8 de fevereiro de 2018

95 O protestantismo é o culpado pela Revolta dos Camponeses de 1524?


Considerações prévias: O artigo abaixo é parte do meu livro sobre a Reforma (ainda em construção). O capítulo em questão aborda tudo sobre a revolta dos camponeses de 1524, que os apologistas católicos usam para difamar Lutero e o protestantismo. Como o capítulo é longo, eu decidi dividir em duas partes. A primeira (essa) aborda se o protestantismo é culpado pelo surgimento da revolta. A segunda, que publicarei daqui alguns dias, abordará se o protestantismo é o culpado pela repressão da revolta (ou seja, pelo suposto “genocídio” que os papistas acusam). Boa leitura!

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Histórico de revoltas

Diferentemente do que é alardeado em alguns círculos de apologética antiprotestante, as razões pelas quais os camponeses se revoltaram por volta do ano de 1524 não teve nada a ver com o protestantismo em si. Uma prova disso é que qualquer historiador que não seja completamente amador ou inexperiente sabe perfeitamente bem que já havia muitas revoltas de camponeses desde muitos séculos antes da erupção da Reforma Protestante no século XVI. Essas revoltas, como veremos mais adiante, não tinham qualquer relação com questões doutrinárias, mas eram o grito de uma maioria oprimida e marginalizada por uma elite que os mantinha em estado degradante, de escravidão ou semi-escravidão. Eram reivindicações de natureza política, que sempre terminavam em um banho de sangue, pois nenhuma das duas partes estava disposta a dar o braço a torcer.

Robert Nichols escreve:

Por mais de cem anos, a partir de 1400, os camponeses do sul da Alemanha vinham em contínuas disputas e odiosos protestos contra a opressão dos seus senhores, os nobres cujas terras eles cultivavam. Frequentemente explosões de protestos resultavam em choques armados. Nesses movimentos os camponeses tinham como aliados os pobres operários das cidades e toda sorte de pessoas que sofriam espoliação dos seus direitos. Dois fatores religiosos estavam sempre presentes nestes distúrbios sociais. Um deles era o ódio feroz aos sacerdotes por causa das suas explorações (ou extorsões de dinheiro) e a indiferença e recusa dos padres em fazer alguma coisa para libertar as classes oprimidas. O outro era um apelo aos princípios cristãos de justiça social. Próximo ao fim do século XV, a inquietação tornou-se mais aguda e as revoltas mais frequentes. Não obstante esmagados com tremenda crueldade, eles continuaram as revoltas. Uma alta repentina de preços e contínuas colheitas escassas pioraram a situação. Assim, nos últimos anos que precederam a Reforma, a Alemanha, particularmente no sul, estava fervendo com o descontentamento amargo da pobreza que muitas vezes fez explodir o seu ódio em desesperadas rebeliões.[1]

Como vemos claramente, a revolta dos camponeses não foi um acontecimento que surgiu do nada instigada por uma “novidade religiosa” protestante. Muito pelo contrário, dizia respeito a um problema maior que já durava séculos, e que só ia se agravando continuamente, tal como uma bexiga que fica cada vez mais perto de estourar quanto mais se enche de ar. Só para levar em consideração as revoltas de camponeses na Alemanha nos anos que antecederam a Reforma, antes de Lutero pregar qualquer tese em Wittenberg ou de ser excomungado por um papa, houve rebeliões em 1493, em 1502, em 1513 e em 1517 – todas elas antes da Guerra dos Camponeses de 1524[2]. Portanto, culpar o protestantismo por rebeliões que já existiam desde antes do protestantismo não é apenas analfabetismo histórico, mas uma inversão grosseira da realidade.

Essas revoltas sistemáticas estouravam desde muito antes da Reforma e continuaram estourando depois dela. Não havia uma relação de causa e efeito; a verdadeira culpa por essas revoltas não era o protestantismo que nasceu séculos mais tarde, mas sim do sistema político e religioso vigente no Ocidente que oprimia e humilhava os camponeses que, cada vez mais pobres, eram deixados literalmente para morrer de fome. Essa é a principal razão pela qual a estimativa de vida da época girava entre 20 e 25 anos, em média[3]. Era óbvio que uma hora ou outra isso iria provocar rebeliões, revoltas e guerras entre camponeses e nobres.

Essa situação degradante com seus picos de reações bélicas não era uma condição exclusiva da Alemanha. Na verdade, toda a Europa católica sofria dos mesmos problemas. Na França, por exemplo, “a cobrança de impostos para a Guerra dos Cem Anos precipitou-se como um fardo pesado sobre os camponeses, que explodiram com fúria e violência em 1358. Os nobres se vingaram eliminando os camponeses de maneira cruel, massacrando tanto os culpados como os inocentes”[4]. Houve também movimentos revolucionários em Flandres (nos Países Baixos) a partir de 1334[5], na Inglaterra em 1381, na Boêmia em 1419, na Hungria em 1514, e assim por diante[6]. Em 1315, uma revolta de camponeses suíços resultou na batalha de Morgarten, onde 1.800 suíços derrotaram 10.000 austríacos[7]. Nem na ortodoxa Espanha, e nem na Itália, o “quintal do papa”, a coisa era diferente[8]. Não havia época, cidade, nação ou religião que estivesse ausente das revoltas de camponeses que varriam a Europa de tempos em tempos.

Como escreve Lindsay:

Estas opressões deram lugar a bastantes tumultos muito antes do tempo de Lutero. Nos Países Baixos, na Francomia, no Maine e no Reno os camponeses levantaram-se contra os seus tiranos, e as associações secretas organizadas durante essas insurreições continuaram permanecendo até muito depois delas haverem sido reprimidas. A mais poderosa dessas associações era a de Bundshuh, isto é, a do sapato atado. A liga de Bundshuh havia-se formado em 1423, e nunca fora possível extingui-la de todo.[9]

Uma rebelião de camponeses particularmente interessante aconteceu em Londres, em 1381. Isso porque foi a revolta que chegou mais perto de obter algum resultado efetivo. Os rebeldes chegaram a derrotar as forças armadas e saquearam casas, mataram os partidários da nobreza e os homens da lei[10], exibiram a cabeça do arcebispo de Canterbury e a do tesoureiro na entrada da Ponte de Londres[11], abriram as prisões e puseram em liberdade toda espécie de bandidos ávidos em saquear e matar. “Ergueu-se um cepo em Cheapside e as cabeças voaram. Um quarteirão inteiro de flamengos foi chacinado sem outra razão que não fosse a sua qualidade de estrangeiros”[12]. Os senhores, desesperados, fugiram para as florestas, onde se esconderam esperando o pior[13], e os reis e seus fieis refugiaram-se na Torre de Londres[14].

Todavia, tão notável quanto a devastação que esse bando de baderneiros causavam na Inglaterra era a sua ingenuidade. Trinta clérigos desesperados começaram a redigir cartas de alforria e selá-las com o selo real, e isso foi o suficiente para aquela massa de camponeses revoltados dar-se por satisfeita, confiando cegamente na honestidade dos clérigos e da realeza. As multidões de rebeldes recebiam com alegria sua carta de alforria, viravam as costas e iam embora da cidade, com o sentimento de missão cumprida. Restaram na cidade apenas alguns milhares do pior tipo, que queriam continuar o saque[15]. Enquanto isso, o rei queria apenas ganhar tempo, não tendo a menor intenção de considerar válidos os papeis[16].

Quando finalmente o rei conseguiu reunir um exército e reconquistar o domínio da cidade, o massacre que se seguiu foi pior que o anterior. De condado em condado, sanguinários julgamentos foram realizados, os rebeldes enforcados às centenas, e decapitados muitos inocentes junto com culpados. Os parentes das vítimas e até as mulheres pediram para saborear a vingança, executando pessoalmente os carrascos da véspera[17]. E como consequência, “foi duradouro o terror das classes dirigentes; chegou ao ponto de proibir aos filhos de vilãos a entrada nas universidades”[18].

Isso tudo ocorreu, vale a pena lembrar, mais de cem anos antes de Lutero surgir, e bem longe da Alemanha. Casos como esse dificilmente ou nunca são lembrados pela apologética católica, que se interessa exclusivamente em explorar a Guerra dos Camponeses de 1524, apenas porque desonestamente pensam obter algum lucro com isso associando essa revolta específica a Lutero e aos protestantes e assim tentar macular a Reforma. Mas ainda que o protestantismo fosse mesmo o responsável pela revolta de camponeses de 1524 – o que já é um disparate grosseiro – quem seria o responsável pelas revoltas que ocorreram antes de Lutero?

A que religião pertencia esse bando de baderneiros, saqueadores e assassinos na França, Inglaterra, Espanha, Itália, Flandres, Alemanha, Suíça, Hungria e muitos outros países católicos desde muito antes do século XVI? Se o protestantismo, que em 1524 mal tinha alguns poucos príncipes na Alemanha defendendo a causa reformada é o responsável pela revolta daquele ano, quem foi o responsável pelas revoltas de camponeses alemães de 1493, de 1502, de 1513 e de 1517? Essas são perguntas que a apologética católica não responde, porque nunca teve qualquer interesse real em debater a problemática das revoltas de camponeses racionalmente, mas apenas em se aproveitar de forma oportunista e rasteira de qualquer evento isolado para associá-lo à Reforma e assim culpá-la por todos os males.

Para se ter uma ideia do quão profunda essa problemática é, e do quão irresponsável e leviano é tratá-las superficialmente jogando toda a culpa nas costas de uma pessoa ou de uma religião, basta analisarmos os registros que revelam o quão antigas essas revoltas eram, datando de antes mesmo do surgimento do Cristianismo. Já havia revoltas camponesas por volta do ano 1000, na Normandia, e revoltas de camponeses (Bagaudae) no Império Romano[19], mas a mais icônica é a de Espártaco, em 73 a.C. Espártaco era um gladiador que foi capturado e reduzido à escravidão pelos romanos, e que liderou um exército rebelde de 40 mil ex-escravos contra as forças romanas (embora outros falem em 120 mil). Acabou em um verdadeiro mar de sangue, com um massacre de escravos e com a morte do próprio Espártaco[20]. Essa revolta e suas consequências ocorreram mais de 1500 anos antes de Lutero, o que deve nos dar uma pequena noção do quão mais profundo era esse problema do que a irresponsável, ultrapassada e amadora apologética católica supõe.

