18 de maio de 2018

120 Os evangélicos são “otários” e "orgulhosos" por dirigirem suas orações direto a Deus?


O vídeo não é recente, mas revela muito do caráter desse homem idolatrado pelos tridentinos, que nutre um ódio imenso aos evangélicos mesmo quando aparenta uma fala mansa e humilde. Mesmo em um monólogo em que “debatia” consigo mesmo e “refutava” um protestante imaginário criado pela sua mente brilhante e não em um debate real, o padre Paulo Ricardo xingou os evangélicos de “otários” – em plena missa, diga-se de passagem – apenas porque nós dirigimos nossas orações a Deus (enquanto eles são obrigados a passar por um panteão de “santos” e “santas” sem nenhuma base bíblica ou mesmo lógica). Assista se tiver estômago forte:


O vídeo em si é um verdadeiro festival de bobagens e de argumentos sem noção que não apenas beiram mas ultrapassam completamente qualquer barreira do ridículo, mas a maior pérola aparece aos 00:48, quando ele diz: “E por que eu preciso dela [de Maria], por que eu não posso ir direto pra Deus, padre Paulo? Larga de ser orgulhoso, criatura! Por que é que você tem que ser direto? Isso é um negócio, assim... o princípio protestante é um ‘princípio orgulhoso’. Depois ele solta outra, aos 02:10, quando diz: “E se Deus quiser que vocês usem os outros, o que você faz, ô otário!. É ódio e desespero que não acabam mais.

Na época dos acontecimentos (em 2011 ou 2012) eu escrevi este artigo em meu site antigo, onde refuto “minuto a minuto” os seus disparates à luz da Bíblia, mas como se trata de um artigo antigo eu decidi elaborar este outro onde abordo exclusivamente a questão principal, da oração direto a Deus.

Segundo o padre, a razão pela qual os evangélicos vão direto a Deus em oração é porque são “orgulhosos”, e os católicos por serem humildes preferem pedir aos santos primeiro para então “passarem o recado” a Deus, como se Ele precisasse disso, o que na cabeça do padre faz algum sentido e exala piedade. O problema é que se o padre Gargamel Paulo Ricardo está certo, então todos os personagens bíblicos da Bíblia inteira são um bando de otários orgulhosos, porque TODOS eles sempre dirigiram suas orações direto a Deus e nunca, repito, NUNCA a um “santo” falecido para “interceder” junto a Deus. Só quem não percebe isso é quem não tem uma Bíblia em casa ou que a deixa aberta no Salmo 91 apenas como um amuleto para “espantar os males”.

Lastimavelmente, a situação aqui é tão feia que eu fui agora mesmo no Salmo 91 e constatei que até lá o salmista se dirige direto a Deus em vez de passar por um panteão de “santos”. Duvida? Apenas leia:


Observe que o salmista se dirige direto a Deus e diz que “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”. É a Deus, e não a um panteão de “santos”, que o salmista recorre em todo o tempo. Depois o próprio Deus fala em primeira pessoa e diz que “ele clamará A MIM e eu lhe darei a resposta”, e não para clamar ao santo Fulano de Tal que ele vai interceder lá no Céu e só assim a resposta vai vir. Não havia burocracia: todo o processo era feito direto com Deus, em uma ligação aberta e direta entre as duas partes, sem interceptores ou medianeiros.

É assim no Antigo Testamento inteiro. Quando Ana estava em aflição de espírito e precisava de um filho, ela “chorou muito e orou ao Senhor (1Sm 1:10), que ao invés de rejeitá-la dizendo que precisava ter passado primeiro pelos “santos” para só depois a mensagem chegar ao seu conhecimento com eficiência, atendeu o pedido e lhe concedeu o que desejava. Quando Senaqueribe estava a ponto de invadir Israel e destruir a nação, “Ezequias orou ao Senhor(2Rs 19:15), e Deus lhe deu uma surpreendente vitória na ocasião, quando enviou um anjo para matar todo o exército assírio. Mais tarde, quando ele estava prestes a morrer por causa de uma doença, “Ezequias virou o rosto para a parede e orou ao Senhor(Is 38:2), que lhe acrescentou mais quinze anos de vida.

Quando o piedoso rei de Judá chamado Josafá estava sendo atacado por um exército de um milhão de soldados, “Josafá decidiu consultar o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá” (2Cr 20:3), e entãoorou: Senhor, Deus dos nossos antepassados...” (v. 6). O resultado? Deus repreendeu o rei por ter sido um orgulhoso e otário. Vitória de novo. Até quando Josué orava a Deus para que o sol parasse, ele era atendido, sem precisar passar por intermediários (cf Js 10:12-15).

O livro de Daniel também é cheio de orações do profeta... sempre somente e diretamente a Deus. Em uma delas, ele relata:

“Por isso me voltei para o Senhor Deus com orações e súplicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza. Orei ao Senhor, ao meu Deus, e confessei: ‘Ó Senhor, Deus grande e temível, que mantém a sua aliança de amor com todos aqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos...’” (Daniel 9:3-4)

Mesmo quando a Bíblia menciona um personagem de passagem, citado apenas uma vez nas Escrituras e justo em uma lista genealógica, ela faz questão de abrir um parêntesis para mencionar uma oração dele... a Deus:

“Jabez foi o homem mais respeitado de sua família. Sua mãe lhe deu o nome de Jabez, dizendo: ‘Com muitas dores o dei à luz’. Jabez orou ao Deus de Israel: ‘Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores’. E Deus atendeu ao seu pedido” (1ª Crônicas 4:9-10)

Isaías não apenas ora ao Senhor, como ainda deixa claro que “Abraão não nos conhece e Israel não nos reconhece”, uma maneira de expressar que o único ser ao qual eles poderiam recorrer era o próprio Deus e ninguém mais:

“Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó Senhor, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome” (Isaías 63:16)

Eu não vou acumular aqui outros milhares de exemplos para não tornar este artigo irritantemente longo, mas está claro para qualquer mínimo conhecedor de Bíblia, mesmo uma criança ou um principiante na área, que não existia a noção de que as orações não deviam ser direcionadas a Deus diretamente, como se o certo fosse passar antes por uma legião de mediadores que entregariam o recado a Deus. É preciso ser um monstro de desonestidade intelectual e até moral para negar este fato clarividente diante de nossos olhos. É preciso ser uma coisa bem pior que um mero “cego espiritual”. É coisa de mal-intencionado mesmo.

Talvez, ao chegar até aqui, o caro amigo e leitor católico esteja questionando: “Mas o Novo Testamento mudou tudo! Padre Paulo deve ter razão!”. Já irei analisar o Novo Testamento para ver se ele mudou mesmo alguma coisa do Antigo neste ponto, mas apenas por uma questão de lógica isso já seria dispensável. Afinal, se até na antiga aliança, antes de Deus se revelar a nós na pessoa de seu filho Jesus Cristo, nós já podíamos ir direto a Deus em oração, quanto mais na nova aliança, onde o véu já foi rasgado (Hb 10:19)! E isso não sou eu quem digo, mas o próprio autor de Hebreus, que escreveu:

“Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo. Temos, pois, um grande sacerdote sobre a casa de Deus. Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e tendo os nossos corpos lavados com água pura. Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hebreus 10:19-23)

Para o padre Paulo, se aproximar de Deus diretamente significa ser um orgulhoso arrogante, otário e sem humildade. Já para o autor de Hebreus, devemos nos achegar a Deus com «plena confiança» e «plena convicção de fé» (sim, ele faz questão de repetir o “plena” duas vezes, para ressaltar o quanto isso era verdadeiro e notório!). Talvez o autor de Hebreus fosse um “protestante orgulhoso” também, mas então o apóstolo Paulo também era, pois escreveu:

“De acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor, por intermédio de quem temos livre acesso a Deus em confiança, pela fé nele” (Efésios 3:11-12)

LIVRE acesso... e EM CONFIANÇA! Impossível ser mais claro do que isso. Nem desenhando.

Jesus também não disse que ele era “um” caminho para Deus e que os “santos” são os “atalhos”, como defendeu o padre que apanhou do Malafaia neste debate, mas sim que ele é o caminho, e que “ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14:6). Paulo também não disse que Jesus era “um” mediador e que existiam outros mediadores e mediadoras, mas que “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus” (1Tm 2:5). Ele reiterou aos efésios que “por meio dele [Jesus] tanto nós como vocês temos acesso ao Pai, por um só Espírito” (Ef 2:18). Nada, absolutamente nada de “santas” ou “santos” falecidos é sequer mencionado.

Essa é a razão pela qual nós oramos ao Pai em nome de Jesus, e não em nome de Maria ou de algum santo. O próprio Cristo disse que “o que vocês pedirem em meu nome, eu farei” (Jo 14:14). Ele não falou nada sobre orar aos “santos” para só então ele fazer algo, e nem que era preciso algo a mais que a oração em seu nome para que o pedido fosse realizado. É por isso que em todo o Novo Testamento não há sequer um único personagem bíblico rezando aos mortos, como fazem os católicos rotineiramente. Vou repetir: NENHUM. O católico que faz isso deve estar consciente de que está agindo deliberadamente contra a autoridade das Escrituras nesta questão. Em termos simples, deve estar bem seguro de que o que a Bíblia ensina não tem valor algum e nem pauta a sua vida.

Assim como no caso do AT, o tempo e o espaço me impedem de trazer milhares de exemplos e tornar este artigo enormemente exaustivo (essa é a razão pela qual é tão importante ler a Bíblia por conta própria e não depender dos outros), mas vou trazer alguns casos claros e simples de como a coisa funcionava. Podemos começar com a própria oração do Pai Nosso, que dispensa comentários e que até um ateu sabe de cor. O padre Paulo Ricardo deve fazer essa oração também, ou deve ao menos conhecê-la e saber que ela se dirige inteiramente e diretamente a Deus, o que faria do próprio padre um “orgulhoso” e “otário”, segundo o critério que inventou.

Os apóstolos também não hesitaram em orar sempre somente e diretamente a Deus. Logo no início de Atos, quando eles precisavam eleger um sucessor para Judas, oraram assim:

“Então indicaram dois nomes: José, chamado Barsabás, também conhecido como Justo, e Matias. Depois oraram: ‘Senhor, tu conheces o coração de todos. Mostra-nos qual destes dois tens escolhido para assumir este ministério apostólico que Judas abandonou, indo para o lugar que lhe era devido’” (Atos 1:23-25)

Ou então veja como Paulo orava:

“Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite em seus corações mediante a fé; e oro para que vocês, arraigados e alicerçados em amor, possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus. Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém! (Efésios 3:14-21)

Paulo se ajoelhava diante de imagens de “santos”? Não. Ele direcionava suas orações para os mortos, a fim de que estes “mandassem o recado” a Deus? Menos ainda. Em vez disso, ele se ajoelhava diante do Pai, e orava «Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos». Lamentavelmente, nem mesmo terminava com um “Salve Maria” no final. Que pena. Na verdade, nem a própria Maria orou a outra pessoa senão somente a Deus (cf. Lc 1:46-55). Também Tiago, ao falar sobre as pessoas doentes, pede que “orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor” (Tg 5:14). Creio não ser necessário trazer aqui os muitos textos do Apocalipse onde a oração e a devoção eram sempre direcionadas somente a Deus, a quem era sempre dada toda a glória (Ap 1:6; 4:9; 4:11; 5:12-13; 7:12; 19:1; 19:7).

