3 de janeiro de 2018

86 O dom de línguas nos Pais da Igreja e na história cristã


Quando falamos sobre os dons espirituais, e sobre o dom de línguas em especial, um questionamento que surge sempre diz respeito à Igreja antiga, que supostamente acreditava que este dom já havia cessado em algum momento no primeiro século. Para muitos, nenhum Pai da Igreja falava em línguas ou tinha contato com cristãos que falavam em línguas, e se fossem transportados para o nosso século iriam se escandalizar com os pentecostais em geral. Em partes, esse tipo de questionamento é devido à fraqueza de argumentos bíblicos quando escrevemos sobre os dons à luz da Bíblia, como fiz sobre as profecias aqui, e sobre o dom de línguas aqui e, mais recentemente, aqui. Ou seja, uma vez que os cessacionistas em geral não possuem amparo bíblico para suas pretensões, investem alto na patrística.

Mas antes de investigarmos o que os Pais escreveram sobre o tema, é preciso considerar que eles eram meros intérpretes da Escritura como nós em nossos dias, destituídos de autoridade apostólica e canônica para estabelecer a doutrina correta, como é o caso da Escritura Sagrada escrita por aqueles que conviveram pessoalmente com Jesus ou com discípulos pessoais de Cristo. Essa é a razão pela qual os Pais divergiram entre si em dezenas de temas teológicos, e não poderia ser diferente no que se refere às línguas. Quando estudamos o que a Igreja antiga tinha a dizer a respeito, lidamos com vários posicionamentos diferentes, entre eles:

(a) O dom de línguas em um sentido espiritual, como no pentecostalismo moderno.

(b) O dom de línguas como línguas terrenas e inteligíveis, que já havia cessado.

(c) O dom de línguas como uma “oração que não se ouve”.

Aqui eu não tenho qualquer pretensão de negar que houve Pais da Igreja que defenderam essas outras posições, mas sim apontar que a crença predominante durante os dois primeiros séculos (ou seja, por aqueles que conviveram mais de perto dos primeiros cristãos) era o da continuidade do dom de línguas como línguas espirituais, provando que essa não foi uma invenção dos pentecostais do século passado.

Podemos começar com Irineu, que escreveu:

"Seus discípulos, recebendo graça dEle, realizam em Seu nome milagres, de modo a promover o bem-estar dos outros homens, de acordo com o dom que cada um recebeu dele. Pois alguns certamente expulsam verdadeiramente os demônios, e aqueles que foram assim purificados dos espíritos malignos frequentemente acreditam [em Cristo] e se juntam à Igreja. Outros têm presciência das coisas vindouras: eles vêem visões e expressões proféticas. Outros ainda, curam os doentes colocando as mãos sobre eles, e eles são totalmente curados. Sim, além disso, como eu disse, até mortos foram ressuscitados, e permaneceram entre nós por muitos anos. E o que mais devo dizer? Não é possível nomear o número dos dons que a Igreja, espalhada pelo mundo inteiro, recebeu de Deus, em nome de Jesus Cristo, que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, e que ela exerce dia a dia em benefício dos gentios, não praticando engano contra ninguém, nem aceita qualquer recompensa por causa de tais intervenções milagrosas. Pois, como ela recebeu livremente de Deus, livremente também ministra [para outros]” (Contra Heresias, Livro II, 32:4)

"Nem ela [a Igreja] realiza nada por meio de invocações angélicas ou por qualquer outra arte oculta e perversa; mas, dirigindo suas orações ao Senhor, que fez todas as coisas, em um espírito puro, sincero e direto, e invocando o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, ela está acostumada a fazer milagres para o bem da humanidade e não para levá-los a um erro” (Contra as Heresias, Livro II, 32:5)

Como vemos, Irineu deixa claro que os dons espirituais continuavam em atuação entre os cristãos, e, portanto, o dom de línguas não poderia ficar de fora. Por isso ele escreve:

"Da mesma forma, também ouvimos muitos irmãos na igreja que possuem dons proféticos, e que, através do Espírito, falam todos os tipos de línguas e trazem à luz para o bem comum as coisas escondidas dos homens e declaram os mistérios de Deus, que são também ‘espirituais’ como chama o apóstolo, porque participam do Espírito” (Contra as Heresias, Livro V, 6:1)

As línguas que Irineu diz que os crentes de seu tempo falavam não eram línguas terrenas e inteligíveis que os cristãos falavam por sua própria mente produzindo palavras racionais, mas falavam “através do Espírito” (compare com 1Co 14:2 e 14). Não cabe aqui explanar a refutação a todas as tentativas de reinterpretar o texto de Irineu, como por exemplo a objeção de que ele estivesse se referindo a algo passado que não era mais presente na Igreja, de modo que quem quiser conferir uma ampla refutação a essas contra-argumentações pode ler o excelente artigo de Gary Shogren, disponível aqui (Shogren também refuta o argumento daqueles que tentam associar o dom de línguas pentecostal ao movimento montanista da época de Irineu, provando que Irineu jamais afirmou que os montanistas falavam em línguas, e que o movimento era condenado pela forma que realizavam as profecias “fora de si”, e não por falarem em línguas).

Outro Pai da Igreja que mencionou o dom de línguas em existência no segundo século foi Tertuliano, que escreveu:

“Deixe Marcião então exibir, como dons de seu deus, alguns profetas, que não falem pelo sentido humano, mas com o Espírito de Deus, e como previram as coisas vindouras e manifestaram os segredos do coração; deixe-o produzir um salmo, uma visão, uma oração – apenas deixe que seja guiado pelo Espírito, em êxtase, isto é, em um arrebatamento, sempre que uma interpretação de línguas lhe ocorrer; deixe-o mostrar-me também que qualquer mulher de linguagem altiva em sua comunidade já tenha profetizado entre as irmãs especialmente sagradas dele. Agora, todos esses sinais (de dons espirituais) se encontram do meu lado sem qualquer dificuldade, e eles concordam, também, com as regras, as dispensações e as instruções do Criador; portanto, sem dúvida, o Cristo, o Espírito e o apóstolo pertencem exclusivamente ao meu Deus” (Contra Marcião 5.8)

Note que Tertuliano condena Marcião justamente porque em seu movimento não havia a presença dos dons espirituais que eram visíveis na Igreja cristã da época. Tertuliano desafia Marcião a exibir os dons espirituais, entre eles o de profecia e o dom de interpretação de línguas do qual Paulo fala em 1ª Coríntios 12:10. É claro que Tertuliano não desafiaria Marcião a isso se não fosse pelo fato de a Igreja cristã ainda manifestar esses dons espirituais em seus dias (de outra forma, o próprio desafio seria sem sentido). Além de provar a manifestação e continuidade dos dons na Igreja do segundo século, isso nos leva a uma reflexão interessante: para Tertuliano, um dos sinais de uma igreja verdadeira é justamente a presença dos dons espirituais (que os cessacionistas negam para os dias de hoje).

Justino Mártir, embora não mencione expressamente o dom de línguas, deixa claro que na Igreja da época havia a permanência de todos os dons espirituais:

"Porque os dons proféticos permanecem conosco até o presente momento" (Diálogo com Trifão, 39)

“Hoje é possível ver entre nós mulheres e homens que possuem dons do Espírito de Deus” (Diálogo com Trifão, 88)

Hipólito de Roma também testemunhou a continuidade do dom de línguas em seus dias:

“Não é necessário que cada um dos fiéis expulse demônios, ou que ressuscite os mortos, ou que fale em línguas; mas um único dom concedido já é vantajoso para a salvação dos incrédulos” (Constituições dos Santos Apóstolos, Livro VIII, 1)

Mas é em Orígenes que temos provavelmente a evidência mais forte. Há uma citação corrente em muitos blogs católicos apresentada contra o dom de línguas pentecostal, em que Orígenes teria dito:

“A estas promessas, são acrescentadas palavras estranhas, fanáticas e completamente ininteligíveis, das quais nenhuma pessoa racional poderia encontrar o significado, porque elas são tão obscuras, que não têm um significado em seu todo” (Contra Celso, Livro VII, 9)

Eles dizem que Orígenes disse isso contra Celso (como se Celso falasse em línguas estranhas), quando na verdade foi justamente o contrário. Este trecho é um em que Celso usa para atacar o Cristianismo, descrevendo aquilo que ele chamava de “palavras ininteligíveis”, proferidas pelos cristãos de seu tempo. Esperaríamos que se essa descrição fosse falsa, Orígenes como cristão rebateria com veemência uma acusação dessas (como fazia em todas as outras partes em que Celso atacava o Cristianismo com alguma distorção ou mentira), mas o que chama a atenção é justamente o fato de que Orígenes em momento nenhum nega que os cristãos falavam mesmo “línguas ininteligíveis”, como Celso descreve, embora dedique um capítulo inteiro para refutar as outras acusações dentro do mesmo contexto.

