27 de janeiro de 2018

114 A Reforma antes de Lutero


O ano era 1054 d.C. Ocorre o chamado “Cisma do Oriente”, a cisão entre a Cristandade ocidental e a oriental[1]. A Igreja ocidental estava agora, finalmente, completamente entregue ao poder e ao domínio do papado romano. Não demoraria a surgir papas se colocando acima de imperadores, destituindo reis, criando a Inquisição, ordenando cruzadas dentro e fora da Europa, contra grupos considerados “heréticos” ou “infiéis”, e a imoralidade se tornar mais generalizada do que nunca – tendo seu centro, é claro, na Roma papal, onde as prostitutas correspondiam a 6% de toda a população em plena Idade Média, número este incomparavelmente maior que as cidades modernas com mais prostituição em nossos dias[2]. O fato é que a Igreja oficial da época havia se desviado há muito do seu ideal originário, e os moldes mudados tantas vezes que, como diz Geoffrey Blainey, “se os primeiros seguidores de Cristo tivessem voltado a viver, não teriam reconhecido muitas das crenças e rituais da Igreja que eles tinham ajudado a fundar”[3].

O leitor leigo deve estar tentado a questionar por que, em um cenário desses, demoraria ainda quase quinhentos anos até surgir um reformador. Na verdade, não demorou. Desde muito antes de Lutero, passaram pelo mundo inúmeros reformadores dos mais variados tipos, pregando fundamentalmente a mesma coisa: a volta do Cristianismo às suas raízes. Lutero é o mais conhecido apenas porque foi o que teve mais sucesso nessa empreitada, enquanto os outros geralmente não tinham a mesma sorte – muitos foram assassinados por Roma após serem caçados implacavelmente, e quando não se conseguia matar o reformador, matava-se os seus seguidores, para não permitir a “heresia” chegar longe. Um exemplo da intolerância religiosa a esses grupos se vê presente, por exemplo, no Concílio de Tolosa (1229), que determinou:

Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento... Proibimos ainda mais severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas, os mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido.[4]

Aqui não disponho de espaço para uma análise mais aprofundada sobre a vida e obra de cada um desses chamados “pré-reformadores” – o que exigiria um livro inteiro só sobre isso –, mas os mencionarei aqui de forma mais sucinta a fim de que cada um tenha ao menos um conhecimento básico sobre eles. Podemos começar com Pedro de Bruys, que rejeitava a doutrina da transubstanciação, a reza pelos defuntos, o batismo infantil, a adoração da cruz, o conceito institucional de Igreja, a missa, as imagens, as superstições, o culto à Maria, a imoralidade do clero e o celibato obrigatório. Como resultado, foi queimado vivo em 1147[5]. Seus seguidores ficaram conhecidos pelo nome de “petrobrussianos”, que não tiveram melhor sorte que seu líder, embora tenha por certo tempo se desenvolvido por uma vasta região e abrangido a muita gente de todas as camadas sociais[6]. O próprio Pedro era um discípulo de Abelardo (1079-1142), para quem apenas as Escrituras eram infalíveis, e os bispos, papas e concílios eram passíveis de erro[7].

Outro grupo desassociado da Igreja formal foram os “henriquenses”, seguidores de Henrique de Lausane (m. 1145), que professava a salvação somente pela fé, rejeitava a transubstanciação, a adoração à cruz, os templos adornados e luxuosos, e tinha a Escritura como única regra de fé e prática. Ele foi martirizado em 1148, bem como muitos de seus seguidores[8]. Nessa época existiam também os bogomilos, que rejeitavam a adoração de imagens como idolatria[9].

Por volta da mesma época, Arnaldo de Bréscia (1105-1155) dá origem ao movimento popular conhecido pelo nome de “Homens Pobres da Lombárdia”, rejeitando o sistema doutrinário católico romano e buscando purificar a Igreja de seus pecados e erros[10]. Arnaldo era contra o governo temporal da Igreja com suas vastas extensões de terras, pois entendia que o Reino de Cristo “não é deste mundo” (Jo 18:36), o que resultou em pelo menos três exílios até sua captura e assassinato por ordens do papado, que jogou suas cinzas no rio Tibre[11].

Pouco depois surgiram os valdenses, seguidores de Pedro Valdo (1140-1205), cuja história nos conta Kenneth A. Curtis:

Certo dia, Pedro Valdo ouviu um trovador viajante cantar sobre um jovem rico que deixara sua família, e, anos mais tarde, voltou para casa, mas estava tão malvestido e desnutrido que sua família não conseguiu reconhecê-lo. Somente no leito de morte revelou sua verdadeira identidade. Ele viveu entre os pobres e enfrentou a morte alegremente, feliz por se encontrar com o Deus que sorria para os menos favorecidos.[12]

E nas palavras de Veit Valentin:

Diante da crescente secularização e corrupção tinha que acentuar-se a necessidade dum espírito e dum modo de proceder mais verdadeiramente cristãos. Um mercador lionês, Pedro Valdo, distribuiu todos os seus bens em 1173 e entregou-se a uma vida de pobreza apostólica, mendigando e pregando a penitência. Muitos aderiram a ele e, embora perseguidos, conseguiram manter-se nos vales alpinos ocidentais mais obedientes ao seu Deus do que aos homens.[13]

Os valdenses tinham como ênfase a pobreza apostólica, mas também “rejeitavam as missas e as orações pelos mortos como não bíblicas, e negavam o purgatório... rejeitavam absolutamente juramentos, mentiras e a pena de morte por crime ou heresia”[14]. De acordo com Falbel, eles negavam ainda as missas de sufrágio, o culto aos santos e às imagens, as indulgências e o serviço militar, admitindo como sacramento apenas o batismo, a eucaristia e a penitência[15][16]. Foram perseguidos em massacres sistemáticos e em cruzadas, mas conseguiram sobreviver em pequeno número na França, até a época da Reforma.

Havia também os “Irmãos da Vida Comum”, fundados por Gerard Groote (m. 1384), que “tinham uma fé cristã muito simples e eram conhecidos onde viviam por suas vidas cheias de bondade e pureza incomuns”[17]. Eles realizavam o culto na língua do povo, apreciavam a leitura da Bíblia e trabalhavam pela sua difusão em uma época de repressão incessante. Eram missionários ativos, mas em segredo por causa das perseguições. Se tornaram numerosos entre as classes mais desfavorecidas da sociedade, entre camponeses e operários das cidades, principalmente na Alemanha[18]. Eram “genuínos em sua pobreza e levavam a sério suas obras sociais; sob determinados aspectos, antecederam os reformadores protestantes por seu cuidado com a Bíblia e sua aversão a formas elaboradas de adoração”[19].

Outro grupo com ênfase na pobreza, em contraste com as imensas fortunas da Igreja da qual abordaremos no segundo volume, eram os franciscanos, Ordem fundada por São Francisco de Assis, que, como se sabe, não era um teólogo e nem foi além da questão da pobreza, razão pela qual foi tolerado pelo papa da época, Inocêncio III (que já tinha muitos problemas com outros movimentos de pobreza para perseguir). Mas essa tolerância inicial foi mudando depois da morte de Francisco, de modo que os franciscanos que se mantiveram fieis aos princípios de pobreza foram tratados como hereges e perseguidos. Eles eram chamados de “franciscanos espirituais”, ou fraticelli.

H. G. Wells afirma que “vários dos mais notáveis fanáticos da simplicidade foram chicoteados, outros foram postos em prisão, um foi morto quando tentava fugir e o Irmão Bernardo, o ‘primeiro discípulo’, passou um ano nas florestas e nos montes, caçado como uma fera bravia”[20]. Eles foram condenados pela bula papal Sancta Romana, em dezembro de 1317, e poucos meses depois quatro deles foram queimados vivos em Marsella, como “hereges incorrigíveis”[21]. Afinal, era inadmissível a uma Igreja mundialmente reconhecida por suas riquezas e luxo excessivo a tolerância a movimentos que pregavam fundamentalmente o oposto a esse estilo de vida.

Quem também pagou com a própria vida por ousar contrariar a Igreja foi Jerônimo Savonarola (1452-1498), um reformador moral na Itália papal que se opunha à vida imoral e pagã levada pelos papas renascentistas e pelo clero de seu tempo[22]. A primeira reação do papa Alexandre VI foi tentar suborná-lo, oferecendo-lhe o cargo de cardeal para ficar de boca fechada e parar com suas denúncias. Savonarola recusou a oferta e continuou denunciando a imoralidade do clero e exortando à mudança de vida, e ganhou com isso a excomunhão. Sem desistir de pregar o arrependimento, Savonarola é submetido à tortura constante por quarenta e dois dias, tendo vários de seus membros fraturados. Finalmente, é queimado a mando do papa, a fogo lento. Os relatos das testemunhas registram que seu corpo demorou horas até queimar completamente[23].

