9 de janeiro de 2020

83 Por que o Brasil deu errado?


*Nota: O artigo abaixo é extraído do segundo volume do meu livro sobre a Reforma, que se tudo der certo e nada der errado, deve ser o próximo post que você verá no site (você pode comprar ou baixar o primeiro volume na página dos livros). Boa leitura!

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Que “o Brasil deu errado”, está acima da dúvida. Para constatar algo fácil assim basta ser brasileiro e saber como as coisas funcionam aqui (ou melhor, como não funcionam). O que nem todo mundo sabe (mas todo mundo suspeita) é que o Brasil já começou errado desde o começo, e este ‘começo’ é ter sido colonizado pelos portugueses. Até Roger Scruton, o escritor conservador mais lido no mundo todo, afirmou que “o erro do Brasil foi ter sido colonizado pelos portugueses. O Brasil deveria ter sido colonizado pelos ingleses. Isso tornaria as coisas muito mais simples”[1]. O erro começou realmente cedo: a metrópole enviava para cá os piores tipos possíveis, desesperada em se livrar de um problema cuja solução encontrada foi a colônia:

Os ingleses que chegaram aos Estados Unidos eram homens de bem e com suas famílias, enquanto que, no Brasil, os portugueses eram aventureiros e degredados que vieram sem suas esposas. Daí a miscigenação advinda da licenciosidade com índias e negras. De acordo com Gilberto Freire, o colonizador português chegou ao Brasil “hiperexcitado” e aqui encontrou o ambiente próprio para liberar sua sexualidade. Além disso, havia a influência do culto afro-brasileiro, cujos deuses são louvados por sua sexualidade. Xangô, por exemplo, tinha 400 mulheres e Oxum é uma espécie de deusa do desejo. A situação era tão periclitante que mesmo clérigos de provada virtude acabaram por queimar seus cabelos no forno babilônico, como escreveu Euclides da Cunha: “A mancebia com as caboclas descambou logo em franca devassidão, de que nem os clérigos se isentavam”[2]. Além dos problemas causados pela baixa qualificação dos portugueses que para cá migraram, na sua maioria degredados e aventureiros, muitos missionários acabaram cedendo à pressão da carnalidade, postura relapsa e escandalosa, formando o retrato da evangelização católica em terras brasileiras. Só para exemplificar, Tomé de Souza, o primeiro governador geral do Brasil, trouxe na primeira leva de colonos portugueses nada menos que 400 degredados. Homens sem qualificação de qualquer espécie.[3]

O sistema administrativo implementado pela Coroa portuguesa foi o das capitanias hereditárias, criadas em 1534. Das 14 capitanias, “apenas Pernambuco prosperou, graças ao açúcar; São Vicente sobreviveu com uma economia de subsistência, e as demais fracassaram”[4]. Ou seja, o projeto colonial já começou falido. Tal como na América Espanhola, os brasileiros só podiam comercializar com a metrópole, que impunha a monocultura justamente na intenção de impedir que a colônia fosse autossuficiente[5]. Uma vez que os fazendeiros daqui eram proibidos de cultivar mais de um produto agrícola, ficavam inteiramente dependentes da metrópole para a própria sobrevivência – não precisamos dizer o quanto isso dizimou nossa economia.

“Mas com a independência tudo mudou”, pensará você. Não exatamente. Apesar de se libertar da monocultura, “não houve mudanças em nossa estrutura econômica, que continuou fundamentalmente colonial: agrária, latifundiária, escravista e dependente do mercado externo”[6]. Não é sem razão que o Brasil foi literalmente o último país da América a abolir a escravidão, já à beira do século XX, pressionado por todas as partes (principalmente pelos ingleses). O Brasil nunca foi um país liberal e jamais apoiou a livre iniciativa. As leis que aqui vigoravam sempre tiveram como foco a manutenção de uma classe de parasitas, que contava com o governo para lhe dar terras, dinheiro público e poder.

Palavras como “indústria”, “banco”, “Bolsa de Valores” e “empreendedorismo” eram um bicho papão para adultos. Nosso primeiro banco (o Banco do Brasil) só foi fundado em pleno século XIX (1808). Apenas vinte depois, adivinhe: faliu. Foi recriado apenas em 1853, quando outros países já tinham centenas de bancos[7]. Até 1888, o penúltimo ano da monarquia, o Brasil não tinha mais que 26 bancos, cujo capital combinado totalizava menos que 48 milhões de dólares – algo que uma empresa americana sozinha superava fácil. Apenas sete dos vinte estados do Brasil tinham bancos, e metade de todos os depósitos eram feitos por alguns bancos no Rio de Janeiro[8]. Tal era o cenário de atraso do Brasil em relação ao mercado. O capitalismo era tão estranho ao brasileiro quanto o espelho era aos índios.

O Brasil Império era o retrato falado do que havia de mais atrasado no mundo, a começar pela própria Constituição. A Constituição de 1824 (que vigorou até a proclamação da República, em 1889) estabelecia um regime unitário, ou seja, “quase todos os poderes político-administrativos concentravam-se em mãos do governo central, e os governos das províncias tinham autonomia mínima”[9]. Enquanto o mundo desenvolvido seguia o caminho da descentralização, o Brasil tomava o rumo oposto e acelerava sem medo.

Até mesmo o conceito de parlamentarismo eles conseguiram distorcer pateticamente. Embora oficialmente a monarquia fosse parlamentarista (um sistema criado para limitar os poderes do executivo), aqui eles conseguiram dar um jeitinho tipicamente brasileiro de inverter o propósito do parlamentarismo, recorrendo a uma manobra que na prática tornava o imperador quase tão poderoso quanto os reis absolutistas: o "Poder Moderador", uma daquelas coisas que só podia existir no Brasil. Foi assim que o parlamentarismo tupiniquim virou piada pronta no mundo todo, que o apelidou de «parlamentarismo às avessas»[10].

Como o Brasil era um país fundamentalmente agrário e hostil aos princípios mais elementares do capitalismo, nele não existiam fábricas. Durante o período colonial, Portugal impedia a existência de qualquer fábrica no Brasil, exceto aquelas destinadas a produzir panos grosseiros para serem usados pelos escravos[11]. Se você pensa que essa situação se alterou com a independência, se engana novamente. Em pleno ano de 1881 – apenas oito antes do fim da monarquia – havia míseras 200 fábricas em todo o país, que tanto em território como em população era um dos maiores do mundo. Qualquer cidade inglesa, por minúscula que fosse em comparação ao Brasil, tinha mais fábricas do que isso[12].

Os republicanos trataram de dar alguma atenção à indústria, ainda que aquém do necessário. Em 1900 havia pouco mais de mil fábricas[13], e na época do primeiro censo industrial, em 1907, o número girava em torno de três mil estabelecimentos industriais no país inteiro, sendo a maioria não mais que pequenas oficinas. Ao todo, o número de pessoas empregadas não passava de 150 mil[14], para um país cuja população se aproximava de 20 milhões[15]. Com isso, não é de se admirar que as condições tecnológicas do país fossem tão pífias. A foto abaixo foi tirada pelo fotógrafo francês Victor Frond por volta de 1860, e mostra a pesagem e embalagem do açúcar em um engenho brasileiro:


O atraso tecnológico é evidente: a balança, as caixas e o método de socar o açúcar dentro delas, com pilões de madeira, pouco diferem dos métodos utilizados no século XVI. Este atraso reduzia a lucratividade, o que impedia a contratação de imigrantes assalariados[16]. Uma das razões para esse atraso colossal era, como já mencionamos, a ausência quase total de industrialização no Brasil Império. Os poucos empresários em solo nacional eram mais que demonizados (qualquer semelhança com os dias de hoje pode não ser mera coincidência), de modo que praticamente toda a economia do país dependia do regime escravista nas mãos de oligarquias rurais.

Quem acentuou este atraso evidente no início do século passado foi o historiador Sérgio Buarque de Holanda (brasileiro, apesar do sobrenome), em sua clássica obra Raízes do Brasil (1936), onde escreve:

No Brasil, a organização dos ofícios segundo moldes trazidos do reino [de Portugal] teve seus efeitos perturbados pelas condições dominantes: preponderância absorvente do trabalho escravo, indústria caseira, capaz de garantir relativa independência aos ricos, entravando, por outro lado, o comércio, e, finalmente, escassez de artífices livres na maior parte das vilas e cidades.[17]

O grande problema do Brasil era o controle da economia nas mãos de uns poucos oligarcas que conservaram a escravidão por tão longo tempo e que, mesmo após a abolição, mantinham nossa economia dependente da exportação agrícola, tal como era desde os tempos coloniais. Diante disso, o autor comenta:

Como esperar transformações profundas em um país onde eram mantidos os fundamentos tradicionais da situação que se pretendia ultrapassar? Enquanto perdurassem intactos e, apesar de tudo, poderosos os padrões econômicos e sociais herdados da era colonial e expressos principalmente na grande lavoura servida pelo braço escravo, as transformações mais ousadas teriam de ser superficiais e artificiais.[18]

Assim, se por um lado uma minoria aristocrática acumulava riquezas, por outro lado a população como um todo sofria na falta de uma indústria forte e de investimentos, não havendo emprego para nenhum dos escravos recém-libertos (muitos dos quais se viam obrigados a continuar trabalhando para seus senhores em condições análogas à da escravidão). No Brasil da época não faltava ganância, mas o capitalismo mesmo passava longe:

Engana-se quem tente discernir aqui os germes do espírito capitalista. A simples ganância, o amor às riquezas acumuladas à custa de outrem, principalmente de estranhos, pertence, em verdade, a todas as épocas e não caracteriza a mentalidade capitalista se desacompanhada de certas virtudes econômicas que tendam a contribuir decisivamente para a racionalização dos negócios.[19]

A razão pela qual o capitalismo fez tão pouco sucesso aqui é que o Brasil herdou a mesma mentalidade de desprezo aos trabalhos manuais que havia em Portugal (preconceito esse que, como vimos no capítulo 2, tem suas raízes na Europa medieval). Assim, da mesma forma que em Portugal, apenas as atividades “intelectuais” eram valorizadas, enquanto as manuais eram tidas como “coisa de escravo”, razão pela qual os ricos não moviam um dedo sequer:

Não parece absurdo relacionar a tal circunstância um traço constante de nossa vida social: a posição suprema que nela detêm, de ordinário, certas qualidades de imaginação e “inteligência”, em prejuízo das manifestações do espírito prático ou positivo. O prestígio universal do “talento”, com o timbre particular que recebe essa palavra nas regiões, sobretudo, onde deixou vinco mais forte a lavoura colonial e escravocrata, como o são eminentemente as do Nordeste do Brasil, provém sem dúvida do maior decoro que parece conferir a qualquer indivíduo o simples exercício da inteligência, em contraste com as atividades que requerem algum esforço físico.[20]

Até as mentes mais notáveis do nosso país compartilhavam a mesma opinião, que depreciava o trabalho em detrimento da “inteligência” (e no final não tinham nem uma coisa e nem outra):

Nem mesmo um Silva Lisboa, que, nos primeiros decênios do século passado, foi grande agitador de novas ideias econômicas, parece ter ficado inteiramente imune dessa opinião generalizada, de que o trabalho manual é pouco dignificante, em confronto com as atividades do espírito. Nos seus Estudos do Bem Comum, publicados a partir de 1819, o futuro visconde de Cairu propõe-se mostrar aos seus compatriotas, brasileiros ou portugueses, como o fim da economia não é carregar a sociedade de trabalhos mecânicos, braçais e penosos. E pergunta, apoiando-se confusamente numa passagem de Adam Smith, se para a riqueza e prosperidade das nações contribui mais, e em que grau, a quantidade de trabalho ou a quantidade de inteligência. A propósito dessa questão que, diga-se de passagem, não figura no trecho referido de Smith, mas resulta, sem dúvida, de uma tradução malfeita e, em verdade, mais segundo o espírito do tradutor do que do original, nosso economista toma decididamente o partido da “inteligência”. Às faculdades intelectuais competiria, no seu modo de ver, a imensa tarefa de aliviar as atividades corporais “pelo estudo das leis e obras do Criador”, a fim de “terem os homens a maior riqueza possível com o menor trabalho possível”.

