10 de abril de 2018

58 Henrique VIII: Reformador protestante ou católico nacionalista?


A Reforma na Inglaterra foi totalmente singular. Ela não partiu das pregações de um reformador específico, como na maioria dos outros países, e também não veio pelas mãos de um “rei imoral”, como assevera a apologética católica. Já há tempos os ingleses tinham uma predisposição anticlerical, embora não anticatólica. Isso explica por que um rei católico que quis romper com Roma e ainda assim permanecer católico não teve que enfrentar a mesma oposição severa e selvagem que líderes protestantes como Henrique IV e Guilherme de Orange passaram em seus respectivos países. Para entender essa predisposição, é necessário recuar alguns séculos, particularmente até o “Cativeiro de Avinhão” (1309-1377).

O chamado “cativeiro Babilônico da Igreja” é um período de quase um século em que os papas deixaram sua residência em Roma para estabelecer sua sede em Avinhão, na França. Os papas de Avinhão eram controlados pelos reis franceses, o que era especialmente ofensivo à Inglaterra, envolvida numa Guerra dos Cem Anos (1337-1453) justamente contra a França. Deanesly diz que “os clérigos ingleses não podiam obter promoção ao cardinalato, mesmo quando isto era requerido pelo rei: já os cardeais franceses existiam em abundância”[1]. Além disso, “o dinheiro coletado para o papado na Inglaterra beneficiava a França”[2].

Pirenne também constata que “desde que os papas de Avinhão tomaram partido pelo rei da França contra a Inglaterra, durante a guerra dos Cem Anos, o Parlamento inglês passou a se mostrar relutante ao poder temporal da Santa Sé”[3]. Os privilégios concedidos à França iam tão longe que os reis dali podiam até arrecadar dízimos do clero, o que era inconcebível em outros países. Isso “representava tanto uma fonte importante de renda para as guerras intermináveis com os Habsburgos quanto uma razão financeira para que a coroa se opusesse à Reforma Protestante”[4].

Em compensação, “a Igreja Romana tinha controle sobre muitas propriedades da Inglaterra, e os impostos papais, que levavam muito dinheiro inglês para Roma e as cortes eclesiásticas, irritavam tanto o governante como os governados”[5]. Por tudo isso o poder temporal da Igreja foi sendo cada vez mais desprezado na Inglaterra, embora o catolicismo romano continuasse a ser a profissão religiosa de todo o povo, que não conhecia outro culto. “A Inglaterra do século XVI não era antirreligiosa; era anticlerical”[6], destaca André Maurois. Um bispo inglês resumiu esse anticlericalismo ao dizer que “se Abel tivesse sido padre, todo júri de Londres teria absolvido Caim”[7].

Isso explica por que um rei que não rompeu com Roma doutrinariamente, senão apenas politicamente, conseguiu ser “aceito pela parte mais culta do país sem quase surgirem protestos em razão da severidade das leis”[8]. Estamos falando de Henrique VIII (1491-1547), cujo fanatismo católico só não superava seu zelo nacionalista anglo-saxão.


O divórcio e excomunhão de Henrique VIII

Um dos mitos que a apologética católica conseguiu disseminar principalmente em nosso país foi o de que a Igreja Anglicana, protestante, foi fundada pelo “rei imoral” Henrique VIII, a quem o papa em seu admirável código de ética decidiu excomungar por não compactuar com o divórcio do rei. Como veremos, toda essa versão está miseravelmente errada, a começar pelo fato de Henrique VIII não ser o “fundador” de nenhuma igreja protestante. O vocábulo «Igreja anglicana» era bem mais antigo, e era apenas uma outra forma de designar a Igreja da Inglaterra, da mesma forma que o termo «Igreja galicana» era uma forma de designar a Igreja da França.

A Igreja Católica Romana na Inglaterra era chamada de “anglicana” por séculos antes de Henrique VIII e não significava o nome de uma igreja rival, mas sim de alguém “relativo ou pertencente à Inglaterra”, ou seja, um anglo-saxão. O que Henrique fez foi separar essa Igreja da Inglaterra de sua comunhão com Roma (embora mantendo toda a doutrina católica e sem aderir ao protestantismo), motivado por estes precedentes e por uma problemática muito mais complexa do que um “caso de amor proibido” ou um “simples” divórcio, como é apregoado. Se o problema fosse apenas uma paixão por Ana Bolena, como asseveram alguns, lhe teria sido muito mais fácil tê-la como amante, seguindo o costume de reis da época que chegavam a ter nomeadamente quarenta amantes, sem serem excomungados por isso[9]. O problema na verdade era bem maior, envolvendo muito mais política do que sentimentos amorosos.

Henrique VIII era casado com Catarina de Aragão, que não lhe conseguia dar um filho homem de jeito nenhum, embora tivesse várias filhas. Este fato, que poderia causar indiferença ou até satisfação nos dias de hoje, era particularmente repulsivo ao monarca inglês na época, que precisava ter um filho homem para herdar a coroa após sua morte. Ele pensava assim porque na única vez que uma mulher havia herdado o trono da Inglaterra o país se afundou em uma guerra civil de sucessão, que durou nada a menos que 19 anos. Isso se deu durante o reinado de Matilde, que durou até 1125[10]. Por isso, “Henrique apaixonadamente anelava um herdeiro masculino, porque somente por intermédio de um filho ele poderia ficar confiantemente seguro da sucessão de sua família no trono”[11].

Henrique VIII tinha um espírito nacionalista mais forte que tudo, e por isso não iria tolerar que o reino se tornasse instável após sua partida. Vendo que seu desejo por um filho homem não conseguiria ser concretizado por meio de sua esposa Catarina, buscou a anulação do casamento perante o papa. É preciso observar que na época o divórcio não existia; o que havia era a possibilidade de anulação do casamento, o que na prática não era diferente. Mas Henrique não podia fazer isso simplesmente indo a um cartório, porque na época o casamento não era uma questão civil, mas estritamente religiosa. Dito em termos simples: Henrique não podia anular seu casamento com uma canetada, mas teria que pedir a autorização expressa do papa.

Essa era, em tese, a parte mais fácil, a começar pelo fato de que o próprio Henrique já havia conseguido algo parecido antes. A lei canônica da Igreja, apoiando-se em Levítico 18:6-18, proibia casamentos dentro de relações próximas[12], mas Henrique conseguiu um jeitinho de conseguir a autorização do papa assim mesmo:

O problema começou quando o pai de Henrique arranjou o matrimônio entre Arthur (o irmão mais velho de Henrique VIII) e Catarina, a filha mais nova de Fernando e Isabel da Espanha. Tal união fortaleceria o domínio da linhagem Tudor sobre o trono inglês, e se pensava que era necessária. O casamento se efetuou em 14 de novembro de 1501, mas Arthur morreu em 2 de abril de 1502. Posto que mesmo assim se desejava uma união entre as duas nações, se decidiu que o jovem Henrique se casaria com Catarina. O papa Júlio II, sob pressão da Inglaterra e da Espanha, concedeu uma dispensa com sérias dúvidas, e o casamento foi celebrado em 11 de junho de 1509[1].

Latourette observa que “sendo contrário à lei da Igreja um homem casar-se com a viúva de seu falecido irmão, a autorização papal era necessária. Existia dúvida sobre se o papa tinha o direito de remover obstáculo tão sério, mas após algum atraso, a permissão foi concedida. Isso foi em 1504, quando o jovem Henrique tinha apenas 13 anos”[2]. Oliveira acrescenta ainda que “mediante afirmação de que Catarina continuava virgem(!), o papa Júlio II, após momentos de indecisão, mediante pressão permite, em 1504, que o casamento seja realizado”[3].

O relacionamento era tão questionável que até o próprio Henrique “começou a pensar se não estava sendo visitado pelo desprazer divino por ter se casado com a mulher de seu irmão”[4]. Então Henrique pediu ao papa Clemente VII a anulação de seu casamento com Catarina, baseado justamente na mesma lei canônica que havia sido ignorada pelo papa anterior[5], Júlio II[6]. O que Henrique não esperava é que o fator político que contou a seu favor anos antes, agora pesaria a balança contra ele: Catarina era sobrinha de Carlos V, ninguém menos que o maior soberano do século XVI. Lindberg assim escreve:

Esse apelo colocou o papa numa situação extremamente difícil. Em termos doutrinais, seria embaraçoso, para dizer o mínimo, para o papa atender a solicitação de Henrique, porque isso iria impugnar a decisão de um papa anterior de permitir o casamento e, com isso, levantar a questão da falibilidade papal, já colocada incisivamente por Lutero. Mais relevante, talvez, para explicar a hesitação do papa era o fato de que, nessa época (1527, logo após o saque de Roma), ele era o prisioneiro virtual em Roma do imperador Carlos V, sobrinho de Catarina.[7]

Maurois diz que “Wolsey foi encarregado de negociar com a corte pontífica, e imediatamente encontrou uma resistência que nada tinha de religioso – a vontade de Carlos V, o qual, senhor de Roma, não permitia que fossem sacrificadas sua tia Catarina e sua prima Maria”[8]. Lane é mais enfático quando afirma que normalmente não teria havido problemas, mas o papa estava sendo controlado pelo imperador Carlos V – que por acaso era sobrinho de Catarina, e assim se oposto à anulação”[9].