Ou seja, o texto que eles usam para refutar o dom de línguas pentecostal prova justamente o contrário do que eles pretendem, pois colocam na boca de Orígenes uma acusação que na verdade veio de Celso, e que o próprio Orígenes não contesta por saber que era verdade. Portanto, o dom de línguas estranhas entre os cristãos da época era algo tão conhecido e notório a ponto de até um pagão não-cristão (Celso) conhecê-lo bem, constituindo-se assim uma evidência forte em favor das línguas espirituais, em vez de meros idiomas terrenos em uma linguagem puramente humana e inteligível (que não causaria espanto a ninguém).

Curiosamente, foi a partir da época de Orígenes, que viveu entre finais do século II e começo do III, que o dom de línguas (e os dons espirituais em geral) começaram a se tornar mais raros. Ele mesmo escreve:

“O Espírito Santo deu sinais de Sua presença no início do ministério de Cristo, e após Sua ascensão Ele deu ainda mais; mas desde então esses sinais diminuíram, embora ainda haja vestígios de Sua presença em alguns que tiveram suas almas purificadas pelo Evangelho e suas ações reguladas por sua influência” (Contra Celso, Livro VII, 8)

Mesmo assim não houve uma “cessação” completa, apenas foi se tornando cada vez menos comum e mais esporádico. Há evidências de que Patrick, no século V, falou em línguas estranhas, como mostra a Confissão de S. Patrick, que diz:

“E outra noite – Deus sabe, eu não sei, se foi dentro de mim ou ao meu lado – a maioria das palavras eu ouvi e não entendi, exceto no final do discurso que foi representado assim: ‘Ele que deu a vida por você, ele é quem fala dentro de você’. E assim despertei, alegre. (...) E em uma segunda ocasião eu o vi orando dentro de mim, e eu estava como se fosse dentro de meu próprio corpo, e eu o ouvi acima de mim – isto é, acima do meu eu interior. Ele estava orando poderosamente com suspiros. E no decorrer disto, fiquei espantado e me perguntando, e pensei sobre quem poderia ser quem estava orando dentro de mim. Mas no final da oração me foi revelado que era o Espírito. E então, acordei e me lembrei das palavras do apóstolo: ‘Do mesmo modo, o Espírito nos ajuda na nossa fraqueza, pois não sabemos como devemos orar. Mas o próprio Espírito intercede por nós com suspiros inexprimíveis [Romanos 8:26]’. E novamente: ‘O Senhor nosso advogado intercede por nós [Romanos 8:27]’” (Confissão de S. Patrick, Seções 24 e 25)

Note que Patrick estranhou o acontecimento, o que mostra que em sua época o dom de línguas espirituais era realmente raro, e foi se tornando cada vez mais raro até por volta da época da Reforma, quando vemos alguns grupos cristãos falando em línguas, entre eles os morávios e os quakers. A História da Igreja Cristã, de Philip Schaff, registra que o falar em línguas ocorreu entre os huguenotes, entre os primeiros quakers e entre os metodistas no renascimento irlandês de 1859. A Enciclopédia Britânica afirma que a glossolalia (i.e, o falar em línguas) reapareceu nos avivamentos cristãos de todas as eras, inclusive nos “mendigos” do século XIII e entre os jansenistas.

Há quem sustente que a mesma experiência ocorreu com grandes líderes cristãos de tempos posteriores como George Withefield, D. L. Moody, entre pietistas e até reformadores, mas de forma mais concreta temos o testemunho de Charles Finney, que relatou sua experiência em sua autobiografia: "Recebi um grande batismo no Espírito Santo... não sei se deveria dizer, mas não pude me conter e balbuciava palavras inexpressivas do meu coração”. O mesmo ocorreu no famoso “avivamento da rua Azusa” (de 1906), que é tido como o início do pentecostalismo moderno, a partir do qual há hoje milhões de cristãos carismáticos que falam em línguas e manifestam outros dons espirituais, à exemplo dos primeiros cristãos. O fato de haver um reavivamento em larga escala nestes últimos dias que antecedem a volta do Senhor não deve nos causar surpresa, pois Joel já profetizava a este respeito há muito tempo (Jl 2:28-32).

Paz a todos vocês que estão em Cristo. 

Recomendado: Maria, a Arca da Aliança e os Pais da Igreja (Artigo novo do Bruno Lima)

Por Cristo e por Seu Reino,


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86 comentários:

  1. Bom dia, como o blog HC saiu do ar, estarei deixando aqui uma resposta sobre a virgindade perpétua de Maria. Vou te apresentar versículos bíblicos que provam que Maria nasceu sem pecado e permaneceu sem pecado para sempre.
    Nós dois concordamos que Jesus é puro, portanto sem pecado, ótimo. Veja o que é dito em Jó 14, 4: "Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém." Portanto, sendo Jesus puro, não poderia ter nascido de uma pecadora, uma impura. O puro só pode sair do puro, como está dito. Há outra passagem semelhante a essa, em Sabedoria 1, 4: "A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado;". Podemos inferir, a partir de 1 Coríntios 1, versículos 24 e 30, que a Sabedoria é Cristo. Portanto, Cristo não poderia habitar em um corpo sujeito ao pecado. Mas como eu sei que você não irá aceitar esse argumento por considerar o Livro da Sabedoria um "apócrifo" (para ver que os Deuterocanônicos são inspirados basta ler o capítulo 36 de Jeremias, que fala como Baruc escreveu seus rolos sob a inspiração do Senhor), vamos adiante.
    No Novo Testamento, Jesus diz assim: "Ou dizeis que a árvore é boa e seu fruto bom, ou dizeis que é má e seu fruto, mau; porque é pelo fruto que se conhece a árvore." (São Mateus 12, 33). Ora, Jesus é o fruto do ventre de Maria, como diz Isabel em São Lucas 1, 42. Sendo assim, se "pelo fruto é que se conhece a árvore", como pode ser Jesus puro e Maria pecadora? Ele mesmo está deixando isso evidente.
    Pra finalizar, mostro que Maria permanece santa para sempre. O Salmo 92, 5 (93 na sua Bíblia) diz: "Vossas promessas são sempre dignas de fé, e a vossa morada, Senhor, é santa na duração dos séculos."
    Veja, esse versículo pode ter múltiplas interpretações, mas é certo que Jesus fez morada em Maria quando se encarnou em seu seio, quando o Verbo se fez carne. Então, tendo habitado Cristo em Maria, esse corpo é santo na duração dos séculos.
    Tudo isso mostra que a passagem de Romanos 3, 23 não pode ser interpretada ao pé da letra. Quando é dito "todos pecaram", está-se falando de uma maneira geral, toda a humanidade se corrompeu pelo pecado. É lógico que o autor não iria falar: "todos, menos Maria, pecaram". Ele foi abrangente, mas não quer dizer que não há exceções ao longo da história. Sabemos, por exemplo, que o pecado de Isaías foi apagado para ele continuar na presença do Senhor, como vemos em Isaías 6, 5-7. Por isso, não dá pra levar "todos" de maneira total, sem se excetuar nada. Também é dito em 1 Coríntios 15, 22 que "todos morrem em Adão", mas sabemos que nem todos foram reféns do pecado de Adão e receberam a morte, pois Elias e Enoque não morreram, mas foram assuntos ao céu. Eles não podiam estar reféns do pecado, porque é afirmado em Apocalipse 21, 27 que nada de profano ou pecaminoso entrará no Reino dos Céus.
    E você também disse sobre a oferta de Maria no templo ser uma prova de que ela era pecadora. Ora, ela fez os dois sacrifícios para cumprir a Lei. O próprio Cristo nasceu submetido à Lei (Gálatas 4, 4), mesmo sem precisar.
    Fique à vontade para me responder ou não, sei de suas ocupações. Abraços!