Mas provavelmente ninguém causou maior desconforto à Igreja Romana do que o inglês John Wycliffe (1328-1384). Isso porque Wycliffe não era um teólogo ou pregador qualquer, mas o principal erudito de sua época[24]. Curtis diz que “as pessoas, por toda a Inglaterra, respeitavam sua sabedoria. A educação universitária era ainda um fenômeno relativamente novo, e Wycliffe pode ser grandemente responsabilizado pela reputação de Oxford, onde estudou e lecionou”[25]. Deanesly afirmou que “Wycliffe era, de fato, o erudito mais eminente da universidade de Oxford, desde 1372, quando recebeu seu doutorado até sua condenação em 1382 pelo arcebispo Courtenay”[26], e Nichols destacou que “Wycliffe já era famoso como o homem mais culto e mais destacado da Universidade de Oxford”[27]. Um cronista inglês em 1382 descreveu Wycliffe da seguinte maneira:

O mais eminente doutor de teologia daqueles tempos. Em filosofia não ficava atrás de ninguém, e no ensino escolástico não tinha rival. Este homem lutou para ultrapassar em habilidade aos outros homens pela sutileza de conhecimento e opor-se às suas opiniões.[28]

As doutrinas que Wycliffe defendia eram fundamentalmente as mesmas dos reformadores do século XVI, especialmente no que diz respeito à rejeição ao papado, ao conceito institucional de Igreja, ao purgatório, à supremacia da Igreja sobre o Estado em questões temporais, às peregrinações, à venda de indulgências e às orações pelos santos, além de também formular o princípio cristão da Sola Scriptura, já defendido pelos Pais da Igreja[29].

E para que o povo comum pudesse ter como julgar entre ele e a Igreja, ele fez questão de fazer algo que ninguém havia feito antes na Inglaterra: traduzir a Bíblia ao inglês, algo proibido até então[30]. O prestígio de Wycliffe na Universidade de Oxford e sua popularidade entre o povo o impediu de ser capturado e assassinado pela Igreja enquanto vivo, mas como a Igreja Romana não poderia demonstrar misericórdia nem pelos mortos, fez questão de abrir o sepulcro do reformador e queimar os seus restos, sendo as cinzas jogadas em um córrego perto de Lutterworth, em cumprimento aos decretos do Concílio de Constança[31] (aquele mesmo em que 700 prostitutas atenderam sexualmente os participantes[32]). Afinal, um “herege” não poderia ser deixado em paz nem depois de morto, para que a fé prevalecesse.

Como observou H. G. Wells:

O espírito negro e antigo que estava levando a Igreja Católica à sua própria destruição não lhe poderia deixar os ossos em repouso no seu túmulo. Por um decreto do Concílio de Constança, em 1415, foi ordenado que se exumassem os seus restos mortais e fossem os mesmos queimados, decreto que foi executado, por ordem do papa Martinho V, pelo bispo Fleming, em 1428. Essa profanação não foi ato de nenhum isolado fanático; foi ato oficial da Igreja.[33]

Se a Igreja não chegou a tempo de queimar Wycliffe em pessoa, o mesmo não pode ser dito quanto aos seus seguidores. Eles eram conhecidos pelo nome de lollardos, e constituíam basicamente um grupo de “padres pobres, pregando a simplicidade evangélica”[34]. Eles se reuniam em casas e formavam uma Igreja subterrânea a exemplo do Cristianismo em seus primórdios e da Igreja perseguida nos dias atuais na Coreia do Norte e em países muçulmanos radicais[35], e concentravam-se particularmente na leitura e difusão da Bíblia inglesa, o que levou a uma total proibição da Bíblia no país em 1409[36]. Veit Valentin escreve:

Os tribunais de heresias perseguiam desapiedadamente o espírito de Oxford. Muitos de seus membros foram abalados por terríveis ameaças, outros foram queimados; a despeito dessas perseguições os adeptos de Wycliffe, os lollardos, mantiveram-se fieis à doutrina de seu grande pregador; até ao fim do século quinze o lollardismo continuou como uma corrente subterrânea, e o espírito do grande reformador preparou o caminho para a Reforma.[37]

A perseguição aos lollardos se tornou mais severa depois de 1401, com o estatuto De Heretico comburindo, que confirmava o direito para a Igreja de mandar queimar os hereges pelo carrasco. O historiador André Maurois descreve as vítimas da perseguição sofrida pelos lollardos como sendo “principalmente pobres homens, alfaiates, curtidores, cujo crime consistia ora em ter negado a eucaristia, ora em ter reunido à noite alguns amigos para ler-lhes uma versão inglesa dos evangelhos, ora em ter recusado observar os mandamentos da Igreja que não se achavam nesse livro”[38].

Quem também foi influenciado pelas ideias de Wycliffe e às levou à Alemanha foi João Huss (1369-1415), o pregador da Boêmia que queria a difusão dos evangelhos numa língua compreensível para todo o povo, e que condenava o luxo excessivo da Igreja[39]. Huss defendia basicamente os mesmos princípios defendidos por valdenses e lollardos, e por isso foi intimado a comparecer ao Concílio de Constança (1414) com o salvo-conduto do imperador Segismundo da Alemanha, que lhe deu falsas garantias de segurança pessoal. Não obstante o salvo-conduto, Huss foi preso, encarcerado e queimado em 1415[40]. Na verdade, a condenação de Huss já estava pré-determinada antes mesmo da realização do concílio, sendo o “julgamento” e o salvo-conduto apenas dissimulação e fingimento. Mais tarde, foi alegado que o salvo-conduto não tem qualquer valor para um “herege”, então não precisavam cumprir sua promessa[41]

São famosas suas palavras antes de ser queimado: "Vocês hoje estão queimando um ganso (Huss significa "ganso" na língua boêmia), mas dentro de um século, encontrar-se-ão com um cisne. E este cisne vocês não poderão queimar” (Lutero pregaria as 95 teses 102 anos depois). O relato do julgamento de Huss o mostra “atado a um poste e queimado até a morte enquanto cantava serenamente e até o fim ‘Cristo, Filho do Deus vivo, tem piedade de mim’”[42]. Após sua execução, Huss foi considerado mártir e herói nacional pela Universidade de Praga[43]. Um colega de Huss, Jerônimo de Praga, foi queimado no ano seguinte[44]. Quanto aos seguidores de Huss (denominados hussitas), foram perseguidos por décadas com a máxima crueldade, tendo sido exterminados às dezenas de milhares em uma guerra de duas décadas.

Na Inglaterra, o “sucessor” de Wycliffe foi William Tyndale, que tinha como objetivo produzir um Novo Testamento inglês que pudesse ser lido por todo o povo (o de Wycliffe já havia sido perseguido e dizimado, como falaremos no capítulo 11). Seu desejo, como expresso por ele mesmo a um clérigo, era que “se Deus poupar a minha vida, antes que muitos anos passem, vou fazer com que um menino que conduz o arado saiba mais sobre a Escritura do que você”[45]. Assim como Wycliffe, também estudou em Oxford e era um “gênio linguístico”[46] fluente em hebraico, grego, alemão, latim, italiano, espanhol e francês (além do inglês)[47]. Defendia todas as doutrinas de Wycliffe e denunciava a imortalidade da alma como um ensino oposto à ressurreição[48].

Seu Novo Testamento foi caçado e destruído pelas autoridades católicas, e Tyndale traído por um amigo que o levou a uma armadilha, onde foi preso e executado. Algumas cópias, porém, sobreviveram na Inglaterra e permanecem até os dias de hoje, e o desejo maior de Tyndale se concretizou. Eduardo Fox, bispo de Hereford, reconheceu isso quando disse a seus colegas e bispos: “Não vos exponhais ao ridículo do mundo; a luz brotou, e está dispersando todas as nuvens. Os leigos conhecem as Escrituras melhor do que muitos de nós”[49].

Não podemos deixar de mencionar outros reformadores e movimentos reformistas antes do século XVI, entre os quais se destaca a Igreja Moraviana (também conhecida pelo nome de "Igreja dos Irmãos Morávios" e “Irmãos Unidos da Boêmia”), inspirada nos ensinos de João Huss e estabelecida na Boêmia durante o século XV. Eles usavam o mesmo catecismo para instrução de crianças que era usado pelos valdenses da Itália e da França, e pelos Irmãos da Vida Comum na Holanda e Alemanha[50]. Devido à forte e contínua perseguição, os cristãos morávios tiveram que fugir para a Saxônia, onde permaneceram existindo por muito tempo e se espalharam pelo mundo todo. Hoje, a Igreja Moraviana conta com 750 mil membros ao redor do planeta.