Walker também diz que “possivelmente a anulação do casamento teria sido consentida por Clemente VII não fosse o rumo tomado pela política europeia diante da vitória do imperador Carlos V na guerra e sua imposição de que o papa se submetesse à política imperial. Carlos estava determinado que sua tia Catarina não seria repudiada”[10]. Roberts igualmente assinala que “era muito provável que ele conseguisse do papa a ‘anulação’ – ou seja, a invalidação – do seu casamento com a rainha, se esta não fosse tia do imperador Carlos V, cujo apoio a Igreja necessitava contra os hereges alemães”[11], e Pirenne concorda que a recusa do papa à petição de Henrique “se devia a Carlos V, a quem não podia humilhar apartando a sua tia da coroa da Inglaterra”[12].

Maurois também não usa meias palavras quando diz que a anulação do casamento “parecia fácil de se obter, pois o papa mostrara até então, em tais matérias, quando se tratava de soberanos, uma condescendência sem limites. Demais, existia a rigor um caso plausível de anulamento: Catarina tinha sido mulher do irmão de seu esposo. Era verdade: uma bula pontífice declarara válido o segundo matrimônio”[13]. Cantú também observa que o papa foi “instado pelos embaixadores de Carlos V”[14], e Curtis ressalta que “o papa temia enfurecer o imperador do Sacro Império Romano, Carlos V, sobrinho de Catarina, e terminou por impedir que o rei inglês alcançasse seu intento”[15].

Como se nota, a razão pela qual o papa não anulou o casamento de Henrique VIII não tinha nada de piedosa, mas relacionava-se a uma causa estritamente política, que “lhe impediu de reconsiderar o erro de seu predecessor Júlio II, anulando a sua permissão”[16]. Ironicamente, quem acabou ficando contra o divórcio do rei e desaprovou esse novo casamento mesmo sem ter nada a ganhar com isso foi Lutero, que ao invés de bajular o rei para tentar ganhar sua simpatia pela causa da Reforma (especialmente agora que rompera com Roma), o reprovou enfaticamente, dizendo:

Portanto, sob o risco de perder sua salvação e sob a ameaça de condenação eterna, o rei deve assumir a responsabilidade de ficar com a rainha com a qual está casado.[17]

Assim, sem um acordo com o papado, Henrique rompeu oficialmente com o papa em 1537[18], um rompimento que poucos católicos anglo-saxões protestaram, como Loades retoricamente questiona: “Se o catolicismo era tão popular, como a coroa conseguiu executar seu programa? Por que havia tão pouco entusiasmo efetivo pela fé antiga?”[19].

Quando a apologética católica apresenta a história de Henrique VIII, nos brinda com todos os sinais de um reducionismo histórico risível e um simplismo característico de quem não tem nenhum estudo na área: um rei imoral quer se divorciar de sua mulher porque está apaixonado por outra, mas o papa santo e piedoso decide recusar, levando o rei a aderir à Reforma e fundar uma nova seita protestante. Nada é mais vergonhosamente anti-histórico que isso. Como vimos, tudo envolvia politicagens bem mais complexas, que influenciaram tanto o rei que se viu forçado a buscar a anulação do casamento, como o papa que teve que negar uma autorização a qual não negaria em circunstâncias normais, mas estava pressionado por outro rei muito mais poderoso.

Nada se compara, no entanto, à grotesca distorção histórica que atribui ao rei Henrique VIII o status de “reformador”, que teria supostamente instaurado o protestantismo na Inglaterra. Essa aberração histórica criada pelos papistas mais desonestos também precisa ser apropriadamente desmascarada aqui.


O catolicismo nacional de Henrique VIII

Henrique VIII foi desde sempre um católico convicto e orgulhoso de sua pretensa ortodoxia. Quando Lutero ergueu sua voz contra o papa, ele foi o primeiro rei a defendê-lo energicamente, e o único que fez questão de escrever um livro contra o reformador protestante. Lindsay diz que “Henrique tomou ostensivamente a defesa do bispo de Roma”[20] e que rei algum “apoiou mais em absoluto as reivindicações do papa do que ele”[21]. Por esse trabalho de apologética católica, Henrique ganhou do papa o honorável título de “defensor da fé”[22], o qual ostentava orgulhosamente[23]. Por isso ele “combateu Lutero, perseguiu seus sectários e queimou os tradutores da Bíblia”[24].

Mesmo depois de seu rompimento com Roma, ele não mudou de atitude e muito menos aderiu ao movimento reformado. Muito pelo contrário, essa ruptura foi de cunho político – no sentido de não mais se submeter ao papa como cabeça da Igreja e assim não enviar mais dinheiro a Roma –, e não doutrinária. Latourette corretamente observou:

A separação da Igreja da Inglaterra de Roma não significava necessariamente que o protestantismo haveria de prevalecer. Na verdade, Henrique estava orgulhoso de sua ortodoxia e era meticuloso em sua frequência diária às missas e em seu uso de um confessor. Ele era cuidadoso em dar a aparência de legalidade a seus muitos atos.[25]

O rompimento se deu em 1534, através do “Ato de Supremacia”, que basicamente não mudava doutrina nenhuma e nem fundava uma nova igreja, mas apenas consistia em declarar o rei (e não mais o papa) como o “chefe supremo da Igreja da Inglaterra”[26]. Como Curtis ressalta, “isso não significava que o rei pretendia implementar mudanças teológicas radicais na Igreja. Ele simplesmente queria uma Igreja estatal sobre a qual o papa não tivesse autoridade”[27]. O que corrobora este fato é a nova confissão de fé outorgada pela Igreja de Henrique VIII, a qual mantinha todas as doutrinas e dogmas católicos tradicionais, então vigentes. Trata-se dos “Dez Artigos”, promulgados dois anos depois do Ato de Supremacia:

Em 1536 foram publicados, com a aprovação da Convocação, os Dez Artigos, que eram um breve formulário de doutrinas. Estes artigos asseveravam a autoridade da Escritura, dos três grandes e antigos credos e dos quatro concílios ecumênicos; afirmavam que o batismo era necessário para a salvação; que a penitência, a confissão e a absolvição eram igualmente coisas necessárias; que o corpo e sangue de Cristo estavam substancial, real e corporalmente presentes no pão e vinho da eucaristia; que a justificação tinha lugar mediante a fé, junta com a caridade e com a obediência; que nas igrejas era lícito o uso das imagens; que se devia glorificar a Virgem e invocar os santos; que se devia conservar os vários ritos e dias santificados da Igreja medieval, fazendo-se uso dos paramentos, dos crucifixos e da água benta; que existia o purgatório; e que, finalmente, se devia fazer orações pelos defuntos. Estes artigos, como se vê, não estavam em conformidade com a fé protestante.[28]

Latourette também reconhece:

[Os Dez Artigos] eram claramente pela transubstanciação, contra a necessidade da comunhão de ambos os elementos, pelo celibato do clero, pela observância da castidade por parte dos homens ou mulheres, pelas missas particulares, e pela confissão auricular. De acordo com esse zelo pela ortodoxia doutrinária definida pela tradição católica, uns poucos zwinglinianos e luteranos foram condenados e queimados, e vários outros foram queimados por negarem a transubstanciação.[29]

Oliveira acrescenta que nos Dez Artigos “missa para os mortos, invocação dos santos e uso de imagens são práticas desejáveis”[30], e que “refletia, assim, a doutrina da Igreja Romana”[31]. Foi justamente por causa dos Dez Artigos, fortemente católicos e antiprotestantes, que Henrique VIII “rejeitou terminantemente a ideia de uma confederação com os protestantes do continente, com a finalidade de enfrentar o império de Carlos V”[32], quando Cromwell lhe sugeriu a ideia por motivos políticos.