Ademais, revoltas de camponeses continuaram acontecendo mesmo depois da Reforma, em países católicos. A França, mais católica do que ninguém, sofreu com revoltas de camponeses católicos ao longo de todo o século XVII, à semelhança da revolta de camponeses alemães de 1524. Sobre elas, Mousnier escreve:

As revoltas camponesas são contínuas. Não passa ano sem um levante nalguma província. Mas, às vezes, aprofundam-se e alastram-se. De 1636 a 1639, quando a guerra “aberta” dirigida por Richelieu agravou ainda mais as exigências fiscais, verdadeiras guerras camponesas eclodiram através das regiões. Dizia-se que em certos lugares os camponeses consumiam erva, andavam nus e suicidavam-se em massa. Os croquants (maltrapilhos) do Limousin, do Poitou, do Angoumois, em bandos de 7 a 8 mil homens, lançam-se sobre os coletores de impostos, esquartejam vivo um Recebedor das Ajudas. Em 1637, sublevam-se na Gasconha e no Périgord. Foi preciso expedir um exército contra eles. Mil e duzentos morreram nas barricadas que haviam construído. Em 1638, o estabelecimento da gabela, o imposto sobre o sal, na Baixa Normandia, provoca a insurreição dos Descalços. Estes camponeses matam os arrecadadores do imposto direito mais oneroso, a talha. Querem impedir a cobrança de todos os tributos instituídos após a morte de Henrique IV. Os companheiros das cidades também se rebelavam quando o pão era caro, o desemprego generalizado e os tributos pesados. Depois de 1598, sucedem-se os motins. Terminam em insurreição, em Lyon, em 1623, 1629, 1633 e 1642, em Paris, em 1633, em Ruão onde, em 1634, um sapateiro conduz os operários cordoeiros e papeleiros ao ataque contra a coletoria dos arrendamentos, em 1639, quando os operários das tecelagens de lã e das tinturarias, comandados por um relojoeiro, atacaram o recebedor do Controle da Tintura dos Panos, direito arrendado a “partistas”. O povo transpassou com pregos o recebedor e passou com carretas sobre o seu corpo. Depois saqueou a Secretaria dos Tesoureiros da França e tomou de assalto a casa de Nicolau Le Tellier, recebedor geral das gabelas. Inúmeros casos de insurreição ocorrem entre 1630 e 1659, durante a Guerra dos Trinta Anos até 1648 e, depois, no curso da guerra com a Espanha.[21]

Tudo isso aconteceu na França católica, a mesma que exterminou os protestantes em massacres como o da noite de São Bartolomeu e em guerras religiosas que trataremos no próximo capítulo deste livro, e que chegava até a assassinar reis católicos que demonstravam algum grau de tolerância aos protestantes. E mesmo em um país tão fanaticamente católico e orgulhoso por sua “ortodoxia”, todas essas mazelas, rebeliões, revoluções e insurreições aconteciam, quase que rotineiramente. E, tal como na rebelião de 1524, que abordaremos em específico adiante, todas essas revoltas em qualquer parte da Europa católica eram sufocadas através da violência, pela guerra e pela espada, “sem que fossem concedidas as almejadas reformas, de modo que as causas da rebelião continuavam ainda mais inalteráveis”[22]. Todas elas “foram subjugadas e suprimidas com muita crueldade”[23].

Havia, como é evidente, um problema estrutural muito sério naquela sociedade para justificar tantas revoltas em tantas épocas e em tantos lugares diferentes, e a resposta a esse problema obviamente não é Lutero e nem o protestantismo. Esse problema era a forma precária, desumana e até imoral com a qual os camponeses eram tratados, em situação tão degradante que muitas vezes na prática não podia ser diferenciada da condição de um escravo formal. Os camponeses, fossem eles de qualquer canto, suportavam o jugo por algum tempo, mas ninguém aguenta o fardo pra sempre.

Uma hora ou outra, sempre surgiam levantes, sempre havia tentativas de se forçar reivindicações para melhores condições de trabalho, e quando elas não eram atendidas – e nunca eram – resultavam em tentativas fracassadas de se fazer valer essas reivindicações na base da força, dando lugar a todo o tipo de instinto selvagem e bárbaro que um homem pode chegar, deixando-se inflamar por anos e descarregando toda a raiva, ódio e fúria acumulados há tanto tempo para cima de pessoas que, em muitos casos, não tinham nada a ver com aquilo. Tal é o caso da revolta de 1524, que analisaremos a seguir.


Motivações e reivindicações da revolta

Para entender as reivindicações dos camponeses, primeiro é necessário ter uma noção básica da condição do camponês comum. Jacques Herman afirma que “a falta de higiene e uma alimentação insuficiente só parcialmente explicam a miséria dos camponeses. Com efeito, estes não têm defesa contra uma má colheita provocada pela seca, pelas inundações ou pela passagem de soldados nas terras cultivadas. São numerosas as jacqueries, revoltas camponesas”[24]. Os pobres eram os primeiros a serem atingidos pela fome, e morre-se igualmente de frio, isso sem falar das invasões de lobos esfomeados que penetram no interior das cidades e aldeias, atacando seus habitantes[25].

Não são poucos os camponeses que se refugiam no banditismo e na mendicância para sobreviver[26]. Os impostos são pesados, os preços flutuam, há dificuldades na circulação das mercadorias devido à constante insegurança, “o empobrecimento geral priva os artesãos de cidades, e numerosos comércios cessam a sua atividade”[27]. As condições de higiene são deploráveis, a fome é endêmica, sofrem de carências de todo tipo e com epidemias e pestes que chegavam a dizimar quase um terço de toda a população, como a Peste Negra. Como se não bastasse, as guerras frequentes só servem para agravar as dificuldades, principalmente na zona rural, onde vive 80% dos indivíduos[28].

Na cidades, cerca de 52% dos cidadãos não possuem propriedade[29]. As condições de saneamento na Idade Média eram ainda piores que as do Império Romano de séculos antes; “o lixo e a sujeira eram empilhados nas ruas, atraindo moscas, mau cheiro e infecções, até que a chuva os lavasse”[30]. Nestas condições absolutamente degradantes, metade das crianças morria antes de completar um ano[31]. Quem tinha a sorte de viver mais tempo nas classes populares já era um “velho caduco” ao chegar aos 40[32]. Camponesas de 30 anos “parecem anciãs enrugadas e encurvadas”[33]. Não passa um ano sem que haja fome em alguma província, sendo famosas as crises de fome na França de 1629-1630, de 1648-1651, de 1660-1661, de 1693-1694, de 1709-1710, e assim por diante[34].

Como se tudo isso não bastasse, o camponês, tido em geral como um servo na Idade Média, na prática pouco se diferenciava de um escravo propriamente dito. Pirenne diz que “essa servidão na qual se encontram é uma condição muito parecida com a do escravo antigo”[35]. Isso porque o servo conservava muitos dos padrões dos escravos antigos, como, por exemplo, o fato de não poder fugir[36]. Nestes casos, o senhor podia mandar perseguir o servo fugitivo[37] e obrigar o fugitivo a regressar à força[38]. Segundo Bloch, “os servos permaneciam, de direito, a coisa de um senhor, que dispunha soberanamente do seu corpo, do seu trabalho e dos seus bens”[39]. Ademais, o servo também:

• Não é convocado para o exército real[40].
• Não participa das assembleias judiciais[41].
• Não pode apresentar perante estas assembleias as suas queixas[42].
• Não pode entrar para a vida religiosa[43].
• Está excluído dos tribunais públicos[44].
• Não pode nem testemunhar nem prestar juramento[45].
• Está submetido à autoridade arbitrária do seu senhor[46].
• Não pode se casar fora do senhorio[47].
• Podem-lhe ser infringidos castigos temporais, como a um escravo[48].
• Casar-se com uma mulher livre é tido como um “casamento desigual”[49].
• Só é objeto de demanda no caso em que, tendo cometido para com terceiros uma falta grave, era entregue à vindicta pública pelo seu senhor[50].

Por isso, ele era basicamente um “escravo da terra onde nasceu”[51]. O colono era designado mancipia, que em latim clássico era sinônimo de escravo, e na língua vulgar significava “homem do senhor”[52]. Brooke afirmou que a população de camponeses não-livres era de longe “a maior parte da população da Europa... e seu número ia aumentando rapidamente”[53]. Os camponeses, continuamente, “perdiam degraus na escala social, uma vez que tinham que sacrificar-se cada vez mais para encontrar terra para alimentar-se”[54]. Fourquin alega que “a verdadeira sorte do colono aproximou-se da do escravo fixado à terra”[55]. O colono era, desde o século IX, tratado de fato como um não-livre[56].

Este colono não-livre era muitas vezes tido como se fosse um escravo. Carlos, o Calvo, por meio do Édito de Pitres (864), definiu que os colonos que infringissem o bannum real seriam punidos não mais com a multa, mas com sessenta chicotadas – a mesma punição dos escravos[57]. Fourquin observou o quanto a liberdade tinha retrocedido, e afirmou que “os colonos já não passavam de semilivres, cuja sorte tinha piorado”[58].

