14 de fevereiro de 2018

84 Lutero foi um genocida que matou milhares de camponeses na Inquisição protestante?


Considerações prévias: O artigo é um extrato do meu livro sobre a Reforma (em construção) e uma continuação ao artigo anterior, cuja leitura é importante caso o leitor queira ter uma compreensão mais completa sobre a Revolta dos Camponeses de 1524-25. No artigo anterior analisei se o protestantismo era o culpado pelo surgimento da revolta – provamos que não – e aqui analisarei se Lutero ou os protestantes foram os responsáveis por um “genocídio” que é por vezes chamado de “Inquisição protestante” pelas mentes mais perversas e doentias da apologética católica moderna. O artigo é longo, mas só assim para destruir adequadamente tantas calúnias, difamações, distorções grotescas e embustes criados intencionalmente para enganar as mentes mais incautas. Boa leitura!

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Os camponeses de Müntzer

Na primeira parte deste capítulo, avaliamos se o protestantismo é o culpado pelo surgimento da revolta. Constatamos que revoltas como essa já existiam em todos os lugares da Europa desde muitos séculos antes de Lutero, e que tem suas raízes em reivindicações de ordem social que eram agravadas pelas imposições do Estado e da Igreja, prejudicando a vida dos camponeses e provocando rebeliões periódicas. Nesta segunda parte, analisaremos se o protestantismo é o culpado pela repressão da volta (ou seja, pelo suposto “genocídio” do qual os apologistas católicos costumam acusar Lutero).

A versão miúda, superficial e distorcida trazida pela apologética católica moderna é como se os camponeses em questão fossem indivíduos dóceis e pacíficos, e que o Lutero malvadão mandou matar a sangue frio apenas para saciar sua sede de sangue, ordenando então um genocídio de centenas de milhares de camponeses. Pode parecer hilário, mas é exatamente essa a ideia que é disseminada de variadas maneiras pela militância católica (especialmente a brasileira, que às vezes consegue ultrapassar as fronteiras do ridículo).

A verdade é que aqueles camponeses podiam ser bem-intencionados na sua causa justa por melhores condições de trabalho, mas eram tudo, menos pacíficos. Sua indignação podia ser justificável, mas não os seus métodos. O modus operandi pelo qual queriam fazer valer suas reivindicações uma vez que não eram atendidas era apelando à violência, à bandidagem e ao vandalismo, exatamente igual a revolta de Londres que acabamos de conferir, e que causou uma enorme destruição além de roubos, assassinatos, estupros e selvageria de toda espécie. Se Lutero ficasse a favor disso, ele seria acusado de “revolucionário”, de compactuar com a bandidagem e com assassinos, mas como ele ficou contra isso, agora ele é acusado de ser um “genocida” por querer que os príncipes defendessem seu território contra esse tipo de violência bestial. Ou seja: de um modo ou de outro, os papistas vão sempre arrumar um jeito de condenar Lutero pelas piores atrocidades.

Outro erro constantemente afirmado pela apologética católica com a finalidade de difamar a Reforma é dizer que aqueles camponeses eram protestantes, ou seguidores de Lutero. Na realidade, o líder deles não era Lutero, mas um radical chamado Thomas Müntzer. Müntzer tinha uma doutrina bastante peculiar, mas que não tinha nada a ver com a Confissão de Fé protestante. Na verdade, a doutrina de Müntzer vinha exatamente no sentido oposto ao do protestantismo. Enquanto o lema dos protestantes era Sola Scriptura (isto é, a Bíblia como a autoridade final), Müntzer repudiava a Sola Scriptura mais do que um papista e acreditava na Sola Experientia (ou seja, que as experiências particulares devem definir tudo o que se deve crer e fazer)[1].

Para Müntzer, “a palavra viva de Deus deve ser ouvida da própria boca de Deus, e não de livros, nem mesmo da Bíblia”[2]. Assim, enquanto o movimento protestante consistia em resgatar à Bíblia o seu valor original, o de Müntzer era pautado em um desprezo pela Escritura. Para Müntzer, “a fé escriturística é uma fé morta que adora um Deus mudo”[3]. A Bíblia, que para os evangélicos era tida no máximo apreço e lhes pautava a doutrina e a conduta de vida, para Müntzer não passava de “letra morta”, sem apreço ou consideração. A única coisa que importava era as experiências pessoais, outro aspecto em que ele se diferenciava muito de Lutero, que dizia: “Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir”[4].

Müntzer se opunha a todos os pilares da Reforma. Em seu Protesto ou defesa de Thomas Müntzer e em sua Exposição do Salmo Dezenove, “deixou claro que a teologia de Wittenberg da justificação somente pela fé era uma ‘doutrina inventada’”[5]. Seu movimento era tão oposto ao de Lutero quanto o céu é da terra, e não tardou para que essas divergências se manifestassem em confrontos diretos. Em seu escrito intitulado Uma assaz provocada vindicação e refutação da carne não-espiritual e de vida mansa em Wittenberg, cujo roubo e distorção da Escritura deploravelmente maculou nossa desgraçada Igreja cristã (1524), Müntzer descreveu Lutero como “corvo papa-carniça, padre pé-de-felino, Dr. Mentiroso, papa de Wittenberg, virgem casta da Babilônia, arquidiabo e raposa raivosa”[6]. Mas Lutero não ficava por menos: descrevia Müntzer como um “desordeiro sedento de sangue e possuído pelo diabo, que estava firmemente decidido a destruir tanto a Igreja como o Estado”[7], e o apelidava de “o diabo de Allstedt”[8].

Os seguidores de Müntzer seguiam o seu espírito, desprezando as Escrituras Sagradas, rejeitando o batismo e qualquer forma exterior de culto para atingir a suposta “comunhão mística” com Deus[9]. Esses homens chegaram a Wittenberg alegando receber visões, sonhos e revelações diretas de Deus, nos quais era incitada a revolução e o extermínio dos “ímpios” (entendendo-se por isso todos os príncipes e nobres, e quem a eles se alinha)[10]. Lutero logo percebeu o perigo que esses pretensos espiritualistas representavam, e escreveu a Melâncton:

Pergunta-lhes se sofreram essa angústia espiritual, essa morte, esse tormento que acompanha a regeneração verdadeira. E, caso tenham falado somente de êxtase, de devoção e de piedade, não creias neles, nem que aleguem terem sido arrebatados ao terceiro céu. Assim como Cristo passou pela morte para chegar à glória, também o crente tem de passar pela angústia do pecado antes de encontrar a paz.[11]

Místicos espiritualistas existiam desde muito antes da Reforma, e Müntzer poderia ser apenas mais um deles se não fosse por uma diferença importante: ele era um radical extremista que pregava a revolução pela violência. Ele “reclamava a repartição dos bens, pregava a cruzada contra o papismo, a destruição dos altares e a morte dos católicos”[12]. Este era o seu discurso:

Por conseguinte, não deixeis que os malfeitores, que nos afastam de Deus, continuem a viver, Deuteronômio 13, pois um homem ímpio não tem o direito de viver se for um empecilho para os piedosos. (...) Suspeito, porém, que nossos eruditos irão me reprovar neste ponto referindo-se à clemência de Cristo, que eles introduzem a fim de ocultar sua hipocrisia. (...) Mas nossos eruditos vêm e – à sua maneira ímpia e fraudulenta – interpretam Daniel como se ele dissesse que o anticristo deveria ser destruído sem mãos humanas. (...) Contudo, para assegurar que isso ocorra de uma maneira razoável e ordenada, nossos venerados pais, os príncipes, que conosco confessam Cristo, deveriam executar essa missão. Mas se eles não a executarem, a espada lhes será tomada. (...) Pois os ímpios não têm o direito de viver, exceto pela condescendência dos eleitos.[13]

Como se nota, o discurso de Müntzer era alinhado ao dos católicos, mas na direção oposta. Os papistas acreditavam que os “hereges” não tinham o direito de viver e por isso tinham que ser queimados até a morte, e Müntzer pensava que os “ímpios” não tinham o direito de viver e por isso tinham que ser executados. Lutero tinha horror a esse tipo de discurso, e não à toa uma de suas proposições condenadas na bula Exsurge Domine do papa Leão X era a de que “é contra o desejo do Espírito Santo que heréticos sejam queimados”[14]. Por isso, a razão essencial pela qual Lutero condenava Müntzer era porque o movimento de Müntzer utilizava a violência, e o de Lutero não[15].

Não obstante, os discursos de Müntzer inflamavam as multidões. Em seu apelo de 26 de abril de 1525, ele transmitiu notícias do progresso da revolta aos seus discípulos, exortando-lhes à ação:

Em Fulda quatro abadias foram devastadas durante a semana da Páscoa; os camponeses do Klettgau e do Hegau na Floresta Negra se levantaram com uma força de 3 mil, e o tamanho do exército camponês está crescendo a cada minuto (...) Andai, andai, andai! Não tenhais piedade (...) Não deis atenção ao grito dos ímpios (...) Alertai as aldeias e cidades, e sobretudo os mineiros e outros bons companheiros que nos serão úteis. Não podemos mais cochichar (...) Andai, andai, enquanto o fogo está quente! Não deixeis vossa espada esfriar, não a deixeis na cintura, sem firmeza! Martelai Tum-tum-tum nas bigornas de Ninrode [os príncipes], derrubai sua torre ao chão! Enquanto eles viverem ser-vos-á impossível livrar-vos do temor dos homens. Não é possível dizer-vos nada acerca de Deus enquanto eles governarem sobre vós. Andai, andai, enquanto é dia! Deus vai adiante de vós; segui, segui![16]

Müntzer pregava um “comunismo elementar de subsistência”[17], nas palavras de Veit Valentin; um “reino de Deus comunista”[18], nas palavras de Jacques Herman, e “um misticismo popular com um fundo um tanto comunista”[19], nas palavras de Jacques Pirenne. Como em qualquer revolução comunista, o meio escolhido era a revolta armada, a qualquer preço possível. Como consequência, “bastilhas e mosteiros foram demolidos, os bens monásticos divididos, o nobre dali por diante teria de viver como o camponês, e a proteção do núcleo de seu patrimônio ficava a cargo de um ‘conselho rural’”[20]. Os camponeses enfurecidos praticaram “uma sucessão de massacres, pilhagens e incêndios”[21]. Müntzer “instava os camponeses e os despertava para matar os seus opressores”[22].

