23 de outubro de 2018

132 O dom de línguas se refere a línguas humanas ou espirituais?


Desde já, preciso adiantar uma coisa: eu não falo em línguas, nem creio que Deus dê a todos este dom (cf. 1Co 12:30). Pessoalmente falando, eu não teria absolutamente qualquer problema em reconhecer que o dom de línguas são idiomas terrenos, se este fosse o caso. Eu continuaria sendo protestante e não tenho qualquer apego especial ao pentecostalismo como se fosse uma vertente infalível da qual não posso sair. A única razão pela qual me considero pentecostal é que até hoje todas as razões que já vi serem dadas para não ser são miseravelmente ruins, seja no que diz respeito ao cessacionismo, seja, especialmente, no que concerne ao dom de línguas.

Eu até acrescentaria que ao longo de todos esses anos eu nunca vi uma doutrina tão óbvia e fácil de se provar biblicamente quanto o dom de línguas pentecostal, e com todo o respeito aos meus irmãos tradicionais que pensam diferente neste ponto, eu vejo as tentativas de refutar as “línguas estranhas” mais como uma birra infantil contra o pentecostalismo em si do que qualquer argumento teológico sólido ou sério. Neste artigo eu exporei as principais razões (embora não todas, para não deixar o artigo exageradamente longo) pelas quais as línguas pentecostais são as únicas consistentes com os relatos bíblicos.

Eu só não entrarei em três aspectos: (1) as línguas perante um ponto de vista científico, o que já abordei aqui; (2) o dom de línguas nos Pais da Igreja e ao longo da história da Igreja cristã, o que já abordei aqui; (3) os benefícios práticos do falar em línguas, que o pastor Luciano Subirá já abordou extensivamente e com muita sabedoria neste livro, que é o mais completo sobre o tema do que eu já me deparei até hoje. Se você tem um interesse particular nestas questões, recomendo que clique nos links acima e leia os respectivos artigos. Caso contrário, segue a leitura.


Entendendo os conceitos

Primeiramente, vamos explicar brevemente os conceitos de ambos os lados. Do lado pentecostal, você já deve conhecer: são as línguas faladas em idiomas não-terrenos, ou seja, que não podem ser identificadas em nenhum dos 6.912 idiomas falados na terra hoje. São jocosamente apelidadas de “labaxúrias”. São línguas ininteligíveis que ninguém entende, a não ser que tenha o dom de interpretação de línguas, e servem apenas para edificação pessoal. Já para os tradicionais, as línguas são idiomas terrenos que Deus dava a alguém que não sabia falar aqueles idiomas, para ir pregar o evangelho às nações, nos idiomas delas. Ou seja, o dom de línguas seria uma espécie de ferramenta evangelística, em um idioma compreensível, de uma pessoa falando para outra pessoa, para a edificação do próximo.

Ainda hoje há diversas pessoas que não tem condições ou capacidade de aprender, por exemplo, dialetos africanos difíceis para ir pregar o evangelho a eles, e mesmo assim não as vemos recebendo línguas estrangeiras para evangelizar alguém. Seria bastante estranho que o modus operandi de Deus mudasse tanto através dos tempos, para julgar necessário à Igreja um dom no século I, mas não no século XXI, quando ainda há tantos descrentes para evangelizar até que o evangelho seja pregado no mundo todo. Essa é uma das razões por que não sou cessacionista (as outras você pode ver aqui).

Vamos ver agora qual dos dois conceitos a Bíblia defende.


1ª Coríntios 14

Embora haja alguns textos em Atos e um em Marcos que mencionam o dom de línguas (falaremos desses textos mais adiante), somente em 1ª Coríntios temos uma descrição mais detalhada e prolongada a seu respeito. As outras são descrições de passagem, que podem nos indicar alguma coisa, mas é em 1ª Coríntios que temos uma clareza inconfundível, mais especificamente no capítulo 14. Primeiramente, é necessário explicarmos uma coisa: Paulo não estava ali refutando quem cria ou descria no dom de línguas. Não era isso o que estava em discussão. A igreja de Corinto falava muito em línguas e a sua natureza não estava em jogo, mas sim o modo que eles usavam, erroneamente, este dom. Vamos explicar isso versículo a versículo, para ficar mais claro:

“Sigam o caminho do amor e busquem com dedicação os dons espirituais, principalmente o dom de profecia. Pois quem fala em línguas não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios. Mas quem profetiza o faz para a edificação, encorajamento e consolação dos homens” (1ª Coríntios 14:1-3)

Só nestes primeiros versículos Paulo já liquida completamente com a ideia de que as línguas fossem idiomas terrenos. Primeiramente porque ele diz, expressamente, que quem fala em línguas não fala a homens, mas a Deus. Isso é exatamente o OPOSTO ao dom de línguas no conceito cessacionista, onde, como vimos, o dom consiste em uma pessoa pregando o evangelho a outra pessoa no idioma dela, ou seja, é uma fala a homens, não a Deus. Por outro lado, você nunca vai ver um pentecostal falando em línguas com outro pentecostal como se estivesse numa “conversa de louco”, justamente porque as línguas pentecostais não são faladas a homens (o que seria inútil, já que ninguém entenderia nada), mas sim a Deus – é a “linguagem sobrenatural da oração”, como veremos mais adiante.

Paulo prossegue dizendo que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Isso é também o contrário ao dom de línguas segundo o conceito dos tradicionais: se o dom consiste em uma pessoa pregando a outra no idioma dela, presume-se que ela entende; além disso, não faz sentido dizer que “em espírito fala mistérios”, o que transmite a ideia de que a pessoa não está falando por si, mas algo misterioso e espiritual – o que vai na contramão daqueles que creem que esse dom consistia numa fala racional em um idioma terreno e humano. Por outro lado, o texto faz novamente todo o sentido do mundo no prisma pentecostal, pois de fato “ninguém entende” alguém que está falando em línguas (entre numa igreja pentecostal “do fogo” para ver se entende alguma coisa!), porque é o Espírito Santo quem está falando em mistérios através dela.

Como se não bastasse, o verso 3 é ainda mais definitivo e cabal: Paulo coloca em contraste o dom de línguas e a profecia, porque quem profetiza faz isso “para a edificação, encorajamento e consolação dos homens”. O verso seguinte complementa dizendo:

“Quem fala em língua a si mesmo se edifica, mas quem profetiza edifica a igreja” (1ª Coríntios 14:4)

Note o contraste inquestionável:

Dom de línguas
Dom de profecia
Não fala a homens
Fala a homens
Ninguém entende
É compreensível
Fala mistérios
Encoraja os homens
Edificação pessoal
Edificação do próximo (da igreja)
Nada, nada disso tem sentido no prisma cessacionista, justamente porque o dom de línguas no modelo deles funcionaria de um modo similar à profecia e não de forma antagônica. Isto é, seria uma pessoa falando em idioma humano a outra pessoa, buscando edificá-la (pregando a ela o evangelho). Seria, obviamente, um dom de edificação do próximo, e não de si mesmo – exatamente da mesma forma que a profecia. A profecia é de edificação do outro porque quem recebe a profecia recebe uma mensagem divina e assim é edificado; da mesma forma, o dom de línguas seria uma edificação do outro porque seu receptor estaria recebendo a mensagem do evangelho na língua dele. Ou seja, nada do contraste entre profecia e línguas faria sentido se o conceito do dom de línguas fosse o que os não-pentecostais asseveram.

Agora veja como as coisas fazem todo o sentido no modelo pentecostal: o dom de línguas é, como sabemos, uma arma de edificação individual, justamente porque ao falarmos em línguas nós não estamos fazendo nada pelo próximo: estamos orando por nós mesmos, em uma linguagem sobrenatural a qual desconhecemos. Se você recebe a pregação do evangelho na sua língua você está sendo edificado, se você recebe uma profecia você está sendo edificado, mas se você ouve um “labaxúrias” da vida você não está sendo edificado coisíssima nenhuma, embora esteja edificando espiritualmente a pessoa que está orando em línguas. Essa é a razão pela qual o dom de línguas só edifica a si mesmo, enquanto a profecia edifica a igreja.

Prossigamos a leitura:

“Gostaria que todos vocês falassem em línguas, mas prefiro que profetizem. Quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a não ser que as interprete, para que a igreja seja edificada” (1ª Coríntios 14:5)

Este outro texto também é um golpe fatal na interpretação tradicionalista, porque diz que as línguas podem ser interpretadas. Ora, de acordo com os não-pentecostais, as línguas faladas já são a pregação do evangelho no idioma de quem ouve, então seria completamente desnecessário um “intérprete” para a edificação do próximo. Alguém poderia supor que Paulo estaria fazendo aqui referência a alguém que durante o culto usa o dom de línguas para falar em um idioma estrangeiro que nem toda a congregação conhece, então por isso seria necessário o tal do intérprete. Mas isso seria simplesmente estúpido, uma vez que a igreja de Corinto era uma igreja gentílica cujos membros falavam em grego, e uma pregação em outro idioma seguida de uma tradução simplesmente retardaria o culto desnecessariamente.

Seria como alguém chegar no seu culto de domingo e falar em tailandês (mesmo sabendo o português perfeitamente), então alguém precisar traduzir para o idioma que aquelas pessoas já falam (inclusive o próprio pregador!). É uma coisa simplesmente sem nexo. Cabe destacar que na época o grego era o idioma universal, muito mais do que o inglês é hoje, e que os próprios judeus aprendiam desde a adolescência a falar em grego (com exceção das camadas mais pobres da sociedade). Além disso, note que Paulo diz que as línguas não edificam o próximo exceto se forem interpretadas, mas no conceito cessacionista as línguas são um instrumento de evangelização dos gentios sendo “interpretadas” ou não, e sem nenhuma edificação pessoal.

Agora veja como novamente o texto se enquadra com perfeição nos moldes pentecostais: você não edifica o próximo falando os “labaxúrias”, mas se alguém interpretar as línguas espirituais trazendo-as para uma língua inteligível a alguém, elas funcionariam da mesma forma que a profecia – é por isso que Paulo iguala o dom de línguas à profecia quando o mesmo é acompanhado do dom de interpretação durante um culto, cujo propósito é a edificação coletiva (da igreja).

Prossigamos a leitura:

“Agora, irmãos, se eu for visitá-los e falar em línguas, em que lhes serei útil, a não ser que lhes leve alguma revelação, ou conhecimento, ou profecia, ou doutrina? Até no caso de coisas inanimadas que produzem sons, tais como a flauta ou a cítara, como alguém reconhecerá o que está sendo tocado, se os sons não forem distintos? Além disso, se a trombeta não emitir um som claro, quem se preparará para a batalha? Assim acontece com vocês. Se não proferirem palavras compreensíveis com a língua, como alguém saberá o que está sendo dito? Vocês estarão simplesmente falando ao ar. Sem dúvida, há diversos idiomas no mundo; todavia, nenhum deles é sem sentido. Portanto, se eu não entender o significado do que alguém está falando, serei estrangeiro para quem fala, e ele, estrangeiro para mim. Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja” (1ª Coríntios 14:6-12)

Estes versos são constantemente tirados de contexto para tentar dizer que línguas ininteligíveis são inúteis, e, portanto, o dom de línguas no modelo pentecostal seria falso. Isso seria verdade se não fosse por um detalhe: Paulo não estava falando do uso individual do dom, mas sim de seu uso na igreja. Como já acabei de dizer, o dom de línguas é inútil no contexto litúrgico, porque o propósito de um culto não é a edificação de si mesmo, mas do próximo. É por isso que eu condeno os “labaxúrias” ditos durante o culto em muitas igrejas pentecostais, que acabam abusando do dom e o usando da mesma maneira equivocada que os coríntios faziam.

O que Paulo está dizendo é que falar em línguas durante o culto é desproposital, porque o propósito de um culto é a edificação coletiva, e o dom de línguas só serve para a edificação pessoal (exceto se houver interpretação). É por isso que Paulo diz que os coríntios tinham que crescer nos dons que traziam edificação para a igreja (ou seja, profecia e interpretação), já que as línguas edificam apenas o próprio indivíduo e por isso devem ser faladas em um contexto particular, não coletivamente. Então ele prossegue dizendo:

“Por isso, quem fala em línguas, ore para que a possa interpretar” (1ª Coríntios 14:13)

É a mesma lógica: se você fala em línguas está edificando apenas a si próprio, mas você pode orar a Deus pedindo o dom de interpretação de línguas para que possa usá-lo na igreja e assim instruir os outros também, tornando-se um dom de edificação coletiva. Além disso, note que é a própria pessoa que ora em línguas e que deveria interpretá-las, o que não faz sentido nenhum na visão tradicionalista, onde o dom em si já consiste no entendimento de um idioma que você desconhece, não havendo lógica nenhuma em orar para interpretar as línguas que você já fala!

Paulo continua:

“Pois, se oro em línguas, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera. Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (1ª Coríntios 14:14-15)

Este é pra mim o texto mais forte em favor do dom de línguas pentecostal: note que Paulo diz que a pessoa que ora em línguas ora apenas em espírito, mas não com a mente. Em outras palavras, a pessoa não “racionaliza” o que vai falar; é o Espírito que ora através dela. Ela não está “usando” a mente. Isso é exatamente o mesmo tipo de coisa que acontece entre os pentecostais, que não planejam as palavras que vão dizer, simplesmente vão deixando o Espírito orar dentro delas e falar através delas – tal como este estudo científico comprovou, e como você pode comprovar também com qualquer pentecostal que realmente fale em línguas, e não um que simplesmente force palavras como qualquer um pode fazer.

