7 de março de 2018

84 Entenda as divisões do Cristianismo e descubra a Igreja verdadeira!



Mesmo após tantos anos, muitos ainda me perguntam "quando surgiu a Igreja Católica". Então eu percebi que não basta escrever artigos gigantes cheios de argumentação, exegese, fontes históricas e assim por diante, que pouca gente irá ler (exceto os mais interessados). Muitos querem apenas um “resumão”, expresso em gráficos simples para facilitar a compreensão. Portanto, este artigo não será fundamentalmente um artigo argumentativo ou explanatório, mas ilustrativo (colocarei os links dos artigos com fundamentação e embasamento ao final deste post).

Vamos ao que interessa: quando um protestante é questionado quanto à origem ou surgimento da Igreja Católica, a maioria ainda responde que foi “com Constantino”, o que corresponde a uma imprecisão histórica, ainda que crida por muitos leigos. Imaginam a história da Igreja mais ou menos assim:


Esse raciocínio é demasiado simplista e incorre em diversos equívocos, entre os quais reduzir e transformar a “Igreja Católica” em “Igreja Romana”, ignorar a existência dos movimentos reformistas antes do protestantismo e ignorar também a Igreja Ortodoxa como se não existisse (e de fato, há muitos leigos que sequer sabem da sua existência, acredite). A consequência desse pensamento simplista é jogar a Igreja em uma lacuna ou vácuo de mais de mil anos entre Constantino e a Reforma, dando brecha aos argumentos papistas sobre “onde esteve a Igreja nesse período”, sobre Cristo ter “abandonado” a Igreja e sobre as “portas do inferno” terem prevalecido (entre outras críticas que respondo apropriadamente neste artigo, que é complementado neste outro).

Por outro lado, a visão da apologética católica (e aqui se inclui não apenas os leigos católicos, mas também os doutores) é tão simplista quanto para não dizer infantil, fazendo a Igreja nascer “católica romana” e interpretando como “seita” qualquer outra igreja ou grupo religioso:


Note que para os católicos romanos a Igreja Ortodoxa surge no século XI (com o Cisma de 1054 d.C), mas a Igreja Católica Romana já existia desde a era apostólica, tendo sido fundada por Cristo. O interessante é que na visão dos católicos ortodoxos ocorre justamente o contrário: a Igreja Católica Ortodoxa teria sido fundada pelos apóstolos, sendo a Igreja Romana (e as outras que surgiram depois) uma seita ou facção que surgiu a partir dela:


Observe que para cada um deles, a sua Igreja é a “verdadeira Igreja fundada por Cristo”, e a outra Igreja “surgiu no racha de 1054 d.C”, porque nenhum deles pode admitir que Jesus fundou duas igrejas ou que a sua Igreja não é a única verdadeira. O que ocorre na realidade é que os dois estão parcialmente certos e parcialmente errados. Ambos acertam quando enxergam a outra Igreja como tendo nascido no racha, mas erram quando pensam que a sua em particular é a “original”. Na verdade, o que o cisma fez foi dividir a Igreja Católica antiga (chamada até então apenas de “Igreja Católica”, no sentido de universal, e nunca de “Igreja Católica Romana” ou de “Igreja Católica Ortodoxa”) em duas partes que surgem dali, as quais ambas passaram a reivindicar ser a “única Igreja original” (ou seja, a “Igreja Católica”). O gráfico abaixo resume isso (clique na imagem para ampliá-la):


Este gráfico é o que melhor resume a história e divisões da Igreja, embora mesmo ele seja imperfeito, pois por falta de espaço não leva em consideração as muitas outras facções e grupos religiosos que foram surgindo (como por exemplo as Testemunhas de Jeová e mórmons, que não se consideram protestantes e tampouco são assim considerados pelos mesmos). As igrejas nestorianas surgem de um racha após o Concílio de Éfeso (de 431 d.C), as orientais surgem a partir do Concílio de Calcedônia de 451, a Romana e a Ortodoxa surgem no racha de 1054 e o protestantismo com a Reforma do século XVI – mas cabe observar que desde muito antes já havia no Ocidente os movimentos pré-reformistas ensinando os mesmos ideais básicos, a respeito dos quais já escrevi extensamente em meu artigo "A Reforma antes de Lutero".

Na visão católica romana, a Igreja sempre foi "Católica Apostólica Romana", e qualquer mudança vista ao longo destes dois mil anos é apenas “desenvolvimento de doutrina”, enquanto para o protestante esse “desenvolvimento de doutrina” tem por nome apostasia, sincretismo pagão ou acréscimos doutrinários, e nosso padrão deve ser “voltar às raízes” do século I em vez de “progredir” para um caminho desconhecido e perigoso. O católico vê as mudanças como sendo um desenvolvimento correto e sadio, e as tentativas de “regresso à Igreja primitiva” como “heresia”, “seita” e “cisma”, enquanto o protestante pensa exatamente da forma oposta: a “heresia” é o “desenvolvimento” para uma forma que se distancie do padrão imutável da doutrina apostólica primitiva, e não as tentativas de se restaurar este padrão. Toda apologética que se faça de um lado ou do outro servirá apenas para tentar fortalecer este ou aquele conceito que se tenha de Igreja.

Cabe observar que além das divisões externas (entre romanos, ortodoxos, orientais, protestantes e etc), também existem as divisões internas em cada um desses segmentos. As divisões no protestantismo são muito conhecidas, mas a despeito da quantidade de igrejas praticamente todas elas podem se enquadrar dentro de três grupos principais (tradicionais, pentecostais e neopentecostais). Todos esses três grupos são considerados protestantes por defenderem as mesmas doutrinas basilares da fé evangélica, sumariadas nos Cinco Solas e mais recentemente no Pacto de Lausanne (um comitê mundial das igrejas evangélicas que reuniu milhares de denominações de mais de 150 nações em torno de uma confissão de fé comum). Não obstante, há divergências doutrinárias em questões periféricas como calvinismo vs arminismo, pedobatismo, contemporaneidade dos dons, imortalismo e etc (nada que já não houvesse na Igreja dos primeiros séculos), que não devem ofuscar os pontos de fé em comum.

Na esfera da Igreja do Oriente há vários patriarcados e igrejas, e o que poucos sabem é que eles não concordam entre si nem em relação ao próprio cânon bíblico. Os ortodoxos têm como canônicos os livros de 1ª Esdras (3ª Esdras na Vulgata), a Oração de Manassés, o Salmo 151, 2ª Esdras (4ª Esdras na Vulgata) e 4ª Macabeus; a Igreja Ortodoxa Copta da Etiópia tem 81 livros ao todo na Bíblia, contendo a mais no NT os “Atos de Paulo”, “1ª Clemente” e “O Pastor de Hermas”. Já no AT da Igreja Etíope é adicionado o “Livro dos Jubileus”, o “Livro de Enoque” e 4ª Baruque, além de a Bíblia Ortodoxa Siríaca excluir o livro de 2ª Pedro, 2ª e 3ª João, Judas e o Apocalipse. A Igreja Ortodoxa Russa a partir do século XVII também retirou os “deuterocanônicos” de suas Bíblias. Ou seja, há divisões internas entre as igrejas orientais também.

