3 de maio de 2018

66 Para entender o aniquilacionismo de forma completa e simples (+bônus no final)



Ainda hoje há muita gente que não conhece bem o aniquilacionismo, e outros que sequer ouviram falar sobre. Há também aqueles que já ouviram falar alguma vez, mas de uma maneira superficial que os levou a pensar que “não há base bíblica” para este ensino (cujo embasamento bíblico não poderia ser maior). Por fim, há também os que atacam o aniquilacionismo sem entendê-lo, ou refutando espantalhos, ou repetindo textos já explicados adequadamente, ou simplesmente ignorando as evidências. E quando pedimos para alguém ler esse ou aquele livro, a maioria desiste só de ver o tamanho do livro. Por isso decidi publicar este artigo onde resumo o aniquilacionismo e suas provas bíblicas, usando como base o mesmo texto que escrevi no blog do Bruno Queiroz no nosso artigo cooperativo onde ele defende a imortalidade da alma e eu a mortalidade (clique aqui para conferir a argumentação dele).

Boa leitura!

***

A visão mortalista ou aniquilacionista entende o homem como uma unidade em que corpo, alma e espírito são características de uma mesma pessoa, e não um dualismo platônico onde o corpo é uma prisão da alma que dele se liberta após a morte. Esta visão é consistente com o relato da criação do homem, que nos diz que “Deus criou o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se uma alma vivente” (Gn 2:7). Observe que Deus não implantou uma “alma” dentro do corpo de Adão. Em vez disso, ele criou Adão com um fôlego de vida (espírito), que o fez ser uma “alma vivente”. Em outras palavras, de acordo com o relato bíblico da criação do homem, este não “possui” uma alma, mas é uma alma. Uma “alma vivente” é o que o ser humano é enquanto possui o espírito (fôlego de vida) que lhe faz respirar. Consequentemente, quando o homem morre o espírito volta para Deus que o deu (Ec 12:7), e o homem, que era uma “alma vivente”, se torna uma “alma morta”.

Isso explica as centenas de passagens que no hebraico e no grego expressamente afirmam a morte da alma, como, por exemplo, “que minha alma morra a morte dos justos” (Nm 23:10), “morra a minha alma com os filisteus” (Jz 16:30), “sua alma morrerá na própria infância” (Jó 36:14), “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:4), “a espada virá e lhes tirará a alma” (Ez 33:6), “ninguém jamais preservará viva a sua própria alma” (Sl 22:29), “sua alma se chega à cova” (Jó 33:22), “essa alma terá que ser decepada” (Nm 19:13), etc. Embora nem sempre as versões vernáculas mantenham o vocábulo “alma”, é nephesh que aparece nessas e em outras centenas de passagens do hebraico que afirmam a morte da alma por todos os meios possíveis. A alma-nephesh é golpeada fatalmente (Lv 24:17), é destruída (Lv 23:30), é exterminada (At 3:23), é morta à espada (Js 10:28), é devorada (Ez 22:25), é decepada (Nm 19:13), é golpeada (Dt 19:11), é assassinada (Dt 22:26), falece (Lv 19:28), é entregue à morte (Jo 13:37), corre risco de morte (At 15:26), sofre decomposição (Sl 49:8-9), vai para a cova (Jó 33:22) e expira (Jó 11:20). Como costumo brincar às vezes, a alma é o “imortal” que mais morre no mundo!

Herodes e seus comparsas “buscavam a alma-psiquê da criancinha” (Mt 2:19-20) para assassiná-la; Jesus veio para “dar a sua alma em resgate de muitos” (Mt 20:28), indagou se era lícito “salvar ou matar uma alma” (Mc 3:4) no sábado e garantiu que “o pastor excelente entrega a sua alma em benefício das ovelhas” (Jo 10:11). Pedro assegurou a Cristo que “entregarei a minha alma em benefício de ti” (Jo 13:37) e alertou que toda alma que não o ouvisse seria “completamente exterminada dentre o povo” (At 3:23). Lucas em Atos nos relata que Paulo e Barnabé “arriscaram as suas almas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (At 15:26). Quando estava prestes a sofrer o naufrágio, Paulo tranquilizou os tripulantes dizendo que “não se perderá a alma de nenhum de vós, mas somente o navio” (At 27:22), embora na teologia imortalista a alma não poderia ser morta em nenhuma hipótese, naufragando ou não. Elias exclama que “mataram os teus profetas, só eu sobrei, e eles estão procurando a minha alma” (Rm 11:3), e João no Apocalipse registra a morte de toda alma vivente no mar (Ap 16:3) e vê as almas dos que foram degolados pelo testemunho de Jesus reviverem por ocasião da ressurreição dos mortos (Ap 20:4).

Em 1ª Reis 19:4, quando Elias diz “tira a minha alma”, um imortalista poderia interpretar que o profeta estava pedindo a Deus para que tirasse um “fantasminha” de dentro do corpo e o trouxesse à Sua presença. Mas o contexto diz exatamente o contrário – “tirar a alma” significava a morte da alma, e não a sua sobrevivência! O texto diz: “E ele mesmo entrou no ermo, sentou-se debaixo de certo zimbro. E começou a pedir que a sua alma morresse a dizer: ‘Já basta, Senhor, agora tira a minha alma, pois não sou melhor que os meus pais’” (1Rs 19:4). Este é um pequeno exemplo de como devemos tomar cuidado ao interpretar a Bíblia sob as lentes platônicas dualistas, quando os hebreus dos tempos bíblicos tinham uma ótica completamente diferente, mesmo quando usavam terminologias que mais tarde seriam apropriadas pelos platônicos em um sentido distinto.

Até mesmo o único texto usado pelos imortalistas para sustentar a sobrevivência da alma após a morte (Mt 10:28) narra a destruição dela no geena. Não há a menor lógica em dizer que os homens podem matar apenas o corpo e não a alma se Deus também só matasse o corpo e não a alma. A mensagem sobre temer a Deus mais do que temer aos homens só faria sentido caso Deus matasse mais do que os homens são capazes de fazer, isto é, se os homens pudessem dar fim à existência apenas do corpo enquanto Deus dá fim à existência do corpo e da alma. Aqui a destruição está claramente no sentido de aniquilação, e não apenas de “fazer perder” ou de “lançar”, como vertem algumas traduções e como entendem muitos imortalistas.

“Alma”, neste texto, está no sentido de vida póstuma (a vida que se obtém com a ressurreição), como muitas vezes ocorre nos evangelhos (Mt.16:26; Lc.21:19; Jo.12:25), e não no sentido primário de um ser vivo (Gn.2:7). O sentido do texto é que os homens podem dar um fim somente a esta vida terrena (representada pelo corpo), mas não podem fazer nada em relação à outra vida (a vida eterna). Deus, contudo, tem o poder tanto para dar um fim à existência terrena, como à eterna. Um ímpio pode matar um crente nesta vida, mas não pode tirar a vida eterna dele. Deus, porém, pode destruir um ímpio nesta vida e por toda a eternidade. Essa é a razão pela qual Lucas, ao incluir este texto em seu evangelho sinóptico, concorda com essa interpretação e sequer usa o vocábulo “alma” no texto (cf. Lc 12:4-5). Enquanto Mateus registra as palavras literais de Jesus, Lucas vai direto ao seu significado, em consonância com o entendimento aniquilacionista do texto.

Este entendimento da alma como uma pessoa que morre ao sair-lhe o fôlego da vida torna possível os muitos textos bíblicos que mostram cristalinamente a inexistência de vida consciente entre a morte e a ressurreição. Por exemplo, Salomão diz que “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ec 9:5), e para aqueles que pensam que ele estava se referindo apenas ao corpo no túmulo ou a esta vida ele complementa, cinco versos depois, que no além, para onde vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9:10). O salmista faz a impressionante confissão de que “mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio” (Sl 115:17), e diz que “na morte não há lembrança de ti [Deus]; no Sheol, quem te louvará?” (Sl 6:5). Se depois da morte eles não se lembrariam nem mesmo do próprio Deus, é bastante razoável pensar que eles não estariam com o próprio!

O salmista diz ainda que “se o Senhor não fora em meu auxílio, já a minha alma habitaria no lugar do silêncio (Sl 94:17). Este “lugar do silêncio”, para o qual o salmista diz que a sua alma habitaria (e não apenas o seu corpo), dificilmente seria uma vívida descrição do inferno com seus muitos gritos ou do Céu com seus altos louvores. É, antes disso, uma descrição da sepultura ou do Sheol, a “sepultura coletiva” dos mortos, onde “descansam” até a ressurreição. E que o Sheol não é uma “morada de almas incorpóreas” como apregoam os imortalistas, isso é evidente pelos textos que retratam o Sheol como um lugar onde vão os corpos mortos, ossos (Sl 141:7), defuntos ensanguentados (1Rs 2:9), igualado ao pó da terra (Jó 17:16) e onde “não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9:10).

Um dos textos que melhor expressa o sentido mortalista da consciência perecer com o espírito sendo-lhe retirado na morte é o Salmo 146:4, que reza:

“Quando o espírito deles se vai, eles voltam ao pó, e naquele dia perecem os seus pensamentos (Salmos 146:4)

Ele não diz que os pensamentos são transportados para uma outra dimensão por supostamente serem uma atribuição da alma que não morre, mas sim que deixam de existir na morte.

Talvez o leitor esteja propenso a imaginar este espírito que volta para Deus como sendo uma alma imortal, mas Salomão extingue a possibilidade quando diz que “o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo espírito [ruach, no original hebraico], e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó” (Ec 3:19-20). O escritor bíblico inspirado não apenas confirma que os animais possuem espírito-ruach tanto quanto os homens, como ainda diz que tem o mesmo espírito, e não espíritos de categoria diferente, como se o de um fosse imortal e o de outro não (o que faria toda a diferença).

É por isso que “entraram na arca de dois a dois de toda carne em que há um espírito vivo” (Gn 7:15, de acordo com o hebraico), e que depois do dilúvio “expirou toda a carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado e de fera, e de todo réptil que se roja sobre a terra, e todo homem, tudo o que tinha fôlego de espírito [ruach] de vida em seus narizes, tudo o que havia na terra seca, morreu” (Gn 7:21-22). Como vemos, a saída do fôlego de vida (espírito) implica na morte, e não no ‘teletransporte’ da alma consciente a uma outra dimensão, e é assim que entendemos os textos de Jesus (Lc 23:46) e de Estevão (At 7:59) entregando o espírito (e jamais entregando a alma). É importante destacar que logo após Estêvão entregar o espírito, não é dito que uma alma lhe saiu do corpo e foi direto à presença de Deus antes mesmo da ressurreição, mas sim que “dizendo isso, adormeceu” (v. 60).

Essa linguagem de inexistência de vida inconsciente após a morte antes da ressurreição também é familiar ao Novo Testamento, que diz que “Davi não subiu aos céus” (At 2:34), que os mortos só serão lançados no inferno na consumação deste mundo (Mt 13:40), que o reencontro entre os vivos se dará por ocasião da ressurreição (2Co 4:14), que a salvação do espírito é somente no “dia do Senhor” (1Co 5:5), que os ímpios não estão sendo punidos ainda, mas estão reservados “para o dia do juízo, para serem castigados” (2Pe 2:9), que Deus é “o único que possui a imortalidade” (1Tm 6:16) e que nós humanos devemos buscá-la (Rm 2:7) – porque nem todos a obterão. Paulo ensinou que “da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem” (1Co 15:22-23). É só na ressurreição que “isso que é corruptível se revestirá de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revestirá de imortalidade” (1Co 15:53).

