20 de julho de 2026

0 Cristo abandonou a Igreja? As portas do inferno prevaleceram?

 

*Nota introdutória: O artigo a seguir é extraído do livro que eu estou escrevendo, “O mínimo que você precisa saber para não ser católico”. Ele é uma continuação do tópico anterior sobre o significado de Igreja Católica nos Pais da Igreja, que eu postei recentemente aqui.

***
 
• Argumento católico: “Se Roma apostatou, Cristo abandonou a Igreja e as portas do inferno prevaleceram contra ela”
 
A primeira falha lógica desse argumento é considerar que “Igreja = Igreja Romana”, embora nem assim o argumento católico seria sólido, já que a Igreja ter se apartado de Cristo é diferente de Cristo ter abandonado a Igreja. O correto seria dizer que a Igreja abandonou Cristo, mas faz parte da apologética católica construir os argumentos da forma mais malandra possível a fim de surtir um maior impacto (já que a Igreja abandonar a Cristo claramente não surte o mesmo efeito). Do jeito que os papistas constroem o argumento, é como se a Igreja Romana tivesse sempre sido fiel a Cristo, mas Cristo meteu o louco e a abandonou mesmo assim. Delírio total.
 
Mas, como vimos anteriormente num tópico só sobre isso, quando as Escrituras falam de Igreja elas não se referem a uma instituição ou hierarquia específica, mas a todos os cristãos verdadeiros onde quer que estejam. E isso enfraquece ainda mais fatalmente o argumento católico, já que mesmo se Cristo tivesse “abandonado” a Igreja Romana, isso não implicaria que ele abandonou a Igreja, já que “Igreja” não é o mesmo que “Igreja Romana”.
 
Geralmente quem argumenta dessa forma é aquele mesmo tipo de gente rasa que nunca leu sequer uma introdução à história da Igreja e pensa que a Igreja já nasceu “romana” e que nenhuma outra igreja existiu por um milênio e meio até surgir Lutero, algo simplesmente bizarro. Como já falamos disso num tópico anterior, não há necessidade de explicar novamente que a Igreja Católica nunca foi “Romana”, que existiam várias igrejas cada qual com suas próprias linhas de sucessão e que até hoje a ampla maioria das igrejas orientais (que é justamente onde nasceu o Cristianismo) não estão em comunhão com Roma.
 
Mesmo assumindo a apostasia romana, numerosas outras igrejas cristãs continuaram existindo independentemente dela, igrejas essas que não eram perfeitas ou inerrantes (como nem as protestantes são), mas que preservavam um núcleo de doutrinas centrais do Cristianismo que permitia que muitos fossem salvos nessas comunidades. Até hoje a Igreja Ortodoxa não aceita coisas como imagens de escultura, purgatório, imaculada conceição de Maria, Maria como medianeira das graças, supremacia e infalibilidade papal, comunhão em uma única espécie, batismo por aspersão e celibato obrigatório. Sua devoção aos santos é menos exagerada do que em Roma, com alguns chegando a acusá-los de idolatria, e sua concepção de inferno não podia ser mais distante do inferno católico.
 
A Igreja Assíria do Oriente (aquela mesma da qual falamos anteriormente, que por ocasião do cisma entre os romanos e os ortodoxos tinha mais fiéis que as duas igrejas juntas) é ainda mais próxima do protestantismo, a ponto de serem apelidados de “protestantes do Oriente” pelos missionários protestantes americanos do século XIX, quando chegaram à região e viram seus templos desprovidos de ícones ou estátuas e rejeitando até o termo theotokos (mãe de Deus) a Maria. Um exemplo ainda mais notável é o da Igreja Síria Mar Thoma de Malabar, na Índia, que adota oficialmente a Sola Scriptura e a Sola Fide, além de rejeitar orações aos santos e rezas pelos mortos.
 
Todas essas igrejas também foram fundadas no primeiro século e também possuem a sucessão apostólica da qual os romanos se orgulham, mas se afastam doutrinariamente de muitos dos enganos romanistas. Isso não significa que a Igreja Ortodoxa, a Igreja Assíria ou a Igreja Síria da Índia sejam a “verdadeira Igreja de Cristo” no sentido que os católicos romanos dizem de sua própria igreja, porque já vimos que Igreja na Bíblia não tem nada a ver com as organizações em si, mas com as pessoas que nelas congregam. Mas se havia salvação nessas comunidades desde antes da Reforma, o argumento católico do “abandono” da Igreja desmorona por completo.
 
O que o católico tenta argumentar com textos como o “estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28:20), é que a Igreja não pode ter deixado de existir por nem um dia sequer (incluindo o período entre a apostasia romana e a Reforma Protestante). E nós concordamos com isso. A Igreja nunca deixou de existir, porque a Igreja são todos os salvos em Cristo, e pessoas salvas nunca deixaram de existir por um dia sequer (mesmo que não necessariamente dentro da Igreja Romana institucional).
 