Em contrapartida, isso é exatamente o oposto ao dom de línguas no conceito tradicional, no qual a pessoa racionaliza as palavras da mesma forma que numa fala normal, só que em outro idioma que Deus fez com que ela conseguisse falar. Não há nenhuma forma honesta de conciliar este versículo com o modelo tradicional do dom de línguas.

E a coisa complica ainda mais no versículo seguinte, que fala sobre orar com o espírito e orar com o entendimento como sendo duas coisas distintas, exatamente pela razão que expliquei. No conceito tradicional, as duas orações são feitas com o entendimento, embora em idiomas diferentes, da mesma forma que você que sabe português e inglês pode usar o seu entendimento para orar nestes dois idiomas quando quiser. Mas aqui claramente as línguas se referem a um idioma sem entendimento, cuja mente fica “infrutífera” (livre), precisamente porque você não está racionalizando aquilo que diz ou que vai dizer, estando assim mais livre para realizar outras atividades ao mesmo tempo. Tudo livro é amplamente explicado no livro do Subirá – “O Falar em Línguas: A Linguagem Sobrenatural da Oração”.

Paulo continua:

“Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o ‘Amém’ à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado” (1ª Coríntios 14:16-17)

Mais uma vez aqui o “louvar a Deus em espírito” se refere a uma coisa que ninguém entende, razão pela qual ninguém pode dizer “amém” à sua ação de graças, e assim ninguém é edificado. Paulo prossegue:

“Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês. Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em línguas” (1ª Coríntios 14:18-19)

Aqui Paulo mostra que o dom de línguas é extremamente importante, mas num contexto particular, não durante o culto. Se não fosse por isso, ele não teria dito que dava graças a Deus por falar em línguas mais do que todos os coríntios, o que mostra que essa atividade é extremamente útil como uma ferramenta de edificação pessoal (como já vimos). Mas na igreja isso era inútil, porque a finalidade de um culto é a edificação coletiva e não a edificação pessoal, razão pela qual ele preferia falar cinco palavras compreensíveis na igreja do que dez mil em línguas estranhas. Isso novamente contrasta com o entendimento deles, porque se as línguas servissem para pregar o evangelho a um descrente elas seriam uma ferramenta de edificação do descrente, ou seja, de edificação do próximo e não meramente de si mesmo.

Prossigamos:

“Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos. Pois está escrito na Lei: Por meio de homens de outras línguas e por meio de lábios de estrangeiros falarei a este povo, mas, mesmo assim, eles não me ouvirão’, diz o Senhor. Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes” (1ª Coríntios 14:20-22)

Se Paulo não tinha em mente a interpretação cessacionista acerca das línguas como meros idiomas terrenos, do que ele estava falando então? Comecemos com o verso 21, onde a ênfase deve recair na parte final do verso, que diz: “ELES NÃO ME OUVIRÃO”. Ou seja, o verso diz respeito às línguas, mas Deus não diz que as pessoas de fora que as ouvissem iriam crer, diz justamente o contrário, que não iriam crer! Isso por si só já confronta o ensino dos cessacionistas, de que o dom de línguas era para pregar aos estrangeiros na língua deles para eles crerem (quando o texto diz claramente que eles NÃO creriam).

Então vem o verso 22, que diz que as línguas são um sinal para os incrédulos, e que a profecia é um sinal para os crentes. O que Paulo quis dizer com isso? Ele explica logo no verso seguinte, que nada mais é do que um complemento ao pensamento. Note que ele inicia o verso 23 com um “assim”, que também pode ser traduzido como “portanto”, “então”, etc. Ou seja: Paulo está dando um exemplo prático do que ele acabara de dizer. E qual é esse exemplo? É do tipo mais esclarecedor possível. Vejamos:

“Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?” (1ª Coríntios 14:23)

Aqui está o “sinal para os incrédulos”, atrelado ao fato de que se um incrédulo entrasse na igreja e visse pessoas falando em línguas, ele NÃO creria (ou seja, permaneceria um incrédulo!). Note que isso está em consonância com o que ele afirmou no verso 21, onde diz que os descrentes que ouvissem as línguas NÃO creriam. É por isso que era um “sinal para os incrédulos” (e não para os crentes). Então Paulo faz o contraste com a profecia, que ele disse no verso 22 que é um “sinal para os crentes”. Em que sentido é um “sinal para os crentes"? Obviamente, no sentido oposto ao que as línguas são um “sinal para os incrédulos”. Então a única coisa que pode significar é que quando um descrente entrasse na igreja e visse as profecias, ele creria, diferentemente do que ocorre com as línguas. E é exatamente isso o que ele expressa nos versos 24 e 25, quando ele diz:

“Mas se entrar algum descrente ou não instruído quando todos estiverem profetizando, ele por todos será convencido de que é pecador e por todos será julgado, e os segredos do seu coração serão expostos. Assim, ele se prostrará, rosto em terra, e adorará a Deus, exclamando: ‘Deus realmente está entre vocês!’” (1ª Coríntios 14:24-25)

Também essa continuação que trata da profecia como um “sinal para crentes, e não para os incrédulos”, não faz qualquer sentido na interpretação cessacionista. Isso porque, na interpretação deles, as línguas eram um “sinal para os incrédulos” no sentido de ser anunciada somente aos incrédulos, e consequentemente a profecia deveria ser um “sinal para os crentes” justamente por ser o oposto a isso, ou seja, de ser anunciada somente aos crentes (observe que o mesmo texto que diz que “as línguas são um sinal para os incrédulos, e não para os que creem”, também diz logo na sequência que “a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes – v. 22).

Mas isso contraria flagrantemente o que Paulo oferece de exemplo logo nos versos seguintes, ao dizer que um descrente que entrasse na igreja receberia profecias e “por todos será convencido de que é pecador e por todos será julgado” (v. 24). Isso significa que quando Paulo disse que a profecia é um sinal “para os crentes, e não para os incrédulos”, isso certamente não significava que a profecia não seria direcionada aos incrédulos, porque não era disso que ele estava falando. E se não era disso que ele estava falando, então a parte anterior que diz que as línguas são “um sinal para os incrédulos, e não para os crentes”, também não significa que as línguas são direcionadas aos incrédulos. A interpretação cessacionista é precisamente o oposto do que Paulo transmite nos versos em questão.

Resumindo, portanto, diante de todo o contexto:

1) O dom de línguas é um “sinal para os incrédulos”, não no sentido de que se pregaria a um incrédulo no idioma dele para ele aceitar o evangelho, mas justamente pelo contrário, porque as línguas seriam inúteis a fim de converter um incrédulo.

2) O dom de profecia, ao contrário, é um “sinal para os crentes”, não no sentido de que não se daria profecia a um descrente, mas justamente pelo contrário, porque o descrente, recebendo a profecia, veria que é tudo verdade e assim constataria que Deus está naquele lugar (entre os crentes reunidos na igreja).

Como vemos, a interpretação cessacionista é completamente inconsistente com o contexto da passagem, seja em relação aos seus versos próximos, seja em relação ao capítulo como um todo. Antes de terminar essa parte, vale ressaltar a forma presente no texto grego, como consta no “Novo Testamento Interlinear Analítico Grego-Português”, de Paulo Sérgio e Odayr Oliveti:



Literalmente traduzido, ficaria: "Portanto, as línguas como sinal são não aos que creem, mas aos incrédulos". Isso está em harmonia com o capítulo como um todo, que mostra a inutilidade das línguas faladas em um ambiente público (vs. 11, 16, 19 e 23), que não tem qualquer capacidade de impressionar ou converter um incrédulo, e que se um deles entrasse na igreja iria pensar que estão todos loucos (v. 23). Trocando em miúdos, é como se Paulo estivesse dizendo: "Por que vocês agem assim, se isso é completamente ineficaz para se crer no evangelho? Estão ajudando a tornar os descrentes ainda mais incrédulos!".

É por isso que a ênfase do apóstolo recai em todo o capítulo na necessidade de se usar o dom de línguas individualmente, quando estamos a sós com Deus para edificação pessoal (vs. 2, 4 e 18), e não em público de forma desorganizada diante de outras pessoas (vs. 11, 16, 19 e 23), tornando o dom de edificação pessoal em algo infrutífero quando o propósito é a edificação coletiva (na igreja) – daí a prioridade dada ao dom de profecia (v. 5). Falando em línguas, você só edifica a si mesmo. Profetizando, você edifica os outros, que é um dos propósitos de se reunir como igreja. Por isso, tão vão quanto profetizar sozinho para si próprio, é falar em línguas para outras pessoas – um "sinal" que não serve a nenhum crente.

Todo o contexto, portanto, refuta como uma bomba os argumentos daqueles que insistem que Paulo não estava falando de línguas ininteligíveis em 1ª Coríntios 14 – tentar encontrar línguas terrenas e inteligíveis neste capítulo é quase tão difícil como encontrar o Mundial do Palmeiras. Mas existem outros textos que os cessacionistas usam tentando “refutar” o entendimento pentecostal, então vamos a eles.


“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos...”

Em 1ª Coríntios 13:1, Paulo escreve:

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine” (1ª Coríntios 13:1)

Alguns tradicionais argumentam que, como Paulo usa o termo “ainda que”, então significa que ele não falava as “línguas dos anjos”, e portanto isso não teria nada a ver com o dom de línguas pentecostal. Este argumento é leviano e burro, primeiro porque Paulo não falava apenas da língua dos anjos aqui, mas ele diz “dos homens e dos anjos”. Será então que Paulo não conhecia nenhum idioma humano também, e falava a língua dos macacos? Creio que não. Você pode argumentar: “Mas isso talvez signifique apenas que Paulo não falava todas as línguas dos homens, já que o termo está no plural”. Se é assim, então o mesmo princípio se aplicaria às “línguas dos anjos”, que também está no plural (ou seja, significaria apenas que Paulo não falava todas as línguas dos homens e nem todas as línguas dos anjos, embora ele conseguisse falar ambas).

Além disso, o versículo seguinte usa o mesmo termo “ainda que” para se referir à profecia:

Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei” (1ª Coríntios 13:2)

O grande detalhe é que Paulo efetivamente tinha o dom de profecia, como é aludido em 1ª Coríntios 13:9, em 1ª Coríntios 14:6 e em outros textos como 1ª Timóteo 4:1. Ou seja, Paulo tinha o dom de profecia e mesmo assim usou a expressão “ainda que” – a mesma que ele usou no verso anterior, sobre as línguas dos homens e dos anjos. Claro que aqui ele leva as coisas aos extremos, falando sobre todos os mistérios e todo o conhecimento, quando ele sabia mistérios (ex: 1Co 15:51) e tinha conhecimento, embora não plenos. Da mesma forma, ele podia não falar todas as línguas dos homens, mas falava algumas (como o hebraico, aramaico e grego). Usando o mesmo critério e bom senso, é lógico que Paulo falava a língua dos anjos, embora não todas também.

O que prova ainda mais fortemente que Paulo estava mesmo falando do dom de línguas aqui é o fato de esse texto não cair de paraquedas do céu, mas estar justamente no contexto dos dons espirituais. É um epílogo do capítulo anterior (12), que fala sobre os mesmos dons espirituais que Paulo se refere nestes versos do cap. 13 (dom de línguas, dom de profecia, dom da palavra de conhecimento, dom da fé, etc), e aparece imediatamente antes do cap. 14, que é justamente esse que analisamos sobre o dom de línguas. Chega a ser ridículo inferir que não há nenhuma alusão aqui a nada do capítulo anterior ou do seguinte. Faça uma simples comparação e chegue às suas próprias conclusões:

Capítulo 12
Capítulo 13
“Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; a outro, , pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas” (vs. 8-10)

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei” (vs. 1-2)
É preciso ser monstruosamente desonesto para negar que no capítulo 13 Paulo estava fazendo uma alusão a alguns dos mesmos dons que ele acabara de mencionar, justamente na intenção de dizer que eles são menos importantes do que o amor. Mas note que na parte em que ele alude ao dom de línguas ele menciona a “língua dos anjos”, o que claramente significa que se trata de línguas ininteligíveis, até porque se não fosse ele teria mencionado apenas as línguas dos homens e deixado por isso mesmo.


Atos 2

Já vimos que o dom de línguas pentecostal é perfeitamente óbvio em 1ª Coríntios 14, que parece ter sido escrita por um pentecostal (e foi!). Mas há um texto que até certos pentecostais fazem uma concessão por não entenderem direito o que aconteceu ali: trata-se de Atos 2, o texto favorito dos que negam o dom de línguas pentecostal. Farei aqui o mesmo que fiz com 1ª Coríntios 14, interpretando parte por parte:

“Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava” (Atos 2:1-4)

Observe que o texto diz que todos ficaram cheios do Espírito Santo e falaram outras línguas. Isso inclui não apenas os apóstolos, mas “um grupo de cerca de cento e vinte pessoas” (At 1:15), o que inclui “as mulheres, inclusive Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus” (At 1:14). De acordo com os tradicionais, todas essas 120 pessoas estavam falando idiomas terrenos diferentes. Tendo isso em mente, prossigamos com o relato de Atos 2:

“Havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo. Ouvindo-se este som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: ‘Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando? Então, como os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna? Partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, Judéia e Capadócia, Ponto e da província da Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene; visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes. Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!’ E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?’ E outros, zombando, diziam: Eles beberam vinho demais!’” (Atos 2:5-13)

Aqui os cessacionistas afirmam que os apóstolos falaram aqueles idiomas terrenos daquelas pessoas. Mas note que em lugar nenhum o texto diz que eles falaram naqueles idiomas, mas sim que a multidão os ouviu naqueles idiomas. E mais: o texto não diz que cada um ouviu uma pessoa diferente falando na sua língua, mas sim que os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua”, o que implica que cada um ouvia o grupo inteiro dos 120 falando na língua deles. Isso é obviamente impossível de acontecer se no caso cada um estivesse falando em um idioma humano diferente, o que implica que estavam todos falando em línguas estranhas e Deus fazia com que as pessoas da multidão ouvissem como se cada uma delas estivesse falando no idioma de quem ouvia.

