5 de junho de 2018

112 Por que Deus não nos criou direto no Céu, sem a possibilidade de pecar?



Em meu artigo anterior abordei a questão se teremos livre-arbítrio na eternidade, e a resposta (atenção: spoiler!) foi que sim. Mas de que modo teremos livre-arbítrio para sempre, se não poderemos mais pecar? Isso eu respondi mostrando exemplos práticos e textos bíblicos que nos deixam claro que na eternidade nós não sentiremos absolutamente vontade nenhuma de pecar, o que inviabilizará inteiramente as chances de incorrermos em algum pecado. O raciocínio é um pouco extenso e não tão simplista assim, por isso se você está lendo este artigo sem ter lido antes o anterior, faça questão de ler o outro artigo antes de continuar lendo este aqui.


Agora vamos ao tema deste, que é diretamente associado a uma problemática levantada pelo anterior, que eu tinha certeza que viria e que de fato veio nos comentários. A questão é basicamente a seguinte: se na eternidade o problema do pecado e do mal será completamente superado se retirando inteiramente qualquer mínima vontade ou inclinação ao pecado, então por que Deus já não nos criou exatamente assim desde o primeiro momento? Em outras palavras, por que abriu a Adão e Eva a possibilidade de se afastarem dEle, de conhecerem o pecado e de sucumbirem ao mal?

Note que esta questão está diretamente atrelada à do artigo anterior, pois Eva tinha desejo pelo fruto proibido, desejo este que não sentiremos mais na eternidade ao lado de Deus:

“Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também” (Gênesis 3:6)

Observe que para Eva aquele fruto lhe parecia agradável, atraente e desejável. Por isso ela se sentiu tentada a comer o fruto, a despeito da proibição divina. Isso é precisamente o contrário do que afirmei sobre como será na eternidade, pois na eternidade não teremos o menor desejo de desobedecer a Deus. Então a grande questão aqui é: por que Deus permitiu que Eva sentisse desejo pelo pecado viabilizando sua queda, se poderia simplesmente ter tirado qualquer desejo prévio e agido com ela da mesma forma que agirá com os salvos na eternidade?

Para começar a entender o porquê, será preciso regressar um pouco a coisas que elenquei em meu artigo refutando a tese da amnésia celestial. Ali eu escrevi algumas coisas que se aplicam muito bem ao tema deste presente artigo:

Outro problema tem a ver com o próprio sacrifício de Cristo em nosso favor. Se não nos lembraremos de nada, então não nos lembraremos nem mesmo de que Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para morrer por nós em nosso lugar. O sacrifício seria vão. Ninguém se lembraria dele. Mesmo se Deus no Céu dissesse “meus filhos, Jesus morreu por vocês”, ninguém jamais teria a real dimensão de tudo o que isso significou de fato. Como na eternidade não sentiremos dor nem tristeza, jamais compreenderíamos o quanto Jesus sofreu por nós. Não saberíamos sequer o que é sofrer, o que é uma lágrima derramada, um coração partido, um golpe na face, uma cruz para carregar.

De fato, é o sofrimento que nos leva a dar valor ao prazer, é a tristeza que nos faz valorizar os momentos alegres, é a guerra que nos faz valorizar a paz, são as doenças que nos fazem valorizar a saúde, é a desgraça que nos faz saber o que é graça, são todos os maus momentos na nossa vida que tornarão tão importante e indescritível a sensação de estar habitando em um corpo imortal e incorruptível, não mais sujeito a qualquer uma das mazelas que passamos na vida passada.

Se o propósito de Deus fosse apagar a nossa memória como em Matrix, lhe teria sido muito mais simples e lógico ter nos criado direto no Céu, direto em um corpo incorruptível e não sujeito ao pecado, à mortalidade e a tudo o que permite o mal existir hoje. Mas assim a percepção que teríamos de graça, amor e misericórdia de Deus seria tão diferente que não saberíamos nem valorizar tudo o que Deus fez por nós, e muito menos dar valor à nossa condição celestial reformada de toda mancha de pecado e dor.

Releia o trecho e reflita nisso, pois é muito importante. Imagine um mundo em que Deus nos cria direto no cenário em que estaremos na ressurreição: um corpo perfeito e incapaz de sofrer qualquer tipo de dor emocional ou física, em um mundo maravilhosamente perfeito sem qualquer mancha de pecado, de mal ou de imperfeições de qualquer natureza. Você certamente iria adorar viver nesse corpo e desfrutar deste novo mundo, mas isso está em grande parte atrelado ao fato de que você sabe a diferença gritante que é para esta vida presente em que vivemos. É este contraste formidável entre essa vida presente e a vida futura que tornará a vida futura tão extraordinária.

Deixe-me dar alguns exemplos para ilustrar o ponto. Imagine um índio de alguma tribo que jamais teve contato com a civilização e o mundo externo. Onde todos estão isolados do contato com qualquer tipo de tecnologia por mais simples que seja. Onde precisam sair e caçar todos os dias para sobreviver, onde não há remédios para curar as doenças, onde não há muitas formas de entretenimento ou diversão, onde não há roupa suficiente para proteger do frio e da chuva forte, e assim por diante. Apesar disso tudo, eu aposto que se você pedir para eles darem uma nota de zero a dez para a vida que desfrutam, a média com certeza não ficaria muito longe da que qualquer um de nós daríamos para as nossas próprias vidas.

Um índio desses não vai sentir falta de televisão, porque ele nunca teve. Não vai sentir falta de computador, porque ele nem sabe o que é isso. Não vai sentir falta de automóveis, porque nunca viu um. Não vai sentir falta de roupas de grife e casacos de pele, porque se acostumou com o tipo de vestimenta rudimentar que sempre teve. Ele não vai sentir falta de quase nada, porque nunca teve essas coisas. Até mesmo doenças que na sociedade moderna seriam curadas facilmente pela medicina e que na deles pode culminar na morte de um ente querido seria administrada de um modo bem mais natural, pois já estariam habituados com a dura e triste realidade da morte, muito mais do que nós.

Agora imagine que certo dia um índio dessa tribo acaba se perdendo no caminho e é achado por um grupo de homens brancos que o levam para a sua cidade, onde o índio se depara com uma série de coisas que são absolutamente normais para nós, mas que para ele serão absolutamente incríveis e deslumbrantes. Tudo aquilo que ele nem sonhava que existia ele não apenas vê, mas pode usar, desfrutar, contemplar, curtir. Ele joga futebol, vai à final da Champions para ver o Bale fazer gol de bicicleta e o Sergio Ramos dar um golpe de judô no Salah, assiste os Vingadores Guerra Infinita no cinema e (atenção: spoiler!) vê o Thanos matando geral, come alimentos gostosos que ele nunca pensou em saborear, voa na primeira classe de um avião enquanto admira a terra lá de cima, descobre o infinito e esquisito mundo da internet, se veste com as melhores roupas, e quando fica doente toma alguns medicamentos que o fazem ficar bem em poucos minutos em relação a alguma coisa que sofreria por meses onde morava.

Mas então acontece o inesperado: militantes do PSTU protestam contra o fato do índio estar fora do seu habitat natural e conseguem exigir que o índio volte para a sua tribo a fim de não haver qualquer tipo de “apropriação cultural”. Contra a sua vontade, o índio é obrigado a voltar para a sua tribo, retornando às mesmas limitações de antes. Então tudo aquilo que ele sentia pouca ou nenhuma falta pelo fato de não conhecer, agora ele sente uma enorme ausência. Agora que ele já descobriu algo que é muito melhor, ele não mais se satisfaz com o pouco de antes da mesma forma que antes.

O ponto aqui é que as coisas que temos hoje, por mais incríveis que sejam, são consideradas apenas “normais” por nós que vivemos desde cedo com elas. Nem o computador, nem a televisão, nem a energia elétrica, nem os automóveis, nem qualquer coisa que a tecnologia moderna tenha nos dado nos traz um senso de “extraordinário”, como ocorre com o índio da analogia. Nós já estamos habituados com este padrão, e o índio não. O que causa a sensação de extraordinário é o contraste entre a vida que tinha e a que tem. É o mesmo que ocorreria conosco se fôssemos passar um final de semana no Caribe em um hotel cinco estrelas podendo gastar o quanto quiser, mas provavelmente a sensação é menor para alguém que sempre foi ricaço e que desde o nascimento teve tudo do bom e do melhor no Caribe, e que passaria mais um final de semana por lá.

Há um velho ditado que diz que “sem dor, não tem valor”. Nós costumamos dar muito mais valor para as coisas que conseguimos com muito suor, dificuldade e trabalho árduo, do que para aquelas coisas que conseguimos de mão beijada. Se nascêssemos direto na dimensão perfeita do Paraíso na nova terra, provavelmente o nosso “senso de extraordinário” seria muito menos impactante do que será para nós na eternidade, após termos passado por tanta luta e sofrimento nesta vida, e termos aguentado tudo com perseverança e fé. Saber o quão ruim é habitar em um corpo corruptível e em um mundo que jaz no maligno servirá para valorizarmos o novo corpo incorruptível e a nova vida imortal.

Mas não é só por isso. Sem o estado atual das coisas, nós não poderíamos dizer “sim” para Deus sem que isso fosse uma resposta automática e natural. Porque, como eu disse, na eternidade o “sim” será para onde toda a nossa vontade estará inclinada, de tal modo que não haverá realmente algum confronto interno que possa ser chamado de “tentação”. Ao nos colocar em um mundo onde temos vontades diversas e inclinadas para um lado e para o outro, Deus nos dá a oportunidade de fazer o que jamais poderíamos fazer apropriadamente em um mundo perfeito na eternidade: mostrar o quanto amamos a Deus e o quanto vale a pena sacrificar certas coisas para estar com Ele para sempre.

É por isso que Deus diz que “eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” (2Co 6:2). O “aqui agora” é o único tempo oportuno em que podemos nos inclinar para Deus sem que essa inclinação já não seja algo natural e fácil, como em um piloto automático. Um mundo onde todos fossem criados perfeitos no Céu e assim mantidos por toda a eternidade é muito diferente de um mundo em que podemos dizer “sim” ou “não” para Deus e apenas os provados e aprovados são aceitos. Foi por isso que até os anjos tiveram essa oportunidade de escolher, quando uma parte decidiu seguir o anjo rebelde e a outra parte se manteve fiel. 