Para o apóstolo, “se os mortos não ressuscitam, ‘comamos e bebamos, porque amanhã morreremos’” (1Co 15:32). A sugestão de viver de maneira hedonista no caso de não haver a ressurreição se confronta com o ensino de que já estaríamos como almas no Céu antes disso e a despeito disso, e que tudo o que aconteceria se não existisse a ressurreição seria a permanência no Céu do mesmo jeito, embora sem o revestimento de um corpo. Em vez disso, para Paulo a ressurreição era tão importante quanto absolutamente necessária e fundamental: sem ela, “os que dormiram em Cristo já pereceram” (1Co 15:18), e esta presente vida seria a única que desfrutaríamos (1Co 15:19). É, portanto, a ressurreição que tira o homem do estado de “não-vida” para o estado de “vida”, o que explica satisfatoriamente o porquê que sem ela Paulo teria lutado com feras em Éfeso à toa (1Co 15:32). Sem a ressurreição, esta vida seria tudo o que existiria. Não haveria uma “outra” vida.

Foi por isso que Jesus ensinou que “a sua recompensa virá na ressurreição dos justos" (Lc 14:14), e não imediatamente após a morte. Mesmo quando Paulo parece indicar uma vida póstuma antes da ressurreição em 2ª Coríntios 5:8, o contexto desmonta totalmente essa pretensão. Poucos versos antes Paulo disse que “gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida” (v. 4). Paulo já havia sido claro em sua epístola anterior ao dizer que este momento em que “o mortal será absorvido pela vida” é na ressurreição (1Co 15:51-54), que ele chamava de “revestimento” (1Co 15:53-54).

Portanto, ao expressar que não queria ser despido, mas sim revestido, o que ele estava dizendo é que seu propósito em morrer não era para estar com Cristo em um estado incorpóreo e “despido”, mas sim porque sabia que ressuscitaria em seguida, onde ele estaria revestido do corpo glorioso da ressurreição e assim estaria com Cristo. O raciocínio é simples: se Paulo diz que quer estar com Cristo e que não quer estar despido, mas revestido, é porque este encontro não se concretizaria na condição de despido (sem corpo), mas revestido (com o corpo ressurreto).

Ou seja, Paulo desejava morrer porque sabia que isso o levaria à ressurreição onde encontraria a Cristo. Para nós, os vivos, a ressurreição pode parecer demorada, porque estamos sujeitos à passagem do tempo. Mas para quem já voltou ao pó (Gn 3:19), o tempo deixa de contar na sua própria perspectiva. Consequentemente, a ressurreição vem para ele em “um piscar de olhos”, imediatamente, ainda que tenham se passado longos séculos entre os vivos na terra. É isso, e não uma suposta “alma imortal”, que explica o desejo de Paulo em “partir e estar com Cristo” (Fp 1:23), o que se concretiza na ressurreição.

Tanto é assim que o salmista era claro ao dizer que só esperava ver a Deus quando despertasse, usando a mesma palavra hebraica para “ressuscitar” (em Dn 12:2): “Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança” (Sl 17:15). O salmista não estava dizendo que num belo dia de manhã acordaria de sua cama e de repente veria a Deus, mas sim que veria a Deus quando despertasse dos mortos, o que mostra claramente que é na ressurreição, e não em um “estado intermediário” anterior, que os mortos – inclusive Paulo – verão a Deus.

Cabe destacar ainda que Paulo não disse que receberia a coroa da justiça logo após a morte, mas “naquele dia” – o dia do juízo, que ele mesmo disse que só ocorre na volta de Jesus (1Co 15:23; 2Tm 4:1). Até lá, a coroa lhe estaria “guardada”:

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Desde agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda (2ª Timóteo 4:6-8)

Ademais, se após a morte vem o juízo (Hb 9:27) – e não o Céu ou o inferno – e a Bíblia é perfeitamente clara ao afirmar que o juízo só ocorre na segunda vinda de Cristo e jamais menciona um juízo anterior a isso ou mais de um juízo, então os mortos não podem estar já no Céu ou no inferno antes mesmo de serem julgados. É por isso que nem mesmo os herois da fé alcançaram a concretização da promessa, mas a alcançarão juntamente conosco, os vivos, na ressurreição da volta de Jesus:

“Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados (Hebreus 11:39-40)

Qual era essa promessa, que os herois da fé ainda não obtiveram? A resposta está versos antes:

“Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, pois preparou-lhes uma cidade” (Hebreus 11:13-16)

Ele não apenas confirma que se trata da pátria celestial, como ainda garante que eles “estão buscando uma pátria”, o que mostra que não estão nela ainda. A cidade celestial está preparada a eles por Deus, como um mestre de cerimônias que prepara uma grande festa que ainda está por acontecer. A conclusão só pode ser uma: eles não estão no Céu!

O próprio Senhor Jesus foi enfático a este respeito, quando disse que seus discípulos estariam com ele quando ele voltasse para os levar onde ele está, e não quando as almas individuais de cada discípulo subisse para a presença de Cristo no Céu: “Quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também (Jo 14:2-3). Essa é a razão pela qual Paulo, ao consolar os tessalonicenses que tinham parentes falecidos, em momento nenhum usa dos clichês modernos dizendo que já estão com Jesus no Céu e por isso não há razão para lamentos, mas os consola inteiramente apenas com a esperança da ressurreição (veja 1ª Tessalonicenses 4:13-18).

Em relação ao estado final dos ímpios, há mais de 150 versículos bíblicos que ensinam que os ímpios serão eliminados (ex: Pv 2:22), destruídos (ex: 2Pe 2:3), arrancados (ex: Pv 2:22), mortos (ex: Jo 8:24), exterminados (ex: Sl 37:9), executados (ex: Lc 19:14,27), devorados (ex: Ap 20:9), se farão em cinzas (ex: 2Pe 2:6), não terão futuro (ex: Sl 37:38), perderão a vida (ex: Lc 9:24), serão consumidos (ex: Sf 1:18), perecerão (ex: Jo 10:28), serão despedaçados (ex: Lc 20:17-18), virarão estrado para os pés dos justos (ex: At 2:34-35), desvanecerão como fumaça (ex: Sl 37:20), terão um fim repentino (ex: Sf 1:18), serão como a palha que o vento leva (ex: Sl 1:4-6), serão como a palha para ser pisada pelos que vencerem (ex: Ml 1:1,3), serão reduzidos ao pó (ex: Sl 9:17), desaparecerão (ex: Sl 73:17-20), deixarão de existir (ex: Sl 104:35), serão apagados (ex: Pv 24:20), serão reduzidos a nada (ex: Is 41:11-12), serão como se nunca tivessem existido (ex: Ob 1:16), serão evaporados (ex: Os 13:3), lhes será tirada a vida (ex: Pv 22:23) e não mais existirão (ex: Sl 104:35). Só no hebraico há dúzias de substantivos diferentes usados para empregar o aniquilacionismo final, contra nenhuma passagem de “tormento eterno”.

Um dos textos que expressa o sentido aniquilacionista é o de 2ª Pedro 2:6, que diz:

“Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, tornando-as exemplo do que acontecerá aos ímpios” (2ª Pedro 2:6)

Se pela simples menção de serem “reduzidos às cinzas” um imortalista poderia interpretar em um sentido “espiritual” ou “alegórico”, Pedro faz questão de traçar uma analogia com as cidades de Sodoma e Gomorra, que foram literalmente reduzidas às cinzas com o fogo que caiu do céu, e não apenas espiritualmente ou de forma alegórica. Pedro poderia ter usado como analogia centenas de coisas que não foram destruídas literalmente mas que foram “arruinadas espiritualmente”, e usá-las como um exemplo do estado final dos ímpios. Em vez disso, fez questão de pegar como exemplo duas cidades que foram literalmente e completamente destruídas pelo fogo que caiu do céu, e ainda disse que acontecerá o mesmo com os ímpios, sendo reduzidos às cinzas da mesma forma. Se Pedro quisesse ser aniquilacionista, dificilmente poderia ser mais claro que isso.

É evidente que isso ocorrerá depois de um tempo justo e proporcional onde cada um pagará pelos seus pecados no geena, e não um “pagamento eterno”. O próprio Jesus fez menção a esse tempo finito quando disse que “você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo" (Mt 5:26). Ele não disse que o servo mau não sairia da prisão “nunca”, mas sim “até pagar o último centavo”, o que presume um fim. Em outro texto, Jesus diz que “o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia” (Mt 18:34). Mais uma vez, Cristo não diz que o ímpio ficou sendo atormentado “para sempre”, mas sim até um momento, que é até completar o pagamento da sua “dívida” (neste caso, os pecados cometidos em vida). Tampouco faria sentido um sofrimento infinito por pecados finitos, como Jesus aponta no texto que diz:

“Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, receberá muitos açoites. Mas aquele que não a conhece e pratica coisas merecedoras de castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lucas 12:47-48)

Note que nenhum servo leva “infinitos” açoites, ou é açoitado para sempre. Em vez disso, uns levam muitos, e outros poucos açoites. O “pouco”, evidentemente, presume um fim. Ninguém pode levar açoites eternamente, pelos séculos dos séculos, até nunca mais, e mesmo assim se dizer a respeito desse indivíduo que ele levou apenas poucos açoites. Isso seria uma subversão grosseira da lógica. Portanto, o tempo de sofrimento no geena não é o mesmo para todo mundo (“eterno” para Hitler e “eterno” também para o ladrão de frangos), e é finito para ambos.

Em acréscimo, é preciso observar que Mateus 25:46 (o “carro-forte” dos imortalistas na questão do tormento eterno) não ensina um tormento eterno, mas sim uma punição eterna, que é o significado do termo grego kolasin, que muitos léxicos apontam como sendo uma punição no sentido de pena capital ou despedaçamento. Ou seja, Jesus não estava contradizendo a si mesmo, mas apenas traçando o destino eterno do ímpio pecador, cuja punição eterna é a morte eterna, e não um sofrimento eterno. Isso está totalmente de acordo com 2ª Tessalonicenses 1:9, que fala de destruição eterna, e não de tormento ou sofrimento eterno.

A punição/destruição eterna é a morte eterna, não um sofrimento sem fim. Ela consiste justamente no fato de que a pessoa destruída nunca mais voltará à existência, porque é para sempre. É isso o que difere o aniquilacionismo cristão do aniquilacionismo dos estoicos, que acreditavam que a pessoa era destruída em um momento, mas depois de uma era voltava à existência novamente (ou seja, uma destruição temporária, enquanto o aniquilacionismo cristão é uma destruição eterna, sem volta).

Semelhantemente, a linguagem de “fogo eterno” significa em toda a Bíblia apenas uma destruição total com efeitos irreversíveis, e não um processo eterno. Por exemplo, Isaías diz que “os ribeiros de Edom se transformarão em piche, e o seu pó, em enxofre; a sua terra se tornará em piche ardente. Nem de noite nem de dia se apagará; subirá para sempre a sua fumaça; de geração em geração será assolada, e para todo o sempre ninguém passará por ela” (Is 34:9-10). A linguagem aqui é ainda mais contundente e enfática que os textos que falam do geena como um local de “fogo eterno”, e, no entanto, não há em Edom um fogo literalmente queimando até hoje. O fogo é eterno pelos efeitos, e não pelo processo.