Os rebelados se davam aos “maiores excessos”[23], de modo que nem as bibliotecas e nem os tesouros de arte foram poupados, quanto menos os clérigos[24]. Mousnier escreve que “centenas de conventos, igrejas e castelos foram arrasados ou devastados, os vitrais e as estátuas foram destruídos e algumas bibliotecas queimadas”[25]. Müntzer e seus seguidores massacraram os habitantes de Weinsberg[26], e logo se estenderam à Áustria, Alsácia e Francônia, disseminando o mesmo terror. Na região da Turíngia, os rebeldes entraram triunfantes em Erfurt, “queimando, matando e saqueando”, com Müntzer à frente deles, conclamando as multidões à guerra santa e incitando-as ao roubo e à matança[27]. Muitos castelos foram reduzidos às cinzas, e os príncipes não tinham exército capaz de resistir-lhes[28]. Saussure resume a situação caótica à qual o país foi submetido dizendo que “nunca tamanho perigo ameaçara a Alemanha”[29].

Eram esses os “camponeses indefesos e pacíficos” que o “Lutero malvadão” mandou matar, no episódio que muitos apologistas católicos bizarramente chamam de “Inquisição protestante”(!), que só existe em blogs sórdidos e tendenciosos, sendo completamente ausente nos livros de história. Se Lutero tivesse ficado a favor desses revolucionários assassinos, estaria sendo acusado hoje de ser um revolucionário assassino também. E se tivesse ficado calado, estaria sendo acusado de ter se omitido e compactuado com os crimes. Mas como acabou ficando do lado dos príncipes – depois de ver com os próprios olhos toda a crueldade e atrocidades cometidas pelos revolucionários – é hoje acusado de ser o responsável por um “genocídio de camponeses”.

A conclusão que podemos tirar disso é bastante simples: para quem já nasceu desonesto e mal-intencionado, haverá sempre algo para se culpar. Primeiro se compra a ideia de que é necessário defender de qualquer jeito e por qualquer meio a “Santa Igreja”, e então se apela a meios vergonhosos e inescrupulosos para difamar e caluniar qualquer um que a ela se oponha, não havendo limites para a imaginação, a criatividade e, principalmente, a desonestidade. O resultado é exatamente esse.


Como Lutero reagiu

O próprio fato dos camponeses terem se rebelado de forma violenta já justificaria por si só uma repressão igualmente violenta, pois nem os exércitos armados de estados alemães estavam dando conta de deter os revoltosos. Não há exército que seja contido com palavras ou flores; a partir do momento em que espalham o caos e cometem os mais terríveis atos criminosos, apenas uma reação armada é capaz de detê-los. Lutero sabia muito bem disso e por isso escreveu seu panfleto intitulado Contra as Hordas Salteadoras e Assassinas dos Camponeses, onde mostrava todo o seu horror aos morticínios cometidos pelos rebeldes, e opinava que deviam ser contidos, se necessário, até a morte.

Mas Lutero não se posicionou contra os revoltosos logo de cara, nem “mandou matá-los” por ódio ou preconceito, como supõem alguns papistas mais desonestos. O que eles não dizem é que o Contra as Hordas Salteadoras e Assassinas dos Camponeses era um apêndice colocado no final de um livro chamado Exortação à Paz: Resposta aos Doze artigos do Campesinato da Suábia, de 1525. Sim, Lutero a princípio não queria nenhuma guerra, nem violência e nem mortes, mas a paz entre ambas as partes. Ele teve conhecimento das reivindicações dos camponeses (que listamos há pouco), e se posicionou a favor delas. Reconheceu que eram reivindicações justas e exortou os príncipes a cederem.

Essa é a parte que pouca gente se lembra, e que alguns sequer conhecem: os primeiros escritos de Lutero sobre a polêmica não foi se colocando ao lado dos príncipes, mas os repreendendo. Ele “instou com os camponeses que fossem pacientes e pediu aos senhores feudais para reduzirem os encargos sobre os camponeses”[30]. Assim escreve Lutero:

Há tanta equidade em alguns dos doze artigos dos camponeses, que constituem uma desonra para vós diante de Deus e do mundo; cobrem os príncipes de vergonha, como diz o Salmo 108. Tinha outras coisas ainda mais graves a dizer-vos, com respeito ao governo da Alemanha, e já me referi a vós no meu livro dedicado à nobreza alemã. Não vos importastes, porém, com as minhas palavras, e agora chovem sobre vós todas estas reclamações. Não deveis desatender o seu pedido de autorização para escolherem pastores que lhes preguem o evangelho; e compete somente ao governo o obstar a que sejam pregadas a insurreição e a rebelião; mas deve haver perfeita liberdade para pregar tanto o verdadeiro como o falso evangelho. Os restantes artigos, que tratam do estado social do camponês, são igualmente justos. Os governos não se estabelecem para seu próprio interesse, nem para tornarem o povo subserviente aos caprichos e às más paixões, mas para zelarem o interesse do povo. As vossas exações são intoleráveis; arrancas ao camponês o fruto do seu trabalho para poderdes sustentar o vosso luxo e os vossos prazeres. E é tudo quanto vos tinha a dizer.[31]

Como se nota com perfeita clareza, antes do movimento camponês tomar a forma violenta que se tornou após Müntzer assumir o controle, Lutero defendia os camponeses contra os príncipes, repreendendo-os com firmeza e dureza e os exortando a atender as petições dos camponeses. Ele inclusive faz alusão à sua Carta à nobreza alemã[32], de 1520, onde já defendia essas mesmas reivindicações, e dizendo, com razão, que se os príncipes o tivessem ouvido cinco anos antes talvez nada disso estaria acontecendo.

O livro também mostra com toda a clareza que Lutero estava muito longe de ter sobre os príncipes todo o domínio que os papistas imaginam quando o acusam de ter ordenado um “genocídio”, como se Lutero fosse uma espécie de general ou chefe militar, e os príncipes apenas seguissem seus comandos cegamente. Tivesse Lutero todo esse poder e a revolta jamais teria sequer acontecido, para começo de conversa, pois tais reivindicações teriam sido acatadas. Além disso, Lutero deixa claro que «não vos importastes, porém, com as minhas palavras, e agora chovem sobre vós todas estas reclamações». Ou seja, os príncipes (em sua grande maioria, católicos), estavam pouco se importando com os conselhos ou exortações de Lutero em um campo que a princípio não lhe dizia respeito – a política. Por isso não ouviram Lutero quando ele exortou à paz, e tampouco precisaram de seu encorajamento para reprimir a rebelião.

Carter Lindberg resumiu o escrito de Lutero aos príncipes nas seguintes palavras:

Em primeiro lugar, conclamou os governantes eclesiásticos e seculares a corrigir-se antes que surgisse uma rebelião que destruiria toda a Alemanha. Censurou de forma devastadora as autoridades leigas e eclesiásticas, cujos corações de pedra criaram as condições para a rebelião. O fato de oprimirem os fracos visando seu próprio interesse já não é suportável.[33]

Aos príncipes, Lutero escreveu:

Vocês estão com a espada no pescoço, apesar de acharem que estão firmes na sela e que conseguirão derrubá-los. Ainda verão que esse sentimento de segurança e obstinado atrevimento vai lhes quebrar o pescoço. (...) Pois então, como vocês são a causa dessa ira de Deus, ela certamente lhes sobrevirá, a não ser que se emendem em tempo.[34]

Como um conciliador, dizia:

Como vedes, estais procedendo mal, tanto de um lado como do outro, e estais atraindo o castigo divino sobre vós e sobre a Alemanha, vossa pátria comum. O meu conselho é que se escolham árbitros, sendo alguns nomeados pela nobreza e outros pelas cidades. É preciso que ambos os adversários transijam em alguma coisa: o negócio tem de ser equitativamente liquidado por um tribunal.[35]

Além disso, “Lutero instava os príncipes da Saxônia a evitar o uso da espada”[36], numa época em que os camponeses ainda não haviam começado toda a violência e os massacres. Essa parte também é completamente ignorada pelos críticos, que só se lembram das palavras de guerra de Lutero expressas em um momento posterior aos camponeses tomarem armas e iniciarem uma revolução sangrenta, tentando falsamente passar a impressão de que o reformador alemão era um tipo de tirano genocida que odiava camponeses e que os mandava matar por prazer e esporte...