Já no que compete à Igreja Romana, há divisões entre tradiconalistas, modernistas, carismáticos, sedevacantistas, veterocatólicos, padres da RCC, padres da CNBB, padres da teologia da libertação, e a lista vai longe. Uns aderem a um estilo de missa que os outros consideram abominação; uns reconhecem o papa atual como infalível enquanto outros o consideram um “antipapa” ou “falso profeta” (como fez o católico Olavo de Carvalho aqui e aqui, juntamente a milhares de seus seguidores); uns creem no dom de línguas e em outros dons espirituais da mesma forma que os evangélicos pentecostais (RCC), enquanto outros repudiam essas doutrinas com veemência; uns defendem uma agenda esquerdista na Igreja apoiada em documentos oficiais, enquanto outros defendem uma agenda de direita para a Igreja apoiada em outros documentos; uns defendem o Concílio Vaticano II como infalível, enquanto outros o consideram um concílio falho e herético que levou a Igreja a “rumos desastrosos” contra a tradição antiga, e assim por diante, ad nauseam.

Para focar apenas em uma dessas divisões e mostrar o quanto ela não é nada pequena e nem deve ser subestimada, observe a forma com que católicos tradicionalistas se referem a católicos da RCC:












Eu poderia continuar os prints até um milhão, mas simplesmente não é necessário quando qualquer um pode ir a uma comunidade católica e constatar outros milhares de exemplos semelhantes por si mesmo. Talvez o exemplo mais emblemático de todos seja esse aqui:


Preste atenção: o primeiro comentário é de um católico da RCC que ama a RCC e adora a RCC. O segundo não gosta da RCC e a critica, mas aparentemente ainda a considera católica. Já o terceiro nem católico acredita que o movimento seja. E o quarto ainda faz questão de acrescentar que a Igreja tem divisões internas no que se refere a tradicionalistas, ao CVII e a tudo aquilo que já estamos cansados de ouvir falar. E são todos católicos. Note ainda que não estamos lidando aqui com uma divisão qualquer, mas com uma tão grande a ponto de muitos não acreditarem se tratar de uma mesma religião(!), o que dificilmente um crente batista falaria a respeito de um crente assembleiano, ou um presbiteriano falaria a respeito de um menonita (apenas para citar exemplos).

Outro exemplo emblemático é esse aqui:


Essa é uma católica que postou na página de um conhecido apologista católico (Paulo Leitão) o vídeo de um outro apologista católico, porém inexpressivo e sem relevância. Note que eles estão debatendo sobre um assunto católico, pertinente somente a eles, que não tem nada a ver com o protestantismo. Essa foi a reação de Paulo Leitão ao ver a postagem do outro apologista católico insignificante:


  
O caso aqui é muito engraçado, além de emblemático: para o apologista católico ‘x’, o apologista católico ‘y’ é um herege e cismático que “está atacando a Igreja”, e o apologista católico ‘y’ pensa exatamente o mesmo em relação ao apologista católico ‘x’. No caso presente, o “apologista católico x” é o Porcão e o ‘y’ é o Macabesta, mas poderíamos substituir por outros nomes que daria exatamente no mesmo, já que a divisão entre eles é tão gritante que dificilmente dois apologistas católicos concordam entre si, nem mesmo de que ambos são mesmo católicos, para começo de conversa.

O mais curioso é que todo esse pessoal que se mata entre si para decidir “quem é o verdadeiro católico” (cada um apontando a si mesmo e “excomungando” os outros, é claro) se une entre si nos debates quando o que está em jogo é atacar os evangélicos, deixando claro que a única unidade que reina nesse meio é o ódio aos protestantes, e nada mais. O que mostra isso de maneira bem divertida é a sequência de comentários no mesmo post da página do Leitão:


Deixe-me explicar o que está acontecendo aqui, porque parece coisa de louco mesmo: um papista chamado Celson chama a católica que postou o vídeo do Cris de “protestante cismática” e a manda “tomar vergonha na cara” por estar divulgando um vídeo de outro católico na página de um católico que é rival do outro católico. Em seguida uma outra católica – uma tal de “Tiely”, nome bonito – manda “tomar vergonha na cara” e chama de “fake imundo”. O outro católico pensa que a agressão é pra ele e xinga de volta, mas na verdade a agressão era à autora do post que, embora católica, pensavam que era um protestante disfarçado para divulgar um vídeo católico contra outro católico.

Talvez esteja ficando meio complicado de acompanhar, mas o nosso amigo “Cesar Roberto dos Santos” resumiu bem a situação pra gente: pode fazer críticas à CNBB... desde que não seja um protestante! (Ou seja, entre eles pode haver divisões e podem até se matar entre si, mas diante dos protestantes tem que fingir que são amiguinhos e que estão todos do mesmo lado, unidos em defesa da “Santa” e “Una” Igreja!). É essa a ética católica: podem estar se digladiando, se matando e até dilacerando as vísceras uns dos outros, mas se um protestante abre a porta, imediatamente se fingem de bons e velhos amigos e partem todos pra cima do “rebelado” com uma fúria anteriormente desconhecida. Essa é a “unidade católica” da qual tanto se orgulham.

Poderíamos continuar a lista aos milhares e acumular exemplos aos montões, mas como disse no início do artigo, este não é um artigo argumentativo, não é nem mesmo um artigo sobre a divisão católica, a qual toquei de leve apenas para ressaltar que o catolicismo romano possui também suas divisões internas como qualquer outro segmento religioso. Quem quiser uma análise mais aprofundada do tema, eu recomendo a leitura dos meus artigos sobre o assunto, disponíveis neste compilado de artigos sobre catolicismo. Para não deixar este artigo mais extenso do que deveria, vou resumir aqui os pontos que devem ficar claros:

• Não existe uma instituição cristã com “dois mil anos” e que detenha toda a verdade absoluta em suas mãos, para a qual os cristãos do mundo todo tenham que recorrer e se submeter necessariamente para serem salvos. O que existem são igrejas que se aproximam ou se distanciam mais da verdade (i.e, do conteúdo apostólico do primeiro século), e devemos buscar congregar em uma igreja que se aproxime deste padrão bíblico de acordo com a nossa consciência (e não por uma imposição de terceiros, ou por tradição familiar).

