11 de maio de 2018

70 Evangélicos que escandalizam o mundo



Há poucos dias recebi um comentário de um leitor que afirmou que “isso só serve pra causar escândalo, principalmente para os ímpios”. Não, ele não estava falando de algum ato pecaminoso, de um roubo, mentira, fornicação ou de alguma maldade cometida contra alguém. Em vez disso, estava falando do... tamanho do meu cabelo. É isso mesmo. Eu já vou comentar sobre isso, mas isso me levou a um momento de reflexão. E logo de cara, quero adiantar que ele tem razão em partes: há mesmo atitudes tomadas por cristãos que servem de escândalo até para as pessoas do mundo. Aqui vou citar algumas delas, a começar por uma pregação que eu tive o desprazer de conhecer há algumas semanas, a qual foi compartilhada em grande número de comunidades de facebook. Peço apenas que assistam aos poucos minutos dessa “pregação”, atribuída a um tal de “pastor Tupirani”:


Eu preciso confessar que na primeira vez que assisti a esse vídeo, eu fiquei muito cético. Pensei em um primeiro momento que pudesse ser algum tipo de armação de grupos anticristãos, simulando uma falsa pregação de um pseudo-pastor, apenas para estigmatizar os evangélicos como “homofóbicos”. Mas para o meu espanto, não era nada disso. Esse “pastor Tupirani”, surpreendentemente, existe mesmo. Ele prega em “nossas” igrejas. Ele possui fieis que aplaudem e dizem “amém” às suas palavras. Descobri também que ele é famoso por apresentar discursos de intolerância, que já foi preso por quebrar símbolos religiosos e agredir umbandistas, e que recentemente foi condenado a três anos de prisão por “publicar na internet vídeos e postagens com ofensas a autoridades públicas e seguidores de crenças diversas”, condenação essa mantida pelo STF (veja aqui).

Porém, o que mais me assombrou não foi o discurso de ódio de um pastor que diz que homossexuais são “aberrações da natureza” e “piores que um aborto”, mas sim os “glória a Deus” vindos do povo da igreja (veja aos 0:30 um “Aleluia, Deus!”). Por incrível que pareça, discursos assim conseguem obter apoios inflamados – de uma minoria, é verdade – entre os próprios crentes, o que é o mais assustador.

Como é óbvio, não foi a Bíblia que moldou o pensamento desse “pastor”, da mesma forma que não foi a Bíblia que levou o “apóstolo” Valdemiro a vender objetos ungidos pela bagatela de um olho da cara, ou o “apóstolo” Agenor Duque a amaldiçoar um fiel que não quis dar o valor que ele pediu, dizendo-lhe que ficaria paraplégico (veja aqui). Lobos desse tipo apenas se apropriam da fé alheia e se aproveitam da simplicidade dos seus fieis para extorquir-lhes ou para injetar em sua cabeça o mesmo vírus preconceituoso da sua mente enferma. É por isso que, por ironia, os regimes que mais mataram homossexuais foram os regimes comunistas ateístas do século XX (além do Islã), e não cristãos. E não faltam skinheads neonazistas que, mesmo sem nenhuma ideologia cristã, tem exatamente o mesmo pensamento que o “pastor” Tupirani.

O que Tupirani e outros fanáticos da mesma laia fazem é apenas usar a fé e a Bíblia como um pretexto para externar seus preconceitos prévios, inclusive distorcendo o que a Escritura diz – especialmente nos milhares de textos que prescrevem o amor e a tolerância até mesmo pelo pior dos pecadores. Parece impossível imaginar Jesus pregando um discurso daqueles, e a razão pela qual isso parece impossível é porque é impossível. Quando a mulher adúltera foi flagrada em adultério, ele reconheceu que aquela conduta era pecaminosa, mas não lhe tacou pedras nem instigou ainda mais a hostilidade e o ódio dos fanáticos que já se aglomeravam contra ela, mas a protegeu e apenas lhe disse “vá, e não peques mais” (Jo 8:11).

Mas Tupirani e uma minoria de evangélicos com discursos extremistas não se contentam com o “vá e não peques mais”, o que lhes parece leve demais. Em vez disso, precisa instigar o ódio e a discriminação contra os “pecadores malditos”, chamá-los de aberrações e compará-los a um feto abortado (com a “vantagem” para o abortado). E a razão pela qual esse tipo de pregador vai muito além de Jesus e dos apóstolos em lidar com os pecadores é porque um preconceituoso com um microfone na mão ainda é um preconceituoso. O Cristianismo, se vivido em sua plenitude, elimina qualquer ódio de qualquer pessoa, mas quando ela não passa pelo novo nascimento apenas mantém os velhos preconceitos, agora sob uma fachada de pseudocristianismo.

A essa altura, você deve estar pensando que o “pastor” Tupirani é uma rara exceção, com a qual não é justo identificar o movimento evangélico como um todo. Eu concordo. No entanto, é preciso observar que não faltam crentes com a mente cheia de ideologia nefasta e preconceituosa na cabeça em relação aos mais diversos assuntos e temas, sempre tentando achar pretextos bíblicos absurdos para justificar seus preconceitos prévios. Eu costumo chamar esse tipo de evangélico de “crente da década de 90”, porque foi nessa época que o protestantismo começou a disparar como nunca aqui no Brasil, e isso foi ao mesmo tempo bom e ruim.

O lado bom é que muitas dessas pessoas abandonavam superstições vãs e a idolatria à qual estavam mergulhados em sua ignorância e ingenuidade, mas o lado ruim disso é o tipo de protestantismo que ganhou força neste primeiro momento em que o movimento ainda era como uma criança desorientada que não sabe de onde veio e para onde vai. Começou a surgir uma legião de crentes radicais e bitolados, presos dentro de uma bolha em um mundo construído em torno de si mesmos.

Usar o termo “careta” para isso seria pegar leve demais, porque a coisa ultrapassava os limites do ridículo: entre outras coisas, muitos crentes eram proibidos de irem ao cinema ou de verem filmes (qualquer filme que fosse, não apenas filmes impróprios), e muitos eram proibidos até mesmo de assistirem televisão (literalmente qualquer programa de televisão). Uma irmã da igreja certa vez revelou em segredo que tinha uma TV escondida no armário, e que o pastor não poderia ficar sabendo senão seu ministério na igreja seria arruinado.

A loucura chegava ao ponto de ter crente que tomava banho de terno e gravata porque tinha medo que Jesus voltasse e o visse peladão, enquanto o sexo era malvisto mesmo entre pessoas casadas. A Disney era o verdadeiro Império do Mal, o computador era a marca da besta porque a palavra “computer” em inglês formava 666, consequentemente os jogos de computador eram criações do demônio para perverter as crianças e torná-las verdadeiros psicopatas serial killer, que com certeza sairiam atirando em todo mundo na rua se jogassem um Counter-Strike.

Para acentuar este cenário fanático e caótico, não faltavam “professores de medo” que aterrorizavam os crentes com supostas “mensagens subliminares” em tudo que é coisa – desde a placa do carro do filme dos Dálmatas até o CD da Xuxa tocado de trás pra frente (e isso antes mesmo do “Entra na minha casa, entra na minha vida...”). O “Rei Leão” então nem pensar, eu fiquei tão traumatizado com o satanismo que fizeram em torno desse filme que não o assisti até hoje. Minha mãe até era menos radical que a maioria: deixava jogar vídeo-game, desde que fossem jogos de futebol ou corrida, e nunca por mais de uma hora. E mesmo assim tive algumas dúzias de CD’s de jogos quebrados porque sempre quando eu e meu irmão aprontávamos alguma peça a culpa era dos joguinhos, é claro.

Já os jogos de futebol de verdade (e qualquer tipo de jogo) eram fortemente desencorajados por alguns e tratados como pecado por outros. Um dos “argumentos” que eu me lembro de ouvir na época é que os jogos do Brasileirão eram praticados no domingo, o “dia do Senhor” – portanto, uma invenção diabólica para distrair os crentes na fé e impedi-los de frequentar a igreja. Ironicamente, na igreja em que congregávamos havia três jogadores de futebol de alto nível da época, dois deles titulares do time do Atlético/PR campeão brasileiro de 2001 (estes aí eles nem pensavam em censurar, talvez porque o dízimo fosse alto, mas só talvez).

Música “do mundo” também nem pensar – e quando digo “do mundo” estou falando do mundo mesmo, qualquer música do mundo, às vezes até a do irmãozinho de outra denominação. As músicas seculares eram imediatamente demonizadas independentemente da letra, e isso numa época em que nem existia o funk para avacalhar a coisa de vez. Os Beatles eram satânicos – quem não se lembra da pregação do Marco Feliciano nestes anos dourados da década de 90, em que dizia que John Lennon levou três tiros no peito porque um era em nome do Pai, outro do Filho e outro do Espírito Santo – e o público ia ao delírio, “glória a Deus” era o que não faltava. Um crente da década de 90 que escutasse a música que estou ouvindo no momento em que escrevo este artigo iria me exorcizar na hora, quantas vezes fosse preciso até o bicho sair.

Eu não vou nem comentar sobre o que os crentes da década de 90 pensavam sobre tatuagem, piercing, mulher de calça comprida, de cabelo curto ou homem de cabelo longo, porque você já deve ter tido uma leve ideia. Há não muitos anos o meu irmão foi censurado em uma igreja porque estava de shorts em um dia em que fazia calor. Há ainda hoje igrejas que obrigam a mulher a usar o véu, e outras que fazem questão do terno e gravata para pregar – até os apóstolos seriam expulsos dessas igrejas se entrassem nelas com as roupas que vestiam em seus dias, dando a ideia de que o verdadeiro e autêntico Cristianismo foi inaugurado quando sabe-se lá quem inventou o terno e a gravata. Há igrejas engraçadas que proíbem que o homem tenha barba mas permitem o bigode, e certa editora famosa de uma denominação famosa chega ao ponto de apagar no photoshop a barba de indivíduos cujas fotos são publicadas em seus jornais e revistas.

