*Nota introdutória: O
artigo a seguir é extraído do livro que eu estou escrevendo, “O mínimo que você
precisa saber para não ser católico”. Ele é uma continuação do tópico anterior
sobre o significado de Igreja Católica nos Pais da Igreja, que eu postei
recentemente aqui.
***
•
Argumento católico: “Se Roma apostatou, Cristo abandonou a Igreja e as portas
do inferno prevaleceram contra ela”
A primeira falha lógica desse
argumento é considerar que “Igreja = Igreja Romana”, embora nem assim o
argumento católico seria sólido, já que a Igreja ter se apartado de Cristo é
diferente de Cristo ter abandonado a Igreja. O correto seria dizer que a
Igreja abandonou Cristo, mas faz parte da apologética católica construir os
argumentos da forma mais malandra possível a fim de surtir um maior impacto (já
que a Igreja abandonar a Cristo claramente não surte o mesmo efeito). Do jeito
que os papistas constroem o argumento, é como se a Igreja Romana tivesse sempre
sido fiel a Cristo, mas Cristo meteu o louco e a abandonou mesmo assim. Delírio
total.
Mas, como vimos anteriormente
num tópico só sobre isso, quando as Escrituras falam de Igreja elas não se
referem a uma instituição ou hierarquia específica, mas a todos os cristãos verdadeiros
onde quer que estejam. E isso enfraquece ainda mais fatalmente o argumento
católico, já que mesmo se Cristo tivesse “abandonado” a Igreja Romana, isso não
implicaria que ele abandonou a Igreja, já que “Igreja” não é o mesmo que “Igreja
Romana”.
Geralmente quem argumenta dessa
forma é aquele mesmo tipo de gente rasa que nunca leu sequer uma introdução à
história da Igreja e pensa que a Igreja já nasceu “romana” e que nenhuma outra
igreja existiu por um milênio e meio até surgir Lutero, algo simplesmente bizarro.
Como já falamos disso num tópico anterior, não há necessidade de explicar
novamente que a Igreja Católica nunca foi “Romana”, que existiam várias igrejas
cada qual com suas próprias linhas de sucessão e que até hoje a ampla maioria
das igrejas orientais (que é justamente onde nasceu o Cristianismo) não estão
em comunhão com Roma.
Mesmo assumindo a apostasia
romana, numerosas outras igrejas cristãs continuaram existindo
independentemente dela, igrejas essas que não eram perfeitas ou inerrantes (como
nem as protestantes são), mas que preservavam um núcleo de doutrinas centrais
do Cristianismo que permitia que muitos fossem salvos nessas comunidades. Até hoje
a Igreja Ortodoxa não aceita coisas como imagens de escultura, purgatório,
imaculada conceição de Maria, Maria como medianeira das graças, supremacia e infalibilidade
papal, comunhão em uma única espécie, batismo por aspersão e celibato
obrigatório. Sua devoção aos santos é menos exagerada do que em Roma, com alguns
chegando a acusá-los de idolatria, e sua concepção de inferno não podia ser
mais distante do inferno católico.
A Igreja Assíria do Oriente
(aquela mesma da qual falamos anteriormente, que por ocasião do cisma entre os
romanos e os ortodoxos tinha mais fiéis que as duas igrejas juntas) é ainda
mais próxima do protestantismo, a ponto de serem apelidados de “protestantes do
Oriente” pelos missionários protestantes americanos do século XIX, quando
chegaram à região e viram seus templos desprovidos de ícones ou estátuas e rejeitando
até o termo theotokos (mãe de Deus) a Maria. Um exemplo ainda mais notável
é o da Igreja Síria Mar Thoma de Malabar, na Índia, que adota oficialmente a
Sola Scriptura e a Sola Fide, além de rejeitar orações aos santos e rezas pelos
mortos.
Todas essas igrejas também foram
fundadas no primeiro século e também possuem a sucessão apostólica da qual os
romanos se orgulham, mas se afastam doutrinariamente de muitos dos enganos romanistas.