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    1. Olá, me desculpe, mas esses textos tirados bisonhamente do contexto na verdade só provam aquilo que eu sempre venho dizendo aqui: católicos não fazem exegese bíblica (isto é, não extraem do texto algo que está ali), nem sabem o que é isso, mas apenas “eisegese” (que é quando se tenta enfiar a todo o custo uma ideia para dentro do texto que não está ali). Absolutamente zero desses textos fala de Maria, mas todos são pervertidos de uma maneira ou de outra para tentar defender o indefensável torcendo os textos bíblicos, fazendo contorcionismos pseudo-exegéticos e malabarismos de Cirque du Soleil. É por isso que os teólogos católicos mais sérios simplesmente assumem que tal doutrina (e muitas outras) não estão na Bíblia mas devem ser cridas mesmo assim por causa da “tradição” da Igreja e do “desenvolvimento” da doutrina. Mas lastimavelmente surgiu essa “nova apologética” católica que é simplesmente desonesta, que só serve para manipular os textos e distorcê-los de uma forma grosseira e bizarra (felizmente há muita gente inteligente por aí que percebe essas manobras e tem abandonado o catolicismo ao se dar conta disso).

      “Nós dois concordamos que Jesus é puro, portanto sem pecado, ótimo. Veja o que é dito em Jó 14, 4: "Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém."

      Primeiro que este texto não está falando de Maria, segundo que se o raciocínio for aplicado a ela, então PELA MESMA RAZÃO teria que ser aplicado também à mãe dela (ou seja, a “santa Ana”, suposta mãe de Maria, teria que ser imaculada sem pecado para ter gerado um ser que também é imaculado sem pecado, pois “o puro não pode sair do impuro”). E este raciocínio seria levado adiante até Eva, ninguém teria pecado!

      “Há outra passagem semelhante a essa, em Sabedoria 1, 4...”

      Desculpe, mas nem perco tempo lendo livro apócrifo, se for pra ler livro de ficção eu leio O Senhor dos Anéis (que é muito melhor).

      “Mas como eu sei que você não irá aceitar esse argumento por considerar o Livro da Sabedoria um "apócrifo" (para ver que os Deuterocanônicos são inspirados basta ler o capítulo 36 de Jeremias, que fala como Baruc escreveu seus rolos sob a inspiração do Senhor)”

      E da onde você tirou que os rolos de Baruque mencionados em Jeremias se referem precisamente ao apócrifo de Baruque que vocês acrescentaram à Bíblia de vocês? É por isso que eu digo que a apologética católica está completamente defasada, pois até mesmo as autoridades católicas reconhecem que o apócrifo de Baruque foi escrito entre os séculos I e II a.C, ou seja, muito depois da época de Jeremias. Trata-se apenas de uma falsificação atribuída a Baruque, por isso o termo “apócrifo” (falso). Ninguém sabe o conteúdo original dos rolos de Baruque, da mesma forma que ninguém conhece o conteúdo da carta de Paulo aos Laodicenses, embora também haja uma falsificação conhecida correndo por aí se dizendo ser essa carta.

      “No Novo Testamento, Jesus diz assim: "Ou dizeis que a árvore é boa e seu fruto bom, ou dizeis que é má e seu fruto, mau; porque é pelo fruto que se conhece a árvore." (São Mateus 12, 33). Ora, Jesus é o fruto do ventre de Maria, como diz Isabel em São Lucas 1, 42. Sendo assim, se "pelo fruto é que se conhece a árvore", como pode ser Jesus puro e Maria pecadora? Ele mesmo está deixando isso evidente.”

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    2. Mais um texto que nada fala de Maria, e em Mateus 12:33 Jesus em momento nenhum disse que o fruto da árvore boa é uma coisa “imaculada” (sem pecado por toda a vida), mas apenas algo “bom”, isso poderia ser aplicado a qualquer servo de Deus sincero e verdadeiro que seja limpo pelo sangue de Jesus e justificado pela fé nEle, não só a Maria. Isso sem falar que sua interpretação é uma distorção bizarra do texto, pois a “árvore” em questão se trata dos próprios indivíduos, que se forem bons produzirão bons frutos (por exemplo, se eu for bom por dentro, irei produzir boas obras, fazer o bem ao próximo, amar meus inimigos e etc), é só isso que o texto está dizendo, não tem nada a ver com dar à luz a uma outra pessoa, é simplesmente surreal alguém interpretar este texto assim. É por isso que os versos seguintes (que você recortou e amputou do texto, como fez com todos os outros) dizem:

      “Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro, tira coisas más. Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado” (Mateus 12:34-36)

      Alguma coisa de Maria aqui? Só na cabeça de alguém bem desespero em torturar a Bíblia até que ela diga um dogma mariano. Jesus culpava os fariseus por dizerem coisas más porque são maus por dentro, e não porque a mãe deles era boa ou má. É realmente inacreditável até onde vocês são capazes de chegar para perverter as Escrituras!

      “Pra finalizar, mostro que Maria permanece santa para sempre. O Salmo 92, 5 (93 na sua Bíblia) diz: "Vossas promessas são sempre dignas de fé, e a vossa morada, Senhor, é santa na duração dos séculos."

      Mais um texto que não tem nada a ver com Maria, o texto apenas diz que a morada do Senhor é santa, é ÓBVIO que está se referindo ao lugar celestial onde Deus habita. Sinceramente, se for pra fazer malabarismo desse jeito e aplicar tudo a Maria em qualquer contexto como bem entender, eu posso colocar qualquer doutrina que eu quiser na Bíblia, basta ter bastante imaginação e criatividade, pena que não é assim que se interpreta as Escrituras, não se tira dali qualquer coisa que você imagine que possa validar a sua doutrina, mas sim apenas o que o texto em si está dizendo. O problema é que vocês não podem agir assim, não podem extrair do texto apenas o que o texto diz senão nenhuma doutrina católica estará na Bíblia, por isso precisam usar a criatividade sem limites.

      “Sabemos, por exemplo, que o pecado de Isaías foi apagado para ele continuar na presença do Senhor, como vemos em Isaías 6, 5-7. Por isso, não dá pra levar "todos" de maneira total, sem se excetuar nada”

      What??? Agora Isaías nasceu sem pecado e é imaculado também??? Essa eu não sabia. Acho que nem o Vaticano sabia.

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    3. Vamos deixar uma coisa clara aqui: se o seu propósito é provar que é possível usar a criatividade e a imaginação para forçar textos a dizerem o que você quer ouvir, quanto a isso eu não discuto, e até concordo, você pode sim fazer o malabarismo que quiser em cima dos textos para “provar” qualquer coisa que ache possível (embora eu conheça bem de quem veio esses argumentos aí). Seu subjetivismo é seu e você faz o que quiser com ele. Eu não me meto nisso. Agora, se o seu objetivo é provar que os textos OBJETIVAMENTE estão dizendo que Maria nasceu e viveu a vida toda sem pecado, e que é isso que se extrai dos textos por meio de uma exegese séria e honesta, e que era essa a intenção dos autores a escreverem aqueles textos, aí não tem jeito mesmo, seria piada, nem a sua Igreja interpreta esses textos desse jeito, me passe aí qualquer documento oficial da Igreja Romana alegando que esses textos sustentam a imaculada conceição, basta mostrar um documento oficial interpretando ESSES textos DESSE jeito que eu me rendo. A sua Igreja pode ser tremendamente ruim para interpretar a Bíblia, mas NUNCA chegaria a esse ponto vergonhoso e vexatório, “level Paulo Leitão”.

      A verdade é que vocês adoram atacar o livre exame, mas só quando é usado por protestantes, pois vocês são os que mais adoram fazer esse tipo de malabarismo textual tirados da sua própria cabeça sem qualquer autorização papal ou interpretação oficial da Igreja (há poucos séculos isso seria razão prestar contas à Inquisição, pois os leigos eram proibidos de fazer interpretação da Bíblia, mesmo quando católicos). É como o Bruno Lima disse: “A questão é que os católicos romanos não estão preocupados em descobrir o que a Bíblia realmente diz. No fim do dia, o que importa é o que a Igreja ensina, então eles primeiro assumem que a Igreja está certa e depois procuram na Escritura justificativas para aquele ensino”.