Lins escreve sobre o valor do servo católico na Idade Média:

É fácil avaliar o que fosse em fins do século XI, pelo que, a respeito, estatuía o código elaborado por determinação de Godofredo de Bulhão, logo após a tomada de Jerusalém pelos cruzados, e conhecido pelo nome de Assises de Jerusalém. Estabelecia esse código poderem os servos perdidos ser reclamados, tal qual os cães ou os falcões, tendo o mesmo valor um escravo e um falcão, enquanto eram necessários dois servos, ou dois bois para perfazerem o preço de um cavalo.[59]

A própria palavra servus (servo) significava “escravo”[60], também comumente chamado de “homem do corpo”, inteiramente propriedade do seu senhor, o dominius da vila[61]. E a mesma palavra servus servia muitas vezes para designar a ambos, escravos e servos[62]. A diferença prática era muito pequena. Não é sem razão que Fourquin alegou que “a liberdade do século XII não passa do atenuar da exploração senhorial”[63]. Mais grave ainda é saber que a escravidão clássica não havia sido completamente extinta nos povos cristãos. Ou seja, ainda existiam pessoas que podiam ser compradas, vendidas e enviadas a mercados distantes[64]. Fourquin sustentou que “os países mediterrânicos continuavam a conhecer a escravatura à antiga”[65], e Brooke alegou que “o comércio de escravos parece que foi o mais importante a longa distância na Europa septentrional, a princípios da Idade Média”[66].

Este breve resumo da condição dos camponeses nos fornece alguma base mais sólida para compreendermos as constantes e cíclicas rebeliões ocorridas nos mais diversos lugares da Europa, desde muito antes da Reforma e quando o catolicismo e sua ética predominava em todas as regiões do continente. E é este o cenário maior – e não o protestantismo – que fundamenta a revolta dos camponeses de 1524. Lindsay escreve que “o movimento rural não tinha por objetivo a Reforma; a sua origem foi a miséria profunda em que a gente do campo vivia. O sofrimento dessa gente não podia ser maior, e havia chegado a tal ponto que a morte não lhes metia medo algum”[67]. O conceituado historiador Kenneth Scott Latourette também discorreu sobre as causas da revolta de 1524:

As causas do levante foram complexas e não eram primariamente religiosas. As revoltas dos camponeses não tinham sido incomuns na Europa medieval, mas eram contra as incapacidades econômicas e sociais sob as quais essa classe sofria. A rebelião de 1524-1525, na Alemanha, se opunha ao aumento dos impostos, a deflação que tornava os impostos mais difíceis de suportar e redução do livre acesso às florestas, correntes e prados. Ela foi dirigida contra os nobres, inclusive os bispos e abades, porque eles eram corretamente considerados como exploradores.[68]

Se houve um fator religioso que de fato colaborou para eclodir a revolta de 1524 não foi a Reforma Protestante ou alguma pregação de Lutero, mas as mesmas razões que levaram às rebeliões de 1493, de 1502, de 1513 e de 1517 – todas antes da Reforma – no mesmo país: o jugo que a Igreja Romana impunha sobre os pobres camponeses, que só contribuía a agravar sua já precária condição. Apologistas católicos costumam ser rápidos em acusar o dízimo voluntário pregado em igrejas evangélicas nos dias de hoje, mas se esquecem com uma rapidez ainda mais impressionante de que quem inventou o “dízimo cristão” foi a própria Igreja Romana por ocasião das cruzadas. Jacques Le Goff assegura que o dízimo foi decretado pela primeira vez pelo papa Inocêncio III, em 1199, como uma taxa especial para a quarta cruzada, mas que ao findar-se a referida cruzada “o dízimo continua sendo cobrado sob outros pretextos e se torna permanente”[69].

O dízimo evangélico poderia ser comparado ao católico se não fosse por uma diferença crucial: o católico era obrigatório. Nenhum camponês tinha a opção de dar o dízimo da sua terra ou não: esses homens, já muito pobres e condenados a uma vida miserável de subsistência, eram ainda forçados a dar 10% dos seus rendimentos à Igreja – a instituição que era de longe a mais rica daqueles tempos. No início, quando um camponês se recusava a dar o dízimo ou parte dele, os padres recusavam-lhe os sacramentos e o excomungavam, o que para o camponês da época significava não apenas a inevitável condenação às chamas de um inferno de tormento eterno, mas também sua exclusão na sociedade como cidadão[70].

Depois passou-se a usar a força para obrigar o pagamento dos dízimos por coerção. E não era cobrado apenas um dízimo, mas dois: um era o chamado “grande dízimo”, que dizia respeito à décima parte da colheita, e o outro era conhecido como o “pequeno dízimo”, que se referia à décima parte do produto dos animais. “Tinham de ser pagos depois de se haver satisfeito ao senhorio; e depois de se ter pago a renda e o salário dos serviçais, e de se ter dado à Igreja a décima parte do trigo, das ovelhas, dos porcos e dos ovos, pouco ficava para o pobre camponês e sua família”[71]. Portanto, se algum fator religioso é o responsável pela erupção da revolta, este não foi nenhuma inovação protestante, mas a velha e conhecida forma da Igreja Romana extorquir seus fieis e inflamar-lhes os ânimos.

Vale a pena ressaltar que esse dízimo católico coercitivo e obrigatório já era condenado há muito tempo antes, pelo pré-reformador John Wycliffe (1328-1384), de quem já falamos um pouco no primeiro capítulo do livro. Inclusive sua oposição ao dízimo compulsivo constou entre as teses condenadas pela Igreja em Londres (1382) e no Concílio de Constança (1415), cuja 18ª proposição wyclifista condenada é a de que “os dízimos são simples esmolas e que os paroquianos os podem reter segundo sua vontade por causa dos abusos de seus párocos”[72]. Talvez se a Igreja Romana tivesse ouvido Wycliffe não teria havido revolta e nem massacre de camponeses 150 anos depois.

Além da imposição da Igreja que extorquia do trabalhador pobre uma parte significativa do seu sustento sem retribuir-lhe em nada, havia ainda o fardo pesado das leis das nações, que tendiam sempre a prejudicar os servos em detrimento de seus senhores. Na Alemanha isso se fazia ainda mais perceptível, pois, com a decadência do sistema feudal, o velho e ultrapassado código de direito romano havia substituído gradualmente a legislação alemã, e, como sabemos, no Império Romano os camponeses não eram homens livres. Quando essas leis voltaram a entrar em vigor na Alemanha, o camponês logo regressou, “pouco mais ou menos, na condição de escravo”[73].

Eles não ousavam sequer recorrer aos tribunais, visto que a lei lhes era adversa, e eram castigados “quando o seu amo entendia que deviam sê-lo”[74]. A lei “não lhes conferia direito algum; o proprietário podia tornar-lhes mais pesados os trabalhos, aumentar-lhe a renda, podia, em suma, exigir deles o que quisesse”[75]. Essa é a principal razão pela qual revoltas camponesas na Alemanha começavam a se tornar comuns desde muitos anos antes das teses de Lutero, e não tem nada a ver com o surgimento da fé reformada.

Se você acha que pagamos impostos demais e que não temos o devido retorno, que as leis servem mais a nos prejudicar do que a nos favorecer e que há algum problema sério na política atual, saiba que isso não vem de hoje. Talvez não sirva de alívio, mas na Alemanha da época os camponeses não apenas tinham que pagar pesados impostos, mas também sofriam de restrições sem um objetivo maior que não fosse prejudicar sua vida e dificultar seu sustento:

Os camponeses viviam do que as terras que traziam arrendadas produziam, e as rendas que pagavam eram as mais das vezes exorbitantes, isto é, não estavam em harmonia com o valor do terreno. Além das rendas, eram também obrigados a prestar aos proprietários certos serviços de que não recebiam renumeração alguma; esses serviços variavam segundo as localidades, mas em todas elas o senhorio tinha garantido o arroteamento dos seus campos sem lhe ser preciso meter a mão à bolsa. A tornar-lhes ainda mais duras as condições da vida, era-lhes proibido, sob pena de um severo castigo, o entregarem-se ao exercício da caça ou da pesca. Não podiam cortar lenha nos bosques, era-lhes vedada uma grande parte dos baldios, e de todos os modos se viam embaraçados no seu trabalho e na sua atividade. Quando um rendeiro falecia, o dono da propriedade tinha o direito de arrebatar do poder da viúva e dos órfãos qualquer coisa que lhe agradasse, como, por exemplo, uma vaca, uma ovelha, ou até a própria cama.[76]

Oliveira acrescenta que entre as causas das tensões entre os nobres e os camponeses estava a confusão resultante da queda dos estados feudais, o “pagamento dos dízimos grandes (do trigo) e pequenos (dos porcos, ovos, etc) à Igreja”[77], e o fato de serem obrigados a “pagar rendas e taxas exorbitantes”[78], além da “proibição de usarem lenha dos bosques e animais dos campos e rios”[79]. Diante de todo esse cenário amargo e desamparador, as reivindicações dos camponeses eram precisamente essas:

• Prometem pagar o dizimo do trigo para o sustento dos ministros, contanto que o que sobrar, depois de pagas as respectivas taxas, seja aplicado no socorro dos pobres; mas recusam pagar o pequeno dizimo, isto é, o dos porcos, dos ovos e etc, porque, dizem eles, Deus criou os animais para uso do homem.

А servidão deve ser abolida. A Escritura declara que os homens são livres.

• Deve haver inteira liberdade para caçar e para pescar, posto que Deus criou as aves e os peixes para uso de todos.

• As florestas que não pertençam a alguém por direito de compra devem ser restituídas à comuna, ou município; e todos os habitantes devem ter liberdade para cortar madeira de que necessitarem para trabalhos de carpintaria, devendo haver guardas, pagos pela comuna, que impeçam qualquer ato de vandalismo.

• Os serviços obrigatórios devem ficar restritos ao que era permitido pelos antigos costumes.

• Tudo o mais que se fizer deve ser condignamente pago.

• As rendas estão muito elevadas; as terras devem ser avaliadas de novo, e pagar-se pelo seu aluguel uma quantia razoável.

• A lei deve determinar as penas que correspondem aos diversos crimes, ficando vedado a quem quer que seja a aplicação de um castigo arbitrário.

• Os campos de pastagem e outros baldios de que os proprietários se tem apoderado devem ser restituídos ao logradouro público.