Isso não significa que a Igreja Ortodoxa, a Igreja Assíria ou a Igreja Síria da
Índia sejam a “verdadeira Igreja de Cristo” no sentido que os católicos romanos
dizem de sua própria igreja, porque já vimos que Igreja na Bíblia não tem nada
a ver com as organizações em si, mas com as pessoas que nelas congregam.
Mas se havia salvação nessas comunidades desde antes da Reforma, o argumento
católico do “abandono” da Igreja desmorona por completo.
O que o católico tenta
argumentar com textos como o “estarei convosco
todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28:20), é que a Igreja
não pode ter deixado de existir por nem um dia sequer (incluindo o período
entre a apostasia romana e a Reforma Protestante). E nós concordamos com isso. A
Igreja nunca deixou de existir, porque a Igreja são todos os salvos em Cristo,
e pessoas salvas nunca deixaram de existir por um dia sequer (mesmo que não
necessariamente dentro da Igreja Romana institucional).
Mesmo na própria Igreja Romana há
certamente pessoas salvas, porque nem todo mundo que pertence a uma determinada
igreja concorda ou pratica cegamente tudo o que essa igreja determina (a já
mencionada pesquisa que mostrou que quase 70% dos católicos americanos não
acreditam na transubstanciação[1]
é uma prova disso). Eu mesmo já recebi dúzias de mensagens de católicos que
dizem que rezam só a Deus e a nenhum morto, e que reconhecem (e condenam) a
idolatria católica a Maria. Por que eles ainda se consideram católicos é de se
perguntar, mas é fato que gente assim existe desde sempre.
Os arquivos da Inquisição estão repletos
de casos desse tipo, onde um católico manifestava uma opinião contrária à da
Igreja em algum assunto e tinha uma “conversinha” com os inquisidores (uma
conversinha amigável acompanhada de algumas sessões de tortura e uma
fogueirinha), e isso desde muito antes do protestantismo existir. Portanto, até
mesmo dentro da Igreja de Roma havia pessoas salvas, mesmo que isso fosse apesar
da Igreja Romana e não por causa dela.
Além disso, nunca deixaram de
existir no Ocidente movimentos reformistas, mesmo que a vasta maioria deles
tenha sofrido perseguições implacáveis até o extermínio por essa mesma Igreja
bondosa que os apologistas católicos acham que é a única que Jesus fundou. No
meu livro dos “500 Anos da Reforma: Como o protestantismo revolucionou o mundo
(Vol. 1)” eu dedico um capítulo inteiro só sobre eles[2],
mas podemos citar brevemente os valdenses, os hussitas, os petrobrussianos, os
henriquenses, os bogomilos, os fraticelli, os lolardos, os utraquistas, os
taboritas, os paulicianos, os Homens Pobres da Lombárdia, os Irmãos da Vida Comum
e os Irmãos Morávios.
Lutero nunca foi o primeiro
reformador: ele foi o primeiro que conseguiu não ser assassinado pela Igreja tirânica
que se autointitulava “Santa”, o primeiro cujas ideias foram adotadas por
países inteiros, enquanto esses outros movimentos eram marginalizados e
restritos a uma minoria de pessoas quase sempre pobres e perseguidas até a
morte (mesmo que vários desses movimentos pregassem coisas bem parecidas com a
Reforma de Lutero, em especial o dos valdenses e hussitas).
