9 de agosto de 2018

178 Teólogos imortalistas reconhecem que o Antigo Testamento é aniquilacionista



Quando debati sobre imortalidade da alma em 2016 com o meu amigo Francisco Tourinho (veja aqui), a quem eu então desconhecia e não sabia que argumentos usaria no debate, eu fui pego desprevenido com algo que realmente não esperava. Você pode notar pelos meus slides de abertura que metade do meu discurso era baseado no Antigo Testamento, e a outra metade no Novo. Qual não foi minha surpresa ao perceber que ele, logo de cara, admitiu que o Antigo Testamento era realmente aniquilacionista antes mesmo de eu tomar a palavra. Ou seja, praticamente tornou inútil metade do discurso que eu havia preparado.

Mas essa não foi a primeira vez que eu fui surpreendido com algo assim. Minha maior surpresa aconteceu quando eu fazia mestrado em teologia na Faculdade Teológica Batista do Paraná e decidi fazer algumas pesquisas nos livros da biblioteca de lá. Contra todas as minhas expectativas, a esmagadora maioria dos livros escritos por autores imortalistas conceituados reconhecia a mesma coisa que Tourinho no seu debate comigo: a visão do Antigo Testamento sobre a morte como sendo basicamente a mesma que eu defendo para toda a Bíblia. Ou seja, a única diferença entre o meu discurso e o deles é que o meu cobre 66 livros da Bíblia, e o deles se restringe a 39.

Eu sinceramente não esperava por isso, pois antes dessa formação em teologia o meu contato com o tema era principalmente através da internet, e sabemos que por aqui os sites imortalistas são imortalistas até o talo. No geral, os “imortalistas de internet” são fundamentalistas a ponto de defender que desde Moisés os judeus já criam em imortalidade da alma e distorcem grosseiramente textos veterotestamentários que são manifestamente mortalistas, muitas vezes com malabarismos surreais para negar o óbvio dos textos bíblicos (creio que eu não preciso citar exemplos). O que mais me chocou foi o contraste entre o “meio virtual” e o “meio acadêmico”, onde até os teólogos imortalistas são bem mais moderados e fazem muito mais concessões do que você imagina.

Apenas para citar um breve exemplo, o prof. Antônio Renato Gusso, um dos maiores exegetas do Brasil e meu orientador no TCC, usou justamente o texto de Apocalipse 6:9 (aquele das “almas debaixo do altar”) como um exemplo de alegoria na aula de hermenêutica – embora este seja um dos principais textos que “provam” a imortalidade da alma na interpretação literal dos “imortalistas de internet”, que surtam só de ouvir a possibilidade de alegoria quando um mortalista a sugere, embora interpretem o resto do Apocalipse inteiro de forma não-literal. Eu poderia multiplicar os exemplos aos montões, mas o fato é que no ambiente acadêmico (mesmo no meio conservador, como a faculdade que eu fiz) a realidade é muito diferente do mundo virtual, que é lamentavelmente dominado por gente sem a devida qualificação. Enquanto na internet se discute “dicotomia ou tricotomia”, no meio acadêmico o “monismo” ou “holismo” é levado bem mais a sério.

Abaixo eu cito algumas dessas referências que eu encontrei nos livros, embora uma lista completa seria muito maior e mais exaustiva. Eu deliberadamente deixei de fora as citações de teólogos aniquilacionistas, mesmo dos que são considerados plenamente ortodoxos (como Oscar Cullmann e John Stott) por todos os evangélicos. Ou seja, serão apenas os teólogos imortalistas comentando sobre os textos do Antigo Testamento, sobre o significado de alma e espírito na visão hebraica, sobre o “mundo dos mortos” (Sheol) e coisas similares. Note o quão longe eles estão das interpretações dos “imortalistas de internet”, que em geral desconhecem inteiramente esse material.


SCHMIDT, Werner H. A fé do Antigo Testamento. São Leopoldo: Sinodal, 2004.

“A morte rouba da pessoa o que ela ganhou com muito esforço e a desliga de toda comunhão. Visto que no mundo dos mortos não há ‘obras, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria’ (Ec 9.10), um pai, quando está morto, não fica sabendo nem mesmo o que sucede a seus filhos na vida que continua (Jó 14.21) (...) Não somente a comunhão com a família e o povo, até mesmo a comunhão com Deus cessa (Is 38.18; cf. Sl 6.6; 30.10; 115.17 e outras)” (p. 458-459)

“Por isso, a morte coloca diante dos olhos da pessoa a total desesperança da existência” (p. 459)

“Para o AT, o ser humano é uma unidade, não uma alma imortal num corpo transitório (Gn 3.19; cf. 18.27; Sl 90.3; 103.14 e outras)” (p. 460)

“O que abandona a pessoa por ocasião da morte não é a alma imortal, mas a força vital dada por Deus” (p. 460)

“Sepultura individual e mundo inferior se confundem. Também a ‘terra’, ‘cova’ ou ‘pó’ são circunlocuções utilizadas para o ambiente hostil e inóspito das profundezas” (p. 458)


MARTIN-ACHARD, Robert. Da morte à ressurreição segundo o Antigo Testamento. São Paulo: Academia Cristã LTDA, 2005.

“Ao contrário do que um determinado uso litúrgico possa supor, este texto (Ec 12:7) não afirma de maneira alguma que no instante em que a criatura expira, seu espírito ou sua alma se eleve a Deus. Aqui se trata não do destino individual da alma, mas do princípio de vida concedido provisoriamente ao homem. O fôlego do que fala o autor é na realidade o do Deus vivo, uma força vital impessoal que segue sendo sempre sua propriedade. O livro de Eclesiastes segue aqui estritamente a doutrina javista, e suas palavras não trazem nenhuma influência do pensamento grego. O autor não crê na imortalidade da alma, pelo contrário, sua obra tende a negá-la expressamente” (p. 48)

“Quando o israelita morre lhe é tirado o fôlego, o espírito, ruach. Este, com efeito, não é um bem cujo livre domínio possa conservar o homem para sempre, somente o fora emprestado, pertence a Deus e, portanto, é completamente natural que na hora da morte volte a seu possuir (Ec 12:7)” (p. 48)

“O Sheol seria a terra sem vida, o mundo caótico, o não-mundo” (p. 54)

“Se a origem da palavra Sheol segue sendo obscura, o que ela representa para os israelitas é muito claro, a descrição do Sheol é relativamente fácil. As várias palavras que são utilizadas para designar o mundo dos mortos também servem para expressar alguns de seus aspectos. É o que ocorre com Sheol, sendo simplesmente sepultura qebhedh (Sl 88.12), vala, fosso, primitivamente a cisterna, que às vezes serve de prisão e mais tarde de sepultura. É também a ‘perdição’ ou a ‘destruição’, e também sahath, que tem igualmente o sentido de sepultura” (p. 55)

“Para todos os efeitos, o Sheol não designa um simples lugar. Expressa melhor um estado, uma situação na qual a vida deixa de ser visível para o homem” (p. 59)


CRABTREE, A. R. Teologia Bíblica do Velho Testamento. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1960.

“O homem é carne (bassar), animado pelo espírito (ruach), assim se tornando uma alma ou ser vivente (nephesh). O espírito que o homem recebe de Deus é o fôlego da vida (nishmath hayim). Quando o ruach do homem volta a Deus, a carne (bassar) volta à terra como era (Ec 12:7; Sl 146:4). Assim o ruach é o fôlego da vida pelo qual o homem se torna vivo (Ez 37:10)” (p. 127)

“O Velho Testamento, em geral, não apoia o ensino de que a morte é um benefício humano, de acordo com a ordem da natureza. A morte é um mal, uma amargura, um terror (Dt 30:15; 1Sm 15:32; Sl 55:4)” (p. 265)

“Ludwig Koehler pensa que qualquer homem apedrejado ou queimado deixou de existir (corpo e alma) no sentido absoluto: ‘Se o homem fosse apedrejado ficaria coberto de pedras, de sorte que nada dele restaria. Se fosse queimado, restaria apenas um acúmulo de cinzas, nada; pois ele não existiria mais’” (p. 267)

“[O Sheol] não se representa como lugar de castigo nem de recompensa” (p. 268)

“As referências geralmente indicam que não havia distinção entre a condição dos moradores do Sheol, não sendo ele lugar de castigo nem de recompensa” (p. 269)


SMITH, Ralph Lee. Teologia do Antigo Testamento: história, método e mensagem. São Paulo: Vida Nova, 2001.

“Os estudiosos com frequência contrastam a perspectiva hebraica com a grega que entende a natureza humana como uma dicotomia (corpo/alma, espírito/carne) ou tricotomia (corpo/alma/espírito), com as várias partes opostas uma à outra. A perspectiva grega na verdade é de Platão, de que o ser humano é composto de duas partes: a razão, que é a parte imortal, e a sensualidade, que é mortal (...) A perspectiva do Antigo Testamento é radicalmente distinta” (p. 251-252)

“A expressão ‘nephesh morta’ aparece em Levítico 21.11; Números 6.6; 19.11, 13; Ageu 2.13. A. R. Johnson disse que essa última passagem em especial deixa bem claro que a referência deve ser a nephesh como algo com que se pode ter contato físico, não à ‘alma’ do morto como algum fenômeno fantasmagórico” (p. 257)

“No Antigo Testamento, a pessoa é vista em termos ‘holísticos’. Os diversos aspectos da natureza do ser humano (corpo, espírito, respiração, coração) estão tão integrados e inter-relacionados que qualquer um deles pode representar o todo. Obviamente no Antigo Testamento as pessoas constatavam que a morte física era marcada pela ausência de respiração (1Rs 17.8-23) e, em alguns casos, pela perda de sangue. Para eles, a vida estava no sangue (Lv 17.11)” (p. 361)

“Essa passagem (Ec 12:7) pode estar dizendo simplesmente que a morte ocorre quando Deus retira o seu ‘espírito’ ou ‘força vital’ de alguém. A. B. Davidson afirmou que dizer que o ‘espírito’ retorna a Deus, que o deu, não diz muito. ‘Isso pode significar apenas que a vitalidade, que fluiu de Deus, é por ele retirada, e a pessoa enfraquece e morre’. W. H. Schmidt disse: ‘O que sai do homem na hora da morte não é a alma imortal, mas a força vital enviada por Deus’” (p. 361)

“Algumas passagens do Antigo Testamento parecem dar a entender que a morte é o fim do ser humano; sua força vital é ‘derramada’ de tal maneira que não pode mais ser recuperada (Jó 7.21; 14.7-10; Sl 39.13; 146.4)” (p. 361)


WOLFF, Hans Walter. Antropologia do Antigo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2007.

“De modo nenhum os mortos são exaltados com uma auréola de glória, nem sequer os maiores e mais piedosos de Israel. No Egito, muitas vezes, ocorrem eufemismos: ‘Vivo vai para o descanso’ – ‘O belo destino se realizou’ – “Ele entra em seu horizonte, afasta-se rumo ao céu, une-se ao sol, e seu corpo de deus mistura-se com seu genitor’. Coisa semelhante é inconcebível no Antigo Testamento. Na maioria das vezes, a menção da descida ao Sheol como mundo dos mortos não significa mais do que a referência ao enterro como fim da vida (Gn 42.38; 44.29,31; Is 38.10,17; Sl 9.16,18; 16.10; 49.10,16; 88.4-7,12; Pv1.12)” (p. 167)

“No mundo dos mortos, não há mais lugar para a obra de Javé, nem para seu anúncio ou seu louvor. Essa concepção é confirmada muitas vezes, por exemplo, no Salmo 115.17 (...) Com isso, à definição do morto como excluído do louvor de Deus se opõe aquela do vivo como ser humano que pode exaltar a obra e a palavra de Javé” (p. 171-172)

“O reino das sombras não tem qualquer poder nem dignidade própria. A fraqueza total é sua realidade. Larvas e vermes são os verdadeiros regentes” (p. 167)


SCHREINER, Josef. Palavra e mensagem do Antigo Testamento. São Paulo: Editora Teológica, 2004.

“Causa admiração o fato de, nas exposições científicas e teológicas do pensamento bíblico a respeito do homem, se dar muitas vezes mais importância ao modo pelo qual o Antigo Testamento faz distinção entre corpo e alma e especifica as suas relações recíprocas. Este modo de considerar, próprio da tradição grego-europeia, parte de uma problemática que é estranha à Bíblia. O pensamento bíblico a respeito deste assunto segue em outra direção. Como o demonstram as numerosas tentativas exegético-teológicas, não se consegue acompanhar o discurso bíblico sobre o homem, partindo do binômio alma-corpo” (p. 408)


CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. São Paulo: Candeia, 2000. v. 2.

“A palavra aqui traduzida (Dt 32:22) por ‘inferno’ é Sheol. A tradução ‘inferno’ é um anacronismo. Nos seus primórdios, a teologia dos hebreus entendia essa palavra hebraica como indicativa somente da sepultura ou da morte. Posteriormente, contudo, veio a indicar um lugar de espíritos de mortos partidos deste mundo, mas que não seriam verdadeiras entidades humanas, porém apenas fragmentos de energia, sem sentidos, sem memória e sem consciência. No estágio seguinte de desenvolvimento, o Sheol tornou-se um lugar dos espíritos humanos que se iam deste mundo; e então o Sheol aparece dividido em dois compartimentos, um bom e o outro ruim” (p. 880)


PANNENBERG, Wolfhart. Teologia Sistemática. São Paulo: Academia Cristã, Paulus, 2009. v. 3.

*Nota: O Dr. Pannenberg foi o professor-orientador de William Lane Craig em seu doutorado.

“A esperança por consumação individual para além da morte surgiu, pois, no povo judeu em vista de uma insuficiência na esperança mais antiga, de consumação coletiva e em uma nítida tensão em relação a ela. Apesar disso não se chegou, como na ideia grega da imortalidade da alma, a uma concepção totalmente desvinculada do futuro da salvação do povo, de consumação do sentido de vida individual. Uma vez que a ressurreição dos mortos deverá suceder a todos os justos conjuntamente nos derradeiros dias, não a cada um para si diretamente depois de sua morte, os justos representarão em sua comunhão o povo escatológico de Deus do fim dos tempos e, assim, a síntese da salvação individual e comunitária” (p. 720)


BRUCE, F. F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2008.

“O homem consiste em duas partes: de carne (ou corpo), que o coloca em contato com os outros seres humanos e, de forma mais distante, com toda a criação; e de espírito, o sopro da vida, o dom de Deus, que o coloca em contato com Deus. Mas quando os dois se encontram, fundem-se em uma unidade chamada nephesh, traduzido de forma incorreta por ‘alma’ (Gn 2.7). O nephesh é o homem como um todo. Ele está consciente do mundo à sua volta e se torna conhecido dele por meio do corpo, enquanto mantém contato com Deus por meio do espírito. Essa unidade é tão real que repetidas vezes as partes do corpo são usadas para expressar ações e intenções da personalidade como um todo, e órgãos físicos são usados para designar diversas funções do homem interior; e.g., o coração expressa intelecto, vontade e emoções. Também por essa razão, embora a fraqueza e transitoriedade da carne (corpo) seja reconhecida, o corpo nunca é depreciado, tampouco há qualquer indicação de uma existência real no futuro sem ele” (p. 83)


KIDNER, Derek. Gênesis: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1979.