Além disso, se realmente as 120 pessoas estivessem falando em idiomas terrenos diferentes e foi isso o que a multidão ouviu, seria praticamente impossível que cada uma delas conseguisse ouvir, diferenciar e destacar que estavam falando no seu idioma. Pense que você está em Nova York em um lugar com 120 pessoas, e de repente todas elas começam a falar em voz alta em idiomas diferentes. Alguém ali entre os 120 está falando em português, mas quem é que no meio de toda essa barulheira conseguiria identificar isso? Óbvio que ninguém. Se quando meia dúzia de pessoas falam ao mesmo tempo coisas diferentes no mesmo idioma eu já não consigo entender bulhufas, imagine com 120 falando em idiomas diferentes! Mas note que eles não apenas conseguiam ouvir cada qual na sua própria língua, como ainda compreendiam perfeitamente que estavam «declarando as maravilhas de Deus»!

Para qualquer leitor inteligente, o que aconteceu ali foi Deus dando aos 120 o mesmo dom de línguas falado pelos pentecostais hoje, permitindo com que cada pessoa de fora as ouvisse como se estivessem falando todas em um mesmo idioma: o dela. Ou foi isso o que aconteceu em Atos 2, ou absolutamente nada no relato faz algum sentido em um cenário real de pessoas reais em um evento real. O fato de uns ficarem “maravilhados” (v. 12) e outros acharem que eles estavam “bêbados” (v. 13) só pode significar que a interpretação das línguas foi dada ao primeiro grupo que se maravilhou daquilo, enquanto este segundo grupo os ouviu da forma que falavam, concluindo o mesmo que qualquer pessoa que entre em um “culto penteca do fogo” concluirá: que estão todos loucos ou bêbados! Aliás, foi precisamente isso o que Paulo disse aos coríntios:

“Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?” (1ª Coríntios 14:23)

Essa reação – de achar que estão “loucos” ou “bêbados” – é a mais natural de alguém que ouve um monte de gente estranha falando línguas ininteligíveis (os “labaxúrias”), mas não é a reação natural de alguém que ouve gente falar francês, alemão, inglês e etc. Fosse assim e os descrentes ficariam é surpreendidos pelo nível cultural e intelectual da igreja, capaz de falar diversos idiomas terrenos! Mas é justamente o contrário que ocorre: uma reação de quem está entrando em um hospício ou em um bar a altas horas da noite...


Outros textos

Das outras ocorrências do falar em línguas no Novo Testamento, nenhum apresenta o sentido claro de alguém o usando para pregar o evangelho a um descrente no idioma dele. Há literalmente zero referências a isso na Bíblia. Vamos a elas:

“Enquanto Pedro ainda estava falando estas palavras, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a mensagem. Os judeus convertidos que vieram com Pedro ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado até sobre os gentios, pois os ouviam falando em línguas e exaltando a Deus. A seguir Pedro disse: ‘Pode alguém negar a água, impedindo que estes sejam batizados? Eles receberam o Espírito Santo como nós!’” (Atos 10:44-47)

Aqui o dom de línguas é dado a gentios convertidos, que passam a exaltar a Deus. O texto não diz que Pedro ou outra pessoa usou o dom de línguas para evangelizá-los e nem que eles ao receberem o dom de línguas passaram a evangelizar outras pessoas nessas línguas, mas o dom só aparece depois da conversão e com outra finalidade. A outra ocorrência em Atos aparece nove capítulos depois:

“Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, atravessando as regiões altas, chegou a Éfeso. Ali encontrou alguns discípulos e lhes perguntou: ‘Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?’ Eles responderam: ‘Não, nem sequer ouvimos que existe o Espírito Santo’. ‘Então, que batismo vocês receberam?’, perguntou Paulo. ‘O batismo de João’, responderam eles. Disse Paulo: ‘O batismo de João foi um batismo de arrependimento. Ele dizia ao povo que cresse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus’. Ouvindo isso, eles foram batizados no nome do Senhor Jesus. Quando Paulo lhes impôs as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e começaram a falar em línguas e a profetizar. Eram ao todo uns doze homens” (Atos 19:1-7)

Mais uma vez, não é dito que Paulo ou outro discípulo usou o dom de línguas para levar o evangelho a esses crentes de Corinto – que, observe, já eram convertidos, embora fossem batizados apenas nas águas e não com o Espírito Santo. Ao serem batizados no Espírito Santo, começaram a manifestar dons espirituais, como o das línguas e a profecia. E mais: como ali só haviam crentes, eles falavam em línguas pra quem? Não havia ninguém ali para ser evangelizado, nenhum descrente que falasse em outro idioma. É evidente que a manifestação das línguas aqui não teve absolutamente nada a ver com um uso para evangelização de incrédulos no idioma deles. Isso é apenas uma teoria esfarrapada desprovida inteiramente de qualquer apoio bíblico, criada exclusivamente na intenção de se contrapor ao único modelo bíblico do dom.

Por fim, há aqueles que citam uma menção rápida às línguas nos versículos finais de Marcos, que dizem:

“Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados" (Marcos 16:17-18)

Em primeiro lugar, não há novamente nada nestes versos que digam ou sugiram que as línguas em questão se refiram a idiomas terrenos para a evangelização de gentios. Em segundo, há uma boa chance destes versos não constarem no evangelho de Marcos original, por estar ausente nos mais antigos manuscritos deste evangelho. Uma alternativa provável é que foi um enxerto posterior por um autor cristão, em uma época em que todos já sabiam o que essas línguas significavam, pois conheciam Atos dos Apóstolos e 1ª Coríntios, além do costume presente nas igrejas cristãs, que naquela época ainda manifestavam os dons espirituais amplamente. Portanto, este texto também não confronta em nada o dom de línguas nos moldes pentecostais.


Considerações Finais

Eu poderia aqui fazer um outro artigo apenas destacando os erros do outro lado, como por exemplo o ridículo menosprezo que ainda existe em certos círculos pentecostais aos que não falam em línguas (como se fossem menos crentes que os demais, ou como se nem sequer tivessem o Espírito Santo), ou a forma bagunçada e desgovernada com que muitas igrejas pentecostais usam o falar em línguas, incorrendo nos mesmos equívocos que os coríntios cometiam na época e ignorando sumariamente as instruções de Paulo sobre falar dois ou três e com intérprete quando se está na igreja (cf. 1Co 14:27-28).

Mas o erro do outro lado é muito maior, porque negar a existência e operação de um dom é sempre bem mais grave do que usá-lo mal em certos momentos. Deus não deu o dom das línguas para ser inutilizado, ignorado, menosprezado ou rejeitado pela Igreja. Ele deu porque é uma ferramenta muito poderosa de edificação pessoal (1Co 14:4), sendo tão praticada pelo apóstolo Paulo a ponto dele dar graças a Deus por falar em línguas mais do que todos os coríntios (1Co 14:18).

Ao distorcer textos bíblicos e tirá-los vergonhosamente do contexto, os cessacionistas estão não apenas desprezando a verdade bíblica, mas desencorajando milhões de pessoas a receber os dons, embora eu conheça alguns tradicionais que debochavam do dom de línguas e que mudaram de opinião na prática após recebê-los. Mas são casos isolados: via de regra, devemos buscar com zelo os dons espirituais (1Co 12:31), por ser o meio pelo qual os recebemos. Quando menosprezamos as “línguas estranhas” estamos nos fechando internamente ao recebimento do dom e trabalhando para o deus deste século, que certamente não quer que a Igreja se aproprie dos presentes que Deus oferece à sua Noiva.

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132 comentários:

  1. Desde que me entendo por gente nasci e cresci em igreja batista. Apesar de tudo que já ouvi no meio batista, acredito que os dons continuam sim conforme Deus quiser. Mas sinceramente falando, me incomoda muito os meus amigos pentecostais, não rotulando mas é o que exemplo que tenho como convivência. Eles são tão apegados com essas coisas de batismo de Espírito Santo com evidência de línguas que no dia a dia eles me tratavam como cristãos de segunda classe se você "confessa" que não viveu isso, e esse tratamento é de uma forma pra eles tão natural como o ato de respirar e que beira o deboche, de acordo com o que já vi e vivi, que me afastei de muitos deles. Não por causa do conteúdo, mas por causa da conduta. Espero muito que a manifestação esteja edificando cada um deles, porque com certeza ver aquilo não me edifica em nada, em nada mesmo, corroborando com o que está escrito na Palavra de Deus.

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    1. Pois é, infelizmente este é um grande mal que ainda persiste em muitos pentecostais que mantém esse tipo de visão até um tanto quanto preconceituosa, além de antibíblica, de rebaixar os cristãos que não falam em línguas (como eu escrevi no primeiro parágrafo das Considerações Finais do artigo). Creio que se os pentecostais dessem um bom exemplo, haveria muito mais tradicionais se convencendo a respeito da contemporaneidade dos dons, mas por causa dessa conduta prepotente e nada espiritual os tradicionais acabam tendo razões para pensar que não há nenhum dom real em operação nos dias de hoje, ainda que a Bíblia diga que sim. É o velho problema dos frutos, que nem sempre acompanham um cristão nominal, ao menos não na quantidade desejável.

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  2. Vi o título e já pensei em te sugerir o livro do Subirá. Mas aí: tcharam! Vc já o referencia! kkk... seu top!
    Grande abraço!

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    1. Haha eu fui membro da igreja do Subirá por uns oito anos, conheço todas as pregações e livros dele de cor, não iria dar uma mancada dessas não :)

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  3. Banzoli seu texto faz sentido, mas tenho algumas considerações:

    a) Veja que vc mesmo no tom entrou na brincadeira do labaxurias, o que nota que vc sabe que essa palavra sempre se repete entre os pentecostais. Pq essa palavra? da onde ele veio? Pq praticamente todas as linguas estranhas ditas por pentecostais tem sons parecidos com ''nébias, decantas, labas, xurias,''? Porque sempre essas palavras? esse é o idioma de Deus?

    b) em relação a Atos 2 vc se esqueceu se ir para o original grego.Em Atos 2.4, a palavra “língua” é GLOSSA, que na Bíblia significa o idioma de um povo ou nação terrena, portanto foi idioma terreno. Pode consultar um léxico para entender o significado de GLOSSA.A expressão de Atos 2.6, “própria língua”, e de 2.8, “língua materna”, vem do grego DIALECTOS, de onde vem nossa palavra “dialeto”, ou seja, a língua de um povo particular. Você ignorou o original grego nessas passagens que deixam claro que foi dito um idioma terreno e não ''labaxurias''.

    Diante disso, gostaria de ler um artigo seu sobre dons de curar, visto que os cessacionistas dizem que se a pessoa tem o dom de cura é sinal que ela tem que sair por aí curando todo mundo.
    Desde já te agradeço.

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    1. Olá:

      a) Porque a esmagadora maioria dos crentes pentecostais são "nenês" na fé e não vão além do básico e superficial. É uma triste, porém dura realidade. É como uma criança que aprende a falar no mundo natural, mas que pela falta de prática fica apenas com aquelas poucas palavras que aprendeu a falar, sem desenvolver a fala para outras palavras ou idiomas. Todas as pessoas que eu conheço que realmente praticam o falar em línguas muito além do momento do culto (quando não se deveria falar) conseguem falar muito mais do que essas poucas palavras e outros idiomas espirituais também, além desse aí mais conhecido. Minha mãe, por exemplo, fala em cinco idiomas espirituais diferentes, um soa como o inglês, outro como o japonês, outro como o turco, o outro é esse que todo mundo fala e tem mais um que não me lembro bem, mas era bem diferente, parecia alguma língua oriental, talvez o mandarim. O Subirá eu já vi falar em línguas durante reuniões dos líderes de célula e ele também fala vários idiomas espirituais diferentes que eu nunca vi ninguém mais falar. Só quem fica nessa meia dúzia de palavras daquele mesmo idioma mais conhecido dos que falam em línguas é gente que não pratica e fica no "be-a-bá" espiritual.

      b) Este argumento é dos mais fracos e infantis possíveis, inclusive é uma lástima que eu tenha me esquecido de inclui-lo no artigo. É só ir a 1 Coríntios 13:1, justamente naquele mesmo texto que fala da LÍNGUA DOS ANJOS, e você constatará que Paulo usa o mesmo termo "glossa" no grego:

      http://www.sacrednamebible.com/kjvstrongs/index2.htm

      Sobre os dons de cura, eu posso escrever futuramente sim, agradeço a sugestão!

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    2. Mas esse LABAXURIA virou xacota entre os tradicionais. Eles fazem piadas com isso.

      O que tem a ver 1 Co 13:1 ter o termo glossa se a palavra GLOSSA no léxico se refere a idioma terreno e a palavra DIALECTOS tb. Afinal Glossa e DIALECTOS significa o que então?vc poderia explicar isso usando um léxico?

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    3. "Mas esse LABAXURIA virou xacota entre os tradicionais. Eles fazem piadas com isso"

      E? Tem ateu que faz piada com tudo do Cristianismo também, então o Cristianismo seria falso por causa das piadas que fazem com ele? Realmente não tenho ideia de onde você quer chegar.