No início do século XIII se instalou na França, Espanha e Holanda um movimento conhecido como “begardos”, que denunciavam a corrupção e imoralidade do clero, e exortavam por uma vida conforme os princípios do evangelho. Foram condenados pelo papa João XII em sua bula In agro dominico (1329). No mesmo século surgiram ainda os “Irmãos Apostólicos”, grupo fundado por Gerard Segarelli (1240-1300), que ensinava a pobreza apostólica. Segarelli foi condenado à prisão perpétua pela Inquisição, mas depois acharam a pena leve demais e o levaram à fogueira em 18 de julho de 1300 – o mesmo destino de seus seguidores. Cento e cinquenta irmãos foram queimados vivos em um único dia, a 1 de junho de 1307, dando um fim precoce ao movimento.

Também não faltaram grandes pensadores que se opuseram ao pensamento hegemônico e autoritário da Igreja oficial. Um deles foi Tomás de Kempis (1380-1471), que foi influenciado por Gerhard Groot (o fundador dos “Irmãos da Vida Comum”) e se tornou o autor do clássico devocional A Imitação de Cristo, que visava levar o leitor comum e leigo para uma vida de ligação mais profunda, direta e íntima no relacionamento pessoal com Deus, que se tornaria a tônica de muitos protestantes. Ele instigava que se pregasse “a Escritura do Antigo e do Novo Testamento, de modo simples e inteligível”[51].

Outro foi João de Wesel (1400-1482), que coloca a Escritura como autoridade final no Cristianismo e rejeita qualquer documento papal ou concílio que a contradiga, além de rejeitar também as pretensões sacerdotais no controle da salvação, e define a Igreja como todo o corpo de crentes, em vez do conceito institucional e romano predominante. Ele ainda se opôs à transubstanciação, às indulgências e ao celibato obrigatório, e por tudo isso foi preso pelas autoridades católicas em Mainz, morrendo em 1482[52]. Wesel foi seguido de perto por Wessel Gansfort (1419-1489), que negava a infalibilidade do papa e dos concílios, bem como o conceito institucional de Igreja, e sustentava a salvação somente pela graça, mediante apenas a fé[53].

Guilherme de Ockham (1285-1347), por sua vez, chegou à conclusão de que o papa João XXII era um herege por causa de sua rejeição da teologia da pobreza franciscana[54], e postulou que “nenhuma instituição eclesiástica, nem mesmo um concílio geral, poderia pretender definir com certeza a fé da Igreja”[55]. Ockham pensava como um “protestante” quando dizia que “a reivindicação de que a Igreja como um todo era incapaz de errar significava apenas que a verdadeira fé sobreviveria em indivíduos não especificados mesmo quando papas e concílios negassem a verdade”[56]. Ockham era ainda um defensor da liberdade, e denunciava as tentativas eclesiásticas de usurpar o livre-arbítrio dos indivíduos em nome de uma religião.

Temos ainda Marsíglio de Pádua (1280-1342) e João de Janduno (m. 1328), que elaboraram o tratado cognominado Defensor Pacis (“Defensor da Paz”), no qual se opõem à Igreja como autoridade final em todos os assuntos seculares e eclesiásticos, assumem que não há evidência de que Pedro foi bispo de Roma e sustentam que o poder espiritual reside nos crentes, e não em sacerdotes, bispos ou papas[57]. Johann Geiler (1445-1510), por sua vez, predisse em sermão diante do imperador Maximiliano: “Como nem papa, nem imperador, nem reis nem bispos pretendem reformar nossa vida, Deus enviará um homem para tanto. Espero ver esse dia... mas estou demasiado velho. Muitos de vocês vão vê-lo; pensem, então, eu lhes suplico, nessas palavras”[58] (Lutero apareceria diante deles alguns anos mais tarde).

Também antes de Lutero, surgiu o reformador francês Jacques Lefèvre d'Étaples (1455-1536), ensinando a justificação somente pela fé, mesmo sem os sacramentos[59]. Expressa a visão de que a Escritura é a única regra de doutrina e manifesta outros pontos de vista reformados antes de Lutero. Ele traduziu o Novo Testamento para o francês em 1525, o qual se tornou a base de todas as traduções posteriores da Bíblia em francês, e seus alunos permaneceram propagando seus princípios bíblicos, mesmo após sua morte[60].

A acusação típica da apologética católica é a de que em todo o período de dominação da Igreja Romana não teria havido um evangelho mais puro sendo pregado senão até Lutero surgir, de modo que “as portas do inferno” teriam prevalecido por todo esse tempo. Na verdade, as portas do inferno prevaleceriam, se não houvesse nada além de uma Igreja Assassina ditando as regras e impondo sua moral pervertida, seus dogmas humanos e suas práticas degeneradas, mas vimos que ao longo de todo esse tempo sempre houve filhos da luz, sempre teve um povo de Deus, sempre houveram reformadores, sempre existiu uma Igreja contra a qual as portas do inferno tentavam prevalecer.

Essa Igreja não era uma instituição particular A ou B, mas cristãos genuínos que buscavam viver uma vida cristã sincera, guardando os mandamentos de Deus e tendo o testemunho de Jesus Cristo (Ap 12:17). É a Igreja em seu sentido bíblico primordial: a comunhão espiritual de todo o corpo de Cristo, que consiste em todos os crentes de qualquer parte do mundo[61]. Foram, é claro, tratados como “hereges” e “sectários” pela Igreja que detinha o poder em mãos; como odiosos, miseráveis e dignos de serem queimados a fim de não espalharem seus “erros”, e, tal como os homens de Deus no Antigo Testamento, “enfrentaram zombaria e açoites, outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada” (Hb 11:36-37). Mudam-se os personagens, mas repete-se a história.

Os historiadores sérios assumem que, a despeito de todas as difamações e acusações que lhes eram lançadas, o propósito desses reformadores era enquadrar a Igreja “nos anseios de reforma que se pedia para o clero, em suas formas de vida e em seus costumes, ao que se solicitava uma volta aos ideais da primitiva vida evangélica, para o que a regeneração e purificação da Igreja eram prioritárias”[62]. Consistia também em “viver um Cristianismo fundado no retorno à primitiva Igreja apostólica”[63], de modo que “durante toda a Idade Média, vamos encontrar movimentos nas bases da sociedade que propunham mudanças, geralmente imbuídos de ideais igualitários como retomo ao Cristianismo dos primórdios, com críticas à dissolução da Igreja e a volta a uma vida mais consagrada, pobre e sem pompa”[64]. Em alguns momentos esses movimentos chegaram até a ameaçar ultrapassar o número de católicos, como em algumas partes do sul da França e da Itália septentrional em meados do século XII[65].

Reformadores da vida espiritual do clero, da moralidade cristã, da caridade ou da doutrina, o fato é que inúmeros deles surgiram desde muito antes de Lutero. Nichols atesta que “esses homens expuseram o Cristianismo segundo o revela o Novo Testamento e continuaram a profligar os males da igreja papal”[66]. O que faz de Lutero especial a ponto de marcar a “Reforma Protestante” como um evento do século XVI não foi o fato de ser “o primeiro” cronologicamente falando, mas sim a excêntrica combinação de dois fatores que determinaram o sucesso da reforma luterana: o êxito de Lutero não ter morrido precocemente e das ideias da Reforma terem sido acatadas por nações inteiras, o que impediu que o movimento fosse completamente dizimado tal como os anteriores, que duravam alguns anos ou décadas até serem totalmente exterminados com as perseguições e os massacres, ou reduzidos a um número insignificante.

Mas as perseguições propriamente ditas, sofridas por estes grupos ou pelos grupos religiosos de depois da Reforma, serão devidamente abordadas no capítulo 9 deste livro. Aqui a ênfase esteve em mostrar que uma Reforma não irrompeu do nada em pleno século XVI, nem pelos caprichos de um único monge questionador. Ela é fruto de séculos e séculos de estudos, exortações, de luta e de perseguição. “O sangue dos mártires é a semente da Igreja”, dizia Tertuliano no segundo século, e esse mesmo sangue derramado em séculos posteriores não foi em vão. Uma Reforma que não poderia ser destruída pela espada ou pelo fogo estaria a caminho, e isso é apenas o começo de uma longa história.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

 Trecho extraído do meu livro: "500 Anos de Reforma: Como o protestantismo revolucionou o mundo" (livro em construção)

 Recomendado: Os cristãos pós-apostólicos eram católicos romanos? (Novo artigo do Bruno Lima)

Por Cristo e por Seu Reino,


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[2] PIJOAN, J. Historia del Mundo – Tomo Cuatro. Barcelona: Salvat Editores, 1933, p. 101.

[3] BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do mundo. 1ª ed. São Paulo: Fundamento Educacional, 2010, p. 105.

[4] Concil. Tolosanum, Papa Gregório IX, Anno Chr. 1229.

[5] BASTOS, Plínio. História do Mundo - Da pré-história aos nossos dias. 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Império, 1983, p. 95.

[6] NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1960, p. 131.

[7] CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2010.

[8] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 103.

[9] ibid.

[10] ibid, p. 106.