Ao economista baiano deveria parecer inconcebível que a tão celebrada “inteligência” dos seus compatriotas não pudesse operar prodígios no acréscimo dos bens materiais que costumam fazer a riqueza e prosperidade das nações. Essa é, em resumo, a ideia que, julgando corrigir ou rematar o pensamento do mestre escocês, expõe em seu livro. Não lhe ocorre um só momento que a qualidade particular dessa tão admirada “inteligência” é ser simplesmente decorativa, que ela existe em função do próprio contraste com o trabalho físico, por conseguinte não pode supri-lo ou completá-lo, finalmente, que corresponde, numa sociedade de coloração aristocrática e personalista, à necessidade que sente cada indivíduo de se distinguir dos seus semelhantes por alguma virtude aparentemente congênita e intransferível, semelhante por esse lado à nobreza de sangue. A “inteligência”, que há de constituir o alicerce do sistema sugerido por Silva Lisboa, é, assim, um princípio essencialmente anti-moderno. Nada, com efeito, mais oposto ao sentido de todo o pensamento econômico oriundo da Revolução Industrial e orientado pelo emprego progressivo da máquina do que essa primazia conferida a certos fatores subjetivos, irredutíveis a leis de mecânica e a termos de matemática.[21]

Essa cultura de desprezo aos trabalhos manuais estava tão enraizada na sociedade que até mesmo um carpinteiro se recusava a usar as próprias mãos para carregar suas ferramentas, preferindo usar um negro pra isso:

Estereotipada por longos anos de vida rural, a mentalidade de casa-grande invadiu assim as cidades e conquistou todas as profissões, sem exclusão das mais humildes. É bem típico o caso testemunhado por um John Luccock, no Rio de Janeiro, do simples oficial de carpintaria que se vestia à maneira de um fidalgo, com tricórnio e sapatos de fivela, e se recusava a usar das próprias mãos para carregar as ferramentas de seu ofício, preferindo entregá-las a um preto. Muitas das dificuldades observadas, desde velhos tempos, no funcionamento dos nossos serviços públicos, devem ser atribuídas, sem dúvida, às mesmas causas. Num país que, durante a maior parte de sua existência, foi terra de senhores e escravos, sem comércio que não andasse em mãos de adventícios ambiciosos de riquezas e de enobrecimento, seria impossível encontrar uma classe média numerosa e apta a semelhantes serviços.[22]

Assim, enquanto os Estados Unidos tinham indústria a todo o vapor e capitalismo pra dar e vender, aqui a economia consistia em um negro trabalhando o dia todo para um fazendeiro rico enquanto recebia chibatada no tronco. Diante disso, entender o porquê que o Brasil demorou tanto em abolir a escravidão fica fácil. O capitalismo era tão estranho ao povo brasileiro que durante toda a monarquia não tivemos sequer o mais básico do capitalismo: uma Bolsa de Valores[23]. A primeira coisa que os republicanos fizeram foi criar uma (em 1890), mas como ninguém sabia como funcionava, numerosos aproveitadores estrangeiros surgiram passando a perna nos brasileiros, criando empresas-fantasmas para lucrar com a venda de ações.

E como o brasileiro não conhecia nada do mercado de ações, investia nessas empresas que literalmente não existiam, algumas delas obtendo lucros extraordinários às custas da ignorância do pequeno empresariado brasileiro. O capitalismo para eles era como um alienígena pousando em uma nave espacial – eles literalmente não sabiam o que fazer. Parece engraçado, mas custou ao Brasil uma década perdida, acarretando a Crise do Encilhamento que teria sido perfeitamente evitada se aqui tivesse sido cultivado um mínimo de “espírito do capitalismo”, o qual os brasileiros desconheciam completamente.

Por conta dessa estranheza ao capitalismo, os poucos homens visionários que tivemos até o século XIX ficaram isolados e desamparados, como alguém que dá murro em ponta de faca. O mais importante que tivemos foi Irineu Evangelista de Sousa (1813-1889), mais conhecido como o Barão de Mauá. Este homem era uma verdadeira raridade, com uma mente incrível, genial, criativa e corajosa que não perdia em nada para os empreendedores americanos mais ilustres. Meio século antes da Lei Áurea, ele já lutava pela abolição da escravidão, pois sabia que somente por meio do livre comércio através de trabalhadores livres o Brasil poderia alcançar uma condição de prosperidade.

Apenas citar cada uma de suas realizações exigiria um enorme trabalho, mas podemos nos limitar a lembrar que ele foi responsável pela primeira fundição de ferro e estaleiro do Brasil, pela construção da primeira ferrovia, pelo início da exploração do rio Amazonas e afluentes com barcos a vapor, pela iluminação pública a gás na cidade do Rio de Janeiro (até então ainda se iluminava à luz de velas!), pela instalação do cabo submarino telegráfico que liga a América do Sul e a Europa, pela criação do Banco do Brasil (que Dom Pedro II estatizou, pois não gostava de capitalistas e de empresários), e a lista vai longe, muito longe.

Um homem genial como esse, em um país capitalista com mentalidade empreendedora como os Estados Unidos, seria facilmente um sucesso estrondoso, aclamado com fama e pompa, e seus negócios teriam vida longa e próspera. Mas ele era o homem certo no lugar errado e na hora errada. No Brasil do século XIX, ser um empreendedor era quase um crime. O barão acabou perseguido por suas ideias modernas e liberais em um país defasado e reacionário, sofreu sabotagens criminosas, foi traído e boicotado, esmagado pelos pesados impostos e pela imensa burocracia e chegou à falência. Falido, foi obrigado a vender suas empresas a estrangeiros e até mesmo seus bens pessoais para quitar as dívidas. Morreu como um corretor de café aos 76 anos, poucas semanas após a queda do Império.

Vicentino escreve a seu respeito:

Entre as indústrias fundadas pelo Visconde de Mauá, se destacava a fundição e o estaleiro naval da Ponta da Areia, em Niterói. Dali saíram tubulações pesadas, pontes metálicas para estradas de ferro e, em 11 anos, 72 navios mercantes e de guerra. (...) Os empreendimentos de Mauá eram sempre arrojados de grande porte. A fábrica de gás, construída em 1860, permitiu a modernização da iluminação pública do Rio de Janeiro. Para os padrões da época, era uma unidade industrial grande e moderna, que utilizava tecnologia razoavelmente avançada. No entanto, nem Mauá nem qualquer outro industrial daquele período conseguiram sobreviver, devido à política econômica então dominante, que privilegiava apenas o setor agroexportador e o comércio importador.[24]

Em um artigo muito elucidativo sobre os “Dez grandes derrotados da nossa história (como o Brasil poderia ter dado certo, mas não deu)”, o diplomata e ministro-conselheiro na embaixada do Brasil em Washington (entre 1999-2003) Paulo Roberto de Almeida, doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Bruxelas, escreveu sobre a oportunidade de ouro que o Brasil perdeu com o Barão de Mauá:

Homem possuidor do mesmo espírito empreendedor e liberal de seus tutores ingleses (primeiro numa casa de importação no Rio, depois mediante viagem à Inglaterra, em 1840), ele enfrentou inúmeras dificuldades num país escravocrata e caracterizado pela mão pesada do Estado em todo e qualquer setor da economia (o governo tinha de autorizar qualquer novo empreendimento que ele desejasse fazer), e teve vários atritos com ministros de sucessivos gabinetes do Segundo Império; essas desavenças o levaram à ruína comercial e financeira, e obstaram a que suas ideias progressistas pudessem ser reconhecidas como válidas e implementadas num país em que o status de senhor de escravos ainda era sinal de distinção. (...) O Brasil perdeu a oportunidade de implementar as reformas preconizadas por Mauá, seja no terreno da força de trabalho, seja na política monetária, ou no ambiente de negócios e no da infraestrutura. Não há nenhuma dúvida que, ao final do Império, o Brasil teria sido um país muito diferente se as ideias (não só econômicas) de Mauá tivessem sido implementadas como políticas públicas. Ele foi, provavelmente, o primeiro empresário derrotado de nossa história.[25]

O Barão de Mauá é a prova de que o fracasso do Brasil não está relacionado à falta de mentes geniais, mas sim à falta de oportunidade que essas mentes geniais tinham para fazer alguma coisa. Como a maioria das grandes invenções são obra de estadunidenses, pode-se passar a impressão de que os Estados Unidos se difere do Brasil por ter tido a sorte de ali ter nascido mais gênios, mas quando estudamos história percebemos que sorte é uma resposta evasiva e errada para questões bem mais profundas. A diferença não está na quantidade de mentes à frente de seu tempo, mas nas possibilidades que essas mentes tinham de ir adiante. Enquanto o Brasil esmagava (e ainda esmaga) o empreendedorismo, os Estados Unidos o apoiou em todo o tempo, o que permitiu com que lá os “Barões de Mauá” levassem a efeito suas ideias, enquanto aqui a maioria sequer deu início, sabendo que seria perda de tempo (e de dinheiro). Melhor então era sentar e esperar que o Estado fizesse tudo.

Quem também escreveu sobre isso foi o Dr. Stephen Haber, professor de ciência política na Universidade de Stanford e pesquisador na área de desenvolvimento econômico e social em países subdesenvolvidos. Em um livro que aborda como a América Latina se atrasou entre os anos 1800-1914, ele afirma:

A falta de apoio do governo a novas ferrovias sugere que seria ingênuo esperar que o estado brasileiro no século XIX demonstrasse interesse em promover o desenvolvimento econômico. As elites políticas e administrativas do país estavam mais preocupadas em auto-engrandecimento e expansão burocrática do que em desenvolvimento econômico.[26]

Sobre a economia do Brasil Império, ele escreve:

Nos Estados Unidos, a renda per capita cresceu numa taxa de longo-prazo aproximadamente 1,5% por ano no século XIX. O crescimento anual em um período de 91 anos (entre 1822 e 1913) implica num crescimento per capita de 100 para 388 no final do período. Por contraste, os dados disponíveis do Brasil sugerem uma grande dificuldade econômica no século XIX. Apesar da população ter crescido rapidamente, a renda per capita parece ter crescido muito pouco entre 1822 e 1913. Ademais, a maior parte desse crescimento entre 1822 e 1913 ocorreu no período entre 1900-1913. Esses anos são tidos como um período de rápido progresso econômico. Pela mesma razão, os anos 1822-1899 são tidos como um longo período de decepcionante crescimento econômico no Brasil.[27]

O Brasil era uma economia agrícola antes da independência e continuou sendo depois. A transição para uma economia moderna, onde a produtividade agrícola aumenta e a indústria começa a substituir os setores econômicos tradicionais, não ocorreu até a última década do século XIX.[28]

Essa discrepância se vê presente nos gráficos de Max Roser, do Our World in Data (falaremos muito sobre ele no capítulo 6). Repare na linha vermelha (Estados Unidos) com uma progressão ascendente, em comparação com a linha azul (Brasil), que além de ser muito inferior ainda sofre com seguidas crises que fazem com que ao final do período monárquico o índice de PIB per capita brasileiro seja o mesmo de 25 anos antes[29]:



A grande falha na formação literária de Dom Pedro II foi sua predileção pela França, em detrimento dos ingleses e americanos. Se tivesse lido A Riqueza das Nações, de Adam Smith, entenderia que a economia escravagista e emperrada do Brasil da época nunca, jamais, em hipótese alguma criaria um país desenvolvido. Se tivesse lido, teria apoiado o Barão de Mauá e industrializado o Brasil, em vez de manter a estrutura agroexportadora, que interessava apenas às velhas oligarquias. Os «séculos perdidos» da nossa economia foram decisivos para deixar o país numa situação de mero “subdesenvolvimento”, onde se encontra hoje.

