15 de junho de 2018

96 Um exemplo simples e prático da desonestidade e canalhice dos apologistas católicos



Eu já denunciei várias e várias vezes aqui a típica desonestidade da apologética católica, que aprendeu bem com os jesuítas a se apropriar da mentira como recurso para defender “a verdade” (ou seja, os delírios que ensinam contra o consenso unânime dos historiadores sérios e da Bíblia). Grande parte desses apologistas sabe que estão mentindo e sabe que são desonestos, mas não se envergonham disso, pois pensam que para “defender a Santa Igreja” vale qualquer coisa, até pacto com o pai da mentira. Alguns que não conhecem este blog acham que isso é exagero, mas quem já acompanha há mais tempo sabe que a capacidade de mentira vinda dessa gente é incomparável e inigualável.

Pois bem. Recentemente um dos blogs lixo mais populares entre os católicos militantes que nunca estudaram história e que já foi desmascarado neste artigo do meu blog antigo publicou o seguinte em sua página do Facebook:


O que eles não esperavam é que o Pedro Gaião, um protestante bastante esclarecido sobre história e um grande estudioso do tema (no que contrasta visivelmente com esses zumbis que jamais leram documento histórico algum na vida e que tudo o que sabem é repetir mitos disseminados em blogs católicos de fundo de quintal), estava ali para desmascarar a fraude, como lhe é de costume. Provou que existia de fato fonte histórica da época atestando a veracidade da citação e que, portanto, “O Catequista” estava mentindo, como sempre. Foi lá e refutou os “catequistas” mentirosos citando as fontes históricas requisitadas, entre elas este documento, que é de domínio público.

O que aconteceu, então? Os “catequistas” refutaram sua fonte? Não. Se desculparam pela mentira grosseira que contaram? Também não. Apagaram o post para não ficar mais feio? Nana-nina-não. Em vez disso, adivinhe: deletaram os posts do Gaião, o bloquearam por tê-los desmascarado, e mantiveram o post deles no ar, para fingir que ninguém os refutou e assim manter a pose diante de seus seguidores acéfalos, os quais nem suspeitam que estão sendo enganados por um grupo de desonestos e mentirosos sem caráter e nem dignidade. Mas para o azar deles, o Gaião já havia tirado prints antes disso, pois já conhecia o modus operandi dessa gente:



Ao longo desses nove anos de apologética eu já cometi alguns erros, mas sempre que fui informado desses erros eu editei o artigo retirando o erro, ou deletei e fiz um novo. Mas o que eu jamais faria seria bloquear quem me mostrou o erro, e pior ainda, manter o post no ar em tom de “desafio”, mesmo depois de já ter sido refutado. A partir do momento em que o camarada sabe que foi refutado e mesmo assim decide manter o post mentiroso no ar e bloquear quem desmascarou a fraude apagando os seus comentários, já mostra que não erram por ingenuidade ou descuido, mas por má-fé mesmo, por desonestidade pura. E é assim com TODOS os apologistas católicos, com raríssimas exceções.

Quando são desmascarados (e sempre são) inventam as desculpas mais esfarrapadas da face da terra que não convencem nem um louco do hospício (a do Macabesta a este artigo foi épica), e quando lhes falta criatividade de inventar escusas sem sentido, simplesmente deletam qualquer um que os refute e assim se mantém “irrefutáveis”. Uma prova de que não existe maior esgoto moral que a apologética católica brasileira é o próprio post do “catequista”, que respondeu assim ao comentário do moço que lhes perguntou sobre a morte (leia-se: ASSSASSINATO) de Huss:


Trocando em miúdos: Huss defendia que os crentes podiam se relacionar diretamente com Deus, então tinha que ser queimado até a morte mesmo. Essa gente é tão baixa, ralé, rasteira e imunda que sequer tem a mínima dignidade de admitir que a Igreja Romana errou, pelo menos neste caso em particular. Precisa sempre oferecer explicações e justificativas hilariantes que os tornam ainda mais imorais e que mostram que continuam os mesmos monstros de antes (só que sem poder político em mãos para continuar fazendo o mesmo que antes).

A continuação do texto segue mostrando o quão malandros são. Ao invés de dizer “sim, a Inquisição o condenou à fogueira”, preferem trocar o termo “Inquisição” por “um tribunal episcopal” (que é a mesma coisa, mas alguns desavisados que os seguem não vão saber), para manter uma boa imagem da Inquisição, que é o que eles precisam transmitir aos seus leitores néscios. E em seguida mostram o quão determinados estão em seguir mentindo e difamando os hussitas (os seguidores de Huss), dizendo que eles “causavam grandes transtornos sociais na Boêmia”. O que esses canalhas não dizem é que esses “transtornos sociais” ocorreram depois do assassinato covarde de Huss, que revoltou os boêmios, os quais foram perseguidos selvagemente da mesma forma que seu mestre. Sobre isso, aliás, eu já escrevi neste artigo.

Mas os boêmios não eram como os valdenses e outros grupos minoritários que aceitavam ser perseguidos, caçados e massacrados sem reagir. Seu forte e determinado espírito tcheco os levou à resistência, como fariam mais tarde na Guerra dos 30 Anos. Ou seja, o que os canalhas chamam de “grandes transtornos sociais” na verdade se refere ao fato deles pegarem em armas em legítima defesa para não serem massacrados covardemente como seu mestre foi. Para os “catequistas”, os hussitas deveriam aceitar o mesmo destino de Huss sem resistência, ou seja, a culpa não é do agressor, mas sim do agredido por ter tentado se defender. Isso seria como se um vagabundo entrasse na sua casa e tentasse matar você e sua família, você os defendesse, alguns objetos da casa fossem quebrados durante essa luta corporal e no final o culpado fosse você por ter oferecido resistência. É coisa de canalha, ou de gente pior que isso.

Como resultado da carnificina que os católicos geraram na Boêmia ao tentar exterminar os hussitas no século XV e na Guerra dos 30 Anos, milhões de boêmios foram assassinados covardemente (o que para o catequista doente é compensado pela “depredação de igrejas católicas”, então está tudo certo). A Boêmia contava mais de quatro milhões de habitantes no começo da guerra, e apenas 800 mil ao final dela[1].