[11] VITA D'ARNALDO. Disponível em: <http://www.intratext.com/IXT/ITA1312/_P2.HTM >. Acesso em: 20/01/2018.

[12] CURTIS, A. Kenneth. Os 100 acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo: do incêndio de Roma ao crescimento da igreja na China. São Paulo: Editora Vida, 2003, p. 88.

[13] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 61.

[14] ibid.

[15] FALBEL, Nachman. Heresias Medievais. São Paulo: Editora Perspectiva, 1977, p. 62.

[16] Optei pela descrição mais resumida possível de Valdo e dos valdenses porque me prolongar neste ponto iria desvirtuar o foco do livro, mas faço uma descrição mais prolongada no segundo capítulo do meu livro “A Lenda Branca da Inquisição”.

[17] NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1960, p. 132.

[18] ibid.

[19] JOHNSON, Paul. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 324.

[20] WELLS, H. G. História Universal – Volume 4º. 5ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 144.

[21] ibid.

[22] CARVALHO, Delgado de. História Geral – Vol. 3: Idade Moderna. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, 1974, p. 109.

[23] LANDUCCI, Luca. A Florentine Diary from 1460 to 1516. London, 1927, p. 142-143.

[24] CURTIS, A. Kenneth. Os 100 acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo: do incêndio de Roma ao crescimento da igreja na China. São Paulo: Editora Vida, 2003, p. 97-98.

[25] ibid.

[26] DEANESLY, Margaret. A História da Igreja Medieval: de 590 a 1500. São Paulo: Ed. Custom, 2004, p. 277.

[27] NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1960, p. 135.

[28] Apud DEANESLY, Margaret. A História da Igreja Medieval: de 590 a 1500. São Paulo: Ed. Custom, 2004, p. 277.

[29] Mais informações sobre isso em meu livro “Em Defesa da Sola Scriptura”. Disponível em: <http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html>.

[30] WELLS, H. G. História Universal – Volume 4º. 5ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 147.

[31] TORNELL, Ricardo Vera. Historia de la Civilización – Tomo I. 1ª ed. Barcelona: Editorial Ramón Sopena, 1958, p. 650.

[32] BROTTON, Jerry. El bazar del Renacimiento: sobre la influencia de Oriente en la cultura occidental. Barcelona: Paidós, 2003, p. 98.

[33] WELLS, H. G. História Universal – Volume 4º. 5ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 148.

[34] CARVALHO, Delgado de. História Geral – Vol. 3: Idade Moderna. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, 1974, p. 103.

[35] COSGROVE, Richard. A English Anticlericalism: a programmatic assessment. In: DYKEMA, Peter A.; OBERMAN, Heiko (Eds.). Anticlericalism in Late Medieval and Early Modern Europe. Leiden: E. J. Brill, 1993, 573.

[36] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 369.

[37] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 129-130.

[38] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 154.

[39] HERMAN, Jacques. Guia de história universal. Lisboa: Edições 70, 1981, p. 100.

[40] TORNELL, Ricardo Vera. Historia de la Civilización – Tomo I. 1ª ed. Barcelona: Editorial Ramón Sopena, 1958, p. 652.

[41] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 94.

[42] BUJNOCH, Josef. Die Hussiten: Die Chronik des Laurentius von Brezová 1414-1421. Graz: Styria, 1980, p. 45.

[43] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 62.

[44] WELLS, H. G. História Universal – Volume 4º. 5ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 233.

[45] LANE, Tony. Pensamento Cristão – Vol. 2: Da Reforma à Modernidade. São Paulo: Press Abba, 1999, p. 35.

[46] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 374.

[47] DANIELL, David. William Tyndale: A Biography. New Haven, CT & London: Yale University Press, 1994, p. 18.

[48] Nas palavras de Tyndale: “E vós, colocando-as [as almas que partiram] no Céu, no inferno ou no purgatório, destruís os argumentos mediante os quais Cristo e Paulo provam a ressurreição (...) E mais, se as almas estão no Céu, dizei-me por que não estão em tão boas condições como os anjos? E então, que motivo existe para a ressurreição?” (An Answer to Sir Thomas More’s Dialogue. Livro IV, c. 4, p. 180-181). Você pode conferir mais autores aniquilacionistas ao longo da história no capítulo 24 do meu livro “Os Pais da Igreja contra a Imortalidade da Alma”. Disponível em: <http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html>.

[49] DICKENS, A. G. The English Reformation. 2ª ed. University Park: University of Pennsylvania, 1991, p. 95.

[50] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 102.

[51] COLLINS, Michael; PRICE, Matthew A. História do Cristianismo: 2000 anos de fé. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 121.

[52] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 106-107.

[53] NEEDHAM, Nicholas. O século XV e a Reforma Protestante. Disponível em: <http://voltemosaoevangelho.com/blog/2017/05/o-seculo-xv-e-reforma-protestante>. Acesso em: 22/01/2018.

[54] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 59.

[55] ibid.

[56] ibid.

[57] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 90-91.

[58] JOHNSON, Paul. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 321-322.

[59] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 91-92.

[60] ibid, p. 159.

[62] VARA, Julián Donado; ARSUAGA, Ana Echevarría. La Edad Media: Siglos V-XII. 1ª ed. Madrid: Editorial universitaria Ramón Areces, 2010, p. 265.

[63] ibid.

[64] ZWETSCH, Roberto E. Lutero e o Movimento da Reforma. São Leopoldo: Escola Superior de Teologia, 1993, p. 84.

[65] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). 1ª ed. Madrid: Aguilar, 1973, p. 338.

[66] NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1960, p. 140.


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114 comentários:

  1. Esse cálculo está correto? https://www.youtube.com/watch?v=mU0M9UhT1kw

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    1. Nada a ver esses cálculos, o Ungido não foi tirado no século XVI como nas contas dela, mas sim no primeiro século (quando Jesus morreu). Ali o relógio "para", na 69ª semana, e ninguém sabe quando a 70ª terá início (mas sabemos que será a última "semana" até Jesus voltar, ou seja, os sete últimos anos de tribulação apocalíptica).

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    2. Anônimo do Avalie27 de janeiro de 2018 20:25

      Avalie: https://youtu.be/m_60lBWQ2w0

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    3. Anônimo do Avalie28 de janeiro de 2018 11:57

      Outro: https://drive.google.com/file/d/0B39Bg3y6NNcBTXBKSTVZS1VEZjA/view

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    4. Outro vídeo muito coerente deles.

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    5. Anônimo do Avalie29 de janeiro de 2018 19:58

      Qual sua opinião sobre o canal Vai na Bíblia.

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  2. Ótimo artigo, Lucas

    Mas vc escreveu "inglêS" duas vezes

    Assim como Wycliffe, também estudou em Oxford e era um “gênio linguístico”[46] fluente em hebraico, grego, alemão, latim, italiano, espanhol, inglês e francês (além do inglês)[47].

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    1. Obrigado por destacar o erro, já foi corrigido. Abs!

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  3. Lucas o que Lutero quis dizer quando ele disse que dormia muitas vezes com o diabo do que com sua esposa?

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    1. http://resistenciaapologetica.blogspot.com.br/2015/12/lutero-e-a-igreja-do-pecado-resposta-ao-livro-do-fernando-jorge.html

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  4. Anônimo do Avalie27 de janeiro de 2018 11:32

    Mas Guilherme de Ockham não era nominalista?

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    1. Era. E era católico (o nominalismo foi criado no seio católico romano). Eu só o destaquei aqui para mostrar que ele na época já tinha o conceito protestante de Igreja em mente, ou seja, que este conceito não era nenhuma novidade inventada por Lutero (e assim como Ockham, muitos outros de sua época também tinham).

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    2. Anônimo do Avalie27 de janeiro de 2018 20:15

      Recomendo colocar isto no artigo, para evitar calúnias ou distorções.

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    3. Vou acrescentar como nota de rodapé no livro.

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  5. Anônimo do Avalie27 de janeiro de 2018 14:00

    Estado Laico é fruto do cristianismo?

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    1. Anônimo do Avalie27 de janeiro de 2018 20:18

      Tem como explicar como exatamente o estado laico surgiu e sua relação com o cristianismo?

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    2. É só estudar a formação dos Estados Unidos da América sob os princípios protestantes, a primeira nação a instituir o Estado laico oficialmente, com a separação entre Igreja e Estado, a liberdade de cultos e a democracia moderna.

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    3. Anônimo do Avalie28 de janeiro de 2018 09:57

      Obrigado amigo!
      Pirula, aí vou eu.

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  6. Lucas o que Lutero quis dizer com essa frase?"Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte,de que nos fala São João.Não se murmurava em torno dele:Que fez,então,com ela?Depois com Madalena,depois com a mulher adúltera,que Ele absolveu tão levianamente.Assim Cristo,tão piedoso,também teve que fornicar,antes de morrer".

