18 de maio de 2018

73 Os evangélicos são “otários” e "orgulhosos" por dirigirem suas orações direto a Deus?


O vídeo não é recente, mas revela muito do caráter desse homem idolatrado pelos tridentinos, que nutre um ódio imenso aos evangélicos mesmo quando aparenta uma fala mansa e humilde. Mesmo em um monólogo em que “debatia” consigo mesmo e “refutava” um protestante imaginário criado pela sua mente brilhante e não em um debate real, o padre Paulo Ricardo xingou os evangélicos de “otários” – em plena missa, diga-se de passagem – apenas porque nós dirigimos nossas orações a Deus (enquanto eles são obrigados a passar por um panteão de “santos” e “santas” sem nenhuma base bíblica ou mesmo lógica). Assista se tiver estômago forte:


O vídeo em si é um verdadeiro festival de bobagens e de argumentos sem noção que não apenas beiram mas ultrapassam completamente qualquer barreira do ridículo, mas a maior pérola aparece aos 00:48, quando ele diz: “E por que eu preciso dela [de Maria], por que eu não posso ir direto pra Deus, padre Paulo? Larga de ser orgulhoso, criatura! Por que é que você tem que ser direto? Isso é um negócio, assim... o princípio protestante é um ‘princípio orgulhoso’. Depois ele solta outra, aos 02:10, quando diz: “E se Deus quiser que vocês usem os outros, o que você faz, ô otário!. É ódio e desespero que não acabam mais.

Na época dos acontecimentos (em 2011 ou 2012) eu escrevi este artigo em meu site antigo, onde refuto “minuto a minuto” os seus disparates à luz da Bíblia, mas como se trata de um artigo antigo eu decidi elaborar este outro onde abordo exclusivamente a questão principal, da oração direto a Deus.

Segundo o padre, a razão pela qual os evangélicos vão direto a Deus em oração é porque são “orgulhosos”, e os católicos por serem humildes preferem pedir aos santos primeiro para então “passarem o recado” a Deus, como se Ele precisasse disso, o que na cabeça do padre faz algum sentido e exala piedade. O problema é que se o padre Gargamel Paulo Ricardo está certo, então todos os personagens bíblicos da Bíblia inteira são um bando de otários orgulhosos, porque TODOS eles sempre dirigiram suas orações direto a Deus e nunca, repito, NUNCA a um “santo” falecido para “interceder” junto a Deus. Só quem não percebe isso é quem não tem uma Bíblia em casa ou que a deixa aberta no Salmo 91 apenas como um amuleto para “espantar os males”.

Lastimavelmente, a situação aqui é tão feia que eu fui agora mesmo no Salmo 91 e constatei que até lá o salmista se dirige direto a Deus em vez de passar por um panteão de “santos”. Duvida? Apenas leia:


Observe que o salmista se dirige direto a Deus e diz que “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”. É a Deus, e não a um panteão de “santos”, que o salmista recorre em todo o tempo. Depois o próprio Deus fala em primeira pessoa e diz que “ele clamará A MIM e eu lhe darei a resposta”, e não para clamar ao santo Fulano de Tal que ele vai interceder lá no Céu e só assim a resposta vai vir. Não havia burocracia: todo o processo era feito direto com Deus, em uma ligação aberta e direta entre as duas partes, sem interceptores ou medianeiros.

É assim no Antigo Testamento inteiro. Quando Ana estava em aflição de espírito e precisava de um filho, ela “chorou muito e orou ao Senhor (1Sm 1:10), que ao invés de rejeitá-la dizendo que precisava ter passado primeiro pelos “santos” para só depois a mensagem chegar ao seu conhecimento com eficiência, atendeu o pedido e lhe concedeu o que desejava. Quando Senaqueribe estava a ponto de invadir Israel e destruir a nação, “Ezequias orou ao Senhor(2Rs 19:15), e Deus lhe deu uma surpreendente vitória na ocasião, quando enviou um anjo para matar todo o exército assírio. Mais tarde, quando ele estava prestes a morrer por causa de uma doença, “Ezequias virou o rosto para a parede e orou ao Senhor(Is 38:2), que lhe acrescentou mais quinze anos de vida.

Quando o piedoso rei de Judá chamado Josafá estava sendo atacado por um exército de um milhão de soldados, “Josafá decidiu consultar o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá” (2Cr 20:3), e entãoorou: Senhor, Deus dos nossos antepassados...” (v. 6). O resultado? Deus repreendeu o rei por ter sido um orgulhoso e otário. Vitória de novo. Até quando Josué orava a Deus para que o sol parasse, ele era atendido, sem precisar passar por intermediários (cf Js 10:12-15).

O livro de Daniel também é cheio de orações do profeta... sempre somente e diretamente a Deus. Em uma delas, ele relata:

“Por isso me voltei para o Senhor Deus com orações e súplicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza. Orei ao Senhor, ao meu Deus, e confessei: ‘Ó Senhor, Deus grande e temível, que mantém a sua aliança de amor com todos aqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos...’” (Daniel 9:3-4)

Mesmo quando a Bíblia menciona um personagem de passagem, citado apenas uma vez nas Escrituras e justo em uma lista genealógica, ela faz questão de abrir um parêntesis para mencionar uma oração dele... a Deus:

“Jabez foi o homem mais respeitado de sua família. Sua mãe lhe deu o nome de Jabez, dizendo: ‘Com muitas dores o dei à luz’. Jabez orou ao Deus de Israel: ‘Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores’. E Deus atendeu ao seu pedido” (1ª Crônicas 4:9-10)

Isaías não apenas ora ao Senhor, como ainda deixa claro que “Abraão não nos conhece e Israel não nos reconhece”, uma maneira de expressar que o único ser ao qual eles poderiam recorrer era o próprio Deus e ninguém mais:

“Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó Senhor, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome” (Isaías 63:16)

Eu não vou acumular aqui outros milhares de exemplos para não tornar este artigo irritantemente longo, mas está claro para qualquer mínimo conhecedor de Bíblia, mesmo uma criança ou um principiante na área, que não existia a noção de que as orações não deviam ser direcionadas a Deus diretamente, como se o certo fosse passar antes por uma legião de mediadores que entregariam o recado a Deus. É preciso ser um monstro de desonestidade intelectual e até moral para negar este fato clarividente diante de nossos olhos. É preciso ser uma coisa bem pior que um mero “cego espiritual”. É coisa de mal-intencionado mesmo.

Talvez, ao chegar até aqui, o caro amigo e leitor católico esteja questionando: “Mas o Novo Testamento mudou tudo! Padre Paulo deve ter razão!”. Já irei analisar o Novo Testamento para ver se ele mudou mesmo alguma coisa do Antigo neste ponto, mas apenas por uma questão de lógica isso já seria dispensável. Afinal, se até na antiga aliança, antes de Deus se revelar a nós na pessoa de seu filho Jesus Cristo, nós já podíamos ir direto a Deus em oração, quanto mais na nova aliança, onde o véu já foi rasgado (Hb 10:19)! E isso não sou eu quem digo, mas o próprio autor de Hebreus, que escreveu:

“Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo. Temos, pois, um grande sacerdote sobre a casa de Deus. Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e tendo os nossos corpos lavados com água pura. Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hebreus 10:19-23)

Para o padre Paulo, se aproximar de Deus diretamente significa ser um orgulhoso arrogante, otário e sem humildade. Já para o autor de Hebreus, devemos nos achegar a Deus com «plena confiança» e «plena convicção de fé» (sim, ele faz questão de repetir o “plena” duas vezes, para ressaltar o quanto isso era verdadeiro e notório!). Talvez o autor de Hebreus fosse um “protestante orgulhoso” também, mas então o apóstolo Paulo também era, pois escreveu:

“De acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor, por intermédio de quem temos livre acesso a Deus em confiança, pela fé nele” (Efésios 3:11-12)

LIVRE acesso... e EM CONFIANÇA! Impossível ser mais claro do que isso. Nem desenhando.