Este verdadeiro genocídio que é muitas vezes ignorado ou pouco lembrado nas salas de aula é considerado até hoje um dos maiores crimes de guerra já cometidos, cuja proporção só consegue ser superada por regimes totalitários de muitos séculos mais tarde, quando passaram a existir armas de destruição em massa. E ainda tem a audácia de citar Joana d’Arc no final, a qual também foi queimada pelos católicos. Francamente, é preciso ter muito estômago para ler o que esse tipo de verme moral publica na internet, e mais ainda para perder tempo refutando tanto ódio, desinformação e, principalmente, desonestidade sem fim.

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Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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[1] GRIMBERG, Carl. História Universal 11: As lutas empreendidas nos séculos XVI-XVII. Estocolmo: Publicaciones Europa-America, 1940, p. 190.


96 comentários:

  1. Bravo! Bravo! Excelente trabalho, Lucas Banzoli.

    Continue desmascarando esses canalhas publicamente.

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  2. Lucas, sobre 2 livros seus: quando o livro sobre a Reforma estará finalmente pronto? E com relação ao Lenda Branca da Inquisição? Termina aquele livro, vai ser bênção...

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    1. O primeiro para o próximo mês, o segundo eu não faço ideia, mas não será tão demorado quanto o primeiro porque eu já tenho todas as citações recolhidas e agrupadas por ordem e só falta escrever mesmo, mas deve levar mais alguns meses, talvez 4 ou 5.

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  3. Lucas por que os escritores do novo testamento citavam a septuaginta ao invés da Bíblia hebraica? Alguns estudiosos dizem que a septuaginta tem muita paráfrase, não é uma tradução boa. Isso não é um problema?

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    1. Eles citavam a LXX quando faziam citações em grego a leitores gregos (era mais simples, rápido e fácil do que traduzir as citações, além do que a versão grega com certeza já era mais conhecida entre os seus receptores). Seria como se eu quisesse citar um texto bíblico a um inglês, e ao invés de pegar a Bíblia NVI (Nova Versão Internacional, em português) e traduzir o texto para o inglês, preferisse usar a NIV (New International Version, em inglês). Em relação a "não ser uma versão boa", mesmo que não seja em alguns textos, isso não significa que não possa ser citada. Nenhuma tradução é perfeita e mesmo assim quando citamos textos bíblicos citamos de traduções. Além disso os apóstolos e Pais da Igreja costumavam muitas vezes citar textos de cabeça (os quais por razões óbvias não saíam idênticos aos originais), e nem por isso achavam estar comprometendo os textos bíblicos, mesmo porque os seus leitores tinham acesso aos textos do AT e poderiam ir lá conferir como está. Eles não eram tão rigorosos ou fundamentalistas como muitos pensam hoje, se vivessem nos dias de hoje usariam sem problemas versões modernas e fariam menções delas em seus textos, exceto quando a tradução fosse desonesta a ponto de mudar o sentido do texto, e não apenas de mudar o texto no sentido de fazer uma tradução alternativa não-literal.

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  4. São uns canalhas esses católicos... eu não tenho nem palavras

    Alon

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  5. O catebosta escreveu uma tréplica, veja:
    http://ocatequista.com.br/catequese-sem-sono/crente-fail/item/18202-lutero-o-urubu-que-se-achava-o-cisne-da-suposta-profecia-de-huss

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    1. O Gaião disse que vai postar uma resposta no decorrer dessa semana, mas faço minhas considerações prévias:

      1) A única fonte que eles citam para dizer que aquele texto é uma “falsificação” é de um livro cujo autor nem é mencionado e onde a tal citação aparece em uma nota de rodapé com a opinião de um único autor. Então eles descaradamente pegam esse trecho e dizem que é a opinião dos “especialistas de Cambridge”, quando na verdade é só uma nota de rodapé com a opinião de um único autor aparentemente sem relevância e sem aprofundamento do argumento. O próprio documento em si apresenta diversos detalhes que atestam sua autenticidade, como por exemplo a menção a datas e a dados geográficos específicos e totalmente verdadeiros, com uma narrativa bem consistente e rica em detalhes que dificilmente seria fruto de falsificação. Isso mostra que eles saíram por aí no Google simplesmente tentando encontrar qualquer coisa que servisse para salvar a pele deles sem se preocupar minimamente em estudar o conteúdo em si. Isso tem um nome: DESESPERO.

      2) No post original que eu printei aqui, eles dizem que a profecia de Huss só surgiu SÉCULOS depois de sua época, e “pela boca de luteranos”. Mas neste novo artigo ele cita como autêntico um texto do próprio Lutero escrevendo sobre a profecia e mostrando que tinha conhecimento dela, o que já é uma auto-refutação.

      3) Na mesma época de Lutero, a profecia de Huss foi mencionada no funeral do Rev. Johann Bugenhagen, como se referindo ao cumprimento da profecia. Isso também atesta que a profecia já era bem conhecida em sua época e que não tinha nada de “invenção feita em 1930”, como eles chegam a afirmar, pitorescamente.

      4) O relato de Foxe no século XVI é totalmente condizente com o de Poggius, o que indica que o segundo era a fonte utilizada pelo primeiro, cuja meticulosidade e seriedade em seu trabalho na área está fora de questionamento. Ou seja, não há nenhuma chance de “falsificação” do século XX como eles dizem. Se houve uma “falsificação”, teria que ter sido pelo menos do início do século XVI, ou senão nem Foxe teria acesso a ela.

