12 de outubro de 2018

88 “Tradição oral” não existe. O que existe é Sola Scriptura, até para os católicos.



Antes de mais nada, se você está por fora do debate sobre “Tradição Oral vs Sola Scriptura”, eu lhe recomendo começar pela leitura destes artigos:


Para resumir a discussão da forma mais simples e breve com que eu seria capaz: os católicos romanos acreditam no “tripé” formado por Escritura, Tradição e Magistério, enquanto os protestantes creem em Sola Scriptura, ou seja, somente a Escritura como autoridade final. Já discorri diversas vezes sobre como esse tripé romanista é na prática um Sola Ecclesia (i.e, “somente o magistério”, em oposição à Sola Scriptura protestante), porque no fim das contas é sempre o magistério quem define como a Bíblia deve ser interpretada e o que deve ou não ser considerado “tradição” – frequentemente de modo inteiramente arbitrário e tendencioso. Mas não é sobre a Sola Ecclesia que discorrerei aqui, mas precisamente sobre o conceito católico romano em torno da famigerada “tradição”.

Segundo os apologistas católicos, a tradição oral consiste no conjunto de ensinos dos apóstolos que não foram deixados por escrito, mas apenas conservados oralmente, e mais tarde incluídos na doutrina católica. O problema é que este conceito de “tradição oral” é uma falácia. Explico: nada do que é dito oralmente se preserva, a não ser que seja convertido em forma escrita. Claro que o século XXI é uma exceção: hoje temos câmeras até em simples aparelhos de celular e dispositivos de áudio e vídeo que podem conservar uma mensagem sem que necessariamente precise ser passada para a forma escrita. Mas aqui não estamos falando de século XXI, mas de vinte séculos antes, no tempo dos apóstolos.

Então imagine o seguinte: numa época em que não havia televisão, nem rádio, nem celular, nem câmeras ou qualquer tipo de aparelho que grave alguma coisa por áudio ou imagem, Fulano conte a Beltrano uma doutrina, como a assunção de Maria, por exemplo. Mas como nós, nos dias de hoje, podemos ter a certeza de que Fulano contou isso a Beltrano? Não havendo qualquer dispositivo de áudio ou vídeo, só restam duas possibilidades: ou Beltrano contou a Sicrano, que contou a Joãozinho, que contou a mais alguém, que por sua vez também foi contando a outras pessoas e assim transmitindo a informação por meios exclusivamente orais até chegar a nós em pleno século XXI sem jamais ter sido escrita (o que é uma teoria das mais ridículas e fáceis de se refutar), ou então essa informação foi, em algum momento, passada por escrito, e só assim se preservado.

Se a primeira opção foi a verdadeira, isso significa que aquilo que os católicos chamam de “tradição” não passa na verdade de boatos sem nenhum fundamento histórico, desprovida inteiramente de credibilidade para ser levada a sério. Mas se a segunda opção for a verdadeira, significa uma coisa: que aquilo que eles chamam de “tradição oral” é na verdade uma fonte escrita, com a diferença de ter sido escrita tardiamente. Essa é a razão pela qual nós não sabemos rigorosamente nada sobre a vida ou o ensino de milhões de personalidades do passado que não deixaram nada por escrito e que ninguém escreveu sobre elas. Nós não sabemos nada sobre o tio de Abraão, o sogro de Noé ou o pai de Elias – apesar deles obviamente terem transmitido muitas coisas oralmente em vida a outras pessoas – justamente porque nada disso foi registrado por escrito e assim se conservado.

Por isso quando eles falam em “tradição oral” o que se referem na verdade não é a qualquer coisa que foi dita ou transmitida por alguém oralmente, mas sim àquilo que foi transcrito em algum momento. Se “tradição oral” consistisse em qualquer coisa que foi originalmente dita oralmente para só depois ser transcrita, então a própria Sola Scriptura protestante seria em partes uma “tradição oral”, já que Jesus primeiro pregou oralmente e anos depois os evangelistas escreveram a respeito. A diferença é que neste caso o tempo decorrente entre a pregação oral e a transmissão escrita é de apenas alguns anos, enquanto os apóstolos ainda estavam vivos, ao passo em que isso que eles chamam de “tradição oral” na verdade se refere a lendas urbanas tardíssimas que foram escritas séculos após a suposta transmissão oral.

Vamos usar como exemplo o próprio caso da assunção de Maria mencionado acima, que o meu amigo Bruno Lima já abordou extensivamente neste excelente artigo sobre o tema, sob uma perspectiva histórica. É fato unânime e consensual até mesmo entre os historiadores católicos que essa crença simplesmente não foi mencionada por nenhum Pai da Igreja dos primeiros séculos. Raymond Brown, por exemplo, escreveu:

Além disso, a noção da assunção de Maria ao Céu não deixou qualquer vestígio na literatura do terceiro e muito menos do segundo século. M. Jugie, a principal autoridade sobre esta questão, concluiu em seu monumental estudo: “A tradição patrística anterior ao Concílio de Niceia não fornece nenhuma testemunha sobre a Assunção”.[1]

O detalhe é que Brown não era um teólogo católico qualquer, mas, além de padre, foi tido por muitos como o maior teólogo católico do século XX, sendo nomeado pelo papa Paulo VI à Pontifícia Comissão Bíblica Romana, cujos livros vinham com o imprimátur de Roma. Como se não bastasse, no livro acima ele falava em nome de todo um grupo constituído pelos maiores estudiosos católicos e luteranos do mundo, que nunca hesitaram em reconhecer o fato. No artigo do Bruno há muitas outras citações que provam acima da dúvida de que não havia qualquer crença na assunção de Maria nos primeiros séculos da Igreja, como você pode conferir clicando aqui.

Um dos casos mais emblemáticos é o testemunho de um Pai da Igreja chamado Epifânio (310-406), que no século IV escreveu um livro chamado “Os Últimos Dias da Virgem Maria”. Essa era a ocasião perfeita para relatar aquilo que todo apologista católico moderno faria questão de acentuar: que Maria foi assunta aos céus de corpo e alma. Mas na parte final do livro, ele simplesmente diz que “se Maria morreu ou não, nós não sabemos[2]. E então termina o livro, sem assunção nem nada. Quer dizer: um renomado Pai da Igreja do século IV que pesquisou a fundo os últimos dias de Maria naquela época não sabia nada a respeito se ela morreu ou não, nem disse nada sobre uma suposta assunção, mas em pleno ano de 1950 o papa Pio XII tinha certeza desse dogma, e, pior ainda, quis nos convencer de que foi um ensino “apostólico” transmitido oralmente até o século XX!

Qual a possibilidade de um católico apostólico romano escrever um livro sobre os últimos dias de Maria e não dizer nada sobre a suposta assunção, além de mostrar ignorância quanto a seu destino, alegadamente porque “a Sagrada Escritura, transcendendo aqui a capacidade da mente humana, deixa a coisa na incerteza”[3]? Obviamente, nenhuma. É evidente que tal ensino é uma invenção tardia que não possui nenhum fundamento nem no que foi registrado por escrito e nem no que foi transmitido oralmente, e por essa razão não aparece nem na Bíblia e nem nos Pais da Igreja dos primeiros séculos. Qualquer pesquisador sério e honesto descartaria esta doutrina e a trataria como espúria ou pelo menos como altamente duvidosa e questionável, mas a Igreja Romana não apenas alega que este ensino é verdadeiro, como ainda fez dele um dogma, ou seja, como algo necessário de se crer para a salvação, cuja veracidade estaria acima de qualquer discussão ou dúvida.