Jesus também não disse que ele era “um” caminho para Deus e que os “santos” são os “atalhos”, como defendeu o padre que apanhou do Malafaia neste debate, mas sim que ele é o caminho, e que “ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14:6). Paulo também não disse que Jesus era “um” mediador e que existiam outros mediadores e mediadoras, mas que “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus” (1Tm 2:5). Ele reiterou aos efésios que “por meio dele [Jesus] tanto nós como vocês temos acesso ao Pai, por um só Espírito” (Ef 2:18). Nada, absolutamente nada de “santas” ou “santos” falecidos é sequer mencionado.

Essa é a razão pela qual nós oramos ao Pai em nome de Jesus, e não em nome de Maria ou de algum santo. O próprio Cristo disse que “o que vocês pedirem em meu nome, eu farei” (Jo 14:14). Ele não falou nada sobre orar aos “santos” para só então ele fazer algo, e nem que era preciso algo a mais que a oração em seu nome para que o pedido fosse realizado. É por isso que em todo o Novo Testamento não há sequer um único personagem bíblico rezando aos mortos, como fazem os católicos rotineiramente. Vou repetir: NENHUM. O católico que faz isso deve estar consciente de que está agindo deliberadamente contra a autoridade das Escrituras nesta questão. Em termos simples, deve estar bem seguro de que o que a Bíblia ensina não tem valor algum e nem pauta a sua vida.

Assim como no caso do AT, o tempo e o espaço me impedem de trazer milhares de exemplos e tornar este artigo enormemente exaustivo (essa é a razão pela qual é tão importante ler a Bíblia por conta própria e não depender dos outros), mas vou trazer alguns casos claros e simples de como a coisa funcionava. Podemos começar com a própria oração do Pai Nosso, que dispensa comentários e que até um ateu sabe de cor. O padre Paulo Ricardo deve fazer essa oração também, ou deve ao menos conhecê-la e saber que ela se dirige inteiramente e diretamente a Deus, o que faria do próprio padre um “orgulhoso” e “otário”, segundo o critério que inventou.

Os apóstolos também não hesitaram em orar sempre somente e diretamente a Deus. Logo no início de Atos, quando eles precisavam eleger um sucessor para Judas, oraram assim:

“Então indicaram dois nomes: José, chamado Barsabás, também conhecido como Justo, e Matias. Depois oraram: ‘Senhor, tu conheces o coração de todos. Mostra-nos qual destes dois tens escolhido para assumir este ministério apostólico que Judas abandonou, indo para o lugar que lhe era devido’” (Atos 1:23-25)

Ou então veja como Paulo orava:

“Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite em seus corações mediante a fé; e oro para que vocês, arraigados e alicerçados em amor, possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus. Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém! (Efésios 3:14-21)

Paulo se ajoelhava diante de imagens de “santos”? Não. Ele direcionava suas orações para os mortos, a fim de que estes “mandassem o recado” a Deus? Menos ainda. Em vez disso, ele se ajoelhava diante do Pai, e orava «Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos». Lamentavelmente, nem mesmo terminava com um “Salve Maria” no final. Que pena. Na verdade, nem a própria Maria orou a outra pessoa senão somente a Deus (cf. Lc 1:46-55). Também Tiago, ao falar sobre as pessoas doentes, pede que “orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor” (Tg 5:14). Creio não ser necessário trazer aqui os muitos textos do Apocalipse onde a oração e a devoção eram sempre direcionadas somente a Deus, a quem era sempre dada toda a glória (Ap 1:6; 4:9; 4:11; 5:12-13; 7:12; 19:1; 19:7).

Em todo o Novo Testamento, o fato de que devemos orar direto a Deus não era nem mesmo discutido, sequer havia necessidade de se explicar algo tão óbvio. É preciso ser um grosseiro ignorante de Bíblia ou um desonesto completo para chegar ao ponto de alegar ser lícito à luz das Escrituras que oremos a alguém mais que não seja ao Senhor. Isso não seria apenas um insulto à Palavra de Deus, mas um atestado de que na verdade todos os personagens bíblicos de toda a história – desde Moisés, passando por Maria e todos os apóstolos, e, porque não, pelo próprio Senhor Jesus – oraram errado o tempo inteiro. E na concepção do padre Paulo, não apenas oraram errado a vida inteira, como ainda eram otários arrogantes e orgulhosos por terem a audácia de dirigir suas preces direto a Deus. Eles todos são maus exemplos. O bom exemplo é o Gargamel ele mesmo.

De acordo com essa lógica insana, quem finalmente revelou a verdadeira “forma correta” que se deve orar foi a instituição católica romana, que passou uma borracha na Bíblia e ignorou todos os profetas, apóstolos e escritores sacros para inventar uma fórmula nova e mágica que faz menos sentido do que 2 mundiais com 1 libertadores. Sim, porque ao invés de você orar a Deus que é quem atende as orações de todos, você prefere se direcionar a um fantasioso “intermediário”, o qual supostamente vai transmitir a mensagem a Deus intercedendo pelo indivíduo que poderia ter ido direto a Deus. Isso é tão lógico quanto eu querer falar com você, ir à sua casa, você atender disposto a conversar comigo mas eu preferir te ignorar e chamar outra pessoa para então essa pessoa chamar você. É esse o nível de transtorno mental que a Igreja Romana exige que você creia em vez do simplismo e da clareza indiscutível das Escrituras.

Não se deixe enganar por vãs filosofias. Paulo já alertava desde muito para que “tenham cuidado que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo” (Cl 2:8). É exatamente a isso que os sofistas do passado e do presente geralmente apelam quando tentam contrapor uma verdade bíblica tão clara e incontestável que não pode ser negada pelo uso da própria Escritura: ignoram completamente a Bíblia e começam a filosofar com raciocínios sofistas e malabarismos de circo. É por isso que Paulo Ricardo não trouxe nenhum verso bíblico que ensinasse que devemos orar a “almas desencarnadas” para que elas transmitam por sua vez a mensagem a Deus, e em vez disso preferiu fazer com que seu argumento consistisse em asneiras pseudofilosóficas para enganar os verdadeiros otários dessa história toda.

Isso não é de se surpreender, pois o próprio diabo enganou Eva com raciocínios ardilosos de sua mente doente, e hoje instiga seus servos a usarem do mesmo artifício a fim de perverter as mentes mais fracas. Acredite: um senhor desses, antes mesmo de dizer essas bobagens, estudou sete anos em um seminário para virar padre, sem falar no seu mestrado em direito canônico. Todo esse estudo para sair essas porcarias sem sentido e nem nexo algum, que são tão risíveis quanto refutáveis por qualquer criança evangélica que tenha feito escolinha dominical.