Em todo o Novo Testamento, o fato de que devemos orar direto a Deus não era nem mesmo discutido, sequer havia necessidade de se explicar algo tão óbvio. É preciso ser um grosseiro ignorante de Bíblia ou um desonesto completo para chegar ao ponto de alegar ser lícito à luz das Escrituras que oremos a alguém mais que não seja ao Senhor. Isso não seria apenas um insulto à Palavra de Deus, mas um atestado de que na verdade todos os personagens bíblicos de toda a história – desde Moisés, passando por Maria e todos os apóstolos, e, porque não, pelo próprio Senhor Jesus – oraram errado o tempo inteiro. E na concepção do padre Paulo, não apenas oraram errado a vida inteira, como ainda eram otários arrogantes e orgulhosos por terem a audácia de dirigir suas preces direto a Deus. Eles todos são maus exemplos. O bom exemplo é o Gargamel ele mesmo.

De acordo com essa lógica insana, quem finalmente revelou a verdadeira “forma correta” que se deve orar foi a instituição católica romana, que passou uma borracha na Bíblia e ignorou todos os profetas, apóstolos e escritores sacros para inventar uma fórmula nova e mágica que faz menos sentido do que 2 mundiais com 1 libertadores. Sim, porque ao invés de você orar a Deus que é quem atende as orações de todos, você prefere se direcionar a um fantasioso “intermediário”, o qual supostamente vai transmitir a mensagem a Deus intercedendo pelo indivíduo que poderia ter ido direto a Deus. Isso é tão lógico quanto eu querer falar com você, ir à sua casa, você atender disposto a conversar comigo mas eu preferir te ignorar e chamar outra pessoa para então essa pessoa chamar você. É esse o nível de transtorno mental que a Igreja Romana exige que você creia em vez do simplismo e da clareza indiscutível das Escrituras.

Não se deixe enganar por vãs filosofias. Paulo já alertava desde muito para que “tenham cuidado que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo” (Cl 2:8). É exatamente a isso que os sofistas do passado e do presente geralmente apelam quando tentam contrapor uma verdade bíblica tão clara e incontestável que não pode ser negada pelo uso da própria Escritura: ignoram completamente a Bíblia e começam a filosofar com raciocínios sofistas e malabarismos de circo. É por isso que Paulo Ricardo não trouxe nenhum verso bíblico que ensinasse que devemos orar a “almas desencarnadas” para que elas transmitam por sua vez a mensagem a Deus, e em vez disso preferiu fazer com que seu argumento consistisse em asneiras pseudofilosóficas para enganar os verdadeiros otários dessa história toda.

Isso não é de se surpreender, pois o próprio diabo enganou Eva com raciocínios ardilosos de sua mente doente, e hoje instiga seus servos a usarem do mesmo artifício a fim de perverter as mentes mais fracas. Acredite: um senhor desses, antes mesmo de dizer essas bobagens, estudou sete anos em um seminário para virar padre, sem falar no seu mestrado em direito canônico. Todo esse estudo para sair essas porcarias sem sentido e nem nexo algum, que são tão risíveis quanto refutáveis por qualquer criança evangélica que tenha feito escolinha dominical.

É como se tivesse estudado todo esse tempo apenas para procurar os métodos mais fraudulentos de se contradizer uma verdade bíblica autoevidente, e ainda assim isso foi o melhor que ele pôde fazer. O que me faz lembrar o saudoso ex-padre Aníbal, que dizia que no seminário eles aprendiam de tudo sobre a Bíblia, menos a Bíblia. O resultado é isso aí: um charlatão que visa deliberadamente enganar as massas com esse tipo de discurso ardiloso além de preconceituoso – e tudo para negar a Bíblia. E não se esqueça: este é o melhor padre católico na opinião dos tridentinos, e o mais citado por eles – o que deve significar que o resto é ainda pior.

Não irei aprofundar a discussão aqui para outros campos da teologia, mas é perfeitamente sabido que o intuito principal da organização católica romana é o de obstruir e impedir a todo o custo a comunhão direta do cristão com Deus, através de rituais mecânicos e uma teologia raquítica. Isso não é somente no âmbito da oração, em que são induzidos a direcionar a entidades já mortas que não podem nem ouvir e muito menos atender a quem quer que seja (evitando assim que a oração seja feita a Deus e tenha eficácia), mas até na confissão de pecados precisam passar primeiro pelo padre em vez de pedir perdão direto a Deus como a Bíblia ensina (veja aqui), mais uma vez na intenção de obstruir o contato com o divino. O resultado são pecados perdoados por um padre e não por Deus, e orações feitas à gente morta e não a Deus – tudo aquilo que o diabo quer.

Não preciso dizer que no âmbito da leitura bíblica o fiel também está de mãos atadas e é obrigado a aceitar a interpretação papal oficial, porque a leitura clara e simples o levaria para muito, muito longe de Roma. O protestantismo restaurou o princípio cristão e bíblico do sacerdócio universal dos crentes, onde não há mais intermediários entre nós e Deus, razão pela qual podemos ir direto a Ele sem medo, em «plena confiança». Assim, a Reforma restaurou uma comunhão mais íntima e pessoal entre criatura e Criador, que tem se tornado a grande tônica do protestantismo desde então, a despeito de todas as distorções e erros que ainda persistem.

Depois da Reforma, Deus não é mais um Deus distante e zangado que só te ouve se você falar com outras pessoas primeiro, mas um Pai amoroso e gracioso que te espera sempre de braços abertos e com prontidão. Ele deixou de ser um robô pelo qual se manipula através da quantidade de rezas decoradas e repetidas mecanicamente, mas um ser pessoal e presente que se importa conosco em um relacionamento real entre pai e filho, e que deseja orações espontâneas que procedam do mais íntimo do coração. O próprio conceito que se tem de Deus foi restaurado, o que ajudou a eliminar males que assolavam a Idade Média como a Inquisição – feita principalmente para saciar a sede de sangue de um deus vingativo do catolicismo romano, como eles imaginavam.

O deus católico não é muito diferente dos deuses pagãos das tribos que exigiam sacrifícios humanos vivos – ela queimava homens e mulheres vivos em fogueiras, enquanto os outros matavam por decapitação em um altar. Ambos pensavam estar realizando os atos para honrar um deus vingativo e irado que exigia o sangue como retribuição, razão pela qual as cerimônias tinham um caráter religioso-ritualístico (no caso católico, eram chamadas de “autos-da-fé”, o que já nos diz muito por si só).

Tudo isso decorre de uma visão deformada que se tinha de Deus, em ambos os casos. Essa mesma visão deformada do “deus cruel e distante” é a responsável pela “terceirização” das orações para as mãos de outras entidades celestiais que não Deus, o qual supostamente ficaria enfurecido com o “orgulho” e “prepotência” de filhos que ousam falar com ele diretamente. O problema é muito maior do que parece a uma primeira vista. É um problema conceitual, antes que textual. É um caso muito grave, com consequências mais graves ainda.

Gente doutrinada por padre Paulo Ricardo e companhia limitada tem uma visão tão distorcida e deformada do que Deus é, que mesmo se lhes mostrarmos dúzias de textos bíblicos explícitos e que falam por si mesmos, eles ainda assim não acreditarão, e dirão que os “otários” somos nós. De fato, a imagem que fizeram de Deus na cabeça deles é muito mais compatível com o show de horrores do discurso do padre repleto de achismos e sofismas, do que com qualquer coisa que a Bíblia possa dizer. Se precisam optar entre a Bíblia e o deus medonho e remoto que imaginam servir, não hesitam em sacrificar o primeiro pelo segundo, nem que para isso seja necessário os raciocínios mais engenhosos e os malabarismos mais extravagantes que este mundo já viu.

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120 comentários:

  1. Se realmente precisamos da intercessão dos santos; então, os católicos jamais poderiam fazer a oracao do pai nosso.

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    1. Essa vai ser votada como a melhor do ano!

      Parabéns pela sabedoria!

      Nota 1000 pra você!

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    2. Taí, nunca havia me tocado nisso!

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  2. Discordo de seu artigo em um ponto: dois mundiais e uma libertadores é totalmente lógico, pois no futebol era de praxe que o anfitrião fosse automaticamente convidado para participar dos eventos (antigamente o campeão prévio também), por isso a França foi campeã em 1998 sem participar de eliminatórias da Copa do mundo. O mundial de 2000, o primeiro mundial de verdade, ocorreu no Brasil, e logicamente a Fifa permitiu que fosse convidado um clube. Logicamente, deveria ser o àquela época bi-campeão brasileiro, o Sport Club Corinthians Paulista, o maior clube de todos os tempos, o maior time do mundo, o que tem a história mais linda, o campeão dos campeões, etc. Por isso tem todo o sentido lógico aí. É claro que você pôs brincando, mas lógica esse mundial tem. Não tem lógica é considerar um joguinho de final de ano valendo uma camionete entre casados e solteiros, no Japão, como mundial.

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    1. Pois é, vencer o Barcelona e o Milan em Tóquio é um joguinho de final de ano valendo uma camionete, mundial mesmo é um jogo contra o Vasco no Rio de Janeiro empatado em zero a zero depois de chegar à final com um gol roubado contra o poderoso Raja Casablanca onde a bola não entrou e o juiz deu gol :)

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    2. O Milan não venceu a Champions League. Não era o melhor europeu pra se enfrentar em 1993 pra se dizer campeão mundial ou do Interclubes daquele ano.

      Em outras edições de interclubes, o campeão não quis ir, então a UEFA mandou outro representante em seu lugar.

      No campeonato de 2000, o Corinthians passou pelo Real Madrid e teve um gol mal anulado naquele jogo, do jogador João Carlos. O jogo terminou 2 a 2. Vencendo, já estaria classificado. Era o segundo jogo. O jogo com o Casablanca foi o primeiro e terminou 2 a 0.

      https://www.youtube.com/watch?v=9brqBiB5llw

      Nessa edição de 2000, tinha o vencedor da Champions League tanto de 1998 quanto de 1999, enquanto o São Paulo não enfrentou nenhum campeão em 1993.

      O Vasco chegou na final por vencer o Manchester por 3 a 1, na fase de grupos. Tanto um quanto outro, eliminaram os eropeus vencedores da Champions League.

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    3. "O Milan não venceu a Champions League. Não era o melhor europeu pra se enfrentar em 1993 pra se dizer campeão mundial ou do Interclubes daquele ano"

      Isso aconteceu porque o clube francês foi punido por conta de um escândalo de acerto de resultados, e não porque o Marselha "se recusou a jogar". Por isso que o Milan foi não apenas o representante europeu no Mundial de 93, mas também na Supercopa Europeia contra o vencedor da Copa UEFA (atual "Liga Europa").

