21 de abril de 2021

200 300 vezes que a alma morre nos originais da Bíblia

 


*Nota: O artigo abaixo é extraído da nova versão do meu livro "A Lenda da Imortalidade da Alma", ainda em construção. Para ler o capítulo completo com a tabela exaustiva com todos os textos de morte da alma, me solicite por e-mail (lucas_banzoli@yahoo.com.br) que eu envio em anexo.

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Chegamos agora ao âmago do livro, e à principal razão que me levou a escrever uma versão totalmente nova do mesmo. Na versão antiga do livro, foram exibidos 58 versículos bíblicos que nos originais hebraico e grego falam da morte da alma, com poucas dezenas estudados em particular. Para esta nova versão, eu fiz questão de examinar uma a uma de cada uma das 858 ocorrências de nephesh ou psiquê nos originais, e o resultado superou de longe as minhas maiores expectativas. Para a minha própria surpresa, descobri que nada a menos que 300 dessas 858 vezes em que nephesh ou psiquê aparecem nos originais estão relacionadas à morte da alma.
 
De fato, para o espanto de muitos (inclusive o meu), há muito mais textos que falam da morte da alma do que da morte do corpo, tanto em números absolutos como na proporção de citações. Se você ainda não estava inteirado disso ou também se surpreende com a informação, não se culpe. Os verdadeiros responsáveis pela disseminação da ignorância que mantém de pé o maior engano de todos os tempos são os tradutores, que suprimem a palavra “alma” sem a menor cerimônia na maior parte (senão em todas) das vezes em que ela aparece nesses contextos. Assim, embora grande parte dos textos que falam da morte de alguém falem da morte da alma nos originais, isso passa completamente imperceptível a quem lê apenas a tradução que nos disponibilizam.
 
Através dessa manobra de pouca honestidade intelectual, os imortalistas conseguiram salvar a noção dualista tradicional que contrasta corpo e alma, onde o primeiro é pó e perece, e o segundo é um elemento etéreo e metafísico que não pode morrer sob nenhuma hipótese. Embora tal dualismo seja complemente ridículo à luz dos originais hebraico e grego, o sincretismo do Cristianismo com a filosofia grega levou muitos a se esforçarem em conciliar uma doutrina com a outra, o que por fim resultou na supressão sumária de todos os textos que falam da morte da alma a fim de conciliar com a visão platônica predominante. 
 
Morte da alma explicitamente – Se você já leu a Bíblia alguma vez na vida, é provável que já tenha passado por textos como Levítico 24:17, que diz que “quem matar a alguém certamente morrerá”[1]. Se eu posso apostar, você não deve ter notado nada de mais neste texto, e certamente deve ter imaginado que o mesmo se refere apenas à morte do corpo, já que, conforme lhe ensinaram, a alma é um “fantasminha” imortal. O que você provavelmente não deve ter nem suspeitado é que o hebraico deste texto traz «ve'iysh kiy yakkeh kol-nephesh 'âdhâm moth yumâth», onde nephesh é alma, e moth é morte. Literalmente traduzido, o texto ficaria: “Quem matar uma alma, certamente morrerá”.
 
Lendo o texto no hebraico, a situação muda de maneira intrigante. O verso em questão não está falando da morte do corpo-basar, mas da alma-nephesh. Presumivelmente influenciados por suas crenças dualistas de sobrevivência da alma, os tradutores evitaram verter “alma” neste texto, para que ninguém pensasse na hipótese de que a alma morre. Assim, um texto que em teoria seria decisivo para fazer muita gente repensar a ideia de uma alma inerentemente imortal torna-se mais um como outro qualquer, que as pessoas olham, leem e passam para o próximo versículo sem suspeitar de nada. Isso nos leva a questionar quantas vezes os tradutores recorreram a manobras semelhantes, com a mesma finalidade.
 
A resposta é mais do que você imagina. Podemos começar com o texto em que Deus ordena que “todos os que tiverem matado alguma pessoa ou tiverem tocado em algum morto devem se purificar no terceiro dia” (Nm 31:19). A parte que diz «matado alguma pessoa», no original hebraico, é horêgh nephesh – “matado uma alma”. Deus também ordenou que os israelitas escolhessem “algumas cidades que lhes sirvam de refúgio, para que, nelas, se acolha o homicida que matar alguém involuntariamente” (Nm 35:11), onde aparece nephesh no lugar onde o tradutor preferiu colocar “alguém”. Nas cidades de refúgio, “todo aquele que tiver matado alguém (nephesh) sem intenção poderá fugir para lá” (Nm 35:15).
 
Outro regulamento da lei de Deus previa que “todo aquele que matar uma pessoa será morto conforme o depoimento das testemunhas; mas uma só testemunha não deporá contra alguém para que morra” (Nm 35:30). Aqui, mais uma vez, «matar uma pessoa» é matar uma nephesh, no hebraico. Da mesma forma, Deus declara “maldito aquele que aceitar suborno para matar pessoa inocente” (Dt 27:25), onde “matar pessoa inocente” é nakah naqiy nephesh. A punição para o estuprador era a mesma “daquele que ataca e mata o seu próximo” (Dt 22:26), onde “matar o próximo” é ratsach nephesh – “matar a alma”. A alma também podia receber um ferimento fatal, como em Deuteronômio 19:11, onde aquele que «fere mortalmente» outra pessoa fere mortalmente sua nephesh.
 
Todos conhecem a história de Sansão, que derrubou as duas colunas centrais do templo pagão onde estava, causando a sua própria morte e a de milhares de filisteus. O que poucos sabem é que no texto onde ele exclama “que eu morra com os filisteus” (Jz 16:30), o que realmente foi dito por ele foi tâmoth naphshiy `im-pelishtiym – “morra a minha alma com os filisteus”. Sansão sabia que a sua morte era a morte da alma, porque não imaginava que a nephesh fosse um elemento eterno e metafísico que sobrevive à morte do corpo. Só muito depois os gregos apareceriam com essa ideia inovadora e estranha à mentalidade dos judeus dos tempos bíblicos.
 
Assim como Sansão, Davi confessa ao sacerdote Abiatar que “eu fui a causa da morte de todas as pessoas da casa de seu pai” (1Sm 22:22). A “morte de todas as pessoas”, no hebraico, é a morte de toda nephesh. Davi também é o autor do Salmo 141, onde declara que “os meus olhos estão fixos em ti, ó Soberano Senhor; em ti me refúgio; não me entregues à morte” (Sl 141:8), em que «não me entregues à morte» é a tradução do hebraico nephesh `arah, que literalmente traduzido é “não entregues minha alma à morte”. O que mostra que, para Davi, a alma era tão mortal quanto qualquer parte do corpo.
 
Ao conquistar Libna, Josué «matou à espada toda nephesh que nela vivia» (Js 10:30), assim como fez em Láquis (Js 10:32) e Hazor (Jz 11:11). Como era de se esperar, nenhuma versão em português consultada traduziu por “alma”, pois os tradutores imortalistas jamais admitiriam a ideia de uma alma imaterial e imortal ser literalmente ferida e morta à espada. Assim, preferem simplesmente descartar a nephesh dos textos, optando por “matou à espada todos os que nela estavam” (Jz 11:11) em vez de “matou à espada toda alma que nela estava”. É o mesmo que ocorre em Provérbios 19:18, onde «não queiras a morte dele» ignora a presença da nephesh no hebraico, dado o incômodo dos tradutores em traduzir pela “morte da alma dele”.
 
A bem da verdade, também há ocasiões raras e louváveis onde alguma versão traduz nephesh por “alma” em textos que falam da sua morte. Um exemplo é Jó 36:14, onde o jovem e sábio Eilú declara a respeito dos ímpios que “a sua alma morre na mocidade, e a sua vida perece entre os impuros”. Mesmo neste caso, contudo, de todas as onze versões em português disponibilizadas no site “BíbliaOnline.Com”, apenas uma (a ACF) traduz por “alma”, e as outras todas dão um jeito de tirar a alma do texto.
 
Algo semelhante ocorre em Números 23:10, quando Balaão profetiza inspirado pelo Senhor: “Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu”. Da mesma forma, Isaías profetiza a respeito de Jesus que ele “derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores” (Is 53:12), e em Ezequiel o próprio Senhor diz pela boca do profeta que a alma pode ser morta:
 
“E vós me profanastes entre o meu povo, por punhados de cevada, e por pedaços de pão, para matardes as almas que não haviam de morrer, e para guardardes em vida as almas que não haviam de viver, mentindo assim ao meu povo que escuta a mentira?” (Ezequiel 13:19)
 
O texto bíblico mais comumente usado pelos mortalistas é o que diz que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:4, 20), já que é um dos únicos que a maioria das versões não omite a alma do texto. A razão mais provável por que os tradutores abriram uma exceção para essa passagem é porque ela não fala da primeira morte (a morte que sofremos ao final desta vida, à qual os textos anteriores se referem), mas à segunda morte, isto é, a morte que os ímpios sofrerão após a ressurreição. E como para eles essa morte é meramente “espiritual”, eles não se incomodaram em traduzir corretamente, diferente do que fizeram em todas as outras oportunidades.
 
Em outras palavras, a ideia que os tradutores imortalistas pretenderam transmitir é que a Bíblia só fala da morte da alma do ímpio e de uma forma “espiritual” para se referir ao inferno, não da morte da alma do justo nesta vida com a mesma naturalidade com que a Bíblia fala da morte do corpo. E como quase ninguém se interessa em consultar os originais, acabam caindo nessa manobra e compram a ideia de que a Bíblia só fala da morte da alma de uma forma espiritual, quando se todos os textos fossem traduzidos com a mesma coragem com que os tradutores traduzem Ezequiel 18:4 essa ideia cairia em total descrédito.
 
Um exemplo análogo no Novo Testamento se encontra no final do livro de Tiago, que diz: “Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados” (Tg 5:20). Aqui, “salvar da morte uma alma” obviamente não se refere a esta vida, pois nesta vida todos morrem. Diz respeito à vida futura, quando os salvos viverão para sempre, e os ímpios morrerão novamente (falaremos amplamente disso no capítulo 7). Quando o que está em jogo é a morte da alma nesta vida, os tradutores do NT seguem o exemplo dos tradutores do Antigo e suprimem a alma do texto, como fazem em Marcos 3:3-4:
 
“Jesus disse ao homem da mão ressequida: Venha aqui para o meio! Então lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixar morrer? Mas eles ficaram em silêncio” (Marcos 3:3-4)
 
O trecho que diz «salvar uma vida», no grego, é «salvar a alma-psiquê». Mas nesta ocasião específica Jesus não estava falando de salvação espiritual, porque se referia a uma cura física. “Salvar a alma ou deixar morrer” dizia respeito a curar aquele homem ou deixar que ele morresse, o que seria a morte da própria alma-psiquê. O mesmo trecho é traduzido em Lucas da seguinte maneira: “Eu lhes pergunto: o que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida (alma/psiquê) ou destruí-la?” (Lc 6:9). Portanto, tanto no AT como no NT, o consenso é que a alma é passível de morrer, tanto nesta vida como na próxima.
 
Morte da alma implicitamente – Além dos muitos textos que mencionam a morte da alma explicitamente, ainda há outros tantos que a sugerem sem margem de dúvida. Um exemplo se encontra em 1º Reis 20:32, quando “teu servo Ben-Hadade diz: ‘Rogo-te que me deixes viver’”. Embora a NVI traduza por “me deixes viver”, o original literalmente diz nephesh chayah – “deixe minha alma viver”. Ben-Hadade jamais teria suplicado por sua alma ao rei Acabe se a alma fosse imortal. Neste caso, ele poderia pedir que seu corpo vivesse, mas não sua alma, que Acabe não poderia matar mesmo se quisesse.
 
Caso semelhante vemos com o oficial que implorou por sua vida a Elias, dizendo: “Homem de Deus, tenha consideração por minha vida e pela vida destes cinquenta soldados, teus servos!” (2Rs 1:13). Em vez de “vida” (que no hebraico é chay), o hebraico traz nephesh. O oficial sabia do que havia acontecido com os outros dois oficiais e seus soldados, que foram consumidos pelo fogo que Elias rogou que caísse do céu sobre eles (2Rs 1:9-12). Foi por isso que ele pediu consideração por sua vida – no hebraico, por sua alma –, para que não acontecesse com ele o mesmo que havia acontecido com os que foram enviados antes dele (ou seja, a morte). Isso sugere que não apenas seus corpos haviam sido consumidos pelo fogo, mas também suas almas-nephesh.
 
Em outra ocasião, o próprio Elias esteve em apuros, quando Jezabel queria se vingar pela morte dos profetas de Baal e jurou: “Que os deuses me castiguem se amanhã a estas horas eu não tiver feito com a sua vida o mesmo que você fez com a vida de cada um deles!” (1Rs 19:2). Mais uma vez, é a alma-nephesh que aparece no hebraico, no lugar onde os tradutores traduzem por “vida”. Uma vez que Elias havia matado os profetas de Baal, é evidente que o que ela queria fazer com a alma de Elias não era outra coisa senão causar sua morte.
 
No livro de Ester, conhecemos a história do ímpio Hamã, que queria o extermínio dos judeus, mas que sofreu um grande plot twist e foi ele mesmo condenado à forca. Pouco antes de morrer, “percebendo que o rei já tinha decidido condená-lo, ficou ali para implorar por sua vida à rainha Ester” (Et 7:7). Como você já deve suspeitar, o hebraico traz nephesh onde consta “vida”. Hamã sabia que morreria, e que essa morte seria a morte da alma. No fim da história, Ester conseguiu que os judeus “se reunissem, e se dispusessem para defenderem as suas vidas” (Et 8:11), isto é, defender sua nephesh dos inimigos que queriam matá-los (cf. Et 9:16).
 
Matar uma pessoa era matar uma nephesh, implorar pela vida era implorar pela nephesh, e defender sua vida era defender sua nephesh. Para os judeus, a nephesh estava longe de ser um ente imaterial e imortal impossível de ser atingido ou morto, mas se referia tão-somente à vida humana no corpo físico, que cessava na morte. Por isso Jó pergunta: “Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo?” (Jó 6:11). Em vez de “prolongar a vida”, o hebraico fala de “prolongar a nephesh (alma)”. Uma alma eterna e metafísica não pode ser “prolongada”, mas a vida em um corpo físico sim.
 
O salmista diz que “todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele; e nenhum poderá reter viva a sua alma” (Sl 22:29). A razão pela qual não é possível reter viva a alma é porque a alma morre, simples assim. Nesse mesmo salmo, o salmista pede ao Senhor: “Livra a minha alma da espada, e a minha predileta da força do cão” (Sl 22:20). A “espada” em questão não era uma espada espiritual metafísica com habilidades mágicas de destruir um fantasma imortal, mas a mesma espada pela qual tantos pereciam nas batalhas. Rogar que a alma fosse preservada da espada nada mais era do que pedir que não morresse na guerra.
 
Por isso Davi diz em outro salmo que “Ele me guarda ileso na batalha, ainda que muitos estejam contra mim” (Sl 55:18). O hebraico deste texto também traz nephesh (“ele guarda a minha alma ilesa na batalha”, seria a tradução mais precisa). Desnecessário seria dizer isso se a alma fosse naturalmente imortal, e qualquer ímpio que não temesse a Deus também a tivesse preservada ilesa nas batalhas. Tal ideia conflitaria com o Salmo 66, que diz que “é Ele quem preserva com vida a nossa alma e não permite que resvalem os nossos pés” (Sl 66:8-9).
 
O salmista pede ainda que “não entregues a vida da tua pomba aos animais selvagens; não te esqueças para sempre da vida do teu povo indefeso” (Sl 74:19). A “pomba” aqui se refere a ele mesmo, os “animais selvagens” aos seus perseguidores, e o termo hebraico aqui traduzido como “vida” é nephesh. Sua alma ser “entregue” aos “animais selvagens” significa morrer pelas mãos deles, o que o salmista sabia ser uma possibilidade real. Essa ideia é reforçada no Salmo 124, também dravídico, onde lemos:
 
“Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, eles então nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós. Então as águas teriam transbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma; então as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma; bendito seja o Senhor, que não nos deu por presa aos seus dentes. A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos” (Salmos 124:2-7)
 
Embora expresso em linguagem poética, a imagem vívida que nos é transmitida é de como sua alma escapou por pouco de morrer pelas mãos dos homens que se levantaram contra ele. A possibilidade concreta da alma morrer também é ressaltada em Jeremias, que assim responde ao rei Zedequias: “Assim diz o Senhor, Deus dos Exércitos, Deus de Israel: Se voluntariamente saíres aos príncipes do rei de Babilônia, então viverá a tua alma, e esta cidade não se queimará a fogo, e viverás tu e a tua casa” (Jr 38:17).
 
Disso subtende-se que, se Zedequias não se entregasse, sua alma não viveria e a cidade seria queimada. Também chama a atenção o juramento do rei Salomão contra seu rival ao trono, Adonias: “Que Deus me castigue com todo o rigor, se isso que Adonias falou não lhe custar a sua própria vida!” (1Rs 2:23). O hebraico traz nephesh em lugar de “vida”, o que significa que Adonias pagaria com a própria alma por aquilo que fez – e que de fato resultou em sua morte (cf. 1Rs 2:34). Se pudéssemos voltar no tempo e perguntar aos personagens bíblicos se a nephesh podia morrer, eles provavelmente ririam da nossa cara pela simples pergunta de resposta tão óbvia.
 
Destruição, extermínio, expirar e desfalecer – A Bíblia não apenas se refere à mortalidade da alma em termos de “morrer” ou “não viver”, mas também através de dúzias de vocábulos sinônimos que apontam na mesma direção. Em Levítico, por exemplo, Deus diz que todos os que se achegarem às coisas santas “tendo sobre si a sua imundícia, aquela alma será extirpada de diante da minha face” (Lv 22:3), onde “extirpar” corresponde ao hebraico karath, que significa «cortar fora»[2]. Uma vez que a face do Deus onipresente contempla toda a criação, ser cortado fora da Sua face equivale a ser eliminado da própria existência.
 
Quando Josué tomou Maquedá, “atacou a cidade e matou o seu rei à espada e exterminou todos os que nela viviam” (Js 10:28), onde “exterminar” corresponde ao hebraico charam, que significa «exterminar, destruir completamente»[3]. E embora a tradução omita a palavra “alma”, é a nephesh que aparece no texto hebraico. O mesmo se repete sete versos adiante, quando Josué cerca Eglom e «destrói totalmente» toda nephesh que nela estava (Js 10:35), e novamente quatro versos depois, quando Josué conquista Debir e extermina (charam) toda nephesh que nela vivia (Js 10:39).
 
Entre as conquistas de Eglom e Debir, Josué e seu exército tomaram a cidade de Hebrom e “destruíram totalmente a cidade e todos os que nela viviam” (Js 10:37). Aqui é usada uma palavra diferente no hebraico, nakah, que significa «golpear, açoitar, atingir, bater, sacrificar, matar»[4], mas é novamente nephesh que aparece em relação a quem morreu. Em Ezequiel, Deus diz que “o faraó, com seu poderoso exército e seus batalhões, não será de nenhuma ajuda para ele na guerra, quando rampas são construídas e obras de cerco são erguidas para destruir muitas vidas (nephesh)” (Ez 17:17).
 
O salmista clama a Deus para salvá-lo “de todos os que me perseguem, e livra-me; para que eles não arrebatem a minha alma, como leão, despedaçando-a, sem que haja quem a livre” (Sl 7:1-2). “Arrebatar” a alma e “despedaçá-la” não tem nada a ver com levar uma alma em segurança pro céu, mas sim com destruí-la, que era a intenção de seus perseguidores. O sentido aniquilacionista fica ainda mais claro alguns versos adiante, quando ele complementa: “Persiga-me o meu inimigo até me (nephesh) alcançar, no chão me pisoteie e aniquile a minha vida, lançando a minha honra no pó” (Sl 7:5).
 
Outra linguagem comum na Bíblia para a nephesh é a de desfalecer. O salmista diz que os hebreus “andaram errantes pelo deserto, por lugares áridos, sem achar cidade em que pudessem morar. Famintos e sedentos, desfalecia neles a alma” (Sl 107:4-5). Sabemos que toda aquela geração pereceu no deserto, à exceção de Josué e Calebe. Da mesma forma, relembrando o dia em que estava a ponto de morrer no ventre do grande peixe, Jonas escreveu: “Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo” (Jn 2:7). A NVI traduz por «quando a minha vida já se apagava», e a NAA por «quando minha vida se esvaía», mas é nephesh que aparece no hebraico.
 
Há dois textos semelhantes nas lamentações de Jeremias, onde ele descreve os horrores do cerco à cidade de Jerusalém, que resultou na morte de milhares de crianças pela fome:
 
“Eles clamam às suas mães: ‘Onde estão o pão e o vinho?’. Ao mesmo tempo em que desmaiam pelas ruas da cidade, como os feridos, e suas vidas (nephesh) se desvanecem nos braços de suas mães (Lamentações 2:12)
 
“Levanta-te, clama de noite no princípio das vigias; derrama o teu coração como águas diante da presença do Senhor; levanta a ele as tuas mãos, pela vida (nephesh) de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas” (Lamentações 2:19)
 
A ideia transmitida em todos esses textos é a mesma: na medida em que o corpo vai morrendo (seja pela fome ou por outra razão) a própria alma vai desfalecendo, até finalmente padecer. Isso se choca frontalmente com a tese dualista tradicional, onde corpo e alma são duas coisas completamente diferentes e só o primeiro experimenta o processo que leva à morte. Na Bíblia, não só a alma morre, como acompanha todo o ciclo de degeneração física que leva por fim à morte. Nada mais distante da noção grega de uma alma intangível e independente do corpo, cuja sobrevivência em nada depende dele.
 
Ser eliminado do meio do povo – Uma linguagem frequente, sobretudo no AT, é a de ser “eliminado do meio povo”, o que acontecia quando alguém cometia um pecado grave e era punido com a pena de morte. Por exemplo, “quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu voltarei o meu rosto contra ele e o eliminarei do meio do seu povo” (Lv 20:6). Embora a tradução suprima a alma, é nephesh que aparece no hebraico. Da mesma forma, no dia da expiação, “toda a alma que naquele mesmo dia se não afligir será extirpada do seu povo” (Lv 23:29).
 
Somos informados ainda que “todo aquele que fizer alguma destas abominações, aqueles (nephesh) que assim procederem serão eliminados do meio do seu povo” (Lv 18:29), e que ”o homem incircunciso, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada do seu povo” (Gn 17:14). Também “toda a pessoa (nephesh) que comer algum sangue, aquela pessoa (nephesh) será extirpada do seu povo” (Lv 7:27), e “qualquer que o comer levará a sua iniquidade, porquanto profanou a santidade do Senhor; por isso tal alma será extirpada do seu povo” (Lv 19:8).
 
No sétimo dia, “toda a alma que fizer algum trabalho eu a destruirei do meio do seu povo” (Lv 23:30). A punição para a alma que blasfemasse também era ser “eliminada do meio do seu povo” (Nm 15:30), e “a pessoa (nephesh) que estiver impura e não se purificar, essa será eliminada do meio da congregação, porque contaminou o santuário do Senhor” (Nm 19:20). Pedro, referindo-se a Jesus, diz que “toda a alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo” (At 3:23). Imortalistas às vezes argumentam que uma alma ser eliminada, exterminada ou extirpada do meio do povo não significava sua destruição, mas apenas o seu afastamento da comunidade.
 
O problema é que essas pessoas «eliminadas do meio do povo» não migravam a um outro povo, como quem sofre simplesmente um exílio. Ser “eliminado do meio do povo” era um eufemismo para a morte, como vemos em Êxodo 31:14, onde quem profanasse o sábado certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo(Êx 31:14). Ser eliminado do meio do povo, portanto, era o mesmo que morrer – o que aqui, assim como em todos os outros textos, é a morte da alma-nephesh.
 
Alma como cadáver – Talvez a evidência mais impressionante de que os hebreus não tinham a menor noção da alma como um “fantasminha” à moda grega é que numerosas vezes corpos mortos (cadáveres) são chamados de almas (nephesh). Por exemplo, a tradução da Nova Almeida Atualizada diz que o sumo sacerdote “não se aproximará de cadáver algum, nem se contaminará por causa do seu pai ou da sua mãe” (Lv 21:11). A parte traduzida por “cadáver algum”, no hebraico, é muwth nephesh (alma morta). Literalmente, o que o texto está dizendo é que o sumo sacerdote não podia se aproximar de uma alma morta (o que seria impossível se a alma fosse imaterial, invisível e metafísica, tornando essa proibição sem sentido).
 
A lei também dizia que nenhum descendente de Arão “estará impuro se tocar em algo contaminado por um cadáver, ou se lhe sair o sêmen” (Lv 22:4), onde, mais uma vez, “cadáver” é a tradução escolhida para nephesh. Também o nazireu, “durante todo o período de sua separação para o Senhor, não poderá aproximar-se de um cadáver” (Nm 6:6), onde o hebraico traz muwth nephesh. Se ele se aproximasse de uma alma morta, “o sacerdote oferecerá um como oferta pelo pecado e o outro como holocausto, para fazer propiciação por ele, pois pecou ao se aproximar de um cadáver (nephesh)” (Nm 6:11).
 
Deus também ordena aos filhos de Israel “que expulsem do arraial todo leproso, todo o que tiver um fluxo e todo impuro por ter tocado em algum morto” (Nm 5:2), onde o “morto” no hebraico é nephesh, apesar da dificuldade de se tocar em uma alma etérea e incorpórea. Na época de Moisés, alguns israelitas “não puderam celebrar a Páscoa naquele dia porque se haviam tornado impuros por terem tocado num cadáver (nephesh)” (Nm 9:6), já que a lei dizia que “quem tocar num cadáver humano ficará impuro durante sete dias” (Nm 19:11), onde “cadáver humano” é a tradução que inventaram para muwth nephesh (alma morta).
 
Números 19:13 adverte que “todo aquele que tocar no cadáver de uma pessoa, e não se purificar, contamina o tabernáculo do Senhor; essa pessoa será eliminada de Israel”. A nephesh aqui aparece duas vezes no hebraico: primeiro quando fala do cadáver (muwth nephesh) de uma pessoa, e depois quando diz que essa pessoa (nephesh) seria eliminada de Israel. Ageu pergunta: “Se alguém que for contaminado pelo contato com o corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? E os sacerdotes responderam, dizendo: Ficará imunda” (Ag 2:13).  Onde os tradutores colocaram “corpo”, é a nephesh que aparece no hebraico.
 
A tabela abaixo nos mostra como 16 versões em português que eu tenho à disposição traduziram Ageu 2:13, cujo original traz nephesh (alma):
 

Versão

Tradução

Almeida Corrigida e Fiel

Corpo morto

Almeida Revisada Imprensa Bíblica

Corpo morto

Almeida Revista e Atualizada

Corpo morto

Almeida Revista e Corrigida

Corpo morto

Almeida Revista e Corrigida 1969

Corpo morto

Almeida Revista e Atualizada

Corpo morto

Almeida Atualizada

Corpo morto

Nova Almeida Atualizada

Cadáver

Nova Versão Internacional

Cadáver

Nova Versão Transformadora

Cadáver

Ave Maria

Cadáver

CNBB

Cadáver

Bíblia de Jerusalém

Cadáver

Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Defunto

O Livro

Corpo morto

Sociedade Bíblica Britânica

Corpo morto


O que todas as 16 traduções têm em comum? Nenhuma delas traduz por “alma”, apesar de ser nephesh que consta no hebraico, e não corpo (basar) ou cadáver (peger). A razão por que todas as traduções evitam traduzir nephesh como se deve é porque na teologia dualista um corpo físico e falecido ser chamado de “alma” é algo completamente inconcebível. Uma vez que para eles a alma é um ente fluídico e intangível, que além de tudo é imune à morte, uma muwth nephesh não pode ser realmente uma alma morta com a qual as pessoas podem ter contato físico, como diz o texto hebraico, mas apenas um corpo morto. Através dessa manobra sutil e sorrateira, os tradutores conseguiram salvar na cabeça das pessoas a ideia grega de alma, e anular o conceito hebraico em que uma alma vivente nada mais é que um corpo com vida, que ao morrer torna-se uma alma morta.
 
Temer pela alma – O fato dos hebreus entenderem corpo e alma como inseparáveis explica por que eles temiam pela nephesh quando sua vida estava em risco, algo difícil de imaginar vindo de um imortalista que acredita que sua alma esteja à salvo independentemente da ameaça física. Um exemplo são os gibeonitas, que se aliaram a Josué por medo de serem destruídos assim como os outros povos:
 
“É que foi anunciado a estes seus servos, como certo, que o Senhor, seu Deus, havia ordenado ao seu servo Moisés que lhes desse toda esta terra e destruísse todos os seus moradores diante de vocês. Tememos muito pela nossa vida por causa de vocês e foi por isso que fizemos aquilo” (Josué 9:24)
 
O trecho que diz “tememos muito pela nossa vida” é, no hebraico, m`od yare' nephesh – “tememos muito pela nossa alma”. Eles não temiam pela alma por pensarem que ela era imortal e que iria pro céu após a morte, mas justamente porque temiam que sua alma morresse. Da mesma forma, Deus declara em Ezequiel a respeito do faraó:
 
“Farei que muitos povos fiquem chocados ao vê-lo, e que os seus reis fiquem arrepiados de horror por sua causa, quando eu brandir a minha espada diante deles. No dia da sua queda todos eles tremerão de medo a todo instante por suas vidas (Ezequiel 32:10)
 
Aqui, mais uma vez, é nephesh que aparece onde o tradutor traduz por “vidas”. Caso semelhante observamos quando o salmista exclama: “A minha vida (nephesh) está sempre em perigo, mas não me esqueço da tua lei” (Sl 119:109). Devemos nos perguntar: a qual perigo a alma dele estava sempre exposta? O “perigo” de permanecer viva (porque não pode morrer) e ir para a presença de Deus? Parece que não. Obviamente, o perigo que o salmista se refere é o de sua nephesh morrer pelas mãos de seus perseguidores, uma tônica muito frequente nos salmos. Isso porque eles não viam a alma como uma entidade imortal pertencente a um outro mundo, mas, ao contrário, como tão vulnerável quanto qualquer parte do corpo.
 
Arriscar a alma – Uma vez que para os hebreus a alma era tão vulnerável quanto o corpo, colocar a vida em risco não era apenas arriscar o corpo, mas também a alma. Apesar de hoje em dia, influenciados pelo dualismo grego, nós só dizermos que nossa alma está em risco em um sentido meramente espiritual envolvendo salvação, eles se referiam dessa maneira do jeito mais natural possível, a respeito da morte física. Jotão, por exemplo, disse aos cidadãos de Siquém que “meu pai lutou por vocês e arriscou a vida para livrá-los das mãos de Midiã” (Jz 9:17). Em vez de vida, o hebraico traz nephesh (alma).
 
O mesmo ocorre com Jefté, o qual depõe que “arrisquei a minha vida e fui lutar contra os filhos de Amom” (Jz 12:3), onde é novamente nephesh que aparece no hebraico. Jônatas diz a seu pai Saul que Davi “arriscou a vida (nephesh) quando matou o filisteu” (1Sm 19:5), não porque ele colocou em risco sua salvação espiritual ao lutar com o gigante Golias, mas porque sua integridade física estava em risco. Assim, nephesh era usada não no sentido de uma alma espiritual etérea, mas como referência à vida num corpo físico. O próprio Davi se recusou a beber a “água representa o sangue desses homens que arriscaram a própria vida” (1Cr 11:19), isto é, a sua alma-nephesh.
 
Jeremias lamenta que “arriscamos a vida (nephesh) para conseguir o nosso pão, por causa da ameaça que vem do deserto” (Lm 5:9). No NT, sabemos que Paulo e Barnabé são “homens que têm arriscado a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (At 15:26), onde “vida” é a tradução imprecisa de psiquê (alma). Aos filipenses, Paulo testemunha que Epafrodito “arriscou a vida (psiquê) para suprir a ajuda que vocês não me podiam dar” (Fp 2:30), e aos romanos diz que Áquila e Priscila “pela minha vida (psiquê) arriscaram a sua própria cabeça” (Rm 16:4). O fato de uma parte do corpo (a cabeça) ser citada junto com a alma no mesmo contexto (de arriscar a vida) mostra que ambas eram vistas como a parte física do homem, que está sujeita à morte.
 
Dar a alma – Se alguém pode arriscar sua alma, no sentido de expor sua alma a um risco de morte, também pode dar sua alma, no sentido de voluntariamente submetê-la à morte em favor de alguém. Essa linguagem foi muito usada por Jesus no NT, mas já havia sido usada a seu respeito desde Isaías, que profetizou que ele daria “a sua alma como oferta pelo pecado” (Is 53:10). Jesus disse que o Filho do homem “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:28). Embora o tradutor tenha traduzido por “vida”, é psiquê que encontramos no grego.
 
Ele se intitulou o bom pastor, e “o bom Pastor dá a sua vida (psiquê) pelas ovelhas” (Jo 10:11). Assim como o Pai o conhece, “também eu conheço o Pai, e dou a minha vida (psiquê) pelas ovelhas” (Jo 10:15). Ninguém tem maior amor do que aquele que “dá a sua vida (psiquê) pelos seus amigos” (Jo 15:13), e o Pai o amava porque “eu dou a minha vida (psiquê) para recebê-la outra vez” (Jo 10:17). Em alusão a essas palavras, João disse que “Jesus Cristo deu a sua vida (psiquê) por nós, e devemos dar a nossa vida (psiquê) por nossos irmãos” (1Jo 3:16). Pedro pensou que conseguiria dar a sua alma (morrer) por Jesus, mas foi contrariado com a dura realidade:
 
“Simão Pedro lhe perguntou: ‘Senhor, para onde vais?’. Jesus respondeu: ‘Para onde vou, vocês não podem me seguir agora, mas me seguirão mais tarde’. Pedro perguntou: ‘Senhor, por que não posso seguir-te agora? Darei a minha vida por ti!’. Então Jesus respondeu: ‘Você dará a vida por mim? Asseguro-lhe que, antes que o galo cante, você me negará três vezes!’” (João 13:36-38)
 
Mais uma vez, onde aparece “vida”, é psiquê (alma) que consta no grego. Esse uso de “alma” também contrasta diretamente com a noção grega que nós herdamos. Nós até podemos dizer que alguém “deu a alma”, desde que em um contexto claramente figurado, como quando dizemos que um jogador de futebol “deu a alma dentro de campo”, no sentido de que ele se esforçou muito. Mas jamais usaríamos no sentido que os autores bíblicos usavam, onde “dar a alma” é literalmente submetê-la à morte, já que ninguém pensava que ela pudesse ser imortal.
 
Alma por alma – Se “dar a alma” implica em voluntariamente se entregar à morte por alguém, a expressão “alma por alma” se refere a alguém cuja alma é morta como punição por ter matado outra alma. Sempre quando essa expressão ocorre na Bíblia, as versões em português preferem traduzir por “vida”, embora seja nephesh que conste no hebraico. No famoso texto do «olho por olho», somos informados que "se houver danos graves, a pena será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida e contusão por contusão" (Êx 21:23-25), onde "vida por vida" é nephesh tachath nephesh (alma por alma), assim como em Deuteronômio 19:21.

Em outros casos, nephesh tachath nephesh significava que a pessoa teria sua alma morta por ter poupado a alma de alguém que era para morrer. Por exemplo, quando o rei Acabe poupou a vida de Ben-Hadade, rei da Síria, um profeta lhe disse que "porquanto soltaste da mão o homem que eu havia posto para destruição, a tua vida (nephesh) será em lugar da sua vida (nephesh), e o teu povo em lugar do seu povo" (1Rs 20:42). Da mesma forma, quando Jeú instruiu seus soldados para matar os sacerdotes de Baal, advertiu-lhes: "Se um de vocês deixar escapar um só dos homens que estou entregando a vocês, será a sua vida (nephesh) pela dele" (2Rs 10:24).
 
Um caso em particular ocorre quando Raabe suplica aos espias que sua nephesh e as de sua família fossem poupadas da morte (Js 2:13), e eles respondem: “A nossa vida (nephesh) responderá pela vossa até à morte, se não denunciardes este nosso negócio, e será, pois, que, dando-nos o Senhor esta terra, usaremos contigo de misericórdia e de fidelidade” (Js 2:14). A NVI traduz este texto como «as nossas vidas pelas de vocês», o que significa que eles se comprometeram até a morte com o juramente que fizeram. Se eles não poupassem a nephesh de Raabe e de sua família, a nephesh deles mesmos seria morta por descumprir a promessa.
 