Três anos depois (1539), Henrique VIII voltou a reafirmar as crenças católicas da Igreja Anglicana através dos “Seis Artigos”, que ficou conhecido como o “Bill sanguinário” ou “chicote de seis pontas”, pela crueldade com a qual se agiu contra os que dele discordavam. Estes Seis Artigos afirmavam expressamente “a transubstanciação, a inutilidade da comunhão sob as duas espécies, a validade dos votos de castidade, a excelência do celibato clerical, a confissão e as missas privadas[33]. Césare Cantú também discorre sobre os Seis Artigos, dizendo:

Henrique VIII, afinal, promulgou seis artigos de fé em que eram aceitas as Santas Escrituras, o símbolo dos apóstolos, com os de Niceia e de Santo Atanásio, o batismo, a penitência, a eucaristia, a presença real, a necessidade das boas obras, a invocação dos santos, as imagens, os hábitos pontificais, as cerimônias das cinzas, dos ramos, da sexta-feira da paixão, as orações pelos defuntos. Cromwell, seu vigário geral, ordenou que esses artigos fossem lidos sem comentários em todas as igrejas, e o clero obedeceu; era crime de Estado recusar-se a isso.[34]

Pijoan diz o mesmo:

Os Seis Artigos referiam-se a seis dogmas que os fieis deviam aceitar sem discussão, sob pena de fogueira e confisco dos bens se discordassem. Acaso o leitor crerá que os seis artigos impostos por Henrique VIII eram de teor protestante. Nada disso. Henrique VIII impunha pena de morte àqueles de seus súditos que deixassem de crer no dogma da transubstanciação da carne e do sangue de Cristo. Os fieis tinham que renunciar a comungar nas duas espécies; os eclesiásticos não podiam contrair matrimônio, e todo o mundo tinha que admitir de pés juntos que as missas e a confissão auricular eram convenientes. Ou seja, Henrique VIII era um perfeito papista em tudo, menos para permitir que o bispo de Roma se intrometesse em sua conduta e cobrasse nenhum benefício de seus estados.[35]

Curtis acrescenta que “o estatuto dos Seis Artigos mantinha o celibato do clero, a confissão de pecados aos sacerdotes e as missas particulares”[36], e Baker comenta que “a publicação dos Seis Artigos identificavam a Igreja da Inglaterra como inteiramente católica romana na doutrina, ainda que em todas as coisas (exceto a ordenação) sob a direção do soberano da Inglaterra”[37]. Delgado é outro a garantir que nos Seis Artigos “eram reafirmadas as doutrinas católicas e as práticas geralmente mais criticadas: a transubstanciação, a comunhão sob uma só espécie, o celibato clerical, as missas e a confissão”[38].

Lindberg discorre ainda:

Os Seis Artigos mantiveram a transubstanciação, a comunhão de uma espécie para os leigos, o celibato clerical, a santidade dos votos monásticos, a necessidade da confissão auricular e as missas privadas, e declarou que a negação de qualquer um deles seria heresia (...) O Atos dos Seis Artigos reafirmou o dogma católico romano e o fez cumprir sob ameaça de punições mais severas do que aquelas impostas por tribunais eclesiásticos anteriores. A negação da transubstanciação acarretava uma punição automática de queima, perda total da propriedade e impossibilidade de retratação.[39]

Oliveira também confirma que os Seis Artigos “aceitam o celibato clerical, obrigando os votos de castidade; afirmam que as missas e a confissão auricular são necessárias”[40], acrescentando ainda que até a missa continuava em latim[41]. Na prática, tudo o que os Seis Artigos fizeram foi revogar a permissão anterior de poder ler a Bíblia e conferir penas cada vez mais severas para os que ousassem contrariar as doutrinas católicas[42]. Maurois afirma que “toda violação flagrante desse estatuto devia ser punida com a fogueira, não podendo sequer a abjuração salvar o culpado. Os bispos protestantes, como Latimer, tiveram de dar a sua demissão”[43].

A perseguição aos protestantes ingleses foi se tornando cada vez mais pesada nos tempos de Henrique VIII, pois aos evangélicos mais valia obedecer a Deus do que aos homens. Consequentemente, milhares foram queimados na fogueira como hereges, da mesma forma que era feito no resto do continente pelos demais reis católicos. Os crentes “eram perseguidos e mortos, usando-se com eles da mesma crueldade, do mesmo espírito de vingança como quando a Inglaterra era uma escrava obediente do papa”[44].

O fanatismo católico de Henrique VIII era tão patente e notório que ele discutia em pessoa com os protestantes, chegando a debater por cinco horas com John Lambert sobre a transubstanciação. Como não conseguiu derrotá-lo nos argumentos, deu-lhe por fim a opção entre escolher crer ou morrer. Lambert preferiu a morte a negar sua fé, e Henrique o fez queimar a fogo lento, a fim de perdurar seu sofrimento por muito mais tempo[45].

Sua nova esposa, Catarina Parr (com quem contraiu matrimônio em 1543), quase foi executada por acusação de luteranismo[46], e Thomas Cromwell, braço-direito do rei e autor dos “Seis Artigos”, “foi mandado matar sem inspirar dó a ninguém”[47], sob a acusação de ter aderido à fé protestante. O ódio de Henrique ao protestantismo era tão intenso que chegava ao ponto de mandar matar até aqueles que se arrependiam de ter aderido à nova fé, como ocorreu a John Nicholson, julgado por Henrique VIII em pessoa pela acusação de luteranismo e “mandado à fogueira apesar de seu pedido de perdão”[48].

Até os clérigos católicos tinham que tomar cuidado para não serem enquadrados como protestantes e queimados por isso. O arcebispo Cranmer, que se casou em segredo, teve que esconder sua mulher para não ser morto pela violação do celibato obrigatório[49]. Enquanto isso, os protestantes continuavam sofrendo martírio em toda parte, incluindo Patrício Hamilton, que introduziu o luteranismo no país e “veio a ser, com muitos outros, um dos mártires da nova religião”[50]. William Tyndale, o notável pré-reformador inglês a respeito de quem já falamos no capítulo 1 deste livro, foi queimado por Henrique VIII nessa época, e sua versão da Bíblia foi confiscada, queimada e proibida em todo o reino[51].

O número exato de vítimas da perseguição de Henrique VIII ninguém sabe ao certo. Cantú alega que “esta Inquisição feroz multiplicou as vítimas, a tal ponto que setenta e duas mil sentenças capitais foram pronunciadas durante este reinado”[52], embora este número não seja confirmado por outras fontes. Alguns católicos também foram perseguidos e mortos durante o seu reinado, mas não por heresia, e sim por “traição” (ou seja, por manterem fidelidade ao papa como cabeça da Igreja da Inglaterra, em vez do rei). Henrique não admitia isso e mandava executar quem não o reconhecia como a autoridade suprema da Igreja de seu país.

Cantú afirma que o rei mandava matar protestantes e católicos, “os primeiros porque eram hereges, e os outros porque negavam a sua supremacia”[53]. Um detalhe que nos é bastante esclarecedor é a forma pela qual Henrique mandava matar protestantes e católicos. Enquanto os primeiros eram mortos pela fogueira (o pior tipo de morte, que envolvia mais sofrimento à vítima), que era o tipo de condenação sempre adotado pela Igreja Romana aos “hereges”, os católicos de seu reino eram mortos pela forca, porque a natureza de seu “crime” era a desobediência civil (ao rei) e não uma heresia doutrinária[54]. Por exemplo, em 1543 seis pessoas foram executadas no mesmo dia; três eram protestantes, e os outros três católicos. Os protestantes foram queimados por heresia, e os católicos foram enforcados “por negarem a supremacia religiosa do rei”[55].

Isso reitera o fato de que Henrique VIII, a despeito de seu rompimento político com a Santa Sé de Roma, continuava religiosamente católico, com o mesmo ímpeto e intolerância que os outros reis católicos do continente. Ele não perseguia todos os católicos do seu reino, senão teria matado milhões, mas apenas aqueles que não reconheciam sua supremacia na Igreja. Mas os protestantes eram mortos pelo simples fato de serem protestantes: eram considerados “hereges”, algo que os católicos não eram, pois divergiam doutrinariamente do catolicismo da Igreja da Inglaterra. Por isso Maurois afirma que “Henrique pretendia continuar a ser o defensor da fé e o chefe de uma Igreja ‘católica’, queria-a, porém, católica nacional (o que parecia contraditório)”[56].

Henrique “se manteve doutrinariamente católico romano até a morte”[57], como o líder supremo de um “catolicismo sem papa”. Ribard escreve que “à falta de uma doutrina protestante, a Inglaterra, sem o papa, permanecia católica”[58], e Roberts que “alguns ingleses tiveram a esperança de transformar a Igreja da Inglaterra em luterana, mas isso não aconteceu”[59]. Duduch ratifica que “Henrique VIII não reformou doutrina alguma”[60], e Walker sustenta que “a posição religiosa de Henrique era a de um católico ortodoxo, exceto na substituição da autoridade do papa pela sua própria”[61].