Diferente do que se possa pensar, os brasileiros mais esclarecidos dos séculos passados tinham consciência desse atraso em relação aos países mais civilizados. Um deles era o jornalista, escritor e memorialista Arthur Dias, que escreveu um livro prefaciado por Rui Barbosa em finais do século XIX. Ele reconhecia francamente que “nós não somente somos fracos, como realmente não poderíamos parecer mais fracos”[30]. Para ele, o que melhor demonstrava essa fraqueza era a fragilidade da nossa marinha, que se encontrava em um estado de abandono completo.

Lembremos que nessa época o avião ainda não tinha sido inventado, e por isso a marinha era muito mais decisiva em qualquer guerra que envolvesse países com saída pro mar (como o Brasil). Dela dependia a segurança nacional acima de tudo, e sem ela o país era um alvo fácil de invasões e bloqueio comercial. Foi a marinha que deu muitas vitórias aos ingleses em guerras contra a França e outras nações com um contingente populacional e militar muito maior que o deles, porque uma guerra se vencia antes de tudo no mar.

Todos conhecem a história de Napoleão, que para ter a Europa inteira aos seus pés só faltava a Inglaterra, a qual ele era incapaz de invadir pelo mar. A Inglaterra foi a pedra no sapato de Napoleão, porque exército algum era capaz de fazer frente à marinha inglesa. Por isso Dias diz que o mar é o depositário da ruína ou da grandeza, para os povos que ele banha”[31]:

O poder naval é o árbitro dos destinos dos povos banhados pelo mar, ele dá a vitória ou inflige a derrota; porque, mesmo que a luta não seja marítima senão numa das suas fases, ou num dos seus episódios, é no mar afinal que se decidirá os resultados da guerra; pelo mar se fazem os abastecimentos, pelo mar se renovam os meios de resistência, pelo mar se sustentam as comunicações com o exterior, e às vezes, como no nosso país, também as com localidades ou circunscrições do interior.[32]

O problema é que na época de Arthur Dias a marinha nacional, símbolo maior da força militar de um país, estava abandonada. A situação era tão decadente que ele dizia que se o Brasil entrasse em guerra com a Argentina, esta derrotaria todos os portos do Brasil com apenas uma parte de sua esquadra[33]. Ao todo, o Brasil não tinha mais que 86 navios, e apenas vinte deles estavam prontos para uso (os demais se encontravam em concerto ou em fabricação)[34]. No relatório da Escola Naval de 1899, constava-se:

Com relação à artilharia, e com grande prejuízo para o ensino, nada existe neste estabelecimento, por não ter tido ainda solução a reclamação feita da bateria Krupp que dali foi retirada; não se tendo, por falta de verba, dado andamento à construção de uma linha de tiro e seus acessórios.[35]

O problema não era recente. Desde a época da monarquia, a marinha brasileira sempre foi modesta. Dias diz que os republicanos apenas “imitaram a política imperial, com a mesma imprevidência e a mesma cegueira aleatória”[36], porque o império “nunca deu à missão da marinha a importância que ela tem nos destinos nacionais”[37]. Com uma das maiores costas marítimas do mundo, o Brasil não tinha mais que uma Escola Prática de Artilharia para todo o território nacional, a qual era “deficiente, mas ia prestando seus serviços”[38], e que alguns anos mais tarde fechou as portas sem nenhuma explicação.

Como ele comenta, “no Brasil não são raros estes atos de incapacidade, que parecem beirar a demência”[39]. Essa incapacidade ia muito além de fechar a única escola de artilharia do país ou de possuir uma frota medíocre para o nosso tamanho, mas envolvia também a própria incapacidade técnica dos nossos oficiais. Dias diz que “seria de se desejar que os nossos oficiais se achassem todos a um nível de instrução prática do comando dos navios, dos segredos da estratégia e da tática naval, do domínio dos modernos e complicados instrumentos de guerra; mas a verdade é que grandíssima parte deles não está a esse nível, não por culpa sua, mas das administrações que os privam de exercícios, viagens, manobras e estudos práticos”[40].

A situação era tão trágica que os navegadores estrangeiros conheciam mais da costa brasileira do que os próprios marinheiros do Brasil:

Quanto às longas travessias, aos estudos de circunavegação, pode-se dizer que a nova geração de oficiais os desconhece praticamente. “Em longos anos de paz e inação absolutas, dos nossos navios de guerra”, escreve competente autoridade, “que largas contribuições não poderia ter feito a nossa marinha para a oceanografia do Atlântico Sul, do qual formamos na maior extensão a margem ocidental, e para a hidrografia das nossas costas, que até hoje só têm sido feitas por hidrógrafos estrangeiros?”. Como consequência, os nossos jovens oficiais e as tripulações dos nossos vasos de guerra sabem menos, praticamente, acerca das condições do litoral do país, do que os estrangeiros que o visitam.[41]

Na época da Guerra do Paraguai (1864-1870), os paraguaios tinham uma população consideravelmente inferior à nossa – e sem saída para o oceano, como é sabido – mas ainda assim tinham mais navios de guerra que o império brasileiro, que a despeito disso venceu as batalhas no rio Paraguai devido à inexperiência e incapacidade técnica dos marinheiros paraguaios[42].

Um episódio que demonstrou na prática a fraqueza da nossa marinha foi a Revolta da Armada, de 1893. Metade dos oficiais da marinha se apoderaram de 17 navios de guerra e ameaçaram bombardear a cidade do Rio de Janeiro. Como o presidente da república conseguiu controlar uma situação tão temerária como essa? Muito simples: bastou comprar dos Estados Unidos um punhado de navios de segunda mão, que ao chegarem à baía de Guanabara a revolta estava liquidada:

Floriano reorganizava suas forças. Determinou a compra, nos Estados Unidos, de navios militares de segunda mão. A formação de uma esquadra legalista foi ironizada pelos rebeldes, que a apelidaram de “esquadra de papelão”. Quando a “esquadra de papelão” entrou na baía de Guanabara, em março de 1894, os revoltosos foram bloqueados, mas não houve combate entre as duas frotas. Os rebeldes renderam-se e buscaram refúgio em navios de guerra portugueses que estavam fundeados nas proximidades.[43]

O pior de tudo não foi metade da marinha brasileira ser derrotada por uma “esquadra de papelão” norte-americana de segunda classe e enviada às pressas, mas sim que os navios brasileiros que se rebelaram não tinham sequer munição, precisando comprá-la dos ingleses[44]! Uma esquadra sem munição e facilmente derrotada por um punhado de navios americanos de segunda classe adquiridos de última hora – era este o retrato deprimente e não menos cômico do nosso poder naval.

Se no mar nossa fraqueza era evidente, por terra as coisas não eram melhores. No início da Guerra do Paraguai (1864), os paraguaios tinham um exército de 100 mil homens, enquanto o Brasil estava «quase sem exército»[45]. Para a sorte do imperador, o Brasil é um país de dimensões continentais e sua população era infinitamente maior que a do Paraguai. Assim, convocaram 60 mil soldados às pressas, sem qualquer treinamento prévio, os quais após alguns anos de confrontos conseguiram a vitória graças à aliança com mais dois países (Argentina e Uruguai), que deixaram a guerra desigual[46].

O próprio Dias reconhecia que “nós estamos no número das nações fracas, temos tudo a prever, tudo a temer, da nova grande potência”[47]. Essa «nova grande potência» que ele se referia era os Estados Unidos, que atuava como um irmão mais velho e mais forte que nos protegia das ameaças europeias, mas que na opinião de Dias estava se tornando ele próprio uma ameaça:

Antes, quando só havia a ameaça das potências europeias, descansávamos na intervenção norte-americana que elas temiam, sempre atuando a força centrífuga dos interesses individualmente antagônicos, a qual lhes impossibilitava uma ação em comum; agora, porém, associada às mesmas tendências, convertida à mesma moral do egoísmo, desapareceu a protetora, e aumentou-se a mais uma o número das ameaças. Então, sem ponderador que o equilibre, o egoísmo atuará, pela própria inércia do peso, levando de vencida todas as conveniências, todas as exterioridades impertinentes do Direito, contra os povos desarmados que não deixarão de se submeter. Eis ao que nós chamamos o perigo americano.[48]

Hoje em dia, na era da “pós-verdade”, é corrente a ideia disseminada por grupos monarquistas revisionistas de que “o Brasil era mais rico e poderoso que os Estados Unidos” no século XIX (o que faria qualquer cidadão da época se revirar no túmulo). Mas observe a linguagem utilizada por Arthur Dias, que deixa nítida a imensa superioridade dos americanos naqueles tempos. Para ele, havia dois “pesos-pesados” que se equilibravam na balança militar do mundo: a Europa, de um lado, e os Estados Unidos, do outro.

Ele deixa claro que o único que impunha medo nos europeus eram os Estados Unidos, em quem os próprios brasileiros se amparavam (em caso de uma eventual invasão europeia em nosso território). Os Estados Unidos eram a «nação protetora» dos brasileiros, porque o próprio Brasil era incapaz de defender a si mesmo de qualquer ameaça externa séria (nem contra a pequena e fraca Cisplatina foi capaz de medir forças). Nós constávamos na lista de «povos desarmados», que seriam presas fáceis no caso de uma invasão estrangeira[49].

Como as autoridades responderam às críticas de Arthur Dias? Não com fatos ou evidências, tampouco com argumentos ou refutações de qualquer tipo. Em vez disso, numa época marcada por fortes traços nacionalistas, denunciar os problemas do país significava ser “antipatriota”. Ele respondia essa acusação simplesmente dizendo que “se é patriotismo desviar os olhos das questões de defesa nacional, para não encarar o perigo que elas desvendariam, nós não somos patriotas”[50]. A teimosia em repetir os mesmos erros para não correr o risco de se passar por “antipatriota” nos levou ao estado atual, onde todos os erros são repetidos até virar hábito.

O Brasil é o país com o maior potencial de crescimento no mundo. É um dos poucos que contam com um imenso território, uma das maiores populações do mundo, a maior riqueza natural em área preservada, uma terra extremamente produtiva para o cultivo, sem terremotos, vulcões ativos, tsunamis ou furacões que são extremamente comuns em outros lugares. Mesmo assim, temos apenas o 79º IDH e somos o 64º em PIB per capita, números comparáveis aos de países da África. Isso porque até hoje não nos libertamos da nefasta tradição do estatismo, da burocracia, do populismo barato e da intervenção do Estado na economia – todas elas heranças da nossa cultura católica e ibérica.

