao passo que eles mesmos nunca aceitaram nenhum."

    Essas informações são verdadeiras?

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    1. Isso aí é apenas discurso neo-nazista antissionista baseado em teorias de conspiração e delírios antissemitas. Como não existe qualquer massacre praticado por judeus, eles precisam dizer que os judeus "assassinaram mais de 20 milhões de russos" POR MEIO DA URSS (como se a União Soviética fosse um Estado judeu, quando na verdade era um Estado ateu). Dizer que os israelenses "nunca aceitaram nenhum muçulmano" em seu país é uma patifaria total, mais de 10% dos cidadãos israelenses são árabes muçulmanos. Compare isso com o índice de judeus em países árabes, se um judeu pisa os pés lá é fuzilado sem dar tempo de dizer uma palavra.

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    2. Primeiro Mussolini ser judeu não significa que todos eles são errados.Hitler era alemão nem por isso o povo alemão meresse fica sem estado.Existe vários judeus bons como Albert Einstein e o maior de todos eles Jesus Cristo

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    3. O Estado de Israel possui em torno de 6.9 milhões de habitantes.

      A característica mais notável da população de Israel é sua alta diversidade. Apesar da principal divisão dos habitantes do País em Judeus (80%) e Árabes (20%),

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    4. Ser anti-racista e anti-nazi é um dever de cidadão e ainda mais cristão pois nos seguimos o exemplo de Cristo que nunca ensinou o ódio.Ainda mais um posição política assassina

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    5. Mas e sobre a politicas Racista do governo israelense de castrar a força os judeus Negros que vieram da Etiópia? Eu já tinha visto esta noticia em diversas Fontes SERIAS de noticia, e não em apenas em meia duzia de sites Neo-Nazis. Isso é verdade ou é apenas mais uma Fake News da Media Esquerdista?

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    6. Eu não pesquisei sobre isso a fundo, mas mesmo que seja verdade, é algo lamentável, mas ainda assim incomparável à Sharia ou a qualquer lei islâmica ou organização terrorista islâmica ou de radicalismo islâmico que combate Israel. Não tem nem como comparar uma coisa com a outra em termos de gravidade. Política de controle de natalidade é diferente de genocídio, mesmo quando feito de maneira escabrosa. Devemos lembrar que, com todos os seus defeitos, Israel continua sendo a única democracia do Oriente Médio.

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  26. Pode recomendar alguns bons livros sobre a Idade Média/Igreja Católica/Inquisição ?

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    1. Primeiro eu recomendo o meu livro mais recente sobre a Reforma, não apenas pelo livro em si mas pela bibliografia usada no mesmo:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/08/novo-livro-500-anos-de-reforma-como-o.html

      Sobre Inquisição eu tenho vários artigos que você pode conferir no índice de artigos sobre catolicismo, os quais fazem parte de um livro ainda inacabado:

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

      No final do artigo abaixo tem uma bibliografia especificamente sobre a Inquisição:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2017/08/breve-refutacao-cinco-taticas-dos.html

      Dos livros mais importantes, eu recomendaria estes:

      LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912.

      LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001.

      BIÉLER, André. A Força Oculta dos Protestantes. São Paulo: Cultura Cristã, 2017.

      Outras que são bem úteis, embora em menor grau que estes três, são:

      WALKER, Williston. História da Igreja Cristã: Volume II. São Paulo: Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, 1967.

      CAIRNS, Earle Edwin. O Cristianismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. 3ª ed. São Paulo: Vida Nova, 2008.

      PIJOAN, J. Historia del Mundo – Tomo Cuatro. Barcelona: Salvat Editores, 1933.

      OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998.

      NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1960.

      SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004.

      MELO, Saulo de. História da igreja e evangelismo brasileiro. Maringá: Orvalho, 2011.

      MOUSNIER, Roland. História Geral das Civilizações: Os Séculos XVI e XVII – Tomo IV, 1º Volume. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1960.

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  27. Lucas,não é anacronismo usar conceitos da direita e esquerda de agora e tentar fazer um revisionismo de um determinado sistema politico,como o nazismo (não estou falando no sentido ruim,senso comum de revisionismo) ?

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    1. Revisionismo é alterar a história estabelecida (do conteúdo em si, não apenas de termos), isso que você colocou é apenas adequação, contextualização histórica, não revisionismo. Uma vez que os conceitos de direita e esquerda mudam conforme o tempo e o espaço, é natural que o que se entendia por "direita" em uma determinada época e lugar seja diferente do que se entende por "direita" hoje, e se isso não for explicado vai passar uma conotação muito errada (por exemplo, levando gente ingênua a acreditar que Hitler ou Mussolini eram liberais na economia).

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    2. Mas usar temos atuais de esquerda e direita para definir o nazismo é anacronismo ?