      "Em outras edições de interclubes, o campeão não quis ir, então a UEFA mandou outro representante em seu lugar"

      Se isso aconteceu então é problema deles, o SPFC ou qualquer outro campeão sul-americano não tem nada a ver com isso.

      "No campeonato de 2000, o Corinthians passou pelo Real Madrid e teve um gol mal anulado naquele jogo, do jogador João Carlos. O jogo terminou 2 a 2. Vencendo, já estaria classificado. Era o segundo jogo. O jogo com o Casablanca foi o primeiro e terminou 2 a 0"

      O gol foi anulado corretamente, como um dos caras que comentou no lance do vídeo disse, "o jogador do Corinthians praticamente escalou, montou em cima do goleiro do Real impedindo que o mesmo subisse pra disputar a bola". Tanto é que os jogadores do Corinthians praticamente nem reclamaram no lance:

      https://www.youtube.com/watch?v=9brqBiB5llw

      Enquanto isso, você pode comentar esse lance:

      https://www.youtube.com/watch?v=KxgyGhtB1cs

      "Nessa edição de 2000, tinha o vencedor da Champions League tanto de 1998 quanto de 1999, enquanto o São Paulo não enfrentou nenhum campeão em 1993"

      O caso do São Paulo de 1993 já foi explicado. O curioso é que chamaram os dois últimos vencedores da Champions de 98 e 99. Se seguissem algum critério ou coerência, deveriam ter chamado também os dois últimos campões da libertadores dos mesmos anos. Neste caso, os dois representantes brasileiros deveriam ser Vasco (campeão de 98) e Palmeiras (campeão de 99). Em vez disso, deixaram o Palmeiras de fora e chamaram o Corinthians. O atual campeão da Champions estava lá, mas o atual campeão da libertadores não estava. Isso é no mínimo MUITO estranho.

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    4. "O caso do São Paulo de 1993 já foi explicado. O curioso é que chamaram os dois últimos vencedores da Champions de 98 e 99. Se seguissem algum critério ou coerência, deveriam ter chamado também os dois últimos campões da libertadores dos mesmos anos. Neste caso, os dois representantes brasileiros deveriam ser Vasco (campeão de 98) e Palmeiras (campeão de 99). Em vez disso, deixaram o Palmeiras de fora e chamaram o Corinthians. O atual campeão da Champions estava lá, mas o atual campeão da libertadores não estava. Isso é no mínimo MUITO estranho."

      O Vasco era representante da Conmebol, não do Brasil.

      A base era o ano de 1998. O Vasco venceu a Libertadores de 1998, como representante da Conmbebol e o Corinthians o campeão brasileiro do mesmo ano, como representante do Brasil.

      O que poderia acontecer era entrar Corinthians e Palmeiras se a base fosse 1999. Eles preferiram colocar o Vasco pq garantiria um de cada Estado, um com base no Morumbi e outro, no Maracanã. Foram espertos.

      No atual formato, eles não querem mais duas equipes do mesmo país, pra evitar que tenha uma final como em 2000, mas se o representante do país sede vencer o torneio continental, quem representará será o campeão nacional e o vice campeão continental, de outro país.

      "(*) – Há também uma vaga do país anfitrião com critérios estabelecidos pela FIFA, a partir de 2007, preenchida pelo atual campeão nacional do país. Quando um clube do país-sede vence o título continental, a vaga é herdada para o vice-campeão continental para evitar que existam dois representantes de um só país como na primeira vez em 2000, quando uma das vagas foi indicada pela CBF (federação do país-sede)."

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_de_Clubes_da_FIFA

      usando o que aconteceu em 2000, se a base fosse 98, iriam Corinthians e Barcelona do Equador (vice de 98) ou Corinthians e Deportivo Cali (Colombia, vice de 99). O Corinthians entraria de qualquer jeito.

      O Palmeiras iria entrar num torneio de 2001, que seria na Espanha, mas a patrocinadora do evento quebrou e cancelaram o evento. Teve até sorteio dos grupos. O Palmeiras ficaria no grupo B

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Mundial_de_Clubes_da_FIFA_de_2001

      Somente foi retomado em 2005 qdo se tornou novamente viável. Agora querem outro formato à partir de 2021 pq o atual não garante receita suficiente, além de atrapalhar o calendário dos clubes. Será disputado de 4 em 4 anos.

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  3. Outro ponto, agora sério, é que a figura descreve um cronograma, mas na verdade é um organograma, pois não se refere ao tempo. Abraço e fique com Deus. Ótimo artigo novamente.

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    1. Bem lembrado, eu peguei a imagem da internet e não percebi esse erro, mas já arrumei no paint.

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    2. Olá!
      No artigo atual logo percebi o ajuste mas no artigo em ainda consta como cronograma.

      Fique em paz e que Deus te abençoe!

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    3. Não entendi, onde consta como "cronograma" ainda? Abs.

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    4. O endereço foi removido da mensagem postagem. Trata-se do artigo "refutando-o-padre-paulo-ricardo" no Apologia Cristã.

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    5. http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/refutando-o-padre-paulo-ricardo

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    6. Ah sim, acabei de corrigir. Vlw!

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  4. Lucas,
    Um dos argumentos catolicos é de que, se o protestantismo é correto, isto significa que Deus esqueceu a Igreja e deixou-a em erro por 1500 anos. Você já escreveu algo rebatendo este argumento?

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    1. Veja esse artigo:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/03/entenda-as-divisoes-do-cristianismo-e.html

      E esse:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/01/a-reforma-antes-de-lutero_27.html

      Há outros artigos no índice abaixo, mas creio que esses dois mais recentes vão mais direto ao ponto.

      (O índice): http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

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  5. No paraíso ainda seremos conhecedores do bem e do mal? Ou a gente vai andar pelado por lá sem se importar? rsrs Abraços.

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    1. Seremos conhecedores sim, mas não iremos praticar o mal porque não teremos vontade nenhuma disso (todos os nossos instintos que são hoje naturalmente voltados para o mal serão voltados para o bem na vida eterna). Abs!

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  6. Boa noite Lucas

    Você recomenda alguma teologia sistemática para estudo? (De preferência uma aniquilacionista)

    Eu estava pensando em ler a do Norman Geisler, porém ele é imortalista..

    Abraços!

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    1. Eu vou confessar uma coisa, eu detesto "teologias sistemáticas". Talvez porque sejam todas elas bastante superficiais pro meu gosto, porque logicamente não é possível abordar com exaustão ou com uma profundidade razoável temas teológicos complexos que para serem abordados apropriadamente se levaria pelo menos um livro inteiro só sobre aquilo, então na prática a teologia sistemática (como o próprio nome indica) acaba sendo um "resumão" superficial de tudo, onde qualquer um coloca a sua visão pessoal ali, bastando inserir algumas referências entre parêntesis que na sua cabeça fundamentam determinada doutrina (mas que muitas vezes é má interpretação ou deturpação do próprio autor). Se você quer estudar sobre mortalismo, eu não recomendo teologia sistemática nenhuma, mas os meus livros e artigos, o livro do Bacchiocchi, o do Cullmann, os artigos do Azenilto e os vídeos do Leandro Quadros. Com esses materiais, e até com bem menos que isso tudo, você consegue refutar qualquer imortalista sobre qualquer argumento em cima de qualquer texto. Abs!

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    2. Lucas, uma boa dica pra quem não gosta de teologia sistemática são "As Institutas", de Calvino e "Sumas Teológicas" de Tomás de Aquino, são "resumos" mais elaborados do pensamento cristão.
      Eu, particularmente, depois que conheci essas obras primas (ou melhor, vi) passei a gostar de Teologia Sistemática.

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    3. "Lucas, uma boa dica pra quem não gosta de teologia sistemática são "As Institutas", de Calvino e "Sumas Teológicas" de Tomás de Aquino, são "resumos" mais elaborados do pensamento cristão"

      Respeito a sua opinião mas eu discordo dela, se alguém não gosta de teologia sistemática provavelmente vai gostar menos ainda ao ler esses livros antigos aí, com uma linguagem adaptada para aquela época e que lidava com os problemas daquele período, e que tornariam as coisas mais fastidiosas para um leitor comum nos dias de hoje que não estivesse familiarizado com a literatura antiga. Além disso doutrinariamente eu vejo muitos erros em ambas as obras, que também são pouco compatíveis entre si, mas aí é uma outra discussão.

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  7. Paz do Senhor Lucas, Glória a Deus pelo conhecimento que você tem. Um amigo meu falou que existem mais capítulos além dos 12 do livro de Daniel, eu gostaria de saber sobre a datação desses outros cap. Que existem em outras bíblias. Poderia me passar também alguns artigos sobre o cânon do AT e doNT?

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    1. Olá, na verdade esses "capítulos a mais" de Daniel são acréscimos apócrifos e espúrios escritos em grego séculos depois da escrita do livro em hebraico, que por constar em códices da Septuaginta acabou ganhando o status de "deuterocanônico" pelos romanistas (mas que nunca fez parte do cânon hebraico). Mesmo sendo pouca coisa está cheio de mitos e invencionices, incluindo uma estória de que Daniel matou sozinho um dragão de verdade, que ainda foi jogado DE NOVO na cova dos leões, que Habacuque foi teletransportado para a Babilônia agarrado pelos cabelos e outras palhaçadas do tipo, quando basta apenas ler o final do capítulo 12 para perceber como é tão claro e óbvio que o livro terminava ali mesmo:

      "Quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará, e então, no final dos dias, você se levantará para receber a herança que lhe cabe" (Daniel 12:13)

      Você pode conferir essas lendas dos apócrifos aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/06/heresias-lendas-mitos-e-absurdos-nos.html

      E sobre artigos a respeito dos apócrifos e do cânon bíblico, confira no índice:

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

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    2. Lucas, a pergunta do amigo suscitou uma curiosidade minha: houve interesse de alguns que seus escritos participassem do cânon ou esses acréscimos deve-se a algum redator desavisado/mal intencionado/equivocado?

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    3. No final do século IV algumas igrejas africanas que usavam a Septuaginta acabaram declarando a inspiração de certos apócrifos, mas essa não foi uma decisão universal ou dogmática da Igreja da época (tanto é que Jerônimo na Vulgata registra expressamente que aqueles livros eram apócrifos mesmo e que não serviam para fundamentar doutrina). Assim foi o consenso geral da Igreja (mesmo da Igreja Romana) durante os mais de mil anos que se seguiram até a Reforma, quando alguns teólogos oportunistas quiseram incluir estes livros no cânon católico romano como uma forma de combater a Reforma Protestante que já se alastrava. Não foi fácil, o próprio placar da votação foi acirrado porque essa desfaçatez encontrava forte oposição mesmo entre os teólogos romanistas, mas o fato de poucos terem comparecido às sessões pesou para que por fim fosse tomada a medida de considerá-los canônicos da mesma forma que o resto da Bíblia. Os protestantes por coerência mantiveram esses livros como apócrifos, embora "úteis para a edificação" espiritual, razão pela qual eles os mantinham como apêndice em suas Bíblias da mesma forma que Jerônimo fez na Vulgata. Resumidamente é isso, você pode ler as respostas mais aprofundadas nos respectivos artigos.