Há também os que se apropriam de uma linguagem hiperbólica apocalíptica que afirma que o diabo, a besta e o falso profeta foram “atormentados para sempre” no lago de fogo (Ap 20:10). Apesar do texto não tratar da humanidade, não há qualquer exigência de se interpretar isso literalmente. Os problemas vão além do fato de que a besta e o falso profeta são provavelmente sistemas em vez de pessoas (que não podem ser “atormentados” para sempre), porque cinco versos depois João diz que “a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo, que é a segunda morte” (Ap 20:14). Uma vez que “morte” e “Hades” são coisas impessoais ou abstratas que não podem ser literalmente queimadas em algum lugar, o texto só pode estar se referindo à morte literal, isto é, à cessação de existência. A implicação disso é que o que cai no “lago de fogo” deixa de existir – por isso não há mais morte, nem Hades, nem aqueles que neles estavam (v. 15).

Assim, o “lago de fogo” (que só é mencionado no Apocalipse) não é uma câmara eterna de torturas ou um lago literal de lava ardente, mas uma metáfora apocalíptica para se referir à segunda morte, a morte eterna e irreversível, quando os ímpios deixam de existir para sempre. Tampouco faria sentido o Hades (que é o inferno, na teologia imortalista) ser literalmente lançado dentro do lago de fogo (que é também o inferno, na teologia imortalista), o que implicaria numa bizarrice: o inferno sendo lançado em um outro inferno! O texto só faz um sentido claro e simples na ótica aniquilacionista.

Há ainda o texto do “bicho que não morre” (Mc 9:48), que é por vezes mal utilizado por imortalistas que ignoram completamente o fato de que isso é uma alusão explícita ao texto de Isaías, que diz que “sairão e verão os cadáveres dos que se rebelaram contra mim; o seu verme não morrerá, e o seu fogo não se apagará, e causarão repugnância a toda a humanidade” (Is 64:24). Como se vê, o verme não está consumindo uma alma imortal e consciente, mas sim um cadáver, o que mostra que aquelas pessoas já estavam mortas (aniquiladas) quando o “verme” ou “bicho” (do grego skolex, que significa “um verme do tipo que depreda cadáveres” – #4663 de Strong) o ataca.

Em síntese, podemos resumir a ótica aniquilacionista assim:

(1) Uma “alma vivente” é apenas um “ser vivo”, que morre;
(2) Uma alma é “vivente” enquanto animada pelo “fôlego da vida” (espírito). Quando o sopro volta a Deus, torna-se apenas alma morta;
(3) Na ressurreição, Deus sopra novamente o espírito em nossas narinas, ressuscitando um corpo glorioso, e voltamos a ser almas viventes;
(4) Esse período entre a morte e a ressurreição é um estado inconsciente (sem vida), como os textos bíblicos nos indicam. Não existe vida fora do corpo. O corpo não é uma parte dispensável que se possa viver sem ele, e muito menos a prisão da alma;
(5) Após a ressurreição, os justos herdam a vida eterna na nova terra, e os ímpios são castigados por um tempo proporcional aos seus pecados no geena até serem aniquilados (a morte ou destruição eterna), e assim o mal e o pecado serão completamente eliminados para sempre. Então se consumará o que Paulo escreveu: Deus “será tudo em todos” (1Co 15:28), o que ainda não é pelo simples fato de ainda existirem ímpios – os quais continuarão existindo para sempre na visão imortalista.

Talvez você entenda melhor se passarmos isso para a forma de analogia. Pensemos no corpo como um notebook, que só funciona se estiver conectado ao cabo de energia (=espírito). Enquanto há a fusão do cabo com a entrada do notebook, há um computador ligado (=alma vivente). Mas se você tirar o cabo, o computador simplesmente desliga (=morte). Você não pode acessar as informações do notebook sem o cabo, e muito menos só com o cabo sem o notebook, pela mesma razão que não há vida fora do corpo, sem a fusão de espírito e corpo. Mas se você conecta novamente o cabo ao notebook, o computador volta a funcionar (é o que ocorre na ressurreição). O importante a se observar é que não há vida fora do corpo, pois é somente por meio dele que a vida se manifesta, e que o espírito não é uma “alma imortal” pessoal com consciência e personalidade que nem precisa do corpo para viver, mas apenas o fôlego cuja funcionalidade é dar animação (vida) ao corpo.

Não há espaço aqui para lidar adequadamente com cada texto usado pelos imortalistas para o seu ponto – a parábola do rico e Lázaro, a “vírgula” de Lucas 23:43, a “sessão espírita” de Moisés no monte e de Samuel em En-Dor que são refutadas em grande parte pelos próprios teólogos imortalistas, dentre outros textos que extrapolariam o limite de escopo deste artigo se fossem examinados particularmente. Para isso recomendo a leitura do meu livro A Lenda da Imortalidade da Alma e dos apêndices do meu livro Os Pais da Igreja contra a Imortalidade da Alma, ou então simplesmente entre em contato comigo deixando um comentário em qualquer artigo do blog, onde eu respondo a todos.

***

LIVROS PARA APROFUNDAMENTO

Os meus dois livros sobre o tema (mencionados acima) estão disponíveis para download gratuito do pdf ou para compra da versão impressa na página dos livros (clique aqui para acessar). *Nota: na versão impressa são três livros, porque eu tive que dividir o “A Lenda da Imortalidade da Alma” em dois volumes em função da quantidade de páginas, e assim o “A Verdade sobre o Inferno” corresponde ao oitavo capítulo do pdf da “Lenda da Imortalidade da Alma”.

Há também o livro “Imortalidade ou Ressurreição”, do Dr. Samuele Bacchiocchi, que infelizmente não é mais vendido, mas você pode acessar online os dois capítulos que abordam os significados de alma e espírito no Antigo e Novo Testamento aqui e aqui. O prof. Azenilto Brito, que traduziu o livro, me enviou uma síntese do mesmo que contém outras partes do livro (é um arquivo em formato Word que eu posso enviar para quem me solicitar via e-mail ou facebook). O livro do Oscar Cullmann (Imortalidade da Alma ou Ressurreição dos Mortos?) também se esgotou, mas você encontra online aqui.

***

ARTIGOS PARA APROFUNDAMENTO

Além dos artigos extraídos de partes dos livros, de vez em quando eu publico artigos novos sobre imortalidade da alma. Os principais são esses aqui:


Há também a excelente página do prof. Azenilto Brito sobre o tema com 28 artigos publicados (foram os artigos que me ajudaram a firmar nessa doutrina na época em que eu a descobri, em 2010), que você pode acessar clicando aqui. O prof. Leandro Quadros também tem no seu site uma página sobre imortalidade da alma que você pode conferir aqui, além de um seminário com vários vídeos sobre o tema, disponível aqui.

***

LISTA DE ARTIGOS-RESPOSTA

Estes artigos são em sua maior parte extratos do meu livro com explicações sobre cada passagem usada pelos imortalistas, para quem precisa de uma resposta rápida sobre um texto específico.

TEXTO
RESPOSTA
Parábola do rico e Lázaro
O ladrão da cruz e o “hoje”
“Partir e estar com Cristo”
Moisés no monte da transfiguração
As almas debaixo do altar
“Não podem matar a alma...”
Os espíritos em prisão
“Um espírito não tem carne e osso”
“No corpo ou fora do corpo”
Samuel e Saul em En-Dor
“Deus de vivos, não de mortos”
O bicho que não morre
O fogo eterno
O “castigo eterno” de Mateus 25:46

***

MATERIAL BÔNUS

Eu prometi no título do artigo um bônus no final, e promessa é dívida. Recentemente o Leandro Quadros me convidou para uma entrevista no canal dele, onde tive a honra de gravar uma participação em que conto um pouco sobre minha transição de imortalista para mortalista:


Já que estamos falando de vídeos, aproveito também para compartilhar novamente o do meu debate no final de 2016 com o meu amigo Francisco Tourinho, que é muito bom debatedor e defendeu a imortalidade da alma. O debate foi originalmente postado no canal “Cristão Contemporâneo” (veja aqui), mas como o meu áudio ficou uma bela porcaria e a minha voz já não ajuda muito, eu legendei as minhas falas para melhor compreensão e publiquei no meu canal:


Como havia prometido antes do debate, alguns dias depois gravei um vídeo de comentários, onde faço as observações necessárias e me aprofundo nos temas abordados, com mais tempo e paciência:


Qualquer dúvida é só deixar nos comentários deste artigo, que eu respondo a todas as que forem formuladas educadamente.

• Compartilhe este artigo nas redes:


Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
- Siga-me no Facebook para estar por dentro das atualizações!


- Baixe e leia os meus livros clicando aqui.

- Acesse meu canal no YouTube clicando aqui.

ATENÇÃO: Sua colaboração é importante! Por isso, se você curtiu o artigo, nos ajude divulgando aos seus amigos e compartilhando em suas redes sociais (basta clicar nos ícones abaixo), e sinta-se à vontade para deixar um comentário no post, que aqui respondo a todos :)

66 comentários:

  1. Eae Lucas...eu tava navegando na internet e vi isso:
    https://youtu.be/5uVdPBKbhJ4

    Acredito que o cara esteja errado, mas estou sem argumentos..
    Vlwwss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, essas "contradições" aí já foram todas refutadas pelo Pipe Desertor (que refutou as duas mil supostas "contradições bíblicas" presentes na "Bíblia do Cético", que é de onde esses neo-ateus tiram isso aí). Abaixo está o site e o blog dele, e se você não encontrar a refutação ali a algum argumento específico pode fazer isso na página deles no facebook (link abaixo também):

      http://dcgolgota.blogspot.com.br/

      http://www.dc.golgota.org/

      https://www.facebook.com/descontradizendocontradicoes/

      Eu posso falar isso por um testemunho pessoal mesmo, porque na época em que eu ainda era novo na fé eu tinha dúvidas como essas, e trazia as "contradições" que julgava serem as mais difíceis de se "descontradizer" para o Pipe na antiga comunidade do Orkut que eles tinham, e eles refutavam mesmo, não ficava uma de pé. Adicionalmente eu lhe sugeriria a leitura do "Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia" (de Norman Geisler e Thomas Howe), que embora em menos extensão e profundidade que o Pipe, também refuta muitas dessas supostas contradições.

      Abs.

      Excluir
    2. Coisa feia, um pastor de cabelo grande. Já não basta você, que não é pastor. Isso é o mundanismo entrando com força total dentro das igrejas. Não que alguém vá pro inferno por causa de coisas desse tipo, mas só serve pra causar escândalo, principalmente para os ímpios. Em nossa cultura eu nunca vi um ímpio falar mal de um homem crente por usar cabelo curto. Se falar mal é por outro motivo. Mas existe de montão ímpios que falam mal de homens crentes por usarem cabelo comprido, como se fossem mulher ou gay. Você, o Pr. Pipe e outros deviam observar o princípio ensinado por Paulo:

      "Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus." (1 Coríntios 10:32)

      Excluir
    3. A única aberração aqui é você e seu preconceito estúpido. Tenho nojo de ver pessoas que mesmo diante de um ministério tão abençoado como o Pipe, que em pouco tempo fez muito mais pela fé do que você em sua vida toda, e mesmo assim discriminá-lo apenas por causa do tamanho do cabelo, e ainda distorcendo um versículo bíblico de forma descarada e hipócrita. Nenhum ímpio se escandaliza por causa de tamanho de cabelo de um crente, o que os escandaliza é esse tipo de discurso preconceituoso de gente odiável como você, é isso o que mantém os ímpios fora da igreja e até muitos crentes, que não suportam esse tipo de discurso fanático e retrógrado. Seus comentários não serão mais liberados, você não é bem-vindo aqui.

      Excluir
    4. Cabelo curto ou longo não importa. O que importa é a comunhão que a pessoa tem com Deus.

      Excluir
    5. Finalmente um ser pensante, obrigado pela lucidez.