A burocracia aqui atinge níveis tão surreais que para ser treinador de futebol não basta saber treinar bem: tem que ter a “carteirinha” de treinador. E para conseguir a “carteirinha”, tem que pagar por um curso da conceituadíssima CBF, pelo singelo valor de R$ 19 mil. E pasme: até mesmo um treinador que é campeão da América e não tem que provar nada a ninguém, como Renato Gaúcho, é obrigado a fazer o cursinho, senão é proibido de treinar times profissionais. Recentemente ele teve problemas com a CBF por ter faltado a algumas aulas desse maravilhoso curso (onde aprenderia a treinar um time de futebol com o Dunga) e só foi liberado para continuar treinando o Grêmio após pagar e realizar o curso todo[51].

Este é o mesmo país que exigiu salva-vidas em provas de natação nas Olimpíadas Rio 2016 com os melhores nadadores do mundo (Michael Phelps deve ter ficado muito aliviado ao saber disso, tamanha devia ser sua preocupação em morrer afogado nas provas)[52].

(Antes de rir, lembre-se que é o seu dinheiro que está ali)

Apesar das brincadeiras, a realidade é cruel: por detrás de todos esses “cursos obrigatórios de treinador” e “salva-vidas de nadador olímpico” há um órgão público interessado em encher a mão com o seu dinheiro, e para isso estão empenhados em aumentar a burocracia o quanto for possível. Há milhares de leis como essas no mundo empresarial brasileiro, que só servem para amarrar as mãos de quem quer criar emprego no Brasil e tornar essa missão cada vez mais impossível.

Para a nossa vergonha, o Brasil consta no Banco Mundial como o país mais burocrático do mundo. Só para se ter uma ideia, as empresas gastam quase duas mil horas e 60 bilhões de reais apenas em burocracia tributária, todos os anos. A título de curiosidade, o segundo pior colocado é a Bolívia, com mil horas por ano gastas com burocracia tributária (ou seja, metade do Brasil). Na planilha da burocracia tributária no Brasil estão 63 tributos, 97 obrigações acessórias e 3.790 normas. No papel, uma extensão de seis quilômetros só de burocracia[53].

Como se já não bastasse a concorrência das outras empresas, uma empresa brasileira tem um inimigo maior: o próprio Estado. Uma burocracia tão imensa leva facilmente qualquer empresa à falência, e torna praticamente impossível a vida de um microempresário (alguém que está começando um negócio). Mesmo os grandes empresários enfrentam hoje uma resistência quase tão grande quanto a que enfrentava o Barão de Mauá. Toda essa monstruosidade burocrática e a cultura intervencionista que controla e regula ao máximo a iniciativa privada explica por que no Brasil há poucos empreendedores e menos investidores ainda. Enquanto nos Estados Unidos mais de 50% da população investe na Bolsa de Valores[54], este número no Brasil não chega a 0,5%[55].

Em vez de investir em ações que vão impulsionar o empreendedorismo, movimentar a economia e gerar progresso, o brasileiro médio prefere gastar dinheiro em loteria, apostando na insignificante chance de ficar rico de forma fácil e da noite pro dia. Um levantamento divulgado pela revista inglesa The Economist mostrou que os brasileiros perderam cerca de 16 bilhões de reais em 2014 em loterias e sites de apostas[56]. E diferente de quem aposta em Las Vegas por diversão e lazer, a maioria dos brasileiros aposta na loteria na tentativa de ganhar dinheiro “fácil” e não precisar mais trabalhar.

Uma reportagem do G1 conta alguns casos interessantes, como o do aposentado Eli da Silva, que investe diariamente entre 20 e 30 reais por dia na loteria. “Está acabando com a minha renda, mas continuo jogando porque já estou duro e tenho que continuar jogando para ver se sai”[57], diz ele. Outro apostador diz: “A gente trabalha, trabalha e não ganha. Estou com 47 anos, comecei com 18 e nunca ganhei, só estou depositando, um dia eu tiro”[58]. Os trinta anos de dinheiro jogado no lixo, em vez de servir de razão para parar de jogar, acabam servindo de motivação para continuar jogando e ver se assim compensa um dia todo o dinheiro, tempo e esforço jogado no lixo. Enquanto o americano investe para gerar riqueza, o brasileiro conspira para a sua própria pobreza.

Se ao invés de jogar dinheiro fora na loteria Seu Eli tivesse investido nas ações do BTG, que valorizaram 121% no primeiro semestre do ano, ele teria mais que dobrado o seu investimento em poucos meses[59]. O problema é que brasileiro não quer saber de investimento calculado com lucros “modestos”, mas sim de apostas megalomaníacas que dependem exclusivamente de uma sorte tão excepcionalmente improvável que é garantia de prejuízo, tudo isso pra conseguir ficar milionário repentinamente e não precisar mais trabalhar. É o velho e bom “jeitinho brasileiro” de tentar vencer na vida pelos atalhos, em vez de pelo trabalho justo e honesto.

Com uma mentalidade dessas, não admira que mais de 63 milhões de brasileiros estejam com o nome sujo no Serasa[60]. Quantas pessoas você não conhece que se endividaram para pagar aquele eletrodoméstico das Casas Bahia em singelas 64 parcelas mesmo sem ter a menor condição disso? A irresponsabilidade financeira chega ao ponto de muitos se entusiasmarem e comprarem apenas pelo valor das parcelas, sem sequer se importar com a quantidade de parcelas (que é o que mais pesa no final). Uma prestação vai se acumulando à outra até se tornar uma bola de neve impagável. E depois que quebra, a culpa é do capitalismo e a solução é votar no Ciro.

A burocracia astronômica, os impostos colossais, a confiança no Estado como uma muleta e a mentalidade completamente avessa ao capitalismo são a prova de que o Brasil conseguiu a independência de Portugal, mas jamais se livrou da cultura nefasta que afundou ambos os países.

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[1] SCRUTON, Roger Vernon. Roger Scruton: "Os conservadores dizem o que as pessoas querem ouvir". Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2019/06/roger-scruton-os-conservadores-dizem-o-que-as-pessoas-querem-ouvir-cjxg4z6yr03pv01o9m9sfbqfs.html>. Acesso em: 03/12/2019.

[2] HAHN, Carl Joseph. História do culto protestante no Brasil. São Paulo: ASTE, 1989, p. 48.

[3] MELO, Saulo de. História da igreja e evangelismo brasileiro. Maringá: Orvalho, 2011, p. 162-163.

[4] VICENTINO, Cláudio; MOURA, José Carlos Pires de. Anglo: ensino médio: livro-texto 1. São Paulo: Anglo, 2008, p. 134.

[5] ibid, p. 110.

[6] ibid, p. 44.

[7] ibid, p. 53.

[8] HABER, Stephen. How Latin America Fell Behind: Essays on the Economic Histories of Brazil and Mexico, 1800-1914. Califórnia: Stanford University Press, 1997, p. 151.

[9] VICENTINO, Cláudio; MOURA, José Carlos Pires de. Anglo: ensino médio: livro-texto 2. São Paulo: Anglo, 2008, p. 55.

[10] CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial; Teatro de sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996.

[11] VICENTINO, Cláudio; MOURA, José Carlos Pires de. Anglo: ensino médio: livro-texto 1. São Paulo: Anglo, 2008, p. 181.

[12] ibid, p. 102.

[13] ibid, p. 100.

[14] KADT, Emanuel de. Católicos radicais no Brasil. Brasília: UNESCO, MEC, 2007, p. 79.

[15] Disponível em:  https://brasil500anos.ibge.gov.br/estatisticas-do-povoamento/evolucao-da-populacao-brasileira.html>. Acesso em: 28/06/2019.

[16] VICENTINO, Cláudio; MOURA, José Carlos Pires de. Anglo: ensino médio: livro-texto 2. São Paulo: Anglo, 2008, p. 106.

[17] HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 57-58.

[18] ibid, p. 78.

[19] ibid, p. 135.

[20] ibid, p. 82-83.

[21] ibid, p. 83-84.

[22] ibid, p. 87-88.

[23] Para entender a importância da Bolsa de Valores numa economia capitalista, confira: MUELLER, Antony; MURPHY, Robert. Por que a bolsa de valores e os especuladores são cruciais para uma economia. Disponível em: <https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2967>. Acesso em: 15/10/2019.

[24] VICENTINO, Cláudio; MOURA, José Carlos Pires de. Anglo: ensino médio: livro-texto 2. São Paulo: Anglo, 2008, p. 101.

[25] ALMEIDA, Paulo Roberto de. Dez grandes derrotados da nossa história (ou, como o Brasil poderia ter dado certo, mas não deu). Disponível em: <https://spotniks.com/dez-grandes-derrotados-da-nossa-historia-ou-como-o-brasil-poderia-ter-dado-certo-mas-nao-deu>. Acesso em: 29/06/2019.

[26] HABER, Stephen. How Latin America Fell Behind: Essays on the Economic Histories of Brazil and Mexico, 1800-1914. Califórnia: Stanford University Press, 1997, p. 51.

[27] ibid, p. 34.

[28] ibid, p. 245.

[29] Disponível em: <https://ourworldindata.org/grapher/maddison-data-gdp-per-capita-in-2011us?tab=chart&yScale=log&time=1804..1889&country=BRA+USA>. Acesso em: 03/12/2019.

[30] DIAS, Arthur. O Problema Naval: condições atuais da marinha de guerra e seu papel nos destinos do país. Rio de Janeiro: Oficina da Estatística, 1899, p. 59.

[31] ibid, p. 134.

[32] ibid, p. 196.

[33] ibid, p. 78.

[34] ibid, p. 177.

[35] ibid, p. 158-159.

[36] ibid, p. 72.

[37] ibid, p. 162.

[38] ibid, p. 156.

[39] ibid.

[40] ibid, p. 160.

[41] ibid, p. 163-164.

[42] ibid, p. 144.

[43] VICENTINO, Cláudio; MOURA, José Carlos Pires de. Anglo: ensino médio: livro-texto 2. São Paulo: Anglo, 2008, p. 160-161.

[44] ibid, p. 161.

[45] DIAS, Arthur. O Problema Naval: condições atuais da marinha de guerra e seu papel nos destinos do país. Rio de Janeiro: Oficina da Estatística, 1899, p. 95.

[46] ibid, p. 97-98.

[47] ibid, p. 5.

[48] ibid, p. 6-7.

[49] ibid, p. 7-8.

[50] ibid, Introdução.

[51] AZAMBUJA, Roberto; MOURA, Eduardo. Após ausência de Renato em curso, Grêmio se esquiva e aguarda definição da CBF. Disponível em: <https://globoesporte.globo.com/rs/futebol/times/gremio/noticia/apos-ausencia-de-renato-em-curso-gremio-se-esquiva-e-aguarda-definicao-da-cbf.ghtml>. Acesso em: 03/07/2019.

[52] O GLOBO. Salva-vidas em provas da natação viram piada na web. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/esportes/salva-vidas-em-provas-da-natacao-viram-piada-na-web-19876827>. Acesso em: 03/07/2019.

[53] FENACON. Brasil é o país mais burocrático do mundo, segundo Banco Mundial. Disponível em: <http://www.fenacon.org.br/noticias/brasil-e-o-pais-mais-burocratico-do-mundo-segundo-banco-mundial-2963>. Acesso em: 12/09/2019.

[54] SCHRAGER, Allison. Americans own more stock than ever – how will it change the economy? Disponível em: <https://qz.com/1700958/more-americans-own-stock-than-ever>. Acesso em: 03/12/2019.

