*Nota introdutória: O
artigo a seguir é extraído do livro que eu estou escrevendo, que pretendo
chamar de “O mínimo que você precisa saber para não ser católico”. Ele é uma
continuação do tópico anterior sobre a divisão protestante, que eu postei
recentemente aqui.
***
•
Argumento católico: “Cristo só fundou uma Igreja, mas vocês têm milhares de
igrejas!”
Se você leu a resposta ao
argumento católico anterior, já terá metade da resposta pronta. Pra começo de
conversa, nem a Igreja Católica é “uma igreja só”. Diferente do que muitos
pensam (incluindo os próprios católicos), até o site do Vaticano afirma que “a Igreja Católica é constituída de 24 Igrejas autônomas
conhecidas como ‘sui iuris’”[1],
uma das quais é a Igreja Católica Apostólica Romana, mas não a única. Portanto,
afirmar que a Igreja Católica Romana é “a única Igreja fundada por Cristo” não
é uma verdade nem para o Vaticano.
Dentro dessa federação de
igrejas que compõe a “Igreja Católica” no conceito papista, temos diversas
igrejas com seus próprios ritos, liturgias e linhas de sucessão apostólica (que
não começam com Pedro). Uma vez que essas igrejas também são reconhecidas como
verdadeiras igrejas de Cristo, o argumento do apologista católico de internet é
esfarelado.
Mas o problema é maior, porque a
“Igreja Católica” nos tempos patrísticos abrangia muito mais do que Roma e as
igrejas ligadas a Roma. Todas as igrejas orientais que hoje não estão em
comunhão com Roma, e que nunca estiveram debaixo da autoridade de um bispo
romano, também compunham a chamada “Igreja Católica”, justamente porque faziam
parte do corpo de igrejas existentes na época – ou seja, de toda a Cristandade
universal (que é o que significa a palavra “católica”). Isso inclui igrejas
como a Igreja Ortodoxa Grega, a Igreja Assíria do Oriente, a Igreja Copta e
muitas outras, que também eram chamadas “católicas” e que continuam se
designando assim até hoje.
Todas essas igrejas também
possuem a tão falada “sucessão apostólica” (da qual falaremos num tópico à
parte), ou seja, também foram fundadas por um apóstolo que se tornou bispo dali
e deixou sucessores, como os romanos dizem que ocorreu com Pedro em Roma. Dizer
que elas não fazem mais parte da Igreja Católica (e que portanto não são mais
“igrejas de Cristo”) só porque não se submetem ao papado, especialmente quando
o papado sequer existia, é um argumento dos mais pueris que será refutado num
tópico à parte também.
Toda essa contextualização é
apenas para explicar ao católico mais leigo que a Igreja não é nada daquilo que
ele imagina. Na cabeça do católico médio, Jesus fundou a Igreja dele, deixou
Pedro como papa, essa Igreja permaneceu unida e indivisível por 1500 anos e
então surgiu Lutero malvadão criando uma nova Igreja. Alguns um pouco menos
ignorantes sabem da existência da Igreja Ortodoxa, então mudam a narrativa
sutilmente para incluir o “cisma dos ortodoxos” no século XI.
Mas a verdade é que só nos
primeiros quatro séculos já existiam mais de 70 cismas (divisões) na Igreja.
Epifânio, escrevendo no século IV, listou 80 facções já existentes na época, e
Agostinho, escrevendo no início do século V, lista nada menos que 88 divisões. Antes
que um católico conteste dizendo que a igreja dele tem “sucessão apostólica” e
essas não, uma dessas igrejas, a Igreja Assíria do Oriente (que na época era
chamada apenas de “Igreja do Oriente”), não só tinha sucessão apostólica por
ocasião do cisma de 431 d.C como reunia a maior quantidade de cristãos no mundo
todo.
Enquanto muita gente pensa que a
Cristandade na época do Cisma do Oriente (1054 d.C) se dividia entre a Igreja
Romana e a Igreja Ortodoxa, a Igreja Assíria do Oriente possuía mais fiéis que
essas duas juntas, com cerca de 40% de todos os cristãos do mundo. Mesmo assim,
essa Igreja costuma ser completamente apagada das discussões de internet, uma
vez que representa hoje um percentual muito pequeno e que estão pouco
preocupados em provar que são a única “igreja verdadeira”. Isso é apenas um
exemplo do quão mais complexa é a história da Igreja do que pensa um zé
cruzadinha que milita atrás da tela de um computador.