O humor também era visto com ares de reprovação e desdém. Até hoje se você entrar em canais cristãos de humor como os excelentes “Desconfinados”, “Paxtorzão” ou “Tipo Assim”, verá uma legião de fanáticos os atacando e crucificando. E não, essas críticas não vêm dos “ímpios”, mas dos crentes legalistas que não suportam ver um crente sorrindo e feliz. Acham que todos devem ser infelizes como eles. Acham que fazer uma brincadeira com coisas da vida e do meio cristão é “blasfemar contra Deus” ou contra o Espírito Santo, e como os canais seculares de humor como o Porta dos Fundos também são detestáveis, a “solução” é não assistir a nada que tente te fazer rir um pouco.

Ao mesmo tempo, qualquer atividade de lazer, diversão ou prazer corria um risco enorme de ser considerada um pecado. É como se o diabo tivesse monopolizado todos os meios de diversão, e agora só resta ao crente lamentar e viver uma vida infeliz. A missão do crente nessa terra é acumular amargura, viver sempre sério, se vestir da forma que eles exigem que você se vista e fazer tudo conforme manda a cartilha, pois só assim as suas obras lhe estarão garantindo um bilhete de passagem direto pro Céu. É assim e somente assim que você podia ser considerado “espiritual”.

O evangelicalismo da década de 90 pode ser resumido como um tipo de “Cristianismo” extremamente legalista e retrógrado, que causava um verdadeiro horror a qualquer pessoa de fora com uma capacidade mínima de pensamento e raciocínio. Foi por isso, e não por “perseguição” e “preconceito”, que os evangélicos foram taxados na concepção popular de “caretas”, “antiquados”, “ultrapassados” e “bitolados” de forma generalizada, o que não ficava muito longe da realidade e expressava perfeitamente o que muitos de fato eram.

Não podemos nos esquecer de que foi justamente nessa época em que os falsos pregadores, os falsos ministérios e as falsas igrejas mais ganharam destaque, fosse com lobos como Pedir Mais Cedo ou com igrejas da teologia da prosperidade. Foi nessa época que o abençoado casal Estevam e Sônia Hernandes era idolatrado (antes de serem presos tentando entrar nos EUA com dinheiro escondido até dentro de Bíblia, o que eles negaram a princípio alegando “conspiração da Rede Globo”, e depois tiveram que admitir).

Foi também nessa época que os livros heréticos de Kenneth Hagin fizeram mais sucesso que nunca, e junto com eles a confissão positiva, o “ordenar” a Deus como se Ele fosse um escravo nosso, e o fazer da igreja um verdadeiro mercado, onde Deus existe para nos servir e, principalmente, para encher os bolsos do pastor. Os cultos das “igrejas da década de 90” tinham muito grito, muito berro, muita bagunça e esculhambação, mas pouca unção, pouca Palavra, pouca ação real e verdadeira do Espírito Santo na vida privada de cada um. O “Espírito” se manifestava na forma de sapateios, rodopios e retetés, mas não quando a pessoa voltava para casa no convívio com seus familiares, ou no serviço, ou no colégio, ou a sós com Deus, onde podia ser alguém totalmente diferente do personagem criado durante o breve momento de culto, uma vez por semana.

Ao mesmo tempo em que os líderes religiosos eram extremamente legalistas ao maior estilo farisaico – que atavam “fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los” (Mt 23:4), eram relaxados nas verdadeiras questões morais, razão pela qual tantos escândalos vieram à tona em praticamente todas essas igrejas legalistas, e seus líderes são até hoje completamente desmoralizados perante o povo de qualquer religião. Por causa deles, quando se fala em “pastor” a primeira coisa que vêm à mente de uma pessoa comum é pilantra, ladrão, e picareta, o que acaba manchando a imagem dos bons pastores. Enquanto os primeiros cristãos tinham uma conduta irrepreensível que chegava a constranger os próprios ímpios (cf. 1Pe 3:16), os “crentes da década de 90” escandalizavam até os ímpios, e eram muitas vezes piores que os próprios.

Não restam dúvidas que o “evangelicalismo da década de 90” é uma desgraça. Não à toa, ele foi sendo sistematicamente demolido, o que explica por que você deve ter achado graça de alguns dos fatos reais que narrei aqui, que embora tendo acontecido há relativamente pouco tempo, parece que fazem anos-luz – que reflete como a maior parte da Igreja se distanciou desse pseudo-cristianismo tacanha, legalista e retrógrado, muito mais preocupado com o tamanho do cabelo do que com santidade e integridade. Hoje, a grande maioria dos cristãos voltou a ter uma mente sã e lúcida, e tem a capacidade mental e intelectual de perceber que Jesus está mais preocupado com o bem que você faz ao próximo do que com sua calça jeans, e mais interessado em uma vida de relacionamento com Ele do que com uma tatuagem que faz no braço.

Também hoje em dia, mais do que nunca, há multidões de evangélicos que tem vergonha e desprezo por esse evangelicalismo da década de 90, por estes que vendem e negociam a Palavra de Deus, por estes que atam pesados fardos sobre os outros enquanto vivem do bom e do melhor desfrutando do trabalho suado destes outros. É por isso que os pastores mais respeitados de nossos dias – gente do calibre de um Paul Washer ou John Piper, de um Luciano Subirá a um Ed René Kivitz – têm um verdadeiro horror desse evangelho legalista, que não salva e nem edifica ninguém. Infelizmente, embora compreensivelmente, também é por isso que cresce o movimento dos “desigrejados”, que, embora crentes na fé, não encontram uma igreja que se alinhe com os princípios bíblicos em sua região.

Eu me lembro que quando era criança éramos instigados a defender Edir Macedo e companhia limitada, como um coitadinho que era perseguido pela mídia e pelos “ímpios” só porque era crente. Nessa época, qualquer figura evangélica que aparecia na televisão era idolatrada e as pessoas as viam como verdadeiros “homens e mulheres de Deus”, quase que intocáveis – daí a máxima que dizia “não toque no ungido do Senhor”, no sentido de que seria errado falar mal de um pastor, mesmo quando ele está no erro. Hoje em dia, a maior parte dos próprios evangélicos já tem maturidade suficiente para perceber o joio no meio do trigo e considera esse tipo de “crente” numa escala inferior à qual os próprios ímpios os consideram.

Nunca antes páginas, igrejas e pregadores ensinando o verdadeiro evangelho ganharam tanto destaque, que é um reflexo de como a comunidade evangélica brasileira tem amadurecido – embora ainda falte muito a ser feito. Nunca antes foi tão fácil identificar e desmascarar um charlatão à la Agenor Duque, ou um picareta à la Valdemiro. E nunca antes discursos legalistas e retrógrados de crentes cabeça-fechada foram tão descartados pelos próprios evangélicos, que conseguem perceber que o verdadeiro valor de uma pessoa consiste em seu interior, em vez do exterior.

Discursos toscos, preconceituosos e sem nenhuma lógica interna, que podiam fazer muito sucesso há algumas décadas, são hoje completamente rechaçados e até mesmo ridicularizados por qualquer pessoa com alguma capacidade de raciocínio. Um pastor que hoje ensinasse toda a “cartilha da década de 90” seria alvo apenas de zombaria e deboche, e ninguém mais o levaria a sério. E é virtualmente nula a existência de estudiosos, teólogos ou pregadores renomados e inteligentes que defendam o evangelho legalista. Por muito que ainda tenha a mudar, vivemos uma era de progresso, e não de retrocesso.

Todavia, nenhuma ideologia simplesmente deixa de existir da noite pro dia. O nazismo foi superado, mas ainda existem neonazistas. O muro de Berlim caiu, mas ainda existem comunistas. As cruzadas e a Inquisição já acabaram, mas ainda há quem as defenda e as queira de volta. A Klu Klux Klan perdeu 99,99% dos membros que tinha em relação há um século, mas ainda conta com pelo menos cinco mil integrantes. Ideias como escravidão e racismo são hoje universalmente reprovadas, mas ainda existem no mundo moderno.

Estou apenas usando alguns exemplos para ilustrar o ponto: mesmo quando as pessoas se tornam mais esclarecidas, uma ideia nunca é abolida de vez, ela é apenas enfraquecida e reduzida, mas não totalmente superada. Não é de se espantar, portanto, que ainda haja em pleno ano de 2018 “crentes da década de 90”, ou seja, pessoas que mantém ainda hoje a mesma mentalidade ultrapassada que já foi superada há longo tempo pelas pessoas normais. Pode parecer incrível, mas foi há bem pouco tempo (semanas atrás) que recebi este comentário em um dos meus vídeos no Youtube (que nem tratava sobre o tema, diga-se de passagem):

(Clique na imagem para ampliar)

O cara foi comentar em um vídeo onde eu abordo o dom de línguas, e inesperadamente sem nenhuma explicação decidiu enfiar o tema “esportes” no meio, onde nos brinda com essa verdadeira pérola, que eu nem preciso comentar. Talvez seja o mesmo Anônimo do cabelo, nós não sabemos. Nenhum esporte ou dança devem ser praticados, porque são todos eles “consagrados a deuses pagãos”. E isso dito em pleno século XXI. E por alguém que “gostou” do meu vídeo.

Voltemos agora ao “Anônimo do cabelo”, cujo primeiro comentário postado no meu blog foi em 31 de março, onde comentou (as minhas respostas em seguida):

(Clique nas imagens para ampliar)

A minha primeira resposta não foi ironia. É porque eu realmente não acreditava que alguém apareceria no meu blog com um pensamento desses, porque quem tem o hábito de acompanhar este blog presume-se no mínimo um certo nível intelectual para acompanhar os artigos, não se parece com o tipo de gente que segue essa linha de pensamento. Mas gente fanática é assim mesmo: precisa fazer questão de apontar o dedo na cara do outro e acusá-lo de “estar em pecado”, exatamente como os fariseus da época de Jesus faziam com quem não seguia todas as suas tradições humanas. Eu respondi sem levar isso como algo pessoal ou um tipo de insulto, apenas me limitei a passar um artigo (esse aqui) onde eu já rebatia biblicamente todos os argumentos usados por gente como ele.