      Talvez essa seja a nossa maior diferença: eu pego um texto e interpreto o que o texto diz, com a mente aberta para a verdade para onde ela me levar, enquanto vocês pegam um texto e pensam em que forma que podem distorcê-lo e pervertê-lo até que ele diga o que você quer ouvir. A “verdade” de vocês já está definida de antemão e então tudo o que resta é buscar pretextos para justificá-la, por mais absurdos que sejam. É o velho método de “torturar palavras”, a mesma coisa que espíritas fazem para provar reencarnação e que os gnósticos faziam para apoiar seus devaneios.

      Abs.

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    4. Olá Lucas.
      Gostaria de acrescentar ao amigo católico que o próprio magisterio da ICAR reconhece, sem nenhum problema, que os dogmas marianos são oriundos da tradição (que tem o mesmo peso da Bíblia - na perspectiva católica) e não das Escrituras. Portanto, amigo, caso não queira passar vergonha novamente recomendo que estude o catecismo (e a tradição) para não sair por aí dizendo o que sua igreja não diz.

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    5. Exato, a própria Enciclopédia Católica não tem problema em reconhecer isso:

      "Nenhuma prova direta, ou categórica e estrita do dogma pode ser encontrada nas Escrituras. É indicado, antes, que estas ideias foram um desenvolvimento gradual dentro da igreja" (A Enciclopédia Católica, vol. 7, p. 675 art. "Imaculada concepção”)

      O problema não são nem os teólogos católicos, mas essa apologética católica moderna, rasteira e desonesta em essência, que enfiou na cabeça que precisa "provar os dogmas da Igreja pela Bíblia", e como obviamente a Bíblia não diz nada disso em lugar nenhum eles acabam pagando mico, passando vergonha distorcendo textos ridiculamente, com interpretações de cambalhota que não dão nem pra serem levadas a sério. É claro que essa nova apologética surgiu por uma razão muito simples e óbvia: cada vez mais católicos abandonam essa religião para se converter a Cristo lendo a Bíblia, a despeito do fato de eles pregarem que a Sola Scriptura é falsa, então lhes restou apelar a todos os tipos de desonestidades para distorcer e perverter a Bíblia o quanto podem, a fim de manter esses fieis na Igreja.

      Assim, quando um deles está pensando em abandonar o catolicismo romano, é só dizer: "Olha só, veja quantos versículos fundamentam esse e aquele dogma católico", e então listam um monte de textos isolados e pifiamente interpretados que basta o cidadão ir lá conferir para ver que não tem nada a ver nem com o tema sugerido, mas como a maioria desses leigos tem preguiça de pesquisar e se aprofundar nas Escrituras acabam engolindo qualquer asneira que inventam (um exemplo é o cidadão acima com esses textos maravilhosos...).

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    6. Em que momento eu disse: "a crença sobre a Imaculada Conceição de Maria está totalmente fundamentada nas Escrituras"? Conheço muito bem o CIC e a origem dos dogmas marianos, apenas o que fiz foi apresentar versículos que podem explicar porque Maria é livre de pecado. Não li a Bíblia e saí por aí proclamando verdades, escrevendo 95 teses, atacando a Igreja ou qualquer outra coisa, nunca disse que estou certo em minhas conjecturas ou que eu sou infalível em interpretar textos bíblicos, como o caro Lucas parece achar sobre si mesmo. Para a minha própria crença, eu não precisaria provar nada biblicamente, porque aceito o que a Igreja "coluna e sustentáculo da Verdade" diz. Se eu só acreditasse no que está na Bíblia, seria protestante, não católico. Do mesmo modo, não espero convencer vocês de nada, porque respeito a crença de vocês e sei que só acreditariam se estivesse escrito com todas as letras: "Maria de Nazaré, mãe de Jesus Cristo, nasceu fora do pecado e permaneceu sem o mesmo até a duração dos séculos, e todos viveram felizes para sempre" (como se Bíblia não fosse repleta de metáforas). A única coisa que eu procurei foi ter uma conversa saudável para buscar a evolução na fé.
      Lucas, não é muito humilde tentar menosprezar a todo custo os argumentos da outra pessoa, como você sempre faz. "Malabarismo", "Paulo Leitão", "piada", "defasado", sempre as mesmas classificações, como se os protestantes fossem os donos da verdade absoluta. O único versículo para o qual você apresentou um argumento satisfatório, e isso eu reconheço, foi o primeiro. Para os outros, você só repetiu: "interpretação absurda", "não quer dizer nada".
      Minha intenção não é converter ninguém, nem convencer alguém de que minhas crenças estão certas. Conheci seu blog há pouco tempo, e estou lendo os seus artigos e refletindo criticamente sobre eles, comparando com outras fontes católicas, para aprender mais sobre a minha própria fé. Estou praticando a "Aletheia", como diriam os gregos, a busca da verdade. Segundo minhas crenças, julgo conhecer a verdade, e quero me aprofundar mais nela. Portanto, obrigado pela resposta e por ter dedicado seu tempo a me responder, não pretendo tomar mais do mesmo. O importante é seguirmos com nossa fé em Cristo e praticando o bem. Um ótimo ano para você e para todos.

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    7. "Se eu só acreditasse no que está na Bíblia, seria protestante, não católico"

      Pra mim isso já encerra todo o debate e dispensa qualquer discussão. Pra que continuar debatendo sobre versos bíblicos se você mesmo, como católico, admite que a análise exclusiva da Bíblia conduz ao protestantismo? É por isso que eu disse: seria muito mais honesto da parte de vocês se simplesmente fizessem como os teólogos e historiadores católicos mais sérios e admitisse: "Ok, essa doutrina não está na Bíblia, mas cremos por causa da tradição (romanista)", ou "por causa do que a Igreja (Romana) diz", em vez de pegar meia dúzia de versos isolados que nem sequer falam de Maria e tentar forçar uma interpretação em cima deles que você mesmo sabe que não é uma exegese sólida.

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    8. Deu até pena do católico que quis debater teologia com você Lucas,foi um massacre!!...Eu costumo dizer que católicos são analfabetos teológicos, mesmo os mais cultos.

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    9. O problema maior na verdade não é o "analfabetismo teológico", pois até existem padres que ficam anos e anos nos seminários católicos aprendendo todo o tipo de filosofia e teologia (como dizia o ex-padre Aníbal, "estudávamos tudo sobre a Bíblia, menos a Bíblia"). O problema principal é que eles não tem a mente aberta para a verdade para onde ela levar, na verdade tem até medo da verdade, então se acomodam com meia dúzia de versículos isolados e deturpados que eles próprios sabem que não provam nada, em vez de simplesmente reconhecer que a religião deles não é bíblica. Essa é a consequência da famosa e terrível doutrina de Inácio de Loyola, de que "se a Igreja disser que o branco que eu vejo na verdade é preto, eu renuncio à razão para acatar a determinação da Igreja". E é óbvio que debater com alguém com uma visão fechada dessas é totalmente inócuo e sem sentido, seria como tentar convencer que o branco é branco para alguém que já se fechou no pensamento de que é preto.

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  2. Sabedoria 1, 4: "A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado;".

    Comentário:
    Sinceramente o máximo que podemos extrair do texto seria uma referência direta ao próprio corpo de Cristo e não o ventre de Maria.
    O texto não fala de ventre e nem usa o termo gerado.
    Logo, pode estar apontando para o próprio corpo da Sabedoria. O corpo de Jesus de fato não era sujeito ao pecado.
    Na Bíblia dos sonhos do católico em questão está escrito:

    Sabedoria 1, 4: "A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem terá o corpo gerado no Ventre sujeito ao pecado;".

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    1. Pois é, eles são tão hábeis na arte de manipular e distorcer textos que conseguem fazer isso até com os livros apócrifos que eles mesmos adicionaram à Bíblia. É level hard.

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    2. "Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas CRISTO VIVE em mim."
      Gálatas 2:20

      "A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado;".

      Pronto, Lucas. Acabo de provar pra vc que o apóstolo Paulo era imaculado.
      CHORE

      Chore ainda MAIS por VC não ser imaculado também!

      "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus HABITA em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele."
      Romanos 8:9

      SALVE MARIA!