Mas, afinal de contas, quando a assunção de Maria foi inventada? A Enciclopédia Católica afirma que a fonte mais antiga sobre a assunção é o De Obitu S. Dominae, um livro apócrifo atribuído ao apóstolo João, mas que eles reconhecem que é na verdade do quarto ou quinto século (veja aqui). Ela aparece mais tarde em outros documentos espúrios, em cartas falsificadas de Agostinho e Jerônimo e em livros apócrifos do mesmo tipo daqueles que dizem que Jesus tinha um caso com Maria Madalena e que amaldiçoava e matava crianças que se esbarravam nele sem querer, e só é mencionada pela primeira vez em um círculo ortodoxo por Gregório de Tours (538-594), em pleno século sexto, de acordo com a mesma Enciclopédia Católica.

O mais curioso é que, como narra o Dicionário Oxford da Igreja Cristã[4], Gregório fez isso porque aceitou como histórico o relato falsamente atribuído a Melitão de Sardes. Ou seja, ele foi enganado por uma obra que hoje todos os estudiosos sabem que é apócrifa, mas que naquela época ele pensava ser verdadeira e por isso disseminou o engano que mais tarde se tornou doutrina oficial da Igreja e então dogma. Para não ficar tão feio, Roma preferiu dizer que esse dogma é “parte da tradição” e encerrar o assunto, do que assumir que errou feio e cometeu uma gafe histórica cujos frutos permanecem até hoje.

O caso da assunção de Maria é um exemplo menor de um problema gigante: quando um papista não tem como provar e nem como fundamentar suas doutrinas e dogmas, recorre à “tradição” como um último recurso que resolve todos os problemas em um passe de mágica – é o Posto Ipiranga de Roma – ainda que na prática isso seja apenas um subtefúrgio evasivo e delirante para dar uma aparência de fundamento a algo completamente insustentável sob qualquer ótica histórica ou bíblica. Aquilo que eles chamam de “tradição oral” não passa de documentos escritos, como a Sola Scriptura protestante, com a diferença de que nós cremos no que foi escrito por testemunhas oculares e fontes primárias (i.e, os profetas, apóstolos e evangelistas), enquanto eles creem em depoimentos tardios de fontes apócrifas, espúrias e falíveis, às quais magicamente concedem autoridade pelo fabuloso status de “tradição”.

Os dois são sola scripturistas – creem somente no que foi escrito –, mas nós cremos na única Scriptura que é segura e confiável, enquanto eles creem em scripturas inteiramente desprovidas de qualquer credibilidade, não obstante as coloquem no mesmo patamar da Scriptura protestante e as chamem de “tradição” para passar a impressão de que se trata de algo menos fantasioso do que de fato é. Então, da próxima vez que um papista vier com uma conversinha fiada de “tradição” como uma carta-curinga em um debate, aproveite e conteste a legitimidade da tradição em questão da mesma forma que qualquer pessoa séria questiona a veracidade de uma afirmação vaga, e da mesma forma que os próprios católicos contestam as tradições divergentes defendidas pela Igreja Ortodoxa (veja a diferença entre elas aqui).

Você pode começar fazendo essas minhas perguntas de um protestante curioso sobre a tradição oral romanista, que eu lancei no ano passado e que até hoje ninguém sequer tentou responder. Para tirar dúvidas sobre o tema, baixe o meu livro “Em Defesa da Sola Scriptura” (é o oitavo da lista na página dos livros), ou deixe um comentário neste artigo.

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[1] BROWN, Raymond. Maria no Novo Testamento. Mahwah: Paulist Press, 1978, p. 266.

[2] Disponível em: <http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/s_epifanio_os_ultimos_dias_de_maria.html> . Acesso em: 10/10/2018.

[3] ibid.

[4] CROSS, F. L; LIVINGSTONE, E. A (eds.). O Dicionário Oxford da Igreja Cristã. New York: Oxford University Press, 1997, p. 117.


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88 comentários:

  1. Uau que tópico massa!!!

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  2. Lucas, procede o argumento que a principal via de transmissão era oral porque a escrita era cara e especializada e, portanto, reservada pra poucos e que formalização escrita foi gradativamente tomando forma e importância com evolução dos tempos?

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    1. Isso é verdade, mas não chega a ser um argumento. Cara ou não, o fato é que a escrita era na época o único meio de se preservar uma mensagem, o que faz da Sola Scriptura a única opção.

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    2. Anônimo, a escrita é muita antiga. Se na época de Moisés já se registrava o que se falava, quanto mais no tempo de Jesus.

      Observe que Moisés fala ao povo as palavras do Senhor e em seguida é dito que ele as escreveu:

      Exodo 24:3 Vindo, pois, Moisés e contando ao povo todas as palavras do SENHOR e todos os estatutos, então, o povo respondeu a uma voz. E disseram: Todas as palavras que o SENHOR tem falado faremos.

      Exodo 24:4 E Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel.

      Não ficou na tradução oral não. O tempo da fala para a escrita foi rápido!

      Não podemos conceber a ideia de que Jesus, Paulo, Pedro e outros apóstolos passaram mandamentos importantes por tradição oral, e que estes somente foram registrados em livros dois séculos após. E pior: que contradizem de forma brutal o temos na forma escrita, isto é, nas Escrituras sagradas.

      Outra erro é achar que o povo primitivo - no V Testamento - era atrasado. Cinco versículos depois do anúncio de que “Caim conheceu sua mulher, e ela concebeu...”, se fala em instrumentos musicais como o Órgão e a harpa (Gn 4:21). Um tempo em que Adão ainda vivia!!!

      Basta ter mais atenção com as Escrituras!

      Parabéns pelo artigo, Lucas

      Alon




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    3. Ficou faltando um ”que” ali acima

      “... o que temos...”

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  3. Uma pergunta nada a ver com o assunto(como quase sempre): eu vi um vídeo que afirma que todo aquele papo do kit gay que o Bolsonaro fala; do livrinho lá e tudo mais; é tudo mentira, e digo mais, ele monstra artigos que o MEC fala que isso tudo é mentira.

    O que acha disso?
    Deus lhe ilumine!

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  4. É esse vídeo aqui: https://youtu.be/KuRmHdj16vQ

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    1. O "kit gay" existe, ninguém discutiu sua existência na época, estão discutindo só agora porque está perto das eleições. Claro que ele não se chamava "kit gay", tinha o nome de "Projeto Escola Sem Homofobia", que acabou sendo apelidado como "kit gay", como você pode ver nessa matéria do G1 de 2011:

      http://g1.globo.com/educacao/noticia/2011/05/projeto-de-distribuir-nas-escolas-kits-contra-homofobia-provoca-debate.html

      A razão pela qual não está nas escolas é porque foi vetado pela Dilma após sofrer forte pressão dos conservadores, principalmente pelo Bolsonaro, Malafaia, Magno Malta, Feliciano e outros da Bancada Evangélica e setores religiosos da sociedade, caso contrário as crianças receberiam isso aí nas escolas.