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  8. Maximiliano Nobre18 de maio de 2018 20:27

    Simplesmente fantastico!

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  9. Agora vem minhas dúvidas sobre as questões do livro chamados para e sofrer.
    Eu li esse livro, e já ia produzir uma pregação. Estava muito entusiasmado.
    Mas aí dei uma olhada num livro antigo aqui de casa, que é o Manual Bíblico Dake. Que é do mesmo autor das notas da bíblia de estudo Dake, o Finis Jennings Dake.

    Eu sei que ele é da teologia da prosperidade. Então prestei atenção nos argumentos. E vai contra tudo o que eu tenho lido, e que tava me preparando pra pregar.

    Existe um capítulo chamado "Incredulidade respondida com a escritura". Que ele trata de desconstruir oito argumentos, deixei 4 de lado por serem infantis. Mas esses outros quatros tem me perturbado porque é o pano de fundo de tudo o que você escreveu.

    (Por favor me ajude!)

    [1. As pessoas estão doentes para glória de Deus.]

    Ele fala que se fosse a vontade de Deus que as pessoas ficassem doentes, então Ele nunca teria curado ninguém, pois estaria se opondo à sua própria vontade. E que todos os doentes que foram a Cristo. Foram curados, e Ele não faria diferente hoje.

    [2. Nem todos os homens foram curados]
    Ele fala que quando Marcos 6.5 diz que Jesus não curou alguns. Não foi por causa da falha da oração. A razão de não serem curados é que não foram até Ele, porque se tivessem ido teriam sido curados.

    [3. Remédios humanos foram garantidos na Escritura]
    Ele fala que o emplastro de Is 38, era apenas assepsia, já que não há nenhum poder curador em um emplastro de figos. Quem encomendou o emplastro foi Isaías e não o Senhor. Deus operou a cura e não o emplastro.

    Falou também que a Admoestação de Paulo a Timóteo em 1 Timóteo 5:23 foi alimentar apenas. Pois um pouco de suco de uva nunca curaria ninguém de qualquer problema no estômago. E que a Água da Ásia Menor era ruim em certas épocas do ano devido à falta de chuvas e muito sofrimento causado.

    [4. Paulo tinha um espinho na carne]
    Ele diz que não era os olhos fracos e doentes. Pois era um "mensageiro de Satanás", já que no grego é anjo e não enfermidade. Esse anjo acompanhava Paulo e causava os sofrimentos que ele listou em 2Co 11, simplesmente pra ele ser humilde.

    E que os espinho na carne deve ser entendido no mesmo sentido de Números 33.55, Josué 23.13 e Juízes 2.3; 8.7. Nessas passagens não fala de enfermidade mas apenas de aflição mesmo.
    E os versículos usados para a enfermidade física de Paulo, como 1Co 2.3; 4.10 (franqueza/fraco) deve ser entendido como humildade e dependência de Deus. Porque se não, teríamos que considerar 2Co 11. 29 como doença onde ele diz: "que eu não me sinta fraco".

    E no final do capitulo ele trata de Gálatas 4.15 e 6.11. Ele fala que nenhuma dessas passagens são usadas para afirmar que ele tinha a doença oriental chamada oftalmia. Porque a primeira passagem é uma figura de linguagem, que expressa afeição dos gálatas em relação a Paulo. Que seria atualmente equivalente a "daria meu olho direito por aquilo". Para Dake,  não significaria que o interlocutor tivesse o olho direto doente.

    E já em Gálatas 6.11 a palavra grega pra letra é gramma. Que significa um escrito, uma carta, um documento. E que Paulo não poderia ser tão cego, a ponto de escrever suas cartas com letras grandes, pois se enxergasse tal mal assim, não teria conseguido escrever nenhuma epístola sequer.
    Ele fala isso, porque Gálatas é uma epístola longa, mais do que sete das epístolas dele e tão extensa quanto outras duas.

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    1. Olá, em primeiro lugar me desculpe pela grande demora em respondê-lo. Infelizmente ocorreram muitas coisas nesses dias que me impediram de praticamente ligar o computador (eu havia deixado a sua questão para responder por último já que era a mais longa e aí acabei ficando sem tempo). Mas enfim, sem mais delongas, vamos às respostas:

      “Ele fala que se fosse a vontade de Deus que as pessoas ficassem doentes, então Ele nunca teria curado ninguém, pois estaria se opondo à sua própria vontade. E que todos os doentes que foram a Cristo. Foram curados, e Ele não faria diferente hoje”

      Eu não disse que a vontade de Deus é que todos fiquem doentes, mas que por vezes a doença tem um propósito maior que a própria cura. Por isso Jesus explicou em certa ocasião que a cegueira de nascença de certo homem era “para a glória de Deus”: “Essa enfermidade não terminará em morte; mas sim, para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela” (Jo 11:4). Por isso vemos Paulo deixando Trófimo doente em Mileto (2Tm 4:20-22) e recomendando a Timóteo que tomasse um pouco de vinho “por causa das suas constantes enfermidades” (1Tm 5:23). A ideia de que todo mundo tem que ser curado o tempo todo é estranha às Escrituras. Inclusive muitos dos que pregam esse tipo de teologia usam óculos para corrigir defeitos oculares – por que simplesmente não “tomam posse” da cura e a decretam obrigatoriamente, como dizem que deve ser?

      “Ele fala que quando Marcos 6.5 diz que Jesus não curou alguns. Não foi por causa da falha da oração. A razão de não serem curados é que não foram até Ele, porque se tivessem ido teriam sido curados”

      Eu não me lembro de ter citado Marcos 6:5 no meu livro.

      “Ele fala que o emplastro de Is 38, era apenas assepsia, já que não há nenhum poder curador em um emplastro de figos. Quem encomendou o emplastro foi Isaías e não o Senhor. Deus operou a cura e não o emplastro. Falou também que a Admoestação de Paulo a Timóteo em 1 Timóteo 5:23 foi alimentar apenas. Pois um pouco de suco de uva nunca curaria ninguém de qualquer problema no estômago. E que a Água da Ásia Menor era ruim em certas épocas do ano devido à falta de chuvas e muito sofrimento causado”

      Também não me lembro de ter citado algum texto de Isaías 38 no meu livro. O de Timóteo eu citei sim, que de acordo com os estudiosos bíblicos tinha finalidades medicinais realmente, em oposição ao que ele diz. Você pode ver nessa lista de comentários bíblicos sobre o tema que MUITOS deles fazem menção ao vinho ser tido naquela época como um “remédio” nesse tipo de circunstância:

      https://www.studylight.org/commentary/1-timothy/5-23.html

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    2. Além disso não há sentido algum em dissociar uma coisa da outra, porque Paulo diz para tomar vinho POR CAUSA das suas frequentes enfermidades, então é o próprio apóstolo que estabelece aqui uma relação de causa e efeito (“tome isso para se livrar daquilo”), como fazemos com qualquer remédio. É claro que remédios propriamente ditos como os dos dias de hoje Paulo não poderia recomendar porque eles simplesmente não existiam ainda (é a mesma razão pela qual ele não fala nada sobre televisão ou pasta de dente), mas ele claramente era a favor de se fazer uso de recursos que iam além da mera oração quando se tratava da cura de enfermos, como Timóteo.

      Alguém que nos dias de hoje pregue contra tomar remédios mesmo nos casos mais extremos deveria ser criminalizado e preso imediatamente, por culpa desse tipo de gente há muitos casos de pais que deixaram de dar remédio aos seus filhos para ficarem apenas orando e eles morreram (e os pais foram presos depois). Mas na minha opinião não é apenas os pais da criança que deveriam ser presos, mas também e principalmente esse tipo de pregador que criminosamente incentiva essa atrocidade.

      “Ele diz que não era os olhos fracos e doentes. Pois era um "mensageiro de Satanás", já que no grego é anjo e não enfermidade. Esse anjo acompanhava Paulo e causava os sofrimentos que ele listou em 2Co 11, simplesmente pra ele ser humilde”

      Muito sem noção isso aí, então quer dizer que existia um “anjo de Satanás”? Nunca vi isso em lugar nenhum, parece algo bem sem noção realmente. É verdade, a palavra grega para “mensageiro” era a mesma para “anjo” porque o grego koiné era um idioma pobre que muitas vezes não possuía distinções desse tipo, mas isso não quer dizer que então toda vez que aparecer “mensageiro” na Bíblia é um anjo, isso vai depender de cada contexto e aqui o contexto é claramente de um mensageiro mesmo, e não de um anjo. O “espinho na carne” pode ser um espinho literal que lhe causava dor na carne ou, mais provavelmente penso eu, a sua enfermidade nos olhos que relatou aos gálatas. Mas não poderia ser as perseguições, porque ele próprio disse que SE GLORIAVA nelas (Rm 5:3) e que tinha o PRIVILÉGIO de sofrê-las por Cristo (Fp 1:29).

      “E no final do capitulo ele trata de Gálatas 4.15 e 6.11. Ele fala que nenhuma dessas passagens são usadas para afirmar que ele tinha a doença oriental chamada oftalmia. Porque a primeira passagem é uma figura de linguagem, que expressa afeição dos gálatas em relação a Paulo. Que seria atualmente equivalente a "daria meu olho direito por aquilo". Para Dake, não significaria que o interlocutor tivesse o olho direto doente”

      Essa explicação do verso 15 é totalmente absurda à luz do verso 13, que diz:

      “...como sabem, FOI POR CAUSA DE UMA DOENÇA que lhes preguei o evangelho pela primeira vez” (Gálatas 4:13)

      Então não existe desculpa, era uma doença mesmo e ponto final, o próprio Paulo que disse. No verso seguinte ele diz:

      “Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém; pelo contrário, receberam-me como se eu fosse um anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus” (Gálatas 4:14)

      Para Paulo, a sua doença foi uma “provação” aos gálatas, que poderiam zombar do apóstolo ou desprezá-lo pelo fato de estar doente, e é NESSE CONTEXTO que vem o verso 15 que fala sobre “arrancar os próprios olhos”, que é uma hipérbole colocada no texto para destacar que o amor que os gálatas tiveram por Paulo era tão grande e genuíno que eles estavam dispostos até a dar seus próprios olhos para suprir a doença que Paulo tinha nessa região, a fim de que não ficasse mais doente. Essa é a única interpretação aceitável pelo contexto.

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    3. Muito obrigado pela atenção. Que Deus te use cada vez mais.

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  10. Esse artigo não é repetido?