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    1. http://www.e-cristianismo.com.br/historia-do-cristianismo/lutero/lutero-disse-cristo-adulterio.html

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  7. Olá Lucas.
    Curioso é que a versão católica sobre Francisco de Assis não o considera como herege e muito menos se menciona alguma perseguição aos franciscanos!

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    1. Eles nunca fazem menção, preferem se apropriar da imagem de Francisco de Assis em benefício próprio, forçando uma falsa concepção de que a Igreja Romana apoiava o movimento e que era a favor da piedade, da caridade, contra o luxo e etc, quando era justamente o contrário. Francisco foi apenas tolerado pelo papa Inocêncio na época, e não apoiado (inclusive lhes era proibido discutir teologia), e mesmo assim apenas porque o papa já tinha muitos outros "grupos de pobreza" para perseguir e não era estrategicamente viável perseguir mais um grupo naquele contexto. Mas depois que eles "deram um jeito" nos valdenses, nos albigenses e nos outros grupos que eram considerados mais heréticos, partiram pra cima dos franciscanos também. Devido às perseguições grande parte dos franciscanos relaxaram em seus princípios morais e os outros (que mantiveram os princípios de S. Francisco) foram caçados até pela Inquisição, e muitos foram mortos. Essa parte da história não convém aos apologistas católicos contar, por isso preferem passar a falsa imagem de que a Igreja sempre apoiou os princípios franciscanos.

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    2. Lucas eu escutei o pastor Marcos Granconato dizer que são Francisco de Assis era realmente um homem de Deus que dá vontade de se inspirar nele e que ele era tão puro que até gostava de pregar aos animais. Dai o Granconato disse não saber se ele era cristão convertido. Não entendi isso. Ele não era catolico romano idolatra?

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    3. Eu escrevi isso no artigo. Francisco de Assis não era teólogo, não sabia nada de teologia, era apenas um homem humilde e bem-intencionado, mas que por ingenuidade acreditava nos dogmas romanistas de sua época por não ter muita familiaridade com as Escrituras. Isso é o que diferencia o movimento franciscano do movimento valdense; ambos eram movimentos de pobreza bem-intencionados, mas o primeiro não se importava com questões teológicas e tentava apenas viver uma vida piedosa, enquanto o segundo além de viver uma vida piedosa também tentava purificar a doutrina (o próprio Valdo traduziu as Escrituras para o vernáculo, a fim de que o povo pudesse abrir os olhos, coisa que Francisco jamais se interessou em fazer).

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    4. mas então vc crê que Francisco de Assis foi salvo, pois ele não era idolatra?

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    5. Não compete a mim dizer quem foi salvo e quem não foi. Só Deus conhece a vida de cada um pra saber.

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  8. Curioso também é ver os documentos da igreja (bulas) serem tratados de forma subjetiva! "Não é bem assim o que dito..."

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    1. Pois é, eles exaltam tanto a "objetividade" dos ensinos romanos, mas na prática quem interpreta esses documentos são eles mesmos subjetivamente, escolhendo o que é "infalível" e o que não é, o que vale e o que não vale, e interpretando a coisa toda ao seu bel prazer.

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  9. Saudações corintianas

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    1. Ninguém liga pra campeonato estadual mesmo ;p

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  10. https://youtu.be/JWxZUvbQXqA
    O que acha dessa ministração desse pentecostal? (A partir de 11:00)
    Sinceramente as vezes dou razão para quem critica o movimento pentecostal. Esse tipo de manifestação dentro da igreja só gera desordem, e a linha é muito tênue entre uma manifestação pentecostal em um culto onde seja de Deus e onde haja equilíbrio de uma manifestação pentecostal desequilibrada e sem sentido como essa do vídeo. Esses pentecostais atuais só se reúnem agora pra girar não sei como não tem problema na cabeça, labirintite, essas coisas...ler a bíblia que é bom NADA...
    Eu já fui em cultos onde algumas pessoas queriam girar e fazer essas coisas mas eu não suporto...gosto de culto onde a pessoa senta e lê a bíblia igual uma pessoa normal. Se quer girar e falar em línguas faça dentro do quarto.

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    1. Uma aberração mesmo. É por causa de coisas desse tipo que quando me perguntam se eu sou pentecostal eu geralmente respondo que sou "pentecostal moderado", para que ninguém confunda com essas atrocidades aí. Em termos de estilo de culto, de liturgia, de ordem e decência, eu sou muito mais tradicional do que pentecostal, embora me defina como pentecostal porque isso depende da doutrina que segue, e no meu caso eu sou continuísta e creio no dom de línguas (por isso pentecostal, e não por causa de costumes ou modismos).

      Esse tipo extremado de pentecostalismo que é pura bagunça e desordem quase não existia há décadas atrás (eu diria até a década de 50 ou 60, pelo menos), mas infelizmente está se tornando cada vez mais comum. A triste tendência do pentecostalismo atual é se "neopentecostalizar" (para usar o termo empregado pelo pastor assembleiano Ciro Sanchez Zibordi para falar de sua própria denominação), em muitos lugares já não se nota diferença alguma. Por graça divina ainda existem igrejas pentecostais mais sérias e equilibradas, o problema é que elas são bem mais raras do que já foram um dia.

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    2. Algumas pessoas estão rodopiando nesse vídeo igual ocorre nos terreiros de candomblé, umbanda e tudo que é banda das trevas. Estranho mesmo.

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  11. Olá Lucas.
    Gostaria de sua opinião (ou artigo) sobre a cruz. Cristo foi crucificado numa cruz ou numa estaca? A cruz tem origem pagã? A cruz é o símbolo do cristianismo? As superstições sobre a cruz podemos pôr na conta do catolicismo?

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    1. Olá, Cristo foi crucificado numa cruz mesmo, como você pode ver no artigo abaixo:

      http://www.cacp.org.br/cruz-ou-estaca/

      Ou nos léxicos gregos:

      http://biblehub.com/str/greek/4716.htm

      Sobre a cruz ter origem pagã, se os romanos a usaram para Cristo antes mesmo do surgimento do Cristianismo então é pagã sim (ou seja, inventada por eles). Sobre se pode ser usada como símbolo do Cristianismo, é o que Paulo parece dizer quando afirma:

      "Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Coríntios 1:18)

      "Todos os que querem ostentar-se na carne, esses vos constrangem a vos circuncidardes, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo" (Gálatas 6:12)

      "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6:14)

      "Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo" (Filipenses 3:18)

      "E que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus" (Colossenses 1:20)

      Sobre as superstições em torno da cruz, com certeza é da conta do catolicismo (romano). Eles chegavam até a adorar um pedaço de madeira que achavam ser a cruz onde Jesus havia sido crucificado (a relíquia chamada de "veracruz", ou seja, a "velha cruz").

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    2. Excelente resposta para o anônimo, mas então todas essas cenas comuns na mentalidade popular e filmes de terror do padre ameaçando o demônio com uma cruz é furada? Eu sinceramente não consigo levar a sério quando eu vejo nos filmes alguns personagens colocando um monte de crucifixos e bíblias em uma sala como se fossem "armas" (e por coincidência, claro, a maioria dos filmes em que vi algo assim foram filmes com um pano de fundo católico).

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    3. Isso aí é pura superstição católica, é usar o crucifixo como amuleto, da mesma forma que fazem com a Bíblia (deixam-a aberta em um salmo bonitinho e acham que isso vai "espantar os males"). O crucifixo por si só é apenas um objeto, atribuir a ele algum poder mágico contra as trevas é crendice popular de uma fé cega.

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    4. Muito interessante esses versiculos sobre a Cruz dentro desse contexto da pergunta.

      Como não tenho tempo e paciência para debater com TJ sobre o assunto, gostaria que alguem o fizesse, mudando a palavra Cruz por estaca. Mostrem a eles os versículos dessa forma para ver o que dizem:

      "Certamente, a palavra da ESTACA é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Coríntios 1:18)

      "Todos os que querem ostentar-se na carne, esses vos constrangem a vos circuncidardes, somente para não serem perseguidos por causa da ESTACA de Cristo" (Gálatas 6:12)

      "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na ESTACA de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6:14)

      "Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da ESTACA de Cristo" (Filipenses 3:18)

      "E que, havendo feito a paz pelo sangue da sua ESTACA, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus" (Colossenses 1:20)

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    5. Mas foi exatamente isso o que eles fizeram. Leia por exemplo 1 Coríntios 1:18 na Tradução Novo Mundo:

      https://www.jw.org/pt/publicacoes/biblia/nwt/livros/1-Cor%C3%ADntios/1/

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    6. Com certeza Alon,
      Estranho, aliás estranhíssimo, a substituição de cruz por estaca simplesmente com intuito de favorecer convicções pessoais.

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    7. Mama mia! Não é que você está certo, Banzoli? Fui lá e conferi a tradução do N Mundo do link postado por você. É estaca mesmo!