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    2. Banzoli, na verdade, pelo que eu soube de um esquerdista chamado Leonardo Stoppa, o qual tem um canal homônimo no site Youtube, o projeto Escola sem Homofobia, depois apelidado pela direita de kit-gay, em verdade, era um projeto, segundo Stoppa, político-pedagógico, ou seja, precisaria da anuência em comum acordo de uma comissão tripartite formada por professores, os pais dos alunos e os próprios alunos. Projeto político-pedagógico para escolas, é dessarte, precisa que as três partes entrem em um acordo para entrar tal projeto em vigor em uma escola senão, segundo o mesmo Stoppa, a coisa não entra acontece em tal instituição de ensino. No caso, de tal "kit", o mesmo era para adolescentes a partir dos doze anos de idade e não para crianças de seis anos, por exemplo, logo, pelo jeito o Sr. Jair Messias Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, ele mentira e com tal mentira promoveu-se eleitoralmente. Por último, como mostra Leonardo Stoppa, o livro de educação sexual mostrado por Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional da TV Globo, não fazia parte de tal projeto Brasil sem Homofobia.

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    3. Aqui diz que o tal "kit" estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação e que só foi suspenso porque Dilma vetou:

      http://g1.globo.com/educacao/noticia/2011/05/dilma-rousseff-manda-suspender-kit-anti-homofobia-diz-ministro.html

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  5. Lucas, concordas que depurando a tradição podemos extrair alguma coisa de proveito?
    Exemplo: a bíblia não informa sobre martírio de Paulo, Pedro, André e outros, o que sabemos e pela tradição.

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    1. Sim, mas como eu disse no artigo, essa "tradição" na verdade se refere a documentos escritos, neste caso de escritos dos Pais da Igreja que discorreram sobre o martírio dos apóstolos. Eles estão longe de ter a mesma autoridade da Escritura, em primeiro lugar porque a distância entre os acontecimentos e os registros é muito grande para ter um status de autoridade infalível ou muito confiável, em segundo lugar porque os próprios Pais da Igreja não se viam como autoridades infalíveis, mas reconheciam a autoridade infalível da Escritura (como mostro em meu livro sobre o tema, com centenas de citações). Então o que podemos extrair deles no que se refere a isso que chamamos de "tradição" são informações históricas e nada além disso, informações essas que podem ser verdadeiras ou não, dependendo das fontes de cada um, do grau de confiabilidade do autor e da distância entre o relato e o acontecimento em si. É por isso que alguns Pais da Igreja tinham dúvidas sobre esses assuntos e outros se contradiziam entre si. Por exemplo, até hoje ninguém sabe ao certo se João foi martirizado ou não (os testemunhos divergem), embora em outros casos como o martírio de Pedro seja mais provável por ter sido registrado por Inácio de Antioquia, ainda no início do segundo século.

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  6. Em, Lucas, você já recebeu um argumento de alguém que defende aceitar a própria natureza mais ou menos assim: "não aceitar o que você é causa estresse físico e mental, portanto não é bom "ficar no armário, pelo seu bem estar." Primeiramente que é algo meio hipócrita; o que esse sujeito faria se alguém quisesse matar ele? Não sei você, mas acho que ele não deixaria o agressor matar ele não... Segundo: um cara pedofilo não deveria lutar para praticar a pedofilia e não ser preso e deixar ele bagunçar a cabeça de uma criança pra sempre(pela vida toda!)?

    Realmente, pode ser que lutar contra seu eu maligno possa causar certos problemas físicos e mentais. Mas isso deve estar acima dos outros e de Deus? Se sua resposta é sim, então, por favor, vai orar e se tratar!

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    1. Concordo com você, se todo mundo "seguisse sua natureza" (leia-se instintos carnais) desenfreadamente, o mundo estaria infinitamente mais cheio de pedófilos, zoófilos, serial-killer e coisas do gênero; é extremamente bom para a sociedade que os indivíduos se contenham quando tem desejos carnais que não são puros, nós não devemos agir como animais, seguindo instintos irracionais sem domínio próprio, é nosso dever ter controle sobre os nossos desejos, por mais difícil que seja. Um discursinho desses é fácil de se dizer, mas se alguém desse uma marretada na cara do cidadão alegando que apenas "seguiu sua natureza" que o incitou a isso, eu duvido que ele levaria na boa. Quanto mais as pessoas se controlarem, melhor para o mundo e para elas mesmas.

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  7. Lucas, cara poderia me ajudar a refutar um argumento ateu? Mts deles apelam para Freud com o intuito de tentar "provar" que o conceito de Deus nada mais é do que "uma mera ilusão feita pelo cérebro humano, com a finalidade de preencher o vazio". Eles tentam utilizar o chamado "Complexo de Édipo", para tentar justificar isso. Caso n saiba o que é "Complexo de Édipo", vou dar um breve resumo:

    "Freud acreditava que existiram hordas primitivas nas quais o patriarca detinha sob o seu poder todas as mulheres da horda. Isso levou a uma revolta por parte dos filhos que mataram o pai. A morte do pai deu origem ao sentimento de culpa, pois os filhos alimentavam um sentimento ambivalente de ódio/amor pelo pai, visto que o patriarca também era fonte de proteção.

    Ninguém teve coragem de substituir o lugar do Pai. O Pai foi substituído, então, por um símbolo religioso (totem) e foram instauradas duas leis: “Não matar o pai” (proibição do parricídio) e “Não tomar as mulheres da horda” (tabu do incesto). Essas duas proibições fundaram a civilização humana, de modo que essas leis estão presentes em todas as culturas: “A cultura totêmica baseia-se nas restrições que os filhos tiveram de impor-se mutuamente, a fim de conservar esse novo estado de coisas. Os preceitos do tabu constituíram o primeiro ‘direito’ ou ‘lei’.”

    Essa ocorrência fundante da cultura ocorre também em cada homem individualmente. Para Freud, a criança, desde o nascimento, experimenta vários prazeres sexuais. Primeiro ela se excita oralmente com o seio materno, depois com o prazer anal da defecação, até chegar a uma fase em que começa a teorizar sobre o pênis.

    Toda criança acreditaria, a princípio, que o pênis é universal. Para o menino, tudo e todos possuem pênis, até que ele descobre que meninas não o possuem. Essa descoberta geraria uma angústia na criança que, imaginando que as meninas perderam seu pênis, teme perder o seu também. O menino teme ser castrado pelo pai e por isso passa a desejar que o pai morra para que ele possa ficar com a mãe.

    A percepção e aceitação das diferenças sexuais anatômicas pela criança seria o que proporcionaria a formação de uma agência psíquica moral reguladora (superego) possibilitando que a criança se converta de um pequeno selvagem para um adulto civilizado. Civilizar-se, no entanto, exige o recalcamento dos desejos incestuosos pela mãe e do desejo da morte do pai, o que torna o homem civilizado um neurótico angustiado.

