22 de março de 2018

171 O dragão na garagem da teologia cristã



Semanas atrás recebi o seguinte comentário que me levou a um momento de reflexão:

“Só um boboca vai achar que tá ‘destruindo’ a doutrina da imortalidade da alma com textos que fala de alma sendo traspassada, morrendo, etc. Seria uma refutação se crêssemos que alma significa APENAS o corpo físico. Coloque o cérebro pra funcionar, Banzoleigo”

Ignore a parte das ofensas e a imensurável capacidade criativa das pessoas com relação ao meu sobrenome, porque eu também não havia sido muito delicado com o sujeito e já fizemos as pazes. Foquemos no argumento que me exigiu escrever a respeito. Vou repetir a parte importante para ficar bem claro: só um “boboca” vai achar que a imortalidade da alma é refutada com textos que dizem que a alma... morre. Aparentemente, a alma é tão imortal que continua sendo imortal ainda que se prove que ela morre. Em se tratando de ciência, temos um nome para isso: falseabilidade. A teoria da falseabilidade, considerada fundamental no meio científico por seus pressupostos lógicos que mostrarei aqui – e que também deveriam se aplicar à teologia – consiste basicamente na “propriedade de uma asserção, ideia, hipótese ou teoria poder ser mostrada falsa”. Ao que não pode ser demonstrado falso, damos o nome de não-falseável (ou seja, alguma coisa que não tem como se refutar).

Você pode estar propenso a pensar que algo “não-falseável” ou “irrefutável” é uma coisa boa. Na verdade, não é. Uma coisa é você oferecer condições para uma tese ser refutada, mas essas tentativas fracassarem e assim ficar provado que a teoria era verdadeira. Ela poderia ser considerada “irrefutável” apenas no sentido de  ninguém ter conseguido refutá-la com êxito. Outra coisa bem diferente é você não abrir nenhuma possibilidade de refutação a um oponente, tornando sua teoria “irrefutável” no sentido de não poder ser refutada. Algo “irrefutável” por não poder ser refutado de nenhuma maneira é simplesmente algo que não pode ser levado a sério. É “pseudocientífico”, e, porque não, “pseudoteológico” quando o que está em jogo são doutrinas.

O conhecido cientista e cético Carl Sagan expôs a falácia dos “argumentos não-falseáveis” através de uma analogia bem simples. Diz ele:

– Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem.

Suponhamos (estou seguindo uma abordagem de terapia de grupo proposta pelo psicólogo Richard Franklin) que eu lhe faça seriamente essa afirmação. Com certeza você iria querer verificá-la, ver por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!

– Mostre-me – você diz. Eu o levo até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.

– Onde está o dragão? – você pergunta.

– Oh, está ali – respondo, acenando vagamente. – Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.

Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão.

– Boa ideia – digo eu –, mas esse dragão flutua no ar.

Então você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.

– Boa ideia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.

Você quer borrifar o dragão com tinta para tomá-lo visível.

– Boa ideia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir.

E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe com uma explicação especial de por que não vai funcionar.

Ora, qual é a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente? Se não há como refutar a minha afirmação, se nenhum experimento concebível vale contra ela, o que significa dizer que o meu dragão existe? A sua incapacidade de invalidar a minha hipótese não é absolutamente a mesma coisa que provar a veracidade dela. Alegações que não podem ser testadas, afirmações imunes a refutações não possuem caráter verídico, seja qual for o valor que possam ter por nos inspirar ou estimular nosso sentimento de admiração. (Fonte - p. 149)

Os ateus costumam usar o “dragão na garagem” de Sagan para aplicar à existência de Deus – um equívoco, uma vez que Deus seria facilmente falseável se provassem, por exemplo, que o Universo é eterno e não teve um início (e que, portanto, não teve um Criador), como a maioria dos físicos pensava até o início do século XX, antes da teoria ser definitivamente sepultada pela ciência moderna. A despeito disso, a analogia de Sagan é precisa para diversos casos tanto na área científica, como em qualquer outro campo. Como teólogo, me limitarei a abordar esta área, usando como exemplo o comentário do amigo leitor sobre imortalidade da alma. De fato, poucos se apegam tanto à não-falseabilidade de algo quanto os imortalistas, então nos servem de bom exemplo.

• Dizem que a alma não morre. Então mostramos centenas de passagens bíblicas que mostram explicitamente a alma morrendo, mas esses textos “não valem”, porque supostamente não estão falando da alma “de verdade”, mas de uma outra coisa com o mesmo nome (mas se aqueles mesmos textos dissessem o contrário, aí seria da alma mesmo).

• Dizem que os mortos estão conscientes neste momento. Mas quando usamos inúmeros textos bíblicos que deixam perfeitamente claro que não há consciência após a morte (por exemplo: “Quem morreu não se lembra de Deus. Entre os mortos, quem o louvará?” – Sl 6:5), dizem que esses textos estão falando apenas da condição do corpo e não da alma, ainda que os textos sequer mencionem o corpo ou façam alguma divisão, e se tornem completamente vazios e sem sentido nesta hipótese (uma vez que o salmista poderia continuar louvando a Deus depois da morte, mas tal impossibilidade é o que o leva a escrever a respeito).

• Quando confrontados com textos que explicitamente dizem que a alma está em um “lugar de silêncio” (Sl 94:17) após a morte, e não entre louvores do Paraíso ou gritos do inferno, interpretam “alma” como significando “somente o corpo, mas não a alma”. Quer dizer, primeiro eles exigem que os textos mencionem a alma senão deduzem que estão falando apenas do corpo, e mesmo depois que trazemos esses textos eles continuam interpretando como sendo apenas o corpo de novo (se isso não é o suprassumo da desonestidade, eu francamente não sei o que é).

• Se algum texto diz que o destino do homem é a sepultura, a cova, o pó e etc, interpretam novamente como sendo uma referência somente ao corpo. Mas se mostramos os vários textos que revelam explicitamente a alma descendo à cova na morte (ex: Jó 33:22; 33:28; Is 38:17), aí a “alma” já é interpretada como sendo o “corpo” de novo (por que raios o escritor bíblico não mencionou o corpo nestes textos, mas fez questão de dizer nephesh sendo que nephesh não morre, permanece um sombrio mistério).

• Dizem que o Sheol ou Hades era o local de habitação das almas dos mortos em um “mundo espiritual subterrâneo” (o que por si só já é uma contradição de termos, mas vamos deixar passar essa). Mas quando trazemos dezenas de textos que mostram que na verdade o Sheol é um lugar onde vão os corpos mortos, ossos (Sl 141:7), defuntos ensanguentados (1Rs 2:9), igualado ao pó da terra (Jó 17:16) e onde “não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9:10), aí já mudam o conceito do Sheol conforme a conveniência, a seu bel prazer, para só valer o “sentido imortalista” nos textos que eles usam (ou para ser mais preciso, em um único texto, a parábola do rico e Lázaro).

• Dizem que quando Deus criou o homem, colocou uma alma imortal dentro dele, não obstante tenha omitido completamente esse importantíssimo fato na narração da criação do próprio homem, que apenas diz que “Deus formou o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se uma alma vivente” (Gn 2:7). Não bastasse não dizer nada sobre a suposta implantação de uma alma imaterial e imortal dentro do corpo, o texto ainda deixa claro que a alma é o que o homem se tornou (ou seja, o que ele é, e não algo que ele tenha dentro de si). A solução? É só esquecer esse texto e dizer que no primeiro texto em que a alma (nephesh) aparece na Bíblia está “em um sentido totalmente diferente que não tem nada a ver com a alma mesmo”, ainda que seja bem justamente na narração da criação do homem(!), e cruzar os dedos para haver alguém bem ingênuo que aceite a desculpa.

• Dizem que não há texto bíblico que fundamente o aniquilacionismo. Quando lhes jogamos na cara os mais de 150 textos que provam isso usando dezenas de substantivos diferentes, arrumam a desculpa tosca de que todos esses mais de 150 textos estão falando apenas de uma “morte espiritual”, ou de “destruição no sentido de ruína”, tornando impossível um aniquilacionista provar o aniquilacionismo pela Bíblia independentemente do texto que use ou do substantivo que conste no texto, pois será sempre interpretado de maneira alegórica ou ao maior estilo “só-vale-pro-corpo”.

A vida de um apologista imortalista é realmente uma vida fácil em um mundo regado a fantasia, onde basta apenas mudar o significado de uma palavra em qualquer texto que não goste que se resolve todo o problema em um verdadeiro passe de mágica, usando a mesma técnica que Paulo Leitão aprendeu para “provar” o purgatório na Bíblia, a “intercessão dos santos” e outras bizarrices. Viu algum texto que diga que a alma morre? É simples: basta dizer que “alma” ali não é “alma” mesmo. Viu algum texto que diga que os mortos estão inconscientes? Mais simples ainda: “só está falando do corpo”. Esses textos mencionam a alma explicitamente? “Mas a alma ali quer dizer corpo também”. Há mais de 25 substantivos só no hebraico utilizados para se referir ao aniquilacionismo final dos ímpios? É só dar um jeitinho de fazer esses textos não dizerem nada do que dizem. A imortalidade da alma é realmente uma doutrina irrefutável: não se pode refutar!

Qualquer texto que fale algo da alma em um contexto inconveniente ao imortalista já é desqualificado de antemão e alterado o sentido, e o mesmo se aplica a qualquer texto que faça o mesmo com o estado dos mortos, com o lugar onde os mortos estão e com seu destino final. Trata-se de uma doutrina pobre que para sobreviver precisa ser não-falseável, eliminando qualquer chance ou possibilidade de refutá-la. Em contrapartida, o mortalismo é tão facilmente falseável que bastaria um único texto dizendo que “a alma é imortal” ou que mostrasse um “morto-vivo” em algum lugar que pronto – estaria completamente refutada. Seria mais fácil que tirar doce da boca de uma criança, e nem sequer haveria necessidade de se discutir o assunto nos dias de hoje.

Contudo, por mais que o termo “alma” apareça mais de 1.600 vezes na Bíblia, ele nunca é acompanhado pelos termos “eterno” (aionios) ou “imortal” (athanatos). E por mais que a Bíblia seja um livro gigante, composto por 66 livros, mais de mil capítulos e mais de 30 mil versículos, há somente duas passagens onde algo assim ocorre. Uma é em uma parábola (Lc 16:19-31), que por definição se trata de alegoria, e a outra é uma incontestável simbologia apocalíptica (Ap 6:9-11), que aparece no mesmo contexto de trovões falantes e cavalos com cabeça de leão. E não há nada em mais lugar nenhum da Bíblia inteira – e lembre-se que estamos falando do dogma mais importante do catolicismo e de uma crença considerada basilar para muitos outros.

Por comparação, há muito mais textos que mostram árvores falantes do que textos onde mortos falam alguma coisa:


Para ter uma noção do quão bizarro é acreditar na imortalidade da alma mesmo com este silêncio sepulcral, basta estudar os livros antigos, que geram um excelente senso de contraste. Na época em que eu escrevi o livro “Os Pais da Igreja contra a Imortalidade da Alma”, eu fiz questão de passar muito tempo lendo obras apócrifas daqueles tempos, de antes ou de depois de Cristo (obras imortalistas, escritas por gnósticos, platônicos, judeus helenizados ou outros crentes na sobrevivência e imortalidade da alma), e o contraste é simplesmente estarrecedor. Não vou passar as citações aqui porque já estão todas no capítulo 1 do meu livro, livremente disponível para download na página dos livros.

Não apenas a imortalidade da alma é repetidamente mencionada em documentos de extensão infinitamente inferior à Bíblia, como ainda é mencionada da forma mais explícita possível, para não deixar qualquer margem de dúvida. O termo “alma imortal”, as descrições vívidas das almas no “além” em contextos incontestavelmente literais, das almas deixando e voltando ao corpo e até do corpo como “prisão” da alma são tão abundantes nesse tipo de literatura que deixa a imensidão do contraste com as páginas da Sagrada Escritura falar por si só. Seria o que deveríamos esperar se os escritores bíblicos fossem imortalistas tanto quanto, e uma simples menção dessas, umazinha apenas, já seria o suficiente para enterrar a falseável doutrina aniquilacionista – que permanece de pé devido apenas à fraqueza dos argumentos imortalistas.

Em síntese, temos de um lado uma doutrina facilmente falseável, mas não falseada (o mortalismo), e do outro lado uma doutrina impossível de ser falseada usando-se a metodologia pela qual os imortalistas se apropriam para interpretar os textos em pauta. A doutrina da imortalidade da alma é o verdadeiro “dragão na garagem” da teologia cristã, infelizmente ainda presente na maioria das igrejas.

Isso fica evidente quando analisamos mais de perto a lógica presente no texto do nosso amigo:

“Só um boboca vai achar que tá ‘destruindo’ a doutrina da imortalidade da alma com textos que fala de alma sendo traspassada, morrendo, etc. Seria uma refutação se crêssemos que alma significa APENAS o corpo físico. Coloque o cérebro pra funcionar, Banzoleigo”

Preste bem atenção ao que ele diz aí: “Seria uma refutação se crêssemos que a alma significa APENAS o corpo físico”. Mas espere um momento: se vocês cressem que a alma fosse apenas o corpo físico, vocês nem imortalistas seriam! Nem haveria debate! Essa afirmação entra pro rol dos maiores nonsense que já ouvi. Ora, é justamente por não crerem que a alma seja matéria que são imortalistas, e exatamente por essa razão deveria ser razoável refutá-los através de textos que provam o contrário. Mas se esses textos são trazidos à tona, eles não têm validade porque o imortalista os atribui um sentido diferente. Ou seja, o que o imortalista exige para deixar de ser imortalista é simplesmente um argumento impossível de ser dado – como se não bastasse dezenas de textos dizendo que a alma morre, também exigem algum texto que diga que “a alma morre no sentido imortalista de não poder morrer”, o que já seria uma contradição de termos por si só. É um extravagante petitio principii.

Nós aniquilacionistas já temos em mãos TUDO aquilo que deveria ser suficiente para se encerrar esse debate em definitivo se o imortalismo fosse falseável. Precisa de textos que mostrem a alma morrendo? Temos mais de sessenta. Precisa de textos falando do aniquilacionismo final? Temos mais de 150. Precisa de textos falando da inconsciência após a morte? Temos mais um monte. Precisa de textos que mencionem especificamente a alma neste sentido? Temos também. Precisa de textos que mostrem que sem a ressurreição do último dia não haveria nenhuma vida póstuma a ser desfrutada? Fique à vontade. O que falta, então? Falta o argumentador imortalista deixar de ser teimoso e admitir que a imortalidade da alma é na pior das hipóteses falsa, e, na melhor, não-falseável (o que a torna tão falsa quanto uma nota de 3 reais, ou tão razoável quanto o dragão na garagem).

Quando alguém questiona um mortalista sobre o que poderia fazê-lo abandonar a doutrina mortalista, a resposta é muito simples: basta trazer um texto que diga que a alma é imortal, ou que mostre “mortos-vivos” em algum contexto literal da Bíblia – o que seria um trabalho extraordinariamente fácil, se a imortalidade da alma fosse verdadeira. Em contraste, quando alguém pergunta o mesmo a um imortalista ele não pode responder igual, porque ele sabe que existem de fato inúmeros textos que expressam a morte da alma ou a inexistência de vida consciente até a ressurreição, e prefere fugir do problema impedindo a possibilidade de refutação. Consequentemente, se vê forçado a exigir uma evidência tão impossível de ser dada pelo mortalista quanto para a inexistência do dragão da garagem. Ou para ser mais preciso: nenhuma, pois não é falseável.

Os mortalistas já têm nesse debate TODOS os argumentos que em qualquer outro caso já seriam tidos como suficientes e satisfatórios para fundamentar uma doutrina, contra as “provas” parcas e pobres do imortalismo, já refutado há muito tempo. Mas aparentemente eles estão condicionados a acatar e defender um erro ao maior estilo “custe o que custar”, não importando quantos argumentos, textos bíblicos, exegese e fatos históricos apareçam em seu caminho. É por culpa dessas “soluções fáceis” e superficiais do imortalismo, cuja refutação aos argumentos contrários não poderia ser pior e no qual ele mesmo não se permite ser refutável, que milhares de pessoas no mundo todo estão cada vez mais abrindo os olhos e abandonando esse engano. Não há mais espaço para doutrinas cuja sobrevivência depende de mudanças na regra do jogo a todo o tempo conforme a conveniência, para fingir que “não foi refutado”. Mesmo assim, os imortalistas continuarão vendo a imortalidade da alma ali – escondidinha no mesmo lugar que o dragão da garagem.

Recomendado:


Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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171 comentários:

  1. “Só um boboca vai achar que tá ‘destruindo’ a doutrina da imortalidade da alma com textos que fala de alma sendo traspassada, morrendo, etc. Seria uma refutação se crêssemos que alma significa APENAS o corpo físico. Coloque o cérebro pra funcionar, Banzoleigo”

    Eu não lembro desse comentário. Foi em qual artigo?

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    1. Foi um comentário não liberado porque continua mais ofensas do que isso e se eu liberasse poderia ofendê-lo ainda mais, então achei melhor não liberar e tratar apenas do argumento em si, como faço neste artigo.

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    2. Anônimo do Avalie23 de março de 2018 12:42

      Avalie: https://youtu.be/ZBo-Vh5YARU

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    3. Os caras distorceram pateticamente o que o Bolsonaro disse.

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    4. Anônimo do Avalie24 de março de 2018 18:31

      Avalie se é engraçado (veja todo): https://youtu.be/rszTyxXrWGU

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  2. Ficar embriagado, mas sem fazer mal a ninguém, é pecado?

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    1. É pecado sim, veja Ec 10:17, Pv 31:4, Pv 23:31-32, Hc 2:15, Gl 5:21, 1Ts 5:7, Is 5:11, Jl 5:1, Lc 21:34, Rm 13:13 e 1Pe 4:3.

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    2. Beber álcool sem embriaguez pode na sua opinião? Você bebe Lucas?

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    3. Essa é uma outra questão, mas eu entendo ser no mínimo uma imprudência muito grande, algo que Paulo classificaria como "lícito, mas que não convém" (1Co 10:23). Há diversas passagens que deixam claro que devemos nos afastar do vinho alcoolico em si, presumivelmente porque Deus sabe que ao beber estaremos propensos à embriaguez. Você pode ver textos bíblicos sobre isso no meu comentário a João 2:9, aqui:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/2014/08/comentarios-de-joao-2.html

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  3. Eu, hoje, sou quase convicto aniquilacionista, digamos uns 90%. Mas das coisas que você disse, se realmente cremos que a Bíblia é inerrante, e que o que está escrito ali é verdade, a primária definição de alma deve ser a mais importante, e esta está descrita no início de genêsis. A partir dali, toda palavra alma, principalmente no pentateuco, deve ser a sua interpretação pelo significado dado no texto inicial. Não há como fugir disso.

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    1. Isso é uma das coisas que venho dizendo há séculos, e tem gente que não entende. Se você quer o significado primário e fundamental de uma palavra vá à sua origem, que no caso da alma é obviamente a criação da própria natureza humana onde a alma aparece explicitamente e com um significado bastante evidente e simples. Mas não, os imortalistas preferem fazer malabarismos pegando textos isolados desse ou daquele outro canto da Bíblia para impor um conceito novo de "alma" que era totalmente estranho aos judeus e que Moisés desconhecia completamente, além de estar completamente ausente na narração de sua criação (e fazem isso porque sabem que o significado primário de alma é tudo aquilo que eles rejeitam).