• Deve ser abolido o direito de morte (a faculdade que tem o senhorio de levar qualquer objeto da casa do rendeiro falecido).[80]

Lindsay acrescenta que “estes artigos eram, quase todos eles, bastante justos, e estão agora incluídos na legislação alemã. Se as reivindicações dos camponeses fossem recebidas como eles esperavam, e como tinham direito a esperar, ter-se-ia chegado a um acordo. Os seus adversários fingiram que se interessavam por elas, para ganharem tempo; e os camponeses, por fim, vendo-se traídos, pegaram-se em armas”[81]. Observe também que nenhuma das reivindicações dos camponeses tinha a ver com alguma doutrina específica, com uma “revolução religiosa” ou com algum dogma. Pelo contrário, dizia respeito exclusivamente a pretensões sociais visando uma vida mais justa e digna, o que refuta inteiramente os defensores de teses antiquadas e impostoras de que esses camponeses seriam fanáticos religiosos protestantes instigados por Lutero contra a Igreja Católica ou a ordem dominante.

Como bem observa Lindberg, “as reivindicações socioeconômicas da gente comum estavam maduras antes da Reforma”[82], e “aqueles acontecimentos abarcaram regiões bem além da Alemanha, que incluíram mais setores sociais além dos camponeses e que se originaram bem antes do início da Reforma”[83]. Também dissociando a fantasiosa relação entre o protestantismo e a revolta de 1524, Walker destaca que “as manifestações mais fortes foram em regiões nas quais o movimento reformista apenas começava a penetrar”[84]. Zwetsch acrescenta que “entre os camponeses reinava uma forte agitação havia décadas, enquanto as camadas baixas das cidades estavam em constante inquietação”[85].

Nunca é tarde repetir que essa revolta de camponeses de 1524 foi apenas a repetição de revoltas já esmagadas nos anos anteriores de 1493, 1502, 1513 e em 1517 – todas elas quando o protestantismo ainda sequer existia. Mesmo em 1524, o protestantismo estava muito longe de ter toda a influência na Alemanha que os apologistas católicos imaginam: Lutero é excomungado em 1521, mesmo ano em que comparece para se defender (sozinho) na Dieta de Worms, e a primeira Dieta em que a causa protestante é defendida por alguns príncipes do império é em Spira, isso já em 1526, e mesmo assim com muito menos príncipes do lado protestante do que no lado católico. A Alemanha ainda era um império fundamentalmente católico, conduzido por um imperador energicamente católico. Assim, exclamar um brado hipócrita sobre “o que ocorreu na Alemanha protestante por causa da Reforma” é um argumento de mentes doentes, na melhor das hipóteses, ou mal-intencionadas, na pior.

• Continua em meu livro “500 Anos de Reforma: Como o protestantismo revolucionou o mundo" (livro em construção)

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1960, p. 141.

[2] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 47.

[3] GONZAGA, João Bernardino Garcia. A inquisição em seu mundo. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 1993, p. 52-53.

[4] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 47.

[5] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 175.

[6] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 192.

[7] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 5.

[8] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 47.

[9] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 24.

[10] MAUROIS, André. História da Inglaterra. Rio de Janeiro: Pongetti, 1959, p. 158.

[11] ibid, p. 159.

[12] ibid, p. 158.

[13] ibid.

[14] ibid.

[15] ibid, p. 159.

[16] ibid.

[17] ibid, p. 160.

[18] ibid.

[19] WELLS, H. G. História Universal – Volume 4º. 5ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 240.

[20] PLUTARCO. Vidas paralelas: A vida de Crasso. Disponível em: <http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Plutarch/Lives/Crassus*.html#1>. Acesso em: 25/02/2016.

[21] MOUSNIER, Roland. História Geral das Civilizações: Os Séculos XVI e XVII – Tomo IV, 1º Volume. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1960, p. 177.

[22] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 23.

[23] WELLS, H. G. História Universal – Volume 4º. 5ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 240.

[24] HERMAN, Jacques. Guia de história universal. Lisboa: Edições 70, 1981, p. 94.

[25] ibid, p. 101.

[26] ibid, p. 103-104.

[27] ibid.

[28] ibid, p. 146.

[29] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 140.

[30] ROBERTS, J. M. O livro de ouro da história do mundo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001, p. 395-396.

[31] MOUSNIER, Roland. História Geral das Civilizações: Os Séculos XVI e XVII – Tomo IV, 1º Volume. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1960, p. 163.

[32] GONZAGA, João Bernardino Garcia. A inquisição em seu mundo. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 1993, p. 52-53.

[33] MOUSNIER, Roland. História Geral das Civilizações: Os Séculos XVI e XVII – Tomo IV, 1º Volume. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1960, p. 163.

[34] ibid, p. 164.

[35] PIRENNE, Henri. Historia económica y social de la Edad Media. 1ª ed. México: Fondo de Cultura Económica, 1939, p. 16.

[36] PERNOUD, Régine. O mito da Idade Média. Portugal: Publicações Europa-América, 1977, p. 79.

[37] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 43-44.

[38] ibid, p. 168.

[39] BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. 2ª ed. Lisboa: Edições 70, 1987, p. 268.

[40] ibid.

[41] ibid.

[42] ibid.

[43] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 44.

[44] ibid.

[45] ibid.

[46] ibid.

[47] BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. 2ª ed. Lisboa: Edições 70, 1987, p. 271.

[48] ibid.

[49] ibid.

[50] ibid, p. 268.

[51] ibid, p. 270.

[52] ibid, p. 271.

[53] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). 1ª ed. Madrid: Aguilar, 1973, p. 110.

[54] ibid.

[55] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 39.

[56] ibid, p. 41.

[57] ibid.

[58] ibid.

[59] LINS, Ivan. A Idade Média – A Cavalaria e as Cruzadas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Pan-Americana, 1944, p. 265-266.

[60] ibid, p. 83.

[61] ibid, p. 43.

[62] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). 1ª ed. Madrid: Aguilar, 1973, p. 112.

[63] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 169.

[64] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). 1ª ed. Madrid: Aguilar, 1973, p. 84.

[65] FOURQUIN, Guy. Senhorio e Feudalidade na Idade Média. São Paulo: Edições 70, 1970, p. 171.

[66] BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). 1ª ed. Madrid: Aguilar, 1973, p. 83.

[67] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 23.

[68] LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do Cristianismo: volume II: 1500 a.D. a 1975 a.D. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 980.

[69] GOFF, Jacques. La Baja Edad Media. 1ª ed. Madrid: Siglo XXI, 1971, p. 233.

[70] ROBERTS, J. M. O livro de ouro da história do mundo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001, p. 462.

[71] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 23.

[72] Fasciculi zizaniorum, 277-282 (Rolls Series) Mansi, XXVIII. 1207 Esqq. Citado em: BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo: Aste, 1967, p. 219.

[73] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 23-24.

[74] ibid, p. 24.

[75] ibid.

[76] ibid, p. 23.

[77] OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. História do Cristianismo em Esboço. Recife: STBNB Edições, 1998, p. 126.

[78] ibid.

[79] ibid.

[80] LINDSAY, T. M. A Reforma. Lisboa: Typ. a vapor de Eduardo Ros, 1912, p. 25-26.

[81] ibid, p. 26.

[82] LINDBERG, Carter. Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001, p. 195.

[83] ibid, p. 191.

[84] WALKER, Williston. História da Igreja Cristã: Volume II. São Paulo: Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, 1967, p. 26-27.

[85] ZWETSCH, Roberto E. Lutero e o Movimento da Reforma. São Leopoldo: Escola Superior de Teologia, 1993, p. 91.

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95 comentários:

  1. Já é a terceira vez que você muda o layout.
    O Conde Loppeux disse que a Alemanha era um país feudal até o século XVIII.

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    1. "Já é a terceira vez que você muda o layout"

      Desta vez eu não mudei nada.

      "O Conde Loppeux disse que a Alemanha era um país feudal até o século XVIII"

      Um rato de esgoto sabe mais de história do que o Conde Loppeux (além de ser menos sujo também).

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    2. "Desta vez eu não mudei nada"
      Tava neste aqui, você mudou pra aquele, e depois deixou este de novo.

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    3. Como funcionava o Cuius Regio, Eius Religio?

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    4. Qual sua opinião sobre Augusto Pinochet?

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    5. O que dizer disso?
      http://logosapologetica.com/a-etica-catolica-e-o-espirito-do-capitalismo-2/#axzz56eRmrofV

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    6. "Tava neste aqui, você mudou pra aquele, e depois deixou este de novo"

      Repito, não mudei nada. Provavelmente você entrou no site errado e depois voltou nesse. Ou foi algum bug, sei lá. Só sei que não mudei, esse layout está bom o bastante e eu só mudaria por problemas técnicos se ocorrer.

      "Como funcionava o Cuius Regio, Eius Religio?"

      Você não podia ser católico numa terra cujo príncipe fosse protestante ou protestante numa terra cujo príncipe fosse católico. Mas podia emigrar para a terra de um príncipe da sua religião para assim poder praticá-la. Foi o máximo que os papistas abriram de concessão.

      "Qual sua opinião sobre Augusto Pinochet?"

      Um ditador como qualquer outro.

      "O que dizer disso?"

      A Igreja Católica é tão "capitalista" que sempre fez questão de combater o capitalismo, desde MUITO antes do papa Francisco:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/04/a-igreja-catolica-contra-o-capitalismo.html

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    7. "Um ditador como qualquer outro"
      Até o Nando Moura concorda: https://youtu.be/nDunVDGCwOY

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    8. http://logosapologetica.com/a-etica-catolica-e-o-espirito-do-capitalismo-2/#axzz56eRmrofV
      A fonte que ele cita é relevante?

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    9. O Cuius Regio, Eius Religio também era praticado por protestantes?

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    10. Avalie: https://youtu.be/7Gi5EWsTEMM

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    11. "A fonte que ele cita é relevante?"

      É de um teólogo católico capitalista (um dos poucos), que por certo o sujeito que traduziu e postou nesse site sequer conhece, mas saiu divulgando qualquer bobeira que via que podia ajudar a igreja dele.

      "O Cuius Regio, Eius Religio também era praticado por protestantes?"