Um papista poderia argumentar
que devemos ignorar todas essas igrejas que mesmo com sucessão apostólica não
estão em comunhão com Roma porque Pedro foi o primeiro papa e portanto apenas
os bispos de Roma tem o poder que Pedro tinha, o qual foi passado adiante de
mãos em mãos – o que faria da Igreja Romana a única verdadeira, e as outras
todas falsas. Mas isso esbarra não só no problema de que Pedro nunca foi papa (o
que será tratado em outro capítulo), mas que Roma nem mesmo é a única igreja
que tem Pedro encabeçando a lista de bispos.
A Igreja de Antioquia, que não
está em comunhão com Roma, tem também Pedro como seu primeiro bispo, e essa
tradição é ainda mais antiga que a tradição que coloca Pedro como o primeiro
bispo de Roma. Mas curiosamente, para os católicos romanos, a lógica que vale
para eles não vale para os antioquenos: Pedro passou adiante seus poderes
mágicos aos bispos romanos por ter sido bispo de Roma, mas não passou adiante
seus poderes aos bispos de Antioquia, mesmo tendo sido bispo de Antioquia
também, e por isso Roma continua sendo a “única igreja verdadeira”.
Esse duplo critério cínico e
conveniente é um dos muitos exemplos de como os apologistas católicos apelam às
manobras mais sorrateiras para construir um argumento, sempre ocultando as
nuances dos leitores e tratando tudo de forma simplória, para no final depender
de uma circularidade grosseira pra validar suas pretensões. No fim do dia, Roma
é a igreja verdadeira porque ela diz que é a igreja verdadeira, e devemos
confiar nisso porque ela tem toda a autoridade (baseada no que ela mesma diz).
Quando estudamos a história
seriamente, vemos que Roma nunca foi a “única igreja”, nem a Igreja Católica é
uma “única igreja”, nem o que é “católico” é necessariamente “romano” ou está
em comunhão com Roma, nem é a única que possui sucessão apostólica, e nem mesmo
é a única que afirma ter Pedro como o primeiro bispo. O estudo acadêmico sério
simplesmente dilacera toda a palpitaria dos apologistas de internet que pintam um
mundo preto e branco tão pequeno quanto a capacidade intelectual deles.
Mas tudo isso foi apenas uma
introdução para chegarmos ao ponto principal que responde essencialmente à
questão: a Igreja não é, e nunca foi, uma instituição específica. É aqui que a
maioria dos próprios evangélicos se perde e acaba fazendo concessões
desnecessárias aos papistas, em parte porque também usamos a palavra “igreja”
de uma forma equivocada. Também chamamos nossas comunidades de “igrejas”, e
quando vamos ao culto num templo, dizemos que “vamos à igreja”, num resquício
da herança católica que permanece vivo no vocabulário.
Até cristãos que sabem o
que a Igreja realmente significa usam o termo de forma equivocada no dia a dia,
num vício de linguagem que nem eu escapo. O problema é que a Bíblia nunca usa a
palavra “Igreja” (do grego ekklesia) dessa maneira. Antes de irmos aos
textos, basta consultar um dicionário de grego bíblico para constatar que ekklesia
significa essencialmente “a totalidade dos
cristãos dispersos por todo o mundo”[2].
Ou seja, a Igreja não é uma placa, um CNPJ, um templo ou uma hierarquia
específica, mas simplesmente uma palavra que designa todos os cristãos
verdadeiros onde quer que estejam.
Dessa forma, assembleianos,
batistas, presbiterianos, metodistas e etc, embora sejam de diferentes
comunidades, não são de igrejas diferentes, se considerarmos o
significado bíblico de igreja e não o seu uso popular que se perverteu com o
tempo. Mesmo quando os antigos Pais da Igreja usavam o termo “Igreja Católica”
eles não estavam falando de uma instituição específica como a Igreja Romana é
hoje, mas da universalidade dos cristãos que já se espalhavam no mundo todo
(que é o significado do grego catholicus).
Foi só depois que os cismas
começaram a acontecer e a Igreja começou a se dividir que alguns começaram a
usar o termo “Igreja” de forma limitante (i.e, restrita a uma hierarquia
específica e excluindo todas as demais). Foi isso o que o papa Gregório VII fez
em seu memorando Dictatus Papae (1075 d.C), escrito pouco
após o Cisma do Oriente, onde faz questão de deixar claro que “quem não está com a Igreja Romana não deve ser
considerado católico”[3],
coisa inimaginável nos primeiros séculos (discorrerei bastante sobre isso no
capítulo sobre o papado).