• Nem a Igreja Católica Romana e nem a Igreja Católica Ortodoxa são a “única Igreja que Jesus fundou”, com “dois mil anos” e “fora da qual não há salvação”. Em vez disso, são dois frutos de um Cisma que rachou a Igreja no século XI após outros cismas já existentes até então.

• Sim, antes disso já havia uma “Igreja Católica”, a qual não era nem “Romana” e nem “Ortodoxa”, mas apenas uma Igreja universal com sede em todas as principais cidades do mundo da época (sendo Roma apenas uma delas, da mesma forma que Jerusalém, Antioquia, Alexandria e etc).

• O fato dessas igrejas locais terem origem antiga ou “sucessão apostólica” não significa rigorosamente nada. A igreja de Laodiceia, fundada por apóstolos ou discípulos de apóstolos, já apresentava sérios sinais de apostasia em pleno século I, quando ainda havia pelo menos um apóstolo vivo (João). Confira Apocalipse 3:14-19. Para os católicos, é “normal” a Igreja de Laodiceia ter apostatado em pleno século I, mas seria intolerável, absurdo e totalmente inaceitável imaginar que a Igreja de Roma – uma comunidade local assim como a de Laodiceia – caísse na mesma apostasia após milhares de anos. É o contrassenso supremo da lógica, o qual só poderia vir da apologética católica.

• Em acréscimo, Paulo já dizia que logo após a sua partida “lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho, e dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos” (At 20:29-30). Note que esses “lobos ferozes” não surgiriam apenas mil e quinhentos anos depois, nem viriam de fora, mas no meio de vocês. “Dentre vocês mesmos” – isto é, seus próprios discípulos, os próprios sacerdotes e bispos ordenados por Paulo – surgiriam os lobos que torceriam a verdade já no primeiro século. O que os católicos querem que imaginemos é que embora em pleno século I a Igreja já estivesse assim cheia de problemas e apostasia, mil e quinhentos anos depois ainda não precisava de reforma nenhuma!

• A “sucessão apostólica” não é o parâmetro para se identificar uma Igreja verdadeira ou onde se encontra a doutrina apostólica preservada incorruptivelmente, pois se fosse assim os ortodoxos, romanistas e até mesmo os anglicanos estariam todos com toda a verdade ao mesmo tempo, pois tem sucessão apostólica. O fato de ensinarem doutrinas bastante diferentes entre si prova que este não é o parâmetro para nada. O parâmetro é única e exclusivamente a medida pela qual a doutrina ensinada por uma igreja se aproxima ou se distancia da pregação apostólica original, cujo único meio preservado a nós até hoje é através da Sagrada Escritura que eles nos deixaram.

• Uma vez que biblicamente a Igreja somos nós (os cristãos verdadeiros), e não uma instituição particular A ou B, a Igreja sempre esteve presente e nunca deixou de existir desde o primeiro século até hoje. Seja na forma de Igreja primitiva, de Igreja perseguida, de Igreja pós-conciliar, de valdenses, de hussitas ou de protestantes de qualquer denominação, onde quer que estivesse um cristão autêntico e genuíno ali estava a Igreja, e ali estava Cristo. Em vez de procurar uma Igreja institucional infalível que faça tudo por nós, deveríamos nós mesmos nos empenhar em sermos essa Igreja, fazendo parte do corpo de Cristo, e o congregar em um local mais livre de erros graves será apenas consequência disso.


Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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84 comentários:

  1. Parabéns. Sensacional. Resumiu muitíssimo bem um discussão ampla e complexa, não deixando brechas para contestação. E a principal mensagem é esta: "Em vez de procurar uma Igreja institucional infalível que faça tudo por nós, deveríamos nós mesmos nos empenhar em sermos essa Igreja, fazendo parte do corpo de Cristo, e o congregar em um local mais livre de erros graves será apenas consequência disso."

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Olá, sou da comunidade Vineyard, mas tenho uma visão teológica independente de denominações.

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  2. Anônimo do Avalie8 de março de 2018 11:49

    Ótimo artigo, mas você cometeu dois erros

    "As divisões no protestantismo são muito conhecidas, mas a despeito da quantidade de igrejas praticamente todas elas podem se enquadrar dentro de três grupos principais (tradicionais ou reformados, pentecostais e neopentecostais)"

    1)Na verdade tradicionais e reformados não são sinônimos:
    Reformado é a galera calvinista (De 5 pontos, supralapsariana, derminista), aliancista e que segue um culto simples sem liturgia complexa (onde entram presbiterianos e batistas reformados).

    Tradicional é o quem não é pentecostal (Luteranos, Metodistas, Anglicanos, etc)

    2)Neopentecostais não são protestantes.
    O

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    1. Há uma certa polêmica quanto à aplicação do termo "reformado", mas concordo que seria mais preciso definir apenas como "tradicionais" (no sentido de serem igrejas históricas), já corrigi no artigo. Sobre os neopentecostais, pode-se até afirmar que não são protestantes dos mais exemplares, e nisso eu concordo, mas taxá-los todos como "não-protestantes" é um exagero, exceto nos casos mais extremos como a IURD, por exemplo. Mas tem muita igreja neopentecostal que na prática não se difere muito de uma igreja pentecostal como a Assembleia de Deus, por exemplo. Eu não sou adepto da tese de que se alguma igreja anda mal das pernas então "não é mais igreja", isso é só nos casos mais extremos mesmo, se você for ver no Ap. até a de Laodiceia continua sendo chamada de igreja embora estivesse à beira da apostasia, há de se reconhecer que existem erros em todas as igrejas numa medida maior ou menor, mas a não ser quando se ultrapassa os limites do tolerável não é certo descartar alguma delas como se não fosse cristã.

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    2. Anônimo do Avalie8 de março de 2018 20:03

      Que bom que foi corrigido, eu mesmo não me considero "reformado" (mesmo sendo calvinista)
      "Ultrapassa os limites do tolerável"

      Qual é o limite?

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    3. Quando passa a comercializar a fé como se fosse um mercado (trazendo para a realidade de algumas, mas não todas, igrejas neopentecostais).

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  3. Eu fui é dar risada dos catoleigos saírem em tapas e socos a respeito de qual “setor” (pq eles são UNIDOS) deles foi o setor fundado por Cristo - spoiler alert católicos: nenhum! Kkk
    O que me chamou a atenção também é essa ladainha que eles têm de dizer que o protestantismo se baseia em dinheiro por darmos dízimo, eles dizem, PRO PASTOR. Argumento falacioso que você encontra até no senso comum da população.
    A questão dear católicos é a seguinte: eu me lembro muito bem que quando católica e frequentadora de missas, via dentro da igreja CATÓLICA coleta de dinheiro no meio do culto - o que alí se configura como dízimo. Lembro me também que na ICAR aqui da minha cidade, naquela que eu frequentava, havia algo parecido como um talão de cheque com o qual o fiel católico pagava parcelas mensais à igreja. Me pergunto o porquê né, uma vez que vocês são uma das instituições mais ricas do planeta Terra. Mas somos nós, os protestantes “evangegues” que damos dinheiro e temos igrejas voltadas pro lucro de pastores.
    É cômico até, estes não-sabem-de-nada acharem que tem cacique pra falar que a igreja deles é a “original”. Nada de se surpreender uma vez que quando abrem as Escrituras é pra chegar em algum Salmo conhecido pra deixa-lo a mostra em cima de algum móvel com o fim de servir como amuleto de proteção.