Como o esperado, o cidadão não rebateu argumento nenhum do artigo, provavelmente nem clicou no mesmo, porque gente assim não está intelectualmente apta a um debate desses (e na verdade, a debate nenhum). Depois de refutado, preferiu não rebater argumento nenhum e de forma cínica deu a entender de novo que eu “estou em pecado” por causa do tamanho do meu cabelo e que “terei que acertar as contas com Deus”.

Ok. Desde então o indivíduo desapareceu, mas passados pouco mais de um mês voltou a comentar exatamente a mesma coisa com um tom ainda mais preconceituoso e desbocado, e novamente em um artigo que não trata nem de longe sobre a questão. Novamente não refutou argumento nenhum (nem do artigo e nem da minha resposta anterior mais curta), o que me fez perder a paciência e “bani-lo” do blog (infelizmente no blogger não existe a opção de “bloquear” pessoas desagradáveis e inconvenientes como no Facebook e Youtube, por isso na prática significava que não aceitaria mais comentários do sujeito):


Para contextualizar a situação aqui: um outro leitor havia me perguntado uma coisa sobre supostas contradições bíblicas, e eu recomendei o excelente material do Pipe Desertor, um excelente apologista cristão que refutou todas as duas mil supostas “contradições” bíblicas da “Bíblia do Cético” (o que eu nunca vi ninguém mais fazer, nem mesmo o Geisler em seu Manual sobre o tema, bem mais limitado). Qualquer pessoa cristã com pelo menos um pedaço de cérebro na cabeça iria elogiar essa atitude e o fato dele ter edificado tantas vidas e livrado tantas outras das garras do ateísmo... mas não um crente fanático da década de 90. Um fanático dessa natureza se preocupa mais com o tamanho do cabelo do Pipe do que com o fato de salvar almas, então precisa vomitar todo o seu preconceito na minha página, de novo sem contra-argumentar nada.

Então eu me dei por convencido de que a razão pela qual indivíduos desse naipe fogem de um embate bíblico de ideias mas mesmo assim continuam disseminando seus preconceitos é porque eles não estão preocupados com o que a Bíblia realmente ensina a respeito, mas apenas em viralizar (como um vírus mesmo) os seus preconceitos prévios. Esse tipo de gente não está nem aí com o que diz a Bíblia, apenas a instrumentalizam desonestamente para perpetrar seus preconceitos pessoais e disseminá-los adiante.

E, como qualquer preconceituoso, não possui muita educação ou senso do ridículo. Eu fico pensando: se eu fosse um defensor da tese de que é pecado ter cabelo comprido, a última coisa que eu faria seria fazer questão de procurar um blogueiro cristão cabeludo para ir lá julgá-lo, acusá-lo de estar em pecado e atacar gente como ele. Tipo... é preciso ser babaca demais para isso. Mas este é exatamente o ponto aqui: gente ensinada a ser preconceituosa normalmente não foi ensinada a ser educada ou cortês. Precisa discriminar os outros igual o “pastor Tupirani”, e precisa ir lá acusar o outro de “estar em pecado” por causa de usos e costumes. É como se houvesse uma compulsão, uma necessidade de ser babaca e desagradável com todo mundo. E é claro: enquanto se esconde no anonimato.

Em um comentário posterior, fiquei sabendo que o “Anônimo do cabelo” é do Ceará, e que, segundo ele, por lá um homem ter cabelo comprido significa necessariamente que é gay. E em vez de combater essa visão preconceituosa – que eu apesar de não ser cearense tenho certeza que não é sincera – ele prefere reforçar o preconceito e discriminar os homens de cabelo comprido, inclusive em qualquer outra região (por exemplo, o Pipe e eu somos do Paraná, e o Júlio Severo vive nos EUA). Curiosamente, há muita gente com preconceito de nordestino, e eu jamais iria usar isso como argumento no sentido de reforçar o preconceito, exigindo a morte ou o desterro dos nordestinos do país, inclusive do “Anônimo do cabelo”. Quando se há um preconceito em algum lugar a receita não é apoiá-lo e reforçá-lo, mas combatê-lo e superá-lo.

Mas o comentário do “Anônimo do cabelo” me levou a um momento de reflexão. Não uma reflexão teológica da coisa, porque ele não refutou argumento nenhum. Mas uma reflexão do cerne do seu argumento: o que escandaliza os ímpios. Até hoje eu nunca tive o desprazer de ver uma pessoa “do mundo” não querendo se converter (ou perdendo a fé) porque esse ou aquele irmão da igreja tem o cabelo comprido. Na verdade, chega até a ser ridículo pensar na hipótese. O que realmente leva tanta gente a evitar ao máximo a fé evangélica e a voltar ao mundo uma vez que se converteu é justamente o pensamento preconceituoso e atrasado de gente como ele. É isso o que realmente causa escândalo, até mesmo ao mais “mundano” dos homens.

Eu como crente já fico escandalizado com o mural de restrições aos “crentes da década de 90”, imagine se eu fosse um descrente então. É por causa de gente preconceituosa como o “pastor Tupirani” que o mundo se escandaliza e quer ficar bem longe “desses crentes”. É por causa de pensamentos ultrapassados e totalmente anti-lógicos e injustificáveis sob qualquer perspectiva moral que os descrentes preferem continuar descrentes. Mesmo quando um descrente deseja se converter ou tem alguma simpatia pela fé cristã, ao invés de ensinar-lhe o amor de Jesus essas igrejas preferem lhe tacar uma lista de “não pode”: não pode tatuagem, não pode piercing, não pode cabelo comprido para os homens, não pode cabelo curto para as mulheres, não pode ir à igreja sem véu, não pode calça jeans, não pode barba, não pode isso, não pode aquilo, não pode nada.

O descrente imediatamente percebe que não está em meio a um ambiente cristão ensinando o amor de Jesus e a salvação pela fé, mas apenas em uma seita legalista que o prende e o censura em relação a qualquer coisa que faça, desde as coisas mais simples que não fazem mal nenhum a pessoa nenhuma. O “Cristianismo da década de 90” não foi apenas brega, foi destrutivo. Há milhões de casos de pessoas que viveram em um ambiente de extremo legalismo, e como resultado buscaram a “libertação” dando um pontapé na igreja e indo, desta vez de verdade, para o mundo, no pior sentido do termo.

Conheço muitos casos de jovens que eram proibidos de literalmente tudo dentro da igreja e que receberam uma criação das mais rigorosas, e que hoje estão desviados e não querem nem saber de Deus, porque o Deus que eles criaram na cabeça deles é aquele ser que pastores e líderes religiosos legalistas firmaram no seu conceito. Milhares de pessoas que hoje estariam na fé se lhes fosse apresentado o verdadeiro evangelho da graça estão hoje perdidas no mundo por causa do pseudoevangelho da desgraça.

Ao mesmo tempo, a imagem criada pela mídia e por muitos descrentes a nossa respeito é a de um povo atrasado, retrógrado, fanático e bitolado, e isso em grande parte não é “conspiração da Rede Globo” e nem “perseguição” dos ímpios. É a realidade. Pelo menos a realidade de décadas atrás, que hoje ainda sobrevive dentro de uma minoria. O descrente ouve discursos escandalosos de restrições absurdas e preconceitos bobos e infantis, e fica realmente escandalizado. A imagem que muitos descrentes têm de nós é exatamente essa, porque uma minoria de religiosos acaba manchando a imagem de uma maioria mais madura.

Se o protestantismo já cresce a despeito de toda a imagem péssima de pastores tenebrosos com discursos ainda mais tenebrosos, imagine como não estaria se pregassem apenas o verdadeiro e puro evangelho de Jesus Cristo. Por ironia, é exatamente o texto que ele usa que combate a ideia dele. 1ª Coríntios 10:32 não afirma nada sobre tamanho de cabelo, mas diz para não nos tornarmos “motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus” (1Co 10:32). Do que Paulo estava falando aqui? Apenas três versos antes, ele diz:

“...Pois, por que minha liberdade deve ser julgada pela consciência dos outros?” (v. 29)

O que estava em jogo aqui era a liberdade cristã, não o legalismo farisaico. Paulo não estava dizendo que os que reprimiam a liberdade alheia estavam certos, mas precisamente o contrário. Diz que havia cristãos “fracos” na fé com a consciência fraca, mas não diz que estes legalistas é que estavam com a razão (cf. Rm 14:2-4). Nós que temos mais maturidade espiritual devemos tolerá-los, mas não dar-lhes a razão. Não devemos renunciar nossa liberdade cristã por causa da fraqueza e imaturidade dos outros, como faziam os gálatas, também condenados por Paulo.

“...Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gálatas 5:1)

“...Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está de pé ou cai. E ficará de pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar” (Romanos 14:4)

Parece que Paulo olhava fixamente para os olhos desses indivíduos quando escrevia:

“Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras: ‘Não manuseie!’ ‘Não prove!’ ‘Não toque!’? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne (Colossenses 2:20-23)

Antes de dizer que “não pode isso” e “não pode aquilo”, pense como o apóstolo Paulo: isso tem algum valor para refrear os impulsos da carne? Te tornará mais santo ou espiritual? Ajudará a frear os impulsos carnais, que é de fato no que consiste o pecado? Caso a resposta seja não, então não passa de mais regras humanas com sua aparência de sabedoria, pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas absolutamente sem valor algum. São restrições bobas, para as quais os que estão em Cristo já morreram. O verdadeiro cristão não se importa com essas coisas, mas com um coração puro e uma busca real e sincera a Deus, cujo acesso o evangelho legalista busca impedir a todo custo.

Se você também é julgado pelos homens por coisas que o próprio Deus não teria razão nenhuma de se desagradar, pode ter certeza de uma coisa: você não é o escândalo.

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Paz a todos vocês que estão em Cristo. 

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70 comentários:

  1. Grande artigo, Lucas.
    Que Deus o abençoe.

    ResponderExcluir
  2. Realmente essa situação é realmente bizarra, esses pastores precisam é ler mais a Bíblia e buscar espiritualidade.