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  11. Ótimo artigo Lucas, Lucas está acontecendo mais casos de pedofilia na igreja católica,vi no jornal Folha de São Paulo se não me engano só q desta vez foi uma coisa q nunca aconteceu na igreja. Parece q todos os membros renunciaram o cargo se ñ me engano no Chile

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    1. Infelizmente a gente nem se surpreende mais quando ouve escândalos de pedofilia atrelados à ICAR. É como se uma coisa já estivesse tão vinculada à outra que já se tornou "normal" e não pega mais ninguém de surpresa.

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  12. Maximiliano Nobre19 de maio de 2018 16:25

    https://www.bibliacatolica.com.br/conhecendo-a-biblia-sagrada/56/

    Lucas, olha isso! Como refutar?

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    1. Olá, isso tudo é apenas a mera repetição exaustiva dos mesmos argumentos já refutados de sempre. Sempre as mesmas coisas envolvendo Jâmnia, a LXX, o "cânon" alexandrino e outras baboseiras. Sugiro a leitura dos artigos sobre "livros apócrifos" no índice do site:

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

      É a parte de "• Artigos sobre os livros apócrifos ou "deuterocanônicos"". Abs!

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  13. http://voltemosaoevangelho.com/blog/2014/09/o-aniquilacionismo-e-biblico/ Pode refutar isso?

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    1. Eu já refutei esse artigo na caixa de comentários desse outro artigo, no meu debate com o Apologeta:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/03/o-dragao-na-garagem-da-teologia-crista.html

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  14. Amigo Banzoli, o mortalismo crê na existência de "um mundo espiritual" nos mesmos moldes do imortalismo? Para o mortalismo, existe "um mundo (ou realidade) espiritual"? Como o mortalismo explica termos como principados, potestades, guerra espiritual?

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    1. O mundo espiritual existe, só o que não existem são milhões de "almas desencarnadas" habitando por lá. Mas em relação a Deus, aos anjos e aos demônios a teologia é a mesma que a dos imortalistas, porque na verdade se trata de um outro tema que não tem relação com o aniquilacionismo ou o imortalismo.

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  15. Lucas como nos protestantes devemos lidar com a perseguição católica em nossas escolas e facudades .Ora a cada dia mais os católicos se tranvestem de conservadores e defensores da moral e aproveitam essa fama para nos perseguir e difamar como devemos agir mediante a isso ? Obs: Sei que você deve estar ocupado com muitos projetos mas já pensou em fazer um artigo sob a perseguição que nos protestantes sofremos no Brasil e sob como lidar com a apostasia de alguns protestantes para o catolicismo

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    1. Para ser sincero, devemos é ficar felizes com esse tipo de "perseguição". Se você ler os meus artigos sobre a época da Reforma, verá que isso tudo não é NADA em comparado ao que eles faziam com os protestantes quando tinham o poder político em mãos. Hoje eles não tem mais o poder e por isso podem apenas intimidar com palavras e lutar politicamente para reconquistá-lo, mas não mais queimar não-católicos até a morte em praça pública ou assassiná-los impunemente. Qualquer perseguição que um evangélico sofra nos dias de hoje por causa de sua fé não é nada em comparado ao que os reformadores vivenciaram há cinco séculos.

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  16. A doutrina da imortalidade da alma gera tudo isso aí,crença na comunicação com os mortos,purgatório,limbo,etc.

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  17. Caracas,ele não usou um único versículo bíblico para defender sua tese.

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    1. Pois é... deve ser por isso que atacam tanto a Bíblia e o Sola Scriptura.

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  18. "E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céu" O que Jesus quis dizer com isso?

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    1. Há vários entendimentos, mas no meu essa questão está atrelada diretamente às nossas orações, que "ligam" e "desligam" as coisas no mundo espiritual. Coisas que aconteceriam se orarmos podem não acontecer se não orarmos, e vice-versa. O Dutch Sheets fala muito sobre isso no livro que eu recomendei no outro artigo, o "Oração Intercessória". É digno de nota que na única vez em que esse versículo é repetido na Bíblia (em Mateus 18:18), ele é vinculado diretamente à oração:

      "Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu. Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus" (Mateus 18:18-19)

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  19. Olá, será que você pode depois escrever algum artigo falando sobre divórcio, todas as hipóteses (ex: a mulher trai o marido, ele decide se separar e ele quer se casar novamente; quando os 2 traem; etc) e quando seria válido o segundo casamento e quando não seria!?

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    1. Até posso escrever sobre isso, mas não no momento. Ainda estou estudando o assunto, que é delicado demais para ser exposto superficialmente.

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  20. Muito bom este artigo https://www.jba.gr/Portuguese/As-origens-da-doutrina-da-imortalidade-da-alma.htm

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  21. Você acha que se não fosse o boom pentecostal no anos 90,pautas como aborto,casamento gay e legalização das drogas já teriam sido arovadas há muito tempo?

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  22. Lucas, estava pesquisando sobre o espiritismo e acabei me deparando com uma afirmação que dizia que os judeus acreditam em reencarnação, e quando fui pesquisar encontrei vário sites que afirmavam a mesma coisa, inclusive um que parece ser judeu e não espirita, olhe >>> https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/2881933/jewish/Reencarnao.htm <<< estou muito confuso, me ajude.

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    1. Na verdade esse ramo do Judaísmo é relativamente recente e não tem base na cultura judaica antiga, seja da época do AT ou dos tempos de Jesus. Pra ser sincero o que os judeus atuais creem ou deixam de crer é pouco ou nada relevante, o que importa é o que os judeus da época acreditavam, da mesma forma que não importa muito o que cristãos ou ditos cristãos dos dias de hoje acreditam, e sim no que os apóstolos acreditavam no século I. Hoje em dia tem judeu que acredita em literalmente qualquer coisa que você possa imaginar, não existe um Judaísmo único ou unificado como nos velhos tempos (na verdade nem na época de Jesus era unificado, já que existiam diversas facções, embora nenhuma fosse reencarnacionista até onde sabemos). A posição dos judeus DOS TEMPOS BÍBLICOS do Antigo Testamento (que é quando eles detinham a revelação divina) sobre a questão é muito clara e é totalmente contra a reencarnação e a própria imortalidade da alma, como você pode ver no meu livro "A Lenda da Imortalidade da Alma" (pág. 29 em diante, da versão digital), que você pode baixar na página dos livros:

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

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  23. A gente devia andar pregando essas coisas em alto e bom som. Quem sabe não eramos tao perseguidos a ponto de despertarmos de vez. Rsrs.
    Ainda tenho medo de compartilhar essas coisas

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    1. Não é preciso ter medo. Mesmo os mais fanáticos do lado de lá são como cães que latem muito mas são covardes demais para tentar qualquer coisa para além disso. Esse vídeo é bastante ilustrativo:

      https://www.youtube.com/watch?v=kpcUcpy_pHc

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  24. Nos protestantes devíamos fazer mais ciberativismo, apesar de os católicos apelar para todos os tipos de estratégias sujas, devíamos bater mais nos católicos na Internet

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    1. Infelizmente 99% dos protestantes estão pouco interessados em discutir catolicismo, ficam em picuinhas ridículas do tipo "calvinismo vs arminianismo" e até tentando bater em TJ, mórmon e adventistas, e enquanto isso a apologética católica investe pesado contra o protestantismo dia e noite com milhares de conteúdos produzidos diariamente para nos difamar. Isso tudo é culpa da velha forma de se fazer apologética, que acha politicamente incorreto falar mal do catolicismo, mas incentiva atacar ferozmente os erros evangélicos ou de "seitas" que acham por aí.

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    2. Cara, eu vejo diferente. Eu acho que os protestantes, em geral, consideram tão fácil perceber que o catolicismo é errado que não se importam em discutir. Tem 500 anos que o catolicismo foi provado errado, então quem está nessa é porque quer, por tradição, por família, medo de desaprovação, e não por argumentos, pois todos indicam que o protestantismo é muito superior ao catolicismo.

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    3. Mas isso é subestimar a capacidade do adversário. Aí aparece qualquer charlatão à la Olavo de Carvalho inventando um monte de mentiras e difamações contra a Reforma e eles não sabem como responder à altura porque nunca estudaram o tema. E se o cara for um grande fã do bicho, vai ter uma grande chance de acreditar no que ele diz só porque é ele quem está dizendo. Acho que só no Brasil esse tipo de coisa acontece. Os evangélicos ficam despreocupados com relação ao catolicismo porque sabem o quão aberrante o catolicismo é à luz da Bíblia, mas se esquecem que ninguém se converte ao catolicismo por ler a Bíblia, mas justamente pelo contrário, por não ler e acreditar cegamente nas ladainhas que propagam por aí, as quais PRECISAM ser refutadas e desmascaradas apropriadamente.

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  25. Nesta noticia tem uma pessoa comentando que no protestantismo as pessoas podem se divorciar quantas vezes quiser e que no catolicismo isto não é permitido. https://noticias.gospelprime.com.br/pastores-casamento-principe-harry-meghan-markle/ Voce acredita nisso que o catolicismo é melhor moralmente nesta questão que o protestantismo?

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    1. Primeiro que embora o catolicismo não permita o "divórcio" propriamente dito, ele permite a "anulação do casamento" dependendo do caso, o que na prática dá no mesmo. Mas eu discordo dessa sua lógica, que é como se "quanto mais rigoroso for, melhor". Isso daí é a mesma mentalidade do "evangelicalismo da década de 90" que eu condenei no meu artigo anterior, a qual também pensava que quanto mais rígida e rigorosa fosse com qualquer coisa melhor. Sobre o divórcio, por exemplo, eu acho que o grande mal da comunidade evangélica foi a herança maldita herdada do catolicismo romano que perpetrou a mentalidade de que não pode se separar nunca, independentemente do qual horroroso ou ímpio for o seu cônjuge. Essa mentalidade horrível gerou vidas destruídas, esposas agredidas regularmente por seus maridos, maridos sendo traídos constantemente por suas esposas, pares vivendo uma vida infeliz e cheia de amargura, até mesmo com depressão, e que não se separavam apenas por conta dessa mentalidade aí. Eu não digo nada disso por teorias, são coisas que eu vi. Esse radicalismo anti-divórcio eu considero abominável, há casos onde o divórcio não apenas deve ser permitido como é até recomendável. É monstruoso e nojento ouvir um pregador dizer que se a mulher é espancada pelo marido ela tem que continuar com ele obrigatoriamente e não pode se separar nunca, independentemente de quantas vezes o agressor volte a praticar o ato, "porque Deus quer assim". Esse tipo de mentalidade é diabólica e monstruosa, não alguma coisa piedosa.