      5) O mais curioso talvez seja o fato deles darem credibilidade ao sonho que o eleitor da Saxônia teve na noite anterior às 95 teses, o que é um verdadeiro tiro no pé, já que a profecia menciona a mesma coisa atrelando Huss a Lutero:

      "The evening before October 31, 1517, the Elector Frederick of Saxony had a dream which was recorded by his brother, Duke John. The dream, in short, is about a monk who wrote on the church door of Wittenberg with a pen so large that it reached to Rome. The more those in authority tried to break the pen, the stronger it became. When asked how the pen got so strong, the monk replied "The pen belonged to an old goose of Bohemia, a hundred years old." The Elector was unsure exactly what the dream meant, but believed he had an interpretation which he thought may be accurate. The very morning he shared his dream, Martin Luther was posting his theses."

      http://lutheranpress.com/the-swan/

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    2. 6) Mesmo se a fonte citada pelo Gaião fosse mesmo uma falsificação e que ninguém conhecesse a profecia antes do século XX, nada disso muda a DESONESTIDADE COMPROVADA dos “catequistas”, que deletaram covardemente os comentários do Gaião e o bloquearam imediatamente ao refutá-los na sua página sem ter feito nada que não fosse mostrar justamente aquilo que eles pediam: as fontes. A verdade óbvia e patente aqui é que eles são um bando de covardes sem caráter que deletaram os comentários dele e de muitos outros protestantes que entraram ali postando conteúdos semelhantes, quando ainda não sabiam como refutar ou mesmo se existia alguma refutação. Então foram correndo pedir socorro ao tal do Rodrigo Figueiroa para salvar a pele deles com alguma desculpa esfarrapada, já que eles mesmos não sabiam como refutar NADA. E só fizeram isso depois da denúncia que eu fiz no meu blog, caso contrário teriam apenas deletado e bloqueado sem dar satisfação nenhuma. Ou seja, sendo verdadeiro ou falso o texto de Poggius, uma coisa não deixa de ser verdade: a covardia e desonestidade dos apologistas católicos (que é o foco e a ênfase deste artigo em questão).

      Eu não vou escrever um novo artigo a este respeito porque o Gaião já está escrevendo, mas quando ele terminar eu posto um link aqui, na caixa de comentários mesmo.

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    3. Eu gosto do "O Catequista"!É o meu site de comédia preferido!

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    4. Excelente comentário, Lucas Banzoli.

      Esse pessoal não tem nenhum compromisso com a verdade. Só querem mesmo é tentar denegrir o protestantismo. Somente isso. Muito triste isso... e eles ainda se autointitulam como cristãos.

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    5. "Eu gosto do "O Catequista"!É o meu site de comédia preferido!"

      É um dos meus preferidos também, bem mais divertido que Zorra Total.

      "Esse pessoal não tem nenhum compromisso com a verdade. Só querem mesmo é tentar denegrir o protestantismo. Somente isso. Muito triste isso... e eles ainda se autointitulam como cristãos"

      Verdade, inclusive um deles afirmou que quando vê um ateu debatendo com um protestante ele se junta ao ateu para atacar o protestante, afinal a única coisa que importa para eles é destruir o protestantismo e os protestantes a quem odeiam. Existem exceções é claro, mas entre os apologistas e militantes católicos, isso é tragicamente o que mais prevalece.

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    6. eles tem bem mais ódio pelos protestantes do que por ateus pois foram os protestantes que arruinaram o poder totalitário católico, e ai nos dias de hoje estes católicos migraram para a internet e criaram blogs de nenhuma relevância para se vingar dos protestantes malignos e mentirosos, já o ateísmo começou a ter mais relevância depois e não fez nada a não ser matar milhões de pessoas (milhões de católicos inclusive), ou seja, melhor se aliar aos ateus, comunistas (todos os países ocidentais que aderiram ao comunismo são católicos) e fascistas (vide Espanha) do que os protestantes, tudo pra esmagar a serpente protestante e proteger a Santa Igreja, Glória Maria e Salve Roma.

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    7. Exatamente. Por isso elogiam tanto a medida do Irã de proibir o protestantismo no país. Até com os muçulmanos eles preferem se aliar se for para "acabar com os protestantes". Querem transformar este país em um Irã católico. Deus que nos livre.

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    8. "Por isso elogiam tanto a medida do Irã de proibir o protestantismo no país." (Lucas Banzoli)

      Sério?! Que terrível. Você tem algum print desse tipo de comentário. Para que me sirva de prova do fanatismo e insanidade desses tridentinos caso alguém duvide.

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    9. Veja aqui:

      https://www.facebook.com/desenhistaquepensa/photos/a.380217545502125.1073741826.380181178839095/786861231504419/?type=3&theater&ifg=1

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  6. Um estudante de teologia16 de junho de 2018 15:22

    Já vi católicos argumentando que se há um Pai(Deus), deve haver uma mãe (Maria), que quem está em Cristo, também deve estar no seu corpo (Igreja católica apostólica Romana), já vi católicos falando que há santos porque Deus não entenderia as orações de todo mundo (precisava de ajudantes)....realmente, ta difícil kkk

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    1. Isso sem falar da comparação com Jesus sendo o sol (que não se pode olhar senão machuca os olhos) e Maria a lua (a quem devemos recorrer), com a marca registrada do padre Gargamel, digo, Paulo Ricardo...

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    2. Olá Lucas, o comentário do amigo e a sua resposta em alusão à insipiência católica faz lembrar as Palavras de Jesus diante de um amontoado de insensatez "Não é sem motivo que errais tanto, pois não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus!"
      Vivem passando vergonha por total desconhecimento da Palavra de Deus e teimosamente insistem na barca furada da tradição.

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    3. Quem é Gargamel?

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    4. "Vivem passando vergonha por total desconhecimento da Palavra de Deus e teimosamente insistem na barca furada da tradição"

      Bem colocado, é assim mesmo.

      "Quem é Gargamel?"

      Esse aqui:

      http://1.bp.blogspot.com/-bFpXsPSq7oc/VpUJYwI8WLI/AAAAAAAABfM/4mhtVSWBjog/s400/88.png

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    5. "Esse aqui"

      kkkk

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    6. Padre Paulo Ricardo Gargamel kkk

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  7. Só uma correção Banzoli, a guerra que ocorreu entre os seguidores de John Huss e a ICAR nao era a "Guerra do 30 Anos" mas sim "As Guerras Hussistas" que duraram apenas 15 anos. A Guerra dos 30 anos foi outro evento, completamente diferente, que ocorreu entre 1618 – 1648 envolvendo quase todos os Reinos Protestantes e Católicos da Europa. Fora, que os numero de Hussitas mortos não chegou a classe dos milhões, pois (infelizmente), eles eram uma minoria naquele pais. sendo que no auge da guerra eles contavam apenas com 50.000 combatentes enquanto Roma tinha mais de 100.000 soldados treinados.