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    1. Na verdade a coisa é pior do que isso. Na época em que a Igreja Romana tinha domínio sobre toda a Cristandade ocidental e as autoridades civis tinham apenas que obedecê-la, o dízimo da ICAR era OBRIGATÓRIO (e não voluntário como nas igrejas evangélicas atuais). E não bastasse ser obrigatório, ainda havia dois dízimos: um era o chamado “grande dízimo”, que dizia respeito à décima parte da colheita, e o outro era conhecido como o “pequeno dízimo”, que se referia à décima parte do produto dos animais. Essa aliás sempre foi uma das principais causas das constantes revoltas de camponeses nos mais diversos países da Europa da época. Sobre isso eu escrevo neste outro artigo, com muitas citações históricas:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/02/o-protestantismo-e-o-culpado-pela.html

      Então pra resumir, é graças ao esfacelamento do poder político do catolicismo romano que hoje o dízimo é algo que dá quem quer. Se a Igreja Romana mantivesse hoje o poder político e autoritário que tinha outrora, seríamos obrigados a dar dízimos obrigatórios à ICAR, querendo ou não (dízimos esses que na prática não serviriam para porcaria nenhuma além de engordar monges presos em monastérios imorais e enriquecer um clero que já era o mais rico de todos).

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  4. Lucas, alguns acham que o Emmanuel Macron é o anticristo. O que você acha?

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    1. Se a grande tribulação for um evento que ocorrer nesses próximos anos, ele é um forte candidato mesmo.

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  5. Ótima ideia um artigo resumindo esse tema que os católicos não aceitam

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  6. Infelizmente a forma como os católicos tradicionais tratam a RCC é como os calvinistas tratam o neopentecostalismo, como se fosse uma religião diferente, sendo que nem conhecem todos os neopentecostais mas se baseiam só na IURD

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    1. Qualé a diferença do neopentecostalismo do pentecostalismo?

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    2. O Bp. Walter McAlister explicou adequadamente este assunto aqui:

      https://www.youtube.com/watch?v=mrf8dSTP8Rc

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  7. Olá Lucas Banzoli! Como vai você? Poderia avaliar esse vídeo?: https://www.youtube.com/watch?v=VB76NXpWlK8&index=7&list=PLAOxLZ2tyZKIRWtswIJe41K1sRZ75GCrQ

    Um abraço!

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    1. Ele confundiu "55 mil variantes" (na verdade são muito mais) com "55 mil erros de tradução". Sobre isso eu já expliquei neste artigo:

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2014/12/a-autenticidade-do-novo-testamento.html

      O irônico é que ele diz no final que a Bíblia em hebraico está preservada, e que se alguém ler no hebraico estará lendo a "Bíblia verdadeira". Ora, mas é justamente do original hebraico que os tradutores de hoje fazem suas traduções, que são revisadas, corrigidas e criticadas por estudiosos dos originais hebraico e grego. Claro que ocorrem algumas imperfeições naturais decorrentes de qualquer tradução para qualquer idioma, mas afirmar que todos os milhares de tradutores de centenas de traduções bíblicas estão adulterando deliberadamente mais de 50 mil erros de tradução no mundo inteiro é um exagero grotesco, típico de teóricos da conspiração (nem Bart Ehrman ou outros críticos ferrenhos da autenticidade da Bíblia afirmam uma coisa dessas).

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    2. Obrigado pela resposta, Lucas. Agora uma outra:você conhece esse tal, Luiz Fragoso, que foi citado no vídeo desse cidadão; que afirmou que a Bíblia é um conto de fadas e coisas parecidas? Eu dei uma pesquisada rápida aqui, e não achei nada.

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    3. Também não conheço. Talvez o problema não seja a gente, parece que nem o Google conhece esse cara (na verdade o Google conhece um monte de "Luiz Fragoso", e nenhum que aparente ter alguma chance de ser um "grande estudioso do hebraico"). Talvez ele tenha citado o nome do cara errado, eu também achei bastante esquisito ele ter feito menção a um cara desses e omitido as maiores autoridades no assunto, seja do lado liberal ou conservador.

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    4. Olá novamente, Lucas! Você já sabia da existência do Codex Sinaiticus? Achei bem interessante o texto dessa Bíblia antiga. Ela contem alguns textos que foram omitidos(alguns) de algumas traduções atuais. Até ai, tudo bem; mas tem algo que me chamou atenção: Ela tem livros apócrifos(!) Ela foi escrita em meados do século 4D.C. Abaixo, alguns links úteis.

      https://en.wikipedia.org/wiki/Codex_Sinaiticus#Interpolations

      https://www.biblicalarchaeology.org/daily/biblical-topics/bible-versions-and-translations/absent-from-codex-sinaiticus-oldest-new-testament/

      http://www.codexsinaiticus.org/en/

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    5. Quase me esqueci do Codex Leningrad, que é considerado o texto mais próximo do Velho Testamento.

      https://www.biblicalarchaeology.org/daily/biblical-topics/bible-versions-and-translations/errors-in-the-masoretes-original-hebrew-manuscripts-of-the-bible/

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    6. Isso é muito comum nos documentos antigos, e não significa que o autor creia na canonicidade desses livros adicionais. Jerônimo incluiu os apócrifos na Vulgata mas deixou expressamente claro no prefácio dos mesmos que eles NÃO são canônicos e nem tem autoridade para fundamentar doutrina, e os próprios reformadores faziam o mesmo com suas versões da Bíblia (traduziam e colocavam lá os apócrifos, embora não cressem na canonicidade dos mesmos). Seria como se alguém daqui uns mil anos visse uma Bíblia atual e concluísse que nós cremos na canonicidade de mapas, hinos, sub-títulos e notas de rodapé, só porque essas coisas estão na maioria das Bíblias que usamos. Seria, é claro, um grande erro. Observe inclusive que no Códice Sinaítico que você me passou consta ali outros livros que nem a própria ICAR admite canonicidade, como por exemplo 3 e 4 Macabeus. Se eles fossem usar o Sinaítico como um argumento sério, deveriam primeiro canonizar esses outros livros para depois exigir qualquer coisa por parte dos protestantes.