    A consciência moral (superego), portanto, seria formada com a dissolução do complexo edípico. A agência de censura psíquica se construiria na infância a partir da relação com os pais:

    “O longo período da infância, durante o qual o ser humano em crescimento vive na dependência dos pais, deixa atrás de si, como um precipitado, a formação, no ego, de um agente especial no qual se prolonga a influência parental. Ele recebeu o nome de superego. Na medida em que este superego se diferencia do ego ou se lhe opõe, constitui uma terceira força que o ego tem de levar em conta.”


    Então Lucas Basicamente eu queria que vc me ajudasse a refutar isso (Se possível envie links sobre o assunto).

    É só isso meu amigo, graça e Paz.

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    1. Há uma resposta para isso aqui (de C. S. Lewis):

      https://www.bethinking.org/truth/freuds-dad-dawkins-delusion-cs-lewis-responds

      De forma bem mais breve, por William Lane Craig aqui:

      http://teonismo.wikia.com/wiki/Argumento_de_Freud

      Outro artigo útil aqui:

      https://projetoquebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/2014/01/08/tecnica-neurociencia-explica-a-crenca-em-deus/

      Só queria destacar essa parte:

      "Para Freud, a criança, desde o nascimento, experimenta vários prazeres sexuais. Primeiro ela se excita oralmente com o seio materno, depois com o prazer anal da defecação, até chegar a uma fase em que começa a teorizar sobre o pênis"

      Realmente, alguém que pensa assim só pode ser um maníaco sexual ou um doente mental, não vejo outra opção. É por isso que Freud já está largamente superado em qualquer ambiente de discussão inteligente.

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    2. Valeu Lucas pela indicação. Eu ainda tenho outra pergunta relacionada ao ateísmo. Alguns ateus tentam afirmar que "a moral é subjetiva", pois de acordo com alguns deles se ela fosse objetiva os assassinos n matariam e os ladrões n roubariam, devido a essa objetividade. Como eu posso refutar?

      Graça e Paz.

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    3. Lucas, não se engane que o primeiro dos tabus foi o do incesto. O primordial, de fato, teria sido o tabu anti-gay, porque não podemos ser ingênuos ao ponto de achar que as hordas diante de seu pai já não pressupunham o totem da heteronormatividade. Tal idéia do tabu primordialíssimo ter sido o anti-gay é da filósofa e feminista, Judith Butler, saiba mais sobre essa teoria de Butler AQUI e AQUI.

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    4. "Valeu Lucas pela indicação. Eu ainda tenho outra pergunta relacionada ao ateísmo. Alguns ateus tentam afirmar que "a moral é subjetiva", pois de acordo com alguns deles se ela fosse objetiva os assassinos n matariam e os ladrões n roubariam, devido a essa objetividade. Como eu posso refutar?"

      O ladrão que rouba sabe que roubar é errado, o assassino que comete assassinato sabe que assassinar é errado, e assim por diante - mas cometem os atos assim mesmo, transgredindo sua consciência moral, tal como todos nós fazemos em menor escala todos os dias. Sobre isso eu escrevi neste artigo:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/o-trecho-abaixo-e-extraido-de-meu-livro.html

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    5. "Lucas, não se engane que o primeiro dos tabus foi o do incesto. O primordial, de fato, teria sido o tabu anti-gay, porque não podemos ser ingênuos ao ponto de achar que as hordas diante de seu pai já não pressupunham o totem da heteronormatividade. Tal idéia do tabu primordialíssimo ter sido o anti-gay é da filósofa e feminista, Judith Butler, saiba mais sobre essa teoria de Butler AQUI e AQUI"

      Agradeço o comentário, mas devo ressaltar que eu fui obrigado a suprimir um outro comentário seu pelo uso de termos ofensivos que não são permitidos aqui (você chamou Lutero de "doente mental" e outros termos pejorativos), se quiser pode refazer o comentário sem as ofensas, mas do jeito que estava vai contra as normas do blog e abaixa o nível do debate.

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    6. Lucas, meu amigo, sinto muito, mas não foi a intenção ofender. De boas intenções, então, ao contrário do que diz o provérbio, o inferno está vazio. Eu quis ser estritamente científico, até a parte que eu sei do que possa ser alguma doença mental que da parte de Frei Martinho Lutero seriam os escrúpulos, a sensibilidade moral exacerbada que atormentava-o e fazia-o voltar ao confessionário para receber novamente o sacramento da penitência assim que fora do recinto de confissão ao sacerdote, Frei Lutero tivesse o menor pensamento supostamente pecaminoso, daí, por tais sintomas, que parecem ser de alguma afecção psíquica, salvo melhor juízo, Frei Lutero quisera mudar as regras do jogo no cristianismo.

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    7. Esses escrúpulos, essa obsessão com o demônio e com o pecado, era a coisa mais comum do mundo na época de Lutero. Lutero era um produto do seu meio, neste caso, do meio católico que era absolutamente obcecado com esse tipo de coisa, muito mais do que são hoje. Recomendo a leitura do livro "O Homem Medieval", do Jacques Le Goff, que entre outras coisas explica isso. O mundo medieval não via separação entre o mundo material e o espiritual, por isso "aparições" de santos ou demônios eram mais do que frequentes, bem como as vívidas "descrições" dos horrores do inferno ou do purgatório - a respeito do qual se pagava para evitar esse terrível destino, na época tido como similar ao próprio fogo do inferno. A obsessão dos escolásticos pelo demônio não ficava por menos, eles chegavam até mesmo a "calcular" o número de demônios no inferno (literalmente, com cifras precisas e tudo), cada um com uma cifra diferente e mais fantástica que o outro. As pessoas viviam atemorizadas pelos horrores do inferno e do purgatório, pelo medo de perder sua salvação, pelos pecados e pelo demônio. Lutero estava muito longe de ser o único monge que se trancafiava em sua cela e se mutilava, com autoflagelações com vistas a compensar algum pecado cometido e assim alcançar o favor de Deus, como se o número de chicotadas em si mesmo implicasse na mortificação da carne. Por isso que eu digo que o mundo moderno, com todos os seus muitos problemas, é um mundo muito mais livre e melhor de se viver do que o mundo da época de Lutero - e para o qual os protestantes em muito contribuíram.

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  8. O que dizer do argumento de que a sola Scriptura é um produto da renascença?

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    1. É só ler o meu livro com centenas de citações dos Pais da Igreja em favor da Sola Scriptura, dizendo exatamente as mesmas coisas (e até mais) que os reformadores fizeram.

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    2. Nosso cristianismo sempre foi mergulhado em discussões, controvérsias, cismas e imbróglios. Aliás, tudo isso é anterior ao cristianismo, é da própria natureza humana. Pôr na conta do protestantismo o fim de uma unidade jamais existente ou é ignorância somado a ingenuidade ou é má fé, desonestidade.

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  9. Eae Lucas, eu vi um video, onde argumentaram que a religião somente explica de maneira preguiçosa o que a ciencia ainda não consegue explicar, o que você acha?