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    3. Hahahaha

      Exato, por isso que eu disse que se fizer um esforço, você consegue colocar QUALQUER COISA na Bíblia usando a metodologia do nosso amigo católico que comentou acima. Até que Paulo era imaculado também, porque Cristo vive nele e Cristo é sem pecado, então ele teria que ser sem pecado também (esse pensamento é obviamente sofista, mas segue a mesma estrutura dos "argumentos marianos" que o cara tem a nos oferecer). Parece muito difícil oferecer um texto que diga que Maria nasceu sem pecado ou reconhecer que esse texto não existe...

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  3. Banzoli, o que você pensa sobre a depressão? O que a Biblia diz sobre este mal, você já teve depressao ou pensou que a vida não tem sentido?

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    1. Eu nunca entrei em depressão mas conheço pessoas que sofrem deste mal. Ao meu ver é uma doença como qualquer outra, que pode e deve ser tratada com remédios, embora saibamos que esses remédios apenas aliviam, mas não resolvem o problema.

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  4. Obrigado lucas por ter refutado os presbiterianos que tanto acusam as orações em linguas

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  5. Lucas o que você entendeu nesse vídeo do Yago Martins? https://www.youtube.com/watch?v=gqPj90zLMOA

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    1. Ele só disse para considerarmos os argumentos, em vez de elegermos gurus para seguir acriticamente e tomar esses debates como se fossem brigas de torcida. O que infelizmente não vai adiantar nada, pois a mentalidade de "briga de torcida" e de seguir "gurus infalíveis" já está enraizada demais em grande parte do povo.

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    2. Até entre nós?

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  6. A doutrina catolica pode ser resumida nas palavras do patrologista sobre ambrosio.
    "Para Ambrósio, o céu é uma região de descanso supremo, luz eterna e glória indestrutível. Contudo, seu pensamento principal diz respeito à comunhão bendita que os santos têm uns com os outros e com Deus, e ao amor mútuo, solidário, que os une. Aliás, o que eles experimentam não é uma simples união com Deus, mas uma ligação a Ele. A perspectiva de um encontro e uma conversa com os santos no céu desempenhou, nessa época, um papel importante nas idéias ocidentais sobre a vida futura. Vemos essa característica em Ambrósio, e Jerônimo tratou disso em detalhes, com grande eloqüência, assinalando que no céu ele se encontraria com a virgem bendita, com Ana e com outros bem-aventurados que não havia conhecido na terra. Embora alcance sua plenitude após a morte, essa intimidade entre os santos e seus admiradores fervorosos na terra começa já agora(idem,pag372)

    Um fenômeno de grande importância no período patrístico foi o surgimento e o desenvolvimento gradual da veneração dos santos, especialmente da bendita virgem Maria. Seu pleno florescimento e as definições formais que a sancionaram pertencem a períodos posteriores não cobertos por este livro, mas as etapas iniciais requerem um breve exame. No início de tudo, havia a devoção aos mártires, os heróis da fé que os cristãos consideravam já estarem na presença de Deus, gozando de glória aos olhos divinos. Em primeira instância, isso assumiu a forma de uma preservação reverente de suas relíquias e da celebração anual de seus “aniversários”. Uma vez que eles já estavam com Cristo na glória, daí até a busca da ajuda e das orações dos mártires era um pequeno passo(antes do seculo 3), e no terceiro século acumulam-se provas da crença no poder intercessório deles. Ao defender tal ponto de vista, Orígenes apelava para a comunhão dos santos, propondo a idéia de que a igreja no céu auxilia, com suas orações, a igreja na terra.(idem,374) Alguns indícios da doutrina da comunhão dos santos aparecem nos escritos de Hilário, como quando ele se refere à igreja “quer no sentido daquela que agora existe, quer com relação àquela que consiste nos santos que ainda virão a existir”. Niceta de Remesiana, seu contemporâneo, define expressamente a igreja como “a
    congregação de todos os santos”, declarando que um dos benefícios que os fiéis desfrutam nela é a “comunhão com os santos”, isto é, com os apóstolos, profetas, mártires e os justos de todas as épocas. Mas Hilário também tinha profunda consciência de que, em sua constituição presente, a igreja é uma sociedade mista que contém tanto pecadores (in ecclesia quidem manentes, sed ecclesiae disciplinam non tenentes) quanto homens bons. (idem,310)

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    1. Cara eu sei que você é o mesmo sujeito católico do comentário acima, eu até liberei esse seu comentário mesmo sendo um control c + control v da Enciclopédia Católica (e eu não permito cópias aqui), mas realmente, o que você pretende provar com isso? Você está apenas repetindo aquilo que eu SEMPRE disse, inclusive o que eu afirmei expressamente no meu livro "Os Pais da Igreja contra a Imortalidade da Alma", onde escrevo que a partir do momento em que os Pais do final do século II passaram a adotar a crença na imortalidade da alma, começou a surgir a crença de que essas almas lá do "além" estão intercedendo por nós. Nada nesse texto que você copiou da Enciclopédia Católica sem citar a fonte diz algo contrário a isso, muito pelo contrário, ela afirma explicitamente que:

      (a) "Um fenômeno de grande importância NO PERÍODO PATRÍSTICO foi o SURGIMENTO e o desenvolvimento GRADUAL da veneração dos santos..."

      Aqui já mostra que a crença na intercessão dos santos não vem da Bíblia ou da era apostólica, mas que SURGIU no PERÍODO PATRÍSTICO, e mesmo assim não foi tudo de uma vez só como na Igreja Romana atual, mas sim um desenvolvimento "GRADUAL", ou seja, aos poucos. A Igreja foi se corrompendo doutrinariamente aos poucos com o passar do tempo, isso é tudo que os protestantes sempre afirmaram, não sei de que forma esse trecho te favorece.

      (b) "...e no terceiro século acumulam-se provas da crença no poder intercessório deles"

      Só no terceiro século? Mas não era uma crença ensinada desde o século I diretamente por Jesus e pelos apóstolos?

      Sério mesmo, eu não entendi por que copiar aqui um trecho que só confirma tudo o que eu digo. Talvez tenha sido na intenção de me ajudar, mas eu não preciso (com todo o respeito). Vi que você copiou e colou um outro textão de uma página da internet, sinceramente eu nem li, não vou perder tempo com textos copiados que você não teve nem o trabalho de perder tempo produzindo, tenha personalidade e traga os seus próprios argumentos, já que eu tenho que perder tempo refutando por conta própria e digitando um monte de coisa enquanto você só precisa teclar "control c" e "control v" e finish.

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    2. O SURGIMENTO e DESENVOLVIMENTO GRADUAL da trindade se não se deu de inicio,porém não significava que estava em contraste com a escritura,o mesmo se ver com o desenvolvimento eucarístico que foi tornando-se solido a partir do terceiro seculos com nomenclaturas e um amadurecimento teológico daquilo que estava já contido na escritura e na tradição.Por exemplo as oraçãos aos mortos já existia em documentos antigos como didaque na qual se oferecia as oraçãos eucaristicas aos falecidos,porém com o passar do tempo surgiu de forma gradual aquilo que era de inicio existente,mesmo que de forma explicita.Outra comparação era a trindade que se desenvolveu gradualmente surgindo de uma discursão teólogica e estudado da tradição e da escritura para dá luz a doutrina santa do PAi do Filho e do Espirito santo em una comunhão.

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    3. Cara, pare de mentir. É sério, a quem você pensa que engana? "As orações aos mortos já existia em documentos antigos como didaque na qual se oferecia as orações eucaristicas aos falecidos". Eu já li a Didaquê várias vezes e por isso já sabia que isso era uma mentira descarada, mas só pra confirmar fui ler de novo e adivinha: não tem mesmo. O leitor interessado em averiguar a verdade por conta própria é só ler a Didaquê aqui:

      http://www.monergismo.com/textos/credos/didaque.htm

      Não apenas a oração pelos mortos não é mencionada na Didaquê, mas também nenhuma doutrina católica romana. Eu sei que com os leigos católicos com preguiça de pesquisar e ler você deve enganá-los muito bem (isso se você não for um dos enganados, que só sabe repetir o que te passaram sem jamais pesquisar na fonte), mas aqui você não engana ninguém. Tampouco sua analogia faz algum sentido, pois Tertuliano já usava o próprio termo "trindade" no segundo século, e Inácio no final do primeiro já falava da divindade de Cristo. O que os concílios fizeram foi sistematizar uma doutrina já existente, e não criar uma doutrina nova (como os dogmas católicos tardios).