Lindsay ressalta com precisão:

A Igreja e o povo inglês romperam com o sistema eclesiástico medieval em circunstâncias tão excepcionais que é impossível considerar esse rompimento como fazendo parte da Reforma, ou como tendo muita coisa em comum com os movimentos contemporâneos na Alemanha e na França. Enquanto durou o reinado de Henrique VIII, a Igreja da Inglaterra, que se havia separado do papa, pouco ou nada tinha em comum com a Reforma. A verdadeira Reforma começou no reinado de Eduardo VI, e a sua adoção formal teve lugar no de Isabel.[62]

E ainda:

Henrique VIII destruiu a supremacia do papa, tanto espiritual como temporal; derrubou a grade eclesiástica que unia a Igreja da Inglaterra à grande Igreja Ocidental governada pelo bispo de Roma, mas não pôs coisa alguma duradoura em seu lugar. O seu fim era estabelecer um papado real, tão despótico e ainda mais secular do que aquele que ele estava destruindo, sobre as da jurisdição do bispo de Roma. A Igreja, que ele construiu segundo o seu modelo, não durou mais do que a vida dele.[63]

O objetivo de Henrique era modificar de tal modo as condições eclesiásticas da Inglaterra que o rei ocupasse o lugar do papa, e ficasse governando não só temporal como espiritualmente, de modo que, mediante a Igreja, tivesse sobre os seus súditos um domínio absoluto. Todas as reformas de doutrina, de culto e de costumes eram tão abomináveis para Henrique como para o bispo de Roma.[64]

Ele conclui dizendo que “em todos os atos desse Parlamento, e em todas as decisões de uma submissa Convocação, nada houve que não fosse puramente político. A Inglaterra não se havia tornado protestante ou luterana, e Igreja reformada em Inglaterra era coisa que não existia”[65]. Bray concorda quando diz que “o Ato de Supremacia foi uma ruptura constitucional com a autoridade papal, não uma introdução do protestantismo. Assim, embora Henrique tenha tirado partido dos sentimentos anticlericais, especialmente antipapais, de seu povo, ele reafirmou o dogma católico”[66].

Na mesma linha, Nichols declara que no reinado de Henrique VIII “nada tinha sido feito no sentido de uma reforma real no terreno religioso. Nenhum grande movimento reformador apareceu. Quando ele morreu, em 1547, a Igreja da Inglaterra ainda conservava no seu credo as principais doutrinas romanistas”[67]. A Igreja Anglicana de Henrique VIII era tão católica que a Divina e piedosa instituição do Cristão, publicada por Cromwell para uso do povo, afirmava taxativamente que “não há salvação fora da Igreja Católica”[68], ao mesmo tempo em que negava a supremacia do papa e impunha a do rei[69]. Carvalho depreende que “a nova Igreja era cismática, mas não herética”[70].

Curtis assinala que “as poucas mudanças que o rei fez para construir a Igreja Anglicana de modo algum produziram uma igreja verdadeiramente protestante”[71], e Lindberg concorda que “a ruptura de Henrique com Roma não foi de natureza teológica, mas pessoal e política”[72]. Ribard sabiamente constata que “o rei trocava de mulheres, mas não de religião. A Inglaterra havia-se apenas libertado da tributação da Santa Sé”[73]. O soberano inglês “continuou católico, mas cortou o vínculo da Igreja da Inglaterra com a Romana”[74]. Cairns acentua que “quando finalmente Henrique morreu, a Igreja inglesa era uma igreja nacional dirigida pelo rei, mas católica romana na doutrina”[75].

Este fato é tão reconhecido academicamente que até os autores mais ferrenhamente católicos não o omitem. Martinez, por exemplo, admite que o reinado de Henrique VIII “manteve a hierarquia e o dogma católicos”[76], e que somente depois da sua morte os dogmas foram modificados[77]. Segundo os historiadores católicos Michael Collins e Matthew Price, Henrique “condenava a Reforma luterana e continuava a queimar anabatistas e tradutores da Bíblia na fogueira”[78]. Até o padre Cechinato – quem diria – reconhece que “Henrique VIII não foi um reformador da Igreja, como Lutero. Pelo contrário, ele sempre defendeu a doutrina católica”[79].

Em suma, Henrique VIII nunca foi protestante, nem reformador de doutrina nenhuma, e muito menos fundou uma igreja evangélica. Ele era apenas um católico nacionalista que desvinculou o catolicismo nacional do catolicismo de Roma, mantendo todo o corpo doutrinário católico, porém com o próprio rei como o cabeça da Igreja em lugar do papa romano.

Talvez ao chegar até aqui você esteja se perguntando por que é necessário trazer tantas fontes históricas unânimes a este respeito, quando poderia apenas apresentar o fato e poupar tantas páginas somente para reforçar o argumento. Todo esse trabalho é necessário apenas porque no meio apologético católico prevalece uma profunda e invencível ignorância e distorção gritante dos fatos, que de forma proposital apresenta a Igreja Anglicana como tendo sido “fundada” por um “rei protestante imoral”, a fim de difamar um pouco mais a Reforma que já chamam de “deforma”.

É evidente que nem todos os argumentos do mundo convencerão alguém que não se dá ao trabalho de pesquisar por conta própria e que já cegou a si mesmo para qualquer verdade que não seja a sua, mas para qualquer estudioso sério e honesto está perfeitamente claro que Henrique VIII não tinha nada de protestante, e os fez padecer o mesmo sofrimento que os demais reis católicos causaram aos evangélicos em seus próprios países. Infelizmente, às vezes são necessárias longas páginas para se combater a desinformação.

Walker nos mostra como a Inglaterra se encontrava ao final do reinado de Henrique VIII:

Quando Henrique morreu a Inglaterra estava dividida em três partidos. Destes, o que contava com a maioria dos ingleses apoiava amplamente o falecido rei, não querendo grandes mudanças na doutrina ou no culto, mas rejeitava a jurisdição eclesiástica estrangeira. A força de Henrique estava em que ele amplamente representava, apesar de toda sua tirania, a posição deste grande partido do meio. Entretanto, havia dois pequenos partidos, mas nenhum deles era forte – um grupo católico, desejoso de restaurar o poder do papado, e uma facção protestante que queria introduzir a Reforma como entendida no continente.[80]

A morte de Henrique elevou ao trono da Inglaterra seu filho Eduardo VI (1537-1553), então com apenas nove anos. É com ele que a Igreja da Inglaterra começa a ganhar os contornos da Reforma, como veremos a seguir.

• Continua em meu livro “500 Anos de Reforma: Como o protestantismo revolucionou o mundo" (livro em construção)

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] DEANESLY, Margaret. A História da Igreja Medieval: de 590 a 1500. São Paulo: Ed. Custom, 2004, p. 224.

[2] ibid, p. 224-225.

[3] PIRENNE, Jacques. Historia Universal: las grandes corrientes de la historia – Volumen III, Desde el Renascimiento hasta la formación de los grandes estados continentales de Europa. Barcelona: Ediciones Leo, S. A., 1953, p. 41.

[4] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 328.

[5] CAIRNS, Earle Edwin. O Cristianismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. 3ª ed. São Paulo: Vida Nova, 2008, p. 295.

[6] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 189.

[7] ibid.

[8] CARVALHO, Delgado de. História Geral – Vol. 3: Idade Moderna. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, 1974, p. 120.

[9] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 191.

[10] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 377.

[11] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do Cristianismo: volume II: 1500 a.D. a 1975 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 1083.

[12] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 376-377.

[13] BAKER, Robert A. Compendio de la historia cristiana. El Paso: Casa Bautista de Publicaciones, 1974, p. 216.

[14] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do Cristianismo: volume II: 1500 a.D. a 1975 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 1083.

[15] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 182.

[16] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do Cristianismo: volume II: 1500 a.D. a 1975 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 1083.

[17] Para evitar maus entendidos, entre Júlio II (1503-1513) e Clemente VII (1523-1534) houve mais dois papas: Leão X (1513-1521), o que excomungou Lutero, e Adriano VI (1522-1523).

[18] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 377.

[19] ibid.

[20] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 194.

[21] LANE, Tony. Pensamento Cristão – Vol. 2: Da Reforma à Modernidade. São Paulo: Press Abba, 1999, p. 38.

[22] WALKER, Williston. História da Igreja Cristã: Volume II. São Paulo: Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, 1967, p. 82.

[23] ROBERTS, J. M. O livro de ouro da história do mundo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001, p. 467.

[24] PIRENNE, Jacques. Historia Universal: las grandes corrientes de la historia – Volumen III, Desde el Renascimiento hasta la formación de los grandes estados continentales de Europa. Barcelona: Ediciones Leo, S. A., 1953, p. 43.

[25] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 194.

[26] CANTÚ, Cesare. História Universal – Vigésimo Segundo Volume. São Paulo: Editora das Américas, 1954, p. 118.

[27] CURTIS, A. Kenneth. Os 100 acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo: do incêndio de Roma ao crescimento da igreja na China. São Paulo: Editora Vida, 2003, p. 116.

[28] CARVALHO, Delgado de. História Geral – Vol. 3: Idade Moderna. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, 1974, p. 120.

[29] LUTERO, Martinho. Luther’s Works vol. 50: Letters III. Fortress: 1975, p. 39.

[30] MOUSNIER, Roland. História Geral das Civilizações: Os Séculos XVI e XVII – Tomo IV, 1º Volume. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1960, p. 96.

[31] LOADES, David. Revolution in Religion: the english reformation 1530-1570. Cardiff, University of Wales, 1992, p. 3.

[32] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 162.

[33] ibid.

[34] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 185.

[35] WELLS, H. G. História Universal – Volume 4º. 5ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 319.

[36] CANTÚ, Cesare. História Universal – Vigésimo Segundo Volume. São Paulo: Editora das Américas, 1954, p. 120.