      Pegam por exemplo o texto de Mateus 10:28 (na verdade o distorcem) e a partir dele tentam impor o conceito bíblico de "alma", como se por milhares de anos até Jesus dizer aquilo não houvesse um referencial, um conceito prévio ou significado primário dado ao termo e que já fosse crido, precisando esperar até Jesus dizer isso e a partir de então definir ou mudar a compreensão de todos os textos anteriormente escritos, fazendo literalmente um revisionismo histórico, principalmente em todos os textos do AT. Com essa metodologia de interpretação você consegue dar a qualquer palavra literalmente o significado que você quiser, que tirar da sua cabeça, valendo apenas a imaginação, sem qualquer critério objetivo ou lógico.

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  4. Q artigo sensacional lucas!! Q DEUS possa abrir os olhos dessas pessoas assim como se abriram os meus. Graças a Deus e a vc lucas fique na paz.

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  5. Lucas esse texto imortalistas católicos usam contra imortalidade da alma e desesperados para provar intercessão dos mortos, o que você diz?


    22. Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos;
    23. à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados;
    (Hebreus, 12)

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    1. Usar esse texto aí é um tiro no pé, porque ele não diz que os primogênitos ESTÃO no céu, mas sim que tem SEUS NOMES inscritos no céu (ou seja, no livro da vida): "...à igreja dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus" (NVI). Se o autor de Hebreus acreditasse que as almas já estavam no céu naquele exato momento, teria apenas dito que os primogênitos estão "no céu", e não apenas que tem seus nomes "inscritos" no céu. Este caso é semelhante ao de Abel, sobre quem o autor de Hebreus diz que o SEU SANGUE clama (Hb 12:24), e não a sua alma, já que ele em pessoa não estava ali. É preciso atentar para esses detalhes que revelam muita coisa. Quando o autor de Hebreus de fato decidiu escrever sobre o estado daqueles que partiram, foi para deixar claro que eles NÃO foram aperfeiçoados ainda e que NÃO entraram na Jerusalém celestial ainda:

      “Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que ESTÃO BUSCANDO UMA PÁTRIA. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, ESPERAVAM ELES UMA PÁTRIA MELHOR, ISTO É, A PÁTRIA CELESTIAL. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, pois PREPAROU-LHES uma cidade” (Hebreus 11:13-16)

      “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé NÃO OBTIVERAM, CONTUDO, A CONCRETIZAÇÃO DA PROMESSA, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, PARA QUE ELES, SEM NÓS, NÃO FOSSEM APERFEIÇOADOS” (Hebreus 11:39-40)

      Como está claro a partir desses textos, a promessa dizia respeito à cidade celestial, na qual os heróis da fé ainda NÃO entraram (não receberam a concretização da promessa). Essa cidade está PREPARADA por Deus para eles, na qual eles entrarão junto conosco (ou seja, os vivos de quando Jesus voltar), justamente para que eles não fossem apefeiçoados sem nós ou antes de nós.

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  6. Gostaria que você me explicasse essa questão de conversão. É a pessoa que vai até Deus, ou o Espírito Santo a convence, e depois á atrai para Ele. Abraços!

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    1. Primeiro Deus prepara o coração da pessoa através da graça preveniente que derrama sobre ela. Então Ele coloca através do Espírito Santo a opção de aceitar crer ou resistir à graça, e todo o trabalho do indivíduo consiste em não resistir à ação do Espírito Santo. Portanto, embora a operação em si seja toda de Deus, cabe a nós não rejeitarmos a graça e nem resistirmos ao Espírito Santo, como muitos fazem. Eu desenvolvo este raciocínio melhor aqui:

      http://apologiacrista.com/monergismo-ou-sinergismo

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  7. Avalie:

    https://www.youtube.com/watch?v=kUTbbt3_mb4

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    1. Eu esperava ver um vídeo sobre erros comuns que são pregados em todas as igrejas (como o livro do Paulo de Aragão Lins), mas na verdade é só mais um vídeo atacando adventistas como o seu costume, ele deveria mudar o título para "o que pregadores ADVENTISTAS dizem...". De qualquer forma, eu concordo com a maior parte do que foi dito ali.

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  8. Lucas, as testemunhas de Jeová entendem que a alma é o sangue e, portanto, devemos evitar a transfusão sanguínea. Você é a favor/contra a transfusão de sangue?

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    1. Sou a favor da transfusão de sangue e acho um absurdo ser contra algo que pode salvar vidas. É justamente pelo fato do sangue ser a vida, ou a "vida da alma" como dizem alguns textos, que precisamos fazer transfusão de sangue para salvarmos outras vidas.

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    2. Mas sangue e alma são sinônimos?!

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    3. Há muitos textos bíblicos que falam que "a vida da alma está no sangue", ou seja, do sangue como a vitalidade da alma, sem o qual ela não pode continuar existindo. Mas isso se refere ao sangue como um todo, e não a uma pequena parte que pode ser compartilhada com um outro indivíduo para a sobrevivência dele, sem você mesmo vir a morrer por conta disso.

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  9. Lucas seu próximo artigo poderia ser a refutação desse artigo do veritatis

    https://www.google.com.br/amp/www.veritatis.com.br/10-objecoes-obvias-contra-a-sola-scriptura/amp/?espv=1

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    1. Na verdade tudo isso daí já foi refutado aproximadamente duas milhões e quinhentas mil vezes (nas minhas contas), mas posso fazer um artigo lidando mais especificamente com essas objeções sim.

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    2. Lucas, pelo que eu observei são as mesmas ladainhas de sempre: a)não existia Bíblia nos primeiros 400 anos de cristianismo (Que Escrituras foram essas que Jesus - no I século - mandou examinar?!)
      b) Tudo funcionava bem - na concepção católica - quando a oralidade era a base da fé.
      c) a igreja veio antes da Bíblia, portanto ... (satanás veio antes do homem, portanto...)
      ...
      Resumindo: a velha e manjada tentativa de pôr as tradições humanas e a Igreja (ICAR, no caso) acima da Palavra de Deus com o intuito de se favorecer ante aos demais.

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    3. se possível faça sim..seria legal ter um artigo respondendo todas essas questões de uma forma só num artigo só de uma só vez para ficar todo o conteudo num unico artigo e esse é um assunto que o povo gosta e causa perguntas interessantes. aguardo.obrigado

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    4. Eu estou fazendo um "manual de refutação a objeções sobre a Sola Scriptura" de forma bem direta e resumida, com as vinte objeções mais comuns, entre as quais essas estão inclusas. Mas não deve ficar pronto tão cedo, porque tenho outras prioridades para agora (principalmente o livro).

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  10. "Provas bíblicas da consciência do espírito ou alma

    Do Velho Testamento:

    Sl 16.11: “Tu me farás ver a vida; na tua presença há plenitude de alegria; na tua destra, delícias perpetuamente.” Não pode haver plenitude de alegria e delícias perpetuamente para uma alma dormente ou liquidada.

    Sl 73.24: “Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.” Deus recebe na glória quem “fica dormindo no túmulo?

    Sl 116.15 “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.” Seria preciosa ao Senhor um morto no sepulcro com sua alma dormindo nele, inexplicavelmente presa à matéria, somente saindo com ela na ressurreição?

    Ec 12.7: “E o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus que o deu.” Se volta a Deus, não fica dormindo ” no leito” do corpo dissolvido."

    Onezio Figueiredo

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    1. Sobre o Salmo 16:11 e 73:24 – Como o próprio texto diz, "tu me FARÁS", no futuro, depois da ressurreição. O texto não está falando de alma partindo do corpo para um outro mundo, porque o próprio salmista era claro ao dizer que só esperava ver a Deus quando DESPERTASSE (usando a mesma palavra hebraica para “ressuscitar”):

      “Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; QUANDO DESPERTAR ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança” (Salmos 17:15)

      Portanto, o “FARÁS” e o “DEPOIS” não se aplicam a um estado intermediário de mortos-vivos onde almas incorpóreas vão ao céu, mas sim ao estado de depois de “despertar” (ressuscitar), quando o salmista esperava ver a Deus.

      Sobre o Salmo 116:15 – Na verdade a tradução correta é exatamente a OPOSTA a essa que você passou:

      “O Senhor vê COM PESAR a morte de seus fiéis” (Salmos 116:15)

      Este texto foi aliás um dos utilizados pelo meu professor de mestrado, Antônio Renato Gusso, um dos maiores linguistas do hebraico e exegetas do Brasil (e imortalista, por sinal), que em sala de aula mostrou as várias traduções diferentes e provou por A + B que o sentido do texto hebraico é mesmo de pesar, tristeza, e não de alegria (em conformidade com diversos outros textos bíblicos veterotestamentários).

      Sobre Eclesiastes 12:7 – O texto fala do espírito (fôlego de vida, ruach), e não da alma. Qualquer mortalista sabe e defende que o espírito veio de Deus e volta para Deus na morte. Eu escrevo sobre isso umas dez mil vezes no livro. Não tem sentido usar um desses textos contra os mortalistas a não ser que se prove que o sentido bíblico de espírito humano é de uma “alma imortal”, um ser que sai do corpo com consciência e personalidade após a morte, o que é totalmente impossível de se provar pois vai contra todo o sentido bíblico do Gênesis ao Apocalipse.

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    2. Lucas, se entendi corretamente, a imortalidade da alma é o que herdarão somente os salvos em Cristo. Os ímpios serão punidos e aniquilados, extintos.

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    3. Sim, os justos herdarão a imortalidade na ressurreição, enquanto os ímpios pagarão por seus pecados no geena e então voltarão ao estado de inexistência como antes de virem ao mundo.

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  11. Você acredita na operação Lava à Jato do juiz Sérgio Moro ou acha que ela é uma estratégia de manipulação para prender alguns bandidos, e deixar outros soltos?

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    1. Sou totalmente a favor da operação Lava Jato. Não vejo sentido na afirmação de que ela é uma manipulação para "deixar bandido solto", já que ela foi a operação que mais prendeu bandidos políticos na história deste país.

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    2. É porque publicaram algumas fotos na internet do Sergio Moro de conversinha com alguns políticos indicados na Lava Jato, e existe essa possibilidade da Lava Jato ser uma operação para deter alguns bandidos, e deixar outros soltos...

      https://www.google.com.br/search?q=sergio+moro+e+a%C3%A9cio&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiO2_y-toXaAhWJC5AKHd3NAJUQ_AUICigB&biw=1242&bih=602#imgrc=ruxrdXxY9uBOIM:

      http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/05/sergio-moro-absolve-claudia-cruz-mulher-de-eduardo-cunha.html

      https://www.google.com.br/search?biw=1242&bih=602&tbm=isch&sa=1&ei=doO2WuTyBsO3wASAkL7QBw&q=sergio+moro+e+deputados+selfie&oq=sergio+moro+e+deputados+selfie&gs_l=psy-ab.3...2660.3336.0.3502.7.6.0.0.0.0.179.179.0j1.1.0....0...1c.1.64.psy-ab..6.0.0....0.VwxqWgs7EaY#imgrc=5_xI2NTdnn3khM:

      https://www.google.com.br/search?biw=1242&bih=602&tbm=isch&sa=1&ei=eoO2Wu7tMYOmwgSZtbTYBg&q=sergio+moro+ma%C3%A7om&oq=sergio+moro+ma%C3%A7om&gs_l=psy-ab.3..0j0i5i30k1j0i24k1.32522.35828.0.36340.15.12.3.0.0.0.300.1834.0j5j3j1.9.0....0...1c.1.64.psy-ab..3.12.1853...0i8i30k1j0i13k1j0i13i5i30k1.0.4n0tEiblpFA#imgrc=s1_SFRoBJg1cRM:

      https://www.google.com.br/search?q=sergio+moro+e+jos%C3%A9+serra&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwju3dvct4XaAhVGDZAKHfsxCu4Q_AUICygC&biw=1242&bih=602#imgrc=2eKZXikNUA84vM:

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    3. Essas fotos foram tiradas ANTES de estourar os escândalos do Aécio, Temer e etc. Ele havia sido convidado para um evento como tantos outros, que neste caso também incluía a presença de políticos, é natural que ele converse ou aperte a mão dos outros convidados, é uma questão de cordialidade. Agora não poder rir, conversar ou apertar a mão de outra pessoa só por causa da possibilidade deste outro vir a cometer crimes no futuro é uma coisa bem tosca, se fosse assim ninguém poderia tirar fotos com ninguém.

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    4. Não acredite nessas bobagens que falam da lava jato isso é uma estratégia da esquerda e do PT caluniar a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro, porque eles tão na cola do Lula, eles fazem isso com o intuito de tirar a credibilidade da Lava jato para fazer com que o Lula seja eleito e fazer com que esse país torne-se a próxima Venezuela, até agora essa operação prendeu políticos de todos os partidos políticos.

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  12. Lucas quando tiver tempo avalie esse 2 vídeos do N T Wright sobre inferno e vida após morte https://youtu.be/cPeMmAESy8c
    https://youtu.be/eUH_gyHzyKY
    O que achas da visão do Wright de inferno e vida pos morte ?

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    1. A visão dele sobre o inferno no primeiro vídeo não ficou muito clara, mas eu concordo com ele quando diz que a eternidade é na nova terra e não no céu. Essa coisa de que "deixam de existir como humanos, mas não deixam de existir de verdade porque se tornam ex-humanos", é uma afirmação bastante difícil de encontrar amparo bíblico. Não vejo nenhuma passagem bíblica falando de "ex-humanos", então o fim da existência humana deveria ser o fim da existência do indivíduo em si.

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  13. Lucas aproveitando a onda do "Avalie " gostaria de também deixar um texto muito bem feito sobre a defesa do estado intermediário http://romulomonteiro.blogspot.com.br/2011/03/2-corintios-416-510-como-fundamentacao.html Gostaria de sua ajuda com uma critica mortalista ao texto do link que deixei . Otávio.

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    1. Olá, este texto já foi explicado por mim aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/10/partir-e-estar-com-cristo-quando.html

      Há uma versão atualizada e mais completa dessa refutação presente no meu livro "Exegese de Textos Difíceis da Bíblia" (a partir da página 112), disponível na página dos livros:

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

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  14. https://www.youtube.com/watch?v=g7o6-kSoxag
    É possível que o anticristo seja americano com origem judaica igual nesse vídeo, ou ele vai vir da Europa?

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    1. Sim, é possível. A Bíblia não exige que ele seja da Europa.

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  15. Lucas, percebo que o Pastor reformado Paulo Júnior é um dos poucos calvinistas que vejo que prega um evangelho que ensina que o homem tem sim uma participação para a salvação, ou seja, o homem tem que orar, tem que ler a bíblia,tem que buscar etc.Me parece, que Ele ensina um tipo de evangelho meio que fora do calvinismo radical. Ou seja, parecido com o arminianismo. Será que Ele é um tipo de calvinista meio termo? Ou Ele não gosta de fazer confusão de doutrinas relacionadas a salvação. Qual sua opinião. Abraços!

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    1. Mas os calvinistas também dizem que o homem tem que orar, ler a Bíblia, buscar a Deus e etc, embora creiam que essas ações já tenham sido predestinadas de antemão por parte de Deus. Mas de todo modo, um calvinista dizer essas coisas não entra em conflito com seu próprio calvinismo, pelo menos não na visão do calvinista. A questão de "ter participação na salvação" aí sim não sairia da boca de um autêntico calvinista, mas não sei se ele já chegou a dizer isso aí, talvez tenha sido um entendimento seu de outra coisa que ele disse e você interpretou desta maneira. Abs!

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  16. Lucas, você acredita que hoje exista alguma igreja estilo Filadélfia (irrepreensível)?

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  17. Banban, é possível hoje em dia um anjo bom se rebelar contra Deus e virar um demônio?

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    1. Ta aí uma pergunta que eu não sei responder com precisão. Pra mim a possibilidade em si existe, mas não vai acontecer (embora já tenha acontecido uma vez, em Gn 6:1-4). Já vi muita gente tentando dar base pra isso ou pra aquilo mas os textos bíblicos que utilizam são questionáveis.

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    2. E vc acha que na Nova Terra será possível alguém se rebelar e "reinveintar" o pecado?

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  18. Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles tem jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento” (Ec 9.5).

    “Aparentemente Salomão parece estar dizendo que os mortos não tem mais noção de nada. Ele escreveu: “os mortos não sabem cousa nenhuma… porque a sua memória jaz no esquecimento”. Semelhantemente, o salmista disse: “Pois, na morte, não há recordação…” (Sl 6.5). Mas isso “parece” contradizer as muitas passagens que falam de as almas estarem conscientes após a morte (por exemplo, 2 Sm 12.23; 2 Co 5.8; Ap 6.9)”.

    “A Bíblia ensina que a alma sobrevive à morte num estado consciente de conhecimento . As passagens que dizem que não há conhecimento ou lembrança após a morte estão falando de não haver memória ´neste´ mundo, e não de que não há memória `deste´ mundo. Salomão esclareceu o seu comentário dizendo: “porque na sepultura, para onde tu vais, não há…conhecimento” (Ec 9.10-, SBTB), deixando claro que é na sepultura que não há lembrança de nada”.
    “Ele afirmou também que os mortos não sabem o que se passa “debaixo do sol” (Ec 9.6). Mas conquanto não saibam o que ocorre na terra, certamente sabem o que está ocorrendo no céu (cf. Ap 6.9). Em resumo, estes textos referem-se simplesmente ao homem em relação a esta vida presente – eles nada dizem a respeito da vida futura, após esta que vivemos” (Dicionário de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia).

    Transcrição: Pr. Airton Evangelista da Costa

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    1. “As passagens que dizem que não há conhecimento ou lembrança após a morte estão falando de não haver memória ´neste´ mundo, e não de que não há memória `deste´ mundo. Salomão esclareceu o seu comentário dizendo: “porque na sepultura, para onde tu vais, não há…conhecimento” (Ec 9.10-, SBTB), deixando claro que é na sepultura que não há lembrança de nada”

      Isso daí é uma adulteração grotesca do original hebraico, que não traz “sepultura”, e sim SHEOL:

      “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no SEOL, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (João Ferreira de Almeida Atualizada)

      “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque NO ALÉM, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada)

      Você pode conferir o texto no original hebraico aqui:

      goo.gl/5PvrWe

      Em síntese, o texto não fala “deste mundo”. Fala do “além”, do Sheol, que para os imortalistas é a morada das almas incorpóreas, em consciência e atividade (o que Salomão refuta neste texto). Para o escritor bíblico não havia consciência após a morte nem debaixo do sol e nem em qualquer outro lugar. A morte é o fim até a ressurreição.

      Quanto à referência a Apocalipse 6:9, já foi explicada aqui:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/as-almas-debaixo-do-altar.html

      Abs.

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  19. Belíssimo artigo Banzolão, esse é o Banzolão que eu conheço! Continue assim pois o SENHOR é contigo homem de DEUS!!!

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  20. Lucas você já foi ameaçado por algum apologista católico ou por algum militante neo-ateu ou esquerdista? Eles já te ameaçaram? Caso sim o que você fez?

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    1. Nah, esses tipos de "ameaças" de internet não devem ser levadas a sério, são iguais cães que ladram mas não mordem, parecem "machões" atrás de um computador mas na vida real são completamente incapazes e covardes. Esse vídeo exemplifica bem a atitude desse tipo de gente:

      https://www.youtube.com/watch?v=Vu38lbNXDsI

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  21. Banzolucas, com quantas páginas seu livro sobre a reforma vai ficar? Você tem algumas previsão? Vai ser mais de um volume?

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    1. Não sei ainda, mas deve ter umas 600 páginas (o primeiro volume) e espero ficar pronto até o final de maio, com mais dois volumes até o fim do ano.