“Note-se que o homem não ‘tem’ nem alma nem corpo, conquanto, por conveniência, possa ser analisado em termos de dois ou mais elementos constitutivos (ex., 1Ts 5:23). Eis aqui a verdade básica: ele é uma unidade. Nephesh, traduzido por ser (RSV) ou alma (AV, RV) muitas vezes é equivalente a ‘pessoa’, ‘o eu’, além de ‘vida’ (AA varia assim a tradução), conforme se saliente o estado de ser vivo da criatura ou a criatura que vive” (p. 57)


WALTKE, Bruce K. Provérbios – Volumes 1 e 2; Capítulos 1 a 31. São Paulo: Cultura Cristã, 2011.

Nephesh ocorre 56 vezes em Provérbios, tendo essencialmente o mesmo conjunto de significados que no restante do Antigo Testamento. As versões em nossa língua costumam traduzir nephesh como ‘alma’, mas se trata de uma interpretação infeliz que leva os leitores a pensarem em “alma” no sentido do termo grego psychē do Novo Testamento, como ‘a sede e o centro da vida que transcende aquilo que é terreno’. Porém, no Antigo Testamento, nephesh se refere aos impulsos e apetites intensos de todas as criaturas viventes, inclusive sua fome de alimento e seu desejo sexual (Pv 6.30; 10.3; 12.10; 16.26; 19.15; 25.25; 27.7; cp. Dt 23.24[25]; Ps 78.18; Is 5.14; Jr 2.21). Um glutão é chamado de baʽal nephesh (“aquele que possui apetite/fome” Pv 23.2), e uma pessoa gananciosa, com uma cobiça desenfreada, é chamada de reḥab-nephesh (“de grande garganta/apetite” 28.25). É provável que esse significado seja derivado de sua referência original a respirar ou exalar, que talvez tenha levado à referência do substantivo a ‘pescoço’ ou ‘garganta’. Essa referência pode ser percebida em várias ocasiões (cp. 3.22, em que é paralela a gargerōt, ‘pescoço’); Clifford prefere traduzir nephesh como ‘garganta’” (p. 95)


ALLEN, Clifton J. Comentário Bíblico Broadman: Velho Testamento. Rio de Janeiro: Junta de Educação Religiosa e Publicações, 1987. v. 1.

*Nota: a descrição abaixo não é exatamente mortalista, mas observe o quão distante está da abordagem imortalista convencional.

“Quanto a si mesmo, cercado pelo nascimento e pela morte, o israelita pensava em sua vida na terra como sua verdadeira existência. Além da morte, ele ainda tinha um grau um tanto vago de existência no Seol. Essa caverna subterrânea era o todo que abrangia todas as sepulturas familiares. Para ele, os homens iam como ‘sombras’, como ‘enfraquecidos’, como ‘almas’ esvaziadas de sua vitalidade e capacidade de verdadeira vida. Ali cessavam todas as distinções morais e sociais (Jó 3:17 e ss.; cf. Ez. 32:18-32). Os mortos nada sabem (Ecl. 9:4 e ss.). Não pode haver adoração a Deus no Seol (Sal. 6:5). O amor pactual de Deus não opera ali (Sal. 88:10-12). O sepulcro é o vestíbulo do Seol, terra de trevas, corrupção e dos vermes (Jó 10:21 e s.; 17:14 e ss.). A vida real termina com a morte, e o Seol é quase uma não-existência” (p. 127)


ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. São Paulo: Mundo Cristão, 2010.

“Seguindo a tradição judaica daquela época, semelhante à africana, Ezequias compôs uma canção de louvor após sua cura (38:9-20; cf. tb. 12:1-6). Contudo, as semelhanças param por aqui. Na cultura tradicional africana, a morte representa uma passagem para outro mundo. A vida continua, porém sob outra forma, e é possível haver comunicação entre o mundo dos vivos e o dos mortos. Mas Ezequias considerava a morte o encerramento da vida, momento em que as pessoas perderiam toda ligação com a terra dos viventes (38:10-11,18)” (p. 865)


BROWN, Raymond E; FITZMYER, Joseph A; MURPHY, Roland E. Novo Comentário Bíblico São Jerônimo: Novo Testamento e artigos sistemáticos. São Paulo: Paulus, 2011.

*Nota: essa é provavelmente a citação mais importante, pois Raymond Brown, além de padre, é tido por muitos como o maior teólogo católico do século XX, sendo nomeado pelo papa Paulo VI à Pontifícia Comissão Bíblica Romana, e o livro aqui citado é o volume mais utilizado de Comentários Bíblicos católicos nos Estados Unidos e um verdadeiro best-seller mundial, com um reconhecimento acadêmico muito amplo. No livro ele faz uma citação do livro apócrifo chamado “O Livro dos Jubileus”, que afirma ter sido escrito por volta de 176-168 a.C (p. 954), e admite que essa é a mais antiga atestação da ideia de “imortalidade da alma” entre os judeus (o que significa que a ideia inexistia ao longo de todo o período do AT, ou pelo menos do AT protestante):

“Quanto à vida após a morte, enfatiza-se não a ressurreição do corpo, mas a imortalidade da alma (23,31): ‘Seus ossos repousarão na terra, mas seus espíritos terão muito júbilo’. Esta é a mais antiga atestação na Palestina da ideia de uma ‘imortalidade’ após a morte” (p. 955)

Esses são apenas alguns textos que mostram o quão longe a abordagem dos “imortalistas de internet” está dos imortalistas sérios, reconhecidos academicamente e com considerável estudo. É verdade que não existe unanimidade, mas a maioria tende a reconhecer o fato de que os mortalistas têm pelo menos ¾ da Bíblia ao seu lado – que correspondem ao Antigo Testamento inteiro. Também será útil acrescentar aqui o que diz a Enciclopédia Judaica sobre a questão, que embora não seja exatamente um “teólogo imortalista”, serve como importante fonte de autoridade sobre a concepção dos judeus antigos. Nela consta:

A crença de que a alma continua existindo após a decomposição do corpo é uma especulação... que não é ensinada expressamente na Sagrada Escritura (...) A crença na imortalidade da alma chegou aos judeus quando eles tiveram contato com o pensamento grego e principalmente através da filosofia de Platão (427 - 347 a.C.), seu principal expoente, que chegou a esse entendimento por meio dos mistérios órficos e eleusianos, que na Babilônia e no Egito se encontravam estranhamente misturados.[1]

Ela diz ainda:

Não há referências diretas na Bíblia para a origem da alma, sua natureza e sua relação com o corpo, e essas perguntas deram espaço para as especulações da escola judaica de Alexandria, especialmente de Filon, o judeu, que procurou na interpretação alegórica de textos bíblicos a confirmação de seu sistema psicológico. Nos três termos (‘ruach’, ‘nephesh’ e ‘neshamah’) Filon viu a corroboração da visão platônica de que a alma humana é tripartite (τριμεής), tendo uma parte racional, uma segunda mais espiritual, e uma terceira como sendo a sede dos desejos.[2]

Sobre o significado de “alma” no Antigo Testamento:

Uma vez que a alma é concebida como sendo apenas a respiração (‘nephesh’, ‘neshamah’, comp. ‘anima’), e inseparavelmente ligada, senão identificada, com o sangue da vida (Gn 9:4; 4:11; Lv 17:11), nenhuma substância real pode ser atribuída a ela. Assim, quando o espírito ou sopro de Deus (‘Nishmat’ ou ‘Ruach Hayyim’), que é o que se acredita que mantém corpo e alma juntos, tanto dos homens como dos animais (Gn 2:7; 6:17; 7:22; Jó 27:3), é retirado (Sl 146:4) ou retorna a Deus (Ec 12:7; Jó 34:14), a alma desce ao Sheol ou Hades, para lá ter uma sombria existência, sem vida e consciência (Jó 14:21; Sl 6:5; 115:7; Is 38:19; Ec 9:5; 9:10). A crença em uma vida contínua da alma, que é a base da primitiva adoração aos antepassados e dos ritos de necromancia, praticados também pelo antigo Israel (1Sm 28:13; Is 8:19), foi desencorajada e suprimida pelo profeta como antagônica à crença em YHWH, o Deus da vida, o Governador do Céu e da Terra.[3]

E sobre o significado de “espírito”:

O relato mosaico da criação do homem fala de um espírito ou fôlego com que foi dotado por seu Criador (Gn 2:7), mas esse espírito é concebido como sendo inseparavelmente ligado, senão totalmente identificado, com o sangue da vida (Gn 9:4; 4:11; Lv 17:11). Somente através do contato dos judeus com o pensamento persa e grego surgiu a ideia de uma alma desencarnada, tendo sua própria individualidade.[4]

Creio que não há muito o que discutir sob uma perspectiva histórica ou teológica: o Antigo Testamento contradiz a imortalidade da alma e ponto. Até os imortalistas mais sérios são capazes de reconhecer isso, embora outros não tenham tanta honestidade intelectual. O problema é que para eles o Novo Testamento mudou tudo, inventando um conceito novo, diferente e estranho à mentalidade hebraica original, adotando a imortalidade da alma que chegou a eles através da influência platônica (é por isso que dizemos que “a imortalidade da alma é pagã”, e não simplesmente porque povos pagãos a ensinaram em algum momento, como distorcem alguns néscios).

Para piorar, esses que creem que o Novo Testamento mudou a abordagem veterotestamentária sobre a morte se apegam a não mais que meia dúzia de versículos, no máximo. A coisa nunca passa da parábola do rico e Lázaro, o ladrão da cruz “naquele” dia no Paraíso, o “partir e estar com Cristo”, Moisés no monte da transfiguração, Mateus 10:28 e as “almas debaixo do altar”. Todos textos facilmente explicáveis sob o prisma aniquilacionista, embora sejam os “carros-fortes” da doutrina imortalista usados para refutar mais de um milênio de teologia declaradamente mortalista e 75% da Bíblia.

A própria tese de que o Novo Testamento teria “mudado” as coisas esbarra em alguns problemas intransponíveis, como, por exemplo:

(1) Uma contradição bíblica colocaria a própria credibilidade da Bíblia em xeque, para não dizer sua inspiração.

(2) O que o Novo Testamento diz que chegou ao fim foram os preceitos cerimoniais e civis da lei de Moisés (coisas como sacrificar um cordeiro ou se lavar no rio como ritual de purificação), e não doutrinas como o estado dos mortos.

(3) Seria bem bizarro que todos os (milhões de) personagens bíblicos do Antigo Testamento, bons ou maus, morressem sem saber seu destino verdadeiro após a morte, como se Deus tivesse alguma razão para esconder isso deles. Pense naquele judeu justo que almejava herdar a nova terra como todos os escritores bíblicos aspiravam, mas que em lugar disso vê uma alma saindo do corpo e indo a uma dimensão não-física, para uma vida totalmente oposta à imaginada por ele. Ou pior: imagine que baita surpresa teria um não-salvo que esperava encontrar a morte eterna em conformidade com a revelação bíblica daquele tempo, mas que em vez disso é surpreendido com um tormento eterno em um lago de fogo e enxofre pelos séculos dos séculos, como se fosse uma pegadinha.

(4) O Antigo Testamento ensina claramente a ressurreição dos mortos (cf. Dn 12:2; Is 26:19; Sl 17:15; Jó 19:25-27), tornando muito ilógico e sem sentido Deus esconder deles a imortalidade da alma, quando não escondeu a ressurreição (uma vez que ambas as coisas se relacionam à vida após a morte).

(5) Seria muito irônico, para não dizer cômico, acreditar que Deus preferiu omitir dos judeus a crença imortalista em todo o período de revelação veterotestamentária fazendo-os crer em um erro teológico, para depois decidir usar justamente o paganismo grego para lhes trazer a “revelação correta” que a própria Bíblia sagrada e inspirada não conseguiu dar.

(6) Outro fato simples que prova que não houve “mudança” nenhuma do AT para o NT é que o NT tem bem mais provas de mortalidade da alma do que o AT. Nas minhas 206 provas contra a imortalidade da alma, por exemplo, “apenas” 85 são do AT, e as outras 121 são do NT. O fato de haver meia dúzia de versos isolados do NT usados pelos imortalistas não surpreende, tendo em conta que também existe meia dúzia de textos isolados tirados do contexto no AT e utilizados para o mesmo propósito.

Talvez a objeção mais comum ao ponto (1) seja o de que o Novo Testamento não contradiz o Antigo, mas apenas o “complementa”. Eles usam como analogia a doutrina da trindade, que não existiria no Antigo Testamento, mas que nós cremos mesmo assim por causa do Novo. Mas não dizer algo é muito diferente de afirmar o oposto. O AT realmente não “afirma” a trindade, mas também não a nega. Não há nenhum texto dizendo que o Messias não seria Deus ou negando a personalidade do Espírito Santo, como o AT faz com a questão da morte. Pelo contrário, vemos no próprio AT uma descrição enfática de que o Messias seria «Deus forte» e «pai da eternidade» (Is 9:6), coisas que não se dizem a respeito de um simples homem ou anjo.

Portanto, enquanto a trindade é um exemplo de complementação a uma revelação que já havia sido dada, a imortalidade da alma é um exemplo de contradição propriamente dita – se o Novo Testamento tivesse mesmo mudado a coisa toda com revelações destoantes e contraditórias em relação à crença hebraica das Escrituras. É interessante também a análise que William Lane Craig faz sobre o tema nesta carta-resposta, onde ele defende a imortalidade da alma contra o consenso científico no que se refere à neurociência (não entrarei no mérito aqui, embora já tenha abordado esse aspecto em outros artigos, como esse aqui). Mas o que me chamou a atenção foi o que ele escreve a partir da metade do artigo, quando começa a abordar o tema sob uma ótica bíblica. Ele escreve:

“Caso se constate que o consenso científico está certo, e que, apesar desses problemas, nossa mente não é outra coisa senão nosso cérebro, esse fato conflita de forma clara e direta com o que a Escritura ensina sobre a natureza dos seres humanos? A resposta é: não obviamente. Embora seja verdade que os teólogos cristãos tenham, ao longo das eras, favorecido grandemente o dualismo, não são poucas as evidências que favorecem o fisicalismo. Considere, por exemplo, as seguintes passagens que dizem respeito à nossa origem e ao nosso destino final...” (Fonte)

Então ele cita por completo os seguintes textos: Gênesis 2:7 e 3:19, Daniel 12:1-2, Lucas 14:12-14, João 5:24-29, Atos 24:14-15, 1ª Tessalonicenses 4:13-18, 1ª Coríntios 15:16-19 e 15:32 (meus textos favoritos) e 1ª Coríntios 15:51-55. Eu não vou transcrever os textos aqui para não alongar demasiadamente o artigo, mas quem quiser pode conferir as referências na Bíblia. Logo após citá-las, Craig prossegue dizendo:

“Consideradas ao pé da letra, essas passagens parecem indicar que somos feitos de constituintes materiais (‘pó’) que Deus dotou de vida, e que, ao passarmos pela morte física, seremos extintos e não teremos esperança, a menos que nosso corpo seja trazido de volta à vida na ressurreição do corpo. Todas essas coisas fazem perfeito e bom sentido no fisicalismo. Entretanto, essas passagens precisam ser lidas pelo filtro do dualismo. Não quero dizer que a defesa bíblica do fisicalismo seja líquida e certa. Longe disso. Há, por exemplo, passagens em que parece que o espírito de mortos pode ‘aparecer’ (Samuel, Moisés e Elias, todos esses parecem ter feito aparições, por exemplo). Mas os cristãos precisam ser cautelosos quando tiram, das páginas da Escritura, conclusões filosóficas sobre a natureza da mentalidade humana. O fato é que essa evidência é ambígua (Fonte)

Note a imensurável diferença entre um doutor imortalista bem esclarecido como William Lane Craig com os “imortalistas de internet” que pagam de “doutor” por aí:

(1) Craig não descaracteriza o mortalismo (que no artigo ele prefere chamar de “fisicalismo”, mas é o mesmo conceito) como uma possibilidade biblicamente aceitável.