[37] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do Cristianismo: volume II: 1500 a.D. a 1975 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 1086.

[38] CURTIS, A. Kenneth. Os 100 acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo: do incêndio de Roma ao crescimento da igreja na China. São Paulo: Editora Vida, 2003, p. 116.

[39] ibid.

[40] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 176-177.

[41] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do Cristianismo: volume II: 1500 a.D. a 1975 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 1088-1089.

[42] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 186.

[43] ibid, p. 187.

[44] ibid.

[45] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 199.

[46] CANTÚ, Cesare. História Universal – Vigésimo Segundo Volume. São Paulo: Editora das Américas, 1954, p. 121-122.

[47] PIJOAN, J. Historia del Mundo – Tomo Cuatro. Barcelona: Salvat Editores, 1933, p. 208.

[48] CURTIS, A. Kenneth. Os 100 acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo: do incêndio de Roma ao crescimento da igreja na China. São Paulo: Editora Vida, 2003, p. 116.

[49] BAKER, Robert A. Compendio de la historia cristiana. El Paso: Casa Bautista de Publicaciones, 1974, p. 217-218.

[50] CARVALHO, Delgado de. História Geral – Vol. 3: Idade Moderna. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, 1974, p. 121.

[51] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 379, 373.

[52] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 187-188.

[53] ibid, p. 190.

[54] ibid, p. 188.

[55] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 199.

[56] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 168.

[57] CANTÚ, Cesare. História Universal – Vigésimo Segundo Volume. São Paulo: Editora das Américas, 1954, p. 122.

[58] CANTÚ, Cesare. História Universal – Vigésimo Segundo Volume. São Paulo: Editora das Américas, 1954, p. 125.

[59] ibid, p. 124.

[60] MALUCELLI, Laura; FO, Jacob; TOMAT, Sergio. O livro negro do Cristianismo: dois mil anos de crimes em nome de Deus. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007, p. 173.

[61] ibid, p. 174.

[62] CANTÚ, Cesare. História Universal – Vigésimo Segundo Volume. São Paulo: Editora das Américas, 1954, p. 126.

[63] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 199.

[64] CANTÚ, Cesare. História Universal – Vigésimo Segundo Volume. São Paulo: Editora das Américas, 1954, p. 122.

[65] ibid, p. 120.

[66] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 373.

[67] MALUCELLI, Laura; FO, Jacob; TOMAT, Sergio. O livro negro do Cristianismo: dois mil anos de crimes em nome de Deus. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007, p. 174.

[68] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 199.

[69] FERREIRA, Franklin. A Igreja cristã na história: das origens aos dias atuais. São Paulo: Vida Nova, 2013, p. 170.

[70] RIBARD, André. A Prodigiosa História da Humanidade – Tomo II. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1964, p. 22.

[71] ROBERTS, J. M. O livro de ouro da história do mundo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001, p. 467.

[72] DUDUCH, João. História da Igreja. São Paulo: Novas edições líderes evangélicos, 1974, p. 208.

[73] WALKER, Williston. História da Igreja Cristã: Volume II. São Paulo: Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, 1967, p. 85.

[74] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 157.

[75] ibid.

[76] ibid, p. 157-158.

[77] ibid, p. 168.

[78] BRAY, Gerard (Ed.). Documents of the English Reformation. Minneapolis: Fortress, 1994, p. 222.

[79] NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1960, p. 176.

[80] CANTÚ, Cesare. História Universal – Vigésimo Segundo Volume. São Paulo: Editora das Américas, 1954, p. 122.

[81] ibid.

[82] CARVALHO, Delgado de. História Geral – Vol. 3: Idade Moderna. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, 1974, p. 120-121.

[83] CURTIS, A. Kenneth. Os 100 acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo: do incêndio de Roma ao crescimento da igreja na China. São Paulo: Editora Vida, 2003, p. 122.

[84] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 376.

[85] RIBARD, André. A Prodigiosa História da Humanidade – Tomo II. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1964, p. 16.

[86] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 185.

[87] CAIRNS, Earle Edwin. O Cristianismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. 3ª ed. São Paulo: Vida Nova, 2008, p. 299.

[88] MARTINEZ, Jesus P. Historia Universal: Vol. III – Edad Moderna. Madrid: Ediciones y Publicaciones Españolas, S. A., 1960, p. 40.

[89] ibid, p. 39.

[90] COLLINS, Michael; PRICE, Matthew A. História do Cristianismo: 2000 anos de fé. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 142.

[91] CECHINATO, Luiz. Os vinte séculos de caminhada da Igreja: principais acontecimentos da cristandade, desde os tempos de Jesus até João Paulo II. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996, p. 257.

[92] WALKER, Williston. História da Igreja Cristã: Volume II. São Paulo: Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, 1967, p. 87.

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58 comentários:

  1. Banzoli, sua obra completa sobre a Reforma, os três volumes, vai ter quantas citações? Na faixa de umas 1000?

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    1. Bem mais que isso, até o momento está com 1539 e eu nem terminei o primeiro volume (deve terminar com umas duas mil citações, por aí).

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    2. "deve terminar com umas duas mil citações, por aí"

      Duas mil? Incrível! Você tem muita paciência pra colher esse monte de citação. Parabéns meu amigo.

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  2. Lucas, graça e paz. Você poderia me responder esses argumentos contra o sola scriptura que um católico me mandou. Desde já te agradeço .

    perguntas sobre a Sola Scritura:

    1- Se a Sola Scriptura fosse 100% verdadeira para que precisaríamos do Espírito Santo se tudo está na Bíblia? O que o Espírito Santo viria ensinar se tudo já foi escrito?

    2 – Se a Sola Scriptura fosse suficiente, como conheceríamos a lista dos livros canônicos, se ela não traz a relação deles? Qualquer pessoa de bom senso perceberá que os livros canônicos só chegou até nós graças à Igreja Católica, através do Magistério e da Tradição.

    3 – Onde Jesus ordena a seus Apóstolos a escreverem a Bíblia? O que está escrito lá é: “Ide e pregai” e não “ide e escrevei”. E assim, os Apóstolos não escreveram nada, somente ouviram e pregaram!

    4 – Em qual livro do Novo Testamento os Apóstolos falam às gerações futuras que a fé cristã se baseará apenas na Bíblia?

    5 – Onde a Bíblia afirma ser a única autoridade para o cristão em matérias de fé e moral?

    6 - Por que existem mais de 40.000 denominações protestantes, com centenas e centenas de interpretações diferentes umas das outras, se todas estão com a mesma Bíblia na mão?

    7 – Se o Cristianismo é uma “religião do Livro”, como ele floresceu durante os primeiros 1500 anos de História da Igreja, se a Imprensa não tinha ainda sido inventada?

    8 – E quando a Imprensa foi inventada (sistema mecanizado de impressão) no século XVI, 90% da população era analfabeta. Será que esta maioria foi para o inferno?

    9 – Se a Sola Scriptura é tão sólida e biblicamente fundada, por que não existe um tratado de verdade, escrito para defendê-la, desde a época em que a expressão foi cunhada pela Reforma?

    10– Se a Igreja primitiva acreditava na Sola Scriptura, por que os credos primitivos sempre dizem: “Creio na Santa Igreja Católica” e não simplesmente “Creio nas Santas Escrituras”?

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    1. Eu vou responder essas perguntas por questão de respeito e para que não pense que eu estou “fugindo” ou coisa do tipo, mas vou responder bem resumidamente porque TUDO isso já foi extensivamente refutado em capítulos inteiros do meu livro “Em Defesa da Sola Scriptura”, disponível na página dos livros (link abaixo), o que em tese tornaria desnecessária uma resposta minha, mas vamos lá.

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

      “1- Se a Sola Scriptura fosse 100% verdadeira para que precisaríamos do Espírito Santo se tudo está na Bíblia? O que o Espírito Santo viria ensinar se tudo já foi escrito?”

      A função do Espírito Santo não é revelar novas verdades em oposição ou contradição à Palavra de Deus revelada, mas sim esclarecer os cristãos no entendimento da Palavra e na vida particular de cada um. Quem crê que Jesus enviou o Espírito Santo para contradizer a Bíblia e ensinar novas doutrinas são os espíritas (por exemplo, para fundamentar a reencarnação e os ensinos de Alan Kardec), não os cristãos.

      “2 – Se a Sola Scriptura fosse suficiente, como conheceríamos a lista dos livros canônicos, se ela não traz a relação deles? Qualquer pessoa de bom senso perceberá que os livros canônicos só chegou até nós graças à Igreja Católica, através do Magistério e da Tradição.”