      Sim, foi a condição imposta pelo imperador na Dieta. Já expliquei as razões no texto.

      "Avalie: https://youtu.be/7Gi5EWsTEMM"

      Quantas deturpações, esses caras não tiveram o trabalho nem de ler Wikipédia para fazer um vídeo desses, que dirá algum livro de história...

      Excluir
    12. "https://youtu.be/7Gi5EWsTEMM"
      Como foi a história de verdade?

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    13. "Sim, foi a condição imposta pelo imperador na Dieta. Já expliquei as razões no texto."
      Mas os protestantes eram todo totalmente a favor e os principes protestantes nunca tentaram acabar com isso?

      Excluir
    14. Avalie: https://youtu.be/AsFRiqZ-0DE

      Excluir
    15. Qual posição teológica mais se aproxima do islamismo, calvinismo ou arminianismo?

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    16. "Como foi a história de verdade?"

      Vamos resumir da seguinte maneira: a questão foi levada para o julgamento na Bélgica, o resultado foi a favor do Brasil já que os ingleses neste caso de fato estavam sem razão, mas os britânicos se RECUSARAM a pagar a indenização ao Brasil (indenização essa que foi decidida no tribunal), e o Brasil ao invés de impor o pagamento da indenização preferiu deixar por isso mesmo porque morria de medo de um confronto com os ingleses (vale ressaltar que se trata do mesmo país que havia perdido a guerra com a toda-poderosa CISPLATINA, e que precisou de uma aliança com outros dois países para depois de muito tempo conseguir derrotar o Paraguai mesmo com uma população infinitamente menor). Se o Brasil fosse isso tudo mesmo e fosse os ingleses que tivessem medo do Brasil e não o contrário, teria feito questão do pagamento da indenização e ido até as últimas consequências, em vez de aceitar as condições da Inglaterra.

      "Mas os protestantes eram todo totalmente a favor e os principes protestantes nunca tentaram acabar com isso?"

      Não se trata de ser a favor ou contra, se trata de ser um mal menor em relação às outras opções (ou melhor, de NÃO TER outra "opção" real). Isso já significava um avanço imenso em relação às Dietas anteriores e era o máximo que eles poderiam conseguir de concessão por parte do imperador, mas é evidente que não era o melhor e nem o ideal, por isso não permaneceu pra sempre.

      "Qual posição teológica mais se aproxima do islamismo, calvinismo ou arminianismo?"

      Não tenho um bom conhecimento de Islamismo, mas até onde eu sei, eles são deterministas (me corrija se eu estiver errado), então é claro que se aproximariam mais do calvinismo, que é determinista também.

      "Avalie: https://youtu.be/AsFRiqZ-0DE"

      Muita baboseira que o Granconato disse nesse vídeo, é até difícil elaborar todas. Vamos lá: primeiro, os adventistas não creem que Jesus entrou no santuário celestial em 1947 como ele disse, mas sim em 1844 (errou só por mais de cem anos, mas ok). Segundo: qualquer adventista do planeta que for questionado a respeito do termo "adventista" irá responder que diz respeito ao segundo advento, ou seja, à volta de Jesus que ainda está por acontecer, e não sobre o juízo investigativo. Nunca em toda a minha vida eu ouvi esse tipo de coisa da boca de um adventista, só da parte dos críticos. Terceiro: o juízo investigativo é realmente uma doutrina errada, mas nem de longe essa doutrina por si só justifica o rótulo de "seita" para a IASD. Para uma igreja ser uma seita não basta ter erros doutrinários pois eu não conheço igreja no mundo que não tenha erros doutrinários, o importante é que não contenha nenhum erro em doutrinas fundamentais para a salvação e que não induza ninguém ao pecado, e os adventistas não tem nada disso. Pra mim, como arminiano, o calvinismo que ele defende é pior que a doutrina do juízo investigativo, e nem por isso considero "seitas" as igrejas que adotam o pensamento calvinista.

      Excluir
    17. "Pra mim, como arminiano, o calvinismo que ele defende é pior que a doutrina do juízo investigativo, por isso considero "seitas" as igrejas que adotam o pensamento calvinista."
      Qual é o calvinismo que o Bruno Lima defende?
      "nem por isso considero "seitas" as igrejas que adotam o pensamento calvinista."
      Por que não considera?

      Excluir
    18. "Qual é o calvinismo que o Bruno Lima defende?"

      É só perguntar a ele (se ele não pensar que você é um robô).

      "Por que não considera?"

      Porque não ensinam nenhuma doutrina que leve irremediavelmente à perdição, nem rejeitam nenhuma doutrina fundamental para a salvação.

      Excluir
    19. "se ele não pensar que você é um robô"
      Não é ele que pensa, é o Google.

      Excluir
  2. Avalie: https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=http://igrejaanglicana.com.br/o-anglicanismo-e-protestante-ou-catolico-2/&ved=2ahUKEwi62JGNwoLZAhUFipAKHc5hAu4QFjAMegQIDxAB&usg=AOvVaw1ovjR9NjOC7PUYfwSgNTeu

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    1. Anglicanos são protestantes, não sei por que tem gente que gosta de criar polêmica com isso, mas o artigo está certo.

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    2. Porque os próprios anglicanos (não todos) às vezes não gostam de se declarar protestantes...

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    3. Exatamente, são alguns (citados no artigo). Os anglicanos em si são evangélicos normais.

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  3. Você pretende lançar novos artigos voltados para a devocional como este: http://apologiacrista.com/crescimento-espiritual??
    São artigos muito bons!

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    1. Com certeza, mas no momento estou escrevendo o livro da Reforma e por isso só estou postando fragmentos do livro por enquanto, para não deixar o blog sem conteúdo.

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  4. Oi, eu queria saber se a Igreja de confissão Luterana é uma boa igreja para procurar ou tem algum problema sério. http://luteranos.com.br/

    [ ]s e obrigado.

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    1. A confissão luterana é sim, mas essa específica do site que você me passou eu não recomendo, pois é uma vertente do luteranismo que adota o ecumenismo com a Igreja Católica. Lutero ficaria escandalizado se ressuscitasse nos dias de hoje e se deparasse com isso.

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    2. A tá obrigado, é que pra mim vai ajudar se tiver elementos estéticos mais tradicionais como música mais para o clássico e tal.

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    3. é que eu nasci e cresci no sul do Brasil e hojr moro no Rio de Janeiro, daí se for uma igreja que tenha elementos culturais mais "europeus" como são dominantes lá no sul, ficaria melhor pra me sentir mais "em casa" embora sei que não é o esencial.

      [ ]s

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    4. Entendo, mas eu sou do sul e nem por isso faço questão de uma igreja assim, mas respeito sua opinião.

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  5. E o Sr padre Paulo Ricardo continua soltando suas pérolas. A mais nova pérola é afirmar que a rainha Elizabeth matou milhares de católicos apenas pelo fato de serem católicos, enquanto a sua antecessora, a rainha Mary blooded matou poucas pessoas num processo inquisitorial legítimo. Dá pra levar isso à sério?

    https://youtu.be/2MVGlBShKIU

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    1. Não sei como esse cara consegue dormir à noite e colocar tranquilamente a cabeça no travesseiro enquanto sabe que é um picareta desonesto e disseminador das mentiras mais escabrosas que este mundo já viu. Quem diz que Isabel "matou milhares de católicos" deveria ser internado em um hospício ou preso.

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    2. Lucas, e o pior é que esse cidadão é professor de catecismo, donde, em tese, se deveria esperar a verdade e não mentiras que católico nenhum vai encontrar em livro de história nenhum.
      Qual é o moral que o catolicismo tem pra falar (ou melhor, mentir) que foram vítimas de alguma inquisição ou perseguição religiosa?

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    3. Um tipo desses não está nem minimamente preocupado ou interessado com a verdade. Serve-se naturalmente de qualquer mentira se a finalidade for a honra da "Santa Igreja". É a "velha e boa" lógica jesuíta.

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    4. Lucas, o pior é que vejo muitos católicos afirmando que na Inglaterra houve uma perseguição violentíssima contra os católicos.

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    5. Foi tão "violentíssima" que no máximo morreram 180 jesuítas na Inglaterra na "pior" época (a da "malvadona" Isabel I), e eram jesuítas que COMPROVADAMENTE estavam ali para depor e assassinar a rainha a fim de restaurar o catolicismo no país em cumprimento à bula do papa Pio V (sendo que a pena capital para o crime de alta traição era o da execução em TODOS os países da época, e em alguns até hoje). Um "horror" mesmo...

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    6. Lucas os católicos falam que foram milhares pelo tempo que ela ficou no trono por 45 anos e que sobre os jesuítas eles afirmam que eles foram evangelizar para trazer o povo de volta ao catolicismo que no final das contas foram assassinados e o pior que eles não falam é que os protestantes não podia evangelizar em terras católicas e queriam a força e a qualquer custo evangelizar em terras protestantes não é mesmo Banzoli?

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    7. É justamente o fato dela ter matado apenas 180 pessoas em 45 anos de reinado que mostra o quanto ela era pacífica e tolerante, muito acima do normal para o padrão da época. Os historiadores todos a retratam como uma rainha moderada e inteligente, que era inimiga da guerra e que colocou a Inglaterra na "era do ouro". A Inglaterra era um país miserável antes dela, na periferia da Europa, que não se destacava em nada em relação às suas vizinhas (Escócia, Gales e Irlanda), e que depois de Isabel se tornou apenas a maior potência da Europa. Só de caluniar Isabel os papistas já mostram o quão ratos, baixos e sujos que são. Deveriam lavar a boca antes de falarem qualquer coisa.

      Ah, e sua irmã, a católica Maria, a Sanguinária, matou mais de 300 em cinco anos, e matava pela única acusação de "heresia". Só não matou mais porque os protestantes fugiram em massa a Genebra. E esses 180 que morreram no longo reinado de 45 anos de Isabel não morreram por "heresia", morreram porque eram traidores jesuítas da pior espécie infiltrados na Inglaterra, na única e específica missão de fazer cumprir a bula do papa contra a rainha e depô-la do trono. A pena capital era o mínimo que mereciam. Chega a ser vergonhoso esses ataques amadores e patéticos de católicos infantis que jamais se deram ao trabalho de abrir um livro de história, e muito menos de lê-los.