    Mudando de assunto, Lucas recentemente um católico enviou um artigo, "provando" que a Igreja Católica é a "verdadeira Igreja de Cristo", vc poderia analisa-lo para mim? E se possível enviar um artigo de refutação?

    Link do artigo: https://drive.google.com/file/d/1orJ6opsS6BqDWsrQa08dLCYNInpLC7l4/view?usp=drivesdk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso daí não é um "artigo", é um amontoado de textos que ele pegou do "Cai a Farsa", juntou tudo e postou em um lugar só (são vários temas diferentes, todos eles já abordados e refutados devidamente no índice abaixo):

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

      Excluir
  3. Oi Lucão mano véio,

    Pregação ridícula,"pastor" perturbado,rsrs.

    Bom,na minha congregação podemos ir ao cinema e assistir TV,desde que saibamos selecionar o que assistir,isso vale para desenhos e games.

    Jogos e práticas esportivas são permitidos desde que não sejam apostados(vicia mesmo).

    Comprar CD não gospel não é permitido(e na verdade hoje eu nem sinto falta,acho que não me edifica).No começo da minha caminhada cristã achava que música gospel deveria ser uma chatice,hoje curto vários cantores,bandas,grupos e conjuntos,nacionais e internacionais.

    Sobre tatuagem e piercing acho que deve-se ter o bom senso,analisar se é de bom tom,se convém(tbm o local,tipo de figura no caso da tatuagem).

    Mulher de calça comprida não acho nada demais,desde que não seja calça justinha marcando as "partes" ou calcinha(rsrs),neste caso que ela use uma peça por cima que tampe.

    Sobre cabelo,acredito que o homem deve ter o cabelo mais curto,não digo curtinho,pode ser cheio,no ombro,e que a mulher tenha o cabelo comprido,claro,podendo cortar,sou tbm a favor do véu na igreja,as mulheres cristãs primitivas quando eram retratadas sempre estavam com o véu,acredito tbm que esta passagem de Paulo tenha princípios espirituais.

    Na minha congregação pede-se que os obreiros se vistam de forma mais social,(terno depende do clima,é pessoal).

    É permitido o uso de bermuda no dia a dia(short e camisa regata não).

    Podemos usar bigode,barba,cavanhaque,costeletas sem problema algum.

    Humor sim,desde que não seja apelativo(vi um canal em que o cara ficava falando(imitando)em línguas estranhas).

    Sou da assembléia de Deus e considero minha congregação como sendo temperada/equilibrada.

    Um ósculo hétero,Lucas.kkk

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  4. Oi Lucas,acho que esta questão do sudário,assim como outras questões arqueológicas,é meio que forçação de barra da sua parte,basta ver o ceticismo do Dr.Rodrigo Silva sobre o sudário e sobre vários outros achados arqueológicos que vc apresenta.

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    1. O Rodrigo Silva não refutou quase nenhum dos principais argumentos em favor da veracidade do sudário, passou por cima de todas elas (por exemplo, o fato do sudário ter fibras extremamente complexas impossíveis para uma "falsificação", a imagem tridimensional em um processo ainda desconhecido na Idade Média, os grãos de pólen da Palestina encontrados no sudário, de algodão inexistente na Europa, de poeira mineral, soro humano, a crucificação pelos pulsos como se sabe hoje e não na palma da mão como se pensava na Idade Média, dentre outras inúmeras provas que tornam impossível ser falsificação medieval). E o único argumento científico que ele usou no programa dele foi o da datação de carbono-14, que já provaram que foi feita em uma parte lateral do manto que foi enxertada posteriormente nele após o incêndio que havia sofrido, e OMITIU que os testes mais recentes feitos em outra parte do manto confirmou que é mesmo da época de Jesus:

      https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/pesquisa/estudo-mostra-que-santo-sudario-pode-ter-pertencido-a-epoca-de-jesus,34a8a8e06a8bd310VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

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  5. Olá Lucas. Conheço seu posicionamento sobre tatuagens. Porém, gostaria de saber se pra você, é pecado tatuar boa parte do corpo (ex: braço todo ou perna inteira, ou, sei lá, 70% do corpo), e se existem limites para a tatuagem não ser pecado na vida do cristão. Confesso que acho muito estranho quando existem vários cristãos (depois de convertidos) que possuem tatuagens no pescoço, rosto, corpo inteiro...as vezes acho que isso é pecado, igual esse pastor: https://www.youtube.com/watch?v=aJA3tBbymag (sei lá, eu sinceramente acho que isso não agrada a Deus. Mas se for uma tatuagem ou outra moderada, não vejo problema).
    https://www.youtube.com/watch?v=Q-IE5zbA1pY - Sobre esse vídeo o que acha? É de uma menina cristã que acredita que tatuagem é uma forma de rebelião contra Deus. Eu acho que ela pode ser usada, em alguns casos, como forma de rebeldia contra Deus, mas não em todas.

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    1. Eu acho que muita tatuagem é coisa de mau gosto, mas isso é diferente de dizer que "é pecado". Infelizmente temos a tendência de taxar como "pecado" qualquer coisa feia ou de mau gosto no nosso julgamento, mas uma coisa ser de mau gosto não significa que seja pecado, são coisas bem diferentes. Pecado é apenas aquilo que ofende a Deus, e não aquilo que é esteticamente feio. Se eu saísse na rua todo descabelado, com a barba acumulando há meses por fazer, um bigodão enorme, uma camisa brega e feia e uma calça toda suja, muito provavelmente chamaria muito mais a atenção no mal sentido do que as tatuagens desse cara, e nem por isso eu estaria em pecado por andar assim.

      Em relação ao vídeo da menina eu acho que é uma prova viva do câncer que é a realidade de muitas igrejas: eles levam muito mais em conta as experiências pessoais do que o que diz a Palavra de Deus objetivamente. Ela admitiu que todo o estudo que ela fez sobre o tema a levou a acreditar que não era pecado, mas que mudou de ideia depois que supostamente ouviu Deus falando o contrário pra ela, ou alguma coisa que ela identificou como sendo Deus, e então já quis dogmatizar em cima disso e estabelecer como doutrina a todos os demais. Na verdade, muitas seitas surgem assim, o cara tem uma "revelação sobrenatural de Deus" que contradiz o consenso dos estudiosos bíblicos e aí vai lá e cria uma igreja dele, aí o outro tem uma revelação diferente e contraditória com a do anterior e cria uma outra, e assim por diante. Quem é cristão mesmo tem a Bíblia como única regra de fé e prática, e não uma revelação pessoal a uma garota youtuber ou a quem quer que seja. Eu até acho meio compreensível que ela pessoalmente não queira se tatuar já que ela acredita que recebeu uma "revelação", o problema é querer impor essa revelação pessoal sobre todos os demais, e sem nenhum argumento minimamente sólido ou consistente além da sua própria "revelação".

      Em relação a ser uma rebeldia contra Deus, aí vai depender do que é tatuado, na verdade se você não fizer nenhuma tatuagem mas colocar uma faixa na cabeça escrita "Satã é meu Senhor" ou coisa do tipo, você vai estar em pecado tanto quanto um cara que tatuasse isso no corpo, o pecado não é a tatuagem em si mas sim a mensagem que se transmite através dela ou de qualquer outro meio.

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  6. Ei, Lucas
    Vou ter que dividir este comment em duas partes.
    I.
    Recentemente houve uma discussão aqui em casa sobre moralidade e todos, exceto meu pai, que concordou comigo depois mas não estava presente no momento, ficaram contra mim. Na verdade, eu sinto que até você vai ficar contra mim, mas preciso de uma opinião mais externa. Sou libertário, portanto odeio políticos e pra mim imposto é roubo e estado é quadrilha. Todos na minha casa são meio libertários e conservadores, uns mais, outros menos. Eu sou o mais "radical" de todos. Enfim, estávamos conversando e do nada eu acabei falando que se eu tivesse a oportunidade de matar o Nicolas Maduro, eu o faria, como libertário e como cristão. Minha mãe e minha irmã caíram em mim, dizendo que isso era anti-cristão e que por mais que Maduro fosse um déspota, a vida e a morte somente à Deus pertencem. E aí ficou aquela discussão sobre a moralidade de se matar ou não um homem mau. Eu ressaltava que matar um psicopata maníaco como Maduro não era nem assassinato, era dever civil. Eu sempre argumentei que "para que o Mal prevaleça, basta que os bons homens não façam nada" e essa máxima, de Edmond Burke, é o que tem guiado a minha mentalidade conservadora. Pois, quando o mal é eminente, aqueles que tem o poder de agir têm também o dever de fazê-lo. Se um homem estiver batendo na esposa no apartamento acima, devo intervir, SEM ESCOLHA. Do ponto de vista libertário, eu sempre terei a opção de não fazer nada, mesmo quando a agressão é direcionada a mim! Mas como conservador, vou me sentir obrigado a agir. E levando isso para a realidade do mundo, eu chego a conclusão que matar déspotas, tiranos e outras classes de psicopatas sedentos de poder não só não é errado como é louvável. Minha mãe é cristã piedosa, tipo Madre Teresa. Eu sou cristão carniceiro, tipo o Dick Cheney, e minha mãe me acha desequilibrado. Acontece que toda essa discussão me levou a várias ponderações: qual o papel dos cristãos não-piedosos? E se Winston Churchill fosse pacifista? Quando Deus demonstra sua ira, tanto para dizimar cananeus quanto para proteger judeus, ele seleciona um indivíduo em especial que terá o aval para a violência? Qual o julgamento que cairá sobre este indivíduo? Como um cristão em missões deve proceder em face ao terrorismo? Como ele deve se defender e defender os seus?
    Enfim, minha irmã e minha mãe usaram argumentos teológicos e eu apelei pra algo mais pragmático, apesar de ter também meus argumentos pautados em alguns exemplos bíblicos. Eu acho que essa é minha personalidade, eivada de conservadorismo, e seria difícil me livrar disso. Eu entendo o lado da minha mãe, mas sempre que tento concordar com ela nesse ponto, penso: "e se alguém tentasse agredi-la? E se ela fosse vítima de alguma opressão ou agressão? Alguém precisa fazer alguma coisa".