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    1. Isso é verdade, mas no texto eu fiz questão de separar as duas coisas porque sabia que poderia confundir alguém, por isso disse:

      "...Seu forte e determinado espírito tcheco os levou à resistência, como fariam MAIS TARDE na Guerra dos 30 Anos"

      Talvez eu devesse ter acrescentado o "também" depois do "como", mas acho que o sentido natural do texto é o mesmo, de que os boêmios ofereceram resistência naquele episódio da mesma forma que ofereceram resistência na Guerra dos 30 Anos. E sim, eu "misturei" os dois eventos porque não são eventos isolados exceto pela cronologia pura, porque nos dois casos as circunstâncias eram semelhantes: a Igreja Romana que exigia a submissão incondicional do povo boêmio com sua própria fé protestante/hussita e que envia soldados para exterminá-los através da guerra uma vez que não consegue o que quer apenas pela via da ameaça. A estimativa dos mais de 3 milhões de mortos é uma somatória da guerra hussita com a dos 30 Anos, e a fonte está logo abaixo no artigo.

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  8. Estranho uma igreja que reivindica pra si a legitimidade da fé cristã precisar de fake news pra catequizar seus seguidores. Salvem (verbo) Roma!!!

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    1. Deve ser por isso que o Paulo Leitão diz tanto "Salve Roma", agora faz todo o sentido...

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  9. Anônimo do Avalie16 de junho de 2018 18:33

    No mais, que a força esteja com você. Continue desta forma.

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    1. Eu não entendi o "no mais", você postou algum comentário anterior a este? Porque não chegou nenhum outro aqui com o nome "Anônimo do Avalie", a não ser que tenha postado com outro nome.

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  10. Por que a apologética deles é mais expressiva e mesmo assim continuam perdendo fiéis?

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  11. Lucas, qual seu parecer sobre O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)? Qual seria sua reação caso fosse convidado a ser conselheiro?

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    1. Para ser sincero eu não conhecia este tal Conselho. Fui pesquisar agora que você me falou e vi que uma das igrejas que faz parte dele é uma tal de ICAR, então eu agradeceria o convite e diria um não.

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  12. Avalie:

    https://www.youtube.com/watch?v=c38nbEIdAfE

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    1. Existe charlatão que faz isso mesmo, mas isso está longe de explicar todos os casos.

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  13. Lucas, vi esse vídeo, e não entendi nada, esse aqui:
    https://youtu.be/TQfW8gh0vfM

    Oq você acha??
    Concorda?

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  14. Avalie:

    https://youtu.be/4sMcsK75j-c

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    1. Aqui tá dizendo: "Este vídeo foi removido pelo usuário".

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    2. Aqui tá dizendo: "Este vídeo foi removido pelo usuário". (2)

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  15. "Se um homem se encontrar com uma moça sem compromisso de casamento e a violentar, e eles forem descobertos,
    ele pagará ao pai da moça cinqüenta peças de prata. Terá que casar-se com a moça, pois a violentou. Jamais poderá divorciar-se dela."

    Deuteronômio 22:28-29

    A Bíblia autorizava casamento forçado (caso a mulher não quisesse se casar com o estuprador) após estupro???

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    1. Não se trata disso, eu comento a este respeito no meu livro sobre a escravidão, segue o trecho:

      No verso 25 é dito que o homem que estuprasse uma mulher tinha que morrer, e a mulher sairia livre. Mas o verso 28 fala de uma outra moça que teria sido “estuprada” e a punição era somente um pagamento em dinheiro. Como entender isso? A diferença é simples: no primeiro caso, é dito que a moça gritou pedindo socorro (v.27), o que significa que ela não consentiu no ato. Mas no segundo caso não é dito que ela gritou, o que significa que ela estava consentindo. Note que a punição varia entre um crime sem consentimento (estupro) e uma relação sexual consensual, ainda que considerada pecaminosa na época (uma vez que o sexo devia ser praticado entre pessoas casadas). Há um texto análogo a este tratando do mesmo assunto em Êxodo 22.16-17, que não fala de “tomar” a moça, mas de “seduzi-la”, o que mostra que Deuteronômio 22.28-29 não está falando em estupro, mas sim de um ato sexual consentido por uma moça que foi seduzida e levada ao mau caminho. O próprio texto de Deuteronômio 22.28 deixa isso implícito ao dizer que “eles foram apanhados” (em flagrante), e não que apenas o homem foi “apanhado” (o que implica que a mulher também estava sob peso de culpa no caso).

      Excluir
  16. Lucas, documento encontro sínodo pan amazônico que vai acontecer 2018

    "Indígenas viveram desde os primeiros contatos com os colonizadores fortes ameaças externas (cf. LS 143, DAp 90). Para enfrentá-las, os povos indígenas e comunidades amazônicas se organizaram e se organizam, lutam em defesa de suas vidas e culturas, seus territórios e direitos, da vida do universo e de toda a criação. Os mais vulneráveis são, sem dúvida, os “Povos Indígenas em Situação de Isolamento Voluntário”, que não têm instrumentos de diálogo e negociação com os atores externos que invadem seus territórios".