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    7. Novamente, eu esqueci de colocar algo importante. ><
      Abaixo, um link para a versão online do Codex Leningrad. Dito como a versão mais confiável do Velho Testamento; e que a Biblia Hebraica Quinta será baseada.

      https://www.tanach.us/Tanach.xml

      Leia mais um pouco sobre a Biblia Hebraica Quinta aqui: https://www.biblicalarchaeology.org/daily/biblical-topics/bible-versions-and-translations/errors-in-the-masoretes-original-hebrew-manuscripts-of-the-bible/

      E o porque é importante termos umas edições criticas da Bíblia aqui: https://members.bib-arch.org/biblical-archaeology-review/39/6/6

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  8. Existe heresias nessas músicas? Foram compostas por igrejas pentecostais / neopentecostais https://youtu.be/pxOeeGZACgc
    https://youtu.be/SsovC0ZE2i4
    https://youtu.be/Crp-Xv2zByA
    https://youtu.be/gtjv-3AUiuc

    E sobre esse movimento, ele é pagão? Cristão eu sei que não é pq nunca li algo assim na bíblia mas gostaria de saber se é pagão = https://youtu.be/BhU4npO0GdA

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    1. A primeira música é meio herética sim. A segunda tem dois versos heréticos (vou deixá-los em segredo para o leitor ter a difícil missão de identificá-los). A terceira já é herética só por ser um "corinho de fogo" (brincadeira, não quero atrair haters assembleianos), eu não identifiquei uma "heresia" propriamente na música mas também não reconheci qualquer propósito na mesma, e na quarta também não ouvi nenhuma heresia mas vale a crítica da música anterior. Sobre os "atos proféticos", não chega a ser uma "heresia", mas é baboseira. Apenas ignore. Ana Paula Valadão já foi melhor um dia.

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  9. Vc tem medo de ir para algum debate sobre algum tema polêmico da bíblia e ter que defender oq vc acredita oralmente?

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    1. Já fiz isso uma vez com o Tourinho e acho que me saí relativamente bem (pelo menos recebi alguns comentários de pessoas que repensaram a visão imortalista que tinham após assistirem o debate), embora nunca neguei que meu forte seja a escrita e não a oratória. Dizem que Calvino e Paulo eram assim também, então está ok.

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  10. Lucas, existem calvinistas pentecostais?

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    1. Eu não pensava que existissem até conhecer a igreja do bispo Walter McAlister e do Maurício Zágari (dois gigantes, por sinal), chamada Igreja Cristã Nova Vida, que é pentecostal calvinista. Depois ouvi falar em outras que também são pentecostais calvinistas. Mas foi bom saber disso, pra mim quanto mais "mistura" melhor, é muito ruim quando as pessoas começam a se apegar muito a uma corrente teológica, tradição ou denominação, e começam a pensar que se acreditam em 'x' então também são obrigados a crer necessariamente em 'y' (mesmo quando não há nenhuma implicação lógica nessa direção), apenas porque "a cartilha manda".

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  11. Lucas, graça e paz!

    Coincidentemente, estou em uma pesquisa Detalhada sobre a "diversidade" dentro do Cristianismo, seja ela de caráter doutrinário, cultural,etc...
    Sem que tais "divisões" incorra
    M em prejuízos à fé e a sã Doutrina.
    Diante disso, você poderia fazer um estudo mais detalhado demonstrando tais características a partir das
    primeiras Comunidades Cristãs? Fazendo um "raio x" de uma delas,





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    1. Olá Cláudio, agradeço a sugestão, quando eu puder vou tentar desenvolver algo mais elaborado a respeito. Abs!

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  12. Lucas parabéns pelo artigo ! Estou ansioso pela chegada do livro ( quando que chega mesmo ?) Ei Lucas você poderia me dizer pq nós escritos dos pais da igreja existe um certo tipo de anti-semitismo cristão? Pq para os pais Israel e igreja eram a mesma coisa e os judeus não tinham mais valor no plano de Deus ?

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    1. Infelizmente algo de antissemitismo nasceu desde cedo mesmo, com alguns Pais da Igreja, mas só foi acentuado mais tarde, durante a Idade Média. Mas nem todos eram "antissemitas" (Justino, por exemplo, demonstra uma louvável moderação para a sua época ao escrever seu Dialogo com o judeu Trifão). Explicar as razões pelas quais esse antissemitismo entrou não é tão fácil. Alguns dizem que os cristãos precisavam diferenciar-se em relação aos judeus e traçar uma linha divisória muito clara entre ambos, que com o passar do tempo acabou forçando uma interpretação antissemita, principalmente depois que o Cristianismo passou a ser a religião oficial do império e precisava se distinguir bem do Judaísmo que era visto como uma "heresia". Particularmente eu vejo uma relação muito forte com a questão escatológica; os primeiros Pais eram milenaristas e por isso tinham uma escatologia bem parecida com a dos judeus, interpretavam a Bíblia parecido com os dispensacionalistas de hoje, mas depois o milenarismo foi abandonado para dar lugar ao amilenismo, onde Israel é completamente descartado dos planos de Deus, abrindo espaço para o preconceito contra os judeus, vistos apenas como "aqueles que crucificaram Cristo", e que o próprio Deus os teria castigado e virado as costas para sempre.

      O que fica claro é que à medida em que o amilenismo foi ganhando força na Igreja, o antissemitismo foi aumentando gradualmente. Já não havia "esperança" para o judeu, exceto para o judeu convertido (que no caso era um cristão). Daí foi um passo para a perseguição aos judeus que durou toda a Idade Média e Moderna, conversões forçadas, pogroms, leis restritivas e discriminatórias, chacinas, massacres e etc.

      Sobre o meu livro, se eu continuar escrevendo no ritmo que estou escrevendo deve terminar no final de maio, mas é apenas um chute por cima, pode ser um pouco antes ou depois.

      Abs!

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  13. Lucas, voce conhece o pastor Alan Capriles? Ja ouviu essa pregação dele: https://www.youtube.com/watch?v=KzHk5FK6gtU ? Nesta serie de videos ele diz que há dois metodos de tradução, a equivalencias dinamica e a literal e, na opinião dele, a tradução é literal é muito melhor. Mas o que ele disse que mais me chamou atenção foi sobre os manuscritos que são usados na formação da biblia. Segundo ele, até o seculo 19 se fazia o texto biblico atraves de cerca de 5000 manuscritos datados de cerca do seculo nove, no entanto, surgiu neste periodo 5 manuscritos mais antigos e com muito mais diferenças em relação aos outros e partir disso muitos passaram a se basear neles para compor a biblia.
    A ideia dele é que não é por que eles são mais antigos é que são mais confiaveis e que as biblias baseadas nestes manuscritos não são muito confiaveis, o que voce acha? Se puder de uma olhada em pelo menos um dos videos.