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    1. Eu escrevo muito sobre isso no meu livro "Deus é um Delírio?", mas aqui há uma resposta mais curta e objetiva:

      https://projetoquebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/2012/08/23/tecnica-religiao-e-uma-etapa-passada-na-historia-humana-ou-e-ciencia-ou-e-religiao/

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  10. Olá Lucas. Na sua opinião o universo é infinito ou não?

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    1. É finito, o argumento cosmológico kalam prova isso:

      http://apologiacrista.com/o-argumento-cosmologico-kalam

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    2. Você não quer dizer que o universo é eterno? Não chequei a ver bem o artigo que você mandou, mas sobre ele ser eterno: creio que não. Sobre ele ser infinito em espaço disponível: creio que virtualmente sim, pois, pelo que sei, ele está em constante expansão.

      Deus lhes ilumine!

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    3. Mas é justamente porque o universo está em expansão que ele não pode ser infinito, se fosse infinito não teria como ou para onde se expandir.

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  11. Olá, Lucas! Gostaria que você desse uma olhada nesse artigo aqui para poder entender a questão que vou tratar aqui: https://creation.com/bioethicists-kill-babies

    Agora vou assumir que já leu tudo, então vamos lá: Concordo que somente Deus tem o direito de dar ou tirar a vida de alguém, mas eu gostaria de saber como posso responder alguém que diz que Deus foi igual a Hitler(ou Stálin, ou Mao, etc.) por ter matado crianças no diluvio, e(possivelmente) durante a campanha militar em Canaã onde ele permitiu matar até mesmo crianças de colo?

    Deus lhe ilumine!

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    1. Não dá pra saber se crianças morreram no dilúvio, eu particularmente penso que não, a Bíblia é bem clara ao dizer que apenas Noé e sua família eram justos, o que pressupõe a inexistência de bebês na data precisa em que aconteceu o dilúvio. Devemos lembrar que naquela época o mundo era bem menos povoado, as pessoas viviam mais de 900 anos e mesmo assim tinham poucos filhos (Noé teve apenas três), nada impede que Deus tenha enviado o dilúvio precisamente numa data específica onde não havia mais nenhum inocente além de Noé e sua família.

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    2. Banzolao então se nascia menos pessoas naquela época? Pprque hoje em dia todos os dias nascem e morrem pessoas

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    3. Sim, é só fazer as contas: se naquela época havia bem menos gente no mundo, se as pessoas viviam mais de 900 anos, e se as pessoas tinham bem menos filhos do que depois viriam a ter, então não tinha gente nascendo e morrendo todos os dias como é hoje.

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    4. Acho que você não entendeu minha pergunta; vou explicar melhor: Qual a base legal e moral que Deus tem sobre a vida? Nós podemos dizer que foi Deus quem criou a vida e o universo, e os mantém de alguma forma. Mas isso não poderia fazer alguém pensar que a mãe e o pai de alguém tem autoridade para matar o filho? Digo isso pois, se não fosse a união sexual de ambos, não teria nascido você.

      Enfim... acho que agora consegui deixar mais claro! xD

      Deus lhe ilumine!

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    5. mas a biblia diz que adão e toda a sua linhagem tiveram filhos e filhas, como é possivel que nesta época as pessoas tivessem poucos filhos? e Noé só porque Noé teve três filhos não quer dizer que todo mundo teve "só" isso.

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    6. "Acho que você não entendeu minha pergunta; vou explicar melhor: Qual a base legal e moral que Deus tem sobre a vida? Nós podemos dizer que foi Deus quem criou a vida e o universo, e os mantém de alguma forma. Mas isso não poderia fazer alguém pensar que a mãe e o pai de alguém tem autoridade para matar o filho? Digo isso pois, se não fosse a união sexual de ambos, não teria nascido você"

      Mas Deus não matou crianças, então o "problema" não existe.

      "mas a biblia diz que adão e toda a sua linhagem tiveram filhos e filhas, como é possivel que nesta época as pessoas tivessem poucos filhos? e Noé só porque Noé teve três filhos não quer dizer que todo mundo teve "só" isso"

      Mas os textos não dizem quantos "filhos e filhas" eles tiveram, só diz que tiveram filhos e filhas. No primeiro verso de Gn 6 é dito que por volta da época do dilúvio os homens "começaram a multiplicar-se sobre a terra", se eles apenas tinham "começado" a se multiplicar significa que a terra ainda não era muito povoada, era um processo que estava começando e que foi desfeito pelo dilúvio. Fazendo as contas, de Adão até Noé houveram dez gerações, é muito difícil que com dez gerações já fosse o suficiente para estar tão povoada assim, o mundo provavelmente não devia passar da faixa das dezenas de milhares de pessoas (ainda mais levando em consideração que começou "do zero", ou melhor, de um único casal, e não com milhões de pessoas como há dez gerações passadas).

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    7. Mesmo que levemos em consideração que crianças teriam sido mortas, há pelo menos 3 pontos a serem levados em consideração: motivação, consequência e culpabilidade.

      O código moral aplicado a criação não é necessariamente o código aplicado a Deus. Até mesmo porque o Criador não compartilha da mesma natureza da criação. A morte é uma ação nula diante de um ser incapaz de morrer e que tem a capacidade de criar vida. O professor Rodrigo Silva usa um exemplo interessante a ao falar do quadro "A Monalisa". Se eu ou você invadíssemos o Louvre e destruíssemos a obra, não poderíamos refazê-la e nem teríamos o direito. Porém, se Da Vinci ressuscitasse e o fizesse, não poderia ser julgado por isso, pois a ele pertence, por ele foi criado e não há lei que o puna por destruir algo que ele mesmo fez. Resolvemos aqui, em parte, a questão da culpabilidade.

      Partindo do pressuposto que você acredita em Deus como um ser onisciente e sábio, pode enxergar que Ele não toma atitudes impensadas ou voltada para sentimentos egoístas, embora aja com emoção, como descritas em algumas partes da Bíblia, não é pela emoção que Ele age. Se você acredita que em algum momento houve uma mistura genética com seres angelicais, como relatado em Gênesis 6 e, conhecendo como o DNA se comporta, a única forma de manter o DNA humano intacto é destruindo qualquer vestígio dessa mistura. Aqui temos que ter cuidado para não confundir com o principio da eugenia adotado por Hitler, mas sim por uma questão de sobrevivência da raça humana tal como foi criada. Essa seria apenas umas das motivações. Diferente dos ditadores que você citou, Deus não teria agido por capricho, pra manter o poder, pra exterminar quem não pensasse igual a ele, mas para proteger a raça humana.

      Quais as consequências desse ato? A Terra abundava em maldade e corrupção, então me diga qual seria o futuro dessas crianças criadas por uma sociedade assim? Como a Terra estaria hoje caso não tivesse ocorrido o dilúvio? Por acaso, se houvessem crianças inocentes, Deus não teria um plano para sua salvação? Se você crê que Deus é justo, Ele cometeria uma injustiça sem reparação? Por que valorizamos tanto a vida aqui ao ponto de achar que uma vida ceifada não seria mais uma benção do que um ato mau de Deus? Por acaso Ele não prometeu a ressurreição para os justos e uma vida eterna e plena?