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    1. Eu já defendi algo parecido no passado, inclusive uma das discussões numa aula de ética no mestrado era sobre se nós como cristãos deveríamos (ou poderíamos) matar Hitler se voltássemos no tempo. Era um caso bem mais exagerado que o do Maduro, mas eu respondi que sim. Hoje eu tenho convicção do contrário e vou explicar o porquê resumidamente, sob uma perspectiva pragmática, ética e bíblica. Do ponto de vista pragmático: assassinar Maduro nunca iria resolver o problema do regime venezuelano, pelo contrário, só iria reforçá-lo muito mais através da figura de um "mártir", igual fizeram com Che Guevara, igual os petistas fariam com o Lula se alguém matasse o Lula. Na prática não adiantaria nada porque o problema não é o Maduro em si, mas todo o sistema corrupto que o envolve, se matasse ele assumiria o vice dele que é igual a ele, todo o partido tem o mesmo pensamento extremista chavista bolivariano, é uma ilusão e até bastante infantil pensar que o problema seria resolvido facilmente simplesmente matando o líder maior, como se à parte deste líder toda a cúpula do governo fosse boazinha e estivesse disposta a mudar o rumo do país pela direita. Em suma, o assassinato de Maduro não apenas não resolveria nada e colocaria apenas um outro igual ele lá, como ainda daria à esquerda venezuelana um "mártir", um ícone, uma figura pela qual eles se inspirariam e lutariam pelo resto da vida, iria vitimizá-lo e com isso favorecer toda a esquerda, além de reforçar a imagem dos direitistas como "fascistas" e "assassinos".

      Do ponto de vista ético, matar também não é a solução porque é muito fácil quando pensamos que somos os detentores de toda a verdade absoluta e objetiva em nossas mãos, quando na verdade o esquerdista, o monarquista, o anarquista, o fascista, o nazista, o saudosista da ditadura, o comunista, o centrista, o liberal, enfim, TODO MUNDO acha que está com a razão sob a sua própria perspectiva. Para um esquerdista fanático, Bolsonaro é uma ameaça tão horrível quanto Maduro é na Venezuela para os direitistas. Imagine então se um esquerdista tivesse o mesmo pensamento seu de "meter a bala nos ímpios para resolver os problemas", e então assassinasse o Bolsonaro caso chegasse ao poder. Você poderia dizer que ele está errado apenas porque na sua opinião a ideologia dele está errada (e está mesmo), mas não poderia acusá-lo de empregar uma metodologia errada porque a metodologia é rigorosamente a mesma que você se utiliza. Em suma, isso abriria uma margem enorme para qualquer pessoa de qualquer espectro político decidir matar os políticos que não gosta, especialmente o presidente. Um presidente de esquerda assume, os de direita o consideram ímpio e matam ele; um de direita toma o lugar dele, os de esquerda o acham ímpio e matam esse outro também; então um centrista assume, os dois lados o detestam e o matam... qualquer país desses viraria o caos, a desordem, a anarquia. Se tornaria tão instável que os próprios investidores desistiriam do país e o levariam à falência.

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    2. Sob o ponto de vista bíblico, você deu exemplos de guerras, mas uma guerra é um cenário totalmente diferente de um assassinato em particular, ainda mais em um tempo de paz. O que você propõe não é uma guerra, mas uma conspiração, e isso a Bíblia nunca apoiou. Veja se Jesus, Paulo e os primeiros cristãos pregaram a subversão política e a conspiração pela espada para tirar a vida de Herodes, de Nero ou de outros facínoras infinitamente piores que o Maduro. Pelo contrário, incentivavam que se submetessem às autoridades, o que obviamente dizia respeito a eles. Nem mesmo quando lidavam com uma questão moral como a escravidão eles pregavam a abolição via subversão política e conspirações, quanto menos para tirar a vida de um déspota. Eu não consigo imaginar de nenhuma maneira Jesus ou Paulo vivendo em nosso século e planejando um assassinato de seja lá quem for. Não faz parte do espírito do Novo Testamento.

      Você parece ser jovem, provavelmente mais jovem que eu, eu lhe recomendaria tirar um tempo da política, esquecer esses assuntos e passar meses apenas lendo e relendo quantas vezes possível o Novo Testamento, como eu fiz quando tinha a sua idade. Infelizmente os jovens são os mais propensos a serem levados por uma posição política radical de qualquer espectro político, então o importante é ter como base a Bíblia, pois quanto mais a nossa visão estiver estabelecida na Bíblia mais maduros seremos inclusive politicamente, e para isso só tem um jeito, que é lendo o máximo que puder. O protestantismo se difere justamente por ter uma postura mais equilibrada e bíblica, inclusive no campo político, você não vai encontrar um país protestante que tenha sido alvo de ditaduras, fascismo, comunismo ou extremismos daqui ou dali; a democracia, a tolerância e a liberdade sempre foram o nosso forte, é disso que devemos nos orgulhar.

      Abs!

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  7. II.
    Eu acho que você vai discordar mas eu penso que se a Cristandade sobreviveu até aqui, foi porque alguns poucos cristãos enfrentaram o mal face a face, sujaram as mãos de sangue e desenvolveram estresse pós-traumático para que outros usufruíssem de todo sacrifício feito. Sendo libertário e a favor não da legalização e sim da liberação das armas, acredito que, não sendo doido, bandido condenado, recém-nascido, cego ou parkinsoniano, todo mundo deveria andar armado. Pra se defender e para estar pronto para o combate.
    Eu não sou um cristão piedoso e vários cristãos por aí também não são. São protetores que fariam tudo pelo rebanho. Recentemente teve uma notícia de um pastor que atropelou dois vagabundos armados que estavam assaltando os irmãos na frente da igreja. Infelizmente, os bandidos estão vivos, e tal infortúnio não teria ocorrido se o pastor portasse um fuzil m-16 automático ou se qualquer criancinha da igreja estivesse com a sua Glock 9mm pra estourar as bolas do desgraçado e deixa-lo agonizando até morrer. Eu vejo nesse pastor o exemplo de Davi, que matou o leão e o urso pra proteger o rebanho. Eu acho que cristãos como este pastor sofrem preconceito, tanto dos millenials e pacifistas quanto dos próprios cristãos. As pessoas não reconhecem o valor da violência bem utilizada, medida e direcionada. Não reconhecem o valor do cristão disposto a sujar as mãos e fazer o que muitos não teriam coragem pra fazer.

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    1. Sobre o porte de armas eu sou a favor para a nossa realidade desde que seja feito com regulação para não deixar qualquer louco por aí meter a bala em qualquer um, mas acho que isso foge do assunto da discussão do ponto principal, que eu abordei em resposta ao comentário anterior.

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    2. Colega não existe cristão não piedoso, piedade faz parte da essência do cristianismo. Seus pensamentos são totalmente anti biblicos, sua dificuldade portanto é aceitar o que a Bíblia diz. Crer nela ou não é decisão tua, fé é decisão e sem ela é impossível agradar a Deus.
      Quem sempre teve esse modo de agir, através da força, é a Igreja Catoloca...

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  8. Anônimo do Avalie11 de maio de 2018 19:55

    https://m.youtube.com/watch?v=PAqZbDPXkXA&feature=youtu.be

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  9. Lucas,
    Sofro de ansiedade severa, então desculpe-me se não conseguir me expressar bem.
    Tenho 18 anos e fui criado católico, mas passei a discordar de algumas coisas na doutrina como a transubstanciação e a justificação por obras( acredito na salvação pela fe somente). Gostaria de passar a frequentar uma igreja protestante porque acho mais correto e tamvem para achar uma boa garota crista para ter um relacionamento, nunca tive namorada. Acontece que meus pais são muito católicos e me proíbem. O maximo que consigo fazer e ir à cédulas na faculdade escondido. O que fazer? Pode me ajudar?
    Tambem tenho medo de que a diferença de denominações entre eu e uma possível garota que eu goste possa impossibilitar nosso relacionamento. Tem gente que e bem tradicional.
    Me ajuda Lucas, você é o unico cristão que eu conheço que é inteligente, mente aberta, tem visões bíblicas parecidas com as minhas como o aniquilacionismo e teria bom vontade em me ajudar.
    Desculpe me expressar mal e que fico muito ansioso em conversas, você não faz ideia. Nunca beijei uma garota até hoje por conta dessa ansiedade. Espero que tenha entendido tudo e possa me ajudar. Desculpa o incômodo e Deus te abençoe, por favor não demore a responder se possível. Que Jesus te abençoe.

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    1. Olá, em primeiro lugar eu lhe recomendaria não se preocupar e nem ter como foco namorar alguma garota, você ainda é bem jovem, a sociedade nos pressiona a fazer isso ou aquilo só para copiar os outros à nossa volta, mas conheço muitos que perderam grande parte da sua juventude com relacionamentos e "namoricos" frustrados que não levaram a lugar nenhum enquanto poderiam ter aproveitado de melhor maneira. Não estou dizendo que não é para namorar ninguém, se aparecer alguém com quem role sentimento e você veja que é da vontade de Deus vá em frente, só achei que você coloca isso meio que como um objetivo, como uma coisa necessária e fundamental, quando não é (se você tivesse mais de 30 anos eu até entenderia o "desespero", mas ainda está bem longe disso). Inclusive você se preocupa em como seria um beijo, isso te causa ansiedade, se você está assim agora imagine depois de namorar. Há coisas que às vezes é melhor esperar, sem fazer questão de apressá-las, mas também sem perder as oportunidades se aparecer.