Há uma série de coisas que são extremamente importantes na maturidade cristã, mas que serão totalmente dispensáveis na eternidade, como, por exemplo, a fé, a perseverança e o altruísmo. Não teremos mais fé porque Deus não será algo em que cremos, mas que sabemos que existe. Da mesma forma que você não tem “fé” na existência do seu pai ou do seu irmão, você não mais terá fé em Deus, com quem conviverá pessoalmente por toda a eternidade. Também não teremos como perseverar, porque não teremos tribulações ou sofrimentos pela frente que nos exijam a perseverança. Por fim, não teremos como ser altruístas, não apenas porque o altruísmo seria uma virtude intrínseca ao nosso ser, mas porque não haverá ninguém mal na vida eterna a ponto de necessitar da ajuda de outra pessoa.

Aqui destaquei apenas estes três aspectos, dos mais importantes na vida cristã, e que serão dispensáveis na eternidade. Alguém que já nascesse direto na vida eterna provavelmente nem saberia o que são essas coisas, e, no entanto, elas fazem parte do que há de mais crucial na jornada cristã na terra. São coisas que só poderiam ser praticadas e desenvolvidas em um mundo onde existe pecado e mal, os quais por sua vez existem para nos provar e nos tornar pessoas mais maduras e aperfeiçoadas. Dificilmente aprendemos alguma coisa através de sucessos, mas aprendemos muito nas derrotas, nos fracassos e nas dificuldades que temos na vida.

Finalmente, e provavelmente o mais importante de tudo: se o mal e o pecado nunca tivessem entrado no mundo, Deus jamais poderia manifestar todo o seu amor por nós da forma que fez. Ele não teria enviado seu Filho unigênito a um mundo que não precisasse de redenção. Mesmo que fizesse isso, ninguém entenderia o quão doloroso e sacrificial foi, pois não saberíamos o que é sofrer dor emocional e física, como sabemos hoje que Jesus sentiu, porque nós também sentimos em menor intensidade. Deus poderia ter deixado o mundo sem redenção, mas assim conseguiu provar o seu amor por nós e demonstrar o quanto se importa de uma maneira que não poderia ser feita em um mundo ideal e perfeito.

Passar a eternidade com Deus sem nunca ter sido testado ou colocado à prova a fim de comprovar fidelidade não seria a mesma coisa e nem a mesma sensação de passar a eternidade com Ele tendo a consciência do quão difícil foi ter trilhado o caminho até ali e do quão grandioso, bondoso e misericordioso foi Deus que, em sua infinita misericórdia e graça, nos perdoou de pecados terríveis, cujo perdão certamente não merecíamos. Por pior que seja a vida atual, é ela que nos mostra a grandeza da graça de Deus de um modo que dificilmente ficaria claro se fôssemos criados direto no mundo perfeito.

É por essas e outras razões que eu entendo que Deus deu à humanidade a possibilidade de escolher entre o bem e o mal em igualdade de condições que fatalmente resultaria na entrada do pecado em um mundo imperfeito, em vez de ter nos criado direto no novo mundo onde nossas inclinações serão inteiramente boas sem nenhuma fração voltada para o mal. Certamente não foi uma decisão fácil, mas Deus, em sua infinita sabedoria, sabia o que era o melhor no final das contas, pois os poucos anos que passamos nesta vida entre alegria e tristezas não serão nada comparados a um peso eterno de glória que desfrutaremos para todo o sempre.

“Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2ª Coríntios 4:16-18)

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Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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112 comentários:

  1. Lucas, O diabo já existia antes da criação do Éden ou todos foram criados juntos?

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    1. Se o diabo tentou Eva no jardim através da serpente, é porque ele já havia caído antes disso, mas exatamente o quanto antes nós não sabemos.

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    2. Então a queda do homem é posterior à queda de satanás?

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    3. Olá, peço licença pra entrar no assunto. Meu amigo tem uma teoria que diz que o homem foi criado enquanto o Diabo ainda NÃO tinha caído, e que quando ele caiu, o homem já estava vivendo aqui na Terra, acontece que enquanto estava havendo a batalha no céu entre os anjos fiéis e os que tinham se rebelado, o próprio Lucifer, que já sabia que não tinha chance contra Deus, resolveu vir aqui na Terra antes da batalha ter terminado para tentar o homem, fazer o pecado entrar no mundo, e assim, já que ele teria transformado a Terra num lugar ruim e rebelado como ele é, teria arranjado um escape da punição imediata ao inferno e passaria a "reinar" sobre a Terra. É claro que Deus não deixaria de punir o Diabo por isso, mas desse jeito Satanás ganharia mais tempo e ainda por cima atingiria a criação que Deus tanto amava, ofendendo a Deus. Desde que meu amigo me apresentou essa teoria eu passei a prestar bastante atenção nela, pois eu não acho que antes do universo ter sido criado o Diabo já tinha caído, afinal, se ele já tinha caído então porque não foi punido de uma vez? Porque Deus ainda criaria a Terra e nos deixaria sujeitos ao perigo da tentação da serpente? Lembrando que isso é só teoria, pode estar totalmente errada. Quero aproveitar pra fazer uma pergunta, quanto tempo vocês acham que Adão e Eva ficaram no Jardim até comerem o fruto? Algumas horas, dias, talvez mais de uma semana?

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    4. Essa teoria é possível sim. Sobre o tempo em que Adão e Eva ficaram no Jardim até a Queda, isso o Gênesis não esclarece. Não encontrei nenhum texto que dissesse ou deixasse a entender quanto tempo se passou. Se alguém encontrou, fique à vontade para passar aqui.

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  2. Seus argumentos são quase os mesmos dos calvinistas. Algo quase que planejado por Deus. Os calvinistas dizem que o pecado e o mal de um modo geral servem pra glória de Deus; que se não existisse pecado Jesus não teria vindo morrer por nós, e que, com o pecado, Jesus veio, se sacrificou por nós e no final das contas Deus é glorificado. Ou seja, Deus planejou tudo, para que no final Ele fosse glorificado. Se Deus permitiu o pecado e o mal para futuramente darmos um maior valor a nova vida restaurada, e sermos mais gratos a Deus pela nossa salvação, na minha opinião isso está beirando o determinismo. Está a poucos metros do determinismo. Se Deus permitiu o pecado e o mal para no final termos uma maior consciência do seu amor e de sua grandeza, então Deus é conivente com o pecado e o mal. Deus é cúmplice. Como que Deus prefere ver, por exemplo, um bebê sendo estuprado e um idoso sendo espancado, do que termos um sentimento de gratidão a Ele um pouco menor do que teremos com a existência do mal? Isso não entra na minha cabeça. Tô confuso e preocupado, cara. Será que Deus é tão amoroso mesmo? Eu não sei mais o que pensar.

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    1. É engraçado, no meu artigo anterior (que nada mais é do que a primeira parte deste) eu fui acusado de ter sido arminiano, e agora estou sendo acusado de ter sido “calvinista”. Enfim, alguns pontos a considerar aqui:

      1) Isso não tem nada de determinismo porque ninguém aqui disse que Deus determinou os pecados que ocorreriam, mas apenas que ele possibilitou que o pecado entrasse no mundo. Já a quantidade de pecados ou a gravidade dos mesmos depende do bom ou mau uso do livre-arbítrio, e não como se Deus estivesse lá determinando cada ato mau que existe no mundo, como esses que você citou como exemplo. Se eu tivesse um filho que insistisse muito em sair para uma balada numa noite e eu após muitas admoestações e orientações fosse ignorado e permitisse que ele saísse por respeitar seu livre-arbítrio e para que ele aprenda as consequências práticas da desobediência, eu seria o responsável apenas pela permissão, e não por qualquer coisa que ele viesse a fazer de errado ou que tivesse que arcar com as consequências no futuro. Isso seria da conta dele, da liberdade dele, das opções dele, e não como se eu o tivesse forçado a errar e a praticar o mal.

      2) Dizer que a única razão pela qual Deus permitiu a entrada do pecado no mundo foi para glorificá-lo é um reducionismo gritante, basta ler o artigo para ver as outras múltiplas razões elencadas, fora outras que poderia acrescentar.

      3) Qualquer sofrimento que uma pessoa passe nessa vida não é NADA em comparado a uma eternidade de paz, glória e felicidade com Deus. Nós estamos habituados a pensar o oposto porque vivemos esta vida e ainda não conhecemos a próxima, mas a eternidade é um tempo incomparavelmente superior aos poucos anos que passamos nesta terra durante esta vida, na qual temos felicidades e tristezas, e muitas vezes somos responsáveis pelas tristezas. Por analogia, seria como se eu te colocasse na pior masmorra do mundo durante dez segundos, e depois você ficaria livre e viveria o resto da vida no Caribe sendo um bilionário e tendo tudo o que quiser. Por certo diante disso você mal se importaria com os dez segundos na masmorra, que são nada em comparado com as décadas que teria depois. Pois bem, os nossos 70 anos (ou mais, ou menos) de vida que temos hoje são menos do que os dez segundos da analogia, se comparados diante da eternidade que nos espera.

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    2. Excelentes artigos e comentários. Mas tenho que admitir, esse assunto é muito complicado. Se fizer essa analogia da masmorra, por exemplo, com estupro e depois perguntar à vítima ou aos pais dela se "valeu a pena" ter passado por isso para depois ficar de boa (e confrontados com a possibilidade dela poder nunca ter passado por isso), ouso dizer que a maioria responderia com um "NÃO". E isso porque dei o exemplo de uma situação única. Existem casos ainda piores, como escravos sexuais, fontes de órgãos, e a lista segue...

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    3. Pois é. Se eu ganhar apenas R$ 500,00 por mês e alguém me oferecer R$ 1.000.000,00, contanto que eu deixe alguém cortar todos os meus dedos sem anestesia, prefiro ganhar apenas os R$ 500,00 por mês.