[55] TAKAR, Téo. Para chegar a 1 milhão de investidores, Bolsa fez campanha até na praia. Disponível em: <https://economia.uol.com.br/cotacoes/noticias/redacao/2019/05/09/bolsa-alcanca-1-milhao-de-investidores-pessoas-fisicas.htm>. Acesso em: 03/12/2019.

[56] EXAME. Em meio a crise pequena parte dos brasileiros recorrem a jogos da loteria. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/negocios/dino/em-meio-a-crise-pequena-parte-dos-brasileiros-recorrem-a-jogos-da-loteria>. Acesso em: 03/02/2019.

[57] G1. Cresce o número de brasileiros que apostam na loteria. Disponível em: <http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL736799-5598,00-CRESCE+O+NUMERO+DE+BRASILEIROS+QUE+APOSTAM+NA+LOTERIA.html>. Acesso em: 03/12/2019.
[58] ibid.

[59] SANTOS, Poliana. Confira 5 ações que mais valorizaram no 1° semestre de 2019. Disponível em: <https://www.sunoresearch.com.br/noticias/acoes-valorizaram-confira-primeiro-semestre>. Acesso em: 03/12/2019.

[60] FERREIRA, Afonso. Nº de brasileiros com nome sujo bate novo recorde, diz Serasa: 63,2 milhões. Disponível em: <https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/06/06/dividas-atrasadas-nome-sujo-serasa.htm>. Acesso em: 04/12/2019.

83 comentários:

  1. Lucas oque voce acha da tese binitarianismo, que nega que o Espirito Santo é uma pessoa, mas sim o espirito do e do filho. Passagens que eles usam 1Jo 2:24; Gl 4:6; At 16:7; 1Pe 1:11; Fp 1:19; Rm 8:9; 2Co 3:18,19
    https://www.youtube.com/watch?v=xJgpKAf0RPQ aqui tem um video que eplica um pouco sobre isso

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    1. Neste artigo recente eu mostro por que o Espírito Santo é uma pessoa:

      http://www.lucasbanzoli.com/2019/08/quem-e-o-espirito-santo-o-espirito.html

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  2. Banzolao é certo que herdamos a cultura ibérica portuguesa,mas hoje em dia apesar de atrasado para os padrões europeus e do fato de depois da ditadura fascista de Salazar ter tido vários governos esquerdistas,comparado com os países latinos,Portugal é considerado rico e por incrível que pareça de acordo com as notícias dos últimos anos ele vem crescendo economicamente apesar do esquerdismo

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    1. Comparado aos países latino-americanos qualquer país europeu é rico, mas Portugal é pobre em comparado ao seu próprio continente (excetuando a Grécia, só está à frente de alguns países do leste europeu).

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  3. ".. o Brasil já começou errado desde o começo, e este ‘começo’ é ter sido colonizado pelos portugueses..."
    Lucas, olhando para a américa Latina, "do México pra baixo", a impressão que fica é que se fôssemos colonizados por espanhóis ao invés dos portugueses, nosso país estaria ainda pior. Concordas?

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    1. Unknown, tem que dar um banho de água benta do México para baixo, aqui em nossa América Latina, a fim de curar a ruindade de certos latino americanos secretários latinos do capeta.

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    2. “Lucas, olhando para a américa Latina, "do México pra baixo", a impressão que fica é que se fôssemos colonizados por espanhóis ao invés dos portugueses, nosso país estaria ainda pior. Concordas?”

      Na verdade não, Portugal era ainda pior que a Espanha (a mesma cultura estatista aliada a uma preguiça ainda maior), em todos esses séculos o PIB per capita português sempre esteve abaixo do espanhol. E mesmo em se tratando das colônias, o PIB per capita brasileiro esteve sempre muito abaixo da média dos países latino-americanos, pelo menos até 1950 (nessa época a Argentina ainda tinha um PIB per capita quatro vezes maior que o nosso, e a Venezuela sete vezes mais). O Brasil até o final do século XIX tinha um PIB per capita que perdia fácil pra qualquer país latino-americano, com a possível exceção de Bolívia e Peru. Só depois das fortes ondas de imigrantes europeus que o Brasil recebeu durante o século XX e de iniciar o processo de industrialização é que passamos a estar “acima da média” (e mesmo assim por pouca coisa).

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    3. Lembrando que, embora o PIB brasileiro seja o maior da América Latina, quando o assunto é IDH, nosso Brasil varonil perde pra Argentina, Uruguai, Chile, empata com a Colômbia, perde para os países do Caribe e, pasmem, perde para o México.

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    4. Na verdade o PIB brasileiro só é o maior porque é o país com maior população (e como o PIB soma a riqueza de todos os cidadãos, obviamente os países que tem mais gente tendem a ter um PIB maior). Mas se fizer a medição por PIB per capita (ou seja, tirando a média do que cada cidadão tem), o Brasil aparece em quinto lugar (entre treze da América do Sul), por isso eu disse que mesmo nos dias de hoje nós estamos só um pouco acima da média do continente:

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_da_Am%C3%A9rica_do_Sul_por_PIB_per_capita

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  4. Lucas, estava lendo o livro de Daniel e depois pesquisei na internet a respeito. Uma grande parte de sites de enciclopédia e considerados autênticos e científicos dizem que o livro é uma invenção judia do século II a.C, e que todas as profecias no livro é apenas um modo de contar como da Babilônia, Pérsia e Grécia veio a ultima besta, o reino de Antíoco IV Epifânio, que também seria o chifre menor e aquele que colocou imagem de abominação no templo (ídolos pagãos da Grécia e Pérsia), e que também toda referencia ao Messias ou Ungido em Daniel se refere a família dos Macabeus e sua revolta, e o livro seria uma mensagem de esperança de que Antíoco IV seria derrotado e Deus iria estabelecer Seu Reino pra sempre. Como responder a isso? Visto que a grande maioria dos cristãos protestantes dizem que a besta se refere ao reino do Anticristo que ainda vira e que o Ungido é Cristo que morreu e ressuscitou e vai destruir o Anticristo.

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    1. A tese de que o livro de Daniel é uma "invenção do século II a.C" é uma fábula criada por teólogos liberais sem comprometimento algum com a verdade, que chegam a essa "conclusão" a priori porque partem do pressuposto de que a Bíblia é uma fraude e não pode ter coisas como profecias verdadeiras (então precisam descredibilizar os livros mudando as datas do mesmo para dizer que eles "predisseram" o que já havia acontecido, como se todo mundo na época fosse extremamente burro para cair numa enganação desse tipo). Há muitos argumentos em favor da autoria tradicional de Daniel, inclusive baseado no estilo de linguagem (que é bem diferente dessa época posterior), sobre isso eu já escrevi aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/profecias-biblicas-que-se-cumpriram.html

      Antíoco era um ANTÍTIPO (ou seja, alguém que prefigurava) do anticristo, e não o anticristo em si. O próprio Jesus citou uma dessas partes de Daniel e o aplicou a um momento futuro, não como se já tivesse acontecido (cf. Mt 24:15-16).

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  5. A deep and unfortunate socioeconomic history :(

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  6. Estou lendo o volume 1 do seu livro sobre a Reforma. Só tenho uma coisa a dizer: parabéns pelo trabalho, ficou fantástico! Estou ansioso pelo 2º volume.

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  7. Banzolao no passado existiam teorias que associavam o clima tropical e quente a falta de desenvolvimento econômico do Brasil,afirmavam que o calor deixava o brasileiro preguiçoso,mas afim de festas,tomar cachaça,a cachaça era a bebida mais consumida no Brasil colônia e a liberdade sexual também oriunda das indigenas estarem nuas,o português não estava acostumado a ver mulheres nuas,muitas vezes não viam nem a própria esposa nessas condições.E vc acha essa teoria totalmente falsa?

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    1. Gabriel, o calor, a cachaça e a nudez ou a pouca roupa são corruptores, mas se Cristo é a propiciação dos pecados do mundo todo e se concluirmos com São Paulo de que Cristo pensou nele ao entregar-se à própria morte, logo, Cristo pensou em todos os homens para salvar até o último homem nascido até o último instante antes do Juízo Final, então, calor, cachaça e nudez podem ser corruptores, sim, mas, como disse o Cristo: Deus, mas também homem como a gente que façamos o que Ele nos disse, que tenhamos bom ânimo, pois Ele venceu o mundo: calor, cachaça, nudez ou pouca roupa ou o que quer mais que exista e se invente no mundo. O amor é forte como a morte, diria o Beato João Duns Scot.

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    2. Desculpem a intromissão, faltou acrescentar o carnaval na teoria. Que a cerveja (ou cachaça), mulher nua e carnaval deixa muitos brasileiros preguiçosos não resta dúvida é já está comprovado. (existe aqui no Nordeste um estado famoso pelo carnaval e a preguiça). A preocupação agora passa a ser a reforma da Reforma da Previdência pra dá conta do futuro desse país.

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    3. É difícil dizer até que ponto o clima influencia na conduta sexual. Teoricamente parece fácil dizer que um clima tropical como o brasileiro estimula mais os hormônios, mas se você pesquisar vai ver que entre os países que mais fazem sexo constam Canadá, Grécia, EUA, etc... não exite uma correlação total. Na Idade Média o que mais tinha na Europa fria da época eram prostíbulos e a imoralidade rolava solta, até os papas eram muito mais imorais. Em se tratando da cachaça ou da cerveja, tem países como a Alemanha que são extremamente desenvolvidos e mesmo assim o povo lá bebe sem parar. Embora se compararmos o Brasil com os países ao sul (Argentina e Uruguai), que são mais frios, eles são bem mais desenvolvidos em comparação com a gente e tem uma conduta mais parecida com a dos europeus do que com o resto da América Latina (o que se encaixa na teoria). De todo modo, não é o tipo de coisa que define se um país vai ser desenvolvido ou não. A Austrália e a Nova Zelândia tem um clima tropical muito parecido com o do Brasil e veja o quanto mais desenvolvidos eles são, com uma conduta e uma cultura bem diferentes da nossa. E na própria Europa há muita diferença de desenvolvimento entre os países, apesar de todos terem um clima mais ou menos parecido (com muito mais frio do que calor). De modo que o clima pode até exercer uma certa influência, mas está longe de ser o fator mais decisivo.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Jesse, the once Protestant theologians who became Catholics did very well in becoming Roman Catholics, because they realized that Protestant theology is a patchwork of a phenomenon without unity, therefore, without truth that it is Protestantism, but at the root Protestantism holds the nonsense that the Holy Bible would have fallen from the leather bound sky as if the Bible did not need the Roman Church to define its content.

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    2. Scott Hahn was not a "great Protestant theologian". Practically no one knew him until he converted to Catholicism and came to be used as propaganda by Catholic apologetics, which although ridiculous in biblical and historical argumentation, is very good at marketing, which I cannot deny. Any half-assed theologian or unknown pastor who announces his conversion to Catholicism is automatically exploited in a propagandistic manner and exalted as if it were the master of Protestant authority when he was a No One. For each of these "conversions to Catholicism" cases there are at least another ten far more enlightened converts to Protestantism, the difference being that we do not need to advertise something so usual and common. The day a Paul Washer, a John Piper, a Jon McArthur, a Benny Hinn, or a Rick Warren convert to Catholicism, then I would be impressed. But these conversions they advertise are from people who only become known after they convert.

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    3. Scott Hahn let go of the Protestant folly of thinking that Jesus Christ lied by promising St. Peter the First Pope that the gates of hell would not prevail against the Church.