      Em relação aos seus pais católicos proibirem de frequentar igrejas evangélicas, paciência, infelizmente esse tipo de coisa milhões de pessoas passam, e perseguições por causa da fé os cristãos de todas as épocas sempre tiveram, muitas vezes numa medida muito pior do que isso, eu se fosse você ficaria contente por poder congregar pelo menos na célula, e não arrumaria briga com os seus pais apenas para conseguir congregar numa igreja evangélica aos domingos, seria um desgaste muito grande. Eu lhe recomendaria em primeiro lugar que você lesse a Bíblia, especialmente o Novo Testamento, o quanto puder, porque fazendo isso você já estará à frente de 99% das pessoas que congregam aos domingos nas igrejas. E Deus compreenderá que você tem impedimentos para congregar aos domingos por enquanto e não te cobrará por isso, mas quando você tiver sua própria casa e família (ou se um dia seus pais se tornarem mais flexíveis) isso seria importante.

      Em relação a problemas denominacionais, isso é muito incomum, pra falar a verdade. A não ser que a garota seja de uma denominação muito fechada, daquelas bem reservadas mesmo (tipo uma Congregação Cristã), não há qualquer problema entre relacionamentos de pessoas de denominação diferente, mesmo quando um é tradicional e outro é pentecostal. Mas cada caso é um caso, eu diria que mesmo na Congregação Cristã que eu citei por serem mais "fechados" você vai encontrar pessoas de mente mais aberta que aceitará se relacionar com você mesmo sem você ser dessa denominação. Eu tenho preferência por um pentecostalismo mais moderado, algo estilo pentecostal na doutrina (com alguns ajustes necessários) e tradicional no estilo de culto, mas não sou do tipo chato ou desagradável que considera intolerável frequentar qualquer igreja que não se ajuste a este padrão.

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    2. Lucas,
      Muito obrigado de coração pela resposta. Foi a melhor coisa que me aconteceu esse mes. Você tirou um grande fardo de ansiedade das minhas costas, eu estou realmente muito agradecido. Fiquei mais feliz ainda em pesquisar e saber que você é arminiano como eu. Ao ler seus artigos me sinto acolhido e ansiedade cessa por um momento. Que Deus lhe pague por tudo.
      A minha ansiedade às vezes até me impede de ter um relacionamento mais íntimo com Deus pq não consigo me concentrar ou rezar direito. Peco que ore por mim e se possível me de algum conselho. Tento lançar minhas ansiedades ao Senhor como manda a Bíblia mas parece nao adiantar. Ajude-me, irmão.
      Gostaria de me comunicar mais frequentemente contigo, conversar com uma pessoa com a qual me identifico me ajudaria muito, se possível.
      De qualquer forma já foste de grande valia para mim.
      A ansiedade em estudar na faculdade, conviver em um mundo corrompido, ser um bom cristão sem ir à igreja e achar uma boa moça crista, ter um bom desempenho, fazer estagio, tudo isso esta me consumindo.
      Leio a Bíblia diariamente faz 147 dias. É isso que esta me dando a pouca força que me resta.
      Peço que ajude-me, irmao, como sempre tem me ajudado mesmo sem saber. E agradeço-lhe por tudo.

      Por fim, quero dizer que a ansiedade nessa vida só cessará quando eu renunciar a mim mesmo e ser crucificado com Cristo, para que Cristo viva em mim, como diz o apóstolo Paulo.

      Que Deus o abençoe, meu amigo.

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    3. O Maurício Zágari (sobre o qual eu falei no artigo anterior dos "10 que mais impactaram a minha vida") tem um livro sobre ansiedade, embora este eu infelizmente não tenha lido ainda. É este aqui, veja se talvez não possa ajudar:

      http://www.mundocristao.com.br/produto/837/Unidos-pelo-casamento

      No blog dele também tem vários artigos com a tag "ansioso" (ou seja, artigos que abordam o assunto), você pode vê-los aqui:

      https://apenas1.wordpress.com/tag/ansioso/

      Creio que a leitura do livro e dos artigos poderão lhe ajudar, mas também sei que muitas vezes os nossos problemas só se resolvem com base na oração e muita oração. Eu tenho problemas que lido até hoje, a respeito dos quais ainda não fui curado, mas continuo orando buscando a cura, às vezes não tem outro caminho senão orar a esperar em Deus, até que um dia a cura venha.

      Abs!

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    4. Lucas,
      Muito obrigado. Para conversar melhor com você, posso usar o Facebook?

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    5. Pode sim se quiser, embora eu não seja mais ativo por lá do que por aqui, eu acesso ambos uma ou duas vezes por dia.

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  10. Muito bom o seu texto. Pessoas que vêm pecado em todas as coisas não deveriam nem viver, já que QUASE TUDO é pecado. Queria tirar uma dúvida. Em relação, a trajes de banho de praia / piscina, já ouvi falar que tem certas denominações (bem tradicionais mesmo) que proíbem os fiéis de usarem pois são inadequados e lembram roupas íntimas. O que dizer para rebater esse argumento? Eu sinceramente nunca vi nada de mais nisso, se não tivesse descoberto que para certas igrejas (pouquíssimas) isso é pecado, nunca teria passado na minha cabeça também.

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    1. Bom, em primeiro lugar é preciso deixar claro que quem alega uma coisa dessas tem o ônus da prova consigo (ou seja, cabe a eles provar que trajes de banho são pecado, e não a nós provar que não são, já que quem está proibindo são eles). E eu basicamente não vi nenhum argumento aqui, mesmo porque ninguém que não seja um pervertido ficaria pensando em roupas íntimas ou confundiria uma coisa com a outra só porque vê alguém em um traje de banho em um ambiente como uma praia ou piscina. O que não pode são trajes sensuais que sejam deliberadamente provocativos com apelo sexual, como um "biquini fio dental" só para atiçar o desejo nos homens, mas trajes normais eu não vejo como uma apelação por si só, na verdade tem que ser muito tarado para ficar excitado ou tentado apenas com um traje normal que não mostre nenhuma parte íntima, se alguém se sente tentado com um traje normal é porque essa pessoa tem problemas sérios nessa área e precisa de tratamento. Eu também não vejo como nadar numa praia sem trajes de praia, já pensou ir nadar de camisa e calça? Seria uma experiência bem desagradável, eu diria...

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    2. Eu tbm penso assim. Olha esse link

      https://www.google.com/search?q=biquini&client=ms-android-samsung&prmd=sinv&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiq7syMsYDbAhWDipAKHRViBbQQ_AUICigC&biw=412&bih=718&dpr=2.63#imgrc=hGpqhG9vGOiYaM:

      Vc acha que esse biquíni tá apropriado? Não vi nada de mais pra dizer que está indecente...esse representa o modelo que eu vejo quando vou a praia ou ao clube.

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    3. Também não vi nada de mais, é um biquini normal.

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    4. Bom,gostaria de deixar minha opinião,nem 8 e nem 80,acho que o equilíbrio é o melhor caminho porque tem igrejas tbm do "Nada a ver,Deus quer o coração",etc,onde as mulheres usam decotes cavados,costas abertas,saias abertas até as coxas,blusas de alcinha,tops,tomara que caia,roupas transparentes,curtas e apertadas e se vc falar algo ainda é chamado de "Fariseu".Os caras andam sem camisa na rua,e de boné e bermuda em pleno culto,sem nenhuma reverência.Sobre roupa de banho acho que o homem deveria usar bermuda tipo surfista,vi o André Valadão de sunguinha com aquela "trouxinha" na frente,totalmente desnecessário.Já as mulheres podem usar um maiô de bom gosto e short por cima.Sunga e biquíni nada mais são do que cueca,calcinha e sutiã feitos com outro tecido.

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  11. Olá Lucas.
    Convivo no meio evangélico há mais de quatro décadas e senti na pele muito dessas mazelas que você descreveu, amigo.
    Lembro que uma das coisas marcantes foi a repressão ao conhecimento. Estudar era quase que proibido. Era visto como "coisas do mundo" e, portanto, o risco de perder a salvação era eminente.
    A caricatura de Evangelho difundida fez muitos jovens abandonarem a fé em Cristo.
    É como Jesus falou "Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus." Simples: Analfabetismo bíblico. Ao invés da Palavra de Deus, Segue-se tradições humanas, preconceitos, pressupostos, filosofias ateístas em detrimento da Palavra de Deus.
    Precisamos urgentemente ser portadores da verdadeira mensagem da Cruz exalando o bom cheiro de Cristo.

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    1. Bem lembrado, eu esqueci de apontar isso no artigo, mesmo porque até hoje existem alguns que distorcem aquele versículo que diz que "a letra mata, mas o espírito vivifica" (2Co 3:6), no sentido de que "estudar a Bíblia mata, mas buscar o Espírito Santo vivifica" (o que é uma interpretação grotesca diante do contexto, que no fundo só mostra o quanto essas pessoas precisam mesmo estudar...).

      É como já dizia Oseias: "O povo se perde por falta de conhecimento" (Os 4:6).

      Abs!

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  12. Lucas: "... quem não se lembra da pregação do Marco Feliciano nestes anos dourados da década de 90, em que dizia que John Lennon levou três tiros NO PEITO porque um era em nome do Pai, outro do Filho e outro do Espírito Santo – e o público ia ao delírio, “glória a Deus”.

    Esse publico é idiota e desinformado, Lucas. Acreditam em tudo que esses mentirosos contam. O assassino de John Lenon disparou cinco tiros contra ele, um se perdeu, mas quatro o atingiram.

    TODOS PELAS COSTAS!

    Alon



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    1. Pois é Alon, eu até revi o vídeo aqui pra confirmar, e ele disse mesmo que John Lennon levou três tiros no peito:

      https://www.youtube.com/watch?v=VMpYWvGvMZg

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    2. Mesmo sabendo o povo vai continuar dando glória a Deus, ou vendo o vídeo ou assistindo
      Ele pregar outra vez.

      E se alguém ao menos insinuar que os tiros foram dados pelas costas os crentões vão brigar e dizer que o pregador é quem está certo.