Poupar a alma – Por falar em poupar a alma, temos aqui outra linguagem frequente na Bíblia. Quando Abraão chegou ao Egito, pediu à sua mulher Sara que se dissesse sua irmã, “para que me tratem bem por amor a você e minha vida seja poupada por sua causa” (Gn 12:13). Embora os tradutores tenham traduzido por “vida”, é novamente nephesh que aparece no hebraico. Após a experiência de ter visto a Deus em Peniel, Jacó declarou: “Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida (nephesh) foi poupada” (Gn 32:30). Quando os anjos pediram para Ló que fugisse para as montanhas, ele respondeu: “Eis que agora aquela cidade está perto, para fugir para lá, e é pequena; ora, deixe-me escapar para lá (não é pequena?), para que minha alma viva” (Gn 19:20).
 
Quando Davi poupou a vida de Saul, este respondeu: “Pequei! Volte, meu filho Davi! Como hoje você considerou preciosa a minha vida (nephesh), não lhe farei mal de novo” (1Sm 26:21). Ao que Davi retrucou: “Assim como hoje a sua vida (nephesh) foi de grande valor aos meus olhos, assim também seja a minha vida (nephesh) aos olhos do Senhor Deus, e que ele me livre de toda a angústia” (v. 24). Sua nephesh foi considerada “preciosa” ou “de grande valor” não porque fosse eterna e incapaz de morrer, mas justamente porque foi poupada da morte por alguém que teve a oportunidade e o motivo.
 
Quando Ben-Hadade se entregou a Acabe, ele havia seguido o conselho de seus oficiais, que lhe disseram: “Soubemos que os reis do povo de Israel são misericordiosos. Nós vamos até o rei de Israel vestidos com panos de saco e com cordas no pescoço. Talvez ele poupe a tua vida (nephesh)” (1Rs 20:31). Quem também pediu que sua alma fosse poupada foi a rainha Ester, que rogou ao rei Xerxes: “Se posso contar com o favor do rei, e se isto lhe agrada, poupe a minha vida (nephesh) e a vida do meu povo; este é o meu pedido e o meu desejo’” (Et 7:3). O rei concedeu o pedido, e com isso a alma da rainha e de seu povo foi poupada da morte.
 
Quando Satanás pediu a Deus permissão para ferir Jó, o Senhor respondeu: “Pois bem, ele está nas suas mãos; apenas poupe a vida (nephesh) dele’” (Jó 2:6). Como resultado, Jó sofreu as piores chagas possíveis, mas foi poupado da morte. Quando Zedequias perguntou a Jeremias se os babilônicos o entregariam nas mãos dos judeus da Babilônia para ser maltratado, o profeta respondeu: “Eles não o entregarão. Obedeça ao Senhor fazendo o que eu lhe digo, para que estejas bem e a tua vida (nephesh) seja poupada’” (Jr 38:20). Nem sempre, porém, a alma é poupada da morte. Relembrando as pragas que assolaram o Egito, em especial a dos primogênitos (Sl 78:51), o salmista diz que Deus “não poupou as suas almas da morte, mas entregou à pestilência as suas vidas” (v. 50).
 
Conservar a alma – Para aqueles cuja alma é poupada da morte, a Bíblia diz que sua alma foi “conservada”. Isso pode se aplicar tanto em relação à preservação da alma nesta vida (prolongando os dias de vida) quanto em relação à preservação da alma após a ressurreição (por toda a eternidade). Vemos o primeiro sentido em Provérbios, onde lemos que “o que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói” (Pv 13:3). O segundo sentido vemos em textos como Ezequiel 18:26-27, que diz:
 
“Desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo iniquidade, morrerá por ela; na iniquidade, que cometeu, morrerá. Mas, convertendo-se o ímpio da impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida (Ezequiel 18:26-27)
 
Uma vez que nesta vida todos morrem, o «conservar a alma em vida» se refere à vida póstuma, quando os salvos terão a alma preservada para a vida eterna, enquanto os ímpios serão eliminados. Jesus falou sobre isso quando disse que “quem ama a sua vida (psiquê) perde-a; mas aquele que odeia a sua vida (psiquê) neste mundo irá preservá-la para a vida eterna” (Jo 12:25). Como numerosos exemplos bíblicos confirmam, “perder a alma” é o mesmo que ter a alma morta, o que também pode se aplicar tanto à vida presente como à futura.
 
Perder a alma – Se hoje ouvirmos dizer que alguém “perdeu a alma”, pensamos que essa pessoa perdeu a salvação, ou que se desviou da fé, ou que foi para o inferno, ou que vendeu a alma para o diabo, ou então, em um sentido mais figurado, que perdeu o ânimo para fazer qualquer coisa. Mas jamais pensaríamos que a alma dessa pessoa literalmente morreu, dada a influência que sofremos do pensamento grego. Tão maciça é essa influência que se alguém dissesse que perdeu um parente todos entenderiam naturalmente que esse parente morreu, mas se dissesse que ele perdeu a alma, pensaríamos em tudo, menos que ele morreu. 
 
Na Bíblia, porém, os homens de Dã respondem a Mica: “Não discuta conosco, senão alguns homens de temperamento violento o atacarão, e você e a sua família perderão a vida” (Jz 18:25). No hebraico, o trecho aqui traduzido como “perderão a vida” é 'acaph nephesh (perder a alma). Eles não estavam falando sobre tirar a salvação de Mica, ou sobre condená-lo ao inferno, ou sobre tirar-lhe a vontade de viver, mas simplesmente em matá-lo. Da mesma forma, Jó declara: “Se comi os seus frutos sem pagar ou se causei a morte aos seus donos, que ela produza espinhos em vez de trigo, e joio em lugar de cevada” (Jó 31:39-40). A parte que diz «se causei a morte aos seus donos», no hebraico, é melhor traduzido como «se fiz com que seus proprietários perdessem a alma».
 
Jesus também disse que “quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa, esse a achará” (Mt 16:25). “Perder a vida” por causa de Jesus é ser fiel a ele até o martírio, o que no grego é apollumi ho psiquê (perder a alma). Por causa da filosofia grega, nós só conseguimos pensar que alguém “perdeu a alma” em um sentido espiritual relacionado à perdição ou à perda da salvação, mas, para Jesus, “perder a alma” é morrer por ele nesta vida, o que pode acontecer com qualquer justo que nele crê. Mas como os imortalistas só podem admitir o sentido espiritual de “perder a alma”, eles só traduzem psiquê como alma quando lhes convém, mesmo em contextos como este:
 
“Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma?” (Marcos 8:35-37)
 
O texto é um exemplo clássico de dissimulação na tradução. A ACF traduz psiquê por “vida” na primeira parte do texto, que fala de «perder a sua vida por amor de mim e do evangelho», mas a traduz por “alma” na continuação, que fala sobre «ganhar o mundo todo e perder a sua alma». A razão para isso é simples: como a primeira parte do verso fala da morte física e a segunda da morte final (que para os imortalistas é apenas uma “morte espiritual”), os tradutores se sentem à vontade em traduzir psiquê por alma no trecho final, mas a suprimem da primeira parte, que fala de morrer por Jesus (já que para eles a alma é imortal e portanto não pode morrer). E como quase ninguém tem por hábito consultar o que dizem os originais, acabam sendo alvos fáceis da manipulação dos tradutores.
 
Quando Paulo estava em um navio à deriva em meio a uma severa tempestade, ele exortou a tripulação “que tenham coragem, porque nenhuma vida (psiquê) se perderá, mas somente o navio” (At 27:22). O sentido é que apenas o navio seria destruído, mas não as almas-psiquês dos tripulantes – algo inteiramente desnecessário de se acentuar caso a alma já fosse imortal por natureza. Só faria sentido Paulo tranquilizar a tripulação assegurando-lhes a sobrevivência da psiquê se a psiquê é passível de ser destruída tanto quanto o navio onde estavam. Caso contrário, ele estaria apenas garantindo o que todo mundo já sabia e não acrescentando nada a ninguém.  
 
Salvar a alma – Assim como é possível “perder” a alma, também é possível salvar uma. Você com certeza já deve ter ouvido muito sobre “salvar almas”, quase sempre em um contexto envolvendo salvação. Dizemos que a missão da Igreja é “salvar almas”, que Jesus veio para salvar as almas dos pecadores e que salvar almas é “saquear o inferno”. Mas um sentido que você nunca irá ver alguém citar, mesmo sendo muito mais frequente na Bíblia, é de salvar uma alma da morte física à qual ela estaria fadada[5]. Isso, mais uma vez, decorre do conceito grego que levamos em mente, onde salvar uma alma da morte simplesmente não faz sentido, dado que ela é imortal.   
 
Na Bíblia, porém, vemos que “Saul enviou alguns homens à casa de Davi para vigiá-lo e matá-lo de manhã; mas Mical, a mulher de Davi, o alertou: ‘Se você não fugir esta noite para salvar sua vida, amanhã estará morto’” (1Sm 19:11). O trecho em que Mical diz para Davi “salvar sua vida”, no hebraico, é malat nephesh (salvar a alma). Mas Mical claramente não tinha a intenção de salvar a alma de Davi pregando-lhe o evangelho para que ele não fosse pro inferno. Ao contrário, ela queria livrar Davi da morte, que era o que Saul (que também não estava preocupado com salvação ou perdição espiritual) estava tramando contra ele. Aqui, portanto, “salvar a alma” não é converter alguém, mas evitar que a alma morresse fisicamente.
 
Se Mical quis salvar a alma de Davi, Joabe, o comandante do seu exército, o repreendeu por ter “humilhado todos os teus soldados, os quais salvaram a tua vida (nephesh)” (2Sm 19:5). Como você já deve suspeitar, a intenção dos soldados não era converter Davi, mas protegê-lo fisicamente de todas as ameaças. Ao salvar Davi da morte, eles salvaram sua nephesh, dado que a nephesh morreria assim como o corpo. O mesmo acontece quando Ló agradece os anjos por terem usado de “misericórdia para comigo, salvando-me a vida (nephesh)” (Gn 19:19). Os anjos não trouxeram a salvação espiritual para Ló – que já era um homem justo –, mas livraram a alma de Ló da morte, ao tirá-lo de Sodoma e Gomorra antes da destruição pelo fogo.
 
Quando Adonias quis se tornar rei à força, em lugar de Salomão, o profeta Natã deu a Bate-Seba “um conselho para que você salve a sua vida (nephesh) e a vida (nephesh) do seu filho Salomão“ (1Rs 1:12). Se lermos a natureza deste conselho nos versos seguintes (vs. 13-14), vemos que ele não tinha nada de espiritual. Em vez disso, limitava-se a uma tentativa de salvá-los da morte, conseguindo convencer o rei a reconhecer Salomão como o legítimo sucessor ao trono. Até mesmo “Elias teve medo e fugiu para salvar a vida (nephesh)” (1Rs 19:3) quando perseguido por Jezabel, assim como fizeram os arameus diante dos israelitas ao abandonarem “as suas tendas, os seus cavalos e os seus jumentos, e deixando o arraial como estava, fugindo para salvar a sua vida (nephesh)” (2Rs 7:7).
 
Jeremias encoraja os judeus a fazerem o mesmo quando exclama: “Fujam! Corram para salvar suas vidas (nephesh); tornem-se como um arbusto no deserto” (Jr 48:5-6), e também: “Fujam da Babilônia! Que cada um salve a sua vida (nephesh)! Não sejam destruídos por causa da maldade dela!” (Jr 51:6). Amós diz que “os mais ágeis não encontrarão refúgio, os fortes não poderão usar a sua força, e os valentes não conseguirão salvar a sua vida (nephesh)” (Am 2:14). Até mesmo “os que vão montados a cavalo não conseguirão salvar a sua vida (nephesh)” (Am 2:15). Em todos esses textos, é nephesh que aparece no hebraico, em contextos que claramente se referem à morte física.
 
Em Ezequiel, Deus fala a respeito daqueles que conseguem salvar sua nephesh ao ouvir o som da trombeta do atalaia, os quais conseguem fugir do exército inimigo a tempo:
 
“Quando eu fizer vir um exército inimigo sobre uma terra, se o povo dessa terra escolher um homem do meio deles e o constituir por seu atalaia, e se, ao ver que o inimigo se aproxima, esse atalaia tocar a trombeta e avisar o povo, então aquele que ouvir o som da trombeta e não se der por avisado, se o inimigo vier e o abater, esse será responsável pela sua própria morte. Ele ouviu o som da trombeta e não se deu por avisado; será responsável por sua própria morte. Se ele tivesse dado atenção ao aviso, salvaria a sua vida (nephesh) (Ezequiel 33:2-5)
 
Quando Tiago e João pediram a Jesus autorização para fazer com que um fogo do céu consumisse as almas dos samaritanos, ele respondeu:
 
“E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia” (Lucas 9:54-56)
 
Note que, ao contrário do que fez com os outros textos, a ACF aqui manteve “alma” como a tradução de psiquê, talvez porque Jesus disse que não veio para destruir as almas dos homens. No entanto, a despeito da recusa de Jesus em atender o pedido dos filhos de Zebedeu naquele momento, o texto nos mostra claramente que é possível a psiquê ser destruída, mesmo por um fogo que cai do céu fisicamente (como o que aconteceu com Elias). Caso contrário, Jesus diria apenas que não veio para destruir os corpos dos homens, já que o que estava em jogo era a destruição literal e física nesta vida. O fato de ele mencionar a alma prova que ela é tão perecível quanto o corpo, em consonância com tudo o que vimos até aqui.
 
Livrar a alma – Da mesma forma que o “salvar a alma”, quase sempre que alguém na Bíblia fala em “livrar a alma” diz respeito a livrar a alma da morte física, e não a um livramento espiritual de algo que não seja a morte. O salmista louva ao Senhor porque “tu livraste a minha alma da morte” (Sl 56:13), o que mostra que, para ele, uma alma morrer era perfeitamente possível. A maioria dos salmos foram escritos por Davi e expressam sua mais profunda aflição enquanto sofria pelas mãos de Saul, enquanto Deus o livrava constantemente da morte. Por isso ele diz que “grande é a tua misericórdia para comigo, e me livraste a alma do mais profundo poder da morte” (Sl 86:13), e que “tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda” (Sl 116:8).
 
O salmista também declara que “os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia; para lhes livrar as almas da morte, e para os conservar vivos na fome” (Sl 33:18-19). O paralelismo mostra que «livrar as almas da morte» equivale a «conservá-los vivos na fome», o que mostra que o salmista desconhecia completamente o dualismo entre uma alma etérea e imortal e um corpo físico e perecível. Para ele, a morte era uma possibilidade tanto para a alma como para o corpo, e afetava ambos por igual. O dualismo grego nos faz pensar que é impossível uma alma morrer de fome, mas essa é precisamente a ideia expressa pelo salmista.
 
Raabe pediu que os espias prometessem “que livrarão a nossa vida (nephesh) da morte” (Js 2:13), o que eles concederam quando pouparam Raabe e sua família da destruição de Jericó. Nos dias de Ezequiel, Israel havia se desviado a tal ponto que Deus disse que “ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor Deus, que nem um filho nem uma filha eles livrariam, mas somente eles livrariam as suas próprias almas pela sua justiça” (Ez 14:20). O mesmo também se aplicava à segunda morte, a morte final. “Se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniquidade, mas tu livraste a tua alma” (Ez 3:19), diz o Senhor ao profeta.
 
Resgatar a alma – Assim como é possível livrar uma alma da morte, também é possível resgatá-la da morte, que tem o mesmo significado básico. Deus disse a Moisés que “quando fizeres a contagem dos filhos de Israel, conforme a sua soma, cada um deles dará ao Senhor o resgate da sua alma, quando os contares; para que não haja entre eles praga alguma, quando os contares” (Êx 30:12). O «resgate da sua alma» se referia à oferta dada ao Senhor para livrar o povo de morrer pelas pragas. Uma vez que a própria alma é “resgatada”, é evidente que seria ela a morrer caso o resgate não fosse pago. Da mesma forma, a lei previa:
 
“Se, todavia, o boi costumava chifrar e o dono, ainda que alertado, não o manteve preso, e o boi matar um homem ou uma mulher, o boi será apedrejado e o dono também terá que ser morto. Caso, porém, lhe pedirem um pagamento, poderá resgatar a sua vida (nephesh) pagando o que for exigido” (Êxodo 21:29-30)
 
Se um boi matasse alguém, seu dono tinha que ser apedrejado, a não ser que pagasse um resgate por sua alma à família do falecido. Desta forma, sua nephesh era resgatada da morte, que seria o seu destino caso não pagasse o resgate.
 
Tirar a alma – Chegamos agora aos poucos (e únicos) textos usados pelos imortalistas em defesa do conceito platônico de alma na Bíblia: os versos que falam de “tirar a alma”. Isso acontece porque, da mesma forma que nos exemplos anteriores, somos naturalmente inclinados a pensar na alma como uma entidade imaterial e imortal, devido à forte doutrinação que recebemos ao longo de toda a vida. Assim, quando vemos alguém falando em “tirar” a alma, a primeira cena que vem à nossa cabeça é aquela dos filmes de Hollywood, onde uma alma fantasminha sai do corpo ao maior estilo Chico Xavier, indo para sabe-se lá onde – ainda que isso estivesse longe de fazer parte da mentalidade hebraica.   
 
Um exemplo é o da morte de Raquel após dar à luz a Benjamim, que as mesmas versões que tem por hábito omitir a palavra “alma” nos textos que falam da sua morte fazem questão de incluí-la ali: “E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim” (Gn 35:18). Outro exemplo é o do menino que Elias ressuscitou, dizendo: “Ó Senhor meu Deus, rogo-te que a alma deste menino torne a entrar nele. E o Senhor ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu” (1Rs 17:21-22). Por fim, há também o caso da ressurreição de Êutico, no NT, que apresenta o mesmo padrão:
 
“E, estando um certo jovem, por nome Êutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto. Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está. E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu” (Atos 20:9-11)
 
Para entendermos esses textos que falam da nephesh “saindo” e “voltando”, precisamos primeiramente pontuar que o que nós costumamos chamar por “alma” não era o mesmo que eles tinham em mente, já que viveram antes da filosofia grega popularizar o conceito platônico de alma. Como vimos até aqui com uma densa nuvem de testemunhas, nephesh para eles nada mais era que a vida que vivemos num corpo físico, quando não uma alusão ao homem em si. Isso explica por que a alma “sai” na morte e “volta” na ressurreição: nada a mais que um eufemismo para falar de alguém cuja vida se foi e voltou. Na morte, o sangue (que, como vimos, é igualado à nephesh) deixa de circular e a pessoa é dada como morta, e na ressurreição o sangue volta a circular e a pessoa retorna à vida.
 
Da mesma forma que os hebreus usavam o eufemismo do “perder a alma” para falar de alguém que morreu (porque o corpo perdeu o princípio vital que o mantinha vivo), eles usavam a linguagem do “tirar a alma” como um eufemismo para o fato da pessoa ter deixado de respirar, e, portanto, a vida não estar mais nela. É por isso que quatro versos antes de Elias ressuscitar o menino, o texto diz: “E depois destas coisas sucedeu que adoeceu o filho desta mulher, dona da casa; e a sua doença se agravou muito, até que nele nenhum fôlego ficou (1Rs 17:17). Esse trecho final é traduzido pela NVI como «e finalmente parou de respirar». Essa é a “saída” da alma, isto é, da vida que anima o corpo (e que “volta” na ressurreição). Nada de alma imortal aqui.
 
Outro texto que lança luz a isso é o que o jovem amalequita relata Saul dizendo: “Então ele me disse: Peço-te, arremessa-te sobre mim, e mata-me, porque angústias me têm cercado, pois toda a minha vida (nephesh) está ainda em mim” (2Sm 1:9). O que o amalequita queria dizer com isso não é que toda a extensão de sua alma imortal ainda estava nele, como se uma parte da alma saísse do corpo de cada vez, mas sim que ele ainda estava completamente vivo, cuja vitalidade vai se esvaindo na medida em que a pessoa vai morrendo. Assim, quando ele diz que toda a sua alma ainda estava nele, o sentido era totalmente diferente do conceito grego, onde a alma é um ente em particular que sobrevive com consciência e personalidade à parte do corpo.
 
Ler nestes textos qualquer indicação de uma alma imortal trata-se de um caso clássico de eisegese – que, ao contrário da exegese, consiste em inserir no texto os conceitos prévios que o intérprete traz consigo –, onde parte-se da premissa de que a alma é aquilo imaginado por Platão para então interpretar os textos bíblicos por essa ótica, em vez de interpretá-los sob a perspectiva dos leitores originais. Nenhum texto esclarece isso com mais precisão do que a oração de Jonas, que, em sua angústia e aflição, clamou a Deus: “Agora, Senhor, tira a minha vida, eu imploro, porque para mim é melhor morrer do que viver” (Jn 4:3).
 
“Tira a minha vida” é a tradução escolhida para laqach nephesh (tirar a alma). Qualquer imortalista ao se deparar com isso poderia pensar que Jonas estava pedindo a Deus que retirasse a sua alma do corpo sã e salva para que ele continuasse vivo na presença de Deus, mas a sequência da narrativa nos mostra claramente o que ele realmente desejava: “Ao nascer do sol, Deus trouxe um vento oriental muito quente, e o sol bateu na cabeça de Jonas, a ponto de ele quase desmaiar. Com isso ele desejou morrer, e disse: ‘Para mim seria melhor morrer do que viver’” (Jn 4:8).
 
Onde a NVI traduz por «ele desejou morrer», o hebraico traz sha'al nephesh muwth (desejou que sua alma morresse). Em outras palavras, quando Jonas pediu a Deus que “tirasse” a sua alma, ele não estava pedindo que sua alma continuasse viva em algum lugar, mas justamente o contrário, que ela morresse. “Tirar a alma”, para Jonas, era apenas um eufemismo para falar da morte da alma, não de sua sobrevivência em um outro mundo. Infelizmente, como nós temos a tendência de ler a Bíblia com as lentes da filosofia grega com a qual estamos habituados, somos naturalmente propensos a pensar que “tirar a alma” é levar um ser consciente pro céu fora do corpo, quando essa linguagem denotava algo completamente diferente na mentalidade dos autores bíblicos.
 
Outro exemplo tão esclarecedor quanto o de Jonas é o de Elias, quando estava fugindo da perseguição de Jezabel. O texto bíblico assim diz:
 
“Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. ‘Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados’” (1º Reis 19:3-4)
 
O trecho que diz «tira a minha alma», no hebraico, é laqach (tomar) nephesh (alma). Mais uma vez, os imortalistas poderiam ver nisso uma “prova” da sobrevivência da alma, partindo do pressuposto de que a alma é aquele fantasminha dos livros de Allan Kardec que deixa o corpo com consciência e personalidade após a morte. O problema é que o trecho que diz «pedindo a morte», no hebraico, é sha'al nephesh muwth (pediu que sua alma morresse). Assim como Jonas, Elias em sua angústia não estava pedindo pela sobrevivência da alma em um mundo superior, mas apenas que sua alma morresse, na falta de ânimo para continuar vivo.
 
Mais uma vez, o “tira a minha alma” era apenas um eufemismo para falar da morte da alma, no sentido de que o indivíduo perde toda a vitalidade que anima o corpo. Assim, “tirar” a alma no hebraísmo bíblico tem o mesmo sentido dos textos que falam de “perder” a alma, os quais, como vimos, aludem à morte e não à sobrevivência da nephesh. Este sentido fica ainda mais evidente na continuação do texto, quando Elias diz: “Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam a minha vida para a tirarem” (1Rs 19:10).
 
Onde a ACF traduz por «buscam a minha vida», o original diz baqash nephesh (buscam a minha alma). Como parece óbvio, seus perseguidores não estavam buscando sua alma imortal para conduzi-la em segurança ao céu, mas buscavam sua alma para matá-la. Portanto, “tirar a alma” consistia no mesmo que “buscar a alma”, e ambos queriam dizer apenas que a alma estava fadada à morte. Quem “buscava” a sua alma a buscava para matá-la, e era nisso que consistia “tirar” a alma da vítima, que assim perdia o princípio vital que a mantinha viva. Note o quanto isso se distancia do conceito platônico e espírita onde “tirar” ou “buscar” uma alma é levar um ser consciente desse mundo para um mundo espiritual, nada que pudesse estar mais longe da mentalidade hebraica.
 
Nas mais diversas vezes em que a expressão «tirar a alma» aparece na Bíblia, é sempre no sentido da morte da alma, nunca da sua sobrevivência. Deus disse que as cidades de refúgio serviam “para que o vingador do sangue não persiga o homicida, quando ficar furioso, e o alcance, por ser longo o caminho, e lhe tire a vida (nephesh), porque não merece morrer, pois não o odiava” (Dt 19:6). O verso anterior diz que “ele poderá fugir para uma daquelas cidades para salvar a vida” (v. 5), o que mostra que a própria nephesh estava sob ameaça. É por isso que quando Davi era perseguido por Saul, ele questionou a Jônatas: “Qual foi o pecado que cometi contra seu pai para que ele queira tirar minha vida (nephesh)?’” (1Sm 20:1). Saul não queria mandar a alma de Davi para o céu, mas simplesmente tirar sua vida.
 
O mesmo pode ser dito a respeito daqueles que “conspiram contra mim, tramando tirar-me a vida (nephesh)” (Sl 31:13), daqueles que “me retribuem o bem com o mal e procuram tirar-me a vida (nephesh)” (Sl 35:12) e daqueles que “espionam os meus passos, como aguardando a hora de me tirarem a vida (nephesh)” (Sl 56:6). Como castigo por seus pecados, Deus entregou o rei Zedequias “nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, que era seu inimigo e procurava tirar-lhe a vida (nephesh)” (Jr 44:30). Salomão diz que “o espírito de ganância tira a vida (nephesh) de quem o possui” (Pv 1:19), e os homens que lançaram Jonas do navio clamaram ao Senhor para que “não nos deixes morrer por tirarmos a vida deste homem” (Jn 1:14). Assim, embora Bolton diga que “você não pode tirar a alma de alguém como pode cortar a mão dela”[6], esses numerosos exemplos demonstram o contrário.
 
Quando Abigail diz a Davi que “mesmo que alguém te persiga para tirar-te a vida (nephesh), a vida (nephesh) de meu senhor estará firmemente segura como a dos que são protegidos pelo Senhor teu Deus, mas a vida (nephesh) de teus inimigos será atirada para longe como por uma atiradeira” (1Sm 25:29), o que ela estava querendo dizer com isso não era que uma alma fantasminha seria arremessada para longe como num arremesso de peso, mas sim que os inimigos de Davi teriam suas vidas completamente aniquiladas. O “tirar” ou “arremessar” a alma é apenas o eufemismo usado para designar a morte de alguém, que é a morte da nephesh.
 
Em todos esses textos, a vida (aqui retratada como alma-nephesh) é tirada porque não resta mais vida, não porque ela foi transferida a uma outra dimensão. Da mesma forma, na ressurreição, a vida volta porque o indivíduo passa a existir novamente como um ser vivo ou alma vivente, não porque ele estivesse vivo em outro lugar e então tivesse que retornar ao corpo. Por isso ao lermos a Bíblia é tão importante trocarmos o “chip” do pensamento grego pelo “chip” do pensamento hebraico, cuja forma de pensar é completamente diferente, mesmo que às vezes possam usar uma linguagem semelhante com significados distintos.
 
Um cristão pode falar em “nascer de novo” da mesma forma que um espírita, mas eles não estão falando da mesma coisa. Enquanto o cristão se refere a uma regeneração espiritual, o espírita crê que nós literalmente nascemos de novo ao reencarnarmos, da mesma forma que acreditam que o “tirar a alma” é um fantasminha saindo literalmente do corpo, mesmo que isso tenha na Bíblia uma conotação totalmente diferente. Se alguém fala em “tirar a vida” de outra pessoa ninguém imagina que ele esteja falando de vida após a morte, mas se fala em “tirar a alma” essa é a ideia imediata que nos vem à mente, não porque haja de fato uma diferença significativa à luz da Bíblia, mas simplesmente porque carregamos conosco o conceito grego na cabeça, conscientes disso ou não.
 
A forma grega de pensar a alma torna sem sentido textos como o que Salomão escreve: “Não explore os pobres por serem pobres, nem oprima os necessitados no tribunal, pois o Senhor será o advogado deles, e despojará da vida os que os despojarem” (Pv 22:22-23). O trecho traduzido como «despojar da vida», no hebraico, é qaba` nephesh (despojar da alma). Se a alma é o que somos em essência, como poderíamos ser despojados de nós mesmos? O texto só faz sentido se a alma for entendida como o princípio vital que nos mantém vivos, sem o qual somos apenas corpos sem vida.
 
Outro exemplo é o texto em que Zofar declara que “os olhos dos ímpios desfalecerão, e perecerá o seu refúgio; e a sua esperança será o expirar da alma” (Jó 11:20). Se a alma do ímpio permanecesse viva após a morte, ele jamais teria dito que sua esperança seria o expirar da alma. É evidente que para Zofar o expirar da nephesh não significava a partida da alma imortal para o inferno de tormento eterno, mas se referia tão-somente à morte física. O sentido é que os ímpios teriam uma vida tão atribulada aqui na terra que desejariam a morte, que é o expirar de toda a força vital que sustenta o corpo em vida.
 
A noção de que a alma é um ente pessoal que sobrevive à parte do corpo com todas as faculdades mentais ativas é de todo estranha aos escritores bíblicos, para os quais ela consistia meramente no conjunto das funções vitais do organismo, sem o qual ele é incapaz de sobreviver. Não existia a ideia de uma “vida no corpo” e outra “vida fora do corpo”. A vida só é possível de ser vivenciada no corpo presente ou no corpo da ressurreição, sendo a nephesh uma alusão ao que o indivíduo é como um todo, ou à própria vida que ele vive corporalmente, cuja vitalidade está no sangue.
 
Buscar a alma – Em consonância com o sentido de “tirar” a alma, também era possível “buscar” a alma, que era quando alguém intencionalmente procurava matar o próximo. Davi viu “que Saul saíra à busca da sua vida (nephesh)” (1Sm 23:15), diz que “os que buscam a minha vida (nephesh) me armam laços” (Sl 38:12), pede que “sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida (nephesh) para destruí-la(Sl 35:4) e que “aqueles que procuram a minha alma para a destruir irão para as profundezas da terra” (Sl 63:9). Nestes dois últimos textos, em especial, há de se destacar o fato explícito de que os seus perseguidores buscavam a sua alma para a destruir, e não para enviá-la em segurança pro céu ou mantê-la viva em qualquer outro lugar.
 
Isso porque, como vimos, os hebreus não imaginavam a alma como um fantasminha que sobrevive fora do corpo, mas apenas como a vida que se vive no corpo. Portanto, matar o corpo era matar a alma, e “buscar” a alma era um eufemismo usado neste mesmo sentido, não uma indicação de vida após a morte. O Senhor diz a respeito de Judá e de Jerusalém que “os farei cair à espada diante de seus inimigos, e pela mão dos que buscam a vida (nephesh) deles; e darei os seus cadáveres para pasto às aves dos céus e aos animais da terra” (Jr 19:7). O que se segue à busca da nephesh não é aparição súbita no céu ou no inferno, mas sua transformação em cadáveres.
 
Aos romanos, Paulo cita o texto em que Elias clama ao Senhor que “mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma” (Rm 11:3). Como já vimos, nem Jezabel queria buscar a alma de Elias por outra razão que não fosse para destruí-la, nem o próprio Elias imaginava sobreviver na forma de uma alma incorpórea, razão pela qual pediu que sua alma morresse (1Rs 19:4), o que só não aconteceu porque foi transladado vivo para o céu, corporalmente (2Rs 2:11). “Buscar a alma”, portanto, não tinha nada a ver com tirar uma alma imortal de um corpo mortal, mas em buscar a morte integral de alguém que se tinha por inimigo.
 
Pedir a alma – Assim como era possível “buscar” a alma, também se podia “pedir” uma. Mas calma, eles não estavam comprando almas no supermercado nem invocando espíritos do além. “Pedir a alma” era apenas um eufemismo para requisitar a morte de uma nephesh, em consonância com o significado de “buscar a alma”. Quando Salomão pediu a Deus sabedoria, o Senhor lhe elogiou por ter pedido isso “e não uma vida longa, nem riqueza, nem pediu a morte dos seus inimigos, mas discernimento para ministrar a justiça” (1Rs 3:11). Onde a NVI traduz por «pediu a morte», o hebraico traz sha'al nephesh (pedir a alma).
 
Jesus também contou uma parábola onde a alma de certo homem é pedida:
 
“E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; e arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:16-20)
 
Embora muitos possam imaginar que “pedir a alma” tenha a ver com uma alma incorpórea deixando o corpo direto para a presença de Deus, na Bíblia isso significa apenas que alguém quer que outra pessoa perca a vida, razão pela qual uma alma pode ser “requisitada” por meros seres humanos (cf. 2Cr 1:11).
 
“Caçar” e “espiar” a alma – Uma outra linguagem incomum de se ver no meio imortalista é a de “caçar” a alma. Davi reclama a Saul que “nunca pequei contra o rei, ainda que esteja à caça da minha vida para tirá-la de mim” (1Sm 24:11). Onde a Nova Almeida Atualizada traduz por «à caça da minha vida», o hebraico diz tsadah (caçar) nephesh (alma). A conclusão é que Saul não estava apenas perseguindo o corpo de Davi, mas também sua alma-nephesh, não porque ele tivesse algum interesse obscuro no “fantasma” que se escondia no corpo de Davi, mas porque ele sabia que matar o corpo é matar a alma.
 
Uma vez que não há vida fora do corpo, Davi pôde dizer que “os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos” (Sl 71:10). O que seria “espiar a alma”? Ficar escondidinho espionando uma alma imaterial dentro do corpo de outra pessoa pelo buraco da fechadura? Não é o que parece. A NAA traduz esse verso como «os meus inimigos falam contra mim; e os que querem matar-me conspiram». “Espiar a alma” é tramar sua morte, o que só é possível se eles imaginavam que a alma é tão mortal quanto o corpo.
 
Não à toa, na continuação do capítulo ele diz que “os meus lábios exultarão quando eu te cantar, assim como a minha alma, que tu remiste” (Sl 71:23). O salmista teve sua alma “remida” porque Deus impediu que seus conspiradores a matassem, uma vez que ela é tão vulnerável quanto qualquer parte do corpo.
 
A alma na cova – Por fim, chegamos aos textos que falam da alma na cova, literalmente sepultando qualquer chance de ser entendida como um elemento imortal e transcendental. Eliú diz a Jó que “sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida aos que trazem a morte” (Jó 33:22). “Cova” aqui é a tradução de shachath, que significa «cova, destruição, sepultura»[7]. Ele também diz que Deus tem poder “para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada” (Jó 33:18), e que “Deus livrou a minha alma de ir para a cova, e a minha vida verá a luz” (Jó 33:28). Todos esses textos nos mostram que o destino natural da alma-nephesh é a cova, assim como ocorre com o corpo, embora Deus possa prolongar os dias da vida de alguém, evitando que morra precocemente.
 
Por isso ele diz que “Deus faz dessas coisas ao homem, duas ou três vezes, para recuperar sua alma da cova, a fim de que refulja sobre ele a luz da vida” (Jó 33:29-30). Embora o «recuperar sua alma da cova» possa ser entendido como uma alusão à ressurreição, aqui o sentido mais provável diante do contexto é que mesmo quando a alma de alguém está caminhando para a morte, isto é, para a cova, Deus pode intervir e livrar o homem de uma morte precoce. De uma forma ou de outra, está claro que o destino da alma após a morte não é o céu, o inferno ou um “estado intermediário” consciente onde quer que seja, mas o mesmo lugar onde o corpo jaz debaixo da terra.
 
Jeremias denuncia que “cavaram uma cova para a minha alma” (Jr 18:20), algo reiterado pelo salmista, que lamenta que “sem causa encobriram de mim a rede na cova, a qual sem razão cavaram para a minha alma” (Sl 35:7). A razão pela qual os seus perseguidores cavaram uma cova para a sua alma é porque a cova é o destino natural para o qual sua alma se dirigiria caso esses inimigos tivessem êxito. Por isso ele diz que “se não fosse o auxílio do Senhor, a minha alma já estaria na região do silêncio” (Sl 94:17). Qual seria essa «região do silêncio», para a qual o salmista diz que a sua alma, e não somente o seu corpo, iria após a morte? Com certeza não o céu, com seus altos louvores, muito menos o inferno, de tanta gritaria. A região do silêncio nada mais é que a sepultura, onde a alma repousa inconsciente e silenciosamente.
 