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  22. Hoje eu acredito no aniquilacionismo embora desde pequena eu tivesse sido doutrinada na ideia de alma no céu igual fantasminha...Hj vejo que essa ideia crida por muitos evangélicos inclusive de imortalidade da alma é algo que serve pra fundamentar inclusive coisas que a Bíblia condena como contato com espíritos e orações aos santos (idolatria).

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    1. Precisamente, a imortalidade da alma é o pilar de praticamente todas as grandes heresias e enganos na humanidade. A afirmação pode soar um exagero a princípio, mas se parar pra pensar bem, tudo aquilo que fundamenta catolicismo, espiritismo, nova era e até outras religiões mundiais como hinduísmo, budismo, islamismo e etc, é a imortalidade da alma, presente em todas essas religiões como um dogma fundamental, sem o qual elas não poderiam existir. Sem a imortalidade da alma não haveria reencarnação, transmigração de almas, "santos" vivos em algum outro mundo para serem adorados, "almas" para serem invocadas ou consultadas, culto aos mortos, purgatório, limbo e etc. Sem a imortalidade da alma, até as falsas religiões se tornariam muitíssimo menos heréticas.

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  23. Lucas, você acredita que existam mundos criados onde o pecado não chegou?! Eu vi um pastor adventista dizer que a Bíblia diz indiretamente que tais mundos existam.

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    1. Não acredito nisso. Pra mim a terra é o único mundo habitável com vida inteligente.

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  24. Novo Testamento:

    Em Dt 31.16 Deus predisse que Moisés, em breve, estaria “dormindo” com seus pais. Sua alma estaria dormente no sepulcro. No entanto, ele aparece, transfigurado, no Monte da Transfiguração:

    Mc 9.4: “Apareceu-lhes Elias e Moisés, e estavam falando com Jesus.” Não consta que Moisés ressuscitou, maneira de se “despertar do sono"; e mais, falou com Jesus. Elias foi transladado(II Rs 2.11), mas Moisés “dormia”, com seus pais, isto é, estava morto. Como então apareceu “falando” com Jesus?

    Mt 22.32: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? E ele não é Deus de mortos, e sim, de vivos”(cf. Mt 8.11). Deus de vivos, não de almas letárgicas inconscientes ou totalmente liquidadas, presas aos elementos físicos de seus cadáveres.

    Lc 23.34: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. No paraíso, isto é, no jardim do Rei, nos céus, não em sono sem sonhos na matéria putrefeita.

    Lc 23.46: “Pai, na tua mão entrego o meu Espírito! E, dito isto, expirou”. Cristo, como verdadeiro homem e não uma fantasia humana, deveria entrar em profundo estado letárgico, entregar o seu espírito ao sono sepulcral. Pelo contrário, entregou-o ao Pai, levando com ele o companheiro de cruz para o Paraíso celeste: “Hoje estarás comigo no Paraíso.”

    Fp 1.22-23: “Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” Partir e estar com Cristo, não ficar dormindo no leito tumular.

    II Co 5: “Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor”(Leia II Co 5.1-8). Deixar o corpo e habitar com o Senhor, certamente no seu Paraíso. A alma no aniquilacionismo, na verdade, não deixa o corpo: fica dormindo nele até a ressurreição.

    I Pe 3.19: “…Foi e pregou aos espíritos em prisão.” Espíritos que rejeitaram a mensagem de Noé para que conhecessem o Juiz de todos os seres humanos. Espírito vivos, conscientes, não almas dormentes.

    Ap 6.9-11: “Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamavam em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgar, nem vingas o nosso sangue dos que habitam a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram.”
    Almas conscientes e ativas sob a proteção de Deus, isto é, “debaixo do altar”, reclamavam a justiça divina sobre seus algozes. Cristo aconselha tais almas a aguardarem com paciência e tranqüilidade porque a solução final do julgamento somente aconteceria quando se completasse o número dos eleitos e mártires. Aqui se explicita claramente que as almas dos justos mortos vão para o altar celeste, onde ficam sob a proteção do Salvador. Lendo texto como este, ainda é possível acreditar na dormência ou inconsciência da alma?

    Ap 20.4b: “Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”. Almas dos que morreram por martírio, vivendo e reinando com Cristo durante mil anos."

    Onezio Figueiredo

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    1. Dt 31:6 e Mt 9:4 – Sobre o monte de transfiguração, já foi explicado aqui:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/08/o-que-moises-fazia-vivo-no-monte-da.html

      E as outras possibilidades aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/11/moises-no-monte-da-transfiguracao.html

      Se realmente era um espírito incorpóreo de Moisés no monte, então a Bíblia apoia uma sessão espírita, e os espíritas devem estar rindo à toa a essa hora.

      Mt 22:32 – Na verdade este texto estudado dentro de seu contexto é uma das melhores provas do mortalismo. Sobre isso eu escrevi aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/06/deus-de-vivos-e-nao-de-mortos-revisado.html

      Lc 23:34 – Na verdade é Lc 23:43, e eu já abordei aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/07/estudo-completo-sobre-lucas-2343.html

      Com uma refutação aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/05/desmascarando-itard-e-sua-ridicula.html

      Lc 23:46 – É o mesmo caso de Ec 12:7 já explicado na minha outra resposta.

      Fp 1:22:23 e 1Co 5 – Explicados no artigo abaixo (esse último de 1Co 5 em especial é uma prova cabal do mortalismo diante do contexto):

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/10/partir-e-estar-com-cristo-quando.html

      1Pe 3:19 – Aqui:

      https://www.youtube.com/watch?v=oijZhReKWIo

      Ap 6:9-11 – Aqui:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/as-almas-debaixo-do-altar.html

      Ap 20:4 – Não entendi nada do uso desse texto. O texto fala de almas MORTAS que REVIVEM por ocasião da ressurreição para reinar no milênio durante mil anos. Deveria ser eu utilizando esse texto... rs.

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  25. Olá Lucas! Tudo bem? Eu estou aqui para divulgar um site que eu gosto muito, embora em alguns aspectos teológicos eu não concorde com ele. Como por exemplo esse post: https://creation.com/what-about-those-who-have-never-heard

    Deus lhe ilumine!

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    1. Obrigado pela indicação. Abs!

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    2. Deus lhe abençoe Deus lhe ilumine

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  26. Como você imagina que será nova terra depois que Jesus voltar? Será que será parecida com a Disney? A Disney é um sonho, já fui lá...gostaria que o céu fosse parecido com a Disney, que a gente pudesse comer pirulito, sorvete e algodão doce todos os dias sem risco para a saúde rsrs Será que vamos poder comer nos nossos corpos celestiais? Vestiremos somente com vestes brancas e longas ou será que poderemos vestir as roupas que tiver?
    Eu queria também que a nova terra fosse igual esse mundo, porém com justiça (com shoppings, parques de diversões, em que todas as pessoas tivessem dinheiro para comprar e serem felizes)...

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    1. Sua pergunta me fez lembrar que eu já devia ter escrito um artigo sobre isso há muito tempo. De fato, é parecido com o que você descreveu. Um mundo parecido com esse, só que sem pecado, procriação, doença ou morte. O que vai ter ou não vai ter aqui vai depender das realizações dos seres humanos na nova terra, não vai ser aquela ociosidade com a qual muitos descrevem o Céu. Da mesma forma que seres humanos caídos pelo pecado construíram essa terra, seres humanos transformados e regenerados por Deus construirão a nova terra. O mundo por vir é muito mais próximo (e melhor) do que esse, do que o "céu" que muitos imaginam. Quanto às vestes brancas, isso era uma simbologia apocalíptica de João para falar da ausência de pecado, que as vestes brancas representam em toda a Bíblia. Não significa que cada pessoa do planeta se vestirá de branco. Abs!

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  27. O que você acha de um país formado pelo Sul e São Paulo?

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    1. Se for a vontade da população desses estados, por que não?

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  28. Lucas assista este video no youtube ( Explicando a Predestinação Calvinista e livre Arbítrio) Observatório Católico.

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  29. Posso te fazer uma pergunta por e-mail?

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  30. E se você estiver errado em alguma opinião ou atitude que defendeu ou praticou o tempo todo nesse blog? Você volta atrás?

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    1. Mas você dá abertura para que lhe mostrem que você está errado em algo que vc pratica de forma contumaz?

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    2. Como você poderia ser convencido de que está errado? O que alguém precisaria ser ou fazer para te convencer de um erro em algo grande na sua vida? Você é capaz de aceitar pôr em questão tudo o que vc faz e diz? De não ficar imediatamente bravo se alguém sugerir uma cisão muito grande no seu modo de ser e visão de mundo? Em algo que toca a sua honra?

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    3. Dê um argumento que derrube os meus que eu aceito que errei em qualquer assunto que seja. É simples. Já mudei várias concepções que tive até hoje após me confrontar com argumentos superiores, só que era de gente aparentemente bem mais capacitada do que você aparenta com essa conversinha fiada de não levar a lugar nenhum. Sobre "tocar na honra", isso você deveria perguntar em primeiro lugar a você mesmo, não acha? Seus comentários são cada vez mais irrelevantes e indesejáveis, qualquer outro blogueiro sério não perderia mais tempo respondendo, e se continuar assim não verei razões para continuar mesmo.

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  31. Banzolense, você já leu o livro A NOVA PERSPECTIVA SOBRE PAULO do James Dunn? Se ainda não leu, baixe ele aqui, entre outros livros sobre Paulo.

    https://minhateca.com.br/Alex.Fiel/Documentos/A+Teologia+de+Paulo+de+Tarso

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    1. É importante lembrar que o John Piper já refutou isso.

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    2. Sobre a nova pesperctiva sobre Paulo indico Douglas Moo,D.A Carson, além do James White. No you tube existe um palestra de aproximadamente três horas do D.a Carson sobre a nova pesperctiva ( NPP) e se quiser uma pesperctiva reformada aconselho a aula do Franklin Ferrera.

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    3. "É importante lembrar que o John Piper já refutou isso"

      Onde? Qual livro? Qual artigo?

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    4. Ele escreveu esse livro refutando o N. T. Wright sobre a "nova perspectiva":

      https://www.ligonier.org/store/the-future-of-justification-paperback/

      Nesse site há um compilado de vários artigos de diversos autores refutando essa teoria também:

      https://www.ligonier.org/learn/collections/doctrine-of-justification-and-new-perspectives-paul/

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    5. Resume a refutação em 1 parágrafo aqui. E a posição refutada, também em 1 parágrafo.

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    6. Por que em um parágrafo? Os artigos são curtos, tire dez minutos do seu dia para ler um deles que você já termina, é ruim querer tudo mastigado e resumido.

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    7. Bem, se vc soubesse e gostasse mesmo do assunto, não se faria de rogado. Vc sentiria prazer de anunciar a verdade.

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    8. Cara, deixa de ser preguiçoso e arranjar desculpas e vá ler os artigos que eu te indiquei. Como acha que eu escrevo os meus artigos? Pedindo para algum blogueiro resumir todo um conteúdo complexo e aprofundado em duas linhas? Patético. É por isso que o nível intelectual das novas gerações anda tão baixo, o povo tem preguiça de ler, quer tudo mastigado e na mão, não quer pesquisar por conta própria, são iguais os que o autor de Hebreus diz que já deveriam ser mestres, mas ainda precisam do leite espiritual. O maior objetivo deste blog não é fazer as pessoas pensarem como eu, mas estuduarem por conta própria e pensarem por si mesmas.

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    9. Bem, se vc soubesse e gostasse mesmo do assunto, não se faria de rogado. Vc sentiria prazer de anunciar a verdade.

      Já fui. Inclusive notei que vc poderia ter pelo menos copiado e colado. Aliás, no primeiro artigo que li, o sujeito faz questão de fazer o que lhe pedi com a posição que ele está criticando (se bem ou mal, é outra história). Só que ele usou 2 parágrafos:

      The claim of the new perspective is that first-century Judaism was not a merit -based religion but a covenant community created by God’s grace. Far from suffering the affliction of an introspective conscience, and a struggle to keep the law by works-righteousness, mainstream Judaism understood that through God’s covenant they were already right with him. The law (nomos) was not a means of getting saved but of staying saved. Keeping God’s law was the appropriate response to God’s covenant mercy.

      Paul’s problem with Judaism was not works-righteousness in the sense understood by the Protestant Reformers, but the insistence on a covenant status for Jews and Jews alone. This insistence effectively denied that Jesus was the promised Messiah who fulfilled the Old Testament promise of salvation for Jew and Gentile. It was illustrated by Jewish insistence on the symbols of ethnic privilege, which the new perspective regards as Paul’s ‘works of the law’, namely, circumcision, the sabbath and the Mosaic code. Hence Paul’s affirms the full status in the church of the Gentile believers in Galatia apart from such requirements.

      https://www.ligonier.org/learn/articles/nt-wright-and-new-perspective-paul/

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    10. Mas vc só leu o livro do Piper, não leu o livro do Wright? Ou leu os dois, um depois do outro? O Wright deve ter respondido à crítica do Piper, você leu? Ou "só" leu os artigos que vc linkou?

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    11. Que bom, então quer dizer que se você tivesse desde o início clicado nos artigos que eu te sugeri em vez de ser preguiçoso e querer tudo fácil e mastigado na mão não teria por que arrumar polêmica com isso. Viu como não foi difícil?

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    12. A polêmica é toda sua. E eu ainda quero meus resumos.

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    13. "Mas vc só leu o livro do Piper, não leu o livro do Wright? Ou leu os dois, um depois do outro? O Wright deve ter respondido à crítica do Piper, você leu? Ou "só" leu os artigos que vc linkou?"

      Que que importa? Você já definiu o que pensa a meu respeito. Sou um cara que não conhece o assunto, que me faço de "rogado" (seja lá o que isso signifique) e que não sinto prazer em anunciar a verdade. Então o que eu li ou não li é completamente irrelevante, pode ficar aí pensando que eu não li nada e que não sou capaz de escrever um parágrafo sobre, eu não dou a mínima.

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    14. Caro anônimo se quiser algumas críticas bem iniciais a NPP ( Nova pesperctiva sobre Paulo) eu indicaria . 1) Leia o que é a NPP primeiro Leia autores como E . P Sanders , N T wright e James Dunn. 2) Para uma critica da NPP Leia o Futuro da Justificação do Piper e depois Leia todos os artigos do ligonier que o Lucas passou . 3 ) Se quiser realmente uma critica pesada a NPP recomendo : O comentário de romanos do Douglas MOO ( só existe na versão em ingles ou espanhol ) . As palestras do carson nestes link ( recomendo que use fone de ouvido para melhorar o audio) : https://youtu.be/VQ_3JUms2Bw . Por fim se você quiser um debate completo sobre a questão da Justificação na NPP × Justificação Reformada aqui está: https://youtu.be/KlujS-fH8R4 . Obs : Não me passa para resumir todo isso por favor .

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    15. Agora é só torcer para ele não exigir um resumo de tudo isso em duas linhas, e brigar com você caso você simplesmente queira que ele leia os artigos, dizer que você não sabe nada e que não sente prazer em anunciar a verdade.

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  32. Lucas, você acha que o Lula pode ser preso? Na sua opinião ele vai se sacar ou vai ser condenado? Você acha que ele é inocente ou é culpado e porque a esquerda tá tão nervosa por causa dessa Operação Lava Jato a ponto de caluniar o juiz Sérgio Moro? O Lula pode ser reeleito?

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    1. Que ele é culpado isso não resta dúvida; se vai ser preso, são outros quinhentos. A cada vez que ele é condenado surgem novos e novos recursos que não acabam mais, sem falar de embargos, apelos ao STF e mais um monte de malandragem apenas para ganhar tempo e impedir que ele seja preso enquanto vivo. Essa justiça brasileira é realmente uma porcaria, uma desgraça, desculpe o desabafo. Em qualquer país sério esse cara já teria sido preso após a condenação em primeira instância, e as outras instâncias poderiam no máximo retirar essa prisão, mas ele já estaria condenado enquanto isso. Mas no Brasil, se o cara é rico e famoso, e ainda mais se for um político, consegue facilmente encontrar brechas na lei e um "jeitinho brasileiro" para mesmo depois de condenado continuar solto por aí. Eu não tenho dúvidas que ele vai ser preso, mas quando vai é outra história, em se tratando de justiça brasileira. Já passou da hora faz tempo.

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    2. É em pleno século XXI e a justiça brasileira ainda age como a justiça do Brasil colônia e império, esse STF é uma vergonha, mas a maior vergonha de todas é sem dúvida o jeitinho brasileiro que é a raiz de toda a corrupção, o Brasileiro adora falar mal dos políticos, mas é corrupto também e muitos desses que se dizem contra a corrupção se fossem políticos seriam iguais ou mil vezes piores que os nossos atuais, seria melhor se a Holanda tivesse colonizado o Brasil inteiro. Se a Holanda (Protestantes) tivesse colonizado o Brasil, essa palhaçada não estaria acontecendo.

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    3. Tudo o que está acontecendo no Brasil é fruto da idolatria, corrupção e desobediência ao Criador. O Brasil é o retrato de um povo que não sabe lutar pelos seus direitos, sem nenhum amor à pátria e que preferem festas pagãs (como carnaval) mesmo atolado em crise, do que ser fiel a Deus...

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    4. Meu amigo disso discordo, não creio que seja tão simples assim, tem pais colonizado pela Holanda e Inglaterra que são uma tristeza tambem. O Brasil é apenas uma nação que ainda vive na infância civilizatório.

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    5. O problema não é apenas a colonização em si, mas sim a cultura. Se o país colonizado não der prosseguimento à cultura da colônia, será tudo vão. Veja por exemplo o caso do Suriname, o mais citado pelos opositores, que embora tenha sido colonizado por holandeses não manteve a cultura da colônia e é hoje um país católico como qualquer outro, com mais que o dobro de protestantes. Não adianta nada ser colonizado por um país bom se depois se joga fora toda a cultura dos colonizadores para seguir o caminho dos povos em volta. O inverso infelizmente não é verdadeiro, pois NENHUM país colonizado por espanhois ou portugueses deu certo, e pelo menos os países colonizados por protestantes tiveram um êxito muitíssimo maior, pelo menos aqueles que mantiveram os princípios colonizadores.

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  33. Lucas, você acha correto/errado as igrejas protestantes celebrarem a Semana Santa tal qual a ICAR?

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  34. "A seguir, porém, você encontra perguntas que mostram a falta de base bíblica da doutrina mortalista e do aniquilacionismo.

    1- Explique-nos porque Jesus diz que para Judas era melhor não ter nascido (Mc 14,21). Por que melhor não ter nascido, se, segundo os mortalistas, ele apenas voltará ao estado de inexistência? Voltar ao estado de inexistência de antes de nascer não tem diferença de nunca ter nascido. Não acha?

    2- Sendo que na morte não existem nem corpo nem alma, o que ressuscitará? O que será restaurado no corpo ressuscitado se não sobrou nada? Não percebem que negando a vida póstuma caem no erro dos saduceus, isto é, passam a negar a própria ressurreição? De fato, negando a imortalidade da alma, os mortalistas não creem na ressurreição, mas sim numa recriação.

    3- Segundo vocês, tudo morre, alma e corpo. Se a alma morre, juntamente com o corpo, nada sobra da pessoa original. Quando Deus nos ressuscitar, na verdade não seremos a mesma pessoa, seremos apenas “clones” do que fomos, mas nunca os originais. Isso mostra que a esperança de vocês, de encontrarem parentes e amigos na ressurreição, é pura fantasia! Se não existe nada vivo do original, não tem como restaurar (ressuscitar) a pessoa, será apenas um NOVO ser com as características anteriores. Como explicar isso? Na verdade, para vocês não existe ressurreição, mas sim RECRIAÇÃO. Logo, vocês estão tão equivocados quanto os saduceus. Iguais a eles, negam a ressurreição, mudando apenas a roupagem.