É como se tivesse estudado todo esse tempo apenas para procurar os métodos mais fraudulentos de se contradizer uma verdade bíblica autoevidente, e ainda assim isso foi o melhor que ele pôde fazer. O que me faz lembrar o saudoso ex-padre Aníbal, que dizia que no seminário eles aprendiam de tudo sobre a Bíblia, menos a Bíblia. O resultado é isso aí: um charlatão que visa deliberadamente enganar as massas com esse tipo de discurso ardiloso além de preconceituoso – e tudo para negar a Bíblia. E não se esqueça: este é o melhor padre católico na opinião dos tridentinos, e o mais citado por eles – o que deve significar que o resto é ainda pior.

Não irei aprofundar a discussão aqui para outros campos da teologia, mas é perfeitamente sabido que o intuito principal da organização católica romana é o de obstruir e impedir a todo o custo a comunhão direta do cristão com Deus, através de rituais mecânicos e uma teologia raquítica. Isso não é somente no âmbito da oração, em que são induzidos a direcionar a entidades já mortas que não podem nem ouvir e muito menos atender a quem quer que seja (evitando assim que a oração seja feita a Deus e tenha eficácia), mas até na confissão de pecados precisam passar primeiro pelo padre em vez de pedir perdão direto a Deus como a Bíblia ensina (veja aqui), mais uma vez na intenção de obstruir o contato com o divino. O resultado são pecados perdoados por um padre e não por Deus, e orações feitas à gente morta e não a Deus – tudo aquilo que o diabo quer.

Não preciso dizer que no âmbito da leitura bíblica o fiel também está de mãos atadas e é obrigado a aceitar a interpretação papal oficial, porque a leitura clara e simples o levaria para muito, muito longe de Roma. O protestantismo restaurou o princípio cristão e bíblico do sacerdócio universal dos crentes, onde não há mais intermediários entre nós e Deus, razão pela qual podemos ir direto a Ele sem medo, em «plena confiança». Assim, a Reforma restaurou uma comunhão mais íntima e pessoal entre criatura e Criador, que tem se tornado a grande tônica do protestantismo desde então, a despeito de todas as distorções e erros que ainda persistem.

Depois da Reforma, Deus não é mais um Deus distante e zangado que só te ouve se você falar com outras pessoas primeiro, mas um Pai amoroso e gracioso que te espera sempre de braços abertos e com prontidão. Ele deixou de ser um robô pelo qual se manipula através da quantidade de rezas decoradas e repetidas mecanicamente, mas um ser pessoal e presente que se importa conosco em um relacionamento real entre pai e filho, e que deseja orações espontâneas que procedam do mais íntimo do coração. O próprio conceito que se tem de Deus foi restaurado, o que ajudou a eliminar males que assolavam a Idade Média como a Inquisição – feita principalmente para saciar a sede de sangue de um deus vingativo do catolicismo romano, como eles imaginavam.

O deus católico não é muito diferente dos deuses pagãos das tribos que exigiam sacrifícios humanos vivos – ela queimava homens e mulheres vivos em fogueiras, enquanto os outros matavam por decapitação em um altar. Ambos pensavam estar realizando os atos para honrar um deus vingativo e irado que exigia o sangue como retribuição, razão pela qual as cerimônias tinham um caráter religioso-ritualístico (no caso católico, eram chamadas de “autos-da-fé”, o que já nos diz muito por si só).

Tudo isso decorre de uma visão deformada que se tinha de Deus, em ambos os casos. Essa mesma visão deformada do “deus cruel e distante” é a responsável pela “terceirização” das orações para as mãos de outras entidades celestiais que não Deus, o qual supostamente ficaria enfurecido com o “orgulho” e “prepotência” de filhos que ousam falar com ele diretamente. O problema é muito maior do que parece a uma primeira vista. É um problema conceitual, antes que textual. É um caso muito grave, com consequências mais graves ainda.

Gente doutrinada por padre Paulo Ricardo e companhia limitada tem uma visão tão distorcida e deformada do que Deus é, que mesmo se lhes mostrarmos dúzias de textos bíblicos explícitos e que falam por si mesmos, eles ainda assim não acreditarão, e dirão que os “otários” somos nós. De fato, a imagem que fizeram de Deus na cabeça deles é muito mais compatível com o show de horrores do discurso do padre repleto de achismos e sofismas, do que com qualquer coisa que a Bíblia possa dizer. Se precisam optar entre a Bíblia e o deus medonho e remoto que imaginam servir, não hesitam em sacrificar o primeiro pelo segundo, nem que para isso seja necessário os raciocínios mais engenhosos e os malabarismos mais extravagantes que este mundo já viu.

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Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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73 comentários:

  1. Se realmente precisamos da intercessão dos santos; então, os católicos jamais poderiam fazer a oracao do pai nosso.

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    1. Essa vai ser votada como a melhor do ano!

      Parabéns pela sabedoria!

      Nota 1000 pra você!

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  2. Discordo de seu artigo em um ponto: dois mundiais e uma libertadores é totalmente lógico, pois no futebol era de praxe que o anfitrião fosse automaticamente convidado para participar dos eventos (antigamente o campeão prévio também), por isso a França foi campeã em 1998 sem participar de eliminatórias da Copa do mundo. O mundial de 2000, o primeiro mundial de verdade, ocorreu no Brasil, e logicamente a Fifa permitiu que fosse convidado um clube. Logicamente, deveria ser o àquela época bi-campeão brasileiro, o Sport Club Corinthians Paulista, o maior clube de todos os tempos, o maior time do mundo, o que tem a história mais linda, o campeão dos campeões, etc. Por isso tem todo o sentido lógico aí. É claro que você pôs brincando, mas lógica esse mundial tem. Não tem lógica é considerar um joguinho de final de ano valendo uma camionete entre casados e solteiros, no Japão, como mundial.

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    1. Pois é, vencer o Barcelona e o Milan em Tóquio é um joguinho de final de ano valendo uma camionete, mundial mesmo é um jogo contra o Vasco no Rio de Janeiro empatado em zero a zero depois de chegar à final com um gol roubado contra o poderoso Raja Casablanca onde a bola não entrou e o juiz deu gol :)

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    2. O Milan não venceu a Champions League. Não era o melhor europeu pra se enfrentar em 1993 pra se dizer campeão mundial ou do Interclubes daquele ano.

      Em outras edições de interclubes, o campeão não quis ir, então a UEFA mandou outro representante em seu lugar.

      No campeonato de 2000, o Corinthians passou pelo Real Madrid e teve um gol mal anulado naquele jogo, do jogador João Carlos. O jogo terminou 2 a 2. Vencendo, já estaria classificado. Era o segundo jogo. O jogo com o Casablanca foi o primeiro e terminou 2 a 0.

      https://www.youtube.com/watch?v=9brqBiB5llw

      Nessa edição de 2000, tinha o vencedor da Champions League tanto de 1998 quanto de 1999, enquanto o São Paulo não enfrentou nenhum campeão em 1993.