      Excluir
  6. Lucas, vc já leu os livros apócrifos? Os que estão na Bíblia Católica...

    Quando chegaram a Jerusalém, adoraram a Deus e, uma vez purificado o povo, ofereceram seus holocaustos, suas vítimas espontâneas e seus dons.
    Judite 6:8

    O que os católicos entendem por "vítimas eapontâneas"? O que são realmente?

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    1. Tem certeza que esse texto é de Judite 6:8? Eu fui na Bíblia Católica Online e o texto que consta é outro:

      "Os escravos de Holofernes tomaram-no e se foram através da planície. Ao se aproximarem dos montes, porém, saíram contra eles os atiradores de funda"

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    2. Na verdade é no versículo 18, mas eu vi na Biblia Ave Maria e não tem essa parte...

      Excluir
    3. Acho que está na Bíblia de Jeruslém, segundo este site http://www.caiafarsaromanista.comunidades.net/desmascarando-o-livro-de-judite

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    4. Pois é, na versão Ave Maria o texto está diferente. Se fosse em um livro canônico eu poderia ver como está nos originais, mas não tem apócrifo na Concordância de Strong, então fica difícil saber quem traduziu certo e quem errou.

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  7. Ola Lucas Banzoli! Poderia avaliar esse vídeo?(Melhor, o canal desse cara)
    https://www.youtube.com/watch?v=2unNNvDlcVs

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    1. Seria difícil avaliar um canal inteiro de alguém, mas um leitor trouxe alguns dos ataques dele à fé cristã, e eu comentei a respeito abaixo:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/02/o-protestantismo-e-o-culpado-pela.html?showComment=1518299135489#c9178870959375360470

      Se houver algum questionamento dele que você entenda que precise ser rebatido, é só resumir que eu comento também a respeito.

      Excluir
  8. Lucas, procede a informação que não há nenhum registro arqueológico sobre a escravidão do povo hebreu no Egito?

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    Respostas
    1. Existe sim:

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2015/01/as-provas-do-exodo.html

      Excluir
  9. https://www.youtube.com/watch?v=01H4CnX9lEI&list=PLJ1BhF_91w_en3DNDDkVSv2taglybEL0F&index=5

    Sobre esse vídeo, eu sei que ele é patético e o cara faz vários vídeos no canal dele debochando a religião e tbm os cristãos, mas tem coisas que ele fala que eu tbm tenho dúvidas...
    Primeiro, em relação ao versículo de Paulo sobre se sujeitar as autoridades (não lembro onde se encontra, acho q em Romanos). Até que ponto devemos nos sujeitar às autoridades? Será que não podemos protestar contra autoridades que querem o mal do povo?
    Segundo, em relação à sujeição aos pastores. Confesso que a ideia de se sujeitar aos homens é horrível, eu como cristã me sujeito somente à Deus (e só me sujeitos aos homens - incluindo pastores - quando vejo que há honestidade neles). Essa sujeição é ilimitada (aos pastores)? Como refutar essa sujeição cega (que não questiona) com versículos da bíblia?

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    1. Protestar contra as autoridades não é algo que Paulo se oponha, o que ele proibiu é a rebelião, uma revolução armada, mesmo contra um governante opressor. Devemos lembrar que quando ele dizia isso estava em vigor o Império Romano que não era nada democrático; para tirar os césares do poder só se fosse através de revoltas armadas. Hoje vivemos em um ambiente democrático (no Ocidente, pelo menos), onde podemos votar e eleger nossos governantes, mas o princípio de honrar as autoridades permanece valendo. Para que o mundo tenha ordem e progresso, é preciso respeitar as hierarquias de comando, senão vira anarquia.

      Sobre a sujeição a pastores, veja o que Pedro escreve aos próprios pastores:

      “Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. NÃO AJAM COMO DOMINADORES DOS QUE LHES FORAM CONFIADOS, MAS COMO EXEMPLOS PARA O REBANHO” (1ª Pedro 5:2-3)

      Ou seja, os pastores não devem "dominar" o rebanho, sua função é apenas de ensinar e transmitir conhecimento a quem tem menos conhecimento na área, mas não de alguém em um patamar de "superioridade".

      Paulo também escreve:

      “Não aceite acusação contra um presbítero, se não for apoiada por duas ou três testemunhas. Os que pecarem deverão ser repreendidos em público, para que os demais também temam” (1ª Timóteo 5:19-20)

      Ou seja, se tivesse o apoio de duas testemunhas, já era suficiente para que o presbítero (termo usado para o pastor ou bispo da época) fosse repreendido publicamente, diante de todos. Portanto, de modo algum existe na Bíblia o conceito de submissão cega. O próprio Paulo alertou que depois da sua partida haveria entre os próprios líderes da Igreja lobos que devorariam o rebanho (Ap 20:29), de modo que seria simplesmente insano seguir-lhes acriticamente.

      Abs.

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    2. Obrigada pelos versículos!! Entendi o ponto de vista da bíblia, mas por exemplo, existem casos que eu acredito que só uma revolução armada poderia mudar certas coisas. No caso da Venezuela, somente se a população tirar a força aquele ditador Nicolás Maduro é que poderá haver uma mudança na política do país. Se não for por esse meio, eu acredito que a população vai continuar sofrendo muito pq lá se instaurou uma ditadura socialista e só com o emprego da força pra tirar esse cara do poder. No caso de Hitler também...eu acredito que se a população tivesse usado a força pra tirar ele do poder (com revolução armada, se fosse o caso), poderia ter sido evitado todo esse mal que ele fez com os judeus (mas no caso do Hitler a população não estava empenhada em tirar ele do poder pq ele tinha tirado boa parte da população alemã do desemprego, então quem teria que ter protestado contra seriam os próprios judeus). Mas, enfim acho que a população pode fazer uma desobediência civil contra o governante se ele estiver fazendo muito mal à sociedade, que é o caso da Venezuela. Porém, eu entendo o ponto de vista de Paulo que era o de evitar rebeliões contra todo e qualquer governante.

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    3. Eu entendo seu posicionamento, mas veja bem, o Império Romano costumava ser bem pior que a Venezuela de Maduro. Por pior que Maduro seja, o Império Romano perseguia, caçava, queimava e crucificava cristãos em praça pública com crueldade, instigava a escravidão do pior tipo e suprimia as revoltas com uma crueldade inimaginavelmente maior do que Maduro já pensou em fazer. Só em uma única revolta, a de Espártaco, os romanos massacraram entre 40 e 120 mil ex-escravos, número infinitamente maior do que o Maduro já fez. E mesmo assim, Paulo era contra se rebelar contra uma autoridade ímpia dessas. A "desobediência civil" não é a solução, revoluções armadas são sempre ruins independentemente de para qual lado sejam, o povo sempre estará em desvantagem contra o governo, que tem ao seu lado os militares e tudo mais. Você deu o exemplo de Hitler, mas sinceramente penso que se matassem Hitler seria pior, iriam tomá-lo como um "mártir", uma "vítima dos judeus", iria servir apenas para aumentar o ódio aos judeus, e obviamente assumiria um outro nazista da mesma índole em seu lugar. A Reforma Protestante só obteve sucesso porque NÃO se rebelou com armas mesmo sendo oprimidos, no único lugar que decidiram fazer isso a Reforma não deu certo (na França, em resposta aos massacres sistemáticos cometidos pelos católicos), e acabou tendo sucesso justamente onde apenas deixaram tudo nas mãos de Deus sem se rebelar contra as autoridades instituídas. Esta provavelmente também foi a razão pela qual a revolta dos camponeses citada neste artigo fracassou.

      Abs!

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  10. Lucas qual corrente historiografica você considera a melhor ? Você já jogou RPG de mesa ?

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    1. A corrente que eu considero melhor é a Escola dos Annales. Sobre RPG de mesa, eu nem sabia que isso existia, mas o único jogo que eu jogo é Age of Empires III, no qual sou com toda a modéstia e humildade o melhor brasileiro em atividade :)

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    2. O que você acha do jogo RPG, ja jogou?

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    3. Os únicos jogos de RPG que já joguei faz bastante tempo, quando eu era criança ou adolescente, não fazem muito o meu estilo, embora tenha jogado um de Nárnia que era até bem legal. Mas eu prefiro jogar futebol ou corrida com o meu irmão, ou Age of Empires online.

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  11. Olá Lucas.
    Qual interesse em pôr na conta do protestantismo alguma revolta? E se a revolta for legítima como muitas foram?

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    1. O interesse é difamar a Reforma associando-a a movimentos revolucionários (comunistas), à desordem, ao caos, à desobediência civil, etc. Eu não diria que a revolta era legítima porque não entendo como legítima nenhuma rebelião armada (veja a minha resposta acima a outra pessoa sobre a mesma questão), mas sim que as reivindicações deles era legítima. A causa perdeu legitimidade a partir do momento em que os camponeses pegaram em armas e começaram a destruir tudo e a massacrar até pessoas inocentes que não tinham nada a ver com tudo aquilo.

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  12. Lucas você tem artigos com relação ao Padre Paulo Ricardo, olha ele fala muita besteira e fez vários vídeos atacando o Protestantismo e os Protestantes e inclusive chegou a chamá-los de otários, mas na hora de ir até o Congresso lutar contra a legalização do aborto e do casamento gay ele se fez de ecumênico e elogiou a bancada evangélica, olha só a cara de pau do homem, chama os protestantes de otários num dia e no outro faz discursinho ecumênico para unirmos contra a esquerda em nome da família e da moral, ele não passa de um hipócrita, cara de pau e mentiroso, Além de um completo analfabeto em História.