Voltando à Bíblia, que é o que
realmente nos interessa, não há nada mais claro que o significado de Igreja
como os cristãos em si. Em primeiro lugar, Paulo diz muitas vezes que a Igreja
é o corpo de Cristo (Ef 1:22-23, 5:23; Cl 1:24). Você certamente já deve ter
visto papistas usando isso argumento de autoridade em favor da igreja deles, como
se a Igreja Romana tivesse a autoridade de Cristo porque é o Seu corpo. Mas
note que Paulo nunca aponta Roma como sendo esse corpo. O mesmo apóstolo
que disse que a Igreja é o corpo de Cristo disse aos coríntios que “vocês são o corpo de Cristo” (1Co
12:27), numa demonstração clara de que Igreja são pessoas e não a instituição
romana falsamente chamada de “igreja”.
A lógica é simples: (1) a Igreja
é o corpo de Cristo; (2) o corpo de Cristo são os próprios crentes; (3) logo, a
Igreja são os próprios crentes. Isso fica mais claro na medida em que avançamos
na leitura dos textos. Lucas nos informa que Saulo “perseguia
a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres,
encerrava-os no cárcere” (At 8:3). O que era “a igreja” que Paulo
perseguia? Certamente não uma instituição, mas os cristãos que eram pessoalmente
arrastados e encarcerados (em que pese o fato de que não raras vezes já vi
papistas dizerem que Paulo perseguia a igreja deles e ainda o comparam
aos protestantes!).
Quando Pedro foi lançado no
cárcere, “havia oração incessante a Deus por parte da
igreja a favor dele” (At 12:5). Quem era a “igreja” que orava em
favor dele? Pessoas, não instituições! Quando Paulo e Barnabé chegaram
em Jerusalém, “reunida a igreja, relataram
quantas coisas fizera Deus com eles e como abrira aos gentios a porta da fé” (At
14:27). Quem é que eles reuniram? Pessoas ou instituições? Quando Paulo disse
que “o que fala em outra língua a si mesmo se
edifica, mas o que profetiza edifica a igreja” (1Co 14:4), essa
igreja que é edificada é uma instituição ou são pessoas?
E o que dizer dos textos que
dizem que “as igrejas eram fortalecidas na fé” (At
15:6), que Paulo “confirmou as igrejas” (At
15:41), que o evangelho “está espalhado por todas
as igrejas” (2Co 8:18) e que “todas as
igrejas de Cristo vos saúdam” (Rm 16:16)? É evidente que estamos sempre
lidando com pessoas, nunca com organizações. Como alguém já definiu
certa vez, a Igreja é um organismo, não uma organização. Isso
explica por que nunca lemos que alguém “foi à igreja”, mas frequentemente vemos
o contrário – que a igreja estava reunida na casa de certa pessoa:
“Saúdem Priscila e Áquila, meus colaboradores em Cristo
Jesus... saúdem também a igreja que se reúne na casa deles” (Romanos
16:3-5)
“Saudai os irmãos de Laodicéia, e Ninfa, e à igreja
que ela hospeda em sua casa” (Colossenses 4:15)
“À irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à
igreja que está em tua casa” (Filemom 1:2)
Qual era essa igreja que se
reunia na casa de alguém? Certamente não a Igreja Romana, mas os próprios
crentes que ali congregavam. Outro texto que mata dois coelhos com uma cajadada
só é o que Paulo diz: “Se toda a igreja se
reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas...” (1Co
14:23). Este texto sozinho já prova que (1) a igreja não é o lugar, porque a
igreja se reúne em um lugar, e (2) essa igreja não é uma organização, porque
são pessoas que se reuniam e falavam em línguas.
Um texto não raramente usado na
apologética católica é o que diz:
“Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele,
mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o
ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja
confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’. Se ele se recusar a
ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja,
trate-o como pagão ou publicano”
(Mateus 18:15-17)
“Ouvir a Igreja”, para eles,
seria dar ouvidos ao magistério católico romano, com suas tradições
extrabíblicas e doutrinas humanas. Mas basta olhar com atenção o contexto todo
para notar que Jesus não falava de nada disso: primeiro ele diz para conversar
com a pessoa em particular, depois diz para contar para mais duas ou
três, e por fim se conta à igreja. “Igreja” aqui, portanto, nada
mais é que todo o corpo de fiéis, uma vez que Jesus está ampliando a esfera de
contato cada vez mais (um > alguns > vários). Em nada tem a ver com uma
instituição ou com a hierarquia da instituição.
Vemos um exemplo disso nos
textos que dizem que Paulo e Barnabé “foram bem
recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros e relataram
tudo o que Deus fizera com eles” (At 15:4), e novamente quando é dito
que “pareceu bem aos apóstolos e aos
presbíteros, com toda a igreja, tendo elegido homens dentre eles,
enviá-los a Antioquia” (At 15:22). Observe que a Igreja nesses textos
significa todos os crentes além dos presbíteros e dos apóstolos (ou
seja, da hierarquia), o que não deixa de ser curioso, já que os papistas
restringem o termo “Igreja” à hierarquia (e mais especificamente à deles).