      "O que tem a ver 1 Co 13:1 ter o termo glossa se a palavra GLOSSA no léxico se refere a idioma terreno e a palavra DIALECTOS tb. Afinal Glossa e DIALECTOS significa o que então? vc poderia explicar isso usando um léxico?"

      Cara, de novo isso? Eu acabei de explicar, releia o que eu escrevi. "Glossa" significa apenas "língua" (ou "idioma"), não nos diz nada sobre a natureza da língua em questão, por isso que quando Paulo fala da LÍNGUA DOS ANJOS ele usa o mesmo termo grego glossa, jogando por terra esse argumento aí de que só pode se referir a línguas humanas. Se você não entendeu ainda, eu acho que nem desenhando daria.

      https://uploaddeimagens.com.br/images/001/690/458/full/207.png?1540559859

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    4. Mds, Lucas, já fui pentecostal e "batizado" no Espírito Santo, e posso lhe afirmar que esse não é o Dom de Línguas da Igreja Primitiva. Dps que eu comecei a estudar sobre o tema, descobri, para minha alegria, que esse não é o Dom de Linguas bíblico, e tenho certeza se você ou qualquer um pesquisar e estudar sobre isso, vocês irão chegar a mesma conclusão. Basta um estudo com base na língua original do grego. É algo claro e simples, como a Bíblia Sagrada. Essas línguas estranhas(estranhas mesmo) são uma tentativa bem intencionada, mas equivocada de reproduzir o Dom de Línguas. Respeito, mas não concordo. pra mim, isso só escandaliza o evangelho. Viva o verdadeiro evangelho!

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    5. Mds, a gente faz um artigo com páginas e páginas explicando tudo ponto a ponto, interpretando versículo por versículo e refutando cada argumento usado por vocês, e como resposta recebe um blá blá blá blá blá sem NENHUM argumento ou contra-argumento e ainda reproduzindo de novo a mesma porcaria de argumento do “estude no grego original” (uma estupidez que eu já acabei de rebater aqui duas vezes, mas você insiste em repetir igual papagaio esquizofrênico), quando por certo você sequer deve saber o significado de uma única palavra em grego. É por causa desse tipo de apologética antipentecostal medíocre que o pentecostalismo é a vertente protestante que mais cresce no Brasil e no mundo todo em disparado, porque gente como eu compara os argumentos bíblicos que eu expus neste artigo com esse mimimi ridículo que se dá como resposta e tem até pena. A propósito, volte aqui sem argumentos mais uma vez que eu não vou nem mais perder tempo liberando os seus comentários de novo, aqui é lugar pra discussão inteligente e séria de ideias e não para proselitismo e retórica sem nenhum conteúdo.

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  4. Muito bom! Conseguiu esclarecer as dúvidas que eu ainda tinha, diante dos argumentos fica difícil acreditar que o dom de línguas se refere a idiomas terrenos. Lucas, você pretende escrever sobre dispensassionalismo progressivo? Li uns textos à favor, outros contra e fiquei com dúvidas.

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    1. Obrigado! Eu não pretendia escrever mas já que você sugeriu eu vou aproveitar a ocasião e publicar algo sobre isso nos próximos dias (não necessariamente o próximo artigo já, mas será um dos próximos). Eu pessoalmente me identifico largamente com o dispensacionalismo progressivo, pelo menos entre as vertentes mais conhecidas é de longe a que faz mais sentido.

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  5. Tá ai, mais um tema que eu adoraria ver um debate entre você(Lucas Banzoli) e Leandro Quadros. Não ia me importar de ver 5 horas de vocês ""caindo no pau!"" Kkkkk

    Deus lhe ilumine!

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  6. Lucas cara, esse meu comentário que eu vou fazer n tem nada a ver como o texto que vc escreveu, mas acho importante. Eu queria que vc analisasse um vídeo de um Agnóstico que tbm é ANCAP falando sobre a Lei Divina. Esse vídeo basicamente vai falar sobre um debate q vai ocorrer amanhã (25/10/18) sobre esse assunto, chamado "Design Inteligente Vs Descentralização", e eu queria que vc refutasse o argumento dele onde ele basicamente tenta apelar para um racionalismo decartiano ao invés da Lei Divina de Deus. Enfim, é só isso msm, o vídeo vai estar abaixo.

    Link do vídeo: https://youtu.be/MD8ca16UOT4

    Graça e Paz.



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    1. A birra dele é injustificável. Ele está falando em favor da propriedade privada, mas isso não entra em contradição com a Bíblia já que esta também valida a propriedade privada. Não há contradição entre o que ele pensa e o que a Bíblia diz, ao menos neste aspecto (não estou acompanhando toda a treta dele com o Kogos e nem tenho interesse). O ponto de partida que ele parte está certo (a razão), mas é justamente pelo uso da razão que podemos chegar ao conhecimento de que existe um Deus e de que a Bíblia é a verdade. Há caminhões de evidências para ambos. Junto a isso há a experiência pessoal, que não é menos importante, e que nos aponta ao mesmo Deus. Ou seja, a razão não contraria a fé, a menos que se distorça a razão ou se esteja falando de uma fé falsa.

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    2. "O ponto de partida que ele parte está certo (a razão), mas é justamente pelo uso da razão que podemos chegar ao conhecimento de que existe um Deus e de que a Bíblia é a verdade. "

      Mas isso não é oq propõem o Tomismo? De que o Homem poderia "alcançar" Deus através da Razão? E isso por sua vez não seria uma negação do Sola Fide?

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    3. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mesmo porque ninguém é salvo só por chegar ao conhecimento de que Deus existe, somos salvos por crer no sacrifício de Cristo por nós e seguir os seus mandamentos, que são os frutos de uma fé verdadeira. Não se trata de uma fé cega como um mero achismo (que seria um fideísmo), se trata de uma fé pautada na razão, mas a razão por si só não salva ninguém.

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  7. Ótima explicação!
    O cessacionismo é uma afronta desprezível à obra do Evangelho de Cristo.
    Desde a época de Jesus os sinais (línguas), prodígios, milagres, maravilhas, curas, libertações (de demônios) são notórios no meio da Igreja militante.

    "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente."
    "Não havendo profecia(visão), o povo perece..."

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  8. Eae Lucas, tenho umas dúvidas
    1) Você acredita na terra plana?

    2) O que você acha da frase "se existir um deus, ele terá que implorar o meu perdão"?. Que foi encontrada em uma cela de um campo de concentração nazista.

    *Você poderia refuta-la

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    1. Olá:

      1) Nop.

      2) Eu acho que quem tem que implorar perdão é a pessoa que escreveu isso a Deus. O que Ele deve às criaturas pra ficar "implorando" algo? NADA.

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    2. A terra é plana com bordas de catupiry.

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  9. Acredito que uma pessoa possa falar em idiomas que nunca estudou,mas isso faz parte do dom de maravilhas.O cessacionista tem é uma birra/inveja na minha opinião.Para nós pentecostais é necessário que um obreiro seja batizado com o ES tendo como evidência o falar em línguas estranhas.Ser batizado com o ES não faz ninguém melhor ou mais santo,é apenas uma necessidade ministerial,um revestimento.Qualquer pessoa pode ser usada pelo ES,a diferença é que as pessoas batizadas são usadas com mais frequência e intensidade.

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    1. Tá aí uma coisa que eu discordo completamente. Para Paulo, todos os cristãos já eram batizados no Espírito:

      "Pois em um só corpo TODOS NÓS fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito" (1 Coríntios 12:13)

      No entanto, nem todos falavam em línguas, como ele prossegue no mesmo capítulo:

      “Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dom de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos o dom de realizar milagres? Têm todos dons de curar? FALAM TODOS EM LÍNGUAS? Todos interpretam?” (1ª Coríntios 12:28-30)

      O que se conclui é que o batismo no Espírito Santo implica no recebimento de qualquer dom que o Espírito "distribui individualmente, a cada um, conforme quer" (1Co 12:11), não necessariamente e também não somente ao dom de línguas. Também não vejo nenhuma base para a afirmação de que "as pessoas batizadas [no ES] são usadas com mais frequência e intensidade", quando na verdade os homens mais usados por Deus na história não falavam em línguas. Não há registros de que os reformadores, como Lutero e Calvino, falavam em línguas, tampouco os avivalistas dos séculos passados, como Spurgeon, Edwards, Wesley e etc, nem os megaevangelistas que converteram multidões inteiras ao Senhor em tempos recentes, como Billy Graham e John Stott, nem muitos dos maiores pregadores contemporâneos, como Paul Washer e John Piper, que crê no dom de línguas do modo pentecostal, mas que até hoje não o recebeu:

      https://www.youtube.com/watch?v=LePVc-w1KRI

      Se para ser obreiro fosse necessário falar em línguas, todos esses grandes homens de Deus não poderiam ser sequer obreiros, muito menos pastores, missionários, evangelistas e etc. É um dos equívocos que ainda persistem em algumas igrejas pentecostais, e que precisa ser corrigido com a máxima urgência, tanto por uma questão bíblica como de bom senso (vide o depoimento do primeiro anônimo que comentou neste artigo, e que certamente não está sozinho).

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    2. Faz sentido seu argumento se analisarmos outros textos.A defesa da necessidade da evidência de línguas se baseia em duas passagens:At 6,quando acontece a separação dos diáconos onde é requisitado que sejam homens cheios do ES,parecendo fazer referência a At 2 quando diz que foram cheios do ES e passaram a falar em outras línguas.

      Vc faz distinção entre batismo no,do e com o ES?.

      Entendi seu argumento,vc defende que todo cristão é batizado no ES.

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    3. "Faz sentido seu argumento se analisarmos outros textos.A defesa da necessidade da evidência de línguas se baseia em duas passagens: At 6, quando acontece a separação dos diáconos onde é requisitado que sejam homens cheios do ES, parecendo fazer referência a At 2 quando diz que foram cheios do ES e passaram a falar em outras línguas"

      Eu não concordo que a expressão "cheio do Espírito Santo" se refira ao dom de línguas, ao menos não sempre. Por exemplo: sabemos que a primeira ocorrência das línguas estranhas ocorreu em Atos 2, mas Lucas 1:15 diz que João Batista (que morreu aantes disso) era "cheio do Espírito Santo desde antes do seu nascimento". Jesus, que também não falava em línguas até onde sabemos, também era "cheio do Espírito Santo" (Lc 4:1). Zacarias, o pai de João Batista, "foi cheio do Espírito Santo e profetizou..." (Lc 1:67). Então ser cheio do Espírito Santo não tem por condição falar em línguas e não parece ser uma alusão a isso, mas sim sobre estar cheio da presença de Deus (independentemente de ter o dom de línguas ou de ter outros dons que não o de línguas).

      "Vc faz distinção entre batismo no, do e com o ES?"

      Eu não faço, não vejo base prática pra isso.

      "Entendi seu argumento, vc defende que todo cristão é batizado no ES"

      Sim, desde que seja um cristão autêntico (não apenas um crente nominal).

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    4. 1)Se aceitou Jesus já está batizado,pq os pastores levam os crentes para retiros,encontros e até nas igrejas e ficam fazendo ministrações de batismo com o ES?Até na TV a gente vê.

      2)“Mas se entrar algum descrente ou não instruído quando todos estiverem profetizando, ele por todos será convencido de que é pecador e por todos será julgado, e os segredos do seu coração serão expostos. Assim, ele se prostrará, rosto em terra, e adorará a Deus, exclamando: ‘Deus realmente está entre vocês!’” (1ª Coríntios 14:24-25)

      E os segredos do seu coração serão expostos?Mas aí já é dom de revelação,profecia é falar algo que está para acontecer e dom de revelação é falar algo que está em oculto,seja do passado ou presente.

      Excluir
    5. Ué,a pessoa aceita Jesus e automaticamente é batizada com o ES sem precisar batizar nas águas e nem falar em línguas?.

      Em pentecostes como eram línguas estranhas se Paulo disse que era preciso ter intérprete e que falassem 2 ou 3 pessoas no máximo?.

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    6. E Paulo ainda disse 2 ou 3 sucessivamente.

      Excluir
    7. "1)Se aceitou Jesus já está batizado,pq os pastores levam os crentes para retiros,encontros e até nas igrejas e ficam fazendo ministrações de batismo com o ES?Até na TV a gente vê"

      Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Não é porque eles equivocadamente acreditam que falar em línguas seja o mesmo que ser batizado com o ES que então é errado buscar este dom espiritual através de retiros e etc. É um erro conceitual, não comportamental. Há muitos que efetivamente recebem este dom através de retiros e ministrações do tipo, não tenho nada contra isso.

      "E os segredos do seu coração serão expostos? Mas aí já é dom de revelação, profecia é falar algo que está para acontecer e dom de revelação é falar algo que está em oculto, seja do passado ou presente"

      Revelação e profecia estão intimamente associados na Bíblia, tanto é que em 1 Coríntios 12 não existe um "dom de revelação", apenas o "dom de profecia" (que inclui a revelação, não é só conceituado apenas como predições do futuro).

      "Ué, a pessoa aceita Jesus e automaticamente é batizada com o ES sem precisar batizar nas águas e nem falar em línguas?"

      Eu não disse "automaticamente".

      "Em pentecostes como eram línguas estranhas se Paulo disse que era preciso ter intérprete e que falassem 2 ou 3 pessoas no máximo?"

      Isso que Paulo disse foi bem depois do pentecostes, naquela ocasião ainda não havia essa recomendação paulina.