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    1. Eu não costumo fazer artigos refutando uma pessoa em específico, até fazia mais isso antes, mas hoje eu prefiro escrever artigos englobando todos os argumentos de uma vertente sobre aquele tema e refutá-los, assim se refuta todos de uma vez só. Por exemplo, embora eu não tenha feito um artigo específico refutando a crença do padre Paulo na virgindade perpétua, eu tenho muitos artigos sobre o tema que refutam todos os argumentos que ele usa (e assim por diante). Mas tem esse artigo beeeeem antigo, que eu publiquei na época em que ele chamou os evangélicos de "otários" (acho que em 2010), no meu site antigo:

      http://apologiacrista.com/refutando-o-padre-paulo-ricardo

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  13. Lucas você não acha que o protestantismo estatizou e privatizou a igreja pelo estado,no século XVI ou foi o catolicismo?Poderia explicar melhor esse assunto de estatizar e privatizar através do estado civil?Abs!

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    1. Sua pergunta não faz qualquer sentido. "Estatizar" e "privatizar" são termos que se usa em economia para se falar de empresas e não um termo teológico para se falar de igrejas.

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    2. A Igreja se confundia com o Estado justamente na Idade Media, através da ICAR...

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    3. Não apenas se confundia com o Estado, mas muitas vezes tentou mandar no Estado em questões temporais (depor reis e imperadores, impor submissão absoluta e etc) e entrou em conflito com ele. A relação das igrejas protestantes com o Estado sempre foi muito mais pacífica e respeitando a delimitação de ambos os poderes, cada qual na sua esfera de atuação.

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  14. Uma vez o astrólogo de Virgínia falou que a direita do Brasil era pior do que a esquerda (em crítica ao MBL) pois a direita parecia uma "salada de frutas" (algo parecido com isso nao lembro ao certo as palavras) enquanto que a esquerda sempre se empenhou em ser organizada...Eu realmente tenho q concordar com ele nesse ponto pq olha...tem cada "formador de opinião" da direita que me dá uma vergonha....

    https://youtu.be/rC0qQmf1B30 (debate "reaça coxinha")

    https://youtu.be/vDyKGZ11Cv4 (defensora da monarquia...kkkkk #creemDeusPai)

    https://youtu.be/nAcO2ws4FBc (defendendo seu papai...)

    https://youtu.be/_Pt_lJK7Czs (o católico anarcocapitalista a favor das drogas... - professor Afonso rebateu essa ideia ridícula do anarcocapitalismo em vários vídeos no qual eu gosto desse: https://youtu.be/MdepP1-hZcg)

    E assim segue a "direita" q vai mudar o país...

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    1. Pelo menos dessa vez o astrólogo da Virgínia acertou: a direita brasileira às vezes consegue ser pior que a esquerda, e os olavetes estão aí para nos provar isso...

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  15. Boa Tarde Lucas!.
    Neste Video Pr Paulo Junior afirma que ja estamos no milênio?
    https://youtu.be/vC8EQqP9fHg

    Ele e amilenista?

    Em Apocalipse 19.20 fala que a besta e o falso profeta são lançados no lago de fogo. Em Apocalipse 20.15 diz que o diabo foi lançado onde estão a besta e o falso profeta.
    Ele entende que o milênio de Apocalipse 20 já está em atividade nesse momento?
    Satanás esta preso?
    Depois de 2 guerras mundiais e principalmente 2 guerra mais mortífera historia da humanidade, como alguém pode acredita satanás esta preso e não engana as nações como Apocalipse 20

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    1. O amilenismo não tem base no meu ponto de vista. As nações sempre foram e continuam a ser diariamente e fortemente enganadas. Há nações que sequer sabem quem é Jesus, ou cujo número de cristãos é irrelevante. Há nações que são tão fechadas ao evangelho que os missionários que vão lá são assassinados ou presos, ou postos em campos de concentração para morrerem de fome ou serem escravizados. Há nações em que o evangelho já fez muita coisa no passado, mas que se encontra em decadência hoje, com o número de irreligiosos crescendo cada vez mais e as igrejas se esvaziando. E assim por diante. Só na cabeça de amilenista tão fanático a ponto de perder completamente o juízo, a razão e o bom senso é que o diabo "não pode mais enganar as nações". A não ser que eles estejam vivendo em um mundo alternativo e paralelo do qual eu não faço a menor ideia...

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    2. Posso levar serio ensino escatologia Pastor Paulo Junior?
      Ele prega não vai ter construção 3 templo Jerusalem e amilenismo

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    3. Eu não levaria a sério uma escatologia dessas. O pré-milenismo é a única escatologia que conta com alguma coerência interna e bíblica.

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  16. Em um dos podcasts recentes do Guten Morgen, o Flávio soltou uma pérola ao dizer que a tradição continua, apesar de tudo, forte, isso é claro, ele fazendo uma alusão à tradição romana da igreja católica e cutucando os protestantes que a rebatem utilizando as Escrituras.
    O que há na cabeça de uma pessoa dessas, que aparentemente é tão instruída e culta, passar tanta informação falsa a respeito do cristianismo e inaltecer esta instituição.
    Me pergunto se é cegueira e ingenuidade mesmo ou desonestidade intelectual - este último me parece o mais provável nesse caso.
    Já não estão mais conseguindo esconder que estão aí pra levantar a bandeira do catolicismo, assim como o Nando Moura e o senhor “filósofo” que tem “razão”......

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    1. A maioria é por desonestidade mesmo. Esse tipo de católico radical e apologista segue à risca a máxima jesuítica de que os fins justificam os meios (na verdade é bem pior que isso, mas vamos resumir assim). Ou seja, que se o objetivo final for a glorificação da Igreja, conversões ao catolicismo e etc, vale a pena mentir, difamar, xingar, caluniar e etc, desde que se alcance o objetivo final através destes meios escusos. Isso explica por que vemos tantas difamações e argumentos patéticos vindos da apologética católica cada vez mais arruinada, defasada e perdedora.

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  17. Caro Lucas admiro seu trabalho em nome da fé cristã, principalmente por sua objetividade! Desde de criança a gente aprende que os dinossauros viveram a milhões de anos atras, que as coisas vieram a existência por processos aleatórias ao acaso, que o big bang gerou o universo e etc, diante desse cenário que parece intocável eu cresci apaixonado sempre pela ciência, assim eu admitia tudo isso e relacionava tudo isso ao genesis. No entanto depois que eu terminei meu ensino medio tive tempo pra estudar de verdade, afinal eu passava o dia inteiro no colegio(as vezes ficava ate as 7 da noite quando comecei a trabalhar),comecei analisando a evolução, descobri que nada da evolução fora provado, teve ate algumas casos em que "cientistas" trapacearam para mostrar dados falsos, que graças a Deus, foram posteriormente identificados como falsos. Estudando isso descobri que as imagens de animais que a gente vê nas reconstruções gráficas era pura imaginação.
    Descobri a desonestidade de algumas pessoas que querem fazer com que a população leiga em geral pense que todos os que lidam com processos científicos acreditam no em evolução nas outras coisas que eu citei(isso ta bem explicito nos livros didaticos de biologia de qualquer aluno de ensino medio), mas a as coisas são bem diversificadas tem ateu que não acredita em evolução, assim como tem cristão no meio cientifico que acredita em milhões de anos.
    Só por isso eu já fiquei indignado de como alguns cientistas lidam com a ciência, como são desonestos, preferem a mentira do que ter que admitir que existe um deus. E ainda que não optassem por Deus como a explicação, eles poderiam ao menos admitir que estão errados. Nesse tempo também estudei a bíblia com bases arqueológicas, históricas, geográficas, duma forma tão profunda que em menos de dois anos eu tenho a certeza que é a segunda coisa que mais estudei na minha vida. A conclusão que eu cheguei foi que o trabalho dos críticos estão com dias contados, afinal esse pessoal só passa vergonha. Sempre duvidam da bíblia e posteriormente passam vergonha com os novos achados.
    Estudando a datação científica novamente eu fiquei indignado dessa vez eu realmente fiquei com raiva como usam algo que mostra nitidamente errôneo. Você pega um amostra e nela aplica vários métodos "seguros" de avaliar a idade de um objeto. Depois com os resultados você não encontra dois que sejam parecidos, nem mesmo próximos as diferenças as vezes chegam a "bilhões"(não acredito mais nesse negocio de bilhões). Ainda tem as formações geológicas que nitidamente apontam para processos extremamente rápidos, é mesmo assim o que aprendemos e vemos na maioria dos documentários é milhares de anos. Nesse campo já existe até um ramo que admite que as formações foram bem rápidas o que sugere o dilúvio, mas novamente os desonestos(não os chamarei de cientistas) por medo de afirmarem a existência de Deus ou o medo maior de se as formações são novas a evolução de bilhões anos não existe, não aceitam e não propagam a ideia de uma Terra muita mias nova. Foi achado recentemente e publicado cientificamente células e tecidos em um fóssil de dinossauro sendo que esse material já é dificil imaginar ele existindo durante 6 mil anos, no entanto o "seguro" processo de datação apontou milhões de anos é o que fizeram os desonestos disseram que aquilo não importa afinal foi feito a datação.

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    1. Pois é, eu também era um "evolucionista teísta" no começo, achava que a evolução era verdadeira e acreditava nos "bilhões de anos" da "ciência", mas bastou um pouco mais de pesquisa para ver que o criacionismo de terra jovem é muito mais defensável mesmo, embora nem o evolucionismo em si refute a existência de Deus. O problema da ciência moderna é que eles já descartam Deus a priori da equação e são refratários a priori a qualquer tese que leve à conclusão de que a Bíblia está certa ou que existe um Criador. Montam todo um sistema fechado em um pensamento ateísta e materialista e assim tiram as suas próprias "conclusões" que consideram "científicas". A própria datação dos "bilhões de anos" depende da teoria da evolução ser verdadeira, enquanto a evolução depende dos bilhões de anos, criando um círculo vicioso. São falácias em cima de falácias, sem falar das fraudes e da perseguição a quem pensa diferente dentro do próprio meio acadêmico e científico...