Mesmo na própria Igreja Romana há certamente pessoas salvas, porque nem todo mundo que pertence a uma determinada igreja concorda ou pratica cegamente tudo o que essa igreja determina (a já mencionada pesquisa que mostrou que quase 70% dos católicos americanos não acreditam na transubstanciação[1] é uma prova disso). Eu mesmo já recebi dúzias de mensagens de católicos que dizem que rezam só a Deus e a nenhum morto, e que reconhecem (e condenam) a idolatria católica a Maria. Por que eles ainda se consideram católicos é de se perguntar, mas é fato que gente assim existe desde sempre.
 
Os arquivos da Inquisição estão repletos de casos desse tipo, onde um católico manifestava uma opinião contrária à da Igreja em algum assunto e tinha uma “conversinha” com os inquisidores (uma conversinha amigável acompanhada de algumas sessões de tortura e uma fogueirinha), e isso desde muito antes do protestantismo existir. Portanto, até mesmo dentro da Igreja de Roma havia pessoas salvas, mesmo que isso fosse apesar da Igreja Romana e não por causa dela.
 
Além disso, nunca deixaram de existir no Ocidente movimentos reformistas, mesmo que a vasta maioria deles tenha sofrido perseguições implacáveis até o extermínio por essa mesma Igreja bondosa que os apologistas católicos acham que é a única que Jesus fundou. No meu livro dos “500 Anos da Reforma: Como o protestantismo revolucionou o mundo (Vol. 1)” eu dedico um capítulo inteiro só sobre eles[2], mas podemos citar brevemente os valdenses, os hussitas, os petrobrussianos, os henriquenses, os bogomilos, os fraticelli, os lolardos, os utraquistas, os taboritas, os paulicianos, os Homens Pobres da Lombárdia, os Irmãos da Vida Comum e os Irmãos Morávios.
 
Lutero nunca foi o primeiro reformador: ele foi o primeiro que conseguiu não ser assassinado pela Igreja tirânica que se autointitulava “Santa”, o primeiro cujas ideias foram adotadas por países inteiros, enquanto esses outros movimentos eram marginalizados e restritos a uma minoria de pessoas quase sempre pobres e perseguidas até a morte (mesmo que vários desses movimentos pregassem coisas bem parecidas com a Reforma de Lutero, em especial o dos valdenses e hussitas).   
Assim, se a Igreja consiste na reunião de todos os salvos e pessoas salvas continuaram existindo até mesmo em Roma (mas principalmente longe dela), é lógico que Cristo nunca “abandonou a Igreja”, porque ele continuou ao lado dessas pessoas todos os dias como ele prometeu. O que ele não prometeu foi um magistério infalível, uma hierarquia inerrante ou uma instituição imune a qualquer possibilidade de apostasia, como é nítido na carta de Paulo aos próprios romanos:
 
“Se alguns ramos foram cortados, e você, sendo oliveira brava, foi enxertado entre os outros e agora se tornou participante da raiz e da seiva da oliveira, não se considere superior a esses ramos. Se o fizer, saiba que não é você quem sustenta a raiz, mas é a raiz que sustenta você. Então, você dirá: ‘Os ramos foram cortados para que eu fosse enxertado’. Está certo. Eles, porém, foram cortados por causa da incredulidade, e você permanece pela fé. Não se orgulhe, mas tema. Pois, se Deus não poupou os ramos naturais, também não poupará você. Portanto, considere a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, mas bondade para com você, desde que permaneça na bondade dele. Caso contrário, você também será cortado (Romanos 11:17-22)
 
Numa carta escrita justamente à igreja de Roma, Paulo lembra que os israelitas foram cortados do Reino devido à incredulidade, mas em vez de assegurar que tal coisa seria impossível de acontecer também com os romanos, ele diz exatamente o contrário: para eles não se orgulharem, mas temerem, porque assim como Deus não poupou Israel, também não os pouparia se eles caíssem também, já que não são eles que sustentam a raiz, mas a raiz a eles. O final não poderia ser mais claro: «Caso contrário [i.e, se não permanecer fiel] você também será cortado» (v. 22)!
 
Paulo não faz qualquer profecia, garantia ou promessa de que Roma iria permanecer na fé necessariamente. Tudo o que ele faz é o oposto: ele iguala a condição dos romanos com a dos antigos israelitas, e diz que assim como Israel apostatou e foi cortado, eles também poderiam apostatar e serem cortados do Reino. Portanto, existe uma garantia de júbilo para aqueles que perseverarem até o fim, mas nenhuma garantia de imunidade ao erro ou à apostasia para qualquer igreja local, e é muito irônico que isso tenha sido dito precisamente à igreja de Roma, como se Deus tivesse deixado ali de propósito.  
 