Assim, se a Igreja consiste na
reunião de todos os salvos e pessoas salvas continuaram existindo até mesmo em
Roma (mas principalmente longe dela), é lógico que Cristo nunca “abandonou a
Igreja”, porque ele continuou ao lado dessas pessoas todos os dias como ele
prometeu. O que ele não prometeu foi um magistério infalível, uma hierarquia
inerrante ou uma instituição imune a qualquer possibilidade de apostasia, como
é nítido na carta de Paulo aos próprios romanos:
“Se
alguns ramos foram cortados, e você, sendo oliveira brava, foi enxertado entre
os outros e agora se tornou participante da raiz e da seiva da oliveira, não se
considere superior a esses ramos. Se o fizer, saiba que não é você quem
sustenta a raiz, mas é a raiz que sustenta você. Então, você dirá: ‘Os
ramos foram cortados para que eu fosse enxertado’. Está certo. Eles, porém,
foram cortados por causa da incredulidade, e você permanece pela fé. Não se
orgulhe, mas tema. Pois, se Deus não poupou os ramos naturais, também
não poupará você. Portanto, considere a bondade e a severidade de Deus:
severidade para com aqueles que caíram, mas bondade para com você, desde que
permaneça na bondade dele. Caso contrário, você também será cortado”
(Romanos 11:17-22)
Numa carta escrita justamente à igreja
de Roma, Paulo lembra que os israelitas foram cortados do Reino devido à
incredulidade, mas em vez de assegurar que tal coisa seria impossível de
acontecer também com os romanos, ele diz exatamente o contrário: para eles não
se orgulharem, mas temerem, porque assim como Deus não poupou Israel,
também não os pouparia se eles caíssem também, já que não são eles que
sustentam a raiz, mas a raiz a eles. O final não poderia ser mais claro: «Caso
contrário [i.e, se não permanecer fiel] você também será cortado» (v.
22)!
Paulo não faz qualquer profecia,
garantia ou promessa de que Roma iria permanecer na fé necessariamente. Tudo o
que ele faz é o oposto: ele iguala a condição dos romanos com a dos
antigos israelitas, e diz que assim como Israel apostatou e foi cortado, eles
também poderiam apostatar e serem cortados do Reino. Portanto, existe uma garantia
de júbilo para aqueles que perseverarem até o fim, mas nenhuma garantia de
imunidade ao erro ou à apostasia para qualquer igreja local, e é muito irônico
que isso tenha sido dito precisamente à igreja de Roma, como se Deus tivesse
deixado ali de propósito.
Isso responde àqueles que tentam
remodelar o argumento quando se dão conta de que a Igreja Romana nunca foi a
única igreja por 1500 anos: em vez de dizerem que a Igreja “deixou de existir”
nesse período todo, tentam diminuir a importância dessas outras igrejas e
movimentos reformistas, como se a “Igreja verdadeira” tivesse que agrupar uma
grande quantidade de cristãos e isso só fosse observado na Igreja Romana.
Mais uma vez, isso é desconhecer
não só a história da Igreja, mas a própria história da salvação como nos foi
revelado na Bíblia. Logo cedo, em Gênesis 6, lemos que todo o mundo da época
havia se desviado do Criador, de modo que apenas Noé e sua família (oito
pessoas ao todo) se mantinham fiéis, e Deus não se preocupou em estabelecer um
pacto com eles somente. Mais tarde, na época dos patriarcas, vemos praticamente
todos sucumbindo à idolatria (o próprio pai de Abraão servia a falsos deuses, segundo
Josué 24:2). Deus então se revelou em particular a Abraão e estabeleceu um
pacto com os seus descendentes, sozinhos em um mundo atolado na idolatria e no
politeísmo.
Mais tarde, Deus envia Moisés
para libertar Seu povo, os hebreus, que Ele escolheu mesmo sendo o menor dos
povos: “O Senhor não se afeiçoou a vocês nem os
escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o
menor de todos eles” (Dt 7:7). E mesmo assim Deus esteve disposto a exterminá-los
de tanto que eles O incitavam à ira e a recomeçar tudo de novo por Moisés somente,
o que só não aconteceu pela intercessão do mesmo em favor do povo (Êx 32:9-14).
Mais tarde, na época de Elias,
os israelitas já tinham se desviado de novo a tal ponto que o profeta pensava
ser o único que havia sobrado entre os fiéis ao Senhor, mas Deus o avisou que
ainda restavam sete mil joelhos que não haviam se dobrado perante Baal (1Rs 19:18).