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    1. Eu não assisti o vídeo inteiro ainda, mas a julgar por até onde assisti e pelo seu comentário, eu discordo completamente da ideia central dele. Vi ele meter o pau na NVI, que é minha tradução preferida em português, discordo que traduções literais sejam melhores que as de equivalência de sentido, e este artigo do Pipe Desertor destroi completamente os ataques à NVI (na verdade é uma obra-prima rara e valiosa da apologia à NVI, vale a pena conferir):

      http://www.dc.golgota.org/nvi/nvi.html

      Sobre o Texto Crítico, ele é realmente muito melhor que o Receptus, e é evidente que manuscritos mais antigos devem ter prioridade sobre os mais novos, pelo simples e evidente fato de que os mais antigos estão mais próximos dos originais, e assim tem mais chances de expressar a realidade com menos erros. Os manuscritos mais novos tem seu valor também, mas em um patamar inferior (é por isso que quando há divergências entre os manuscritos muitas versões bíblicas colocam entre colchetes, mostrando que o texto em questão pode estar nos originais mas é duvidoso, o que pra mim é uma atitude mais honesta).

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    2. Acrescentando agora que terminei de ver o primeiro vídeo inteiro: de fato, ele deu bons argumentos para levar mais a sério esses cinco mil manuscritos do que a maioria dos estudiosos de crítica textual costumam considerar. Foi realmente interessante. Ainda preciso assistir as outras partes de continuação, mas mantenho minha posição em relação à NVI e à preferência de uma tradução de equivalência de sentido por razões que fogem do que ele abordou no vídeo (e que o Pipe explica bem no artigo que passei). Mas eu não conhecia essa história por detrás do Sinaítico e do Vaticanus, e faz bastante sentido a explicação que ele deu.

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  14. Parabéns irmão Lucas Banzoli por mais esse maravilhoso artigo. Uma sugestão para o próximo: sobre a ladainha de nossa senhora no catolicismo. Vejo que há muitas heresias lá. Atributos que na bíblia são direcionados ao próprio Deus e que a tradição conferiu a 'nossa senhora'. Tem um vídeo de uma entrevista de um padre católica romano a um ancião da Congregação Cristã no Brasil. O ancião da um show no padre. Assistam! Saudações em Cristo! Por Cristo e por Seu Reino!!!Ir. Lindomar C. Teodoro.

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    1. Há muitos artigos sobre idolatria ou mariolatria já elaborados, não neste blog mas no antigo (o "Heresias Católicas"), segue alguns deles:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/05/nao-adoram-so-veneram.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/desmascarando-idolatria-catolica.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/05/expondo-mariolatria-catolica-nem.html

      http://apologiacrista.com/a-igreja-catolica-e-a-igreja-fundada-por-cristo

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/09/os-protestantes-odeiam-virgem-maria.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/03/maria-era-uma-mulher-qualquer.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/02/maria-pecou.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/05/a-igreja-primitiva-nao-cria-na.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/maria-cheia-de-graca-e-os-outros-como.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/maria-esmaga-cabeca-da-serpente.html

      http://apologiacrista.com/mariolatria

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/os-titulos-de-maria-luz-da-biblia.html

      Abs!

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  15. Muito bom, o único erro foi colocar neopentecostais como protestantes, eles não creem nos 5 Solas, na verdade nem sabem o que é isso, eles são seitas...

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    1. Respeito sua opinião, sobre isso eu já comentei aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/03/entenda-as-divisoes-do-cristianismo-e.html?showComment=1520542340819#c8527285822021082150

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  16. Conheces o pastor Natan Rufino? Dê uma olhada nessa pregação dele
    https://www.youtube.com/watch?v=Ka32ULqRncs
    Ele diz que numero da besta pode não ser o nº 666 e que tem escritos que dizem pode ser outro numero (616 por exemplo) o que achas? Fico confuso com essas questões pois isso traz insegurança na leitura bíblica.

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    1. Eu conheço essa tese e ela é muito fraca. Ela se baseia inteiramente em um erro de transcrição presente em um único manuscrito antigo, contra outros cinco mil que trazem o "666". Nenhum estudioso sério daria base a esse tipo de engodo. Temos que lembrar que naquela época os copistas copiavam os textos à mão, então erros assim poderiam ocorrer, é totalmente natural que exista um erro entre milhares de acertos, o que é sem noção é fazer com que esse único manuscrito com o 616 tenha mais peso que os milhares que trazem 666, na hora de definir qual é a tradução correta.

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  17. Esperando ansiosamente pelo artigo inédito da noite de São Bartolomeu

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  18. Cara, como você tem tanta paciência pra responder a milhares de comentários todos os dias? Não apenas paciência, mas principalmente conhecimento teológico, histórico e político. Acho que você é o único blogueiro que responde todos os comentários. Eu aprendo com suas respostas dos comentários tanto quanto com seus artigos e livros. Você tá de parabéns. Deus te abençoe cada vez mais.

    João Moura

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    1. Nos comentários eu geralmente respondo de forma bem mais resumida do que nos artigos, às vezes fica "deixando a desejar", confesso, mas pelo menos dá pra responder todo mundo. Abs!

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  19. Lucas você é neo-pentecostal? Você diz isso em um comentário nesse artigo:

    http://prgilsonmedeiros.blogspot.com.br/2009/07/cuidado-com-o-fogo-do-inferno.html

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    1. Ignore isso, eu me lembro desse comentário, foi feito em 2009 quando eu ainda tinha 16 anos e não sabia quase nada de teologia (pode ver que no final eu digo que não cria no que chamava de "sono da alma", porque ainda acreditava na sobrevivência da alma em um estado intermediário, onde achava que os ímpios seriam punidos), e sequer sabia o que era neo-pentecostalismo (pensava que neo-pentecostais fossem "igrejas pentecostais modernas"), só mais tarde fui entender essas coisas. Eu nunca fui neo, o mais perto que cheguei disso foi congregar em uma igreja neo em 2012, cheguei até a ser obreiro na época, mas depois saí e nunca mais voltei a congregar numa dessas igrejas (embora não tenha mágoas). Mas mesmo nessa época eu não era neo, congregava ali por causa de amigos da faculdade que também eram dali, mas estava consciente dos erros. Cheguei a congregar em uma igreja presbiteriana também por um breve período, e em uma menonita por mais tempo, mas sempre fui pentecostal teologicamente.

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  20. E pior é que eles acreditam

    https://youtu.be/lm3Rs0_3bXE

    Veja o que ele faz com Jesus para exaltar Maria

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    1. Sejamos sinceros: eles odeiam Jesus. Se os apologistas católicos pudessem passar um trator por cima de Jesus e da Bíblia pra ficarem só com Maria e a Igreja Romana, fariam isso sem hesitar.