Isso responde àqueles que tentam remodelar o argumento quando se dão conta de que a Igreja Romana nunca foi a única igreja por 1500 anos: em vez de dizerem que a Igreja “deixou de existir” nesse período todo, tentam diminuir a importância dessas outras igrejas e movimentos reformistas, como se a “Igreja verdadeira” tivesse que agrupar uma grande quantidade de cristãos e isso só fosse observado na Igreja Romana.
 
Mais uma vez, isso é desconhecer não só a história da Igreja, mas a própria história da salvação como nos foi revelado na Bíblia. Logo cedo, em Gênesis 6, lemos que todo o mundo da época havia se desviado do Criador, de modo que apenas Noé e sua família (oito pessoas ao todo) se mantinham fiéis, e Deus não se preocupou em estabelecer um pacto com eles somente. Mais tarde, na época dos patriarcas, vemos praticamente todos sucumbindo à idolatria (o próprio pai de Abraão servia a falsos deuses, segundo Josué 24:2). Deus então se revelou em particular a Abraão e estabeleceu um pacto com os seus descendentes, sozinhos em um mundo atolado na idolatria e no politeísmo.
 
Mais tarde, Deus envia Moisés para libertar Seu povo, os hebreus, que Ele escolheu mesmo sendo o menor dos povos: “O Senhor não se afeiçoou a vocês nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o menor de todos eles” (Dt 7:7). E mesmo assim Deus esteve disposto a exterminá-los de tanto que eles O incitavam à ira e a recomeçar tudo de novo por Moisés somente, o que só não aconteceu pela intercessão do mesmo em favor do povo (Êx 32:9-14).
 
Mais tarde, na época de Elias, os israelitas já tinham se desviado de novo a tal ponto que o profeta pensava ser o único que havia sobrado entre os fiéis ao Senhor, mas Deus o avisou que ainda restavam sete mil joelhos que não haviam se dobrado perante Baal (1Rs 19:18). Embora ainda houvesse um fiel remanescente, note o quão insignificante ele era em comparação com toda a nação de Israel, com milhões de pessoas, e o quão mais assombrosa essa comparação fica quando lembramos que o próprio Israel era uma pequena nação se comparada a todos os outros povos da época.
 
Chegamos finalmente à época de Jesus, e o que Ele faz? Converte multidões enormes e inicia a era da Igreja com milhões de seguidores fiéis? Nana-nina-não. Ele começa com doze, incluindo um traidor e outros onze que o abandonaram na cruz. E mesmo diante de tudo isso, ainda temos que aguentar gente que pensa que a Igreja deles é a certa porque é a maior, ou porque existe há mais tempo, como se isso significasse que “as portas do inferno não prevaleceram” (por essa lógica, o Budismo e o Hinduísmo, que existem desde muito antes do próprio Cristianismo, devem estar resistindo às portas do inferno também).
 
É como se do nada Deus deixasse de trabalhar com minorias e passasse a jogar com a maioria, mesmo quando Paulo diz expressamente que poderia ocorrer com a Igreja exatamente o mesmo que aconteceu com Israel (onde apenas um pequeno remanescente permaneceu fiel). Alguém realmente precisa avisar essa gente que “a voz do povo é a voz de Deus” não é um versículo bíblico (a não ser que esteja em Heresiastes 6:66).
 
Na verdade, o mesmo argumento que eles constroem contra a gente poderia facilmente se voltar contra eles mesmos: se Cristo “abandonou a Igreja” porque eram poucos os remanescentes fiéis durante séculos, teria Cristo abandonado a Igreja oriental por um milênio inteiro, justamente onde o Cristianismo nasceu e onde se concentrou a maioria esmagadora dos cristãos por séculos?
 
E o que dizer dos povos nativos americanos, que por 1500 anos sequer souberam o que era o catolicismo? Estima-se que havia na América entre 40 e 100 milhões de habitantes quando Colombo chegou (um número imenso se considerarmos que toda a Europa Ocidental dessa mesma época tinha entre 55 e 60 milhões de habitantes). E isso que estamos considerando apenas os que estavam vivos no ano exato que Colombo chegou, não em todo o período anterior, o que elevaria esse número de forma estratosférica.
 
Se Deus não fez nenhuma questão que todo esse povo se convertesse ao catolicismo por todo esse tempo, e que praticamente todos os cristãos orientais fossem excomungados e apartados da verdadeira Igreja, que razão eles têm pra pensar que em Roma e na Igreja latina o mesmo não podia acontecer? Por que a verdade precisava estar com a maioria na Europa Ocidental, mas poderia estar com uma minoria insignificante no Oriente e com ninguém na América por um milênio e meio? É um raciocínio que simplesmente não faz sentido, porque Deus nunca prometeu trabalhar com a maioria ou mudar o modus operandi com o qual sempre trabalhou na Bíblia.
 