(2) Craig admite que não são poucas as evidências do mortalismo na Bíblia.

(3) Craig admite que se interpretados literalmente, tais textos indicam que o mortalismo é verdadeiro.

(4) Craig admite que o mortalismo faz um «perfeito e bom sentido» à luz dos textos bíblicos.

(5) Entretanto, Craig nos pede que interpretemos estes textos «pelo filtro do dualismo», o que não é academicamente nem exegeticamente uma postura aceitável. Significa viciar a leitura, ou seja, fazer eisegese em vez de exegese. É o mesmo que os papistas fazem ao interpretar a Bíblia com as lentes de Roma, em vez de deixar os textos falarem por si mesmos e deixar que o sentido flua naturalmente. Se todo mundo interpretasse as coisas “pelo seu filtro”, ninguém chegaria a conclusão nenhuma!

(6) Craig cita contra a visão mortalista dois textos que são refutados até por outros imortalistas. Por exemplo, o “Centro Apologético Cristão de Pesquisas” (CACP), que é fortemente imortalista, tem pelo menos cinco artigos provando que não foi Samuel quem apareceu em En-Dor (veja aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). E a “Bíblia Apologética”, que entre outras coisas visa refutar o mortalismo, assume que nenhum espírito de Moisés ou de Elias apareceu no monte de transfiguração, tendo sido apenas uma visão (eu tenho esse e esse artigo sobre Samuel, e esse e esse artigo sobre Moisés e Elias).

(7) Mesmo assim, Craig reconhece que a evidência bíblica é ambígua, e não que favorece a imortalidade da alma. Sua visão é bem mais ponderada e sábia do que a de outros imortalistas que acusam os mortalistas de “heresia” e gritam, babam, bufam e berram que a Bíblia ensina “claramente” a imortalidade da alma e que apenas os “ignorantes” e “adeptos de seita” não reconhecem isso. Esse tipo de discurso radical e preconceituoso é profundamente anti-acadêmico e anti-intelectual, mesmo nos círculos imortalistas.

O propósito deste artigo não é fazê-lo crer na mortalidade da alma por causa do que teólogos imortalistas dizem, o que seria bastante insensato além de presunçoso demais, mas sim fazê-lo perceber o quão profundamente distante a realidade acadêmica está do proselitismo de internet, e o quão pouco inteligente é afirmar que o Novo Testamento mudou qualquer coisa em relação ao conceito de morte no Antigo. No fim do dia, o principal erro dos imortalistas de internet é justamente o desconhecimento completo do que dizem os teólogos imortalistas em fontes mais sérias, o que lhes faria estudar o tema com mais sinceridade e debatê-lo com mais seriedade.

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Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] Enciclopédia Judaica, 1941, vol. 6, "A Imortalidade da Alma", pp. 564-566.
[2] Enciclopédia Judaica, 1941, “Alma".
[3] Enciclopédia Judaica, 1941, vol. 6, "A Imortalidade da Alma", pp. 564-566.
[4] Enciclopédia Judaica, 1941, “Alma".


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178 comentários:

  1. Ser imortalista por ignorância,como um dia eu fui,é uma coisa,mas ser imortalista por teimosia,aí já é dose pra leão.

    O pastor JFM escreveu para mim certa vez afirmando que preferia queimar para sempre no inferno do que nunca ter existido(respondendo à minha afirmação contrária).Claro que essa é uma frase desesperada,rsrs,mas esse sentimento da não existência parece trazer uma certa angústia para alguns.Recentemente ele mandou para seus contatos de WhatsApp um livro em PDF chamado:"O lago de fogo-Uma análise bíblica da doutrina sobre a maldição eterna".Pra mim já é teimosia da parte dele,depois de tanto material que ele teve acesso.

    Marcelo Dornelas

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    1. "O pastor JFM escreveu para mim certa vez afirmando que preferia queimar para sempre no inferno do que nunca ter existido (respondendo à minha afirmação contrária)"

      Isso não faz nenhum sentido, inclusive já refutei neste artigo relativamente recente:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/06/o-aniquilacionismo-e-pior-que-um.html

      Abs!

      Excluir
    2. Avalie: https://youtu.be/1Gx33MPPR60

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    3. Muito bom, concordo com tudo o que ele disse aí.

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  2. Lucas como provar que o cristianismo é a religião verdadeira, visto que antes dele existiam centenas de religiões e em muitos países existem outras crenças e as pessoas nem sabem quem é Jesus. Por exemplo quem viveu a 4 mil anos atras na China adorava uma entidade, então quer dizer que eles foram todos condenados?

    em relação as linguas estranhas é verdade que na terra existem cerca de 6 mil idiomas?

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    Respostas
    1. Sobre os que nunca ouviram falar de Cristo serem todos indiscriminadamente condenados, eu comentei aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/o-destino-dos-povos-nao-alcancados.html

      Sobre o Cristianismo ser a única religião verdadeira, isso pode ser constatado pelo fato de o Cristianismo ser a única religião que possui evidências da fé que assume. Evidências essas arqueológicas, históricas, científicas, filosóficas e etc. Há muito a dizer sobre isso, por isso recomendo a leitura do livro "Não tenho fé suficiente para ser ateu" (Norman Geisler e Frank Turek) e dos meus "As Provas da Existência de Deus" e "Deus é um Delírio?", que você inclusive pode baixar gratuitamente na página dos livros:

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

      Sobre a quantidade de idiomas que existe, há por volta de 7 mil, mas não é a isso que eu creio que você esteja se referindo quando fala das "línguas estranhas", pois o conceito diz respeito não a línguas terrenas, mas celestiais (pelo menos na compreensão pentecostal, que é a que eu tenho). Sobre isso eu escrevi estes artigos:

      http://apologiacrista.com/o-dom-de-linguas-uma-analise-de-1-corintios-14

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/12/o-dom-de-linguas-e-um-sinal-para-os.html

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/01/o-dom-de-linguas-nos-pais-da-igreja-e.html

      Eu recomendo ainda o livro do Pr. Luciano Subirá sobre o tema: "O Falar em Línguas: A Linguagem Sobrenatural da Oração". Embora seja uma abordagem mais do aspecto prático do que teológico (que é o que eu foco nos artigos), é uma obra-prima sobre o tema:

      http://www.geocities.ws/adm.protect/ebooks/A_Linguagem_Sobrenatural_de_Oracao.pdf

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  3. Lucas,paz e graça.

    Eu tenho dificuldade com as seguintes passagens:Ap 19:20 Diz que a besta e o falso profeta foram lançados no lago de fogo,no vs.21 diz que os demais morreram pela espada,no cáp.20:9 diz que os ímpios foram consumidos pelo fogo e no vs.10 diz que o Diabo foi lançado no lago de fogo onde estão a besta e o falso profeta,depois no vs. 15 é dito que os ímpios condenados são lançados no lago de fogo.Conclusão:Ao que parece na segunda vinda de Cristo e logo depois do milênio os ímpios são destruídos enquanto a besta,o falso profeta e o diabo são lançados no lago de fogo e só depois é que os ímpios condenados são lançados no lago de fogo(vs.15), dando a impressão que depois de serem mortos pela segunda vez é que serão julgados,neste caso eles só podem ser julgados dentro de uma visão imortalista.

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    1. Eu não vejo lógica em se pensar assim, neste caso os ímpios teriam que ressuscitar duas vezes. Uma por causa da morte física nesta vida (ou na volta de Jesus, para aqueles que continuarem vivos até lá) e outra depois da destruição mencionada por você em 20:9. Mas a Bíblia nunca menciona mais do que duas ressurreições para cada pessoa ou cada grupo, sendo uma para os justos antes do milênio e outra para os ímpios ao final dele. Ou seja, nenhum ímpio ressuscita mais de uma vez. Há duas mortes sim, mas não duas ressurreições (o que significa que a "segunda morte" é a morte final, sem fim e nem volta). Como se resolve isso então? É simples: compreendendo que o lago de fogo que João descreve não se trata de um lago literal como alguns imaginam, mas sim de uma figura da própria morte em si. Por isso João diz enfaticamente que "o lago de fogo É a segunda morte" (Ap 20:14). Ou seja, quando se fala que os ímpios são lançados no lago de fogo, ou que a besta e o falso profeta e etc são lá lançados, isso é apenas uma forma simbólica de dizer que eles foram mortos, ou seja, que estão na condição de mortos (a segunda morte da qual não tem mais volta, por não haver mais ressurreição).

      É preciso entender por fim que o Apocalipse não segue uma ordem rigorosamente cronológica nos eventos que cita, e uma prova disso são as sete taças, as sete trombetas e os sete selos, que na verdade se referem aos mesmos eventos repetidos sob outro prisma ou outras alegorias (mas se lermos cronologicamente, ficará parecendo que ocorrem um depois do outro). Uma vez que a Bíblia ensina que após a morte segue-se imediatamente o juízo (Hb 9:27), não há lugar para se pensar que os ímpios ainda vão se reunir em batalha, ser destruídos, ressuscitar novamente e só depois disso ser julgados. E mesmo que este fosse o caso, não há nada que impeça que esta condenação final fosse aniquilacionista, e não um tormento eterno. Espero ter respondido de acordo com a sua pergunta, se não compreendi bem o ponto me corrija. Abs.

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    2. Eu entendi que existem 2 mortes e 1 ressurreição para o ímpios,mas nestas duas mortes não diz que ele é lançado no lago de fogo,dando a impressão que depois da segunda morte a alma sai do corpo,é julgada,e aí sim é lançada no lago de fogo.

      Outra questão:Na vinda de Cristo a besta e o falso profeta são lançados no lago de fogo e enxofre.Eles ficam lá vivos até o fim do milênio?Digo isso porque está escrito que o Diabo é lançado nele onde estão a besta e o falso profeta.

      Porque apenas 1 besta é lançada no lago de fogo e não as 2 bestas?.

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    3. Eruditos como William Hendriksen creem que o Apocalipse está dividido em sete blocos, onde cada bloco reconta a mesma história, só que em uma linguagem diferente. O que você acha dessa forma de ler o Apocalipse?

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    4. "Eu entendi que existem 2 mortes e 1 ressurreição para o ímpios,mas nestas duas mortes não diz que ele é lançado no lago de fogo,dando a impressão que depois da segunda morte a alma sai do corpo,é julgada,e aí sim é lançada no lago de fogo"

      O lago de fogo não é citado a respeito da primeira morte porque essa expressão é específica do Apocalipse, os outros livros não trabalham por meio de símbolos como o Apocalipse, então não falam em lago de fogo mas apenas em morte mesmo. E como o Apocalipse não fala da primeira morte mas se foca na segunda, então o lago de fogo só aparece ali naquele momento. Vale ressaltar que para os aniquilacionistas como eu, o trecho de 20:9 se refere precisamente ao "lago de fogo" (=segunda morte, a destruição final), e não a um episódio à parte. É a mesma descrição com uma outra "roupagem" (ou seja, diferentes modos de falar, uma mais literal e outra mais alegórica). Se eu entendi bem, sua visão é de que a condenação final é apenas da alma fora do corpo, mas isso é contradito justamente pelo texto de Mateus 10:28 (que é o que vocês mais usam contra nós), que diz que CORPO E ALMA perecem no "geena" (e não que o castigo é somente da alma fora do corpo). Para ser sincero eu desconheço teólogos imortalistas que creiam que apenas a alma sofre tormento eterno. Tampouco faz muito sentido, pois se fosse assim não teria lógica ressuscitar o corpo dos ímpios, uma vez que a alma dos mesmos já estaria queimando. Deus tiraria uma alma do inferno e ressuscitaria o seu corpo apenas para destruir seu corpo novamente e deixar a alma mais uma vez queimando pra sempre? É improvável, no mínimo.

      "Outra questão:Na vinda de Cristo a besta e o falso profeta são lançados no lago de fogo e enxofre. Eles ficam lá vivos até o fim do milênio? Digo isso porque está escrito que o Diabo é lançado nele onde estão a besta e o falso profeta"

      É como eu disse, não existe "vida" no lago de fogo. O lago de fogo é a figura DA PRÓPRIA MORTE. Tudo o que é lançado no lago de fogo morre, incluindo coisas impessoais como o Hades (Ap 20:19). Quando João diz que a besta e o falso profeta estão no lago de fogo ao fim do milênio, tudo o que está dizendo é que continuam no estado ou condição de mortos.

      "Porque apenas 1 besta é lançada no lago de fogo e não as 2 bestas?"

      Eu entendo que a segunda besta é a mesma coisa que o falso profeta. Por isso a segunda besta só aparece em um capítulo (salvo engano), e dali em diante só aparece a figura do falso profeta. Por isso só aparece uma besta sendo lançada no lago de fogo (a outra, o papado, já é lançada na figura do falso profeta).

      "Eruditos como William Hendriksen creem que o Apocalipse está dividido em sete blocos, onde cada bloco reconta a mesma história, só que em uma linguagem diferente. O que você acha dessa forma de ler o Apocalipse?"

      Eu não sei se é em "sete partes" exatamente, mas que divide, repete e reconta a mesma história, isso com certeza, principalmente na parte dos selos, trombetas e taças, que está muito claro se tratar de uma repetição.

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    5. Oi Lucas,

      Ap fala da primeira morte sim,Ap 19:20-21,repare que no vs.20 fica claro que a besta e o falso profeta foram lançados no lago de fogo,já o vs.21 diz que os demais foram mortos pela espada que saía da boca do cavaleiro.

      O Geena queima seres materiais e imateriais(Satanás e seus anjos)?.

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    6. "Ap fala da primeira morte sim,Ap 19:20-21,repare que no vs.20 fica claro que a besta e o falso profeta foram lançados no lago de fogo,já o vs.21 diz que os demais foram mortos pela espada que saía da boca do cavaleiro"

      Eu me expressei mal, o que quis dizer é que o Apocalipse não menciona nominalmente a "primeira morte", ele só menciona expressamente a "segunda morte", é lógico que a existência da primeira morte é presumida a partir da nomeação da "segunda" morte e que muitas pessoas morrem no livro do Apocalipse. A diferença entre essa primeira morte e a segunda é que a primeira morte é uma morte temporária (passageira, porque quem passa por ela ainda voltará à vida na ressurreição), enquanto a segunda morte é final e eterna (ou seja, irreversível, sem volta). Por isso Apocalipse 20:14 diz que a própria morte é lançada no lago de fogo, ou seja, é a "morte da morte", que significa a morte final. Em síntese, o lago de fogo é a linguagem de morte eterna, a primeira morte não é eterna, por isso não se adequa a essa figura. Esses que morrem no verso 21 do capítulo 19 são ímpios que passam pela primeira morte ao final da grande tribulação (não é a morte final, porque ainda ressuscitam ao final do milênio), enquanto a besta e o falso profeta sim vão para o lago de fogo porque não ressuscitam mais.

      "O Geena queima seres materiais e imateriais (Satanás e seus anjos)?"