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    2. "A pequenez de Deus", "Deus se faz impotente". Que loucura é essa? Onde esses idólatras vão parar com isso?

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    3. O problema na Icar está ficando sério

      https://youtu.be/V-PCuo7uE2g

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    4. Primeiro ele diz que os protestantes são irreverentes; depois ele diz PEQUENEZ DE DEUS.

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    5. "O problema na Icar está ficando sério"

      Se existe alguma coisa que possamos chamar de "fundo do poço", esse vídeo expressa bem.

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  21. Nesse vídeo, o Bispo católico diz que todas as igrejas citadas no gráfico comungam das mesmas crenças - bíblia como parte da tradição, eucaristia, sacramentos. A igreja protestante seria a que destoa de todas elas, na maioria das crenças

    https://www.youtube.com/watch?v=VEJHXpID8aA

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    1. Esse bispo aí consegue ser mais malandro e safado que o Paulo Ricardo, dizer que não há divergências de crenças da ICAR com os ortodoxos é pra acabar mesmo. Os ortodoxos não creem em dogmas tidos como FUNDAMENTAIS no catolicismo romano para ser considerado católico, entre os quais a imaculada conceição e o purgatório. Além disso não tem imagens de escultura, sua mariologia é bem mais tímida, batizam por imersão, não aceitam o papado e muito menos a infalibilidade papal, nunca creram em limbo, repudiam o celibato obrigatório, comungam nas duas espécies, tem um entendimento MUITO diferente no que se refere a juízo final, vida após a morte, inferno e etc, além de nunca ter apoiado Inquisição e outras atrocidades do Ocidente. Em suma, as divergências da Igreja Ortodoxa para com a Romana são infinitamente maiores do que as que dividem qualquer denominação protestante com outra denominação protestante, e negar isso é dar um atestado de burrice ou de desonestidade intelectual sem precedentes.

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    2. Tem diferenças entre a Igreja Católica, Ortodoxa e as outras igrejas do gráfico
      Só que não foi isso o que ele quis dizer e sim que tem mais semelhanças entre essas Igrejas com a Igreja católica, do que essas Igrejas com o protestantismo

      Todas elas aceitam que existe uma tradição oral, além da bíblia. A igreja protestante é que destoa dessa crença

      Todas elas aceitam a crença de que a ceia não é um simbolismo ou cerimonial. É o ponto forte do cristianismo, como eram os sacrifícios do A.T. Toda a religião no A.T era centrado no sacrifício de animais e no serviço do sacerdote. No protestantismo, até mesmo nas igrejas luteranas, a ceia é só um elemento, não o principal.

      É como se o protestantismo fosse uma religião à parte de todas essas outras, assim como protestantes enxergam Mórmons e TJ, como um ponto fora da curva.

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    3. "Só que não foi isso o que ele quis dizer e sim que tem mais semelhanças entre essas Igrejas com a Igreja católica, do que essas Igrejas com o protestantismo"

      Isso é muito questionável. Eu não diria que as Igrejas orientais são mais parecidas com a Igreja Romana do que com uma Igreja Anglicana ou Luterana, por exemplo. E os movimentos pré-reformistas então nem se fala.

      "Todas elas aceitam que existe uma tradição oral, além da bíblia. A igreja protestante é que destoa dessa crença"

      Pois é, tem uma "tradição oral" que destoa quase que por completo umas das outras, cada uma sustentando que "chegou aos seus ouvidos" um conteúdo apostólico que se difere substancialmente da outra igreja, embora cada uma delas sustente que sua própria tradição oral tenha sido guardada preservada "incorruptivelmente"...

      "Todas elas aceitam a crença de que a ceia não é um simbolismo ou cerimonial. É o ponto forte do cristianismo, como eram os sacrifícios do A.T. Toda a religião no A.T era centrado no sacrifício de animais e no serviço do sacerdote. No protestantismo, até mesmo nas igrejas luteranas, a ceia é só um elemento, não o principal."

      É bastante falsa a afirmação de que "toda a religião do AT era centrada no sacrifício de animais e no serviço do sacerdote". Desde aquela época Deus já dizia que preferia obediência, e não sacrifício. O salmista expressa bem o pensamento das igrejas evangélicas modernas quando escreve:

      "Não te deleitas em sacrifícios nem te agradas em holocaustos, se não eu os traria. Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás" (Salmos 51:16-17)

      Em relação à eucaristia, a transubstanciação é um dogma particular do catolicismo romano. Nem na Igreja Ortodoxa há esse dogma; eles creem na "presença real" mas nunca definiram no que ela consiste. Os reformados também creem na "presença real", embora de uma maneira espiritual, e os luteranos aderem à consubstanciação, que diz respeito a algo físico mas não da mesma forma que na transubstanciação católica romana.

      "É como se o protestantismo fosse uma religião à parte de todas essas outras, assim como protestantes enxergam Mórmons e TJ, como um ponto fora da curva"

      TODAS as doutrinas protestantes aceitas hoje podem ser comprovadas nos escritos dos Pais da Igreja, principalmente dos Pais mais antigos. Inclusive é interessante se observar que quanto mais próximo um Pai da Igreja é da época dos apóstolos, mais ele escreve como um "protestante" dos dias atuais, e menos como um "católico". Os escritos dos primeiros Pais são inclusive parecidos com o estilo dos escritos do NT. O catolicismo romano e outras vertentes que se desenvolveram posteriormente são apenas o reflexo da corrupção doutrinária e litúrgica que foi se desenvolvendo na Igreja ocidental e oriental (cada qual à sua maneira) com o decorrer dos séculos, o que é totalmente compreensível levando-se em consideração que já havia apostasia nas igrejas desde o século I.

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  22. Lucas você tem o BibleWorks no seu computador?

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    1. Uma vez eu cheguei a instalar, mas não entendi nada de como funciona e desinstalei. O Bible Hub e outros do tipo são de muito mais fácil manuseio, não acho o Bible Works totalmente necessário.

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    2. Como você conseguiu o BibleWorks? Foi comprado, ou se pode baixar grátis?

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    3. Tinha uma versão grátis e outra mais completa pra comprar, eu tinha baixado a grátis.

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    4. Você tem o link pra baixar a grátis? Teria como você me mandar? Por gentileza.

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    5. Infelizmente não tenho, essa vez que tinha baixado o BibleWorks faz bastante tempo já, agora eu até dei uma procurada mas não achei link nenhum pra download, no site deles só diz que dá pra comprar por 30 dias para teste e que eles reembolsam caso não queira continuar com o programa.

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    6. "Infelizmente não tenho...agora eu até dei uma procurada"

      Tudo bem. Tem problema não. Mesmo assim obrigado.