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    4. Paulo não sofreu estupro (até onde sabemos), mas foi apedrejado duas vezes, sofreu naufrágio várias vezes, foi espancado em diversas ocasiões, perseguido, passou fome, frio, viveu em uma época em que as condições já eram precárias, foi traído até por irmãos na fé, cinco vezes sofreu 39 açoites dos judeus, foi preso em prisões muito piores que as dos dias de hoje (onde ele estava amarrado) e mesmo assim disse isso:

      “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2ª Coríntios 4:16-18)

      O ponto em questão que levava Paulo a dizer que suas tribulações eram "leves e momentâneas", apesar de serem muito mais pesadas do que as de 99% das pessoas dos dias atuais, era porque ele não avaliava apenas o sofrimento em si, mas COMPARAVA lado a lado com a eternidade, diante da qual esses sofrimentos eram insignificantes e ínfimos. Nem todo mundo vai conseguir pensar assim; afinal, nem todo mundo crê que ao menos exista Deus ou vida eterna, e muitos que creem não vivem de acordo com este propósito ou com essa mentalidade. Mas para aqueles que estiverem no Paraíso, isso terá ficado perfeitamente claro, bem como a importância de ter havido um mundo com possibilidade de queda pelas razões que expus no artigo.

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    5. "Pois é. Se eu ganhar apenas R$ 500,00 por mês e alguém me oferecer R$ 1.000.000,00, contanto que eu deixe alguém cortar todos os meus dedos sem anestesia, prefiro ganhar apenas os R$ 500,00 por mês"

      A analogia é completamente estúpida. Se o "cortar os dedos sem anestesia" representa os sofrimentos que passamos durante a vida, você sequer continuaria vivendo, já teria se matado há muito tempo, ninguém te impediu disso. Você (e até mesmo a maioria dos ateus, que nem mesmo creem em vida eterna) continua vivendo porque sabe que mesmo considerado apenas esta presente vida há mais momentos bons do que ruins, portanto ela COMPENSA ser vivida. E ainda tem toda a eternidade de bônus para aqueles que forem fieis a Deus.

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    6. Há situações em que a dor emocional é tão terrível quanto a dor física (ou até pior). Saber que poderíamos estar vivendo bem no jardim do Éden, sem tanta coisa ruim acontecendo mo mundo, é deprimente. Se por acaso fosse pra sofrermos mesmo, Deus poderia controlar a situação, de modo que o sofrimento não fosse tão ruim. Por exemplo, a criança lá na África que passa a vida toda na miséria. Todo dia naquela situação miserável. Emagrece, cria feridas, cria germes, vai apodrecendo aos poucos... até morrer. O sofrimento dela poderia ter sido menor. Bastava Deus fazer assim, caso quisesse.

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    7. Ninguém passa a vida toda morrendo de fome sem ter o que comer. Geralmente após 30 dias sem comer a pessoa já morre. O recorde é 50 dias:

      https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/por-quanto-tempo-podemos-sobreviver-sem-comer-veja-casos,c718aaccde6da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

      Se todo mundo na África estivesse morrendo de fome as crianças jamais conseguiriam crescer, chegarem à idade adulta, se relacionarem, formarem um casal, terem mais filhos e assim por diante. As cidades simplesmente ficariam abandonadas sem ter ninguém para morar nelas, com todos mortos. Infelizmente há muita distorção e desinformação quando se trata da fome na África, como se fosse uma coisa generalizada onde ninguém tem nada pra comer. Se fosse assim nem os missionários cristãos que vão à África para evangelizar conseguiriam voltar de lá. Há fome sim, mas não desse jeito, e se chegar ao nível caótico a pessoa não fica por anos sofrendo como você disse, em um mês já morre. Inclusive a própria criança da famosa foto do abutre sobreviveu, chegou à idade adulta e não morreu de fome:

      https://www.jn.pt/media/interior/crianca-sobreviveu-ao-abutre-fotografo-sucumbiu-a-dor-1789058.html

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    8. Se eu tivesse meus dedos cortados sem anestesia eu me mataria? De onde você tirou isso? Se você achou um exagero, então o que dizer de pessoas que tiveram acidentes horríveis, onde fraturaram vários membros do corpo, como braços, pernas, etc? E nem por isso essas pessoas se matam. Eu não estou dizendo que todos os sofrimentos geram dores como de ter os dedos cortados. Citei isso apenas porque existem casos em que a dor, seja física ou emocional, são terríveis. O que eu quis dizer é que passar por sofrimentos terríveis para passar por momentos bons no futuro nem sempre é algo que as pessoas querem. É algo que não vale a pena. Você diz que minha analogia foi estúpida, mas você compara os sofrimentos dessa vida com passar dez segundos em uma masmorra. Nossa! Que "bela" analogia. Diga isso pra pessoas que foram eletrocutadas e teve a maior parte do corpo queimado. Ou pra pessoas que foram espancadas cruelmente, chegando quase a morrer. Ter os dedos cortados sem anestesia é algo que causa uma dor extrema, e por isso representa melhor os sofrimentos dessa vida, do que passar dez segundos em uma masmorra. Isso sim é uma analogia completamente estúpida.

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    9. "Se eu tivesse meus dedos cortados sem anestesia eu me mataria? De onde você tirou isso?"

      De onde foi que você tirou que eu afirmei que você se mataria? O que eu disse foi justamente o contrário, que você não se mataria (provavelmente), justamente porque apesar dos males que temos na vida ela em si permanece tendo mais bons do que maus momentos que justificam o fato de preferirmos continuar vivendo.

      "Se você achou um exagero, então o que dizer de pessoas que tiveram acidentes horríveis, onde fraturaram vários membros do corpo, como braços, pernas, etc?"

      E quantas dessas pessoas preferem perder a vida? Ninguém as obrigou a viver, ou melhor dizendo, a continuar vivendo. A maioria decide continuar porque sabe que mesmo com o acidente horrível a vida em si permanece sendo vantajosa de se viver. Inclusive você deveria aprender um pouco com esse carinha aqui:

      https://www.youtube.com/watch?v=HedAK8oUxIE

      "Eu não estou dizendo que todos os sofrimentos geram dores como de ter os dedos cortados"

      Não me diga.

      "Citei isso apenas porque existem casos em que a dor, seja física ou emocional, são terríveis"

      E mesmo assim as pessoas preferem continuar vivendo. Porque viver é simplesmente COMPENSADOR, lucrativo, a despeito de todos os males que possamos passar, e que de fato passamos.

      "O que eu quis dizer é que passar por sofrimentos terríveis para passar por momentos bons no futuro nem sempre é algo que as pessoas querem"

      Ninguém disse que "as pessoas querem". Nenhum sofrimento é bom no momento para a pessoa que está passando, mas muitas vezes mais tarde refletimos e vemos que de certa forma foi útil para o nosso aperfeiçoamento e amadurecimento pessoal. Eu mesmo poderia citar muitos casos assim da minha vida, mas não vou entrar no mérito porque não vale a pena abrir a minha vida pessoal a você.

      "Você diz que minha analogia foi estúpida, mas você compara os sofrimentos dessa vida com passar dez segundos em uma masmorra. Nossa! Que "bela" analogia"

      Ou você é burro ou não entendeu ou é desonesto mesmo. Eu não comparei os dez segundos com esta vida porque é óbvio que os sofrimentos desta vida são maiores que apenas dez segundos, eu comparei os dez segundos COM TODA A ETERNIDADE que passaremos com Deus. E sim, COMPARADO À ETERNIDADE, os sofrimentos que temos nessa vida representam 0,0000000000000000000000000000000000001% do montante total, muito menos que os 10 segundos comparados a 70 anos. Mas não sou eu quem vou ficar explicando matemática básica aqui.

      "Diga isso pra pessoas que foram eletrocutadas e teve a maior parte do corpo queimado"

      Desculpe, não conheço nenhuma, se eu encontrar eu falo.

      "Ou pra pessoas que foram espancadas cruelmente, chegando quase a morrer"

      Paulo foi espancado dessa forma VÁRIAS vezes e mesmo assim disse que suas tribulações eram leves e momentâneas COMPARADAS À ETERNIDADE. É como eu já disse e volto a repetir, você tem que pesar isso com a eternidade, não apenas com a própria existência terrena, como se fosse um ateu materialista.

      "Ter os dedos cortados sem anestesia é algo que causa uma dor extrema, e por isso representa melhor os sofrimentos dessa vida, do que passar dez segundos em uma masmorra. Isso sim é uma analogia completamente estúpida"

      Pois é, você não entendeu nada mesmo, nem vou perder tempo repetindo de novo para gente que claramente não tem coeficiente intelectual para acompanhar um raciocínio lógico.

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    10. Cara! Tem sempre alguém pra falar sobre a África. Mas por que esses indivíduos não perguntam aos deuses africanos o por quê de tê-los abandonados. Acaso sendo eu José, atenderia por quem me chama de Flávio?
      Aos entendedores já me fiz ser claro.

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  3. Novo artigo do Bruno Lima, de ontem

    http://respostascristas.blogspot.com/2018/06/os-concilios-de-hipona-e-cartago-de.html

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    1. Muito bom o artigo por sinal, já tinha divulgado na minha page.

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  4. Anônimo do Avalie6 de junho de 2018 18:29

    Avalie: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSUkRQJE8aY4vbBg0y8a9YSccU2EDrhTy4w3w2-gTEUsB16lKsqCIqYryoS_Q

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    1. O "ore em segredo" de Jesus foi tirado grosseiramente do contexto. Jesus estava criticando os fariseus que faziam questão de orar e jejuar em público e de voz alta, não porque realmente estivessem interessados na oração em si, mas apenas para chamar a atenção das pessoas e posar de "santo" e "espiritual". Isso é absolutamente condenável e Paulo jamais incentivou isso, apenas disse para orar em todo lugar, no sentido de que eu não devo me limitar a orar somente na minha casa, se eu sair e for pra outro lugar ou morar em outro lugar e etc eu não devo deixar de orar por conta disso, afinal Deus ouve as nossas orações onde quer que estivermos, ouviu até Jonas na baleia. Só não ouve quando a intenção é se exibir diante dos demais.