      O geena aparece 12 vezes na Bíblia e em todos os casos são referências para seres humanos. A Bíblia não especifica se os demônios vão ser castigados no geena também ou em outro lugar, mas o fato é que um fogo literal como o conhecemos não teria efeito algum sobre ele. É bem possível que a linguagem do fogo seja uma metáfora usada para falar do suplício, o fogo na Bíblia tem diversos significados (em 1Co 3:13-15, por exemplo, o fogo aparece duas vezes e em sentidos completamente diferentes sendo nenhum deles um fogo literal). Ou seja, é possível que o fogo seja um símbolo do castigo dos ímpios e não a natureza própria do castigo em si. Isso seria mais condizente com o castigo para os demônios que não queimam literalmente, e até mais "humano" para com o castigo de seres humanos.

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    7. A besta e o falso profeta então devem ressuscitar depois do milênio?.

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    8. Não, justamente porque foram lançados no "lago de fogo", a morte final. Você deve estar confundindo com Satanás, que foi PRESO por mil anos (mas não diz que foi lançado no lago de fogo) em Apocalipse 20:2-3, e que justamente por isso consegue ser solto por um breve período de tempo para depois ser condenado ao mesmo fim da besta e do falso profeta (i.e, o lago de fogo). Quem vai para o lago de fogo não pode "sair", porque da segunda morte não tem volta.

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    9. As vezes eu fico pensando: "como pode um ser espiritual ser preso? O que pode segurar um ser imaterial?" o Apocalipse diz que um anjo vai prender satanás. Eu não entendo isso.

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    10. Então o "lago de fogo" é a inexistência?

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    11. "As vezes eu fico pensando: "como pode um ser espiritual ser preso? O que pode segurar um ser imaterial?" o Apocalipse diz que um anjo vai prender satanás. Eu não entendo isso"

      Desde que seja uma prisão espiritual, não vejo problemas. O problema seria uma prisão física deste mundo a um ser que não é físico e nem deste mundo.

      "Então o "lago de fogo" é a inexistência?"

      Sim, mas para sempre, e não apenas temporariamente (como no caso da primeira morte).

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    12. Lucas,

      Se a besta e o falso profeta não ressuscitarem após o milênio então eles só provarão uma morte apenas.

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    13. De fato, no caso deles sim. O termo «segunda morte» é de acordo com a perspectiva humana da coisa (ou seja, daqueles que já morreram uma vez), para os demônios essa "segunda morte" terá sido a primeira. Por isso em todas as vezes em que o termo "segunda morte" é usado a respeito do lago de fogo no Apocalipse é no contexto de seres humanos ímpios sendo lançados ali ou de seres humanos justos escapando deste destino (cf. Ap 2:11; 20:6; 20:14; 21:8). A besta e o falso profeta, assim como o dragão, são lançados ali também, mas nestas ocasiões não se diz que eles estão indo para a "segunda morte" (porque não seria a segunda para eles).

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    14. Vc não acredita que a besta e o falso profeta são homens?.

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    15. Eu acreditava assim antes, mas hoje considero improvável.

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    16. Mas a besta não representa o anticristo,portanto um homem?E o falso profeta,o papa,outro homem?.

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    17. Não necessariamente. A meu ver a besta é o sistema do qual o anticristo é o cabeça, e o "falso profeta" é o papado antes que um papa em particular. Eu explico isso no meu resumo do Apocalipse.

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  4. Oi Lucas,

    Pra vc quem são as 2 bestas,o falso profeta,os 24 anciãos e os 4 seres viventes de Apocalipse?.

    Vc interpreta os 144 mil como sendo a multiplicação dos 12 mil representantes de cada uma das 12 tribos por 12 ou vc multiplica 12(tribos)x12(apóstolos)e o número mil simbolizando multidões?.

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    Respostas
    1. "Pra vc quem são as 2 bestas,o falso profeta,os 24 anciãos e os 4 seres viventes de Apocalipse?"

      Eu não tenho nenhuma resposta dogmática sobre isso e mentiria grosseiramente se dissesse que tenho uma resposta infalível ou que não existem outras possibilidades que eu mesmo ando estudando. Mas neste artigo abaixo eu mostro o meu entendimento da época que continua sendo fundamentalmente a forma que creio hoje apesar de não bater o martelo sobre tudo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2015/06/um-resumo-completo-do-apocalipse.html

      "Vc interpreta os 144 mil como sendo a multiplicação dos 12 mil representantes de cada uma das 12 tribos por 12 ou vc multiplica 12(tribos)x12(apóstolos)e o número mil simbolizando multidões?"

      Eu acho a interpretação que inclui a Igreja mais aceitável. Sobre isso eu discorro principalmente neste outro artigo:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com/2015/09/quem-sao-os-144-mil.html

      Abs.

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    2. Vou ler os artigos.

      Pra vc quem são as 2 testemunhas de Apocalipse?.Vc acha que a mulher do cáp. 12 representa a igreja ou Israel?.No milênio vamos estar no céu ou na terra?.

      Vc tem algum artigo sobre o período milenial?.

      Abs.

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    3. Porque a tribo de Dã é omitida?.

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    4. "Pra vc quem são as 2 testemunhas de Apocalipse?"

      Israel e a Igreja (isso é explicado no artigo que linkei).

      ".Vc acha que a mulher do cáp. 12 representa a igreja ou Israel?"

      Israel. Eu explico isso aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2015/09/quem-e-mulher-de-apocalipse-12.html

      "No milênio vamos estar no céu ou na terra?"

      Na terra. Eu explico isso aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/05/a-terra-ira-durar-para-sempre-ou-deus.html

      "Vc tem algum artigo sobre o período milenial?"

      Especificamente sobre isso não, embora o artigo acima explique a minha visão geral sobre o milênio. Mas resumindo aqui o que eu penso a respeito:

      1) O milênio é na terra.
      2) Ocorre ao final da grande tribulação.
      3) Nenhum ímpio estará aqui.
      4) Todos os justos estarão em corpo glorificado.
      5) Será um período de paz.
      6) Nós "reconstruiremos" a terra destruída no Apocalipse.
      7) O resultado desse processo é o que se chama de "nova terra".
      8) Não estou certode que sejam mil anos literais, embora os Pais da Igreja cressem assim (e os judeus também).

      "Porque a tribo de Dã é omitida?"

      Não faço a menor ideia, embora para alguns seja porque o anticristo vem da tribo de Dã. Mas isso é apenas uma hipótese. Outra hipótese é que o autor omitiu uma tribo nunca antes omitida justamente para mostrar que era um simbolismo e não algo literal (pois se fosse, certamente incluiria Dã).

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    5. A propósito, estava me esquecendo, tenho esse artigo aqui que aborda o milênio também:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2015/11/o-milenarismo-dos-primeiros-pais-da.html

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  5. Você já debateu alguma vez com o Leandro Quadros? Se sim, foi sobre qual tema?

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    1. Com quais teólogos famosos você já debateu?

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    2. Eu não sei qual a sua definição de "teólogo famoso", mas a resposta é provavelmente nenhum.

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    3. Falei famoso no sentido de aparecer na televisão e na internet. Principalmente no Vejam Só. Exemplos:

      Leandro Quadros, Jamierson, Elias Soares, Carlos Vailatti, Rev. Leandro Lima, etc.

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    4. Eu não sei se dá pra considerar um "debate", mas há anos atrás o Jamierson fez um "desafio" aos aniquilacionistas que eu topei e respondi aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2015/07/o-sheol-hades-e-uma-morada-de-almas.html

      Ele disse na ocasião que iria "me refutar", já se passaram desde então três anos e nada. Então acho que não dá pra chamar de "debate" propriamente dito. Com o Elias eu tive um debate no meu facebook em 2012, foi o pior debatedor com quem já debati, só fugia dos pontos discutidos o tempo todo, terrível mesmo. Eu não o citei nominalmente no artigo abaixo por julgar desnecessário e um pouco deselegante, mas é o cara que eu cito como exemplo:

      http://ateismorefutado.blogspot.com/2015/04/como-debater-com-um-sofista.html

      Eu acrescentaria ainda o grande Luciano Subirá, que é bem mais conhecido nacionalmente que todos esses caras do Vejam Só e com quem tive a oportunidade de debater pessoalmente em 2010 sobre imortalidade da alma e arrebatamento secreto. Mas em geral eu não tenho por hábito ficar "desafiando" esse ou aquele, acho coisa boba de criança, se alguém vem desafiar eu até posso topar, mas não sou de ficar provocando debate com esse ou aquele.

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  6. Banzoli Moisés ressuscitou com corpo glorificado (imortal) ou em corpo físico?

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    1. A pergunta não foi elaborada de forma muito correta porque o corpo glorificado É um corpo físico. Essa noção de que o corpo da ressurreição é "meramente espiritual" é uma invenção pagã e antibíblica que foi refutada pelos Pais da Igreja como Irineu e Inácio e que eu refuto biblicamente neste artigo:

      http://apologiacrista.com/ressuscitaremos-em-carne-ou-em-corpo-espiritual

      O corpo da ressurreição será exatamente o mesmo corpo atual com a diferença de que será incorruptível e imortal, ou seja, não irá morrer, nem contrair doenças ou imperfeições físicas e/ou mentais, tampouco sentirá cansaço, fadiga ou dor. Será como o corpo de Adão era antes do pecado, mas não será um "fantasma" incorpóreo e imaterial.

      Quanto a Moisés, o meu entendimento é que ele não ressuscitou em corpo glorificado, justamente porque ele não permaneceu vivo (e se estivesse em corpo glorificado não poderia mais morrer). Neste aspecto, portanto, eu discordo respeitosamente dos adventistas (que creem na ressurreição gloriosa de Moisés) e dos TJ (que creem que foi apenas uma visão). Eu discorro a respeito dessas possibilidades plausíveis e do porquê ao meu ver a revificação temporária é a mais provável neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2015/11/moises-no-monte-da-transfiguracao.html

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  7. É impressão minha ou os catoleigos e tridentinos não vem mais ao seu blog esbaforar ignorâncias? Faz tempo que não me deparo com as pérolas dessa gente por aqui a não ser que seja um monarquelho desiludido que acredita piamente que um regime é a formula mágica da política.
    Aliás, será que por terem praticamente perdido no campo religioso, partiram pro ramo da política ? Rs
    Aliás, também reparei que este suposto movimento conservador tem muitos expoentes católicos tridentinos e eles são realmente expressivos quanto a isso infelizmente. O que explica esse fenômeno? Seria uma estratégia do Vaticano para angariar de volta os fiéis que a desertaram ao encontrarem o cristianismo? Tenho forte dúvidas quanto à isso, uma vez que o catolicismo e o conservadorismo nunca foram irmãos siameses quiçá no Brasil, católico, de cultura socialista e estatizante.
    Me deparei hoje com alguns comentários de uns idiotas úteis de Roma que entre outras coisa argumentavam que o protestantismo no Brasil (eles não se aguentam kk) só ganhou força pq há uma “infiltração” comunista na “Igreja”. E foi dali pra pior viu. Bem, não preciso dizer muito pois essa raça abençoada vc conhece bem. Acho que as rezas e os movimentos repetitivas e a água benta queimaram seus neurônios.

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    1. "É impressão minha ou os catoleigos e tridentinos não vem mais ao seu blog esbaforar ignorâncias? Faz tempo que não me deparo com as pérolas dessa gente por aqui a não ser que seja um monarquelho desiludido que acredita piamente que um regime é a formula mágica da política"

      Fazia um bom tempo que não entravam mesmo (acho que um mês, desde os comentários de um tal de Gérson sobre o cânon bíblico que desapareceu), mas ironicamente ontem um católico comentou algumas groselhas em anonimato (aquelas mesmas ladainhas já refutadas de sempre), que eu não liberei o comentário porque estou cansado de bater em anônimos sem rosto e nem personalidade. No campo de comentários eu deixei bem claramente escrito que "confrontamentos e discussões são aceitos, desde que saia do anonimato", se o cara não sabe respeitar isso, não saberá respeitar nada. Minha experiência de discutir com anônimos é sempre negativa porque depois chegam outros anômimos pegando o bonde andando e a gente não sabe mais com quem está debatendo ou quem é quem.

      "Aliás, será que por terem praticamente perdido no campo religioso, partiram pro ramo da política?"

      É exatamente isso. Inclusive eu escrevi isso há um bom tempo atrás em algum artigo, foi a estratégia que eles utilizaram após todas as suas tentativas "teológicas" fracassarem miseravelmente. O jeito então foi pintar o protestantismo como o responsável por todas as atrocidades políticas modernas, naquele tipo de conspiracionismo tacanha e delirante que já estamos acostumados a ver dessa gente com mente podre.

      "Aliás, também reparei que este suposto movimento conservador tem muitos expoentes católicos tridentinos e eles são realmente expressivos quanto a isso infelizmente. O que explica esse fenômeno? Seria uma estratégia do Vaticano para angariar de volta os fiéis que a desertaram ao encontrarem o cristianismo?"

      Sim, é como discorri acima. É estratégia política.

      "enho forte dúvidas quanto à isso, uma vez que o catolicismo e o conservadorismo nunca foram irmãos siameses quiçá no Brasil, católico, de cultura socialista e estatizante"

      O problema é que para eles o conceito de "conservadorismo" é totalmente diferente do que é para nós protestantes. Quando um desses tridentinos se intitula como "conservador", o que ele basicamente está dizendo é que quer voltar à Idade Média. Por isso o "conservadorismo" dele não implica em livre-mercado, em desenvolvimento e progreso, em diminuir o Estado, em liberdade de consciência e coisas do tipo. É um "conservadorismo" essencialmente retrógrado, que na prática é apenas um reacionarismo, que incidentalmente acerta em algumas coisas.

      "Me deparei hoje com alguns comentários de uns idiotas úteis de Roma que entre outras coisa argumentavam que o protestantismo no Brasil (eles não se aguentam kk) só ganhou força pq há uma “infiltração” comunista na “Igreja”. E foi dali pra pior viu. Bem, não preciso dizer muito pois essa raça abençoada vc conhece bem. Acho que as rezas e os movimentos repetitivas e a água benta queimaram seus neurônios"

      Eu não acho que queimaram os neurônios, como assim? Pra isso ter acontecido, eles precisariam ter um.

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    2. Hahah exatamente. As vezes um debate com uma porta é mais produtivo

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  8. Comente:

    https://www.youtube.com/watch?v=SezWD18lv5o

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    1. ¿Ya conocías la magia de doblar la cuchara?

      https://www.youtube.com/watch?v=eZZW9Hm-PzU

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    2. No conocia, voy a intentar con mi hermano y mis padres aver :)

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  9. Herege vs herege:

    https://www.youtube.com/watch?v=xPP6HOp3QYA

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  10. Lucas o que Agostinho quis dizer com essa expressão"prefiro errar com a igreja do que acertar fora dela"

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    1. Tem a referência aí? Só assim pra ver o contexto e entender.

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    2. link é conexgod.blogspot.com/search/label/teologia

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    3. Pois é, eles não dão fonte nenhuma, uma pena.

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    4. ele estava se referindo a unidade da igreja talvez em questão de doutrina não tenho certeza por que esses desgraçados romanos não mostram as fontes pra dar a entender que ele se referia a instituição.MALDITOS!

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  11. Amigo do Banzolão10 de agosto de 2018 14:46

    Banzolão, eu estive pensando: será que os anjos possuem super-força e super-velocidade? Será que eles conseguem viajar mais rápido que a velocidade da luz?