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    3. Esse é o único jeito de não definir como esquerda ou direita algo que já não faria mais sentido nenhum hoje.

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  28. Lucas Banzolão, eu quero ver um debate entre você e o Francisco Tourão sobre calvinismo x arminianismo. Vocês dois entendem bem do assunto. Você tem obra publicada sobre o tema, e ele também irá publicar a dele brevemente. Seria um duelo épico. Kkk

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    1. Não conheço esse tal Tourão aí, apenas o Little Bull.

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    2. Tourão e Little Bull são a mesma pessoa. Sei que você não gosta de matemática, mas vou fazer uma equação:

      Tourão = Little Bull

      Kkk

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    3. Eu sei que é o mesmo, eu tava de zoas.

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  29. Como você e Matheus Carrell estão? Estão brigados?

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    1. Você é do fã clube do Matheus? ;p

      PS: não tem briga nenhuma.

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    2. Não sou de nenhum fã clube. Não estou defendendo ele (e nem ninguém). Foi apenas uma pergunta.

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  30. Vou indicar o documentário Como Viveremos?, de Francis Schaeffer, que foi traduzido pela Escola Charles Spurgeon.

    Neste documentário Schaeffer nos leva a uma viagem pelas diferentes cosmovisões do homem desde Roma até o presente.
    É muito bom! Esse homem, sem dúvida, foi um maiores apologistas que já houve.

    Então, vou colar um pouquinho do que ele diz sobre Aquino:

    Schaeffer comenta que Aquino tinha uma visão incompleta da Queda do homem, ou seja, como o homem havia se revoltado contra Deus. Na visão de Aquino, a vontade humana era caída e corrupta, mas não o intelecto. E como resultado, gradualmente a filosofia começou a agir de uma maneira gradualmente independente e autônoma. Assim, os ensinamentos bíblicos e dos filósofos clássicos não-cristãos misturavam-se livremente. E um dos resultados disso foi: a Bíblia é realmente necessária, uma vez que a verdade poderia ser encontrada sem ela?
    Aquino abriu as comportas na ênfase em Aristóteles e nos particulares. Quando isso aconteceu, a filosofia gradualmente foi tornada livre de qualquer coisa que Deus já tenha dito e o homem começou a tomar lugar e a se colocar no centro. Cada vez mais a autoridade da igreja tomou precedência sobre os ensinamentos da Bíblia e, por seguinte, a salvação dependia mais dos merecimentos das pessoas do que somente dos méritos da obra de Cristo.
    Esse elemento humanista foi crescendo e o que a igreja decidia era tornado igual ao que a Bíblia decidia.


    Link da playlist:

    https://www.youtube.com/playlist?list=PLllLejb59ly2xsfkmyiMDe41CEepFiGVV

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  31. Anônimo do Avalie: eu parei de ler o artigo que você me passou na parte em que ele cita um link do Orkut como prova. O link era esse:

    http://www.orkut.com.br/Main…

    Não vale a pena nem comentar um troço desses, vai que é doença...

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    1. Eu tentei entrar no link mas não consegui.

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    2. Claro, porque a página não existe. E não existe HÁ QUATRO ANOS, desde que o Orkut deixou de existir. Ou seja, o cara literalmente me cita como "prova" um link que remete à página inicial de uma rede social que não existe mais há anos. Isso é pior do que aluno que coloca na bibliografia dos trabalhos da escola: "Google". É amadorismo total.

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  32. Oi mestre.
    Eu acho que um homem careca assim, com esse corte de cabelo, não deveria ser levado a sério...
    concorda?
    Mas me conta, e a igreja católica hoje, como vê a mulher?

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    1. "Eu acho que um homem careca assim, com esse corte de cabelo, não deveria ser levado a sério... concorda?"

      Haha, quem dera o cabelo fosse o único problema, nesse caso ele poderia colocar um aplique, ficaria bem show, bem "prafrentex"! As monjas iriam adorar!

      "Mas me conta, e a igreja católica hoje, como vê a mulher?"

      Que eu saiba eles não levam mais a sério esse tipo de pensamento, por isso você jamais verá o papa Francisco por exemplo dizer que o homem pode espancar a mulher, que devemos amar ao pai mais do que a mãe, que a mulher é um "macho degenerado" ou que está obrigada a copular com um leproso. Mas isso não significa que essa mentalidade tenha sido totalmente superada, porque até hoje existem tomistas que, acredite, defendem Tomás de Aquino em todas essas aberrações, porque odeiam o mundo moderno.

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  33. Olá Lucas.
    Sou da opinião que toda essa aberração foi motivada por filosofias pagãs que embriagou o cristianismo medieval esquecendo-se da Palavra de Deus.
    "Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus".

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