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  10. Muito bem explicado e todos entendem de forma clara, gosto de artigos desse porte que serve pra crescermos em graça e conhecimento...abraço.

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  11. Quero uma refutação escrita (mesmo que seja breve apesar de que eu mesmo gostaria que fosse detalhada na sua resposta aqui não na indicação de links se possível) à esse vídeo:

    https://youtu.be/MI5YfNSqpIE

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    1. Eu tenho um livro sobre esse mesmo tema (Imortalidade da Alma na História), você pode baixar o pdf na página dos livros (não vejo sentido em repetir aqui as mesmas coisas que eu já disse no livro, o que seria um desperdício de tempo e uma repetição desnecessária):

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

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    2. *Obs: é o sexto livro da lista, "Os Pais da Igreja contra a Imortalidade da Alma".

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    3. Apologeta,vou ser bem sincero,o que este pastor fez foi pegar os 2 livros do Lucas e deturpar.Queria ver um debate entre os dois,mas acho que ele vai fugir.

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  12. Para que serve uma pessoa falar em um idioma que ela não entende(línguas estranhas)a não ser que ela ou alguém tenha o dom de interpretação?No que ela é edificada?.

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    1. Porque não é um idioma pra se falar com outra pessoa, é pra se falar com Deus, como em uma oração, por isso é de edificação pessoal. Da mesma forma que a oração racional em língua humana nos edifica espiritualmente e nos deixa mais fortes para vencer o pecado, a carne, o diabo e etc, a oração em língua espiritual faz a mesma coisa, com a diferença de que é o Espírito Santo orando através de nós.

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    2. Como edificação pessoal se a pessoa que está orando em línguas estranhas(a não ser que tenha o dom de interpretação)não sabe o que está falando?.

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    3. Mas Deus nos entende qualquer que seja o idioma!?

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    4. Como edificação pessoal se a pessoa que está orando em línguas estranhas (a não ser que tenha o dom de interpretação) não sabe o que está falando?"

      Ela não precisa saber o que está falando, é o Espírito Santo quem sabe e ora através dela. Não se trata de edificação intelectual, mas espiritual.

      "Mas Deus nos entende qualquer que seja o idioma!?"

      Lógico, ele é Deus.

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  13. Lucas,perdoe a pergunta totalmente off topic mas você acha mair o Gremio ou o Inter ?

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    1. O Grêmio é obviamente muito maior, não tem nem comparação.

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    2. E Atlético e Cruzeiro,quem é o maior?.

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    3. Lucas,é dito que no kit gay é incluído a camisa do SP.Será verdade?.

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    4. "E Atlético e Cruzeiro, quem é o maior?"

      Aí é até covardia.

      "Lucas, é dito que no kit gay é incluído a camisa do SP. Será verdade?"

      Você deve estar se confundindo com a revista do Vampeta e as Gayvotas da Fiel.

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    5. "Aí é até covardia."

      Não respondeu.

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    6. Machobruto, por que voce acha que o Gremio é maior que o Internacional? Pois se formos ver os titulos de ambos veremos que são bem parelhos.

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    7. "Não respondeu"

      Cruzeiro.

      "Machobruto, por que voce acha que o Gremio é maior que o Internacional? Pois se formos ver os titulos de ambos veremos que são bem parelhos"

      Grêmio tem 3 libertadores (indo pra quatro), Inter tem 2. Grêmio tem 5 Copas do Brasil, Inter apenas 1. Dos títulos importantes, o Inter tem apenas 1 campeonato brasileiro a mais que o Grêmio, é a única coisa que ficam na frente, mas o Grêmio além de tudo tem mais torcida, um estádio melhor e mais bonito, é mais bem organizado financeiramente, tem mais sócio-torcedores e vive um melhor momento.

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    8. Maiores times do Brasil em minha opinião, não levando em conta o momento nas competições, mas na questão do tamanho de torcida, fama, "moral" e poder financeiro o momento importa, pois isso é construído historicamente.
      1° Flamengo
      2° Corinthians
      3° São Paulo
      4° Palmeiras
      5° Cruzeiro
      6° Grêmio

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    9. Essa aí é praticamente a lista das maiores torcidas, não dos maiores times (a ordem dos quatro primeiros é a mesma, inclusive). Em se tratando da grandeza de um time o que deve vir em primeiro são os títulos, só em segundo lugar vem os critérios como tamanho de torcida, estádio, organização financeira, reconhecimento no exterior, etc. Sem clubismo, mas é inadmissível que um time com apenas uma libertadores e mundial (Flamengo) esteja à frente do São Paulo (com 3/3) e do Santos (com 3/2), que nem ao menos aparece entre os seis primeiros embora tenha 3 libertadores, 2 mundiais, 8 brasileiros, o maior atleta da história do futebol segundo muitos, etc. O Flamengo só ganha do Santos em tamanho de torcida, nem em reconhecimento no exterior é maior, e excetuando a década de 80 o Santos sempre foi mais time que ele, não vejo sentido não constar nem entre os seis. A minha lista seria:

      1° São Paulo
      2° Santos
      3° Corinthians
      4° Cruzeiro
      5° Grêmio
      6° Palmeiras

      Pode me acusar de clubismo por colocar o tricolor lá em cima, mas recomendo este vídeo do Bruno Formiga (que não é são-paulino e tentou fazer o vídeo mais imparcial possível levantando o máximo de argumentos possíveis) onde ele prova o mesmo:

      https://www.youtube.com/watch?v=5kLyx9sVVBM

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    10. Penso que os títulos são muito importantes, mas a torcida também, a portuguesa por exemplo poderia ter uns 30 brasileiros e 15 libetradores e nem assim seria maior que o São Paulo por exemplo.

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    11. A torcida é importante mas não está acima dos títulos, se fosse assim os torcedores de um time estariam comemorando números de Ibope e não títulos conquistados. Se na próxima pesquisa do Ibope o meu time aparecesse com dez milhões de torcedores a mais eu ficaria feliz, mas trocaria isso facilmente por mais uma libertadores e um mundial.

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  14. Lucas uma pergunta pessoal, qual é o seu emprego ou trabalho caso tenha?

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    1. Eu sou freelancer, mas já fiz minha inscrição no PSS para dar aula em escola pública ano que vem (no momento estou cursando licenciatura em história).

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    2. Lucas, você gosta de estudar? Qual seu "sonho de consumo" no mundo acadêmico? Pretendes um doutorado? Qual sua opinião sobre o desejo/vaidade pessoal de alguém que almeja erudição e títulos acadêmicos como Honoris causa, livre-docência?
      Obrigado, amigo.
      Deus esteja contigo e te abençoe em suas empreitadas.

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    3. Um doutorado eu gostaria de ter sim (ou dois, um em História e outro em Teologia), mas como eu tenho 26 anos ainda tenho muito tempo pra isso, não é o tipo de coisa que eu coloque como prioridade no presente momento (na verdade eu só não iniciei o doutorado após concluir o mestrado porque a faculdade que eu fiz ainda não tem doutorado, mas eles pretendem ter nos próximos anos, aí eu vejo se compensa fazer ou não). Sobre a questão da vaidade, eu acho que tudo depende do coração da pessoa. Se ela faz isso só pelo título em si, só pra ser mais honrada pelas pessoas (com um espírito farisaico), então é vaidade sim e não um desejo bom, mas se faz isso porque quer aprender mais e ter mais espaço no mercado de trabalho nessa área e reconhecimento no bom sentido, eu não vejo nenhum problema. Eu particularmente gosto de estudar, em todos os anos da minha vida apenas em um eu não estive estudando (em 2010, entre o final do Ensino Médio e o início da graduação em TCI), e se dependesse de mim estudaria até os 100 anos.

      Abs!

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    4. O que é freelancer?

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    5. https://pt.wikipedia.org/wiki/Freelancer

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  15. Banzolao você acha que o tal"labaxuria" tido como língua dos anjos, não é de fato uma língua de anjos, celestial? Porque eu cresci na Assembleia de Deus e sempre aprendi que era uma língua sem nenhuma ligação com qualquer idioma terreno, seria uma língua totalmente angelical. Mas você disse mais acima que sua mãe fala línguas similares a línguas terrenas, então vc acha que na realidade sao línguas terrenas como a que os apóstolos falaram no dia de pentecostes?

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    1. Os apóstolos não falaram línguas terrenas no pentecostes, eu explico isso no artigo. E eu não disse que a minha mãe fala idiomas terrenos, mas sim que ela fala línguas espirituais que se parecem com línguas terrenas, no sentido de soar parecido. Por exemplo, eu não conheço nada de francês, mas quando ouço ou leio alguém dizendo alguma coisa em francês eu já sei na hora que é francês, mesmo não entendendo bulhufas do que ele está escrevendo. A mesma coisa com alemão, coreano, chinês, japonês, etc. A gente não precisa saber o significado das palavras para perceber que se trata de um determinado idioma, desde que tenha uma certa noção de como um idioma soa. O "inglês" que a minha mãe fala não é o inglês real, as palavras não são as mesmas, eu só consegui identificar uma igual, o resto é tudo diferente, mas qualquer pessoa que não soubesse inglês mas tivesse uma noção de como soa (da mesma forma que eu em relação ao alemão, francês e etc) diria que é inglês, pelo jeito de falar. É como se alguém mantivesse o padrão e a estrutura do idioma inglês trocando praticamente todas as palavras do dicionário por outras. Acho que só com ela falando você compreenderia exatamente. Eu não posso formular uma teologia em cima disso, mas isso me leva a pensar que as línguas que nós falamos aqui na terra são de certa forma um "reflexo" das línguas celestiais, como se as do céu fossem as originais e as que falamos hoje fossem frutos desse processo ao longo dos milênios que se passaram desde então. Então quando alguém ouve uma pessoa falando em línguas está ouvindo a língua original como no céu e como talvez se falavam originalmente na terra quando o idioma foi criado, em contraste com a forma moderna do idioma tal como foi se estruturando desde então. Mas isso é apenas uma teoria.

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  16. Ainda que as línguas fossem idiomas terrenos isso não implicaria em cessacionismo.

    Vc disse:"já eram convertidos, embora fossem batizados apenas nas águas e não com o Espírito Santo." Ora,vc diz que um convertido automaticamente já é batizado com o ES mas aqui vc diz o contrário.

    Não sei se vc já estudou a história do movimento pentecostal onde várias pessoas que já eram cristãs iam buscar o batismo com o ES.Ora,se na conversão a pessoa já recebe o batismo,então elas iam buscar o que?.

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    1. Você está se especializando em encontrar chifre em cabeça de vaca. No seu outro comentário você disse que eu afirmei que o batismo com o Espírito Santo ocorre "automaticamente" na conversão, quando eu jamais usei o termo "automaticamente" (falei sobre possuir a presença do Espírito Santo, que é o fruto de uma conversão genuína, não de um simples "aceitar Jesus"). Essas pessoas do contexto da passagem que eu citei no artigo nem sequer sabiam o que era o Espírito Santo, como é que elas podiam ser batizadas no Espírito Santo? Não tem o menor sentido isso. Mas a partir do momento em que elas passaram a conhecer o Espírito Santo pela pregação dos apóstolos e a crer nele, elas foram batizadas no Espírito. Não sei onde está a dificuldade em entender algo tão simples, ou então é birra mesmo pra encontrar "contradições" no meu artigo a qualquer custo.

      Mais uma coisa: você está spameando comentários, eu não aceito isso aqui, agora bastou eu responder aos comentários lá de cima que você sem responder a eles já voltou aqui tentando achar contradições entre o que eu digo com o livro do Subirá, quando eu jamais disse que concordo em 100% com ele (e nem com ninguém). Continue nessa sua obsessão em encontrar "contradições" no meu discurso e eu não vou mais liberar nada, aqui se debate na base do argumento e contra-argumento, e não do "olha o que eu achei aqui". Em nenhum momento você responde uma argumentação com uma contra-argumentação, apenas vem com mais perguntas capciosas e supostas "contradições" minhas que distorcem o que eu escrevi, assim inviabiliza qualquer diálogo agradável e me dá todas as razões para deixar de respondê-lo.

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    2. É isso aí Machomonstro, é por isso que eu tenho grande admiração por ti, coloca ordem mesmo.

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  17. Aqui vc escreveu errado:

    "Pois em um só corpo TODOS NÓS fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito" (1 Coríntios 12:13)

    O correto seria:"Pois,em um só Espírito,todos nós fomos batizados em um corpo"

    Este texto diz respeito a unidade orgânica da igreja.

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    1. Não escrevi errado coisa nenhuma, vá ler na NVI:

      "Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito" (1 Coríntios 12:13)

      Eu poderia trocar para a Almeida Corrigida e Fiel que transmitiria o mesmo sentido:

      "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito" (1 Coríntios 12:13)

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    2. Caro Anônimo, me permita a intromissão aqui na vossa discussão. Batismo tem que ser recebido no início da fé cristã. Seja qual for o batismo, de qualquer tipo que seja, não importando qual religião, todos, sejam adeptos ou liderança, sabem que batismo é iniciação. Até nas brincadeiras o seu tênis novo é batizado quando alguém pisa nele pela primeira vez.

      Com o batismo no Espírito Santo não é diferente. Seria anormal não receber no início da fé crista. Observe esse versículo:

      Atos 8:14-16 Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samária haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João; os quais, tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo.
      Porque sobre nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus.

      Veja que nos detalhes faltou algo que deveria ter acontecido quando eles creram: “sobre nenhum deles HAVIA AINDA descido o Espírito Santo, mas SOMENTE foram batizados no nome do Senhor Jesus”

      Faltou o elemento da coesão, ou seja, da crença inicial em Cristo com o recebimento do Espírito Santo. Veja Atos 2:38:

      Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.