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    1. Eu acho que no nosso mundo eles são e podem ser tudo isso aí, mas no mundo (dimensão) deles eles são como nós na nossa dimensão. Fazendo uma analogia tosca que me veio agora na cabeça, é como se nós fôssemos as formigas e eles os seres humanos; as formigas nos veem como gigantes e nós podemos fazer tudo bem mais rápido do que elas: diante delas, nós temos uma "super-força" e uma "super-velocidade", mas quando nós nos comparamos com outros seres humanos como nós, nós não achamos que somos super velozes ou que temos super força (excetuando o Chuck Norris).

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    2. Amigo do Banzolão10 de agosto de 2018 23:55

      E a luz é rápida para nós, mas se comparando com a imensidão do espaço, ela é "lenta". Pra chegarmos na estrela mais próxima, mesmo viajando na velocidade da luz, demora mais de 4 anos. Já pra chegarmos na galáxia mais próxima é mais de 2.300.000 anos de viajem. Banzolão, mas será que os anjos ultrapassam essa velocidade? Ou será na mesma, ou um pouco mais lento? Fico curioso sobre isso.

      E você, anônimo da astronomia, o que acha? apareça! em nome de Alá eu ti invoco kkkk.

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    3. Se você invocar "em nome de Alá" quem vai aparecer é o "Anônimo da Bomba", cuidado aí.

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    4. Amigo do Banzolão11 de agosto de 2018 05:39

      Então eu vou invocar em nome de Lilith kkk

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  12. Lucas assistiu o debate na Band dos candidatos? O que você achou caso tenha assistido?

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    1. Assisti sim. Acho que eu nunca ri tanto em toda a minha vida. Teve um momento em que eu literalmente quase caí do sofá de tanto gargalhar (e olha que eu já estava deitado). É pra isso que eu assisto.

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  13. Já pensou em fazer um artigo sobre os discursos dos presidenciáveis no debate de ontem?

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    1. Ficaria muito grande e atrairia muito ódio de gente que leva a política a sério demais. Tem uns que basta fazer uns comentários negativos do Bolsonaro que já te esculacham; tem outros que se elogiá-lo ou disser que é um bom candidato ficam doidos, e se eu fizesse qualquer apontamento positivo de um candidato A ou B viria um monte de gente chata pra kct me esculhambar dizendo que "tal cara é um socialista fabiano" ou me acusar de ser isso ou aquilo, então francamente não vale a pena. Eu já levo pedradas o suficiente escrevendo apenas sobre teologia, melhor deixar a política um pouco de lado nesse momento de polarização tão grande onde não se pode dizer um pio sem ser estigmatizado e atacado com discursos prontos e estereótipos. No máximo eu posso dizer em quem estaria propenso a votar no dia em um comentário simples como esse, mas ficar desenvolvendo artigos inteiros a esse respeito atrairia um resultante bastante frustrante, eu acho.

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    2. Não decidi ainda, embora tenha uma preferência. Acho melhor assistir mais debates, ler o plano de governo de cada candidato depois que estiver pronto e esperar a semana da votação para ver se não serei obrigado a fazer um "voto útil". São muitos fatores a considerar.

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  14. Pelo que eu entendi dos argumentos, não é questão de uma nova doutrina nova ensinada, mas de uma nova realidade espiritual.

    Antes de Jesus, os mortos aguardavam o seu redentor, que já veio. Não existe diferença entre o que acontece com Abraão após sua morte e o que acontece com Paulo após a morte? Não se trataria de uma doutrina, mas de uma profecia, alguém que viria e mudaria a realidade dos mortos.

    Se Jesus não mudou nenhuma realidade pros que morreram antes da vinda dele, pra que ele veio? O que mudou nesses 2 mil anos? Ou ele veio há 2 mil anos apenas pra melhorar a vida das pessoas nessa vida, dando mais conforto, segurança e bem estar? Isso soa meio hedonista.

    Eu sei que os aniquilacionista acreditam na ressurreição dos mortos no final dos tempos, mas acreditam que Jesus veio como um credor, pagar uma fiança que apenas vai entrar em vigor lá na frente, muito tempo depois. Jesus poderia ter vindo só no final dos tempos, uma única vez pra cumprir essa missão.

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    1. Eu respeito a sua opinião mas não vejo muito sentido em Deus criar uma "alma imortal" (somente nos justos, se eu entendi bem) depois que Jesus veio ao mundo. Isso seria como dizer que uma pessoa que nasceu antes de Cristo nasceu sem uma "alma imortal", mas então Jesus veio e ela do nada recebeu a entrada de uma alma imortal dentro do seu corpo só porque Jesus veio e aí as coisas mudaram. Eu não sei em que instante houve a implantação dessa alma imortal na sua concepção já que isso não foi especificado, mas suponhamos que tenha acontecido a partir do momento exato da morte de Cristo: um indivíduo (chamaremos aqui de "Joãozinho") não tinha nenhuma alma imortal na sua natureza 1 segundo antes de Jesus morrer, então Jesus morre e imediatamente é criada uma alma imortal presa dentro do seu corpo para ser liberta após a morte. É muito bizarro isso, a meu ver.

      Você não especificou se esse tipo de coisa aconteceria só com os justos ou também com os ímpios, mas digamos que tenha sido algo universal: um ímpio que tenha morrido um segundo antes da morte de Cristo não queimaria no inferno senão somente após a ressurreição, mas um que tivesse o azar de ter morrido um segundo depois já iria imediatamente queimar no inferno na forma de alma incorpórea (também não sei como um espírito poderia ser queimado com fogo, mas aí é outra história). Ou no caso de um justo mesmo: seria como dizer que homens justos como Abraão e Davi não tiveram uma alma imortal porque tiveram o azar de ter nascido antes de Cristo, diferentemente dos outros como Pedro e João. É tudo muito estranho e difícil de ser levado completamente a sério.

      Agora sobre a sua questão especificamente: a vinda de Jesus foi totalmente e absolutamente necessária e sim, mudou muita coisa realmente, mas não dessa forma que você entende. Se Jesus não tivesse vindo, o destino de toda a humanidade seria a morte eterna. Tanto os que viveram antes de Cristo como os que viveram depois dele, ninguém ressuscitaria para a vida eterna pois foi o sangue de Cristo que comprou a salvação de todos eles. É exatamente isso o que Paulo explica em 1 Coríntios 15:18 e nos versos subsequentes. Mas como Jesus veio, então existe a oportunidade de todos os salvos em todas as eras desfrutarem de vida eterna em função disso. Mas eles não seriam "salvos" se Jesus não viesse. Estariam perdidos, como todos os outros. Como Paulo disse:

      "E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados. Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos" (1 Coríntios 15:17-18)

      Foi por isso que Jesus teve que vir, e por isso que sua morte foi sim tão importante e essencial. "Ah, mas então ele poderia ter vindo apenas no final dos tempos". Sim, e também poderia ter vindo lá na época de Adão e Eva, e daí? Ele teria que vir em algum momento, e escolheu vir há dois mil anos. Paulo chama esse tempo de "plenitude dos tempos", não necessariamente o final ou o início. Então as coisas mudaram, com a morte e ressurreição de Cristo pessoas justas que não ressuscitariam para a vida eterna ressuscitarão para a vida eterna, essa foi a diferença concreta, não tem nada de implantação de alma dentro de um corpo físico, que poderia ser o caso mas biblicamente não é.

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  15. Você está de parabéns, seus textos sap ótimos, eu sempre consegui refutar pessoas com meu conhecimento bíblico, mas lendo o que vc escreve passo a ter mais ferramentas.

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  16. Banzoli vc passou quanto tempo de pesquisa pra escrever seu livro EM DEFESA DA SOLA SCRIPTURA?

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    1. Eu realmente não lembro o tempo exato. Não foi tão demorado como o livro da Reforma, mas também não foi rápido, porque eu tive que fazer uma pesquisa em todos os livros dos Pais da Igreja presentes no "New Advent", depois selecionar e traduzir os trechos relevantes ao conteúdo do livro e só depois escrevê-lo. Então acho que deve ter levado vários meses, embora não me recorde do tempo exato.

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    2. Você tem todos os textos dos Pais da Igreja traduzidos?

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    3. Nem em inglês tem todos os textos traduzidos, que dirá em português. Mas os que tem no meu livro foram traduzidos é claro, já que o livro está em português.

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    4. É você mesmo que faz a tradução?

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    5. Sim, embora nos textos mais difíceis eu pedi a ajuda do meu irmão que já morou nos EUA e tem um inglês bem melhor.

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  17. Lucas, em relação a economia, protestantismo é católicismo, poderia analisar esse artigo do site "Mudes Brasil"?

    Link do artigo: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=107

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    1. Eu comentei aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2018/08/deuteronomio-2228-29-permite-o-estupro.html?showComment=1533439826282#c6501725140106203123

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  18. Amigo do Banzolão11 de agosto de 2018 00:02

    Banzolão, não escreva mais artigos profundos como esse, senão vou acabar não resistindo e me convertendo ao aniquilacionismo. E tenho certeza que você NÃO QUER que isso aconteça kkk. Sei que você quer que eu continue sendo imortalista, não é? :D

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    1. Claro, quanto mais imortalistas melhor (é mais gente pra eu refutar xD).

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    2. Amigo do Banzolão11 de agosto de 2018 05:30

      Banzolão, rapaz, tá acordado essa hora? Não venha me dizer que virou a noite.

      Sério? Quer mesmo que eu continue sendo imortalista? Outros aniquilacionistas querem convertidos; querem que as pessoas saiam do erro (segundo eles, claro) kkk

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    3. Não entendo a surpresa, eu acordo antes do galo cantar, pô!

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    4. Quantos livros dos "Pais da Igreja" você já leu?

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    5. Amigo do Banzolão12 de agosto de 2018 18:22

      Antes do galo cantar? Foi nesse período que Pedro negou Jesus. Cuidado! Kkk

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    6. "Quantos livros dos "Pais da Igreja" você já leu?"

      Eu nunca parei para contar, mas dos Pais do primeiro até meados do segundo século eu li todos (alguns deles mais de uma vez), dos outros por serem mais distantes dos apóstolos eu li menos, mas não sei precisar ao certo a quantidade exata.

      "Antes do galo cantar? Foi nesse período que Pedro negou Jesus. Cuidado! Kkk"

      Na verdade não houve nenhum galo cantando literalmente nessa ocasião de Pedro. Esse é um mito popular que é fruto de uma interpretação errada do termo grego utilizado. Veja mais sobre isso aqui:

      http://verdadepresent.blogspot.com/2017/07/nenhum-galo-cantou-na-negacao-de-pedro.html

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  19. Você conhece um calvinista chamado Jailson Serafim, do Facebook? Se sim, o que você acha das postagens dele? Ele aparenta ser um "refutador" do arminianismo. Ele escreveu um livro chamado ARMINIANISMO PROSCRITO.

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    1. Eu nunca tinha ouvido falar, mas agora que você mencionou eu fui dar uma olhada e me pareceu um fanático esquizofrênico patológico. Com gente assim o melhor remédio é deixar no esquecimento mesmo.

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    2. Agora ele Jailson Serafim está escrevendo um livro pra explicar o batismo infantil na Bíblia e na igreja primitiva ...

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    3. Ele é meio fanático. Nas postagens dele ele chama os arminianos de "filhos de Pelágio".

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    4. Me pareceu um cara bem desequilibrado, mas enfim, o jeito é ignorar.

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  20. Amigo do Banzolão11 de agosto de 2018 01:26

    Banzolão, você já refutou esse artigo católico? Como você não quer que postemos links católicos aqui, então vou citar só o nome do blog e do artigo. O nome do artigo é: "Lucas Banzoli é refutado por patrologista protestante. Santo Agostinho cria na Transubstanciação". O blog é o "fim da farsa". Nesse "artigo" eles citam o J. N. D. Kelly.

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    1. Poderia me citar aqui o trecho do "patrologista protestante" onde diz que Agostinho cria em TRANSUBSTANCIAÇÃO? Se não fala em "transubstanciação" nem precisa perder tempo com isso, até anglicanos, luteranos e reformados acreditam em "presença real" de uma forma espiritual distinta da transubstanciação católica, o que eu quero é uma citação onde qualquer estudioso sério de qualquer denominação religiosa diga que Agostinho cria em TRANSUBSTANCIAÇÃO.

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    2. Amigo do Banzolão11 de agosto de 2018 05:35

      O patrologista protestante que eles se referem parece que é o J. N. D. Kelly. Tem umas citações dele no artigo deles, mas não sei se são verdadeiras. Dê uma olhada pra ver se são.

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    3. Foi por isso mesmo que eu disse, nenhuma das citações fala em transubstanciação. Eles nem sabem o que é transubstanciação, é triste.

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    4. Amigo do Banzolão12 de agosto de 2018 23:55

      Se dizem apologistas, mas nem entendem doutrinas da própria igreja deles.

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    5. Pois é. É assim em 99% dos casos.

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  21. O que você acha do Paulo Sérgio de Araújo e do Itard Victo Camboim de Lima?

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    1. "Isso é brincadeira?"

      Claro que não. Porque seria?

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    2. Você cita dois caras que já sabe que eu tive atrito no passado, então fica parecendo que quer que eu fale mal deles (já que coisa boa não seria).

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    3. Eu pergunto de um modo geral, não apenas em relação à mortalismo x imortalismo. Sobre outros temas que eles escrevem, por exemplo. Não estou querendo criar contenda. E tambem se vocês ainda se comunicam, depois das suas diferenças, ou se deixaram de falar uns com os outros. Se vocês se unem contra outros grupos, como católicos, ateus, etc. Acredito que você não tem apenas coisas ruins pra falar deles, senão eles seriam umas das piores pessoas do mundo. Ou se vocês discutem amigavelmente sobre outros temas teologicos. São perguntas desse tipo.

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    4. Eu não conheço eles "de modo geral", nem nunca fui amigo deles. O primeiro eu nem conhecia até um leitor "forçar" um debate entre a gente, e eu nem teria condições de comentar "sobre outros temas teológicos" porque ele é bem limitado mesmo, a única coisa que escreve na vida é sobre imortalidade da alma, ele só é conhecido por isso, e até onde eu sei aquele site sobre imortalidade da alma é o único que ele tem, ou seja, aquilo que eu acho dele sobre isso é aquilo que eu acho dele no geral já que o "geral" dele se resume a isso. Quanto ao outro indivíduo, salvo engano eu também só fui conhecê-lo após um "debate" de facebook (também forçado) em que ele foi desonesto e editou todas as falas dele no debate para ficar parecendo que ele se saiu melhor e venceu (coisa de gente babaca mesmo), então só por isso eu fiz questão de fazer um artigo sobre isso e refutar publicamente. Que eu saiba ele tem um blog (que eu não tenho por hábito acompanhar) onde trata também de outros assuntos, mas quase sempre é ou para "bater em adventista" ou para repostar um artigo publicado por outra pessoa em algum lugar, então sinceramente eu não tenho muito o que elogiar. Dos caras que eu conheço, admiro teologicamente e que já contribuíram de alguma forma para o meu aprendizado e crescimento eu nunca briguei com ninguém (ex: Alon, Hugo, Elisson, Bruno, Tourinho, Gaião, Zágari, Vailati, etc), eu não sou de ficar provocando conflitos ou criando inimigos, apenas dou resposta à altura quando sou confrontado por alguém (e mesmo assim ultimamente estou ignorando muito mais do que respondendo, porque aprendi que muitas vezes não vale a pena).