Em apoio à crença de que nenhuma alma escapa da sepultura, o salmista escreve que “o resgate de uma vida não tem preço. Não há pagamento que o livre para que viva para sempre e não sofra decomposição” (Sl 49:8-9). Embora a NVI tenha traduzido por “vida”, o hebraico traz nephesh. O que o salmista está dizendo é que não há preço que pague o livramento da alma da sepultura, para que ela possa viver para sempre e não sofrer decomposição. Com uma cajadada só, o salmista prova que: (1) o destino natural da alma após a morte é a sepultura; (2) a alma sofre decomposição, da mesma forma que o corpo; (3) se não há como livrar a alma da morte para que ela possa viver para sempre, obviamente é porque ela não é imortal.
 
O salmista jamais diria que não há pagamento que livre a alma de sofrer decomposição no túmulo, se ele tivesse a menor suspeita de que ela fosse um elemento naturalmente imortal que Deus implantou em nosso corpo ao sermos concebidos. E seria extremamente irônico se ele dissesse que não há pagamento que a faça viver para sempre sem interrupção, se a alma de literalmente todo mundo vivesse para sempre sem jamais ver a morte. É evidente que para o salmista a nephesh era tão mortal quanto o corpo, que morre, que se decompõe no túmulo e que é incapaz de viver para sempre de forma contínua.
 
Tão certo eles estavam de que o destino da alma após a morte é a sepultura que Ezequias, após ser curado da doença à qual estava fadado a morrer, orou em gratidão a Deus:
 
“Eis que foi para a minha paz que tive grande amargura, mas a ti agradou livrar a minha alma da cova da corrupção; porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados. Porque não te louvará a sepultura, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova. O vivente, o vivente, esse te louvará, como eu hoje o faço; o pai aos filhos fará notória a tua verdade” (Isaías 38:17-19)
 
Se apenas o corpo de Ezequias estava prestes a descer à cova, por que ele agradece a Deus por ter livrado a sua alma da «cova da corrupção»? É evidente que para ele o destino da nephesh era exatamente o mesmo do corpo, porque desconhecia completamente a filosofia grega que divide corpo e alma de forma dualista e em confronto com as Escrituras, com destinos diferentes para cada um após a morte.

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[1] De acordo com a tradução da Almeida Corrigida e Fiel.

[2] #3772 da Concordância de Strong.

[3] #2763 da Concordância de Strong.

[4] #5221 da Concordância de Strong.

[5] Como veremos no capítulo 7, mesmo quando a Bíblia fala da morte final ela não está falando de uma morte puramente “espiritual” no sentido de permanecer viva longe de Deus, mas da segunda morte, que é tão literal e física quanto a primeira.

[6] BOLTON, Peter. Soulless, but still valuable. Disponível em: <https://www.theguardian.com/commentisfree/belief/2010/jan/18/animals-souls-philosophy>. Acesso em: 15/04/2021.

[7] #7845 da Concordância de Strong.


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200 comentários:

  1. Eu tive uma percepção muito importante desse assunto, e na verdade primeiro foi em Harry Potter antes da Bíblia (pois eu li Hp antes da bíblia). Pois no ultimo livro está o tema da morte e do amor, e que o senhor da morte não é aquele que pode matar muitas pessoas e não sofrer a morte (Voldemort) mas sim aquele que aceita a morte por amor aos outros, dispostos a se sacrificar por eles (Harry), e esse sim é o verdadeiro senhor da morte, sendo então capaz de ressuscitar pois se ele é o senhor da morte, a morte não pode para-lo. E aquele que se julgava imortal e capaz de matar qualquer um (Voldemort) é quem morre no final, incapaz de fazer algo por si mesmo.

    A escritora obviamente tirou isso da Bíblia, onde vemos o mesmo tema: aquele que julga ser o senhor da morte por matar e destruir vidas (Satanás) não é o senhor de nada, pois o verdadeiro Senhor de tudo é aquele disposto a entregar sua vida por amor aos outros (o próprio Jesus), de modo que a morte não pode para-lo, pois Seu amor supera a morte, e o próprio Deus Pai o traz de volta, mas agora com um corpo imortal para que a morte não possa mais afeta-lo. Nós, meros humanos pecadores, não podemos realizar o mesmo sacrifício que Jesus fez, por isso depositamos a fé nele, para que Ele possa nos resgatar da Morte e então nos ressuscitar um dia, mas desta vez para nunca mais morrer. Aqueles que não tem fé nele não são resgatados da morte, pois são incapazes de superarem a morte por si mesmos, e não depositaram a fé no único que poderia fazer eles superarem a morte.

    Tornar todos os humanos imortais colocando uma alma fantasmagórica neles é jogar a bíblia de cabeça para baixo, pois torna os seres humanos imortais independentes do sacrifício de Jesus Cristo, quando a lição da Bíblia é claramente mostrar que só poderemos alcançar a felicidade e eternidade plena porque somente Jesus pode superar a morte, algo que ninguém pode fazer. Fora que a imortalidade da alma cria situações completamente surreais e mitológicas que não tem nada haver com o Cristianismo, pois cria dimensões completamente imaginarias (limbo, purgatório, o famoso inferno medieval, e embora os Céus existiam, a visão popular sobre o Céu não tem nada haver com o que a Bíblia sempre demonstra). Fora inúmeras histórias mirabolantes, de pessoas dizendo que Deus deixou seus profetas apodrecerem no inferno até Jesus vir resgatar eles, e dai temos o mito de que Jesus foi pro Inferno durante o tempo que esteve morto, e outras ideias bizarras.

    Continue com o bom trabalho Lucas, pois realmente muda muito a percepção das pessoas sobre a fé cristã para o mais próximo do que era na época hebraica e na época apostólica, e não as mitologias que se infiltraram na fé cristã com o passar dos séculos.

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    1. Muito boa a sua reflexão, me lembrou a introdução do livro "Imortalidade da Alma ou Ressurreição dos Mortos?", do Oscar Cullmann, onde ele faz um paralelo semelhante entre a morte de Jesus e a de Sócrates (que acreditava na imortalidade da alma), vale a pena dar uma lida se ainda não leu:

      https://www.mentesbereanas.info/imortalidade-da-alma-ressurreicao

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  2. Banzolão eu já comentei aqui no seu blog algumas vezes sobre posicionamentos radicais do Julio Severo que são incompatíveis com a fé cristã,recentemente o Vinicius outro leitor tbm fez isso,quis aproveitar esse gancho dele para comentar que ele foi um pioneiro entre os blogueiros evangélicos do Brasil,que tinha uma trajetória de relativo respeito no nosso meio,por exemplo ele foi o primeiro a denunciar o ativismo LGBT no país,ainda na década de 1990,quando esse ativismo ainda engatinhava no Brasil,baseado em casos dos EUA onde a militância gay era maior ele escreveu o livro´´ O Movimento Homossexual´´ prevendo que tal ativismo cresceria no Brasil se o PT fosse eleito,o que realmente ocorreu e foi o primeiro a romper com o olavismo tbm,mas o que o levou na sua opinião a ficar tão radical,a ponto de desejar a execução dos homossexuais?

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    1. ...mas o que o levou na sua opinião a ficar tão radical, a ponto de desejar a execução dos homossexuais?

      Isso aí você teria que perguntar pra ele, impossível eu ter como saber. Às vezes as pessoas que defendem muito alguma coisa acabam defendendo tanto que viram fanáticas, e a natureza de todo fanático é adotar posições extremistas. Não posso afirmar com certeza que seja o caso dele, mas é o que parece.

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  3. Lucas tudo bem? Eu tenho dúvidas sobre Jó capítulo 40 e 41 você pode olhar a sua fange? Lá explico melhor.

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    1. Vou dar uma olhada lá ainda hoje ou amanhã.

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    2. Olá, Lucas não precisa mais achei um artigo seu falando a respeito disso.Agradeço sua atenção.

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    3. Agora a expansão dos Ceús em Genesis se refere a Atmosfera?E no caso de Eliú a polêmica com o espelho como entender?

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    4. Agora a expansão dos céus em Genesis se refere à atmosfera?

      Sim, aqui tem vários comentários sobre isso:

      https://www.studylight.org/commentary/genesis/1-6.html

      E no caso de Eliú a polêmica com o espelho como entender?

      Isso é linguagem poética, o próprio relato da criação em Gênesis 1:20 diz que as aves voam SOBRE o firmamento ou expansão, então não se trata de algo sólido.

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    5. Lucas,também não sei lidar com esses cientistas e o ateísmo,muitos cientistas promovem o ateísmo vi inclusive em um trabalho acadêmico um trecho de uma mulher da Universidade de Campinas reconhecendo que o macroevolucionismo não pode ser provado,mas aproveita pra atacar os criacionistas,chamando os argumentos de grotescos e como não é de se surpreender falam em uma cosmogonia fantasiosa dos Hebreus,aquele problema de ceticismo,como você lidar com isso?Outro problema está sendo o jornalismo tradicional e a internet tento ao máximo evitá-los,mas quando vejo aparece ataques e não acho que a Igreja está sabendo lutar contra essas adversidades, o que você acha?

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    6. Esqueci de mencionar falaram que a Bíblia diz que o Universo está parado,não entendi isso,talvez seja por causa de Davi que disse que a terra está parada e que Deus a firmou.Mas,acho que ele está falando da visão humana sem os instrumentos de hoje não teria como saber que o Universo está se movimentando qual a sua opinião a respeito?

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    7. Sobre a primeira questão, eu recomendo a leitura dos meus livros "As Provas da Existência de Deus" e "Deus é um Delírio?", onde você encontra resposta a todas essas questões. Você pode baixá-los na página dos livros:

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

      Sobre a segunda, é isso mesmo que você disse. Quando o salmista diz que Deus "firmou" a terra, é no sentido de que nós pisamos em uma estrutura sólida (ou seja, uma estrutura firme), ele não está falando do movimento dos planetas e muito menos sobre o universo como um todo.

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  4. Blz lucas? Vc como históriador tem como indicar algun(s) livro(s) q fale sobre a idade media (reinos Bárbaros, ruralização, influência religiosa...) ??

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    1. Sim, todos do Jacques Le Goff. É o maior medievalista que já existiu e escreve numa linguagem simples e clara, tem dezenas de livros sobre a Idade Média. Alguns dos que eu li dele foram esses:

      LE GOFF, Jacques. A bolsa e a vida: economia e religião na Idade Média. São Paulo: Brasiliense, 2004.

      LE GOFF, Jacques. A Civilização do Ocidente Medieval. Lisboa: Editorial Estampa, 1983. v. 1.

      LE GOFF, Jacques. La Baja Edad Media. Madrid: Siglo XXI, 1971.

      LE GOFF, Jacques. Mercaderes y Banqueros en la Edad Media. 7ª ed. Buenos Aires: Editorial Universitaria de Beunos Aires, 1975.

      LE GOFF, Jacques. A Idade Média e o Dinheiro: ensaio de antropologia histórica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.

      LE GOFF, Jacques. La Baja Edad Media. Madrid: Siglo XXI, 1971.

      LE GOFF, Jacques. O homem medieval. Lisboa: Editorial Presença, 1989.

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    2. Obrigado Lucas. Aproposito segui a tua sugestão de livro sobre o panorama historico de Israel e comprei.Irei seguir essas sugestões também. DEUS abençõe.

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  5. 1) Lucas, eu estava vendo seu artigo sobre o que poderia evitar a implantação do socialismo no Brasil e você falou que os evangélicos são o principal impecílio. Isso é bem triste, pois eu não tenho dúvidas de que o protestantismo e todo o cristianismo de uma forma geral irá decrescer bastante no Brasil e no mundo inteiro. Aliás, eu ACHO que o cristianismo é a religião que mais perde fiéis no mundo em ritmo acelerado. A quantidade de não-religiosos tende a subir bastante no Brasil e eles geralmente são bem esquerdalhas. Vi uma matéria há um tempo atrás que dizia que o grupo "religioso" que mais cresce no Brasil é o dos desigrejados, ex-evangélicos que continuam sendo cristãos mas que não frequentam igreja alguma. E outra, se você pesquisar a demografia religiosa do Brasil, verá que 27% dos brasileiros são "evangélicos" de acordo com um senso de 2015, se não me engano. Isso é uma baita mentira! Se você for ver as igrejas que estão entre as "evangélicas" vai achar CCB, Adventista, TESTEMUNHAS DA JEOVÁ, etc. Eu acho que o número de evangélicos não chega nem a 10%, pois eu já expliquei que só são evangélicas aquelas igrejas que possuem algum documento oficial que aceite todos os dogmas evangélicos como verdadeiros. Na verdade, o que temos no Brasil que impede o avanço do comunismo são os evangélicos e outras vertentes cristãs conservadoras ridiculamente chamadas de "evangélicas" por um povo ignorante que não sabe nem ler e escrever direito. Enfim, onde eu quero chegar? O protestantismo já era! Vamos ter que pensar em outra forma de barrar os planos dos esquerdalhas se quisermos viver uma vida decente. O que você acha que podemos fazer para combater a doutrinação marxista nas universidades? Ainda há esperança? Eu sinceramente estou muito preocupado com o futuro desse país ridículo.

    2) Eu acho que não entendo muito de política. Mas acho que minha visão política não se encaixa bem na direita nem na esquerda. Acho que sou do centro. Eu sou à favor da propriedade privada, da livre concorrência e do livre comércio. Nestes pontos me aproximo mais da direita. Mas me aproximo mais da esquerda em outros pontos: sou à favor da distribuição de renda entre bairros ricos e pobres, sou à favor de movimentos que ajudam os oprimidos da sociedade (mulheres, negros, gays, etc.) e - sei que neste ponto muitos irão me odiar - sou à favor da discriminalização da maconha. Com quais destes pontos você concorda?

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    1. 1) Eu não vou discutir o conceito de “evangélicos” porque a gente já teve essa discussão antes, mas sim, a tendência mundial de longo prazo é o ateísmo/agnosticismo dominar tudo, por isso o homem do pecado “se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração” (2Ts 2:4), ou seja, será contra todas as religiões (algo que ele não conseguiria hoje, já que ainda há muitos religiosos de todos os tipos, mas no futuro serão uma minoria que ele conseguirá sufocar sem fazer muito esforço). Sobre o que fazer para combater a doutrinação marxista nas universidades, é simples: entre lá e faça a diferença. Só há doutrinação marxista porque há professores marxistas, e só há professores marxistas porque os de direita (ou de centro, ou mesmo ou de uma esquerda não-marxista) se omitem. Se metade dos professores não fossem marxistas, a doutrinação seria muito menor, e pelo menos teria um contraponto. Eles tiveram a estratégia de ocupar as universidades e obtiveram sucesso nisso, mas do nosso lado só tem quem pensa em fazer leis inúteis criminalizando o comunismo (o que não deu certo nem na época da ditadura, que foi justamente quando eles tomaram conta das universidades), em vez de pensar na mesma estratégia deles, que é a única coisa que pode balancear o jogo.

      2) Sobre distribuição de renda, depende das condições e do quanto estamos falando, dependendo de como for pode prejudicar a economia até para os mais pobres (gerando desemprego e tudo mais); sobre esses movimentos, uma coisa é defender sua existência, outra coisa é concordar com cada pauta que eles defendem (nunca vi um liberal defender que esses movimentos sejam criminalizados, o que iria na contramão dos próprios princípios liberais); sobre a descriminalização da maconha, eu sou contra (já escrevi sobre isso).

      PS: tive que suprimir seu comentário dirigido ao Alon devido à grande quantidade de ofensas, sei que ele também foi ofensivo contigo (e inclusive eu já deletei o comentário dele também e não vou aceitar novos comentários do tipo), mas o seu multiplicou os ataques umas dez vezes, se eu não suprimisse o comentário iria gerar uma nova resposta dele com mais ofensas e isso aqui iria se transformar em um ringue de insultos e baixarias, que é tudo o que eu não quero que este espaço se torne. Como a sua resposta ao Lucass era parte do mesmo comentário, ela foi excluída junto, mas se quiser é só enviá-la de novo que eu aprovo.

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    2. 1- Banzolão por isso eu nunca apoiei o Escola Sem Partido,eu lembro que na época em que o projeto estava em pauta vc apoiava,mas na minha visão a solução para combater a doutrinação marxista nas universidades é os liberais,conservadores ocuparem as mesmas,se formarem em história,geografia,filosofia,sociologia,principalmente as ciências humanas,onde o foco de doutrinação é maior,na minha visão a solução não passa pelos tribunais e sim pela mesma infiltração feita pela direita para equilibrar o jogo,tanto é que o próprio Miguel Nagib fundador do Escola Sem Partido já desistiu do projeto https://www.terra.com.br/noticias/educacao/sem-apoio-fundador-do-escola-sem-partido-anuncia-suspensao-de-atividades-e-critica-bolsonaro,8958d117da38282fee67e3daebe81d19al3d89pi.html

      2- O líder do movimento, que diz ter como objetivo "dar visibilidade ao problema da doutrinação e da propaganda ideológica, política e partidária nas escolas", divulgou um depoimento em que se diz frustrado com o fato de o presidente Jair Bolsonaro não ter tocado mais no assunto. "Sem o apoio de Bolsonaro? Não me refiro ao governo, mas à liderança política do Presidente, o Escola sem Partido dificilmente conseguirá avançar", escreveu.

      O Bolsonaro foi eleito prometendo ajudar o Escola Sem Partido e combater a doutrinação nas universidades e não está fazendo nem uma coisa nem outra,mas uma promessa quebrada dele.

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    3. A ideia do Escola Sem Partido está correta, a escola realmente não deveria ser palanque político pra partido nenhum, mas não vai ser uma lei como essa que acabaria com o problema da doutrinação, professor marxista é como missionário religioso, não vai parar de pregar mesmo se fizerem duzentas leis. Por isso a única solução real é a direita ocupar as universidades da mesma forma que eles fizeram e tentar equilibrar as coisas, pelo menos mostrando o outro lado da moeda.

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  6. Boa noite.
    É, realmente depois dessa fica parecendo que existe uma grande patifaria entre os tradutores para trocar a almapor alguma palavra que não seja alma mesmo.
    (1) eu queria ma explicação lúcida sobre o caso da pitonisa de En-dor. Era ou não era Samuel? Pq eu procurei na net e vi um mol de explicações. Teve um grande pastor dizendo que era Samuel realmente porque Deus abriu uma exceção dentro da própria regra; tem gente que diz que não era... O que me incomoda é que o texto fala assim: então Samuel disse... um judeu médio, lendo aquilo naquela época, entenderia como sendo realmente Samuel aparecendo. Tanto é que realmente tem rabinos que interpretam como sendo Samuel mesmo, mas eu nao concordo até pq a previsao que ele faz da morte de Saul está errada, ele morre em momento diferente do profetizado pela "aparição". Outro caso, o Augustus Nicodemus é um cara sério e fez uma análise curta num vídeo no Youtube me parece que coerente: https://www.youtube.com/watch?v=gl8ThEZoPyI . A questão é que no registro do caso não há a menção de que foi Satanás aparecendo no caso, como em outras vezes na Bíblia. E no final ele acha coerente achando que era de fato Samuel, e que Deus teria permitido isso para aumentar a culpa de Saul, mas meio hard...
    O pior dessa coisa de alma penada é que deu margem pra toda aberração espiritual que existe hoje: oração a mortos, intercessão de santos, necromancia, um monte de tralha.
    (2) Mas quando Deus fala pra personagens no Gênesis sobre a morte deles por exemplo ele diz: vc vai se reunir com seus antepassados. Se reunir onde? E como? Em que estado? No mínimo dá a entender que estão indo a algum lugar, fica parecendo isso.
    (3) uma coisa nada a ver com o assunto. No apocalipse a gnt ve o profeta falando que viu estrelas caindo do céu. Acho que seriam mísseis, no ponto de vista dele ele não saberia o que são mísseis intercontinentais balísticos, e de longe, parecem sim estrelas caindo, olha esse vídeo curto de um missil balístico: https://www.youtube.com/watch?v=lZYHSHokzOM
    Poderia ser isso será? Um cara no século um jamais pensaria que isso seria um missil pq misseis nao existiam na época entao ele narra apenas o que vê, penso isso.
    É por isso que penso que a pessoa que narrou o caso da pitonisa narrou o que estava vendo mas na verdade não era Samuel não, era outra coisa... penso isso.

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    1. 1) Eu escrevi sobre isso aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2015/06/refutando-o-argumento-espirita-de-paulo.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2012/12/foi-samuel-quem-apareceu-saul-em-en-dor.html

      2) "Se reunir aos antepassados" era um eufemismo para o fato de que eles na morte estariam no mesmo lugar que os seus antepassados já falecidos, o Sheol (regiões subterrâneas da terra, onde os mortos eram enterrados). Não tem nada a ver com uma reunião literal de almas penadas vivas e conscientes. Eu falo exaustivamente sobre isso aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2020/10/estudo-completo-sobre-o-estado-dos.html

      Tem um tópico que é só sobre isso, onde eu mostro que a mesma expressão é usada em relação a coisas inanimadas, como cidades inteiras. Qualquer coisa que descia para debaixo da terra era "reunida" ao que já estava ali. A impressão de que essa expressão tem a ver com uma reunião consciente de almas imortais em um outro mundo é fruto da mentalidade grega dualista com a qual estamos acostumados, não do próprio pensamento hebraico. Ou seja, pensamos que na morte as almas se reúnem numa outra vida, e assim tendemos a interpretar os textos bíblicos em conformidade com essa visão.

      3) Como estamos falando de simbologia apocalíptica, tudo é possível. Uma estrela literal não seria porque estrelas que caíssem na terra destruiriam todo o planeta e não sobraria mais nada para continuar a história, mas podem ser meteoritos, ou qualquer coisa que venha do céu (ali lançado por mãos humanas ou não). A ideia de que sejam mísseis é bem possível sim, alguém daquela época tendo uma visão desse tipo com certeza usaria a metáfora das estrelas, mas não dá pra cravar que seja isso porque são muitas as possibilidades.

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  7. Irmão, o occamismo de Lutero se assemelha a Kant em sua posição metafísica? Você acha que Kant foi influenciado por Occam?

    Faço esse questionamento porque enquanto os melhores apologistas, contemporâneos, para crença racional em Deus são evangélicos isso se diferencia muito do occamismo de Lutero, segundo o livro "a mecânica da salvação" da CPAD. Ai observo alguns católicos e, as vezes, arminianos dizendo que Lutero gerou Kant. O que você pensa a respeito disso? Pergunto porque você é o melhor apologeta brasileiro.

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    1. Antes de responder, eu preciso deixar claro que filosofia não é o meu campo, minhas áreas de especialidade são teologia e história, o pouco que eu sei de filosofia vem daquilo que está conectado a esses dois campos. Feita essa ressalva, Lutero não era contra a teologia natural, embora ele não a considerasse muito útil, e também não era contra o uso da razão apesar de uma citação fora de contexto de um livro que nem é dele, que é muito usada por católicos e ateus. O tipo de "razão" que Lutero era contra era o racionalismo medieval que se ensinava nas universidades da época e que era mesmo uma grande porcaria baseada em todo tipo de sofisma para se encobrir a verdade, e não o ato de raciocinar em si ou de pensar logicamente (o que ele faz em todos os seus escritos). Eu recomendo dois artigos sobre isso, um do James Swan que refuta essa acusação feita contra Lutero e outro do Vitor Barreto que refuta a acusação de que Kant tem alguma coisa a ver com o pensamento da Reforma:

      https://beggarsallreformation.blogspot.com/2007/10/luthers-use-of-reason-aka-atheists-need.html

      http://umavisaoreformada.blogspot.com/2018/05/kant-o-oposto-da-reforma.html

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  8. Banzolão, qual sua opinião do pessoal que se diz conservador mas que atacam os EUA e enaltecem a Rússia?
    Eu sigo várias páginas e canais conservadores e ultimamente eu percebi que cada vez mais esse tipo de opinião vem crescendo, com esse pessoal afirmando que os EUA, a CIA, Israel e o Mossad são os responsáveis pelo esquerdismo e a degeneração da sociedade moderna, e que Putin é um verdadeiro conservador e a Rússia é a única nação capaz de livrar o mundo da degeneração.
    Outro ponto da "argumentação" deles é que os EUA e Israel querem destruir o Brasil sabotando o governo Bolsonaro para poder roubar nossos recursos naturais e acabar com a nossa cultura, e o mais interessante disso é que muitos desse "movimento" flertam com o fascismo na cara dura, chamando liberais de traidores da pátria, afirmando que o liberalismo é uma ideologia revolucionária de esquerda e exaltando coisas como o movimento integralista, Getúlio Vargas, Enéas Carneiro e também recitando frases e usando lemas ditos pelo próprio Mussolini (alguns até usam foto do mesmo no perfil).

    Na minha sincera opinião, esses caras estão no mesmo nível dos já conhecidos conspiracionistas que acreditam que os judeus e a maçonaria controlam o mundo.

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    1. Eu como alguém que detesta o Estados Unidos atual posso responder. Mas primeiro, repudio o fascismo, repudio Bolsonaro, e qualquer outro que você tenha citado ai, então não pense que eu aja de igual maneira. Agora sobre o EUA é bem simples, Estados Unidos sempre foi um pais conservador e evangélico, preocupado em proteger sua nação e pouco se importando com que os outros fizessem, a menos que ameaçassem a soberania dos Estados Unidos. Mas já na 2 guerra mundial, e muito mais depois, o EUA começou a se meter no assunto dos outros, devastando países, planejando golpes (como as ditaduras militares de diversos países na América Latina), além de promover o aborto e a degeneração sexual a nível internacional, impondo isso a países de maneira obrigatória. Países que são contra estas libertinagens, ou simplesmente não tem a cultura norte-americana, são tratados como ditaduras, o Estados Unidos se achando a "policia do mundo" sai destroçando estas nações, depois o própria Eua contrata o povo destes países como escravos, prometendo reconstruir o pais e trazer a democracia, que é apenas uma fachada para as empresas norte-americanas lucrarem mais, pois o povo norte-americano exige boas condições de trabalho, enquanto o povo destruído nas guerras não, assim estas empresas saem do Eua para se estabelecerem em países desolados.

      O próprio Trump criticou isso, e foi um dos fatores que levou a vitória dele em 2016. O que eu quero dizer é que um conservador nos dias atuais apoiar os Estados Unidos é ridículo, pois a ala democrata, empresarial e midiática dos Estados Unidos promove no mundo inteiro valores anticristãos, e ai de quem não aceitar, e ainda destrói países pelo mundo inteiro. A Síria e o Iraque antes das guerras dos anos 2000 eram tolerantes aos cristãos, claro que não era o paraíso, mas não era horrível, com as guerras, milhares de cristãos foram massacrados, e muito mais foram mortos por terroristas islâmicos financiados pelos democratas (com a desculpa de que eles são apenas rebeldes querendo "derrubar a ditadura"), como um cristão pode apoiar um pais que massivamente financia os maiores assassinos de cristãos dos dias atuais?

      Por isso apoio os republicanos, pois eles de maneira geral tentam respeitar a soberania dos outros países, e se preocupam apenas com os Estados Unidos mesmo, mas quando são os democratas, vixe, e o pior é que muitos republicanos estão indo por esse lado também (como o próprio Bush a uma década atrás).

      Engraçado é aqueles que dizem que sem o Estados Unidos o mundo iria para o caos, mal percebendo que uma das maiores ditaduras anti-cristãos do mundo, a Arábia Saudita, continua viva e forte e amiguinha dos Estados Unidos, e pior, a Arábia Saudita oprime homossexuais e mulheres também, pessoas que os democratas juraram proteger, ou seja, em países fracos (como a Síria) tem que acabar com a ditadura pelo bem dos homossexuais e mulheres (mesmo que a vida deles seja bem melhor do que na Arábia Saudita), agora em um pais aliado e poderoso (Saudita) ai eles podem fazer o que quiserem e não devemos intervir. A hipocrisia do Eua e de grande parte de seu povo me enoja, achando que tem o direito de decidir o que é certo ou errado pelo mundo inteiro, e que o que é errado em um pais não é em outro, etc.

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    2. E engraçado eles falarem que Eua quer sabotar o Bolsonaro, quando foi o próprio Bolsonaro que se aliou aos Estados Unidos em todos os sentidos, então é ele mesmo que esta sabotando o Brasil (que eu concordo, mas não por esta aliança, e sim pelas outras baboseiras que ele fez)

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    3. Essas páginas aí são todas de integralistas, fascistas, monarquistas, tradicionalistas católicos, saudosistas da ditadura e fanáticos reacionários, não existe um só conservador nelas, o que eles chamam de “conservadorismo” é reacionarismo puro, para não dizer demência mesmo. Quanto à Rússia, uma nação onde não há transparência e nem liberdade para se falar mal do governo, onde quem critica a autoridade é fuzilado, preso, exilado ou some misteriosamente pode ser tudo, menos conservadora. Em nenhum lugar do mundo que não seja uma ditadura o mesmo cara governa o país há mais de vinte anos alternando entre as funções de presidente e primeiro ministro, como Putin. E é completamente delirante dizer que os EUA são os responsáveis pelo “esquerdismo” no mundo como se a Rússia fosse o seu oposto, sendo que o Putin antes de ser político era chefe da KGB comunista, e sempre adotou medidas de um Estado forte e autoritário (e não preciso nem dizer que a Rússia legalizou o aborto mais de meio século antes dos EUA). Mas vai explicar isso pra alguém que pensa que ser conservador é só reprimir o ativismo gay, é como explicar física pra um macaco.

      Sobre essa lenga-lenga de que os EUA querem “destruir o Brasil” e “roubar os nossos recursos”, parece aquelas vitrolas arranhadas, os caras não tem nem criatividade pra inventar uma difamação nova, são as mesmas de sempre. Eu me lembro muito bem que quando eu estava na 5ª série, há 18 anos atrás, meus professores diziam que o Bush iria roubar a Amazônia do Brasil e toda a sala acreditava estupefata, depois quem roubaria era o Obama, então o Trump, e agora o Biden. Só o que não mudou de lá pra cá são os otários que acreditam nisso.

      Sobre o comentário do Vinicius, eu não vou comentar aqui porque a gente já teve exatamente essa mesma conversa ano passado, mais especificamente na resposta a esses dois comentários:

      http://www.lucasbanzoli.com/2020/10/entenda-sola-scriptura-com-cirilo-de.html?showComment=1602635396034#c7385891959729604008

      http://www.lucasbanzoli.com/2020/10/entenda-sola-scriptura-com-cirilo-de.html?showComment=1602700390684#c4110780606362212364

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    4. O Julio Severo ama o Putin só por causa da repressão ao ativismo LGBT,ele pensa que ser conservador é só reprimir a homossexualidade,o Olavo até o acusa de receber dinheiro do governo russo para defende-lo,não vou entrar nesse mérito,não há nenhuma prova disso e acusar sem provas é crime,mas que é suspeito é.

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    5. Essa história de que os EUA vão roubar a Amazônia é uma fanfic usada pelos dois lados,começou com a esquerda,para acusar o imperialismo americano,depois a direita bolsominion passou a usar para disfarçar a má administração do Salles que permite as queimadas e antes disso ainda fez a mesma acusação ao Macron no meio quando o este criticou a administração brasileira da Amazônia,mas sabe que eu não duvido que em um futuro distante quando a água começar a ficar escassa,os EUA de fato queiram se apropriar da Amazônia,a Kamala Harris afirmou em um discurso recente que no futuro existirão guerras por água e uma das maiores reservas de água no mundo está na Amazônia.

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    6. Complementando a resposta do Lucas

      Além disso, é importante lembrar que essas pautas identitárias de esquerda como a legalização do aborto, casamento gay e o progressismo no geral não surgiram nos Estados Unidos, elas surgiram primeiramente na Europa e ganharam adeptos e aceitação lá e só depois foram pros EUA e mesmo assim com muita resistência da população protestante americana. Se hoje infelizmente os EUA sucumbiu ao progressismo a culpa foi em grande parte dos intelectuais da esquerda europeia que foram abraçados pela elite intelectual americana. Por exemplo, bem antes dos Estados Unidos legalizarem o aborto países como a URSS e a Polônia o haviam legalizado em plena década de 1920 (quase 50 anos antes dos EUA) e antes deles legalizarem esse era um tema recorrente discutido nas grandes universidades europeias desde pelo menos uns 50 anos antes! Além disso antes do Roe v. Wade legalizar o aborto lá nos Estados Unidos diversos países europeus ocidentais aquela altura já haviam legalizado o aborto nos anos 1960.

      Quanto ao casamento gay, essa pauta surgiu originalmente nas academias europeias no início do século XX com alguns grandes autores já defendendo a possibilidade de dois homens se casarem (o grande pioneiro desse movimento foi nada mais nada menos que o próprio Sigmund Freud com seus trabalhos psicanalistas à respeito da sexualidade), mas essas pautas só chegaram nas academias americanas só nos anos 1950 e mesmo assim com muita resistência, embora o ativismo gay como o conhecemos tenha surgido nos Estados Unidos dos anos 1960 como uma derivação do movimento hippie do "amor" livre, ele teve forte influência dos autores europeus que o haviam escrito muito antes, além disso é importante frisar que o primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay foi a Holanda em 2001, depois disso diversos países europeus começaram a legalizar o casamento gay, tanto é que até mesmo o próprio Brasil legalizou o casamento gay antes dos EUA lá em 2011-2013, pra se ter uma ideia Quando o casamento gay foi legalizado nos EUA em 2015 aquela altura quase 30 países o já haviam legalizado e os EUA foi muito criticado por ativistas pelo atraso na liberação e pela forte resistência que o mesmo enfrentou na sociedade americana (que aliás até hoje ainda há uma forte resistência ao casamento gay por pelo menos 38% da sociedade americana). Então se os EUA são a nova Babilônia, a Europa (que foi justamente o lugar de onde vieram essas pautas) deve ser a nova Sodoma e Gomorra.

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    7. Exatamente, foi o que eu tinha explicado no meu outro comentário que eu linkei aqui.

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    8. Também esqueci de mencionar uma coisa importante: tanto o aborto quanto o casamento gay foram legalizados não por vias democráticas convencionais (tais como plebiscito, referendo ou por via do Poder Legislativo exercido pelo Congresso Nacional) e sim por via de uma Decisão unilateral (uma imposição) vinda da Suprema Corte (o STF de lá) através do famigerado ativismo judicial.

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    9. Se não tem eleições democráticas para decidir estes assuntos, isso torna o Eua ainda mais indefensável. Afinal até faria sentido defender eles se "só" o estabilishemt fosse ruim mas o povo pudesse eleger certos assuntos. Mas se nem isso podem, então não há o que defender lá, pois defender o povo é inútil visto que eles não podem fazer nada para decidir certos tipos de leis. E não disse que estes assuntos surgiram por lá, é obvio que surgiram na Europa conforme a sociedade foi evoluindo (muitos conservas consideram o mais miserável dos direitos femininos uma afronta a sociedade ocidental, mostrando como ainda vivem no passado), mas os Eua que espalhou, então percebi minha incoerência em se dizer conservador ao mesmo tempo que defendia o Eua e o capitalismo por meses, até que o próprio conservadorismo se mostrou incoerente. Os Estados Unidos em nome do lucro se tornou o que que mais promove esse tipo de coisa, e ai de quem não gostar, mas isso é problema para o cristianismo (como a questão moral da homossexualidade), porque o buraco é muito mais embaixo quando se analisa as inúmeras outras porcarias que eles andam fazendo desde a guerra fria que afeta todo mundo, não só cristãos (sabotagens, espionagens, destruição de países, promoção de neoliberalismo, financiar organizações terroristas, tudo em nome da "lei, da ordem e da propriedade privada", quando o Eua é o mais que menos respeita lei, ordem e propriedade privada de qualquer lugar). E há quem se pergunte porque tanta gente odeia o Estados Unidos, como se filmes da marvel e da disney fizessem o Eua uma maravilha.

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  9. E aí, Banzolão, tudo bem? Artigo excelente! Por isso que a maioria nem sempre está com a razão. Muitos seguem-a acriticamente.

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  10. Xará, qual você acredita que potencialmente seja a melhor conjuntura para se evitar um Segundo Turno entre Lula e Bolsonaro nas próximas eleições? Idealmente, penso que o mais desejável seria haver um Impeachment o quanto antes, afastando a catástrofe atual do comando da nação e assim também impedindo-o de se reeleger, caracterizando um importante passo para a formação de uma candidatura não-lunática que sirva de combate ao PT. Igualmente, Lula deveria retornar à prisão. Mas, como sabemos, o deprimente é que essas medidas não apresentam a menor chance de se concretizar.

    Sendo assim, o mais plausível poderia ser a urgente organização de uma espécie de Frente Ampla, como já tem se debatido há tempos. O complicado é que tal projeto, até agora, também soa improvável e desorganizado, sem muita pretensão concreta. Ainda assim, nas terríveis condições atuais, não vejo outra escolha a não ser arrisca-lo. Estamos em frangalhos, toda a década foi horrível demais, a situação política é cada vez mais extraordinária, no pior sentido, e com isso a solução demandada deveria adquirir um caráter igualmente extraordinário, no caso, uma visionária Frente Ampla.