      Tudo isso que falei depende do fato de que tenha havido crianças mortas no dilúvio, pois tenho uma tendência a concordar com o Lucas. Todos esses 3 pontos eu retrarei de forma superficial e resumida e já são suficientes para lidar com esses questionamentos, tanto em relação ao dilúvio quanto na questão da permissão de Deus em matar crianças de colo (não esqueça de levar em consideração linguagem hiperbólica utilizada naquele período).

      Obrigado pelo espaço, Lucas. Espero ter contribuído.

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  12. Lucas Da uma Olhada nisso kkkkkkkkk:
    https://www.facebook.com/contraosacademicos/photos/a.743506085728783/1896244257121621/?type=3&theater

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  13. Lucas, qual a sua opinião sobre o argumento que Sola Scriptura nos deixou reféns da racionalidade humana.

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    1. Nunca vi isso. Como é desenvolvido esse argumento? O que ele entende por racionalidade? Por que deveríamos deixar de crer no que é mais razoável e abdicar à nossa razão para acreditar em tradições humanas que são comprovadamente falsas e inteiramente desprovidas de um senso mínimo de credibilidade? Isso parece o tipo de argumento de gente que sabe que perdeu o jogo, então tenta trapacear e mudar as regras do jogo.

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  14. Lucas, em sua opinião, como os EUA ainda pode continuar sendo a maior economia do mundo? Atualmente, os EUA são a maior economia do mundo com um PIB de 20,5 trilhões de dólares, contudo a China vem crescendo muito, e atualmente possui um PIB de 11,3 trilhões de dólares, entretanto de acordo com previsões, em 2030 a economia da China estará quase superando a economia dos EUA, e de acordo com os especialistas, até 2050 a economia da China será a maior do mundo, contudo, como os EUA pode freiar isso? Mesmo que a China torne-se a maior economia do mundo, os EUA deixarão de ser uma superpotência mundial? Será que os EUA terá o mesmo destino que a Inglaterra teve? Olha fico muito melancólico em pensar que uma nação grandiosa como os EUA pode deixar de ser o que era.

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    1. A tendência é a China ultrapassar um dia, é natural que um país que conta com mais de 1.3 bilhões de pessoas seja o mais poderoso do mundo (comparado a outro com "apenas" 325 milhões). Mas enquanto o pib per capita chinês for tão ridículo como é hoje, essa será apenas uma grandeza aparente e superficial, baseada puramente no contingente populacional em detrimento da pobreza e miséria de sua população. Cabe destacar que a China sempre foi o país com mais gente e portanto com o maior potencial de exercer a supremacia mundial, mas isso nunca aconteceu de fato, justamente porque é um contrassenso um país relativamente pobre ser o mais poderoso.

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    2. Mas, mesmo que a China torne-se a maior economia do mundo, os EUA deixarão de ser uma potência mundial? Porque, eu sinto muito medo do que a China pode fazer caso torne-se uma potência mundial, aliás, você acha que algum dia a China poderá torne-se uma Democracia? Ou vai ser eternamente uma propriedade privada do Partido Comunista?

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    3. Neste caso seria "uma" potência, mas não "a" potência (maior potência). E de fato, a China se tornando a maior potência seria catastrófico para o mundo, as pessoas que hoje reclamam da supremacia e influência norte-americana (capitalista) no mundo atual iriam sentir falta dela quando (e se) a China assumir esse posto principal. E não acho que vá se tornar uma democracia, já estão há quase um século sendo governados pelo mesmo Partido Comunista (o único permitido no país), sinceramente não enxergo um prognóstico otimista não. Uma vez que esses caras assumem o poder e controlam tudo, eles não largam o osso nem a pau.

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  15. Lucas, estava vendo as relíquias do Vaticano e me veio a pergunta: qual o procedimento devemos ter para com algum artefato autêntico dos tempos bíblicos?

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    1. No mínimo deve-se fazer uma datação por carbono-14, e submeter aos especialistas em arqueologia para confirmar se é cabível ou não.

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    2. Eu entendo que o lugar desses artefatos é o museu. E se forem múmias, é óbvio, o cemitério.

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  16. Lucas, o que você acha das teorias de que estamos vivendo numa matriz e tudo nesse mundo é um ilusão?

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    1. Eu acho que esses caras estão assistindo filmes demais.

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  17. Gostei muito do texto. Tenho vontade de aplaudir de pé, mas estou no trabalho. :D
    A tradição "é o Posto Ipiranga de Roma", adorei!

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  18. Macholão, pelo que entendi, o culto popular a Maria veio surgir a partir do quarto seculo, quando a igreja ja estava tomada por politica e piorou quando constantino tornou o cristianismo religião oficial de Roma. Podemos deduzir, portanto, que até a epoca em que havia perseguição a fé era verdadeira e pura, mas foi só a politicagem começar a tomar conta (e então atrair interesseiros) e principalmente com a popularização do cristianismo que as doutrinas pagãs entraram com força no meio cristão? É isso?

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  19. Banzolao e você acredita que existiram civilizações avançadas na era pré diluviana? E cidades grandes? Porque dado o fato das mulheres serem menps férteis e existirem menos habitantes não sei se é possível se desenvolverem tanto, porém Platão menciona Atlântida um local que teria sido bem avançado até se submergir, há quem relacione isso ao dilúvio? Vc o que acha?

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    1. Isso não dá pra saber, mesmo porque o dilúvio foi mais do que apenas "uma chuva grande", ele não submergiu tudo, ele DESTRUIU tudo, foi o maior cataclisma da história, se houve alguma grande civilização pré-diluviana hoje teríamos apenas resquícios, ou nem isso.

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    2. [Sou outro anônimo] Lendo essa pergunta sobre tempos pré-diluvianos eu me lembrei de uma dúvida que estava na minha cabeça, no começo do mundo o incesto era permitido? Como houve a reprodução entre parentes sem que as pessoas nascessem defeituosas?

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    3. lucas se o diluvio foi mesmo a maior catástrofe do mundo então porque não existe quase nenhuma fonte acadêmica ou cientifica falando isso? (com ecessão é claro de fontes religiosas), por que não se tem nas escolas? não é falado na mídia? se este diluvio realmente ocorreu, deveria ser noticiado, falado e debatido em todos os lugares, que não é o que ocorre. Na verdade já ocorreram de fato muitas catástrofes globais como a queda do meteoro que extinguiu diversas espécies como os dinossauros, ou a grande extinção no final do período permiano, e os que acreditam no diluvio dizem que nada disso ocorreu e todas as extinções foram causadas por este tal diluvio que quase nunca é debatido seriamente.

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    4. "[Sou outro anônimo] Lendo essa pergunta sobre tempos pré-diluvianos eu me lembrei de uma dúvida que estava na minha cabeça, no começo do mundo o incesto era permitido? Como houve a reprodução entre parentes sem que as pessoas nascessem defeituosas?"