      O Vasco chegou na final por vencer o Manchester por 3 a 1, na fase de grupos. Tanto um quanto outro, eliminaram os eropeus vencedores da Champions League.

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    3. "O Milan não venceu a Champions League. Não era o melhor europeu pra se enfrentar em 1993 pra se dizer campeão mundial ou do Interclubes daquele ano"

      Isso aconteceu porque o clube francês foi punido por conta de um escândalo de acerto de resultados, e não porque o Marselha "se recusou a jogar". Por isso que o Milan foi não apenas o representante europeu no Mundial de 93, mas também na Supercopa Europeia contra o vencedor da Copa UEFA (atual "Liga Europa").

      "Em outras edições de interclubes, o campeão não quis ir, então a UEFA mandou outro representante em seu lugar"

      Se isso aconteceu então é problema deles, o SPFC ou qualquer outro campeão sul-americano não tem nada a ver com isso.

      "No campeonato de 2000, o Corinthians passou pelo Real Madrid e teve um gol mal anulado naquele jogo, do jogador João Carlos. O jogo terminou 2 a 2. Vencendo, já estaria classificado. Era o segundo jogo. O jogo com o Casablanca foi o primeiro e terminou 2 a 0"

      O gol foi anulado corretamente, como um dos caras que comentou no lance do vídeo disse, "o jogador do Corinthians praticamente escalou, montou em cima do goleiro do Real impedindo que o mesmo subisse pra disputar a bola". Tanto é que os jogadores do Corinthians praticamente nem reclamaram no lance:

      https://www.youtube.com/watch?v=9brqBiB5llw

      Enquanto isso, você pode comentar esse lance:

      https://www.youtube.com/watch?v=KxgyGhtB1cs

      "Nessa edição de 2000, tinha o vencedor da Champions League tanto de 1998 quanto de 1999, enquanto o São Paulo não enfrentou nenhum campeão em 1993"

      O caso do São Paulo de 1993 já foi explicado. O curioso é que chamaram os dois últimos vencedores da Champions de 98 e 99. Se seguissem algum critério ou coerência, deveriam ter chamado também os dois últimos campões da libertadores dos mesmos anos. Neste caso, os dois representantes brasileiros deveriam ser Vasco (campeão de 98) e Palmeiras (campeão de 99). Em vez disso, deixaram o Palmeiras de fora e chamaram o Corinthians. O atual campeão da Champions estava lá, mas o atual campeão da libertadores não estava. Isso é no mínimo MUITO estranho.

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    4. "O caso do São Paulo de 1993 já foi explicado. O curioso é que chamaram os dois últimos vencedores da Champions de 98 e 99. Se seguissem algum critério ou coerência, deveriam ter chamado também os dois últimos campões da libertadores dos mesmos anos. Neste caso, os dois representantes brasileiros deveriam ser Vasco (campeão de 98) e Palmeiras (campeão de 99). Em vez disso, deixaram o Palmeiras de fora e chamaram o Corinthians. O atual campeão da Champions estava lá, mas o atual campeão da libertadores não estava. Isso é no mínimo MUITO estranho."

      O Vasco era representante da Conmebol, não do Brasil.

      A base era o ano de 1998. O Vasco venceu a Libertadores de 1998, como representante da Conmbebol e o Corinthians o campeão brasileiro do mesmo ano, como representante do Brasil.

      O que poderia acontecer era entrar Corinthians e Palmeiras se a base fosse 1999. Eles preferiram colocar o Vasco pq garantiria um de cada Estado, um com base no Morumbi e outro, no Maracanã. Foram espertos.

      No atual formato, eles não querem mais duas equipes do mesmo país, pra evitar que tenha uma final como em 2000, mas se o representante do país sede vencer o torneio continental, quem representará será o campeão nacional e o vice campeão continental, de outro país.

      "(*) – Há também uma vaga do país anfitrião com critérios estabelecidos pela FIFA, a partir de 2007, preenchida pelo atual campeão nacional do país. Quando um clube do país-sede vence o título continental, a vaga é herdada para o vice-campeão continental para evitar que existam dois representantes de um só país como na primeira vez em 2000, quando uma das vagas foi indicada pela CBF (federação do país-sede)."

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_de_Clubes_da_FIFA

      usando o que aconteceu em 2000, se a base fosse 98, iriam Corinthians e Barcelona do Equador (vice de 98) ou Corinthians e Deportivo Cali (Colombia, vice de 99). O Corinthians entraria de qualquer jeito.

      O Palmeiras iria entrar num torneio de 2001, que seria na Espanha, mas a patrocinadora do evento quebrou e cancelaram o evento. Teve até sorteio dos grupos. O Palmeiras ficaria no grupo B

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Mundial_de_Clubes_da_FIFA_de_2001

      Somente foi retomado em 2005 qdo se tornou novamente viável. Agora querem outro formato à partir de 2021 pq o atual não garante receita suficiente, além de atrapalhar o calendário dos clubes. Será disputado de 4 em 4 anos.

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  3. Outro ponto, agora sério, é que a figura descreve um cronograma, mas na verdade é um organograma, pois não se refere ao tempo. Abraço e fique com Deus. Ótimo artigo novamente.

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    1. Bem lembrado, eu peguei a imagem da internet e não percebi esse erro, mas já arrumei no paint.

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  4. Lucas,
    Um dos argumentos catolicos é de que, se o protestantismo é correto, isto significa que Deus esqueceu a Igreja e deixou-a em erro por 1500 anos. Você já escreveu algo rebatendo este argumento?

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    1. Veja esse artigo:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/03/entenda-as-divisoes-do-cristianismo-e.html

      E esse:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/01/a-reforma-antes-de-lutero_27.html

      Há outros artigos no índice abaixo, mas creio que esses dois mais recentes vão mais direto ao ponto.

      (O índice): http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

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  5. No paraíso ainda seremos conhecedores do bem e do mal? Ou a gente vai andar pelado por lá sem se importar? rsrs Abraços.

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    1. Seremos conhecedores sim, mas não iremos praticar o mal porque não teremos vontade nenhuma disso (todos os nossos instintos que são hoje naturalmente voltados para o mal serão voltados para o bem na vida eterna). Abs!

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  6. Boa noite Lucas

    Você recomenda alguma teologia sistemática para estudo? (De preferência uma aniquilacionista)

    Eu estava pensando em ler a do Norman Geisler, porém ele é imortalista..

    Abraços!

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    1. Eu vou confessar uma coisa, eu detesto "teologias sistemáticas". Talvez porque sejam todas elas bastante superficiais pro meu gosto, porque logicamente não é possível abordar com exaustão ou com uma profundidade razoável temas teológicos complexos que para serem abordados apropriadamente se levaria pelo menos um livro inteiro só sobre aquilo, então na prática a teologia sistemática (como o próprio nome indica) acaba sendo um "resumão" superficial de tudo, onde qualquer um coloca a sua visão pessoal ali, bastando inserir algumas referências entre parêntesis que na sua cabeça fundamentam determinada doutrina (mas que muitas vezes é má interpretação ou deturpação do próprio autor). Se você quer estudar sobre mortalismo, eu não recomendo teologia sistemática nenhuma, mas os meus livros e artigos, o livro do Bacchiocchi, o do Cullmann, os artigos do Azenilto e os vídeos do Leandro Quadros. Com esses materiais, e até com bem menos que isso tudo, você consegue refutar qualquer imortalista sobre qualquer argumento em cima de qualquer texto. Abs!