    4- Se houvesse de fato sono da alma, Cristo teria passado três dias sem ser Deus, pois estaria dormindo! E Deus teria definitivamente sumido, ao menos durante três dias. Pode Deus chegar a um estado de inexistência?"

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    1. Na verdade essas objeções ao mortalismo foram feitas pelo fanático católico Evaldo Gomes, que o CACP copiou e publicou como artigo. Ele postou isso no Orkut em algum momento entre 2009 e 2012, porque eu me lembro bem de já tê-lo refutado naquela época nessas mesmas questões. Só acho um pouco vergonhoso o CACP precisar se rebaixar a ponto de ir pegar os argumentos de um fanático católico e ferrenho antiprotestante só para “refutar” o mortalismo, mas tudo bem, fica aqui a minha crítica e vamos às refutações, que é o que realmente importa:

      1) Os ímpios não deixarão de existir antes de pagarem por um castigo respectivo e proporcional aos seus pecados, portanto sim, para Judas seria pior “não ter nascido”, porque passará por um período de sofrimento que de outro modo não passaria. Essa objeção só é válida para quem acredita que não há nenhum castigo que antecede a morte final.

      2) Existe um corpo, oras. O que não existe é um corpo VIVO. O corpo morto na sepultura ressuscita de forma gloriosa e incorruptível. Não há nenhuma dificuldade nisso. Para o caso dos que já morreram há muito tempo e seu corpo já se decompôs, Deus pode religar todos os átomos e partículas pela onipotência que possui, ou simplesmente criar um novo corpo idêntico ao original, mas sem as imperfeições. O problema é exatamente o mesmo para os imortalistas, já que no imortalismo é apenas o corpo que ressuscita e não a alma, então a mesma objeção pode ser feita em relação à ressurreição ou “recriação” da carne.

      3) É a mesma bobagem do ponto anterior (uma das características do Evaldo sempre foi de repetir e repetir e repetir as mesmas tagarelices já refutadas o tempo todo, a fim de vencer o oponente pelo cansaço). Apenas acrescentando que o que define que um ser humano é o que é não é uma célula ou parte do corpo (de fato, durante a nossa vida trocamos todas as células que temos), e muito menos um fantasminha incorpóreo, e sim nossa consciência, que será guardada e preservada na mente de Deus e que será reintegrada aos ressuscitados. É como alguém que está em coma ou anestesiado e não pensa em nada naqueles momentos, mas depois volta em si e tem toda a sua memória de antes “sã e salva”.

      4) Os imortalistas afirmam e concordam que Deus na pessoa de Jesus na terra se cansou, chorou, fez necessidades básicas, orou revelando suas fraquezas, sofreu e morreu numa cruz, e quando indagados a respeito dessas coisas respondem que Jesus fez tudo isso como homem, e não como Deus (porque a Bíblia deixa claro que Deus é imortal e não pode morrer – 1Tm 1:17). Se essa lógica é válida para o estado de Jesus na terra, então também deveria continuar valendo e se aplicar ao seu estado pós-morte também (ou seja, esteve “dormindo” como homem, e não como Deus).

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  35. Gostaria de saber, Lucas, quais teólogos defendem o aniquilacionismo como você. Principalmente autores de comentários bíblicos e teologias sistemáticas

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    1. O Leandro Quadros cita alguns neste vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=QtPoc333zZg

      Outros eu cito aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/sobre-minha-crenca-na-mortalidade-da_10.html

      De todo modo, eu não sou aniquilacionista por causa desse ou daquele autor, nem acho correto esse negócio de seguir o consenso da maioria. Se Lutero ou os de sua época tivessem agido assim, a Reforma jamais teria acontecido; se Armínio tivesse pensado dessa maneira, também lhe seria muito mais fácil ser calvinista como os demais protestantes de sua época, e assim por diante. Uma verdade é estabelecida pela sua aproximação com as Escrituras e não por "maioria de votos". Quem faz teologia através de votação são os católicos, não os crentes na Sola Scriptura. Abs.

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  36. "RESPOSTAS AOS ARGUMENTOS ANIQUILACIONISTAS

    1. A Bíblia fala da morte como um sono.

    Resposta: Nas Escrituras, a descrição da morte como um sono é um exemplo de uma figura de linguagem chamada de eufemismo. Crenças judaicas antigas podem de fato servir de pano de fundo para essa linguagem, visto que, eufemismos são baseados nas crenças populares de um povo. Hoje, quando uma pessoa morre as pessoas dizem que "fulano está descansando", “faleceu”, "bateu as botas", "foi viajar", etc. De modo similar, as Escrituras descrevem a morte como um sono, cujo objetivo não é fornecer uma descrição literal do além.

    2. Eclesiastes 9.5-10 diz que os mortos estão inconscientes.

    Resposta: Eclesiastes é um livro que descreve como seria a vida sem Deus. Ele diz que tudo seria sem sentido, até trabalhar ou estudar. Em Eclesiastes 9.5-10 Salomão declara que sem Deus nada haveria além desta vida. Na verdade, o texto não diz que com a morte tudo acaba, mas sim que, com a morte não temos mais participação neste mundo ("debaixo do sol"). Depois que morrermos não participaremos mais dos sentimentos, dos trabalhados e das atividades que se fazem na terra.

    3. A ideia de vida após a morte torna a ressurreição sem sentido.

    Resposta: O objetivo da ressurreição é redimir o corpo. As almas dos salvos que morreram estão justamente aguardando a redenção de seus corpos. A ressurreição é profundamente importante. Paulo argumenta que se não houvesse ressurreição, não haveria redenção alguma: “também Cristo não ressuscitou” (1 Coríntios 15.13-14), o que tornaria nossa existência neste mundo totalmente sem sentido (1 Coríntios 15.29-34). A ressurreição é essencial para o processo de regeneração, justificação e glorificação (Romanos 4.25; 5.10; 6 4-9; 8.11; 1 Coríntios 6.14; 15.20-22; 2 Coríntios 4.10-14; Efésios 1.20; Filipenses 3.10; Colossenses 2.12; 1 Tessalonissenses 4.14; 1 Pedro 1.3). Sem ressurreição, não há redenção. As almas não poderiam nem mesmo gozar de um estado intermediário no céu sem a redenção, a regeneração, a justificação e a esperança da glorificação. Portanto, é um mito achar que crer no estado intermediário consciente das almas signifique negligenciar a verdade da ressurreição, ao contrário, o estado intermediário depende da ressurreição."

    Bruno Queiroz

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    1. Respondendo de acordo com a ordem das objeções:

      1) É claro que o sono não é uma linguagem literal, ninguém aqui pensa que tem alma literalmente dormindo ou roncando em algum lugar. A questão é que uma figura de linguagem tem que ter um fundo de verdade por trás, ou senão não teria sentido. Os mortalistas podem responder que a linguagem do sono é adequada para a morte no sentido de que, assim como a pessoa que dorme durante a noite, quem morreu também não está em atividade ou consciência, e espera o “despertar” da ressurreição. Ou seja, essa linguagem é muito mais apropriada dentro da concepção mortalista do que no imortalismo, onde os mortos estão mais “acordados” do que nós estamos agora, intercedendo junto a Deus, adorando ao Senhor face a face, conversando com os anjos e assim por diante. Estão tudo, menos “dormindo”, em qualquer conotação que seja.

      2) Sobre a objeção de que Eclesiastes descreve “como seria a vida sem Deus”, isso é facilmente refutável em versos como esse:

      “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal” (Eclesiastes 12:13-14)

      E quanto à objeção de que Salomão só falava sobre a “vida debaixo do sol”, é refutada também claramente por versos como Ec 9:10, que diz:

      “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque NO ALÉM [Sheol], para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada)

      3) A razão pela qual “sem ressurreição não haveria redenção” é justamente porque não haveria qualquer vida póstuma sem a ressurreição (1Co 15:18-19). Sem a ressurreição, seria melhor “comer, beber e depois morrer” (1Co 15:32), o que confronta fortemente a tese daqueles que asseveram que já estaríamos no céu antes mesmo de ressuscitar, só que sem um corpo. O objetivo da ressurreição não é meramente “redimir um corpo”, mas trazer um indivíduo de volta à existência, e POR ISSO ela é tão importante. Essa é a mesma razão pela qual a ressurreição, tão ressaltada nos tempos bíblicos, foi completamente esquecida e continua sendo constantemente ignorada nas pregações da grande maioria das igrejas imortalistas dos dias de hoje. Precisamente porque ressuscitar é algo bem sem sentido e principalmente sem necessidade ou importância se já estaríamos no céu antes disso, e prosseguiríamos perfeitamente bem lá a despeito dela. O simples “acréscimo de um corpo” seria um detalhe irrelevante e desnecessário diante do todo.

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  37. "4. De acordo com a Bíblia, vamos para o céu só quando Jesus voltar.

    Resposta: Se “céu” for entendido como o estado final em que todas as coisas, corpo, alma e criação, já estarão restaurados, de fato, estaremos lá só quando Cristo vier segunda vez. No entanto, não se deve confundir a expressão “céu” em referência ao estado intermediário e a expressão “céu” em referência ao estado eterno. Do mesmo modo que não se pode confundir a ideia de inferno intermediário (Hades) com a de inferno eterno (Geena).

    5. A palavra “inferno” não aparece na Bíblia.

    Resposta: Na verdade, as Escrituras usam as palavras Seol[4], Hades[5] e Geena[6]. As duas primeiras são polissêmicas, podendo significar “sepultura”, “(figuradamente) a Sepultura comum da humanidade”, “a própria morte”, “o estado intermediário” ou “o inferno intermediário de tormento” (Salmos 141.7; Salmos 88.10-12; Lucas 10.15; 16.23). Geena, por sua vez, é uma alusão ao Vale de Hinom, no qual se queimavam lixo e cadáveres. A figura do vale de Hinom, com fogo e bichos, foi usada como uma ilustração do inferno eterno, no qual os ímpios, em corpo e alma, serão eternamente atormentados (Marcos 9.43-48).

    6. A Bíblia diz que a alma morre.

    Resposta: Como já dito, as expressões “alma” e “espírito” são palavras polissêmicas, podendo se referir a aspectos psicológicos, a princípios vitais, a substância imaterial ou a própria pessoa. Neste último sentido, as Escrituras falam que a alma morre (Ezequiel 18.4), enquanto neste penúltimo, diz que ela sobrevive à morte do corpo (Mateus 10.28).

    7. Se os ímpios serão atormentados eternamente no fogo do inferno, então, eles viverão eternamente.

    Resposta: O termo “vida eterna” nas Escrituras não significa meramente “duração perene de existência”. Vida eterna e imortalidade, na Bíblia, significam comunhão plena e eterna na presença de Deus (João 17.3; 1 João 2.24-25). Visto que “vida eterna” significa eterna comunhão com Deus, a eterna separação de Deus é corretamente chamada “morte eterna” (Apocalipse 21.8). Por outro lado, Deus se faz bem presente no inferno manifestando sua santa ira para louvor do Seu Nome (Salmos 76.10)."

    Bruno Queiroz

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    1. 4) Legal, agora esse tal Queiroz inventou “dois céus”, apenas para não reconhecer a contradição gritante aqui. Eu só queria REALMENTE saber qual é a base bíblica para isso, qual texto fala de dois céus, um “céu do estado intermediário” e outro “céu de depois que Jesus voltar”. Estou realmente ansioso por esse texto bíblico, e também pelo texto diz que as almas depois da morte estarão em um céu e depois da ressurreição serão transferidas ou teletransportadas para um outro céu.

      5) Nenhuma das palavras que ele utilizou significam o “inferno” da concepção imortalista; a mais próxima disso é a geena, mas que mesmo assim é um local de punição temporária e não eterna. Nenhum texto dos que ele utilizou fala de um tormento eterno; além da parábola de Lc 16:23, distorceu versículos grotescamente – o Salmo 141:7 fala dos “ossos à entrada da sepultura” e não de “almas” em um local de tormento (chega a ser vergonhoso ou mesmo desonesto a utilização dele deste texto, se é que ele o leu), o Salmo 88:10-12 é uma pergunta retórica no sentido de que os mortos NÃO louvam a Deus e que o Sheol é um local de ESQUECIMENTO E TREVAS, e não de louvores do Paraíso ou de tormentos do inferno (mais um texto que deveria ser utilizado por mim e não por ele), e Lucas 10:15 fala da cidade de Cafarnaum “descendo até o Hades”, realmente não sei de onde o cidadão tirou almas incorpóreas queimando em um inferno eterno neste texto, juro que não faço a menor ideia. Fica parecendo que ele precisa colocar alguma referência bíblica entre os parêntesis, então vai lá e coloca qualquer coisa nada a ver.

      6) Isso aí diz respeito justamente à objeção principal respondida neste artigo.

      7) O salmo que ele usa aí diz isso:

      “Até a tua ira contra os homens redundará em teu louvor, e os sobreviventes da tua ira se refrearão” (Salmos 76:10)

      Novamente não diz nada do que ele pretende provar. O sujeito realmente deve ter feito algum curso de distorção e manipulação de textos, não é possível. Ou então simplesmente cita qualquer referência aleatória que lhe vêm à cabeça e torce para ninguém ir conferir os versículos. É dose isso. Em relação à questão da “vida eterna”, de fato este termo só é usado em relação aos justos, mas isso porque só os justos terão uma existência sem fim. Ainda que os ímpios em um suposto inferno eterno não tivessem vida em um sentido espiritual com Deus, eles ainda teriam a vida biológica, que é o sentido principal da esmagadora maioria dos textos bíblicos que usam o termo “vida”. De todo modo, eu não sou aniquilacionista só por causa do termo “vida” em si, mas por causa de centenas de passagens que falam sobre aniquilacionismo usando dezenas de substantivos diferentes no hebraico e no grego.

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  38. "O aniquilacionismo não é uma doutrina bíblica, mas uma crença que conforta o coração idólatra de pessoas com um senso de justiça deturpado, as quais são incapazes de aceitarem como direita a reta punição de Deus revelada nas Escrituras. A Bíblia é clara em descrever a destruição final dos ímpios, não como um aniquilamento, mas como a eterna separação de Deus: “Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder.” (2 Tessalonicenses 1:9).[7] Confessamos que:

    “Os corpos dos homens, depois da morte, convertem-se em pó e vêm a corrupção; mas as suas almas (que nem morrem nem dormem), tendo uma substância imortal, voltam imediatamente para Deus que as deu. As almas dos justos, sendo então aperfeiçoadas na santidade, são recebidas no mais alto dos céus onde vêm a face de Deus em luz e glória, esperando a plena redenção dos seus corpos; e as almas dos ímpios são lançadas no inferno, onde ficarão, em tormentos e em trevas espessas, reservadas para o juízo do grande dia final. Além destes dois lugares destinados às almas separadas de seus respectivos corpos as Escrituras não reconhecem nenhum outro lugar.” (CFW XXXII.I)"

    Bruno Queiroz

    O que tem a me dizer tanto da constatação do Bruno quanto da Confissão de Fé de Westminster, Banzoli?

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    1. “O aniquilacionismo não é uma doutrina bíblica, mas uma crença que conforta o coração idólatra de pessoas com um senso de justiça deturpado, as quais são incapazes de aceitarem como direita a reta punição de Deus revelada nas Escrituras”

      O tormento eterno não é “revelado nas Escrituras”, mas sim uma heresia antibíblica que confronta mais de 150 textos bíblicos por causa de dois outros mal-interpretados. Em relação ao “senso de justiça deturpado”, eu deixo que os leitores avaliem por si mesmos quem é que está “deturpado” aqui: de um lado temos uma doutrina que afirma que cada pessoa pagará pelo geena pelo tempo JUSTO e PROPORCIONAL aos seus pecados e não mais do que isso, e do outro lado temos uma doutrina que atribui um sofrimento infinito por pecados finitos, uma dor insuportável, indescritível e desumana de eternidade em eternidade por causa de alguns anos ou décadas de pecado, e tudo isso sem nenhum propósito punitivo ou reformatório, mas apenas para saciar uma suposta “sede de sangue” de um Deus que as Escrituras nos revelam como perfeitamente justo, amoroso e misericordioso, muito mais do que qualquer pessoa humana, que já seria incapaz de torturar para sempre qualquer criatura por mais ímpia que seja. Tirem suas próprias conclusões.

      “A Bíblia é clara em descrever a destruição final dos ímpios, não como um aniquilamento, mas como a eterna separação de Deus: “Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder.” (2 Tessalonicenses 1:9)”

      Esse Queiroz aí é mestre em usar textos aniquilacionistas para embasar a posição contrária na maior caradura. O texto fala de DESTRUIÇÃO ETERNA, e não de sofrimento ou de tormento eterno. A destruição eterna consiste justamente no fato de que a pessoa destruída nunca mais voltará à existência, porque é para sempre. É isso o que difere o aniquilacionismo cristão do aniquilacionismo dos estóicos, que acreditavam que a pessoa era destruída em um momento, mas depois de uma era voltava à existência novamente (ou seja, era uma destruição temporária, enquanto o aniquilacionismo cristão é uma destruição ETERNA, sem volta).

      Sobre o texto da Confissão de Westminster, não tenho o que comentar porque não trouxe textos bíblicos e nem embasamento algum, só deu uma opinião. Apenas destaco a parte em que a confissão diz que as almas “são recebidas no mais alto dos céus onde vêm a face de Deus em luz e glória”. Isso não apenas confronta numerosos textos bíblicos que afirmam claramente que só veremos a Deus depois da ressurreição (por exemplo, Salmos 17:15) e que os mortos não estão no céu ainda (por exemplo, Hebreus 11:13-16, 39-40), como também entra em choque com muitos imortalistas modernos que afirmam que as almas não vão direto para “os mais altos céus”, mas sim para uma “ante-sala” do céu, esperando a ressurreição para aí sim entrar nos mais altos céus (como o próprio Queiroz escreveu no outro texto que você me passou).

      No meu debate com o Tourinho, por exemplo, eu usei alguns textos que dizem que os mortos não estão no céu e ele respondeu que não estão mesmo, porque as almas estariam no “seio de Abraão” e só depois da ressurreição é que entrariam no céu. Ou seja, a confissão nesta parte está contradizendo não apenas as Escrituras como também os próprios imortalistas modernos (ou pelo menos boa parte deles). O que mostra que nem os imortalistas concordam muito consigo mesmos (o que é uma decorrência da falta de clareza sobre o assunto, no meu entender).

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    2. De fato,os imortalistas falam deste seio de Abraão ou paraíso que ainda não seria o local onde habita Deus.

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    3. Eles acreditam que o Hades possuía 2 compartimentos e que os justos mortos antes da morte de Cristo ficavam em um compartimento chamado seio de Abraão.Jesus morre vai até o Hades e leva o seio de Abraão para o paraíso,depois da ressurreição e corpo glorificado aí sim os justos irão para o céu.

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    4. Exato, mas isso depende de cada imortalista. Tem imortalista que crê nesse "teletransporte" do Hades para o Paraíso que ainda não é o céu, tem outros que creem que continuam lá no Hades até hoje, tem outros que creem que os mortos iam direto ao céu desde o começo da humanidade e ainda tem outros que creem que os mortos já estão nos "mais altos céus". Por experiência, posso dizer que a primeira dessas hipóteses imortalistas é a mais comum entre eles, mas já vi muita gente defendendo cada uma das outras hipóteses, porque no fundo até eles reconhecem que não tem base para esse tipo de ensino.