      Mas eu não vou perder tempo debatendo nada com você porque já vi que é desonesto, inventou uma citação da Didaquê que não existe, pensa que aqui tem bobo que vai cair em qualquer pilantragem que você disser, aqui não é o que você pensa não. Fui ler o tal texto que você disse que não copiou, joguei no Google e adivinha: são exatamente OS MESMOS trechos citados ipsis litteris em um monte de site católico por aí. E ainda quer que eu acredite que você já leu JND Kelly, quando nem a Didaquê (que é muito menor) você leu (e caiu no conto do vigário).

      Vou fazer o seguinte: ou você admite que MENTIU sobre a Didaquê para tentar enganar os trouxas, ou não vou publicar mais nenhum comentário seu neste blog. Honestidade é o mínimo que se exige quando se discute qualquer assunto.

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    4. Anônimo escreveu: "...O SURGIMENTO e DESENVOLVIMENTO GRADUAL da trindade não se deu de inicio...".

      Se não for uma armadilha para atrair quem estava se abstendo de comentar, então essa foi a confissão de um católico das mais descaradas. O cara deve estar explodindo e pede ajuda.

      Tem mais alguma nesse estilo?

      Se não tem, então volte no ano que vem. Estou ocupadissimo com quatro pessoas: o Sr Ratzinger, o Pai, o Filho e o Espirito Santo.

      Amém!

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    5. Alom vc não crer na trindade né,mas vc nunca leu um livro de patristica,se tivesse lino perceberá que JEsus é Deus

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    6. O que você quer dizer? Como que Jesus é Deus? Que negócio é esse de Jesus de Nazaré ser Deus? Deus é o Pai! O filho não pode ser Deus. Que diacho vocês estão tentando dizer?

      Francamente! Nem Paulo dizendo em 1 Timóteo 2:5 que " há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo" os evangélicos acreditam.

      Um só Deus e um mediador entre esse UM SÓ DEUS e os homens. O mediador é Jesus Cristo. Ele não pode ser o UM SÓ DEUS do texto. Não existe dois Deus!

      CAIU A FICHA?

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    7. Estou curioso para saber o que vai sair sobre Ratzinger. Falta muita coisa, Alon?

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  7. Olá Lucas.
    Intrigante encontrar na patrística relatos sobre o dom de linguas. Cai por terra o mito que o pentecostalismo possui dois séculos.

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    1. Pois é, infelizmente ainda não havia nada sobre isso em português (pelo menos eu não encontrei nada no nosso idioma já produzido sobre isso senão de materiais cessacionistas), só em inglês você encontra alguns materiais sobre o tema.

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    2. Então, anônimo... Pelo menos diz-se que são relatos. Agora, se são ou não relatos, de fato, é outra história...

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  8. Lucas como você responde a esse vídeo dessa cara chato dizendo que o protestantismo foi um elemento revolucionário? e olhe que esse cidadão era evangélico e se converteu ao catolicismo em 2007
    www.youtube.com/watch?v=SZItGoE9vz0

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    1. Me desculpe mas eu não suporto olhar pra cada desse indivíduo, me dá asco. Se você conseguiu assistir o vídeo até o final me diga do que se trata, mas se é a mesma ladainha de sempre, de que "o protestantismo gera o ateísmo, o comunismo e blá blá blá", eu já refutei por completo aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/06/destruindo-todas-as-calunias-catolicas.html

      Abs.

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    2. Esses caras são muito ignorantes ou desonestos. Acho que as duas coisas.

      Partem do pressuposto de que antes do protestantismo surgir, somente existia no mundo cristão a Igreja católica Apostólica Romana. Ignoram completamente que a Igreja havia saído de um cisma com a Igreja Ortodoxa, no século 11.

      E mesmo dentro catolicismo é cheio de cismas e mudanças. Os católicos mais honestos admitem que a Igreja Católica de hoje não é a mesma de ontem. Passou por mudanças ou como ele diz no vídeo, "revoluções".

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  9. ótimo artigo, Lucas! Também aprovei a mudança!

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  10. Avalie: https://youtu.be/azaXpZfT078

    https://youtu.be/27uXsaowU4Q

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    1. Parece que você reenviou o mesmo comentário, eu respondi no outro mais abaixo.

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    2. Esse anônimo do avalie já encheu o saco. Meu caro, uma das maiores lições dadas ao mundo pelo protestantismo é a de que você deve avaliar e você mesmo deve chegar as conclusões. Algumas dúvidas mais cabeludas tudo bem perguntar para quem entende mais, como o Lucas e outros teólogos, mas ficar avalie, avalie, avalie, já encheu a minha paciência, imagine a do Lucas. Avalie um pouco você e caso tenha dúvidas, pergunte.

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    3. Não é pra tanto também, alguns vídeos são bons pra se assistir e eu aprendo com eles, o problema é só quando se passa muitos vídeos num mesmo dia, por isso eu combinei com ele de ser um vídeo por dia, o que pra mim está ok.

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  11. Mesmo assim tem que ter intérprete, se não tiver fale sozinho.

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    1. Sim, pra falar na igreja tem que ter intérprete. Eu escrevi sobre isso na parte final deste artigo mais antigo:

      http://apologiacrista.com/o-dom-de-linguas-uma-analise-de-1-corintios-14

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    2. Então por que nas igrejas pentencostais falam sem intérprete?

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    3. O Bispo Walter disse que fala em línguas, mas quando está sozinho.
      Eu pessoalmente não acho necessário.

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    4. Avalie: https://youtu.be/4ALWFNgVJyk
      https://youtu.be/vRJZ-naiLkk

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    5. "Então por que nas igrejas pentencostais falam sem intérprete?"

      As que fazem isso estão erradas ao agir assim, da mesma forma que as tradicionais estão erradas em negar o próprio dom em si. Eu também afirmo isso no artigo que linkei na resposta.

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    6. "O Bispo Walter disse que fala em línguas, mas quando está sozinho.
      Eu pessoalmente não acho necessário."

      Depende do que você chama de "necessário". Se é no sentido de "necessário para a salvação", eu concordo que falar em línguas não vai salvar ninguém, e deixar de falar também não vai levar ao inferno ninguém por si só. Mas se você disse no sentido de que falar em línguas é algo inútil ou sem razão aí discordo totalmente, pois Paulo mesmo dava graças a Deus por falar em línguas mais do que todos os coríntios (1Co 14:18), porque o dom de línguas serve para a edificação espiritual pessoal (1Co 14:4).

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    7. Necessário pro intelecto.

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    8. Avalie: https://youtu.be/azaXpZfT078

      https://youtu.be/27uXsaowU4Q

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    9. vai ter artigo sobre 1964.

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    10. "Avalie: https://youtu.be/azaXpZfT078"

      Achei o tom da pregação meio "bélico" demais, mas concordo com a mensagem que ele quis transmitir.

      "https://youtu.be/27uXsaowU4Q"

      Concordo totalmente com o que o bispo Walter McAlister diz neste vídeo, de fato na eternidade não haverá mais o "livre-arbítrio" como o conhecemos hoje.

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    11. "Vai ter artigo sobre 1964"

      Pra agora eu não tenho nada em mente, mas um dia quem sabe.

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  12. Lucas, você pretende fazer mais artigos sobre a monarquia?
    Gostei muito de seus artigos, porém isso foi só a ponta do iceberg tem muita coisa podre escondida debaixo desse movimento monarquista e gostaria que você fizesse mais artigos sobre o assunto, esse movimento monarquista precisa ser calado e desmascarado completamente.
    Abraços, Deus te abençoe e feliz 2018 para você, sua família, parentes, amigos e conhecidos.
    Ps: Vote consciente nesta eleição.

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    1. Pretendo fazer sim, mas há outros temas precisando ser escritos no momento, então um artigo sobre monarquia provavelmente só saia daqui algumas semanas ou meses. Deus lhe abençoe e feliz 2018 pra você também :)

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  13. Você é defensor da trindade? Como podemos conciliar a trindade com a Shemá Israel?