    Neste texto afirma colonização colonização ibero americana foi uma afronta ao povos indígenas continente latino americano

    "No entanto, segundo a afirmação do Papa Francisco em Puerto Maldonado: «A sua visão do mundo, a sua sabedoria, têm muito para ensinar a nós que não pertencemos à sua cultura"
    "A cultura dominante de consumo e de descarte converte o planeta num lixão. O Papa denuncia esse modelo de desenvolvimento anônimo, asfixiante, sem mãe, com sua obsessão pelo dinheiro"

    Nesta parte documento mostra que somos Nós os cristão temos aprender com povos indígenas
    Porque estes povos sabem viver em harmonia com natureza


    6. Espiritualidade e sabedoria
    Para os povos indígenas da Amazônia
    "povos indígenas, realmente, vivem no interior da casa que Deus mesmo criou e lhes deu como presente: a Terra. Suas diversas espiritualidades e crenças os motivam a viver uma comunhão com a terra, a água, as árvores, os animais, com o dia e a noite. Os anciãos sábios, segundo as diferentes culturas chamados pajé, curandeiro, mestre, wayanga ou xamã entre outros – promovem a harmonia das pessoas entre si e com o cosmo"

    "Hoje, a realidade específica da Amazônia e de sua sorte interpela cada pessoa de boa vontade sobre a identidade do cosmo, sua harmonia vital e seu futuro. Os Bispos da América Latina e do Caribe reconhecem «a natureza como herança"

    "Na história da salvação, Ele renova o propósito de “fazer uma aliança” entre o ser humano e a Terra, renovando através do dom da Torá a beleza"
    "celebração do Batismo nos convida a considerar a importância da “água” como fonte de vida e não só como instrumento ou recurso material. O Batismo responsabiliza a comunidade de fé pelo cuidado deste elemento como dom de Deus para todo o planeta"

    "Esta dimensão social – e até cósmica – da missão evangelizadora é particularmente relevante no território amazônico, onde a articulação entre vida humana, ecossistemas e vida espiritual "
    "Na Eucaristia, a comunidade celebra um amor cósmico, no qual os seres humanos, junto ao Filho de Deus encarnado e a toda a criação"
    "Eucaristia constitui a comunidade – uma comunidade peregrina festiva, que se torna «fonte de luz e motivação para as nossas preocupações pelo meio ambiente, e leva-nos a sermos guardiões da criação inteira"

    Fonte Santa se
    http://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2018/06/08/0422/00914.html


    Documento não fala arrependimento pecados, mas fala evangelho social e biodiversidade
    Pelo jeito atual papa quer transformar igreja católica seita ecológica nova era

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    1. Bem assim mesmo. Existem vários "catolicismos" diferentes, e sabemos que o do papa é completamente diferente daquele defendido às unhas e dentes pelos apologistas católicos.

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    2. E ainda dizem que a ICAR que é una?

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    3. A ICAR é "una" sim. Una porcaria.

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    4. "Existem vários "catolicismos" diferentes, e sabemos que o do papa ..."
      Lucas, eu ia escrever isso no meu comentário, mas desisti porque poderia passar uma imagem de ecumênico, politicamente correto, discurso "paz e amor", entre outros "títulos" que já recebi simplesmente porque eu já disse antes que esses "apologistas de internet" não representa um católico comum que não tá nem aí pra essas arengas de católicos x protestantes.

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    5. "Una porcaria"

      Porcaria é muito vele. Tá mais pra una bosta.

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    6. "Lucas, eu ia escrever isso no meu comentário, mas desisti porque poderia passar uma imagem de ecumênico, politicamente correto, discurso "paz e amor", entre outros "títulos" que já recebi simplesmente porque eu já disse antes que esses "apologistas de internet" não representa um católico comum que não tá nem aí pra essas arengas de católicos x protestantes"

      Pois é, o problema é que esse discurso da apologética católica na internet está ganhando força com as redes sociais e a inclusão digital, então se não fizermos nada esse discurso de ódio vindo de fanáticos católicos com um discurso extremista e violento contra o espírito atual da própria hierarquia moderna irá ganhar corpo e se tornar um grande problema para as gerações futuras, ou talvez até para essa. A radicalização do Islã, o advento do nazismo e outras aberrações que ocorreram ao longo da história começaram assim, e depois se tornaram o que conhecemos.

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  17. Paz do Senhor, estava vendo essa reportagem (link abaixo)e estava lendo os comentários, sinceramente, não dá pra saber se é pra rir ou se é pra chorar - (o "conhecimento" que os zumbis tridentinos tem, é de outro mundo mesmo)
    https://br.yahoo.com/noticias/reliquia-de-um-dos-primeiros-papas-e-achada-no-lixo-134136516.html

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    1. O mais engraçado foi esse comentário:

      "Lutero - fundador da primeira Igreja evangélica ou protestante jamais concordaria com as reações aqui de que Pedro não foi papa em Roma"

      =)

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  18. Tô usando. É muto boa. Recomendo:

    https://www.youtube.com/watch?v=EBSKmw68tLY

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    1. O Chrome suspendeu o download apontando vírus.

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    2. Corrigindo lá em cima: "É muito boa".

      "O Chrome suspendeu o download apontando vírus"

      Estranho isso. Aqui no meu o antivírus não acusou nada. Qual antivírus você tá usando? O meu é o ESET NOD32. E eu uso o chrome também.


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    3. Eu uso o Malwarebytes, mas não foi ele que apontou o vírus, e sim o próprio Chrome mesmo (o navegador que eu uso). Depois eu tento de novo em outro navegador.

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    4. "Depois eu tento de novo em outro navegador"

      Tente mesmo. Você não vai se arrepender. No início é difícil mexer, mas quando aprendemos é bem legal. Tem mapas, etc.

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  19. Avalie:
    https://www.youtube.com/watch?v=DhXpK1d8Usg

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  20. Banzolão, porque a loira só bebe água rodando o copo? :)

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    1. "Porque a loira é do reteté?"

      Não kkkkkkkkkkkkkk. É Porque ela sabe que água parada dá dengue kkk.

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    2. Acho que a minha resposta foi mais satisfatória xD

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    3. "Acho que a minha resposta foi mais satisfatória xD"

      Essa sua resposta foi "do manto" kkkk

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  21. como argumentar contra o grandioso argumento católico irrefutavel da santa igreja "a alemanha foi nazista por causa de sua maioria protestante" e se não for este o argumento, é este aqui "pegue um mapa da alemanha de quem votou no partido nazista e vai ver que são os lugares de maioria protestante, e os de maioria católica não votaram nos nazistas"?