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    2. Pois não é que enquanto conversamos saiu outra notícia sobre o assunto, coincidência ?
      https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2018021210501053-nucleu-interno-terra-misterio/

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    3. Com você explica a expansão do Universo (que é um dos argumentos sobre o Big Bang ocorrido a 14 bilhões de anos) e também o processo de adaptação dos animais, pois a evolução é muito mais simples de se se entender do que se imagina, tipo um casal de leões tem dois filhotes, um deles tem alguma característica genética que o torna melhor que o seu irmão, então este ira sobreviver e procriar, e seus filhotes nascerão com as mesmas características, e assim continuara indo, até que depois de milhões de anos, estas mudanças se tornarão perspetiveis, e isso que causaria o "surgimento" de novas espécies, como responder a este fato? A ciência apresenta muito mais argumentos lógicos do que a Bíblia, pois existem poucas coisas que prove que a bíblia é verdadeira, uma destas coisas é que a bíblia fala que é verdadeira, então a bíblia é verdadeira porque ela admite ser verdadeira? se for assim qualquer religião pode ser verdade, basta ter um livro que diga que é a palavra de Deus e pronto. Um dos argumentos que os cristãos usam para falar que as outras religiões não são verdade é que a bíblia fala isso (que não existe outra religião verdadeira), que elas são invenção do demônio (as outras religiões também podem dizer que a bíblia é do demônio, já que novamente basta ter um livro religioso que afirme isto), ou que são invenção do homem (coisa que os ateus dizem sobre todas as religiões também). Para mim, a unica coisa boa na religião cristã é o seu aspecto moral que é o que mais justo se comparado com as outras religiões, aspecto este que ajudou a fundar a civilização ocidental, mas fora isso não vejo qualquer motivo para seguir o cristianismo ou qualquer outra religião, mas seguir a apenas provas cientificas e comprovadas. Desculpe se meu texto ficou muito grande.

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    4. Um cristão que defendesse que a Bíblia é verdadeira somente porque a Bíblia diz isso seria um péssimo apologista, realmente. Mas não é o argumento que nenhum cristão sério se utiliza. Recomendo a leitura do livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek, em que mostram as evidências da existência de Deus desde o Big Bang até as constantes antrópicas, o argumento Kalam e o da moralidade, para em seguida elaborarem uma refutação ao darwinismo, provarem a veracidade das Escrituras, a autenticidade do Novo Testamento, as provas da ressurreição de Jesus e tudo mais, que no fim chegam à conclusão de que o Cristianismo é verdadeiro. Nenhum argumento que eles usam é do tipo circular. Nos meus dois livros sobre o tema eu utilizo a metodologia semelhante, embora da minha maneira, mas recomendo que leia o do Geisler antes, por ser mais completo.

      Abs.

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    5. Caro Anônimo, como você usou o argumento da facilidade de compreensão, eu entendo ser muito, mais muito, mas muitíssimo mesmo mais fácil entender que uma inteligência superior criou tudo do que um vírus evoluiu e criou organismos com sistemas extremamente complexos, como a visão, o funcionamento do cérebro, etc. Sobre o seu argumento de que a Bíblia diz que ela é verdadeira, o Lucas já disse, mas pesquise sobre a verdade documental da Bíblia.

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    6. Caro Hugo Vega, lendo seu depoimento, eu lembrei de um ditado, em inglês, que eu li alguns anos atrás: "Depois que eu conheci os cientistas, passei a confiar mais nos políticos." É por aí.

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  18. Lucas, li um estudo do Prof.felipe de aquino um católico carismático sobre o purgatório, dizendo Ele que tais passagens bíblicas esplicam a existencia desse lugar passagens que ele citou como:1coríntios 3:10 Marcos 3:29 lucas 12:45,48 Lucas 12:58,59 1Pedro 3:18,19 e verdade que todos esses textos bíblicos falam sobre o purgatorio? abraços!

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    1. São as mesmas passagens que o Paulo Leitão também distorceu e que eu refutei aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/02/refutando-o-comediante-paulo-leitao-i.html

      Abs!

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  19. Lucas, os demônios leem nossos pensamentos?

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    1. Não podem ler, mas eventualmente podem colocar coisas lá (tentações, por exemplo).

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  20. Olá Lucas.
    Se permite a intromissão, gostaria de informar ao anônimo que existem "estudos" de toda cor e gosto pra "provar" o se quiser, basta usar a criatividade e esquecer a honestidade. Os arianos tem "estudos" que "provam" suas convicções, Ratzinger possui "estudos", os mórmons, ... E o nobre mestre Felipe Aquino tratou estender um pouco mais a lista...

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    1. Pois é, a grande questão não é se x ou y tem estudos "provando" isso ou aquilo, pois argumentos e fundamentações todo mundo tem para qualquer causa que defenda, a grande questão é a veracidade desses argumentos, se são sólidos ou se são tapeação (que no caso católico é mais escancarado que qualquer outro).

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  21. Lucas, vc acha que um católico pode ser salvo?

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    1. Um católico nominal pode; um fanático do tipo que refutamos aqui não.

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  22. Lucas você já ouviu falar da fé bahá'í? Se sim você acha que ela tem alguma relevância com o fim dos tempos?

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    1. Não conhecia até você mencionar. Mas penso que o sistema que o anticristo irá tentar implantar uma vez que obter o poder supremo não será uma religião como essa, mas o ateísmo.

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    2. Cara, eu recomendo o site "apocalipsetotal" pra você dar uma estudada no assunto. Vou deixar um link para você dar uma olhada https://apocalipsetotal.wordpress.com/2011/10/02/para-entender-a-nova-ordem-mundial-–-parte-ii/

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  23. Possibilidade de estourar uma revolta é uma constante a qualquer tempo, seja de que grau for. Recentemente, de forma leve, tivemos no Brasil a greve dos caminhoneiros. Na Alemanha no tempo de Lutero, existia uma grande carestia, com más colheitas devido ao fenômeno climático denominado "pequena idade do gelo". As temperaturas baixas, tempestade e inundações causaram grandes perdas na agricultura. No mesmo momento houve um aumento da população. Essa situação criou evidentemente fome e as condições para revoluções. Bastaria um iniciar uma revolta que a aderência seria automática. E quem o fez? Foi Lutero que acendeu o pavio com os seus escritos, especialmente o livro da liberdade cristã de 1520. " Um cristão é um senhor livre sobre todas as coisas e não é sujeito a ninguém" a mensagem foi explosiva. Assim como no caso dos anabatistas, as doutrinas de Lutero e seus feitos foram evocadas. No seu texto você fala uma verdade sobre a existência de revoltas na história, mas a questão que se coloca é duas: primeiro haveria o caso dos anabatistas e camponeses sem Lutero com essas características? Poderia ocorrer outra qualquer, mas não com essa característica. Assim Lutero e vital para o movimento. A segunda é qual foi a reação de Lutero, e se ela é compatível com quem dizia de si inspirado pelo espírito santo, fazendo crer os atuais protestantes na sua doutrina cismatica? Lutero em relação aos camponeses disse " (...)... quem puder que atinja, estranguele, e esfaqueie, em segredo ou em frente ao público..()..( Martinho Lutero, samtliche werk, v 24,wit Wittenberg, 1525, sermão contra as hordas salteadoras e assassinas dos camponeses). No tocante aos anabatistas Lutero recorreu aos príncipes solicitou penas duras, inclusive pena de morte. Disse Lutero" quando falsos doutrinadores denominam-se mestres que ensinariam o Evangelho puro, como se fosse equiparaveis aos anjos e ao próprio Gabriel Celestial, então a autoridade sobre tais rapazotes recai sobre aquele que se chama Mestre Hans" . Mestre Hans seria no dizer popular carrasco. ( Tratados e outros escritos, edição de Weimar, 40, I, 298, citado em Lutero e seu tempo: uma visão geral. Peter Blank, pag 122, Editora Quadrante, 2018). Ou seja, chama como quiser a reação de Lutero, não acho adequado chamar de inquisição, pois inquirir significa a observância de um procedimento ou processo. Aqui não, as mortes eram sumárias, sem direito a defesa.

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    1. ...e mais uma vez distorcendo todos os fatos. Vamos lá:

      1) Se a culpa da revolta dos camponeses foi de Lutero, então por que raios os camponeses NÃO eram luteranos? Eu estou realmente ansioso por descobrir, pois segundo você Lutero "estourou a revolta incitando os camponeses", mas os camponeses sequer eram seguidores de Lutero, eles seguiam a Muntzer que tinha uma doutrina totalmente oposta à de Lutero, de quem era tão inimigo quanto os papistas.

      2) Eu gostaria realmente de saber o que suscitou as outras várias revoltas na Europa pré-Reforma, inclusive a inglesa do século XIV que foi bem pior que essa na Alemanha, sendo que Lutero ou os protestantes sequer sonhavam em existir.

      3) Eu gostaria de saber se você realmente leu a parte das reivindicações camponesas, pois a descrição superficial e reducionista que você faz das causas ignora praticamente todos os pontos.

      4) Seus questionamentos sobre Lutero já foram todos respondidos no artigo de continuação a este, que eu listei na minha resposta do outro post:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/02/lutero-foi-um-genocida-que-matou.html

      Em síntese, o cenário era de GUERRA, e não se vence uma guerra com flores, muito menos no século XVI. Se os EUA for enfrentar o ISIS e matar alguns terroristas não vai estar fazendo mais do que o necessário em uma guerra. Naquele momento os camponeses já haviam abandonado o pacifismo há muito tempo e partindo para o vandalismo, depredando o patrimônio público e privado, saqueando casas, matando pessoas, estuprando mulheres e etc, não era o momento da diplomacia que já havia falhado a despeito de todos os esforços de Lutero.

      5) A diferença entre Lutero e os papistas é que Lutero apoiava a morte de vândalos assassinos, enquanto Roma ordenava o assassinato sumário de pessoas pacíficas apenas e tão-somente por serem não-católicos, como ocorreu na Cruzada Albigense, com os valdenses, na Noite de São Bartolomeu e etc.

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    2. Depois dessa, é melhor ficar calado meu caro Jcosta.

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