      O iniciante recebe o pacote todo. O Espírito Santo vem junto.

      O Espírito Santo tem que vir no momento em que o Cristão recebe - de verdade - o Cristo, quando ele crê pela primeira vez - no início da fé cristã.

      Veja como isso é verdade:

      Atos 19:1,2 E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo tendo atravessado as regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos. perguntou-lhes: Recebestes vós o Espírito Santo QUANDO CRESTES?

      Se a conversão for real o Espírito Santo vem. Agora, com relação aos dons ele distribui a cada um como quer.

      Al Franco

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    3. Al Franco,e como a pessoa sabe que foi batizada com o ES?.

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    4. Lucas, diante de toda essa celeuma, concordas que hoje, tal qual a igreja em Corinto, padecemos da mesma ignorância quanto aos dons espirituais?

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    5. Vou lhe dar uma resposta resumida.

      Na maioria das vezes não há um sinal externo, mas o batizado é tocado e encorajado a mudar de vida. Pode acontecer quando se recebe o Espirito pela primeira vez ou pode acontecer com alguém que está fraco, o que significa, para esse último, que ele foi renovado, não batizado.

      Uma das primeiras evidências do Batismo no Espírito Santo é a consciência do pecado e o impulso para deixá-lo. Aliás, toda pessoa que se entristece por causa do pecado, sentindo o desprazer de Deus em sua mente, ela já é habitada pelo Espírito Santo - Isso serve para os crentes mais velhos, não na idade, mas do tempo de vida cristã.

      Batismo no Espirito Santo não é nada mais é nada menos do que ser habitado pelo Espírito Santo.

      Você poderia me questionar com relação às experiências do batismo no livro de Atos; na casa de Cornélio desceu o Espirito e eles faiavam em línguas e profetizavam; na ocasião de Atos, que citei anteriormente, o episódio de Samaria, o Espirito foi concedido e eles falaram em línguas; Em Atos 19 ocorreu a mesma coisa. Todos que receberam o Espírito Santo falaram em línguas. Conheço pessoas que falaram em línguas quando receberam o batismo, mas depois nunca mais falaram.

      Agora, não se pode concluir que falar em línguas é o sinal principal do batismo, pois na casa do Carcereiro aconteceu a mesma coisa que na casa de Cornélia e em Corínto, mas eles não falaram em línguas.

      Paulo diz para o Carcereiro: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. Então lhe pregaram a palavra de Deus, e a todos os que estavam em sua casa. Tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou- lhes as feridas; e logo foi batizado, ele e todos os seus. Então os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou- se muito com toda a sua casa, por ter crido em Deus”, Atos 16:31,34.

      Nada mais é dito. Porém, há um detalhe interessante quando diz que ele “alegrou- se muito com toda a sua casa, por ter crido em Deus”. Alegria é um fruto do Espirito. Disso se conclui que eles receberam o batismo no Espírito Santo.

      Há outro episódio também, na casa de Lídia. O texto diz: “No sábado saímos portas afora para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar de oração e, sentados, falávamos às mulheres ali reunidas. E certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso”, Atos 16:13,15.

      Se receberam Jesus é evidente que receberam o Espírito Santo (Atos 2:38).

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    6. Uma correção: Em vez de Corinto é Éfeso.

      E mais um detalhe que esqueci de dizer com relação ao Batismo no Espírito Santo ser a mesma coisa que receber o Espírito Santo quando se crer.

      Paulo confirma isso quando pergunta aos discípulos em Éfeso: “Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes? Responderam-lhe eles: Não, nem sequer ouvimos que haja Espírito Santo. Tornou-lhes ele: EM QUE FOSTES BATIZADOS então? E eles disseram: No batismo de João”, Atos 19:1,2.

      Paulo está simplesmente perguntando a estes discípulos se “Eles foram batizados no Espírito Santo quando creram”. Leiam os versículos outra vez.

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    7. Vc disse que na maioria das vezes não há um sinal externo,mas em Atos 8:14-16 Pedro e João tiveram que ir a Samaria,os samaritanos tinham recebido a Palavra e haviam sido batizados em nome de Jesus,mas não haviam ainda recebido o ES.Se não precisa de sinal externo,como os apóstolos sabiam que os samaritanos não haviam recebido o ES se eles creram na Palavra e foram batizados em nome de Jesus?.

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    8. Meu caro amigo, o que deve ser notado em primeiro lugar é que o remédio para a ausência do Espírito Santo não foi procurado ou achado na disposição dos samaritanos. Ou seja, não foi oferecido aos samaritanos quaisquer passos para receber o Espírito Santo. Não se faz perguntas aos samaritanos, nem são submetidos a qualquer exigência. Percebeu isso? Percebeu que não houve nem um espalhafato pentecostal como visto nos dias atuais? Aliás, você notou também que quando o Espírito Santo veio sobre a Igreja - as pessoas - reunida no cenáculo, o texto diz que eles estavam assentados, e não rolando no chão e nem agonizando? (Atos 2:1,2).

      O problema da não descida do Espírito Santo não está com os samaritanos. Não temos registro algum que estava com Felipe, que, na realidade, é instrumento na cena seguinte (8:26-40 ), na conversão do eunuco etíope sem qualquer ajuda dos apóstolos.

      Note no texto que depois de ser batizado nas águas o Eunuco vai embora rejubilante. Essa alegria era uma evidência do recebimento do Espírito Santo.

      Outra coisa, o que faltava aos samaritanos não
      era a imposição das mãos, era o Espírito Santo (vv. 15,16). Em nenhum outro lugar em Atos, a não ser em Atos 19:6, é que se registra as mãos dos Apóstolos em conexão com o dom do Espírito Santo - nem no Pentecoste, nem nos derramamentos após o pentecoste, nem sequer na própria conversão de Paulo, onde Ananias, que não era um apóstolo, foi feita a imposição das mãos. E muito menos na casa de Cornélio.

      Continua...

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    9. A imposição das mãos dos apóstolos não era simplesmente uma ajuda à fé dos candidatos, era o acompanhamento normal do batismo da iniciação, não como um rito independente de iniciação, nem como um ato Pentecostal acrescentado à fé dos iniciados.

      Portanto, meu caro Anônimo, precisamos procurar uma solução para o enigma samaritano numa outra direção.

      Samaria foi o primeiro passo decisivo da igreja para fora do judaísmo, e para além dele. Este não era nenhum evento casual. Somente a adesão dos gentios (cap. 10) pode ser comparada com ele. Samaria era tanto uma ponte para ser atravessada quanto uma base para ser ocupada. Uma ponte para ser atravessada porque Samaria representava o mais profundo dos abismos: o racial religioso . Uma base para ser ocupada porque a igreja já não reside mais em Jerusalém ou entre os judeus somente, mas fica sendo uma missão.

      Basta ler outros relatos no Novo Testamento para saber o sentimento do judeu para com o samaritano. Um dos registros mais explícitos está em Atos 10:11 e 15 e 11:1,3 que deixa patente como era dolorosa e crítica a decisão que o recebimento dos gentios significava para a igreja judaica.

      Agora, imagina você como foi doloroso para os judeus aceitar que os samaritanos recebessem o dom do Espírito. Deus reteve Seu dom até que os apóstolos vissem com seus próprios olhos e fossem instrumentos, COM SUAS PRÓPRIAS MÃOS, da outorga do dom de Deus (v. 20). Não é de admirar que Pedro, com João, duas colunas da Igreja em Jerusalém fossem enviados a Samaria e ter que impor as mãos sobre os samaritanos e ver Deus derramar Seu Espirito. Isso foi inédito!

      Não foi por acidente, meu caro, que eles, e não quaisquer discípulos em Jerusalém, é que foram enviados à Samaria.

      Mas foi muito bem feito para os judeus que os samaritanos não foram deixados para tornar-se uma seita isolada sem ligações de união com a igreja apostólica em Jerusalém. Se uma igreja samaritana e uma igreja judaica tivessem surgido independentemente, lado a lado, sem a remoção dramática das barreiras antigas e amargas de preconceito entre as duas, especialmente no nível da autoridade final, a jovem igreja de Deus teria ficado cismática desde o começo. Nesse caso específico podemos entender o porquê do derramamento do Espírito na presença dos apóstolos.

      Continua...

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    10. Note, Anônimo, que o relato é enfatizado por duas palavras importantes no v. 16.

      “O Espírito não havia AINDA descido sobre nenhum deles, mas SOMENTE haviam sido batizados no nome de Jesus”

      Lucas relata que os crentes samaritanos somente tinham sido batizados, indicando que o suficiente ainda não ocorrera, como realmente não tinha. Ser batizado e não ter recebido o Espírito Santo era uma anormalidade.

      Esta impossibilidade é ressaltada por uma palavra ainda mais importante no v. 16. A palavra introduz o versículo e é acentuada por sua posição no começo da frase: "Ainda não havia caído o Espírito Santo sobre nenhum deles."

      O significado é o seguinte: O Espírito deve vir com o batismo, mas esta vinda "ainda não" ocorrera. O relacionamento entre o batismo e o Espírito, indica que o "ainda não," é o relacionamento da coesão.

      Quando a palavra "ainda" é acrescentada a "não", recebemos um retrato dos componentes daquilo que deveria ser um evento inteiro. Quando Lucas escreveu que os crentes samaritanos somente tinham sido batizados, mas que o Espírito Santo ainda não tinha descido, quis dizer que é exatamente a vinda do Espírito que completava o batismo cristão, e que o dom do EspírIto será, portanto, dado àquilo com o que apropriadamente pertence - como de fato realmente foi.

      Com as palavras "ainda não" e" somente" de Atos 8:16 somos levados, não somente para o coração do significado desta passagem, como também para o mundo interior da convicção do escritor e da igreja primitiva diante do batismo e o do dom do Espírito.

      As qualificações de Atos 8:16 que indicam a suspensão temporária do normal - os "somente batizados" e o Espírito "ainda não" dado - são, conforme devemos notar, singulares no livro de Atos e pressupõem a união entre o batismo conversão e o Espírito Santo.

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    11. Anônimo, se você não entendeu meus dois últimos posts acima, eu posso ampliar.

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  18. Lucas,você acha isso ofensivo https://www.youtube.com/watch?v=P8mtLmhvu6A ?

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  19. Escreva sobre a pena de morte! Vc é a favor?

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    1. Comentei sobre isso aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/10/cristao-nao-pode-se-envolver-com.html?showComment=1540161982771#c5548911386539697727

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  20. Lucas vc poderia Avaliar esse trecho do Vídeo do Kogos, sobre a igreja Católica ser estatista: https://www.youtube.com/watch?v=qSPmlxtllmQ

    Entre 13:46 á 15:17

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    1. Esse cara é um doente, já levou uma porrada histórica no grupo de Anarcocapitalismo no facebook debatendo sobre este mesmo assunto, um outro católico tradicionalista lhe tacou na cara tanto texto de Tomás de Aquino, do catecismo e da Doutrina Social da Igreja que ele teve que fugir do debate e deletar seus comentários de tanta vergonha que passou (a porrada foi tanta que ele virou motivo de piada e zombaria do grupo todo, lembrando que foi no próprio grupo de ancap que ele participa, não de um grupo esquerdista). Todo mundo sabe que a doutrina social da Igreja Romana é algo entre o trabalhismo e a social-democracia (esquerda ou centro-esquerda) e não tem nada de liberal e muito menos de ancap, eu não vou reler tudo de novo para pegar os trechos aqui mas você pode conferir por si mesmo:

      http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15051891_rerum-novarum.html

      http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html

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  21. Gostei do artigo, tbm sou Pentecostal, porém sempre percebo que as pessoas que tem de verdade o dom de linguás são uma minoria, boa parte dos irmãos apenas repetem palavras aleatórias sem significado. Isso é algo que me entristece muito, como vc reage nessas situações??

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    1. Isso é realmente lamentável, mas é o fruto de uma teologia distorcida de certas igrejas que ensinam que o que fala em línguas é de alguma forma "superior" ao que não fala, que se não fala em línguas não pode ser nem obreiro, que se não fala em línguas não foi batizado no Espírito Santo ou nem ao menos tem o Espírito Santo(!), dentre outros equívocos que já deveriam ter sido superados há muito tempo, mas que por não terem sido acabam levando as pessoas mais simples a fingir que falam em línguas só para serem mais aceitas na comunidade, em vez de estarem rebaixadas em um patamar de inferioridade por não terem aquele dom que Paulo disse que é o MENOR de todos os dons (1Co 12:28; 1Co 14:5). Ou seja, falar em línguas nessas igrejas acaba virando questão de "status", o que acaba suscitando que muita gente "falsifique" o dom da mesma forma que ocorre entre os católicos carismáticos que assumidamente forçam a língua (como o padre Jonas reconheceu naquele vídeo muito famoso). Nada disso aconteceria se a teologia em torno dos dons ensinada nas igrejas fosse expressamente a teologia bíblica, mas lamentavelmente este tema é distorcido tanto por tradicionais como por pentecostais em uma medida maior ou menor.

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  22. Banzolão mas pelo que li em Atos 2,os discípulos de Jesus todos galileus,ou sejam,falavam o aramaico como sua língua materna foram compreendidos por pessoas de todo o mundo que estavam lá.Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
    Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia,
    E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
    Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.