      Era permitido porque era o único jeito da humanidade continuar e porque naquela época não havia o problema de pessoas nascerem defeituosas porque a recente criação do homem não lhe trazia uma história genética tão grande como a que temos hoje.

      "lucas se o diluvio foi mesmo a maior catástrofe do mundo então porque não existe quase nenhuma fonte acadêmica ou cientifica falando isso? (com ecessão é claro de fontes religiosas), por que não se tem nas escolas? não é falado na mídia? se este diluvio realmente ocorreu, deveria ser noticiado, falado e debatido em todos os lugares, que não é o que ocorre. Na verdade já ocorreram de fato muitas catástrofes globais como a queda do meteoro que extinguiu diversas espécies como os dinossauros, ou a grande extinção no final do período permiano, e os que acreditam no diluvio dizem que nada disso ocorreu e todas as extinções foram causadas por este tal diluvio que quase nunca é debatido seriamente"

      A razão pela qual o dilúvio foi "expurgado" do ambiente acadêmico é a mesma pela qual o capitalismo foi "expurgado". Da mesma forma que os marxistas conseguiram com êxito se infiltrar e ocupar o espaço acadêmico e consolidar sua hegemonia em se tratando de história e sociologia, os evolucionistas conseguiram a mesma coisa em se tratando de ciências. Só mesmo alguém bem ingênuo para achar que o meio acadêmico é totalmente isento e imparcial, longe de qualquer viés ideológico ou de interesses maiores. Quem controla o discurso impõe a uniformidade que quer, da maneira que quer. Se você é um criacionista e deseja publicar algo numa revista "científica" eles nem te aceitam, você é rechaçado a priori pelo simples fato de ser criacionista e estar longe do "status quo" da instituição, é a mesma coisa de um capitalista de direita tentar publicar um artigo na Carta Capital. Por isso os criacionistas tiveram que criar suas próprias revistas científicas, seus próprios institutos de pesquisa e etc.

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  20. Avalie:
    https://www.youtube.com/watch?v=hnX7Hromt_E

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    1. "Quão baixo o PT chegou?"

      Mais baixo impossível...

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  21. Banzolao mentir sobre um adversário político, mesmo que este seja o PT é um ato pecaminoso e condenável não é? Porque o Astrolavo fez isso dizendo que o Haddad defende o incesto no livro "Em defesa do socialismo", defender o socialismo é algo abominável e o Haddad defende muitas coisas assim como erotizaxao de crianças naquele tal kit gay que ia ser implementado quando ele era ministro da educação, mas nao chegou ao nível de defender o incesto, muitos argumentam que se o PT é baixo e produzpmuitas fakes news contra seus adversários o proorio Bolsonaro foi vítima de muitas delas,deveriamos fazer o mrsmo contra eles, ooque você acha?

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    1. Infelizmente muitas fakes news foram disseminadas nessas eleições de ambos os lados, principalmente através de "correntes de whatsapp" e facebook.

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  22. Olá Lucas! Como vai? Gostaria de saber sua opinião sobre esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=bCaOSDOYJjQ

    Deus lhe ilumine!

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  23. Olá Lucas! Como vai? Meu objetivo aqui é apenas acadêmico em relação à nocividade pornográfica. Isto é: vou deixar dois artigos (ambos da BBC) e gostaria de citar a conclusão do mais recente (2017), e o resultado interessante afirmado no mais antigo (2013):

    "Watching porn has been linked to a multitude of problems for individuals and wider society – but for every study maligning it, another clears its name. Often, evidence is mixed, and the research methods and sample sizes of studies have their limitations.

    Will the future of ever-more immersive porn may bring with it more risks? It’s too early to say.

    The question of cause and effect comes up a lot with research into porn: does porn attract more people with sexually aggressive tendencies, those who are in unhappy relationships, those with smaller reward systems in their brain and those with sexual addiction – or does it cause these things? It’s a tricky area to research – but until the answers are more definitive, the evidence so far suggests that the likelihood that porn has a negative effect very much depends on the individual consuming it."


    ""Pornography has been linked to unrealistic attitudes about sex, beliefs that women are sex objects, more frequent thoughts about sex, and children and young people who view pornography tend to hold less progressive gender role attitudes.""



    http://www.bbc.com/future/story/20170926-is-porn-harmful-the-evidence-the-myths-and-the-unknowns (o mais recente)


    https://www.bbc.com/news/magazine-22987051 (o mais antigo)


    Deus lhe ilumine!

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  24. Lutero e Calvino acreditavam na virgindade perpétua de Maria? E uma dúvida que pode ser meio besta, acreditar na virgindade perpétua de Maria não significa necessariamente acreditar que Maria nunca pecou não é?

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    1. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mesmo porque a virgindade não tem nada a ver com pecado (a não ser que se perca a virgindade fora do casamento). Lutero cria na virgindade perpétua, mesmo porque ele veio de um meio católico que cria fortemente nisso, mas não considerava tal ponto dogmático como fazem os católicos. Sobre a "mariologia de Lutero", o Elisson Freire tem um artigo bem esclarecedor:

      https://resistenciaapologetica.blogspot.com/2015/12/a-mariologia-de-lutero.html

      Sobre Calvino, o Francisco Tourinho postou há tempos atrás na página "Apologética Protestante" trechos de Calvino negando isso, mas eu não tenho como linkar aqui, se você quiser pode ir lá na página do facebook e ir rolando o mouse até achar o post em questão.

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  25. Felipe Aquino e a sua versão sobre o massacre da noite de São Bartolomeu e das guerras de religião na frança.

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    1. Seja lá qual for a versão, é baseada nas estórias do padre Paulo Ricardo a quem ele é devoto.

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    2. Ah, esqueci o link:

      https://youtu.be/1laVL4p47-A

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    3. É a mesma ladainha que já foi refutada aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/03/entenda-tudo-sobre-o-massacre-da-noite.html

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  26. Lucas, o que vc acha dessa interpretação biblica ? https://m.youtube.com/watch?v=I5lRR6_IKJE

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    1. "Porneia" não significa apenas "prostituição", significa tudo isso:

      4202 πορνεια porneia
      de 4203; TDNT - 6:579,918; n f
      1) relação sexual ilícita.
      1a) adultério, fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relação sexual com animais etc.
      1b) relação sexual com parentes próximos; Lv 18.
      1c) relação sexual com um homem ou mulher divorciada; Mc 10.11-12.
      2) metáf. adoração de ídolos.
      2a) da impureza que se origina na idolatria, na qual se incorria ao comer sacrifícios oferecidos aos ídolos.

      A tese que ela diz não tem o menor sentido, Jesus estava falando de casamento e não de noivado, Paulo inclusive abre mais "cláusulas de exceção" além da que Jesus abriu, quando diz que "se o descrente separar-se, que se separe. Em tais casos, o irmão ou a irmã não fica debaixo de servidão" (1Co 7:15). É claro que o ideal é que não haja divórcio e que os dois permaneçam juntos até a morte, mas existem casos excepcionais, de pessoas que se casaram errado, com a pessoa errada, casamentos que não tem jeito a não ser o divórcio. Eu inclusive acrescentaria que há casos onde é preferível "pecar" e se divorciar, do que continuar em um relacionamento desgraçado (por exemplo, em um onde a mulher é constantemente espancada pelo marido). Há relacionamentos que são destrutivos não apenas para a carne, mas até mesmo para o lado espiritual da pessoa, em que o divórcio é uma verdadeira libertação.