    Nesse sentido, me parece que uma chapa Ciro-PSDB seja a mais provável de materializar um bastião que englobe da esquerda não-petista até a direita não-bolsonarista, passando pelo Centro. Nem necessariamente precisam ser esses dois nomes em específico, os apresentei como amostra de uma estrutura que abrangesse os setores mencionados. Eu possivelmente nunca votaria no Ciro em condições normais, alimento uma série de críticas quanto a ele, especialmente na área econômica, com o PDT insistindo em dirigismo estatal falido, que como a História indica, infelizmente é um vício desse país. Todavia, com a dicotomia que tem se projetado para 22, não teria problema em votar nele ou em quem soe mais eficaz para auxiliar que saíamos do fundo do poço, anular o binarismo temido, e proporcionar algum nível de estabilidade mínima tendo um compromisso democrata como base.

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    1. Ciro-PSDB (o que jamais se concretizaria já que os dois se odeiam mortalmente) seria a alternativa à esquerda, a disputa dele é com o Lula, no caso o que a gente precisa é de uma alternativa à direita, alguém que bata de frente com o Bolsonaro e consiga ir pro segundo turno contra o PT. E pra mim há pouca diferença prática entre Lula e Ciro, os dois defendem basicamente as mesmas coisas tanto na área econômica como na social, só o que muda é que este último provavelmente roubará menos se for eleito, mas isso é muito pouco pra ser considerado uma opção séria, estaríamos ferrados do mesmo jeito com ele, é só ver o estado em que se encontra o Ceará. Se existe uma esperança é da popularidade do Bolsonaro despencar ainda mais até 2022, e então não consiga uma margem de votos suficiente para ser o candidato da direita a ir pro segundo turno contra o da esquerda.

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    2. O Ciro alega querer posicionar-se como o nome que consiga estabelecer aliança com, no mínimo, até a Centro-Direita. Isso, teoricamente, pressupõe ceder espaço para a inclusão de medidas moderadas em vez de atuar com base no que seria um plano raiz do PDT. Houve um manifesto pela Democracia umas semanas atrás do qual foram signatários o Dória, Huck, Amoedo, Mandetta e Ciro. Nessas condições, eu acabo criando um pouco de esperança com a ideia de Frente Ampla. Ainda mais porque, se esse caminho de coalizão for sendo reforçado, acabam não sobrando outros nomes com desempenho relevante. Mas certamente é preciso manter uma postura crítica quanto ao Ciro, sequer há garantia do cumprimento de tal plano, além dos fatores que evocam semelhança ideológica com o PT, que você bem apontou. Inclusive, foi divulgado há pouquíssimo tempo que o PDT está realizando parceria com ninguém menos que João Santana, o ex-marketeiro do PT. Sobre isso, realmente não dá pra comentar outra coisa a não ser replicar a tua fala, estamos ferrados.

      Tirando os olhos do papo de Frente Ampla e focando mais para a direita propriamente dita, ultimamente rolou aquela história em torno do Gentili e do Nando. Não sei no que deu, se era sério mesmo ou não. Mas não simpatizei com a possibilidade pelo medo dessa tal candidatura se tratar simplesmente de um acúmulo de remorso contra o status quo político, nesse caso, tendo simultaneamente o PT e o Bolso como alvos principais. Ou seja, um projeto totalmente oco, que se erga "contra tudo que está aí", enfeitando o discurso com umas satisfações rasteiras de que teriam como objetivo um país liberal-conservador, mas efetivamente sendo algo vazio e superficial, que naufrage em incompetência. Resumidamente, uma candidatura à imagem e semelhança do Bolsonaro em 2018, que colabore para desgastar ainda mais o sonho de ter uma boa direita nesse país. Todavia, num Segundo Turno tristemente seriam a opção preferível pra quem não está pretendendo anular, como eu.

      De qualquer forma, o futuro é bem incerto e muita coisa pode acontecer nesse mais de 1 ano que resta até a chegada da eleição. Torcer para que hajam luzes no fim do túnel.

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    3. 1-Mas se fosse para eleger alguém mais de centro esquerda eu preferiria a Marina Silva ou Geraldo Alckmin mas eles não tem qualquer carisma e sumiram totalmente,não se fazem ouvir.

      2-Nao acho que o Ciro seja socialmente tão parecido com o PT,duvido que ele com aquele jeitão de coronel machão lá de Sobral tenha alguma simpatia por aborto e homossexualidade,tanto é que a esquerda lacradora pós-moderna não gosta dele o enxergam como um "Bolsonaro de esquerda" talvez o apoiem desesperados em um eventual segundo turno contra o "Bolsonaro original" mas não será a primeira opção dos lacradores.

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    4. Pessoalmente, também iria preferir a Marina Silva. A considero anos-luz superior ao Ciro, e um dos quadros mais lúcidos do país. As pessoas costumam enxerga-la como incapaz, e eu até compreendo, mas não acho que seja. O desempenho da Marina nas eleições de 2010 e 14 não reflete alguém incapaz ou apagado. Mas certamente ela já não está competitiva como era antes, infelizmente. O 1% alcançado por ela em 18 permanece obscuro pra mim. E ela até tem sido relativamente ativa em suas declarações e posicionamentos, não está quieta. Nesse mesmo mês, a própria redigiu uma sequência de Tweets sobre seu suposto "silêncio":

      https://mobile.twitter.com/MarinaSilva/status/1382034576709664768

      Na Centro-Esquerda, a postura da Marina me soa digna de países de Primeiro Mundo, como a Nova Zelândia, bem como a da Tabata Amaral. A coisa é que ela já admitiu a possibilidade de não lançar uma candidatura no ano que vem em prol de buscar estabelecer a tentativa de uma Frente. E o Ciro tem sido indicado como cabeça do projeto simplesmente porque foi o terceiro colocado em 18, não por simpatia. Também gostaria muito mais que fosse outro alguém que não ele, e anseio por essa mudança. O amâgo é tentar aglutinar tudo o que está entre PT e o Bolsonaro, mas essa ambição é complicada demais.

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  11. No artigo anterior recebi uma resposta do Lucass e por falta de espaço na caixa de comentários não pude responder.

    Minha resposta - o casamento misto que me referi é entre um cristão e uma pessoa de outra fé. A Bíblia condena isto e a Confissão de Westminster também condena. Mas, como disse Paulo, se duas pessoas se casaram antes da conversão e um dos dois se converter depois do casamento, é missão desta pessoa converter seu consorte. Mas não é certo um evangélico se casar com uma pessoa de outra fé. É demoníaco uma igreja abençoar um casamento descaradamente antibíblico e desobediente a Deus. A Confissão de Westminster inclusive cita o exemplo do rei Salomão, que mesmo depois de ter recebido tantas bênçãos e de escrever livros sagrados, mesmo assim acabou se tornando idólatra graças às suas concubinas pagãs. Aí eu te pergunto: se até o rei Salomão se corrompeu por influência de suas concubinas pagãs, então imagine um cristão que nunca produziu literatura sagrada na vida! É muito perigoso! Deus odeia isso sem dúvidas. E tem mais. Se um evangélico se casar com um umbandista, por exemplo, imagine a confusão que haverá entre os filhos deles! Vão ter que escolher entre servir a Deus ou servir aos demônios. E o pior é que o pai ou a mãe que está na umbanda obviamente vai tentar levar seus filhos para o lado dos demônios também. Percebeu como isso é perigosíssimo? As igrejas que fazem este tipo de casamento estão sim aderindo a cultura mundana diabólica. Estão erradas! Me desculpe a expressão, mas é muita falta de vergonha na cara da liderança da igreja falar que a Bíblia não condena este tipo de coisa diabólica.

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    1. Compreendo. Penso que é certamente muito mais sensato casar-se com alguém da mesma fé, sem dúvida alguma, só haverá vantagens. Isso deve ser recomendado e orientado pela Igreja. Só não compartilho de tanta ênfase na questão devido ao fato do Cristianismo visar sempre expandir discipulado, resultando no cenário onde, por haver gente ingressando na comunhão continuamente, a situação em que pessoas já comprometidas e com família estabelecida estão chegando entre nós é muito comum. Então no final das contas a proibição ao Casamento Misto frequentemente é suspensa, independentemente se o cônjuge converte o parceiro em algum momento ou não. E se não conseguir, nem por isso o indivíduo se torna menos cristão do que um outro alguém que está casado com um pertencente à fé. Assim, acho que é interessante cuidar para direcionar o destaque do tópico para os solteiros cristãos em favor de serem piedosos e prudentes, reconhecendo a realidade recorrente dos que ingressam já estando casados.

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  12. Lucas, ficou sabendo que agora não teremos mais Censo Demográfico, pois é nunca saberemos como está o percentual oficial de evangélicos além de outras informações vitais para a criação de políticas públicas e também para conhecimentos gerais de geografia! Enquanto isso mesmo em plena pandemia (bem como sendo seu epicentro) os Estados Unidos realizou o censo mesmo assim:

    https://www.poder360.com.br/internacional/pela-1a-vez-censo-dos-eua-e-realizado-pela-internet/

    https://www.google.com/amp/s/g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2020/10/13/suprema-corte-dos-eua-permite-que-governo-trump-finalize-censo-com-antecedencia.ghtml

    Enquanto isso no país onde o poste mija no cachorro:

    https://www.google.com/amp/s/www.bbc.com/portuguese/brasil-56867582.amp

    https://www.google.com/amp/s/www.cnnbrasil.com.br/amp/nacional/2021/04/07/sem-censo-podem-faltar-vacinas-emprego-e-investimento-no-pais

    VALEU MITO!!!

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    1. Ps. O resultado do Censo Demográfico americano acabou de sair agorinha mesmo e o saldo foi crescimento positivo de 7,5% (mas em compensação foi o pior crescimento dos últimos 80 anos, quando entre 1930-1940 esse número foi de 7,3%) em relação ao último Censo Demográfico de 2010 a população americana crescimento de 308,7 milhões pra 331,5 milhões. Enquanto isso o IBGE disse que o Censo pode ficar pra 2023! ISSO É REVOLTANTE!

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    2. Eu não entendi bem, não vamos ter Censo Demográfico nunca mais ou o teremos em 2023?

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    3. De acordo com o que eu andei pesquisando se essa situação continuar muito provavelmente o Censo ficará para 2023 ou na PIOR DAS HIPÓTESES, ficarmos sem Censo Demográfico até 2030!

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    4. E, se o Censo Demográfico ficar para 2030 isso vai ser um desastre, pois, serão 10 anos de trevas e sem dados essenciais do perfil da nossa população para a criação de políticas públicas, conhecimentos gerais e de redistribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados (que é proporcional ao número de habitantes do nosso país), pois o Censo Demográfico do IBGE serve como norte para muitas coisas essenciais, eles não estão lá de enfeite nos livros de geografia.

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  13. Oi, Lucas, tudo bem?

    Eu queria muito que você opinasse sobre qual seria a reação de Josué ao saber que hoje em dia existe gente que acredita em imortalidade da alma? Kkkkkkkkkkk A cada 10 almas que morrem na Bíblia, ele matou ums cinco.. o maior serial killer de almas imortais da história.

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    1. Provavelmente ele marcharia sete vezes em torno do muro de ignorância que rodeia a cabeça dos imortalistas até derrubá-lo ao som de trombetas.

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  14. Blz lucas?? Vc creer na tricotomia ou na dicotomia?? No texto escrito acima a resposta sobre "de quais elementos o ser humano é constituído?” Nao ficou muito clara ( É obvio porq o texto q vc escreveu respode outro assunto ). Em todavia no q vc acredita?? "Obs: pelo o q pude entender lendo o texto vc creer na tricotomia.

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    1. Nem tricotomia nem dicotomia, a Bíblia não ensina que a natureza humana é dividida, mas a retrata como um todo indivisível onde corpo e mente estão perfeitamente conectados e um não existe na falta do outro. A isso damos o nome de "holismo", que eu explico melhor nestes artigos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2015/05/conceitos-basicos-de-alma-e-espirito.html

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    2. Eu li todo artigo indicado e concordo com os argumentos apresentados. Porem tenho algumas perguntas q possa parecer ser ignorantes. Então pode se concluir q quando levamos um tapa no rosto estamos levando um tapa na alma?? Alma e corpo é a mesma coisa?? Quando olhamos para o corpo estamos olhando para alma?? E sobre o espírito ser o foleto de vida podemos dizer q DEUS por ser Espírito pode ser chamado de folego de vida?? como um folego de vida (DEUS) pode ser um ser pessoal?? Como o Espirito santo testifica ao nosso espirito se ambos são folegos?? Se o espirito é o folego de vida isso quer dizer q todos os seres humanos vivem por causa do espirito?? E o q é nascer do espirito se ele é o folego de vida?? O ESPÍRITO SANTO q recebemos quando confessamos a CRISTO como salvador é um folego de VIDA "SANTO"?? Ufaa... acho q terminou as perguntas...

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    3. Então pode se concluir q quando levamos um tapa no rosto estamos levando um tapa na alma??

      Sim. Na Bíblia a alma come e bebe, sente fome e sede, toca nas coisas e é tocada pelos outros, fere os demais e é ferida à espada, pode ficar saudável ou doente, pode matar ou morrer; enfim, sofre tudo o que é característico do corpo, sem exceção.

      Alma e corpo é a mesma coisa??

      A alma é o corpo com todas as suas características físicas (os órgãos do corpo e etc) e não-físicas (visão, audição, olfato, sentimentos, pensamentos e etc), ou seja, o ser humano por inteiro, enquanto o corpo quando é mencionado na Bíblia geralmente se refere apenas à estrutura física em si. Por isso um cadáver (ou seja, um corpo sem nada do que é “interno”) é a mesma coisa que uma alma morta, o que explica por que a Bíblia se refere tantas vezes a cadáveres como almas, mas um corpo vivo não é a mesma coisa que a alma em um sentido bíblico, já que a alma abrange mais coisas que o corpo (que estão ativas enquanto o corpo está com vida, ou seja, com o espírito/ruach).

      Quando olhamos para o corpo estamos olhando para alma??

      Externamente, sim.

      E sobre o espírito ser o fôlego de vida podemos dizer q DEUS por ser Espírito pode ser chamado de folego de vida?? como um folego de vida (DEUS) pode ser um ser pessoal?? Como o Espirito santo testifica ao nosso espirito se ambos são fôlegos?? Se o espirito é o folego de vida isso quer dizer q todos os seres humanos vivem por causa do espirito?? E o q é nascer do espirito se ele é o folego de vida?? O ESPÍRITO SANTO q recebemos quando confessamos a CRISTO como salvador é um folego de VIDA "SANTO"??

      Todas essas perguntas tem a mesma resposta, na verdade duas. A primeira é que ruach não tem um único significado na Bíblia, ela quando usada para Deus e para os anjos está falando de um ente pessoal, mas quando usada para os homens e animais está falando apenas do fôlego da vida. A mesma palavra também é usada com frequência na Bíblia para outras coisas impessoais como o vento, um sopro ou o ar, tudo depende de para quem é utilizada. No nosso caso, a nossa ruach é igualada à dos animais (Ec 3:19), então não é um ente pessoal. No caso de Deus, a ruach é claramente um ser pessoal (o Espírito Santo), então não é uma simples respiração ou fôlego. Tudo depende de para com quem o termo é utilizado.

      O segundo ponto é que qualquer parte do corpo é citado na Bíblia de forma figurada para representar nossos sentimentos, emoções, pensamentos e tudo mais, não apenas o espírito ou a alma, mas também o coração, o fígado, o ventre, os rins, as vísceras e etc, o hebraico tem centenas de casos desses. Em um sentido técnico, esses sentimentos são atribuições do cérebro, mas como a ciência da época desconhecia as funções do cérebro (a própria palavra “cérebro” não existe na Bíblia), os escritores bíblicos ao aludir a esses sentimentos usavam de partes do corpo como forma de figurar essa relação.

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    4. Bastante esclarecedor, porém, tenho mais algumas perguntas tão ignorantes quanto as anteriores

      Pode se dizer q o espirito é a mesma coisa q o corpo e a alma??

      Porq a alma e o corpo tem diferença de nomenclatura se são a mesma coisa??

      Pode se dizer q o corpo é visivel aos olhos humanos enquanto a alma é invisivel??

      Muitos pessoas dizem q os nossos pecados vem da alma, mas se isso for verdade como o diabo se rebelou (pecou) contra DEUS se ele não tem alma?? Pode-se dizer q espirito tambem peca?? (Parece meio obvia a resposta para esta pergunta).

      E como um Espirto pessoal habita em nos??

      E uma última pergunta... não tem muito haver com o assunto mas vou fazer: Quando confessamos a Cristo como salvador recebemos o Espirito Santo, pode ser esse o batismo no Espirito Santo??

      O Batismo no Espirito Santo tem haver com o ser cheio??( receber o poder do alto)

      E como saber a gente ou alguem foi batizado??

      E por fim... antes de JESUS ser assunto aos ceus, as pessoas q Acreditava nele não tinha o Espirito Santo?? E como essas pessoas eram salvas?? (Se o Espirito Santo é o selo de DEUS)


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    5. Pode se dizer q o espirito é a mesma coisa q o corpo e a alma??

      Não, o espírito é o fôlego da vida que anima o corpo (ou seja, a respiração), não o corpo ou a alma.

      Porq a alma e o corpo tem diferença de nomenclatura se são a mesma coisa??

      Eu acabei de explicar que não são a mesma coisa. Na terminologia bíblica, “corpo” se refere apenas àquilo que é físico (i.e, o que se pode tocar), e “alma” àquilo que é físico e àquilo que não é (como pensamentos, sentimentos, sentidos e etc), conquanto esses aspectos não-físicos sejam proporcionados por aquilo que é físico (por exemplo, a visão é proporcionada pelo olho que é físico, e os pensamentos pelo cérebro que é físico).

      Muitos pessoas dizem q os nossos pecados vem da alma, mas se isso for verdade como o diabo se rebelou (pecou) contra DEUS se ele não tem alma?? Pode-se dizer q espirito tambem peca?? (Parece meio obvia a resposta para esta pergunta).

      Não é preciso ter um corpo físico para cometer pecados, os anjos foram criados com uma natureza diferente da nossa, mas passível de pecar do mesmo jeito.

      E como um Espirto pessoal habita em nos??

      O Espírito Santo é Deus, e como Deus, é onipresente, por isso pode estar em todo lugar ao mesmo tempo (não só em nós, mas em qualquer lugar). Mas quando a Bíblia enfatiza que somos habitação do Espírito Santo, é no sentido de sentirmos a presença dele em nossas vidas e sermos influenciados por ele em nossas ações, e não que o Espírito Santo esteja literalmente localizado numa parte específica do nosso corpo (porque neste sentido espacial e geográfico ele está em literalmente todo lugar).

      E uma última pergunta... não tem muito haver com o assunto mas vou fazer: Quando confessamos a Cristo como salvador recebemos o Espirito Santo, pode ser esse o batismo no Espirito Santo?? O Batismo no Espirito Santo tem haver com o ser cheio??( receber o poder do alto)

      Sim, ser batizado com o Espírito Santo significa receber o Espírito Santo, no sentido de ser “cheio” dEle em nossas ações e práticas (que refletem a natureza do Espírito).

      E como saber a gente ou alguem foi batizado??

      Se você é convertido (um cristão sincero com um coração genuinamente arrependido) e já orou para receber o Espírito Santo, então você é batizado com o Espírito Santo (a despeito de possuir o dom de línguas ou não). Sobre isso eu já escrevi aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/11/batismo-no-espirito-santo-significa.html

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    6. Agora as ultimas perguntas mais ignorante q as anteriores: (algumas perguntas pode parecer repedidas, mas para ficar mais claro vale a pena esclarecer melhor)

      O Espírito Santo é onipresente e é por isso q sentimos a presença dele dentro de nós, mas o Espirito Santo não habita em uma parte específica (literalmente) dentro de nós. Muitos acreditam q o demonio pode habitar (entrar) dentro de uma pessoa, mas como isso é possivel Se os demonios não são onipresente como eles possui uma pessoa ??

      Pode um Cristao sincero ser possuido por um demonio?? (Ou so ser tentado)

      existe alguma evidencia (podemos saber) de q fomos "batizado" com o Espirito Santo?? ( alem dos frutos)

      O Espirito Santo é um, mas tem diferença entre o Espirito Santo q recebemos quando confessamos a Cristo para o Espirito Santo (Batismo) q pedimos a DEUS apos a conversão ??

      Perguta bonus: Lucas vc tem algum artigo sobre os dons Espiritual?? (Vc ja indicou o seminario do Luciano Subira sobre os dons para alguem daqui dos comentários, mas a pergunta é se vc tem alguma artigo q vc escreveu)

      Agora vou acessar o link q vc indicou e ler o artigo. Obs: talves o artigo respota algumas dessas minhas perguntas mas como não sei se o artigo vai respoder eu ja fiz as perguntas.

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    7. O Espírito Santo é onipresente e é por isso q sentimos a presença dele dentro de nós, mas o Espirito Santo não habita em uma parte específica (literalmente) dentro de nós. Muitos acreditam q o demonio pode habitar (entrar) dentro de uma pessoa, mas como isso é possivel Se os demonios não são onipresente como eles possui uma pessoa ??

      Quando a Bíblia fala do demônio "entrar" numa pessoa o que ela quer dizer é que o demônio tem a capacidade de afetar os sentidos dela (seja influenciando suas decisões ou obtendo o controle completo como nos casos de "possessão"), não tem a ver com uma noção geográfica. Da mesma forma, o demônio "sair" de uma pessoa significa que ele perdeu a influência que tinha sobre os sentidos dela, e não que ele estivesse escondido em algum lugar dentro do corpo da pessoa de uma forma invisível.

      Pode um Cristao sincero ser possuido por um demonio?? (Ou so ser tentado)

      Possuído no sentido de perder os sentidos (como num exorcismo) não. Mas pode ser influenciado por ele a ponto de falar e agir pela influência dele, como Pedro, a quem Jesus repreendeu dirigindo-se diretamente a Satanás (Mt 16:23).

      Existe alguma evidencia (podemos saber) de q fomos "batizado" com o Espirito Santo?? ( alem dos frutos)

      Os dons espirituais (embora eles não necessariamente sigam imediatamente o batismo).

      O Espirito Santo é um, mas tem diferença entre o Espirito Santo q recebemos quando confessamos a Cristo para o Espirito Santo (Batismo) q pedimos a DEUS apos a conversão ??

      Não. Ser batizado com o Espírito Santo é o mesmo que possuir o Espírito Santo. A pessoa só não recebe o Espírito Santo na conversão se ela não pede o preenchimento do Espírito (como no caso de Apolo).

      Perguta bonus: Lucas vc tem algum artigo sobre os dons Espiritual?? (Vc ja indicou o seminario do Luciano Subira sobre os dons para alguem daqui dos comentários, mas a pergunta é se vc tem alguma artigo q vc escreveu)

      Tenho esses aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/10/o-dom-de-linguas-se-refere-linguas.html

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/o-dom-de-linguas-uma-analise-de-1-corintios-14

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/01/o-dom-de-linguas-nos-pais-da-igreja-e.html

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/12/o-dom-de-linguas-e-um-sinal-para-os.html

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/11/batismo-no-espirito-santo-significa.html

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  15. Uma das coisas que os ateus mais falam sobre o novo testamento é isso:

    Que Jesus nunca foi para o sinédrio, e que os apóstolos tiveram que culpar os judeus pela morte de Cristo. Um artigo fala:

    "A ação do Sinédrio foi decisiva em sua condenação se encaixa muito bem com a época em que foram escritos os Evangelhos canônicos, entre os anos 70 e 120 de nossa era. Visto que o cristianismo precisava prosperar no mundo romano, era muito mais conveniente culpar os judeus do que a autoridade imperial. Os Evangelhos, escritos ou alterados após a destruição do Templo em 70, acusam os judeus e absolvem os romanos, ansiosos por mostrar sua lealdade ao império. No entanto, as acusações contra Jesus e a punição em si contam sua própria história: foi uma operação romana”


    Como refutar? Bom, esse artigo é realmente ridículo e foi do "El país", ele vem com as velhas argumentações neo-ateias de santificar judas, e se utilizando do infame "Evangelho de Judas" para tal

    Sendo que bom, esse livro foi escrito séculos depois pelos gnósticos, que foi escrito para basicamente enganar trouxa, e até hoje engana

    Essa argumentação de dizer que os evangelhos foram escritos para agradar os Romanos, é a mesma que o senhor Henry Bugalho usa. Como podemos refutar?

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    1. Isso é estupidez. Roma é o grande "vilão" do Novo Testamento, a Bíblia nunca absolve eles de nada. E quem participou da condenação de Jesus foram os judeus mesmo, ai são os secularistas que querem manipular a bíblia para colocar a culpa só em Roma. Jesus, na visão dos romanos, era apenas um carpinteiro com poderes milagrosos (hoje em dia isso é surpreendente, mas naquela época haviam muitas pessoas que alegavam poderes milagrosos, se era verdade ou não ai é outra coisa, a questão é que para os romanos coisas como "poderes", "magias" e etc não era lá grande coisa, pois na cultura deles era visto como normal. Somente aqueles que viam Jesus de perto sabiam da verdade que ele era o Filho de Deus, o cidadão romano comum que só ouvia falar dele achava que era apenas uma "mago" e nada mais), ou seja, os romanos não ligavam para Jesus, o Império deles era poderoso demais para ser intimidado por um "pobre carpinteiro". Os judeus por outro lado eram menores, e eles analisaram a questão de Jesus com muito mais cuidado. Jesus não era só um mago na visão dos judeus, era realmente o Messias, mas como os judeus não podiam aceitar isso eles fizeram de tudo para matar ou prender Jesus. Viu? Jesus era uma "ameaça" muito maior para os judeus do que para os romanos, por isso os evangelhos relatam a verdade: os lideres judeus perseguiram Jesus, enquanto os romanos somente fizeram parte da condenação. Não tem manipulação ai, o mais obvio é os judeus teram perseguido Jesus ao invés de Roma, que claramente não se preocupava com isso. Não tem sentido algum Roma ligar para Jesus, ainda mais que ele era um líder pacifico e não um "rebelde violento".

      Isso de falar que o evangelho foi feito para agradar romanos é bobagem. Qualquer um que ler a bíblia vai saber que ela é o livro religioso mais anti-humanidade que existe, no sentido de jamais glorificar um reino ou pessoas, e a bíblia claramente faz isso com Roma. Um livro que proíbe imoralidade sexual, ídolos, feitiçarias seria imediatamente rejeitado pelos romanos imorais, idolatrás e praticantes de "feitiçarias", tanto é que os cristãos foram perseguidos por 300 anos. Se os cristãos quisessem agradar Roma, não teriam dificuldade nisso (pois era só puxar o saco do imperador) e jamais sofreriam perseguição, mas se sofreram, é porque não agradaram Roma.

      E por fim, a Roma imperial é de fato a maior inimigo dos cristãos, apenas na idade média quando Roma se tornou a sede dos católicos que eles decidiram culpar os judeus e não mais Roma (afinal o Papa não iria querer tornar sua sede um vilão), por isso hoje em dia temos a visão de que os judeus são maus contra cristãos e Roma não, quando é o contrario, os judeus perseguiram os cristãos no começo mas depois pararam com isso, e foi Roma que perseguiu por muito mais tempo, confiscou propriedades, queimou livros do novo testamento, e criou as mais variadas torturas. Pode ter certeza que a bíblia não foi feita para agradar um império assim.

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    2. Acho que chega a ser uma atitude criminosa da mídia ficar enganando as pessoas através da difamação e das mentiras contra a fé cristã. Também fico revoltado com essa nova modinha picareta de usar o "evangelho" de Judas para tentar descredibilizar a Bíblia. Esse "evangelho" ridículo é obra de um gnóstico por volta do ano 180, época em que Irineu escreveu seu famoso livro Contra as Heresias, em que no primeiro volume ele faz uma breve abordagem deste tal "evangelho" e diz que foi escrito na época dele por um gnóstico, o que também é evidenciado pelo conteúdo do livro (fala de éons, Barbelo e outras coisas idiotas que nasceram da cabeça viajada dos gnósticos). Isso é puro terrorismo intelectual! Mas vamos fazer de conta que todos os evangelhos são lendários incluindo os canônicos - quem garante que o evangelho de Judas está certo e os canônicos estão errados? Na realidade, só pelo fato de que este evangelho é obra gnóstica já é o suficiente para descredibilizá-lo, pois ao passo que os canônicos surgiram de um desejo autêntico de registrar os fatos como eles de fato ocorreram - baseados no testemunho ocular e na tradição sinótica - os evangelhos gnósticos nasceram da cabeça dos próprios gnósticos, que jamais tiveram o mínimo interesse em registrar a verdade com base em fontes confiáveis, mas no próprio nariz deles!

      Outro argumento furado é dizer que os evangelhos são posteriores ao ano 70 d.C. Eles só falam isso porque Jesus profetizou a queda de Jerusalém, mas como pra eles profecias não existem, então os evangelhos só podem ter sido escritos depois da destruição de Jerusalém. Ou seja, o argumento deles é uma falácia de petição de princípio. Se eles tivessem um pingo de honestidade primeiro eles deveriam provar que não existem coisas sobrenaturais como profecias para só então "provar" que os evangelhos são obra pós 70 d.C.

      Quanto aos evangelhos fazerem uma propaganda antissemita, isso também é mentira posto que os romanos não tinham o menor interesse em matar milagreiros, como eles pensavam que Jesus fosse. Aliás, os romanos adorariam que Jesus continuasse vivo e fazendo milagres porque os pagãos adoram esse tipo de coisa. O interesse em matar Jesus era dos judeus sem dúvida, pois eles faziam leituras superficiais e literalistas sobre as profecias messiânicas, e pensavam que o Messias seria um rei como Davi e um guerreiro como Josué. E Jesus dava sinais muito claros de que era mesmo o Messias. Os sacerdotes ficaram com medo de perder seus cargos de poder, riqueza e influência e decidiram matar Jesus antes que ele tomasse seus lugares como novo rei de Israel. Mas ironicamente Jesus acabou por cumprir sua missão, pois os judeus não compreenderam os símbolos, a linguagem profética e as alegorias com precisão, daí surgiu uma abordagem literalista e superficial sobre as profecias messiânicas. Este é o motivo pelo qual os judeus até hoje esperam por algo que já se cumpriu a dois mil anos atrás.

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  16. 1) Lucas, eu estive estudando a origem dos evangelhos e cheguei a conclusão de que eles foram escritos nas seguintes datas:

    Mateus (aramaico) - 40 d.C., aproximadamente

    Lucas - 63 ou 64 d.C.

    João - entre 65 e 67 d.C.

    Marcos - 67 d.C.

    Mateus (grego) - 67 d.C.

    Quanto ao Evangelho de João ter sido escrito em 65 d.C., é evidente por causa da referência 5.2, como bem observou John Wesley e alguns outros teólogos.

    Quanto às datas do Mateus grego e do aramaico, coloco o aramaico na década de 40 por causa da tradição que diz que Mateus o escreveu em Jerusalém antes de partir para a Etiópia; e coloco o grego em 67 d.C. porque Irineu disse que Mateus foi escrito logo após os martírios de Pedro e Paulo. Aqui preciso fazer uma observação. Na verdade, Irineu disse que o Mateus aramaico foi escrito nesta época, mas eu estou convencido de que ele confundiu o original aramaico com a tradução grega, e com isto concorda a tradição mencionada acima.

    Você talvez tenha estranhado eu colocar Lucas antes de Marcos, mas isso faz muito sentido. Marcos, como diz a tradição, bem como sugere 2 Pedro 1.15, escreveu seu evangelho aos romanos logo após a morte de Pedro, para que eles não se esquecessem do verdadeiro Evangelho apostólico que já lhes fora pregado, e que já havia sido pervertido por Simão Mago - motivo que levou Pedro e Paulo para lá. Já que Marcos foi escrito após o martírio dos dois apóstolos, sem dúvidas foi em 67 d.C. Aí é que está a questão. Pois Lucas é anterior a Atos (At 1.1), e Atos foi escrito em 64 d.C., assim que Paulo foi libertado da prisão e partiu para a Espanha (28.30), logo, o Evangelho de Lucas foi escrito antes de 64 d.C. ou neste mesmo ano, antes de Atos.

    O que tu acha, Banzo?

    2) Eu penso em uma teoria diferente do senso comum quanto ao tal do "problema sinótico". Se Mateus e Lucas copiaram Marcos como, dizem os liberais, ou se Marcos e Lucas copiaram Mateus, como dizem os conservadores, era de se esperar que eles fossem muito mais parecidos do que realmente são. Compare qualquer perícope destes três evangelhos e você verá que a ordem e os detalhes estão muito diferentes. Eu não acho muito plausível que eles tenham copiado um do outro. Mas então qual é a solução do problema sinótico? A tradição sinótica. Os judeus tinham um método avançado de guardar suas tradições orais que os homens aprendiam ainda na infância, o de guardar palavrinha por palavrinha. Mas então de onde vieram as diferenças entre os mesmos relatos? Das fontes adicionais que eles usaram. Mateus usou o testemunho ocular, Marcos usou o testemunho ocular de Pedro, Lucas usou o testemunho ocular de outras pessoas (Lc 1.1-3). Daí procedem as diferenças. Os evangelistas usaram como fonte a tradição sinótica somada ao testemunho ocular de pessoas diferentes.

    Qual é a sua opinião sobre tudo isto?

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    1. Eu só não concordo com Marcos ter sido escrito depois de Lucas, ele não precisa ter demorado tanto assim pra escrever. Devido ao fato de Lucas ser o evangelho que mais destoa dos demais sinópticos em alguma medida, os estudiosos concluem (e a meu ver, com toda a razão) que ele foi escrito por último entre os três. Neste caso, Marcos usou como fonte o Mateus hebraico, e de fato seu evangelho seria um resumo do Mateus hebraico adaptado para os de fala grega, por isso eu não penso que ele tenha usado Pedro como fonte como alguns sugerem, ele é parecido demais com Mateus para ter tido uma fonte adicional, quase nada que Marcos escreve é único de Marcos. Já Lucas usou como fonte Marcos e o Mateus grego, por isso destoa mais. Essa questão da tradição oral só explicaria os relatos adicionais de Lucas (como umas parábolas que não tem nos outros evangelhos), mas as partes que ele cita e que também constam em Mateus e Marcos são semelhantes demais para terem sido extraídas de uma fonte oral, nestes casos é ele copiando Mateus ou Marcos mesmo, com pequenas variações. Eu escrevi sobre isso aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/05/resolvendo-o-problema-sinoptico-da.html

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  17. Lucas, na sua opinião qual dos dois foi mais incompetente: D. Pedro II que prorrogou a escravidão por 50 anos após subir ao poder quando era imperador ou Jair Bolsonaro lidando com a pandemia de COVID-19 chamando-a de gripezinha e sabotando as políticas de contenção e de vacinação?

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    1. Quem foi mais incompetente em cada situação eu não sei, mas o exemplo nos mostra como é bom estarmos numa república, já pensou como seria se tivéssemos CINQUENTA ANOS de governo Bolsonaro, igual Dom Pedro II teve? Graças a Deus temos alternância de poder, ninguém nos dias de hoje toleraria tanto tempo de incompetência.

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    2. Aposto que esse deve ser o sonho de muito gado por aí, já pensou um D. Jair I? 🤣🤣🤣

      🤣🤣🤣Não é atoa porque muitos monarquelhos apoiam o Bolsomito 🤣🤣🤣

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  18. Boa noite, caro! Não tem a ver com o assunto do texto, mas existe a possibilidade do Tiago do Getsêmani ter sido o Tiago irmão de Jesus? Faria sentido Judas ter que identificar Jesus com um beijo caso ele fosse muito parecido com o irmão.

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    1. Não acho que seja, porque nessa ocasião os evangelhos dão a entender que Jesus estava a sós com Pedro, Tiago e João, e Mateus diz que ele tinha levado consigo "Pedro e os dois filhos de Zebedeu" (Mt 26:37), então o Tiago aqui é o irmão de João, não o irmão de Jesus. Judas presumivelmente disse aquilo porque estava de noite e nunca é fácil identificar alguém de noite à distância, ainda mais quando não necessariamente todos da multidão conheciam Jesus (Jesus havia entrado em Jerusalém naquela semana, e muitos dali não o conheciam - cf. Mt 21:10).

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  19. Seria melhor o ocidente abandonar Atenas e ficar só com Jerusalém?