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    5. Entendi. Obrigado pela resposta.

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  22. Lucas eu sou aquele anônimo que mostrou aqui o vídeo absurdo que o Terça Livre legendou, de um americano falando de coisas raciais aqui no brasil que prejudica a imagem da direita na verdade. Acontece que encontrei outro vídeo de um americano só que este é muito bom, ele fala dos problemas reais do brasil e o crescimento do conservadorismo (que ele relaciona com o aumento de evangélicos), e não sobre baboseiras raciais: https://www.youtube.com/watch?v=bCWUqkiAu-U

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  23. Belo artigo, Lucas! Fiz questão de passar-lo pro meu pai(espírita). Espero que ele leia bem.

    Deus lhe ilumine!

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  24. Oque acha desse post?: http://www.criacionismo.com.br/2018/05/o-avanco-do-evolucionismo-teista-no.html?m=1

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    1. Eu acho que existem dois extremos errôneos sobre isso: um daqueles que dizem que um cristão não pode ser evolucionista de jeito nenhum (como se o evolucionismo se verdadeiro provasse necessariamente o ateísmo, que é a ideia que Dawkins e outros neo-ateus querem transmitir), e o outro é aquele que assume que os cristãos devem parar de defender o criacionismo e aceitar que o evolucionismo é verdadeiro apesar de todas as provas contra. Se o evolucionismo já estivesse provado então blz, faria sentido isso, mas é apenas uma teoria refutada por milhares de cientistas com PhD ao redor do mundo, ou seja, não se trata de um fato consumado ou uma verdade indiscutível. Há até mesmo cientistas ateus que apoiam o DI e outras ideias contrárias à teoria da evolução, além de outros muitos que foram educados no evolucionismo e que creram nele por boa parte da vida até estudarem melhor as evidências e mudar de lado. O que eu vejo é muitos cristãos querendo simplesmente se ausentar do debate e tirar o corpo fora como que levantando bandeira branca, isso está errado, a discussão existe e a verdade não deve ser sufocada dessa forma.

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  25. Boas notícias:
    https://g1.globo.com/google/amp/g1.globo.com/mundo/noticia/2018/08/09/senado-argentino-rejeita-legalizar-aborto-no-pais.ghtml

    Graças a Deus! O aborto não foi legalizado na Argentina, pelo menos o Senado argentino teve bom senso. Mas como você avaliaria essa questão lá e cá, pois infelizmente os argentinos são mais propensos a serem favoráveis ao aborto que os brasileiros.

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    1. Até onde eu sei, houve uma mobilização popular pró-aborto mas que foi barrada pelo Senado, ou seja, infelizmente muito em breve veremos o aborto sendo legalizado, bastará para isso que os senadores mudem. Eu não conheço nenhum lugar do mundo onde o povo é majoritariamente a favor do aborto e o aborto não faz parte da legislação desse país, a verdade é que quando você perde o discurso e o outro lado ganha o apoio das massas, será mera questão de tempo até o aborto ser legalizado de alguma forma. O único jeito de barrar isso é conscientizando a própria população e fazendo-a odiar o aborto como de fato deve ser odiado, assim qualquer político terá vergonha em aprovar esse tipo de coisa pois a mobilização popular estará contra eles (sem falar na obrigação de eleger políticos que sejam comprometidos com os valores morais).

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    2. E o interessante nisso tudo é que a Argentina, que ao contrário do Brasil que tem um número bem expressivo de protestantes/evangélicos (29%), tem uma população esmagadoramente católica: 80% da população argentina é católica, e apenas 9% são protestantes/evangélicos. Além disso a Argentina não é um Estado laico, o catolicismo romano é a religião oficial do país, mas o Estado argentino com sede liberdade religiosa e não obrigada nenhum cidadão a ser católico. É bem irônico, além disso, acho que nesse mesmo momento os apologistas católicos (que a propósito acham que a ICAR é sinônimo de conservadorismo) devem estar chorando como bebês em seus quartos atacando e xingando os evangélicos na internet.

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    3. Enfim, oremos pela Argentina e espero que algum dia eles tenham um encontro com Deus e o número de evangélicos cresça na Argentina tal como cresce aqui no Brasil.

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    4. Bem lembrado. É uma das muitas provas de que acabar com o Estado laico não resolve droga nenhuma. O problema é outro, é a própria falta de Deus no coração das pessoas (como você mencionou), sem isso você pode instituir um confessionalismo oficial, forçar uma fé nos outros e até criar uma teocracia, que não vai resolver nada além de acentuar os problemas.

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    5. Sem deixar de mencionar que o catolicismo romano, apesar de ter sempre sido a religião oficial do país, isso nunca impediu da Argentina de eleger vários presidentes esquerdistas, desde 1945 o país teve apenas 4 presidentes de direita (foram eles: o ditador militar Jorge Rafael Videla, Raul Alfonsin, Carlos Menem e o atual Maurício Macri) e aprovar várias pautas esquerdistas como o casamento homossexual, além disso, há fortes indícios de que um dia as drogas e o aborto serão legalizados num futuro próximo, pois não adianta nada ser governado por um Presidente de direita, quando a maioria da população tem tendências de esquerda. Esses fatos são de fazer qualquer apologista católica de fundo de quintal chorar e espernear contra os evangélicos afirmando que o conservadorismo é fruto do catolicismo e que é obrigatório ser católico antes de ser conservador (se bem que existe até mesmo conservadores ateus). Realmente é triste a situação atual da Argentina.

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    6. O Macri é abortista

      https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/08/apos-rejeicao-no-senado-macri-propoe-descriminalizar-aborto-no-codigo-penal.shtml

      Ele é liberal. Igual o pessoal do MBL, tem no meio abortistas e não abortistas.

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    7. Na verdade o Macri diz ser contra o aborto, mas parece tão cínico quanto a Marina Silva abordando a questão. É "contra", mas faz questão de dizer que se a lei fosse aprovada, não a vetaria. Que belo exemplo de "conservador" esse.

      https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/06/em-votacao-historica-argentina-aprova-aborto-na-camara-de-deputados.shtml

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  26. Como posso estudar a Bíblia de maneira mais eficiente?

    Eu faço leitura dinâmica, ou seja, leio de maneira muito rápida. Leio a Bíblia diariamente, todas as noites, com ela aberta na cama e eu fico de joelhos (vi o Paul Washer recomendando fazer isso). Mantenho uma consistência de lê-la diariamente e procuro ler entre 10 a 15 capítulos por dia, que me levam entre 30 a 40 minutos. Me sinto muito bem fazendo isso, parece que o Espírito de Deus realmente me toca, mas quando acabo de ler e me levanto meus joelhos doem muito xD

    Poderia fazer algum comentário/crítica/conselho? Obrigado.

    Abraço.

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    1. Eu não acho que haja necessidade de ler a Bíblia de joelhos (independentemente do que o Paul Washer aconselha sobre isso, mesmo porque nunca vi outra pessoa recomendando o mesmo). O propósito da leitura da Bíblia não é de se "sacrificar" ou fazer "penitência" igual católico; se seus joelhos doem e isso atrapalha na leitura em si, é muito melhor que leia sentado ou deitado na cama do que ajoelhado. O importante ao se ler a Bíblia é armazenar bem o seu conteúdo, e se alguma coisa atrapalha isso ou torna incômodo, devemos nos adequar à maneira que seja mais eficiente para a leitura em si. Eu por exemplo gosto de ler ouvindo música, isso me "anima" mais na leitura, mas conheço pessoas que se ouvem música se desconcentram na leitura, então tudo depende do que é melhor pra você, ou seja, do que irá contribuir mais favoravelmente para uma leitura melhor e mais agradável que o incentive a sempre continuar lendo.

      Abs!

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  27. Quem é esse cara da foto no púlpito?

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    1. É o Raymond Brown, o teólogo e padre católico que me refiro no artigo.

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  28. Banzoli tem notícias?

    1- livro "a lenda branca da inquisição"

    2- Hangouts

    3- Livro sobre a reforma

    4- Quadro "Lucas responde"

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    1. 1- livro "a lenda branca da inquisição"

      Eu interrompi a escrita desse para escrever o da Reforma, mas pretendo retomar quando terminar os três volumes desse outro.

      2- Hangouts

      Então, eu tentei várias vezes novos hangouts depois daqueles que foram feitos, eu diria umas cinco vezes, mas por azar sempre tinha alguém que desmarcava meio que em cima da hora por algum problema particular, então no fim acabei desanimando e parei de marcar hangouts. Mas talvez volte daqui um tempo.

      3- Livro sobre a reforma

      Se minhas contas estão certas, deve ser publicado em uma semana e meia (talvez um pouquinho mais ou um pouquinho menos, mas por aí). O livro em si já está pronto, eu só estou terminando a revisão e depois a diagramação.

      4- Quadro "Lucas responde"

      O Youtube eu parei completamente, meu foco é o blog mesmo, até porque eu escrevo bem melhor do que falo. Mas depois do livro, quem sabe eu volte a fazer um vídeo ou outro, talvez.

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  29. Amigo do Banzolão12 de agosto de 2018 07:14

    Acorda, "Banzolião". Hora de tomar café kkk.

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    1. Amigo do Banzolão12 de agosto de 2018 21:40

      Seus pais criam galinha?

      Tô em dúvida: não sei se chamo você de "Banzolão" ou "Banzolião".

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    2. Amigo do Banzolão15 de agosto de 2018 01:04

      Sei que parece ser uma pergunta boba, perguntar se seus pais criam galinha, mas eu só perguntei porque você disse "O galo não cantou hoje". É que na maioria das vezes quem mora na cidade não cria galinha, por isso perguntei se seus pais criavam.

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    3. Pra falar a verdade eu nunca vi uma galinha em toda a minha vida. Leão eu já vi no zoológico e treinando o SPFC algumas vezes, mas galinha eu nunca vi, é tipo um animal mítico pra mim.

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  30. Ei Lucas, tenho outra pergunta agr relacionado a teologia e História.

    Acho que vc já ouviu falar sobre Margaret Mcdonald, aquela menina que no Séc 19 teve "revelações" e começou a propagar a sua doutrina, ok. Contudo, a minha dúvida é se as visões que ela teve eram Pré-tribulacionistas ou Pós-tribulacionistas? Pois, Ambos os lados argumentam que ela teve essas visões. Porém, os Pós-tribulacionistas dizem que as suas "revelações" foram de cunho Pré-tribulacionistas e influenciaram John Nelson Darby a propagar a doutrina do arrebatamento secreto. Entretanto, os Pré-tribulacionistas argumentam que Darby já tinha escrito isso sobre sua doutrina em 1827 (3 anos antes dessas "revelações") e que na verdade as visões de Margaret eram Pós-tribulacionistas que foram condenadas por Darby. Como vc me explica isso, eu realmente tô em dúvida sobre esse dilema, acho que vc poderia se possível escrever até um artigo sobre isso.

    Agr eu tbm queria que vc analisasse 2 vídeos (Ambos do mesmo canal) que fala sobre esse assunto do arrebatamento.

    Link do primeiro Video: https://youtu.be/_7aVxkESCHs

    Link do segundo vídeo: https://youtu.be/YRrmpSEKPPY

    É só isso mesmo graça e Paz.

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    1. Para ser sincero, eu acho essa discussão absolutamente irrelevante. Eu diria totalmente 100% irrelevante. Se Margaret era pré ou era pós, se foi a primeira ou a segunda a ensinar o pré, nada disso tem qualquer importância diante do fato de que o pré-tribulacionismo é um ensino recente e tardio na história da Igreja, criado há poucos séculos e sem nenhuma base bíblica. É isso e somente isso que importa. No meu livro sobre o tema eu digo que Darby foi o primeiro porque de acordo com as informações que eu tinha diziam que ele foi o primeiro, depois eu ouvi falar essa tese aí de que Margaret teria pregado isso um pouco antes dele, mas sendo um ou sendo outro o fato concreto é que não foi ensinado por Jesus ou pelos apóstolos.

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    2. O fato é que essa irmã teve um sonho, de que a igreja seria arrebatada antes da grande tribulação,contou para o Darby e ele desenvolveu(ampliou)toda uma teologia em cima disso.

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  31. Lucas seu amigo Matheus Carrel disse que Adão era ruivo porque ele foi feito do barro e o barro é vermelho igual a lama. Ele disso que isso está na obra de Champlin. Isso procede? Se não, como surgiu o negro, o liro de olho azul, etc?

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    1. Eu não acho que isso tenha base e nem sei se Champlin disse isso mesmo. Eu ouvi o Adauto Lourenço dizendo certa vez que Adão era de pele morena porque é a cor do barro, e a partir daí foi surgindo gente com pele um pouco mais escura (negros) e outros com a pele um pouco mais clara (brancos). Tudo isso pode ser explicado através de mutações genéticas, inclusive eu já ouvi uma teoria meio maluca mas talvez possível que diz que no início todos eram negros, até surgir um albino (o albinismo é uma doença que faz a pele ficar extremamente branca) e da união entre os negros e os albinos foi surgindo as pessoas de pele "amorenada" (um "meio-termo" entre um e outro). Enfim, essa não é minha área e nem fiz questão de fazer uma pesquisa mais elaborada (poderia fazer se fosse para escrever um artigo ou coisa do tipo), mas existem várias formas diferentes de se explicar o surgimento de pessoas com diferentes tons de pele e cor de cabelo, tanto no prisma criacionista como no evolucionista.

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  32. Lucas, Olha só os comentários desse imbecil aqui kkkkkkkkkkkk:
    https://www.youtube.com/watch?v=8P7rsv-bNhs&lc=UgwS-Rz-bLriOi9sA4V4AaABAg

    Acho que peguei pesado com o cara, mas ele que começou a ofender as pessoas, de forma bem arrogante e anticrista.

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    1. A qual comentário especificamente você se refere? Eu abri o vídeo aqui e vi vários comentários embaixo mas não sei de qual exatamente você diz respeito.

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  33. LuLuc, há uma citação em que Agostinho fala de "igrejas católicas" no plural. Qualquer católico poderia interpretar que ele estava falando da religião católica romana, que tem igrejas em todo lugar praticamente.
    Como você interpreta? Estando "igrejas" no plural.

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    1. Eu não entendi o que o plural tem a ver com isso. Eu nunca vi um católico dizer "as igrejas católicas", eles só falam da "Igreja Católica". De todo modo o uso no plural é para se referir às igrejas visíveis, ou seja, as comunidades cristãs espalhadas nos diversos lugares do mundo (por isso "universal" ou "católico"). É como Paulo em sua carta, que escrevia à "Igreja de Éfeso", à "Igreja de Corinto" e etc, e que em muitas ocasiões usou o plural para falar "das igrejas", só que sem o termo "católico" porque na época o evangelho ainda não havia se espalhado no mundo inteiro, e a partir do segundo século os cristãos criam que sim. É preciso entender que o termo "católico" não era usado num sentido institucional como hoje, ou seja, não designava uma "placa de igreja", era apenas um termo genérico para as igrejas cristãs espalhadas no mundo todo, porque "católico" era a palavra grega que significa "universal" (por isso a Igreja Ortodoxa continua se chamando de "católica" até hoje, e as igrejas evangélicas embora não usem o termo em si também concordam que existe uma Igreja invisível e universal que inclui todos os salvos em Cristo onde quer que estejam). Vale ressaltar também que o mais importante é a doutrina e não os rótulos, ou senão teríamos que voltar a nos chamar de "seita dos nazarenos" só porque essa designação é mais antiga que a "católica".