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    2. Lucas, uma boa dica pra quem não gosta de teologia sistemática são "As Institutas", de Calvino e "Sumas Teológicas" de Tomás de Aquino, são "resumos" mais elaborados do pensamento cristão.
      Eu, particularmente, depois que conheci essas obras primas (ou melhor, vi) passei a gostar de Teologia Sistemática.

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    3. "Lucas, uma boa dica pra quem não gosta de teologia sistemática são "As Institutas", de Calvino e "Sumas Teológicas" de Tomás de Aquino, são "resumos" mais elaborados do pensamento cristão"

      Respeito a sua opinião mas eu discordo dela, se alguém não gosta de teologia sistemática provavelmente vai gostar menos ainda ao ler esses livros antigos aí, com uma linguagem adaptada para aquela época e que lidava com os problemas daquele período, e que tornariam as coisas mais fastidiosas para um leitor comum nos dias de hoje que não estivesse familiarizado com a literatura antiga. Além disso doutrinariamente eu vejo muitos erros em ambas as obras, que também são pouco compatíveis entre si, mas aí é uma outra discussão.

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  7. Paz do Senhor Lucas, Glória a Deus pelo conhecimento que você tem. Um amigo meu falou que existem mais capítulos além dos 12 do livro de Daniel, eu gostaria de saber sobre a datação desses outros cap. Que existem em outras bíblias. Poderia me passar também alguns artigos sobre o cânon do AT e doNT?

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    1. Olá, na verdade esses "capítulos a mais" de Daniel são acréscimos apócrifos e espúrios escritos em grego séculos depois da escrita do livro em hebraico, que por constar em códices da Septuaginta acabou ganhando o status de "deuterocanônico" pelos romanistas (mas que nunca fez parte do cânon hebraico). Mesmo sendo pouca coisa está cheio de mitos e invencionices, incluindo uma estória de que Daniel matou sozinho um dragão de verdade, que ainda foi jogado DE NOVO na cova dos leões, que Habacuque foi teletransportado para a Babilônia agarrado pelos cabelos e outras palhaçadas do tipo, quando basta apenas ler o final do capítulo 12 para perceber como é tão claro e óbvio que o livro terminava ali mesmo:

      "Quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará, e então, no final dos dias, você se levantará para receber a herança que lhe cabe" (Daniel 12:13)

      Você pode conferir essas lendas dos apócrifos aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/06/heresias-lendas-mitos-e-absurdos-nos.html

      E sobre artigos a respeito dos apócrifos e do cânon bíblico, confira no índice:

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

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    2. Lucas, a pergunta do amigo suscitou uma curiosidade minha: houve interesse de alguns que seus escritos participassem do cânon ou esses acréscimos deve-se a algum redator desavisado/mal intencionado/equivocado?

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    3. No final do século IV algumas igrejas africanas que usavam a Septuaginta acabaram declarando a inspiração de certos apócrifos, mas essa não foi uma decisão universal ou dogmática da Igreja da época (tanto é que Jerônimo na Vulgata registra expressamente que aqueles livros eram apócrifos mesmo e que não serviam para fundamentar doutrina). Assim foi o consenso geral da Igreja (mesmo da Igreja Romana) durante os mais de mil anos que se seguiram até a Reforma, quando alguns teólogos oportunistas quiseram incluir estes livros no cânon católico romano como uma forma de combater a Reforma Protestante que já se alastrava. Não foi fácil, o próprio placar da votação foi acirrado porque essa desfaçatez encontrava forte oposição mesmo entre os teólogos romanistas, mas o fato de poucos terem comparecido às sessões pesou para que por fim fosse tomada a medida de considerá-los canônicos da mesma forma que o resto da Bíblia. Os protestantes por coerência mantiveram esses livros como apócrifos, embora "úteis para a edificação" espiritual, razão pela qual eles os mantinham como apêndice em suas Bíblias da mesma forma que Jerônimo fez na Vulgata. Resumidamente é isso, você pode ler as respostas mais aprofundadas nos respectivos artigos.

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  8. Maximiliano Nobre18 de maio de 2018 20:27

    Simplesmente fantastico!

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  9. Agora vem minhas dúvidas sobre as questões do livro chamados para e sofrer.
    Eu li esse livro, e já ia produzir uma pregação. Estava muito entusiasmado.
    Mas aí dei uma olhada num livro antigo aqui de casa, que é o Manual Bíblico Dake. Que é do mesmo autor das notas da bíblia de estudo Dake, o Finis Jennings Dake.

    Eu sei que ele é da teologia da prosperidade. Então prestei atenção nos argumentos. E vai contra tudo o que eu tenho lido, e que tava me preparando pra pregar.

    Existe um capítulo chamado "Incredulidade respondida com a escritura". Que ele trata de desconstruir oito argumentos, deixei 4 de lado por serem infantis. Mas esses outros quatros tem me perturbado porque é o pano de fundo de tudo o que você escreveu.

    (Por favor me ajude!)

    [1. As pessoas estão doentes para glória de Deus.]

    Ele fala que se fosse a vontade de Deus que as pessoas ficassem doentes, então Ele nunca teria curado ninguém, pois estaria se opondo à sua própria vontade. E que todos os doentes que foram a Cristo. Foram curados, e Ele não faria diferente hoje.

    [2. Nem todos os homens foram curados]
    Ele fala que quando Marcos 6.5 diz que Jesus não curou alguns. Não foi por causa da falha da oração. A razão de não serem curados é que não foram até Ele, porque se tivessem ido teriam sido curados.

    [3. Remédios humanos foram garantidos na Escritura]
    Ele fala que o emplastro de Is 38, era apenas assepsia, já que não há nenhum poder curador em um emplastro de figos. Quem encomendou o emplastro foi Isaías e não o Senhor. Deus operou a cura e não o emplastro.

    Falou também que a Admoestação de Paulo a Timóteo em 1 Timóteo 5:23 foi alimentar apenas. Pois um pouco de suco de uva nunca curaria ninguém de qualquer problema no estômago. E que a Água da Ásia Menor era ruim em certas épocas do ano devido à falta de chuvas e muito sofrimento causado.

    [4. Paulo tinha um espinho na carne]
    Ele diz que não era os olhos fracos e doentes. Pois era um "mensageiro de Satanás", já que no grego é anjo e não enfermidade. Esse anjo acompanhava Paulo e causava os sofrimentos que ele listou em 2Co 11, simplesmente pra ele ser humilde.

    E que os espinho na carne deve ser entendido no mesmo sentido de Números 33.55, Josué 23.13 e Juízes 2.3; 8.7. Nessas passagens não fala de enfermidade mas apenas de aflição mesmo.
    E os versículos usados para a enfermidade física de Paulo, como 1Co 2.3; 4.10 (franqueza/fraco) deve ser entendido como humildade e dependência de Deus. Porque se não, teríamos que considerar 2Co 11. 29 como doença onde ele diz: "que eu não me sinta fraco".