      " Pois a mensagem a respeito da estaca é tolice para os que estão a caminho da destruição, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus".

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  12. Lucas como responder a um católico que a justificação é pela fé,mas segundo os católicos o fator predominante no dia do julgamento é que seremos julgados pelas obras e não pela fé?

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    1. No julgamento os salvos não vão lá para serem condenados, eles já são salvos, estão lá apenas para receber a recompensa (galardão), que é proporcional às suas obras. Ou seja, a pessoa é salva pela graça, justificada pela fé e recompensada (no juízo) pelas obras.

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    2. Com um simples argumento. Se nós, seres podres e cheios de pecado, pudéssemos salvar-nos a nós mesmos, de que valeria o sacrifício de Cristo. Leia Hebreus 10:14. Além disso, como o ladrão da cruz foi salvo, se ele não pôde fazer boas obras?

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  13. Ai Lucas

    Vc conhece algum site ou tem algum material que explique os versículos "machistas" da bíblia

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    1. Veja esse meu artigo:

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2015/04/o-valor-da-mulher-na-biblia.html

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    2. Existe algum versículo machista na Bíblia?

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    3. Existe aquele que afirma que a mulher, no culto, deve ficar calada; que a mulher deve ser submissa ao marido...
      Eu acredito que a Bíblia tem um tom patriarcal, que muitas vezes é confundido com machismo.

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    4. Bem legal o seu artigo, mas em relação aos versículos " machistas" do Novo testamento, do apóstolo Paulo

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    5. A forma como a pessoa lê que dá esse tom. Eu vejo isso como papéis a serem desempenhados, instituídos por Deus para uma vida social saudável. O medo de algo ser machista ou sexista, como se isso fosse absolutamente degradante, nos faz interpretar erroneamente os textos. Em nenhum texto coloca-se a mulher como um ser inferior, mas coloca obrigações e papéis que ela deve fazer, e também há versículos que colocam obrigações ao homem, e ninguém considera estes feministas. Mas te entendo, a histeria feminista atrapalha a compreensão de alguns textos.

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    6. "Bem legal o seu artigo, mas em relação aos versículos "machistas" do Novo testamento, do apóstolo Paulo"

      Se for os versos que eu estou pensando, eu comentei aqui:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/2015/08/o-pastorado-feminino-e-correto.html

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  14. Lucas, lembra de mim?Sou o que ingressou na IAP, então, as vezes no culto o pastor está orando e de repente algumas pessoas começam a falar e gritar ''Glória a Jesus'' ''Louvado seja só teu nome Deus'', etc e já vi até chorarem.Acho muito bonito isso, mas eu não consigo sentir isso que eles sentem, será que eu não tenho uma fé tão firme assim ou isso é normal e varia de pessoa em pessoa? (PS:Estou amando a igreja, se soubesse que era tão boa assim, já teria saído da igreja católica faz tempo). E Obg por responder.

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    1. Isso não é coisa pra se preocupar, e tampouco significa que você tenha uma fé mais fraca ou isso ou aquilo. Na época em que eu estava melhor na fé do que nunca também tinha reuniões onde eu não sentia absolutamente nada e todos à minha volta eram tocados pelo Espírito Santo, e conheço muitos testemunhos assim. Um dia você vai ter uma experiência, mas também não precisa ficar ansioso por isso, apenas busque ao Senhor sabendo que Ele se agrada de você enquanto você continua nos caminhos dEle. Abs!

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  15. Lucas, por que na biblia se vê pessoas sonhando e outros interpretando e hoje isso é proibido?

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    1. Por que hoje em dia isso é proibido?

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    2. Porque dá uma conotação cartomante. Não?

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    3. Com a cartomante é diferente, ela faz isso por charlatanismo ou por meios demoníacos.

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  16. Lucas, você conhece a Jocum?

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  17. Quanto mais ou menos correspondia o povo que ficou ao lado da igreja romana e o povo que ficou do lado dos ortodoxos?

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    1. Com a Igreja Romana ficaram as igrejas do Ocidente, e com a Ortodoxa ficaram as do Oriente. Por causa das invasões turcas e árabes no Oriente os ortodoxos foram perdendo território seguidamente, por isso são hoje minoria em comparação ao número de católicos romanos (e também porque a descoberta da América foi realizada por europeus católicos romanos que instauraram aqui seu modelo religioso).

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  18. Avalie Hildegarda Von Bingen

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    1. Foi uma intelectual dos seus dias e um dos raros casos de mulheres que conseguiram um elevado patamar na sociedade da época.

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  19. Olá. Estou com um problema e preciso de ajuda. Com o passar dos anos, descobri que sou uma pessoa rancorosa, de coração duro, que não sabe perdoar e que guarda raiva das pessoas quando elas fazem algo de mal pra mim. Sabendo disso já orei várias vezes pra Deus confessando todos os meus pecados e os meus defeitos mas não consigo mudar esse meu jeito de ser (as vezes sinto que é mais forte do que eu). Pra variar tenho problemas com a minha família. Minha família é evangélica (ou se diz ser) e minha tia vive tramando coisas ruins contra mim e contra os meus pais. Ela tenta sempre excluir eu e os meus pais dos eventos que tem na casa dela quando outros parentes vem visitar a gente na cidade onde moro. Ela é falsa e se finge de religiosa. Vai na igreja todo domingo mas nem parece que é crente, pelo contrario, é pior do que um incredulo. Fala o nome de Deus em vão várias vezes e eu tenho nojo dela e da hipocrisia das suas atitudes. Semana passada ela mentiu para minha mãe e ainda disse que ia na igreja quando na verdade ela disse isso para os meus pais não irem na casa dela pois o meu tio tinha ido visitar essa tia falsa e ela não queria que a gente visse ele...Ela ja chegou a dar presentes caros pra várias pessoas e pro meu pai (que é irmão dela) deu um chaveiro que nao vale nem 5 reais direito...Eu quero me afastar dela mas tbm não quero ficar acumulando raiva toda vez que eu tiver que ver ela (pq ela é da minha família então vai tentar vir aqui em casa nem que seja por conta dos meus pais...). Que livro eu leio pra ser uma pessoa menos rancorosa? Já li várias vezes a Bíblia e tbm os versiculos sobre perdao e não funciona continuo a mesma pessoa.

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    1. Olá, eu lhe recomendo o livro "Perdão Total", do Maurício Zágari.

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    2. Oi Lucas, se me permite, em situações assim, a melhor referência é Cristo. Ele teve todos os motivos para guardar ressentimentos e amarguras, (foi abandonado, injustiçado, traído, ferido, incompreendido...). O caminho é a oração. O remédio é o perdão, se necessário... setenta vezes sete.

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  20. Lucas existe nos originais essas expressões no grego LATRIA,DULIA e HIPERDULIA?Senão existe como confrontar esses termos tanto usados pelos apologistas católicos pra tentar dar uma ideia que não que não praticam a idolatria na prática?

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    1. "Lucas existe nos originais essas expressões no grego LATRIA,DULIA e HIPERDULIA?"

      No original grego você diz? Lógico que não.

      "Senão existe como confrontar esses termos tanto usados pelos apologistas católicos pra tentar dar uma ideia que não que não praticam a idolatria na prática?"

      O próprio significado dos termos em latim já mostra que dá no mesmo, veja neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/05/nao-adoram-so-veneram.html

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  21. Lucas, esses votos de pobreza da idade média podem ser classificados como masoquismo? A teologia da prosperidade da atualidade pode ser classificada como hedonismo maquiado de cristianismo?

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    1. Não entendo como uma forma de masoquismo, mas sim como uma rebelia aos extremos contra o modo de vida dos clérigos da Igreja (ou seja, uma vez que eles se fartavam no luxo e nas riquezas, esses grupos faziam questão de viver no outro extremo para servir de contraste, para que as pessoas vissem a diferença entre ambos). Era também uma tentativa de viver conforme o entendimento deles quanto à pobreza apostólica, embora de maneira exagerada na maior parte das vezes. Mas se considerar a vida do camponês medieval médio, não vai ver muita diferente de todo modo, pois eram todos muito pobres se comparado ao padrão atual.

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    2. Lucas, seria exagero comparar a igreja da idade média com a parábola do rico e Lázaro?

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    3. Iria além do escopo da parábola, mas em um sentido espiritual mais amplo, poderíamos fazer alguns paralelos sim.

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  22. E aí Banzolao, beleza? Banzolao, o que você pensa dessa teoria que tem sido disseminada atualmente sustentando que homossexualismo não é pecado? Argumentam que a proibição não biblia tem contexto cultural, proibindo tal prática somente para diferenciar dos povos pagão que tinham homossexuais em rituai. Tem até um católico gay no youtube transmitindo essa ideia, o que você acha disso? Aliás até o Daniel Mastral tem defendido isso.