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  34. Eii lucas, acho muito interessante os dons espirituais, por que você não faz um artigo explicando cada dom e refutando o cessacionismo?

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    1. O Luciano Subirá tem um seminário muito bom sobre os dons onde ele explica tudo direitinho, veja aqui (são quatro partes):

      https://www.youtube.com/watch?v=n9Wsi8TtGoQ

      https://www.youtube.com/watch?v=744xKNBEBlc

      https://www.youtube.com/watch?v=IJ4I9eSjoxM

      https://www.youtube.com/watch?v=tDBWCn-ZjgU

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    2. É impressão minha, ou o Luciano "Sabiá" tinha o cabelo grande?

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    3. Ele tinha mesmo (embora não tão grande como o meu). A pregação abaixo é dessa época:

      https://www.youtube.com/watch?v=yssjn0XXzF8&t=4301s

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  35. Como deve ser o relacionamento do cristão com Israel? O Estado de Israel não reconhece o holocausto armênio, onde a população era majoritariamente cristã. Essa atitude pouco altruísta do governo israelense me faz adotar uma posição questionadora do sionismo. Isso não quer dizer, por outro lado, que apoio os hagaritas contra os judeus.

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    1. Ninguém tem a obrigação de apoiar todas as decisões do governo de Israel. Eu por exemplo admiro Israel como também admiro os Estados Unidos e o Reino Unido (apenas para citar três exemplos), mas isso nem de longe significa que eu concorde com cada política de cada presidente desses países. Vale lembrar que em Israel, como em qualquer outro Estado democrático, também existe oposição ao governo dentro do Parlamento, inclusive muitos parlamentares votaram em favor do reconhecimento do genocídio armênio mas infelizmente não em número suficiente para o reconhecimento oficial. Isso é diferente de se opor ao país em si. Eu por exemplo repudiava muitas medidas do Obama como também repudio algumas do Trump, e nem por isso sou contra a existência dos Estados Unidos como nação (se formos seguir essa linha, seremos contra qualquer nação indiscriminadamente). E mesmo com todos os seus problemas, não dá pra comparar a moralidade do Estado israelense com os Estados muçulmanos à sua volta. Israel é a única democracia do Oriente Médio, é o único país com índices respeitáveis de IDH e PIB, é o único que não abriga ou compactua com nenhum grupo terrorista, é o único que não é regido por nenhuma lei da Sharia importada direto da Idade Média, enfim, se devemos ser "a favor" de algum Estado no Oriente Médio este certamente seria Israel.

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  36. Lucas, no site(?)blog(?) "Defendendo a fé cristã" tem um artigo interessante em que teorizam sobre o anticristo ser o messias muçulmano, o "Mahdi". O que você acha? Marco Antonio.

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    1. Eu concordo, inclusive escrevi sobre isso em um dos slides daqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2017/07/resumo-cronologico-do-apocalipse.html

      Na verdade existem muitas religiões mundiais com profecias de um "Messias" futuro vindo no fim dos tempos (ou algo do tipo), o que eu creio é que o anticristo conseguirá enganar todas essas religiões e se fazer passar pelo "Messias" de cada uma delas, e por isso sua aceitação será tão universal. Ou seja, os muçulmanos verão o anticristo e pensarão ser o "Mahdi" prometido, os budistas verão o anticristo e pensarão ser o "Maitreya" prometido, os hindus o verão e pensarão ser o "Kalki" prometido, os judeus o verão e pensarão ser o "Messias", e assim por diante. Assim ele conseguirá enganar a todos e reinar sobre toda a terra, com pouca oposição.

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    2. Mas o anticristo não teria que ser um ateu?.

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    3. Isso não significa que ele vá se revelar como ateu desde o primeiro momento.

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    4. Lucas o anticristo saberá que ele é o anticristo? ou sera apenas um cara que ira agir da exata maneira que Satanás quer, mas sem saber que é o anticristo? pois na bíblia alguns reis e conquistadores são profetizados mas eles não sabiam de seus papéis na profecia bíblica, algo assim pode ocorrer com o anticristo?

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    5. Boa pergunta, nunca me parei seriamente para pensar nisso, mas me lembro que o Daniel Mastral (ex-satanista) dizia que tudo isso já estava sendo orquestrado pelos satanistas, eles inclusive prepararam "doze anticristos" (segundo ele) para o caso de alguém morrer antes ou se converter. Se ele está certo ou não eu não sei, mas em um mundo com tantas organizações secretas fica bem difícil acreditar que o anticristo não terá consciência de si mesmo e de seu propósito.

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  37. Lucas, quando Mateus escreve que Maria Madalena e a "outra" Maria foram ao sepulcro de Jesus, essa outra Maria seria a mãe dele? Algum católico poderia dizer que se fosse a mãe dele Mateus poderia escrever simplesmente a apresentando como tal, e não como "a outra Maria".

    E pq gênesis no segundo relato da criação do homem descreve que ainda não havia erva sobre a terra pois ainda não havia chovido, sendo que as plantas foram criadas no terceiro dia? Eu li duas traduções diferentes e em uma delas ficou subtendido que o relato de que ainda não havia plantas é limitado ao território do Éden, mas ainda não entendi bem essa passagem.

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    1. A "outra Maria" é provavelmente a mãe de Jesus mesmo. Os católicos podem se escandalizar com isso porque parece pouca pompa para a "rainha dos céus", "mãe de Deus", "co-redentora" e "esposa do Espírito Santo", mas quase sempre quando Maria aparece na Bíblia é com pouca pompa mesmo, sem grandes descrições. Por exemplo, mesmo quando Paulo precisou falar sobre o nascimento de Jesus, ele sequer fez questão de citá-la nominalmente, apenas disse que nasceu "de mulher":

      "Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei..." (Gálatas 4:4)

      Eu acho que não preciso relembrar aqui todas as muitas vezes em que Maria parece ser "desprezada" na Bíblia. Por exemplo, o "que tenho eu contigo?", ou quando Jesus ignora sua família natural (incluindo Maria) e diz que seus discípulos eram seus "irmãos e mãe", ou quando uma mulher na multidão diz que sua mãe era bem-aventuada e Jesus responde que qualquer um que fizesse a vontade de Deus seria bem-aventurado antes que ela, e assim por diante. Essa coisa de que Maria na Bíblia sempre precisa aparecer com muita pompa e exaltação é coisa de católico que nunca leu nada na Bíblia a não ser Lucas 1, que eles repetem como papagaios.

      Em relação ao Gênesis, eu não sei se entendi direito a dificuldade, mas o texto de Gn 2:5 fala de "toda a planta do campo que AINDA NÃO estava na terra", dando a entender que já haviam as plantas que Deus havia criado originalmente (no terceiro dia) mas não outras plantas (novas) que não tinham nascido ainda devido à ausência de chuva. Ou seja, depois da chuva outras plantas germinaram e cresceram, da mesma forma que depois dos acasalamentos outros animais vieram à existência além daqueles que Deus criou originalmente. É só isso.

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  38. O q vc acha da conspiração da pólvora?

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    1. Eu escrevo sobre ela no livro sobre a Reforma. Como se trata de um trecho que eu não postei aqui como artigo, não tenho um link para passar, mas em uma semana eu publico o livro e você poderá conferir no último tópico do capítulo 7, que aborda a Reforma na Inglaterra.

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  39. O pastor fanfarrão que debateu com o Patrick é puro sofisma.
    Já leu?
    https://prfernandogalli.com/existe-mesmo-vida-apos-a-morte/

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    1. Eu não tinha lido mas não acho legal chamá-lo de "fanfarrão"; os argumentos dele podem ser fracos é verdade, mas ele é um cara de caráter que eu admiro muito apesar de termos nossas divergências. Já bati papo com ele algumas vezes e posso garantir que é alguém bem diferente de certos indivíduos por aí que não merecem ser mencionados. Só digo isso porque é bom distinguir um "fanfarrão" (que geralmente se subtende como gente mau-caráter que usa de desonestidade) de outra pessoa que está apenas honestamente enganada, que é o que eu penso a respeito do Gali neste assunto. Abs!

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    2. "Já bati papo com ele algumas vezes"

      Esse bate-papo de vocês dois foi sobre imortalidade da alma ou sobre outros assuntos?

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  40. Olá Banzoli. Que Deus Pai lhe abençoe.
    Gostaria que você fizesse, se possível, um artigo sobre as doutrinas do adventismo do sétimo dia.
    Abraço.

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    1. Eu evito fazer artigos sobre denominações em particular, mas posso escrever sobre doutrinas da IASD (corretas ou não) em artigos separados. Agradeço a sugestão. Abs!

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  41. Parabéns pelo ótimo artigo meu irmão! Muito conciso seus argumentos. Há um bom tempo venho me aprofundando no tema, por achá-lo muito pertinente à Igreja nos dias de hoje. A propósito, tenho algumas dúvidas, que se possível, queria discutir com você.

    1- O conceito de "Espírito de Deus" muitas vezes utilizado pelos defensores do mortalismo (como bacchiocchi em seu livro "imortalidade ou ressurreição"), na minha concepção, é a de que esse termo no Antigo Testamento retratava em seu significado primordial uma força atuante, a mesma que nos permite a vida; nunca denotando um ser pessoal como no Novo Testamento, onde a trindade é clara e objetiva. Como posso conciliar com o Novo Testamento, e entender de forma exegética e com um prisma mortalista, os versículo retratando o Espirito de Deus no Antigo Testamento? Força atuante ou a 3ª pessoa da trindade com personalidade e vontade?

    Paralelo a essa pergunta, o que vc acha do seguinte "sofisma": "Se Deus é espírito, logo tenderemos a ser espírito. Pois fomos feitos a sua imagem e semelhança". O espírito quando retrata Deus e os anjos é realmente um ser com personalidade, mas, quando destinado aos seres humanos se resume ao principio animador da vida?

    2- Ao usar o versículo em que Jesus diz a Maria Madalena que ainda não havia subido ao pai mesmo tendo entregado o seu espirito à deus, fui respondido por um imortalista que Jesus não havia subido ao pai porque ele estava em um dos 3 céus que Paulo comenta em sua carta aos corintios. No momento, contra-argumentei explicando que os 3 céus seriam: o céu atmosférico, o universo e o céu espiritual, onde Deus está. De fato, há muitos versículos que mostram o termo céus - no plural, indicando mais de um céu (Deuteronômio 10:14, Salmos 14:2). Ao meu ver, esses 3 céus seriam os que comentei anteriormente; diferente de mim, ele acha que seria o céu atmosférico, o seio de abraão (onde Jesus esteve nos 3 dias morto), e o céu onde Deus se encontra. O que você acha desse argumento do indivíduo? é válido?

    3- Analise esse versículo Lucas. "Sabendo que brevemente (eu) hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já mo tem revelado. Mas também eu procurarei em toda a ocasião que depois da minha morte tenhais lembrança destas coisas." (2 Pedro 1:14,15)

    Não lhe parece que pedro está dizendo que o "seu eu" iria deixar o corpo (tabernáculo) em sua morte? Como posso entender esse versículo com uma visão mortalista, que diz que não existe vida ou personalidade fora do corpo?

    A graça e a paz meu irmão!

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    1. Olá, vamos às respostas:

      1) É preciso distinguir o espírito de Deus como força ativa em nós e o Espírito de Deus como terceira pessoa da trindade, porque se tratam de coisas completamente diferentes. O Espírito de Deus (ou Espírito Santo, que é Espírito com "e" maiúsculo por se tratar de uma pessoa) é a terceira pessoa da trindade que habita espiritualmente APENAS naqueles que são regenerados em Cristo (ou seja, nenhum ímpio possui o Espírito Santo). Já o espírito de Deus como princípio ativo não se refere ao Espírito Santo, mas sim ao fôlego de vida que TODOS os seres humanos (e os animais) possuem pela duração de suas vidas terrenas. Ou seja, uma coisa não tem nada a ver com a outra, embora seja o mesmo vocábulo "ruach" que apareça em ambos os casos (ruach, por sinal, é a mesma palavra hebraica que também aparece na Bíblia nas ocasiões que menciona vento, sopro, ar e coisas do tipo, não se refere sempre ao Espírito Santo).

      2) A sua resposta está certa, eu só gostaria de saber da onde que o imortalista tirou que o Sheol seria o "segundo céu" quando a Bíblia claramente afirma que o Sheol está EMBAIXO DA TERRA e não no céu ou em algum lugar acima dos céus:

      “Desceram vivos ao Sheol, com tudo o que possuíam; a terra fechou-se sobre eles, e pereceram dentre a assembléia” (Números 16:33)

      “Se agora vocês também levarem este de mim, e algum mal lhe acontecer, a tristeza que me causarão fará com que os meus cabelos brancos desçam ao Sheol” (Gênesis 44:29)

      “Descerá ela às portas do Sheol? Desceremos juntos ao pó?” (Jó 17:16)

      Todas as vezes em que alguém "localiza" o Sheol ele fala em DESCER, nunca em subir. Não tem qualquer sentido o Sheol ser o segundo céu ou qualquer céu que seja.

      3) Esse versículo só indica o dualismo se for lido com as lentes dualistas (platônicas). Quando um escritor bíblico fala em “deixar este tabernáculo” ele não se refere a uma alma saindo do corpo após a morte, mas sim no perecimento deste corpo atual para herdar o corpo futuro (da ressurreição). Há um caso análogo e bem similar a este que Paulo cita em um texto mais conhecido (de 2ª Coríntios 5:1-8) e onde diante de todo o contexto ele estava dizendo apenas isso, inclusive refutando por implicação lógica qualquer existência em um estado “despido” ou “incorpóreo”:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/08/partir-e-estar-com-cristo.html

      Ou então tome como exemplo o texto de 1ª Reis 19:4, onde Elias diz:

      “E ele mesmo entrou no ermo, sentou-se debaixo de certo zimbro. E começou a PEDIR QUE A SUA ALMA MORRESSE a dizer: ‘Já basta, Senhor, agora TIRA A MINHA ALMA, pois não sou melhor que os meus pais’” (1ª Reis 19:4)

      Qualquer imortalista poderia se deparar com o termo “TIRA A MINHA ALMA” fora de contexto e imediatamente entenderia isso da maneira dualista, ou seja, de Deus literalmente pegando uma “alma-fantasma” de dentro do corpo do profeta e a trazendo ao Céu após a morte do corpo. Mas era exatamente o oposto a isso que Elias estava pedindo, o qual pediu que SUA ALMA MORRESSE. Ou seja, na linguagem hebraica, o “tira a minha alma” era apenas o equivalente a matar a alma. Esse tipo de hebraísmo é muito comum e não é de se surpreender que Pedro, um hebreu, usasse linguagem semelhante – “eu deixarei este tabernáculo” como sendo apenas uma referência a “eu morrerei”, nada a mais que isso. É por ler os textos bíblicos com as lentes do dualismo que muitos chegam a conclusões equivocadas, incorrendo em anacronismo e não compreendendo as nuances do hebraísmo daquele tempo.

      Abs!

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    2. - Mas sendo esses os significados, não seriam eles antagônicos? Não estaria mutualmente se corrompendo em significados? O termo Espírito quando voltado a Deus, se refere em seu sentido primordial, a 3ª pessoa da trindade, ou seja, a um ser com personalidade e vontade, e em outros sentidos, a força da natureza, ou seja, a manifestações impessoais e involuntárias. Como podem esses dois significados se harmonizarem?