      Se por “Igreja Católica” está se referindo à “Igreja Romana”, está completamente errado. Nenhum papa teve qualquer relevância no catálogo de livros considerados canônicos pela Igreja antiga; de fato, os concílios de Hipona e Cartago foram sínodos locais do norte da África, e muito antes disso Pais da Igreja como Atanásio e Orígenes, sem nenhuma jurisdição de Roma, já traziam a lista completa dos livros inspirados tal como conhecemos hoje. Sobre o cânon não estar na Bíblia, confira a resposta simples neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/09/a-igreja-catolica-esta-acima-da-biblia.html

      “3 – Onde Jesus ordena a seus Apóstolos a escreverem a Bíblia? O que está escrito lá é: “Ide e pregai” e não “ide e escrevei”. E assim, os Apóstolos não escreveram nada, somente ouviram e pregaram!”

      Então os apóstolos que escreveram fizeram isso em desobediência ao Senhor? Me explique isso melhor, por favor. Estou curioso.

      “4 – Em qual livro do Novo Testamento os Apóstolos falam às gerações futuras que a fé cristã se baseará apenas na Bíblia?”

      Isso sequer era necessário. Numa época em que não existia nenhuma outra forma de se guardar e preservar um conteúdo (não existiam vídeos, nem gravação de áudio, televisão ou coisa do tipo), a escrita era o único meio pelo qual um conteúdo redigido no século I poderia ser preservado e transmitido incorruptivelmente até o século XXI. Dizer que tudo foi ou que poderia ter sido preservado apenas oralmente e passado adiante de boca em boca é simplesmente ridículo, para não dizer insano. Nenhuma pessoa séria com mais de dois neurônios daria crédito a uma asneira dessas, não aceita academicamente em nenhum meio e que é facilmente refutada quando simplesmente se compara as tradições antigas preservadas no Oriente com as do Ocidente, já nos primeiros séculos.

      “5 – Onde a Bíblia afirma ser a única autoridade para o cristão em matérias de fé e moral?”

      É a mesma bobagem do ponto anterior, formulada com outras palavras, aplicando-se a mesma resposta.

      “6 - Por que existem mais de 40.000 denominações protestantes, com centenas e centenas de interpretações diferentes umas das outras, se todas estão com a mesma Bíblia na mão?”

      O Yago já refutou essa mentira das “40.000 denominações”:

      https://www.youtube.com/watch?v=ZR9P4l68pkE

      E dentro do catolicismo há divisões também (por isso existem tradicionalistas, modernistas, carismáticos, veterocatólicos, teólogos da libertação e assim por diante), então essa objeção se volta contra eles como um efeito bumerangue.

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    2. “7 – Se o Cristianismo é uma “religião do Livro”, como ele floresceu durante os primeiros 1500 anos de História da Igreja, se a Imprensa não tinha ainda sido inventada?”

      Quem elaborou a pergunta não deve saber que existia uma coisa chamada pergaminho, que era como o papel nos dias de hoje. Depois foram surgindo manuscritos mais “modernos”, como os do Códice Sinaítico, Vaticano, Alexandrino e etc. Só de cópias sobreviventes escritas em grego do NT temos hoje mais de cinco mil, e isso sem considerar que a esmagadora maioria foi destruída nas perseguições de Dioclesiano e outros imperadores romanos, sem falar na enorme quantidade de cópias que se perdem ou se corrompem com o tempo por questões naturais. Não seria nenhum exagero supor que havia antes da imprensa centenas de milhares de cópias da Bíblia, considerando todos esses fatores – talvez milhões. Haviam copistas cuja única função na vida era copiar e copiar e copiar a Escritura, especialmente o NT. Era o “hobby” deles.

      Sem falar que ninguém precisava ter uma Bíblia individual e nem mesmo saber ler para ter acesso às Escrituras: bastava que uma pessoa a lesse, e os outros poderiam ouvir e aprender. Até o biblista cético Barth Ehrman reconhece isso quando escreve:

      “Então, parece que temos uma situação paradoxal no Cristianismo dos primórdios. Ele era uma religião do livro, com escritos de todos os tipos que se demonstravam como da mais alta importância para quase todos os aspectos da fé. Mesmo assim, a maioria das pessoas não podia ler esses escritos. Como podemos compreender esse paradoxo? De fato, a situação não é de todo estranha, se lembrarmos o que já se explicou antes, que por toda a Antiguidade comunidades de todos os tipos usavam os serviços dos letrados em favor dos iletrados. Porque, no mundo antigo, “ler” um livro geralmente não significava alguém lê-lo individualmente; significava alguém lê-lo em voz alta, para os demais. Alguém podia afirmar ter lido um livro quando, na realidade, o ouvira ser lido por outros” (EHRMAN, Bart D. O que Jesus disse? O que Jesus não disse? Quem mudou a Bíblia e por quê. Rio de Janeiro: Prestígio Editorial, 2006, p. 51-52)

      Portanto, para o lixo este argumento.

      “8 – E quando a Imprensa foi inventada (sistema mecanizado de impressão) no século XVI, 90% da população era analfabeta. Será que esta maioria foi para o inferno?”

      Quem disse que alguém vai pro inferno por ser analfabeto? Me dê alguma base bíblica ou afirmação de algum reformador neste sentido, por favor. Caso contrário, é apenas mais um ataque a espantalho.

      “9 – Se a Sola Scriptura é tão sólida e biblicamente fundada, por que não existe um tratado de verdade, escrito para defendê-la, desde a época em que a expressão foi cunhada pela Reforma?”

      Eu não apenas “conheço” livros sobre o tema, como escrevi um. O cara que formulou essa questão parece ser um ignorante totalmente por fora do assunto que pretende abordar com propriedade.

      “10 – Se a Igreja primitiva acreditava na Sola Scriptura, por que os credos primitivos sempre dizem: “Creio na Santa Igreja Católica” e não simplesmente “Creio nas Santas Escrituras”?”

      Que pergunta mais idiota. O que o Credo faz é justamente RESUMIR AS DOUTRINAS BÁSICAS DA ESCRITURA, por isso dizer “creio na Escritura” seria uma obviedade e redundância completamente desnecessária. Que seus próprios formuladores aceitavam a Sola Scriptura isso é bastante evidente em centenas de citações patrísticas como as que você pode ver neste artigo:

      http://apologiacrista.com/os-pais-da-igreja-e-a-sola-scriptura

      Pra falar a verdade responder essas questõezinhas de apologista católico tosco que nunca estudou o tema senão de forma totalmente superficial em algum blog chulo por aí é um trabalho bastante cansativo e enfadonho, são as mesmas indagações de sempre, e sempre sem nenhuma forma de contra-argumentação. Se bobiar são exatamente as mesmas perguntas que eu vi há nove anos atrás no Orkut, palavra por palavra, que são repetidas ad nauseam apenas porque não foram feitas na intenção de serem respondidas, mas de parecerem não serem “respondíveis”.

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    3. Meu amigo Anônimo, você que perguntou sobre Bíblia, com as insinuações católicas de que não mandaram escrever nada, mas apenas pregar, quero lhe dizer que não há outra maneira de crer em Deus e em Jesus se não for através da Escritura - da palavra escrita. Veja essa resposta de Jesus aos judeus:

      "Não penseis que eu vos hei de acusar perante o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais.

      Pois se crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim ele escreveu.

      Mas, se não credes nos escritos, como crereis nas minhas palavras?" JOAO 5: 46,47

      Sabe o que isso significa não significa? Que antes das palavras de Jesus só havia a tradição oral.

      Havia sim, os escritos de Moisés e muitos outros.

      Leia o artigo, "Paulo e as tradições do Catolicismo" no meu site agrandecidade.com para que você possa ver melhor.

      Com relação à divisão protestante supostamente dividida em 40 mil denominações, quero lhe dizer que isso é uma deslavada mentira. No protestantismo há apenas duas divisões: o tradicionalismo e o pentecostalismo.

      Como não é possível que os cristãos em cada cidade se reúnam todos num lugar só, um imenso estádio evangélico para cada localidade, então eles se reúnem em lugares menores, que chamam de templo.

      Também há aqueles que se reúnem em casas, teatros, cinemas, e até ao ar livre. Com relação aos nomes e placas é porque são obrigados a registrar, a não ser que os católicos tenham outra ideia.

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    4. Já terminou de ler esse livro de Bart Ehrman?

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    5. Esse eu parei na metade, quero retomar em breve.

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  3. Esta citação é verdadeira? Seria uma opinião de Lutero

    [...] Abraão e outros patriarcas não tinham escravos? [...] Portanto, vosso terceiro artigo é inoperante diante do Evangelho. Este artigo deveria tornar todos os homens iguais, e isto é impossível. Pois um reino terreno não pode sobreviver se não houver nele uma desigualdade de pessoas, de modo que algumas sejam livres, outras presas, algumas soberanas outras súditas (SEFFNER, Op. cit., p. 46).