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    1. É só mais uma tentativa de revisionismo bíblico sem nenhum fundamento. Esses caras não tem sequer formação em teologia nem nada, só inventam teses mirabolantes tiradas da cabeça deles para justificar um pecado abominável aos olhos de Deus. Nenhum dos textos bíblicos sequer menciona rituais. E sobre esse assunto eu já escrevi aqui:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/2015/09/a-proibicao-ao-homossexualismo-em.html

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  23. Lucas voce conhece o Julio Severo?

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  24. Lucas, qual sua opinião sobre Marco Feliciano?

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    1. Como político acho que faz um bom trabalho, como pastor acho péssimo.

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  25. Banzoli,

    Parabéns por mais um belo artigo!

    O que sempre gosto de seus artigos é que eles são didáticos; sua forma de apresentar os textos ficam muito claras para quem não entende, pelo menos pra mim. Vi que em um dos seus vídeos tu fala que deseja ser professor; levando em consideração seus artigos tu está no caminho certo!


    Abraço,
    Abraão Modesdo.

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  26. Lucas poderia me explicar sobre a questão de veneração de relíquias de ossos de santos como por exemplo José do Egito(Js24.32 e Êx13.19) e do profeta Eliseu(2Rs13.21) que Deus fez milagre através dos seus ossos como responder essas heresias romana?

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    1. Vamos aos textos:

      "Os ossos de José, que os israelitas haviam trazido do Egito, foram enterrados em Siquém, no quinhão de terra que Jacó havia comprado dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de prata. Aquele terreno tornou-se herança dos descendentes de José" (Josué 24:32)

      Não fala NADA de veneração de ossos de gente morta. Só diz que os israelitas enterraram os ossos dele em Siquém, como ele havia pedido.

      "Moisés levou os ossos de José, porque José havia feito os filhos de Israel prestarem um juramento, quando disse: 'Deus certamente virá em auxílio de vocês; levem então os meus ossos daqui'" (Êxodo 13:19)

      A mesma coisa do anterior.

      "Certa vez, enquanto alguns israelitas sepultavam um homem, viram de repente uma dessas tropas; então jogaram o corpo do homem no túmulo de Eliseu e fugiram. Assim que o cadáver encostou nos ossos de Eliseu, o homem voltou à vida e se levantou" (2 Reis 13:21)

      Também não fala nada de alguém venerando ossos de um morto ou ordenando que veneremos ossos de defuntos. Só diz que nessa situação específica Deus decidiu realizar um milagre de ressurreição depois que o cadáver se chocou com o outro cadáver. É o único caso em que isso ocorre na Bíblia e mesmo assim não tem nada a ver com veneração, adoração, culto aos mortos ou reza aos mortos. É preciso muito mais do que isso para demonstrar a crença católica, que, é claro, não encontra qualquer amparo bíblico, só pagão.

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  27. Lucas é verdade que em 1580,a rainha Elizabeth executou a rainha Maria da Escócia?Qual o principal justificativa?Nessa época a Inglaterra era inimiga da Escócia,já que em 1580 tinha consolidado a REFORMA?É verdade também que em 1588 o rei da Espanha Felipe queria destruir o protestantismo da rainha Elizabeth com 130 navios e 24.000 homens?

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    1. Veja a resposta no ponto 7 deste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/08/breve-refutacao-dez-calunias-catolicas.html

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  28. Anônimo em 29 de janeiro de 2018 16:47

    "Com certeza Alon, estranho, aliás estranhíssimo, a substituição de cruz por estaca simplesmente com intuito de favorecer convicções pessoais".

    ...........................................................................

    Rapaz, ficou esquisito esse comentário seu. Tão esquisito que vou lançar aqui em primeira mão o que descobri sobre José de Arimatéia. Espero que você não diga que foi uma substituição minha para favorecer convicções pessoais. Eu tenho fontes... e muitas. Aliás, de tudo que escrevi aqui até hoje, que pareceu estranho a vocês, existem fontes. Pesquise!

    José de Arimatéia pode ser o mesmo José, pai adotivo de Jesus.

    Muitas fontes alegam que o nome é derivado de "Matheia", que significa "cidade discípulo" e "ari "é um prefixo de superioridade. Se for esse o caso, a tradução após o nome José de, seria: “o melhor, ou maior, discipulo da cidade”.

    Agora presta atenção nisso:

    Ari- (melhor) math(discípulo) -aia (cidade / local)

    O ari, prefixo, que significa "melhor", aparece em palavras como a aristocracia (regra do melhor), aripikros (melhor na amargura, portanto, "mais amargo"), arideiketos (melhor em exibição, portanto, "glorioso"), conforme indicado no léxico L & S. Com areiôn, aristos, principalmente denotando "bondade e excelência". Isso teria sido bem conhecido de qualquer pessoa educada em grego da época, uma vez que a educação antiga enfatizava a poesia clássica e pré-clássica, incluindo a interpretação de palavras raras comumente usadas em tal literatura , Onde o léxico L & S observa que este prefixo foi amplamente utilizado.

    E o sufixo “aia” de Arimataia, ou “éia” de Arimatéia, como cidade ou lugar, aparece para regiões como Galiléia (Terra dos Galilões) e Judéia (Terra dos Judeus) e cidades como Dikaia (Cidade da Justiça).

    Assim, uma cidade poderia, em princípio, ser reconhecidamente chamada mathaia, "cidade docente" e, portanto, (por associação) "cidade discípula" (ou seja, a cidade habitada por pessoas que recebem o melhor ensino), ou o que podemos encontrar em inglês como "Teachton" Ou "Discipleton".

    Ai você me pergunta: Por quê a tradução foi alterada e como foi alterada? A Igreja Católica não deixaria de forma alguma que a Bíblia chegasse às mãos do povo sem alterações. Para que você tenha ideia de uma falsificação quase perfeita basta ver meu artigo:

    https://nascidodemulher.wordpress.com/2013/02/03/deus-foi-manifestado-na-carne/

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  29. Agora veja aqui mais alguns detalhes que conectam José, pai de Jesus, a José de Arimatéia. José foi chamado de justo:

    “E como José, seu esposo, era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente”,
    Mateus:1:19

    “Então um homem chamado José, natural de Arimatéia, cidade dos judeus, membro do sinédrio, homem bom e justo”, Lucas:23:50

    Você pode alegar que várias outras pessoas também foram chamadas de justo, porém, meu caro, somando-se os vários argumentos aqui expostos, e dois versículos ligando os “dois” José como justos podem não ser mera coincidência.


    Ele foi o único de todo o Sinédrio que votou contra a condenação de Jesus.

    Além disso, ele:

    1. Obteve permissão de Pilatos para pegar o corpo de Jesus. Somente alguém da família poderia reclamar o corpo. Não haveria outra razão para Pilatos conceder o pedido.

    2. Desceu o corpo de Jesus morto para baixo da cruz.

    3. Encontrou Nicodemos e comprou 100 libras de mirra e aloés. O relato diz que quem fez isso foram as mulheres. Acredito que foram todos juntos. E, somente pessoas da família poderiam ungir o corpo.

    4. Levou para o túmulo CAVADO NA ROCHA.


    José poderia muito bem estar vivo nessa ocasião. Num registro próximo você lê sobre os judeus fazendo menção aos pais de José (João 6:42). Tendo os pais ainda vivos pode significar que José não era aquele velho ancião quando casou com Maria, trazendo filhos de um casamento anterior.

    Outro fato interessante; As Escrituras gregas não dizem que José era carpinteiro, mas 'tekton', que também pode significar 'construtor', 'pedreiro'. A região em que viviam era feita de casas em pedras, não de madeira. Tudo era Pedra. Tekton era também usado para alguém que construía pontes, templos e sinagogas.

    Jesus falou sobre a casa construída na rocha. Muitas vezes usou de expressões semelhantes. Os fariseus não estranharam quando ele os mandou destruir o templo que em três dias ele constituiria outro. Além disso, somente um bom pedreiro poderia cavar um túmulo na rocha, o qual Jesus foi sepultado.

    E mais, desde o Velho Vestamento você pode observar o cuidado dos judeus em sepultar seus entes queridos nos túmulos da família. Interessante que o texto diz que o túmulo era novo, onde ninguém ainda havia sido posto.

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  30. Lucas o jornal data folha é comunista?Assim sendo as pesquisas dela não são muito confiável você não acha?Eles falam que o protestantismo tá crescendo que é verdade,mas as porcentagem é muito fora da realidade por exemplo em 2017 os evangélicos segundo o data folha chegou aos 32%, enquanto que o IBGE disse que até o final de 2017 os evangélicos chegaram a marca de 26,5% de evangélicos,ou seja, de 55 milhões de evangélicos saiu até no site do UOL do dia 29 deste mês, que na minha opinião os dados do IBGE é mais confiável e mais respeitado e reconhecido.O que pensas sobre isso?