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    1. No diz diz respeito àquilo em que Atenas contradiz Jerusalém, sem dúvida.

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  20. 1) No artigo anterior, você falou que o conceito luterano da eucaristia é "tão herético quanto o católico". Isso é um exagero da sua parte. No catolicismo, os elementos são subitamente transformados no corpo e no sangue de Cristo, depois os fiéis trituram Jesus com os dentes, o ingerem e o defecam. Isto sim é bem blasfêmico e diabólico! No luteranismo é diferente. A Palavra de Deus (Jesus) se torna consubstancial aos elementos quando o pastor os abençoa. Ou seja, Jesus está nos elementos, mas não se transforma nos elementos em si como ensina a Igreja Papista. Quando os fiéis ingerem o pão e o vinho, estes elementos seguem seu curso natural, mas a Palavra de Deus (Jesus) permanece dentro deles. Não há nada de blasfêmico nisto. Existe uma distância abismal entre a consubstanciação bíblica e a transubstanciação satânica.

    2) Falando ainda sobre o artigo anterior, você falou que as visões zuingliana e calvinista dos sacramentos se "complementam". Isto não está correto. Primeiro que Zuínglio, um humanista empirista, sequer considerava os sacramentos como sacramentos no sentido etimológico da Palavra, mas apenas por causa do senso comum que se referia a estes ritos como sacramentos. Para ele, o batismo e a ceia nada mais são do que ritos exteriores que não transmitem nenhuma graça aos que o recebem. Mas para Calvino, os sacramentos realmente são meios eficazes de graça que Deus usa para abençoar seus filhos. Calvino não entendia os sacramentos apenas de forma simbólica como Zuínglio, ele acreditava na presença espiritual de Cristo nos elementos da ceia, e tinha um conceito bíblico da regeneração batismal diferente do conceito papista. A visão de Zuínglio é atéia, empirista, herética e por que não dizer satânica?! Eu acho admissível um cristão adotar a visão calvinista, mas a zuingliana deve ser combatida com todas as forças. E como eu sei que você é metodista, acho que você deveria saber que os 25 Artigos de John Wesley adotam a visão calvinista, e para ele a eucaristia era o momento mais espiritual da congregação, e a ceia deveria acontecer TODOS OS DOMINGOS, conforme era desde os tempos bíblicos até a heresia empirista de Zuínglio.

    3) O que você pensa sobre o CVII? Eu acho que foi um progresso considerável para a ICAR. Mas também acho que foi um pouco ruim para os evangélicos, porque se a ICAR continuasse celebrando missas em latim, não aceitasse instrumentos musicais, não permitisse a participação dos leigos no culto e os desincentivasse a ler a Bíblia, como fazia antes, nós teríamos um catolicismo ainda mais fraco e decadente, com menos fiéis ainda. Com isso haveria uma busca maior de igrejas evangélicas e mais conversões a Cristo. Eu acho que quanto mais o Diabo se apodera da ICAR, mais ela vai morrendo e mais cristãos vão nascendo através do protestantismo. Eu acho que a Igreja Romana de fato se aproximou mais do ideal cristão, mas ela continua satânica. Não sei se quem ganhou mais com este progresso foi Deus ou o Diabo. Mas sei que enquanto a ICAR não mudar sua posição quanto ao culto às criaturas, devoção aos santos, "sacramento" da penitência, intercessão dos santos, batismo infantil, entre outras coisas que só afastam o homem de Jesus Cristo, ela continuará sendo uma igreja satânica.

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    1. Sobre o ponto 2 Lucas já afirmou varias vezes que na visão dele a ceia é um simbolismo mesmo, pois como Jesus disse a ceia é para lembrarmos dele e de seu sacrifício, não é como se a ceia tivesse algum elemento místico contido nela. Agora sobre minha visão e não a do Lucas, você diz que o cristão recebe uma graça ou a palavra de Deus, mas como assim? Achei que a pessoa recebia a graça de Deus quando é salva por Cristo na sua conversão verdadeira, e não por causa da ceia. E como assim a pessoa recebe a palavra de Deus? A Palavra de Deus é eficaz ao se meditar na Bíblia (que é a palavra de Deus escrita) dia e noite, e não porque come da ceia, existem vários cristãos que participam da ceia e não são santos e nem sabem qual é a vontade de Deus, mas existem muitos outros que também participam da ceia, mas meditam na palavra de Deus e portanto sabem a vontade dEle. Esta vendo, o diferencial é viver em santidade e meditando na palavra, e não comer da ceia, isso por isso só não abençoa ninguém nem faz com que a pessoa receba alguma graça por si só. O cristão deve celebrar a ceia corretamente e isso é um exemplo de santidade, e não a ceia que torna o cristão santo. E onde na Escritura está que a ceia é o ápice da congregação cristã? Pelo contrario, a bíblia considera outras coisas (santidade, meditar na Palavra, oração, etc) muito mais importante que a ceia. Viver de acordo com Cristo é o ápice da reunião cristã, cujo a ceia faz parte, mas não é o centro de tudo.

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    2. 1) Não há nenhum exagero, os dois defendem basicamente a mesma coisa (que o pão é Jesus de forma literal e física), com a diferença de que os católicos creem que o pão se transforma e deixa de ser pão, enquanto os luteranos acreditam que o pão continua sendo pão ao mesmo tempo em que é o corpo (literal e físico) de Cristo, substancialmente falando. Ou seja, a heresia é a mesma, ambos entendem que Jesus é literalmente comido pelos dentes e desce ao estômago, ambos transformam a Santa Ceia em um ritual de canibalismo, com a diferença de que os luteranos acrescentam à heresia o paradoxo de uma coisa ser substancialmente duas coisas totalmente diferentes (no caso, o pão e o corpo de Cristo), o que é cientificamente impossível e conceitualmente ilógico. Os católicos tem um problema semelhante que é a ideia de um acidente que não corresponde à substância, que é algo tão paradoxal quanto, porque é simplesmente impossível lidar com a ideia de um pão sendo algo a mais (ou algo diferente) do que pão, no sentido físico que lhe é próprio.

      2) O que eu disse foi que as duas visões se complementam no sentido de que ao mesmo tempo em que a Ceia em si é um simbolismo (e não um sacrifício literal), nela participamos espiritualmente (ainda que não fisicamente) do corpo de Cristo, eu não entrei no mérito se é um sacramento ou não, nem disse que concordo com tudo o que Zwínglio disse. Mas chamar a visão de Zwínglio de “ateia, empirista, herética e satânica” é um exagero grosseiro, todo comentário que você faz sobre qualquer coisa que você discorda você se exalta, pra você qualquer coisa é diabólica e satânica, parece ser alguém bem esquentado, precisa relaxar mais. Fica até difícil discutir com alguém que manifesta tanta raiva das posições contrárias, a ponto de considerar um reformador como Zwínglio “ateu” e “satânico”. E eu já disse várias vezes que aqui é um espaço pra tirar dúvidas, eu não estou aqui pra ficar debatendo, se você não gostou ou não concordou com uma resposta minha eu lamento mas não vou ficar aqui discutindo com ninguém pra provar alguma coisa, se continuar insistindo nisso não se admire no dia em que eu não aprovar mais seus comentários.

      3) Sobre isso eu concordo com você. O CVII tornou a ICAR mais próxima do modelo de culto das igrejas evangélicas, e assim freou um pouco as ondas de conversão, já que deixou de ser aquela coisa totalmente insuportável (embora ainda seja enfadonha o suficiente para a maioria das pessoas). Isso seria bom se eles tivessem aproveitado a oportunidade para mudar também as falsas doutrinas que eles foram acrescentando ao longo dos séculos, mas como só mudaram a aparência e não o conteúdo, ficou o mesmo veneno com uma embalagem mais bonitinha e atraente, até mais perigoso por conta disso.

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    3. E onde na Escritura está que a ceia é o ápice da congregação cristã? Pelo contrário, a bíblia considera outras coisas (santidade, meditar na Palavra, oração, etc) muito mais importante que a ceia. Viver de acordo com Cristo é o ápice da reunião cristã, cujo a ceia faz parte, mas não é o centro de tudo.

      Perfeitas as suas palavras, eu ia comentar isso também. Na Bíblia a Ceia é raramente mencionada, e das poucas vezes que aparece uma é quando Jesus a instituiu, a outra é quando Paulo falou a seu respeito em 1ª Coríntios 11 (e mesmo assim não porque fosse uma ênfase dele, mas só para corrigir os coríntios que estavam ceando de forma bagunçada e desordeira), e no mais só vemos citações muito breves onde a Ceia é mencionada de passagem, às vezes até indiretamente, e mesmo assim são poucas. A grande maioria dos livros do NT sequer mencionam a Ceia, mas enfocam a todo o momento coisas como amor, fé, caridade, santidade, oração, busca a Deus e etc.

      A única razão por que católicos e luteranos colocaram a Ceia num pedestal é justamente porque eles têm uma concepção herética da Ceia, onde Cristo é comido literalmente. E se Cristo está fisicamente nos elementos, é óbvio que a Ceia seria o suprassumo da fé cristã (o que não é). É como Maria no catolicismo, que virou o centro das atenções de tantas doutrinas marianas que eles foram criando com o passar do tempo, enquanto na Bíblia não existe doutrina mariana alguma, e por isso ela literalmente desaparece depois de Atos e nenhum apóstolo fala dela. Poderíamos falar o mesmo da ressurreição, que é super enfocada na Bíblia, mas raramente se fala dela em nossos dias, porque os cristãos abraçaram a ideia de uma alma imortal que a torna inútil. Sempre o surgimento de uma falsa doutrina é acompanhada por uma mudança de direção, onde o foco nas coisas mais importantes se perde em detrimento de algo que biblicamente falando é periférico.

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    4. Lucas, não poste aquele comentário em que eu defendi a consubstanciação. Você está certo. De fato, os luteranos acreditam que Jesus está FISICAMENTE presente na eucaristia, mas que misteriosamente não notamos isso pelos sentidos! É realmente a mesma falha do romanismo. Mais uma vez me aproximo da teologia calvinista, da qual John Wesley se baseou na questão dos sacramentos. De fato, a presença de Cristo nos elementos da ceia é espiritual e não física. Agora eu concordo com Calvino e com os 25 Artigos da Igreja Metodista, a igreja que congrego. Agora eu me sinto até mais protestante do que antes (risos)! Mas eu ainda acredito que a ceia é a parte mais importante do culto e que deveria ser celebrada todos os domingos, como Wesley ensinou. Ainda acho a visão de zuínglio equivocada, foi uma reação exagerada à transubstanciação romanista.

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  21. Lucas, que os nossos ministros do STF são de baixo nível e ruins, isso é um fato indiscutível, mas na sua opinião como você classificaria os ministros do STF do pior ao menos pior e quem você considera os menos piores? Na minha opinião os menos piores são: Barroso, Fux e o Fachin (apesar de ter anulado as condenações do Lula ainda sim é inegável as contribuições que o Ministro Fachin deu à Lava-Jato) enquanto isso os piores (esses são a escória da Corte): Marco Aurélio, Kassio Nunes, Lewandowski, Toffoli e Gilmar Mendes (esse último aí não merece nem mesmo sequer ser xingado de verme, pois seria uma ofensa aos vermes).

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    1. Concordo com a sua classificação, acho que os piores são Lewandowski (o fantoche do PT) e Gilmar Mendes (o fantoche de qualquer bandido que vista terno).

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  22. Lucas, alguma vez você já se perguntou se o apoio que muitas pessoas dão hoje ao casamento gay é realmente um apoio sincero? Digo isso porque recentemente vi numa pesquisa feita pelo Instituto Gallup que hoje estima-se que 67% dos americanos sejam favoráveis ao casamento gay, mas assim que vi esse percentual fiquei bem desconfiado e com um pé atrás, pois 56% dos americanos são pessoas altamente religiosas e é praticamente uma pessoa sinceramente cristã (que vive a fé, como é o caso de muitos americanos) vai apoiar esse tipo de pauta, além disso, recentemente vi numa outra pesquisa que hoje nada mais nada menos do que 62% dos americanos têm medo ou receio de falar o que pensam devido ao atual Clima político e à maldita Cultura do Cancelamento (detalhe: esse número é bem maior entre os conservadores e moderados do que os esquerdistas, coincidência?🤔).

    Após ver esses números fico pensando se esse apoio que muitos americanos dão ao casamento gay é realmente um apoio sincero, pois além de 56% serem religiosos há outros 62% que afirmam ter medo de compartilhar suas opiniões de forma sincera. Aqui no Brasil talvez esse número seja bastante similar, apesar de apenas 54% dos brasileiros serem favoráveis ao casamento gay, acho que há um número significativo de pessoas que não apoiam essa causa de forma sincera.

    As fontes estão aqui:

    https://www.cato.org/survey-reports/poll-62-americans-say-they-have-political-views-theyre-afraid-share

    https://www.timesfreepress.com/news/opinion/freepress/story/2020/jul/27/were-becoming-more-and-more-afraid-express-ou/528399/

    https://www.economist.com/graphic-detail/2020/07/28/americans-are-getting-more-nervous-about-what-they-say-in-public

    Fonte do instituto Gallup:

    https://news.gallup.com/poll/234866/two-three-americans-support-sex-marriage.aspx

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    1. Acho que você associou duas coisas que não tem nada a ver. Eu sou cristão evangélico, oro o Pai Nosso todos os dias, leio a Bíblia, vou à igreja no mínimo uma vez por mês, dou esmola para os pobres, etc. Mas mesmo assim sou à favor do casamento gay no civil. Sei que é pecado ter relações homossexuais, mas não podemos impor os valores bíblicos aos demais. Não foi isso o que Jesus ensinou. Mas na igreja é diferente. Ali é um lugar reservado para o louvor, para a adoração e para a salvação de Deus e por isso não podemos fazer uma união que Deus desaprova. Como dizia Lutero, Deus governa seu povo através de seu Espírito e de sua Palavra, não através da coação e da proibição do Estado, que aliás só deixa os desobedientes ainda mais revoltados e com mais vontade de fazer o que é errado. A melhor forma de combater o pecado da homossexualidade é pregando a Cristo.

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    2. Não, eu não associei duas coisas diferentes, na verdade eu estava me perguntando se parte do apoio do público que apoia essa causa é realmente sim um apoio sincero ou é na verdade um apoio de fachada que parte do público dá só por medo de ser cancelado ou de ser taxado (injustamente) de homofóbico, e apenas citei o exemplo da religiosidade como um dos fatores, pois em geral, quem é mais religioso se opõe à essa pauta, mas mesmo assim você pode ser religioso e apoiar somente a união civil entre homossexuais ou o no máximo o casamento no civil desde que não infrinja o Estado laico impondo isso às igrejas e demais religiões que tem a homossexualidade como pecado (se bem que existem até mesmo religiosos que são declaradamente de esquerda e defendem pautas abertamente anti-cristãs como o marxismo, o socialismo e
      o identitarismo (vulgo: lacração), já até mesmo vi pastores e outros religiosos defendendo/apoiando Lula e o PT!) , além disso também citei como exemplo complementar uma pesquisa que mostra que 62% dos americanos possuem alguma opinião impopular sobre algum tópico político, mas que não falam por medo de represálias.

      Lógico que dentre eles haverá sempre um favorável ao casamento gay ou à qualquer pauta identitária, mas hoje, se você por exemplo tem alguma opinião contra o casamento gay ou mesmo contra o aborto nos EUA você pode ser taxado de intolerante e ser cancelado de forma violenta, pois infelizmente lá nos Estados Unidos a cultura do cancelamento é muito mais forte do que no Brasil, principalmente nos círculos esquerdistas mais radicais.

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    3. Eu sou a favor de um equilíbrio nessa pauta,penso que a igreja evangélica deve sempre deixar claro que a homossexualidade é pecado,mas um pecado como outro qualquer,assim como a fornicação (o sexo heterossexual antes do casamento),o adultério,a mentira,furto,roubo,etc,meu maior problema é alguns pastores por interesse político,em eleger deputados para combater o ativismo LGBT colocam a homossexualidade como o pior dos pecados e criam um clima de ódio contra eles nas igrejas,isso aconteceu comigo,eu cresci na AD Bom Retiro,cuja igreja o pastor era muito amigo do Malafaia,o Malafaia pregava lá uma vez por mês e as vezes até mais vezes e eu por causa do discurso dele odiava os LGBT não queria nem chegar perto,só fui mudar quando tive colegas homossexuais na faculdade e vi que eram boas pessoas,continuo achando que é um pecado mas sem ódio e quanto ao casamento civil tbm não vejo problema,concordo com meu xará,penso que não devemos impor nossos valores a força,existem pessoas na nossa sociedade que não compartilham nossos valores e se eles já vivem como um casal,dividindo casa,bens,plano de saúde por que não reconhecer essa relação oficialmente?Mas como o Estudante de Direito de Direita ponderou a esquerda que defende o casamento gay também é intolerante e quer cancelar quem pensa diferente deles,isso é péssimo,agem exatamente como o Malafaia,estimulando o ódio aos que pensam de modo diferente

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    4. As vezes eu me questiono o porquê exatamente do Malafaia e outros pastores ligados a política condenarem tanto a homossexualidade e não a heterossexualidade que é pecaminosa (Fornicação, adultério) ele casou o Bolsonaro com a Michelle em 2013,sendo que a filha deles Laura que hoje tem 10 anos,nasceu em 2011,ou seja ele estava cometendo fornicação com a Michelle por dois anos ao menos e o Malafaia não os condenou,sendo que na Bíblia não há hierarquia de pecados,a fornicação é tão pecaminosa quanto a homossexualidade.

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    5. Estudante de Direito de Direita vc tbm acha que há um exagero entre muitos cristãos em condenar a homossexualidade enquanto fecham os olhos para os demais pecados sexuais cometidos por héteros e para outros não sexuais tbm como a mentira?Eu já falei ao Lucas muitas vezes do Júlio Severo não sei se você já leu o blog dele e o conhece,mas ele tem um posicionamento igual ao dos judeus antigos e dos islâmicos em relação a homossexualidade ,sugere aplicar nos dias de hoje o que está escrito no Levítico,executar os homossexuais,no entanto o Levítico também sugere executar os filhos desobedientes,rebeldes e ele nunca pediu para executar tais filhos que se comportam mal.

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    6. http://circuitomt.com.br/editorias/variedades/27746-silas-malafaia-celebra-casamento-do-deputado-bolsonaro-na-mansao-rosa.html

      https://jovempan.com.br/noticias/brasil/bolsonaro-parabeniza-filha-laura-por-aniversario-de-10-anos.html

      As fontes a respeito do casamento do Bolsonaro depois de viver ao menos quase 3 meses em fornicação,a esposa dele era membro da igreja do Malafaia e ele se calou quanto a essa vida de fornicação,por isso acho hipocrisia ele querer condenar tanto a homossexualidade,como se fosse o pior dos pecados

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    7. "Estudante de Direito de Direita vc tbm acha que há um exagero entre muitos cristãos em condenar a homossexualidade enquanto fecham os olhos para os demais pecados sexuais cometidos por héteros e para outros não sexuais tbm como a mentira?"

      Olá Gabriel Tavares, sim, realmente nesse ponto não tem como discordar: há muitos líderes religiosos e até igrejas que superestimam demais o homossexualismo, que a homossexualidade é um pecado isso é indiscutível, mas é importante salientar que há pecados muito piores do que a homossexualidade que muitos fecham os olhos como a mentira, a desobediência (aos pais, às leis humanas e até mesmo a desobediência a Deus), o adultério, a fornicação, o aborto e o homicídio. E fazer isso: superestimar a homossexualidade é algo extremamente perigoso, pois além de só dar mais munição para essa turminha da lacração, vai gerar repulsa de parte dos homossexuais que tenderão a criar um ódio por Deus e pela Igreja não só dificultando mais ainda a pregação do evangelho para a salvação das almas deles, como também ajudará no crescimento do ateísmo, da irreligiosidade e do materialismo. A melhor forma de combater a homossexualidade (bem como qualquer outro pecado) não é os taxando a mesma como um pecado equivalente à blasfêmia contra o Espírito Santo, mas sim pregando o evangelho de Cristo aos pecadores.

      Sobre a questão do Júlio Severo, sim eu já o conhecia há um tempo, pra ser sincero não consigo entender como um cara daqueles pode estar em sã consciência, pois não basta interpretar Levítico de forma literal, o cara ainda tem que defender um dos ditadores mais canalhas que já pisaram na face da Terra: Vladimir Putin, se tem uma coisa que o Putin definitivamente não é mesmo é um conservador, pra ser sincero no fundo eu desconfio fortemente que ele ainda seja um comunista, pois: ele já foi agente da KGB, já fez diversos elogios à Lenine e Stalin, chamou as políticas de reabertura política e econômica de Mikhail Gorbachev de "um grande desastre" e para piorar um pouquinho mais ele classifou o Colapso da União Soviética como "o evento mais trágico do século XX". O cara que chama o Putin de "conservador" deve ter sérios problemas mentais, porque um cara como Putin não é conservador nem aqui nem na China.

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    8. " As vezes eu me questiono o porquê exatamente do Malafaia e outros pastores ligados a política condenarem tanto a homossexualidade e não a heterossexualidade que é pecaminosa (Fornicação, adultério) ele casou o Bolsonaro com a Michelle em 2013,sendo que a filha deles Laura que hoje tem 10 anos,nasceu em 2011,ou seja ele estava cometendo fornicação com a Michelle por dois anos ao menos e o Malafaia não os condenou,sendo que na Bíblia não há hierarquia de pecados,a fornicação é tão pecaminosa quanto a homossexualidade."

      Olha, não vou usar aquele velho argumento canalha/desonesto da "homossexualidade enrustida" porque além de nem mesmo sequer ser um argumento pra alguma coisa, esse foi também um jeito que a esquerda inventou para expressar sua própria homofobia de forma escondida, pois no fundo a esquerda deve os odiar tanto quanto à Direita (lembrando que tanto Karl Marx como Che Guevara, Lenin, Stalin e todos os grandes comunistas/esquerdistas eram declaradamente homofóbicos, inclusive Karl Marx declarava abertamente que o homossexualismo era um desvio de caráter da burguesia) e só usam como moeda política, mas na minha opinião acho que é porque muitos deles confundem conservadorismo com reacionarismo, além disso é importante frisar que muitos desses pastores foram criados num tempo em que ser homossexual era quase uma sentença de morte (ainda que o Brasil não tivesse Leis de Sodomia desde 1830, ainda sim, a sociedade brasileira da época era extremamente homofóbica), e por consequência muitos acabaram herdando esse pensamento (de que ser gay é pior do que um estuprador) de seus pais, e como muitos deles não conseguem se adaptar à nova realidade dado à criação que tiveram, muitos desses Pastores acabam tratando a homossexualidade como um pecado equiparável à da blasfêmia contra o Espírito Santo. Fora também que há a questão do fanatismo, muito bem explicado pelo Lucas no artigo anterior.

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    9. " Eu sou a favor de um equilíbrio nessa pauta, penso que a igreja evangélica deve sempre deixar claro que a homossexualidade é pecado,mas um pecado como outro qualquer,assim como a fornicação (o sexo heterossexual antes do casamento),o adultério,a mentira,furto,roubo,etc. [...] continuo achando que é um pecado mas sem ódio e quanto ao casamento civil tbm não vejo problema,concordo com meu xará,penso que não devemos impor nossos valores a força,existem pessoas na nossa sociedade que não compartilham nossos valores e se eles já vivem como um casal,dividindo casa,bens,plano de saúde por que não reconhecer essa relação oficialmente?"

      Olá Gabriel Tavares, gostaria de compartilhar com você meu ponto de vista. Sou contra o casamento gay porque na minha opinião o Estado não deveria ter autoridade para definir conceitos, sejam quaisquer que forem. Além disso, eu pessoalmente enxergo o casamento como uma espécie de contrato realizado entre duas partes de diferentes sexos com o objetivo de formar uma família (ainda que sejam uma família sem filhos) que está no ramo estritamente da vida privada. Na minha opinião, o casamento é um contrato estritamente privado e deveria ser regulado o mínimo possível pelo Estado (salvo no caso de conflitos).

      Também acredito que da mesma forma que não devemos impor nossos conceitos aos gays, o movimento LGBT não deve também impor seu conceito à ninguém, pois conceitos não deveriam ser impostos à ninguém, pois parte significativa do público não reconhece o casamento gay como um conceito legítimo, assim como o movimento LGBT também não reconhece o conceito de casamento tradicional. Então nesse conflito de interesses, acho que o Estado deveria se abster de defender um lado e deixar com que cada indivíduo ou organização religiosa defina ao seu modo o que é casamento. Eu particularmente falando, não sou contra o casamento civil, mas acho que atualmente o casamento civil estatal é regulado de forma muito excessiva pelo Estado. Além disso o meu grande problema com o casamento gay é o fato de seus defensores querem impor o seu próprio conceito pessoal goela a baixo no público, e eu acho isso imoral.

      Na minha opinião usar o Estado para impor seus conceitos Além de imoral é também uma grande falta de respeito com o próximo. Pois acredito que o Estado deveria ser bem enxuto e não intervir nas questões privadas. Quanto ao fato de duas pessoas do mesmo sexo querem ficar juntas e viverem como um casal, penso que deveriam ter esse direito, pois cada um têm o direito de fazer o que quiser com sua vida desde que isso não venha a ferir a liberdade alheia. Além disso, no caso do casamento gay, penso que o ideal seria reconhecer os casais homossexuais numa categoria separada (a Coabitação), eles deveriam ter os mesmos direitos que casais héteros, mas não deveriamos chamar as uniões deles de casamento, e sim, de coabitação. Além disso, o Estado deveria regular o mínimo possível a questão do casamento tradicional e deixar isso a cargo dos indivíduos e das religiões.

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  23. Lucas o que você diria a um católico que dissesse que o antigo testamento que os protestantes tem veio do concílio de Jâmnia e a dos católicos veio da igreja? fiquei pensando os livros do pentateuco, poéticos e históricos veio de que povo afinal? por mais que não viesse primariamente do concílio de Jâmnia no final do primeiro século, mas veio de um povo e esse povo foram os judeus, e porque Lucas esses católicos sequer quer admitir um fato histórico tão óbvio, já que na mentalidade deles o livro inteiro da bíblia é obra toda exclusiva do catolicismo?

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    1. Eu já ouvi apologista católico dizendo que os judeus "demoraram muito" para fechar o cânon do AT e aí quando fizeram isso eles não tinham mais esse direito porque a Igreja (que para eles é a Igreja Católica Romana) tomou o lugar deles e por isso pôde decidir no lugar deles sobre o que competia a eles. O que é bizarro, considerando que Paulo disse expressamente que "aos judeus foram confiadas as palavras de Deus" (Rm 3:2) e que a Igreja Católica Romana sequer existia quando o cânon do NT foi fixado (e muito menos na época do cânon do AT, que os Pais da Igreja receberam dos judeus e rejeitaram os apócrifos católicos tanto quanto eles). Eu escrevi sobre isso nestes artigos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2017/03/respostas-rapidas-mitos-catolicos.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2014/02/o-canon-biblico-dos-judeus.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2013/06/os-judeus-e-o-canon-veterotestamentario.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2015/10/a-lenda-do-canon-alexandrino.html

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/07/de-abel-ate-zacarias-o-canon-biblico-de.html

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/desmascarando-os-livros-apocrifos-p12

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/desmascarando-os-livros-apocrifos-p2

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  24. Lucas, você concorda com a frase dos anarcocapitalistas e dos libertários: "Estado é Máfia"? Que muitos agentes e funcionários do Estado cometem crimes e praticamente comportam-se como uma gangue de mafiosos isso é inegável, mas em strictu sensu, pode o Estado ser considerado uma Máfia ou uma Organização criminosa?

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    1. Acho que Isso depende muito do país e do governo. No Brasil, por exemplo, existem diversos criminosos na política, mas extinguir o Estado só prejudica as coisas na minha opinião, já que sem Estado e o abismo que vai resultar abrirá as portas para traficantes e milicianos formarem as seus próprias comunidades. É tapar o sol com uma peneira

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    2. Na minha opinião o Estado é uma máfia sim. De fato, os anarcocapitalistas estão certos quando dizem "imposto é roubo", pois ninguém deu permissão de forma consciente pro Estado meter a mão no nosso dinheiro com a desculpa de que vai usá-lo para o nosso bem, melhor do que nós mesmos (!). Mas concordo com a frase que diz "o Estado é um mal necessário", pois a esmagadora maioria das pessoas ainda são tão depravadas moralmente e no conhecimento que elas ainda precisam de um Estado que vai usar o dinheiro delas melhor do que elas mesmas. Isso está bem longe do ideal do Éden, quando o único governo era Deus, mas o pecado nos transformou de tal forma que até hoje e daqui há muito tempo ainda precisaremos de um Estado. Mas se o mundo fosse como Deus queria, não haveria nenhuma necessidade de um Estado, porque as pessoas iriam trabalhar para o próximo de graça, dividiriam os seus bens, estudariam e se desenvolveriam pensando mais no bem do próximo do que nelas mesmas, etc. Mas é esse tipo de pessoas que nós vemos no mundo? Definitivamente não. Por isso precisamos do Estado.

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    3. Faço minhas as palavras do Gabriel, em um sentido técnico imposto é roubo e o ideal é que o Estado não precisasse existir, mas na nossa realidade acaba sendo um mal necessário para evitar um mal maior, que é a anarquia e o caos total (justamente porque o tipo de gente que os seres humanos são também não é o ideal, mas passa longe disso). Uma coisa é como o mundo deveria ser idealisticamente, outra coisa é como o mundo realmente é e como podemos lidar com esses problemas da forma mais pragmática, por isso o Estado foi criado e por isso Deus o autoriza e a Bíblia o legitima.

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  25. Vc acha que Deus se entristece quando ve coisas como essas
    https://www.bol.uol.com.br/listas/10-herancas-deixadas-para-companheiros-de-quatro-patas.htm

    Acha que milonários ou bilionários que acumulam coisas desnecessárias enquanto muita gente morre de fome vão ser mais responsabilizados no juízo? milhares de dólares com artigos de luxo pra cachorros, ou coleções com inúmeros sapatos milionários
    Não acho que o comunismo seja opção, mas tbm vejo muita gente aprovando que os que gastam muito fazem por direito, mas eu acredito que consumismo é um erro

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    1. Eu também sou contra o consumismo, há vários textos bíblicos condenando isso, como Mateus 6:19-21:

      "Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração" (Mateus 6:19-21)

      É evidente que quem gasta o dinheiro dessa forma irresponsável terá que prestar contas por isso a Deus no dia do juízo, mas isso não tem a ver com comunismo ou capitalismo, até porque no comunismo também há uma elite que acumula toda a riqueza enquanto a imensa massa da população vive na mais absoluta miséria (como os Castro, que moram no mais luxuoso palácio em Cuba enquanto a população faz filas quilométricas para adquirir uma pequena quantidade de alimento racionado para todo o mês e arrisca a própria vida para fugir da ilha a qualquer custo). O capitalismo pelo menos proporciona condições minimamente favoráveis para o crescimento econômico de todos os cidadãos do mais pobre ao mais rico (e o ideal bíblico é que ninguém precise ser pobre), mas se os mais ricos vão usar essa riqueza para fins sociais e nobres (doando a instituições de caridade ou gerando cada vez mais empregos) ou se vão desperdiçar essa riqueza toda vivendo no luxo e deixando heranças bilionárias para animais, isso já não compete ao capitalismo em si, mas à irresponsabilidade do indivíduo que prefere agir dessa forma leviana com o seu próprio dinheiro.

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  26. Banzolao e vc concorda que as ideias pós modernas do PT apoio a aborto,homossexualidade surgiram da ala acadêmica do partido e não do Lula?Eu já li a Marta Suplicy declarar que ela convenceu o Lula a aceitar a criação de uma ala LGBT no partido,que o Lula não gostava de homossexuais,faz sentido o Lula era metalúrgico de chão de fábrica,nasceu no sertão,geralmente os operários não costumam simpatizar com a homossexualidade,talvez o Lula não goste até hoje e disfarce para agradar a militância e essa ala acadêmica do partido e fazer um contraponto aos conservadores.

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    1. Também acho. O Lula não teria capacidade suficiente para acompanhar essas discussões pós-modernas.

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  27. Acredita que a China desbancará os EUA como maior potência mundial em breve?

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    1. Acho que tem uma chance, porém os EUA vão continuar sendo mais influentes.

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    2. Depende do que você considera por "potência". Se for apenas o fator econômico bruto, isso deve acontecer em breve, até porque é impossível um país com "apenas" 325 milhões de habitantes não ser superado em algum momento por um com mais de 1 bilhão a mais. Mas em termos de influência, vai demorar muito (e talvez nunca chegue a se concretizar) para a China ter mais influência que os EUA (por exemplo, que o mandarim se torne o idioma mundial em lugar do inglês, que o cinema chinês desbanque o americano, que seu modelo de Estado derrube as democracias ocidentais, e assim por diante). Isso sem falar que em termos de poderio militar a China está atrás até da Rússia, e deve demorar muito até superar os EUA:

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%ADndice_de_poder_militar

      Vale lembrar ainda que em termos de PIB per capita a China é mais miserável que o Brasil, e isso pesa muito em uma guerra. Toda guerra compromete seriamente a economia de um país, os EUA podem se dar ao luxo de fazer guerra sem comprometer muito a condição social de seu povo porque tem um PIB per capita e um IDH muito altos, mas se a China fizesse isso o seu povo que já é miserável morreria literalmente de fome, porque sua economia não é internamente sustentável, ela só é forte quando se considera o tamanho da população (e o PIB nominal soma a riqueza de todo o país). Então em uma guerra que se estendesse por um longo tempo os EUA teria muito mais condições de sobreviver todo esse tempo do que a China, que é um fator que também tem que se levar em conta.

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  28. Lucas, você acha que o crescimento da extrema-direita na Europa tem como motivação o fato de lá eles terem leis muito duras contra crimes e/ou discurso de ódio? Certa vez enquanto eu estava vendo um debate sobre liberdade de expressão (isso foi numa feira dedebate que a faculdade promoveu ano retrasado antes da Pandemia de COVID-19) e um dos caras que defendia que a liberdade de expressão têm limite me argumentou que as leis que criminalizam o discurso de ódio são necessárias, pois ele além de ter dito que esse tipo de discurso incentiva a violência ele também citou o paradoxo da tolerância, que diz que quando você tolera o discurso de ódio, os que fazem discurso de ódio acabam tomando o poder e exterminando os que discordavam deles bem como o fim da própria tolerância. O que você acha desse argumento do paradoxo da tolerância? Você acha que as leis que criminalizam o discurso de ódio são responsáveis pelo crescimento da extrema direita na Europa?

    https://www.google.com/amp/s/www.bbc.com/portuguese/internacional-53197469.amp

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    1. Eu não acho que tenha algo a ver com isso, mas sim com a imigração desenfreada que aumentou subitamente com as ondas de refugiados vindos dos países muçulmanos. E embora a maior parte deles sejam pessoas de bem, sabemos que muitos são extremistas, terroristas, estupradores e etc, isso sem falar que muitos europeus não são simpáticos à ideia de perder a predominância cultural, política e étnica dentro de seu próprio país, daí a ascensão de movimentos extremistas. Sobre leis que criminalizam o discurso de ódio serem necessárias para proteger a democracia, eu acho o contrário. A maioria dos que querem esse tipo de coisa são esquerdistas radicais que querem apenas criminalizar quem pensa diferente deles, mesmo aqueles que não tem nada de extremistas. Para esse tipo de gente, qualquer um que seja liberal ou conservador é automaticamente rotulado de "fascista", "nazista", "homofóbico" e etc, se eles conseguirem passar essas leis e eles mesmos estejam no poder de definir o que é "discurso de ódio", vamos voltar à época do stalinismo.

      Como eles só admitem a opinião deles como moralmente aceitável e "humanitária", todos os que não concordam com eles são indiscriminadamente taxados de "intolerantes", porque na realidade os intolerantes são eles mesmos. É só tomar como exemplo que, mesmo sem termos nenhuma lei oficial sobre isso, gente de direita (como o Danilo Gentili) é condenada por fazer piada, páginas cristãs são sumariamente apagadas por apenas postarem versículos bíblicos sobre o homossexualismo ser pecado e políticos são presos por defenderem a ditadura militar, enquanto esses que defendem as ditaduras esquerdistas muito mais sanguinárias e desumanas que resultaram em centenas de milhões de mortes ao redor do mundo passam completamente impunes e, pior ainda, são vistos como defensores dos direitos humanos, como exemplos de cidadãos e gente de bem. Enquanto quem definir o que é "discurso de ódio" for gente com suas próprias tendências políticas, inclinações partidárias e viés ideológico, isso nunca vai dar certo. Será sempre apenas um pretexto para calar à força aqueles que eles não conseguem calar nas urnas.