      Excluir
  2. Você acha que o Craig se saiu bem nesse debate? Aqui ele não respondeu algumas perguntas do Ehrman, fugiu muito. Já em debates com ateus ele se sai melhor.

    https://www.youtube.com/watch?v=mIfWl1_dIVI

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Faz muito tempo que eu assisti esse debate, e de fato foi o que o Craig se saiu "menos bem" (um "empate", eu diria), esse e aquele outro com o muçulmano foram os únicos debates do Craig que eu já assisti onde ele não "esmaga" o oponente (talvez porque nenhum deles fosse sobre a existência de Deus, que é sua área de especialidade). Mas eu também não diria que ele perdeu, o Ehrman rebatia com MUITOS sofismas, principalmente quando respondia insistentemente que "os historiadores não podem provar um milagre", mas não era isso que o Craig estava dizendo, o que o Craig estava dizendo era que os historiadores atestam o túmulo vazio, e raciocínios lógicos e até certo ponto filosóficos nos levam a crer que a melhor explicação para isso é a ressurreição de Jesus. O problema é que o Craig não conseguiu especificar isso muito bem, e o Ehrman é um debatedor fantástico, daquele tipo que consegue convencer qualquer um de qualquer coisa apenas pela oratória, e conseguiu "fugir pela tangente" de um modo que parecia convincente.

      Sobre o Craig não ter respondido algumas perguntas dele, isso é verdade, porém cabe destacar que foi naquela parte das perguntas e respostas onde cada um tem um tempo limitado para responder, e o Craig já tinha esgotado o tempo dele porque o Ehrman tinha feito muitas perguntas e não é possível responder todas em 5 minutos com algum nível mínimo de profundidade, isso seria quase que humanamente impossível, não foi por covardia ou falta de conhecimento, na minha opinião. Isso seria o mesmo que um imortalista mencionasse uns dez "textos imortalistas" de uma só vez e me desse 5 minutos pra refutar todos eles, é lógico que eu não conseguiria, não por não ter as respostas mas por não ter o tempo necessário para explicá-las adequadamente. Pelo menos do que foi respondido o Craig se saiu melhor que o Ehrman ao meu ver, inclusive o obrigou a sustentar como hipótese uma teoria maluca de um suposto irmão gêmeo de Jesus que teria aparecido aos discípulos depois da morte de Cristo, sem nenhuma evidência ou lógica, apenas para não ter que admitir a ressurreição.

      Excluir
    2. São dois grandes debatedores. Dois gênios.

      Excluir
  3. Caro irmão, entendo que a morte dos ímpios é separação de Deus, e não destruição, extinção, aniquilamento. Se Deus é eterno e imortal; nós somos igualmente. Deus não poderia destruir sua própria imagem (moral, espiritual) refletida nos humanos - sua criação máxima - e outras criaturas espirituais (anjos, demônios), pois estaria atacando a Si mesmo demonstrando uma imperfeição! Assim como Adão e Eva morreram espiritualmente quando pecaram, mas continuaram existindo... assim como o homem está "morto em seus delitos e pecados" mas ainda vive e é a imagem de Deus.
    O pecado contra o Deus eterno é um pecado eterno e exige castigo eterno.
    Os que escolhem não amar a Deus devem ter o direito de não amá-lo. Os que não desejam estar com ele devem ter permissão para ficar separados dele. O inferno permite essa separação. A presença divina no céu seria uma tortura para com o rejeitou irrecuperavelmente.
    "Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele TODOS vivem." Lc 20:38.

    Em Mateus 25:46 não fala de “tormento” (basanos) realmente, mas de “punição” (kolasin). Punir é infligir um castigo a quem existe, e na morte (no sentido aniquilacionista) não é possível, pois não haveria nem vida, nem consciência de tal correção, pena, castigo imputado.
    Somente é possível suportar essas penas se a pessoa estiver viva e ativa.
    Em 2Ts1:9 não haveria sentido um castigo, punição a um ser padecendo constantemente (eternamente), já que o aniquilamento/destruição seria imediato num único ato e pronto terminou. Mas se alguém sofre uma destruição eterna, tem que ter uma existência eterna também.
    Ora, se o céu é eterno com gozo consciente, por que o inferno não seria triste eterno consciente?

    Entendo em Ec 9:5,10 Sl 146:4 fala unicamente do corpo físico sepultado e perecem os atos da pessoa referente a eventos dessa terra. A matéria tangível está ali se decompondo. A posição do corpo material é como se estivesse dormindo que logicamente não sabe coisa alguma desta terra, mas a alma (parte imaterial) está consciente no céu ou no inferno pois separou-se do corpo cfe. ensina Tg 2:26.
    O choro e ranger de dentes, também não parece ser nenhum estado inconsciente, inanimado, inativo em Lc 13:28.

    Pergunto: Se morte é inexistência inconsciente, por que Deus tiraria os perdidos de suas sepulturas (Ap 20:5) para em seguida aniquilá-los? Eles já não estão mortos/aniquilados/destruídos/desintegrados? isso me parece uma falácia lógica não acha?
    Abs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Cícero. Primeiramente, obrigado por expor suas ideias educadamente, mas se me permite, eu lhe pediria para evitar o uso de alguns argumentos infantis que já foram refutados neste artigo ou nas tabelas do final. Neste caso, tente refutar o que esses artigos dizem (refutação da refutação), em vez de apenas repetir os argumentos já refutados, o que torna tudo mais cansativo. Por exemplo, sobre Lucas 20:38, já foi explicado no artigo abaixo, onde provo que este texto estudado DENTRO DO SEU DEVIDO CONTEXTO refuta totalmente a imortalidade da alma, pois para Jesus a vida póstuma se dava na ressurreição e não antes, e o próprio argumento de Cristo para provar a ressurreição somente a provaria efetivamente em caso que os mortos estivessem literalmente mortos (sem vida) como de fato eles estão (caso contrário ele estaria se utilizando de um argumento inválido, como mostro no artigo):

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/deus-de-vivos-e-nao-de-mortos.html

      Leia o verso 37 que tudo já fica perfeitamente claro: “...e QUE OS MORTOS HÃO DE RESSUSCITAR, Moisés o indicou no trecho referente à sarça”. Note, caro irmão, que Jesus não usou esse texto para provar uma “alma fantasminha” saindo do corpo após a morte e indo a um estado intermediário, mas PARA PROVAR A RESSURREIÇÃO. Ou seja, se “Deus é Deus de vivos e não de mortos”, a conclusão lógica é que os mortos tem que ressuscitar para voltarem à vida e estarem com ele, ou senão Deus seria Deus de mortos. É essa a conclusão lógica que o texto nos leva, ou senão tudo o que Jesus estaria provando com o uso desse texto seria a sobrevivência da alma, E NÃO A RESSURREIÇÃO FÍSICA, que foi a pergunta que os saduceus especificamente fizeram a Jesus.

      “Para Deus todos vivem”, você já parou para pensar por que o escritor bíblico fez questão de dizer PARA DEUS, e não simplesmente disse que “todos vivem”? A razão é muito óbvia e simples: Deus é um ser ATEMPORAL, ele está ao mesmo tempo no nosso passado, presente e futuro, e portanto aqueles que estão mortos para nós (na nossa perspectiva) já estão vivos PARA DEUS (porque já ressuscitaram na perspectiva dEle). É essa a implicação da lógica de Cristo em torno de todo o contexto, por isso que se tirasse a ressurreição Deus seria “Deus de mortos”, pois eles não voltariam a existência para estarem com Deus. Tudo o que estava em jogo aqui era a ressurreição, não uma imortalidade da alma, que, aliás, é refutada quando se acompanha todo o raciocínio lógico. Por isso que é importante sempre estudar o contexto dos textos em vez de pegar textos isolados (ou partes de um texto, como você fez).

      Em relação à morte não poder ser uma punição (kolasin), da onde você tirou isso? Eu realmente gostaria de saber de que léxico ou lógica humana isso é deduzido. Pelo contrário, no mundo real pessoas que são condenadas à morte é dito a respeito delas que foram condenadas à PENA de morte, ou PENA CAPITAL (pena = punição), então claramente a condenação à morte É UMA FORMA DE PUNIÇÃO TAMBÉM. Só quem nega isso é quem tenta forçar a barra para dar uma “base bíblica” ao tormento eterno de uma forma ou de outra. Em relação ao vocábulo “eterno” depois da “punição” isso já foi explicado no próprio artigo, por isso eu disse que é importante ler o artigo antes de postar um comentário (eu sei que às vezes é difícil porque os textos são longos, mas mesmo assim é importante).

      A punição/destruição eterna é a morte eterna, não um sofrimento sem fim. Ela consiste justamente no fato de que a pessoa destruída nunca mais voltará à existência, porque é para sempre. É isso o que difere o aniquilacionismo cristão do aniquilacionismo dos estoicos, que acreditavam que a pessoa era destruída em um momento, mas depois de uma era voltava à existência novamente (ou seja, uma destruição temporária, enquanto o aniquilacionismo cristão é uma destruição eterna, sem volta).

      Excluir
    2. Quando você diz que o eterno tem que ser vivenciado conscientemente, você tem em mente apenas a ideia do eterno como um PROCESSO, mas na Bíblia muitas vezes o eterno se refere aos EFEITOS e não ao processo em si. Por exemplo, quando a Bíblia fala de “JUÍZO ETERNO” (Hb 6:2), ela não está querendo dizer que o juízo é um processo que não tem fim (como se estaríamos para sempre no juízo sem sair de lá nunca), mas apenas que os EFEITOS desse julgamento são IRREVERSÍVEIS, isto é, SEM VOLTA. Essa é a mesma lógica da “punição eterna”, “morte eterna” ou “destruição eterna”. Era preciso acentuar que essa destruição não tinha volta, era eterna, e não temporária, como pensavam alguns gregos.

      Comentando outras partes do seu texto:

      “O pecado contra o Deus eterno é um pecado eterno e exige castigo eterno”

      Isso já foi refutado no meu livro “Os Pais da Igreja contra a Imortalidade da Alma”, leia o Apêndice 1, não vou repetir aqui porque são páginas de refutação e alongaria muito essa resposta.

      “Os que escolhem não amar a Deus devem ter o direito de não amá-lo. Os que não desejam estar com ele devem ter permissão para ficar separados dele. O inferno permite essa separação. A presença divina no céu seria uma tortura para com o rejeitou irrecuperavelmente”

      Aqui você incorre na falácia da falsa dicotomia, como se existissem apenas duas opções (ou morar no céu, ou “preferir” morar no inferno). Mas isso é uma subversão grosseira da lógica, primeiro porque ninguém em sã consciência “escolheria” queimar para sempre em um verdadeiro e literal lago de fogo, e segundo porque existe a terceira opção (o aniquilacionismo). Deus NÃO PRECISARIA atormentar suas criaturas pelos séculos dos séculos apenas porque elas não merecem ou não desejam o céu, poderia simplesmente tirar-lhes a existência, já que na Bíblia a imortalidade não é algo que desfrutamos naturalmente e sim um dom ou prêmio dado por Deus aos que vencerem (cf. 1Tm 6:16; Rm 2:7).

      “Entendo em Ec 9:5,10 Sl 146:4 fala unicamente do corpo físico sepultado e perecem os atos da pessoa referente a eventos dessa terra”

      Isso já foi refutado no artigo, leia o artigo. Ec 9:10 não fala do corpo mas sim do estado do ser humano NO SHEOL (que algumas versões traduzem por “além”), que é justamente onde os imortalistas dizem que vai a alma consciente. Há textos claríssimos que eu passei no artigo onde a própria ALMA morre, desce à cova na morte, “descansa” e vai para o “lugar do silêncio” (que não é nem o Céu nem o inferno), por isso insisto em repetir: leia o artigo antes de comentar.