Embora ainda houvesse um fiel remanescente, note o quão insignificante ele era
em comparação com toda a nação de Israel, com milhões de pessoas, e o quão mais
assombrosa essa comparação fica quando lembramos que o próprio Israel era
uma pequena nação se comparada a todos os outros povos da época.
Chegamos finalmente à época de
Jesus, e o que Ele faz? Converte multidões enormes e inicia a era da Igreja com
milhões de seguidores fiéis? Nana-nina-não. Ele começa com doze, incluindo um
traidor e outros onze que o abandonaram na cruz. E mesmo diante de tudo isso,
ainda temos que aguentar gente que pensa que a Igreja deles é a certa porque é a
maior, ou porque existe há mais tempo, como se isso significasse que “as portas
do inferno não prevaleceram” (por essa lógica, o Budismo e o Hinduísmo, que
existem desde muito antes do próprio Cristianismo, devem estar resistindo às
portas do inferno também).
É como se do nada Deus deixasse
de trabalhar com minorias e passasse a jogar com a maioria, mesmo quando Paulo
diz expressamente que poderia ocorrer com a Igreja exatamente o mesmo que
aconteceu com Israel (onde apenas um pequeno remanescente permaneceu fiel). Alguém
realmente precisa avisar essa gente que “a voz do povo é a voz de Deus” não é
um versículo bíblico (a não ser que esteja em Heresiastes 6:66).
Na verdade, o mesmo argumento
que eles constroem contra a gente poderia facilmente se voltar contra eles
mesmos: se Cristo “abandonou a Igreja” porque eram poucos os remanescentes
fiéis durante séculos, teria Cristo abandonado a Igreja oriental por um milênio
inteiro, justamente onde o Cristianismo nasceu e onde se concentrou a maioria
esmagadora dos cristãos por séculos?
E o que dizer dos povos nativos
americanos, que por 1500 anos sequer souberam o que era o catolicismo? Estima-se
que havia na América entre 40 e 100 milhões de habitantes quando Colombo chegou
(um número imenso se considerarmos que toda a Europa Ocidental dessa mesma
época tinha entre 55 e 60 milhões de habitantes). E isso que estamos
considerando apenas os que estavam vivos no ano exato que Colombo
chegou, não em todo o período anterior, o que elevaria esse número de forma
estratosférica.
Se Deus não fez nenhuma questão que
todo esse povo se convertesse ao catolicismo por todo esse tempo, e que praticamente
todos os cristãos orientais fossem excomungados e apartados da verdadeira
Igreja, que razão eles têm pra pensar que em Roma e na Igreja latina o mesmo
não podia acontecer? Por que a verdade precisava estar com a maioria na
Europa Ocidental, mas poderia estar com uma minoria insignificante no Oriente e
com ninguém na América por um milênio e meio? É um raciocínio que simplesmente
não faz sentido, porque Deus nunca prometeu trabalhar com a maioria ou mudar o modus
operandi com o qual sempre trabalhou na Bíblia.
A última carta na manga que eles
têm pra citar é (adivinhe só) Mateus 16:18, que diz:
“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta
pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra
ela” (Mateus 16:18)
Não entrarei por hora na
discussão sobre quem é a pedra ou se Pedro era papa, o que será tratado num
capítulo em particular. O que cabe examinar agora é se essa Igreja contra a
qual as portas do inferno não prevaleceriam é mesmo a Igreja Romana, e se não,
como devemos entender isso. Como sabemos, muitos papistas usam esse versículo
como uma garantia de que a Igreja (a deles, é claro) é imune a qualquer erro,
porque se a Igreja deles errasse, as portas do inferno teriam prevalecido. Mas
não é isso o que versículo diz.