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  13. Adriano Oliveira12 de maio de 2018 13:38

    Oi Lucas, ainda sobre artigo anterior gostaria de tornar público que VOCÊ, isso mesmo, VOCÊ, foi uma das pessoas que impactaram minha fé. Conheci o blog pesquisando sobre as diferenças catolicismo ortodoxo e o romano e até hoje o acompanho. E acredito, sinceramente, não sou o único.
    Agora, sobre o atual artigo, pessoas como o "anônimo do cabelo" não me surpreende por diversos motivos mas o principal é que muitos confundem SINCERIDADE com MAl-EDUCAÇÃO. Pra mim, um exemplo clássico é o Silas Malafaia: Deselegante, indiscreto, rude, grosseiro. Por mais irônico que pareça, são pessoas que crêem estarem "salvando do pecado" quem não reza pela sua cartilha.
    Por lado, devemos evitar o extremo oposto da concórdia absoluta e acrítica. Somos diferentes e somos imperfeitos. Como disse Paulo, "Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado."

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    1. Pois é, eu mesmo não falaria nada sobre isso, não escreveria e nem atacaria quem pensa diferente sobre essa questão, se não tivesse sido atacado primeiro (e por duas vezes), o que meio que me obrigou a escrever sobre o assunto (e também para evitar que outras pessoas caíssem no mesmo erro de julgar os outros de forma legalista). Eu congregaria e seria amigo sem problemas de alguém que pensasse que eu "estou em pecado" por causa de cabelo, barba, bigode, shorts ou seja lá o que for, e não iria ficar arrumando treta por causa desse tipo de pensamento, o problema é que na maior parte das vezes as pessoas que pensam assim sentem uma necessidade enorme de expor esse tipo de pensamento da forma mais desagradável possível, chegando até a ofender em alguns casos. Abs!

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  14. Eu cresci acompanhando meus pais na igreja Deus é Amor, lá não pode ter televisão, assistir filme, assistir ou jogar futebol e nenhum outro esporte, homem não pode usar barba e nem bigode, mulher não pode usar calça comprida, batom, brinco, maquiagem, homem não pode usar bermuda, homem não pode ter cabelo comprido e mulher não pode nem cortar o cabelo, fora outras doutrinas inventadas por homens que se eu citar meu comentário ficará muito grande.
    Eu cresci escutando na igreja que não pode isso e não pode aquilo. Eu sempre achei esses ensinamentos sem nenhuma lógica, mas só quando comecei a ler a bíblia que eu vi que esses ensinamentos não eram bíblicos.
    Eu sempre gostei muito de futebol, mas eu era muito fanático, hoje em dia ainda gosto mas não sou fanático. Algum tempo atrás te perguntei no facebook se futebol era pecado e você fez um vídeo respondendo. Eu escutava quando criança que quem jogasse futebol iria pro inferno e lá o diabo faria chutar uma bola de ferro, escutando que a televisão era a marca da besta e outros absurdos. Atualmente eu tenho vontade me congregar em uma igreja, mas não tenho ânimo, as igrejas perto da minha casa são muito antibíblicas, todas pregam teologia da prosperidade. Minha mãe ainda é da Deus é Amor, mas eu não vou com ela, já vi tantas coisas erradas que se não fosse eu ler a bíblia, os seus artigos e livros, e pela graça de Deus, eu acho que seria ateu, a doutrinação pró ateísmo na escola era forte. Isso só prova o que você escreveu, muitas pessoas são ateus por culpa de evangélicos desse tipo.

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    1. Essa de que o diabo faria "chutar uma bola de ferro" é o fim mesmo. Se bem que dependendo do jogador o chute ainda sairia melhor que os do Tréllez com a bola normal ;p

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  15. Quando comecei a ir pra uma igreja protestante tinhas uns 6 ou 7 anos, a igreja era (suponho eu) neo pentecostal, e as crianças também passavam pelos famigerados "Encontros com Deus" (aqueles dias em uma chácara ouvindo "pregações" e sofrendo uma espécie de lavagem cerebral.
    Me lembro de uma parte específica do tal encontro: alguém se fantasiava de Diabo e encenava dizendo coisas como: "vcs assistem chaves? eu estou por trás do chaves" ou 'eu sou o dono de tal desenho'
    O que mais eu acho bizarro hoje (na época eu tinha 7 anos e achava normal), foi que em outra parte do evento, separam os meninos das meninas, e dentre outras coisas foi ensinado para nós meninos, que quando tínhamos uma ereção, a mesma era motivada por um toque de satanás (seria cômico, se não fosse trágico).
    Tudo isso aconteceu em 2007.

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    1. Isso daí é terrorismo psicológico, coitadas das crianças. Na minha infância eu quase não assistia desenhos animados porque era tudo "coisa do diabo", principalmente se envolvia super-heróis. Entre os poucos que podia assistir eu me lembro do Pica Pau, Flintstones e Scooby-Doo, e mesmo assim com certas restrições, porque na verdade nenhum desenho era realmente bem visto, já que podia haver as benditas "mensagens subliminares" em todos.

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    2. Uma coisa que eu lembro dessa mesma igreja aconteceu em 2010, nas eleições, o Pastor (ou Bispo, sei lá kk) pediu abertamente para votarem na Marina Silva, pois se a Dilma assumisse, a mesma sairia do poder por causa de uma doença, e quem assumiria seria o próprio Anti-Cristo (kkkk)

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    3. Inclusive nessa eleição de 2010 teve um monte de "profeta" dando profetada dizendo que Marina Silva seria eleita presidente, que não sei onde enfiaram a cara depois que ela não chegou nem no segundo turno... :/

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  16. Avalie Banzoli

    https://youtu.be/Gmq4WIjQxp0

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  17. https://youtu.be/Xou2PzPuRu0

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  18. Lucas, poderia analisar este artigo onde esse sujeitinho te criticou?

    Link do artigo: http://cavaleiroconde.blogspot.com.br/2015/05/mais-tolices-anticatolicas.html?m=1

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    1. Parei de ler no "humores fecais de seu anus" (no primeiro parágrafo da tal "refutação"). Tem certos textos que são tão porcos que nem merecem ser lidos, nem para serem refutados.

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  19. Lucas quando vai fazer hangout? Não tenha vergonha de você mesmo.Manoela Santos Silva.

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    1. Na verdade eu não sei, no final do ano passado tentamos tantas vezes e sempre alguém tinha um problema em cima da hora e desmarcávamos, aí até perdi a vontade já :/

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  20. Falando em tudo ser pecado pros crentes dos anos 90, Lucas é pecado não acreditar no criacionismo bíblico (no Sentido literal?). É pecado interpretar como Deus criou o mundo na forma científica? Olha sendo bem sincero com você, eu sou cristão protestante, mas não creio no Criacionismo bíblico literal! Eu sou evolucionismo teísta, ou seja, eu acredito que nós humanos evoluímos de alguma espécie de mamíferos (provavelmente os primatas), mas a evolução da humanidade foi feita por Deus. Eu acredito que Deus selecionou alguma espécie de mamíferos e através de milhares de anos (na perspectiva humana é claro!) Ele foi nós aperfeiçoando até sermos o que somos hoje. Também não acredito que a Terra tem menos que 10 mil anos, pois inúmeros testes de carbono mostram que a Terra tem pelo menos 4.5 bilhões de anos. Eu também acredito que Deus também criou o universo de alguma forma, podendo ser desde o Design inteligente ao Big Bang (Aliás disso nunca teremos certeza, e sinceramente pra mim tanto faz o jeito que Deus criou o universo). Mas será que é pecado não acreditar no criacionismo bíblico de maneira literal? Será que posso perder a salvação por isso? Será que é errado ser um evolucionismo teísta?

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    1. Eu sou criacionista mas não considero pecado não ser. Inclusive discorri sobre isso aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2015/04/a-teoria-da-evolucao-prova-que-deus-nao.html

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    2. Obrigado! Mas só uma pergunta: A existência de alienígenas anula a existência de Deus? E se os alienígenas fossem ateus? Você acredita nessa possibilidade? Sinceramente eu sou cético quanto a existência de vida extraterrestre, acho possível, mas ainda não temos provas para isso. Mas enfim a existência de vida extraterrestre aluna a Existência de Deus? Deixe a sua opinião

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    3. Ps: Feliz Dia das mães pra você e a sua mãe. Que Deus a abençoe.

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    4. Lucas, aproveitando o tema, achei interessante um historiador afirmar que "olhar pro passado é tão misterioso quanto olhar pro futuro. A "vantagem" do passado sobre o futuro restringe apenas aos registros históricos que chegou até nós. E ainda assim sujeito aos nossos paradigmas.." Concordas?

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    5. Oi,eu tbm ficava meio com um pé atrás sobre o criacionismo da terra jovem,mas depois que comecei a assistir os vídeos do Dr.Marcos Eberlin passei a ser criacionista convicto.Dá uma assistida nos vídeos dele no youtube.Abs.

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    6. "Obrigado! Mas só uma pergunta: A existência de alienígenas anula a existência de Deus? E se os alienígenas fossem ateus? Você acredita nessa possibilidade? Sinceramente eu sou cético quanto a existência de vida extraterrestre, acho possível, mas ainda não temos provas para isso. Mas enfim a existência de vida extraterrestre aluna a Existência de Deus? Deixe a sua opinião"

      Pessoalmente eu não creio na existência de alienígenas, mas não descarto totalmente a hipótese. Se existir não anula a existência de Deus (afinal seria o próprio Deus que os teria criado também).

      "Ps: Feliz Dia das mães pra você e a sua mãe. Que Deus a abençoe"

      Igualmente!

      "Lucas, aproveitando o tema, achei interessante um historiador afirmar que "olhar pro passado é tão misterioso quanto olhar pro futuro. A "vantagem" do passado sobre o futuro restringe apenas aos registros históricos que chegou até nós. E ainda assim sujeito aos nossos paradigmas.." Concordas?"

      Mas já é uma vantagem enorme. Temos milhões de documentos históricos do passado, e nenhum do futuro. Então a comparação não procede, embora de fato não possamos reconstruir o passado como um todo, nem perto disso.

      "Oi,eu tbm ficava meio com um pé atrás sobre o criacionismo da terra jovem,mas depois que comecei a assistir os vídeos do Dr.Marcos Eberlin passei a ser criacionista convicto.Dá uma assistida nos vídeos dele no youtube.Abs"

      Pois é, eu também não cria em terra jovem no início, mas é o que me parece fazer mais sentido à luz do catastrofismo bíblico.