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    1. "Seffner" não é fonte, é somente um dos milhões de sobrenomes de milhões de pessoas que a gente sequer sabe quem é. "Op cit" também não é fonte, é apenas um termo do linguajar acadêmico que significa "a mesma citação anterior", tal como o "idem" ou o "ibid" que eu uso nos meus textos. Ou seja, temos aqui uma citação "de Lutero" ao maior estilo Macabeus de confiabilidade: sem fonte nem do autor, e muito menos do livro (e muito menos ainda de Lutero). Basicamente temos que acreditar na veracidade da citação porque está na página 46 de um livro desconhecido escrito por alguém que só temos o sobrenome (e que definitivamente não é Lutero). Pode apostar que amanhã já vai estar no site do Macabeus, ele que adora citações credíveis assim.

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    2. Tem algum livro que vc recomende ou até mesmo Bíblia com citações confiáveis de Lutero?

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    3. Leia os próprios escritos de Lutero, na internet mesmo tem alguns disponíveis como essas "Obras Selecionadas":

      https://books.google.com.br/books?id=eGZADwAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=lutero+obras+selecionadas&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiQraHnnbPaAhVCfpAKHfbkBdoQ6AEIKDAA#v=onepage&q=lutero%20obras%20selecionadas&f=false

      https://books.google.com.br/books?id=YCQ6DAAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=lutero+obras+selecionadas&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiQraHnnbPaAhVCfpAKHfbkBdoQ6AEILjAB#v=onepage&q=lutero%20obras%20selecionadas&f=false

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  4. Olá Lucas.
    Atualmente, como se classifica a Igreja Anglicana, quanto a sua doutrina? A mesma Católica Romana, exceto o primado de Roma? Católica "Reformada"? "Semi-protestante"?.... Obrigado amigo.

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    1. A Igreja Anglicana é protestante, mas não a Igreja Anglicana de Henrique VIII. Ela se tornou protestante oficialmente no reinado de Isabel, durante a segunda metade do século XVI. Antes disso Eduardo VI (filho de Henrique VIII e irmão de Isabel) já havia implementado uma reforma religiosa no país, mas que não foi adiante porque ele morreu muito cedo e logo depois Maria a Sanguinária ocupou o trono e restaurou o catolicismo como antes. Tudo isso estará detalhado no meu livro, não se preocupe. Abs.

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    2. E infelizmente, a Igreja Anglicana está entrando em colapso numérico na Inglaterra. O maior problema com isso são os principais grupos que vêm substituí-la: ateus, agnósticos e muçulmanos.

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    3. Lucas, o que dizer sobre os casamentos gays na igreja anglicana?

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    4. Sinal do fim dos tempos, apesar de que nem toda a Igreja Anglicana é a favor disso, apenas algumas vertentes:

      https://istoe.com.br/igreja-anglicana-anuncia-punicao-a-unidade-escocesa-por-casamento-gay/

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  5. Olá Lucas, tenho uma pergunta sobre a Bíblia. Aquela história de que houve um período de 400 anos de silêncio divino entre o antigo e o novo testamento procede?Se sim então seria só mais uma resposta para provar que os sete livros a mais da Bíblia Católica não são inspirados já que pelo oque eu pesquisei eles datam dessa época, mas se for verdade mesmo então como explicar João Batista, já que ele veio antecedendo Cristo ou por acaso os 400 anos já tinham acabado a essa altura? Inclusive, se não me engano até tem um versículo que diz que a lei e os profetas duraram até João Batista. Aguardo uma resposta, muito obrigado desde já.

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    1. A lei durou até João Batista no sentido de que a partir de João Batista teve início o ministério de Cristo que inaugura a nova aliança (onde não estamos mais debaixo da lei). Isso não significa que houve revelações divinas expressas em livros canônicos ao longo de todo esse período de forma ininterrupta, mesmo antes desses 400 anos houve períodos de 100 anos ou mais em que nenhum livro bíblico foi escrito, entre um livro canônico e outro. A razão principal pela qual sabemos da existência deste "período intertestamentário" é porque Jesus disse que cobraria todo o sangue derramado na terra, "de Abel até Zacarias" (Zacarias foi o último mártir bíblico do AT, em livros canônicos). Ele não disse "de Abel até Judas Macabeu", ou qualquer outro dos vários mártires existentes nestes apócrifos católicos, o que mostra que o cânon de Jesus era o mesmo nosso. Não haveria qualquer razão para Cristo omitir os apócrifos se não fosse pela sua descrença neles.

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  6. Olá Lucas, você costuma dizer "...qualquer estudioso sério e honesto ...". Taí, na minha opinião, o cerne da questão: seriedade e honestidade na busca da verdade, esteja onde estiver. Nada de pintar cenário inexistente e disseminar mentiras pra salvar a pele seja de quem for. Se Deus for católico, seremos católicos. Nas palavras de Cristo "dá a Cézar o que é de Cézar".

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    1. É isso aí. A verdade acima de tudo, para onde ela levar.

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  7. Bom dia Lucas

    Algumas perguntas:

    - Você tem acompanhado o congresso Brasil Paralelo? O que achou sobre os episódios onde eles narram a história do Brasil (obviamente colocando os Católicos como bonzinhos que salvaram a nossa nação e os protestantes como malvados, e citando, desonestamente, que outras "colônias Protestantes" já haviam fracassado)

    - O que você acha dos canais: Dois dedos de Teologia e Bibotalk (eles tem um poadcast que escuto todo dia)?

    Abraços!

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    1. O "Brasil Paralelo" é um horror total, um revisionismo total, uma picaretagem total, eu simplesmente não tenho palavras para descrever tanta sem-vergonhice feita para enganar gente burra e néscia que nunca pegou um livro de história na vida e aceita ser doutrinada por essa porcaria aí. Não é apenas pelo que falam do protestantismo, mas por TUDO, o "congresso" é basicamente uma apologia à volta da monarquia, ao fim da laicidade do Estado, ao confessionalismo católico, anti-republicano, anti-protestante, anti até o livre-comércio criticado quando praticado por protestantes para engrandecer o método português (burocrático e estatizante) de comercializar. É um lixo total. Como eu disse, não tenho palavras. Só em um livro poderia destruir apropriadamente tantas mentiras e falácias sem fim. Não foi feito por honestidade, mas como estratégia política para passar a perna nos incautos.

      Sobre o Dois Dedos de Teologia, eu gosto do canal, admiro muito o Yago, muito mesmo, apesar de sermos de polos diferentes dentro da teologia protestante e eu tenha não poucas divergências teológicas com ele. Sobre esse Bibotalk eu não conheço, agora que você recomendou vou dar uma conferida, quem sabe eu não curta igual ao Dois Dedos :)

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    2. Lucas você pretende escrever algum livro refutando aquelas mentiras do Brasil para lerdos, ops, paralelo? Eu andei lendo uns comentários e você falou que pretende escrever um livro sobre a monarquia católica brasileira? Você pretende mesmo?

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    3. Sim, daí eu incluo nele as refutações ao "Brasil Paralerdos".

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  8. Já ouviu falar do caso Edgardo Mortara?

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    1. Na verdade esse é um dentre os muitos casos semelhantes dessa época e principalmente de tempos anteriores. Muitas crianças judias foram sequestradas de suas famílias para serem educadas como católicas, batizadas à força e tudo mais. Esse caso só ficou mais famoso porque envolve pessoalmente um papa beatificado pela Igreja.

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  9. Esse é o Banzolão Velho de guerra, és varão digníssimo!! Feliz a mulher que te gerou. Continue firme na obra, com todo zelo e amor, e será grande o teu galardão!!!

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    1. Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste!

      hehehe

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  10. Avalie:

    https://www.youtube.com/watch?v=iTmrJFy1s9s

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    1. Esse vídeo já foi engraçado... há muito tempo.

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    2. "Esse vídeo já foi engraçado... há muito tempo"

      kkkk verdade.

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  11. _Rogério Reserva_

    Lucas,qual é a abordagem arminiana da "predestinação" de José do Egito?

    Para afirmar o determinismo vi um calvinista dizendo algo como "a vida de José foi determinada ou foi ele que escolheu?"

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    1. No meu livro eu mostro exemplos de que predestinação ou eleição individual a um ministério não implica em predestinação ou eleição PARA A SALVAÇÃO. Por exemplo, Paulo se dizia predestinado, mas disse várias vezes que corria o risco de ser reprovado e que não se considerava já justificado (cf. 1Co 9:27 e 1Co 4:4). Então Deus elegeu Paulo para o ministério apostólico, mas isso não implicava necessariamente que Paulo já estivesse salvo, ou que já estivesse predestinado a ser salvo independentemente do que acontecesse. Da mesma forma ocorre com José, que pode ter sido predestinado a ser governador do Egito, mas isso não implica nele ter sido eleito para a salvação, isso é uma outra questão que depende do comprometimento pessoal com esse chamado.

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    2. _Rogério Reserva_

      Entendi.
      Mas sobre o determinismo, o cara chegou a citar este texto:

      "Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento.
      Assim NÃO FOSTES VÓS que me enviastes para cá, SENÃO DEUS, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito."
      (Gênesis 45:7,8)

      E acrescentou:
      "Logo as atitudes dos irmãos de José foram obras de Deus. Até suas escolhas."