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    1. Se a Alemanha foi nazista por causa do protestantismo (que já era menos da metade da população alemã na época) então a Itália, Espanha, Portugal e Argentina foram fascistas por causa do catolicismo, Cuba, Angola e Polônia foram comunistas por causa do catolicismo, e a América Latina é em grande parte bolivariana devido ao catolicismo. Sobre a tal votação, esse argumento é ridículo já que Hitler não chegou ao poder por meio de votação nenhuma, ele usurpou o poder por meios indiretos, quem alega isso não conhece o mínimo de história sobre nazismo.

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  22. Por José Nivaldo Cordeiro

    7 de julho de 2002

    "A análise de Weber é insuficiente por muitos motivos. Em primeiro lugar – e o seu maior erro – é associar a eclosão do capitalismo com o protestantismo, quando na verdade ele está relacionado com o Cristianismo enquanto tal. Talvez essa limitação advenha de dois fatos que lhes impediram um melhor discernimento. Um, a sua condição de protestante. É como se por sua pena as disputas teológicas e religiosas de últimos três séculos (seu livro foi publicado em 1904) ainda continuassem. Há claramente uma visão depreciativa do catolicismo, ao qual ele associa diretamente o atraso, sem qualificar corretamente a sua origem. O outro fato é que Weber esqueceu que durante a Idade Média houve uma explosão da produtividade agrícola pelo talento dos monges católicos, que inovaram em técnicas de produção e na organização do trabalho, tornando-se o pré-requisito para a expansão econômica dos tempos modernos (Ver Paul Johson “História do Cristianismo”, Ed. Imago, 2001).

    Em segundo lugar, ele esqueceu que o catolicismo foi o herdeiro direto do Império Romano e era essa herança imperial maldita que impedia o desenvolvimento econômico na velocidade em que se deu nos países protestantes. Para piorar, o próprio movimento de Contra-Reforma foi um instrumento de restauração imperial, impondo o centralismo e a desconfiança – como bem assinalou Peyrefitte.

    "Em terceiro lugar, ao contrário do que Weber diz (“a conduta ascética significou um planejamento racional de toda vida do indivíduo”. Página 109), foi a herança clássica que permitiu a racionalização dos meios de produção. Não podemos jamais esquecer que o Renascimento é precisamente a redescoberta dos filósofos e poetas da Antiguidade.

    Escapou a Weber que o fator decisivo é que o Cristianismo reformado livrou-se das peias do centralismo imperial. Nas áreas “liberadas”, como EUA, Inglaterra e Holanda, cujos governos foram reduzidos e a descentralização administrativa realizada – em suma, reduziu-se o Estado e implantou-se o livre mercado – o capitalismo decolou primeiro. O fator explicativo não é, pois, o protestantismo, mas sim, o Cristianismo livre das amarras imperiais, que tolhiam as áreas católicas. Nos EUA ocorreu a máxima liberação das energias produtivas, vez que desde o início a vigilância dos indivíduos contra o gigantismo estatal foi a tônica.

    Longe de mim está a intenção de minimizar a monumental obra de Max Weber, alguém cuja erudição não pode ser questionada e cuja seriedade científica não pode ser posta em dúvida. Mas é preciso questionar a sua principal conclusão, que a meu ver está errada, pelas razões acima. Ele, todavia, teve o mérito de retirar os determinantes econômicos para explicar esse fato histórico da maior relevância. Isso não é pouca coisa em um mundo acadêmico dominado pelo equívoco do marxismo."

    Analise o trecho acima e comente:

    http://www.olavodecarvalho.org/discutindo-o-capitalismo/

    Acho que já postei esse comentário em algum lugar de seus artigos. Mas como não achei... Logo, reproduzo aqui novamente.

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    1. “A análise de Weber é insuficiente por muitos motivos. Em primeiro lugar – e o seu maior erro – é associar a eclosão do capitalismo com o protestantismo, quando na verdade ele está relacionado com o Cristianismo enquanto tal”

      Em primeiro lugar, aquilo que se conhece como “protestantismo” nada mais é que o próprio Cristianismo com outro nome para separar de outras vertentes como o catolicismo. Em segundo, se fosse verdade que qualquer vertente “cristã” pudesse gerar a eclosão do capitalismo, isso certamente teria acontecido muitos séculos antes da Reforma, o que não aconteceu.

      “Talvez essa limitação advenha de dois fatos que lhes impediram um melhor discernimento. Um, a sua condição de protestante. É como se por sua pena as disputas teológicas e religiosas de últimos três séculos (seu livro foi publicado em 1904) ainda continuassem”

      E continuam.

      “Há claramente uma visão depreciativa do catolicismo, ao qual ele associa diretamente o atraso, sem qualificar corretamente a sua origem”

      Não, ele qualifica o catolicismo com o atraso porque o catolicismo é atraso mesmo.

      “O outro fato é que Weber esqueceu que durante a Idade Média houve uma explosão da produtividade agrícola pelo talento dos monges católicos, que inovaram em técnicas de produção e na organização do trabalho, tornando-se o pré-requisito para a expansão econômica dos tempos modernos”

      Uma grande e grosseira mentira descarada, no meu segundo volume do livro da Reforma eu vou mostrar todos os gráficos de produtividade agrícola e desmascarar essa fraude (eu já tenho os gráficos aqui, mas pretendo escrever no livro em si e não em um artigo à parte). Na Idade Média a produtividade ocidental era ridícula e insignificante até mesmo quando comparada ao Oriente mais próspero, por isso a expectativa de vida era tão baixa e frequentemente as pessoas morriam de fome em vários lugares.

      “Em segundo lugar, ele esqueceu que o catolicismo foi o herdeiro direto do Império Romano e era essa herança imperial maldita que impedia o desenvolvimento econômico na velocidade em que se deu nos países protestantes. Para piorar, o próprio movimento de Contra-Reforma foi um instrumento de restauração imperial, impondo o centralismo e a desconfiança – como bem assinalou Peyrefitte”

      What? Se a culpa era do Império Romano, o catolicismo teve mais de mil anos para reverter essa “herança maldita”, mas NÃO FEZ NADA, isso coube aos protestantes a partir do século XVI, estranho não é?