Na verdade, ninguém se esforçou tanto pela reconciliação pacífica entre as duas partes do que Lutero. Ele escrevia aos príncipes, exortando-os a atenderem as reivindicações camponesas, e também aos camponeses, exortando-os a não fazerem justiça pelas próprias mãos, a não se deixarem inflamar pelos falsos profetas que incitavam à violência, e a deixar toda a justiça nas mãos de Deus:

Agora, com respeito a vós, meus queridos amigos camponeses. Quereis que vos seja garantida a livre pregação do evangelho. Deus há de defender a vossa causa, se procederem sempre com justiça e retidão. Se o fizerdes, haveis de triunfar por fim. Aqueles de entre vós que sucumbirem na luta serão salvos. Se, porém, o vosso modo de proceder for outro, não podereis salvar nem a alma nem o corpo, mesmo se forem bem-sucedidos e derroteis os príncipes e os senhores. Não acrediteis nos falsos profetas que se tem introduzido no meio de vós, ainda mesmo que eles invoquem o santo nome do evangelho. Pode ser que eles me chamem de hipócrita, mas isso pouco me importa. O que eu quero é salvar os que entre vós forem fieis e honrados. Temo a Deus e a ninguém mais. Temei-o vós também, e não useis o Seu nome em vão, para que Ele não vos castigue. Não diz a Palavra de Deus: “Aquele que lançar mão da espada, pela espada perecerá” (Mt 26:32), e “todos se submetam aos poderes superiores” (Rm 13:1)? Não deveis fazer justiça por vossas próprias mãos; seria isso obedecer a um outro ditame da lei natural.[37]

Lindberg acrescenta:

A seguir, Lutero tratou de censurar os “profetas assassinos”, isto é, aqueles que, como Müntzer, estavam a pregar a revolução religiosa. Lutero sustenta que os artigos que exigem o direito de ouvir o evangelho não podem ser rejeitados e que aqueles artigos que protestam contra a injustiça econômica estão corretos, pois os governantes devem preocupar-se com o bem-estar, e não com a exploração de seus súditos. Assim, ele exorta os governantes a “tentarem a bondade” e a negociarem. Os camponeses, por outro lado, são advertidos em relação aos muitos falsos profetas existentes no território. Com certeza muitas de suas exigências são justas; mas isso não justifica o uso da espada. Desde as desordens de Wittenberg, Lutero se opusera de maneira consistente à defesa ou à promulgação do evangelho por meio da força, uma vez que isso transforma o evangelho em uma nova lei, tomando compulsório aquilo que é livre. Além disso, ele também negou de maneira consistente o direito à revolta, que, em sua opinião, sempre tornaria as coisas ainda piores, trazendo sofrimento aos inocentes. Lutero apegava-se com firmeza ao princípio jurídico de que ninguém pode julgar sua própria demanda e que, portanto, o ato de fazer justiça com as próprias mãos levaria ao colapso de toda a ordem legal estabelecida (...) Por fim, aconselhou ambos os lados a resolver sua disputa de forma pacífica, através de negociações, sob pena de, em não o fazendo, se destruírem mutuamente.[38]

Não obstante, Lutero conhecia a personalidade impetuosa de Müntzer, a quem “não via nenhum fruto do espírito, mas apenas violência”[39], e sabia que, quanto mais crescia sua influência entre os camponeses, maiores eram as chances de dar ao movimento um caráter violento, ao qual o reformador se esforçava de todas as formas em evitar. Tendo isso em mente, ele escreveu em 1524 uma Carta aos príncipes da Saxônia sobre o espírito revoltoso, onde lhes pedia que interviessem em caso de violência. Apelando a Romanos 13:4 (“os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal”), “Lutero lembra aos príncipes que é seu dever manter a ordem, impedir a rebelião e preservar a paz. Esta é a responsabilidade civil das autoridades seculares; eles não devem impor uma doutrina”[40]. Assim escreve:

No que diz respeito à doutrina deles [dos camponeses], o tempo certamente o há de mostrar. O que importa agora, Clementíssimo Senhor, é que V. A. P. não se oponha ao ministério da Palavra. Deve-se deixá-los pregar confiantemente e à vontade, tudo quanto podem e contra quem quiserem. (...) Entretanto, se quiserem fazer algo mais que esgrimar com a Palavra, se quiserem usar a violência, bater e quebrar, aí V. A. P. deve intervir.[41]

E aos camponeses, escreveu:

Cristo, no Getsêmani, repreendeu Pedro por se ter servido da espada, ainda que em defesa do seu Mestre; e quando já estava pregado na cruz orou pelos seus perseguidores. E o Seu Reino não tem triunfado? Por que é que o papa e o imperador me não tem feito calar? Por que é que o evangelho progride à proporção que eles se esforçam para lhe porem obstáculos e para o destruir? Porque eu nunca recorri à força, pregando, antes, a obediência, até mesmo àqueles que me perseguem, fazendo depender exclusivamente de Deus a minha defesa. Façam o que for, cubram o vosso movimento com o manto do evangelho e o nome de Cristo. Será uma guerra de pagãos a que, porventura, vier a ter lugar, porque os cristãos fazem uso de outras armas; o seu General sofreu a cruz, e o triunfo deles é a humildade. Suplico-vos, queridos amigos, que vos detenhais, e que considereis antes de darem outro passo.[42]

Enquanto os camponeses se mantivessem pacíficos, “Lutero ainda acreditava que esta era uma batalha da Palavra, e não da força dos príncipes, e estava convencido de que o anticristo deve ser destruído sem o uso das mãos”[43]. Escrevia que “a Palavra de Deus não autoriza a violência contra as autoridades, e a injustiça não desculpa a revolta”[44], e suplicava que “as contendas entre senhores e camponeses fossem julgadas amistosamente”[45]. Para Lutero, “a autoridade provém de Deus e merece completa obediência, enquanto não violar os mandamentos de Deus. Neste mundo deve haver uma hierarquia e uma disciplina, por causa das fraquezas da carne”[46]. A seus olhos, “toda revolução era uma rebelião contra Deus”[47].

Tamanha era a disposição do reformador em garantir que os camponeses se manteriam pacíficos a fim de evitar uma guerra civil no império que ele foi pessoalmente até Weimar e Orlamunde, a fim de acautelar o povo contra as teorias de Müntzer[48]. Devido à crescente onda de violência que se dizia, Lutero fez uma excursão pelo vale do Saale, e o que viu ali mudaria completamente a tônica do seu discurso dali em diante. O que ele temia acontecia: tumultos e fervores fanáticos degeneravam numa “lamentável e estúpida fúria iconoclasta”[49], muitos castelos e mosteiros eram destruídos, “Erfurt e outras cidades haviam se rendido e relatos de atrocidades passaram a ser transmitidos a Lutero”[50]. Valentin diz que “Lutero tinha horror a esse proselitismo, nada lhe repugnava mais do que a multidão enfurecida e sequiosa de destruição”[51].

Em sua viagem, Lutero foi recebido com hostilidade e ódio pelos camponeses enfurecidos, sendo “consistentemente importunado e interrompido”[52]. Foi “saudado várias vezes com insultos, e vez por outra com pedras”[53]. Para chegar ao púlpito e pregar seu sermão contrário à destruição de imagens, “teve de passar por cima de um crucifixo despedaçado”[54]. Suas tentativas de conciliação, suas palavras de moderação e suas buscas pela paz falharam miseravelmente. Enquanto isso, relatos de massacres cometidos pelos camponeses inflamados e rebeldes chegavam por todas as partes. Foi nesse contexto que desistiu do teor amistoso e disparou seu panfleto Contra as Hordas Salteadoras e Assassinas dos Camponeses.

Valentin escreve:

A Lutero desagradava profundamente todas essas coisas. Seu reino não era deste mundo; realmente importante para ele só podia ser a eternidade; se o temporal queria impor-se assim não o toleraria. E dirigiu-se como conciliador a ambas as partes; atirou-se, impávido como sempre, ao encontro do aniquilamento, tentando conciliar. Quando viu que seus esforços eram infrutíferos, que Müntzer crescia, pôs-se ao lado das autoridades e descarregou como uma bomba o seu escrito: “Contra os bandos de camponeses assassinos e ladrões”[55]

Lutero, que pouco antes havia escrito o Exortação à Paz, acrescentou o Contra as Hordas como um apêndice no final, dizendo: “No meu escrito anterior, não quis condenar os camponeses. Estou sabendo, porém, que roubam, matam e saqueiam como cães raivosos. Verdadeiramente, o anticristo está reinando em Mulhouse”[56]. Lutero “horrorizou-se com a grande rebelião chamada Revolta dos Camponeses, e aconselhou os príncipes, seus patronos, a reprimi-la ferozmente. Era contra a destruição, mesmo a destruição de imagens”[57]. Pediu aos príncipes que “brandissem suas espadas, a fim de libertar, salvar e apiedar-se dos pobres forçados a se juntar aos camponeses”[58], sustentando que “não quero lutar pelo evangelho por violência e assassinato”[59].