    E no final do capitulo ele trata de Gálatas 4.15 e 6.11. Ele fala que nenhuma dessas passagens são usadas para afirmar que ele tinha a doença oriental chamada oftalmia. Porque a primeira passagem é uma figura de linguagem, que expressa afeição dos gálatas em relação a Paulo. Que seria atualmente equivalente a "daria meu olho direito por aquilo". Para Dake,  não significaria que o interlocutor tivesse o olho direto doente.

    E já em Gálatas 6.11 a palavra grega pra letra é gramma. Que significa um escrito, uma carta, um documento. E que Paulo não poderia ser tão cego, a ponto de escrever suas cartas com letras grandes, pois se enxergasse tal mal assim, não teria conseguido escrever nenhuma epístola sequer.
    Ele fala isso, porque Gálatas é uma epístola longa, mais do que sete das epístolas dele e tão extensa quanto outras duas.

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    1. Olá, em primeiro lugar me desculpe pela grande demora em respondê-lo. Infelizmente ocorreram muitas coisas nesses dias que me impediram de praticamente ligar o computador (eu havia deixado a sua questão para responder por último já que era a mais longa e aí acabei ficando sem tempo). Mas enfim, sem mais delongas, vamos às respostas:

      “Ele fala que se fosse a vontade de Deus que as pessoas ficassem doentes, então Ele nunca teria curado ninguém, pois estaria se opondo à sua própria vontade. E que todos os doentes que foram a Cristo. Foram curados, e Ele não faria diferente hoje”

      Eu não disse que a vontade de Deus é que todos fiquem doentes, mas que por vezes a doença tem um propósito maior que a própria cura. Por isso Jesus explicou em certa ocasião que a cegueira de nascença de certo homem era “para a glória de Deus”: “Essa enfermidade não terminará em morte; mas sim, para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela” (Jo 11:4). Por isso vemos Paulo deixando Trófimo doente em Mileto (2Tm 4:20-22) e recomendando a Timóteo que tomasse um pouco de vinho “por causa das suas constantes enfermidades” (1Tm 5:23). A ideia de que todo mundo tem que ser curado o tempo todo é estranha às Escrituras. Inclusive muitos dos que pregam esse tipo de teologia usam óculos para corrigir defeitos oculares – por que simplesmente não “tomam posse” da cura e a decretam obrigatoriamente, como dizem que deve ser?

      “Ele fala que quando Marcos 6.5 diz que Jesus não curou alguns. Não foi por causa da falha da oração. A razão de não serem curados é que não foram até Ele, porque se tivessem ido teriam sido curados”

      Eu não me lembro de ter citado Marcos 6:5 no meu livro.

      “Ele fala que o emplastro de Is 38, era apenas assepsia, já que não há nenhum poder curador em um emplastro de figos. Quem encomendou o emplastro foi Isaías e não o Senhor. Deus operou a cura e não o emplastro. Falou também que a Admoestação de Paulo a Timóteo em 1 Timóteo 5:23 foi alimentar apenas. Pois um pouco de suco de uva nunca curaria ninguém de qualquer problema no estômago. E que a Água da Ásia Menor era ruim em certas épocas do ano devido à falta de chuvas e muito sofrimento causado”

      Também não me lembro de ter citado algum texto de Isaías 38 no meu livro. O de Timóteo eu citei sim, que de acordo com os estudiosos bíblicos tinha finalidades medicinais realmente, em oposição ao que ele diz. Você pode ver nessa lista de comentários bíblicos sobre o tema que MUITOS deles fazem menção ao vinho ser tido naquela época como um “remédio” nesse tipo de circunstância:

      https://www.studylight.org/commentary/1-timothy/5-23.html

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    2. Além disso não há sentido algum em dissociar uma coisa da outra, porque Paulo diz para tomar vinho POR CAUSA das suas frequentes enfermidades, então é o próprio apóstolo que estabelece aqui uma relação de causa e efeito (“tome isso para se livrar daquilo”), como fazemos com qualquer remédio. É claro que remédios propriamente ditos como os dos dias de hoje Paulo não poderia recomendar porque eles simplesmente não existiam ainda (é a mesma razão pela qual ele não fala nada sobre televisão ou pasta de dente), mas ele claramente era a favor de se fazer uso de recursos que iam além da mera oração quando se tratava da cura de enfermos, como Timóteo.

      Alguém que nos dias de hoje pregue contra tomar remédios mesmo nos casos mais extremos deveria ser criminalizado e preso imediatamente, por culpa desse tipo de gente há muitos casos de pais que deixaram de dar remédio aos seus filhos para ficarem apenas orando e eles morreram (e os pais foram presos depois). Mas na minha opinião não é apenas os pais da criança que deveriam ser presos, mas também e principalmente esse tipo de pregador que criminosamente incentiva essa atrocidade.

      “Ele diz que não era os olhos fracos e doentes. Pois era um "mensageiro de Satanás", já que no grego é anjo e não enfermidade. Esse anjo acompanhava Paulo e causava os sofrimentos que ele listou em 2Co 11, simplesmente pra ele ser humilde”

      Muito sem noção isso aí, então quer dizer que existia um “anjo de Satanás”? Nunca vi isso em lugar nenhum, parece algo bem sem noção realmente. É verdade, a palavra grega para “mensageiro” era a mesma para “anjo” porque o grego koiné era um idioma pobre que muitas vezes não possuía distinções desse tipo, mas isso não quer dizer que então toda vez que aparecer “mensageiro” na Bíblia é um anjo, isso vai depender de cada contexto e aqui o contexto é claramente de um mensageiro mesmo, e não de um anjo. O “espinho na carne” pode ser um espinho literal que lhe causava dor na carne ou, mais provavelmente penso eu, a sua enfermidade nos olhos que relatou aos gálatas. Mas não poderia ser as perseguições, porque ele próprio disse que SE GLORIAVA nelas (Rm 5:3) e que tinha o PRIVILÉGIO de sofrê-las por Cristo (Fp 1:29).

      “E no final do capitulo ele trata de Gálatas 4.15 e 6.11. Ele fala que nenhuma dessas passagens são usadas para afirmar que ele tinha a doença oriental chamada oftalmia. Porque a primeira passagem é uma figura de linguagem, que expressa afeição dos gálatas em relação a Paulo. Que seria atualmente equivalente a "daria meu olho direito por aquilo". Para Dake, não significaria que o interlocutor tivesse o olho direto doente”

      Essa explicação do verso 15 é totalmente absurda à luz do verso 13, que diz:

      “...como sabem, FOI POR CAUSA DE UMA DOENÇA que lhes preguei o evangelho pela primeira vez” (Gálatas 4:13)

      Então não existe desculpa, era uma doença mesmo e ponto final, o próprio Paulo que disse. No verso seguinte ele diz:

      “Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém; pelo contrário, receberam-me como se eu fosse um anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus” (Gálatas 4:14)

      Para Paulo, a sua doença foi uma “provação” aos gálatas, que poderiam zombar do apóstolo ou desprezá-lo pelo fato de estar doente, e é NESSE CONTEXTO que vem o verso 15 que fala sobre “arrancar os próprios olhos”, que é uma hipérbole colocada no texto para destacar que o amor que os gálatas tiveram por Paulo era tão grande e genuíno que eles estavam dispostos até a dar seus próprios olhos para suprir a doença que Paulo tinha nessa região, a fim de que não ficasse mais doente. Essa é a única interpretação aceitável pelo contexto.