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  5. Analise:

    Link do vídeo: https://youtu.be/8Djuiji0LY8

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    1. Eu acho que o desconhecimento do cara sobre o assunto fica bastante perceptível, bastando para isso apenas assistir ao vídeo. Eu realmente assisti ao vídeo inteiro enquanto fazia outra coisa e não vi UM ÚNICO texto patrístico sendo citado em favor do pré-tribulacionismo. Ele apenas lê um texto que diz que supostamente esse ou aquele Pai da Igreja era pré, tudo mentira sem fonte nenhuma justamente porque o estudo desses Pais da Igreja em questão refuta o que ele diz:

      http://apologiacrista.com/pre-tribulacionismo-pais-da-igreja

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  6. http://fimdafarsa.blogspot.com/2017/12/por-que-cristo-nasceu-em-25-de-dezembro.html?m=1

    Esse site defende de maneira convincente o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro. Você concorda com esses argumentos? Se não, porque?
    Deus abençoe.

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    1. As fontes patrísticas que ele usa, especialmente a citação de Hipólito que é a mais importante do texto, são de autenticidade questionável ou espúria. Além disso ele usa o calendário errado, pois os judeus usavam o calendário deles e não o gregoriano. No calendário judeu o ano começa no mês de Nisã, que corresponde ao nosso abril/março, e a classe de Abadias ministrava no templo no mês de Thamuz, que é o nosso junho/julho. Nove meses a partir de Thamuz e chegamos novamente a Nisã, que foi quando João Batista nasceu. Isso no final de abril. Uma vez que Jesus nasceu seis meses depois, isso teria ocorrido no final de outubro, não em 25 de dezembro. Na verdade até as maiores autoridades católicas reconhecem que Jesus realmente não nasceu em 25 de dezembro e que nós não temos evidências disso, como esse estudo da Enciclopédia Católica:

      http://www.newadvent.org/cathen/03724b.htm

      Os eruditos e estudiosos católicos de alto escalão nunca tiveram problemas em admitir isso, mas essa escória de apologistas tridentinos fundamentalistas de internet precisa desesperadamente "provar" que a Igreja Romana nunca errou em nada, por isso fica fazendo malabarismos para provar o impossível.

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  7. Banzolense, cristãos e muçulmanos creem no mesmo Deus?

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    1. Cristãos e muçulmanos creem no mesmo "O Que" (Deus), mas não no mesmo "Quem" (Alá para os muçulmanos, e a trindade para os cristãos).

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    2. Já vi livros de história afirmarem que o cristianismo e o islamismo são oriundos do judaísmo. Concordas?

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    3. O Cristianismo é oriundo do Judaísmo e o Islamismo é oriundo dos dois (no sentido de pegar aspectos de ambos, embora com muitos acréscimos e distorções).

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  8. Primeira vez comentando aqui, apesar de já ler e aprender com seus textos há algum tempo, Lucas. Do exposto colocado, nós inferimos (ao menos eu), que foi necessário ao homem passar por um mundo em que fosse possível, (pelo livre arbítrio), sentir vontade de pecar(e assim o fez) para que adquirisse sabedoria com seus própios erros, e viesse a se arrepender e pela graça ser salvo, aceitando assim seu Deus misericordioso. Compreendemos assim que Deus não hesitou em deixar o homem pecar, deixando exercer seu livre arbítrio? então o homem seria ensinado (dispensacionalismo), assim como os anjos, que pelo texto não tem fé por não necessitar, pois vivem como o criador?. outra pergunta um pouco fora do contexto: a pré-ciência de Deus consiste em saber o que acontece se tomada uma outra decisão? (caso adão e eva) ou a decisão a ser tomada antes de ser tomada? Perdoe minha ignorância. Fica na paz!

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    1. Olá, eu não sei se compreendi corretamente a primeira questão, mas sim, Deus permitiu que o homem pecasse no exercício de seu livre-arbítrio em uma circunstância em que a escolha pelo "não" a Deus seria viabilizada, e isso ocorre em função das várias razões que exponho no artigo. Em relação à segunda questão, não há um consenso sobre isso, uns creem que Deus conhece somente o que realmente vai acontecer, enquanto outros creem que Deus conhece também o que aconteceria se tomássemos outras escolhas (ou seja, todos os "mundos possíveis"). Pessoalmente eu estou mais inclinado à segunda hipótese, especialmente por causa de textos como Mateus 11:21, onde Jesus diz que "se os milagres que entre vós foram realizados tivessem sido feitos em Tiro e Sidom, há muito que elas se teriam arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se de cinzas". Isso significa que Jesus sabia o que ocorreria se o evangelho fosse anunciado ali (o que não ocorreu efetivamente).

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    2. "outros creem que Deus conhece também o que aconteceria se tomássemos outras escolhas"

      Acredito que um exemplo é esse:
      "E disse Davi: Ó Senhor, Deus de Israel, teu servo tem ouvido que Saul procura vir a Queila, para destruir a cidade por causa de mim. Entregar-me-ão os cidadãos de Queila na sua mão? Descerá Saul, como o teu servo tem ouvido? Ah! Senhor Deus de Israel! Faze-o saber ao teu servo. E disse o Senhor: Descerá. Disse mais Davi: Entregar-me-ão os cidadãos de Queila, a mim e aos meus homens, nas mãos de Saul? E disse o Senhor: Entregarão. Então Davi se levantou com os seus homens, uns seiscentos, e saíram de Queila, e foram-se aonde puderam; e sendo anunciado a Saul, que Davi escapara de Queila, cessou de sair contra ele." (1 Samuel 23:10-13)

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  9. Ricardo Peters Vale7 de junho de 2018 12:30

    Lucas, graça e paz, irmão. A minha pergunta é sobre outro texto seu. Na verdade minha dúvida surgiu de uma resposta sua a pergunta de outro leitor. Vc afirmou que bebês, quando abortados, tem a salvação automatica, pois nascem sem pecado. Mas todos nós nascemos com o pecado original, então como os bebês não teriam pecado algum?

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    1. O pecado original não é um pecado pessoal cometido, é apenas a tendência natural ao pecado herdado desde Adão aos nossos dias, ou seja, a pessoa já nasce com uma inclinação ao pecado, mas isso não significa que ela já nasça cometendo um pecado em si.

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    2. Lucas, a pergunta do amigo suscita uma dúvida: Quem, na sua opinião, se enquadra na "salvação automática" além de bebês abortados?

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    3. Qualquer pessoa que não tenha capacidade de discernir o bem e o mal de uma forma consciente e deliberada, o que inclui crianças pequenas e pessoas com problemas mentais.

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  10. Lucas, por onde anda o Matheus Carrel? Ele nunca mais comentou em seu site.

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    1. Talvez comente às vezes em anonimato, não dá pra saber.

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    2. "Estou aqui ... "

      Eis aí o homem kkk.

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    3. Tá vendo, é só invocá-lo que ele aparece.

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  11. Olá. Qual seu posicionamento acerca dos que serão marcados com a marca da besta na grande tribulação? Será que haverá possibilidade de salvação para eles? Em um vídeo do professor Afonso ele disse que acreditava ser muito difícil a salvação dessas pessoas, pois na visão dele essa marca representaria uma espécie de controle (inclusive mental) que diminuiria inclusive a capacidade de arrependimento dessas pessoas. Eu também acredito nessa visão, acho que essa marca da besta vai ser algo tecnológico que inclusive vai ter o poder de controlar os pensamentos das pessoas e o seu livre-arbítrio. E na bíblia também fala que na grande tribulação, ao invés das pessoas se voltarem para Deus elas vão blasfemar contra Ele. Também acredito que não vai ser um tempo de arrependimento, mas um tempo de prova (os que são fiéis e os que não são fiéis serão revelados). Além disso, pelas coisas que ando vendo, acho que a grande tribulação deve começar logo tipo daqui uns 10 ou 20 anos (sendo bem otimista), pois o mundo tá aos poucos virando uma Sodoma e Gomorra (ta no princípio, mas vai ficar pior...).

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    1. Eu penso bem parecido, não acho que vá haver conversões em massa ou mesmo na mesma quantidade dos dias de hoje, mas acho que pode haver raras exceções sim. Nós sabemos por exemplo que os judeus, que aceitarão o anticristo a princípio e portanto presumivelmente estarão com a marca, irão se converter em massa neste período final, então não creio que haverá uma espécie de controle mental que impeça o livre-arbítrio, ou pelo menos não um controle que seja tão grande a ponto de transformar as pessoas em uma coisa totalmente diferente do que são, tal como zumbis. Mas ainda acho que pode demorar algo a mais até Jesus voltar porque o mundo ainda pode e vai piorar, o próprio Afonso discorreu sobre isso neste vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=Yqm-o3FyLn4

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  12. https://www.youtube.com/watch?v=5nCVE76LqZQ

    Você acredita que isso é uma arma do mal?

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    1. Eu sou meio cético em relação a isso, basicamente não acredito muito na suposta inteligência desses robôs. Me parece que as perguntas foram combinadas de antemão e as respostas também, porque vi um outro vídeo dessa tal robô com o Will Smith onde as respostas pareciam mais desconexas do que neste. Eu ainda acho que até haver robôs inteligentes, se é que isso haverá um dia, vai demorar muito, não vai ser nessa geração ainda (e se isso é bom ou é ruim, são outros quinhentos).

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  13. Por que os argumentos do Conde são tão fáceis de serem refutados?

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    1. Porque ele é um palhaço sem argumentos.

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    2. "Porque ele é um palhaço sem argumentos."

      Tem toda a razão. Afinal, ele não passa de um boxeador de espantalhos.

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  14. Amigo Banzoli, se o Éden era um lugar perfeito, o que o mal em pessoa (diabo) estava fazendo lá?

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    1. Deus permitiu a presença dele através da serpente para que Adão e Eva fossem testados.

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  15. Olá irmão Lucas Banzoli! Como vai? Sobre seu artigo anterior, o texto de Romanos 7:15-25 responde a questão de pessoas que tem inclinações homossexuais; até inclinações para bebidas alcoólicas. Vejo muito de homossexuais falando de "aceitar" o que você é por dentro e "sair do armário", porém eu NUNCA vi uma parada alcoólatra. A questão é: porque devo aceitar minha natureza, mesmo ela sendo errada? Essa é uma coisa que vejo muito em filmes, a auto aceitação. As vezes eles apelam para o DNA; na tentativa desesperada de validar o ponto deles, porem NUNCA vi eles falando de epigenética.