      - é, saquei, me faltou usar esses versículos em que claramente relata Jesus descendo ao Sheol, ao invés de subindo a "qualquer céu que seja".
      Usarei na próxima oportunidade. ;)

      - Você poderia me sugerir algumas obras/artigos pra me orientar nessa questão de hebraísmo exegese hermenêutica...? O seu livro "Exegese de textos difíceis da Bíblia" tem algum estudo a respeito? Vlw!!!

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    3. Seria uma contradição se se tratasse da mesma coisa, mas diz respeito a coisas completamente diferentes. Um é uma força impessoal como já me referi, e o outro é uma pessoa (o Espírito Santo), então uma coisa não tem nada a ver com a outra, embora seja a mesma palavra "espírito" ou "ruach" que seja usada em ambos os casos (e em vários outros). Inclusive é errado dizer como você escreve que "o Espírito volta para Deus" (com o "e" maiúsculo), o Espírito Santo não volta para Deus, o que volta é a força vital, "espírito" com "e" minúsculo.

      Eu não me lembro se o "Exegese de Textos Difíceis da Bíblia" aborda hebraísmos (acho que não), mas posso escrever um artigo sobre isso futuramente. Abs!

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    4. Quando falei "voltado a Deus", quis dizer, com relação a Deus. Mas enfim, queria que você me explicasse só uma última coisa...

      Analisando o original no hebraico, constatei que espírito e folego da vida não procedem do mesmo vocábulo "ruach"; porém, folego da vida advém do termo "nshamah" (נְשָׁמוֹת) e somente espírito do termo "ruach" (רוּחַ). Por exemplo, em Genesis 2:7 é dito que Deus soprou nas narinas de Adão o "folego de vida" (nshamah). Não existe nenhum "ruach" no relato da criação humana. Como você me explicaria isso? Se folego de vida e espírito são a mesma coisa não deveriam eles ter a mesma palavra no original hebraico?

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    5. São duas palavras que em determinados contextos significam a mesma coisa. No nosso idioma também há muitos exemplos disso, como por exemplo "bolacha" que é o mesmo que "biscoito"; "voltar" e "retornar", "acrescentar" e "adicionar", "engraçado" e "divertido", e assim por diante. Em qualquer idioma existem muitos sinônimos, e no hebraico não é diferente. O paralelismo entre espírito e fôlego em textos como Jó 33:4, Jó 32:8 e Isaías 42:5 demonstram se tratar da mesma coisa, e em Eclesiastes 3:19-21 é dito que homens e animais possuem O MESMO RUACH, e nem na teologia imortalista se crê que os animais tem espírito ou alma no sentido dualista do termo, o que comprova que ruach diz respeito ao mesmo conceito de fôlego (neshamah) que consta em outros textos.

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  42. Lucas, estava na escola debatebdo, aí um ateu soltou o argumento de Epicuro, como refutar esse argumento?

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    1. O erro está na primeira premissa:

      "Enquanto onisciente e onipotente, tem conhecimento de todo o mal e poder para acabar com ele. Mas não o faz. Então não é onibenevolente"

      A razão pela qual "não o faz" não é por não ser bom, mas para criar seres livres com a oportunidade de escolha (livre-arbítrio). Permitir o livre arbítrio é uma das razões pelas quais Deus criou o homem, e se todos os efeitos maléficos da livre vontade fossem destruídos por Deus (por exemplo, Deus fazer com que todas as balas voassem na direção errada quando voa em um criança), isso minaria todo o ponto de permitir que o homem faça o mal.

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  43. Interessante que um número expressivo de judeus acreditam em reencarnação e imortalidade da alma. Por outro lado, já vi um rabino defendendo o mortalismo, embora não lembre o nome.

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    1. Os judeus de hoje não servem de parâmetro nenhum para definir a crença dos judeus da época do AT, hoje em dia eles acreditam em qualquer coisa, isso é o mesmo que pegar as crenças "cristãs" de igrejas que assim se intitulam (incluindo catolicismo, espiritismo, mórmon, TJ e etc) para definir o que os cristãos primitivos acreditavam, seria anacronismo. Na verdade eu acho que de todas as formas de se chegar ao pensamento dos judeus antigos, a pior é recorrendo aos judeus contemporâneos.

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    2. Talvez seja a influência da civilização grega dentro do judaísmo?

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  44. Aniquilacionismo Brevemente Considerado

    por Matt Perman

    O aniquilacionismo é uma crença anti-bíblica de que aqueles que vão para o inferno não sofrerão um castigo eterno, mas um dia deixarão de existir. Examinaremos algumas das passagens bíblicas usadas para suportar esta visão e então, os ensinos da Bíblia sobre a eternidade do inferno.
    Vocabulário de destruição
    As palavras bíblicas “perecer” e “destruição” não se referem à extinção, mas a uma existência miserável e arruinada, separada de todo bem e de tudo que faz a vida valiosa. É a eterna ruína de tudo que vale à pena na existência humana. C. S. Lewis faz uma boa consideração quando diz que mesmo quando algo é destruído, ele ainda deixa resíduos. Assim, quando os aniquilacionistas entendem perecer e destruição num sentido estritamente literal, ainda assim não prova o caso deles porque isso não suportaria uma extinção de maneira nenhuma, visto que ainda há resíduos quando algo é destruído.
    Os aniquilacionistas também apelam ao uso da Bíblia das imagens de fogo para descrever o julgamento de Deus sobre os ímpios. Eles dizem que o propósito do fogo é consumir e eliminar. Contudo, a Bíblia usa a imagem de fogo para se referir à grande dor e sofrimento dos ímpios. Ela fala de angústia, não de extinção.

    Justiça

    Alguns argúem que é contra a justiça de Deus castigar eternamente. Contudo, esta é uma perspectiva centrada no homem. Os pecados contra nós não merecem castigo eterno, mas a Bíblia vê o pecado como um ataque contra o caráter de Deus. Visto que Deus é de valor infinito, então, os pecados contra Ele são de seriedade infinitas e, portanto, são merecedores de castigo eterno.
    Se os ímpios fossem somente extintos da existência, a justiça não seria completa. Eles não receberiam o que merecem, porque este castigo não estaria em proporção com a severidade infinita de atacar a glória de Deus. Que motivação haveria para os ímpios mudarem se eles fossem somente extintos mais à frente, e não castigados eternamente? E se os ímpios são somente aniquilados, porque Jesus advertiu tanto sobre o inferno quando Ele esteve na terra. Por que Ele não advertiu sobre a extinção para aqueles que recusam Sua graça?

    Continua...

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    1. Sobre a primeira parte do texto, e trabalhando dentro dessa mesma analogia: quando alguém morre ainda há um "resíduo" do indivíduo, que é o corpo morto (cadáver), que vai se decompondo aos poucos. No entanto, o indivíduo em si, ou seja, o ser racional e consciente, não está mais ali. É exatamente o mesmo que acontecerá no fogo do geena: a pessoa é destruída, "deixa de existir" no mesmo sentido em que alguém que morre nesta vida também "deixa de existir" pelo menos nela (na visão imortalista), mas ainda possui um corpo ("resíduos" do que era antes) que vai se desintegrando com o tempo. O fato é que toda destruição, a não ser que seja concertada em algum momento, presume um fim. Por exemplo, um carro destruído é um carro que nunca mais voltará a atuar como um carro propriamente dito a não ser que alguém o concerte. No caso cristão da analogia, esse "concerto" se chama ressurreição. Os ímpios são aniquilados justamente por não haver uma nova ressurreição a eles. Por isso a destruição é "eterna", como diz Paulo.

      "Os aniquilacionistas também apelam ao uso da Bíblia das imagens de fogo para descrever o julgamento de Deus sobre os ímpios. Eles dizem que o propósito do fogo é consumir e eliminar. Contudo, a Bíblia usa a imagem de fogo para se referir à grande dor e sofrimento dos ímpios. Ela fala de angústia, não de extinção"

      Depende de cada contexto. Há sim um tempo de "dor e sofrimento" relacionado ao fogo na linguagem bíblica, mas outras muitas vezes quando esse termo aparece é no sentido de consumir completamente, de devorar (cf. Ap 20:9; Hb 10:27). Isso porque as duas coisas são verdadeiras: há um fogo que castiga os ímpios pelo tempo proporcional aos seus pecados, e que por fim os "devora", os consome completamente, a ponto de virar cinzas (cf. 2Pe 2:6).

      "Alguns argúem que é contra a justiça de Deus castigar eternamente. Contudo, esta é uma perspectiva centrada no homem. Os pecados contra nós não merecem castigo eterno, mas a Bíblia vê o pecado como um ataque contra o caráter de Deus. Visto que Deus é de valor infinito, então, os pecados contra Ele são de seriedade infinitas e, portanto, são merecedores de castigo eterno"

      Isso daí já foi refutado aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2016/04/refutando-objecoes-ao-aniquilacionismo.html

      "Que motivação haveria para os ímpios mudarem se eles fossem somente extintos mais à frente, e não castigados eternamente?"

      Este é o pensamento mais ímpio que eu já vi em toda a minha vida. Isso é o mesmo que um pai, ao invés de dar umas palmadas no filho PROPORCIONAIS ao erro que ele cometeu, ficasse batendo nele pra sempre, só porque em caso contrário "não haveria motivação para mudar". Este pensamento de que só vale a pena castigar se for para sempre é o pensamento mais maquiavélico, diabólico, monstruoso e ímpio que eu conheço. Hitler era fichinha em comparado a isso.

      "E se os ímpios são somente aniquilados, porque Jesus advertiu tanto sobre o inferno quando Ele esteve na terra. Por que Ele não advertiu sobre a extinção para aqueles que recusam Sua graça?"

      Ele advertiu sobre o inferno, mas não sobre um fantasioso e mirabolante inferno eterno inventado pelos imortalistas. Há mais de 150 textos bíblicos expressamente aniquilacionistas, mas quando citamos estes textos vocês dizem que "não valem" e arrumam alguma desculpa das mais esfarrapadas para distorcer termos como "exterminar", "virar cinzas" e "deixar de existir" e transformá-los em um sinônimo de "tormento eterno", por isso o debate é desleal, o imortalista nunca encontrará nenhuma prova de mortalismo na Bíblia porque ele já se condicionou a interpretar todos os textos aniquilacionistas de uma maneira oposta ao óbvio, ao entendimento simples e natural dos textos.

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  45. Parte Final

    " Tudo em todos"

    O que dizer das passagens que dizem que Deus será “tudo em todos”? Se olharmos para 1 Coríntios 15:24-28, vemos que Deus será tudo em todos porque Seus inimigos estarão “debaixo de Seus pés” e não serão mais livres para de uma forma libertina desprezar e atacar a santidade de Deus. Eles serão sujeitos a Ele e julgados, não aniquilados. Isto significa que Deus reinará sobre justo e injustos, não que somente os justos permanecerão. Os três capítulos finais da Bíblia confirmam que o castigo eterno do ímpio não é considerado por Deus para estar em compatibilidade com Seu ser tudo em todos.

    O Inferno é Eterno

    No julgamento, Jesus dirá para os incrédulos: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eteno preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41). Este verso mostra que o inferno não foi originalmente criado para os seres humanos, mas para Satanás e seus demônios. Por causa da rejeição da humanidade de Deus, aqueles que recusam vir a Cristo participarão do destino do diabo. Apocalipse 20:10 elabora ainda mais sobre o destino do diabo: “O Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos”. Visto que os incrédulos compartilharão o destino do diabo, e o diabo sofrerá o tormento no inferno para sempre, os incrédulos também sofrerão o tormento eterno. Também observe que Jesus disse que o fogo é eterno, o que não poderia ser dito se o inferno fosse somente temporário. Mateus 25:46 é um dos mais claros testemunhos de que as pessoas que estão no inferno sofrerão eternamente: “E irão eles [os ímpios] para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”. Jesus está traçando um paralelo entre os destinos dos ímpios e dos justos. Visto que ambos destinos são ditos ser eternos, “segue-se necessariamente que ambos devem ser tomados ou com um lugar de longa duração mais finito, ou ambos como um lugar sem fim e perpétuo. As frases ‘castigo eterno’ e ‘vida eterna’ são paralelas e seria um absurdo usá-las numa e mesma sentença para significar: ‘Vida eterna será infinita, enquanto castigo eterno terá um fim’. Por conseguinte, porque a vida eterna dos santos será sem fim, o castigo eterno também...” (Agostinho, A Cidade de Deus, 1001-2 (21.23)). Jesus assevera que no inferno “o fogo não se apaga” (Marcos 9:48). Quando o fogo consome seu combustível, ele desaparece. O fogo do inferno nunca desaparecerá porque o seu trabalho nunca é consumado. Portanto, o fogo nunca desaparece porque o ímpio sofre eterno tormento no inferno, não extinção eventual.

    No aguardo

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    1. "O que dizer das passagens que dizem que Deus será “tudo em todos”? Se olharmos para 1 Coríntios 15:24-28, vemos que Deus será tudo em todos porque Seus inimigos estarão “debaixo de Seus pés” e não serão mais livres para de uma forma libertina desprezar e atacar a santidade de Deus. Eles serão sujeitos a Ele e julgados, não aniquilados. Isto significa que Deus reinará sobre justo e injustos, não que somente os justos permanecerão. Os três capítulos finais da Bíblia confirmam que o castigo eterno do ímpio não é considerado por Deus para estar em compatibilidade com Seu ser tudo em todos"

      Pôr "debaixo dos seus pés" naquele contexto era uma linguagem de DESTRUIÇÃO, não de tormento eterno. O verso 26 diz que o último inimigo a ser DESTRUÍDO é a morte, o que contrasta com a versão de uma morte eterna em processo, como os imortalistas creem. E o verso 24 diz que o fim virá quando Deus tiver DESTRUÍDO "todo domínio, autoridade e poder", e não quando perpetuar a existência deles sob sofrimento eternamente. O contexto é todo de destruição total, não de permanência contínua e eterna de existência. Que Deus reina sobre os ímpios isso já é algo presente, por uma simples razão: ELE É DEUS. O que impede que ele seja "tudo em todos" neste momento não é um reinado incompleto, mas a própria existência dos ímpios, uma vez que Deus só habita em seus servos, os justos.

      No mais, Apocalipse 20 já foi comentado aqui:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com/2012/12/o-apocalipse-e-o-tormento-eterno.html

      E Mateus 25:46 aqui:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/08/mateus-2546-fala-de-um-tormento-eterno.html

      E mais um pouco aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com/2016/04/refutando-objecoes-ao-aniquilacionismo.html

      E sobre a linguagem do "fogo eterno", aqui:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com/2012/12/o-inferno-e-o-fogo-eterno.html

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  46. Boa noite lucas, desculpas pelo, porém, já tentei encontrar seu livro a verdade sobre o inferno na versão DIGITALIZADA E NÃO encontrei. Já o tenho na versaonescrita e não somente ele, mais ou.menos 80% dos seus livros. Se poder me ajudar nesse ponto agradeço.

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    1. Olá, o "A Verdade sobre o Inferno" corresponde ao oitavo capítulo do livro "A Lenda da Imortalidade da Alma" na versão em pdf, eu só tive que dividir em dois livros na versão impressa por causa do limite de páginas, mas o conteúdo em si é exatamente o mesmo. Abs!

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