Finalmente, vem a parte tão citada pelos papistas:

Rebelião não é um simples assassinato, mas, qual incêndio, põe em chamas e devasta um país. A rebelião tem por consequência um território coberto de homicídio e derramamento de sangue, faz viúvas e órfãos e destrói tudo, como a maior das desgraças. Nesse caso, portanto, quem puder deve esmagar, matar e sangrar, sigilosa ou publicamente, e estar lembrado de que não pode haver coisa mais venenosa, prejudicial e diabólica do que uma pessoa rebelada; é como se tivesses que matar um cachorro raivoso; se não o eliminares, ele elimina a ti e um território inteiro contigo.[60]

É evidente que nos sites de apologética católica a única parte que consta, tirada do contexto, é a que fala sobre “esmagar, matar e sangrar” os camponeses. Mas como é bastante claro, Lutero não estava dizendo isso acerca de todos os camponeses, mas especificamente sobre os camponeses revoltosos, as “hordas de assassinos e saqueadores”. O título original era “Contra as hordas salteadoras e assassinas dos outros camponeses”, como um apêndice ao Exortação à paz. Enquanto este se referia aos “bons” camponeses, o apêndice dizia respeito aos “outros” camponeses. Mas uma certa confusão foi criada quando os impressores decidiram dividir a obra em duas e tirar a palavra “outros” do título do apêndice original, dando a impressão de que Lutero estava se voltando contra o camponês comum, quando não estava.

Lindberg acrescenta que “mesmo em sua segunda obra ele havia instado os governantes a tentarem, em primeiro lugar, uma reconciliação; somente se esta medida fracassasse eles deveriam fazer uso da força para sufocar a rebelião. Essas circunstâncias não eram conhecidas na época, e em geral foram ignoradas desde então nos juízos históricos de que Lutero estava mais preocupado com seu programa de reformas do que com as vidas dos oprimidos”[61]. Para desfazer qualquer confusão, Lutero escreveu uma nova Carta aberta a respeito do rigoroso livrinho contra os camponeses, reiterando sua posição de que “se deveria demonstrar misericórdia para com aqueles que se renderam ou foram coagidos a rebelar-se”[62], e rebateu seus críticos já tão mal-intencionados quanto os de hoje, dizendo:

Todas as minhas palavras se dirigem contra camponeses teimosos, inflexíveis, obstinados e obcecados... e tu dizes que eu ensino a matar impiedosamente os pobres camponeses presos (...) Raciocine: se eu tivesse mulher, filhos, casa, empregados e bens, e viesse um assaltante ou assassino, e me matasse, em minha casa, estuprasse mulher e filha, e levasse o que possuo, e ele ficasse impune para poder fazê-lo mais uma vez se quisesse (...) Que curiosa misericórdia seria essa que se aplicasse ao assaltante e assassino, e me abandonasse como roubado, desonrado e assassinado por ele?[63]

É importante ressaltar ainda que, mesmo se Lutero fosse um monstro cruel e malvado que nutrisse um ódio mortal ao camponês comum e ordenasse um genocídio contra indivíduos pacíficos e benevolentes, ainda assim ele nem de longe seria o responsável pela repressão em si, já que quando o panfleto foi publicado já acontecia a carnificina de Frankenhausen, em que os rebeldes foram massacrados[64]. Dito em termos simples, nenhum príncipe católico ou protestante precisou do conselho de Lutero para defender seu próprio território, seus bens, sua família e seu povo. Eles o fariam com ou sem a aprovação de Lutero.

Como Valentin assevera, “os príncipes, os nobres, a Liga Suábia não precisavam das advertências luteranas para se defenderem”[65]. Latourette acrescenta que “os nobres já esmagavam a revolta e estavam matando milhares. Eles não precisaram de nenhuma exortação de Lutero”[66]. Além disso, é preciso salientar, mais uma vez, que a Alemanha de 1525 não era um “país protestante”, como amadores da apologética pensam. Em vez disso era um império dividido em mais de 300 estados nos quais apenas alguns poucos eram governados por príncipes protestantes nesta fase inicial da Reforma, e a maioria – incluindo aí o próprio imperador, Carlos V – seguia o catolicismo. Rops afirma que antes de 1583 havia apenas quatro príncipes protestantes no colégio eleitoral[67] – e a revolta que estamos tratando é de muito antes (1524-25), quando o movimento protestante ainda era jovem e com pouca força.

Em reforço a este fato, Zwetsch afirma que a repressão da revolta foi levada a cabo “tanto por príncipes luteranos como por católicos”[68], Martinez assevera que “os católicos e luteranos se uniram contra eles”[69], e Saussure alega que “os príncipes saxões, o landgrave de Hesse, o duque de Brunswick e o conde de Mansfeld reuniram forças e baniram os oito mil homens aliciados por Müntzer, o qual foi preso e executado”[70]. Portanto, se as matanças de camponeses revoltosos foi um “genocídio” (argumento usado por aqueles que caluniam Lutero), este genocídio foi levado a cabo pelos próprios príncipes católicos a despeito de qualquer escrito luterano, colocando na conta deles o mesmo sangue que supostamente estaria na conta dos protestantes em particular.

Ninguém sabe ao certo quantos revolucionários camponeses foram mortos por ocasião desta batalha e de outras que se sucederam. Há muitos que falam em cem mil, incluindo Michael Collins e Matthew Price[71], o que só mostra o quão perigoso e preocupante era um “exército” tão numeroso de revoltosos. Por muito menos Londres foi tomada e arruinada no século XIV, e um número tão grande de combatentes era bastante incomum para a época, exceto em situações excepcionais como na Primeira Cruzada ou na Guerra dos Cem Anos. Outros dão números mais tímidos, mas ainda assim acima do padrão da época: Lindsay calcula na faixa dos 50 mil mortos[72], Valentin alega que 30 mil camponeses perderam a vida[73], e Pirenne sustenta que pereceram por volta de 18 mil na Alsácia, outros 10 mil na Suábia e perdas inferiores em Hesse, Baden e Áustria[74].

Quantos mais morreriam se nada fosse feito a respeito? Nunca é certo especular em tom de certeza absoluta, mas é altamente improvável que uma revolta com essas dimensões não causasse destruição, desordem, caos social e econômico além de mortes numa escala muito maior do que já estava causando em toda a Alemanha, e que provavelmente se estenderia a outros países se não fosse contida com rapidez. Revoluções desse tipo, quando mal-sucedidas, terminam sempre no massacre dos revoltosos, mas quando bem-sucedidas terminam em miséria, escravização, barbaridades e execuções numa escala muito maior, dando origem a regimes totalitários de caráter populista que sempre oprimem e matam seu próprio povo muito mais do que antes. As revoluções do século XX estão aí para nos provar isso. É por isso que os marxistas até hoje detestam a figura de Lutero. Como Mehring ressalta, “na ótica dos marxistas, Müntzer foi o autêntico líder revolucionário, e Lutero o traidor de todos os elementos revolucionários”[75].

Até os historiadores católicos mais sérios conseguem reconhecer isso, como o renomado Paul Johnson, que destaca:

Graças a essa defesa implacável da cruzada anticampesina, Lutero escapou do caminho cego que conduzira ao banho de sangue milenarista em Munster e instituiu sua boa-fé social de reformador conservador com quem os príncipes poderiam realizar bons negócios.[76]

Não há nada mais grosseiro, desonesto e vil do que associar Lutero à figura de um “genocida” que “odiava o camponês comum”, quando ele se desgastou não apenas com pena e tinta para buscar uma conciliação em um problema que ia além dos escopos teológicos, como ainda fez aquilo que poucos estariam dispostos a fazer: ir até os próprios camponeses furiosos, “arriscando a vida, pregando a todos a paz e a concórdia”[77], mesmo sendo recebido com insultos, ameaças e pedradas. A maioria dos que hoje acusam Lutero no conforto de seu lar e atrás de um computador não teria coragem de se expor a este ponto apenas para buscar a paz em sua própria pátria. Seria muito mais fácil ter se omitido, se escondido ou sugerido um massacre previamente, do que arriscar a própria vida buscando uma conciliação amistosa, mesmo depois de outras tentativas já terem fracassado.

Quando analisamos a revolta dos camponeses de uma forma responsável e honesta, concluímos que, longe de macular a Reforma ou os reformadores, ela ressalta o quanto o protestantismo não era um elemento “revolucionário” no pior sentido do termo – o da revolução social armada, à qual Lutero se opôs consistentemente ao longo de todo o processo. O ex-monge agostiniano não hesitou em se posicionar contrário a uma revolta armada contra as autoridades “por Deus instituídas” (Rm 13:1).

Não obstante, o episódio mostra que o protestantismo também não era “reacionário”, no sentido de se opor a qualquer mudança social positiva, ao progresso ou ao desenvolvimento a fim de manter a ordem vigente quando a mesma se demonstra opressora a toda uma classe. Lutero se colocou a favor das justas reivindicações camponesas, que hoje fazem parte da legislação alemã e de qualquer país civilizado, contribuindo para uma mudança não-violenta das leis, exortando e instruindo as autoridades civis à criação de leis mais justas e humanitárias, e mostrando que se preocupava com o aspecto social tanto quanto se preocupava com o lado teológico. Ele estava longe de ser o tipo de teólogo interessado apenas em discutir doutrinas e teorias sem fim; compreendia que o evangelho envolvia o bem comum, a justiça social, o amparo aos desfavorecidos, desde que dentro de princípios e métodos cristãos.

Os camponeses iniciaram o movimento com reivindicações honestas que se dependesse somente da opinião de Lutero teriam sido aceitas, mas o movimento perdeu legitimidade a partir do momento em que se deixou influenciar por místicos espiritualistas de má índole e de mente ímpia, que suscitaram todos a uma selvageria que logo ficou totalmente fora de controle. Tamanha foi a desordem e o caos espalhado na Alemanha que foi necessário algo inimaginável para salvar o império: uma liga de príncipes católicos e protestantes que pudesse conter os saques, a destruição, os crimes e assassinatos cometidos desmedidamente. Lutero se colocou a favor das reivindicações em si, que eram justas, mas não da revolução armada, da subversão da ordem, da disseminação do terror ou da desobediência aos magistrados estabelecidos por Deus. Era uma visão moderada que se mantinha ao mesmo tempo longe do autoritarismo dos príncipes e da rebeldia dos camponeses.