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  26. Lucas estou muito "aborrecido" com o que está ocorrendo com a nossa comunidade,ou seja,existem vários e vários sites católicos atacando ferrenhamente o PROTESTANTISMO que até os evangélicos desinformado estão se "convertendo" ao catolicismo fruto de uma certa covardia nossa com pouquíssimo sites protestante que chega dá vergonha que até os católicos estão alardeando que os protestantes estão acuados, encurralados pela a militância romana dizendo que não tem ninguém a altura para contra-atacar a fé católica...apesar disso tudo a nossa resistência na prática continua forte e influenciando gerações pelo mundo afora tanto é verdade e nós sabemos da nossa história que toda vez que o catolicismo se levantou contra nossa comunidade pra resgatar a sua hegemonia não conseguiram, portanto tudo isso que está ocorrendo é uma velha tática medieval que nunca deu certo, pra mim tudo isso é DESESPERO por ter sido derrotado pelo PROTESTANTISMO do qual tiramos o doce da boca deles que foi a sua TIRANIA.O que acha Lucas qual sua opinião sobre este assunto que abordei?Abração meu irmão em Cristo!

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    1. Eu comentei sobre isso há um amigo que comentou algo acima: infelizmente 99% dos protestantes estão pouco interessados em discutir catolicismo, ficam em picuinhas ridículas do tipo "calvinismo vs arminianismo" e até tentando bater em TJ, mórmon e adventistas, e enquanto isso a apologética católica investe pesado contra o protestantismo dia e noite com milhares de conteúdos produzidos diariamente para nos difamar. Isso tudo é culpa da velha forma de se fazer apologética, que acha politicamente incorreto falar mal do catolicismo, mas incentiva atacar ferozmente os erros evangélicos ou de "seitas" que acham por aí. Na verdade muitos são covardes demais para falar do catolicismo apenas porque ainda é a religião majoritária do país, muitos tem patrões, amigos e parentes católicos e não quer desagradar dizendo a verdade, então ficam batendo em "cachorro morto" posando de "machão", mas morre de medo de abrir a boca para refutar algo tão mais urgente e importante.

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    2. "ficam em picuinhas ridículas do tipo "calvinismo vs arminianismo""

      Concordo com você, irmão. Tô cansado de ver aquelas brigas bobas entre as páginas Calvinismo da Zueira e Arminianismo da Zueira. Pra piorar, a página arminianismo da zueira faz muitas postagens dizendo que Calvino era um ditador em Genebra, que matou muita gente. Ou seja, estão ajudando os católicos. Se por um lado eles não refutam nada sobre o catolicismo, por outro eles fortalecem as afirmações mentirosas dos católicos. Aquele pessoal da página arminianismo da zueira são tão fanáticos, que dizem que a Europa está entregue ao liberalismo por causa de Calvino. Pra eles, Calvino é o único responsável por isso. Tem cabimento isso?

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    3. Faz uns cinco anos que não entro mais em páginas desse tipo. Acho que é muito melhor assim.

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    4. "Faz uns cinco anos que não entro mais em páginas desse tipo. Acho que é muito melhor assim"

      Concordo.

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  27. Lucas me tire duas dúvidas sobre os textos de ICo 15.25 e Mt 28.20 que fala da expressão até que e o outro a expressão até?No primeiro texto dá a entender que Jesus reina por um período curto,já que ele reina para sempre,eternamente e não está limitado ao tempo como conciliar este texto parece até uma contradição?e o segundo texto diz que Cristo estará conosco até a consumação dos séculos,ou seja, dar a entender que depois do final do mundo ele não estará conosco, o que de fato Jesus quis dizer com essas expressões no grego?Deus te abençoe Guerreiro!

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    1. Na verdade isso aí é apenas um recurso linguístico ou força de expressão para dizer que Jesus estaria conosco para sempre. Seria como se um marido dissesse à sua esposa: "Eu vou te amar até a morte", com isso ele não estaria dizendo que depois dela morrer ele deixaria de amá-la, ou que na ressurreição para a vida eterna ele não amaria mais. É apenas uma força de expressão para se dizer que "eu vou te amar para sempre". Só isso. Da mesma forma quando Jesus diz que estará conosco "até a consumação dos séculos", não significa que ele estará longe de nós depois disso, mas é apenas uma força de expressão para dizer que estará conosco para sempre, todos os dias.

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  28. No debate que vc teve com o Pipe sobre imortalidade da alma quem vc acha que se saiu melhor?.

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    1. Eu não gosto de julgar meus próprios debates, prefiro que os outros julguem e tirem suas próprias conclusões, é muito feio um debatedor dar uma de juiz ao mesmo tempo e determinar que ele venceu, mesmo porque quase sempre um debatedor pensa que venceu na sua própria perspectiva, é muito raro alguém assumir que perdeu em qualquer debate que seja. Todo mundo sempre "vence" na sua opinião particular porque ela é enviesada, por isso quem deve determinar esse tipo de coisa são os de fora. O que eu posso dizer é apenas se um outro debatedor é bom ou ruim, aí sim eu poderia dizer que ele era um dos bons, mas "vencer" ou "perder" é algo que eu deixo para o público decidir.

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    2. Banban, mande aí o link desse debate.

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    3. Foi no Orkut, já não existe mais.

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    4. "Foi no Orkut, já não existe mais"

      Que pena. Vou chorar :(

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  29. Avalie:

    https://www.facebook.com/dilson.lima.5621/videos/403486343428404/

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    1. Cara doente. Podia ter dado a tv pra mim :(

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    2. "Cara doente. Podia ter dado a tv pra mim :( "

      rsrs. Eu também queria. Aposto que esse é um pastor leigo, sem nenhum conhecimento teológico. Alguém com o mínimo de estudo teológico não teria um pensamento tão legalista assim.

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    3. Esse aí deve ser da mesma escola daquele "pastor" da terra quadrada e daquele outro do "toma uma mulher e adultera"...

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  30. Irmão Lucas o que a bíblia quer dizer quando usa a expressão não toqueis nos ungidos de Deus?Abs!

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    1. Na verdade isso não é dito na Bíblia. É apenas um jargão popular que as pessoas pensam que é "bíblico" de tanto que é repetido em muitas igrejas. Abs.

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    2. Assim como:"Não cai uma folha da árvore sem que Deus permita" ou " Uma alma para Deus vale mais que o mundo todo"

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    3. "Pede à mãe que o filho atende" ;p

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    4. "Mil chegará,dois mil não passará"

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  31. O que aconteceu com o canal da condessa?

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    1. Não faço ideia e não to nem aí.

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    2. Eu to o meliante perturbou todo mundo até ele mesmo e agora o mandaram pro espaço. Bem feito que suma!!!!!!!!!!

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    3. Daqui a pouco volta vomitando mais monstruosidades e preconceito. Gente assim não aprende nunca.

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    4. una verdadera desgracia ese gordo desgraciado nos outros no queremos ese meliante abriendo más su boca

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  32. Você tem algum artigo ou recomenda algum que fale sobre Chico Xavier?

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    1. Veja esses aqui:

      https://www.youtube.com/watch?v=27M08YoZnK4

      https://www.youtube.com/watch?v=7YJXSSlSHgo

      https://www.youtube.com/watch?v=tkBMFm3fPr0

      Eu não tenho um artigo específico sobre Chico Xavier mas você pode ler esses sobre espiritismo:

      http://apologiacrista.com/refutando-espiritismo

      http://apologiacrista.com/refutando-espiritismo2

      http://apologiacrista.com/reencarnacao

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    2. Eu não consigo entender como os espíritas conseguem ser tão hipócritas quando dizem não acreditar na Bíblia, inferno e etc, mas quando um texto, ou melhor, não um texto, mas um trecho isolado tirado de todo o contexto, parece favorecer a doutrina espírita ai está valendo.

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  33. Lucas eu conheço muitos católicos que leem a bíblia tipo, uns 2(pra mim é muito), me impressiono como eles assistem um vídeo desse depois vão lá em salmos e observam como Davi é um "otário" por se dirigir a Deus. Mesmo eles lendo isso ainda ficam com a ideia do padre.

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    1. Isso é a cegueira da qual Paulo fala aos coríntios:

      "Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo" (2 Coríntios 4:4)

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  34. Ei Lucas, você já viu essa palestra do Rodrigo Silva sobre a constelação de Órion? >> https://www.youtube.com/watch?v=XofY1_-gH6Y << Se não viu, recomendo, é bem interessante. Segundo essa tradição Adão teria sido o primeiro homem a colocar nomes nas constelações e as constelações de todos os outros povos antigos giram em volta dessa primeira tradição. Caso já tenha visto, eu te pergunto se você conhece algum outro vídeo ou site que trate sobre essa mesma suposta tradição, não consegui encontrar praticamente nada sobre o assunto e fiquei bem interessado.

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    1. Não conheço também. A Bíblia diz que Adão deu nome a todos os animais, mas não diz que ele deu nome às constelações.

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  35. Lucas, eu conheci a visão aniquilacionista a pouco tempo e no inicio estranhei bastante pois estava acostumado com aquela velha ideia de uma alma imortal e etc. Queria saber uma coisa, essa visão muda em alguma coisa o céu? Tipo, eu já sabia que o céu não seria um lugar nas nuvens onde Deus ficaria sentado num trono e tal, mas o aniquilacionismo me fez prestar mais atenção na Nova Terra, então o lugar que iremos será a Nova Terra? E não o céu morada de Deus e dos anjos? Sempre imaginei que seriamos como os anjos e que iriamos viver junto deles. Mas então o céu que iremos (Nova terra) e o chamado terceiro céu, que é a morada de Deus e dos anjos, não são a mesma coisa? Vi um imortalista que dizia que iremos para o terceiro céu imediatamente após a morte, em vez de ficar "dormindo", e só no fim dos tempos, quando o mundo acabasse, que iriamos para a Nova Terra onde iriamos receber de volta o nosso corpo e deixar de ser só almas. Aproveitando pra perguntar umas outras coisinhas: No céu de fato não ira existir casamento nem amor romântico? E uma outra pergunta totalmente fora do assunto: Tu acha que Deus criou tudo em dias literais ou não? Grato.

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    1. De fato a vida eterna é na nova terra e não no céu. Sobre isso eu escrevi neste artigo:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/08/onde-passaremos-eternidade-no-ceu-ou-na.html

      No artigo acima eu mostro todas as provas bíblicas de que a vida eterna é na nova terra e não no céu, mas não faço uma abordagem sobre como será essa vida eterna. Sobre isso eu ainda estou devendo um artigo, mas quando a Bíblia fala do corpo da ressurreição ela não diz nada além do fato de ser imortal e incorruptível. O que resumidamente, significa que é exatamente o mesmo corpo atual, com a diferença de que ele não vai morrer ou se deteriorar com o tempo (consequentemente não vai ficar velho e enrugado, não vai contrair doenças, não vai engordar, e assim por diante). O corpo é o mesmo, mas sem os efeitos do mesmo. Será como deveria ter sido desde o início, como Adão foi criado antes da Queda.

      Quanto a casamentos Jesus disse que não vai existir, mas isso não significa que não haja amor entre duas pessoas. Só não vai existir casamento porque o propósito de um casamento é criar uma família com filhos e tudo mais, e como não haverá procriação na eternidade não há casamentos ou famílias propriamente ditas, será como se todos fôssemos "irmãos", mas é lógico que teremos mais afeto por uns do que por outros, com a diferença de que não será algo "sexual" pautado pelos aspectos externos (o "amor eros"), mas sim um "amor ágape" pelo que a pessoa é internamente (ou seja, um sentimento de intenso carinho e afeto).