      “...mas a alma (parte imaterial) está consciente no céu ou no inferno pois separou-se do corpo cfe. ensina Tg 2:26”

      Mano esse texto não fala de alma se separando do corpo, fala do ESPÍRITO, não adultere o texto e nem falsifique a Bíblia, por favor. Vá ao original grego e confira por conta própria, não acredite em mim:

      http://www.sacrednamebible.com/kjvstrongs/index2.htm

      E que o espírito volta para Deus após a morte isso todo mortalista crê, eu já expliquei isso umas duzentas vezes com textos bíblicos tanto nesse artigo como em muitos outros. “O corpo sem espírito está morto” porque o espírito é o que dá vitalidade ao corpo, é o fôlego de vida que nos faz respirar, sem ele morremos, simples assim, não tem nada de imortalidade da alma aí.

      “O choro e ranger de dentes, também não parece ser nenhum estado inconsciente, inanimado, inativo em Lc 13:28.”

      E quem disse que é? Leia o artigo, eu já expliquei que o suplício no geena é proporcional aos pecados de cada um, e não um processo sem fim. Leia e refute os textos bíblicos se preferir.

      Excluir
    3. “Pergunto: Se morte é inexistência inconsciente, por que Deus tiraria os perdidos de suas sepulturas (Ap 20:5) para em seguida aniquilá-los? Eles já não estão mortos/aniquilados/destruídos/desintegrados? isso me parece uma falácia lógica não acha?”

      Pela enésima vez: leia o texto. Ali já foi exaustivamente explicado que os ímpios não vão ser ressuscitados para morrerem logo em seguida; primeiro eles são julgados, depois são condenados a sofrer no geena pelo tempo proporcional e respectivo pelos seus pecados, e só depois é que são mortos. Os textos bíblicos estão todos ali, é só ler o artigo, se você lesse o artigo me pouparia toda essa refutação na verdade, pois todos os argumentos já foram refutados nele. É como eu disse, a maioria senão todas as pessoas que criticam o aniquilacionismo o criticam meramente porque não o conhecem (é como eu mesmo fazia quando era imortalista como você).

      Sobre o argumento da “imagem de Deus”, primeiramente você precisa definir o que é a imagem de Deus e refutar os próprios calvinistas imortalistas que pregam em seus livros que a imagem de Deus no homem foi destruída por causa da depravação total. Ou seja, destruída antes mesmo de um inferno fazer isso. Eu também acharia muito pouco lógico Deus preferir atormentar para sempre em um inferno de fogo literal seres criados à sua própria imagem e semelhança, o que nem o pior dos ímpios aqui na terra seria capaz de fazer, quanto menos Deus que é muito mais amoroso, justo e misericordioso do que o melhor ser humano entre nós. Nem as chamas da Inquisição, nem as câmaras de tortura de Auschwitz, nem qualquer suplício humano se compararia a isso. É esse o Deus de amor revelado nas Escrituras, que atormenta para sempre seus filhos por causa de alguns anos de pecado? Pra mim isso está muito mais para o diabo do que para Deus – não à toa a doutrina do tormento eterno é autenticamente diabólica, criada por Satanás para afastar os cristãos da fé e ter medo em vez de amor por Deus.

      Além disso, dizer que Deus não poderia cessar a existência de seres criados à sua imagem é simplesmente um atentado contra a doutrina elementar da onipotência de Deus, que tudo criou do nada, e pode fazer tudo voltar ao nada, quando quiser e da maneira que quiser. Não é porque Deus criou um ser puro originalmente criado à sua imagem, que depois deste ser se corromper Ele se comprometa e se limite a necessariamente eternizar sua existência e ainda em um lago de fogo; na Bíblia claramente a imortalidade é um PRÊMIO, não algo que possuímos naturalmente (Rm 2:7). Além disso gostaria de saber como Deus será “tudo em todos” (1Co 15:28), se os ímpios existirão para sempre no Universo, e o mal nunca terá fim.

      Abs!

      Excluir
    4. Lucas voce disse: "os ímpios não vão ser ressuscitados para morrerem logo em seguida; primeiro eles são julgados, depois são condenados a sofrer no geena pelo tempo proporcional e respectivo pelos seus pecados, e só depois é que são mortos"

      Morre, ressuscita e morre outra vez? O pecador faz o cão nessa vida e no fim das contas vai acabar sendo destruído pra sempre?

      Isso é um encorajamento para uma multidao sair da Igreja e abandonar tudo. Eles não sofrerão eternamente mas vão ser extintos.

      Melhor ser ímpio

      Excluir
    5. É por causa desse tipo de mentalidade que os cristãos atuais são tão mortos espiritualmente, frios e fracos na fé, e que o ateísmo cresce tanto: não estão na fé por amar a Deus e querer passar a eternidade com Ele para sempre, mas apenas porque tem medo do inferno e quer fugir dele, e o fato de ir pro céu é apenas uma “consequência”. Este seu comentário é um exemplo perfeito do que a crença imortalista é capaz de fazer com os cristãos, tornando-os mais insensíveis que os próprios ímpios e corrompendo totalmente a mensagem do evangelho. Se você acha que perder uma felicidade eterna no Paraíso com Deus desfrutando de paz e alegria sem fim, ser castigado pelos seus pecados no geena como um ímpio impenitente junto com demônios e gente imoral e ainda ser aniquilado para sempre vale a pena por “alguns anos de pecado na terra”, então eu acho que você precisa rever os seus conceitos, não apenas sobre o que é “compensador”, mas principalmente a respeito de que deus você serve. Quem é crente de verdade não é crente só porque quer “escapar de um inferno eterno”, mas porque ama a Deus de todo o coração e por isso quer viver com Ele para sempre. Quem precisa de um inferno eterno para manter comunhão com Deus através do medo e do terror precisa urgentemente rever seu relacionamento com Ele.

      Excluir
    6. Cara, sem querer ofender ninguém, não precisa muito esforço intelectual pra perceber que no embate imortalismo versus mortalismo, o último leva nítida vantagem.
      Sou da opinião que devemos seguir a verdade pra onde as evidências apontem, no caso, pra onde a Bíblia ensina. E ao meu ver, a Bíblia ensina o mortalismo.

      Excluir
    7. Nada,disso, eu estou dentro. Os que tem a mente fraca poden recuar sem contar naqueles que resolvem sair com o pensamento de voltar depois.

      No aniquilacionismo os ímpios e os desobedientes vão ser castigados por algum tempo mas depois somem, desaparecem para sempre. Evaporam sem deixar rastros. Muito atraente a doutrina.

      Essa doutrina é um alívio para milhões. Com fim e sem dor.

      E não esqueça, nem todos se aproximam de Deus por amor a ele. Com muitos o amor vem depois. Eles são aperfeiçoados com o tempo.

      Excluir
    8. De vez em quando aparece alguém portando essa ideia de que, numa comparação entre ficar um pouco no inferno e a eternidade no céu possa causar dúvidas entre qual seria a melhor. Meus caros, em I Coríntios 2:9 há a mensagem sobre a verdade do céu: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou no coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam."(resumindo, nenhum ser humano foi capaz de sequer chegar perto em sua imaginação de como é o céu, ou seja, a melhor coisa que você puder pensar não é comparável ao céu). E isso eternamente. Trocar isto por uma vida terrena cheia de pecado, que é na melhor das hipóteses uma bela porcaria, além de um tempo sofrendo de verdade, e depois disso explodir, sumir, ser aniquilado, em detrimento de uma eternidade vivida em plenitude de algo muito superior a melhor sensação que podemos sentir, ao lado do Deus altíssimo, só pode ser feita por um completo imbecil.

      Excluir
    9. Respondendo ao anônimo imortalista do comentário mais acima:

      Certo, então já que você não tem argumento bíblico nenhum mas apenas achismos que tratam a questão sob uma ótica puramente utilitarista de “qual é mais útil na prática da Igreja”, vamos comparar qual soa mais utilitarista para métodos evangelísticos: em uma você ensina que se não aceitar Jesus no coração ele vai te lançar em um tormento eterno em câmaras de tortura sem fim em meio a um lago de fogo e enxofre literal onde ele passará os séculos dos séculos em um sofrimento inimaginável e incessante, e no outro você ensina que se não aceitar Jesus terá um pagamento justo e proporcional pelos seus pecados (tal como um pai que não castiga o seu filho pra sempre sem fim, mas dá umas palmadas proporcionais aos erros que ele cometeu), e que não terá a imortalidade, a qual é prometida apenas aos justos como um prêmio. A não ser que se arranque o cérebro da cabeça de alguém, é ÓBVIO que o evangelho soará muito mais coerente, moral e convincente a alguém no segundo caso do que no primeiro.

      Se você duvida disso, então eu lanço um desafio: traga aqui UMA ÚNICA PESSOA que abandonou a Deus depois de descobrir que o tormento no inferno não era eterno segundo a Bíblia, que para cada pessoa eu te trago MIL que abandonaram a Deus justamente por pensar que Ele é um ser cruel e mau que castiga os descrentes em um sofrimento eterno e cuja sede de sangue não se sacia nunca. Caso não aceite o desafio e me mostre exemplos concretos, eu não terei qualquer razão para continuar essa discussão aqui, e seus comentários não serão mais liberados.

      É como disse o amigo acima: o aniquilacionismo é superior, ponto. Isso é um fato concreto e insofismável. E é superior tanto biblicamente, como TAMBÉM moralmente e pragmaticamente.

      Excluir
    10. Inferir que é melhor ser ímpio pela simples razão de inexistir um tormento eterno já é atestado de impiedade. Ao invés de olhar "o outro lado" (a pessoa de Cristo) fixam-se o olhar numa SUPOSTA obrigatoriedade de um tormento eterno inexistente como principal motivação cristã.

      Excluir
    11. Recado ao Cícero: com todo o respeito, seus comentários não serão liberados. No seu comentário anterior eu já tinha observado diversas vezes que você comentou sem ler e cometeu erros primários de desconhecimento da crença alheia e ataques a espantalho, então disse para ler o artigo antes de postar um novo comentário, e agora você simplesmente volta mostrando que continua sem ler nem o artigo, e nem tampouco a minha própria resposta. Você não debate, você pratica trollagem e vandalismo, que é quando alguém não trabalha com a argumentação do indivíduo em si, apenas repete e repete ad nauseam os mesmos argumentos que já foram refutados pra tentar vencer pelo cansaço, eu poderia ficar até 2050 refutando linha por linha de tudo o que foi dito mas é simplesmente cansativo e nauseante repetir tudo de novo como se estivesse discutindo com uma criança, me perdoe a franqueza.

      Um debate não consiste em “quem repete as mesmas coisas por último”, mas em argumentações lógicas, e infelizmente você demonstrou não saber acompanhar um raciocínio lógico por mais simples que seja, já começou o texto repetindo tristemente o texto de Lucas 20:38 sem refutar a refutação, sem acompanhar a estrutura lógica do raciocínio, sem mostrar de que forma Jesus poderia estar provando a ressurreição através daquele texto que segundo você está “provando” a imortalidade da alma. Para que os outros não pensem que eu estou mentindo, vou transcrever aqui a parte em que você “refuta” o meu texto sobre a passagem, logo no início da sua resposta. Você citou a parte em que eu disse:

      “Leia o verso 37 que tudo já fica perfeitamente claro: “...e QUE OS MORTOS HÃO DE RESSUSCITAR, Moisés o indicou no trecho referente à sarça”.