Como se não bastasse o insulto calunioso e difamatório contra Lutero e a Reforma associando-os ora ao “elemento revolucionário”, ora ao “genocídio de camponeses” e ora a ambos, os papistas mais desonestos que o habitual se aproveitam dessa distorção grotesca e maquiavélica dos fatos para inventar uma imaginária e fantasiosa “Inquisição protestante” a partir deste evento. Impressionantemente, o ódio pela Reforma chegou ao ponto de citarem trechos isolados de Lutero “mandando matar camponeses”, depois juntam isso com relatos históricos falando de cem mil mortos na guerra e então concluem brilhantemente que uma “Inquisição protestante” tirada da cabeça deles foi a responsável pelo assassinato de centenas de milhares de pessoas inocentes. Isso não se trata apenas de um embuste criado por mentes perversas e doentes, mas é literalmente uma atitude criminosa de fanáticos motivados com a pior das intenções.

• Continua em meu livro “500 Anos de Reforma: Como o protestantismo revolucionou o mundo" (livro em construção)

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 183-184.

[2] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 179.

[3] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 183-184.

[5] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 185.

[6] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 174.

[7] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 174.

[8] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 96.

[9] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 85.

[10] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 84-85.

[11] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 58-86.

[12] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 95.

[13] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 186.

[14] Leão X. Bula Exsurge Domine. Disponível em: <http://agnusdei.50webs.com/exsdom1.htm>. Acesso em: 09/02/2018.

[15] FISCHER, Joachim. Lutero e Müntzer. São Leopoldo: Estudos Teológicos, v. 29, 1989, p. 12.

[16] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 188-189.

[17] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 264.

[18] HERMAN, Jacques. Guia de história universal. Lisboa: Edições 70, 1981, p. 140.

[19] PIRENNE, Jacques. Historia Universal: las grandes corrientes de la historia – Volumen III, Desde el Renascimiento hasta la formación de los grandes estados continentales de Europa. Barcelona: Ediciones Leo, S. A., 1953, p. 33.

[20] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 263.

[21] HERMAN, Jacques. Guia de história universal. Lisboa: Edições 70, 1981, p. 140.

[22] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do Cristianismo: volume II: 1500 a.D. a 1975 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 980.

[23] PIRENNE, Jacques. Historia Universal: las grandes corrientes de la historia – Volumen III, Desde el Renascimiento hasta la formación de los grandes estados continentales de Europa. Barcelona: Ediciones Leo, S. A., 1953, p. 64.

[24] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 263.

[25] MOUSNIER, Roland. História Geral das Civilizações: Os Séculos XVI e XVII – Tomo IV, 1º Volume. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1960, p. 88.

[26] COLLINS, Michael; PRICE, Matthew A. História do Cristianismo: 2000 anos de fé. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 134.

[27] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 97.

[28] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 97.

[29] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 96.

[30] CAIRNS, Earle Edwin. O Cristianismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. 3ª ed. São Paulo: Vida Nova, 2008, p. 265.

[31] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 26-27.

[32] Mais conhecido hoje pelo nome de “À Nobreza Cristã da Nação Alemã”.

[33] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 198-199.

[34] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 198-199.

[35] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 27-28.

[36] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do Cristianismo: volume II: 1500 a.D. a 1975 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 981.

[37] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 27.

[38] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 198-199.

[39] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 185.

[40] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 187.

[41] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 187.

[42] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 27.

[43] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 185.

[44] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 96.

[45] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 96.

[46] MOUSNIER, Roland. História Geral das Civilizações: Os Séculos XVI e XVII – Tomo IV, 1º Volume. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1960, p. 88.

[47] WALKER, Williston. História da Igreja Cristã: Volume II. São Paulo: Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, 1967, p. 27.

[48] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 96.

[49] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 259.

[50] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 200.

[51] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 259.

[52] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 200.

[53] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 167.

[54] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 167.

[55] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 264-265.

[56] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 96-97.

[57] CLARK, Kenneth. Civilização. São Paulo: Martins Fontes, 1980, p. 179.

[58] JOHNSON, Paul. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 341.

[59] JOHNSON, Paul. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 341.

[60] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 200.

[61] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 200-201.

[62] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 201.

[63] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 201.

[64] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 200.

[65] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 265.

[66] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do Cristianismo: volume II: 1500 a.D. a 1975 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 980.

[67] ROPS, Daniel. A Igreja da Renascença e da Reforma (II). São Paulo: Quadrante, 1999, p. 232.

[68] ZWETSCH, Roberto E. Lutero e o Movimento da Reforma. São Leopoldo: Escola Superior de Teologia, 1993, p. 93-94.

[69] MARTINEZ, Jesus P. Historia Universal: Vol. III – Edad Moderna. Madrid: Ediciones y Publicaciones Españolas, S. A., 1960, p. 36.

[70] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 98.

[71] COLLINS, Michael; PRICE, Matthew A. História do Cristianismo: 2000 anos de fé. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 135.

[72] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 28.

[73] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 265.

[74] PIRENNE, Jacques. Historia Universal: las grandes corrientes de la historia – Volumen III, Desde el Renascimiento hasta la formación de los grandes estados continentales de Europa. Barcelona: Ediciones Leo, S. A., 1953, p. 34.

[75] MEHRING, Franz. Deutsche Geschichte vom Ausgange des Mittelalters, ein Leitfaden fur Lehrende und Lernende [História alemã desde o final da Idade Média, um manual para docentes e estudantes], 6ª ed. Berlim: Dietz, 1952, p. 44. Citado em: FISCHER, Joachim. Lutero e Müntzer. São Leopoldo: Estudos Teológicos, v. 29, 1989, p. 14.

[76] JOHNSON, Paul. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 341.

[77] SAUSSURE, A de. Lutero: o grande reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da igreja. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 97.

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84 comentários:

  1. Avalie: https://youtu.be/JjjyTqCqCU4

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    1. O Kim é brilhante, é impressionantemente difícil achar alguma coisa que ele diga de errado, me surpreende a cada vez que assisto algo novo dele.

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    2. Quando sai o artigo sobre a Ditadura (Regime, sei lá) Militar?

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    3. https://youtu.be/jxAwL52D75g

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    4. "Para chegar ao púlpito e pregar seu sermão contrário à destruição de imagens"
      Pode ter imagens no culto?

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    5. Avalie: https://youtu.be/11QJz2C2hPo

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    6. Mas o problema é quando vc vai ver os comentários e percebe que as pessoas gostariam que o regime militar voltasse...não acho que seria o melhor para o Brasil hoje.

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    7. Avalie: https://youtu.be/SzoP4F3eMRE
      Tem assuntos que você não comentou.

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    8. Esse Tv Imperial cita fontes na descrição, elas são confiáveis?

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    9. "Quando sai o artigo sobre a Ditadura (Regime, sei lá) Militar?"

      Não é prioridade, então vai demorar.

      "Pode ter imagens no culto?"

      O trecho fala da DESTRUIÇÃO de imagens, e não da existência de imagens no culto. As igrejas evangélicas não tem imagens, mas nem por isso vão apoiar a destruição de imagens de igrejas que as possua.

      "Avalie: https://youtu.be/11QJz2C2hPo"

      Finalmente um vídeo sobre monarquia que você me manda e que não está infestado de revisionismo monarquista.

      "Mas o problema é quando vc vai ver os comentários e percebe que as pessoas gostariam que o regime militar voltasse...não acho que seria o melhor para o Brasil hoje"

      O povo é idiota, isso já sabemos e tragicamente não há nada o que se possa fazer quanto a isso. Mas o próprio Kim nunca defendeu a volta da ditadura.

      "Avalie: https://youtu.be/SzoP4F3eMRE"

      Ah cara, são as mesmas bobagens de sempre, francamente estou cansado. Assisti uma parte do vídeo e é mais do mesmo. Se tem alguma coisa que precise ser abordada em específico, coloque aqui por escrito que eu comento, mas esses vídeos monarquistas são um saco de assistir, desculpe a franqueza.

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    10. "Ah cara, são as mesmas bobagens de sempre, francamente estou cansado. Assisti uma parte do vídeo e é mais do mesmo. Se tem alguma coisa que precise ser abordada em específico, coloque aqui por escrito que eu comento, mas esses vídeos monarquistas são um saco de assistir, desculpe a franqueza"

      As fontes que ele cita:

      ✯ “Encruzilhadas da modernização democrática: os casos de Rui Barbosa e Joaquim Nabuco” - Christian Edward Cyril Lynch;
      ✯ "1889" - Laurentino Gomes;
      ✯ "Revivendo o Brasil Império” - Leopoldo Bibiano Xavier.

      São confiáveis?

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    11. A Guerra do Paraguai foi tudo isso que dizem ou não?

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    12. "São confiáveis?"

      Isso é irrelevante até que se prove o que essas fontes dizem. Qualquer um poderia colocar umas duzentas fontes na descrição de um vídeo qualquer que não dizem nada do que é exposto no vídeo em questão, ou que atestam uma ou outra coisa periférica, mas não os principais principais argumentos. Nos meus artigos as fontes estão logo em seguida de cada citação que faço ou em seguida de cada colocação para que todos saibam exatamente no que cada coisa está embasada, mas em vídeos isso é impossível, por isso mesmo vídeos não são aceitos como "fonte" em trabalhos acadêmicos (muito menos vídeos de vlogueiros de youtube).