    Para saber mais sobre epigenética, veja aqui: https://www.mcgill.ca/about/history/features/epigenetics

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    1. Olá, tudo bem? Pois é, essa coisa de "se aceitar" no sentido de "vá em frente e continue agindo de tal forma" nem sempre é um pensamento adequado. Por exemplo, um homem que sente atração por crianças ou por animais não deve "se aceitar" no sentido de ir em frente e praticar pedofilia ou zoofilia. Muitas vezes nós temos que lutar contra o que somos realmente, não necessariamente para mudar os nossos desejos que em alguns casos não tem como mudar, mas pelo menos para que eles sejam controlados a ponto de não pecarmos cometendo essas coisas. Um heterossexual sentiria uma atração natural por uma mulher que fosse muito atraente e que o provocasse, e seria vão esperar que este desejo fosse extinto, mas ele pode ser controlado para que não venha a se envolver com essa mulher no caso de já ser comprometido, por exemplo.

      O mesmo ocorre com o homossexual em relação à atração por outros do mesmo sexo. Eu não creio que Deus vá condenar um homossexual apenas pelos desejos por alguém do mesmo sexo da mesma forma que Deus não vai condenar um homem comprometido apenas por ter sentido atração por aquela mulher bonita e oferecida, porque são desejos naturais e incontroláveis, não algo que a pessoa realmente "escolheu". Mas como Paulo disse, Deus não nos dá tentação acima das nossas forças, então seremos julgados caso nos entregarmos a estes desejos, ou seja, se não tivermos domínio próprio. É assim que eu vejo este assunto, da mesma forma que a questão da bebida alcoólica que você citou, e outros tantos exemplos que poderiam ser dados.

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    2. No meu parecer, o "se aceitar" muito disseminado por aí, na verdade é uma tentativa de anular a busca por um melhor caráter.



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  16. O que me deixe triste é que Deus previu tudo. Viu o diabo entrando no jardim do Éden, viu que Adão e Eva comeriam do fruto, e viu tudo de ruim que acontece hoje e o que ainda vai acontecer até o fim do mundo, e não fez nada pra evitar. E ainda nos manda evitar o mal. Como entender isso?

    "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado." (Tiago 4:17)

    Por que esse princípio só é válido pra nós? Se livrar a humanidade do sofrimento é algo bom, por Deus não fez isso? E se livrar a humanidade do sofrimento é algo mal, sendo necessário provar a humanidade, por que Deus nos manda, por exemplo, ajudar um idoso caído no chão a se levantar? É complicado esses assuntos!

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    1. Deus já livrou a humanidade do mal, na esfera em que Deus vive o mal já foi superado e já foram criados novos céus e nova terra, isso não é um evento "futuro" na mente de Deus, que não está sujeito ao tempo. Se ele permite que em um aspecto terreno e humano o sofrimento perdure por certo período, isso é em grande parte devido às razões que exponho no artigo, lembrando que o próprio Deus não se ausentou do sofrimento, quando se fez homem como nós. E um equívoco comum que noto no seu texto é essa coisa de juntar sofrimentos, quando na verdade cada tem seus próprios sofrimentos pessoais, não existe alguém que sofra por todos os males do mundo em si mesma. Por exemplo, se faz 20 graus aqui em Curitiba e 40 graus em Cuiabá, não faz sentido juntar uma temperatura com a outra e dizer que "as pessoas estão sofrendo com um sol de 60 graus".

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  17. Se Deus odeia tanto o pecado, porque permitiu que ele viesse a existência? Se Deus não consegue olhar para o mal para tolerá-lo, conforme Habacuque, por que deixar o mal existir? Não seria mais fácil evitar o mal? Dessa forma Ele não sentiria ódio nunca. Ou seja, Deus prefere sentir ódio do que viver sempre alegre com criaturas perfeitas.

    Tudo isso eu sempre me perguntei. Não tenho resposta pra isso.

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    1. Isso daí já foi respondido no texto do artigo.

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  18. Tem algum artigo sobre a veracidade do Antigo Testamento? Sobre sua datação, cópias mais antigas e etc.

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    1. Veja esses artigos:

      http://apologiacrista.com/veracidade-biblica-p2

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/01/as-provas-do-exodo.html

      http://apologiacrista.com/a-arca-de-noe-encontrada-p1

      http://apologiacrista.com/a-arca-de-noe-encontrada-p2

      http://apologiacrista.com/provas-do-diluvio-global-e-da-terra-jovem

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/a-biblia-e-ciencia.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2014/12/as-provas-arqueologicas-da-veracidade.html

      Sobre a autenticidade dos textos em si, a maior evidência são os manuscritos do mar Morto, cujo conteúdo é basicamente o mesmo dos manuscritos massoréticos que possuímos, o que prova que não houve falsificação. Sobre isso confira:

      http://www.arqueologia.criacionismo.com.br/2008/08/manuscritos-do-mar-morto.html

      https://www.youtube.com/watch?v=PTOleFBRO20

      Eu falo um pouco disso neste vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=GXSbiLzVDaE

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  19. Lucas, preciso de ajuda, as vezes sinto minha fé esfriando e acabo desanimando totalmente em todos os sentidos. Eu sei que nunca deixarei de crer num criador, mas as vezes me sinto mal em relação a Bíblia, porque ela parece tão de mentira as vezes? São várias as religiões que creem num deus único e criador, mas como saber que o deus da Bíblia é o deus correto? O que eu mais quero e tento é me dar um bom motivo para crer na Bíblia, e também no deus dela, que é amigo e bom, mas as vezes me sinto abandonado por ele, e sinto um vazio enorme, além de também estranhar a Bíblia inteira num geral, sei lá, é estranho, numa hora eu estou pesquisando sobre evidências a respeito da veracidade bíblica e fico feliz com elas, mas minutos depois começam a vir questionamentos na minha cabeça perguntando se todas as semelhanças do relato bíblico com as culturas antigas forem na verdade plágios e outras coisas do tipo, porque crer na Bíblia?

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    1. Leia os artigos acima que recomendei a outro leitor sobre a veracidade do AT, leia o livro "Não tenho fé suficiente para ser ateu" (Norman Geisler e Frank Turek) e os meus "As Provas da Existência de Deus" e "Deus é um Delírio?", que também trazem muitas evidências e rebatem muitos argumentos ateus. E principalmente leia esses livros antigos que você se refere, para depois comparar com a Bíblia e ver a diferença gritante entre ambos, não se limite a papagaios de internet que dizem isso ou aquilo sem mostrar as fontes. Se tiver algum questionamento mais específico, fique à vontade para trazer aqui.

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  20. Outro que nunca mais deu as caras aqui foi o Elisson Freire. Você tem notícias dele?

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    1. Eu continuo vendo ele comentando no facebook no grupo de Apologética Protestante.

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    2. "Eu continuo vendo ele comentando no facebook no grupo de Apologética Protestante"

      Ou seja, surrando os católicos como sempre.

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  21. Lucas, é verdade que Orígenes de Alexandria cria na transmigração e pré-existência das almas? O que ele queria dizer com isso?

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    1. Sim, ele cria. Inclusive chegou a dizer que Deus ter amado Jacó e rejeitado Esaú se devia ao que eles teriam feito numa vida passada. Mas Orígenes estava meio sozinho nesta questão.

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  22. https://m.youtube.com/channel/UCJqOdpqndf1MPequlvDgGkA
    Olhe esses argumentos, são tão claros, porque você não crê nas sagradas relíquias?

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    1. Que argumentos? Esse link aí não remete a vídeo nenhum.

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    2. https://m.youtube.com/watch?v=JSLJ8i8AOuk
      Desculpa. É esse!

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    3. O Bruno Lima já tem um artigo onde explica isso:

      http://respostascristas.blogspot.com/2017/08/a-veneracao-de-reliquias-e-evidencia.html

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  23. A meu ver, onisciência x livre-arbítrio é um paradoxo. São duas coisas mutuamente exclusivas.

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    1. Este artigo não trata sobre isso. O que trata disso é esse:

      http://apologiacrista.com/determinismo-calvinista

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  24. Olá. Tudo bem? Como que você entende a Justificação? Os calvinistas dizem que Deus colocou a culpa do pecador "na conta" de Cristo, e colocou a justiça de Cristo "na conta" do pecador. É isso mesmo?

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  25. Porque Deus chama Jacó de verme em Isaías 41:14?

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    1. "Verme" ali não era em um sentido pejorativo, mas sim no sentido de ser pequeno (como diz a sequência do texto), ou seja, de que mesmo Jacó (que na verdade ali é uma menção a Israel como nação, e não a Jacó como pessoa) sendo tão pequeno em comparado aos seus inimigos, ainda assim Deus o ajuda.

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  26. Adriano Oliveira9 de junho de 2018 18:33

    Olá Lucas.
    A minha esposa, iniciante no estudo da Palavra de Deus, me perguntou por que no Antigo Testamento se sacrificavam animais nas cerimônias religiosas.
    Eu respondi que se tratava de um ritual. Ritual é uma forma de comunicar algo através de uma linguagem visual. A mensagem, no caso em questão, era (pra eles, foi pra nós) que viria um Messias que iria redimir a humanidade do pecado, simbolizado por meio daquele ritual.
    Amigo, gostaria que você me corrija caso tenha explicado erroneamente a questão ou necessite de adendo, pois compartilho dessa apaixonante tarefa que é estudar a Palavra de Deus.
    Obrigado

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    1. Você explicou corretamente, os cordeiros sacrificados eram uma figura profética do que estava por vir, que era o sacrifício de Jesus, o "Cordeiro de Deus" (Jo 1:29). No artigo abaixo eu mostro outras figuras proféticas (chamadas de "sombras" da realidade futura) presentes no AT, com seu significado no NT:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/a-pena-de-morte-na-lei-do-antigo.html

      Abs!

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  27. Existe algum site contendo os principais concílios eclesiásticos reunidos pra estudo Lucas, se tiver links poderia me passar?
    E quais as melhores dicas pra estudar a patristica? Existe alguma lista dos autores do primeiro século e sucessivamente? Acho interessante. Mas não sei por onde começar. E nem se tenho capacidade pra tanta coisa, é muita informação.
    Uma das maiores dificuldades que tenho é de defender minha fé porque é muito assunto, muito versículo e citação. Tenho medo de falar algo na escola e alguém mais estudioso mostrar o contrário. É muita coisa.