      E então respondeu:

      “Entendo que quando sempre se fala em 'ressurreição' esta se refere ao corpo físico, algo material da pessoa, sua carcaça, seu tabernáculo terrestre”

      Tá, e daí? Ninguém aqui está discutindo isso, cara. EU SEI que para vocês o corpo é apenas “uma carcaça” como vocês dizem, algo desprezível e irrelevante, mas não é isso que estou discutindo aqui, eu não trouxe o texto apenas para provar que os mortos ressuscitam. Qualquer um que tenha acompanhado a lógica de raciocínio entende o propósito do texto, então vou REPETIR PELA ÚLTIMA VEZ aqui o que eu havia dito:

      «Por exemplo, sobre Lucas 20:38, já foi explicado no artigo abaixo, onde provo que este texto estudado DENTRO DO SEU DEVIDO CONTEXTO refuta totalmente a imortalidade da alma, pois para Jesus a vida póstuma se dava na ressurreição e não antes, e o próprio argumento de Cristo para provar a ressurreição somente a provaria efetivamente em caso que os mortos estivessem literalmente mortos (sem vida) como de fato eles estão (caso contrário ele estaria se utilizando de um argumento inválido, como mostro no artigo):

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/deus-de-vivos-e-nao-de-mortos.html

      Leia o verso 37 que tudo já fica perfeitamente claro: “...e QUE OS MORTOS HÃO DE RESSUSCITAR, Moisés o indicou no trecho referente à sarça”. Note, caro irmão, que Jesus não usou esse texto para provar uma “alma fantasminha” saindo do corpo após a morte e indo a um estado intermediário, mas PARA PROVAR A RESSURREIÇÃO. Ou seja, se “Deus é Deus de vivos e não de mortos”, a conclusão lógica é que os mortos tem que ressuscitar para voltarem à vida e estarem com ele, ou senão Deus seria Deus de mortos. É essa a conclusão lógica que o texto nos leva, ou senão tudo o que Jesus estaria provando com o uso desse texto seria a sobrevivência da alma, E NÃO A RESSURREIÇÃO FÍSICA, que foi a pergunta que os saduceus especificamente fizeram a Jesus.»

      Excluir
    12. Qualquer leitor honesto ou com capacidade de acompanhar um raciocínio lógico entendeu o propósito do uso desse texto aqui, que NÃO TEM A VER apenas em provar a ressurreição, mas sim atrelado ao fato de que a ressurreição só é realmente provada neste texto SE OS MORTOS NÃO ESTÃO EM VIDA AINDA, como uma “alma” em algum lugar. Se os mortos já estavam vivos, então Jesus estava simplesmente fugindo da discussão, usando para provar a ressurreição um texto que não diz nada disso e nem implica nesse tipo de coisa, mas apenas diz que a alma está viva (segundo a sua ótica, que é o modo que os imortalistas interpretam e distorcem grotescamente o texto em pauta).

      Como se não bastasse, você continua:

      “Mas sabemos que o homem não é feito apenas de elementos químicos. Temos a parte imaterial em nossa constituição completa”

      Mano, de novo: eu não estou nem aí pelo que “sabemos”. Eu não quero saber da sua opinião ou dos seus achismos, eu quero apenas saber como você prova a ressurreição através do texto que Jesus citou, que apenas diz que Deus é Deus de vivos, e não de mortos. Você simplesmente foge totalmente e descaradamente da discussão aqui, não sei se de forma proposital ou apenas por não conseguir acompanhar o raciocínio. Ninguém aqui está pedindo para repetir o que os imortalistas acreditam sobre a constituição humana e que nós já ouvimos milhares de vezes, o que eu quero é apenas uma explicação lógica e coerente de como o “Deus de vivos” é uma prova DA RESSURREIÇÃO especificamente, que foi o que perguntaram a Jesus e o que o próprio Jesus respondeu. Segundo a sua visão Jesus estava provando apenas a imortalidade da alma, mas isso não implica necessariamente em ressurreição corporal, a prova disso é que os platônicos e muitos outros grupos da época criam em alma imortal sem crer em ressurreição, eu quero saber como esse texto prova a ressurreição como Jesus diz!!!

      E você ainda continua...

      “Eu concordo sim quando vc diz: "e portanto aqueles que estão mortos para nós (na nossa perspectiva) já estão vivos PARA DEUS (porque já ressuscitaram na perspectiva dEle)." Sim eles estão vivos e conscientes (sua parte imaterial que dá vida) para Deus em qualquer estado, logo estão vivos mesmos! independente do corpo físico estar ou não, ressurreto”

      Mano, peloamordedeus, vou repetir pela enésima vez aqui: eu NÃO ESTOU INTERESSADO em saber a sua opinião sobre o texto porque eu JÁ SEI, tudo o que eu quero saber é como vocês conseguem encaixar a ressurreição na explicação de Jesus! A parte do “para Deus” é apenas uma interpretação lógica que acompanha todo o raciocínio diante de todo o contexto, vou repetir a parte que eu escrevi sobre isso:

      «“Para Deus todos vivem”, você já parou para pensar por que o escritor bíblico fez questão de dizer PARA DEUS, e não simplesmente disse que “todos vivem”? A razão é muito óbvia e simples: Deus é um ser ATEMPORAL, ele está ao mesmo tempo no nosso passado, presente e futuro, e portanto aqueles que estão mortos para nós (na nossa perspectiva) já estão vivos PARA DEUS (porque já ressuscitaram na perspectiva dEle). É essa a implicação da lógica de Cristo em torno de todo o contexto, por isso que se tirasse a ressurreição Deus seria “Deus de mortos”, pois eles não voltariam à existência para estarem com Deus. Tudo o que estava em jogo aqui era a ressurreição, não uma imortalidade da alma, que, aliás, é refutada quando se acompanha todo o raciocínio lógico. Por isso que é importante sempre estudar o contexto dos textos em vez de pegar textos isolados (ou partes de um texto, como você fez).»

      Excluir
    13. Veja que eu não estou dizendo que a minha interpretação de “para Deus” é a única interpretação possível considerando o texto por si só, mas sim que ela é a única interpretação ACEITÁVEL PELO CONTEXTO. Contexto, contexto, contexto, é apenas isso que você precisava ter explicado e refutado e você FUGIU desse debate sobre o contexto o tempo todo, ficou apenas enrolando e repetindo o que os imortalistas acham sobre ressurreição e alma (ou seja, “encheu linguiça” para fingir que refutou algo!).

      E deixa eu explicar mais uma coisa: quando um argumentador está usando um texto “A” para provar O SEU ponto em particular e um outro debatedor mostra que uma interpretação “B” também é possível, não cabe ao primeiro debatedor apenas demonstrar que a sua interpretação “A” também é possível, mas sim que a interpretação “B” é objetivamente ERRADA, ou senão o seu argumento é nulo e não prova nada. Por exemplo, se eu citasse como argumento 1ª Coríntios 15:32 e você me mostrasse uma outra forma de interpretar o texto sem provar nada de mortalismo, e eu não refutasse nada da sua interpretação mas apenas dissesse que a minha interpretação também é possível na minha visão, eu não estaria provando nada em favor do mortalismo, porque de fato o meu argumento é que teria caído, já que o ônus da prova é meu quando o argumento é meu.

      É que nem quando um time de futebol está atacando o adversário precisando fazer um gol para vencer uma partida; se é ele quem está atacando não basta “não tomar o gol” enquanto está com a bola no campo de ataque, precisa fazer o gol no adversário (e o adversário por sua vez, quando estiver com a posse de bola). Isso é a mesma coisa dos debates, eu não usei esse texto para provar o mortalismo, você que o usou para provar o imortalismo e eu mostrei que diante de todo o contexto a única interpretação aceitável é a da ótica mortalista, então você ao invés de usar este mesmo contexto para provar que minha interpretação é objetivamente inaceitável (já que o argumento é seu), você ignora o contexto por completo e apenas mostra como os imortalistas interpretam isso (o que não é novidade nenhuma a ninguém e não acrescenta nada ao debate).

      Você também não explicou por que o escritor bíblico faria questão de acentuar que «para Deus» todos vivem (quando sabemos que Deus é atemporal e por isso se alguém ressuscita para estar com ele no nosso futuro já está com ele na perspectiva dele), quando poderia ter dito apenas que “todos vivem” (o que implicaria na nossa perspectiva e seria a forma mais simples de se construir o texto se a intenção dele fosse a ótica imortalista). Vou passar apenas um texto para comparação aqui, quando Jesus disse que “aquele que crê em mim, ainda que morra, VIVERÁ” (Jo 11:25). Note que Jesus não disse que “ainda que morra, VIVE”, como se as almas estivessem vivas mesmo enquanto o corpo está morto (que é exatamente como você interpreta o texto de Lucas 20:38), mas sim que “ainda que morra, VIVERÁ” (o que prova que eles não estão vivos já neste presente momento, usando-se o método imortalista de interpretação de Lucas 20:38, que vocês deveriam manter se fossem minimamente coerentes).

      Qual a diferença de Lucas 20:38 para João 11:25? É muito simples: Lucas 20:38 diz PARA DEUS, o que diante de todo o contexto já vimos que implica na perspectiva divina da coisa, enquanto João 11:25 não diz isso, pois fala da PERSPECTIVA HUMANA da coisa. Para nós homens, os mortos não estão vivos em algum lugar, estão apenas mortos mesmo esperando a ressurreição, porque vivemos dentro do tempo e estamos limitados a ele. O que “será” para nós é algo que não ocorreu ou ocorre ainda. Já para Deus a coisa é totalmente diferente, pois por ser atemporal ele não está sujeito à nossa limitação temporal. Quem ressuscitará para estar com ele no futuro da nossa perspectiva já ressuscitou e está com ele na perspectiva dele. É por isso que quando perguntaram a Deus quem ele era ele respondeu “EU SOU O QUE SOU”, e não eu “era” ou “serei”, porque Deus vive no “eterno agora”, para usar uma terminologia de filósofos cristãos modernos.

      Excluir
    14. Inesperadamente, a sua “refutação” nessa parte termina aqui, em seguida já pula para outras distorções e repetições em outros textos, onde volta a praticar as mesmas práticas de trollagem e falácias, sem jamais acompanhar um raciocínio lógico de qualquer argumento meu, e apenas repetindo coisas já refutadas aqui mesmo. Só para refutar sua “refutação” sobre Lucas 20:38 eu já levei 6 páginas, imagine se eu quisesse refutar tudo novamente, fala sério, ninguém merece isso. Eu até faria isso se houvessem argumentos novos como os muitos comentários que o Apologeta (um cristão imortalista) postou na caixa de comentários do artigo abaixo (e eu respondi a todos, um por um, porque lidava com argumentos novos), mas neste contexto é simplesmente se cansar à toa.

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/03/o-dragao-na-garagem-da-teologia-crista.html (Veja na caixa de comentários deste artigo)

      Me desculpe se pareço grosseiro, arrogante ou sem educação, eu sei que pareço, mas entenda apenas como um cara cansado de ouvir os mesmos argumentos de sempre o tempo todo, sem jamais receber de volta contestações que trabalhem com os argumentos em si ou lidem com os problemas lógicos da argumentação. Infelizmente depois de oito anos debatendo com imortalistas eu já me dei por convencido de que neste meio não existe “contra-argumentação”, mas apenas “repetição da argumentação”. Fique à vontade para postar novos comentários sempre que quiser, mas esta discussão eu não tenho interesse em prolongar.