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    2. A bíblia da permissão ao segundo casamento ? acho que Deus nunca queria ver seus filhos sozinhos por causa dos pecados dos seus cônjuges.

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    3. Nos casos em que permite o divórcio, sim.

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  27. Banzolao você acha algo perigoso a maçonaria estar muito envolvida no PSL, partido do Bolsonaro? Ao ser eleito senador, o Major Olimpio declarou que levaria os princípios maçônicos, o General Mourao também é macom, a maçonaria é muito secreta, a imprensa não pode divulgar suas reuniões, nao podem ser filmadas, ai fica difícil saber se esses princípios maçônicos seriam uma coisa boa ou não para o país

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    1. O Major Olímpio disse isso mesmo? Tem vídeo aí dele dizendo isso? Se ele afirmou isso mesmo é realmente lamentável, eu não consigo enxergar uma única coisa boa na maçonaria, mesmo se ignorar todas as "conspirações" e boatos. Se bem que eu acho difícil encontrar um partido ou político de alto escalão que não tenha algum envolvimento com isso, e também é difícil identificar precisamente quem faz parte do grupo e quem não faz, não existe uma lista pública de maçons, é tudo muito oculto e disfarçado (por isso mesmo eu me impressionaria de ver o Major Olímpio dizendo uma coisa dessas tão abertamente).

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  28. Lucas, o que você acha dos inúmeros avistamentos de OVNIS pelo planeta a fora? Caso você não acredite me responda então porque tanto sigilo militar em casos como o de Varginha, o caso da Operação Prato e o caso da Noite Oficial dos OVNIs, o Caso das Máscaras de Chumbo, etc. Aqui no Brasil existem inúmeros documentos secretos do governo sobre OVNIs e avistamentos, além disso existem inúmeros relatos de militares e bombeiros que estiveram envolvidos em alguns casos e contaram coisas bizarras nos casos e outros contavam que era imposto um misterioso sigilo em tudo. Além disso, existe toda aquele burburinho sobre a Área 51 nos EUA. Gostaria muito que você pudesse assistir todoso esses vídeos e opinar sobre cada um dos casos por favor. Deus te abençoe!

    Caso da Noite Oficial dos OVNIs:
    https://www.youtube.com/watch?time_continue=18&v=jZyOHNgv4js
    https://www.youtube.com/watch?v=oCxtsC4Y40w

    Caso Varginha:
    https://www.youtube.com/watch?v=iu0vBtgZD0M
    https://www.youtube.com/watch?v=dyzgQFc4pRE

    Operação Prato:
    https://www.youtube.com/watch?v=gUrxu2p8evM
    https://www.youtube.com/watch?v=57Pw-sqZq08
    https://www.youtube.com/watch?v=bhXGf9Pt-do

    Mistérios das Máscaras de Chumbo:
    https://www.youtube.com/watch?v=pbYity-Ci5s
    https://www.youtube.com/watch?v=hULxbvHc-YE
    https://www.youtube.com/watch?v=1ua6k9x2zWw

    Caso Travis Walton:
    https://www.youtube.com/watch?v=HpH_pm4vFek

    Caso João de Freitas:
    https://www.youtube.com/watch?v=IaZQmO-ZPZI

    Caso do corpo encontrado em Guarapiranga:
    https://www.youtube.com/watch?v=SaAhUHTIhds

    Houve esse caso no Brasil que milhares de pessoas presenciaram:
    https://www.youtube.com/watch?v=HxwqVcspimc

    Caso Dyatlov Pass:
    https://www.youtube.com/watch?v=3dfrX9TRzfQ



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    1. Olha, eu não sou nenhum especialista em aliens, mas tenho um amigo chamado Luis Barreiros que é ufólogo há muitas décadas e escreveu um livro abordando o tema sob uma perspectiva cristã (se eu não me engano ele também é pastor), vou te passar o link do face dele e você pode entrar em contato (ele é super gente boa, responde a qualquer um amigavelmente):

      https://www.facebook.com/luisbarreiros.barreirios

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  29. Apenas ressaltando aqui a alguém que me enviou um link de um site católico: links apologéticos católicos não são aceitos aqui. Sobre o tema em questão ("milagre" de Lanciano) eu recomendo pesquisar a respeito, você não vai achar meia dúzia de cientistas gabaritados que levem isso a sério, esse tal de "Dr. Linoli" é um completo desconhecido que só ganhou fama por causa desse episódio e que só aparece em sites católicos, sem nenhum reconhecimento entre os pares, tudo ficou a cargo de um único laboratório, o exame foi encomendado pela Ordem dos Frades Menores, a Igreja Romana nunca permitiu exames posteriores para a comunidade científica examinar a evidência e atestar a credibilidade dos "exames" do tal Dr. Linoli (o que é bem estranho se considerar que eles buscam aceitação científica e não teriam nada a temer), nenhum cientista imparcial ou com reconhecimento entre os pares jamais botou as mãos nele, e há fortes suspeitas de falsificação medieval considerando o fato de que a história da forma que é narrada é absolutamente desprovida de qualquer evidência ou verificação, e considerando também que eles falsificaram inúmeras outras "relíquias" do tipo, durante a mesma época. Esse é o tipo de coisa que só é levada a sério na internet, onde qualquer um acredita em qualquer coisa mesmo sem um pingo de confiabilidade. Comparar o "milagre" de Lanciano com os milagres de Jesus é uma coisa totalmente sem sentido, já que ninguém aqui está afirmando que os milagres de Jesus foram comprovados cientificamente em laboratório, como eles asseveram em relação a Lanciano; nós cremos nos milagres de Cristo porque cremos em Cristo, não por exames laboratoriais. Mas se eles querem provar isso ou aquilo CIENTIFICAMENTE e não apenas pela fé, tem sim a obrigação de trazer evidências mais sólidas, de fundamentar os fatos historicamente e de submeter a exames que sejam isentos.

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    1. Qual incentivo tem a Igreja Católica em buscar o máximo de provas científicas acerca de determinado milagre? O milagre é uma contradição em termos das leis naturais, e a ciência está por elas limitada. Exigir dos católicos provas científicas quanto a milagres não faz sentido nenhum. É como o cientista que, observando a hóstia, conclui brilhantemente que ela é composta de trigo.

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    2. "Exigir dos católicos provas científicas quanto a milagres não faz sentido nenhum"

      Apenas ressaltando que eu não "exigi provas" de ninguém, são eles que afirmam que a ciência provou isso ou aquilo, então se eles dizem que foi provado cientificamente, cabe a eles o ônus da prova disso. Mas se por exemplo eles dissessem que creem na transubstanciação apenas por fé, eu refutaria apenas no âmbito da fé (com a Bíblia), não exigiria evidência científica adicional. A exigência da evidência é baseada na reivindicação que eles fazem.

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