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  23. Você gosta de futebol de mesa e xadrez? E de video-game, você não gosta? Isso é uma sala de jogos?

    https://www.youtube.com/watch?v=ApIarKMmh38

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    1. Se por "futebol de mesa" você se refere a futebol de botão, a última vez que joguei deve ter sido há uns quinze anos, mas era legal. Se for sobre o que chamamos aqui de "pebolim", eu também não costumo jogar, só muito raramente mesmo. Xadrez eu ganhava quase todos os campeonatos da época da escola, era realmente bom, aprendi desde os 5 anos, mas como nunca mais joguei (exceto em raras oportunidades) hoje estou "enferrujado" e qualquer um me ganharia, eu acho.

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    2. "pebolim"

      Eu não conhecia por esse nome.

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  24. Lucas, na sua opinião, esse pluralismo existente no cristianismo deve ser visto como algo ruim ou não?

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    1. O ideal seria que todos chegassem às mesmas conclusões, mas NÃO mediante a imposição de um pretenso líder tirânico que forçasse essa ou aquela interpretação sobre todos os demais, e sim através da consciência individual de cada um. Isso nunca foi alcançado na história da Igreja e parece estar longe ainda, provavelmente só será uma realidade quando Jesus voltar e não houver nada mais que necessite ser "debatido", mas creio que a tendência é a Igreja se alinhar mais na medida em que o mundo for se desenvolvendo intelectualmente e as pessoas se desapegarem de velhas tradições e parar de dar ouvidos a estelionatários, "gurus" e embusteiros que tem por aí, e aprender a pensar mais por conta própria e chegar às suas próprias conclusões. Será um longo caminho.

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  25. Lucas, como adquiro seu livro sobre a inquisição?

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    1. Ele não está pronto, eu parei de escrevê-lo na metade, preciso retomá-lo após concluir meu livro sobre a Reforma e aí posto aqui.

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    2. Lucas, você considera os católicos como irmãos?

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    3. Eu os considero como irmãos pelo fato de compartilhar os pontos básicos com nós protestantes.

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Não acho que eles compartilhem de todos os "pontos básicos". Eles não compartilham nenhuma das "Cinco Solas", que são todas elas pontos básicos da fé cristã desde sempre, acreditam em Maria como co-redentora, medianeira e que tenha um "ofício de salvação", o que na prática é um golpe de morte na crença básica de que Jesus é nosso único e suficiente salvador. Não vou falar nada da questão da idolatria, purgatório, doutrinas pagãs, superstições, perseguições de outro tempo, documentos papais condenando a liberdade de culto, a liberdade de imprensa, a liberdade de consciência e mandando matar as pessoas e etc, porque isso já seria o suficiente para desqualificá-los como Igreja genuinamente cristã. O único jeito de considerar a ICAR uma "igreja irmã" é se formos reduzir as "doutrinas básicas" do Cristianismo a um punhado de coisas que na prática faria até o mormonismo e outras seitas serem tidas como "cristãs" genuinamente. Sou contra aqueles que exigem que para ser considerado cristão tem que concordar com tudo tin tin por tin tin do que é pregado em algum lugar, mas também sou contra reduzir tudo a meia dúzia de doutrinas a fim de que todo mundo seja considerado igualmente "cristão" mesmo quando descrê em fundamentos básicos.

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    6. Entendo o seu posicionamento.

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  26. Olá sr. Banzoli!
    Gostaria de pautar algumas coisas:
    Eu acho o templocentrismo um disbarate anti bíblico, não leva a nada senão a mais dissenção e intrigas (seu artigo é o exemplo mais palpável).
    Como um sacerdote pentecostal frisava bastante: Deus não é um Deus de confusão. Mas o que eu mais vejo nesse meio é confusão.
    E aí que está o cerne desta questão, que gira em torno de outro argumento: A bíblia é de difícil interpretação. Isso é um sofisma incrustado na cultura cristã institucionalizada, permitindo que cada um puxe a brasa pra sua sardinha. Eu achava isso até ler a bíblia sozinho e ter algumas epifanias (tem que cuidar pra não ficar biruta rs).
    Eu deconfio muito do protestantismo, por suas relações estreitas com a maçonaria, não dá pra servir a dois senhores (nesse caso, o Deus hebreu, e o GADU).
    Concordo acerca das divergências, ninguém é dono da verdade, e até mesmo Paulo quase largou no braço com Barnabé devido a isso. Mas acima disso, devemos sempre ficar com o que Jesus disse. E aí que mora outro problema grave do cristianismo institucionalizado, o proselitismo.
    Como tu dissestes, a ICAR obrigava a dar dízimos, mas outrora eu estava a assistir uma pregação do R.R. Soares, e ele afirmou também que o dízimo era obrigatório, e foi além ao dizer em uma sessão do site da "igreja" internacional, que ajudar os pobres era desviar recursos da "igreja" (é sério!). Que ensinamento é esse? Além de ir na contramão do que o próprio Jesus disse em Mateus 25, é uma coação deliberada e pretenciosa.
    Isso sem falar nas dissidências estadounidenses (mórmons, adventistas, e tj's) que moldam um messias caucasiano que mais parece um modelo de passarela. Mas o pior ainda é a doutrina mórmon, que dizem que eles são a religião verdadeira (Não sei o que Joseph Smith tomou, mas quero ;]).
    Outra coisa que eu acho absurdo é resumir uma doutrina infinita e sublime da Graça de Deus em um caricato político. Chegando a declarações estóicas como: Jesus é capitalista (ou comunista). Criam se sufrágios e malabarismos intelectuais para resumir Deus à um espectro político. Isso além de ridículo, é ANÁTEMA! Ora, capitalismo e socialismo são premissas político-econômicas, não têm haver com a palavra de Deus. Elas fincam suas premissas em argumentos seculares, portanto não devem ser usadas para "justificar" Deus.
    Jesus não era nenhum dos dois pelo simples fato de não existirem ainda. E mesmo se existissem, eu acredito que o Messias iria repetir o que Deus disse para Moisés: Não se desvie nem para esquerda, nem para direita. E pelos exemplos cristãos que vejo hoje em dia, se Ele adentrasse em um reduto de direita cristã, seria chamado de comunista, ou coisa pior. E se entrasse numa igreja evangélica, as pessoas iriam querer "evangeliza-lo".
    Em meio a isso tudo, eu fico com Estevão, ao replicar as palavras do profeta Natã: "Ora, o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas..."
    Só mais um adendo: apesar do meu nick, nem sabia do tal movimento chamado luciferianismo, até ler uns comentários em artigos anteriores. Apenas me baseio em Apocalipse 22:16, que o próprio Messias reivindica tal título para Sí. Já que lúcifer não é um nome próprio.
    Parabéns pelos blogues!

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