Para entendermos isso, primeiro
precisamos entender o que é o “inferno”, porque toda a base do engano já começa
aí. Não me delongarei sobre isso porque já tenho um livro inteiro de 1900
páginas só sobre o assunto (“A Lenda da Imortalidade da Alma”), mas em resumo,
o termo grego aqui traduzido como “inferno” no texto é o Hades, o equivalente
ao Sheol do Antigo Testamento, que em nada tem a ver com um inferno de Dante,
mas designa meramente toda a região subterrânea da terra onde os mortos estão
enterrados (para quem tiver interesse em se aprofundar nesse assunto, o
capítulo 6 do referido livro é só sobre o significado do Sheol/Hades, onde analiso
cada um dos textos bíblicos onde ele aparece).
Quando entendemos o significado
de Igreja (=os salvos em Cristo) e de Hades, o texto ganha um contorno
diferente daquele ao qual estamos habituados: Jesus não estava garantindo
infalibilidade para instituição nenhuma, mas assegurando que a sepultura não
conseguiria reter os salvos na ressurreição do último dia. Este é o mesmo
sentido do texto em que Paulo escreve:
“E, quando isto que é corruptível se revestir da
incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então
cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde
está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno [Hades], a tua vitória?”
(1ª Coríntios 15:54-55)
Paulo havia acabado de citar o
momento em que os mortos em Cristo ressuscitarão, e logo depois pergunta “onde
está, ó Hades, a tua vitória?” (curiosamente, este é o único texto onde Paulo usa
a palavra “Hades”). O sentido é claro: o Hades será derrotado na ressurreição,
porque não conseguirá reter em seu domínio os crentes em Cristo. Assim como
Cristo derrotou o Hades em sua ressurreição, a Igreja (nós) o derrotará também,
porque nesta pedra que Pedro confessou (Cristo) todos têm a certeza da
ressurreição para a vida eterna.
Veja o quanto os papistas distorceram
o entendimento do texto ao perverterem tanto o significado de “Igreja” como o do
“inferno”, passando uma ideia anacrônica que vai totalmente na direção oposta
do texto. O pior é que mesmo se Jesus estivesse falando da Igreja no sentido
institucional e do inferno de Dante, isso ainda não provaria nada do que o
apologista católico infere, porque até onde eu sei a palavra “Romana” não
acompanha a palavra “Igreja” na passagem em questão.
Se alguém objetar que Jesus se
referia à Igreja Romana porque menciona Pedro, se meteria em mais problemas
ainda, primeiro porque Pedro nem é a pedra do texto (como atestado pela imensa
maioria dos Pais da Igreja), segundo porque ele nunca foi papa, e terceiro
porque ele nunca foi bispo de Roma (discorrerei amplamente sobre tudo isso no
capítulo do papado). Finalmente, como já foi observado, o bispo de Antioquia
(que não está em comunhão com Roma) também é sucessor de Pedro, então em tese
também poderia alegar que é a igreja dele que está em cena aqui (o que seria
menos absurdo que a alegação romana, já que a Bíblia pelo menos menciona Pedro
em Antioquia mas nunca em Roma, além da tradição antioquena ser mais antiga).
No fim das contas, o argumento
católico baseado neste texto não passa de um amaranhado de sofismas e falácias ad
hoc, onde o católico precisa pressupor uma infinidade de coisas para que o
argumento faça algum sentido, e nenhuma delas faz sentido algum. Se existe uma
igreja no mundo cujas portas do inferno efetivamente prevaleceram, certamente
é aquela que mais matou, perseguiu, torturou e escravizou pessoas ao longo dos
séculos, a ponto dos próprios papas modernos precisarem pedir perdão (como
recentemente fez o papa Leão XIV em relação à escravidão, e antes dele João
Paulo II com a Inquisição). Isso se ela não for a própria porta do
inferno.
Paz a todos vocês que estão em
Cristo.
Por Cristo e por Seu Reino,
[1] Disponível em:
<https://www.pewresearch.org/wp-content/uploads/2019/08/FT_19.08.05_Transubstantiation_Topline.pdf>.
Acesso em: 11/07/2026.
[2] O capítulo 1,
que eu também postei nesta página do meu site: <https://www.lucasbanzoli.com/2018/01/a-reforma-antes-de-lutero_27.html>.
Acesso em: 20/07/2026.
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