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    1. Aqui tem bastante do que você pediu:

      http://www.newadvent.org/fathers/

      Eu costumava ler os livros patrísticos dos primeiros dois séculos no site http://arminianismo.com, lá tinha muitos traduzidos ao português, mas por alguma razão eles decidiram tirar do ar agora que reformularam o site, é uma pena. Mas em inglês você encontra neste site que passei (é um site católico, mas costuma ser confiável). Tem outros sites também, mas esse é o mais organizado. Alguns Pais da Igreja eles colocam a época em que viveu após o nome, outros não, mas é só jogar no Google que você confere. Para facilitar, cito aqui os mais antigos:

      1) Didaquê
      2) Clemente de Roma
      3) Policarpo
      4) Inácio de Antioquia
      5) Papias
      6) O Pastor de Hermas
      7) Justino
      8) Teófilo
      9) Taciano
      10) Irineu
      11) Tertuliano

      Pode ser que eu tenha me esquecido de algum, mas dos que eu me lembro de ter escrito até o segundo século são esses. Tem outros como Orígenes e Clemente de Alexandria que nasceram no segundo, mas que escreveram no terceiro. Sugiro começar com os mais antigos mesmo, que escreveram mais próximo dos apóstolos.

      Você não tem que ter medo de defender sua fé ou colocá-la à prova só por não saber muita coisa. Quando eu tinha 16 anos e não sabia quase nada de teologia e nem tinha lido a Bíblia inteira nenhuma vez eu já debatia no Orkut contra um monte de católicos sozinho em comunidades católicas e ainda batia em um monte deles, é assim que vai aprendendo, não tem que esperar "saber tudo" para fazer alguma coisa. Na medida em que você ver algo que te confronte e que você não saiba ainda a resposta, aí você estuda aquele assunto em específico até saber, é assim que funciona a vida.

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  28. Afinal, a Queda foi um evento bom ou ruim?

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    1. Ruim. Ninguém aqui disse que a Queda em si foi boa, mas sim que ela foi de certo modo necessária para que coisas boas acontecessem.

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  29. "ela foi de certo modo necessária para que coisas boas acontecessem"

    E só existe coisa boa por causa da Queda? Então a Queda foi boa.

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    1. Não distorça as minhas palavras. Eu falei da Queda em si, não de coisas geradas a partir disso. O sofrimento de Jó foi ruim, ele ter perdido sua família e tudo o que tinha foi ruim, tudo o que aconteceu com ele foi ruim, mas depois disso ele se tornou uma pessoa muito mais madura e que serviu de exemplo para bilhões de pessoas, o que foi bom. O bom não é o mal em si, mas o que pode ser extraído das coisas ruins.

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  30. "Em quinto lugar, e o caso mais interessante, é que a própria ciência não pode ser provada cientificamente. A ciência está repleta de pressupostos tomados como verdades a priori, tais como, por exemplo, que a velocidade da luz é sempre constante entre quaisquer pontos A e B, em qualquer parte do universo. Os cientistas têm que pressupor para manterem as teorias de pé, e eles não são irracionais por fazerem isso."

    Extraído do seu outro site: http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/08/o-neo-ateismo-uma-analise-e-refutacao.html

    Após ler essa parte do seu texto, lembrei-me desse vídeo abaixo:

    https://www.youtube.com/watch?v=GI5gXtUkK3s

    Poderia comentar sobre a correlação entre o trecho e o vídeo? Pois gostaria de saber a sua opinião a respeito, se não for um incômodo. :)

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    1. Gostei do vídeo, acho até que corrobora com o que o Craig disse. A ciência é repleta de pressupostos, os quais toma a priori como certos, embora possam não ser (e podem inclusive ser provados falsos mais tarde, como o Feynman disse sobre Newton). E mesmo assim, como o Craig disse, os cientistas não são irracionais por fazerem isso, o que vai ao encontro do fato de que a ciência por si só não explica tudo, como os cientificistas alegam, rejeitando as outras áreas do conhecimento.

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  31. A Queda foi de certo modo necessária? Cara, isso tá mais pra calvinismo do que pra arminianismo. Não é todo dia que se ver alguém que se diz arminiano clássico, falar algo assim. Enfim um ser pensante. Fico feliz com essa sua afirmação. Bem vindo ao calvinismo :)

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    1. Eu captei o sarcasmo, mas devo responder assim mesmo que eu seria "calvinista" se dissesse que Deus determinou a Queda, e não somente que a permitiu com boas razões. Se você acha que esta segunda concepção destoa do arminianismo clássico, você não deve ter lido muitos autores arminianos.

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    2. "eu seria "calvinista" se dissesse que Deus determinou a Queda"

      E é justamente isso que você faz ao longo desse artigo. Você só não quer admitir, ou não entende o que é determinismo. Determinismo não é uma espécie de "abdução" ou "possessão". O problema é que você acha que determinismo e fatalismo são sinônimos. Mas não é. Determinismo não é Deus fazer um tipo de "possessão" ou "abdução", onde o ser humano é totalmente passivo. Determinismo é quando Deus cria as circunstâncias, monta todo um cenário para que algo aconteça de fato. A melhor ilustração é o caso de José. Deus queria livrar todo um povo da fome. Então ele age através das circunstancias para que o que ele determinou ocorra, ou seja, que fossem salvos da fome. Para isso usou os irmãos de José, os amalequitas, Potifar e Faraó. Vemos o agir de Deus de modo soberano para colocar José como governador e livrar o povo da fome. vejamos:

      "Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.
      Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega.
      Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento.
      Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito". (Gênesis 45:5-8)

      Deus tinha um plano: livrar o povo da fome. Então escolhe cumprir esse decreto dessa forma, usando os próprios atos maus dos irmãos de José. E no final José reconhece que em todo tempo era Deus que mexia os pauzinhos. Aquilo não foi mera permissão, mas decreto. Mas isso não significa que os irmãos de José foram marionetes. Mesmo assim aquilo tinha que acontecer. Os irmãos de José não poderia frustrar aquele decreto, pois Deus estava decidido a livrar o povo da fome, e foi esse o método que ele quis usar. Da mesma forma é a Queda. Adão e Eva não foram marionetes, assim como os irmãos de José. Mesmo assim, em ambos os casos, o que Deus determinou tinha que acontecer. Você reconhece sabiamente que, se a Queda e o mal não existisse, Jesus não teria vindo morrer por nós para assim revelar o grande amor de Deus por nós. Isso é decreto. Você crer que a Queda foi decretada. Se você crer que foi mera permissão, então você crer que Deus não quer ser glorificado, que Ele não quer ser reconhecido como um Deus de imensurável amor, etc. Pois se foi mera permissão, então poderia não ter ocorrido. Adão e Eva poderia ter escolhido diferente, Jesus nunca teria vindo morrer por nós, teríamos conhecimento do amor de Deus, mas seria um amor menor, e não um amor gigantesco, capaz de entregar seu próprio filho Jesus por nós. Se você crer que a Queda aconteceu por mera permissão, então Adão e Eva poderia não ter pecado, e consequentemente não conheceríamos o lado misericordioso de Deus, não saberíamos o que é um amor sacrificial, não saberíamos o que é ter misericórdia de outras pessoas, e muitas outras razões que você expõe nesse artigo. Por isso, troque essa permissão por decreto. Sobre o arminianismo clássico, o que os arminianos dizem é que Deus permitiu a Queda para ter um relacionamento verdadeiro com o ser humano, mas nunca vi um mostrar as razões que você mostra nesse artigo, como também reconhecer a necessidade da Queda. Se considere logo como reformado. Você não está longe da Teologia Reformada. Está no caminho :)

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    3. Vamos lá:

      1) Sua definição de determinismo não é nem a mesma de Calvino e nem dos calvinistas mais conhecidos:

      “Por isso, pois, ele é tido por onipotente, não porque de fato possa agir, contudo às vezes cesse e permaneça inativo; ou, por um impulso geral de continuidade ao curso da natureza que prefixou, mas porque, governando céu e terra por sua providência, a tudo regula de tal modo que nada ocorra senão por sua determinação” (Institutas,1.16.3)

      “Portanto, quem quiser guardar-se desta infidelidade, tenha sempre em lembrança que não há nas criaturas nem poder, nem ação, nem movimento aleatórios; ao contrário, são de tal modo governados pelo conselho secreto de Deus, que nada acontece senão o que ele, consciente e deliberadamente, o tenha decretado” (Institutas,1.16.8)

      “Se acolhemos essas razões, é certo que não cai sequer uma gota de chuva, a não ser pela explícita determinação de Deus” (Institutas,1.16.5)

      “Concluo que vento algum jamais surge ou se desencadeia a não ser por determinação especial de Deus” (Institutas,1.16.7)

      “Por certo que até o vôo das aves é governado pelo determinado conselho de Deus” (Institutas,1.16.5)

      “Digam agora que o homem é movido por Deus segundo a inclinação de sua natureza, mas ele próprio dirige o movimento para onde bem quiser. Ora, se isso realmente fosse assim, com o homem estaria o arbítrio de seus caminhos. Talvez o negarão, porquanto o homem nada pode sem o poder de Deus. Quando, porém, se evidencia que o Profeta e Salomão atribuem a Deus não apenas poder, mas também escolha e determinação, de modo algum conseguem desvencilhar-se” (Institutas,1.16.6)

      “Portanto, cabe-nos provar que Deus rege de tal modo cada evento individual, e de tal sorte todos eles provêm de seu conselho determinado, que nada acontece por acaso” (Institutas,1.16.4)

      “Afinal de contas, se todo bom êxito é bênção de Deus, toda calamidade e adversidade são sua maldição, já não se deixa nenhum lugar à sorte ou ao acaso nas coisas humanas” (Institutas,1.16.8)

      “Imaginemos, por exemplo, um mercador que, havendo entrado em uma zona de mata com um grupo de homens de confiança, imprudentemente se desgarre dos companheiros, em seu próprio divagar seja levado a um covil de salteadores, caia nas mãos dos ladrões, tenha o pescoço cortado. Sua morte fora não meramente antevista pelo olho de Deus, mas, além disso, é estabelecida por seu decreto” (Institutas,1.16.9)

      Então sim, somos marionetes no calvinismo.