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    4. You are right. Scott Hahn was not a big deal before his conversion to Roman Catholicism.

      A lot of these people receive recognition upon converting, and those "testimonies" are used as propaganda.

      I would love to see a conversion testimony to the Roman Catholic Church as a result of one reading Scripture independently!

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    5. Benny Hinn is one of those greedy televangelists, with his false miracle reports and prosperity gospel nonsense. I do not take him seriously.

      Rick Warren has many theological problems on his own terms. To my knowledge, he has also become very ecumenical with Rome. So him converting would not be a surprise to me.

      I would be shocked if somebody sound like John MacArthur, Piper, Sproul (now deceased, but just naming names), or James White were to ever convert.

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    6. "Scott Hahn let go of the Protestant folly of thinking that Jesus Christ lied by promising St. Peter the First Pope that the gates of hell would not prevail against the Church"

      Peter was not a pope and Jesus did not speak of the Roman Church.

      "Benny Hinn is one of those greedy televangelists, with his false miracle reports and prosperity gospel nonsense. I do not take him seriously"

      I was referring to famous preachers, not necessarily good (I don't think Benny Hinn is an example of a pastor, though he recently abandoned prosperity theology, as you can see in the article below).

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/04/benny-hinn-abandona-teologia-da.html

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  9. Lucas banzoli, sei que aqui não está sendo referido o assunto, mas gostaria de fazer uma pergunta referente a mortalidade da alma. Como fica diante de Daniel 12:2, Que diz que uns vai ressuscitar para a vergonha e desprezo eterno?

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    1. A vergonha eterna é a morte eterna, não um sofrimento eterno. A vergonha consiste em estar eternamente separado de Deus, que é a fonte da vida, ou seja, é a antítese de uma vida eterna (e não uma vida eterna no inferno).

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  10. Lucas se fossemos colonizado pelos ingleses poderíamos virar uma Guiana ou Jamaica gigante?

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    1. Nem a Guiana nem a Jamaica foram colonizadas pelos ingleses originalmente.

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  11. Um juiz britânico foi removido do cargo por ter emitido a opinião de que, para uma criança a ser adotada, o melhor seria que o casal fosse formado por um homem e uma mulher. Em outras palavras, ele foi demitido. https://christianconcern.com/cccases/richard-page/
    https://www.bbc.com/news/uk-england-kent-48694066

    E agora?

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    1. Complicado mesmo. É a ditadura da opinião. Primeiro eles impuseram a opinião deles, depois perseguem os que tem a opinião tradicional (e mais aceita) e por fim vão criminalizar a opinião contrária, que é como eu entendo que será na grande tribulação (com prisão e execuções em massa de cristãos tidos como "fundamentalistas" em um mundo extremamente secularizado e anticristão).

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  12. Artigo Bonito, Artigo Formoso, Artigo Maravilhoso, Artigo Bem Escrito, Artigo Bem Elaborado, Artigo Bem Pensado. Um dos Melhores Artigos que já li até hoje em seu blog. Quanto mais leio seus artigos (especialmente sobre os artigos de história), cada vez mais gosto do seu blog (apesar de algumas pequenas discordâncias).

    Com apenas poucos artigos sobre tema, você já refutou praticamente todos (senão todos eles) os argumentos dos monarquelhos. Mal posso esperar o Dia em que você vai escrever um artigo falando da Constituição dos EUA. Deus te abençoe enormemente, que seu blog possa crescer cada dia mais ainda, um grande abraço pra você. 😊😊😊

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    1. Vlw! No livro eu dedico um longo tópico sobre os EUA (embora não focado especificamente na Constituição em si, mas na cultura como um todo). Abs!

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  13. Comente:

    https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=373

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    1. Ele só fez um resumo do livro dele ( o Hans-Hermann Hoppe) " Democracia - O Deus que falhou".

      Ele não argumenta nada com nada, ele só diz que na monarquia um rei e os nobres ( poucas pessoas) é mais eficiente para garantir a propriedade privada do que na democracia que seria governo de todos ( muitas pessoas).

      Essa mula do Hoppe não deve conhecer constituição e sistema jurídico, como ele deve achar que toda democracia é igual, ou seja, tanto faz se é uma democracia liberal ou autoritária ( pra ele deve ser a mesma coisa) ele só enche linguiça generalizando.

      "Com a democracia surgiu também o serviço militar obrigatório", bom, se ele considerar na era moderna sim, porém dependendo a constituição e o país, é o alistamento militar que é obrigatório e não o serviço militar. Era recorrente em monarquias usar escravos em serviços involuntários, e claro, sendo um deles a guerra e serviços militares.

      " o nacionalismo, obviamente, é uma característica democrática dos séculos XX e XXI" - Eu queria saber de onde ele tirou essa conclusão. O nacionalismo (excluindo o nacionalismo romântico) está muito mais ligado a uma ideia etnocêntrica (raça, cultura, sendo que a democracia defende isonomia ( principio da igualdade).

      Lembrando, que ele não está defendendo uma monarquia parlamentar ou constitucional, e sim monarquia absolutista ( até porque só um doente que nem ele pra ter essas ideias).

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    2. "Lembrando, que ele não está defendendo uma monarquia parlamentar ou constitucional, e sim monarquia absolutista ( até porque só um doente que nem ele pra ter essas ideias)."

      O Quê? Em pleno séc. XXI ainda tem gente que tem a cabeça na idade média? Na boa, esse cara é um doente só pode!

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    3. Eu não sei da onde ele tirou essa de que a democracia criou o serviço militar obrigatório. Nos séculos passados (quando não havia democracia), os grupos que pregavam contra o alistamento militar (como os menonitas e alguns anabatistas) eram perseguidos, às vezes até a morte, por causa dessa recusa. Como nessa época tinha muito mais guerras, todo mundo era um soldado em potencial, e a maioria dos homens tinha que ir à guerra pelo menos uma vez na vida. No mais, um anarquista como Hoppe defender a monarquia absolutista chega a ser bizarro. Um Estado absolutista que controla tudo na vida dos cidadãos e concede um poder absoluto e supremo nas mãos de uma única pessoa vai contra tudo aquilo que o anarcocapitalismo diz defender por princípio. Esse site só postou esse lixo porque também entrou na modinha de defender a monarquia católica, porque aqui no Brasil é assim, todo instituto de direita é rapidamente tomado por essa laia de reacionários malucos cuja mente vive presa na Idade Média e conseguem poluir tudo aquilo que é bom, corrompendo todos os movimentos com algum potencial de mudar o Brasil pra melhor.

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    4. Acho que ele se referia ao alistamento militar "formal" e "recente" que teve durante o inicio da república francesa, porém pode ser que não visto que ele não especifica.
      Mas, se você parar pra pensar a democracia surge em Atenas, não sei se na época existia o recrutamento obrigatório, imagino que apenas para defesa e possivelmente dependendo o contexto cronológico ( se era um tempo com muito conflito entre os povos).

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    5. Ele só escreveu esse artigo por intriga dele com a Democracia, ele tem um livro chamado " A Democracia : O Deus que falhou".
      Ele mesmo não consegue ter noção que a Democracia é o sistema mais eficiente para a garantia da propriedade privada, livre mercado e livre comércio.

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    6. Na verdade ele não defende a monarquia e nem a democracia, ele considera esses dois sistemas maléficos. Ele apenas diz que é preferível a monarquia.
      Mas no fim, ele parece assumir que todos os reis e rainhas não teria nenhum interesse em interferir na vida das pessoas, como se não houvessem "Neros" para causar o caos em roma, apenas reis como o leão Aslam de Nárnia, que fariam a justiça e seriam bondosos.

      Ele também trata a monarquia como o oposto da democracia, quando na verdade democracia e monarquia podem conviver juntas. Como Jonny Agustinho comentou lá no artigo:
      Regime de governo: pode ser Democracia ou Autocracia
      Forma de governo: Monarquia ou República
      Sistema de governo: Presidencialismo ou Parlamentarismo
      Forma de estado: Unitário ou Federação

      Para terminar, eu acredito que a "linha" que separa democracia de "ditadura da maioria" é bem frágil, porém não impossível de se evitar, como o próprio Yago disse nesse vídeo;
      https://www.youtube.com/watch?v=6tFTn63GdlU

      Ao meu ver, ambos os sistemas tem a suas falhas, mas a única forma de uma monarquia absolutista funcionar, é ser governada por alguém que seja o "suprasumo" da bondade, coisa que está fora de alcance para nós...

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    7. Ele defendeu a monarquia absolutista em relação a democracia como a "Pior forma de estatismo".

      Na democracia existe a isonomia, ou o princípio da igualdade,sem falar nos direitos naturais ( como a vida),então exemplos exagerados de analogia a escravidão, ou de que uma maioria pode decidir acabar com a vida do indíviduo são infundados (então se tiver algum bait do Mises Brasil em relação a isso ignorem).

      Tem um artigo do site Neoiluminismo que mostra as distorções historiográficas que o Hoppe fez em um do seus livro (só tem parte 1 infelizmente).
      https://neoiluminismo.com/2018/08/19/a-miseria-da-historia-uma-analise-critica-da-pre-historia-de-hans-hermann-hoppe-parte-i-christopher-henrique/

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  14. Veja só isso:

    https://www.esquerda.net/artigo/lider-do-psoe-diz-que-o-socialismo-e-compativel-com-monarquia/32998

    Após lerem isso, os monarquelhos devem estar chorando uma cascata equivalente às Cataratas do Niágara e fazendo mais birra que um playboyzinho mimado após receber um não do papai.

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    1. Vale lembrar que o atual primeiro-ministro da Espanha (que é uma monarquia) é um socialista declarado.

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  15. Lucas certa vez enquanto eu pesquisava sobre a relação entre a monarquia e a escravidão no Brasil me deparei com esse argumento numa página monarquista:

    "A monarquia era a favor da escravidão.

    Outra grande mentira. O imperador sempre foi a favor da liberdade dos escravos. Quem era contra, foram os Deputados (senhores de escravo). Eram tão contra que apoiaram o exército para derrubar o Rei tão logo a princesa Isabel aboliu a escravidão… Se os negros hoje são livres agradeçam à monarquia, se dependesse da república, eles ainda seriam escravos.
    Tiradentes, considerado herói pela república Brasileira, queria que Minas Gerais se tornasse uma república independente do Reino de Portugal. E um de seus objetivos libertários era a manutenção da escravidão dos negros. Isso os livros de história não contam porque pega mal para um “herói da república”. Leia mais sobre Tiradentes, o picareta.
    Leia: A Farsa de Sinhá Moça. Na Monarquia negros eram tratados como Iguais porque eram CONSIDERADOS IGUAIS.
    A primeira coisa que Dom Pedro II fez ao adquirir a maioridade (com 14 anos) foi mandar libertar todos os 40 escravos que tinha recebido de herança para servir de exemplo para todos. Leia na Bibliografia dele e confira.
    Dom Pedro II, reiteradamente, custeou faculdade para negros que ele considerava talentosos e inteligentes! E ele fez isso com o próprio dinheiro, não com o dinheiro do Estado.
    Em contra-partida, Thomas Jefferson, republicano famoso nos EUA, escreveu a “Constituição da Liberdade”, mas mantinha uma fazenda com 4.000 escravos!!! Que ironia!"