    Atos 2:8-11 .Eram de diferentes regiões e cada um entendeu em sua própria língua,pelo que entendi os discípulos falavam em aramaico mas o entendimento foi feito nas outras línguas

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    1. O texto não diz que eles falaram em aramaico, diz que desceram "línguas de fogo" sobre eles e foi nessa língua que eles falaram. Tampouco faria sentido alguns pensarem que estavam "bêbados" por simplesmente falarem no idioma mais falado e conhecido por todo mundo ali, o aramaico.

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  23. Tem alguma verdadade nessa história de que o catolicismo está "crescendo" na Coréia do Sul?

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    1. Verdade nenhuma, é mais um mito igual aquele da "Igreja Católica crescendo nos Estados Unidos". Um leitor do blog já refutou isso ano passado em um comentário sobre o artigo que divulga essa fake news:

      Só um detalhe, também há muitos erros nessa reportagem, na verdade a religião que mais cresce na Coreia do Sul é o Protestantismo, aproximadamente 21% da população considera-se Protestante, enquanto 8% são Católicos, num total de 32% de Cristãos (dados de 2015, os mais recentes), há dez anos esses números eram respectivamente 10% para Católicos e 18% para os Protestantes, num total de 29% de Cristãos (dados de 2005), pois de acordo com o próprio censo do país o catolicismo perdeu 1,1 milhão de fiéis no país nesse período (2005-2015), enquanto o Protestantismo ganhou 1,2 milhão de fiéis. (coincidência?) O Cristianismo é a religião que mais cresce no país, mas o Cristianismo só cresce no país graças aos Protestantes, se não fosse pelos protestantes o ateísmo estaria ganhando cada vez mais força no país, nesse mesmo período o ateísmo também caiu no país. Veja por si mesmo (está em coreano, mas os dados não mentem):

      http://image.kmib.co.kr/online_image/2016/1219/201612191738_61220011145071_1.jpg

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    2. É que eu li algumas matérias sobre isso e elas me parecerão tendenciosas.

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    3. Eles manipulam tudo, não perdem uma oportunidade.

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  24. O Espírito Santo deve vir com a fé inicial em Cristo. Esse é o padrão:

    “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;” Ef 1:13.

    O falar em línguas estranhas (Eu creio no dom de línguas ) não é evidência do batismo com o Espírito Santo. Falar em línguas estranhas consiste em um dom espiritual dado por Deus para edificação pessoal e, havendo intérprete, edificação da Igreja. O batismo com o Espírito Santo é anterior à evidência dos dons, está ligado à regeneração, ou seja, ao novo nascimento.

    Conheço diversas pessoas que têm uma vida genuína com Deus e não falam em línguas estranhas. Tenho grandes dificuldades, segundo a Palavra de Deus, de dizer que estas pessoas não são batizadas com o Espírito Santo, já que o próprio Espírito opera na vida delas, gerando arrependimento e temor diante de Deus, muitas vezes de forma mais profunda do que em muitos irmãos que falam em línguas estranhas. Apenas para exemplificar esta questão, um dos homens mais cheios do Espírito Santo na história da humanidade foi o evangelista Billy Graham, o qual pregou para aproximadamente 215 milhões de pessoas, e que não falava em línguas estranhas; alguém teria coragem de dizer que Billy Graham não foi batizado com o Espírito Santo? Se sim, com qual poder milhares de pessoas se convertiam em suas pregações, se não pelo poder do Espírito Santo?

    Al Franco

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    1. Grande Alon, como sempre muito lúcido!

      O pior é que para o amigão que está debatendo com você mais acima, Billy Graham nem mesmo tinha o Espírito Santo, já que ele não falava em línguas! Deve ter sido tudo obra da carne!

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    2. E o que dizer dos heróis da fé de Hebreus 11? Eles falavam línguas estranhas? O pentecostes ainda não tava valendo?

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    3. Que diachos de pergunta é essa?

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    4. Billy Graham não foi batizado com o Espírito Santo, assim como o Hernandes Dias Lopes que é um dos maiores pregadores do Brasil também não foi. Eles tem o Espírito Santo dentro deles, pois o Esp Santo vem fazer morada na pessoa quando ela se converte. Mas isso não tem nada a ver com batismo com o Espírito Santo que é uma experiência distinta.

      Isso é claramente visto no caso dos samaritanos.Em Atos 8:5 eles ouviram a pregação do evangelho e nasceram de novo, portanto o Espírito Santo veio fazer neles morada. Em Atos 8:12 eles foram batizados nas águas. Mas somente em Atos 8:15 com a chegada de Pedro e João eles receberam o batismo no Espírito Santo. Diante disso eu pergunto : se a pessoa recebe o batismo no Espírito Santo na conversão, para que Pedro e João foram orar pelos samaritanos para eles receberem o batismo no Espírito Santo ? Mas eles já não tinham recebido o batismo no Espírito Santo em Atos 8:5 quando se converteram como afirmam alguns presbiterianos e batistas ?

      Um vaso pode estar cheio de água, mas é totalmente diferente um vaso cheio de água de um vaso mergulhado num balde com água.

      E quanto ao batismo com o Espírito Santo ele é acompanhado com a evidência das línguas estranhas nem que sejam 3 palavras. Mas isso não significa que a pessoa recebeu o dom de línguas. Lingua como evidência é uma coisa, língua como dom é outra.

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    5. A velha interpretação tradicional ainda impera. Lamentável. Nem mostrando nas Escrituras a coisa resolve.

      Não é de admirar que milhares de evangélicos nos nossos dias são iguais aos católicos: NÃO CREEM NAS ESCRITURAS!

      Al Franca

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    6. Isso é uma afirmação totalmente sem sentido:

      “Billy Graham não foi batizado com o Espírito Santo, assim como o Hernandes Dias Lopes que é um dos maiores pregadores do Brasil também não foi. Eles tem o Espírito Santo dentro deles...”

      Alon

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    7. Você está confundindo novo nascimento com batismo com o Espírito Santo. O próprio Hernandes Dias Lopes não crê em batismo com o Espírito Santo. Para ele ser batizado com o Espírito Santo é nascer de novo. E isso é errado.

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    8. Caro Mateus, João, ao dizer, “eu vos batizo com água, mas vira um mais poderoso do que eu que vos batizará com o Espírito Santo”, deixa explícito que o batismo no Espirito deve ocorrer no início da fé cristã. Não sei se você percebeu.

      Veja que Atos 9:1-19: fala sobre a experiência de Paulo. Ele encontrou Jesus no caminho para Damasco, e foi na própria cidade de Damasco que recebeu o Espírito (Atos 9:17) três dias depois.

      O Batismo no Espírito é recebido no início . Esse é o padrão. Se aconteceu posteriormente em alguns casos nas narrativas de Atos, o detalhe é que não aconteceu MUITOS ANOS DEPOIS.

      A experiência de Paulo não mostra que todos os cristãos devem buscar dois encontros: um com o Senhor para a conversão e um com o Espírito para o poder na missão. O Espirito Santo tem que ser dado no início da fé cristã (Atos 2:38).

      Agora lhe pergunto: Billy Graham e Hernandes Dias Lopes não receberam o batismo no Espírito Santo - como você diz - porque nunca falaram em línguas, mas receberam o dom da palavra da sabedoria e da ciência, como também o dom de profecia, dons listados junto com o de línguas?

      “A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum.

      Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;

      a outro a operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos; a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas.

      Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer”, 1 Cor 12:7-11.

      Continua...

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    9. Esse tese de que sem a experiência das línguas o cristão está sem a evidência segura do Espírito é um desastre para muitos. O que existem hoje são pessoas deprimidas por esse engano. Eles são parte da Igreja por 20 anos, já lhes foi dito que são salvos, mas ainda precisam ser batizados no Espirito Santo para serem curados totalmente. Eles foram ensinados que o Batismo no ES delega poder contra muitos problemas em suas vidas, e que sem esse Batismo eles jamais vencerão.

      Imagina você que desgraça total: O INDIVÍDUO, DEPOIS DE DUAS DÉCADAS VIVENDO COMO CRISTÃO, AINDA NÃO FOI BATIZADO NO ESPÍRITO SANTO.

      Batismo é iniciação!

      A própria palavra indica que deve ocorrer no início!

      Um erro fatal acreditar que por nenhum outro meio a igreja pode ter a certeza da autenticidade da experiência do batismo no Espírito Santo a não ser pelo sinal das línguas.

      Meu caro, o batismo no Espírito Santo não é uma ação a ser buscada especificamente e experimentalmente juntamente com o receber a Cristo, mas resultado deste recebimento. Veja Pedro novamente:

      Atos 2:38 “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”.

      ESSE É O PADRÃO!

      A experiência bíblica mostra que sobre alguns veio depois e sobre outros veio na hora. E outra, pode acontecer com línguas e sem línguas, como apresentado nos relatos do Livro de Atos.

      E mais um detalhe, que é sobre Cornélio. Muitos entendem que Cornelio recebeu a segunda benção com sua família quando falaram em línguas e profetizaram. Afinal de contas suas orações chegavam a Deus e até anjos falam com ele. Só pode ser um salvo, não é?

      Porém, havia uma deficiência na família de Cornélio: ELES NÃO TINHAM O ESPÍRITO SANTO E NEM ERAM SALVOS.

      Veja nas palavras de Pedro:

      “E ele nos contou como vira em pé em sua casa o anjo, que lhe dissera: Envia a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro, o qual te dirá palavras pelas quais SERAS SALVO, tu e toda a tua casa”, Atos 11:13.

      Agora compare com isso, ainda na casa de Cornélio. Pedro estava falando demais; estava enrolando. Então Deus interrompeu tudo e derramou do Espírito Santo:

      “Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.

      Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse o dom do Espírito Santo; porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus.

      Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo?

      Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias.

      Já viu alguém não salvo ter o Espírito Santo? Deus não deixou a obra incompleta na casa de Cornélio, mas deu o pacote todo!

      E o pior para muitos pentecostais foi: eles receberam o Espírito Santo ANTES DO BATISMO NAS ÁGUAS! Leia o texto outra vez.

      Agora, para colocar o último prego...

      A última parte do versículo 13, no capítulo 11 - bem antes de cair o Espírito Santo, quando Pedro contava aos judeus porque foi na casa de Cornélio, diz: “... Simão, que tem por sobrenome Pedro, te dirá palavras pelas quais serás salvo, tu e toda a tua casa”, Atos 11:13.

      Paulo disse a mesma coisa ao carcereiro: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa”, Atos 16:31.

      Na casa de Cornélio ouviu-se línguas e profecias ao descer o Espirito Santo, mas na casa do Carcereiro não.

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    10. Mateus, ou a quem interessar, leiam esse texto do Granconato, URGENTE

      http://www.amovoces.com.br/derramamento-do-espirito-bencao-dada-na-conversao/

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  25. Anônimo disse: “em relação a Atos 2 vc se esqueceu se ir para o original grego.Em Atos 2.4, a palavra “língua” é GLOSSA, que na Bíblia significa o idioma de um povo ou nação terrena, portanto foi idioma terreno. Pode consultar um léxico para entender o significado de GLOSSA.A expressão de Atos 2.6, “própria língua”, e de 2.8, “língua materna”, vem do grego DIALECTOS, de onde vem nossa palavra “dialeto”, ou seja, a língua de um povo particular. Você ignorou o original grego nessas passagens que deixam claro que foi dito um idioma terreno e não ''labaxurias''.

    .......................................................................................

    Anônimo, o milagre em Atos 2 foi que o povo ali reunido ouvia em sua própria língua das maravilhas de Deus, mas os discípulos não falaram uma única palavra na língua deles, mas eles ouviam em sua própria lingua, cada um deles. Esse foi o milagre, e eles sabiam que aqueles que falavam eram galileus, tanto que estavam assustados e diziam, “como pois os ouvimos falar nossa própria língua materna?”

    Muitos deles se converteram por causa desse milagre. Agora, se você quer aprender a falar chinês, francês, tailandês e etc vai para a escola. Na Igreja isso não existe, o incrédulo apenas pode ouvir em sua própria língua das grandezas de Deus, mas aquele que fala está falando em outra língua bem estranha.

    Vou lhe contar algo que aconteceu na Igreja Wesleyana muitos anos atrás. Estou dando o nome da Igreja porque se alguém ver o comentário pode confirmar o que digo.

    O nome dele era Azete, nascido no Brasil, mas de pais árabes. Ele entrou numa Igreja Wesleyana em Vitória do ES quando era bem jovem. No meio do culto alguém em sua frente começou a falar em línguas. Todos ao redor ouviram os tradicionais traços linguísticos da tão conhecida língua falada nessas ocasiões dentro das Igrejas Pentecostais, mas apenas o Azete ouviu em sua própria língua, em Árabe. Naquele dia ele se entregou à Cristo, casou-se com a filha do pastor da Igreja alguns anos depois e também foi pastor por 30 anos até partir desse mundo no fim da década de 90.

    Portanto, meu caro, eis aí uma experiência evidência do que ocorreu em Atos 2.

    Al Franco

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    1. Há vários relatos desse tipo de coisa acontecendo, no livro do Subirá ele mostra um de um cara que falou em línguas para um judeu e o judeu ouviu em hebraico com o sotaque dele e tudo (e se converteu). É a única coisa que se encaixa com exatidão no relato de Atos 2, como mostro no artigo.