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  39. Estão dizendo que o papa falou que o inferno não existe. Mas pelo que eu entendi, ele teve uma posição mais para o aniquilacionismo do que pela não existência. Só devem avisar ele que se ele considerar que a alma morre, o catolicismo morre junto, pois as lorotas são bastante baseadas no conceito de imortalidade da alma.

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    1. Ele já havia dito antes que o inferno era um "estado de mente" ou coisa do tipo, dando a entender que não há sofrimento físico e literal, e agora solta mais essa (se é que ele disse isso mesmo). Se você parar pra notar, os papas mais recentes evitam ao máximo falar de tormento ou sofrimento eterno e físico em um inferno de fogo literal, porque até eles notam o quanto absurda é essa ideia, mas também não podem simplesmente voltar atrás na doutrina porque isso seria um escândalo e comprometeria o dogma da infalibilidade papal. Então o jeito é suavizar a doutrina do inferno eterno, falando dela sempre de modo vago e ambíguo, espirituoso e leve, abrindo margem deliberada e proposital para se pensar o contrário do dogma oficial.

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  40. Lucas,se vc quiser se aprofundar mais na parábola do rico e Lázaro,dá uma olhada na Midrash Rabbah que consta esta estória,com a única diferença,nela o rico vai para o céu e o mendigo para o Hades.

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  41. Aniquilação ou Punição Eterna?

    O aniquilacionismo é a visão de que os perdidos no inferno serão exterminados após terem pago a pena por seus pecados. Seu proponentes oferecem seis argumentos principais.

    O primeiro argumento se baseia no simbolismo usado pela Bíblia para descrever o inferno. Dizem que o fogo consome o que é lançado nele, e assim será com o lago de fogo (Ap 19.20; 20.10, 14, 15; 21.8) — ele queimará completamente os perversos de maneira que eles não mais existirão.

    O segundo argumento se baseia em textos que falam do perdido perecendo ou sendo destruído. Exemplos incluem incrédulos perecendo (Jo 3.16) e sofrendo “penalidade de eterna destruição” (2Ts 1.9).

    O terceiro argumento se baseia no significado da palavra eterno. Nas passagens do inferno, diz-se, eterno significa apenas “na era vindoura” e não “perpétuo”.

    O quarto argumento se baseia em uma distinção entre tempo e eternidade. Os aniquilacionistas perguntam: como é justo que Deus puna pecadores pela eternidade quando seus crimes foram cometidos no tempo?

    O quinto argumento é um argumento emocional de que o próprio Deus e seus santos jamais desfrutariam do céu se soubessem que alguns seres humanos (somente os entes queridos e amigos) estariam perpetuamente no inferno.

    O sexto argumento diz que um inferno eterno mancharia a vitória de Deus sobre o mal. A Escritura declara que Deus será vitorioso no final; ele será “tudo em todos” (1Co 15.28). Dizem que essa ideia parece difícil de reconciliar com seres humanos sofrendo interminavelmente no inferno.

    Continua...

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  42. Continuação:

    Eu vou responder cada um desses argumentos. Primeiro, o argumento do fogo do inferno. Muitas passagens usam essa linguagem sem interpretá-la. É possível, portanto, ler várias visões nessas passagens, incluindo o aniquilacionismo. Todavia, nós não queremos impor nossas ideias à Bíblia, mas receber nossas ideias da Bíblia. E quando o fazemos, descobrimos que algumas passagens impossibilitam um entendimento aniquilacionista do fogo do inferno. Entre elas está a descrição de Jesus do inferno na parábola do homem rico e de Lázaro como um “lugar de tormento” (Lc 16.28) envolvendo estar “atormentado nesta chama” (v. 24).

    Quando o último livro da Bíblia descreve as chamas do inferno, ele não fala de ser consumido, mas diz que o perdido “será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite” (Ap 14.10-11).

    Segundo, o argumento das passagens que falam de destruição ou perecer. Novamente, quando a Escritura meramente usa essas palavras sem interpretá-las, muitas visões podem ser impostas a elas. Mas, mais uma vez, nós queremos ler o seu significado a partir da Escritura. E algumas passagens são impossíveis de reconciliar com o aniquilacionismo. Paulo descreve o destino dos perdidos como sofrer “penalidade de eterna destruição” (2Ts 1.8). Notável também é o destino da Besta no Apocalipse. “Destruição” é profetizada para ele em 17.8, 11. A Besta (junto com o Falso Profeta) é lançada no “lago de fogo que arde com enxofre” (19.20). A Escritura é inequívoca quando descreve o destino do diabo, da Besta e do Falso Profeta no lago de fogo: “Serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (20.10). Então, a “destruição” da Besta é tormento infindável no lago de fogo.

    Terceiro, o argumento da palavra eterno. Nas passagens do inferno, diz-se, eterno se refere apenas à “era vindoura” e não “infindável”. É verdade que no Novo Testamento, eterno significa “perene”, e o contexto determina quanto dura esse tempo. Mas a era vindoura dura tanto quanto a vida do próprio Deus eterno. Por ser ele eterno — ele “vive pelo século dos séculos” (Ap 4.9, 10; 10.6; 15.7) — assim também é com a era vindoura. Jesus estabelece isso claramente em sua mensagem sobre as ovelhas e os cabritos: “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna” (Mt 25.46; ênfase adicionada). A penalidade dos perdidos no inferno é coextensiva com o êxtase dos justos no céu — ambos são infindáveis.

    Continua...

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  43. Continuação 3:

    Quarto, o argumento de que é injusto que Deus puna pecadores eternamente por pecados temporais. Impressiona-me a presunção de seres humanos em dizer a Deus o que é justo e injusto. Faríamos melhor em determinar o que ele considera justo e injusto a partir de sua Santa Palavra.

    Jesus não deixa dúvidas. Ele dirá aos salvos: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34). Ele dirá aos perdidos: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (v. 41). Nós já vimos João definir esse fogo como punição eterna e consciente no lago de fogo para o diabo (Ap 20.10). Alguns versículos mais tarde, lemos que seres humanos não-salvos partilham do mesmo destino (vv. 14-15). Evidentemente, Deus acha justo punir seres humanos que se rebelam contra ele e contra sua santidade com um inferno infindável. Será que cabe mesmo a nós chamar isso de injusto?

    Tratarei o quinto e o sexto argumentos juntos. O quinto é o argumento emocional de que Deus e seus santos nunca desfrutariam do céu se soubessem que seus entes queridos e amigos estivessem no inferno para sempre. O sexto é o argumento de que um inferno eterno mancharia a vitória de Deus sobre o mal. É digno de atenção o fato de que os universalistas usam esses dois argumentos para insistir que Deus, no fim das contas, salvará todos os seres humanos. Deus e seu povo nunca desfrutariam do êxtase do céu se sequer uma alma permanecesse no inferno, argumentam. No final, todos serão salvos. Deus sofreria derrota se quaisquer de suas criaturas criadas à sua imagem viessem a perecer para sempre.

    Eu considero esses argumentos para o aniquilacionismo e o universalismo — da emoção e da vitória de Deus — como reescrever a história bíblica, algo que não temos o direito de fazer. Digo isso porque os três capítulos finais da Bíblia apresentam o estado eterno das coisas. Os santos ressurretos serão abençoados com a eterna presença de Deus na nova terra (Ap 21.1-4) e, o que é interessante para a nossa atual discussão, cada um dos três capítulos finais da Escritura apresenta o destino dos não-salvos:

    O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos. (20.10)

    Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo. (14-15)

    Continua...

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  44. Parte Final:

    Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte. (21.8)

    Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. (22.14-15)

    A história da Bíblia não termina dizendo: “E os injustos foram destruídos e não existem mais”. Também não diz: “E no fim, todas as pessoas serão reunidas pelo amor de Deus e serão salvas”. Mas, quando Deus encerra sua história, seu povo desfruta de infinito êxtase com ele na nova terra. Mas o perverso sofrerá tormento sem fim no lago de fogo e será deixado de fora da Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que é a jubilosa morada de Deus e seu povo para sempre.

    Nós não temos direito de reescrever a história bíblica. Pelo contrário, devemos deixar que Deus defina o que é justo e injusto e o que é proporcionado com seu ser “tudo em todos”. Ele não nos deixa em dúvida quanto ao inferno porque ele ama pecadores e quer que eles creiam no evangelho nesta vida.

    Quão amável e misericordioso da parte dele incluir esse convite no fim de sua história: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22.17). Todos os que confiam em Jesus em sua morte e ressurreição para resgatá-los do inferno, terão parte na Árvore da Vida e na Cidade Santa de Deus. Todos os que o fazem com todos os santos podem dizer agora e dirão para sempre:

    Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos. (19.1-2)



    Autor: Robert Peterson
    Fonte: MinistérioFiel
    Via:Reformados 21

    No aguardo da sua resposta, Banzoli

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    1. (1) A parábola do rico e Lázaro já foi explicada neste artigo:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html

      E mais recentemente neste vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=Y0BxGJo5TIA

      E ainda que fosse mesmo uma história real que provasse um inferno real, diria respeito apenas a um suposto “estado intermediário” e não sobre o estado final (após a ressurreição), que é sobre o que estamos tratando aqui. Portanto ela não serve de base para essa discussão específica.

      (2) O texto de Apocalipse 14:9-11 já foi explicado no artigo abaixo, onde mostro exemplos bíblicos de que é uma linguagem de destruição total e não de tormento eterno:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/o-apocalipse-e-o-tormento-eterno-parte-1.html

      (3) Eu não sei por que os imortalistas insistem em usar 2ª Tessalonicenses 1:8 em seu favor quando o texto explicitamente diz justamente o contrário, falando em DESTRUIÇÃO eterna em vez de TORMENTO ou sofrimento eterno. Eu já escrevi quanto a isso na minha outra resposta e reitero aqui: a destruição eterna consiste justamente no fato de que a pessoa destruída nunca mais voltará à existência, porque é para sempre. É isso o que difere o aniquilacionismo cristão do aniquilacionismo dos estóicos, que acreditavam que a pessoa era destruída em um momento, mas depois de uma era voltava à existência novamente (ou seja, era uma destruição temporária, enquanto o aniquilacionismo cristão é uma destruição ETERNA, sem volta).

      (4) O texto de Apocalipse 20:10 é o único que daria alguma margem para uma doutrina de tormento eterno SE fosse literal (em vez de hiperbólico, como é de fato). Cabe lembrar antes de tudo que o texto não se refere aos seres humanos em geral, mas apenas ao destino específico do diabo, da besta e do falso profeta, sem mencionar ninguém mais. Considerando isso, vamos aos fatos: (a) Apocalipse é um livro repleto de alegorias, simbologias, metáforas, hipérboles e etc, que não costuma ser literal; (b) João diz que o lago de fogo é a “segunda morte” (Ap 20:14), e não uma vida ou existência eterna em um inferno; (c) coisas inanimadas, abstratas e impessoais são lançadas no lago de fogo como a morte, o Hades e etc (Ap 20:14), coisas essas que não podem ser atormentadas ou sofrer porque não são seres pessoais, então a linguagem de “segunda morte” só pode se referir necessariamente a DEIXAR DE EXISTIR, ou seja, o que é lançado no “lago de fogo” (morte, Hades, pessoas e demônios) deixam de existir na “segunda morte”; (d) o próprio falso profeta pode ser mais provavelmente a representação de um falso sistema religioso, tal como a besta um falso sistema político, em vez de pessoas literais, tornando novamente sem sentido lançar um sistema para dentro de um lago de fogo literal. Por tudo isso se conclui que é muito mais plausível entender o lago de fogo como um simbolismo da segunda morte como diz João, sobre o que é lançado nele deixar de existir, em vez de um tormento literal em um lago literal de fogo literal, levando em consideração a linguagem apocalíptica e tudo o que a cerca.

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    2. (5) Mateus 25:46 já foi explicado no artigo abaixo onde mostro que o texto é perfeitamente compatível e inclusive mais consistente na interpretação aniquilacionista sem ignorar o significado literal de “eterno” como “tempo sem fim”, só que em relação à punição capital e não ao sofrimento em si:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/08/mateus-2546-fala-de-um-tormento-eterno.html

      (6) A linguagem bíblica de “fogo eterno”, desde o AT até o NT, também é diametralmente oposta ao entendimento de um fogo eterno no processo. Em vez disso, ela é SEMPRE uma referência a um fogo que DESTRUIU COMPLETAMENTE o que atingiu (=aniquilacionismo), mas com EFEITOS eternos (irreversíveis), sendo por isso chamado de “fogo eterno”. O artigo abaixo mostra isso com muitos exemplos bíblicos irrefutáveis:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/o-inferno-e-o-fogo-eterno.html

      (7) Eu não vou comentar a “refutação” dele aos argumentos “emocionais” (que eu preferiria chamar de “lógicos”, mas que seja), pelo simples fato de que ele não refutou NADA, apenas se limitou a REPETIR os textos bíblicos que ele já havia citado antes e que eu já comentei. Apenas destaco que quem está tentando “reescrever a história” é na verdade ele, que ignora a descrição da nova terra como um lugar em que “não há mais choro, nem pranto, nem luto, nem clamor, porque as primeiras coisas JÁ PASSARAM” (Ap 21:4). Note que Deus não diz que na nova criação ainda vai haver luto e pranto e gente sofrendo eternamente e outros sofrendo por seus entes queridos, muito pelo contrário: nessa nova ordem já não há nenhuma mancha de pecado ou de mal em parte alguma do Universo. E é justamente POR ISSO que “Deus será tudo em todos”, outro texto que ele não explicou.

      O grande xeque-mate nos imortalistas é simplesmente perguntar a eles: POR QUE Deus ainda NÃO é “tudo em todos” hoje? A resposta parece bastante simples e óbvia: porque ainda existem ímpios, e Deus não pode habitar neles, Deus é santo e por isso só habita naqueles que são regenerados pelo sangue de Jesus, chamados seus filhos e morada do Espírito Santo. Pois bem. Mas Paulo disse que um dia Deus seria tudo EM TODOS, o que hoje ainda não é. Para que isso ocorra, é preciso uma de duas coisas: ou os ímpios vão todos se converter no final e se tornarem salvos como os demais (universalismo), ou irão deixar de existir e assim só sobrarão salvos para Deus habitar neles (aniquilacionismo). De um modo ou de outro, o tormento eterno está fuzilado, e diante do cenário de mais de 150 textos aniquilacionistas contra zero universalistas eu fico com o aniquilacionismo mesmo.

      Abs.

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  45. Gostaria de saber se o que o autor diz aqui sobre o liberalismo não teria a ver com o aniquilacionismo no sentido de negar o inferno:

    http://voltemosaoevangelho.com/blog/2018/04/refrigerando-o-inferno-como-acontece-o-liberalismo/

    Quero um comentário seu.

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  46. Aliás, não. Eu achei um site onde dá pra copiar e colar aqui. Vai ser melhor:

    Refrigerando o inferno: como acontece o liberalismo - Parte 1

    Os teólogos liberais não tencionam destruir o cristianismo, mas sim salvá-lo. Na verdade, o liberalismo teológico é motivado pelo que pode ser descrito como motivação apologética. O padrão do liberalismo teológico é muito claro. Os teólogos liberais estão absolutamente certos de que o cristianismo precisa ser salvo de si mesmo.

    LIBERALISMO: SALVANDO O CRISTIANISMO DE SI MESMO

    Os liberais clássicos do início do século XX, conhecidos como modernistas, ressaltaram uma ampla mudança intelectual na sociedade e afirmaram que o cristianismo teria de mudar ou morrer. Como explica o historiador William R. Hutchison: “A marca peculiar do modernismo é a insistência de que a teologia tem de adotar uma atitude simpática para com a cultura secular e se esforçar, conscientemente, para concordar com ela”.1

    Essa concordância com a cultura secular está profundamente arraigada no senso de libertação intelectual que começou no Iluminismo. O liberalismo protestante pode ter sua origem em fontes européias, mas chegou bem cedo na América – mais cedo do que muitos evangélicos contemporâneos estão conscientes. A teologia liberal exerceu grande influência onde dominava o unitarianismo e em muitos lugares além.

    Logo depois da Revolução Americana, surgiram formas mais organizadas de teologia liberal, fomentadas por um senso de revolução e liberdade intelectual. Teólogos e pregadores começaram a questionar as doutrinas do cristianismo ortodoxo, afirmando que doutrinas como o pecado original, a depravação total, a soberania divina e a expiação vicária violavam os sensos morais. William Ellery Channing, um influente unitariano, falou por muitos de sua geração quando descreveu “o choque dado à minha natureza moral” pelos ensinos do cristianismo ortodoxo.2

    Embora certo número de crenças centrais e doutrinas essenciais tenha sido submetidos a revisão liberal ou a rejeição franca, a doutrina do inferno foi muitas vezes objeto de maior protesto e negação.

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  47. Parte 2

    Considerando o inferno e suas doutrinas relacionadas, o pastor congregacionalista Washington Gladden declarou: “Ensinar uma doutrina como essa a respeito de Deus é infligir ao cristianismo uma injúria terrível e subverter os próprios alicerces da moralidade”.3

    O inferno tem sido um componente da teologia cristã desde a época do Novo Testamento, mas se tornou um odium theologium – uma doutrina considerada repugnante pela maioria da cultura e agora mantida e defendida somente por aqueles que veem a si mesmos como conscientemente ortodoxos no compromisso teológico.

    O romancista David Lodge fixou a década de 1960 como a data do desaparecimento final do inferno. “Em algum ponto nos anos 1960, o inferno desapareceu. Ninguém pode dizer ao certo quando isso aconteceu. Primeiro, ele estava lá; então, sumiu”. O historiador Martin Marty, da Universidade de Chicago, viu a transição como simples e, pelo tempo em que ela ocorreu, não percebida. Ele afirmou: “O inferno desapareceu, e ninguém percebeu”.4

    Os teólogos e pregadores liberais que rejeitaram conscientemente o inferno fizeram isso sem negar que a Bíblia ensina com clareza a doutrina. Eles apenas afirmaram a autoridade mais elevada do senso de moralidade da cultura. A fim de salvar o cristianismo do prejuízo moral e intelectual causado pela doutrina, o inferno simplesmente teve de ir embora. Muitos rejeitaram a doutrina com prazer, reivindicando o mandado de atualizar a fé em uma nova era intelectual.

    E os evangélicos de nossos dias? Embora alguns satirizem a típica pregação “lago de fogo e enxofre” da antiga geração de evangélicos, o fato é que a maioria dos membros de igreja pode nunca ter ouvido um sermão sobre o inferno – mesmo em uma igreja evangélica. O inferno se tornou obsoleto também entre os evangélicos?

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  48. Parte 3:

    REVISANDO O INFERNO: UM TESTE PARA O DESLIZE RUMO AO LIBERALISMO

    Interessantemente, a doutrina sobre o inferno serve como um teste para o deslize rumo ao liberalismo. O padrão desse deslize é algo assim.

    Primeiramente, uma doutrina deixa de ser mencionada. Com o passar do tempo, ela nunca é abordada ou apresentada no púlpito. Muitos congregantes nem sentem falta da menção da doutrina. À medida que o tempo passa, diminui o número daqueles que a mencionam. A doutrina não é negada nem ignorada, porém é mantida à distância. Sim, admite-se, essa doutrina tem sido crida pelos cristãos, porém não é mais um assunto que precisa ser enfatizado.

    Em segundo, a doutrina é revisada e mantida em forma reduzida. Deve ter havido boas razões por que os cristãos creram historicamente no inferno. Alguns teólogos e pastores dirão que existe uma afirmação de moralidade essencial a ser preservada, talvez algo como o que C. S. Lewis chamou de “The Tao”.5 A doutrina é reduzida.