      2) No calvinismo o decreto inclui TUDO, até pensamentos, emoções, todas as ações, tudo. No arminianismo Deus determina algumas coisas e outras não (essas outras ficam ao arbítrio dos homens, as quais Deus permite mas não decreta), e entre as que Deus determina não constam os pecados, o que faria de Deus um pecador e autor do mal.

      3) Permitir com boas razões é totalmente diferente de DETERMINAR o ato em si. Eu poderia permitir que alguém se jogasse de uma ponte se ele quisesse isso, mas não iria determinar que o indivíduo se jogasse da ponte (lançando ele para baixo, no meu caso, ou decretando que isso ocorreria necessariamente mediante um decreto imutável feito antes da fundação do mundo, no caso de Deus). A Queda Deus permitiu com boas razões na visão arminiana, e decretou na visão calvinista. “Ah, mas no final a Queda iria ocorrer de qualquer jeito”. Iria, mas por causa do homem, não por causa de Deus. Deus não é o autor do pecado.

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  32. Lucas você acredita que Adão e Eva tinham relacoes sexuais antes da queda? Eu acredito que sim já que Deus criou a mulher justamente para ele ser a companheira idônea do homem em todos os aspectos,inclusive o sexual, mas me chama a atenção que eles só foram ter filhos depois da queda,talvez a capacidade de reprodução é que não existia antes da queda, tanto que pouco depois do pecado deles, Deus afirma que ela sentirá dores ao dar a luz.

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    1. É possível, ou então eles não fizeram sexo antes da Queda porque caíram cedo demais.

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  33. Outra coisa que eu penso sobre a queda é a capacidade de comunicação com os animais, porque nós hoje em dia se escutarmos uma serpente ou qualquer outro animal falando,seria um absurdo, nos sentiriam loucos, ou pensariamos vivenciar o filme Dr Dolittle do Eddie Murphy, eu não conseguia compreender como Eva conversou "de boa" com a serpente, mas depois li um artigo do Caio Fabio em que ele afirma que isso foi possível e ocorria com frequencia antes da queda porque o ser humano usava 100%de seu cérebro,então tinha inteligência suficiente para se comunicar com um animal,naonconcordo com muita coisa que o Caio Fabio ensina o acho liberal demais em muitos aspectos, mas nesse caso acho que ele tem razão, você o que acha?

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    1. Já eu acredito que isso aconteceu porque Eva, como a primeira mulher criada, era ingênua demais e não sabia que os animais não falavam (ou pelo menos não sabia que todos não falavam), por isso agiu com naturalidade.

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  34. Banzoli, então a Queda teve mais pontos positivos do que negativos? Só vi pontos positivos nesse artigo. Geralmente as pessoas veem a Queda como o maior desastre de todos os tempos.

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    1. Os pontos negativos são autoevidentes e não precisam ser relatos num artigo como esse, pois diz respeito a todo o mal que há no mundo.

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    2. "Os pontos negativos... diz respeito a todo o mal que há no mundo"

      Você mesmo disse que é por causa das coisas ruins, que damos um maior valor as boas. Por esse seu raciocínio, então o próprio mal é algo positivo.

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    3. Cara eu não vou mais perder tempo disuctindo com você. Você com seu outro comentário que eu suprimi já provou não ter respeito nenhum, não sabe debater no campo das ideias e precisa apelar, e além disso eu não debato mais com anônimos mascarados, se quiser alguma atenção se identifique com uma conta do Google+ e tenha respeito. Além de desrespeitoso você é mestre em distorcer as minhas palavras, difícil pensar que não seja por desonestidade, é preciso ser bem desleal para entender que eu disse que O PRÓPRIO MAL é algo positivo só por ter dito que coisas boas podem ser extraídas em decorrência de maus eventos. Com gente assim eu até desanimo de continuar teclando, tenho mais o que fazer.

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    4. Se a pergunta é feita com desonestidade (o autor usa a razão e inteligência que Deus nos dá para o mal) aí complica e a resposta do Lucas é curta e grossa. Mas há muitas pessoas com problemas diversos de interpretação de texto (vejo isso inclusive em pós-graduados) e alguns bem graves, chegando ao ponto de distorcer, entender o absurdo, ler e misturar tudo, enfim não sendo um problema físico mas mental, onde é possível corrigir-se, aprimorar-se e aprender mais (afinal todos estamos aprendendo). Há também níveis espirituais profundos, onde distorce e confunde pela parte espiritual "não querer enxergar" ou estar em conflito, ainda assim pode-se por a luz nessas trevas espirituais e que prejudicam o entendimento/conhecimento (tbm pode ser um problema do fim dos tempos mas como estamos no Brasil fica difícil analisar rsrs).
      Todo o questionamento é respondido simplesmente com a Palavra de Deus, alguns dos versículos bem diretos são:
      "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça?
      De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?" Romanos 6:1,2
      Agora analise em relação ao mal x bem, com honestidade intelectual, disposto a renovação da mente e orando ao Espírito Santo para que o ajude a discernir. Ok. Abs,
      "Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte?
      Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce." Tiago 3:10-12
      Ou como diz o ditado popular: Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, kkk. Parafraseando: Ainda que da "outra coisa" possa-se resultar na "uma coisa". Mesmo que: Não alterando sua natureza, por isso no Juízo final será extinguida. Lembra do versículo "TODAS as coisas cooperam..." ? (Romanos 8:28)
      Paz e Bem a todos.

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    5. Eu desrespeitei você em que? Se outra pessoa interfere no assunto e não diz coisas como “olá, vou entrar no assunto de vocês”, para se saber que é outra pessoa, eu não tenho nada a ver. Me mostre sequer uma palavra ou expressão em que eu desrespeitei você.

      Sobre minhas supostas “distorções” das suas palavras, em nenhum momento eu disse que você disse que o próprio mal é algo positivo. O que eu disse foi isso:

      “Você mesmo disse que é por causa das coisas ruins, que damos um maior valor as boas. POR ESSE SEU RACIOCÍNIO, então o próprio mal é algo positivo”

      Onde eu disse que você disse que o próprio mal é algo positivo? Será preciso explicar o significado da expressão “por esse seu raciocínio”? Quando se diz “por esse seu raciocínio, então...”, se fala sobre as CONCLUSÕES que se tira das afirmações de alguém, e não que esse alguém DISSE essa conclusão. O problema é que você quer fugir das conclusões lógicas do que você mesmo diz. Vejamos o que você diz em um trecho acima:

      “ ...é a desgraça que nos faz saber o que é graça, são TODOS OS MAUS MOMENTOS NA NOSSA VIDA que tornarão tão importante e indescritível a sensação de estar habitando em um corpo imortal e incorruptível...”

      Quais as conclusões lógicas que tiramos disso que você disse? Eu não estou dizendo que você disse o que eu vou dizer abaixo. O que eu vou dizer são as conclusões dessa sua citação. Se você não quer aceitar essas conclusões, isso é outros quinhentos. Mas não me venha com essa de que eu estou “distorcendo” suas palavras. Se você não gosta dessas conclusões, você é livre pra mudar de ideia, caso queira. Então vamos as conclusões.

      1- Se as desgraças não existissem, não saberíamos o que é graça.

      2- Se não fosse pelos maus momentos de nossa vida, a sensação de estar habitando em um corpo imortal e incorruptível não seria tão importante e indescritível.

      Banzoli, só existe desgraças e maus momentos em nossa vida por causa da existência do pecado. Antes do pecado não havia desgraças e maus momentos. Era tudo perfeito. Por implicação lógica, se você diz que “é a desgraça que nos faz saber o que é graça, são todos os maus momentos na nossa vida que tornarão tão importante e indescritível a sensação de estar habitando em um corpo imortal e incorruptível”, você precisa necessária e logicamente incluir o pecado. Se não, então como que essas desgraças e esses mal momentos iriam existir, pra (como você mesmo diz) sabermos o que é graça e tornar a sensação de ter um corpo imortal mais importante? Seria possível saber o que é graça e ter uma sensação indescritível de ter um corpo imortal, sem as desgraças e os maus momentos? Se não, então você precisa inserir o pecado na jogada. Eu não estou distorcendo nada que você disse. Apenas estou seguindo sua lógica, e estou chegando nessas conclusões.

      Eu creio que poderíamos dar valor ao prazer, poderíamos valorizar os momentos alegres, valorizaríamos a paz e a saúde, sem o sofrimento, sem a tristeza, sem a guerra, e sem as doenças. Mas como PARECE que você crê que não, então você precisa logicamente dizer que o pecado foi necessário, pois sem o pecado não haveria sofrimento, nem tristeza, nem guerra, e nem doenças. Isso são conclusões, e não distorções. Como que você tem coragem de dizer que eu estou distorcendo suas palavras, se é exatamente isso que se conclui? Dessa forma, o mal se torna algo positivo, e não negativo.

      Continua...

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    6. Continuação...

      Você diz depois: “É este contraste formidável entre essa vida presente e a vida futura que tornará a vida futura tão extraordinária”. Aqui você diz que é o contraste entre essa vida e a futura que tornará a vida futura extraordinária. Então a pergunta que surge é: “e se não houvesse esse contraste? Ou seja, e se não houvesse essa vida presente cheia de coisas ruins? Por acaso acharíamos o céu um lugar menos extraordinário? ” Se sim, então se conclui que o mal foi algo bom, pois foi por causa dele que foi possível haver esse contraste, tornando a vida futura mais extraordinária. Encerro meus comentários por aqui. Se você não quiser mais falar sobre isso, tudo bem. É só dizer: “não quero mais falar sobre isso”. Talvez tenha coisas mais importantes pra fazer. Mas dizer que eu estou distorcendo suas palavras, aí já é demais.

      Fique com Deus :)

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    7. Se você não quer ser confundido com outro, então é só fazer o que eu pedi pra fazer e sair do anonimato, caso contrário não pode reclamar se algo assim acontece. E eu já disse que não vou prolongar essa discussão enquanto isso não ocorrer, então independentemente do que você tenha dito, eu só vou rebater ou fazer minhas considerações a respeito quando sair do anonimato. Abç.