      Querendo, com isso, provar que Deus estava por trás de cada ato dos irmãos de José, e por que não dizer da esposa de Potifar, do Potifar, do faraó etc..?

      Qual seria uma boa explicação para o que José disse?

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    3. O texto não fala das atitudes dos irmãos de José em si, mas sim que Deus tinha um plano ao torná-lo governador do Egito, que isso era maior do que a vontade ou pretensão dos irmãos de José. Os meios para se alcançar este fim dependem das atitudes humanas às quais Deus já conhecia de antemão, mas não significa que as tenha determinado. Deus poderia ter feito José alcançar o mesmo êxito mesmo se os seus irmãos não o tivessem traído, por qualquer meio possível que a Ele compete.

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    4. _Rogério Reserva_

      Valeu, Lucas. Obrigado.

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  12. Lucas, foi a igreja católica que preservou e deu a biblia ao mundo? É verdade que se não fosse a igreja católica, o mundo não teria bíblia? Palavras dos católicos,e do padre paulo ricardo.

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    1. Pura bobagem sem nenhum fundamento. Recomendo a leitura desses artigos em que refuto essa falsa ideia:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/02/a-biblia-e-filha-da-igreja.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/01/destruindo-panfletagem-catolica.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/04/a-biblia-foi-escrita-por-catolicos-e.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/09/a-igreja-catolica-esta-acima-da-biblia.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/06/os-catolicos-romanos-deram-biblia-aos.html

      PS: esse último artigo é do Keith Thompson, que eu apenas traduzi. Os demais são de minha autoria.

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  13. Lucas, o que você acha da tese que os escritores do Velho Testamento não tinham consciência que alma era imortal e que isso foi "corrigido" posteriormente?

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    1. Primeiro que a Bíblia inteira foi escrita sob inspiração do Espírito Santo e não pode se contradizer. Se há um falso ensino crido e manifestado no AT, então há um falso ensino na Bíblia, independentemente do NT ter "corrigido" esse "equívoco" ou não. Segundo que o que chegou ao fim com a nova aliança não foi a doutrina em relação à alma, mas sim a lei mosaica, ou seja, os ritos e cerimônias do Judaísmo, que não tem nada a ver com a doutrina da imortalidade ou mortalidade da alma. Terceiro que os próprios imortalistas tiram do contexto certas passagens do AT para tentar provar seus pontos de vista (por exemplo, Ec 12:7), então teriam que ser intelectualmente honestos em admitir as provas mortalistas dentro do mesmo AT, a não ser que os escritores bíblicos fossem bipolares ou mudassem de ideia durante a escrita dos livros. E por fim, mesmo que eles estivessem "errados" no AT, o NT não corrigiu esse "erro", porque há mais provas do mortalismo no NT do que no AT. No meu debate com o Tourinho sobre o tema ele usou esse argumento de que os escritores do AT não tinham "luz suficiente" sobre o tema e por isso eram mortalistas, que eu refutei durante o debate e de uma forma mais aprofundada neste meu vídeo de comentários:

      https://www.youtube.com/watch?v=nbN2kXatJNE

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    2. Lucas, esse argumento de "erro" no Velho Testamento "corrigido" no Novo Testamento abre um precedente: que outros "erros" ainda existem a serem "corrigidos"? Existirão "erros" no Novo Testamento a serem "corrigidos"? Quem se habilita a corrigir?

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    3. Pois é, é outro dos problemas que essa teoria suscita. Temos por exemplo os espíritas, que afirmam que da mesma forma que o NT "corrigiu os erros do AT", Alan Kardec "corrigiu os erros do NT". Os católicos não chegam a afirmar isso de modo tão descarado, mas creem basicamente na mesma coisa ao inventarem a teoria do "desenvolvimento da doutrina", que na prática é um passe livre para contrariar as doutrinas do AT e do NT e chamar isso de "desenvolvimento" em vez de apostasia. Então essa coisa de comprometer doutrinas bíblicas independentemente de qual parte da Bíblia se encontram é um negócio muito sério. Como eu disse, toda a Bíblia é inspirada, e eu também não vejo razões para Deus esconder de alguém como Caim o fato de que se ele matasse seu irmão iria queimar por todo o sempre no pós-morte (seria muito mais justo que esclarecesse isso desde o início para que toda a humanidade tivesse consciência do que seus atos levariam e pudessem medir as consequências, em vez de omitir essa informação durante milênios e depois pegá-los de surpresa, como uma típica "pegadinha").

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    4. Para finalizar, trago aqui uma citação de Bruce Anstey, que creio ser bastante pertinente e verdadeira:

      “Outro grande princípio da interpretação da Bíblia – que estudantes da Bíblia fariam bem em observar – é que novas revelações nunca contradizem as revelações já dadas. Um conceito no Antigo Testamento não pode ser usado para significar o oposto no Novo Testamento, caso contrário a Bíblia estaria cheia de contradições. À medida que as Escrituras iam sendo escritas, Deus dava uma medida adicional de luz em certos assuntos, mas essas novas revelações nunca contradiziam as anteriores. As Escrituras desdobram a verdade como um prédio que está sendo construído; primeiro é lançado o alicerce, depois é acrescentada uma estrutura etc. Uma coisa é construída sobre a outra, e cada nova coisa adicionada não destrói o que veio antes” (ANSTEY, Bruce. Teologia do Pacto ou Dispensações. Christian Truth Publishing. Versão Digital: 2017, p. 146)

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  14. Lucas, o que dizer, à luz da Palavra de Deus, sobre o conflito na Síria?

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    1. O Yago tem um vídeo sobre isso:

      https://www.youtube.com/watch?v=WKCVaqF5G4Y

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    2. Lucas, você acredita que esse conflito pode desembocar numa 3° guerra mundial já que Putin e o Trump estão trocando ameaças?

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    3. Acho difícil. Pra mim é mais uma parte dos "rumores de guerra", que Jesus disse. EUA e Rússia já estiveram em pé de guerra em tempos muito piores, com muito mais rivalidade, chances de guerra efetiva e equiparidade militar, e mesmo assim não entraram. Hoje os EUA são infinitamente melhores que a Rússia em todos os aspectos, com uma vantagem militar gigante, e nem que o Putin fosse um doido entraria em um confronto aberto e direto desse jeito. Eu não sei se vai haver uma terceira guerra, mas se houver, vai nascer de algo maior que isso, na minha opinião.

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  15. Lucas, veja essa palestra sobre os cátaros, a inquisição medieval e a idade média de um site católico:

    https://youtu.be/j7f3hX7-8Vg

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    1. Uma hora e meia de vídeo e NENHUMA fonte citada, NENHUMA referência bibliográfica, NENHUMA citação de qualquer estudioso da área, apenas blá bla blá e a propagação típica do revisionismo católico da Inquisição que eu já refutei em vários artigos repletos de fontes (veja a lista de artigos sobre Inquisição no índice abaixo):

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

      E eu gostaria muito de saber uma fonte DA ÉPOCA onde UM CÁTARO afirma as aberrações que ela disse aí no vídeo. Umazinha só já seria o suficiente para eu deletar esse meu artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/06/a-tecnica-da-demonizacao-demonizacao.html

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    2. Há duas coisas que gostaria de destacar na palestra: a primeira e que a professora afirma que a inquisição medieval serviu como um freio, pois antes de tal instituição ser instituída, as acusações de heresias eram completamente arbitrária, e com o advento da inquisição havia um processo de investigação e a vítima tinha direito de defesa. A segunda coisa que foi dita na palestra (e que me surpreedeu positivamente) foi em relação as condições de vida na idade média. A professora pelo menos adimitu que as condições de vida eram bastante precárias.

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    3. A primeira afirmação é uma bela de uma mentira:

      “Antes do 13º século, só raramente se infligira a pena de morte a heréticos e incrédulos. Agora, em uma centena de praças na Europa, os dignitários da Igreja com solenidade de gala presidiam as cenas em que os corpos enegrecidos dos seus antagonistas, na sua maior parte pobre e insignificante, eram queimados até se reduzirem a cinzas” (WELLS, H. G. História Universal – Volume 4º. 5ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 146-147)

      Ou seja, antes da Inquisição (que começou no século XIII) apenas RARAMENTE se puniam hereges com a morte, o que começou a se tornar uma prática regular com a institucionalização da perseguição aos "hereges".

      A segunda afirmação está certa, é uma pena que ela tenha tirado tudo isso do livro do João Bernardino que falou disso apenas para suavizar as coisas para a Inquisição, e não por um interesse honesto em apresentar a verdade (basta ver o contexto em que ele afirma essas coisas). Ou seja, até quando eles dizem uma verdade, é com más intenções por trás.

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  16. EU SO SEI DE UMA COISA: O BRASIL ESTA NESSA SITUAÇÃO TERRIVEL PORQUE FOI "ABENÇOADO" PELO CATOLICISMO.

    QUANDO ELE FOI DESCOBERTO CELEBRARAM
    UMA MISSA!

    O PAÍS FOI AMALDIÇOADO!!!

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