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  26. Graça e paz a todos (mandei um comentário, mas acho que não foi por erro no meu computador, então vamos lá): E o que dizer da seguinte pérola que ouvi quando era novo convertido: "Se você não fala em línguas, É SINAL que você não esta salvo, pois, na descida do Espírito Santo, TODO MUNDO falou em línguas." No começo até que fiquei preocupa, mas depois vi que era coisa de gente "muita santa" (até mais que Jesus)

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    1. É mais um tipo de pensamento imbecil de pentecostais radicais que não representam o pentecostalismo como um todo e muito menos a verdade bíblica. É como eu disse: boa parte do descrédito dado pelos tradicionais ao dom de línguas pentecostal vem desse fanatismo e ignorância de certos pentecostais, que acham que só quem fala em línguas tem o Espírito Santo, que só quem fala em línguas é salvo, que só quem fala em línguas pode exercer cargo na Igreja, que quem fala em línguas tem um status de superioridade espiritual sobre os que não falam, e assim por diante. É um tipo de pensamento tacanha e medíocre que deveria ser extirpado com urgência, porque não se trata de um simples erro teológico, mas de preconceito mesmo, que afasta os não-pentecostais do pentecostalismo e que mancha a própria imagem do pentecostalismo. Biblicamente está claro que o dom de línguas não é para todos e que se trata do menor dos dons, mas eles o colocam em um pedestal como se fosse o mais importante, e o pior: como se "ter" o dom fosse mais importante do que usá-lo (quando o dom inutilizado se torna completamente inútil na vida de quem tem, da mesma forma que alguém que nunca tira o carro da garagem vive igual aquele que não tem carro).

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  27. Caraca Lucas da uma olhada nessa palhaçada:

    https://www.youtube.com/watch?v=_2mFGUbgrZc&t=1315s

    https://www.youtube.com/watch?v=1HNu8r-yvmY

    Sinto que perdi QUASE todo o respeito que tinha pelo Yago, nunca pensei que ele se aliaria a escoria. Fora que isso só vai dar munição para os Papistas nos acusarem de Revolucionários.

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    1. Eu não acho justificável essa revolta. O Pirula é gente boa, alguém com quem dá pra se dialogar de forma amistosa e respeitável, quem pintou o Pirula como um "monstro" foi o desonesto do Nando Moura por intrigas pessoais (das quais ele estava completamente errado, diga-se). Pra mim "escória" não é quem pensa diferente de mim, é quem usa de desonestidade e intolerância para defender qualquer coisa que acredite, seja certa ou errada. Eu só assisti o começo do vídeo, não vi inteiro ainda (vou ver mais tarde), mas já tinha assistido a um podcast de mais de 1h do Yago com o Pirula no Bibotalk e foi excelente, eu particularmente fico feliz em ver pessoas com visões político/religiosas tão distintas conseguindo conversar educadamente em um mundo tão radicalizado e intolerante como o nosso, e no momento em que estamos vivendo. Nossos adversários políticos ou religiosos não devem ser nossos inimigos pessoais, devemos buscar a paz com todos, como disse Paulo. O próprio Jesus era amigo e comia à mesa com publicanos e prostitutas, gente muito mais mal vista na época do que um ateu como o Pirula é hoje. Essa noção de que não se pode conversar amigavelmente com quem pensa diferente é uma mentalidade de católicos medievais e muçulmanos radicais, que infelizmente ainda permanece viva nos dias de hoje. O Yago faz um trabalho excelente em dinamitar isso, ainda que pague um certo preço por isso.

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    2. Concordo com o Lucas, o Pirula é gente boa. Já assisti os dois vídeos inteiros, tanto o do Yago tanto o do Pirula, admito que fiquei muito feliz só de ver a notificação do vídeo. Eu torço muito por uma conversão do Pirula, muito mesmo. Acho que todos nós devemos orar por ele.

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    3. O Pirula parece gente boa mesmo nao chega a ser um neoateu toddynho, mas aatreta do Nando com o Pirula foi pq o Maestro Bogs esse sim um neoateu muito escroto, em um hangout com o Pirula mandou o Nando enfiar o cadáver putrefato do pai no c... e o Pirula aplaudiu e ainda disse flawless victory!

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    4. Não foi bem assim. A treta entre os dois era bem mais antiga que isso, eu me lembro muito bem porque na época eu era fã do Nando e não perdia nem um vídeo, mas esse tipo de comportamento dele foi me afastando cada vez mais e me fazendo ver quem ele realmente é. Ele atacava o Pirula GRATUITAMENTE, o Pirula nunca respondia, nem citava ele nos vídeos, nem fazia vídeo-resposta, era ataque atrás de ataque, deboche, escárnio, zombaria, de forma TOTALMENTE UNILATERAL. Aí o Bogs fez esse tal vídeo, acho que tinha uns 15 ou 20 minutos (não me lembro quanto), onde ele dizia uma série de coisas e entre elas isso aí. O Pirula já explicou que o "flawless victory" foi para o vídeo como um todo e não por essa parte, que inclusive havia repreendido o Bogs em particular por conta disso (se quiser acreditar ou não é uma outra história), embora em minha opinião tenha sido sim um erro, mas o Nando exagerou e tratou a coisa como se o "flawless victory" tivesse sido especificamente relacionado a essa parte específica do vídeo. Detalhe: o Nando já havia xingado o Bogs de tudo quanto é nome e dizia que a mãe dele era uma rata que o pariu na zona (eu me lembro perfeitamente bem disso), então não tem moral NENHUMA para vir chorar da agressão dos outros, porque OS DOIS estão moralmente errados. Mas esse cara é cínico, ele pensa que tem passe-livre pra ofender tudo mundo o quanto quiser com palavriados de baixo calão, mas se ofende e se vitimiza se alguém desce ao mesmo nível dele agindo no mesmo modus operandi. Ou seja, é o sujo falando do mal lavado. Entre Bogs, Nando e Pirula o único mais honesto e decente é o Pirula, apesar de ter pisado na bola nesse dia do flawless victory e também em uma ou outra ocasião (quando por exemplo xingou o Kim Kataguiri, mas depois fizeram as pazes). Penso que a principal diferença entre o Nando e o Pirula é essa, o Pirula é um cara muito mais tolerante e capaz de reconhecer erros, enquanto o outro pensa ser o dono da verdade numa arrogância monumental.

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    5. Nao sabia que ele tinha xingado o Bogs e realmente foi algo deploravel falar da mãe do cara e depois vim chorar porque eleefalou do pai falecido,depois que você falou eu pesquisei e vi que foi em um hangout com o Fábio Click Time outro olavete e o Maro Filósofo queqme parece ate gente boa, não xinga e nem fala palavrão porém se aproxima desses olavetes, esse jeito cínico e agressivo e bem típico de olavetes, apesar que alguns sao mais moderados em alguns aspectos nao falam palavrão nem xingam, caso do Maro e do Bernardo Kuster,uma pena o Nando naonter se firmado na igreja evangélica e preferir se tornar um olavete boçal

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    6. Obrigado por mostrar que o senhor Luis Fernando Moura não é esse santo que ele diz ser, Pirula é muito injustiçado por alguns inscritos dele.

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  28. Mas apesar de ter aplaudido o Maestro Bogs zombando da morte do pai do Nando Moura,o Pirula em outras ocasiões se mostrou respeitoso com outros cristãos como Yago,ele realmente não parece o tipo de neoateu toddynho que odeia todos os cristãos,ele disse que até ligou para o Nando Moura para pedir desculpas e o Nando não aceitou,o Nando é bem rancoroso e desonesto,por sua militância olavista precisa pintar todos os ateus e muçulmanos como monstros,ele fez um vídeo já há uns 3 anos sobre o mito da minoria radical muçulmana,https://www.youtube.com/watch?v=fhBvzliBey4 ,não sei se vc achou o vídeo desonesto tbm,mas eu achei porque por mais que existam muitos grupos de muçulmanos terroristas,há os muçulmanos que se integram perfeitamente a sociedade ocidental,o maior jogador de futebol francês da história é muçulmano,inclusive fez dois gols contra o Brasil em uma final de copa na nossa maior derrota antes dos 7x1,triste lembrança e nunca demonstrou qualquer simpatia por radicalismo e me parece que ele nem é muçulmano praticante,e vários outros jogadores franceses são muçulmanos totalmente ocidentalizados como Anelka, Benzema,Mbappe e alemães também como Ozil,Khedira

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    1. Esse vídeo aí foi totalmente desonesto mesmo. Pelo menos depois disso ele chegou a gravar um vídeo recriminando seguidores dele com discursos de ódio contra muçulmanos comuns, o que eu achei uma contradição, já que ele havia dito que não existe muçulmano moderado, apenas radicais, então foi ele mesmo que incitou estes seguidores a tratar os muçulmanos como escória, como sendo todos radicais ou terroristas. Ou seja, primeiro ele incita ao ódio com um discurso mentiroso e fraudulento, e depois que inflama os seus seguidores de ódio passa a condenar esse ódio como se tivesse surgido do nada, sem a sua menor influência.

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    2. Sim esse caso eu vi foi depois de um inglês ter atropelado muçulmanos que saiam de uma mesquita e os seguidores dele tavam dizendo que era bem feito para os muculmanls que eles por cometerem atentados terroristas mereciam prpvar do próprio veneno, aí o Nando disse que não e por aí e não devemos querer ferir e matar ninguém,mas ao dizrr que todo muçulmano é radical indiretamente ele diz que merecem morrer, já que o terrorismo só pode ser combatido através das armas

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    3. E será que ele sabe que o astrolavo temtfilhos muçulmanos? Se sabe por que ele toleraria e não os xingaria de terroristas?

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    4. É hipócrita da parte dele dizer que todos muçulmanos sao maus quando ele segue um ex muçulmano que tem dois filhos que ainda seguem essa religião, agora se o astrolavo tem filhos muçulmanos e ele é aluno fiel do guru, a quem interessa um discurso anti islâmico? O próprio Olavo já criticou a religião dosdpróprios filhos tbm

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    5. "Sim esse caso eu vi foi depois de um inglês ter atropelado muçulmanos que saiam de uma mesquita e os seguidores dele tavam dizendo que era bem feito para os muculmanls que eles por cometerem atentados terroristas mereciam prpvar do próprio veneno, aí o Nando disse que não e por aí e não devemos querer ferir e matar ninguém,mas ao dizrr que todo muçulmano é radical indiretamente ele diz que merecem morrer, já que o terrorismo só pode ser combatido através das armas"

      É exatamente isso.

      "E será que ele sabe que o astrolavo temtfilhos muçulmanos? Se sabe por que ele toleraria e não os xingaria de terroristas?"

      Ele tem. Mas que eu saiba ele jamais afirmou que todo muçulmano é um radical, quem disse isso foi seu pupilo.

      "É hipócrita da parte dele dizer que todos muçulmanos sao maus quando ele segue um ex muçulmano que tem dois filhos que ainda seguem essa religião, agora se o astrolavo tem filhos muçulmanos e ele é aluno fiel do guru, a quem interessa um discurso anti islâmico? O próprio Olavo já criticou a religião dos próprios filhos tbm"

      Ele tem filho muçulmano (que eu saiba, metade deles), filho gnóstico, filha católica que denuncia o falso catolicismo dele, enfim, deve ter educado muito bem os filhos dele...

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  29. E mudando de assunto Banzolão,eu li hoje uma notícia de um crime que ocorreu aí na sua cidade,São José dos Pinhais e envolvendo um jogador do seu time,a matéria diz ex jogador do São Paulo,mas pelo que entendi,ele ainda pertencia ao São Paulo e estava emprestado para o São Bento de Sorocaba e estava em uma festa em São José dos Pinhais pouco antes de ser morto https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2018/10/28/meia-daniel-ex-sao-paulo-morre-aos-24-anos.htm bem triste

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    1. Triste mesmo. Fiquei sabendo disso hoje, mas não sabia que tinha sido aqui na minha cidade.

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  30. Lucas o que vc espera do brasil daqui pra frente?

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    1. Comentei aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/10/o-que-explica-o-fenomeno-bolsonaro-e-o.html

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  31. Banzolão e o que achas desse vídeo? https://www.youtube.com/watch?v=VB7eYKRHfoI

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    1. Eu só vi um monte de acusações sem provas. Fui pesquisar sobre a tal "tortura" que o Magno Malta teria feito e descobri que a história estava bem mal contada, não foi o Magno que torturou o moço, ele apenas denunciou o cara, que depois acabou sendo absolvido e disse que foi torturado por policiais. Então na pior das hipóteses o erro do Magno foi ter denunciado alguém erroneamente, mas daí pra dizer que ele é um torturador chega a ser ridículo. Ele é uma das maiores e melhores vozes no Congresso, infelizmente não conseguiu se reeleger, talvez por causa dessa militância rasteira contra ele.

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  32. Lucas,

    gostei muito da sua visão sobre isso. Apesar de eu discordar em alguns pontos, reconheço a sua coerência e vários outros. Como sou bem ignorante sobre igrejas pentecostais, gostaria de uma explicação sobre a suposta interpretação de línguas na visão pentecostal. Como funciona isso na prática?

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    1. Interpretação de línguas é quando alguém fala em línguas na igreja e outra pessoa interpreta no idioma natural, para dizer o que Deus está falando. É semelhante à profecia, por isso Paulo iguala ambos em 1Co 14:5. Não é algo comum de se ver nas igrejas pentecostais, mas às vezes acontece.

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  33. Amado, uma curiosidade a respeito de dons ministeriais. Sabemos que Paulo cita cinco, no entanto cabe a interpretação de que o dom de mestre se equivale ao dom de pastor(sinônimos). Qual seria sua opinião nesse caso

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    1. Seriam quatro, no caso. O "mestre" é um pastor cuja especialidade é a pregação da Palavra, mas há outros pastores cuja maior especialidade é o aconselhamento pastoral e pessoal (no entanto ambos são classificados como pastor).

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