      “Em terceiro lugar, ao contrário do que Weber diz (“a conduta ascética significou um planejamento racional de toda vida do indivíduo”. Página 109), foi a herança clássica que permitiu a racionalização dos meios de produção. Não podemos jamais esquecer que o Renascimento é precisamente a redescoberta dos filósofos e poetas da Antiguidade”

      O Renascimento não era um movimento essencialmente católico, era sim um movimento de cunho humanista contra os princípios rigorosos da disciplina e da doutrina eclesiástica, levado a cabo por não-cristãos (em alguns casos) e por “católicos” puramente nominais (na maioria dos casos). É por isso que os apologistas católicos vociferam até hoje contra a cultura humanista do Renascimento. A própria Reforma é tida por muitos historiadores como uma consequência do Renascimento.

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    2. “Escapou a Weber que o fator decisivo é que o Cristianismo reformado livrou-se das peias do centralismo imperial. Nas áreas “liberadas”, como EUA, Inglaterra e Holanda, cujos governos foram reduzidos e a descentralização administrativa realizada – em suma, reduziu-se o Estado e implantou-se o livre mercado – o capitalismo decolou primeiro”

      Sim, e isso só aconteceu porque a doutrina protestante não é de centralização de poder, mas de autonomia individual, diferentemente da doutrina católica, que é centralizada em um pontífice romano com poderes absolutistas e que gerava à sua imagem outros governos fortes de cunho absolutista. Por isso basta estudar a história dos países católicos para constatar que na esmagadora maioria dos casos Catolicismo = Estatismo. O protestantismo foi o contraste a essa concepção.

      “O fator explicativo não é, pois, o protestantismo, mas sim, o Cristianismo livre das amarras imperiais, que tolhiam as áreas católicas. Nos EUA ocorreu a máxima liberação das energias produtivas, vez que desde o início a vigilância dos indivíduos contra o gigantismo estatal foi a tônica”

      O que esse cara precisa entender é que o fato dos países protestantes serem a favor da descentralização do poder e do livre-mercado e dos estados católicos serem absolutistas com um Estado grande e intervencionista NÃO é uma coisa que surge do acaso sem qualquer relação com o protestantismo ou o catolicismo em si, mas sim concepções que emergem diretamente da forma com a qual protestantes e católicos enxergavam o mundo. Os católicos olhavam para um poder monárquico absolutista com poderes ilimitados (o papado) e se espelhavam nessa concepção para criarem seus Estados, enquanto os protestantes tinham a visão descentralizada de Estado e de maior autonomia individual e econômica decorrente da sua visão teológica em favor da descentralização do poder e das liberdades individuais, foi assim que os EUA foi formado desde o início, para citar um exemplo.

      “Longe de mim está a intenção de minimizar a monumental obra de Max Weber, alguém cuja erudição não pode ser questionada e cuja seriedade científica não pode ser posta em dúvida. Mas é preciso questionar a sua principal conclusão, que a meu ver está errada, pelas razões acima. Ele, todavia, teve o mérito de retirar os determinantes econômicos para explicar esse fato histórico da maior relevância. Isso não é pouca coisa em um mundo acadêmico dominado pelo equívoco do marxismo”

      No meu livro eu vou explanar com diversas provas documentais o porquê que Weber estava certo e fundamentar isso com os fatos históricos, há MUITA coisa a ser dita sobre isso que não pode ser expressa em um simples artigo ou em uma resposta em poucos parágrafos, por isso para abordar o tema de forma responsável eu vou dedicar um livro todo à temática, sugiro que aguarde a publicação do livro porque todos esses questionamentos serão melhor respondidos lá.

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    3. Obrigado pela resposta, Lucas Banzoli.

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    4. O mais interessante é que após tantos anos Max Weber e a Ética protestante continua dando o que falar. Os apologistas católicos se reviram para tentar demolir a tese do sociólogo. Verdade dói né. Ouvi um podcast esses dias e o locutor tocava no ponto e de certa forma tentava refutar o Weber.
      Olhando pros trechos se vê que, como muito progressistas, esses também loucos usam de um retórica e uma ladainha que realmente “pega” os menos desavisados, pra não dizer outra coisa u.U

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    5. Eu já ouvi cada teoria mais maluca que a outra para tentar "refutar" Weber, que é de dar pena mesmo... os caras estão mais desesperados que argentino na Copa.

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    6. Kkkkkz É tão fácil de se ver que os países que foram majoritariamente protestantes são os que mais tem know how, são desenvolvidos relativamente aos católicos. América Latina que o diga.

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  23. "...quem alega isso não conhece o mínimo de história..."
    O que não é nenhuma novidade em se tratando de apologética católica.

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  24. Lucas, há um site evangélico que diz que a profecia não existiu, veja:

    http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/1126/Uma_biografia_de_John_Huss

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    1. Pra mim o importante foi que a reforma foi concretizada quer ela tenha sido profetizada ou não.

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    2. A página está fora do ar ou você enviou o link errado, não abre aqui.

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  25. Puxa!
    Aqui o link abre tranquilamente... =(

    Bem, vou postar aqui a parte que ele comenta sobre a profecia:

    "Huss nunca pronunciou realmente a famosa profecia atribuída a ele na ocasião de sua morte. Ele expressou, numa carta que escreveu durante a sua prisão, a esperança de que “pássaros” mais fortes do que ele surgiriam para continuar seu trabalho. De fato, foi Lutero, em escritos da década de 1530, que transformou as palavras de Huss em um oráculo que encontrou sua realização nele. Seja como for, acredita-se que Huss se alegraria ao ver o dia de Lutero e ficaria feliz em reconhecer a obra de Lutero e os subsequentes esforços para reformar a igreja de acordo com a Palavra de Deus como uma continuação digna dos seus próprios labores.



    Tradução: Camila Rebeca Teixeira

    Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva

    Original: The Goose"

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    1. Ele não disse que Poggius foi adulterado, parece apenas desconhecer a fonte.

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  26. Enfim, o catebosta redescobriu a roda e saiu cantando de galo!
    Contudo, aqui fica claro que existem evangélicos que não acreditam na existência dessa profecia.