    🤔🤔 Como você responderia a esse argumento monarquista? 🤔🤔

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    1. Pedro II era tão "defensor da liberdade dos escravos" que manteve a escravidão por 47 anos. Ou ele fazia pouco caso da escravidão, ou era incrivelmente incompetente mesmo, em um nível acima do surreal. Dizer que isso só não aconteceu antes "por causa dos deputados" chega a ser risível. O imperador tinha amplos poderes, inclusive para dissolver um parlamento e convocar um novo, indicando a dedo quem queria que fosse "eleito", e de fato fez isso muitas vezes. Na "democracia" da época, o imperador não perdia nunca. Indo mais além, poderia até mesmo assinar a abolição passando por cima do congresso (pra quem assumiu a coroa mediante um golpe por razões muito menos nobres, isso seria fichinha). Mas em vez disso ele preferiu fazer vista grossa para não perder o apoio da elite oligárquica que mandava no país na ausência total de industrialização e burguesia. O mais engraçado de tudo é ele dizer que "se os negros hoje são livres agradeçam à monarquia, porque se dependesse da república, eles ainda seriam escravos". Ou ele ainda não sabe que TODAS as repúblicas do continente inteiro já haviam abolido a escravidão muito antes do Brasil (e nesse caso é inacreditavelmente burro), ou finge desconhecer que o Brasil só aboliu a escravidão (depois de todo mundo) por causa da forte pressão internacional, sobretudo dos ingleses (e neste caso, é apenas desonesto mesmo). Do jeito que ele fala fica parecendo que Dom Pedro II fez um favor, o que seria o mesmo que a Coreia do Norte liberar a internet para os seus cidadãos em pleno ano de 2020 e dizer que eles devem agradecer ao governo por esse grande favor (quando todos os outros países do mundo já tem internet há muito tempo). Acho que os cientistas precisam urgentemente estudar o cérebro dos monarquistas, assim talvez encontrem o tal "elo perdido" entre o homem e o macaco.

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  16. Lucas, muito obrigado!
    Antes de conhecer o seu blog, eu era um desinformado que (apesar de ter sido desde que me conheço por gente um protestante, graças a Deus) eu defendia coisas como cruzadas, achava que a Igreja Católica era a construtora da civilização ocidental (tinha até uma certa admiração por ela) e achava que o Véio da Virgínia era "o maior intelectual vivo". Foi o que eu aprendi assistindo Nando Moura, Brasil Paralelo, Bernardo Küster etc. Enfim, eu era um protestante pseudo-olavete...
    Creio que você se lembra quando o Nando falou que era um protestante apenas porque não era católico. Pois é, eu estava seguindo essa mesma linha de raciocínio.
    Eu era tão desinformado, que quando o Yago e o Olavo discutiram em 2018, eu fiquei em dúvidas, achando que talvez a fé católica era de fato a verdadeira ou não.

    Eu conheci seu blog quando eu procurava coisas sobre zé cruzadinhas (quando eu era um rs) e vi aquele seu artigo sobre revisionismo. A princípio eu até achei que o dono do blog (você) era um ateu(!), pois eu achava que todo cristão estudioso (católico ou evangélico) defendia e agradecia as cruzadas!
    Quando vi que você era um protestante, eu fique interessado em ler mais o seus outros artigos, pois eu quase não acompanhava evangélicos no youtube (o único que eu me lembro era o Yago). Então eu li várias postagens suas e, bem, aqui estou!
    Hoje eu não defendo mais atrocidades morais como as cruzadas, ou acredite que foi a ICAR que construiu a civilização ocidental.

    Antes, além de um completo desinformado, eu também não me interessava muito em buscar a Deus. Hoje eu sou muito mais fascinado pelas coisas cristãs, em Deus, Jesus, a história da Igreja e etc. e tenho muito a melhorar.
    Sou a prova de que "a teologia esfria o crente" coisa nenhuma! Para mim, foi exatamente o contrário!

    Por isso, eu agradeço primeiramente a Deus e em segundo, a você!
    Muito obrigado!

    Que Deus o abençoe grandemente!

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    1. Vlw, é muito gratificante saber que os meus simples artigos estão servindo pra alguma coisa, louvado seja o Senhor por isso! Eu sempre costumo dizer que meu objetivo (e o da apologética como um todo) não é "converter" pessoas (pra isso um "simples" evangelismo de rua é muito mais eficiente), mas manter essas pessoas convertidas na fé, uma vez que irão surgir dúvidas de todos os lados possíveis que podem abalar a fé de alguém que não a tem ainda totalmente consolidada. Ou seja, é dar uma base intelectual que sirva não de "complemento" à fé como alguns dizem, mas de fortalecimento dessa fé. Eu diria que nós apologistas somos como um goleiro num jogo de futebol, nossa missão não é fazer gol (=converter pessoas), mas impedir que os adversários façam gol (=impedir a apostasia). A não ser que o goleiro no caso seja o Rogério Ceni, mas aí é coisa de mito mesmo ;p

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    2. Tenho certeza que há muitas outras pessoas que também estão agradecidas a você! :)

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  17. Lucas, qual é a sua interpretação para "2300 tardes e manhãs e o santuário será purificado" do livro de Daniel? Sabe o que os Pais da Igreja entendiam dessa passagem? E o que você acha da interpretação adventista?

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    1. Pra mim as 2300 tardes e manhãs são 2300 tardes e manhãs mesmo (ou seja, dias literais, do mesmo modo que as "tardes e manhãs" de Gênesis 1). Elas abrangem o mesmo período que as 70 semanas de Daniel (na verdade as 69, já que a última é escatológica), ou seja, vão desde os tempos da reconstrução de Jerusalém até os dias de Jesus. Os adventistas tem uma visão diferente, eles acham que se referem a 2300 anos, mas na minha opinião essa conta não fecha (os cálculos que eles fazem em relação a isso e os eventos que estão relacionados não fazem muito sentido, na minha opinião). Não me lembro de ter lido um Pai da Igreja escrevendo sobre as 2300 tardes e manhãs, seria até interessante saber o que algum deles escreveu, mas eu particularmente desconheço.

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  18. Boa noite, sr. Lucas,

    Como se diz na linguagem do pedreiro, nosso Brasil foi fundado sem linha, sem prumo e sem esquadro; por isso, consertá-lo, hoje, é impossível!!!

    "E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são." Romanos 11:16

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    1. Eu não diria impossível, mas quase isso. Seria necessário uma transformação total da cultura, impulsionada por uma conversão em massa, mas isso é muito difícil de acontecer e se acontecer deve levar muito tempo ainda, muito mesmo (não se muda uma cultura da noite pro dia, infelizmente). De modo que na prática, é quase o mesmo que dizer que o Brasil não tem solução mesmo.

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  19. Continuando, li esse artigo: https://www.gospelprime.com.br/ex-muculmanos-pedem-ao-papa-que-pare-de-se-enganar-sobre-o-isla/ e vou catar esse livro para ler: https://www.amazon.com/Apostates-When-Muslims-Leave-Islam/dp/1849044694 vc conhece algum outro livro que trate do Alcorão, sob o ponto de vista cristão, assim como o artigo do site fez?

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    1. Infelizmente o meu conhecimento sobre o Alcorão beira a zero, como aqui no Brasil quase não há muçulmanos eu vejo pouca necessidade em se aprofundar sobre isso no momento. Uma vez eu até tentei ler, mas é uma linguagem tão completamente enfadonha, obsoleta e maçante que eu desisti antes de terminar o primeiro capítulo.

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  20. O que vc acha desse curta metragem sobre o nascimento de Jesus: https://www.youtube.com/watch?v=yXWoKi5x3lw achei bem realista até.

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  21. Paz do Senhor
    Todas as vezes que me perguntavam de como o Brasil esta eu sempre falava disso (colonizado pelos portugas e o "povo" que veio pra cá)
    Lucas, aqui tem mais um exemplo de "união", "amor" e "bom exemplo" que nós, protestantes malvadões, filhos de Lutero deveria aprender (melhor não).
    https://br.noticias.yahoo.com/fake-news-e-escandalos-a-midia-catolica-de-direita-ataca-francisco-070031316.html

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  22. Banzolão vc acredita que muitas pessoas não conseguem ter uma ideologia moderada,neutra,sem extremismos?Pq tava vendo um vídeo da Sara Winter por exemplo,ela pulou de um extremismo para outro,saiu do Femen,uma organização feminista de extrema esquerda em que suas integrantes mostram os peitos,defendem a legalização do aborto,para o bolsolavismo da extrema direita

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  23. Lucas, grande irmão e amigo, por favor, lê está minha postagem aqui https://joaoemilianoneto.blogspot.com/2019/12/ave-maria-que-deu-nos-o-amor.html em meu blog, o Crassus Philosophus e confirma comigo que se a mesma postagem pode até ser saturada de mariologia católica romana, mas também não seria pormenorizadamente cristológica e cristocêntrica, ok?

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    1. Xará, como você consegue colocar itálico e negrito nos comentários?

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    2. Oi, João, amigo e xará. Itálico aqui nos comentários e nas postagens dos blogs da Blogger, tu usas o para abrir antes das palavras que tu queres usar o itálico e o no final das palavras para fechá-lo. Para o negrito a regra é a mesma, mas tu usas o e .

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  24. Lucas, caro irmão e amigo, eu escrevi um artigo em meu blog, o mesmo Crassus Philosophus em que falo da questão do especial polêmico de Natal do Porta dos Fundos de 2019 aqui: https://joaoemilianoneto.blogspot.com/2019/12/porta-dos-fundos-e-o-amor-invencivel-na.html , gostaria de saber a tua opinião sobre o mesmo. Nesse meu artigo eu procuro ser mais condescendente à liberdade mesmo que chegue à uma libertinagem de quem mexe com os brios do que é considerado sacrossanto para uma determinada comunidade, no caso a nossa, mas para ser mais rigoroso com nós, cristãos, que podemos perder em prestígio e influência mundana, mas espiritualmente podemos ganhar muito ao nos humilharmos diante das zombarias deste mundo espiritualmente cego e incompreensivo que está sob o poder do maligno, como diz São João.

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  25. Hello Lucas,

    I was wondering whether you thought this to be a fair response to a Catholic argument against Sola Scriptura:

    https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2018/03/jesus-never-asked-for-new-testament.html

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  26. Avalie:
    https://exateus.wordpress.com/2015/03/31/10-razoes-pelas-quais-os-alienigenas-na-verdade-sao-anjos-caidosdemonios/

    Quanto aos demônios súcubo e incúbo citados no texto? Eles existem de fato?

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  27. I was wondering what you thought of this article?:

    https://rationalchristiandiscernment.blogspot.com/2019/07/examining-few-of-catholic-nicks.html

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  28. Lucas, o que você achava do Roger Scruton? Morreu hoje.