      "A Guerra do Paraguai foi tudo isso que dizem ou não?"

      "Tudo isso" o que? Especifique, por favor.

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    13. "Tudo isso" o que?"
      Que foi por causa da Inglaterra, causou genocídio de mais de 70% da população paraguaia, e na época o Paraguai passava por uma revolução industrial.

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    14. A intervenção inglesa é totalmente fantasiosa, o resto tem base.

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    15. "o resto tem base"
      Então houve mesmo esse genocídio todo?
      O Paraguai era mesmo essa potência?

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    16. "Então houve mesmo esse genocídio todo?"

      Sim, mas por causa do governante paraguaio que ao invés de assumir a derrota e se render preferiu colocar jovens e crianças para lutar até a morte.

      "O Paraguai era mesmo essa potência?"

      Para as suas dimensões e considerando o fato de não ter saída pro mar, era sim.

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  2. Avalie: https://youtu.be/-H4PKyj6tOs

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    1. Concordo que "ditadura gay" é um exagero da conta, mas inverter a situação como esse vídeo de paródia faz não é a melhor maneira de se provar isso, uma vez que a heterossexualidade não está no mesmo patamar que a homossexualidade; a primeira é natural pela qual a humanidade se reproduz e continua existindo (inclusive no reino animal), enquanto a segunda é um desvio de natureza.

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  3. A Idade Média foi idade das trevas?

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    Respostas
    1. Em um sentido teológico-religioso, foi sim. Mas este termo não é mais usado academicamente porque em história era utilizado para se referir a uma "morte cultural" na Idade Média, o que não é de todo verdade já que ainda na Idade Média houve o Renascimento. Sob uma perspectiva do mundo em si, da condição do povo por exemplo, era tão ruim quanto sempre foi, como explico no meu artigo sobre "O mundo era melhor antes?" (link abaixo), de modo que se a Idade Média foi "trevas", o mesmo deveria designar a Antiguidade também, uma vez que o desenvolvimento humano, econômico e científico de fato só veio a ter impulso no final da Idade Moderna e durante a Idade Contemporânea.

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/01/o-mundo-era-melhor-antes.html

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  4. Avalie: https://youtu.be/q4VbPoBfII0
    Obs: Se eu ultrapassei o número de tempo de vídeos, pesso que não apague o comentário. Apenas me avise para eu mandar outro dia.

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    1. Ele só prova que o pecado que já existia nos povos indígenas antes da chegada de Colombo. Grande coisa. Que descoberta!

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  5. Grande Banzolão, esse é meu garoto! Banzolão você acredita que a ICAR é a Besta? Alguns tem dito que é o fanatismo islâmico, o que você acha?

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    1. Acredito que a ICAR seja a Babilônia e o papa seja o falso profeta. A besta eu encaro como um sistema político e não religioso, embora vá estar aliado ao sistema religioso durante a tribulação. Sobre isso eu escrevo neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/01/quem-e-babilonia-do-apocalipse.html

      Sobre ser o Islã, todos os artigos que já li nessa direção são bastante fracos e inconsistentes, pra ser sincero. Não se encaixa em quase nada de Apocalipse 17, que cai como uma luva em Roma (e em nada mais).

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    2. Os adventistas possuem uma escatologia semelhante. O que muda é a interpretação sobre a besta que emerge da terra, que no caso, é os estados unidos, que por sinal, possui formação protestante. Sobre a igreja católica, embora possua diversos erros, eu não acho que ela seja a Babilônia ou a besta que emerge do mar. Não acho que milhões de católicos estão seguindo o anticristo.

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    3. Não tem como mesmo milhões de católicos estarem seguindo o anticristo já que o anticristo nem foi revelado ao mundo ainda (talvez nem tenha nascido). E mesmo quando for, será um líder político e não um religioso. O papa é o falso profeta e não o anticristo, e mesmo assim não significa que seja necessariamente o papa atual, e sim o papa da época da grande tribulação.

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    4. No que diz respeito sobre a escatologia adventista? Você acha que a marca da besta é o decreto dominical? Você acha que o selo de Deus é a guarda do sábado? Voce acha que grande parte das profecias do apocalipse já se cumpriram em eventos históricos, como os selos, as sete trombetas e as sete taças? Por que você não acredita que os estados unidos não seria o falso profeta, como os adventistas acreditam? Por que o anticristo não seria Roma papal?

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    5. "Você acha que a marca da besta é o decreto dominical?"

      Não.

      "Você acha que o selo de Deus é a guarda do sábado?"

      Não.

      "Voce acha que grande parte das profecias do apocalipse já se cumpriram em eventos históricos, como os selos, as sete trombetas e as sete taças?"

      Não.

      "Por que você não acredita que os estados unidos não seria o falso profeta, como os adventistas acreditam?"

      O falso profeta, como o próprio nome sugere e pelos milagres que realiza no Apocalipse para enganar as multidões, se trata de um falso líder religioso, e não de um líder político, muito menos de uma nação (o que não faria sentido nenhum).

      "Por que o anticristo não seria Roma papal?"

      "A besta e os dez chifres que você viu ODIARÃO a prostituta. Eles a levarão à ruína e a deixarão nua, comerão a sua carne e a destruirão com fogo, pois Deus colocou no coração deles o desejo de realizar o propósito que ele tem, levando-os a concordarem em dar à besta o poder que eles têm para reinar até que se cumpram as palavras de Deus" (Apocalipse 17:16-17)

      Uma vez que todos os indícios apontam à ICAR como sendo a prostituta, não faz sentido que a ICAR odeie a si própria. É um líder político que se alia a esse sistema religioso durante algum tempo, para depois quebrar o pacto e persegui-la como também às demais religiões.

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    6. Caro sr. Banzoli:
      Creio eu que a Babilônia seja o mercado de Wall Street. Pois é onde todos investem seus dinheiros, e a bolha de 2008 mostrou que acontece quando esse sistema falha. Poderia (e vai) ruir em menos de uma hora, jogando todas as nações ba miséria instantânea.

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  6. Lucas, ouvi um pregador dizer esses dias que Lutero odiava judeus. É verdade isso?

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    1. Se está falando dos judeus enquanto raça, a resposta é não. Se se refere aos judeus enquanto adeptos do Judaísmo, ele teve um súbito de raiva contra eles, que desencadeou um escrito colérico bem conhecido, mas que não era nada em comparado ao ódio católico já existente e largamente disseminado entre eles, e do qual Lutero não se libertou.

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  7. Lucas, Agostinho cria na doutrina do purgatório como os romanistas dizem?Abraços!

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    1. "Como os romanistas" não. A noção de Agostinho era uma inovação inexistente em qualquer outro escrito de qualquer Pai da Igreja antes dele, e além disso era tratada por ele próprio apenas como uma especulação teológica e não como doutrina, e também de maneira diferente da concepção romanista a respeito do mesmo. Tudo isso o historiador Jacques Le Goff explica em seu livro a respeito da origem do purgatório, e o Bruno Lima resume nesses artigos:

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/os-pais-da-igreja-e-o-purgatorio-inacio.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/os-pais-da-igreja-e-o-purgatorio-parte-2.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/os-pais-da-igreja-e-o-purgatorio-parte-3.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/03/agostinho-e-o-catolicismo-romano-parte_83.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/05/agostinho-o-purgatorio-e-anatomia-de.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/05/agostinho-e-o-purgatorio-novamente.html

      Abs!

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  8. Excelente artigo. Parabéns meu amigo.

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  9. “Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir"

    é notório que Lutero queria mesmo era a restauração da fé genuína pelo aval das escrituras que tem de fato a validação da verdadeira fé. os católicos são desonestos, insanos e cheios de ódio e desobedecem a Deus só isso.

    Lutero era e ainda é um exemplo a ser seguido e não devemos deixar os católicos simplesmente sujar a imagem do Reformador. Tomaz Müntzer infelizmente fez o contrario e sujou o projeto de Deus com seu humanismo mascarado de religiosidade tentando difamar Martinho Lutero, os apolobostas católicos pegam estes registros e manipulam tudo, jogando pra geral querendo generalizar tudo no liquidificador de heresias deles. QUANDO OS CATÓLICOS APRESENTAM ESSA FANTASIOSA INQUISIÇÃO PROTESTANTE
    temos que combater energicamente mesmo, parabéns amigo Lucas como sempre você trás sempre temas bem dissecados para nós, obrigado.

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  10. Lucas se o protestantismo foi a volta do cristianismo primitivo por que existem várias denominações com doutrinas antagônicas do qual todos dizem estar com a verdade?Como responder de forma direta e objetiva a um católico?