      Sobre os dias da criação eu acredito que são literais, mas não dogmatizo a respeito, reconheço a possibilidade de não serem.

      Abs.

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    2. Obrigado pela resposta. Eu ainda acho que além de reencontramos a terra no seu estado perfeito e original, o que já será uma enorme surpresa pra nós, Deus também poderá fazer coisas novas e nós nos tornaremos de algum jeito mais semelhantes aos anjos. Eu estranhei essa ideia da Nova Terra porque já estava totalmente acostumado com o imortalismo, e admito que no começo achei meio fantasiosa essa ideia de "dormimos" até a ressurreição e etc, mas se pararmos pra pensar a ideia de um fantasminha saindo do corpo depois da morte também é bem fantasiosa, a diferença é que já estamos acostumados com ela. Também estranhei a Nova Terra porque estava muito acostumado a sempre imaginar em como seria o céu, um lugar incrível, uma coisa totalmente diferente da terra, quando criança achava que iríamos poder voar, atravessar coisas físicas quando quiséssemos e ter outros "poderes" kk, e então, quando descobri sobre a Nova Terra fiquei frustrado em saber que iríamos continuar pra sempre aqui na terra sem nada de novo, mas não vai ser bem assim, ainda creio que Deus está preparando grandes coisas pra nós, não super poderes kk, mas coisas tão incríveis que simplesmente não conseguimos imaginar.

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    3. Na verdade o que faz parecer que a eternidade na nova terra é "sem graça" é porque estamos acostumados com esta vida presente em que temos muitas tristezas por diversas razões diferentes, em que o trabalho é geralmente uma coisa fastidiosa e não prazerosa, em que sofremos por causa de outras pessoas que estão sofrendo, onde pessoas são assassinadas, estupradas e vitimadas das mais diversas maneiras por criminosos, onde o mal existe e o diabo opera através das pessoas, onde a nossa natureza é carnal no sentido de ser inclinada ao pecado, onde ficamos doentes, onde morremos, onde perdemos pessoas queridas, onde temos diversos tipos de limitações que não teremos mais na nova terra. Mas como essa realidade nos parece tão distante, quando pensamos na vida eterna na terra geralmente o que nos vêm à mente não é a imagem de uma vida perfeita na terra, mas sim a da existência presente estendida para sempre, como se sempre tivéssemos os mesmos problemas.

      De minha parte eu penso que não apenas iremos viver plenamente e felizes, mas ainda poderemos continuar trabalhando para o progresso científico e tecnológico da humanidade, talvez um dia colonizarmos os outros planetas, chegarmos ao patamar em que os filmes de ficção científica nos mostram. Enfim, será um mundo cheio de brilho e aventura, não uma coisa passiva e monótona como estamos acostumados a pensar. Nós não vamos poder abrir os braços e voar como o superman, mas poderemos construir tecnologias que nos permitam voar como alguém que voa em um avião, só que de forma bem mais prática e acessível. De modo nenhum será uma existência sem graça. Inclusive postei um artigo relacionado a isso recentemente:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/05/a-terra-ira-durar-para-sempre-ou-deus.html

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    4. Tudo oque você disse é verdade e me fez olhar por outro lado. Li esse seu recente artigo e achei ótimo, vou ler mais artigos seus na área de escatologia que tratem mais sobre a eternidade, sobre o milênio com Cristo, se seria literal ou não, e também quero entender esse negócio dos 140 mil, que sempre ouvi falar mas nunca pesquisei a respeito.Obrigado, e continue assim! Deus te abençoe demaais.

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    5. Sobre os 144 mil, escrevi aqui:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com/2015/09/quem-sao-os-144-mil.html

      Abs!

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  36. Lucas,vc considera o unicismo uma heresia?.

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    1. É uma heresia sim, porque na prática sacrifica duas pessoas da trindade. Escrevi sobre este assunto aqui:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/2015/10/e-biblico-o-unicismo_15.html

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  37. Os protestantes não são otarios ou orgulhosos de se dirigir diretamente a Deus. Se essa foi a intenção do padre ele está equivocado. O orgulho protestante pra mim está no livre exame biblico e as suas consequências como a divisão da igreja em milhares de seitas, que com base nesse princípio orgulhoso encontram respaldo biblico até para aprovação do casamento gay, como fizeram a igreja Luterana na Alemanha e países nórdicos e a igreja anglicana e presbiteriana nos EUA e aqui no Brasil. Este relativismo moral é fruto do livre exame. Basta dizer que N.S. Jesus disse que o amor é mandamento e que julgar é pecado e pronto! Temos com base em dois versículos bíblicos o fundamento.... Por outro lado Lucas você está certo em defender o que você entendeu que agride a sua fé. Contudo as suas informações sobre o catolicismo não sao verdadeiras e você sabe disso. A sua pitada de anti catolicismo no texto foi além da verdade. Se você quer criticar algo, deve antes conhecer. Basta ler o livro confissões de Santo Agostinho ou o irmão de Assis sobre São Francisco de Assis, para citar homens bem conhecidos para saber que toda a experiência mistica se dá com Deus sem a necessidade de "intermediário" como você cita no texto. Basta citar o catecismo da igreja católica na parte que trata da oração para esclarecer quaisquer dúvidas, senão vejamos: ORAÇÃO AO PAI

    2664. Não há outro caminho para a oração cristã senão Cristo. Seja comunitária ou pessoal, seja vocal ou interior, a nossa oração só tem acesso ao Pai se rezarmos «em nome» de Jesus. A santa humanidade de Jesus é, pois, o caminho pelo qual o Espírito Santo nos ensina a orar a Deus nosso Pai.

    A ORAÇÃO A JESUS

    2665. A oração da Igreja, alimentada pela Palavra de Deus e pela celebração da liturgia, ensina-nos a orar ao Senhor Jesus. Mesmo sendo dirigida sobretudo ao Pai, ela inclui, em todas as tradições litúrgicas, formas de oração dirigidas a Cristo. Certos salmos, segundo a sua actualização na oração da Igreja, e o Novo Testamento, colocam nos nossos lábios e gravam nos nossos corações as invocações desta oração a Cristo: Filho de Deus, Verbo de Deus, Senhor, Salvador, Cordeiro de Deus, Rei, Filho muito amado, Filho da Virgem, Bom Pastor, nossa Vida, nossa Luz, nossa Esperança, nossa Ressurreição, Amigo dos homens... http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p4s1cap2_2650-2696_po.html. Ou seja, embora entenda a sua crítica a um padre específico, quando você expõe a várias pessoas e genelariza confundindo o catolicismo com alguns católicos você falta com a verdade em relação a nós, em relação ao que o magistério da igreja católica ensina. E claro que temos uma visao diferente no tocante a comunhão dos Santos, e sobre se aqueles que morreram na fé em cristo se estão "vivos" ou mortos, mais não é esse o foco do seu texto. O seu texto apenas quer colocar uma pecha nos católicos de que não há oração direta a Deus, sempre há necessidade de intermediário, como condição sem a qual não se acessa a Deus. Você no seu íntimo sabe que o seu anti catolismo e espírito de porfia foi além do razoável e que nos católicos não necessitamos para orar a Deus de qualquer intermediário como ensina o catecismo:
    2680. A oração é principalmente dirigida ao Pai. Igualmente se dirige a Jesus, nomeadamente pela invocação do seu santo Nome: «Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tende piedade de nós, pecadores!».

    2681. «Ninguém pode dizer: "Jesus é o Senhor", a não ser pela acção do Espírito Santo» (1 Cor 12, 3). A Igreja convida-nos a invocar o Espírito Santo como mestre interior da oração cristã.

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    1. Você parece aquele tipo de robozinho programado para repetir sempre as mesmas coisas o tempo todo, é incrível, é seu quarto comentário aqui e EM TODOS ELES você repetiu a mesma acusação de que “tal denominação protestante em tal lugar apoia o casamento gay”, sério mesmo, vai ficar repetindo isso até quando? Eu já rebati isso aí no outro artigo em que você mandou seus comentários e depois de refutado desapareceu, quer que eu fique repetindo sempre as mesmas respostas para os mesmos comentários ou o que?

      O que eu acho inacreditável é essa falta de senso de proporções na cabeça de apologistas católicos como você; sua igreja assassina centenas de milhares de vidas inocentes não apenas na Inquisição mas em muitos outros massacres sistemáticos e você ainda tenta defender as atrocidades, mas se uma fração de uma denominação protestante em algum lugar que não representa nem 2% da comunidade evangélica como um todo está defendendo o casamento gay, aí é um absurdo e isso supostamente “prova” que o protestantismo é falso. Realmente é uma inversão de valores grotesca, a vida humana não tem valor nenhum pra vocês, essa é a verdade.

      Se fôssemos listar lado a lado as aberrações e atrocidades humanas já cometidas ou defendidas por ambos os sistemas religiosos o catolicismo romano ganharia de goleada e com gol de bicicleta, seria até covardia a própria comparação, e isso justamente por causa da bendita centralização do poder que VOCÊ DEFENDE como sendo o certo. Amigo, isso nunca deu certo em LUGAR NENHUM, não apenas em termos eclesiásticos, mas em qualquer outro campo, inclusive no político (veja no que deu os sistemas autoritários com autoridade centralizada em regimes como Cuba e Coreia do Norte, apenas para citar alguns exemplos).

      É completamente ridículo pensar que centralizar todo o poder numa autoridade única é uma coisa boa, é preciso ser ingênuo demais para pensar assim. Você fala em “relativismo moral” por causa de meia dúzia de igrejas protestantes que apoiam o casamento gay mas se esquece que SUA IGREJA INTEIRA apoiou massacres, genocídios e perseguições sistemáticas a minorias religiosas durante séculos, e hoje mudou o discurso por conveniência e também prega a “tolerância” ao próximo e o “amor”. Se isso não é relativismo no seu modo mais absoluto, eu não sei mais o que é.

      Em relação às suas considerações sobre o meu texto, em primeiro lugar ele foi dirigido às colocações de um padre e não sobre o catecismo, portanto citar o catecismo aqui é totalmente desproposital, você deveria é estar citando estes mesmos trechos do catecismo ao padre que foi refutado aqui e que disse aquelas bobagens. E me parece incrível que seja citado em favor da oração direta a Cristo um trecho do catecismo que diz que “NÃO HÁ OUTRO CAMINHO para a oração cristã senão Cristo”, quando o Ave-Maria é citado dentro do próprio catecismo e rezado por milhões de católicos no mundo todo e todos os dias, sendo que nessa reza não há NENHUM direcionamento a Cristo ou mesmo a Deus, toda a reza é dirigida diretamente a Maria do início ao fim, Jesus não é sequer mencionado exceto em uma parte pra dizer que veio do ventre de Maria.