      Excluir
  4. Oi Lucas. Vejo que você lê bastante e escreve muito bem, traços de um bom apologista. Mas a Literatura, você gosta? Lê os prêmios nobel da Literatura?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, agradeço pelas suas palavras. Sobre a literatura, eu não leio os "prêmios nobel" não, na verdade ainda sou jovem (tenho 25 anos) e não tenho tempo para ler materiais que não sejam úteis para o trabalho apologético que desempenho na internet, por isso o meu tempo de leitura eu uso para ler coisas que agreguem à minha área de conhecimento e atuação (no caso, livros de teologia ou de história, principalmente a história eclesiástica). Abs!

      Excluir
    2. Louvado seja Deus! 25 anos com essa lucidez e conhecimento! Tenho quase o dobro da sua idade e aprendi muito com seus artigos. Deus guie seus passos e te proteja das ciladas do inimigo.

      Excluir
    3. Obrigado, Deus lhe abençoe igualmente! :)

      Excluir
  5. Se inveja matasse acho q macabeus estaria morto a muito tempo. Grande artigo Lucas parabéns vc merece crescer ainda mais

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. David Lima disseste tudo falando pouco esse é o problema daquele demônio

      Excluir
  6. Lucas em Lc 1:28 diz Ave Maria ou Alegra-te Maria? Vi um católico dizendo que a palavra AVE foi usada para maria e que essa saudação de AVE foi usada na Bíblia apenas para rei e foi a única vez que foi usado para mulher foi em Maria e isso faz dela rainha. o que vc acha do uso dessa palavra?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esse argumento católico é dos mais imbecis possíveis, primeiro porque "Ave" sequer é um termo grego para estar no original do NT, mas sim um termo latino que Jerônimo (que escreveu a Vulgata Latina) inseriu em sua versão da Bíblia. As versões católicas permanecem mantendo o termo "Ave" porque elas são (em suma maioria) traduções do latim de Jerônimo (ou seja, tradução de tradução), que é a versão oficial da Igreja Romana, e não traduções do original grego, que traz "chairo" (χαιρε), cuja tradução literal seria "alegra-te" mesmo (essa mesma palavra ocorre nada a menos que 74 vezes no NT, fulminando o argumento católico sofista):

      http://biblehub.com/greek/strongs_5463.htm

      Excluir
    2. Toda dogmática católica referente à Maria é oriunda da tradição. Querer buscar/sustentar dogmas marianos na Bíblia é o mesmo que querer tapar o Sol com a peneira.

      Excluir
  7. Olá Lucas ! Meu nome é Otávio tenho 15 anos e desde de 2015 eu acompanho os seus sites . Através deles eu consigui me aprofundar na doutrina do holisml e do aniquilacionismo estou passando um pedido de grande confusão teologica . Assim como você eu nasci e fui educado no imortalismo mas atualmente estou num período de transição teologia para o mortalismo fala pouco ainda para que eu tenho plena convicção. Porem tenho algumas dúvidas:
    1) Muitas vezes você nos seus artigos coloca o céu como a grande esperenca dos imortalistas porém imortalistas sérios como D.A carson , Jonh Piper, Douglas MOO e outros imortalistas não vem o céu ( estado intermediário) como a grande redenção mas apenas como um Descanso pois a grande esperenca e a ressurreição dos mortos !
    2) De fato as pessoas que estão no estado intermediário não está completas e plenas eles não estão plenamente realizadas pois o homem pleno e a alma e o espírito que são fortemente ligados dai a importância da ressurreição para os imortalistas pois através da ressurreição há a União da alma com o corpo e nos tornamos plenos !
    Essas são as únicas objeções que tenho a fazer ao monismo pois minhas concepções estão cada vez se encaminhado para uma união incondicional entre o corpo e alma. Sou um grande admirador da sua coragem e dos vossos sites ! Espero ansioso a reposta para de fato me unir ao time mortalista !



    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Corrigindo alguns erros ortográficos ( maldito corretor !) 1)Falta em vez de fala na linha 9 .2) Teológica em vez de teologia .

      Excluir
    2. Olá, tudo bem? Vamos lá:

      1) Será preciso definir esse “descanso” aí. Se por “descanso” eles se referem ao conceito bíblico de “dormir” (ou seja, como uma metáfora para o estado inconsciente do ser racional), eu estou de total acordo. Mas se “dormir” na concepção deles não passa de um eufemismo para “estar vivo, acordado, desperto e consciente no céu, realizando muitas atividades” (que é o que todos os imortalistas de fato creem), então não passa de uma jogada trapaceira para tentar jogar panos quentes e disfarçar o que eles realmente acreditam sobre o estado pós-morte. Hoje em dia, especialmente depois dos muitos argumentos mortalistas envolvendo a ressurreição, virou moda alguns teólogos imortalistas voltarem a falar dela e acentuarem o quanto ela é “importante” a despeito do fato de já estarmos no céu antes dela e de continuarmos ali mesmo sem ela. Mas isso não significa que essa suposta “importância” que alguns deles dão tenha um SENTIDO REAL, lógico ou coerente de ser. Isso tem a ver com o ponto 2, então vamos lá:

      2) Ok, então o que está sendo argumentado aqui é que a ressurreição imortalista continua sendo “importante” porque: (1) as almas no céu não estão “completas e plenas”; (2) o corpo e a alma estão “fortemente ligados”. Lidando com o argumento 1: primeiro é preciso definir o que é ser “pleno”. Na vida real, quando alguém diz que se sente “completo e pleno”, o que ele está dizendo na prática é que está completamente feliz ou que se sente totalmente realizado. Note que este sentimento, de alguma forma, já é possível de se sentir estando aqui na terra mesmo. Agora compare isso com a dimensão celestial pós-morte: a alma se liberta do corpo, voa para o Paraíso, está na presença de Cristo e com Deus, está na comunhão com todos os santos, está completamente livre de qualquer ataque, perseguição, zombaria, deboche, preocupações temporais, dores físicas, doenças, necessidades físicas e qualquer coisa que possa causar aflição ou dor a alguém, e sequer precisa trabalhar ou se preocupar com questões de natureza emocional.

      Seria absolutamente impensável, grosseiro e até leviano dizer que um ser assim não estaria infinitamente mais pleno e completo do que é possível a qualquer indivíduo aqui nesta terra, independentemente de qualquer discurso que um imortalista faça da boca pra fora. Basta ver Paulo quando diz que preferia “partir e estar com Cristo” em vez de continuar aqui na terra, que os imortalistas todos argumentam como sendo uma referência ao estado intermediário, que para Paulo seria “incomparavelmente melhor”, o que mata a discussão.

      Excluir
    3. Em relação ao segundo ponto, é JUSTAMENTE porque ambos estão “fortemente ligados” que não podem ser simplesmente desligados completamente na morte e mesmo assim sobreviver perfeitamente bem à parte do corpo. Da mesma forma que o corpo não conseguiria viver sem o espírito, não existe espírito ou alma que consiga viver fora do corpo. Alguns imortalistas (como os que você citou) percebem este problema, mas ao invés de concluir da forma mais óbvia e simples de que então não existe essa separação entre corpo e alma, eles concluem que ela existe mas que “o propósito não é este”, fazendo da ressurreição apenas um “remendo” para este problema, como se Deus forçasse uma separação desagradável para depois “corrigir o erro”. Este pensamento é um completo disparate no meu modo de ver. Na verdade, ele resulta da má interpretação de certos textos (como a parábola do rico e Lázaro, as almas debaixo do altar e o ladrão da cruz), que os obriga a aceitar que existe uma vida póstuma antes da ressurreição, mesmo conscientes do quão antilógico e até mesmo antibíblico seja essa “separação entre o corpo e a alma” na morte.

      Este problema não existe no mortalismo, que não contempla qualquer separação entre corpo e alma, e que vê a ressurreição não como um religar da alma pura com sua “carcaça” terrena, mas como o meio através do qual Deus tira um homem do estado de morte e o trás de volta à existência que lhe foi perdida através da morte. Isso não apenas valoriza e transfere importância à doutrina da ressurreição, como encara de maneira mais realista a própria dimensão da morte em si, que não é apenas uma “separação” que nos leva ao céu, mas uma morte real no sentido inverso da vida, razão pela qual ela é autenticamente encarada na Bíblia como um INIMIGO A SER DERROTADO e como o último aguilhão do diabo (1Co 15:26; 15:54-56), e não como uma “amiga” que nos leva ao céu.

      Abs!

      Excluir
  8. Lucas, porque os católicos e ateus tendem a votar mais na esquerda? A maioria esmagadora dos petistas e esquerdistas em geral, que conheço são católicos ou ateus, Logicamente há evangélicos/protestantes de esquerda, mas eu sou evangélico e todos os meus amigos evangélicos são de direita ou pelo menos tem uma forte tendência à direita, até hoje eu nunca conheci um evangélico petista ou de esquerda. Porque isso acontece? Porque o Protestantismo tem uma grande afinidade com a direita e vice-versa?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Na verdade isso é bastante simples: porque a direita contempla os valores cristãos nas questões morais e éticas, e também os princípios protestantes no que diz respeito à economia (o livre-mercado nada mais é que o conceito de liberdade ampliado para o campo econômico, e liberdade sempre foi o lema da Reforma, em todos os aspectos). A esquerda é o inverso de tudo isso: é a defesa dos princípios mundanos e de um Estado grande e inchado que regula tudo, sendo bem a cara do catolicismo romano que em seus tempos áureos sempre teve um grande ditador ditando as regras do jogo em seu trono em Roma, e regulando tudo à sua maneira. Não à toa a ICAR, como um sistema tipicamente totalitário, apoiou outros regimes totalitários à sua semelhança como o fascismo de Mussolini, e hoje continua em grande parte apoiando a esquerda com seus milhares de padres vermelhos.

      Excluir
    2. As vezes eu fico me perguntando quem é o mais pior: o católico tridentino ou o da teologia da libertação. Olha sendo bem sincero esses dois são tudo farinha no mesmo saco só que dos lados diferentes do espectro político. Aliás vejo muitos tridentinos acusando Mussolini de ateu, ele era ateu? Se ele era ateu então porque ele teve forte apoio da Igreja católica? Numa época em que era completamente inaceitável ser ateu?

      Excluir
    3. Mussolini era ateu durante parte da sua vida, que se tornou católico depois (embora de forma oportunista, já que sabia que na Itália fanaticamente e esmagadoramente católica ele jamais teria assumido o poder sem ser um católico e sem o apoio dos católicos). Seus filhos foram batizados na Igreja Católica e ele próprio se casou com sua segunda esposa na Igreja Católica. Ele inclusive adotou medidas católicas radicais, como proibir os xingamentos como um crime civil, fechar lojas de vinho e bares, etc. Mas o que mais importa não é a crença pessoal de Mussolini, e sim o apoio explícito e descarado que a Igreja deu a ele em todo o tempo. Foi ela que o sustentou no poder sob pretextos escusos, e sem ela ele jamais teria sequer chegado lá para fazer tudo o que fez.

      Excluir
  9. Anônimo do Avalie4 de maio de 2018 23:00

    Por que mortalistas e imortalistas se odeiam tanto?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Desculpem a intromissão, o que eu vejo algumas vezes é as pessoas darem atributos de divindade as suas crenças, não admitindo sequer algum questionamento sobre pena de ser excluído da "ortodoxia". Concluem que a fé resume-se à crenças cristalizadas que devem receber contínua devoção. Como Lucas costuma dizer, pessoas que fecharam a mente pra verdade e ainda se vêem como recantos da ortodoxia.
      Precisamos urgentemente entender que a Verdade (Cristo), como disse Paulo, excede todo conhecimento/entendimento humano por mais sábio que venhamos ser (Ecle 8,17). Precisamos de humildade para reconhecer que o POUCO que enxergamos ainda é imperfeito (1Co 13,12) e quem odeia o seu irmão pode até ser religioso mas não verdadeiramente cristão (1Jo 2,11).