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  29. Lucas, meu nome é Roseli e sou de Brasília. De fato o Brasil é bastante burocrático, até para tirar carteira de motorista. Minha filha me contou ontem mesmo que nos Estados Unidos não existe Auto Escola, aprende-se com os pais mesmos. Parabéns pelo artigo. 10

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  30. Comentario dividido em duas partes porque não deu pra colocar junto.
    Os teólogos e historiadores liberais dizem que o povo israelita era politeísta e adorava diversos deuses, cujo um deles seria Javé/Yawhew, o deus das forjas, e que os judeus só viraram monoteísta na babilônia, e eles pensam desta forma ter refutado o texto bíblico. O que acho engraçado, visto que a bíblia parece apoiar esta visão, em pouquíssimos momentos Israel foi monoteísta, somente na época de Moisés (e mesmo aqui em dado momento eles adoraram Deus na forma de um bezerro de ouro), Josué e dos três primeiros reis de Israel (Saul, Davi e Salomão), e dos reis Ezequias e Josias (os historiadores concordam que estes reis fizeram as reformas religiosas que a bíblia menciona). Em quase todo o resto da história antiga, no período dos Juízes, e do final do reino do Salomão até o exílio os israelitas foram idolatras e adoravam os deuses sírios, mas ao mesmo tempo adoravam Javé (o próprio rei Jeroboão fez dois bezerros de ouro pra representar Javé, e ao mesmo tempo adorava outros deuses), e como a maior parte da história israelita foi politeísta, obvio que a maior parte das evidencias extra-bíblicas fará parecer que todos eles adoravam os deuses sírios e Javé era só mais um de muitos deuses, pois poucas vezes Israel adorou somente a Deus, e claro, os historiadores liberais estão dispostos a achar que se não existe muitas evidencias pra estas histórias do antigo testamento, logo não ocorreu (como se a ausência da evidencia quisesse dizer que a história poderia ser completamente descartada), portanto eles creem que os israelitas e judeus são dois povos diferentes que se desenvolveram em Canaã, nunca ouve um reino unificado e eles foram politeístas até o exílio, porque é obvio, quando os hebreus migraram da Mesopotâmia pra Canaã eles eram um povo pequeno e não deixou as evidencias disso, então realmente parece que os hebreus se desenvolveram em Canaã (e como o único livro que fala da real origem hebraica e a Bíblia, então eles descartam e inventam a própria teoria sem base alguma, sendo que a fonte mais confiável desse assunto e a bíblia), e como Judá e Israel eram inimigos, obvio que eles iriam querer destruir o passado em que estiverem juntos e dizer que reino unificado foi o antecessor somente de Judá ou Israel, fazendo parecer que estes dois reinos não estiveram juntos. Portanto com base em uma ou outra coisa na história arqueológica da Palestina eles já descartam toda a bíblia (sendo que existe mais evidencia para o reino de Judá e Israel que qualquer reino cananeu anterior, e a bíblia apresenta uma história de um povo muito mais coerente do que a história dos egípcios, persas e mesopotâmicos), e sem esquecer que a bíblia apresenta costumes de outros povos (como dos egípcios, mesopotâmicos e persas) de uma maneira extremante realista, como se os personagens bíblicos realmente estivessem la, se tudo fosse inventando não teria essa quantidade de detalhes.

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  31. Por fim tem aquela noticia dos jornais e sites sensacionalistas e de "fatos desconhecidos ou curiosos e seila o que" de uns anos atras de que os israelitas adoravam Javé e Aserá como o casal divino, mas que os escritores "machistas" removeram Aserá com o tempo só pra deixar Javé. Mas isso nem faz sentido pois Aserá é citada na bíblia varias vezes (II Reis 23:4, I Reis 18:19, etc), e Jeremias até mesmo diz que Judá idolatrava a Rainha dos Céus varias vezes em seu livro (como em Jr 7:18), e se Javé era o Rei, portanto os judeus acreditavam que Aserá era a esposa dEle e que era Rainha dos Céus, por causa da idolatria judaica na época. Portanto vemos aqui que grande parte das supostas evidencias vai apontar pra uma Israel politeísta pois eles se esqueciam que só tinha um Deus e adoravam vários em muitos momentos de sua história, e que as tais evidencias realmente vão mostrar Aserá como sendo a suposta esposa de Javé ou como Rainha dos Céus pois em grande parte eles acreditavam nisso (assim como os católicos romanos dão títulos semelhantes a Maria, e não quer dizer que o Deus da bíblia apoia isso), mas como a Bíblia diz, Deus chamou ao povo e disse "Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de com todas as suas forças" (Dt 6:4-5). Essa é a evidencia mais forte e a unica merecedora de crédito de que Israel era monoteísta em sua origem e deveria continuar sendo (embora se perdesse no caminho).

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  32. https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/oscar/2020/noticia/2020/01/13/brasileiro-democracia-em-vertigem-e-indicado-ao-oscar-de-melhor-documentario.ghtml eu não vi o documentário, chegou a ver? Só pelo titulo e contexto, acho que é igual a aquele livro Como morrem as democracias, pq pra eles democracia é somente quando a esquerda está no poder. Qualquer coisa diferente é, no mínimo, fascismo... mas vou tentar ver logo logo...

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  33. Não teremos no Censo 2020 a questão da religião. Mas temos uma coisa "melhor", chamada Datafolha. https://br.noticias.yahoo.com/datafolha-50-da-populacao-brasileira-e-catolica-31-sao-evangelicos-141436082.html o que vc achou?

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  34. Banzolao vc acredita na possibilidade do Sérgio Moro romper com o governo e se candidatar a presidente em 2022?Se sim,achas que seria um bom nome,bem melhor que o Bolsonaro?O Nando Moura, que parece que rompeu de vez com o bolsolavismo falou recentemente em suas redes sociais "Moro 2022"

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    1. Olha amigos, ao meu ver o Nando está correto em fazer criticas ao governo quando ele erra, porém ele já ficando extremamente exagedo e histérico com isso.

      Percebo algumas incoerências no discurso atual dele:

      Primeiro, o NM afirma que o Bolsonaro é um Traidor ao mesmo tempo que defende ferrenhamente
      o Moro, o Guedes e os demais ministros, como sendo pessoas íntegras e honestas.

      Ora, isso não tem nenhum sentido!!!!
      Se o Biroliro de fato se corrompeu, muito provavelmente o Moro os demais já teriam vasado do governo já no início. Afinal, pq ele continuaria em um governo corrupto, que preujudica a sua imagem? Ou o Jair e os Ministros se corromperam e estão em algum esquema de poder ou o Moro permanece honesto junto com o PR.

      Segundo, que o Nando no Twitter tenta fazer parecer que a relação do Ministro da Justiça com PR anda péssima, mas oq vemos na prática é justamente o oposto, o Moro além de permanecer no governo DEFENDE o Jair nas redes sociais, muitas vezes de Fake News que o próprio Nando compartilha.

      Se não me engano Fábio Rapp comentou que se o Moro for vice em 2022, as chances de reeleição são bem grandes.
      Fora que isso poderia até ajudar o Moro a assumir a presidência em 2026 após o Bolsonaro.

      OQ vc acha Lucas??

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  35. Um outro fator que em minha opinião contribui bastante para o fato do Brasil ser um país pobre se dá ao analfabetismo financeiro que está impregnado em pelo menos 90% da população, é inegável que o brasileiro simplesmente não sabe como poupar e nem como lidar com dinheiro, basta ver como vivem algumas pessoas a sua volta e você verá que a vida delas se resume a trabalhar para ganhar um salário mínimo que geralmente é torrado no primeiro mês em compras parceladas, dessa forma o brasileiro vive endividado e sem dinheiro pois simplesmente não sabe se segurar pra não gastar. Você nunca vai ver um americano ou um europeu fazendo várias compras ao mesmo tempo e parcelando em centenas de vezes pra ir "pagando aos poucos" por exemplo, pois muitos deles foram ensinados desde crianças que "se não tiver dinheiro, então não compre".

    Outra diferença gritante se dá no medo que o brasileiro tem de investir e arriscar o seu dinheiro, por exemplo. cerca de 65% dos americanos investem na bolsa de valores, enquanto no Brasil esse número cai estrondosamente para 0,29%. Eu já cansei de ver pessoas que queriam fazer algum curso de investimentos ou começar a investir em algum negócio desistindo completamente de suas ideias por serem frequentemente desencorajado por amigos e parentes que tem aquela velha mentalidade de "melhor não arriscar, guarde tudo na poupança mesmo por que lá é seguro"

    Infelizmente é quase impossível nos tornarmos um país que vai dar certo se as pessoas continuarem com essa mentalidade conformista de que não podemos mudar nada e que as coisas são assim porque são e pronto. E só reforçando a boa e velha frase: "O problema do Brasil é o brasileiro."

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  36. Hello Lucas,

    I was wondering what you thought of this article?:

    https://catholicnick.blogspot.com/2013/05/is-there-new-testament-priesthood.html

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  37. Comente:

    https://www.youtube.com/watch?v=XSCFSm92ADE

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  38. Lucas ainda não terminei de ler esse artigo em questão, mas eu queria tirar uma dúvida com vc:

    Vc acha que toda influencia Cultural de Portugal tenha sido negativa? Ou que toda cultura que tenha se formado no país na época da colonização tenha sido prejudicial??

    Digo isso pois vejo que a cultura que os bandeirantes formaram na antiga capitania de São Paulo é extremamente individualista e antipaternalista, se assemelhando, até certo com a mentalidade Norte Americana.

    Pelo oq eu saiba,os primeiros paulistas eram basicamente uma mistura de fugitivos portugueses neo-cristãos com indiginas, e que durante toda a colonização da região Sudeste e Centro-Oeste os Jesuítas exerceram pouca influência Cultural na mente das pessoas.

    Fora que os bandeirantes sempre pareceram estar se lixando pras autoridades da metrópole, causando uma desconfiança da mesma com a capitania.

    Dito isso, vc não acha que deveríamos ser mais "justos" com os Portugueses no que se refere a colonização? No sentido de que não foi a influência portuguesa em si que "ferrou" com o Brasil, mas sim especificamente os Portugueses adeptos da cultura Jesuíta??

    Forte Abraço Irmão!!

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  39. Lucas, oq vc achou desse documentário?

    https://m.youtube.com/watch?v=t55rKtp8WyA

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  40. Sobre essa questão da colonização, o autor desse vídeo faz uma breve comparação entre a colonização anglo-saxã e a colonização ibérica:


    https://youtu.be/EL9DsgRbUiI

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  41. I was wondering what you thought of this article?:

    http://catholicnick.blogspot.com/2012/07/five-patriarchs-pentarchy-separating.html

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  42. Lucas vi um vídeo de ateus que em resumo dizia o seguinte: a moralidade objetiva que os cristãos clamam não pode ser real visto que os cristãos escolhem a moralidade. Por exemplo os cristãos ignoram os mandamentos de Jesus de vender tudo que tem e dar aos pobres, e de quando der uma festa convidar os pobres, aleijados e pessoas desconhecidas, e embora quase nenhum deles faça isso eles usam isso pra dizer que a bíblia tem um alto valor moral. Outra coisa é que nos sabemos que escravidão é ruim, então os cristãos precisam usar a bíblia para mostrar que Deus é contra a escravidão, o Novo Testamento é ambíguo a respeito disso, enquanto o Antigo é a favor em certo sentido, permitindo até que os senhores batam em seus servos e tudo mais, então eles se aproveitam da ambiguidade do novo para dizer que Deus é contra a escravidão, o que significa que Deus mudou de opinião. Nenhum cristão é favor de apedrejar homossexuais, mas são contra a homossexualidade, então eles pegam apenas o trecho contra a homossexualidade e ignoram a punição para o mesmo, pois se apoiassem a punição quer dizer que a bíblia é imoral, etc. Eles usam outras coisas, mas o que eles querem dizer é que os cristãos escolhem coisas da bíblia que agradam para falar, e toda as leis negativas para os dias de hoje eles ignoram, e como cada igreja decide o que é moral e não (adventistas dizem que é pecado trabalhar no sábado enquanto para outros não é), fica impossível definir moralidade absoluta cristã porque cada um diz uma coisa, com base no que agrada cada um.

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  43. Banzolao e o que vc acha da venda de órgaos humanos?Nesses dias surgiu uma polêmica com o Joel Pinheiro,ele debateu sobre o tema e o acusaram de ser favorável

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