A última carta na manga que eles têm pra citar é (adivinhe só) Mateus 16:18, que diz:
 
“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18)
 
Não entrarei por hora na discussão sobre quem é a pedra ou se Pedro era papa, o que será tratado num capítulo em particular. O que cabe examinar agora é se essa Igreja contra a qual as portas do inferno não prevaleceriam é mesmo a Igreja Romana, e se não, como devemos entender isso. Como sabemos, muitos papistas usam esse versículo como uma garantia de que a Igreja (a deles, é claro) é imune a qualquer erro, porque se a Igreja deles errasse, as portas do inferno teriam prevalecido. Mas não é isso o que versículo diz.
 
Para entendermos isso, primeiro precisamos entender o que é o “inferno”, porque toda a base do engano já começa aí. Não me delongarei sobre isso porque já tenho um livro inteiro de 1900 páginas só sobre o assunto (“A Lenda da Imortalidade da Alma”), mas em resumo, o termo grego aqui traduzido como “inferno” no texto é o Hades, o equivalente ao Sheol do Antigo Testamento, que em nada tem a ver com um inferno de Dante, mas designa meramente toda a região subterrânea da terra onde os mortos estão enterrados (para quem tiver interesse em se aprofundar nesse assunto, o capítulo 6 do referido livro é só sobre o significado do Sheol/Hades, onde analiso cada um dos textos bíblicos onde ele aparece).
 
Quando entendemos o significado de Igreja (=os salvos em Cristo) e de Hades, o texto ganha um contorno diferente daquele ao qual estamos habituados: Jesus não estava garantindo infalibilidade para instituição nenhuma, mas assegurando que a sepultura não conseguiria reter os salvos na ressurreição do último dia. Este é o mesmo sentido do texto em que Paulo escreve:
 
“E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno [Hades], a tua vitória?(1ª Coríntios 15:54-55)
 
Paulo havia acabado de citar o momento em que os mortos em Cristo ressuscitarão, e logo depois pergunta “onde está, ó Hades, a tua vitória?” (curiosamente, este é o único texto onde Paulo usa a palavra “Hades”). O sentido é claro: o Hades será derrotado na ressurreição, porque não conseguirá reter em seu domínio os crentes em Cristo. Assim como Cristo derrotou o Hades em sua ressurreição, a Igreja (nós) o derrotará também, porque nesta pedra que Pedro confessou (Cristo) todos têm a certeza da ressurreição para a vida eterna.
 
Veja o quanto os papistas distorceram o entendimento do texto ao perverterem tanto o significado de “Igreja” como o do “inferno”, passando uma ideia anacrônica que vai totalmente na direção oposta do texto. O pior é que mesmo se Jesus estivesse falando da Igreja no sentido institucional e do inferno de Dante, isso ainda não provaria nada do que o apologista católico infere, porque até onde eu sei a palavra “Romana” não acompanha a palavra “Igreja” na passagem em questão.
 
Se alguém objetar que Jesus se referia à Igreja Romana porque menciona Pedro, se meteria em mais problemas ainda, primeiro porque Pedro nem é a pedra do texto (como atestado pela imensa maioria dos Pais da Igreja), segundo porque ele nunca foi papa, e terceiro porque ele nunca foi bispo de Roma (discorrerei amplamente sobre tudo isso no capítulo do papado). Finalmente, como já foi observado, o bispo de Antioquia (que não está em comunhão com Roma) também é sucessor de Pedro, então em tese também poderia alegar que é a igreja dele que está em cena aqui (o que seria menos absurdo que a alegação romana, já que a Bíblia pelo menos menciona Pedro em Antioquia mas nunca em Roma, além da tradição antioquena ser mais antiga).
 
No fim das contas, o argumento católico baseado neste texto não passa de um amaranhado de sofismas e falácias ad hoc, onde o católico precisa pressupor uma infinidade de coisas para que o argumento faça algum sentido, e nenhuma delas faz sentido algum. Se existe uma igreja no mundo cujas portas do inferno efetivamente prevaleceram, certamente é aquela que mais matou, perseguiu, torturou e escravizou pessoas ao longo dos séculos, a ponto dos próprios papas modernos precisarem pedir perdão (como recentemente fez o papa Leão XIV em relação à escravidão, e antes dele João Paulo II com a Inquisição). Isso se ela não for a própria porta do inferno.
 
Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (youtube.com/LucasBanzoli)


[1] Disponível em: <https://www.pewresearch.org/wp-content/uploads/2019/08/FT_19.08.05_Transubstantiation_Topline.pdf>. Acesso em: 11/07/2026.

[2] O capítulo 1, que eu também postei nesta página do meu site: <https://www.lucasbanzoli.com/2018/01/a-reforma-antes-de-lutero_27.html>. Acesso em: 20/07/2026.

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