      Excluir
    2. Ninguém aqui odeia ninguém, embora no calor de uma discussão possa haver exaltações naturais decorrentes de qualquer debate sobre qualquer assunto, até mesmo sobre futebol ou política.

      Excluir
  10. Graça e paz Lucas.
    O batismo deve ser em nome de Jesus? Ou como está no final de Mateus?(Trindade)
    Dizem que esse versículo de Mateus é uma adulteração. Você poderia fazer um artigo sobre essa questão?
    (Só questão de curiosidade, com quantos anos aprendeu inglês? E o grego?)
    Você é um exemplo pra mim.
    Já li quase tudo seu. E vejo seus vídeos.
    Há um ano atrás estava fraco na fé, por causa de algumas questões de ateus na sala. Até que falei com você no face e você me mandou vários livros.
    Obrigado! Você não sabe o quanto sou grato por sua existência!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, no meu modo de ver os dois tipos de batismo são válidos, o batismo em si é muito mais importante do que a "fórmula" que o envolve, não são "palavras mágicas" que conferem autoridade ao batismo, da mesma forma que não é o "amém" que torna uma oração legitima. Sobre a questão textual envolvendo o texto de Mateus, não há nenhuma prova, indício ou qualquer coisa que seja apontando uma adulteração no texto. Há mais de 5 mil manuscritos gregos antigos e outros manuscritos mais antigos ainda e em nenhum deles este texto não consta ou consta diferente. E na Didaquê, escrita provavelmente em 90 d.C, a "fórmula trinitariana" está ali, bem visível, da mesma forma que a fórmula "em nome de Jesus" também consta em muitos lugares da patrística, porque não havia um conflito de "fórmulas", as duas eram aceitáveis. Quando eu ouço esse tipo de discussão pra mim se parece com aqueles que ficam discutindo se no final de uma oração devem dizer "amém" ou então "em nome de Jesus amém", isso está longe de ser o mais relevante. No mais, fico muito feliz por poder ter lhe sido útil de alguma maneira, qualquer coisa é só entrar em contato. Abs!

      Excluir
  11. Ótimo post, ainda não tinha conhecido essa visão aniquilacionista, e parece ter bem mais base bíblica do que a imortalidade da alma, realmente. Agora mudando de assunto, você conhece o Professor Carlos Rosa? Ele é um sujeito que vive fazendo vídeos onde chega a insultar fortemente os cristãos e a Deus, e até hoje ainda não vi nenhum cristão nos comentários dos seus vídeo preocupado em nos defender (isso se ele não tiver apagado esses comentários) Se tiver tempo, confira o último vídeo que ele postou sobre a Bíblia onde fala coisas ridículas, como por exemplo, que ela foi escrita por ETs, e que Deus é somente o Deus de Israel e mais ninguém, e o pior é que nos comentários só tem gente elogiando e concordando com tudo que esse cara diz, me surpreende ainda não ter visto nenhum cristão rebatendo o que ele diz, pelo menos eu não achei nenhum, aqui está o link: https://youtu.be/54tpvz3Y9wU

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lucas, desculpe a intromissão novamente. O "professor" aí em questão é mais um exemplar do anticristo que tem aos milhões por aí pra toda cor e gosto. Entretanto, o manual do bom cristão (Bíblia) recomenda não dar aos cães o que é santo, ou seja, perder tempo com "mestres" cujo deus é o ventre e fim a perdição. Obrigado Lucas.

      Excluir
    2. Olá, tudo bem? O vídeo é muito longo para ser assistido na íntegra, mas não foi preciso assistir muito para perceber como esse senhor não passa de um palpiteiro que não entende NADA do que está falando e que não tem conhecimento nenhum, chegou inclusive a recomendar com entusiasmo o documentário "Zeitgeist" como se fosse uma prova bombástica e destrutiva contra o Cristianismo, quando na verdade não passa de um documentário sensacionalista e conspiracionista ao maior estilo "Código da Vinci", desprovido totalmente de qualquer credibilidade entre os estudiosos e historiadores sérios. Você pode encontrar refutações completas a esse falso documentário aqui:

      http://apologiacrista.com/jesus-realmente-existiu-p5

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2014/12/jesus-e-um-plagio-de-mitos-pagaos.html

      A razão pela qual nenhum crente comenta nada lá pra mim me aprece bem simples de ser respondida: ninguém leva esse cara a sério, então nem perdem tempo assistindo. Só quem o assiste são leigos no assunto sem qualquer conhecimento dos temas, ou seja, gente tão ignorante e néscia quanto o próprio autor dos vídeos.

      Excluir
  12. Você tem algum artigo sobre estigmas?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Artigo mesmo eu não tenho, mas no caso do padre Pio já provaram se tratar de um farsante:

      https://uploaddeimagens.com.br/images/001/296/576/full/Padre_Pio.png?1519064153

      Excluir
    2. Obrigado!Vou ler!!!

      Excluir
    3. Aqui você pode conferir um material mais completo:

      https://www.csicop.org/si/show/padre_pio_wonderworker_or_charlatan

      https://www.independent.co.uk/news/world/europe/padre-pio-faked-his-stigmata-with-acid-397811.html

      Excluir
  13. Analise:

    Link do artigo: http://www.cacp.org.br/refutando-o-aniquilacionismo-e-o-sono-da-alma/

    Link do vídeo:https://youtu.be/EDsrWqhK85U

    Link do vídeo 2:https://youtu.be/2d1UhoF7-oU

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O artigo foi refutado no meu debate com o autor aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/05/desmascarando-itard-e-sua-ridicula.html

      Os vídeos eu não vi e nem vou ver porque não assisto material de gente baixa, imoral, suja e rasteira, sem um mínimo de dignidade ou respeito próprio. Se há algum argumento em particular que lhe tenha despertado algum interesse, sinta-se à vontade para transcrevê-lo aqui que eu respondo sem problemas.

      Excluir
  14. Lucas, uma perguntinha rápida. É verdade que mts católicos ficam falando que vc "foge" de debates com eles? Vi o tal do "Conde" falando sobre isso em um vídeo, e acho que tbm o Sr Macabesta.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O segundo foi refutado sistematicamente em TODOS os assuntos que ele já tentou me refutar até hoje, e o primeiro eu não assisto vídeo nenhum então nem sei o que anda ou não anda dizendo, mas de todo modo frequentemente quem assiste manda pra mim os "argumentos" utilizados pelo sujeito e são dos piores tipos possíveis, também refutados exaustivamente neste blog (na verdade, são os mesmos clichês de sempre). Lhe recomendo este blog que reúne muitas refutações em um lugar só:

      https://fimdafraude.wordpress.com/

      Excluir
  15. Olá Lucas;sou um jovem cristao com muitas dificuldades ate é encontrar suas postagens, gostaria que me fizesse um favor. tenho medo de prrder a minha fé Eu posso todo publicação posta um link do vídeo do Fabio sabino pra tu comentar?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, pode sim, mas eu lhe recomendaria antes que leia livros para ter uma base sobre os temas e assim até você mesmo poderia refutá-lo. Entre em contato comigo em inbox via facebook ou me envie um e-mail (lucas_banzoli@yahoo.com.br) que eu posso lhe passar vários livros úteis em anexo. Abs!

      Excluir
  16. Olá, Lucas. Você mesmo concorda que Mateus 10 diz que os homens não podem matar a alma. Portanto, grande parte dos textos citados do A.T. não servem como base para a mortalidade da alma. Se os homens não podem matar a alma (Mateus 10) e Levítico 24:17, por exemplo, fala de uma "alma golpeada", obviamente a palavra traduzida por "alma" (nephesh, se eu entendi bem), tem mais do que apenas o significado literal. E aí está toda a dificuldade nesta questão. Nenhum dos lados possui argumentos absolutos (ao menos quanto à gramática) já que havia tanta dificuldade nas línguas originais de se expressar um conceito que talvez nem mesmo existisse por não ter, ainda, sido revelado por Deus.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O texto de Mateus 10:28 já foi explicado no próprio artigo e também no artigo da tabela do final. Você inverte a lógica de uma forma subversiva, como se as CENTENAS de textos bíblicos que falam da morte da alma tivessem que ser interpretados à luz de UM único texto que supostamente diz que alma não morre (mesmo dizendo que é destruída logo em seguida), quando qualquer pessoa que tenha estudado um mínimo de hermenêutica sabe que nas regras de exegese é justamente o contrário que se faz (ou seja, se interpreta os textos difíceis e isolados à luz do que a Bíblia como um todo ensina sobre a questão). Ademais, se alguém quer saber no que nephesh consiste ou o que significa, a única forma consistente de se chegar a essa resposta é indo à própria narração da criação da natureza humana, em Gênesis 2:7, que é claramente holista como expliquei no artigo. Dizer que temos que ir a Mateus 10:28 para saber o que é alma é ridículo, como se o povo de Deus fosse deixado por milênios na ignorância do que seria alma (e ainda sendo ensinados da maneira errada), até surgir um texto neotestamentário interpretado equivocadamente e fora de contexto para explicar um "sentido imortalista" para a mesma. É uma hermenêutica estranha e que não convence. Por fim, dizer que isso "não tinha sido ainda revelado por Deus" implicaria que milhões de pessoas foram condenadas a um tormento eterno no inferno sem saber disso. Seria uma bela de uma "pegadinha": Deus as fez pensarem que a alma morreria, para depois serem pegos de surpresa na hora H e queimarem eternamente. Não puderam nem saber as consequências de seus atos para medir se compensava, pois até isso lhes teria sido omitido por Deus. Realmente é uma linha de interpretação que exige bastante esforço para não ser ridicularizada.

      Excluir
  17. Olá Lucas, a Paz de Cristo! Vi que na sua lista não tem a passagem da ressurreição de Lázaro onde Jesus comenta sobre o sono. Por que os discípulos não entenderam que aquela expressão "adormeceu" era sobre a morte e não sono comum, já que em outras passagens bíblicas sobretudo do AT a expressão era comumente utilizada para se referir a morte? poderia comentar por favor? Esta passagem também é utilizada pelos defensores da imortalidade da alma.

    João 11
    11 Depois de dizer isso, prosseguiu dizendo-lhes: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou até lá para acordá-lo”.
    12 Seus discípulos responderam: “Senhor, se ele dorme, vai melhorar”.
    13 Jesus tinha falado de sua morte, mas os seus discípulos pensaram que ele estava falando simplesmente do sono.
    14 Então lhes disse claramente: Lázaro morreu,
    15 e para o bem de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês creiam. Mas, vamos até ele.
    16 Então Tomé, chamado Dídimo, disse aos outros discípulos: “Vamos também para morrermos com ele”.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, a paz! Na verdade o que aconteceu aí é muito simples, os discípulos interpretaram literalmente aquilo que Jesus estava falando figurativamente. Na Bíblia a expressão "sono" (ou "dormir") pode significar duas coisas, o sono literal que temos à noite ou o "sono da morte", e como os discípulos ainda não sabiam que Lázaro tinha morrido, eles pensaram que Jesus estava falando desse tipo natural de sono. Por isso foi preciso Jesus especificar pra eles que Lázaro morreu.

      Excluir

Fique à vontade para deixar seu comentário, sua participação é importante e será publicada e respondida após passar pela moderação. Todas as perguntas e comentários educados são bem-vindos, mesmo que não tenham a ver com o tema do artigo. Críticas serão publicadas desde que não faltem com o respeito e não sejam feitas em anonimato.

Caso o seu comentário não tenha sido publicado dentro de 24h, reenvie-o.