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    1. Sim, e eu também já li diversos livros de católicos e ateus citando a profecia como verdadeira. O ponto em questão é a covardia dos "catequistas" em apagar um comentário que não sabiam como refutar no momento, e ainda bloquear o comentarista para impedir que voltasse lá. Fizeram isso com o Gaião e depois continuaram a fazer isso com muitos outros.

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    2. Lembrando que se você trocar a suposta (ou não) profecia por alguma aparição ou profecia Mariana, o mesmo catequista, a priori, automaticamente, sem restrições, acata como verdade absoluta e inquestionável! Salve (verbo) Roma!.

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  27. Comentário de "Apologistas Mod Alefe Luís • 2 anos atrás

    Conceito de Inquisição Equivocado?

    Já está claro que no inicio da matéria que estamos utilizando o termo "inquisição" em um sentido popular, algo que serve para representar o mecanismo de repressão religiosa e punição da heresia como crime, utilizado pelos "reformadores" protestantes, que tem basicamente o mesmo fim da Inquisição católica. Ou seja, ambos consideravam a heresia um crime e que deveria ser punido como um crime de roubo ou assassinato era punido naquela época.

    Você não deve ter lido o texto mesmo não é? Se você for ler, vai ver ai que os próprios protestantes perseguiam católicos, expropriavam suas terras, Igrejas, mosteiros e etc. Bastava apenas subirem ao poder que faziam tudo aquilo que reclamavam da Igreja Católica, basta dar uma pesquisava sobre a Genebra Calvinista.

    Não venha falar o óbvio, porque é claro que os reformadores não usavam o termo "inquisição" pra o que eles faziam, tratamos como "inquisição protestante" a analogia com a Inquisição católica.

    "Inquisição Protestante" um mito? rsrrsrs"

    Avalie o comentário desse desonesto.

    Link do artigo onde contém o comentário:

    http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/idade-media/inquisicao/853-a-inquisicao-protestante-pelo-historiador-protestante-philip-schaff

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    1. "Já está claro que no inicio da matéria que estamos utilizando o termo "inquisição" em um sentido popular, algo que serve para representar o mecanismo de repressão religiosa e punição da heresia como crime, utilizado pelos "reformadores" protestantes, que tem basicamente o mesmo fim da Inquisição católica"

      Não existe essa coisa de "Inquisição em um sentido popular", Inquisição foi um tribunal católico para julgar a heresia e ponto, qualquer coisa que vá além disso é desespero de apologista picareta que para tentar justificar a Inquisição inventa outras "inquisições" dos outros, as quais ele mesmo sabe que não existem.

      "Ou seja, ambos consideravam a heresia um crime e que deveria ser punido como um crime de roubo ou assassinato era punido naquela época"

      Ambos? Me mostre um único tribunal eclesiástico protestante que julgava a heresia como crime, por favor.

      "Você não deve ter lido o texto mesmo não é? Se você for ler, vai ver ai que os próprios protestantes perseguiam católicos, expropriavam suas terras, Igrejas, mosteiros e etc"

      Ah sim, agora expropriar as terras da igreja que empobreciam o povo em uma terra em que a própria população já não era mais católica é uma coisa tão terrível quanto assassinar a fogo lento milhares de não-católicos na fogueira, torturar outros milhares, açoitar até a morte ou à perda dos sentidos outros milhares, e sujeitar à escravidão ou à prisão perpétua outros milhares. Realmente o senso de proporcionalidade deles é risível.

      "Bastava apenas subirem ao poder que faziam tudo aquilo que reclamavam da Igreja Católica, basta dar uma pesquisava sobre a Genebra Calvinista"

      Eu dei "uma pesquisada" e descobri isso aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/02/calvino-era-um-ditador-sanguinario-que.html

      "Não venha falar o óbvio, porque é claro que os reformadores não usavam o termo "inquisição" pra o que eles faziam, tratamos como "inquisição protestante" a analogia com a Inquisição católica"

      Ou seja, o picareta está admitindo que inventou o termo "Inquisição protestante" já que ela não existia.

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  28. Um "presente" pra vc banzoli:

    https://www.4shared.com/office/A-MXorFKei/Alexandre_Varela_e_Viviane_-_A.html

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    1. Prevejo um show de pérolas pela frente, vamos ver até onde eu terei estômago pra ler...

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    2. Não resisti e fui direto para a parte sobre Inquisição. O tópico se chama "A Inquisição matou milhares de pessoas?", e a resposta deles (vou citar ipsis litteris) é que "a Inquisição salvou a vida de milhares de inocentes". É sério, não to brincando. O nível de demência já ultrapassou todos os limites imagináveis; quando a gente pensa que já viu de tudo, sempre surge algo a mais para nos surpreender.

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    3. O que se esperar de um produto Made in O Catequista. Não podia ser outra coisa a não ser isso que vc falou. Eu vou dar uma olhada na parte das referências bibliográficas para saber as font... ops, fossas de informações.

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    4. Eles não citam NENHUMA fonte no rodapé das citações que fazem (aliás praticamente nem tem citações), apenas colocam um punhado de livros na bibliografia do final, a maioria dos quais eles provavelmente nem leram. Se fosse uma publicação acadêmica séria, seria simplesmente ridicularizada, é um trabalho medíocre mesmo, bem amador.

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    5. Verdade.

      Só há urros do inicio ao fim. Quase não tem citações mesmo como você bem disse. Mas até que é um bom livro para ser ridicularizado depois. Aliás, vc até poderia tirar algumas passagens desse livro para ridicularizá-lo nos seus artigos. Seria muito engraçado. kkk... Portanto, fica aí a minha sugestão. ;D Até mais, Lucas Banzoli. Continuarei acompanhando os seus artigos porque são incríveis! :)

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    6. Com certeza farei isso. Essa de que "a Inquisição salvou a vida de milhares de inocentes" foi o maior distúrbio mental que já li em toda a minha vida, sem comparação. Eu ainda não sei, mas acho bastante provável que esses caras devem pensar que o nazismo também salvou a vida de milhares de judeus inocentes.

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