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    3. Muito obrigado pela atenção. Que Deus te use cada vez mais.

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  10. Esse artigo não é repetido?

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  11. Ótimo artigo Lucas, Lucas está acontecendo mais casos de pedofilia na igreja católica,vi no jornal Folha de São Paulo se não me engano só q desta vez foi uma coisa q nunca aconteceu na igreja. Parece q todos os membros renunciaram o cargo se ñ me engano no Chile

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    1. Infelizmente a gente nem se surpreende mais quando ouve escândalos de pedofilia atrelados à ICAR. É como se uma coisa já estivesse tão vinculada à outra que já se tornou "normal" e não pega mais ninguém de surpresa.

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  12. Maximiliano Nobre19 de maio de 2018 16:25

    https://www.bibliacatolica.com.br/conhecendo-a-biblia-sagrada/56/

    Lucas, olha isso! Como refutar?

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    1. Olá, isso tudo é apenas a mera repetição exaustiva dos mesmos argumentos já refutados de sempre. Sempre as mesmas coisas envolvendo Jâmnia, a LXX, o "cânon" alexandrino e outras baboseiras. Sugiro a leitura dos artigos sobre "livros apócrifos" no índice do site:

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

      É a parte de "• Artigos sobre os livros apócrifos ou "deuterocanônicos"". Abs!

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  13. http://voltemosaoevangelho.com/blog/2014/09/o-aniquilacionismo-e-biblico/ Pode refutar isso?

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    1. Eu já refutei esse artigo na caixa de comentários desse outro artigo, no meu debate com o Apologeta:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/03/o-dragao-na-garagem-da-teologia-crista.html

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  14. Amigo Banzoli, o mortalismo crê na existência de "um mundo espiritual" nos mesmos moldes do imortalismo? Para o mortalismo, existe "um mundo (ou realidade) espiritual"? Como o mortalismo explica termos como principados, potestades, guerra espiritual?

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    1. O mundo espiritual existe, só o que não existem são milhões de "almas desencarnadas" habitando por lá. Mas em relação a Deus, aos anjos e aos demônios a teologia é a mesma que a dos imortalistas, porque na verdade se trata de um outro tema que não tem relação com o aniquilacionismo ou o imortalismo.

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  15. Lucas como nos protestantes devemos lidar com a perseguição católica em nossas escolas e facudades .Ora a cada dia mais os católicos se tranvestem de conservadores e defensores da moral e aproveitam essa fama para nos perseguir e difamar como devemos agir mediante a isso ? Obs: Sei que você deve estar ocupado com muitos projetos mas já pensou em fazer um artigo sob a perseguição que nos protestantes sofremos no Brasil e sob como lidar com a apostasia de alguns protestantes para o catolicismo

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    1. Para ser sincero, devemos é ficar felizes com esse tipo de "perseguição". Se você ler os meus artigos sobre a época da Reforma, verá que isso tudo não é NADA em comparado ao que eles faziam com os protestantes quando tinham o poder político em mãos. Hoje eles não tem mais o poder e por isso podem apenas intimidar com palavras e lutar politicamente para reconquistá-lo, mas não mais queimar não-católicos até a morte em praça pública ou assassiná-los impunemente. Qualquer perseguição que um evangélico sofra nos dias de hoje por causa de sua fé não é nada em comparado ao que os reformadores vivenciaram há cinco séculos.

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  16. A doutrina da imortalidade da alma gera tudo isso aí,crença na comunicação com os mortos,purgatório,limbo,etc.

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  17. Caracas,ele não usou um único versículo bíblico para defender sua tese.

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    1. Pois é... deve ser por isso que atacam tanto a Bíblia e o Sola Scriptura.

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  18. "E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céu" O que Jesus quis dizer com isso?

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    1. Há vários entendimentos, mas no meu essa questão está atrelada diretamente às nossas orações, que "ligam" e "desligam" as coisas no mundo espiritual. Coisas que aconteceriam se orarmos podem não acontecer se não orarmos, e vice-versa. O Dutch Sheets fala muito sobre isso no livro que eu recomendei no outro artigo, o "Oração Intercessória". É digno de nota que na única vez em que esse versículo é repetido na Bíblia (em Mateus 18:18), ele é vinculado diretamente à oração:

      "Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu. Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus" (Mateus 18:18-19)

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  19. Olá, será que você pode depois escrever algum artigo falando sobre divórcio, todas as hipóteses (ex: a mulher trai o marido, ele decide se separar e ele quer se casar novamente; quando os 2 traem; etc) e quando seria válido o segundo casamento e quando não seria!?

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    1. Até posso escrever sobre isso, mas não no momento. Ainda estou estudando o assunto, que é delicado demais para ser exposto superficialmente.

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  20. Muito bom este artigo https://www.jba.gr/Portuguese/As-origens-da-doutrina-da-imortalidade-da-alma.htm

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  21. Você acha que se não fosse o boom pentecostal no anos 90,pautas como aborto,casamento gay e legalização das drogas já teriam sido arovadas há muito tempo?

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  22. Lucas, estava pesquisando sobre o espiritismo e acabei me deparando com uma afirmação que dizia que os judeus acreditam em reencarnação, e quando fui pesquisar encontrei vário sites que afirmavam a mesma coisa, inclusive um que parece ser judeu e não espirita, olhe >>> https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/2881933/jewish/Reencarnao.htm <<< estou muito confuso, me ajude.

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    1. Na verdade esse ramo do Judaísmo é relativamente recente e não tem base na cultura judaica antiga, seja da época do AT ou dos tempos de Jesus. Pra ser sincero o que os judeus atuais creem ou deixam de crer é pouco ou nada relevante, o que importa é o que os judeus da época acreditavam, da mesma forma que não importa muito o que cristãos ou ditos cristãos dos dias de hoje acreditam, e sim no que os apóstolos acreditavam no século I. Hoje em dia tem judeu que acredita em literalmente qualquer coisa que você possa imaginar, não existe um Judaísmo único ou unificado como nos velhos tempos (na verdade nem na época de Jesus era unificado, já que existiam diversas facções, embora nenhuma fosse reencarnacionista até onde sabemos). A posição dos judeus DOS TEMPOS BÍBLICOS do Antigo Testamento (que é quando eles detinham a revelação divina) sobre a questão é muito clara e é totalmente contra a reencarnação e a própria imortalidade da alma, como você pode ver no meu livro "A Lenda da Imortalidade da Alma" (pág. 29 em diante, da versão digital), que você pode baixar na página dos livros:

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

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  23. A gente devia andar pregando essas coisas em alto e bom som. Quem sabe não eramos tao perseguidos a ponto de despertarmos de vez. Rsrs.
    Ainda tenho medo de compartilhar essas coisas

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    1. Não é preciso ter medo. Mesmo os mais fanáticos do lado de lá são como cães que latem muito mas são covardes demais para tentar qualquer coisa para além disso. Esse vídeo é bastante ilustrativo:

      https://www.youtube.com/watch?v=kpcUcpy_pHc

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  24. Nos protestantes devíamos fazer mais ciberativismo, apesar de os católicos apelar para todos os tipos de estratégias sujas, devíamos bater mais nos católicos na Internet

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    1. Infelizmente 99% dos protestantes estão pouco interessados em discutir catolicismo, ficam em picuinhas ridículas do tipo "calvinismo vs arminianismo" e até tentando bater em TJ, mórmon e adventistas, e enquanto isso a apologética católica investe pesado contra o protestantismo dia e noite com milhares de conteúdos produzidos diariamente para nos difamar. Isso tudo é culpa da velha forma de se fazer apologética, que acha politicamente incorreto falar mal do catolicismo, mas incentiva atacar ferozmente os erros evangélicos ou de "seitas" que acham por aí.