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    1. A trindade não nega que Deus é um, mas afirma que existe pluralidade nessa unidade (da mesma forma que a Igreja é uma, mas existem muitas comunidades diferentes e cristãos diferentes em vários locais do mundo incluídos nessa única Igreja espiritual). A crença trinitariana tradicional nunca foi de três deuses, ou de um Deus com três cabeças, mas de três pessoas participando de uma mesma e única natureza divina (por isso um Deus).

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  14. Lucas o cidadão disse que o protestantismo foi a maior causa,mas não a única de relativismo religioso ao ponto de quebrar segundo ele a aliança que Deus tinha feito a ICAR depois da rejeição dos judeus a Cristo e trazendo destruição a ORTODOXIA como por exemplo que várias denominações estão se dissolvendo completamente como os luteranos,presbiterianos,anglicanos com relação ao homossexualismo que até as igrejas luteranas estão aderindo a ideologia de gênero ao ponto de chamar Deus nas orações de mãe para não constranger a comunidade LGBT e outras denominações que vem surgindo com heresias antigas como o arianismo que estão aos poucos se proliferando no meio evangélico.Como responder a esses ataques dos católicos que estão se aproveitando ao máximo com relação a esses erros no meio protestante?e o sujeito ainda disse que a ICAR é o elo de salvação dos quais os protestantes quebraram negando todos os elementos de salvação divina imitando os judeus com práticas judaizantes.

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    1. Então são as mesmas coisas que eu refuto no artigo mesmo. Esse povo nunca muda o disco. Sem falar que a tal da "unidade cristã" já havia sido dissolvida cinco séculos antes da Reforma PELA PRÓPRIA IGREJA ROMANA, no Cisma de 1054 d.C. Ou seja, por este argumento estúpido, ele nem católico romano poderia ser, pois a ICAR já estava dividindo antes de Lutero nascer (e continuou dividindo depois, e é dividida até hoje em grupos internos que se matam internamente, sendo o tradicionalismo dele apenas uma dessas vertentes). E nunca que Deus colocou a ICAR no lugar de Israel, a Igreja não tem nada a ver com essa instituição romana, na verdade não tem a ver com instituição nenhuma, a Igreja não são placas e hierarquia mas cristãos que adoram a Deus em espírito e em verdade (esse foi o tema do último artigo meu no HC):

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/12/a-igreja-somos-nos-e-nao-uma.html

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  15. Lucas, muito bom essa mudança que tu fez no teu blog, Parabéns!!
    Agora uma curiosidade minha, tu falas em linguas, profetizas ou tem visões?

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    1. Obrigado!

      Não tenho nada disso ainda (talvez nunca tenha, mas gostaria de ter uma experiência um dia), mas vejo um lado positivo nisso, pois se eu já falasse em línguas poderiam dizer que eu só defendo essa doutrina pra favorecimento próprio ou pra me justificar (como se precisasse defender isso de qualquer jeito), e não por razões teológicas de fato, como eu defendo.

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  16. Oi Lucas,

    Escrevo para apoiá-lo na continuação do seu blog. Não há muito tempo me voltei para Jesus novamente, e comecei a estudar as escrituras por iniciativa própria, pois fiquei afastado da igreja evangélica por muito tempo por não aceitar alguns doutrinamentos e comportamentos de muitos membros.
    No entanto, neste tempo de afastamento eu cresci nos estudos acadêmicos e aprendi a metodologia científica. Neste sentido, eu encontro nos seus textos, conformidade com o entendimento que estou tendo das escrituras. Tenho melhorado na fé em Cristo e muitos dos seus textos me auxiliam no entendimento da Palavra. Obrigado e continue a realizar este trabalho, que creio ser um presente que Cristo lhe deu.

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    1. Obrigado, são palavras como essa que nos motivam a continuar escrevendo. Deus lhe abençoe!

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  17. Banzoli,

    Qual foi seu tema do mestrado? Já pensou em disponibilizá-lo para quem desejasse lê-lo?



    Abraço,
    Abraão.

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    1. O tema foi "A Bíblia e a Escravidão", e eu já publiquei em formato de livro no ano passado (está disponível na página dos livros, link abaixo).

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/01/o-mundo-era-melhor-antes.html

      Abs!

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    2. Banzoli,

      Valeu! Li outros livros de sua autoria; vou ler este.

      Abraço, que o Senhor continue lhe abençoando com sabedoria para continuar escrevendo e abençoando seus irmãos em Cristo.


      Abraão Modesto.

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  18. Lucas o dízimo é considerado também parte da adoração a Deus e se sim tem como mostrar mais claramente nas Escrituras?Abs!

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    1. Não entendo o dízimo como adoração, mas como doação, caridade e boas obras.

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  19. Lucas Israel como nação é considerado povo legítimo de Deus,ou essa condição passou a ser exclusiva da Igreja? será que Israel nação é povo de Deus no sentido de etnias?

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    1. Israel nunca deixou de ser o povo de Deus. Mesmo depois de rejeitarem a Cristo, Paulo diz que "Deus não rejeitou o SEU POVO" (Rm 11:2), falando claramente de Israel como nação (é só ler o capítulo completo). O que Israel deixou de ter foi o pacto ou aliança exclusiva com Deus que tinha antes, o qual passou à Igreja, mas Deus jamais abandonou Israel.

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  20. Lucas a semana passada conversando com um colega meu de trabalho que é católico,fiquei abismado com tanta bizarrice na argumentação do evangelho de João capítulo14.12 tentando me provar através de seu relativismo particular e de sua eisegese com sua falácia hermenêutica colocando na "boca do apóstolo"o que de fato ele não queria dizer que era sobre o culto aos santos.Eu simplesmente disse para ele que o verso 12 não diz nada sobre culto ou veneração aos santos,ou seja, é praticamente improvável culto aos santos no texto.Mas o verso 12 do texto de joão não é nem de longe para afirmar essa tal aberração romanista,mas que o texto fala em termos de extensão em continuidade num dado tempo,tempo de trabalho,ou seja, os discípulos de fato tiveram um tempo de trabalho maior que o de Jesus e alcançaram mais convertidos que o mestre durante sua vida, já que seu ministério foi de 3 anos e meio.Lucas um texto desse de acordo com seu contexto é de fácil entendimento,mas só que esse colega católico com sua mente cauterizada,robotizada disse o importante é o que a igreja diz e falei pra ele fale o que as Escrituras diz por que ela é o árbitro máximo de autoridade confiável, por isso que Jesus disse que as Escrituras não pode falhar e nem serem anuladas,mas os homens imperfeitos e falíveis sim como o papa ou qualquer pessoa...mas como sempre os tridentinos ignoram por que tem dificuldade de raciocinar.Isso me faz lembrar de Inácio de Loyola acredito que o branco que eu vejo é negro,se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado como você sempre fala.Lucas você já tinha visto uma interpretação dessa tão surreal de joão 14 dos católicos?e ainda diz que somos analfabetos afim de desqualificar o protestantismo não é verdade Banzoli?Abs!

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    1. Peço permissão para responder seu comentário a respeito dos malabarismos católicos.
      Seu colega é a amostra grátis de um típico ser humano zombificado e ignorante: esse próprio capítulo em poucos versículos antes afirma que a ÚNICA maneira de se chegar a Deus pai é através de Jesus. Ponto final, 2+2=4 e etc..... Isso para uma pessoa comum de mente pensante já bastaria, mas voce esta lidando com mais um subserviente religioso (porque tem o político também = esquerdista) fabricado dentro da seita católica. É daí para ladeira abaixo. E por experiência própria, depois de anos debatendo com essa espécime não há nada que me espante mais, e o "não há nada novo debaixo do sol" deveria ser o slogan da retórica dessa gente.


      "E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas."

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    2. Eles fazem isso com toda passagem que fala de milagres ou intercessões de pessoas vivas (por exemplo, com 1Tm 2:1, que diz para fazermos orações, intercessões e súplicas por todos os homens, e eles grotescamente concluem que este texto está falando da intercessão de gente morta, sendo que apenas quatro versos depois já diz que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens). Mas isso é apenas o fruto do desespero de uma teologia furada e fracassada: como eles não tem NENHUM texto que sequer chegue perto de afirmar as heresias que eles defendem, precisam desesperadamente ou atacar a Sola Scriptura, ou tentar distorcê-la, manipulá-la e pervertê-la a todo e a qualquer custo, com "interpretações" insanas e surreais que chegam a assustar qualquer pessoa com um mínimo de bom senso. Mas tem o lado bom também: pelo menos servem para nos divertir.