    Em terceiro, a doutrina é submetida a uma forma de zombaria. Robert Schuller, da Crystal Cathedral, conhecido por sua mensagem de “Pensamento de Possibilidade”, descreveu sua motivação para reformulação teológica em termos de recentralizar a teologia em “gerar confiança e esperança positiva”.6 Seu método é mostrar a salvação e a necessidade de “tornar-nos pensadores positivos”.7 O pensamento positivo não enfatiza o escape do inferno, “o quer que isso signifique ou o que quer seja isso”.8

    Essa afirmação ridiculariza o inferno por rejeitá-lo em termos de “o quer que isso signifique ou o que quer seja isso”. “Não se preocupe com o inferno,” Schuller sugere. Embora pouco evangélicos adotem essa forma de ridicularização, muitos inventarão formas mais brandas de marginalizar essa doutrina.

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  49. Parte 4:

    Em quarto, uma doutrina é reformulada a fim de remover sua ofensa intelectual e moral. Os evangélicos têm submetido a doutrina do inferno a essa estratégia por muitos anos. Alguns negam que o inferno seja eterno, defendendo formas de aniquilamento ou imortalidade condicional. Outros negarão o inferno como um estado de tormento real. John Wenham afirma: “Tormento infindável fala-me de sadismo, e não de justiça”.9 Alguns afirmam que Deus não manda ninguém para o inferno e que este é apenas a soma total das decisões humanas feitas durante a vida terrena. Deus não é realmente um juiz que decide, e sim um árbitro que se assegura de que as regras sejam seguidas.

    O pastor Ed Gungor, de Tulsa, escreveu recentemente que “as pessoas não são mandadas para o inferno, elas vão para lá”.10 Em outras palavras, Deus respeita a liberdade humana ao ponto de que deixará relutantemente que os seres humanos determinados a ir para o inferno tenham o seu desejo.

    DESCULPANDO-SE PELA DOUTRINA DO INFERNO: A NOVA EVASIVA EVANGÉLICA

    Em anos recentes, surgiu um novo modelo de evasiva evangélica. Havendo rejeitado a veracidade das Escrituras, os liberais protestantes e modernistas do século XXI rejeitaram a doutrina do inferno. Eles não entraram em tentativas elaboradas de argumentar que a Bíblia não ensinava essa doutrina – ele apenas descartam-na.

    Embora esse padrão de comprometimento se encontre entre muitos que dizem ser evangélicos, esse não é o padrão mais comum no meio evangélico. Uma nova apologia esta agora evidente entre alguns teólogos e pregadores que afirmam realmente a inerrância da Bíblia e a veracidade da doutrina do inferno no Novo Testamento. Essa nova apologia é mais sutil, com certeza. Nela, o pregador diz algo assim:

    “Sinto muito por dizer-lhe que a doutrina do inferno é ensinada na Bíblia. Eu creio nessa doutrina. Creio nela porque é revelada na Bíblia. Ela não está aberta a renegociação. Nós a recebemos e cremos nela. Gostaria que ela não estivesse na Bíblia, mas está”.

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  50. Parte 5:

    Afirmações como essa revelam muito. A autoridade da Bíblia é claramente afirmada. O pregador afirma o que a Bíblia revela e rejeita acomodação. Até aqui, tudo bem. O problema está em como a afirmação é introduzida e explicada. Em um gesto de desculpas, a doutrina é lamentada.

    O que isso diz a respeito de Deus? O que isso significa quanto à verdade de Deus? Pode uma verdade ensinada com clareza na Bíblia ser ruim para nós? A Bíblia apresenta o conhecimento do inferno tal como apresenta o conhecimento do pecado e do julgamento: essas são coisas que precisamos saber. Deus nos revela essas coisas para o nosso bem e nossa redenção. À luz disso, o conhecimento dessas coisas é graça para nós. Desculpar-se por uma doutrina equivale a impugnar o caráter de Deus.

    Cremos que o inferno faz parte da perfeição da justiça de Deus? Se não, temos problemas teológicos maiores do que os problemas relacionados ao inferno.

    Vários anos atrás, alguém sugeriu com sabedoria que muitos bons cristãos modernos queriam “refrigerar o inferno”.11 O esforço continua.

    Lembre que os liberais e os modernistas agiram com base em uma motivação apologética. Eles queriam salvar o cristianismo como uma mensagem relevante em um mundo moderno e remover o detestável obstáculo do que era visto como doutrinas repugnantes e desnecessárias. Queriam salvar o cristianismo de si mesmo.

    Hoje, alguns movimentos como a Igreja Emergente recomendam esse mesmo procedimento, por razões idênticas. Somos embaraçados pela doutrina bíblica do inferno?

    Se isso é verdade, esta geração de evangélicos não terá falta de embaraços. O contexto intelectual presente não permite quase nenhum respeito pelas afirmações cristãs quanto à exclusividade do evangelho, a natureza do pecado humano, os ensino da Bíblia sobre a sexualidade humana e várias outras doutrinas reveladas na Bíblia. A lição do liberalismo teológico é clara – o embaraço é o sentimento inicial que conduz à acomodação e à negação teológica.

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  51. Parte Final:

    Tenha certeza disto: o embaraço não parará na refrigeração do inferno.





    NOTAS:

    William R. Hutchison, ed., American Protestant Thought in the Liberal Era (Lanham, MD: University Press of America, 1968, p. 4.
    Gary Dorrien, The Making of America Liberal Theology: Imagining Progressive Religion, 1805-1900 (Louisville: Westminster/John Knox Press, 2001), p. 18.
    Ibid., p. 275.
    Martin E. Marty, “Hell Disappeared. No One Noticed. A Civic Argument”, Harvard Theological Review, 78 (1985), p. 381-398.
    Ver C. S. Lewis, The Abolition of Man (San Francisco: HarperOne, 2001 [1948]).
    Robert Schuller, My Journey (San Francisco: HarperCollins, 2001), p. 127.
    Ibid., p. 127-128.
    Ibid.
    John Wenham, Facing Hell: An Autobiography (London: Paternoster Press, 1998), p. 254.
    Ed Gungor, What Bothers Me Most About Christianity (New York: Howard Books, 2009), p. 196.
    Ver “Hell Air Conditioned”, New Oxford Review, 58 (June 3, 1998), p. 4.

    Autor: Albert Mohtler Jr.

    Fonte: Ministerio Fiel

    Tradução: Wellington Ferreira

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    1. Achei o texto dele francamente fraco. Ele não provou nenhuma associação entre liberalismo e aniquilacionismo, apenas falou, falou e falou. Só achismos. Mesmo se provasse ou desse algum argumento, só estaria provando que gente do calibre de um John Stott ou um Oscar Cullmann eram “hereges” ou “liberais”. Na verdade o que leva as pessoas a abandonarem a doutrina do tormento eterno não é o liberalismo, mas a falta de base bíblica para este ensino. Eu mesmo só mudei de ponto de vista após uma análise teológica aprofundada sobre a questão. Não foi por “influência do liberalismo”, o qual repudio.

      E a razão pela qual muitos outros ridicularizam a crença no inferno eterno nos dias de hoje também não é por liberalismo, mas por uma questão moral. Para os católicos medievais, era “normal” aceitar a doutrina de um tormento eterno queimando os impenitentes para todo o sempre, afinal de contas estamos falando de uma época onde a moralidade era bem baixa e se queimavam os “hereges” vivos, até a morte, em praça pública, como um verdadeiro “espetáculo”. E as pessoas da época achavam isso uma coisa maravilhosa – exceto se fosse quem estava sendo queimado, é claro.

      Hoje em dia, as coisas mudaram. A moralidade evoluiu. Hoje encaramos esse tipo de coisa (como a Inquisição) como algo repugnante, repudiável, abominável e detestável, como de fato é. Algo totalmente contra a vontade de Deus. A mesma coisa se aplica ao tormento eterno, que, se existisse, seria algo bem pior e mais injusto que a Inquisição. Hoje a própria moral nos diz que esse tipo de atrocidade não pode existir. Se teólogos liberais também percebem isso, aí é problema deles. O fato é que isso transcende totalmente o que a teologia liberal diz ou deixa de dizer. Tem a ver em primeiro lugar com um estudo sério das Escrituras, o desapego de velhas e ultrapassadas tradições humanas falidas, e a voz da consciência que o próprio Senhor Deus colocou no coração de cada um de nós.

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  52. Que me diz desse vídeo?

    https://youtu.be/lHKQ5EMbw2g

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    1. Paulo Cristiano mistura verdades com mentiras. Vamos aos fatos:

      (1) É verdade que o tema central da discussão entre Eva e a serpente girava em torno da autonomia do ser humano perante Deus, e não sobre a imortalidade em si. Mas isso em nada muda o fato de que a serpente falava mesmo sobre a imortalidade quando disse que “certamente não morrerás”, porque a mortalidade seria a CONSEQUÊNCIA da desobediência às ordens de Deus. Ou seja, como punição pelo fato de querer ser igual a Deus, a humanidade deixaria de ser imortal e passaria a ser mortal, como de fato ocorreu (mortalidade essa que só é revertida na ressurreição). Portanto o fato da discussão central ser a autonomia do homem não altera em NADA o outro fato de que a mortalidade foi uma consequência (punição) dessa desobediência.

      (2) A tese de que a morte que ocorreu ali foi uma morte meramente espiritual não se sustenta diante do texto hebraico. Em Gênesis 2:17, quando Deus diz que no dia em que comer “certamente morrereis”, o hebraico traz “moth tâmuth”. O problema é que “moth tâmuth” são basicamente duas palavras diferentes que significam basicamente a mesma coisa: morte. Se o texto fosse traduzido literalmente ao português, ficaria algo como: “morrendo, morrereis”. Parece uma redundância e por isso as versões em vernáculo a omitem, mas é fundamentalmente importante porque destaca que o momento em que o homem de fato morreria seria na morte (e não naquele exato momento). No dia em que eles comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal eles morreriam, ou seja, se tornariam mortais, o processo de morte teria início. Mas isso só ocorreria efetivamente quando eles viessem a falecer biologicamente (“morrendo, morrereis”). Portanto, o texto está falando da morte literal (física ou biológica), não somente de uma morte espiritual como separação de Deus.

      (3) Aí ele poderia alegar: “Mas essa morte física se refere apenas à morte do corpo, e não à alma”. Ok, mas que lógica teria Deus prometer a imortalidade SE comesse da árvore da vida, se supostamente ele já havia implantado uma alma imortal dentro de Adão e Eva? Neste caso, a árvore da vida seria bastante inútil. Além disso, a própria promessa da serpente (de que “certamente NÃO MORRERÁS”) seria supérflua no caso de que Eva, em essência, já fosse imortal. Qual sentido faz prometer a imortalidade se Eva já possuía a imortalidade dentro dela? Ao meu ver, nenhuma. No mínimo, seria uma tentação bem pouco “tentadora”. Agora, se Adão e Eva realmente NÃO tivessem a imortalidade dentro de si (na forma de uma alma imortal), aí sim faria sentido Eva temer a morte como punição pelo pecado, e a tentação da serpente no sentido de tentar convencê-la de que não morreria. Tudo faz muito mais sentido na perspectiva mortalista deste texto do que na imortalista.

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    2. Assim como existem vertentes dentro do imortalismo, existem no mortalismo?

      Há mortalistas que crÊem na alma mas também em sua mortalidade?
      Vc conhece teólogos mortalistas que publicaram estudos do mortalismo com uma visão diferente da sua?

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    3. Ele pode alegar que o "morrereis" de “morrendo,morrereis” é no sentido espiritual.

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    4. "Assim como existem vertentes dentro do imortalismo, existem no mortalismo?"

      Há os que creem em um sono literal da alma, há também os que tem visões diferentes em relação ao estado dos ímpios após a ressurreição (que creem no aniquilacionismo direto, ou que sustentam que os ímpios sequer vão ressuscitar). Sobre essa questão da vida após a ressurreição as Testemunhas de Jeová (que são mortalistas) tem uma visão bastante peculiar e que eu diria bastante estranha, na qual eu discordo quase totalmente em todos os pontos. A minha visão é muito mais compatível com a dos adventistas neste aspecto, exceto por um ou outro texto em particular (por exemplo, os "espíritos em prisão" e a ressurreição de Moisés, a respeito dos quais eu tenho interpretação diferente da interpretação oficial deles).

      "Ele pode alegar que o "morrereis" de “morrendo,morrereis” é no sentido espiritual"

      Neste caso o "moth tâmuth" seria apenas uma redundância bastante desnecessária. "Morrendo morrereis" passa o sentido de que aquilo seria o início de um processo de morte que somente se consumaria no momento da morte em si. Ou seja, um potencial de morrer que inicia agora, mas que se consumará de fato na morte física. Mas se o texto se refere apenas a uma morte espiritual, então apenas "morrereis" já seria mais que o suficiente. Além disso o próprio autor do vídeo admite que o texto se aplica em sentido espiritual E físico, embora entenda que por "físico" se refere somente ao corpo, o que incorre nos problemas apresentados no ponto 3. Eu até poderia adicionar o fato de que Eva estava possivelmente não-familiarizada com esse tipo de "linguagem espiritual", popularizada na Bíblia principalmente através dos escritos de Paulo, mas naquela circunstância e ainda mais levando-se em consideração a ausência de qualquer explicação maior ou detalhes, o entendimento mais simples e lógico que ela teria é a da morte biológica, a única que ela conhecia. E em se tratando de teologia, assim como em ciência, a explicação mais simples costuma ser a verdadeira.

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    5. Morte biológica?Eva não sabia o que era morte biológica,ela nunca sequer tinha ainda visto uma."Morrendo,morrereis" poderia significar que uma vez mortos biologicamente eles tbm estariam separados ou mortos espiritualmente para Deus ou vice-versa (mortos espiritualmente eles tbm morreriam biologicamente)?.

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    6. "Eva não sabia o que era morte biológica,ela nunca sequer tinha ainda visto uma"

      Se Eva tinha visto pessoalmente ou não (com um animal, por exemplo), nós não sabemos, mas com certeza lhe seria muito mais fácil de assimilar do que uma morte em um sentido espiritual que lhe era estranho, não só a ela, mas a todos os autores antigos do AT. De memória eu não me lembro de qualquer texto do AT que use "morte" neste sentido espiritualizado, fiz uma busca rápida pelo termo em um buscador de textos bíblicos, deu vinte páginas cheias de versículos e nenhum em que o termo "morte" aparecesse neste sentido. Na esmagadora maioria das vezes se refere à morte natural, e em uma pequena minoria de ocasiões é uma figura de linguagem em contextos poéticos onde a morte é personificada (mas ainda assim não tem nada a ver com a "morte espiritual no sentido de separação de Deus"). Quem popularizou este conceito foi Paulo no NT, embora possa se encontrar algumas menções do tipo em Jesus no evangelho de João, mas nenhuma que eu me lembre em textos do AT. Seria preciso um exercício de raciocínio muito profundo e inexistente para a época e até mesmo para a mentalidade dos hebreus posteriores que Eva imaginasse que por "morte" Deus não estava falando da oposição à vida (existência), mas de um sentido espiritual que não encontra paralelo nem no Gênesis nem em parte nenhuma do AT. É como eu disse na minha outra resposta: se a morte fosse mesmo espiritual, no mínimo haveria algum esclarecimento quanto a isso, algum detalhe, ressalva ou observação, porque quando se fala apenas em "morte" o que imediatamente vêm à mente de qualquer pessoa é a morte biológica, a não ser que algo no contexto indique expressamente o contrário (o que não é o caso aqui).

      Quanto à morrer espiritualmente quando morrer biologicamente, eu não vejo lógica nisso. Veja bem, morrer espiritualmente no conceito do NT significa estar separado de Deus, ou seja, em pecado, afastado da graça, e isso Eva já estaria imediatamente ao comer do fruto, não somente quando morresse fisicamente, então dizer que ela morreria espiritualmente quando morresse biologicamente (ou vice-versa) não faz sentido. Além disso a promessa de Deus de que eles viveriam para sempre SE comessem a árvore da vida não pode ser espiritualizada, porque hoje nós temos vida espiritual e nem por isso comemos da árvore da vida. A Bíblia mostra em Apocalipse 22:2 que na nova terra a árvore da vida estará ali novamente, indicando que é este o momento em que de fato viveremos para sempre.

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    7. Sobre os animais,acho impossível que eles morressem antes do pecado,porque só a partir do pecado é que a morte entrou no mundo,inclusive no Éden todos eram vegetarianos,só depois do dilúvio se tornaram carnívoros.

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    8. Eu tbm acho que se Deus estivesse falando de uma morte espiritual Ele provavelmente teria dito:"No dia em que dela comerdes haverá separação entre mim e vós" ou algo assim.Lucas,porque será que o homem não comeu da árvore da vida?Será que não deu tempo?.

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    9. É o que parece, já que depois de comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal Deus teve que tirá-los de perto da árvore da vida para não correr o risco deles comerem dela também:

      "Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida" (Gênesis 3:24)

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  53. Lucas, mais um vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=CBrxbuB4dk8

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    1. Longe de mim querer menosprezar o autor do vídeo, mas ele falou, falou, falou mais um pouco e não disse nada com nada, não chegou a lugar algum. Ficou basicamente todo o tempo apenas para dizer que Gn 2:7 não era uma visão "detalhada" da natureza humana, mas não refutou o texto em si, não lidou com aquilo que o texto afirma categoricamente. A grande pergunta não é se Gn 2:7 é detalhado ou não, mas sim se a alma é o que o homem se tornou ou o que Deus colocou no homem. O texto responde da primeira maneira e ponto final. Os pormenores da natureza humana são abordados ao longo da Escritura, mas a base está ali, em Gn 2:7, na narração da criação humana. O argumento que ele usa sobre Eva é francamente bem ridículo, o texto obviamente não precisava mencionar que "Eva se tornou uma alma vivente" porque isso JÁ ESTAVA IMPLÍCITO a partir da narração de Adão, sendo Eva da mesma espécie (humana) é óbvio que também seria alma vivente. Além disso uma coisa é omitir algo de uma narrativa, outra coisa bem diferente é dizer uma inverdade, que seria no caso do homem não ser uma alma e sim possuir uma. Depois ele se complica e se enrola todo no final do vídeo dizendo que o homem ao mesmo tempo é uma alma e possui uma alma, isso em quase dez anos de apologética eu nunca vi um imortalista dizer, agora já inventaram duas almas pelo jeito, eu morro e não vejo tudo!

      Ele literalmente quer que se extraia do NOVO TESTAMENTO o conceito de alma rejeitando o de Gênesis, quer dizer, para ele Deus "enganou" os hebreus por milhares de anos, e a humanidade por 4 mil anos, até chegar o Novo Testamento e trazer "a verdade" da alma imortal (o que também é falso já que o NT não diz nada de alma imortal, mas isso é um outro debate). Não tem como dar crédito a uma visão que defende a obscuridade desse jeito, com Deus permitindo deliberadamente que Seu povo permaneça na escuridão e na ignorância por milhares e milhares de anos até chegar o NT e dizer como as coisas são. Ainda mais em algo tão sumamente importante, que envolve o destino eterno do ser humano após a morte. É totalmente absurdo, um disparate uma afirmação dessas. O máximo que o NT faz é detalhar mais, fortalecer e esclarecer o conceito, mas nunca mudá-lo ou criar um conceito novo do zero, passando a borracha e corrigindo o que o AT registra sobre a questão. Isso inclusive compromete a infalibilidade, inerrância e inspiração das Escrituras, como apontei em resposta a um outro comentário recente. Isso sim leva ao liberalismo.