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    2. Lucas, o que você acha do Paradoxo da Tolerância?

      Um dos grandes argumentos que os que defendem a criminalização do "discurso de ódio" usam para a sua criminalização é o do chamado "Paradoxo da tolerância":

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_da_toler%C3%A2ncia

      Em suma, o Paradoxo da Tolerância afirma que sociedades que são excessivamente tolerantes com os intolerantes, os intolerantes acabam crescendo espalhando o seu discurso, e quando tomam ou chegam ao poder a primeira coisa que fazem é destruir a tolerância, transformando a sociedade outrora tolerante em uma sociedade fascista e intolerante, um grande exemplo desse Paradoxo é a Alemanha durante a República de Weimar onde a liberdade de expressão ilimitada e a tolerância ao nazismo fez Hitler subir ao poder. Esse argumento procede?

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    3. Eu respondi sobre isso acima. Enquanto o poder de definir quem é o "intolerante" recair em mãos humanas, isso será sempre instrumentalizado para reprimir aqueles que pensam diferente. Ou seja: no pretexto de "criminalizar a intolerância", eles mesmos acabam sendo os intolerantes.

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  29. O que você acha de Alister Mcgrath?

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    1. Gosto muito dele, todos os livros dele que eu pude ler são ótimos.

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    2. Notei, no livro teologia histórica e filosófica, que ele ao descrever a experiência como revelação em Friedrich Schleiermacher tbm citou os irmãos Wesley. Ele descreveu a "experiência" de Schleiermacher corretamente como "se sentir parte de um todo" ( o que é panteísmo), mas não diferenciou a experiência dele da dos cristãos genuínos, como os metodistas, que tem uma experiência com um ser pessoal. William Laine Craig faz essa diferenciação entre a a experiência religiosa cristã com as não cristãs(do qual o liberalismo teológico faz parte) em apologética contemporânea. Acho que um leitor comum vai pensar ser a mesma coisa ao ver Wesley e Schleiermacher lado a lado qdo Mcgrath descreve a experiência como revelação. Do resto amei o livro.

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    3. Também acho que ele deveria explicar melhor isso, mas enfim, ninguém é perfeito.

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  30. 1) Os livros eclesiásticos (apócrifos que estão no apêndice das bíblias históricas do protestantismo) são os que foram aprovados no segundo concílio de Nicéia, mas que não foram inspirados. Estou certo? Eu tenho uma Bíblia anglicana que tem os eclesiásticos entre o Antigo e o Novo Testamento, são os mesmos apócrifos da Bíblia papista, só que estão inclusos 1 e 2 Esdras e a Oração de Manassés. Não foram estes apócrifos que foram aprovados por Nicéia?

    2) O que você acha do Richard Hooker?

    3) É verdade que se a China ficar mais rica do que os EUA a língua comercial será o chinês?

    4) Você não acha ofensivo os evangélicos serem chamados de "protestantes"? Este termo pressupõe a existência de uma igreja anterior, a romana. Isto é verdade, mas prefiro ser chamado de "evangélico", porque prefiro ver a minha religião como um grupo fiel ao Evangelho do que um bloco de oposição ao catolicismo. Quando alguém me chama de "protestante" o termo faz uma referência implícita ao catolicismo romano, é como se alguém ficasse toda hora me lembrando de que sou inimigo de Roma.

    5) Acredita que o corona seja uma criação proposital dos chineses? Acho provável. Talvez eles tenham criado este vírus para frear o progresso americano enquanto eles continuaram trabalhando só para ultrapassar os EUA economicamente. Também é muito suspeito o fato de que os EUA foram o país que mais teve casos de morte por COVID-19. E outra coisa que aumenta minha suspeita é que eu ouvi falar que o Corona apresenta indícios de ser sintético, pois ele possui inúmeras mutações que resistem aos mais variados tipos de clima. E outra, por "acaso" a vacina mais eficiente é a dos próprios chineses, o Corona-Vac. Ou seja, os caras atrasaram o mundo inteiro de propósito enquanto continuaram crescendo economicamente e depois vieram com uma vacina que eles próprios criaram antes de disseminar o vírus pelo mundo só para dar a impressão de que eles é que são os mocinhos.

    6) Também acho possível que o Corona seja um castigo de Deus para os americanos por causa dos abortos e pelo fato de que hoje apenas 43% deles são evangélicos. Acha isso provável?

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    1. 1) Até onde eu sei, não existe nenhuma lista de cânon bíblico no segundo Concílio de Niceia. Dei uma checada superficial aqui pra confirmar isso e também não achei nada, você pode checar por si mesmo se quiser:

      https://www.newadvent.org/fathers/3819.htm

      2) Prefiro os puritanos.

      3) Acho improvável, expliquei o porquê aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2021/04/300-vezes-que-alma-morre-nos-originais.html?showComment=1619916908508#c3254297383429420271

      4) "Protestante" foi um termo pejorativo cunhado pelos católicos, embora originalmente o "protesto" não tenha sido em relação ao catolicismo em si, mas sim às decisões da segundo Dieta de Spira (1529). Particularmente eu sempre usei o termo "evangélico", que também acho ser mais preciso, mas se alguém me chama de "protestante" eu não me sinto ofendido, to nem aí. No fim das contas, o que realmente importa é o conteúdo daquilo que se crê, não o rótulo que se usa externamente. Por isso eu não vejo problema em chamar os ortodoxos por este nome (apesar de te ortodoxia mesmo eles terem pouca coisa) e os romanistas de "católicos" (apesar de eles não serem católicos mesmo, no sentido original do termo que designa universalidade e não algo particular atrelado a Roma).

      5) A parte científica da pergunta eu não tenho a menor ideia porque foge totalmente à minha área de conhecimento, mas acho que eles seriam muito burros de lançarem o vírus justamente na China, pra alimentar esse tipo de teoria da conspiração. Se fosse uma criação de laboratório, provavelmente teriam lançado nos EUA ou em outro país pra ninguém suspeitar deles, e de burros eles não tem nada.

      6) Nada a ver, Deus não iria castigar o mundo inteiro por causa de um único país, e se fosse por isso teria razões suficientes para castigar todos os países o tempo inteiro com toda sorte de vírus, mas Deus não age mais assim desde os tempos de Israel na antiga aliança (porque era um povo exclusivo dEle, coisa que nenhum povo é hoje em nossos dias). Mesmo nos tempos do AT Deus não lançava pragas em outros povos, por mais imorais que fossem, isso só acontecia com Israel pela razão que eu já expliquei.

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  31. Lucas, ficou sabendo do que o Nando Moura fez recentemente? Ele não só rompeu com o Astrólogo da Virgínia como também queimou toda a obra do velho:

    https://youtu.be/bhnM_InKYCE

    Então qual é o seu parecer a respeito disso?

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    1. Considerando que o Nando provavelmente já tinha papel higiênico em casa, queimar é o mais útil que poderia fazer com esse tipo de material mesmo.

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  32. Oi lucas! Como vai?

    Lucas, você sabe me dizer se sartanas tentou outros mundos alem do nosso? Eu estava vendo alguns escritos de ellen white e ela falou algo sobre mundos não caidos... e por falar nela, você acha que ela é alguem confiavel?

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    1. Eu não acredito em vida inteligente em outros planetas, acho improvável tanto cientificamente como biblicamente, então eu não creio que ele tentou outros mundos. Sobre Ellen White, há muita coisa interessante que ela já escreveu, como teóloga eu diria que tem o seu proveito, o problema é a parte da profetisa, que eu não creio que ela tenha sido (ou pelo menos não como uma profetisa infalível), por isso quando ela fala de outros mundos, de Enoque em Saturno e coisas do tipo eu ignoro completamente (o que não significa que seja uma "herege" ou coisa do tipo).

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    2. Amigo, se eu fosse você nem perderia meu tempo lendo os livros da Ellen White. A Igreja Adventista me faz lembrar Montano e suas falsas profetisas Priscila e Maximila. A origem do montanismo é tão bizarra quanto a do adventismo. Acho o adventismo bizarro e suas interpretações da Bíblia paracem mais uma teoria da conspiração do que uma teologia séria.

      Vejo muitos problemas no adventismo. Primeiro que ele NÃO É EVANGÉLICO, pois usa Ellen White não como um extrato da Bíblia (como os luteranos fazem com Lutero, ou como os reformados fazem com Calvino), mas sim como uma fonte de revelação divina paralela à Bíblia. Em segundo lugar, os adventistas, como já falei, fazem interpretações bem esquisitas da Bíblia, por exemplo, eles acreditam que Jesus entrou no "santuário celeste" em 1844 baseando-se numa interpretação sem pé nem cabeça do livro de Daniel. Terceiro, o adventismo baseia-se muito nas visões teológicas de uma MULHER, e a Bíblia deixa bem claro que ensinar teologia está proibido para as mulheres (1Tm 2.11-14; Ap 2.20). Em quarto lugar, os adventistas são judaizantes - guardam o sábado. Quinto, eles demonstram seu caráter não-evangélico através de seu proselitismo explícito. Pode ver que os adventistas sempre tentam levar os evangélicos para a igreja deles. Mas esse comportamento é inexistente no meio evangélico. Eu nunca vi um batista tentando levar um presbiteriano para a igreja dele, ou um metodista tentando "converter" um luterano, ou um assembleiano tentar fazer proselitismo entre congregacionalistas. Sabe por quê? Porque os evangélicos sabem que batistas, luteranos, assembleianos, metodistas, etc. são todos irmãos em Cristo e que todas essas denominações têm uma doutrina saudável e bíblica, só que com pequenas diferenças que não afetam em nada a comunhão com Deus. Mas os adventistas acham que a verdade completa só está na igreja deles já que eles têm uma "profetisa" que supostamente esclarece a Bíblia.

      Recomendo que assista o vídeo do Augustos Nicodemus para um esclarecimento melhor.

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    3. Nesse assunto, os adventistas tem um tipo de formulário que a pessoa preenche antes de se batizar, lá a pessoa tem que "confessar" que acredita no dom da profecia, é como um condicionante, tanto é que sei de pessoas que foram excluídas do rol de membros e da igreja por não acreditarem mais nela (está subtendido que seja o dom de profecia da Ellen White).
      Tem um outro fenômeno que caminha meio que lado a lado disso é o talento para ser pregador expositivo. Por exemplo, o Nicodemus é um excelente pregador expositivo, mas ele apenas expõe a Bíblia como um professor faz, isso é bom porque por incrível que parece as pessoas nas igrejas não leem Biblia nem estudam nada praticamente além de doutrinas e um devocional ou outro, por isso que quando a gente ve um cara como o Nicodemus muitos admiram e começam a achar que tudo que ele diz tem sua razão, até ele comecar a falar de Calvinismo. A mesma coisa é o Rodrigo Silva, sendo que além de pregador expositivo ele ainda tem pitadas de Ciência no trabalho dele, o que desperta mais ainda admiração. Sendo que ele é adventista que crê, por consequencia, na Ellen White e nos escritos dela. Eu mesmo já li a questão dos planetas e tudo mais que ela escreveu e, convenhamos, um puro absurdo. O resto que ela escreveu guarda coerência, exceto a questão da guarda do Sábado, eu acho que ninguém vai ficar fora do Reino de Deus por questão da guarda do sábado, como ela disse.
      Tanto o Nicodemus como o Rodrigo Silva tem seu valor, pra efeito de massa. O problema pra mim é o efeito do fermento... fico meio ressabiado.
      Qual a tua opinião a respeito do sábado, tendo em foco o que a Ellen White escreveu?

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    4. Gabriel escreveu: " Amigo, se eu fosse você nem perderia meu tempo lendo os livros da Ellen White. A Igreja Adventista me faz lembrar Montano e suas falsas profetisas Priscila e Maximila"

      .....................................

      Exatamente!

      O Adventismo é uma seita herética. E todas as divisões adventistas não passam de seitas. Estão afundados em heresias.

      Os Testemunhas de Jeová e similares também estão na mesma lista. Tudo heresia.

      A Congregação Cristã do Brasil também não escapa.

      E muitas outras ...

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  33. Lucas, vc já ouviu falar sobre o "Holocausto Alemão"?? Uma serie de crimes cometidas pelos soviéticos (,e até mesmo por alguns Aliados,) contra população civil Alemã no Final da 2 Guerra ??

    https://www.osentinela.org/dresden-75-anos-de-um-holocausto-alemao/


    Esse é um tema muito complicado, pois muitos dos que falam dele são justamente Negacionistas idiotas do Holocausto Judeu, que acabam levando essa discussão para a eterna Marginalidade.

    Contudo, embora não seja tão discutido, esse acontecimento me parece ser verdadeiro, da mesma forma que o extermínio de Judeus cometido Nazistas tbm é.

    Muitos velhinhos da Alemanha trazem relatos sobre isso e pelo oq parece os soviéticos cometeram um estupro coletivo contra 2 milhões de mulheres alemães durante a queda do 3 Reich:

    https://tonywippich.jusbrasil.com.br/artigos/348149747/2-milhoes-de-alemas-o-maior-estupro-em-massa-da-historia

    https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-exercito-vermelho-e-o-estupro-coletivo-de-alemaes-na-segunda-guerra.phtml

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    1. Esse primeiro site é ridículo e assustador, fui entrar e já me deparei com livros do tipo "maçonaria judaica e seila o que", "o talmude desmitificado, etc", e os cara que são promovidos pelo site são tudo reacionários que querem destruir a modernidade e a democracia. Já é um site horrível de se confiar.

      A maioria destes alemães mortos não foi por preconceito como esse site quer fazer parecer, e sim porque era guerra, simples. Quando a Alemanha bombardeou a Inglaterra, matou inúmeros ingleses, o mesmo com a França e etc. Os anglo-americanos e soviéticos precisavam encontrar Hitler, e com isso mataram muitos alemães que não tinham nada haver, é triste de certa forma, mas não é um holocausto, assim como não houve holocausto ou extermínio britânico ou francês. Muitos russos foram vitimas dos nazistas, e nem por isso esse site ai vai falar que existiu holocausto russo.

      O holocausto judaico por outro lado foi um extermínio planejado, pessoas apenas por terem nascidos judeus foram expostas as mais temíveis torturas apenas para morrerem, os nazistas queriam exterminar os judeus completamente do mundo inteiro, não tem nem comparação com a morte que alemães sofreram em consequência da guerra (que a propósito, eles mesmo começaram).

      Não existe holocausto alemão, isso ai é propaganda neonazista de reacionários que querem reinstalar ditaduras fascistas para destruir os judeus, bem como qualquer traço de modernidade, e assim fazer a gente retornar pra idade média.

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    2. Acho engraçado que esse site nega o holocausto judaico, mas pega a morte de alemães durante uma guerra para falar que houve um holocausto alemão, não sabia que revisionismo histórico poderia chegar a esse ponto.

      E ainda é mais supreendente, esse site ai deliberamente diz que o terceiro reich foi inocente e que a Inglaterra que começou a guerra! Sério que você acreditou nisso? O que os aliados iriam ganhar exterminando milhões de alemães só porque sim? Fora que eles quisessem poderiam ter feito mesmo, já que a Alemanha foi dividida entre o ocidente e a URSS então não era difícil exterminar todo o povo alemão, que não foi feito pela simples razão que eles não queriam fazer isso.

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    3. Sim, o site Sentinela promove esse tipo de Idiotice, como o Negacionismo do Holocausto Judaico.
      Mas é como havia dito, isso é um tema marginal que justamente por não ser Trabalhado da forma que deveria acaba caindo nas Mãos de Ne0Nazis, que se utilizam disso para espalhar as suas ideologias Nojentas.

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    4. "E ainda é mais supreendente, esse site ai deliberamente diz que o terceiro reich foi inocente e que a Inglaterra que começou a guerra! Sério que você acreditou nisso?"

      Logico que eu não acreditei nessa Parte Vinicius. O meu ponto é que existem diversas barbaridades cometidas cometidas contra a população civil alemã que são injustificáveis!

      Os Soviéticos cometeram massacres desnecessários que Beiram ao Genocídio. O Estupro de 2 Milhões é um desses casos. Praticamente quase todos os Oficiais do Exercito Vermelho foram coniventes ou apoiaram ! Tanto que Stalin sabia disso e achava graça desse ocorrido.

      Outro caso absurdo foi a expulsão da população Alemã da região da Prússia, que tiveram suas propriedades confiscadas / saqueados pelo Governo da URSS da msm forma que a população Judaica teve durante o 3 Reich.

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  34. Lucas, ficou sabendo disso: o Impeachment do Witzel foi aprovado por unanimidade pelo Tribunal especial, olha já não era sem tempo, que o Witzel merece pagar pelos crimes que cometeu isso é indiscutível, mas acontece que o Cláudio Castro o ex-vice dele é tão nocivo, corrupto e imoral quanto ele, mas só não sofreu Impeachment porque é gado do mito, outro governador que merecia um Impeachment é o do Amazonas, aquilo que ele fez com o Estado em plena pandemia não tem perdão e deveria igualmente impichado, mas como esse também é gado do mito ele pode ficar impune cometendo os crimes à vontade!

    É, para os amigos e aliados as flores e para os inimigos o rigor da Lei. Esse país se tornou uma República, mas ainda não abandonou o favoritismo político dos tempos do imperador.

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    1. Daqui a pouco ele já está sendo preso assim como todos os outros governadores do Rio de Janeiro. Infelizmente, governar o RJ e ser chefe de quadrilha virou duas coisas inseparáveis e indistinguíveis.

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  35. Lucas tenho uma teoria e queria saber o que você acha. O amigo acima falou a respeito de "Roma e judeus", e ai lembrei disso, que muitos cristãos tem essa visão errônea que os judeus rejeitaram Cristo e tal. Ao ler o NT, sabemos que todos os seguidores de Jesus originalmente eram judeus (salvo alguns gregos, romanos ou sírios que viviam ali), e que todas as igrejas no começo eram judaicas, pois os judeus estavam em duvida se deviam pregar para os outros, então mantinham o cristianismo apenas entre si. Até que Deus confirmou que os judeus deveriam pregar para todos, e assim foi. Os judeus que se convertem ao cristianismo abandonam a maioria das praticas judaicas, visto que são desnecessárias, e então se mesclam aos cristãos gentios. Isso cria uma ilusão de que todo judeu rejeitou Jesus, pois quando ouvimos falar em judeu pensamos apenas no judeu ortodoxo padrão, e esquecemos que existem muitos judeus que se converteram ao cristianismo, e muitos que descendem de judeus hoje mesmo e nem sabem, pois seus antepassados se mesclaram aos gentios (pois não se casar com eles virou uma espécie de ordenança judaica, que os judeus convertidos ao cristianismo acharam inutil obedecer), e assim parece que não existe ou existiu nenhum judeu cristão (salvo os apóstolos e etc). Além de também o fato da Igreja Romana, que herdou o lugar da maior ameaça politica ao cristianismo (Roma, e a Igreja Romana continuou sendo a maior ameaça também por muito tempo) precisou antagonizar um grupo de pessoas como bodes expiatórios para tudo de ruim, e como achavam que eles eram os verdadeiros santos na terra, decidiram perseguir o outro grupo que também se alegava santo. E toda essa perseguição levou a um ódio enorme que produziu coisas muito piores como o nazismo. E este preconceito piorou ainda mais essa noção de que todo judeu é anticristão, quando existe muito judeu que é cristão, mas não contamos eles como os demais.

    Os judeus também não são inteiramente inocentes, pois também existe caso de judeus que afastam da família um convertido ao cristianismo (que não ocorre só entre judeus, mas entre muitas religiões e culturas tambem) e ai também expande esse pensamento de que não existe judeu cristão.

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    1. Concordo com tudo o que você disse. Parte do problema é que usamos o mesmo termo "judeu" para se referir tanto ao que segue a religião judaica (mesmo não tendo ascendência judaica) quanto ao judeu por etnia (mesmo não seguindo a religião judaica). Muitas vezes quem diz que os judeus não são cristãos está falando de quem segue a religião judaica e não dos judeus por etnia, mas como os termos são os mesmos acaba criando essa confusão e levando outros a pensar que por alguém ser judeu de etnia é necessariamente um não-cristão ou tem aversão ao Cristianismo. Na verdade, a maioria dos judeus por etnia sequer são judeus religiosamente falando (a maioria é ateu ou agnóstico, e ainda tem os cristãos e etc), e como você mesmo disse, desde os primórdios da história da Igreja ela foi formada por judeus, só mais tarde é que os gentios convertidos se uniram a eles.

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  36. Mas Lucas muitos católicos afirmam que o antigo testamento foi por causa do rei Ptolomeu e não dos judeus em si, portanto os judeus de Jâmnia era simplesmente um movimento sectário dentro do judaísmo não tinha essa proeminência isso procede?

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  37. 1) Estava no barbeiro e ouvi do rádio dele que o Bolsonaro lidera as intenções de voto por 36% e o Luladrão está em segundo lugar com 23%. Fico preocupado com essa situação, mas acho que seria pior se o Luladrão estivesse na frente. Em quem você vai votar em 2022, Banzo?

    2) Joe Biden, o segundo presidente adorador de gesso dos Estados Unidos, jurou sobre uma Bíblia do concílio de Trento, segundo o Michelson Borges. Eu acho que entendi o que ele quis dizer. Os EUA são historicamente o país mais evangélico do mundo e o mais capitalista (e rico) de todos. Aí vem aquele adorador de gesso abortista e jura sobre uma "Bíblia" completamente antiprotestante. Acho que o recado dele foi esse: "eu sou presidente de um país de tradição protestante, mas juro sobre a Bíblia mais católica do mundo que vou implantar as políticas católicas por aqui". Isso é bem preocupante, pois se esse sujeito implantar leis esquerdistas ali, os EUA vão parar de crescer tanto e em breve será ultrapassado pela China. Não teremos mais desenvolvimento tecnológico como hoje e nem filmes incríveis de qualidade, por exemplo. O que você acha do abortista jurar sobre uma "Bíblia" tridentina e implantar leis esquerdistas nos EUA?

    3) Você acha que seria bom para os evangélicos se a Igreja Papista revogasse o CVII?

    4) Os tridentinos realmente querem que a Igreja Papista volte a ser como era antes do CVII, com missas em latim, sem instrumentos musicais, etc.?

    5) Eu tenho a Rerum Novarum no Word e já dei uma folheada nela. Não parece que a Igreja Papista seja socialista. Aliás, a Rerum Novarum condena o socialismo com todas as letras. Mas por que você falou em um artigo que a Igreja Romana é "o baluarte da extrema-esquerda no Brasil e no mundo"? Não seria por uma desobediência descarada dos bispos e do Papa à própria doutrina social da igreja definida na Rerum Novarum?

    6) O que acha da interpretação idealista do Apocalipse?

    7) O que é uma seita exatamente? Eu sempre pensei que fossem igrejas ou movimentos pseudocristãos. E como os cristãos genuínos são só os evangélicos, então todo mundo que se diz "cristão", mas que não é evangélico, é sectário.

    8) O que acha do Martin Loyd Jones?

    9) O que a Bíblia quer dizer com "confirmação" de igrejas e membros?

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    1. 1) Primeiro teria que saber quem vai disputar, depois eu vejo quem seria o melhor nome (ou o menos ruim).

      2) Os EUA já tiveram muitos presidentes esquerdistas, e bom, continua sendo os EUA. Para o Biden sozinho derrubar os EUA a esse ponto ele teria que ser incrivelmente pior que todos os presidentes esquerdistas que o precederam, e isso eu acho difícil. Por mais incompetente que ele pessoalmente seja, nos EUA um presidente é muito bem amparado por conselheiros, conta com uma grande quantidade de especialistas o assessorando, e as instituições são fortes e não dependem de um presidente para quase nada (como se Hollywood ou o Elon Musk precisassem do Biden para qualquer coisa que seja). Não é que nem aqui no Brasil onde um jegue é assessorado por meia dúzia de jumentos ainda mais incapacitados que ele e tudo depende de Brasília.

      3) Isso nunca seria feito e nenhum evangélico deveria se preocupar com isso, mas sim em viver a própria fé e pregar o evangelho da forma que é. Não é preciso que o catolicismo piore para que os evangélicos cresçam, eles já estão crescendo mesmo com o catolicismo “camaleão” atual, o problema são os falsos ministérios que mancham a imagem dos evangélicos como um todo e afastam muita gente da fé.

      4) Sim.

      5) Se você tivesse lido a Rerum Novarum e não apenas dado uma “folheada” também teria visto ela se opor aos princípios do capitalismo e do liberalismo, assim como outras encíclicas que fazem isso muito mais abertamente. E eu não sei da onde você tirou que pra ser de esquerda tem que ser socialista, eu nunca disse que a ICAR é socialista, mas que sua doutrina social é completamente de esquerda na esfera econômica e que os países mais fortemente católicos do mundo são também aqueles onde a extrema-esquerda mais prospera (talvez você também só tenha dado uma “folheada” no meu artigo...).

      6) Acho péssima.

      7) “Seita” no sentido etimológico da palavra é qualquer facção (algo que se separa de uma coisa maior), neste sentido qualquer igreja é uma “seita”, até o Cristianismo em si nasceu como uma “seita” (uma facção do Judaísmo), por isso era chamada de “seita dos nazarenos” (At 24:5). Só que em apologética é comum usar o termo “seita” para se referir a igrejas ou vertentes do Cristianismo que sejam heréticas ou antibíblicas, neste sentido pode ser aplicado a qualquer uma que não seja evangélica (e a algumas ditas “evangélicas” também).

      8) Foi um grande pregador.

      9) Não entendi a que você se refere exatamente.

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    2. 1) Você vai votar no Bolsonaro ou no Lula no segundo turno? É óbvio que são os dois que vão vencer o primeiro, infelizmente. Vamos ter que escolher um dos dois. Acho que vou votar nulo só pra depois não me sentir responsável pelas cag*das que o vencedor vai fazer.

      6) Por que?

      9) Lucas 22.32; Atos 15.32,41; 18.23; Romanos 16.25. Eu consegui pensar em duas possibilidades para explicar a palavra "confirmar" nestes textos. Primeiro, acho que pode ser uma evidência de que os apóstolos já praticavam o rito, ou rito sacramental, ou ainda "sacramento", segundo os papistas, da confirmação ("crisma"), pelo qual um sacerdote batiza o fiel no Espírito Santo. Segundo, talvez "confirmar" signifique confirmar como cristãos. Depois da pessoa se converter à fé cristã, ela é instruída na catequese e depois é confirmada como cristã. Gostaria de saber o que você tem a dizer sobre as "confirmações" apresentadas nestes textos.

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    3. 1) Ainda não sei. No Lula eu não votaria jamais, então seria ou nulo, ou Bolsonaro.

      6) Porque torna o livro basicamente inútil, registrando um amontoado de coisas que não servem a nenhum propósito.

      9) De todos esses textos citados só o último aparece a palavra "confirmação" na tradução que eu consultei, mas de qualquer forma, o sentido que me parece óbvio em todas essas passagens é de "confirmar" no sentido de encorajar, de fortalecer uns aos outros na fé (inclusive "fortalecer" é a tradução mais usada). Isso não tem a ver com um sacramento ou crisma mas com a função do corpo de Cristo conforme Paulo escreve em 1Co 12, onde cada membro depende uns dos outros e tem a função de fortalecer uns aos outros na fé, encorajando-se mutuamente para não desanimar nem desistir da caminhada. Eu nunca vi nada de mais nesses textos além disso, pra ser sincero nem sabia que tinha gente que pegava esses versículos pra basear um rito sacramental...

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  38. Lucas, alguns pastores usam 1 corintios 10:31 para argumentar que o crente não pode jogar video game ou fazer outras coisas desse tipo

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    1. Não entendi qual parte desse versículo proíbe o crente de jogar videogame. Pelo contrário, Paulo está falando de coisas banais e cotidianas, como "comer e beber", que não tem nada de espirituais em si mesmas, mas que devem ser feitas para a glória de Deus (ou seja, de consciência limpa, que é o tema de todo o capítulo). O mesmo se aplica a jogar videogame ou a qualquer outra coisa que a consciência não acuse.

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  39. 1) Eusébio de Cesareia escreveu que a história da mulher adúltera veio do Evangelho dos Hebreus e ele citou outros escritores mais antigos para provar isso. Não que Eusébio estivesse interessado em provar que o relato não provém do Evangelho de João, afinal o relato ainda não havia sido introduzido em João naquela época. Tudo isso me parece bem estranho, pois como é que pode um trecho de um livro apócrifo ter sido inspirado? E se não foi inspirado, então por que foi colocado na Bíblia? E como é que pode um relato apócrifo ser tão profundo e tão usado na Igreja?

    2) A Igreja Anglicana atualmente é dividida em dois movimentos: a Comunhão Anglicana, que é o anglicanismo oficial, subordinado ao arcebispo da Cantuária e à coroa inglesa; e a Free Church of England (Igreja Livre da Inglaterra). Antes do século XIX, só havia a Comunhão Anglicana, e ela era caracterizada por quatro pontos:

    1 - Subordinação ao arcebispo da Cantuária
    2 - Subordinação à coroa inglesa
    3 - O Livro de Oração Comum
    4 - Os 39 Artigos da religião

    Mas, infelizmente, um anticristo chamado John Henry Newman criou o movimento anglo-católico (também chamado Movimento de Oxford, Movimento Panfletário ou Movimento Tractariano) a partir de um revisionismo tosco da história da Igreja Anglicana, alegando que ela nunca foi protestante, mas sim uma "Via Média" entre o protestantismo e o romanismo (na verdade, era uma Via Média entre o LUTERANISMO e o CALVINISMO); e uma tentativa de "catolizar" os 39 Artigos que transparentemente condenam a transubstanciação, o purgatório, a invocação dos santos, a adoração de imagens, etc.

    A partir daí a Comunhão Anglicana ficou dividida entre anglo-católicos e anglo-evangélicos, rejeitou os 39 Artigos como doutrina oficial, tornou-se uma igreja oficialmente "ecumênica" (sincretista), e agora possui centenas de versões do Livro de Oração Comum, que até então era um só para todos os anglicanos do planeta e totalmente protestante, mas agora possui um monte de versões "catolizadas". Atualmente, a Comunhão Anglicana possui igrejas que vão desde o pentecostalismo até um catolicismo tradicionalista, com missas em latim e tudo mais.

    Neste cenário surge a Free Church, uma igreja de tradição anglicana, totalmente protestante, que aceita os 39 Artigos e o Livro de Oração Comum de 1662 (como a Comunhão Anglicana aceitava antes da heresia de Newman) e adota o sistema episcopal. Mas não possuem comunhão com Cantuária e nem com a coroa inglesa.

    Newman, depois de destruir a Comunhão Anglicana, se converteu ao romanismo e ainda por cima fez a proeza de virar CARDEAL! Até hoje é idolatrado por esses apologetas papistas que tentam "converter" os evangélicos. Em 2019, o sujeito foi canonizado pela Igreja Católica e adicionado ao calendário litúrgico da Comunhão Anglicana.

    Hoje a Comunhão Anglicana está totalmente afundada no liberalismo teológico e no sincretismo entre protestantismo, romanismo e ortodoxia oriental. Cada ano que passa se aproxima mais da extinção, pois tanto os anglo-evangélicos quanto os anglo-católicos geralmente discordam do liberalismo e acabam saindo da Comunhão, só que os anglo-evangélicos migram para outras igrejas evangélicas e os anglo-católicos migram para o catolicismo romano.

    Baseado em tudo isso, tenho duas perguntas:

    a) Você acredita que a Comunhão Anglicana acabará sendo extinta nas próximas décadas?

    b) O que acha dos anglicanos da Free Church?

    3) Acredita que os cristãos judeus deveriam observar o sábado, praticar a circuncisão e guardar toda a lei exceto a cerimonial, como dizia Agostinho? Ou deveriam viver como os cristãos gentios, como dizia Jerônimo?

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    1. 1) Se ele foi incluído em alguns manuscritos, é porque as pessoas da época acreditavam ter procedência real. Provavelmente foi um evento bem marcante na época que foi conservado oralmente até ser passado por escrito.

      2) (a) Nenhuma igreja é literalmente “extinta”, elas só perdem membros a ponto de se tornarem insignificantes, que é o que o anglicanismo tem se tornado e fez por merecer; (b) é uma tentativa válida de tentar salvar o anglicanismo histórico, embora na minha opinião o anglicanismo não tem futuro (assim como qualquer igreja litúrgica nos dias de hoje).

      3) O judeu convertido é um cristão como qualquer outro, nós somos um só corpo em Cristo e não dois, então entendo que os judeus não devem observar a lei na tentativa de se justificar através dela. Claro que uma ou outra questão da lei eles poderiam manter por razões culturais, mas não no objetivo de alcançar a salvação.

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  40. 1) Lucas, com todos esses anos de apologética protestante, você já foi muito perseguido e humilhado? Como você lida com esses ataques?

    2) Há algum tempo atrás vi um artigo seu em que você relatou que algum necromante (católico) canalha te ameaçou de morte caso você não apagasse este blog e o Heresias Católicas. Como você lidou com aquilo? Fez B.O.? Eu não tenho como te garantir isso, mas acho que foi só um blefe de algum adolescentizinho tridentino de internet.

    3) Olha cara, sinceramente, eu acho que você foi um pouco ingênuo ao gravar vídeos com aquele problema de voz que você tinha. Você já deveria saber que do jeito que esses lambedores de gesso são mau caráter eles iriam te humilhar daquela forma. Vi alguns vídeos do tal do "Conde" Loppeux e acho que foi uma covardia e pura canalhisse o que ele falou sobre você. Nem deu pra assistir os vídeos inteiros porque o cara é tão burro e falou tanta m**** sobre história da Igreja que eu cheguei a me assustar com a dissonância cognitiva dele e da turminha que o segue e fechei os vídeos. O cara soltou pérolas como "Henrique VIII foi um protestante que matou milhares de católicos", "a rainha Elizabeth matou milhares de católicos por pura intolerância religiosa", falou que mórmons, testemunhas de Jeová e adventistas são protestantes e que no protestantismo não há unidade doutrinária nenhuma e que a única coisa que nos une é o "ódio contra a Igreja Católica", etc. O cara não tem argumentos pra nada, nem quando fala de política ou qualquer outra coisa que seja. Ele só fica repetindo jargões que todo mundo já conhece e fica xingando todo mundo que discorda dele, é o típico pseudointelectual, um sujeito burro que se acha inteligente e que para manter sua fantasia faz uma salada de jargões idiotas que todo mundo já ouviu com xingamentos rasteiros. Acho que você deveria processá-lo, pois ele foi longe demais com as ofensas. Quem sabe assim ele largue mão de ser folgado?

    4) O que acha do G.K. Chesterton?

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    1. 1) Perseguição é o que os cristãos na China, Coreia do Norte e nos países muçulmanos passam, isso daí não dá nem pra chamar de perseguição.

      2) Com certeza era moleque de internet, isso já aconteceu um monte de vezes, eu nunca dei a mínima e nunca aconteceu nada.

      3) Também acho que eu não devia ter feito, não tanto por isso mas sim porque com aquela voz muita gente nem entendia o que eu falava e aí os vídeos eram basicamente inúteis, mas enfim, são águas passadas. Em relação a esse sujeito aí, eu não me incomodaria tanto, é alguém que já caiu no ostracismo há muito tempo e “prega pra convertido”, tem os mesmos seguidores hoje que tinha há dez anos atrás, não tem mais relevância nenhuma.

      4) Eu não consigo ver uma única qualidade nele e não consigo entender por que ele é tão idolatrado por tanta gente (na verdade até entendo, dado o nível do tipo de gente que o idolatra).

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  41. Lucas, você acredita que no fundo a esquerda talvez ainda seja tão ou mais homofóbica do que a direita? Digo isso porque foi só recentemente (dos anos 90 pra cá, embora desde os anos 50 os acadêmicos da esquerda cogitavam essa possibilidade) que os comunistas passaram a apoiar a causa LGBT, mas se você for ver historicamente falando, ninguém perseguiu tanto os homossexuais quanto a esquerda

    Karl Marx dizia que a homossexualidade era um desvio patológico burguês; Stalin classificava a homossexualidade como contrarrevolucionária e Che Guevara perseguia, torturava e matava homossexuais. Além disso, os nazifascistas eram retratados pelos comunistas como efeminados:

    https://miro.medium.com/max/843/1*u9BZbMoWkDBwNSreX32FbA.jpeg

    Mas, desde os anos 60, a esquerda mais moderada (e posteriormente os comunistas na década de 90) vem se aproximando desse movimento homossexual vendo eles como uma alternativa aos trabalhadores do proletariado que deixaram de ser agentes revolucionários e sucumbiram ao capitalismo, pois o cara que é do proletariado não quer mais saber de revolução e sim de ser parte do capitalismo: consumir bens e produtos, adquirir dinheiro e poder comprar o que ele puder para sustentar a sua família e viver a vida dele. Com isso, os socialistas, em especial os adeptos da escola de Frankfurt passaram a ver nos movimentos gay, feminista e negro aquilo que não viam mais no proletariado.