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    8. Sobre você ter me confundido com outro, tudo bem, sem problemas. Nunca uso contas em google+ ou gmail. Não vejo necessidade. Pessoas no anônimo comentam aqui todo dia. Se você quiser comentar alguma coisa assim, tudo bem. Senão, assunto encerrado. Mas como você quer tanto, meu nome é Pedro.

      Fique na paz!

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    9. A "necessidade" é justamente para saber quem é quem e não tratar um comentarista A que comenta respeitosamente como se fosse o mesmo comentarista B que é desrespeitoso, quando ambos estão comentando sobre um mesmo tema em um mesmo artigo levando a crer que se trata do mesmo. Fica muito ruim discutir assim, é bem diferente de responder a uma pergunta normal em outros contextos. Você não precisa de uma conta do Google se não quiser, mas pelo menos assine o seu nome embaixo do post quando for nesse estilo aí. Enfim, vou responder bem resumidamente para não prolongar eternamente essa discussão e também porque a sensação térmica de onde eu estou escrevendo é abaixo de zero e os meus dedos estão praticamente congelando (e eu detesto escrever com luvas):

      O que eu disse sobre coisas ruins às vezes produzirem coisas boas não é no sentido de que o mal é um bem em si mesmo, como você está interpretando, é lógico que o mal é mal e ponto (senão nem teria sentido chamarmos de mal), o meu ponto é que uma coisa ruim pode gerar no futuro outras coisas que por sua vez sejam boas (mas isso é diferente de dizer que "o mal é bom"). Por exemplo, um cara orgulhoso que pensa ser o mais forte do mundo pode apanhar na rua pra outro cara até sangrar, isso com certeza é uma coisa ruim, mas como consequência disso pode vir uma coisa boa, que é ficar humilde e quebrar o orgulho interno. O mesmo vale para uma pessoa que acha que sabe tudo e é humilhada intelectualmente por alguém, isso vai ser trágico pra ela naquele momento, mas se isso gerar um coração mais humilde, vai ter gerado um benefício. Pense em quantas pessoas que precisaram perder um namoro para aprender a virar um namorado(a) decente, ou em quanta gente que na dor aprendeu a ficar mais próximo de seus familiares e amá-los mais ou demonstrar mais o amor que sentem. Você não pode desenvolver coragem a não ser que esteja em perigo. Não pode desenvolver perseverança a não ser que tenha obstáculos no caminho. Não vai aprender como ser servo a não ser que exista alguém a quem servir. A compaixão nunca será compreendida se não houver uma pessoa que esteja passando por uma necessidade ou enfrentando o sofrimento. É a isso que eu me refiro quando digo que "há males que vem para o bem". Isso não significa que o mal em si mesmo seja bom. Significa que podemos extrair coisas boas de eventos ruins. O sofrimento é com certeza ruim em si mesmo e ele não vai se tornar uma coisa boa pelas suas consequências, mas as consequências podem fazer ter valido a pena ter sofrido. É este o ponto, e não fazer do mal em si mesmo um bem, o que nunca vai ser.

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    10. A distorção é evidente: Dizer que o contraste realça é DIFERENTE de dizer que por haver contraste faz-se necessário o adversário ("enaltecer a oposição"). [Aí deriva essa confusão: "a queda é positiva".. q não fica muito longe de "o mal é bom". Sem mencionar propositalmente o Livre-arbítrio que Deus deu aos seres celestiais e a nós, bem claro na referência do artigo anterior].
      Ainda o recorte do texto do Lucas sobre o contraste, era num momento em que estava buscando entender o porquê da escolha de Deus, num recorte histórico. E não fazendo afirmações absolutas em geral da História.
      Deus é o verdadeiro Autor da História, das Eras, dos Tempos, o porquê dele escolher determinadas especificidades ainda são sombras doq descobriremos na glória. Quando nos dá o Livre-Arbítrio permite determinadas ações na história, mas sempre sobre Seu Poder. Saber porque não existem outros dons, ou porquê a criação/natureza tem determinados detalhes, ou porquê em algumas Eras foi de um jeito, ou como foi a vida dos seres celestiais antes da criação de Adão e Eva - dos humanos, ou oq significa INFINITAMENTE MAIS doq possamos pensar... creio ser etapas dessa nossa trajetória momentânea.
      Interessante notar que o realçar do contraste não invalida (a essência) a maravilha que é provarmos do amor verdadeiro, da paz, das virtudes, da Verdade, das boas dádivas, dos dons do Espírito Santo. Ex: A Luz brilha nas trevas (contraste faz parecer maior a luz), mas quando estivermos no porvir a própria Luz de Deus nos iluminará (nem por isso será menor ou pior).
      No comentário anterior fiz uma exortaçao bem séria, pois noto que outras religiões da mentira (ou ideologias/filosofias), buscam relativizar e confundir (assim como seu pai espiritual - o enganador) temas como: Deus x diabo, Bem x mal, Santidade x pecado, Fonte da Vida x fonte da morte, Graça x desgraça, Verdade x mentira, ... entre outros temas. Embora haja paradoxos, complexidades, etc e precisamos cada vez mais de discernimento.
      Mas enfim, encerro por aqui também.
      Paz e Bem a todos!

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  35. Uma proposta de artigo: "E se Adão e Eva não tivessem pecado? Como as coisas seriam?"

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  36. Como sempre, um excelente artigo! Se me permite, vou inserir um comentário aqui que tem mais a ver com o artigo localizado em http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/02/por-que-sou-contra-o-aborto_14.html, igualmente ótimo também, que acaba tendo implicações com o contido nesta matéria.

    Sobre o link, acho muito complicado dizer que, imediatamente após a fecundação, o zigoto formado já é um ser humano. Seria o equivalente a dizer que uma semente já seria uma árvore ou um ovo, uma galinha. Não nego que eles tem todo o potencial e matéria para formarem o ser final, mas dizer que já os são nos leva a conclusões meio perturbadoras. Seguem alguns questionamentos:

    1) Como pode o zigoto recém-formado ser considerado um ser humano, se até o dia 12 esse "ser humano" ainda pode se dividir e formar outros "seres humanos"?

    2) Se o zigoto inicial realmente for um ser humano, então quase todas as pílulas "do dia seguinte" são abortivas; e até mesmo as normais podem ter isso como consequência (impedimento da nidação, com a eliminação do zigoto do corpo). Neste ponto, então, a Igreja Católica teria razão?

    3) Se o zigoto for realmente um ser humano, e for "abortado", então, à semelhança das crianças, ele terá o direito à Salvação. E como se daria a ressurreição dele? Ressuscitaria somente um ser ou vários (fruto das possíveis divisões do zigoto)? Quais características (tamanho, cor dos olhos, cabelo, pele, etc) teria/teriam, uma vez que o zigoto por si só ainda não tem essa especificidade? Neste link, http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/02/gemeas-identicas-nascem-com-cor-de-olhos-e-pele-diferentes-no-reino-unido.html, por exemplo, podemos ver dois seres humanos diferentes que tiveram suas origens num mesmo zigoto.

    4) Se realmente for humano e levando em conta que uma mulher acaba expelindo naturalmente mais da metade dos zigotos formados em sua vida, isto quer dizer que Deus escolheu uma forma de gênese que "matou"e continua "matando" mais da metade da humanidade. Essas "pessoas" não teriam tido nenhum tipo de relação com este mundo - de fato, a única vida de que terão experiência já será a de ressurreto em corpo incorruptível. Isso não iria de encontro com o abordado neste presente artigo? Para todos os efeitos, eles teriam sido criados direto no céu.

    Como últimas consequências, talvez sem muita relevância, o número de pessoas salvas seria maior que o número de condenadas. Alguns podem argumentar que isso iria de encontro, por exemplo, com a passagem bíblica sobre a porta estreita. Outros podem contra-argumentar e dizer que tal passagem somente se aplica àqueles que passaram pela Terra. Viu como ficou um negócio confuso? Mais da metade da humanidade não teria parte no plano de Deus de redenção.

    Uma situação meio cômica aconteceria também: na Nova Jerusalém, descobriríamos que seríamos pais de vários filhos, zigotos ressurretos.

    No mais, obrigado desde já pela atenção!

    Att,
    Luiz

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    1. Essas questões são problemáticas mesmo e eu não me considero a pessoa mais apta a respondê-las, apenas penso que qualquer ponto de vista sobre "quando começa o ser humano" será alvo de críticas semelhantes e até mais contundentes, o que eu logo tomei conta quando comecei a estudar o assunto. Em favor da vida começar na concepção temos, por exemplo, o fato do zigoto já possuir toda a configuração genética do indivíduo (ou seja, geneticamente falando, nada é acrescentado a ele, já está "tudo ali", os 23 pares de cromossomos que temos por toda a vida. A única tese alternativa para o início do indivíduo que também considero plausível é o da formação do cérebro, que acontece na segunda semana de gravidez. Mesmo assim, na incerteza o benefício da dúvida deve ser concedido à proteção da vida, ou seja, ao feto. Somente se tivéssemos 100% de certeza de que não existe uma pessoa antes de x semanas é que poderíamos favorecer o aborto neste período, a despeito das problemáticas que possam ser formuladas a favor ou contra essa ou aquela visão.

      Mas em relação aos fetos abortados eu tenho o entendimento de que eles terão um "passaporte direto" para a glória sim (o que também se aplica a natimortos ou bebês que morrem ainda muito cedo), uma vez que teriam pouca ou nenhuma lembrança da vida na barriga da mãe ou fora dela. Nestes casos sim, se aplicaria a eles tudo o que eu escrevi neste artigo, porque a sensação deles ao chegarem à presença de Deus certamente não será a mesma que teremos, será em um nível bem inferior, da mesma forma que o craque de uma seleção que carrega seu time para a vitória em uma final de Copa do Mundo teria uma sensação de êxtase e plenitude muito superior à de um jogador do banco de reservas que veio à passeio ou do vendedor de refrigerantes no estádio, que não participaram ativamente do evento para ter a mesma comoção. Por outro lado, esses fetos não sofreriam as dores que sofremos em vida, o que na visão de alguns é ainda melhor, embora eu discorde.

      Abs.

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  37. Ou seja se tivéssemos sido criados diretamente na nova Jerusalém provavelmente cometeríamos o mesmo erro de Adão e Eva.

    Marcelo Dornelas

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