Muito mais poderia ser dito a
este respeito, mas creio já estar suficientemente claro que “igreja” na Bíblia
em nada tem a ver com o uso popular que normalmente se dá ao termo, nem designa
uma organização ou hierarquia em particular (muito menos a romana). Assim, o
argumento de que “Jesus fundou uma só igreja” não faz o menor sentido, visto
que já parte de uma pressuposição errada do significado de “igreja”. Quem
argumenta isso parte do pressuposto de que a Igreja de Cristo é uma denominação
em particular (seja a católica romana, a ortodoxa, a copta ou qualquer
protestante), quando não tem nada a ver com isso.
A Igreja é uma só porque ela
compreende todos os salvos onde quer que estejam, independentemente de placas
ou denominações. Curiosamente, como vimos no tópico anterior, o próprio
catecismo católico atual diz que nós somos «legitimamente irmãos no
Senhor» e que é a justo título que somos honrados «com o nome de
cristãos» (#818), o que significa que até o catecismo nos reconhece como cristãos
verdadeiros e portanto membros da Igreja de Cristo (no sentido bíblico, não no
papista).
Se antes nossas comunidades não
eram nem reconhecidas como igrejas, agora o catecismo define que nossas «igrejas
e comunidades eclesiais» são «MEIOS DE SALVAÇÃO» (#819), o que derruba
completamente a falácia de que nossas igrejas são falsas igrejas porque Cristo
fundou uma só que é a Igreja Católica Apostólica Romana, fora da qual não há
salvação. O católico que defende isso pode estar defendendo o que o que os
católicos medievais defendiam, mas não a doutrina católica mais recente.
Chega a ser irônico que os
mesmos papistas que se utilizam do artifício do “desenvolvimento da doutrina”
pra justificar seus dogmas tardios sem amparo na Bíblia ou na patrística
rejeitem o que diz o catecismo moderno em prol da antiga definição de que “é absolutamente necessário à salvação de toda criatura
humana estar sujeita ao romano pontífice”, como definiu o papa Bonifácio
VIII na Unam Sanctam (1302), quando o catecismo moderno seria justamente
aquilo que Roma tem de mais “atualizado”. Em teoria, era para essa fala do papa
Bonifácio estar obsoleta, não para o catecismo moderno estar errado. Mas na
prática, como sabemos, cada papista crê naquilo que acha melhor (e que pode ser
mais usado contra os protestantes).
Ironicamente, para desespero
desses católicos mais radicais, na própria Bíblia vemos a palavra “igreja” no
plural, como quando Paulo diz que “nós não temos
esse costume, nem as igrejas de Deus” (1Co 11:6). E agora, como fica aquele
discurso todo de que Jesus fundou uma igreja só e por isso as igrejas
protestantes são falsas? Paulo chama as igrejas (plural) de «igrejas de
Deus», e não que só uma igreja é de Deus e as outras foram “fundadas por
homens”.
Se o conceito bíblico de igreja
fosse mesmo o de organizações, seríamos forçados a concluir que existem muitas
organizações de Deus. É só quando entendemos o significado legítimo de “igreja”
que vemos que Paulo nada mais estava falando senão dos muitos cristãos
espalhados em diferentes comunidades, e por isso referidos pelo plural. Assim,
podemos dizer que existe uma só igreja no sentido de pertencermos a um único
corpo (o corpo místico de Cristo, do qual cada um de nós é um membro), mas
várias comunidades de fé espalhadas por toda parte.
É assim que batistas,
presbiterianos, assembleianos e etc podem pertencer à mesma Igreja no sentido
bíblico, ao mesmo tempo em que pertencem a diferentes comunidades eclesiais
(que segundo o catecismo são meios de salvação, não de perdição).
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
[1] Disponível em:
<https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-10/igreja-catolica-sempre-una.html>.
Acesso em: 12/07/2026.
[2] Concordância de
Strong, #1577.
[3] Proposição XXVI do memorando em questão.
ATENÇÃO: Sua colaboração é importante! Por isso, se você curtiu o artigo, nos ajude divulgando aos seus amigos e compartilhando em suas redes sociais (basta clicar nos ícones abaixo)
0 comentários:
Postar um comentário
Fique à vontade para deixar seu comentário, sua participação é importante e será publicada e respondida após passar pela moderação. Todas as dúvidas e observações educadas são bem-vindas, mesmo que não estejam relacionadas ao tema do artigo, mas comentários que faltem com o respeito não serão publicados.
*Comentários apenas com links não serão publicados, em vez disso procure resumir o conteúdo dos mesmos.
*Identifique-se através da sua conta Google de um modo que seja possível distingui-lo dos demais, evitando o uso do anonimato.