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    1. Primeiro que a ICAR também tem suas divergências internas bem conhecidas (por isso eles brigam tanto entre si), como os tradicionalistas, os carismáticos, os modernistas, os sedevacantistas, os veterocatólicos, os teólogos da libertação e etc. Segundo que qualquer um que estude um MÍNIMO de história da Igreja, principalmente da Igreja antiga, verá que as mesmas divergências que existem no protestantismo atual também existia nas igrejas dos primeiros séculos. No meu livro "Em Defesa da Sola Scriptura" eu mostro pelo menos vinte delas, com citações, mas na verdade havia muito mais. E mesmo assim era o que havia de igrejas cristãs na época. Uniformidade NUNCA vai haver em lugar NENHUM, exceto em regimes totalitários governados por ditadores absolutistas tirânicos que proíbem a liberdade de consciência, de expressão e de pensamento. Aí ninguém vai divergir em nada mesmo, mas por medo de morrer. Em qualquer ambiente democrático e livre, inclusive no seio cristão, haverá divergências de pensamento, isso é normal e natural, existe divergência em qualquer área do conhecimento humano, não há razão para se pensar que na teologia teria que ser diferente. E pra finalizar, segue um texto de Paulo:

      "Pois é necessário que haja divergências entre vocês, para que sejam conhecidos quais dentre vocês são aprovados" (1 Coríntios 11:19)

      Como sugestão adicional, fica o capítulo 14 de Romanos. E para aprofundamento, leia os artigos sobre "unidade católica e divisão protestante" desta lista:

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

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  11. Lucas é verdade que na época dos primeiros pais da igreja eles tinham só algumas cópias do novo testamento? já que várias comunidades cristãs tinham só cópias do novo testamento?Além do mais os pais da igreja tinham acesso ao AT,ou seja, eles tinham consigo todos os escritos do velho testamento?

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    1. Eles tinham cópias do AT também, é só ver o tanto que eles citam de trechos inteiros do AT. Leia por exemplo o Diálogo de Justino com Trifão, repleto de milhares de citações veterotestamentárias.

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  12. Lucas, não é uma crítica, mas por que você não posta tanto artigos em relação ao ateísmo como no catolicismo?

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    1. Por várias razões, aqui vão algumas:

      1) Porque segundo os dados do IBGE o catolicismo representa 64% da população brasileira, e pessoas sem religião apenas 8% (entre os quais metade disso deve ser de ateus). Então obviamente há muito mais católico a se converter do que ateus.

      2) Porque basta uma pesquisa rápida para perceber que quem mais ataca, difama e calunia o protestantismo de todas as maneiras é em DISPARADO a apologética católica, que faz isso milhares de vezes mais do que os ateus militantes, e de forma ainda mais canalha e sem-vergonha.

      3) Porque ateísmo é um tema muito mais limitado do que catolicismo. Há dezenas de doutrinas católicas para se debater, e mais centenas de questões históricas para se abordar, mas as discussões sobre ateísmo giram sempre em torno dos mesmos argumentos filosóficos pró e contra a existência de Deus, tornando o tema bem mais limitado, cansativo e repetitivo. Mesmo eu tendo escrito apenas dois livros sobre ateísmo, eu sinceramente não sinto como se tivesse muita coisa a mais faltando para ser abordada sobre o tema, e em contraste há muita coisa que ainda falta a ser abordada sobre catolicismo, justamente por se tratar de um tema bem mais amplo e porque novas asneiras são levantadas praticamente todos os dias por algum apologista do lado de lá.

      Eu tenho por certo que daqui um tempo os temas deste site serão direcionados muito mais para dúvidas teológicas em geral (sem focar no catolicismo especificamente) e mensagens devocionais, mas como no momento eu estou escrevendo o livro da Reforma e não me resta tempo a escrever outras coisas, então eu aproveito para postar os trechos do livro aqui (que evidentemente, aborda temáticas católicas por consequência). Mas se não fosse por isso eu estaria variando mais os temas, como já estava fazendo neste novo site antes de começar a postar os trechos do livro.

      Abs.

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    2. Entendi, Obrigado. Uma coisa que refleti nesses últimos tempos é que a grande maioria dos apologistas cristãos são protestantes; Willian Lane Craig, John Lennox, Alister McGarth, e são pessoas que estudaram muito a história do novo testamento e a igreja primitiva, ou seja, se toda essa ''verdade'' que o catolicismo romano prega(Pedro Papa, só há salvação dentro da ICAR e etc) Certamente eles seriam católicos romanos e não protestantes.

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    3. Vc pode saber mais sobre São Valentim neste site católico:

      http://rumosnovos-ghc.blogs.sapo.pt/dia-de-sao-valentim-68868

      Como vc pode ver o catolicismo é sempre UNO.

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    4. O próprio site católico reconhece que S. Valentim é "um suposto mártir cujo aniversário a Igreja Católica deixou de celebrar a partir de 1969 por duvidar de sua identidade e até da sua existência". Ou seja, durante séculos um monte de trouxa dirigiu suas rezas a um "santo" que nunca existiu, em vez de orarem a Jesus. Eu só não vou rir porque o caso aqui é trágico.

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    5. O "UNO" foi ironia. É um site Católico-LGBT

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    6. Depois da CNBB comunista e do site católico LGBT, qual será o próximo passo? "Católicas pelo aborto"?











      Sim:

      http://www.catolicasonline.org.br

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  13. Esses dias eu estava refletindo acerca da intercessão dos santos. Eu conheço várias pessoas católicas que fazem orações às imagens. Eu não faço porque não sou católica, mas fiquei tentando imaginar as razões pelas quais essas pessoas fazem isso. Creio que elas não fazem pensando que seja paganismo ou idolatria, mas sim pelo fato de verem os santos católicos como pessoas que foram puras e aprovadas diante de Deus, e pelo fato de alguns deles terem dado a vida pelo evangelho (morrendo em diversas formas possíveis), se sentem menos dignas do que estas pessoas e acham que orando aos santos eles podem interceder melhor para Deus. De certa forma eu concordo porque, convenhamos, quem está em uma situação melhor diante de Deus? Nós que estamos no bem bom e podemos ler a bíblia sem ser perseguido ou aqueles que deram a vida e aceitaram serem torturados por Deus? Claro que eles são mais dignos perante Deus do que nós que não aceitamos o preço da dor (se for o caso, até mesmo a dor de morte e tortura) como ato verdadeiro de fidelidade a Deus. Sem querer dizer que o que eles fazem é certo, mas acho que os evangélicos criticam de uma forma errada sem nem analisar o contexto em que as pessoas católicas vivem. Para a criança que foi ensinada desde cedo pelo pai a fazer oração para os santos porque eles foram crentes fiéis (e morreram pelo evangelho) não vai acreditar que essa oração é uma espécie de idolatria (porque na idolatria as orações são feitas a deuses pagãos que pedem coisas macabras - o que não é o caso dos santos adorados no catolicismo), mas uma forma de reconhecimento aos santos e à Deus.

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    1. Há várias coisas a se considerar aqui, por exemplo:

      1) Muitos desses “santos” católicos não foram “santos” mesmo no conceito bíblico. Alguns foram na verdade assassinos que jamais se arrependeram (como Inácio de Loyola), outros apoiaram escravidão, Inquisição e cruzadas (como Tomás de Aquino), outros nunca existiram (como o tal do “São Valentim” e muitos outros), outros eram falsários escandalosos (como o padre Pio), outros eram idólatras em um nível descarado muito acima do “normal” (como Afonso de Ligório, que dizia que há orações que Deus não consegue atender, mas Maria sim, que Maria é toda-poderosa, salvadora e etc), e a lista vai longe. É especulação sim, mas talvez não seria exagero dizer que pelo menos metade desses “santos oficiais” do catolicismo romano estariam no inferno se ele existisse agora.

      2) Eu concordo que se os santos estivessem vivos como almas no céu eles estariam mais perto de Deus e em uma condição de bem-aventurança muito maior do que nós, mas isso parte do pressuposto de que as almas sobrevivem após a morte do corpo, o que é biblicamente uma falsa doutrina. Não há espaço aqui para discorrer sobre isso, mas sugiro a leitura do meu livro de 800 páginas “A Lenda da Imortalidade da Alma”, onde mostro a crença bíblica de que uma alma vivente equivale apenas a um ser vivo, que perece na morte e que só volta à vida na ressurreição que ocorre na volta de Jesus. Uma vez que nenhuma alma sobrevive à morte e que nenhum “santo” católico já ressuscitou, eles não estão lá em cima para responder a ninguém. Entrarão na glória junto conosco, como ensinou Paulo explicitamente aos tessalonicenses.

      3) Mesmo se a alma fosse imortal e os santos estivessem com Deus agora, isso não implicaria que poderiam nos ouvir. Há textos claros na Bíblia que mostram que “os mortos não sabem de nada” (Ec 9:5), e se isso não se aplica pelo menos ao aspecto terreno, então não sei como se aplicaria a qualquer coisa. E se os “mortos-vivos” não sabem o que fazemos, pensamos, agimos ou oramos aqui na terra, então eles também não podem nos atender. Em compensação, temos um Deus Todo-Poderoso no Céu que é totalmente capaz de responder a cada oração nossa na terra. Jesus disse que TUDO o que pedirmos a Ele conforme a Sua vontade, ele fará (Jo 14:13), e não que precisamos pedir a “santos mediadores” para que a mensagem “chegue” a ele e assim ele responda.

      Abs!

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    2. padre Pio foi falsário escandaloso em que? faça uma artigo sobre isso.