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    1. Tem razão. Inclusive nos países que ainda são socialistas ou são governados por ditaduras de extrema-esquerda o movimento gay ainda é sufocado, como por exemplo em Cuba, na China, na Venezuela e etc. Ele só é forte nos países onde a esquerda não tem o poder absoluto ou quem comanda é uma esquerda mais moderada. Para eles as minorias sempre foram massa de manobra, nada a mais que isso.

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  42. Me deparei com esse artigo do site marxista.org:https://www.marxismo.org.br/por-que-a-esquerda-acredita-ser-mais-facil-o-fascismo-do-que-a-revolucao/ e percebi algumas coisas interessantes, e que a esquerda raiz analisou os problemas de maneira muito mais verdadeira do que a esquerda reformista, alguns exemplos:

    -A vitória do bolsonaro foi pela insatisfação da classe trabalhadora com a democracia burguesa e com o Pt, que prometeu solucionar tudo mas não solucionou nada.

    -A vitória dele não foi por uma onda fascista que supostamente esta surgindo no mundo, e sim porque o povo não quis saber mais de politica, pois a maioria não foi votar, mas os que foram 10 milhões votaram a mais em Bolsonaro, simples assim.

    -Um pais que elegeu PT 4 vezes seguidas não viraria fascista de uma hora para outra, como afirmam a esquerda reformista. Mas sim que o Pt se aliou a burguesia para oprimir os trabalhadores em 2013, levando assim a vitória do candidato mais anti-estabishilment (que naquela época incluia o Pt), o bolsonaro.

    -Esse site também diz que no Brasil e EUA o povo esta insatisfeitos com as decisões da democracia burguesa, e por isso muitos não votaram ou se abstiveram de votar, mas dos que votaram uma grande parte escolheu Trump e Bolsonaro, e estes eleitores representam cerca de 25% da população, ou seja, dizer que toda a população virou fascista apenas desune a classe operaria, ao invés de uni-la, pois a maioria da classe trabalhadora nem sequer votou nos dois. O verdadeiro inimigo é a burguesia, e não o seu pai, irmão ou vizinho trabalhador só porque votou no bolsonaro ou trump.

    -E por fim, os marxistas também não acreditam em eleições. Para eles, a eleição é uma ferramenta da democracia burguesa para manter o povo sobre o controle, dando eles a falsa ilusão que podem escolher um candidato que melhore sua vida, quando na verdade o tal candidato ira se render a burguesia no final, como fez Lula. Caso o capitalismo entre em crise devido a seus muitos problemas, e o povo comesse a se revoltar para garantir seus direitos, a burguesia abandonada a democracia burguesa e opta pelo fascismo, para esmagar os revolucionários e todas as minorias que geralmente se tornam revolucionarias. Bolsonaro não é isso, ele sequer tem um partido para ser fascista. Ele é apenas alguém que de fato com seus discursos evita que o povo pense em revolução, mas não é a melhor opção para a burguesia, pois ele é alguém imperecível, e muitas vezes precisa se retratar de suas próprias falas.

    Não concordo varias coisas, mas achei interessante que os marxistas raiz não consideram o Bolsonaro um fascista (embora se ele pudesse ele seria) e muito menos o povo brasileiro fascista, pois apenas uma minoria elegeu bolsoanaro, e por insatisfação e alienação, e não por serem fascistas. Para os marxistas, o verdadeiro fascista é a burguesia e o partido que esta escolhe para dominar tudo, o povo não pode ser fascista pois o povo é alvo do fascismo, mesmo que não repare. O povo é no máximo apenas alienado. E interessante também que eles não gostam de eleições, enquanto a esquerda petista e reformista acreditam nas eleições como símbolos da democracia.

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    1. Sim, por isso não existem eleições nos países governados pela esquerda marxista (e quando há, são eleições manifestamente fraudulentas, como a de Maduro na Venezuela), o próprio Marx nunca defendeu a democracia, nas poucas vezes que escreveu sobre ela foi para condená-la, ele queria uma ditadura do proletariado que na prática é a ditadura de uma elite política de extrema-esquerda que se impõe sobre o resto da população (como a família Castro, que vive num luxuoso palácio enquanto o seu povo morre de fome e tenta fugir do país a qualquer custo). O brasileiro médio não é fascista, nem progressista, nem liberal e nem conservador, é simplesmente ignorante, inapto, alienado e alheio a qualquer discussão intelectual, por isso é propenso a votar em tudo que é tipo de populista demagogo que aparece com soluções fáceis e simplistas, a despeito da vertente ideológica que seja. Por isso oscila tão facilmente em extremos como Lula e Bolsonaro.

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  43. 1) Banzo, vi em um vídeo seu que o N.T. Wright é aniquilacionista. De onde você tirou isso? E onde você viu que o John Stott também era aniquilacionista?

    2) Minha família por parte de pai era de católicos macumbeiros, daquele tipo de católico que só vai à missa na Páscoa e no Natal, só vai se confessar uma vez a cada dois anos, que vira e mexe tá no terreiro fazendo macumba e acredita em superstições ridículas e em astrologia. Hoje minha família paterna é dividida entre evangélicos e "católicos macumbeiros". Ocorre que, infelizmente, alguns morreram antes do protestantismo se tornar popular no Brasil e tenho quase certeza de que jamais ouviram o Evangelho na vida, a não ser o Evangelho pregado na missa, ou seja, não ouviram o Evangelho (risos). Será que Deus pode perdoá-los por terem morrido sem ouvir o Evangelho?

    3) Vi em um artigo seu que "pastor", "presbítero" e "bispo" eram palavras para o mesmo cargo na Bíblia. Tenho uma opinião diferente. Primeiro que seria muito estranho a Bíblia dar três nomes distintos para um mesmíssimo cargo. Pelo que entendi, os presbíteros eram os responsáveis pelo amadurecimento espiritual da congregação, o bispo era um tipo de "presbítero-chefe", e a palavra "pastor" era um termo genérico para designar tanto os presbíteros como os bispos. O que acha desta interpretação?

    4) Quando você vai estrelar o "como funciona o mundo na cabeça de um zumbi tridentino 4"? Ainda está coletantando prints? Pra mim o mais engraçado de todos foi o primeiro. Morri de rir.

    5) Os estudiosos datam 1 Clemente em torno de 90 d.C. Eu acho isso bem estranho, pois a carta se refere várias vezes ao Templo como se ele ainda estivesse de pé e fala dos sacerdotes que "sacrificam" (verbo no presente) animais. E eu não estou me referindo às partes em que Clemente cita a epístola aos hebreus, mas a certos trechos próprios de sua epístola. O que você acha disso? E já vou adiantando que esta pergunta não tem absolutamente NADA a ver com o preterismo, então por favor não apague este comentário.

    6) Baseando-se no cânon de Muratori, os estudiosos datam o Pastor em torno de 140 d.C. Mas eu dei uma breve lida no livro e logo no começo me deparei com duas evidências de que o cânon muratoriano está equivocado. Primeiro que ele se refere a Clemente como se ele ainda estivesse em Roma, mas ele já estava morto há muito tempo em 140 d.C. Outro ponto curioso é que Hermas fala como se Roma ainda não tivesse adotado o sistema episcopal, o que dá a entender que é obra do primeiro século. Me parece que este livro realmente é obra daquele Hermas mencionado em Romanos 16.14.

    7) Me lembro de ter lido em algum lugar que você acredita que Lucas escreveu Hebreus. Pra mim, está muito claro que foi Paulo e acho que as objeções dos estudiosos são muito razas e podem ser facilmente respondidas, e existem evidências suficientes na epístola para apontar Paulo como autor. Se você pudesse me apontar as evidências à favor da autoria de Lucas ou me indicar algum artigo, ficaria agradecido.

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    1. 1) Dos livros deles. No caso de Stott, o “Evangelical Essentials: A Liberal Evangelical Dialogue”, que ele escreveu em parceria com David Edwards, e do Wright, um comentário dele ao NT.

      2) Deus pode perdoar se eles se arrependeram com sinceridade antes da morte, porque se envolver com macumbaria e astrologia é algo que vai além até do católico comum, são coisas muito graves (sobretudo a primeira, é claro). Sobre os que não creram por não conhecerem a verdade, eu escrevi aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/o-destino-dos-povos-nao-alcancados.html

      Lembrando que mesmo eles tendo vivido numa época em que quase não havia evangélicos aqui, eles conheciam a Bíblia e poderiam ter chegado às mesmas conclusões simplesmente pela leitura dela (como muitos fizeram). Ou seja, não são totalmente indesculpáveis.

      3) Eu discordo pelas mesmas razões que expliquei no artigo. A Bíblia usa esses três termos de forma intercambiável.

      4) Eu já tenho uns 400 prints guardados, mas simplesmente não estou motivado pra publicar. Se você quiser, me passe o seu email que eu posso enviá-los para a sua apreciação... rs

      5) Você tem certeza? Eu pesquisei pela palavra “templo” na carta dele (porque não iria reler inteira só pra responder esse comentário) e não achei nenhuma referência:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com/2019/01/carta-aos-corintios-clemente-de-roma.html

      6) Mas de fato Roma permaneceu sem um episcopado monárquico por cerca de um século e meio, o Bruno Lima tem vários artigos falando disso, especialmente esse:

      http://respostascristas.blogspot.com/2020/07/a-ausencia-do-episcopado-monarquico-em.html

      Sobre essa citação a Clemente, eu teria que lê-la pra saber se é assim mesmo, se puder transcreva o trecho aqui.

      7) O vocabulário de Hebreus é compatível com o de Lucas e Atos (o uso das mesmas palavras no grego), mas não muito compatível com o de Paulo; Hebreus não é assinada (Paulo assina todas as suas cartas e Lucas não assinou nenhum dos outros dois livros), e o estilo de linguagem também é diferente, Paulo é mais pessoal na sua abordagem e mistura diversos assuntos numa mesma carta, enquanto Hebreus tem um longo raciocínio que permeia praticamente toda a carta, algo incomum nas cartas paulinas (mesmo nas curtas).

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    2. 5) 1 Clemente 40.4,5; 41.2.

      6) No capítulo 8 Hermas recebe uma ordem para entregar um livro a Clemente.

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    3. 5) Embora o texto não mencione o templo, ele de fato faz referência aos sacrifícios e usa o tempo presente. Infelizmente em se tratando de escritos patrísticos não tenho como averiguar o original grego pra ver se foi bem traduzido ou não, mas se foi, é um indicativo de que ele escreveu antes de 70 realmente, e não no final da vida dele.

      6) Pode ser que ele tenha escrito aquela parte do livro quando Clemente ainda estava vivo, e o restante na época de Pio. Daniel, por exemplo, foi escrito no decurso de vários reis diferentes de nações diferentes, desde Nabucodonosor da Babilônia até Dário da Média, e é um livro bem menor que O Pastor. Se for o caso, nenhum dos dois estava errado, eles apenas se complementam.

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  44. 6) Acho que fui muito ambíguo neste ponto. O que eu quis dizer é que o Pastor de Hermas fala de Clemente, não o cânon muratoriano.

    7) *Rasas.

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  45. Boa noite. Gostaria de saber como proceder em situações semelhantes a essa. Acompanhei um funeral via Youtube de uma igreja. O pastor, pra confortar os que perderam o ente querido lá, citou alguns versículos bíblicos e comentou que era para eles se animarem pois a alma da pessoa que faleceu estavá em júbilo na presença de Deus. Ele não falou isso exatamente, falou isso mas de uma forma muito mais eloquente e confesso que bem confortante mesmo. Por incrível que pareça, gerou até alívio para mim, que não tenho nada a ver com a pessoa que morreu. Imagino como seria se o pastor dissesse por exemplo: ele está inconsciente aguardando a ressurreição do último dia. Eu não creio também que a alma fique como uma chama, um fastasminha, coisa do tipo. Eu não falaria nada a respeito disso num velório para não parecer insensível a dor do momento. Como que é feito um velório em uma igreja que não acredita em imortalidade da alma? Eu nunca participei de nenhum.

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    1. Ele poderia simplesmente dizer que “a coroa da justiça lhe* está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, lhe* dará naquele dia” (2Tm 4:8), que é a linguagem que Paulo usa para si mesmo, ou que “Deus trará, mediante Jesus e juntamente com ele, aqueles que nele dormiram” (1Ts 4:14), quando “o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e depois os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens” (vs. 16-17), e “assim estaremos com o Senhor para sempre” (v. 17). O fato é que sempre que a Bíblia consola alguém a respeito da morte, ela aponta para a ressurreição na volta de Jesus, nunca para um estado atual onde a pessoa supostamente já esteja no céu com Deus. O próprio Jesus sempre fez isso, dizendo diversas vezes ”eu o ressuscitarei no último dia”, mas nunca que “eu o levarei pro céu em espírito”. O problema é que ninguém mais hoje em dia dá valor à ressurreição, justamente porque a doutrina da imortalidade da alma tornou a ressurreição inútil, e assim a esperança da ressurreição foi totalmente ofuscada, não é nem mesmo uma “esperança” (já que já estaríamos no céu com os que partiram antes de nós).

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  46. Tenho uma pergunta a respeito do criacionismo. Como entender a extinção dos dinossauros à luz da Bíblia? Já vi todo o tipo de explicacao. Se eles morrerram no dilúvio, porque Deus não permitiu a entrada deles na arca?
    Como entender as variantes de espécies humandas à luz da Bíblia: os neandertais e os denisovianos?
    Como entender a datação de carbono 14 que data coisas em milhões de anos?

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    1. Sobre os dinossauros, eu escrevi aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/evidencias-da-coexistencia-de-humanos-e.html

      Sobre a datação, aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/06/dez-motivos-que-me-tornaram-um.html

      Sobre os neandertais, eram humanos iguais a nós, não primatas ou intermediários entre o homem e uma outra espécie. A única diferença é que eles tinham a uma deformidade óssea resultante de uma deficiência de vitaminas que os habitantes das cavernas sofriam por falta de luz solar. O mesmo se aplica aos outros "elos perdidos" dos evolucionistas, que são sempre humanos com alguma deficiência ou um animal propriamente dito, nunca um intermediário verdadeiro entre uma espécie e outra.

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  47. O Arthur, do Mamae Falei, ficou famoso fazendo vídeos indo no meio de protestos de esquerda fazendo perguntas como: quanto rende o FGTS, quem foi Che Guevera, Stalin e por aeh vai. E ninguém que ia protestar sabia de fato o que tava fazendo ali, teve casos de pessoas que somente iam por causa de camisa ou de comida. Todo mundo achou o máximo isso.
    Agora chegou a vez dele fazer isso com os protestos a favor do Bolsonaro. Ele perguntou se a pessoa era contra o foro privilegiado. A pessoa dizia que era contra. Aeh ele pergunta pq o Flavio Bolsonaro pediu foro privilegiado no caso das rachadinhas? Aeh a galera ficava contrariada... tem um video recente dele mostrando isso.
    Tanto o pessoal da esquerda quanto essa direita aeh são dois lados da mesma moeda, como dizia o Enéas. Eles sempre protestam contra os outros, mas quando se protesta contra eles, ele ficam mordidos de raiva.
    Esse mesmo fenômeno acontece dentro das igrejas. Cada igreja tem seu Hamã e cada igreja tem seu Mordecai (podem ser mais de um pra cada traje). Os pastores gostam de contar a história da Reforma Protestante mas quando o protesto é dentro da igreja deles eles rapidamente atribuem esse comportamento ao trono de Satanás, acho engraçado isso. Tem um vídeo acho que o Malaf4ia reclamando de alguém que reclamou dele, e ele está falando que não se toca num ungido de Deus. Ninguém gosta de ser "protestado".
    O próprio Bolsonaro. Reconheço que o governo dele não mandou cota pra emissoras, reconheço que ele até não anda roubando (até onde sabemos) e reconheço que o governo dele não anda cobrando porcentagem de licitação (como ocorreu com os governos anteriores). Ele sempre protestou contra. Agora protestam contra ele por causa do andamento do combate à covid, e ele não gosta. Ele negou comprar as vacinas da Pfizer alegando que a empresa não queria se responsabilizar por efeitos colaterais eventuais da vacina. Israel comprou um monte de vacinas da Pfizer mesmo assim e já está praticamente normalizando o país. E esse exemplo ele não cita pq não convém. Como entender esse comportamento? É o mesmo para política e para igrejas.

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    1. Como entender esse comportamento? Muito simples: são humanos, e todos os humanos tem uma forma de pensar em comum, principalmente quando diz respeito àquilo que os contraria. Por isso é tão natural que esquerdistas e direitistas reajam de forma semelhante nesse tipo de situação, é uma reação humana de autopreservação, a mesma razão pela qual dizem para "não tocar no ungido do Senhor". Quanto menos as pessoas questionarem, melhor para eles.

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  48. Um Feliz Dia das Mães para todos os leitores do blog! Deus abençoe infinitamente as mães de vocês queridos leitores e a sua também Lucas! 😊💙😊

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  49. Como responder Lucas a objeção católica que quando Moisés ao orar intercede pelas promessas que Deus fez a Abraão, Isaque e Jacó estando estes já mortos (Êxodo 32.13) e quando fala da saudação de Paulo a família de Onesíforo se refere a intercessão de santos falecidos como responder a estes dois textos específicos?

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    1. "Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaque e Israel, aos quais juraste por ti mesmo: ‘Farei que os seus descendentes sejam numerosos como as estrelas do céu e lhes darei toda esta terra que lhes prometi, que será a sua herança para sempre’" (Êxodo 32:13)

      O texto não diz em lugar nenhum que Abraão, Isaque e Jacó estavam vivos naquele momento em algum lugar, mas sim para Deus se lembrar da PROMESSA que fez a eles, porque Deus é um Deus que cumpre o que promete. Se o texto estivesse falando deles como pessoa e eles já estivessem na presença de Deus, sequer faria sentido usar o verbo "lembrar", pois você não precisa se lembrar de algo que já está com você, você se lembra de algo do passado (neste caso, das promessas feitas a eles).

      “O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes ele me reanimou e não se envergonhou por eu estar preso; pelo contrário, quando chegou a Roma procurou-me diligentemente até me encontrar. Conceda-lhe o Senhor que, naquele dia, encontre misericórdia da parte do Senhor! Você sabe muito bem quantos serviços ele me prestou em Éfeso” (2ª Timóteo 1:16-18)

      Que parte do texto fala de “intercessão de santos falecidos”? Realmente fiquei curioso agora. Tudo o que Paulo faz é expressar seu desejo de que Onesíforo encontrasse misericórdia da parte do Senhor NAQUELE DIA, isto é, o dia do juízo, o que significa que Onesíforo não tinha sido julgado ainda e nem estava no céu, caso contrário ele JÁ TERIA encontrado a misericórdia da parte de Deus. E o texto nada fala de almas intercedendo no além ou qualquer coisa que o valha.

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  50. "Peso da palavra do SENHOR sobre Israel: Fala o SENHOR, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele" (Zacarias 12:1)

    "Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus"
    (1 Coríntios 2:11)

    Lucão, como entender esses textos? São bastante usados pelos imortalistas. O primeiro diz que Deus formou o espírito dentro da pessoa. Aqui "formar" é a palavra hebraica "yatsar", a mesma de Gênesis 2.7 onde Deus forma Adão do pó da terra. Esse é um dos argumentos deles. O segundo texto diz que o espírito do homem sabe sobre as coisas do homem. Numa leitura superficial parece indicar algo consciente além do corpo. Agradeço desde já.

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    1. Sobre o texto de Zacarias, o que eles precisam provar é que esse espírito-ruach dentro do homem é um ser pessoal, consciente e imortal, o que contraria toda a linguagem bíblica. O simples uso do verbo yatsar não prova nada, já que ele também é usado em referência à criação de coisas inanimadas, impessoais e até abstratas como o verão (Sl 74:17), a luz (Is 45:7) e a calamidade (Jr 18:11). Basicamente qualquer coisa que Deus cria pode ser referida com o verbo yatsar, não há qualquer implicação de que se trate de um ser pessoal como imaginam os imortalistas.

      Quanto ao segundo texto, eu escrevi 16 páginas sobre isso no meu novo livro, me envie uma mensagem no face pra eu te enviar o trecho em anexo, como eu não revisei ainda pode ter erros ortográficos e coisas do tipo, espero que não se importe.

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    2. Muito obrigado, amigão. Já falei com você lá no Face.

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  51. Definitivamente não sou mais de direita, cansei das mentiras dessa ideologia porcaria. Analisando a história humana, vemos que a única coisa que a direita faz é apoiar imposto pro pobre e não pro rico, apoiar capitalismo e fascismo e toda exploração e destruição.

    Em 2014, apoiaram Aécio, que se revelou um baita de um corrupto. Em 2016, apoiaram Temer, que tirou direitos trabalhistas e ferrou com a aposentadoria de muitos parentes meus (falavam de crise por conta da questão dos impostos e do sistema previdenciário, se esquecendo que os ricos não perdem nada com impostos ao contrario dos trabalhadores, e que eles podem sonegar imposto, algo que se o pobre conseguir fazer será preso ou morto), na época, acreditei nas balelas deles. Em 2018, apoiaram Bolsonaro, que blindou os políticos, esta destruindo o meio ambiente e se revelou um verdadeiro maluco que esta indiretamente matando milhares de pessoas.

    Agora eles apostam em Gentili ou Amoedo, quero nem ver o que vai dar com esses dois. A única participação politica e social da direita é eleger alguém a cada 4 anos que sempre esta devastando o pais.

    "Mas você pode ser de centro" dizem alguns. Irônico como aqueles que dizem serem de centro ou não ser de nenhum dos lados esta sempre votando na direita também. Os ditos centristas e anti-bolsonaristas de hoje votaram nele.

    Não gostava da esquerda, mas notei que essa é a única que luta pelas minorias étnicas e culturais, que luta pelos trabalhadores e crianças. Se não fosse manifestações sociais e ações dos partidos operários, as crianças seriam exploradas em fabricas ate hoje.

    Me identifico muito mais com as lutas da esquerda e demorei muito tempo para perceber isso, enquanto a direita não luta, apenas vota no pior politico sempre que pode. Fora isso ficam sentados vendo o povo ser massacrado, e os capitalistas controlarem a sociedade.

    Por fim, sobre o capitalismo em si. Sempre arrumei justificas para defender esse sistema, mas nunca fui muito favorável (meus outros comentários sobre isso revelam isso). É muito ingenuidade ou mau-caráter dizer que capitalismo não causa fome, não causa guerra, etc. Todo defeito do capitalismo a culpa é colocado no governo, se esquecendo que a politica é controlada pelos capitalistas, que pagam os políticos para os servirem. Capitalismo cria inequidade, exploração, guerra e destruição do meio ambiente, e o Fascismo sendo o passo final, apenas radicalizando todos os preconceitos e problemas do velho capitalismo. Há quem diga que o capitalismo é um avanço em relação a idade média, logo devemos manter o capitalismo. Que ironia, quando o sistema medieval era um avanço em relação ao antigo, que era um avanço em relação a sociedade tribal, e nem por isso eles foram mantidos. Obvio que o capitalismo melhorou o mundo, ninguém nega isso, mas a quantidade de sofrimento humano causado pelos capitalistas para obter lucros é muito grande para simplesmente ficar sentado deixando eles conduzirem a sociedade.

    Direita não da mais, não fazem nada de útil para o mundo, e quanto tentam fazer, sempre estarão contra a população e a favor dos exploradores, ou pior, de fascistas (ou dizendo que fascismo é de esquerda kkkk).

    Vinicius

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    1. Poucas vezes eu li tantas bobagens em um só comentário, mas vamos lá:

      Definitivamente não sou mais de direita, cansei das mentiras dessa ideologia porcaria. Analisando a história humana, vemos que a única coisa que a direita faz é apoiar imposto pro pobre e não pro rico, apoiar capitalismo e fascismo e toda exploração e destruição.

      Engraçado você falar “apoiar o capitalismo” como se fosse uma coisa ruim, se não fosse pelo capitalismo você estaria até hoje comendo o pão que o diabo amassou com o rabo, servindo a um senhor feudal como um escravo e sequer tendo um salário para poder comprar as próprias coisas. Até hoje os países mais miseráveis do mundo são justamente aqueles mais resistentes ao capitalismo, como os países africanos, asiáticos e latino-americanos, que continuam em suma maioria elegendo políticos de esquerda com promessas vãs e vazias de ajudar um proletariado com esmolas quando o mesmo só tem melhores condições de vida com melhores empregos e serviços. Por isso os países mais prósperos do mundo são justamente os mais capitalistas historicamente falando (EUA, Inglaterra, Alemanha, a França pós-revolução e etc), enquanto os de esquerda vivem na m**** e ainda culpam os capitalistas como bons safados que são.

      Basta ver a diferença entre a Coreia do Sul (capitalista) e a do Norte (socialista), que era uma só há menos de um século, e hoje parecem dois mundos completamente distintos. Ou comparar a Alemanha Ocidental (capitalista) com a Oriental (socialista), de onde muitos morreram tentando atravessar o muro para o outro lado (mas ninguém nunca tentou o contrário do lado oposto). E eu nem preciso falar de EUA/Cuba. Só um retardado ao comparar a realidade do mundo realmente acha que a esquerda é melhor para o seu povo do que a direita, quando TODOS os exemplos práticos que existem nos mostram o contrário, a despeito do malabarismo patético que os esquerdistas fazem para tentar justificar seus próprios fracassos culpando o lado contrário de forma covarde. É incrível como jovens como você são suscetíveis à lavagem cerebral ideológica, mesmo quando refutada pela própria realidade.

      Em 2014, apoiaram Aécio, que se revelou um baita de um corrupto.

      E qual era a opção? Dilma e o PT, que além de muito mais corruptos ainda DESTRUÍRAM O BRASIL. Aparentemente você nasceu ontem e ainda não teve tempo de ver os índices de PIB per capita caírem mais de 6% no governo dela após uma série de medidas esquerdistas desastradas que só doente mental acha que funciona, nem o Bolsonaro que é uma mula e em meio a uma pandemia global com tudo fechado fez a economia cair tanto assim. Vou repetir se você não entendeu bem: a Dilma sozinha conseguiu o feito de ser pior para a economia do país do que estamos EM PLENA PANDEMIA com tudo fechado, é pouco ou quer mais? Só de pensar que ainda tem energúmeno que não se arrepende de ter votado nela já é de embrulhar o estômago. É incrível como as pessoas tem memória curta (e raciocínio curto também).

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    2. Em 2016, apoiaram Temer, que tirou direitos trabalhistas e ferrou com a aposentadoria de muitos parentes meus (falavam de crise por conta da questão dos impostos e do sistema previdenciário, se esquecendo que os ricos não perdem nada com impostos ao contrario dos trabalhadores, e que eles podem sonegar imposto, algo que se o pobre conseguir fazer será preso ou morto), na época, acreditei nas balelas deles.

      Cara, com todo o respeito, deixa de ser burro, se não fosse pelas reformas do Temer a gente não teria nem papal higiênico mais, igual a Venezuela do Maduro. Todos os países que se recusaram a fazer as reformas necessárias estão atolados na lama agora, em situação bem pior que a nossa. Até a esquerda mais esclarecida dos países nórdicos fez essas reformas, eles não são otários a ponto de pensar que a conta não vem nunca, só quem se opõe às reformas é terraplanista contábil. Não precisa nem ser um gênio da matemática, basta ter um cérebro e saber usá-lo: a previdência foi calculada numa época em que havia um aposentado para cada 5 pessoas trabalhando, hoje a população idosa cresceu muito porque a expectativa de vida aumentou ao mesmo tempo em que as pessoas passaram a ter menos filhos, então a proporção de pessoas aposentadas é bem maior do que antes, assim é óbvio que a conta de antes não fecha mais nos dias de hoje, ou fazemos um reajuste ou ninguém mais vai ter aposentadoria, simples assim. Só gente extremamente imbecil não entende algo tão óbvio, é absolutamente surreal. Até mesmo esquerdistas mais esclarecidos como a Tábata Amaral reconheceram isso, só quem continua insistindo no contrário é gente que quer ver a destruição do país pra depois ter como culpar o capitalismo (e os idiotas úteis que compram esse discurso como boa massa de manobra que são).

      Em 2018, apoiaram Bolsonaro, que blindou os políticos, esta destruindo o meio ambiente e se revelou um verdadeiro maluco que esta indiretamente matando milhares de pessoas.

      Primeiro que Bolsonaro não é liberal, não estatizou p nenhuma que prometeu, falou em conseguir 1 trilhão em privatizações e além de não ter privatizado nada ainda estatizou mais coisas, não fez reforma nenhuma, e sempre teve um histórico de protecionista, é só estudar a história dele na Câmara, todos os votos dele na parte econômica estavam sempre alinhados ao PT. É estupidez pegar um presidente desses e usar como modelo de político de uma direita liberal, você está de sacanagem, só pode. E mais uma vez: qual era a opção no 2º turno? Um POSTE DE PRESIDIÁRIO, considerado o pior prefeito da história de São Paulo, foi tão horrível que conseguiu o feito de não chegar nem no segundo turno em sua própria reeleição, patético. E ainda cheio de denúncias e processos nas costas, por tudo que é tipo de ato ilícito. Depois de saquearem o Brasil e de nos afundarem na pior crise da nossa história ainda queriam mais 4 anos no poder, tá achando que o povo é idiota? Do jeito que você fala parece que o Bolsonaro estava disputando com o Obama, acorda, isso é vida real.

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    3. Agora eles apostam em Gentili ou Amoedo, quero nem ver o que vai dar com esses dois. A única participação politica e social da direita é eleger alguém a cada 4 anos que sempre esta devastando o pais.

      Ah sim, e a esquerda está sempre ajudando o país, roubando BILHÕES, a maior roubalheira já registrada na história de um país, jogando o PIB na lama, quintuplicando a dívida pública, jogando uma herança maldita no colo dos seus sucessores e sufocando o empreendimento pra encher o bolso de político e sindicalista vagabundo, você deve viver em um universo alternativo, é a única coisa que explica. É por isso que na minha opinião moleque não tem que votar, gente que tem memória curta (ou que não tem memória) faz essas m aí, enquanto gente mais experiente pelo menos se lembra de como eram as coisas antes, pra não ser engodada tão facilmente por discursos vazios e mentirosos. Há muitos esquerdistas da minha idade, mas nenhum que seja tão imbecil a ponto de esquecer tudo aquilo que o PT fez. Aí vem uma geração nova que mal ouviu falar de mensalão e nem se lembra da crise sem fim do último governo esquerdista que tivemos, e acha que o problema do país são os governantes de direita que assumiram agora. É de dar nojo.

      "Mas você pode ser de centro" dizem alguns. Irônico como aqueles que dizem serem de centro ou não ser de nenhum dos lados esta sempre votando na direita também. Os ditos centristas e anti-bolsonaristas de hoje votaram nele.

      E por que você acha que votaram nele, criatura? Porque estavam fartos de DÉCADAS de governo petista, é óbvio que qualquer centrista sério iria preferir votar no outro lado para equilibrar um pouquinho que seja as coisas, é inacreditável que não consiga entender isso. O PT já governava o país desde 2002, se o Haddad ganhasse seriam vinte anos no poder até 2022 (com apenas dois anos de exceção, do governo Temer), só um animal centrista iria preferir isso do que a alternância de poder com o outro lado, isso não significa que gostem do Bolsonaro, eu mesmo bato nele todo dia aqui.

      Não gostava da esquerda, mas notei que essa é a única que luta pelas minorias étnicas e culturais, que luta pelos trabalhadores e crianças. Se não fosse manifestações sociais e ações dos partidos operários, as crianças seriam exploradas em fabricas ate hoje.

      kkkkkkk mds, a lavagem cerebral foi forte mesmo. A esquerda “luta pelos trabalhadores” e como consequência aqui no Brasil os trabalhadores ganham em média TREZE VEZES MENOS que os trabalhadores dos EUA e Reino Unido, dois países historicamente capitalistas liberais onde mesmo a esquerda de lá é muito mais de “direita” do que a esquerda daqui (e frequentemente mais do que a “direita” daqui também). Que grande ajuda aos trabalhadores, estou impressionado! Só o que a esquerda nos deu foi uma burocracia enorme, impostos astronômicos e o dedo do Estado em cada canto das nossas vidas, gerando desemprego, dependência do Estado e miséria sem fim. Todo mundo que eu conheço que foi pros EUA conseguiu emprego em uma semana, e aqui estavam desempregados há ANOS. É isso o que a esquerda conquistou com tanta luta.

      Sem falar que é muita desonestidade pegar como exemplo o trabalho infantil de dois séculos atrás, relativo a um período específico de transição do mundo pré-capitalista para o mundo capitalista, onde as crianças precisavam trabalhar justamente porque a outra opção (ou seja, viver no campo e trabalhar para um senhor) era ainda pior. O capitalismo foi justamente o que acabou com o trabalho infantil característico em TODA a história da humanidade, bem como a escravidão, que existia até a explosão capitalista. Isso justamente porque o capitalismo foi gradualmente elevando a qualidade de vida de todos, na medida em que mais riqueza era gerada e essas mazelas foram sendo deixadas para trás por não serem mais necessárias. Mas vai tentar explicar isso pra alguém que nasceu ontem e que ainda escreve “nada haver” com h, vai ser difícil mesmo.

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    4. Por fim, sobre o capitalismo em si. Sempre arrumei justificas para defender esse sistema, mas nunca fui muito favorável (meus outros comentários sobre isso revelam isso). É muito ingenuidade ou mau-caráter dizer que capitalismo não causa fome, não causa guerra, etc.

      Mds, vá estudar garoto, pesquise quantas guerras existiam antes do capitalismo e quantas passaram a existir depois, e quanta gente passava fome antes do capitalismo e quantas passam fome hoje. Há duzentos anos atrás, 97% da população mundial vivia abaixo da linha da pobreza, hoje esse índice é de 11% (e quase todo esse percentual em países ainda resistentes ao capitalismo), só um mau-caráter diz que o capitalismo é que causa a fome quando ele fez justamente o oposto, é de dar náuseas ter que ler tanta aberração num lugar só. Quanto às guerras, fala sério, pegue um maldito livro de história, abra e leia. Só precisa fazer isso. Você verá como o mundo vivia em guerras constantes ano após ano, sem exceção, sem intervalo, sem trégua.

      Os próprios países europeus viviam em pé de guerra uns com os outros literalmente o tempo todo, quando um parava o outro começava, mal dava pra determinar quando uma guerra terminava já que logo depois já se iniciava outra, se alguém dissesse pra eles que o continente passaria quase um século sem nenhuma guerra (como é o caso desde a 2ª Guerra Mundial) ninguém, absolutamente NINGUÉM acreditaria. É inacreditável como tudo o que o capitalismo foi gradualmente superando com o passar do tempo, como a pobreza e a guerra (que ainda existem, mas infinitamente menos do que antes e cada vez mais recuam), você joga contra o próprio capitalismo, como se o capitalismo tivesse criado aquilo que ele ajudou a superar. Nunca vi tanta desonestidade em toda a minha vida.

      Capitalismo cria inequidade, exploração, guerra e destruição do meio ambiente, e o Fascismo sendo o passo final, apenas radicalizando todos os preconceitos e problemas do velho capitalismo.

      Fonte: “o professorzinho esquerdista da facul que me fez lavagem cerebral”. É impressionante a quantidade de asneiras tiradas de um senso comum que destoa totalmente da realidade. Pegue qualquer índice de desigualdade de renda do passado e compare com os índices atuais, eu já fiz isso no meu último livro dos 500 Anos de Reforma, nunca antes a desigualdade mundial foi tão baixa quanto em nossa época (apesar do senso comum nos dizer o contrário, porque o senso comum é baseado em vagabundos que fazem lavagem cerebral em mentes fracas como a sua). Já falei da “exploração” e das “guerras”, falemos agora sobre o meio ambiente: NUNCA ANTES na história houve um reflorestamento como hoje, justamente porque hoje as pessoas tem renda suficiente para poder se dar ao luxo de se preocupar com o meio ambiente que antes era apenas devastado sem nenhuma compensação. Quase todas as florestas do mundo foram desmatadas desde muito antes do capitalismo sequer existir, e as leis de proteção ambiental só surgiram com o advento do capitalismo (justamente porque hoje podemos nos dar ao luxo de nos preocupar com o meio ambiente, quando antes tínhamos que fazer o que fosse preciso para sobreviver). Não vou passar todos os dados aqui porque novamente já estão no livro.