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  25. Nesta noticia tem uma pessoa comentando que no protestantismo as pessoas podem se divorciar quantas vezes quiser e que no catolicismo isto não é permitido. https://noticias.gospelprime.com.br/pastores-casamento-principe-harry-meghan-markle/ Voce acredita nisso que o catolicismo é melhor moralmente nesta questão que o protestantismo?

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    1. Primeiro que embora o catolicismo não permita o "divórcio" propriamente dito, ele permite a "anulação do casamento" dependendo do caso, o que na prática dá no mesmo. Mas eu discordo dessa sua lógica, que é como se "quanto mais rigoroso for, melhor". Isso daí é a mesma mentalidade do "evangelicalismo da década de 90" que eu condenei no meu artigo anterior, a qual também pensava que quanto mais rígida e rigorosa fosse com qualquer coisa melhor. Sobre o divórcio, por exemplo, eu acho que o grande mal da comunidade evangélica foi a herança maldita herdada do catolicismo romano que perpetrou a mentalidade de que não pode se separar nunca, independentemente do qual horroroso ou ímpio for o seu cônjuge. Essa mentalidade horrível gerou vidas destruídas, esposas agredidas regularmente por seus maridos, maridos sendo traídos constantemente por suas esposas, pares vivendo uma vida infeliz e cheia de amargura, até mesmo com depressão, e que não se separavam apenas por conta dessa mentalidade aí. Eu não digo nada disso por teorias, são coisas que eu vi. Esse radicalismo anti-divórcio eu considero abominável, há casos onde o divórcio não apenas deve ser permitido como é até recomendável. É monstruoso e nojento ouvir um pregador dizer que se a mulher é espancada pelo marido ela tem que continuar com ele obrigatoriamente e não pode se separar nunca, independentemente de quantas vezes o agressor volte a praticar o ato, "porque Deus quer assim". Esse tipo de mentalidade é diabólica e monstruosa, não alguma coisa piedosa.

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  26. Lucas estou muito "aborrecido" com o que está ocorrendo com a nossa comunidade,ou seja,existem vários e vários sites católicos atacando ferrenhamente o PROTESTANTISMO que até os evangélicos desinformado estão se "convertendo" ao catolicismo fruto de uma certa covardia nossa com pouquíssimo sites protestante que chega dá vergonha que até os católicos estão alardeando que os protestantes estão acuados, encurralados pela a militância romana dizendo que não tem ninguém a altura para contra-atacar a fé católica...apesar disso tudo a nossa resistência na prática continua forte e influenciando gerações pelo mundo afora tanto é verdade e nós sabemos da nossa história que toda vez que o catolicismo se levantou contra nossa comunidade pra resgatar a sua hegemonia não conseguiram, portanto tudo isso que está ocorrendo é uma velha tática medieval que nunca deu certo, pra mim tudo isso é DESESPERO por ter sido derrotado pelo PROTESTANTISMO do qual tiramos o doce da boca deles que foi a sua TIRANIA.O que acha Lucas qual sua opinião sobre este assunto que abordei?Abração meu irmão em Cristo!

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    1. Eu comentei sobre isso há um amigo que comentou algo acima: infelizmente 99% dos protestantes estão pouco interessados em discutir catolicismo, ficam em picuinhas ridículas do tipo "calvinismo vs arminianismo" e até tentando bater em TJ, mórmon e adventistas, e enquanto isso a apologética católica investe pesado contra o protestantismo dia e noite com milhares de conteúdos produzidos diariamente para nos difamar. Isso tudo é culpa da velha forma de se fazer apologética, que acha politicamente incorreto falar mal do catolicismo, mas incentiva atacar ferozmente os erros evangélicos ou de "seitas" que acham por aí. Na verdade muitos são covardes demais para falar do catolicismo apenas porque ainda é a religião majoritária do país, muitos tem patrões, amigos e parentes católicos e não quer desagradar dizendo a verdade, então ficam batendo em "cachorro morto" posando de "machão", mas morre de medo de abrir a boca para refutar algo tão mais urgente e importante.

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  27. Lucas me tire duas dúvidas sobre os textos de ICo 15.25 e Mt 28.20 que fala da expressão até que e o outro a expressão até?No primeiro texto dá a entender que Jesus reina por um período curto,já que ele reina para sempre,eternamente e não está limitado ao tempo como conciliar este texto parece até uma contradição?e o segundo texto diz que Cristo estará conosco até a consumação dos séculos,ou seja, dar a entender que depois do final do mundo ele não estará conosco, o que de fato Jesus quis dizer com essas expressões no grego?Deus te abençoe Guerreiro!

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    1. Na verdade isso aí é apenas um recurso linguístico ou força de expressão para dizer que Jesus estaria conosco para sempre. Seria como se um marido dissesse à sua esposa: "Eu vou te amar até a morte", com isso ele não estaria dizendo que depois dela morrer ele deixaria de amá-la, ou que na ressurreição para a vida eterna ele não amaria mais. É apenas uma força de expressão para se dizer que "eu vou te amar para sempre". Só isso. Da mesma forma quando Jesus diz que estará conosco "até a consumação dos séculos", não significa que ele estará longe de nós depois disso, mas é apenas uma força de expressão para dizer que estará conosco para sempre, todos os dias.

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  28. No debate que vc teve com o Pipe sobre imortalidade da alma quem vc acha que se saiu melhor?.

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    1. Eu não gosto de julgar meus próprios debates, prefiro que os outros julguem e tirem suas próprias conclusões, é muito feio um debatedor dar uma de juiz ao mesmo tempo e determinar que ele venceu, mesmo porque quase sempre um debatedor pensa que venceu na sua própria perspectiva, é muito raro alguém assumir que perdeu em qualquer debate que seja. Todo mundo sempre "vence" na sua opinião particular porque ela é enviesada, por isso quem deve determinar esse tipo de coisa são os de fora. O que eu posso dizer é apenas se um outro debatedor é bom ou ruim, aí sim eu poderia dizer que ele era um dos bons, mas "vencer" ou "perder" é algo que eu deixo para o público decidir.

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  29. Avalie:

    https://www.facebook.com/dilson.lima.5621/videos/403486343428404/

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    1. Cara doente. Podia ter dado a tv pra mim :(

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  30. Irmão Lucas o que a bíblia quer dizer quando usa a expressão não toqueis nos ungidos de Deus?Abs!

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    1. Na verdade isso não é dito na Bíblia. É apenas um jargão popular que as pessoas pensam que é "bíblico" de tanto que é repetido em muitas igrejas. Abs.

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  31. O que aconteceu com o canal da condessa?

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