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    3. https://uploaddeimagens.com.br/images/001/296/576/full/Padre_Pio.png?1519064153

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  14. Olá Lucas Banzoli! Como vai? Gostaria que você avaliasse um post em um blog.(Está em inglês e é um pouco grande) Deus lhe ilumine!

    http://lydiaswebpage.blogspot.com.br/2014/08/no-magic-bullet-copans-insufficient.html

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    1. Essa é uma questão delicada, há os que pensam que a matança dos cananeus abrangeu também as crianças e foi necessária para que elas não constituíssem um futuro exército contra os israelitas ou os levassem a adorar falsos deuses, outros entendem como sendo metáforas ou tipologias (como também interpretaram alguns Pais da Igreja), e outros como hipérbole, como faz o Paul Copan que é refutado neste artigo que você passou mas também outros com mais argumentos, como o Dr. Rodrigo Silva durante a palestra abaixo:

      https://www.youtube.com/watch?v=iFXAVE2PAuc&t=789s

      E Mako A. Nagasawa neste estudo:

      http://nagasawafamily.org/article-troubling-acts-of-god-canaanites.pdf

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    2. Eu, particularmente, gosto da explicação desse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=IG_evq_mgdI&t=2s

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  15. Lucas,você pode me indicar bons comentarios biblicos de autores brasileiros e estrangeiros que você conhece? Abraços!

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    1. Recomendo-lhe esses sites que disponibilizam vários Comentários Bíblicos diferentes em um lugar só e de graça:

      http://biblehub.com/

      https://www.studylight.org/

      E em relação aos evangelhos tem os meus comentários também:

      http://apologiacrista.com/o-evangelho-de-mateus-comentado

      http://apologiacrista.com/o-evangelho-de-marcos-comentado

      http://apologiacrista.com/o-evangelho-de-lucas-comentado

      http://apologiacrista.com/o-evangelho-de-joao-comentado

      Um Comentário Bíblico que eu particularmente acho interessante é o "Atos":

      https://www.saraiva.com.br/comentario-biblico-atos-antigo-testamento-162251.html

      Abs!

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  16. Lucas sabe me dizer se o São Roberto Belarmino acreditava que existiram papas hereges?

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    1. Sim, veja neste artigo:

      http://www.igrejacatolica.org/sao-roberto-belarmino-e-o-sedevacantismo/#.WosEKOjwaUk

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  17. Lucas, já que o tema catolicismo tem sido recorrente nos últimos posts, o que você achou do tema da Campanha da fraternidade da CNBB para esse ano?

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    1. Para ser sincero, eu nem sabia que a CNBB estava com uma "Campanha de fraternidade". Espero que sirva para algo efetivo e benéfico na sociedade (se eles pretendem realmente acabar com a violência), campanhas sociais são sempre bem-vindas independentemente da religião que as organiza, embora saibamos que a CNBB é um órgão bastante questionado até entre os católicos.

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  18. Olá Lucas.
    Uma observação a se fazer é que a nossa cultura está impregnada com o catolicismo e se desvencilhar de seus mitos e lendas é uma tarefa que nem todos conseguem e preferem manter-se na comodidade e/ou na ignorância.

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    1. Tenho que me levantar para lhe aplaudir, Anônimo

      Clap clap clap clap

      Esse comentário é o campeão dentre todos os outros comentários em todo tempo de sobrevivência desse site.

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  19. Olá Lucas, qual sua opinião sobre dizimo obrigatório?

    Depois ler Bíblia que dizimo antigo testamento tinha obrigação social com os Levitas, Judeus pobres, viúvas e necessitados estrangeiros e relação dízimos e ofertas, e as bênçãos de Deus tinha antiga aliança ,não via dizimo como obrigatório

    Depois que li o livro "o dízimo não é obrigatório" - Jardel Fernandes e alguns argumento como frase Jesus "Dai a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César" para dizer dizimo e obrigatório.
    Tenho certeza dizimo usado como uma forma explorar as pessoas pelos falsos profetas

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    1. Olá, eu não concordo com o "dízimo obrigatório". Eu entendo o dízimo como um padrão estabelecido por Deus para um cidadão comum porque é o padrão que vemos desde o Gênesis, mas para os mais ricos (milionários, bilionários e etc) eu entendo que deveriam contribuiir com muito mais que 10%, e para os mais pobres e miseráveis eu entendo que deveriam receber, em vez de dar. Na igreja primitiva não existia o dízimo, o que havia era os ricos dando mais e os pobres recebendo do que sobrava dos mais ricos. Claro que tudo isso era feito de livre vontade, e não coercivamente, ninguém era obrigado a contribuir se não quisesse, tudo tinha que ser feito de acordo com o que propôs em seu coração de acordo com a vontade de Deus.

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  20. Lucas o que achou do vídeo do dois dedos de teologia sobre a carta de Tiago?você discordou de alguma coisa?Qual sua opinião?

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    1. Concordo com cada ponto, muito bem feito o vídeo dele, estão de parabéns.

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  21. "por querer que os príncipes defendessem seu território"
    Você já desmoralizou aí. Quem disse que príncipe tem território?

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    1. Pelo jeito você deve pensar em "príncipe" como o príncipe Harry ou William, que são apenas descendentes do trono de um rei. Se for isso mesmo, você é um grosseiro ignorante da história do Sacro-império e comete um anacronismo bisonho. Os príncipes na Alemanha eram efetivamente os donos das terras, a própria Alemanha era um império fragmentado em vários estados e não uma república ou uma monarquia absolutista. Antes de postar qualquer comentário aqui, faça-me o favor de estudar o básico.

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    2. "A legislação do país."
      Um papel?
      "Os príncipes na Alemanha eram efetivamente os donos das terras"
      Quem disse? Quem lhes deu esse direito?

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    3. Ahhh sim, a legislação do país não tem valor nenhum mesmo, é "apenas um papel", o que tem valor de fato é o comentário de um Anônimo insignificante e inútil dentro de um blog. Sério, vá se tratar. Aqui eu não abro espaço para comunistas ou anarquistas discutirem seus delírios, nem desperdiço meu tempo com isso, qualquer novo comentário seu será imediatamente suprimido logo ao chegar à moderação.

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  22. Lucas os católicos afirmam que divergência na igreja não tem nada haver com diversidades de igrejas,já que em coríntios isso não existia, ou seja, diversas denominações,onde a própia comunidade local pediu a intervenção da igreja de Roma e do papa Clemente para nortear e solucionar problemas naquela comunidade,expurgar heresias que no caso diversidade interna existia onde os erros doutrinários eram removidos sem ter divisão denominacional como existe em nossos dias.O que tem de verdade nessas afirmações dos católicos?

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    1. Leia a opinião dos sedevacantistas e você mesmo perceberá qual a diferença. Eles excomungam, como o Olavo diz que fez, os outros. Isso não é diversidade de opiniões, isso é exclusão do grupo por heresia. Nas minhas discussões com católicos o que eles mais fazem é isso, abrandar ou aproximar conceitos distantes e distanciar conceitos iguais, como no caso da latria e dulia.

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    2. 1) Clemente não era papa. Ele nem sequer reclama ser um bispo. A igreja de Roma foi administrada por um colegiado de presbíteros até meados do século II, e não por um episcopado monárquico:

      https://www.youtube.com/watch?v=W4kaoflnuD0

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/10/a-lista-oficial-de-papas-da-igreja.html

      2) Clemente aconselhou os coríntios da mesma forma que Dionísio de Corinto, um século mais tarde, fez ao escrever aos atenienses, censurando-os. Isso não prova nada de papado ou de autoridade superior de uma igreja sobre a outra. São apenas exortações, como quando o próprio Inácio de Antioquia o fez ao escrever aos romanos.

      3) A Igreja Católica possui divisões intermináveis entre tradicionalistas, modernistas, carmismáticos, veterocatólicos, sedevacantistas, padres da TL e etc, sem falar na divisão externa com a Igreja oriental (Ortodoxa Grega) e com diversas outras igrejas e movimentos que são hoje considerados "heréticos" por ela. O fato é que há divisão doutrinária no catolicismo da mesma forma que há no protestantismo; se neste último dá-se nomes diferenciados a diferentes igrejas institucionais é irrelevante, uma vez que na Bíblia o conceito de Igreja é orgânico e não institucional. O que importa é o conteúdo doutrinário e o fato de fazermos parte de uma mesma Igreja invisível, que é o corpo de Cristo. Por isso batistas, assembleianos, presbiterianos e etc são todos membros de um mesmo Corpo, uma mesma Igreja, ainda que reúnam-se em diferentes congregações visíveis. Sobre isso eu já escrevi neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/12/a-igreja-somos-nos-e-nao-uma.html

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  23. Essa citação é verdadeira:

    Lutero - “ ela com justiça é chamada não apenas de mãe dos homens, mas também a Mãe de Deus… é certo que Maria é a Mãe do real e verdadeiro Deus”. Sermão Concórdia. vol 24. p. 107.”

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    1. Isso é uma pergunta ou uma afirmação?

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    2. Não encontrei esse tal "Sermão Concórdia" em lugar nenhum. Você pode ver uma lista com todas as obras de Lutero aqui:

      http://www3.est.edu.br/biblioteca/indice_lutero.htm

      E sobre a mariologia de Lutero:

      http://resistenciaapologetica.blogspot.com/2015/12/a-mariologia-de-lutero.html

      Acrescente-se essa citação que postei de outro livro, veja o que ele fala sobre o culto à Maria mais pro final da mesma:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2017/09/lutero-calvino-e-confissao-de-fe.html

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  24. As 95 Teses de Lutero:

    https://www.wdl.org/pt/item/7497/#q=+Lutero

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  25. Avalie:

    https://pir2.forumeiros.com/t25091-eisntein-estava-certo-ahh-va

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    Respostas
    1. Não entendi bem o que tem pra comentar, o que isso prova?

      Excluir

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