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  21. No caso das línguas estranhas, é possível que Deus de esse dom para uma pessoa que embora cristã, no conhecimento de Deus, não seja salva? Porque, por exemplo, na minha igreja existem pessoas do louvor que ficam falando em línguas estranhas no microfone (olha, eu não gosto disso, mas fazer o que né...igreja não é perfeita, mas entendo que está errado por conta daquilo que Paulo falou na Bíblia, pra que não fossem faladas línguas estranhas sem que houvesse intérprete...). Não estou dizendo que essas pessoas não tem a salvação, mas minha dúvida seria se é possível que Deus dê esse dom (línguas estranhas verdadeiras na perspectiva espiritual) e a pessoa que não seja íntegra? Tem casos também que eu tenho dúvida se são línguas estranhas ou se a pessoa tá fingindo como no caso desse vídeo patético (tem uma parte em que a mulher supostamente fala em línguas : https://www.youtube.com/watch?v=BJnGII5RV5Y
    Tipo assim...como uma pessoa idiota igual essa do vídeo vai falar em línguas?

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    1. Há três coisas a se considerar aqui. Primeiro, que de fato existem pessoas que falam em línguas apenas na pura falsidade, tentando imitar outras pessoas e repetir palavras sem sentido, algumas são literalmente ENSINADAS a falarem em línguas repetindo palavras, igual o padre Jonas ensina neste vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=NKdZ-0OHn1g

      Há outros que podem falar pelo demônio e não por Deus; se há pessoas que tem falsas visões, que são falsos profetas, que realizam milagres por poderes demoníacos e etc, eu não vejo por que pensar que com as línguas seria diferente, o diabo tem poder para falsificar esse dom também para quem o serve, por isso é importante estarmos no Senhor vivendo uma vida reta diante dEle para não corrermos o menor risco disso.

      E finalmente, cabe dizer que mesmo nos casos de pessoas que falam em línguas pelo Espírito Santo, isso não significa que a pessoa seja necessariamente santa ou correta, ela pode ter sido na época em que recebeu os dons, mas ter relaxado mais tarde e ainda assim continuar falando em línguas, pois a Bíblia diz que os dons de Deus são irrevogáveis (Rm 11:29). Por isso não podemos pensar de nenhuma maneira que uma pessoa que fala em línguas é mais santa, mais correta ou mais espiritual do que alguém que não fala (dependendo dos casos, pode ser o contrário).

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  22. Olá Lucas.
    Sempre que posso leio seus artigos, gostei desse muito objetivo. Os reformados sempre se gabando e afirmando que o dom de línguas foi algo apenas usado pelos apóstolos e não mais em nossa era.
    Louvo a Deus pelo seu empenho em disponibilizar esse conteúdo.
    Deus abençoe.

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    1. Obrigado Willa, Deus lhe abençoe igualmente!

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  23. Banzoli,

    Li seu artigo no dia em que foi publicado, mas apenas depois me lembrei de algo interessante.
    Recordei-me que os que se intitulam Reformados, em sua maioria, afirmam que o dom de línguas e outros cessaram há muito tempo.

    Contudo esses que acreditam na cessação dos dons creem que "alguns poucos" tiveram um certo grau de experiência espiritual que outros não tiveram. Ex: muitos creem que os Puritanos tinham as "contemplações", ou seja, eles tinham visões e outras experiências sobrenaturais oriundas do Espírito Santo; chegando a acreditar que (se não me falha a memória Jonathan Edwards) um deles chegou a "contemplar" Cristo assentado no céu ao lado de Deus. Mas tal fato só foi descoberto tempos depois de sua morte ao lerem seu diário; também da pregação "Pecadores nas mãos de um Deus irado", onde as pessoas que ouviram este sermão viram o rosto do pregador como de um anjo e alguns chegaram mesmo a terem visões do inferno... Neste caso quando a experiência é de um Reformado ela existe, quando é de um Pentecostal ou outro cristão não reformado ela é um fenômeno psíquico, uma invenção... isso para mim nada mais é que: seletividade convencional.

    Belo artigo, Deus continue a lhe abençoar.


    Abraço,
    Abraão Modesto.

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    1. Pois é, se cessou cessou e pronto, não tem que ter essa de abrir exceção para nomes de peso admirados entre os reformados. Infelizmente sabemos que parte desses que ridicularizam o dom de línguas pentecostal não é nem por razões bíblicas ou teológicas, mas apenas por preconceito com os pentecostais mesmo, dos quais gostam de rebaixar e debochar.

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  24. O que acha dessas línguas falada nas Assembleias de Deus?Você acha que é possível Deus usar nesse contexto onde todos falam ao mesmo tempo?

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    1. Falar todos ao mesmo tempo numa reunião é errado, mas isso não significa que não seja o Espírito falando em línguas através daquelas pessoas. Deus dá os dons, esses dons são irrevogáveis (Rm 11:29), mas a forma que a pessoa decidirá usar esse dom é de responsabilidade dela, não de Deus. Por exemplo, alguém pode receber o dom de línguas e nem usar, ficar a vida toda sem falar em línguas, outros podem receber o dom e usá-lo errado publicamente, outros podem receber dom de profecia mas cobrar ($$$) para dar profecias na igreja, outros podem receber dons de cura mas usá-lo para a vanglória própria, e assim por diante. A parte de Deus é distribuir os dons, a nossa parte é usá-los adequadamente.

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  25. Lucas o que o maniqueísmo,os marcianos e os patrícios acreditavam?essas 3 correntes eram GNÓSTICAS?

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    1. Os maniqueus eram gnósticos, os marcionitas eram gnósticos em partes (mas não totalmente), e quanto aos patrícios eu desconheço.

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  26. Banzoli você acredita mesmo que os apóstolos falavam essas línguas desconexas dos pentecostais que ninguém entende nada?você não acha que essas línguas se refere as línguas de nações e não fora delas e ainda mais com interprete?pois eu sou da assembleia e não acredito nessas línguas e sim conforme está escrito no seu sentido original que é GLOSSOLALIA.

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    1. "Banzoli você acredita mesmo que os apóstolos falavam essas línguas desconexas dos pentecostais que ninguém entende nada?"

      Mas é justamente assim que Paulo define o dom de línguas:

      "Pois quem fala em língua não fala aos homens, mas a Deus. De fato, NINGUÉM O ENTENDE; em espírito fala mistérios" (1 Coríntios 14:2)

      Você atrela sua descrença em relação ao dom de línguas por serem línguas que "ninguém entende nada", mas é JUSTAMENTE NISSO que consiste as línguas que Paulo escreve em 1Co 14 - "NINGUÉM O ENTENDE e em espírito fala mistérios". Ou seja, o fato de ninguém entender nada deveria ser um argumento em favor do dom de línguas pentecostal, e não contra.

      "você não acha que essas línguas se refere as línguas de nações e não fora delas e ainda mais com interprete?"

      Lógico que não, isso já foi refutado aqui:

      http://apologiacrista.com/o-dom-de-linguas-uma-analise-de-1-corintios-14

      E aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/12/o-dom-de-linguas-e-um-sinal-para-os.html

      Além disso, pra que serviria um intérprete se a pessoa JÁ ESTARIA FALANDO NA LÍNGUA DO ESTRANGEIRO? Isso seria o mesmo que chover no molhado. Deus me dá o dom de línguas no sentido de falar em alemão para um alemão, então eu vou para a Alemanha e falo em alemão com um alemão, por que eu precisaria de um intérprete??? O intérprete só se faz necessário justamente pelo dom de línguas bíblico NÃO consistir nisso aí.

      "pois eu sou da assembleia e não acredito nessas línguas e sim conforme está escrito no seu sentido original que é GLOSSOLALIA"

      O que isso tem a ver? "Glossolalia" é o significado grego para "línguas", é o contexto que vai definir no que essas línguas consistem, o termo por si só não implica nem em línguas humanas, nem em línguas angelicais ou sobrenaturais.

      Abs.

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