      A glorificação está toda centrada na pessoa de Maria e isso não apenas é antibíblico como também herético. E eu nem vou citar outras rezas católicas aos “santos” que são muito mais extravagantes que o Ave-Maria. Se realmente não há outro caminho para a oração cristã senão Cristo, é bastante estranho que contra o próprio catecismo os católicos do mundo inteiro dirijam suas orações diretamente a outros seres “celestiais”, que supostamente podem receber, atender e mediar orações. Então não adianta ficar aqui citando trechos do catecismo que você interpreta como quer, quando a realidade do mundo católico é precisamente a oposta, e bem mais parecida com o discurso do padre do que com o catecismo aqui citado.

      Abs.

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    2. Lucas tu me destes uma oportunidade ímpar ao dizer que eu deveria ensinar o catecismo ao Padre ou aos católicos. Trata-se do tema ortodoxia x ortopraxia. Você julga no seus argumentos os católicos, clérigos e leigos, a partir do comportamento dos católicos, hoje e na história, contudo pouco refuta o catolicismo. Se fosse aplicar o mesmo raciocínio ao Protestantismo e fosse julgar seu pai espiritual e fundador, Lutero, pelo comportamento em vida pouco sobraria da sua Doutrina para avaliar. Prefiro então se ater as ideias de Lutero e discordar da sua fé divisora dos cristões à sua vida e sua prática. Da vida de Lutero basta citar seu comportamento no caso dos camponeses (1522-1525). Depois de insuflar os camponeses contra a Igreja Católica com sua ideias revolucionárias a respeito da “liberdade do Evangelho”, Lutero foi considerado pelos príncipes corresponsável pelos tumultos, mudando a sua atitude. No texto “Contra as hordas salteadoras e assassinas dos camponeses”, Lutero exige a morte sem piedade de camponeses revoltosos. Escreve Literalmente: “..(...) A rebelião, afinal, não é um assassinato, mas um pais repleto de assassinatos. Portanto, quem puder que atinja, estrangule e esfaqueie, em segredo ou frente ao público (....)...Dá-se o mesmo quando alguém precisa espancar um cachorro louco até a morte (...). Assim quem puder que esfaqueie, espanque e estrangule. Caso morras ao fazê-lo, feliz sejas, pois jamais poderias obter uma morte mais abençoada (Martinho Lutero, Samtliche Werke, v. 24, Wittenberg, 1525, pags 287-294)
      Era tudo o que os príncipes precisavam, e no final de um ano mais de 100 mil camponeses foram mortos.
      Contudo, a despeito do comportamento do seu fundador, não ousaria misturar a sua doutrina à sua pessoa. No seu texto você faz exatamente isso, ao misturar católicos e seu comportamento à fé católico. Como demonstrei com a citação do Catecismo nada tem de verdade no seu texto “2664. Não há outro caminho para a oração cristã senão Cristo.”. http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p4s1cap2_2650-2696_po.html.
      “ Os católicos podem admitir humildemente que a ortodoxia sempre esteve e ainda continua distante da verdadeira ortopraxia: que a verdade de fé com muita frequência não vem acompanhada, infelizmente, de uma vida cristã credível (Padre Peter Blank- Munique Alemanha).”
      Imagina Lucas se eu julgasse a sua fé a partir do comportamento de seus irmãos de fé, ou seja, da prática do dia a dia!
      Quanto ao relativismo moral você é inteligente e sabe muito bem que não estou tratando de afrouxamento moral das pessoas, o que seria julga-las! mais sim da doutrina! É o que vem ocorrendo nas igrejas Luteranas, Presbiterianas etc. Você sabe que se trata de um relativismo moral baseado no subjetivismo da verdade proveniente do livre exame bíblico! Sabe muito bem que duas verdades não se contradizem, então não posso ter eu uma verdade e você a outra! Duas verdades significa que a contradição é uma falsa contradição ou então que uma delas é falsa.
      Quanto a Maria e os Santos, já que você citou entes “celestiais”, vou aproveitar a dica para ilustrar e explicar que Maria e os Santos são como a Lua, não tem luz própria mas reflete tão somente a Luz de Cristo que é o Sol. Ou seja, nada fazem por si próprio mas somente se Deus assim o quiser.
      Acrescente-se a isso a nossa distinção de fé no tocante a forma católica de ver o mundo material, os seres humanos, os santos, a Igreja como instituição terrena, e na ideia que o seres humanos, compostos de matéria e espirito, podem valer das coisas materiais para a sua ascensão ao Céus. Lembro que Calvino, retomando a heresia iconoclasta e a visão maniqueísta, condenou o mundo material. Daí vem uma grande barreira entre as formas de enxergar o mundo e a fé.
      É sempre frutífero o dialogo contigo, contudo, tenho família e trabalho, prazos para cumprir como advogado, mas assim que puder, sem “desaparecer” passarei aqui para fazer comentários ao seus textos.
      João Paulo

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    3. Me desculpe, mas a primeira metade do seu texto (sobre Lutero) é apenas uma demonstração grátis do quanto vocês acreditam facilmente em qualquer boato propagado pela apologética católica. Esses argumentos sobre Lutero ter instigado a revolta dos camponeses já foram completamente demolidos neste artigo:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/02/o-protestantismo-e-o-culpado-pela.html

      E a acusação de Lutero ter sido um “genocida” já foi refutada completamente aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/02/lutero-foi-um-genocida-que-matou.html

      Eu nunca vi qualquer estudioso sério usar esse tipo de argumento para acusar Lutero ou a Reforma, isso é coisa de blogueiro, youtuber e gente desonesta que inventa essas aberrações. Em primeiro lugar, revoltas de camponeses eram extremamente comuns e ocorriam às centenas na Europa, especialmente na Alemanha, desde séculos antes da Reforma. Nos anos anteriores à Reforma já haviam ocorrido outras revoltas. Ela não teve nada a ver com Lutero em si, ou com o movimento protestante, eles nem sequer eram protestantes, mas seguidores de um gnóstico radical chamado Muntzer, que não apenas não tinha qualquer relação com a Reforma como também era um grande inimigo de Lutero da mesma forma que os papistas. A causa da revolta não era o protestantismo, mas sim a péssima condição de vida dos camponeses por causa da economia pífia que os estados católicos tinham.

      Em segundo lugar, é uma ignorância enorme e sem fim pensar que a Alemanha era um “estado protestante” na época, quando apenas uma pequena minoria de estados era protestante. Os soldados que esmagaram a revolta sem piedade eram católicos em suma maioria, os quais não precisaram de qualquer “conselho” de Lutero, a quem odiavam. E se você ler os artigos verá um monte de citações do próprio Lutero nos princípios da revolta onde buscava a todo tempo conciliar ambas as partes, ele só ficou contra os camponeses depois que o movimento foi tomado por Muntzer e resultou em massacres, depredações de patrimônios, saques e etc, ou seja, quando virou uma coisa de bandido. Foi só neste momento que Lutero recomendou que se fizesse com eles o que se fazia em qualquer guerra da época, porque eles já representavam uma séria ameaça à Alemanha, é só ver o que as revoluções comunistas fizeram séculos mais tarde.

      Vou comentar brevemente as outras partes do seu texto:

      “Imagina Lucas se eu julgasse a sua fé a partir do comportamento de seus irmãos de fé, ou seja, da prática do dia a dia!”

      Eu não julguei comportamento nenhum, mas sim a DOUTRINA que o padre ensinou, se ele não está de acordo com a doutrina oficial aí é problema dele e não meu, o meu trabalho é de refutar os enganos onde quer que eles estejam, mesmo porque grande parte dos ataques católicos ao protestantismo não estão expressamente presentes no catecismo e nem por isso devem ser deixados sem refutação.

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    4. “Quanto ao relativismo moral você é inteligente e sabe muito bem que não estou tratando de afrouxamento moral das pessoas, o que seria julga-las! mais sim da doutrina! É o que vem ocorrendo nas igrejas Luteranas, Presbiterianas etc. Você sabe que se trata de um relativismo moral baseado no subjetivismo da verdade proveniente do livre exame bíblico! Sabe muito bem que duas verdades não se contradizem, então não posso ter eu uma verdade e você a outra! Duas verdades significa que a contradição é uma falsa contradição ou então que uma delas é falsa”

      Beleza, duas coisas contraditórias não podem ser verdades ao mesmo tempo, então com base nesse mesmíssimo argumento eu posso provar que a Igreja Romana é falsa porque em inúmeros momentos na história pregou coisas diferentes, mudou doutrinas e inventou outras ao longo dos séculos na maior cara de pau, então não tem moral nenhuma para falar nada dos protestantes. A imaculada conceição de Maria era rejeitada por TODOS os Pais da Igreja e hoje é um dogma de fé infalível, a assunção de Maria foi ignorada por TODOS os Pais nos primeiros cinco séculos da história da Igreja e hoje é dogma de fé necessário de se crer para ser considerado católico; durante séculos foi doutrina indiscutível que fora da Igreja Romana não pode haver salvação e hoje se admite essa possibilidade, e eu nem vou perder tempo discorrendo sobre mudanças radicais de pontos de vista da Igreja envolvendo venda de indulgências, “Santa” Inquisição, cânon bíblico e etc. Então eu facilmente concluo que o Espírito Santo não está nessa igreja que interpreta a Bíblia livremente do jeito que quer e inclusive muda a interpretação quando lhe é conveniente, fazendo exatamente o mesmo que você condena nos protestantes.

      “Quanto a Maria e os Santos, já que você citou entes “celestiais”, vou aproveitar a dica para ilustrar e explicar que Maria e os Santos são como a Lua, não tem luz própria mas reflete tão somente a Luz de Cristo que é o Sol. Ou seja, nada fazem por si próprio mas somente se Deus assim o quiser”

      Na verdade eles não fazem nada mesmo:

      “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos NÃO SABEM COISA NENHUMA, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento” (Eclesiastes 9:5)

      “Acrescente-se a isso a nossa distinção de fé no tocante a forma católica de ver o mundo material, os seres humanos, os santos, a Igreja como instituição terrena, e na ideia que o seres humanos, compostos de matéria e espirito, podem valer das coisas materiais para a sua ascensão ao Céus. Lembro que Calvino, retomando a heresia iconoclasta e a visão maniqueísta, condenou o mundo material. Daí vem uma grande barreira entre as formas de enxergar o mundo e a fé”

      Onde foi que Calvino disse isso? E desde quando ele foi um iconoclasta?

      “É sempre frutífero o dialogo contigo, contudo, tenho família e trabalho, prazos para cumprir como advogado, mas assim que puder, sem “desaparecer” passarei aqui para fazer comentários ao seus textos”

      Beleza, não tem problema. Apenas recomendo que leia com atenção os artigos aqui sugeridos antes de prosseguir a discussão, porque muitas das coisas que você diz já foram explicadas em artigos específicos que dispensam esse tipo de debate.

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  38. Por que nenhum argumento do Conde se mantém de pé?

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    1. Acho que é tanta banha que nem ele próprio consegue se manter de pé.

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