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    5. Há quem diga que o capitalismo é um avanço em relação a idade média, logo devemos manter o capitalismo. Que ironia, quando o sistema medieval era um avanço em relação ao antigo, que era um avanço em relação a sociedade tribal, e nem por isso eles foram mantidos.

      Primeiro que é falso que o sistema medieval fosse um avanço em relação ao antigo, segundo que a sociedade tribal não foi superada, ela continuou coexistindo ao longo de todo o período, terceiro que o mundo não evoluiu sozinho, qualquer um pode analisar por si mesmo os índices de expectativa de vida, de mortalidade infantil, de renda e etc e verá que eles permaneceram estagnados por MILÊNIOS, subiam e desciam pouca coisa com o passar do tempo e se mantinham estáveis até a chegada do capitalismo, que DISPAROU todos os índices sociais para melhor (jogando a expectativa de vida de 40 para mais de 70 anos, e diminuindo a mortalidade infantil em nada a menos que 20 vezes, algo absolutamente novo na história humana). Também coisas como a escravidão, que tinha SEMPRE existido ao longo de toda a história humana, foram superadas de forma inédita. Só uma mula que nunca estudou porcaria nenhuma de história acha que o mundo evolui naturalmente com o passar do tempo e que o capitalismo não tem mérito nenhum nisso, ou como se a evolução causada pelo capitalismo fosse tão tímida quanto a dos sistemas anteriores.

      Obvio que o capitalismo melhorou o mundo, ninguém nega isso, mas a quantidade de sofrimento humano causado pelos capitalistas para obter lucros é muito grande para simplesmente ficar sentado deixando eles conduzirem a sociedade.

      kkkkkkk “tá serto”. A quantidade de “sofrimento humano” causada por capitalistas malvadões que diminuíram a pobreza mundial em 86%, que elevaram a expectativa de vida em 80%, que diminuíram a mortalidade infantil em 99%, que aumentaram o salário médio dos trabalhadores ao mesmo tempo em que diminuíram significativamente as horas de trabalho em relação a qualquer período anterior, que acabaram com a escravidão e com a servidão, que nos deram tecnologia, ciência e medicina modernas nunca antes vistas, que permitiram que até mesmo um anticapitalista como você tivesse um computador ou celular com acesso à internet para vomitar esse monte de lixo aqui (algo que você jamais poderia ter feito antes do capitalismo e mesmo hoje em países socialistas como Cuba e Coreia do Norte). Que grande sofrimento!

      Direita não da mais, não fazem nada de útil para o mundo, e quanto tentam fazer, sempre estarão contra a população e a favor dos exploradores, ou pior, de fascistas (ou dizendo que fascismo é de esquerda kkkk).

      hsuahsuahsuash vá explicar pra essa gente abestada o que era o fascismo (“Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”, como diria Mussolini, claro que isso deve se parecer muito com uma direita liberal de Estado mínimo!). Todos os princípios fascistas eram princípios coletivistas, o exato oposto ao liberalismo, como já expliquei aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/12/como-mentalidade-coletivista-criou-o.html

      O fascismo era dado como de “direita” na época porque os conceitos de direita e esquerda são fluídicos, eles variam dependendo da época e lugar, a direita de hoje não tem nada a ver com o que era chamado de direita quando surgiu na época da Revolução Francesa, eu já expliquei isso duzentas vezes. Um tradicionalista reacionário e monarquista que defende uma teocracia católica e a volta à Idade Média se diz de “direita”, apesar dele defender exatamente o oposto de tudo o que eu defendo (e nem por isso eu seja de “esquerda”). Ao longo da história, “direita” e “esquerda” já tiveram diversas conotações distintas abrangendo as mais variadas ideologias políticas, por isso é tão estúpido colocar tudo num mesmo saco pelo rótulo que é chamado, quando deveríamos estudar o CONTEÚDO de cada ideologia em si. Mas não adianta tentar explicar essas coisas a uma mula que pensa que o capitalismo é o causador dos problemas do mundo, pra gente assim nós temos é que explicar a tabuada e o alfabeto.

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    6. Lembrando que todas essas asneiras já foram exaustivamente refutadas no meu livro sobre o tema com uma quantia esmagadora de dados, fontes, índices e estatísticas e não com achismos e senso comum de quem não entende nada do que está falando. Algumas partes do livro já foram publicadas aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/03/o-capitalismo-e-ruim-para-o-mundo.html

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/02/o-capitalismo-e-o-responsavel-pela.html

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/12/como-era-o-mundo-antes-do-capitalismo.html

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/05/entenda-por-que-o-socialismo-nao.html

      E pense duas vezes antes de vir aqui se vitimizar dizendo que eu peguei pesado nas minhas palavras, porque quem começou chamando de “mau-caráter” os que pensam diferente foi você, na verdade eu nem deveria aprovar esse seu comentário debochado e mal-educado, só aprovei porque não aguentei a quantidade insuportável de absurdos, atrocidades e insanidades tiradas do próprio nariz, então respondi na mesma moeda (eu trataria diferente se você não tivesse chegado chutando a porta com uma abordagem tão agressiva). Volte aqui baseado em achismos novamente e eu não vou mais perder meu tempo respondendo, e insulte gratuitamente de novo e será bloqueado.

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    7. Tem uma outra coisa, ainda que a pessoa não curta o capitalismo, ela não pode negar que ele teve um efeito muito bom depois da Segunda Guerra. Na época os países europeus se uniram para se reconstruir com a grana que os EUA mandaram e se compromometeram a se entrosar no comércio a tal ponto que não valeria mais entrar a pena em guerra justamente pra nao efetar a economia de ninguém, e realmente deu certo. Não existem rumores de guerra entre europeus mais, essa que é a realidade, e isso é mérito do capitalismo. Antes era um clima de faroeste.
      O caso do Mercosul é um bom exemplo do que o entrosamento capitalista favorece. Antes do Mercosul a Argentina e o Brasil rosnavam um para o outro, bem mais do que hoje em dia. A tal ponto de ambos os países terem tido programa nucleares um visando segurar a onda do outro, pode acreditar. A tal ponto de as bitolas de ferrovias serem diferentes pq um pensava que a ferrovia do outro poderia favorecer uma suposta invasão por terra, chega a ser rídiculo. Com o Mercosul, essa animosidade arrefeceu muito mesmo, a ponto dela só permanecer no futebol. Milhões de argentinos vinham para o Brasil passar o verão, antes da pandemia e milhões de brasileiros iam pra Argentina todos os anos e graças ao entrosamento capitalista, hoje é ridículo pensar que a Argentina e Brasil estão se estranhando militarmente, e ainda que o Bolsonaro fale demais contra eles (justamente por causa do peronismo), ainda assim ninguém pensa que um dia sairemos as vias de fato. A Argentina por si só já seria um bom exemplo do que o Socialismo é capaz de fazer com um país que já teve um dos melhores índices econômicos do mundo. É o que eu acho.

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    8. Exatamente. Dizer que o capitalismo é o causador das guerras é uma estupidez sem tamanho de quem nunca estudou uma vírgula de história. Como você bem definiu, toda a história antiga, média e moderna até a ascensão capitalista era um grande faroeste, uma terra de ninguém onde todo mundo lutava por espaço e poder a qualquer custo. É óbvio que guerras continuam existindo e sempre vão existir porque faz parte da natureza humana, só na eternidade quando formos perfeitos teremos plena paz, mas é inegável que sistemas sociais e econômicos tem influência massiva no modo como as pessoas enxergam o próximo e resolvem os seus conflitos. Enquanto o socialismo causou o massacre de mais de cem milhões de pessoas do seu próprio povo, o capitalismo não apenas assegurou uma relativa estabilidade interna, mas também externa.

      Como você bem apontou, antes as pessoas viviam fechadas em seus próprios países, porque excetuando uma minoria insignificante, o grosso da população era miseravelmente pobre e não tinha como viajar nem se sustentar fora (a maioria nunca saía sequer de sua própria cidade). E sempre que alguém vive isolado em bolhas, a tendência é encarar o outro como um ente estranho, suspeito e um inimigo em potencial. Por isso os nacionalismos eram tão fortes, assim como a xenofobia. Hoje o capitalismo nos proporcionou a oportunidade de viajar para qualquer país, de estar em contato com pessoas do mundo todo e de até mesmo morar e se naturalizar em outros continentes, e esse contato fora da bolha destruiu os nacionalismos e alimentou um clima de tolerância com o diferente. Hoje seria impensável uma guerra entre Brasil e Paraguai, porque há muitos paraguaios no Brasil e vice-versa, é como se estivesse atacando o próprio povo. Ao alargar as fronteiras, o capitalismo estimulou um clima de tolerância que é fundamental à paz.

      Enquanto isso, países socialistas continuam fechados em suas próprias bolhas, como em Cuba onde o povo só sai fugindo, na Coreia do Norte onde não sai de jeito nenhum, e na Venezuela o ditador chegou a fechar as fronteiras pra impedir o povo de continuar fugindo pros países vizinhos. Não é à toa que quem construiu o muro de Berlim foi a Alemanha oriental e não a ocidental, o que já diz muito. Não é à toa também que esses artistinhas de esquerda e socialistas de iphone amam passar as férias nos EUA, Reino Unido, França e etc, mas nem pensam em passar férias nesses países que implementaram exatamente o tipo de medida que eles querem que seja implementada aqui. Enquanto os países capitalistas precisam controlar a imigração porque todo mundo quer entrar, os países socialistas precisam impedir a migração, porque todo mundo quer sair. Essa é a diferença básica entre os dois sistemas, que só mula não enxerga.

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    9. ´´Direita não da mais, não fazem nada de útil para o mundo, e quanto tentam fazer, sempre estarão contra a população e a favor dos exploradores, ou pior, de fascistas (ou dizendo que fascismo é de esquerda kkkk).´´

      Mas ele pensa assim eu acredito que tbm por demérito da nossa própria direita e falo da direita séria não do bolsonarismo,do qual nunca esperei muita coisa,por exemplo os membros do Partido Novo vivem em uma bolha,só pregam para convertidos,ficam discutindo o liberalismo em termos academicistas,não que isso não seja importante,mas não faz ganhar um eleição majoritária para eles elegerem um presidente da república precisam ir muito além disso,o Amoedo teria que percorrer o país ouvindo o povo,visitar as favelas,os sertões,as comunidades ribeirinhas da Amazônia,saber a necessidade deles e explicar como o liberalismo poderia tirá-los da miséria,já que a maioria dessas pessoas muito pobres recebeu benefícios durante os governos de esquerda,até mesmo antes do PT,o Bolsa Família na prática começou com o FHC,o Lula só ampliou,então o Amoedo teria que explicar que eles podem empreender,que ele contribuirá para isso reduzindo os impostos e eles não precisam ficar dependentes do estado,a direita séria liberal precisa melhorar a sua comunicação,precisa sair da bolha de convertidos,isso faz com que muitos passem a pensar como o Vinicius

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    10. Tava olhando o canal no Youtube do João Amoedo https://www.youtube.com/c/Jo%C3%A3oAmo%C3%AAdoNOVO/videos,ele só faz vídeos curtos,a maior parte deles não chega a 2 minutos,vc deve gostar disso,já que não tem tempo para ver vídeos longos kkkk,mas ele sendo um político que almeja a presidência da república precisa explicar melhor suas ideias,não parecer superficial,o último vídeo até que foi bem longo,participou de um debate sobre as vacinas,defende uma postura baseada na ciência,não é negacionista como os bolsonaristas,mas foi há quatro meses atrás,ele não atualiza seu canal,diferente do MBL que desde que surgiu sempre usou muito bem as redes sociais,o Renan faz análises diárias do que está ocorrendo na política,defende as ideias do movimento,isso os faz serem conhecidos por muitos jovens,mas por outro lado,meu avô de 86 anos não usa internet nem sabe o que é MBL nem Renan Santos,eu perguntei a ele outro dia do Kim,ele falou que era o ditador da Coréia do Norte que vive ameaçando os EUA kkkkk,então como eles não são muito conhecidos pelos mais velhos isso torna difícil conseguirem eleger um membro deles como presidente,a não ser que apoiem alguém já bem conhecido como o Danilo Gentili,que tem programa diário na TV,os mais velhos ainda assistem muita na TV,meu avô conhece e gosta do Danilo,acredito que poderia votar nele.

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    11. Tem muitos pessoas que viajaram para países europeus que foram socialistas no passado como Hungria,Romênia,Polônia,Estônia,Letônia e outros,e eles dizem que se as pessoas desses países sentem saudade do socialismo é na menor quantidade possível e até existem leis em alguns desses que criminalizam qualquer apologia ao socialismo.

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  52. Boa tarde Lucas! Como vai?

    O cânon do Velho Testamento é o mesmo das Bíblias "protestantes"? Você tem algum artigo falando o porque os Protestantes e os Judeus rejeitam os Apócrifos do Antigo Testamento?

    Deus lhe ilumine!

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    1. O cânon do Velho Testamento é o mesmo das Bíblias "protestantes"?

      Eu acho que você quis dizer o cânon dos judeus, certo? Neste caso a resposta é sim, como eu mostro nestes artigos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2014/02/o-canon-biblico-dos-judeus.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2013/06/os-judeus-e-o-canon-veterotestamentario.html

      Você tem algum artigo falando o porque os Protestantes e os Judeus rejeitam os Apócrifos do Antigo Testamento?

      Os protestantes rejeitam os apócrifos porque os judeus os rejeitam, e o cânon do AT é de competência deles, pois a eles foram confiadas as palavras de Deus no tempo da antiga aliança (Rm 3:2). E a razão por que os judeus os rejeitam são muitas, mas a principal é porque esses livros não foram escritos em hebraico ou aramaico, mas em grego, e não foram escritos no período de revelação (quando os profetas ainda viviam), mas posteriormente (durante o período intertestamentário). Adicionalmente, tais livros estão cheios de mitos, contradições e incoerências, como eu mostro neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2013/06/heresias-lendas-mitos-e-absurdos-nos.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2015/02/o-demonio-do-amor.html

      E os próprios autores desses livros reconhecem que não são inspirados ou canônicos e nem foram escritos neste propósito, como você pode ver aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2012/08/os-livros-apocrifos-admitem-que-sao.html

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    2. Obrigado Lucas! Talvez, a única coisa que um católico pode fazer é apelar para a autoridade da Igreja para fechar o assunto. Mas é aquela: a autoridade só funciona se você aceita a autoridade. Para eu(e para você), a ICAR(não vou julgar os membros) se apostatou da Fé. E mesmo que o texto de Mateus 16:18 seja uma prova que a ICAR foi escolhida para levar o Evangelho, ela já está desviada(é um argumento bem parecido que usam com Israel e os Judeus. Não lembro se a ICAR diz isso dos Judeus e Israel).

      Deus lhe ilumine!

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  53. Ola Lucas, vc teria o calendario grego da epoca de antioco completo com todos os meses e dias?

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    1. Eu procurei em todo lugar e não achei nada especificamente do tipo que você procura. O melhor que eu encontrei foi esse conversor de calendário, que converte qualquer data de um calendário no dia correspondente em outro calendário (não sei se será útil):

      https://www.epistemeacademy.org/calendars/page_convert.html

      Na página da wikipédia tem os meses do ano do calendário grego com os dias que cada um tinha:

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_%C3%A1tico

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  54. Lucas, é verdade que os Ingleses fizeram Genocídios contra a população Africana durante o Colonialismo ??

    Eu estava lendo um "livreto" de 31 paginas que um professor da Faculdade passou, chamado "O Incorreto no Guia politicamente incorreto da história do Brasil" de Renato Venancio.

    Como o titulo da a entender, tratasse de uma "resposta" ao Leandro Narloch:

    https://www.academia.edu/36354688/O_Incorreto_no_Guia_politicamente_incorreto_da_hist%C3%B3ria_do_Brasil

    Uma das partes do livro ele critica uma exaltação que Narloch faz dos Britanicos, em que ele afirma que esse papo dq os "ingleses só vinanciaram o abolicionismo por questões economicas" é uma tremenda bobagem reducionista.

    O Venancio concorda, mas afirma que o Reino Unido tbm praticou crimes de genocidio e que por isso é presiso reconhecer tbm Abolicionismo do proprio Movimento Negro:

    "na segunda metade do século XIX, o movimento abolicionista inglês entra em declínio. O historiador português João Pedro Marques faz umbalanço dessa questão e aponta como uma das razões disso a ascensão das teorias biológicas racistas.

    Esse período também foi acompanhado pela conquista europeia de novos territórios. Na África, a escravidão voltou a ser tolerada, sobrevivendo em colônias inglesas, como ocorreu em Serra Leoa, até 1928. Conforme afirma Mike Davis, quando não era possível a escravidão, a alternativa era o extermínio. Na África do Sul chegou-se a adotar o genocídio
    como política oficial.

    Enfim, no século XIX, não é difícil encontrar muitíssimas relatos de atrocidades cometidas pelo Estado inglês contra africanos. Por isso, o melhor seria combinar que o agradecimento da “África”, ou do “movimento negro da América”, aos ingleses fosse acompanhado por um pedido de desculpas desses últimos ao continente africano e demais grupos humanos atormentados pelo imperialismo vitoriano."

    Oq acha disso tudo Bonzolão ??

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    1. Ele diz que os britânicos cometeram um genocídio na África mas não diz quando, nem onde, nem por quem, tampouco cita fonte alguma, é simplesmente uma afirmação solta que sequer pode ser averiguada. De fato, não faltaram abusos por parte dos colonizadores como ocorre com qualquer colônia, a própria escravidão é o exemplo mais notável disso, mas chamar de genocídio é um exagero que não consta em nenhum livro de história.

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  55. Banzolão complementando o comentário que fiz a respeito da suposta candidatura do Danilo Gentili,o fato dele ser conhecido inclusive pela população que não usa habitualmente a internet,os idosos,meu avô mesmo não usa,não sabe nem fazer uma pesquisa no Google,nem mandar uma mensagem no whatsapp,só usa o celular para ligar mesmo kkk,o que seria o correto kkk,o celular foi criado para isso kkkk,mas ele conhece e gosta do Danilo,o Danilo é bem popular,mas vc leva essa candidatura a sério?Pq ele é comediante,pode estar querendo fazer uma piada com o nosso atual estado político e o MBL que lançou essa candidatura tbm sempre gostou de fazer piada,de memes,sempre usou o humor em seu trabalho.

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  56. Banzolão vc ficou sabendo da morte do Júlio Severo? https://guiame.com.br/gospel/noticias/morre-o-blogueiro-evangelico-julio-severo.html,confesso que apesar de ter me tornado crítico do radicalismo dele nesses últimos anos,principalmente em relação aos homossexuais fiquei bem triste com sua morte,pq apenas discordava de posicionamentos políticos radicais dele,como chamar o Biden de ´´extrema esquerda´´,enquanto defendia o Putin só pq ele combate o homossexualismo,sendo que o Putin claramente é mais de esquerda que o Biden,o Putin é um estatista,ex agente da KGB,persegue opositores,enquanto o Biden apesar de dar todo o apoio a agenda LGBT,não prende nem tenta matar opositores e não aumenta o tamanho do estado,respeita a tradição liberal dos EUA,mas fora essas discordâncias,lamento muito por ele ter deixado uma esposa,seis filhos e por ter partido tão jovem,ele era tão misterioso que a reportagem nem informa a idade com a qual ele faleceu e afirma que ele morava na Guatemala,isso foi total surpresa para mim,jurava que ele morava nos EUA.

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  57. Está aí mais uma coisa triste de se ler: https://www.bbc.com/portuguese/geral-57099524
    A ICAR pode até dizer que os protestantes também tinham escravos, mas eram em escala muito menor do que está na reportagem. Triste mesmo. Deve ter sido uma pesquisa muito dura de se fazer.

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  58. 1) Lucas, eu já estudei bastante sobre o que é uma igreja evangélica/protestante e a definição mais técnica e justa é essa: as igrejas que professam os 5 Solas e o Credo. E é importante ressaltar que a Sola Scriptura implica no Livre Exame, e o Solus Cristus implica no Sacerdócio Universal e na existência da Igreja Invisível.

    Você concorda com isso, né?!

    2) Existe um senso popular de que toda igreja que não é católica ou ortodoxa é evangélica. E isso gera um certo desconforto nos evangélicos, especialmente nos históricos. Não gostamos nem um pouco de ser associados a jeovistas, mórmons, adventistas, etc. Primeiro que essas e outras igrejas não acreditam nos pilares da fé evangélica, que unem todos os evangélicos apesar de suas divergências doutrinárias. Segundo que elas expõe os evangélicos ao ridículo com suas doutrinas e práticas bizarras ou chatas (por exemplo, não fazer nada de legal no sábado). Você não concorda que os evangélicos deveriam se conscientizar de sua própria religião? Acho que enquanto esse senso comum não mudar as pessoas irão continuar olhando pra gente como se fôssemos uns loucos, chatos e esquisitões.

    3) Estava pensando quais são os principais problemas da Igreja atual (a Igreja Evangélica, as outras não são igrejas e não me preocupo com elas) nos aspectos práticos e doutrinários. Enumerei os seguintes:

    1 - Batismo infantil
    2 - Reduzir os sacramentos a meros simbolismos exteriores sem efeito algum
    3 - Imortalidade da alma
    4 - Fórmula batismal errada
    5 - Não celebrar a Ceia todos os cultos
    6 - Ensino raso na escola dominical
    7 - Ordenação de mulheres ao pastorado
    8 - Desprezo por confissões de fé
    9 - Dispensacionalismo
    10 - Teologia da prosperidade
    11 - Teologia liberal
    12 - Teologia coach
    13 - Cessacionismo

    Estes são os principais defeitos da Igreja na minha opinião. Eles estão prejudicando a saúde do Corpo de Cristo. Oro para que Deus esclareça a mente dos cristãos para que se tornem cada vez mais ortodoxos na doutrina e no modo de viver. Creio que quando Cristo voltar ele irá encontrar sua Igreja firme e conforme sua vontade. Enquanto a Igreja não evoluir em todos os sentidos Jesus não vai voltar. Acho que ainda vai levar uns 700 anos pra Jesus voltar, ou mais (isso é só um chute). Com quais pontos você concorda, Banzo? E como você acha que poderíamos aproximar os evangélicos da ortodoxia?

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  59. Efésios 4 possui a fórmula da unidade doutrinária. E o que mais me chama a atenção é quando Paulo fala de "um só batismo". Acho que este é o principal divisor entre os evangélicos. Três coisas erradíssimas estão sendo praticadas: batismo infantil, o batismo como mero simbolismo e o pior e mais risível de tudo: batizar com a fórmula errada. Este último nem é batismo, pois não adianta absolutamente nada. E ele é um dos resultados "maravilhosos" de considerar o batismo um mero símbolo. Afinal, pra quê usar a fórmula bíblica e histórica se não faz diferença alguma?

    Outro ponto que gostaria de expor minha opinião é sobre o rebatismo. Bom, se alguém for batizado da forma errada, então deve se batizar de novo da forma certa. Neste ponto acho que todo teólogo concorda, mas existe divergência quanto aos que foram batizados na infância. Bom, creio que batizar crianças é profanação. Por quê? Temos que ter em mente o fato de que não é o homem que batiza, mas Deus. O batismo é feito em nome da Trindade (Mt 28.19), o pastor que batiza é só uma ferramenta nas mãos de Deus. É como um marceneiro que prega uma madeira, o martelo é uma ferramenta nas mãos do marceneiro, assim como o pastor é a ferramenta que Deus usa para batizar o fiel. Da mesma forma que não é certo atribuir a madeira pregada como obra do martelo, também não é certo atribuir o batismo ao pastor, como se o batismo fosse obra dele e não de Deus. Certo. Aí é que está o problema. Fazer Deus batizar uma criança é profanar o batismo, já que não adianta nada. O batismo só é válido quando a pessoa já tem maturidade para decidir seguir o Senhor e já tem consciência de seus pecados e se arrepende deles. Outra coisa, não importa em qual igreja a pessoa foi batizada. Se foi na idade certa e com a fórmula correta (a de Mt 28.19), então o batismo foi válido e acho que rebatizá-la seria uma profanação ao primeiro batismo que Deus já fez.

    Dê sua opinião, Banzo.

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    1. 1) Sim.

      2) Não são jeovistas, mórmons e adventistas que envergonham os evangélicos perante a opinião pública, mas sobretudo as igrejas-mercado da teologia da prosperidade neopentecostal, elas que escandalizam o descrente quando ligam a TV no canal do chapelão ou do macedão.

      3) 1, 3, 6, 10, 11 e 13. O resto ou eu discordo da sua opinião ou não acho um ponto fundamental. E eu não diria que o nosso objetivo deva ser aproximar os evangélicos da “ortodoxia”, mas da Bíblia. Há muita coisa comumente entendida como “ortodoxa” que é simplesmente falsa doutrina que foi entrando na Igreja com o passar do tempo, e mantida por meras tradições humanas. O que o povo precisa é estudar a Bíblia, de onde realmente extraímos a verdadeira (não necessariamente a mais tradicional) doutrina. De acordo com muitas pesquisas, metade dos pastores nunca leu a Bíblia inteira uma única vez na vida, imagine então o índice entre os leigos. É só por isso que muitas falsas doutrinas permanecem de pé e que certos modismos ganharam espaço na Igreja. É muito fácil enganar quem não conhece a Bíblia, citando trechos isolados ou nem isso.

      4) “Um só batismo” se refere à quantidade, não ao tipo de batismo ou à fórmula utilizada. Há várias “fórmulas” diferentes usadas na Bíblia e nem por isso o batismo de tais pessoas foi inválido. O rebatismo em si é antibíblico, mas se a pessoa foi batizada numa igreja herética ou em pecado ou não tinha consciência do que fez, neste caso ela deve ser batizada, não “de novo”, mas pela primeira vez (já que na outra ocasião ela tomou apenas um banho pensando ser um batismo).

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  60. Boa tarde Lucas! Como vai? Vou dar a você uma explicação do porque eu acho que seria problemático assumir que Deus preservou Maria do pecado original: Se Ele fissese isso, Ele estaria quebrando a própria Lei Dele que diz que pra aver remissão de pecados, deve-se haver sacrifício expiatório. Se nossos irmãos católicos assumem que Deus preservou ela, Ele teria quebrado Sua Lei, logo, o Diabo teria um argumento muito forte contra o caráter de Deus; "quando Lhe convém, Você quebra seus próprios mandamentos" diria ele. E convenhamos, se Deus pode preservar alguém do pecado original, não há razão para Jesus se sacrificar.

    Oque acha do argumento?

    Deus lhe ilumine!

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    1. Exatamente. Se Deus pôde fazer isso com Maria sem precisar de Jesus, então Ele poderia fazer o mesmo com qualquer um, e o sacrifício teria sido desnecessário. Você tocou num bom ponto.

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  61. Lucas, vi um argumento católico: "toda autoridade eclesiasticística ( apostolo, pastor, diácono e presbítero) foi ou ordenada diretamente por Cristo, ou pelos apóstolos, ou pelas pessoas ordenadas por eles e não pela congregação através de uma eleição, isso prova o modelo episcopal e também a sucessão apostólica".
    Como você responde?

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    1. Não é verdade que toda autoridade eclesiástica era ordenada diretamente por um sucessor de apóstolo e nem que o modelo episcopal vigorou desde o início, o Bruno Lima tem vários artigos a respeito:

      http://respostascristas.blogspot.com/2016/06/o-episcopado-monarquico-foi-instituido.html

      http://respostascristas.blogspot.com/2016/02/a-sucessao-apostolica-e-o-novo.html

      http://respostascristas.blogspot.com/2016/02/a-sucessao-apostolica-e-igreja.html

      http://respostascristas.blogspot.com/2016/02/os-pais-da-igreja-sobre-sucessao.html

      http://respostascristas.blogspot.com/2016/02/os-pais-da-igreja-sobre-sucessao_17.html

      http://respostascristas.blogspot.com/2016/02/os-pais-da-igreja-sobre-sucessao_18.html

      http://respostascristas.blogspot.com/2020/07/a-ausencia-do-episcopado-monarquico-em.html

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/02/voce-sabia-que-pastor-presbitero-e.html

      Vi também que você postou em um outro comentário alguns links católicos, que não são aceitos aqui (e mesmo se fossem, eu não respondo mais comentários de links porque não tenho tempo pra assistir cada vídeo ou ler cada artigo que me passam). Mas se quiser resumir com suas próprias palavras os argumentos deles ou dizer do que se trata, fique à vontade (provavelmente já tem um artigo abordando o tema, dê uma olhada no índice de artigos sobre catolicismo no menu superior).

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  62. Iae bazoz
    Tu tem algum artigo sobre a veracidade do Velho Testamento? Tem uns ateus que falam que a Bíblia era a junção de mitos dos babilônicos e outros povos e que a Bíblia foi escrita no exílio na Babilônia ou depois que eles voltaram, pois os judeus se impressionaram com esses mitos. Também falam que não tem nada que mostre sobre Davi ou Salomão

    O que alguns ateus falam que é que Jesus não nasceu em Belém, mas sim em Nazaré, o engraçado é que não mostram nada que prove o contrário
    Eles falam que inventaram isso justamente para "mostrar que Jesus era descendente do Rei Davi"

    Tem alguma resposta para isso?
    ____________________________________

    E nesse final eu queria agradecer a você e ao Vinícius, que estão sempre tirando minhas dúvidas por aqui, obrigado, camaradas 🤝🇷🇺

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    1. Tem esses aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2014/12/as-provas-arqueologicas-da-veracidade.html

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/06/o-melhor-documentario-que-ja-assisti.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/refutando-argumentos-contra-veracidade.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/01/as-provas-do-exodo.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/a-biblia-e-ciencia.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/profecias-biblicas-que-se-cumpriram.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2014/12/os-evangelhos-sao-historicamente.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2014/12/os-evangelhos-sao-historicamente_27.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2014/12/dez-evidencias-da-confiabilidade-do.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2014/12/as-provas-historicas-da-existencia-de.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2014/12/as-provas-da-autenticidade-do-sudario.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2014/12/a-arca-de-noe-encontrada-pr-monteiro-jr.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2014/12/a-arca-de-noe-encontrada-parte-2-pr.html

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  63. Lucas se a bíblia é contra repetições de palavras nas orações? porque Jesus nos ensinou a orar o pai-nosso? Outra questão é no antigo testamento especificamente o livro de salmos, livro de orações de Davi dos quais ele repete várias vezes as mesmas palavras com inúmeras repetições de versículos e até estrofes inteiras. somente no salmo 135, a expressão: "Porque sua misericórdia é eterna é repetida em todos os versos, ou seja, 26 vezes. Poderíamos escrever um livro inteiro somente citando as repetições de palavras na bíblia, onde os apologistas católicos falam que nós protestantes que trocamos falsamente a palavra grega polylogia, que significa muitas palavras e não vãs repetições. Dessa forma os líderes romanos falam que o argumento protestante contra eles, das vãs repetições, é desonesto, pois não é isso que está escrito na bíblia. Que até Jesus usou palavras repetidas em Marcos 14:39 na oração no jardim das oliveiras quando ele se afastou outra vez, e orou, dizendo as mesmas palavras. Como responder tais objeções romanas?

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    1. Esses salmos não são orações, são cânticos, e em cânticos é normal repetir estrofes. Jesus nunca disse que devemos repetir o Pai Nosso como uma reza, o Pai Nosso é um modelo de oração, não uma receita de bolo ou uma fórmula mágica. O grego de Mt 6:7 usa o termo battologeo, que significa «repetir a mesma coisa repetidas vezes» (#945 de Strong), que é exatamente o que os católicos fazem. Sequer faria sentido Jesus proibir usar muitas palavras, já que ele mesmo orava por horas seguidas e Paulo disse para "orar sem cessar" (1Ts 5:17). Então o que Jesus criticou não foi orar muito, mas repetir as mesmas palavras, como faziam os pagãos da época (que agiam exatamente como os católicos, com mantras pré-estabelecidos de antemão).

      Isso é errado porque é tratar Deus como se fosse uma máquina ou uma loteria, que “quanto mais apostar, mais chances têm de ganhar”. Fica até parecendo que Deus é um velho ranzinza que não quer nos atender, mas que de tanto ser importunado decide fazer alguma coisa. O que precisamos entender é que Deus sabe o que nós queremos antes mesmo de pedirmos (Mt 6:8), e quer tanto quanto nós que recebamos o que pedimos, se pedirmos de acordo com a Sua vontade (1Jo 5:14-15). É por isso que Jesus disse que tudo o que pedirmos em seu nome (ou seja, de acordo com a sua vontade) nós receberemos (Jo 14:13-14), sem abrir um parêntesis pra dizer que só receberemos se repetirmos exaustivamente as mesmas coisas até ganharmos pelo cansaço, como se estivéssemos travando uma queda de braço com Deus.

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  64. Banzolao pq vc acha que uma nação historicamente cristã como os EUA aplica a pena de morte em alguns estados?Eu justamente por meus princípios cristãos sou contra a pena de morte,penso que os crimes hediondos devem ser punidos com a prisão perpétua,penso que os psicopatas,criminosos considerados irrecuperáveis devem ter essa sentença penso que o estado não deveria tirar a vida de ninguém por pior que essa pessoa for só Deus pode tirar.

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    1. O ideal seria a prisão perpétua mesmo, é o que eu defendo também, mas o problema é a superlotação dos presídios, essas leis foram feitas quando o sistema prisional era bem mais deficiente e não podia suportar tanta gente, então condenar à morte os criminosos que cometeram crimes mais bárbaros era uma forma de liberar espaço para que os criminosos que não merecem a morte não ficassem aglomerados como latas de sardinha. Aqui nós não temos a pena de morte, mas como consequência os bandidos são indiscriminadamente lançados em celas superlotadas, o que acaba sendo pior para aqueles que não cometeram crimes mais graves. Vale lembrar que a Bíblia nunca fala nada contra a pena de morte, que era prescrita na lei para os crimes mais graves, e no NT Paulo diz que os governantes não portam a espada sem razão (Rm 13:4), e eles também portavam a espada para matar.

      Sobre a morte do Julio Severo que você mencionou no outro comentário, eu também fui pego de surpresa e fiquei triste, apesar de discordar veementemente dele em muitas coisas. Que Deus conforte a família neste momento tão difícil.

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  65. Lucas, o que você acha da ideia de um salário mínimo? O Estado deveria regular o mínimo do quanto um empregador deve pagar ao empregado???

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    1. O salário mínimo não é um problema quando é calculado com sobriedade, os países mais desenvolvidos do mundo têm salário mínimo e mesmo assim não tem falta de emprego. O problema é quando se aumenta o salário mínimo de forma desmedida e acompanhada de medidas de agigantamento do Estado que tornam o trabalhador caro e quase impossível de ser bancado (especialmente por empresas pequenas e médias), já que o empregador além de ter de pagar um salário mais alto também tem que pagar taxas elevadas de impostos sobre tudo que é coisa, tornando inviável o próprio negócio. É por isso que nos países de primeiro mundo eles tem salário mínimo mas não essa montanha de taxas e burocracia que temos aqui, eles não são burros pra pensar que se ajuda o trabalhador esmagando o empregador, enquanto aqui ainda somos fortemente influenciados pela dicotomia marxista que enxerga o empregador como um burguês malvadão vilão de cinema que precisa ser massacrado pelo bem da “classe trabalhadora”, aí vira essa porcaria onde ninguém consegue arrumar emprego já que abrir uma empresa é na maior parte das vezes um mau negócio.

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  66. Olá Lucas,tudo bem?
    Um imortalista perguntou o seguinte:
    "se a duração do castigo é temporário, pelo tanto proporcional aos seus pecados, já que Deus não condenaria a um tormento eterno quem pecou por um período finito, e porque a duração da vida póstuma aos salvos é eterna sendo que estes também viveram por um período finito na terra". O que dizer Lucas?

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    1. Simples: por causa da GRAÇA de Deus, que nos dá aquilo que NÃO merecemos (ou seja, uma vida eterna). É justamente por isso que a Bíblia diz que nós somos salvos pela graça. Nós não temos o que nós mereceríamos por nossa própria justiça, mas através da fé em Cristo recebemos uma vida eterna pela justiça dele, porque a justiça de Cristo é imputada a nós. Para que esse argumento dele fizesse sentido, seria preciso haver uma “graça reversa” que condenasse os ímpios por um tanto maior do que eles merecem, o que obviamente não existe. Deus é justo com os ímpios dando-lhe exatamente o que eles fizeram por merecer, mas com os justos dá mais do que merecem, porque os justos são salvos pela justiça de Cristo e não por sua justiça pessoal (enquanto os ímpios são condenados por seus atos pessoais, não pelos atos de alguém que pecou eternamente para merecer um tormento eterno).

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