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    1. Por que a Folha seria "comunista"? Só quem afirma isso são alguns fanáticos da "nova direita", que gostam de radicalizar tudo e veem "comunistas" em todo lugar. Sim, ela tem alguns colunistas de esquerda (e outros não), mas isso não significa que seja "comunista". E mesmo que fosse um jornal comunista, eu não sei por que isso implicaria que os dados são mentirosos ou falsos. Seria mais provável o contrário, já que os comunistas odeiam os evangélicos muito mais do que os católicos. Quanto aos dados serem "muito fora da realidade" eu não acho que seja, pelo menos aqui onde eu moro já é uma grande realidade, mas provavelmente ainda não é em regiões mais atrasadas do Brasil como o Norte e o Nordeste, que ainda permanecem bastante católicos. O último censo do IBGE foi de 2010, o próximo vai sair apenas em 2020, não existe um mais recente do que esse, e na falta de um mais recente devemos presumir apenas que o crescimento foi maior do que o previsto em 2010.

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  31. Agora vamos para outra...

    Os discípulos da estrada de Emaús, quando voltaram para Jerusalém após ver Jesus ressuscitado, encontraram 11 discípulos reunidos e mais alguns que estavam com eles.

    “E na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles”, Lucas 24:33.

    11???!!!

    Como 11 se Tomé estava ausente? Quem era realmente Tomé? Por que ele sumiu e porque não ficou com medo de ser pego?

    Quem tem que responder é quem pesquisa, não é Anônimo? Enquanto vocês cantam e dançam no facebook, outros estão pesquisando. Eles trazem por aqui a solução e vocês ainda criticam. Isso é previsível!

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  32. Agora vamos para a SENHORA ELEITA

    2 João 1, diz: "O Presbítero à senhora eleita, e a seus filhos, aos quais amo na verdade, e não somente eu, mas também todos os que têm conhecido a verdade".

    O último verso do mesmo capítulo, diz:

    "Saúdam-te os filhos de tua irmã, a eleita. Amém".

    Só uma pessoa escreveu de forma semelhante. Foi Pedro:

    "1 Pedro 5:13: A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda, e meu filho Marcos.

    Pedro envia saudações do Filho e da esposa. Tenho fontes, e não são poucas.


    O que isso tem a ver com os dois versiculos de João?

    No primeiro versículo citado o presbítero envia saudações para a Senhora eleita. A palavra senhora vem de uma tradução errada de Kuria, que realmente quer dizer senhora. Porém, o texto não trás Kuria, mas sim Kyria.

    kyria pode ser um nome próprio em grego, que, segundo minhas fontes, seria um hebraismo para Marta.

    Se for esse o caso, então quem escreveu essa pequena epístola pode não ter sido João.

    Melhor parar por esse aqui. Isso vai dar muito pano pra manga!

    A Próxima vai ser sobre as palavras de Jesus a Pedro: “Apascenta minha ovelhas”

    A interpretação padrão do comando "apascenta minhas ovelhas", é que, além de Jesus estar perdoando
    a negação tripla de Pedro, ele está pedindo para Pedro compensá-lo cuidando dos seus
    seguidores. A Igreja Católica Romana, que pretende fazer de Pedro o primeiro papa, entendeu que o comando é uma autorização do primado papal.

    Não é nada disso. O contexto não apresenta nada de Jesus culpando, perdoando e autorizando Pedro a apascentar as ovelhas num sentido global.

    Jesus pede a Pedro que pastoreasse certas ovelhas, e não se ocupar de uma comunidade, mas de pessoas em particular, ovelhas de Jesus, gente da família...


    Melhor parar por aqui


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    1. o.O acho que sou muito burro para acompanhar seu raciocínio, Alon

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    2. Olá amigo Alon.
      "Rapaz, ficou esquisito esse comentário seu...." ok. Concordo. Na verdade eu estava me referindo como esquisito a substituição da palavra "cruz" pela palavra "estaca", ou seja eu estava concordando com um comentário anterior seu e não ironizando. Entretanto, a forma como me expressei deu margem a outra interpretação que a linguagem humana é passiva. Ok? Obrigado.

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    3. Quanto a questão das "fontes", gostaria de informar, a quem interressar, que existem "fontes" pra toda cor e gosto. O Ratzinger possui (segundo ele) "fontes" de dois mil anos, as testemunhas de Jeová possuem "fontes" da era pré-Constantino, os mulçumanos possuem "fontes", os hindus ...
      Graças a Deus que a salvação não é pelo conhecimento senão apenas um punhado de privilegiados alcançariam.

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  33. Heloísa-Cabo Frio31 de janeiro de 2018 18:37

    Lucas o que Calvino, quis dizer que a riqueza é o sinal da eleição divina, o sucesso econômico a confirmação da presença de Deus na vida das pessoas, a pobreza passa a ser vista como merecimento, como fruto do pecado, com efeito, a condenação ao inferno?Qual é o contexto?

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    1. Onde foi que Calvino disse isso?

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    2. Calvino pode até ter dito isso (que eu duvido) mas JESUS disse algo diferente "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens"
      Lucas 12:15

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    3. Lucas falei isto devido ao que o meu colega que é filósofo disse estudando Max Weber,que segundo ele Weber faz duras críticas ao protestantismo que tratava o trabalho como o fim em si mesmo,já que Max via que foi através do protestantismo que secularismo avançou rapidamente deixando o lado espiritual em segundo plano.Queria saber se é verdade?

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    4. O que isso tem a ver com "dizer que a riqueza é o sinal da eleição divina"?

      Sobre Max, o leia e tire suas próprias conclusões, em vez de acreditar no primeiro metido a "filósofo" por aí.

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  34. Lucas e o que você achou da novela Apocalipse da Record retratar o papa como o falso profeta aliado do anticristo?

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    1. Eu não assisto a essa novela, mas se ela fez isso mesmo, está banhada pela razão.

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    2. Lucas, você não acha que isso pode reacender uma rivalidade desnecessária?

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    3. Não acho que uma simples novela deva ser levada tão a sério a esse ponto. Por exemplo, ouvi dizer que eles defendem o pré-tribulacionismo e que haverá um arrebatamento secreto na novela, e mesmo eu não crendo desse jeito não me sinto nem um pouco ofendido ou magoado com isso. As pessoas precisam distinguir a ficção da realidade. Se os católicos não creem que o papa seja o falso profeta, então que não assistam à novela ou que a assistam apenas como mera ficção. Segundo o Gabriel Tavares no comentário abaixo, os produtores até mudaram o nome da Igreja para não ofender os católicos. E vale lembrar que tem até católico que acredita que o papa atual seja o falso profeta ou pelo menos um dos, como por exemplo o Olavo de Carvalho e os sedevacantistas em geral. Salvo engano, tem até uma tal "profecia mariana" que diz isso e que um monte de católico por aí acredita. Mas quando é um protestante que diz isso aí acham "ofensivo"...

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  35. Sim ela fez,não com esses nomes,Igreja Católica e papa,a novela chama a Igreja Católica de Igreja da Sagrada Luz e o papa de pai sagrado,mas pela roupa que o pai sagrado usa e o fato da Igreja estar sediada em Roma deixa claro se tratar do Papa e da Igreja Católica,eu assisti os primeiros capítulos, mas depois parei,vou começar a fazer uma pós graduação além de me preparar para um concurso público não tenho tempo de estar acompanhando,mas sei que os católicos fizeram um boicote a novela e por isso ela está tendo uma baixa audiência https://veja.abril.com.br/entretenimento/catolicos-acusam-novela-da-record-de-demonizar-a-igreja/

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    1. Entendo. Eu assisti a uns dois episódios a pedido de uma pessoa na época mas depois parei, mas não por causa do papa ser o falso profeta e sim porque a novela é fraca mesmo. A do rei Davi e a da Escrava Isaura eram muito melhores, diálogo e história bem superiores, essa não empolgava nem para assistir o próximo episódio depois que terminava uma, não era boa.

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  36. Desculpe não estou defendendo a igreja católica, mas na época do Concílio de Tolosa (1229) era muito raro alguém que tivesse alguma especie de livro, e muito caro fazer cópias, porque a máquina de impressão inventada por Gutemberg foi por volta do ano de 1430, então fica difícil entender esse procedimento pelo concilio.

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    1. Não é porque não existia imprensa que as pessoas não podiam copiar à mão, ainda mais em uma época em que não havia praticamente nenhuma forma de lazer e o interesse religioso das pessoas era bem maior. Só de manuscritos gregos antigos (do século VII e VIII, por exemplo) SOBREVIVENTES temos hoje mais de cinco mil, sendo que o número real da época era obviamente muito maior, se incluir os manuscritos destruídos, perdidos ou corrompidos pela passagem do tempo. Essa ideia de que ninguém tinha cópias da Bíblia antes da imprensa é um mito tosco e falso inventado pela moderna apologética católica justamente para dar alguma desculpa para o fato de não permitirem a Bíblia aos leigos.

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