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  21. Lucas, eu tenho um amigo adventista (nada contra adventistas) que pertence a um movimento dissidente dentro da igreja adventista que justifica muito legalismo que eu vi por lá (na minha opinião) como "zelo". Aí eu te pergunto: até onde o argumento do "zelo" é válido pra justificar procedimentos bizarros?

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    1. Não justifica mesmo. Na época de Jesus não havia ninguém mais zeloso pela lei do que os fariseus, foi o próprio Paulo que disse isso ("quanto à lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da igreja" - Fp 3:5-6), e mesmo assim ao lermos o NT vemos o quão distante estavam da verdade. Nem todo mundo erra por mau-caratismo ou com más-intenções, muitos são sinceros naquilo que acreditam e pensam realmente estar zelando pela lei de Deus e cumprindo a vontade dEle, mas estão errados do mesmo jeito.

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  22. O que você acha das igrejas que se auto -intitunal não denominacionais?

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    1. Podem não se intitular assim, mas na prática não se diferem.

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  23. Lucas e em relação a esse legalismo todo que foi bem forte na década de 90 porém ainda persiste hoje em alguns crentes,o que você acha do consumo moderado de bebidas alcoólicas?Eu tenho o costume de tomar vinho com a minha família em ocasiões especiais,festas,casamentos e nunca vi nada de mal nisso e o que você acha de se ter um namoro com uma pessoa de outra religião?Digo isso porque venho gostando de uma garota umbandista,ás vezes fico mal por isso,porque já tenho 27 anos e penso que já está na hora de encontrar alguém para namorar sério,pensar em casar,antes de começar a sair com ela,saí com uma garota cristã duas vezes,mas desisti,devido ao fato dela não me atrair fisicamente e de não ser culta,porque essas duas coisas me importam muito quando busco uma mulher,além da beleza física,quero que conheça algo sobre história,pois também tenho formação nessa área,não precisa ser uma historiadora,mas que pelo menos tenha alguma noção,porque irei querer conversar sobre ela com isso,que fale pelo menos outro idioma,inglês ou espanhol,pois irei querer fazer viagens internacionais futuramente,e essa garota umbandista também é historiadora,estudou comigo na Uninove,já a conhecia há uns 3 anos,época que estudava lá,mas na época ela ainda não me atraia como mulher,pois além de estar namorando outro,era muito gorda,mas ela há cinco meses terminou o namoro e fez uma cirurgia bariátrica,e emagreceu bastante,passou a fazer academia,apesar de ter parado de fazer,porque ela descobriu um tumor na tireóide e terá de fazer uma operação para removê-lo e ficou mais atraente,daí começamos a conversar e surgiu um interesse amoroso,e ela fala além do inglês e espanhol,também o francês,pois trabalha em aeroporto e lida com passageiros de todo o mundo,e se mostrou aberta ao evangelho,pois a convidei para ir na igreja que frequentava,a Igreja Luterana do Largo do Paissandu,a que infelizmente foi destruída pelo desabamento do prédio vizinho,a cidade perdeu um verdadeiro patrimônio histórico,pois foi a primeira igreja protestante de São Paulo,fundada em 1908,tinha vitrais lá,um órgão que os pioneiros trouxeram da Alemanha,mas claro,a maior perda foi de vidas humanas no prédio vizinho,gente que perdeu além de familiares,o seu lar,mas ela aceitou ir e vi que estava bem concentrada,orou e ela fala antes de eu ir dormir,´´durma com Deus´´,apesar da visão de Deus que ela tem obviamente não é a mesma que eu tenho,pois ela acredita nos orixás,se diz filha de Iemanjá e até é medium do terreiro,recebe as entidades,por isso estou receoso de começar a namorar com ela,sei que caso ela não se converta,será um problema,venho orando por sua conversão,que Cristo de alguma forma se revele a ela,porque sei que gerará problemas,não quero casar com uma umbandista e que ela ensine meus filhos a adorarem orixás,mas não posso dizer diretamente a ela que estes são demônios para não ofender,deixo claro que sou cristão,e até demonstro certo interesse por sua religião,pergunto o que fazem lá,quem são os orixás,porque apesar de ter estudado isso em cultura afro brasileira,que constava na minha grade curricular da faculdade,nunca tinha tido o interesse em saber mais sobre a umbanda,o interessante que descobri que não foi criada pelos escravos em um sincretismo com o catolicismo,e sim por um homem branco,de classe média,já no começo do século XX,https://pt.wikipedia.org/wiki/Umbanda,o candomblé que sim foi criado por escravos,mas o que fez também me interessar por ela,foi o fato de não ter encontrado nenhuma garota cristã que tenha as qualidades que busco,na Igreja Luterana até tinha uma que atraía,era loira,de olhos azuis,gostava muito de ler e até tinha escrito uma obra de ficção que pensava em publicar,porém ela é seis anos mais velha que eu e eu busco uma da minha idade,mais jovem ou que seja no máximo dois anos mais velha,sempre quis uma mulher assim,então não sei o que fazer em relação a essa garota umbandista,porque estou gostando dela,mas tenho certeza que caso ela não se converta,será um problema iniciar uma relação séria

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  24. Mas no próximo domingo,se Deus quiser,começarei a frequentar a Igreja Presbiteriana de Pinheiros,que além de ser relativamente perto da minha casa,moro na Vila Sônia,região do Butantã,acredito que será mais fácil encontrar uma garota com o perfil que busco,as pessoas nas igrejas históricas,geralmente,possuem uma melhor formação cultural e educacional em relação as igrejas pentecostais,eu te contei em outro post que em um culto da Assembléia de Deus,um rapaz sentado do meu lado e que nasceu em família evangélica não sabia nem encontrar o livro de Josué na Bíblia,e esse sendo um livro fácil de ser encontrado,pois é o primeiro depois do Pentateuco,e então se as pessoas nessa igreja não liam nem a Bíblia,muito menos leriam livros de história e clássicos da literatura,havia sim garotas bonitas na igreja,mas nenhuma me chamou a atenção,vc acredita que de fato em uma Igreja Presbiteriana seja mais fácil de encontrar com o perfil que busco?

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    1. Sobre namorar a menina umbandista, eu também acho errado, primeiro tente convertê-la e depois namore, digo isso até para evitar magoá-la no futuro, por exemplo aceitando namorá-la sabendo que ela é umbandista e depois se separar por essa razão, seria sacanagem se fizesse isso, por isso nesse tipo de namoro é melhor nem entrar se não converter antes. Em relação à presbiteriana, de fato o nível cultural ali é geralmente maior que em igrejas pentecostais, mas eu preciso dizer que particularmente não tenho nenhuma das exigências que você coloca, embora respeite a sua opinião pois cada um tem suas próprias particularidades, mas eu namoraria uma menina "inculta" sim (que não conheça quase nada de história, nem língua estrangeira, nem seja chegada a livros), esse tipo de coisa você pode moldar no caminho, nem que através do contato contigo você torne a outra pessoa mais inteligente e culta do que ela era antes de te conhecer. Eu acho que se ficar impondo um padrão de exigência tão alto, corre-se um risco sério de perder oportunidades que podem vir de Deus.

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  25. https://www.youtube.com/watch?v=MVlGafzWXOg

    Você acha que esses 70 anos de Israel e a instalação da embaixada dos EUA em Jerusalém representa algo já escrito na Bíblia?

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    1. O retorno de Israel como nação já era predito sim, mas essa questão dos 70 anos é um erro de interpretação de um texto que menciona a figueira em um contexto que não tem nada a ver com Israel, mas que alguns aplicam erroneamente. Não há nenhuma obrigação de Jesus voltar ou da grande tribulação iniciar dentro desses 70 anos, inclusive quando chegou aos 40 anos (que é mais preciso para uma geração no entendimento bíblico) houve um mesmo movimento intenso de que Jesus iria voltar naqueles anos por causa disso, e não aconteceu nada, da mesma forma que Jesus não vai voltar agora já em 2018 (e posso dizer isso com segurança porque para Jesus voltar precisa acabar a grande tribulação, e nós claramente não estamos na grande tribulação ainda).

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  26. Artigo muito bom Lucas. Tenho que confessar que o começo dele teve um impacto muito maior sobre mim, pois sou homossexual. Embora eu tenha comentado em seu blog antes, essa é a primeira vez que me apresento como tal. Mas deixando esses supostos pastores de lado, eu tenho algumas duvidas aqui comigo. Queria muito mostrar a verdade para minha família, o problema é que eles já sofreram tanta lavagem cerebral que provavelmente não vão acreditar em nada do que eu disser. Eles não são fanáticos, longe disso. Mas estão sendo conduzidos ao erro. Como faço para acordá-los? Alguns dias fui questionado sobre o motivo pelo qual eu não estava devolvendo meus dízimos em uma igreja/seita muito famosa (acho que você sabe qual é). Na verdade, minha mãe falou sobre o mesmo e me pediu para não esquecer de Deus, aquilo partiu meu coração. Claro que eu não esqueci de Deus, pelo contrário, tenho pensado nele muito mais desde que parei de frequentar aquele lugar (estou pensando até em ser "desigrejado"...). Acabei me acovardando e não respondi nada. Eu sabia que se eu tivesse dito alguma coisa acabaríamos brigando. Ela ia falar que eu estava com o demônio, para "não misturar os vinhos" ou parar de falar do "homem de Deus". Eu sei porque já tive esse tipo de mentalidade. Mas só mudei depois que tive grandes conflitos dentro de mim (principalmente por se gay). Mortalidade da alma e aniquilacionismo seriam vistos como heresias impensáveis aos olhos deles. Desculpe se o comentário ficou muito grande. Abraços.

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    1. Eu acho melhor não discutir mesmo, ainda mais por eles já serem evangélicos. Esse tipo de coisa só vai causar um desgaste desnecessário e conflitos familiares. Se a nossa geração pregar a verdade às próximas gerações, esse "evangelho" atual vai cair por si mesmo, sem precisar fazer esforço. Abs.

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