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  54. Aniquilando o aniquilacionismo

    Aniquilacionismo: "doutrina que defende a ideia de que os ímpios não sofrerão o castigo eterno, mas serão aniquilados".

    Se o castigo dos ímpios não será eterno, a vida dos justos, de igual modo, não será eterna. Mas, a vida dos justos será eterna, logo, o castigo dos ímpios será eterno. Pois, o adjetivo (do gr. aionios, "eterno" do hebr, 'olam "eterno") que qualifica o substantivo vida é o mesmo que qualifica o substantivo castigo. (Mt 25:46; Dn 12:2)

    Do gr. Dzoen aionion, "vida eterna" (Mt 25:46)
    Do gr. Colasin aionion, "castigo eterno" (Mt 25:46)
    Do hebr. Lechayiy ‘olam, "para a vida eterna" (Dn 12:2)
    Do hebr. Lacharafot ledir’on ‘olam, "para a vergonha e desprezo eterno" (Dn 12:2)

    Veja, que, é a mesma palavra, no mesmo versículo e no mesmo contexto, apontando para o futuro. Não tem desculpa, a mesma passagem de Mt 25:46 onde Jesus disse que a vida é eterna (dzoen aionion, "vida eterna"), também diz que o castigo é eterno (colasin aionion, "castigo eterno"). E o mesmo acontece em Dn 12:2. Mas, como os aniquilacionistas não conseguem explicar o óbvio, procuram ficar dando o giro, isto é, "a famosa famosa enroladinha", apresentando passagens fora desse contexto.

    A besta e o falso profeta foram lançados no lago de fogo (Ap 19:20) e mil anos depois, Satanás foi lançado no mesmo lago de fogo e a besta e o falso profeta ainda estavam lá. Ora, o castigo não é a aniquilação? Então, o que é que a besta e o falso profeta estavam fazendo no lago de fogo depois de mil anos? Apocalipse 20:10 mostra Satanás sendo lançado no lago de fogo, mas não mostra ele sendo aniquilado, mas sendo atormentado pelos séculos dos séculos. Ap 20:15 mostra os ímpios sendo lançado no lago de fogo, mas não mostra eles sendo aniquilados. Porque será?

    Isso é ou não é o aniquilamento do aniquilacionismo?

    Elias Soares

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    1. O "castigo eterno" de Mateus 25:46 (do grego "kolasin", que significa "punição" no sentido de destruição, de pena capital) não é uma tortura ou sofrimento eterno, mas sim a morte eterna. É o mesmo caso já explicado de 2ª Tessalonicenses 1:8, que fala da DESTRUIÇÃO eterna e não de um tormento eterno. A morte eterna não é um sofrimento sem fim, mas sim uma morte irreversível, sem volta, para sempre (por isso eterna). Recomendo-lhe este artigo em que eu explico este versículo de forma mais detalhada:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/08/mateus-2546-fala-de-um-tormento-eterno.html

      As objeções em torno do Apocalipse já foram explicadas na minha outra resposta, por isso dispenso comentários aqui. Só vale destacar que Ap 20:10 NÃO diz que a besta e o falso profeta ainda estavam vivos no lago de fogo, só diz que eles haviam sido lançados ali ("...onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta" - NVI).

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  55. Mais um vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=v8Age3eWDE8

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    1. Oito minutos de vídeo apenas para repetir aquilo que os mortalistas sempre disseram: que a alma é a pessoa. Realmente surpreendente o nível dessas "refutações"...

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  56. "Por que o Aniquilacionismo é errado (J. I. Packer)

    Parte 1

    "A doutrina do inferno é o aspecto mais difícil da fé cristã para muitas pessoas. É para mim. Sinto intensamente a tristeza incessante dessa doutrina. Mas ser cristão é - no mínimo - confessar a Cristo o Filho de Deus e confessar que Cristo, o Filho de Deus, é - no mínimo - submeter-se ao seu ensino. E isso inclui seu ensinamento sobre o inferno (que era bastante abundante e colorido).

    Santo Anselmo disse uma vez que devemos dar graças por qualquer coisa da fé cristã que possamos entender com nossa mente; mas quando chegamos a algo que não entendemos, devemos "inclinar nossas cabeças em submissão reverente". Isso parece um conselho piedoso e sábio para mim. Nós simplesmente não temos a opção de escolher o que a Bíblia ensina: somos chamados a nos submeter à sua autoridade sobre nós.

    A doutrina tradicional do inferno está atualmente passando por desafios significativos, tanto dentro como fora da igreja. Muitos questionam a realidade do inferno, enquanto muitos outros optam pelo aniquilacionismo - a crença de que os condenados não sofrerão eternamente, mas terão suas consciências extintas em algum momento. Em 1997, J. I. Packer escreveu um breve artigo na revista Reformation and Revival revendo o debate sobre o aniquilacionismo entre os evangélicos. Em seu resumo histórico, ele define o aniquilacionismo da seguinte forma:

    O que está em questão? A questão é essencialmente exegética, embora com implicações teológicas e pastorais. Tudo se resume em saber se, quando Jesus disse que os que foram banidos no juízo final “irão para o castigo eterno” (Mateus 25:46), ele imaginou um estado de dor penal que é infinito, ou um fim da existência consciente que é irrevogável: isto é (pois é assim que a questão é colocada), uma punição que é eterna em sua extensão ou em seu efeito.

    Packer, em seguida, descreve algumas variações atuais dentro do aniquilacionismo à luz de suas origens do século XIX, e oferece duas ressalvas pastorais:

    O inferno não deve ser abstraído do evangelho.
    As visões sobre o inferno não devem ser determinadas por considerações de conforto.
    Ele então passa a oferecer respostas a quatro argumentos comuns para o aniquilacionismo. Os contra-argumentos de Packer são alguns dos pontos mais expressivos e incisivos que li sobre o aniquilacionismo, e ainda são relevantes hoje em dia. Com meus próprios títulos adicionados, eles são os seguintes.

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  57. Parte 2

    1. O que significa "eterno"?

    O primeiro argumento é, necessariamente, uma tentativa de explicar “castigo eterno” em Mateus 25: 46 - onde é paralelo à frase “vida eterna” - como não necessariamente carregando a implicação da infinitude. Admitindo que, como é corretamente recomendado, “eterno” (aionios) no Novo Testamento (NT) significa “pertencer à era vindoura” ao invés de expressar qualquer noção cronológica direta, os escritores do NT são unânimes em esperar que a idade chegue a ser interminável, então o problema do aniquilacionista permanece onde estava. A afirmação de que na era da vir a vida é o tipo de coisa que acontece enquanto a punição é o tipo de coisa que acaba com a pergunta. Basil Atkinson, "um excêntrico bacharel acadêmico" de acordo com Gordon Wenham, mas um filólogo profissional e mentor de Wenham e John Stott nesta matéria, escreveu:

    Quando o adjetivo aionios, que significa "eternidade", é usado em grego com substantivos de ação, ele faz referência ao resultado dessa ação, mas não ao processo. Assim, a frase “castigo eterno” é comparável a “redenção eterna” e “salvação eterna”, ambas as frases das escrituras. . . . Os perdidos não passarão por um processo de punição para sempre, mas serão punidos de uma vez por todas com resultados eternos.

    Embora essa afirmação seja constantemente feita por aniquilacionistas, que de outra forma não poderiam obter sua posição, ela não tem apoio de gramáticos e levanta a questão assumindo que a punição é um evento momentâneo e não sustentado. Embora talvez não seja absolutamente impossível, o raciocínio parece antinatural, evasivo e, na avaliação final, desamparado.

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  58. Parte 3:

    2. A Eternidade Instrínseca da Alma
    O segundo argumento comum é que, uma vez que a idéia da imortalidade intrínseca da alma (isto é, a pessoa consciente) é colocada de lado como uma intromissão platônica na exegese do segundo século, parecerá que o único significado natural da imagem da morte do Novo Testamento. a destruição, o fogo e a escuridão como indicadores do destino dos incrédulos é que tais pessoas deixam de existir. Na inspeção, no entanto, isso não prova ser o caso. Para os evangélicos, a analogia das Escrituras - o axioma de sua coerência interna e consistência e poder para elucidar seu próprio ensino de dentro de si - é um princípio controlador em toda interpretação, e embora existam textos que, tomados isoladamente, possam ter implicações aniquilacionistas. , outros não podem naturalmente ser encaixados em qualquer forma deste esquema. Mas nenhuma teoria proposta do significado da Bíblia que não cubra todas as declarações relevantes da Bíblia pode ser verdadeira.

    Textos como Judas 6, Mateus 8:12, Mateus 22:13 e Mateus 25:30 mostram que a escuridão significa um estado de privação e angústia, não de destruição no sentido de deixar de existir. Afinal, apenas aqueles que existem podem chorar e ranger os dentes, como dizem os que são banidos na escuridão.

    Em nenhum lugar nas Escrituras a morte significa extinção; a morte física é a partida para outro modo de ser, chamado sheol ou hades, e a morte metafórica é a existência que é sem Deus e sem graça; Nada no uso bíblico garante a idéia de que a "segunda morte" de Apocalipse 2:11; 20:14; e 21: 8 significa ou envolve a cessação do ser.

    Além disso, Lucas 16: 22-24 mostra que, como em boa parte do apocalipse extrabíblico, o fogo significa a existência continuada da dor. As palavras arrepiantes de Apocalipse 14:10, com 19:20 e 20:10, e de Mateus 13:42, 50, confirmam isso.

    Em 2 Tessalonicenses 1: 9, Paulo explica, ou amplia, o significado de “punido com eterna destruição eterna, aionios”, acrescentando “e excluído da presença do Senhor” - que, ao afirmar a exclusão, exclui a idéia que "destruição" significava extinção. Somente aqueles que existem podem ser excluídos. Muitas vezes tem sido apontado que, em grego, o significado natural do vocabulário de destruição (substantivo, olethros; verbo, apollumi) é “destruir”, de modo que o que é destruído é doravante não funcional ao invés de totalmente aniquilado.

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  59. Parte 4:

    Os aniquilacionistas respondem com argumentos especiais. Às vezes, eles insistem que tais referências à angústia contínua referem-se apenas à experiência temporária dos perdidos antes de serem extintas, mas isso é suplicar a questão pela eisegese especulativa e abandonar a alegação original de que as imagens do NT de perda eterna naturalmente implicam extinção. Robert Peterson cita de Stott, que ele chama de "o melhor caso para o aniquilacionismo", o seguinte sobre as palavras "E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre" (Apocalipse 14:11):

    O fogo em si é denominado “eterno” e “inextinguível”, mas seria muito estranho se o que é jogado nele se provar indestrutível. Nossa expectativa seria o oposto: seria consumida para sempre, não atormentada para sempre. Por isso, é a fumaça (evidência de que o fogo fez seu trabalho) que "se eleva para todo o sempre".

    "Pelo contrário", Peterson responde, "nossa expectativa seria que a fumaça se extinguisse quando o fogo tivesse terminado seu trabalho. . . . O resto do versículo confirma nossa interpretação: "Não há descanso dia ou noite para aqueles que adoram a besta e sua imagem". Não parece haver resposta para isso.

    Então, em todos os pontos, o argumento lingüístico simplesmente falha. Dizer que alguns textos, tomados isoladamente, podem significar que a aniquilação não prova nada quando outros textos evidentemente não o fazem.

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  60. Parte 6

    3. Justiça Divina

    O terceiro argumento aniquilacionista é que, para Deus, visitar retribuições punitivas interminavelmente sobre os perdidos seria desproporcional e injusto. Stott escreve: "Eu questiono se 'eterno tormento consciente' é compatível com a revelação bíblica da justiça divina, a menos que talvez (como foi argumentado) a impenitência do perdido também continue por toda a eternidade." A incerteza expressa no "talvez" de Stott é estranho, pois não há razão para pensar que a ressurreição dos perdidos para o julgamento mudará seu caráter, e todas as razões, portanto, para supor que sua rebelião e impenitência continuarão enquanto eles próprios fizerem, tornando o contínuo banimento da comunhão de Deus plenamente apropriado; mas, deixando isso de lado, é aparente que o argumento, se válido, provaria demais, e acabaria minando o próprio caso do aniquilacionista.

    Pois se, como o argumento implica, é desnecessariamente cruel para Deus manter os perdidos infinitamente em sofrer dor, porque sua justiça não exige isso, como os aniquilacionistas podem justificar em termos da justiça de Deus o fato de que os faz sofrer? alguma dor pós-morte? Por que a justiça, que nessa visão requer sua aniquilação em qualquer caso, não será satisfeita pela aniquilação na morte? Os aniquilacionistas bíblicos, que não podem fugir da expectativa da ressurreição final para julgar os incrédulos ao lado dos crentes, admitem que Deus não faz isso, e alguns, como vimos, admitem também que haverá alguma dor infligida após o julgamento e antes da extinção. . Mas se a justiça de Deus não requer mais do que extinção e, portanto, não exige isso, a dor torna-se crueldade desnecessária, e Deus é de fato acusado da mesma anomalia que aniquilam para provar sua inocência e condenar a corrente cristã por implicar . Se, no entanto, a justiça de Deus realmente requer alguma dor penal além da aniquilação, e contínua hostilidade, rebelião e impenitência de Deus por parte dos incrédulos permanece um fato post-mortem, não haverá momento em que seja possível para qualquer um de Deus. ou o homem para dizer que suficiente castigo foi infligido, não mais é merecido, e mais seria injusto. O argumento, portanto, explode em seus proponentes, empalando-os inevitavelmente nos chifres desse dilema. Mais sábio foi Basil Atkinson, que declara: “Evitei. . . qualquer argumento sobre o estado final dos perdidos baseado no caráter de Deus, que eu consideraria irreverente tentar estimar ”. Sem dúvida, ele previu as labutas que esse argumento leva.

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  61. Parte Final:

    4. O inferno pode esvaziar o céu?
    O quarto argumento é que a alegria dos santos no céu seria prejudicada pelo conhecimento de que alguns continuariam sob merecida retribuição. Mas isso não pode ser dito de Deus, como se a expressão de sua santidade em retribuição o prejudicasse mais do que fere os ofensores.

    E visto que no céu os cristãos serão como Deus em caráter, amando o que ama e se alegrando em toda a sua auto-manifestação - incluindo a manifestação de sua justiça (na qual os santos nas Escrituras já alegram-se neste mundo) - existe não há razão para pensar que a alegria eterna deles será prejudicada dessa maneira.

    Retirado do site:

    https://www.thegospelcoalition.org/article/j-i-packer-on-why-annihilationism-is-wrong/

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    1. Não tenho muito o que comentar sobre esse artigo porque 90% do conteúdo dele são repetições de outros argumentos já refutados nos outros artigos que você transcreveu aqui. Por exemplo, Mateus 25:46, o texto de 2 Tessalonicenses, os do Apocalipse e etc. Portanto vou ignorar estes casos já refutados e lidar apenas com os argumentos que já não foram abordados anteriormente:

      (1) Ele diz que não existe o conceito de morte como cessação de existência porque após a morte física os homens permanecem vivos no Sheol. Entretanto o consenso bíblico sobre o Sheol é de um lugar sem vida onde vão os corpos mortos (defuntos), como mostro neste artigo com dúzias de exemplos bíblicos claríssimos extraídos do texto hebraico:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/07/o-sheol-hades-e-uma-morada-de-almas.html

      (2) Ele diz que "não há provas" de que a segunda morte de Apocalipse é uma morte no sentido literal de oposição à vida. Entretando isso é refutado primeiramente por um simples raciocínio lógico, pois se a primeira morte que passamos é uma morte literal, então a segunda morte também seria. E o próprio texto do Apocalipse também fala da morte e do Hades sendo lançados no lago de fogo que é a segunda morte (Ap 20:14), sendo que nem a morte e nem o Hades são pessoas para serem atormentadas em algum lugar, e sim coisas impessoais e abstratas, que DEIXAM DE EXISTIR ao caírem no "lago de fogo", o que prova com a máxima clareza que cair no lago de fogo significa DEIXAR DE EXISTIR, como ocorre com a morte, o Hades e consequentemente também com os seres humanos que são citados no mesmo contexto. Mas dizer que "não há indícios" de que essa morte do lago de fogo seja no sentido de cessação de existência é uma grande mentira.

      (3) "Somente aqueles que existem podem ser excluídos". Não é este o sentido do texto paulino. O sentido expresso claramente é que eles estariam excluídos da presença de Deus não porque estejam queimando para sempre conscientemente mas sim porque FORAM DESTRUÍDOS. E é lógico que alguém que foi destruído não pode ser salvo para estar na companhia eterna de Deus. É apenas isso que o texto diz. Se alguém por exemplo dissesse que "tal aluno que morreu foi excluído da lista de presença da turma" isso não implicaria que o aluno na verdade continua vivo são e salvo por aí. Significa apenas que não está mais lá, PORQUE MORREU. Simples.

      (4) O argumento de que a punição proporcional do inferno dos aniquilacionistas é uma "crueldade desnecessária" é um insulto à lógica e ao bom senso. Como pode ser desproposital se é justamente o CORRESPONDENTE EXATO aos pecados de cada um? O que é desproporcional e completamente desproposital é um tormento eterno onde seres humanos sofrem por blocos infinitos de bilhões e bilhões de anos apenas por causa de alguns anos de pecado na terra. Isso sim é o suprassumo da "crueldade desnecessária", chega a ser quase criminoso um imortalista usar ESSE TIPO de argumento contra um aniquilacionista. E antes que se diga que esse castigo proporcional ainda assim é desproposital, o propósito está muito bem claro: punir pelo tempo proporcional aos pecados de cada um. O problema é que na cabeça dele só se pode castigar uma pessoa se tiver como finalidade reformá-la; este é um conceito absurdo, se fosse assim não poderia existir a prisão perpétua que não pode "reformar" ninguém de fato, já que os indivíduos não serão jamais reintegrados à comunidade. Ele precisa aprender e entender que na vida se punem por duas coisas: ou por punição por um delito cometido, ou por correção para fins reformatórios. Apenas este segundo caso implicaria em algum problema para o aniquilacionismo, mas este NÃO É o único caso e nem a única razão pela qual se prendem e se castigam indivíduos, a mera punição por um crime já se justifica a despeito de qualquer possibilidade reformatória no sujeito em si. Ou para colocar a questão de uma forma mais simples: o cara errou, então tem que pagar pelos seus erros proporcionalmente a eles. Simples assim.

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  62. Aniquilacionismo: Uma doutrina grega e pagã

    Parte 1


    Os adventistas costumam alegar que a doutrina da imortalidade da alma é uma doutrina originada na filosofia grega, portanto pagã.

    Mas a questão colocada nestes termos além de ser simplória, é enganosa. Estamos falando de qual filosofia grega, afinal?

    Antes de aparecer a filosofia, a religião grega apresentava duas expressões de crença: uma pública e outra privada.

    1) A religião pública – baseada nos poemas de Homero – cuja antropologia era naturalista e acreditava na mortalidade do homem, é um exemplo de que os gregos nem sempre foram favoráveis à ideia da imortalidade inata da alma.

    Afirma certo estudioso no assunto que: “Nos poemas homéricos (c. séc. VIII a.C.), os usos do termo psyché (ψυχή) podem ser reduzidos a basicamente dois: sombra (σκιά) e força vital, que se extingue com a morte e é aplicável somente aos humanos.” (ROBINSON, T. As Origens da Alma: os Gregos e o Conceito de Alma de Homero a Aristóteles. Anna Blume Editora, São Paulo, 2010., pp. 17–18)

    2) A religião dos mistérios – “Orfismo” – que fazia separação entre alma e corpo. Era o fundamento da religião privada. O Orfismo acreditava na sobrevivência da alma e na reencarnação. É ela que irá influenciar posteriormente muitos filósofos gregos.

    Filosofia

    Na filosofia não era diferente, já que havia partidários das duas crenças:

    3) A filosofia pré-socrática e clássica – com ênfase na imortalidade da alma. Essa de fato acreditava numa imortalidade inerente à alma. Essa doutrina foi melhor desenvolvida por Platão.

    Mas a filosofia grega não se resumia apenas à filosofia de Platão. O que os adventistas não revelam é que a crença aniquilacionista também tem seus pés fincados na filosofia grega dos materialistas epicureus e estoicos.

    4) Filosofia holística e materialista – escolas filosóficas que rejeitavam a imortalidade da alma. Entre elas estavam os seus maiores representantes: Epicureus e Estoicos que influenciaram bastante a filosofia.

    Sou eu Lucas, Apologeta, que estou em outro navegador, por isso a falta de identificação.

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  63. Parte 2

    O que criam os Estoicos?

    Os Estoicos, apesar de acreditarem em um tipo de alma corporal, ensinavam que, no final de tudo, ela seria extinta. Vejamos melhor essa crença nas palavras de certo estudioso:

    “Pelo fato mesmo de não terem a natureza da alma, os estoicos antigos não são claros quanto à imortalidade da alma. Afirmam que não é espírito inato, que é corpórea, que é corruptível, mas permanece depois da morte […] Cleanto afirma que todos permanecem até “o incêndio do mundo”, mas Crisipo acha que subsistem só as almas dos sábios” (LAÊRTIOS, Diôgenes. Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres. Tradução de Mário da Gama Kury. UNB, 1977. LAÊRTIOS, Diôgenes. Ibidem, VII, 107)

    O que criam os seguidores de Epicuro?

    “Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade […] A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos, já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui.” (Epicuro – Carta a Meneceu – destaque meu)

    O epicurista romano, Titus Lucretius Carus, em sua De Rerum Natura foi além e afirmou que a alma é de natureza corpórea e está sujeita à morte. A alma do homem consiste em átomos diminutos que se dissolvem com o húmus quando este morre, dando, posteriormente forma às rochas, lagos ou flores.

    “[…] ora, não vamos acreditar que as almas fogem do Aqueronte ou que espectros voejam entre vivos, ou que alguma coisa de nós pode ficar depois da morte, visto que o corpo e a substância da alma, aniquilados ao mesmo tempo, se dispersam nos seus elementos respectivos.” (LUCRÉCIO. Da natureza IV, 40-45– destaque meu)

    E mais: “Assim, a substância do espírito não pode surgir sozinha sem o corpo nem pode estar afastada dos nervos e do sangue. Se, efetivamente, o pudesse, muito antes a própria força da alma poderia residir na cabeça ou nos ombros ou nas extremidades dos calcanhares e nascer em qualquer parte do corpo, visto que no fim ficaria no mesmo homem e no mesmo vaso. Ora, como parece haver no nosso corpo um lugar certo e determinado onde podem residir e crescer por si o espírito e a alma, é esta mais uma razão para negar que possam viver fora do corpo e duma forma viva, quer nas friáveis glebas da terra, quer no fogo do sol, quer na água, quer nas altas regiões do ar. Todos estes corpos não contêm qualquer sensibilidade divina, visto que nem sequer podem ser animados por uma alma.” (LUCRÉCIO. Da natureza V, 127-145– destaque meu)

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  64. Parte Final:

    Uma teologia condicionalista no épico sumeriano de Gilgamesh

    Neste épico os deuses são os que detêm a imortalidade. Gilgamesh implora para que a imortalidade lhe seja concedida pelos deuses, mas Utnapishtim (o Noé da epopeia), o único humano que a possui, esclarece a Gilgamesh o seguinte:

    Ó Gilgamesh, foi-te dada a realeza segundo o teu destino.
    A vida eterna não era teu destino.
    Quando os deuses criaram o homem
    deram-lhe como atributo a Morte,
    mas a Vida, a Vida Eterna, essa, só ficou para eles.

    Ao contrário dos gregos que postulavam uma imortalidade inata da alma, aqui a imortalidade é condicionada à benevolência dos deuses. No caso, Utnapishtim a possuía, mas a Gilgamesh, foi-lhe negada. Resguardada as devidas proporções, esse conto pagão parece muito com a ideia condicionalista.

    Influência da Filosofia Grega no ateísmo moderno

    A crença aniquilacionista da filosofia grega sobre a alma influenciou diretamente um grande pensador ocidental moderno e suas ideias ateístas.

    Mas lá pelo século II d.C, Tertuliano já denunciava alguns cristãos influenciados pelas ideias gregas aniquilacionistas dos epicureus:

    “E se há os que afirmam que a alma é mortal, é porque o aprenderam dos epicureus; se há os que negam a ressurreição do corpo, é porque o tomaram de todas as escolas filosóficas reunidas; se a matéria é equiparada a Deus, é porque tal é a doutrina de Zênon; e, quando se fala de um Deus de fogo, isto se deve a Heráclito. Hereges e filósofos soem tratar dos mesmos assuntos. Que tem a ver Atenas com Jerusalém? Ou a Academia com a Igreja? Ou os hereges com os cristãos? A nossa doutrina vem do pórtico de Salomão, que nos ensina a buscar o Senhor na simplicidade do coração. Que inventem, pois, se o quiserem, um cristianismo de tipo estoico, platônico e dialético! Quanto a nós, não temos necessidade de indagações depois da vinda de Cristo Jesus, nem de pesquisas depois do Evangelho.” (De Praescriptione Haereticorum, c.7)

    A filosofia materialista de Epicuro também influenciou um jovem alemão por nome Marx, que viria ser um dos maiores ícones do ateísmo moderno do século XX.

    O ateísmo de Marx foi em parte influenciado pela filosofia de Epicuro. A tese de doutorado de Marx teve como título “A diferença entre as filosofias da natureza em Demócrito e Epicuro.”

    Mas outro autor muito influente no ateísmo de Marx foi o filósofo alemão materialista Ludwig Andreas Feuerbach. O primeiro livro de Feuerbach teve como título “Pensamentos sobre Morte e Imortalidade”. Nesse trabalho ele ataca a ideia da imortalidade, sustentando que, após a morte, as qualidades humanas são absorvidas pela natureza, semelhante ao que disse Lucrécio.

    Paulo Cristiano, vice-presidente do CACP

    http://www.cacp.org.br/aniquilacionismo-uma-doutrina-grega-e-paga/

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    1. O que ele comentou sobre a crença mortalista (ou condicionalista) de povos anteriores aos gregos (ou entre os próprios gregos) antes de Platão é verdade. Pela mesma razão a grande maioria dos povos antigos (senão todos) tem registros de um dilúvio universal. Havia uma tendência mesmo entre povos pagãos de se manter parte da doutrina original ensinada por Deus desde Adão, à parte dos acréscimos e invencionices típicas desses povos. Mas a razão pela qual nós mortalistas afirmamos que a imortalidade da alma crida entre os imortalistas cristãos é "platônica" e um "sincretismo pagão" NÃO é apenas porque Platão ensinava isso, mas sim porque foi de Platão que a teologia dos judeus foi influenciada e alterada nesta questão, e mais tarde a dos cristãos. A Enciclopédia Judaica, por exemplo, afirma:

      "A crença de que a alma continua existindo após a decomposição do corpo é uma especulação... que não é ensinada expressamente na Sagrada Escritura... A crença na imortalidade da alma chegou aos judeus quando eles tiveram contato com o pensamento grego e principalmente através da filosofia de Platão (427 - 347 a.C.), seu principal expoente, que chegou a esse entendimento por meio dos mistérios órficos e eleusianos, que na Babilônia e no Egito se encontravam estranhamente misturados" (Enciclopédia Judaica, 1941, vol. 6, "A Imortalidade da Alma", pp. 564, 566)

      Veja que a Enciclopédia Judaica NÃO diz que os judeus já eram imortalistas antes de Platão ou que o Antigo Testamento ensina isso, mas diz justamente o contrário, que eles passaram a crer assim por causa da influência platônica. É NESTE SENTIDO que chamamos a doutrina da imortalidade da alma de "sincretismo pagão" e de "doutrina platônica".

      A acusação de "ateísmo" no final do texto empobrece o artigo dele, que de outro modo poderia até ser considerado uma boa pesquisa. Além dos judeus do AT, dos cristãos primitivos e dos primeiros Pais da Igreja serem aniquilacionistas, nenhum dos autores que ele citou são aniquilacionistas cristãos (nenhum deles crê em crenças fundamentais do mortalismo cristão como a ressurreição para a vida eterna, por exemplo). Eu poderia adicionar que a esmagadora maioria dos autores que implementaram heresias ou que causaram mal à humanidade eram imortalistas (ex: Maomé, Alan Kardec, o papado como um todo, a Nova Era, Edir Macedo, etc).

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  65. Irmão Lucas, aqui é o irmão Eric. Então, percebo que nos seus artigos sobre imortalidade falta uma consideração maior sobre o que seria espírito, alma e corpo, considerando também a revelação progressiva da palavra em relação a esse assunto. A sua abordagem é a integralista, porém considerando uma certa dualidade do material com o imaterial, assim como os irmãos adventistas. Gostaria de saber como explicar o texto abaixo à luz da sua abordagem:

    14 Porque se eu orar em língua, o meu espírito ora, sim, mas o meu entendimento fica infrutífero.
    15 Que fazer, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.

    Aqui há clara diferenciação entre atributos do espírito e um atributo da alma (entendimento). Como você entende isso à luz da mortalidade da alma? Não poderia a alma, sendo a capacidade de perceber as coisas do mundo, ser perecível, realmente, e o espírito, nossa verdadeira identidade, à semelhança de Cristo, ser imortal?

    Vale dizer, eu também sou aniquilacionista: creio na punição proporcional, no inferno, seguida da aniquilação total, a segunda morte.

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    1. No meu livro eu dispensei uma análise mais ampla e profunda de espírito e alma na Bíblia porque isso já foi largamente explicado pelo Samuelle Bacchiocchi no livro dele, razão pela qual eu enfatizei mais os textos bíblicos em si que provam o mortalismo. Os capítulos dele que tratam sobre isso no AT e no NT você pode conferir aqui:

      http://www.verdadeonline.net/textos/cap2-ivimortal.htm

      http://www.verdadeonline.net/textos/cap3-ivimortal.htm

      Especificamente em relação ao texto que você passou aqui, eu entendo como sendo uma referência ao Espírito Santo e não ao espírito humano. Explico: no grego original não havia diferença entre maiúscula e minúscula, sempre que a palavra "espírito" aparece consta apenas "pneuma", independentemente se é uma referência ao Espírito Santo ou ao nosso espírito ou a outro espírito qualquer (por essa razão algumas traduções vertem "espírito" em textos onde outras vertem "Espírito", e vice-versa). Você pode conferir isso aqui, por exemplo:

      http://www.sacrednamebible.com/kjvstrongs/index2.htm

      Então quando Paulo diz que "meu espírito ora", é no sentido de "o Espírito Santo que habita em mim", porque em todo o capítulo 14 de 1 Coríntios (de onde você tirou esses versos) Paulo se refere ao Espírito Santo, que é o agente que ora em línguas através de nós (não entrarei em detalhes sobre isso aqui porque já desvirtuaria o tema para tratar do dom de línguas, que eu creio do modo pentecostal).

      Sobre a alma ser perecível e o espírito ser imortal, o espírito em si mesmo não é uma entidade viva para “morrer”. É como perguntar se o ar morre, se o sopro morre ou se sua respiração morre. Ou seja, é uma pergunta sem nexo. Você não diz “a respiração do Fulano morreu”, mas sim que “Fulano deixou de respirar e morreu”. Da mesma forma, não há nenhuma passagem bíblica que diga que “o espírito morreu”, mas há muitos textos que mostram pessoas morrendo ao sair o espírito, ou seja, ao perder o “fôlego de vida” que o fazia continuar vivendo.

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  66. ANIQUILAÇÃO

    Parte 1

    Esta palavra é derivada do latim nihil, "nada", e expressa a posição daqueles que afirmam que algumas almas humanas, ou até mesmo todas, deixarão de existir depois da morte. Conforme Warfield observou, este ponto de vista pode assumir três formas principais: (1) todos os seres humanos, de forma inevitável, deixam total- mente de existir ao morrer (materialista); (2) embora os seres humanos sejam naturalmente mortais, Deus outorga aos remidos o dom da imortalidade e permite que o restante da humanidade decaia para a não-existência (imortalidade condicional); (3) O homem, sendo criado imortal, cumpre seu destino na salvação, ao passo que os réprobos caem na não-existência, ou por um ato direto de Deus, ou através do efeito corrosivo do mal (a aniquilação propriamente dita). A distinção entre o condicionalismo e a aniquilação, conforme foi indicado acima, freqüentemente não é observada, e estes dois termos são muito usados praticamente como sinônimos. Uma quarta forma de defender a extinção definitiva de todo o mal é o conceito de que Deus finalmente remirá todos os seres racionais (o universalismo). Em contraste com as posições acima, a ortodoxia histórica sempre tem sustentado não somente que as almas humanas durarão por toda a eternidade, mas também que o seu destino é irrevogavelmente selado na morte.
    Por natureza, a questão de o homem ser mortal ou não pertence ao assunto da imortalidade. O presente artigo limitar-se-á a declarar e apreciar, de modo breve, as principais evidências propostas para apoiar a cessação dos ímpios.
    Alega-se que somente Deus tem a imortalidade (1 Tm 6.16; 1.17). Este argumento, se comprova alguma coisa, comprova mais do que o necessário. Na realidade. Deus, o único que tem imortalidade em Si mesmo, pode comunicá-la a algumas das Suas criaturas, e assim o faz.

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  67. Parte 2:

    E dito que a imortalidade é representada como uma dádiva especial em ligação com a redenção em Jesus Cristo (Rm 2.7; 1 Co 15.53-54; 2 Tm 1.10). A mesma coisa se pode dizer a respeito da vida, ou da vida eterna (Jo 10.28; Rm 6.22-23; Gl 6.8; etc.). Reconhece-se livremente que em todas estas passagens a vida e a imortalidade são representadas como a possessão privilegiada dos redimidos, mas declara-se que, neste sentido, estes termos não representam meramente a existência contínua, mas, pelo contrário, dizem respeito à existência no jubiloso cumprimento do elevado destino do homem, na verdadeira comunhão com Deus (Jo 17.3).
    Diz-se que a cessação da existência é subentendida em vários termos bíblicos aplicados ao destino dos maus, tais como: a morte (Rm 6.23; Tg 5.20; Ap 20.14; etc.), a destruição (Mt 7.13; 10.28; 1 Ts 1.9, etc.), o perecimento (Jo 3.16, etc.). Mas estas expressões não subentendem a aniquilação tanto quanto a total privação de algum elemento essencial à existência normal. A morte física não significa que o corpo ou a alma desaparece, mas, pelo contrário, que ocorre uma separação anormal que rompe o relacionamento natural até ao tempo determinado por Deus. A morte espiritual, ou a "segunda morte" (Ap 20.14; 21.8), não significa que a alma ou a personalidade passa à não-existência, mas, sim que, de modo definitivo e final, é privada da presença de Deus e da comunhão com Ele, que é a finalidade principal do homem e a condição essencial de uma existência digna. Ser privado dela é perecer, é ser reduzido à total irrelevância, é afundar-se na futilidade abismal. Um automóvel é considerado destroçado, arruinado, destruído, não somente quando suas peças fundiram ou foram espalhadas para longe, mas também quando estão tão danificadas e distorcidas a ponto de o carro perder toda a sua utilidade.

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  68. Parte Final:

    Alega-se que o fato de Deus permitir que qualquer de Suas criaturas viva para sempre em tormentos é inconsistente com 0 Seu amor. Além disso, a continuação do mal implicaria em alguma área de derrota permanente para a soberania divina, uma mancha perpétua na glória do Seu universo. Estas considerações não são totalmente irrelevantes, e uma resposta completa talvez não seja possível no atual estado do nosso conhecimento. A ortodoxia tradicional não as julga suficientes para anularem o peso da evidência bíblica no sentido de os ímpios serem destinados à miséria consciente interminável. Isto fica aparente nas expressões "fogo inextinguível" (Mt 3.12; Mc 9.43; Lc 3.17), ou "nem o fogo se apaga" (Mc 9.44, 46), o verme que "não morre" (Is 66.24; Mc 9.44,46, 48), "sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36), bem como no uso de "eterno" ou "para todo o sempre" quando são aplicados às cadeias, ao desprezo, à destruição, ao fogo ou às queimaduras, ao castigo, à tormenta (Is 33.14; Jr 17.4; Dn 12.2; Mt 18.8; 25.41, 46: 2 Ts 1.9; Jd 6-7; Ap 14.11; 19.3; 20.10). É digno de nota que, no registro bíblico, os que mais falaram a respeito do castigo futuro na sua condição definitiva e irrevogável foram Jesus e o apóstolo João, justamente aqueles que representaram do modo mais fervoroso a glória suprema do amor de Deus e a certeza inabalável do Seu triunfo final.

    R. NICOLE

    Em: Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, Walter A. Elwell, Edições Vita Nova

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    1. Sobre o termo "fogo eterno":

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/o-inferno-e-o-fogo-eterno.html

      Sobre o "verme que não morre":

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/08/o-que-e-o-bicho-que-nao-morre.html

      Os outros textos já foram abordados nas respostas anteriores então não há necessidade de se repetir aqui. Em relação ao argumento central dele (de que todos os textos de aniquilacionismo dos ímpios se referem apenas a uma ruína espiritual), isso já é abordado neste meu próprio artigo, na parte em que eu comento:

      • Dizem que não há texto bíblico que fundamente o aniquilacionismo. Quando lhes jogamos na cara os mais de 150 textos que provam isso usando dezenas de substantivos diferentes, arrumam a desculpa tosca de que todos esses mais de 150 textos estão falando apenas de uma “morte espiritual”, ou de “destruição no sentido de ruína”, tornando impossível um aniquilacionista provar o aniquilacionismo pela Bíblia independentemente do texto que use ou do substantivo que conste no texto, pois será sempre interpretado de maneira alegórica ou ao maior estilo “só-vale-pro-corpo”.

      Ou seja, não adianta nada a Bíblia trazer mais de 50 substantivos diferentes para falar do aniquilacionismo dos ímpios, que independentemente do substantivo utilizado e independentemente do contexto bíblico os imortalistas irão interpretar sempre como uma "morte espiritual", apenas. Assim se encerra o debate antes mesmo de começá-lo, tornando a teoria da imortalidade da alma não-falseável. Os 152 textos aniquilacionistas da Bíblia você pode ver aqui:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/08/152-versiculos-biblicos-de.html

      Há alguns deles que sequer fazem sentido na interpretação "espiritual", como aquele em que Pedro diz que Deus "condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-os as cinzas, tornando-as como exemplo do que acontecerá com os ímpios” (2Pe 2:6). Uma vez que as cidades de Sodoma e Gomorra foram LITERALMENTE reduzidas às cinzas e não apenas "espiritualmente", e o texto claramente a usa como analogia do que acontecerá com os ímpios, torna-se óbvio que os ímpios literalmente serão reduzidos às cinzas, e não apenas em um "sentido espiritual" em que continuam vivos eternamente e sendo queimados conscientemente em algum lugar.

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